boletim da intercel
Informativo da Intercel - 15 de setembro de 2016 - N33
4ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO CLÁUSULAS ECONÔMICAS FICAM PARA RODADA EXTRA, SOB AMEAÇA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
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A 4ª rodada de negociação iniciou nesta quarta-feira com uma pauta específica da Diretoria de Distribuição. Com a presença do Diretor James Giacomazzi à mesa, o que ficou claro é que a postura de atacar os direitos dos trabalhadores e piorar a condição de trabalho e de vida dos celesquianos não é isolada de um diretor; é a lógica de toda a diretoria nesta negociação. O debate iniciou por uma das cláusulas mais importantes para os trabalhadores da área operacional: o Turno de Revezamento. E é óbvio que não veio para melhorar. A diretoria apresentou uma série de novas escalas, na lógica de que elas ajudariam no cumprimento das metas da concessão. Na parte dos indicadores de qualidade, a diretoria argumenta que novas escalas e maiores possibilidades de movimentar os trabalhadores entre elas facilitaria o alcance das metas de DEC e FEC. Na parte dos indicadores financeiros, duas argumentações: diminuir benefícios e compensações financeiras históricas do turno e minimizar a possibilidade de multa pelo descumprimento do TAC. Sempre alertamos aos trabalhadores: as ações contra o Turno de Revezamento são um dos argumentos para que a diretoria busque piorar as condições para a categoria. Cada uma das ações do intervalo de almoço, que em sua ampla maioria não é verdadeira, contribuí para que toda a categoria perca. Se o turno não é o ideal, ele continua sendo muito melhor do que o turno da lei. Melhor para os trabalhadores e melhor para a sociedade! Entretanto, o debate sobre escalas e turno não pode ser feito dessa forma irresponsável. O debate tem que ser feito com os trabalhadores que vivenciam a cláusula, com tempo e condições para assegurar não só uma redução de despesas, mas também condições de trabalho que resguardem a saúde e segurança dos celesquianos. Os sindicatos da Intercel aceitaram a criação de um grupo de trabalho que, após o fechamento do ACT, debaterá o turno de revezamento. O passo seguinte foi mais do mesmo. A diretoria, novamente, negou o reajuste dos Adicionais de Despachante e de Linha Viva. Essa postura é, mais uma vez, uma demonstração que, entra diretor, sai diretor, o desrespeito com os celesquianos permanece. A lógica dos adicionais foi corrigir uma injustiça cometida na implemetação do Plano de Cargos e Salários vigente. Tanto Despachantes quanto eletricistas de Li-
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nha Viva tinham carreiras 17% superiores do que técnicos e eletricistas, respectivamente. No enquadramento as carreiras foram niveladas, impondo perdas a estes trabalhadores. A criação do adicional já contou com a compreensão dos trabalhadores, que aceitaram um valor inferior, na lógica de que o adicional seria reajustado constantemente, sem impor novas perdas. E aí a falta de palavra da diretoria entra em cena novamente, afinal de contas, há dois anos a empresa congelou o reajuste dessas cláusulas. Por fim, a diretoria novamente demonstrou que o discurso de manutenção dos direitos era uma grande mentira. Atacando um direito histórico, a empresa colocou o dinheiro à frente da saúde dos trabalhadores, propondo o fim do Horário de Verão de Linha Viva. Essa cláusula tem constantemente sido atacada pelos administradores da empresa. A implicância dos chefes de Agência Regional com o horário de verão de Linha Viva também é histórica. Entra ano e sai ano as chefias inventam jeitos novos de desmontar as equipes de linha viva ou de burlar o acordo. A falta de vontade do Diretor James também é histórica. Cada vez que afirma ser profundo conhecedor da Linha Viva, o diretor também demonstra que é um grande inimigo dos trabalhadores. Se a postura de quem "conhece o setor" é a de prejudicar a saúde dos trabalhadores, esta pessoa não pode ocupar um cargo de diretoria da Celesc. Conhecer as dificuldades e riscos e ainda assim atentar contra a saúde e segurança dos celesquianos é mais do que uma simples "preocupação financeira", como diz o diretor. É jogar na lata do lixo a importância dos trabalhadores à Celesc. A Linha Viva é fundamental para o alcance de metas de DEC e FEC. Reestruturar as equipes em todas as regionais deveria ser prioridade da Celesc neste momento e para isso seria ainda mais importante respeitar e valorizar os trabalhadores que arriscam sua vida em um serviço de alta complexidade e tão importante para o futuro da Celesc. Com a crítica forte dos sindicatos da Intercel, a Diretoria recuou na proposta, cedendo o Horário de Verão para a Linha Viva de média tensão, mas retirando das equipes de transmissão. A Intercel manteve a crítica e então o Diretor deixou tudo em aberto, afirmando que daria a resposta definitiva às reivindicações no dia seguinte.
Por fim, a diretoria novamente demonstrou que o discurso da manutenção dos direitos era uma grande mentira
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POUCOS AVANÇOS Na quinta-feira a rodada iniciou pela manhã com todas as cláusulas ainda pendentes vindo à mesa. Seguindo o discurso de não conceder nenhum avanço neste Acordo Coletivo, as reivindicações foram, em sua ampla maioria, negadas pelas Celesc. Destaque negativo foi, novamente, a falta de respeito do Diretor de Distribuição com os trabalhadores. Para deixar claro as dificuldades dos trabalhadores de Linha Viva e os riscos de saúde e segurança decorrentes da não realização do horário de verão de Linha Viva, dirigentes sindicais que atuam na função compareceram à negociação completamente paramentados com os equipamentos de segurança. Enquanto o Diretor de Gestão, Nelson Santiago, mostrou-se sensível às argumentações da Intercel, questionando os trabalhadores e, inclusive, vestindo alguns dos equipamentos, o Diretor de Distribuição, James Giacomazzi, não apareceu na ne-
gociação e não deu resposta definitiva sobre nenhuma das reivindicações da categoria. As cláusulas mais esperadas pelos celesquianos, novamente, foram adiadas pela diretoria. Todas as cláusulas com impacto econômico, principalmente, Reajuste Salarial e Vale-Alimentação ficaram para uma rodada extra, que será realizada amanhã, dia 16. Segundo o Diretor de Gestão esse adiamento é necessário para que a empresa feche o entendimento da administração sobre a proposta que será entregue aos sindicatos para apreciação dos trabalhadores. Novamente ficou claro que o Diretor veio à mesa de mãos atadas, sem ter poder de negociar com os sindicatos. A pressão em cima da Diretoria ficou clara também. Ao pedir a suspensão da negociação no início da tarde de hoje, o Diretor justificou: precisava se reunir com conselheiros do governo e da Angra para debater a proposta para o ACT 2016/17.
NÃO NEGOCIAREMOS COM O CA A interferência do Conselho de Administração no Acordo Coletivo de Trabalho sempre foi rejeitada e repudiada pelos trabalhadores. Ao longo do tempo, cada vez mais os acionistas minoritários tentaram interferir na negociação para retirar direitos e rebaixar o ACT dos celesquianos. Foi assim com a PREV I e é assim com a Angra. O próprio Representante dos Empregados no Conselho de Administração já havia denunciado, no Boletim do Conselheiro, a formação de um "comitê" de conselheiros para acompanhar a negociação. É inadmissível que a Diretoria fique à mercê dos Conselheiros. A Intercel não aceitará a interferência e não negociará o ACT com quaisquer que sejam os conselheiros: do governo ou da Angra.
Ao adiar o debate com os sindicatos para se reportar aos conselheiros, a Diretoria demonstra, novamente, que está pressionada e sem real poder de negociação. O fato é que a responsabilidade da negociação é do Governo do Estado. Como acionista controlador, o Estado não pode ficar à mercê dos minoritários. Não pode dar poder de mando para quem não tem. A Celesc é pública e a Angra não manda na empresa. Assim, ao Governo do Estado só cabe o papel de dar suporte aos diretores para que eles apresentem uma proposta livre da pressão de quem enxerga a Celesc apenas como um "negócio da China". Nesta sexta-feira teremos a rodada definitiva deste Acordo Coletivo de trabalho. A negociação só
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se encerrará com a formalização de uma proposta para ser encaminhada em assembleia aos trabalhadores. A Diretoria da Celesc precisa vir à mesa com tinta na caneta e com uma proposta que respeite os direitos dos celesquianos.
Celesc Pública Bom para todo mundo
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