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Boletim da Intercel 32

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boletim da intercel

Informativo da Intercel - 08 de setembro de 2016 - N32

3ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO CONGELAMENTO DE BENEFÍCIOS E CONFISCO DE DIREITOS PREDOMINAM NESTA RODADA DO ACT

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Se na semana passada não houve negociação, nesta não foi diferente. Apesar do Diretor de Gestão e de sua equipe estarem sentados no lado oposto da Intercel, não houve negociação. A empresa não quis negociar, pois quando se vem à mesa sem poder na caneta, não há debate produtivo. Quando a diretoria traz uma pauta pronta e não tem poder para avançar em nada, isso não é uma negociação. É um teatro. E, novamente, foi um teatro que a diretoria montou para rebaixar o Acordo Coletivo de Trabalho dos celesquianos. O cenário é o mesmo do ano passado: sem reajuste em nenhuma cláusula do ACT. A argumentação também é igual: qualquer avanço nos benefícios dos trabalhadores quebra a empresa. Ou seja, o fim da Celesc, será culpa dos trabalhadores. O teatro contou (de novo) com uma apresentação do caos. Muito semelhante àquela que a Diretoria tem feito nas Regionais, para desmobilizar e assutar os celesquianos, a apresentação é a justificativa de apertar o pescoço e cortar na carne dos trabalhadores. Sob o mantra de que mantém os benefícios dos trabalhadores, a Diretoria novamente mente para os celesquianos, pois a conta é simples: se nada se reajusta e a economia come uma parte da remuneração dos trabalhadores, o que a diretoria propôs para os celesquianos é menos que zero. Apesar da intransigência da diretoria, que não queria discutir as questões financeiras em nenhuma das cláusulas - o que novamente evidencia a falta de respeito e o teor teatral da negociação -, os sindicatos da Intercel argumentaram uma por uma. Cláusula à cláusula a diretoria negou o reajuste, impondo mais do que o congelamento, o rebaixamento das condições de remuneração e de vida dos trabalhadores! Parece que os mais de mil nãos que os trabalhadores deram à empresa nas assembleias da PLR inspiraram a vingança da diretoria. Não foram mil nãos, mas foi pior. Foi o não de assaltar o bolso dos trabalhadores, como se somente penalizar quem trabalha e constrói a Celesc fosse garantir a concessão. Repassar aos trabalhadores toda a conta da incompetência da diretoria com o argumento da continuidade da Celesc é, mais uma vez, jogo sujo. Afinal de contas, uma gestão incompetente que se arrasta há tempos tem que achar um bode expiatório. Para que atuar na inadimplência? Para que minimizar as perdas não técnicas? Como justificar aumentos exorbitantes para empreiteiras? O caminho é retirar direitos dos trabalhadores! Mas a empresa não disse que manteria todos os direitos dos celesquianos? Pois é. Parece que temos mentirosos compulsivos negociando o Acordo Coletivo de Trabalho.

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MENTIRAS, RETIRADA DE DIREITOS E SEGREGAÇÃO O fato é que a Diretoria insistiu nas mentiras sem a menor vergonha. A negociação começou com o Diretor reafirmando aquilo que disse já na primeira rodada: que a Celesc manteria os direitos dos trabalhadores. Mas foi só chegar na 3ª cláusula debatida que a verdade veio à tona: a Celesc quer retirar direitos dos celesquianos. Nas cláusulas 8ª (Auxílio a Empregados com Deficiência ou Dependentes Deficientes) e 10ª (Auxílio-Funeral), além de negar as reivindicações dos trabalhadores e não reajustar os valores, a empresa propôs tirar o benefício pós-emprego de quem já está na empresa e não

estender a quem vier a entrar. A Diretoria também demonstrou que quer transformar os atendentes de 4 horas nos "patinhos-feios" da Celesc. Na PLR já demonstraram que os consideram "meio" trabalhadores. Agora, tentam novamente atacar os seus direitos, diferenciando o acesso ao benefício do Sistema de Compensação (Cláusula 19), cortando-o pela metade. Na sequência, a Diretoria ainda trouxe do último ano o ataque aos companheiros que ainda farão parte da Celesc. Aqueles que serão o futuro da empresa. Anuênio, Gratificação de Férias, Gratificação de 25 anos e Licença-Prêmio nova-

mente serão retiradas, fazendo com que os trabalhadores revivam uma época que já levou a categoria a 15 dias de greve. Então, para quem afirmava que "direito se mantém", há um grande lapso. A verdade é que a postura da diretoria novamente foi de extremo desrespeito com os trabalhadores da Celesc e com sua representação. Ainda havia a grande questão desta rodada: a garantia de emprego. Após uma longa tarde de ataques aos direitos da categoria, faltava a mais esperada das cláusulas do ACT.

TEMOS A GARANTIA DE EMPREGO, FALTA O RESTO DO ACORDO tação foram cobrados pelos sindicatos da Intercel, mas não tiveram resposta., apenas a promessa de que serão debatidas na próxima rodada de negociação. Para os sindicatos que compõem a Intercel, as próximas rodadas precisam de uma nova postura da diretoria. Ao invés de apostar no embate e na retirada de direitos, trazendo uma pauta pronta e sem o poder de decisão, a diretoria deve realmente negociar com os sindicatos. A fala do diretor é um prenúncio: "sempre acho que vale mais um mau acordo do que uma boa briga". Na história, tivemos bons acordos, fizemos boas brigas e até saímos algumas vezes machucados, mas sempre juntos e em busca do melhor para a Celesc Pública e para os trabalhadores. A próxima rodada de negociação acontece na quarta-feira, dia 14.

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Foi através de muita luta e mobilização que a garantia veio. Mas também temos que deixar claro que só ela não levará ao fechamento do Acordo

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Ao final do teatro de horrores, o sopro de quem tanto bateu. A Garantia de Emprego (Cláusula 3ª), mais importante cláusula do Acordo Coletivo foi concedida. Novamente, entretanto, a situação nos lembra da negociação do ACT do ano passado. Em 2015, ao apresentar a "pior proposta da história da Celesc", como dissemos no Boletim da Intercel nº 11, a Celesc também concedeu a garantia de emprego. Como se a concessão da reivindicação histórica automaticamente desse aval a uma proposta muito ruim. Nunca minimizaremos a conquista da garantia. Foi através de muita luta, história e mobilização que ela veio. Mas também temos que deixar claro que só ela não levará ao fechamento do Acordo. Cláusulas importantes como o Reajuste Salarial e o Vale-Alimen-


cláusulas debatidas PENDÊNCIAS DA ÚLTIMA RODADA 17ª - SISTEM A ALTERNATIVO DE PONTO - Retorna. 27ª - POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E MEDICINA DO TRABALHO E CIPA - Retorna 33ª - ORIENTAÇÃO QUANTO À COIBIÇÃO DE PRÁTICAS DISCRIMINATÓRI AS - OK. 45ª - PROGRAM A V IDA V IVA - OK, com ajuste na redação

3ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO 03ª - QUADRO DE PESSOAL - OK. 06ª - AUXÍLIO-CRECHE/BABÁ - NÃO. Sem reajuste. 08ª - AUXÍLIO A EMPREGADO DEFICIENTE E COM DEPENDENTE DEFICIENTE - Propõe retirada de Direitos. Retorna. 10ª - AUXÍLIO-FUNERAL - Propõe retirada de Direitos. Retorna. 11ª - BENEFÍCIO MÍNIMO À APOSENTADORI A - Retorna. 12ª - ANUÊNIO - Segregação 13ª - ADICIONAL DE PENOSIDADE - Retorna. 19ª - SISTEM A DE COMPENSAÇÃO - NÃO. Propõe segregação para trabalhadores de 4 horas. 21ª - PAGAMENTO DE FÉRI AS - OK. 22ª - GRATIFICAÇÃO DE FÉRI AS - Segregação. 23ª - GRATIFICAÇÃO DE 25 ANOS - Segregação. 24ª - LICENÇA-PRÊMIO - Segregação. 41ª - ADICIONAL DE DESPACHANTE - NÃO. Sem reajuste. 43ª - ADICIONAL DE LINHA V IVA - Não. Sem reajuste. Parágrafo 1º retorna. 49ª - ATENDIMENTO ASSISTENCI AL - OK, com ajuste na redação.

expediente

Celesc Pública

Bom para todo mundo

Boletim da Intercel é uma publicação da INTERCEL Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) Rua Max Colin, 2368 - Joinville/SC CEP 89216-000 - Tel: (47) 3028-2161 Email: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do informativo.

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