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Boletim da Intercel 53

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boletim da intercel Informativo da Intercel

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07 de julho de 2017

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N53

REVISÃO DO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS RELATÓRIO DO GT É DETALHADO PARA INICIAR DEBATE COM TRABALHADORES Revisar o Plano de Cargos e Salários (PCS) é um dos com o debate em um Grupo de Trabalho (GT) composto maiores anseios dos trabalhadores da Celesc. O Primeiro por membros indicados pela Celesc e por representanPCS foi feito em 1996, enquanto sua última revisão foi tes da Intecel. As questões pontuadas pelos dirigentes implementada em 2007. Nestes mais de 10 anos mui- sindicais no GT tem três eixos principais, que foram inta coisa mudou na sociedade e na dicados pela categoria em assemempresa. As relações de trabalho bleias. Desta forma, é a verdadeira evoluíram e as demandas dos trareivindicação dos trabalhadores balhadores ganharam novas necesque foi debatida de forma técnica, sidades. Por isso revisar o PCS é tão buscando contemplar os desejos importante. dos celesquianos para esse novo As questões pontuadas pelos PCS. Então está tudo garantido? De 2011 para cá, revisar o PCS também virou sinônimo de corrigir um dirigentes sindicais no GT têm Não. Existem demandas do outro 3 eixos principais que foram lado, que foram apresentadas pelos grande erro da Diretoria da Celesc que, ao invés de debater as questões indicados pela categoria em representantes da diretoria. saláriais e carreiras da empresa atra- assembleias. Dessa forma, é a Com inúmeras divergências, o revés do PCS, decidiu conceder um latório fechou sem consenso. Aliás, verdadeira reivindicação dos é bom ressaltar que os posicionaaumento para uma única categoria, em forma de piso salarial. Essa deci- trabalhadores que foi debatida mentos dos membros da Celesc não de forma técnica são equivocada gerou uma reação: são necessáriamente o posicionase uma categoria teve um reajuste, mento da própria diretoria. Apesar todas as categorias também teriam de orientados pelos diretores, eles que ter. Essa é a história do Piso Saladevem sofrer mudanças na hora da rial que é garantido pelo Acordo Codiretoria apresentar uma proposta. letivo de Trabalho. Uma antecipação E, para que uma proposta possa de aproximadamente 10 anos de ser apreciada, os trabalhadores preprogressão da carreira, que também deixa os trabalha- cisam conhecer a lógica desta revisão, seus detalhes e dores “congelados” no PCS pelo mesmo tempo. Outras as divergências que devem ser superadas. É exatamente questões foram se somando devido à intransigência da isto que este boletim faz: apresenta aos celesquianos o empresa em discutir o plano. resultado do GT, o posicionamento da Intercel e as lutas Contratada no ACT 2015/16, a revisão do PCS iniciou que teremos para fechar essa revisão.

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PESQUISA SALARIAL As remunerações do Plano de Cargos e Salários vigente são balisadas por uma pesquisa salarial que identifica a média dos salários pagos no mercado. Mantendo a lógica, a Celesc contratou a empresa Hay Group, especializada em pesquisa, para mapear o mercado e trazer informações para iniciar o debate dos salários e carreiras na empresa. O primeiro problema foi a inclusão de empresas que em nada tinham relação com a Celesc. Indústrias e até supermercados haviam sido utilizadas. Os representantes da Intercel não aceitaram e apenas empresas públicas e privadas do setor elétrico foram consideradas para o debate. Além disso, a pesquisa da Hay continha apenas a ONS de empresa pública,

ignorando as empresas com maiores semelhanças à Celesc. Desta forma a própria Celesc realizou uma pesquisa exclusiva com empresas públicas, sendo elas: Copel, Cemig, CEEE, CEB, Cemat e Eletrosul. O segundo problema é que, na hora de calcular a média, a Hay definia pesos diferentes para empresas públicas e privadas. Assim, o trabalho da Hay considerava o peso de 66% para empresas privadas, o que jogava para baixo os valores. As duas pesquisas salariais apresentaram resultados diversos para várias categorias. Algumas categorias ficaram bem abaixo do mercado, outras bem acima e algumas exatamente igual ao mercado. Assim temos o seguinte resultado:

PESQUISA HAY GROUP

11% 9%

SALÁRIO CELESC ACIMA DO MERCADO INICIAL DA TABELA ACIMA DO MERCADO

PESQUISA EMPRESAS PÚBLICAS

13% 6%

SALÁRIO CELESC ABAIXO DO MERCADO INICIAL DA TABELA ABAIXO DO MERCADO

* O SALÁRIO CELESC CORRESPONDE AO SALÁRIO FIXO, SEM NENHUM ADICIONAL

A VISÃO DA INTERCEL

A VISÃO DA CELESC

A Intercel registrou no relatório que, pelo fato da Celesc ser uma empresa pública, a pesquisa salarial deve considerar um peso maior para as empresas pública, sugerindo que estas tenham peso de 66%, enquanto as privadas tenham peso de 33%. Como foram utilizadas mais empresas privadas do que públicas na pesquisa, o peso maior para as públicas tornaria a pesquisa mais próxima da realidade da Celesc e também da lógica com que foi construído o PCS vigente.

Os representantes da Celesc no GT trouxeram a proposta de utilizar pesos iguais para empresas públicas e privadas. Na proposta registrada no relatório, ambas teriam peso de 50%.

O QUE A DIRETORIA SINALIZOU? Foram realizadas duas reuniões com a Diretoria de Gestão Corporativa para debater as divergências registradas no relatório do Grupo de Trabalho. Apesar destas reuniões não terem gerado uma proposta da Celesc, algumas questões importantes já foram sinalizadas. 1- Adequação à pesquisa de mercado: a Diretoria da Celesc sinalizou que pretende aplicar uma das tabelas salariais decorrentes da pesquisa, seja a defendida pelos seus representantes no GT (peso maior para empresas privadas) ou a defendida pela Intercel (peso maior para empresas públicas). Entretanto isso significa não só elevar os salários. Significa também que os salários que estão acima da média de mercado serão reduzidos, ou seja, que o inicial da carreira para novos empregados será menor que o aplicado atualmente.

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PISO DO ACT: O FIM DA RUBRICA Uma das principais reivindicações desta revisão é o fim da rubrica do piso salarial do ACT. O que isso quer dizer? Quer dizer que é preciso corrigir o problema criado pela empresa em 2011. A rúbrica do piso é um adiantamento das progressões de PCS. Isso quer dizer que quem está no piso está recebendo 10 anos de PCS adiantado, o que é muito bom. No entanto, ao mesmo tempo que recebeu este adiantamento, parou de percebê-lo ano a ano, criando a impressão de “congelamento”. Para ficar mais claro: quando a rubrica foi criada, quem ficou no piso recebeu um adiantamen-

to de 10 anos de remuneração. Esse adiantamento está sendo pago ano a ano e é por isso que quem recebe a rubrica não percebe aumento nas progressões do PCS. Como corrigir esse problema? Transformando o piso do ACT no inicial de tabela do PCS. Ao transformar o piso no inicial de tabela, a rubrica deixa de existir e todos os trabalhadores progridirão no PCS. Esse é um dos poucos pontos onde Celesc e Intercel concordam e é o grande carro-chefe desta revisão. Esta correção nos leva a um outro momento que deve acontecer junto: um reenquadramento da curva salarial do PCS.

REENQUADRAMENTO A criação do piso do ACT aproximou os salários de trabalhadores de antiguidade de empresa diferentes. O que os diferenciava era o tempo que permaneceriam “congelados”na progressão do PCS. Ao transformar o piso no inicial, é preciso também fazer um novo enquadramento. O que isso significa? Significa que é preciso reposicionar os trabalhadores na curva salarial. Toda progressão salarial é feita em uma linha do tempo, ou seja, o seu tempo de casa faz com que você progrida na carreira. Desta forma, um empregado de 3 anos de empresa não pode estar no mesmo ponto de um de 12 anos, assim como este não pode estar no mesmo ponto que um de 25 anos. O reenquadramento servirá para identificar a posição correta dos trabalhadores na curva salarial.

A VISÃO DA INTERCEL

A VISÃO DA CELESC

A Intercel considera que o reenquadramento é absolutamente necessário, refletindo a realidade da progressão salarial que o trabalhador tem direito.

Apesar de não ter deixado explícito no relatório, os membros da Celesc no GT deixaram claro a intenção de impor um limitador ao reenquadramento. No relatório escreveram o seguinte: “a empresa deverá analisar o custo desse ajuste, propondo alternativas para reduzir ou neutralizar os impactos”.

O QUE A DIRETORIA SINALIZOU? A aplicação de um reenquadramento resulta em um imediato aumento do custo de pessoal. Com as metas econômicas e financeiras da concessão cada vez mais apertadas, é óbvio que a Celesc buscará formas de minimizar o impacto sobre a folha de pagamento. Apesar da Diretoria de Gestão não ter formalizado nenhuma proposta, foi sinalizado que o reenquadramento deverá sim ter um limitador, da mesma forma que aconteceu no PCS de 2006. Se naquela época a empresa limitou o impacto da folha em 17% e a aplicação em 2 anos, a necessidade de atingir os indicadores da concessão até 2020 será determinante para a proposta que será apresentada pela empresa. A empresa ainda não detalhou a forma, mas que proporá um limitador é certo.

EQUIPARAÇÃO: ELETRICISTAS X ADMINISTRATIVOS A equiparação das carreiras de Eletricistas e Assistentes Administrativos é uma das demandas que mais mobilizou os trabalhadores da Celesc. Aprovada em assembleia, o pedido de equiparação teve como base dois argumentos. O primeiro deles é que desde os últimos concursos a escolaridade para os dois cargos foi equiparada: ensino médio. O segundo é a utilização de novas tecnologias. Apesar da necessidade, a empresa tem deixado claro que não irá investir na recomposição do quadro de pessoal administrativo, implementando novas tecnologias que, em tese, substituiriam esta mão de obra. Só em tese. A utilização de tablets, palm top ou qualquer outro equipamento eletrônico apenas transferiu alguns serviços feito pelos assistentes administrativos para os eletricistas. Um exemplo é a baixa de ordens de serviço, antes serviço exclusivo dos assistentes administrativo que é feito hoje pelos eletricistas em campo.

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A VISÃO DA INTERCEL

A VISÃO DA CELESC

Os representantes da Intercel manifestaram no GT as argumentações que fizeram a reivindicação ser aprovada em assembleias. Para a Intercel, a revisão do PCS passa, pela equiparação da carreira operacional com a carreira administrativa.

Os membros da Celesc no GT se posicionaram contra a equiparação, justificando o posicinamento com a pesquisa de mercado, onde existe uma diferenciação que faz com que a carreira e a remuneração dos assistentes admninstrativos seja superior a dos eletricistas em todas as empresas.

O QUE A DIRETORIA SINALIZOU? A diretoria já sinalizou que não aceitará a equiparação. Apegada à pesquisa salarial, a Diretoria tem dado sinais de que não abrirá a discussão, o que dificulta a negociação da revisão do PCS.

TABELA SALARIAL Com o fim do piso e o reenquadramento, uma nova tabela salarial precisa ser editada. É nesta nova tabela que os trabalhadores progridirão na carreira.

CATÁLOGO DE CARGOS, FATOR DE MERECIMENTO E EQV Para a Intercel alguns pontos merecem um debate mais amplo e cuidadoso. Por isso um novo GT deve ser criado para revisar o catálogo de cargos, os fatores de merecimentos e a situação dos empregados em cargos Extintos Quando Vagar (EQV).

Em duas reuniões Intercel e Diretoria de Gestão debateram o trabalho do GT. E discordaram muito. Ao detalhar o trabalho do GT do PCS neste boletim, abrimos o debate com a categoria para subsidiar a negociação com a Diretoria colegiada. Apesar da Diretoria de Gestão ser a responsável pela negociação com os sindicatos, a responsabilidade é de todos os diretores. Então, o caminho da revisão do Plano de Cargos e Salários passa obrigatóriamente pela Diretoria da Celesc encaminhar uma proposta oficial aos sindicatos da Intercel. Esta proposta deve ser levada à assembleias pelas entidades sindicais, onde os trabalhadores definirão sua aprovação ou rejeição. Até que um novo PCS seja aprovado, o atual continua valendo. Uma nova reunião está agendada para o dia 20 de julho.

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E AGORA?

O caminho da revisão do Plano de Cargos e Salários passa obrigatóriamente pela Diretoria da Celesc encaminhar uma proposta oficial aos sindicatos da Intercel. Esta proposta deve ser levada à assembleias, onde os trabalhadores definirão sua aprovação ou rejeição

expediente Boletim da Intercel é uma publicação da INTERCEL Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) Rua Max Colin, 2368 - Joinville/SC CEP 89216-000 - Tel: (47) 3028-2161 Email: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do informativo.

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