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Boletim da Intercel 30

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boletim da intercel

Informativo da Intercel - 01 de setembro de 2016 -

N30

MENTIRAS DA CELESC TRAVAM NEGOCIAÇÃO comunicado da diretoria da celesc sobre a plr 2016 ataca os sindicatos da intercel, mente aos trabalhadores e inviabiliza a 2ª rodada de negociação do act 2016/17

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Ao citar que propôs uma nova forma de pagamento da PLR, a diretoria OMITE que, na verdade, o que apresentou com a tentativa de comprar o direito histórico dos trabalhadores foi a segregação da categoria. Na proposta, futuros trabalhadores não teriam direito ao "mínimo". Mas, o que é o mínimo? A parcela mínima da PLR surgiu de um abono de fechamento de Acordo Coletivo de Trabalho, equivalente a 105% da folha de pagamento. Só depois que ela passou a incorporar a PLR como parcela mínima. Além disso, a diretoria também OMITE que, para incorporar o “mínimo” ao salário, os trabalhadores teriam que pagar o custo dos impostos, o que reduziria em até 50% o direito. A segunda proposta apresentada também traz um problema crônico da diretoria: a falta de palavra. Além de não trazer nenhum reajuste nos valores, a diretoria convenientemente "esqueceu" do compromisso assumido com os trabalhadores na PLR 2015. Na negociação do ano passado os trabalhadores aceitaram incluir indicadores relacionados à concessão para medição da PLR, enquanto a diretoria afirmou que apresentaria um plano de evolução gradativa da parcela linear até chegar aos 100% reivindicados pela categoria. Sem assumir sua responsabilidade, a Celesc ainda tentou rebaixar a PLR dos trabalhadores, utilizando somente 3 indicadores (geralmente são utilizados 10 indicadores), todos ligados à concessão, aumentando o risco para a categoria. Além disso, a proposta novamente tentava dividir os trabalhadores, cortando ao meio o valor a ser distribuído para os celesquianos com carga horária de 4 horas. E aí não são só os novos atendentes. Médicos do trabalho, que sempre receberam a PLR integral também sofreriam com esta medida absurda. Enquanto a Celesc permanece na lógica do valor do salário para determinar a distribuição da PLR, nós temos plena convicção de que a PLR NÃO É SALARIO, é uma BONIFICAÇÃO PELA PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS TRABALHADORES NA PRODUÇÃO DO LUCRO E NO ALCANCE DOS RESULTADOS DA EMPRESA. Ou seja, todos são fundamentais para esse processo e todos devem receber da mesma forma. Por isso, mais uma vez essa proposta foi rejeitada. A proposta seguinte foi apreciada em Assembleia

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Mas a verdadeira canalhice do comunicado é antecipar o encaminhamento da Intercel para as assembleias que serão realizadas na próxima semana. Em reunião com o presidente da empresa, Cleverson Siewer, onde participou o Diretor de Gestão, Nelson Santiago, a Intercel afirmou que ainda via problemas na proposta da empresa e que avaliava que esta não deveria ser aprovada pela categoria sem alguns avanços. A Diretoria então, sem dar resposta aos sindicatos da Intercel, se antecipa com um comunicado mentiroso e interfere vergonhosamente na autonomia sindical

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Mentira. Engodo. Embuste. Lorota. Escolha a palavra que quiser. Todos os sinônimos cabem ao comunicado da diretoria da Celesc que travou a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17, nesta quinta-feira, dia 01 de setembro. Ontem, a diretoria encaminhou aos celesquianos um comunicado dizendo que a frustrante negociação da Participação nos Lucros e Resultados 2016 não é culpa dela, que ela é flexível e compreensiva. A única coisa que faltou falar foi a verdade. Como o texto da empresa é dividido em partes, faremos aqui um contraponto também em partes.


DOS TRABALHADORES e rejeitada por unanimidade após uma grande incompetência da diretoria, que demorou 5 meses para fazer a segunda proposta. A verdade é que a proposta rejeitada pelos trabalhadores nas assembleias era ainda pior do que a de 2015! Sem reajuste, com menos indicadores (e mais dificuldade para alcance) e sem avanços na linearidade, era óbvio que a proposta não seria aprovada. Após paralisação no dia 16, a empresa veio com uma proposta que aparentemente avançava. Mero engodo, de novo. A diretoria apresentou um avanço na parcela linear, passando para 65%, e um reajuste dos valores, passando para R$ 14.350 milhões, porém este reajuste é mentiroso. A diretoria quer condicionar a proposta apresentada à Intercel à proposta feita às outras entidades sindicais. Para garantir o desejo de sindicatos diferenciados, aumentar a desigualdade e diminuir a parcela linear, a Celesc propõe um contrato diferente para ambas intersindicais. Enquanto o nosso aumenta a linearidade, o deles diminui, e é aí que vem o golpe do reajuste. Estes R$ 150 mil a mais não têm reflexo aos trabalhadores: a hipótese da Diretoria é que eles apenas compensariam a diminuição da linearidade para os diferenciados. Sem meias palavras, a Diretoria congela os valores para os eletricitários e tenta enganar com um aumento da parcela linear que não terá reflexos financeiros. A empresa não pode se fechar para algo que nunca abriu. O diálogo que tanto afirma ter aberto é uma mentira. Apresentar propostas sempre inferiores para estender a negociação e criar factoides para se dizer injustiçada é patético e marca desta diretoria. Mas, ainda pior, esta diretoria que fica escondida atrás de um jurídico que só pensa em atacar a Intercel, decidiu que manda mais do que a carta sindical concedida pelo MINISTÉRIO DO TRABALHO aos sindicatos majoritários! Os sindicatos dos eletricitários têm o direito de representar a todos os trabalhadores da Celesc. Não importa se ele é eletricista, técnico, engenheiro, administrativo, contador, atendente e por aí vai. Ele sendo trabalhador da Celesc pode ser representado pelos sindicatos da Intercel. Mas, para o jurídico da empresa, a carta sindical e a determinação do Ministério do Trabalho não valem. O que vale é o parecer fajuto montado para atacar a representação dos trabalhadores. Neste malfadado parecer a empresa afirma que o trabalhador que não é filiado a nenhum sindicato é, automaticamente, representado pelo sindicato diferenciado. Ou seja, ele não tem nem a oportunidade de escolher quem lhe represente. A disputa da representação não é o ideal, entretanto, a nossa atuação enquanto sindicato combativo e que respeita todos os celesquianos, tratando todas as categorias com a mesma importância, não nos permite atuar ao lado de quem acha que é melhor do que os outros. Mas a verdadeira canalhice do comunicado é antecipar o encaminhamento da Intercel para as assembleias que serão realizadas na próxima semana. Em reunião com o presidente da empresa, Cleverson Siewert, onde participou o Diretor de Gestão, Nelson Santiago, a Intercel afirmou que ainda via problemas na proposta da empresa e que avaliava que esta não deveria ser aprovada pela categoria sem alguns avanços. A Diretoria, então, sem dar resposta aos sindicatos da Intercel, se antecipa com um comunicado mentiroso e interfere vergonhosamente na autonomia sindical. Assim, as mentiras da Diretoria inviabilizaram a segunda rodada de negociação. E, agora, com elas expostas, é preciso uma grande participação dos trabalhadores nas assembleias de apreciação da proposta de PLR 2016, na próxima semana. É hora de decidir o rumo desta luta.

Celesc Pública

expediente Boletim da Intercel é uma publicação da INTERCEL Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) Rua Max Colin, 2368 - Joinville/SC CEP 89216-000 - Tel: (47) 3028-2161 Email: sindsc@terra.com.br

Bom para todo mundo

As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do informativo.

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