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Boletim do Conselheiro 25

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Janeiro/23

Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc | Paulo Guilherme Horn | pghorn@gmail.com / (47) 9 9992-0036

Ao final destes longos dias Apesar de meu pouco tempo de Conselho de Administração, já tenho um razoável tempo de Celesc. Completo 17 anos de empresa em maio e posso dizer que já vi bastante coisa. A história é tão fascinante que ela se desenrola e você não se dá conta que fez parte dela. Eu jamais imaginei que um dia qualquer em que fui a Florianópolis com o sindicato, em 2009, entraria para a história como o dia em que a privatização da Celesc foi impedida com a ocupação de uma reunião do Conselho. A vida tem dessas coisas: ela acontece sem que a gente consiga entender, de antemão, a importância dos fatos que vivemos. Por isso, relatar a história é tão importante. Eduardo Galeano, um de meus escritores favoritos ("As veias abertas da América Latina" permanece o livro mais importante que já li), falava da importância do escrever. “A gente escreve a partir de uma necessidade de comunicação e de comunhão com os demais, para denunciar o que dói e compartilhar o que dá alegria. A gente escreve contra a própria solidão e a dos outros. A gente supõe que a literatura transmite conhecimento e atua so-

Foto: Dóia Cercal/Secom

bre a linguagem e a conduta de quem a recebe; que ajuda a nos conhecermos para nos salvarmos juntos”, registrou. A escrita é uma serva da memória. E a memória é uma arma da luta coletiva. “Um povo sem memória é um povo sem futuro”, diz o ditado chileno. Sendo assim, aquilo que não vivi e, consequentemente, não escrevi, eu sei pelo registro de outros que, assim como nós, lutaram pela Celesc e nos deixaram de presente seus relatos. Nestes relatos de

tempos duros, diversos inimigos dos trabalhadores deixaram sua marca na história da Celesc. Muitos deles sentaram à cadeira de Presidente. De Nogert Wiest, Paulo Tatim e tantos outros, ficou o relato de enfrentamentos e de violência contra os trabalhadores e a Celesc Publica. Relatos de união dos celesquianos e de grandes greves, que nos levaram a realidade de ser uma das poucas distribuidoras de energia elétrica ainda pública no país.

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Boletim do Conselheiro 25 by Paulo Guilherme Horn - Issuu