boletim da intercel Informativo da Intercel
- 13 de setembro de 2018 -
N71
3ª RODADA DE ENCENAÇÃO SEM ARGUMENTOS E DESPREPARADA, DIRETORIA TRAVA NEGOCIAÇÃO E DESRESPEITA CELESQUIANOS
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A terceira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/19 foi muito fraca. Apesar das constantes demonstrações de comprometimento dos celesquianos com a empresa, a Diretoria da Celesc optou por fechar os olhos e apresentar uma proposta que ofende os trabalhadores. Logo no início da rodada os dirigentes sindicais cobraram uma proposta definitiva para o pleito principal dos celesquianos: a extensão da garantia de emprego para 3 anos. Se escondendo atrás de um “conforto jurídico”, o Diretor de Gestão afirmou que não poderia conceder ainda a reivindicação, afirmando que, no entanto, a Garantia e Emprego de 2 anos estava concedida. Os sindicatos da Intercel reafirmaram que a Diretoria da empresa tem uma dívida com os trabalhadores, que têm cortado na própria carne direitos e benefícios em prol da manutenção da Celesc. Não é possível que apenas os trabalhadores façam sacrifícios enquanto a empresa feche os olhos para avanços importantes para a categoria. A manutenção da concessão foi abraçada com responsabilidade pelos celesquianos. Estender a garantia de emprego seria dar mais tranquilidade para que os empregados continuem a trabalhar em defesa da Celesc Pública. O cenário nacional e a ronda das privatizações tem apertado os eletricitários, o que torna ainda mais importante a extensão da garantia de emprego. Além disso, as incertezas da eleição majoritária tornam a Celesc novamente um alvo dos privatistas, ameaçando a empresa pública e os trabalhadores. A inércia da diretoria ao se esconder atrás do jurídico demonstra falta de respeito com os celesquianos. Para completar o pacote do desrespeito, o Diretor apresentou a proposta de reajuste de 1,86% para todas as cláusulas com impacto econômico. Assim, jogada na mesa, num pacote de maldade é um tapa nos trabalhadores. Ao propor o reajuste da Parcela B da revisão tarifária da Celesc, muito inferior a qualquer cálculo e projeção de inflação, a Diretoria atesta que, para ela, os trabalhado-
res devem pagar para trabalhar. Ao propor a negociação em pacote, ela desmerece o processo negocial, desrespeitando também os dirigentes e entidades sindicais, legítimos representantes da categoria eletricitária. Respeitando a pauta de reivindicações, os dirigentes sindicais argumentaram cláusula a cláusula, criticando em todos os pontos a intransigência da diretoria em não apresentar agrgumento nas cláusulas financeiras. O que já era ruim, no entanto ficou pior. Mesmo para as cláusulas sem impacto financeiro a postura da Diretoria foi de negar qualquer avanço no Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, a empresa apresentou uma proposta de deturpar o Turno de Revezamento, impondo uma carga horária maior e diminuindo o intervalo de descanso em 3 escalas. Todas as cláusulas que a Diretoria condicionou o reajuste ao índice da Parcela B, retornarão na próxima rodada. Toda cláusula que atente contra direitos históricos será combatida. Não aceitaremos o desrespeito institucionalizado contra os celesquianos. A mesa de negociação desta 3ª rodada evidenciou o despreparo do nova Diretor de Gestão para conduzir um processo tão importante, com defesas vexatórias e negações inexplicáveis. Tanto que a negociação foi, de fato, conduzida pelo Chefe do RH, que fez o papel de co-
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ordenador da negociação pela empresa, argumentando sempre contra benefícios e direitos de todos os trabalhadores, inclusive ele mesmo. É o velho caso daquele empregado que, ao subir em uma caixinha, não se reconhece mais como um trabalhador celesquiano, mas se sente superior e não percebe que atenta contra seus próprios direitos. Com todos estes fatos, a postura da Diretoria da Celesc é ainda mais lamentável, considerando que pela primeira vez na história ela é majoritariamente formada por empregados de carreira. Das 8 diretorias, 6 são ocupadas por trabalhadores da empresa. Trabalhadores que têm um bom tempo de casa e conhecem e fizeram parte da construção da maior estatal catarinense, presenciaram suas lutas e o esforço dos trabalhadores. É triste perceber que, ao sentar na cadeira indicada politicamente, esqueçam de sua origem: a categoria eletricitária, a família celesquiana. Com esta rodada, o Acordo Coletivo de Trabalho entra em um ponto de impasse. O cenário construído pela incapacidade da Diretoria Colegiada somente será alterado com a união da categoria em defesa de seus direitos. Acompanhem as concentrações nos locais de trabalho e vamos juntos buscar o reconhecimento que os celesquianos verdadeiramente merecem.
cláusulas debatidas 03ª 04ª 05ª 06ª 08ª
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QUADRO DE PESSOAL - RETORNA. REAJUSTE SALARIAL - NÃO! Propõe 1,86% AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO - NÃO! Propõe 1,86% AUXÍLIO CRECHE-BABA - NÃO! Propõe 1,86% AUXÍLIO EMPREGADOS COM DEFICIÊNCIA OU COM DEPENDENTES DEFICIENTES - NÃO! Propõe 1,86% 09ª - AUXÍLIO-ENFERMIDADE - OK. Mantém ACT atual. 10ª - AUXÍLIO-FUNERAL - NÃO! Propõe 1,86% 11ª - BENEFÍCIO MÍNIMO APOSENTADORIA - NÃO! Propõe 1,86% 13ª - ADICIONAL DE PENOSIDADE - NÃO. 15ª - CONCEITOS OPERACIONAIS - NÃO. 20ª - TURNO DE REVEZAMENTO - Mantém ACT atual e propõe Grupo de Trabalho 25ª - DESPESAS COM ACIDENTES EM SERVIÇO E OUTRAS DOENÇAS PROFISSIONAIS - OK. Mantém o ACT atual. 26ª - PLANO CELOS SAÚDE E PREVIDENCIÁRIO - RETORNA. 37ª – ÁREA DE RISCO – OK. Mantém ACT atual. 40ª – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES SINDICAIS – Mantém ACT atual. Retorna parágrafo 2º. 41ª – ADICIONAL DE DESPACHANTE – NÃO! 1,86% de reajuste e propõe criação de GT para debater política de reajuste de adicionais. 43ª – ADICIONAL DE LINHA VIVA – NÃO! 1,86% de reajuste e propõe criação de GT para debater política de reajuste de adicionais. 47ª - HORÁRIO DE VERÃO DE LINHA VIVA - OK. Mantém ACT atual. 49ª - ATENDIMENTO COMERCIAL - OK. Mantém ACT atual. 52ª - ASSISTENCIA SINDICAL NAS RECISÕES - RETORNA. 56ª - GRATIFICAÇÃO AJUSTADA - NÃO. 58ª - VALE CULTURA - NÃO. 59ª - LOJAS DE ATENDIMENTO - NÃO. 61ª - UNIFORMIZAÇÃO DO HORÁTIO DE SOBREAVISO - NÃO.
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