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Boletim da Intercel 15

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boletim da intercel Informativo da Intercel

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11 de setembro de 2015

quarta rodada de ~ negociacao II , Nova proposta indecente da Celesc não repõe inflação e ataca anuênio e PCS dos trabalhadores

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A quarta rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/16 dos celesquianos se estendeu pela noite de quinta-feira e retornou na manhã desta sexta-feira, dia 11. Durante o dia de ontem, com 95% da categoria paralisada, a negociação teve início conturbado e se estendeu noite adentro, debatendo cláusulas importantes, mas deixando as de impacto financeiro para a manhã de hoje. Se na quinta-feira o resultado da negociação não foi bom, na manhã de hoje foi catastrófico. Novamente, a Celesc apresentou uma conta completamente desfavorável à categoria, não repassando o reajuste da inflação, alterando em muito pouco a proposta que levou os trabalhadores à mobilização e barganhando direitos da categoria com a liberação de dirigentes sindicais. Mantendo a segregação de direitos como um dos principais pontos deste acordo, o diretor de gestão afirmou que, pensando na manutenção da Celesc Pública, a lógica das empresas privadas deve ser trazida para dentro do Acordo, cortando benefícios que caracterizam o funcionalismo público. Com pouco impacto financeiro, Gratificação de 25 anos e Licença Prêmio permanecem para todos os trabalhadores. Entretanto, reiterou que Anuênio e Gratificação de Férias devem ser cortados para trabalhadores que entrarem na empresa a partir de outubro deste ano. A indecência da proposta, no entanto, foi apresentada na lógica dos reajustes. A diretoria manteve a posição de não reajustar nenhuma cláusula que tenha impacto financeiro, tratando em separado o Reajuste Salarial e o vale-alimentação. Para o vale-alientação, a proposta da empresa é manter o reajuste zero e a retirada do direito dos trabalhadores, reduzindo o valor dos vales-extraordinários. Quanto ao “vale peru”, a empresa alterou a proposta passando para 11 vales. O reajuste salarial foi a pior das surpresas. Além de não repor a inflação, a nova proposta da Celesc afeta os ganhos com anuênio e Plano de Cargos e Salários (PCS)

dos celesquianos. Utilizando como base a Parcela B da tarifa, com o percentual de 5,54%, a Celesc apresentou a conta de retirar dos trabalhadores o pouco de ganho neste período. Para a Diretoria, a lógica é conceder aos trabalhadores um reajuste de 3,54%, que seria o índice da Parcela B, menos 1% do anuênio e 1% da progressão por antiguidade do PCS. A proposta da Diretoria é mais uma vez uma falta de respeito com os trabalhadores que construíram e constroem a grandeza da Celesc. É um atentado à dignidade dos celesquianos. Se na última rodada a Celesc nos pressionava com um reajuste zero, agora nos afronta com a proposta de imputar as perdas inflacionárias também ao PCS e ao anuênio. Ao subtrair o percentual destes benefícios de sua proposta de reajuste, apresentando o 3,54%, a Diretoria da Celesc retira dos trabalhadores a possibilidade de perceberem um avanço real em suas remunerações que em nada tem a ver com o reajuste do ACT. As progressões de Anuênio e PCS são mérito do trabalho dos celesquianos em sua caminhada na empresa e não podem ser atacados. A postura da Celesc nesta negociação inevitavelmente levará os trabalhadores a uma nova mobilização. É inadmissível que a empresa continue atacando os trabalhadores e seus direitos e, dissimuladamente apresente que a negociação está fluindo bem. A verdade é que a Celesc tem atentado contra os direitos e a dignidade dos celesquianos, seguindo uma cartilha privatista e se escondendo atrás da Renovação da Concessão. Se a postura da Diretoria não mudar e o Governo do Estado não assumir sua responsabilidade de negociar um ACT justo, a categoria não se furtará de lutar em defesa de seus direitos. Os sindicatos que compõem a Intercel realizarão assembleias de apreciação desta proposta na próxima terça-feira, dia 15. É momento de união e companheirismo em busca de um Acordo Coletivo que respeite a história e importância dos eletricitários catarinenses. Fiquem atentos às concentrações e participem das assembleias.

Se na última rodada a Celesc nos pressionava com um reajuste zero, agora nos afronta com a proposta de imputar as perdas inflacionárias também ao PCS e ao anuênio

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expediente

Celesc Pública

Boletim da Intercel é uma publicação da INTERCEL Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) Rua Max Colin, 2368 - Joinville/SC - CEP 89216-000 - Tel: (47) 3028-2161 Email: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do informativo. saesc - sindinorte - sinergia - sintevi - sintresc - stieel

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