Boletim semanal - Ano VI - Edição 12 - 7º Domingo do Tempo Comum
Amai os vossos inimigos
E fazei o bem aos que vos odeiam
IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
LARGO DO MACHADO - RIO DE JANEIRO - RJ
Pascom Nossa Senhora da Glória Dirigente espiritual - Diácono Jorge
Agentes - André Pessôa Flávia Mascarenhas Maria das Graças Luciana Gonçalves Colaboradora - Monica Bezerra
Coordenação - Elydia Sérgio Fadul Jr
Capa - foto: Escultura de Jesus com um guerrilheiro - Timothy P. Schmalz
Pároco - Padre Geovane Ferreira da Silva
IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
LARGO DO MACHADO - RIO DE JANEIRO - RJ
1 - Missa com oração de Cura e 5 - Rifa de um colcha de solteiro Ajude a nossa Igreja comprando uma rifa, Libertação disponível na lojinha ou secretaria. Esta Dia 23/02, quarta feira, às 20 h. colcha, além de ser bonita, foi feita com 2 - Missa em honra a São Pio de m u i t o c a r i n h o , p o r u m a d a s coordenadoras. Pietrelcina Dia 02/03, quarta feira, às 20 h. 6 - Creche Monsenhor Franca Os colaboradores que ainda não pegaram 3 - Bazar Neste domingo, exclusivamente, teremos o o seu carnê, ou aqueles que desejarem bazar no estacionamento da paróquia, de colaborar, podem procurar a secretaria. 10 h às 17 h. 7 - SOS Petrópolis Estamos recolhendo doações para as 4 - CURSO LUZ E VIDA Inscrições abertas! Teologia Moral I, vítimas de Petrópolis, em unidade à nossa Sacramentos e Prática de ensino. Início no Arquidiocese. dia 05/03, nos sábados de 09 h às 12 h. Aprenda mais sobre a sua religião! Você sabia que o termo "kenosis" é um termo grego sobre o auto-esvaziamento de Cristo em sua encarnação? Mas, vale lembrar que o "kenosis" foi, na realidade, um ‘rebaixamento’ do ser perfeito, da condição espiritual ao carnal, e não um esvaziamento de sua divindade e nem uma troca da divindade pela humanidade. Jesus se faz homem, para que os homens aprendam com Deus. Talvez uma das frases mais difícil para o cristão, para aquele que quer crer, seja aquela em que Jesus diz para amarmos os inimigos. E não é só aturar... Não é só estar perto... É para amar o inimigo! É agir com bondade, com caridade! Temos que saber perdoar, temos que agir como Deus faz conosco. E perdoar não é somente achar que não tem mais problemas, que basta esquecer, que a solução é não ver a pessoa que te decepcionou... Aqueles que agem assim terminam desenvolvendo problemas psicológicos sem perceber, como opressões, ansiedades sérias, depressões. Certos traumas não curam até que aprendamos a perdoar, porque o perdão é poder relembrar de coisas e fatos sem sentir ressentimentos, sem ter sofrimentos. Quantas pessoas não falam com pais, filhos, parentes, por causa de uma besteira, por vezes muito pequena, um orgulho, uma vaidade, que se transformou em dor. Você tem dificuldades para perdoar? Por que não procura um aconselhamento com o nosso Diácono, ou com padres na nossa paróquia? Te encontro aqui!
O perdão é um tema debatido desde sempre. Muitos de nós crescemos aprendendo e concordando que devemos ser capazes de perdoar as outras pessoas pelo mal que nos causaram, porque os maiores beneficiados com isso somos nós mesmos. Outros não concordam com isso e acreditam que certas atitudes não merecem perdão, e estão dispostos a sacrificar relacionamentos em favor dessa opinião. Um dos maiores motivos pelos quais o perdão não é visto com bons olhos pelas pessoas é porque elas acreditam que é impossível perdoar e esquecer, e que é hipocrisia dizermos que somos capazes de liberar perdão e automaticamente apagar de nossas mentes e corações todo o sofrimento que alguém nos causou. Essa questão é muito complexa. É possível concordar que o esquecimento não é algo que vem facilmente para nós, especialmente se a dor veio de uma pessoa que amávamos muito e na qual confiávamos plenamente. O padre Fábio de Melo compartilhou recentemente em seu perfil no Twitter uma frase muito interessante sobre o perdão e que aborda exatamente essa questão do esquecimento.
Ela diz: “Perdoar não é esquecer o mal que o outro nos fez. É relembrar sem sofrimento.” Essa frase é poderosa e reflexiva, e nos faz repensar sobre o que realmente significa perdoar alguém. Embora o perdão seja uma dádiva, uma grande qualidade, que nos liberta de prisões emocionais, nós todos somos humanos, por isso o adaptamos à nossa realidade. Perdoar não significa, necessariamente, esquecer, especialmente porque as feridas e os traumas que outra pessoa nos causou não desaparecem com o tempo, nem da mente nem do coração. Liberar o perdão é ser capaz de relembrar o que passou sem sofrimento na alma e sem permitir que a atitude da outra pessoa tire a nossa paz ou a nossa motivação para caminhar e conquistar os nossos sonhos e objetivos. Perdoar é seguir a própria vida livre de todas as intenções negativas enviadas em nossa direção por outra pessoa. É nos levantarmos, juntarmos os pedaços de nossos corações e nos recompormos, evitando alimentar dentro de nós qualquer sentimento que possa prejudicar nossa felicidade. Para perdoar, não precisamos esquecer, mas ser capazes de liberar todos os sentimentos negativos relacionados à ação da outra pessoa. Devemos colocar a nós mesmos em primeiro lugar e nos amar acima de tudo, não permitindo que nenhum sentimento negativo habite em nós. Portanto, perdoe, ainda que não seja capaz de esquecer. É o desapego do sofrimento que o ajudará a seguir em frente e se reconstruir para uma vida melhor. Luiza Fletcher - O Segredo
20 - Santo Euletério Santos Francisco e Jacinta Marto 21 - São Pedro Damião 22 - Festa da Cátedra de São Pedro 23 - São Policarpo de Esmirna 24 - São Sérgio da Capadócia 25 - Santa Walburga 26 - São Porfírio 27 - São Gabriel das Dores
olhar fitou os olhos arrebatadores da imagem, ouviu de modo claro em seu interior estas inesquecíveis palavras: “Francisco, o que fazes no mundo? Tu não foste feito para ele. Segue a tua vocação!”. Nesse momento, dando livre curso a abundantes lágrimas de agradecimento e compunção, tomou a firme resolução que há tempo vinha postergando: ser religioso, decidindo entrar na Congregação dos Passionistas. “Oh! Em que abismo não teria certamente caído se Maria, benigna até para com aqueles que não A invocam, não tivesse acorrido misericordiosamente em meu auxílio naquela Oitava de sua Assunção!”, exclamaria ele, algum tempo depois. Tal episódio comovedor foi o decisivo ponto de inflexão na vida curta, mas gloriosa, de um dos grandes santos do século XIX: São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, conhecido como “o santo dos jovens, dos milagres e do sorriso”.
A graciosa cidade italiana de Spoleto, na Perúgia, acordou radiante de alegria numa manhã da Oitava da Assunção de Maria, em 22 de agosto de 1856. Seus habitantes celebravam com júbilo a festa da Padroeira, agradecendo de modo especial o terem sido libertos da peste que devastara a região nos últimos anos. Um belo quadro da Mãe de Deus, conhecido como a Madonna Del Duomo (Nossa Senhora da Sagrada Imagem), havia sido retirado de seu relicário para ser conduzido pelas ruas, em solene procissão. Era um ícone de estilo bizantino doado à cidade pelo imperador Frederico Barba-Ruiva, em 1155, como sinal de reconciliação e de paz. Segundo a tradição, teria sido pintado por São Lucas e se conservara na Catedral de Constantinopla até a época das perseguições iconoclastas. Não havia, naquelas animadas ruas, quem não caísse de joelhos ao ver desfilar com grande pompa a milagrosa imagem da Rainha do Céu. Todos esperavam receber d’Ela uma graça almejada, um consolo, uma bênção particular. “O que fazes no mundo? Não foste feito para ele!” Entre a multidão dos fiéis, aguardando a passagem do venerado ícone, destacava-se, naquele dia, um jovem de porte distinto e jovial. Quando a Sagrada Imagem da Santíssima Virgem passou diante dele e seu
Vivaz, gentil e cheio de afeto Nascido em 1º de março de 1838, em Assis, foi ele batizado no mesmo dia com o nome de Francisco, em honra ao Poverello. Undécimo filho de uma família de treze irmãos, seu pai, o advogado Sante Possenti, exercia na época o cargo de prefeito. A mãe, Angese Frisciotti, pertencia a uma família de nobre ascendência, e morreu quando ele tinha apenas quatro anos.
Apesar de possuir um coração propenso à generosidade e simpatia, imperava no espírito daquele terno menino um temperamento indômito que, quando contrariado, se exteriorizava inúmeras vezes em ímpetos de cólera, durante os quais seus olhos escuros tornavam-se brilhantes e os pés batiam no chão com energia. Tendo ele três anos de idade, a família Possenti transferiu-se para Spoleto, onde transcorreriam sua infância e adolescência. Ali Francisco se distinguiu por seu caráter vivaz, cheio de afeto, gentil, palavra fácil e cheia de graça, voz sonora e olhar penetrante. Seu diretor espiritual, o padre Norberto Cassinelli assim o descreve: “Reunia em si muitos dotes dificilmente encontráveis numa só pessoa. Era em verdade belo de alma e de corpo”. “Eu não vivia senão por um pouco de fumaça!” Esse temperamento amável e privilegiado não excluía o amor ao risco, tão comum na adolescência. O comandante da guarnição militar de Spoleto, grande amigo de seu pai, instruíra o jovenzinho a manejar com certeira pontaria a pistola e o fuzil. Sendo a caça seu lazer favorito, em um ano ganhou como presente de Natal uma bela escopeta… que não deixaria de ocasionar sobressaltos e preocupações a seu progenitor. Aos 13 anos começou a freqüentar a escola dos jesuítas, onde se sobressaía a todos os companheiros. Ele “era o preferido para declamar nas soirées acadêmicas. […] Todos o queriam, tudo lhe sorria, tudo corria de acordo com seus desejos… Seu maior gosto era brilhar nas festas, nos saraus e no teatro”. Também o baile constituía para ele grande motivo de atração. Dançava com tal habilidade que se tornou conhecido pelo apelativo de “il ballerino”, e como tal animava os mais cotados salões da cidade. Esses momentos passados em frívolas distrações atormentaram depois sua consciência, levando-a a exclamar com frequência: “Ó, vaidade de meus passatempos!… Que cegueira a minha!… Eu não vivia senão por um pouco de fumaça!…”. Um cilício sob as roupas elegantes Porém, o jovem Francisco professava no seu interior uma fé pura e sincera. “Nunca se aproximava dos Sacramentos sem deixar transparecer os profundos sentimentos de fé e de religioso respeito dos quais esgotava compenetrado”, declarou um dos seus mais íntimos amigos da época. “Quantas vezes o vi
de mãos juntas, olhos umedecidos pelas lágrimas e como que arrebatado em profundos pensamentos!”. Sobretudo, ninguém podia imaginar que aquele jovem aplaudido e aprovado por todos levava, sob as roupas elegantes e luxuosas, um rude cilício de couro cravejado de agudas pontas de ferro. No vaivém superficial dos acontecimentos, o anseio de trilhar algum dia na vida religiosa começava a despontar em sua alma. Faltavam, todavia, alguns lances decisivos para dar o derradeiro adeus ao mundo.
Árdua renúncia, feita com alegria Após a morte da mãe, sua irmã mais velha, Maria Luísa, fora para ele um de seus principais esteios. Muito formosa, estava ela na flor da idade quando irrompeu em Spoleto uma assoladora epidemia de cólera, da qual foi a primeira vítima… A morte da jovem, ocorrida no ano de 1855, causou em Francisco o impacto de um raio. Disso se valeu a Providência para abrir-lhe os olhos sobre sua vocação. Logo após o falecimento, ele expôs a seu pai a resolução de
ingressar num convento. Este, entretanto, recusou sua autorização, temendo que tal desejo fosse o fruto efêmero de um momento de dor. Receio, na aparência, confirmado, pois, com o correr do tempo, as atrações do mundo começaram a abafar de novo aquele anelo interior… “Podia eu” – escreveria depois Francisco a um de seus companheiros – “gozar de mais prazeres e diversões? E o que ficou de tudo aquilo? Nada mais do que vergonha, temores e turbações”. Foi nessa situação que veio dar-se o crucial encontro com a Sacra Imagem, graças a qual o renitente jovem decidiu abraçar para sempre a vida religiosa. Poucos dias depois desse episódio, em 5 de setembro, a mais seleta sociedade de Spoleto reunia-se no salão de cerimônias do Liceu Jesuíta, para assistir à distribuição dos prêmios de fim de curso. Enquanto presidente da Academia Literária, Francisco ocupava no salão um lugar proeminente. Chegada a hora de subir ao cenário, a assistência prorrompeu em exclamações de entusiasmo, vendo um adolescente de dezoito anos apresentar- se com tanta elegância e distinção. “Aquele timbre de voz, aquela sonoridade, aquela vocalização e, sobretudo, aquela graça de expressão e de gestos eletrizavam e sacudiam os corações mais apáticos”. Terminado o discurso, todos d e s ej a v a m f e l i c i tá - l o , a cl a m á - l o , cumprimentá-lo, e ele respondia com seu habitual sorriso. A decisão, porém, estava tomada. No dia seguinte, ele partiria para uma mudança de vida definitiva. Com apenas 18 anos, trocava um brilhante por vir, por uma vida de renúncia e recolhimento. Dava, sim, um passo árduo, mas com o coração tomado de alegria. Passionista para sempre Na manhã seguinte, Francisco partiu feliz de Spoleto em direção a Loreto, onde passou alguns dias estreitando os laços de amor e devoção a Maria Santíssima, no célebre Santuário. De lá, dirigiu-se a Morrovalle para dar início ao noviciado passionista. “Ele, o elegante bailarino, o brilhante animador dos salões de Spoleto, escolheu entrar no austero Instituto dos Passionistas, fundado em 1720 por São Paulo da Cruz, com a missão de anunciar, através da vida contemplativa e do apostolado, o amor de Deus revelado na Paixão de Cristo”. A mudança do nome para Gabriel de Nossa
Senhora das Dores marcou a morte para a vida passada e o começo da caminhada nas vias da perfeição. Quando, em conversa com seus companheiros de convento, o assunto recaía sobre os acontecimentos do mundo, ele a interrompia com um sereno sorriso: “Por que falarmos daquilo que temos de abandonar para sempre? Deixem que os mortos enterrem seus mortos”. Não pensemos, entretanto, que a adaptação à austera vida religiosa foi fácil para aquele jovem de vida acomodada. Acostumado às comidas finas, “os insípidos alimentos do pobre convento passionista causavam-lhe uma repugnância invencível. Apesar dos protestos de sua natureza, insistia ele em comê-los, até que seus superiores, compadecidos, permitiram-lhe, temporariamente, algum alívio”. O mesmo acontecia com outros aspectos de observância da disciplina, mas ele fazia questão de cumprir eximiamente os horários e obrigações do noviciado, por muito esforço que isso lhe custasse, dada sua delicada compleição.
Amor à Paixão de Cristo e a Maria Santíssima Durante sua vida de religioso, nele sobressaía, sem dúvida, um arraigado amor à Paixão do Senhor. Tal veneração sentia pelos sofrimentos de Jesus que nunca se separava do crucifixo: “Q uand o convers ava, mantinha-o dissimuladamente na mão e o apertava com
carinho; quando dormia, colocava-o sobre o peito; quando estudava, punha-o junto ao livro e, de vez em quando, o fitava e osculava com tanto afeto e fervor, que a imagem de metal foi-se gastando até ficarem apagados todos os traços da fisionomia”. A essa devoção característica da congregação em que ingressara, no entanto, unia-se um amor “entusiasta, engenhoso e aceso à Santíssima Virgem”. Seu famoso Credo di Maria revela-nos o encanto dessa alma apaixonada pela Mãe de Deus: “Creio, ó Maria, […] que sois a Mãe de todos os homens. […] Creio que não há outro nome, fora do nome de Jesus, tão transbordante de graça, esperança e suavidade para aqueles que o invocam. […] Creio que quem se apoia em Vós não cairá em pecado, e quem Vos honra alcançará a vida eterna. […] Creio que vossa beleza afugentava todo movimento de impureza e inspirava pensamentos castos”. Curta existência, pontilhada de atos heroicos Na mente do noviço Gabriel, não havia espaço para nenhum outro pensamento a não ser Jesus e Maria. E sentia uma tão entranhada necessidade de levar às últimas conseqüências sua entrega a Deus e a Maria Santíssima que, certa vez, ao ouvir os passos de seu diretor espiritual, abriu a porta da cela e, arrojando-se a seus pés, lhe suplicou: “Padre, se achar em mim qualquer coisa, por pequena que seja, que não agrade a Deus, eu, com sua ajuda, quero arrancá-la a todo custo!”. O sacerdote respondeu-lhe que, no momento, nada via, contudo não deixaria de alertá-lo ao perceber algum sinal. Com essa garantia, o dócil religioso acalmou-se completamente. Reconhecendo na hora suprema sua fraqueza, o santo repetia: “Meus méritos são as vossas chagas, Senhor!” Sua curta existência foi pontilhada de atos admiráveis, pois tudo praticava com espírito de inteira elevação e sublimidade: “Nossa perfeição não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em executar bem as ordinárias”, costumava dizer. O último sorriso Após um ano e meio de noviciado, em fevereiro de 1858, Gabriel deu início aos estudos para o sacerdócio, passando a morar finalmente no convento de Isola del Gran Sasso, onde viria falecer. Em 25 de maio de 1861, recebeu as ordens menores na Catedral
de Penne. Pelos arcanos desígnios da Providência, porém, não chegaria a tornar-se presbítero. No final desse mesmo ano, uma terrível tuberculose o acometeu. Ora, longe de impedir-lhe o avanço nas vias da virtude, a fatal enfermidade servia-lhe para escalar com mais rapidez os píncaros da santidade. Deus dispôs que ele fosse sendo consumido aos poucos pela doença, para aumentar-lhe os méritos e dar aos outros ocasião de se edificarem com seu exemplo. No leito de morte, restava-lhe ainda enfrentar o pior drama da sua vida: os derradeiros assaltos do demônio e a terrível provação decorrente de uma “noite escura da alma”. Entretanto, também dessa última prova saiu vencedor. O sacerdote que lhe prestava assistência na hora suprema ouviuo repetir três vezes, em curtos intervalos de tempo, esta frase de São Bernardo, pela qual ele reconhecia diante de Deus sua própria fraqueza: “Vulnera tua, merita mea. Meus méritos são vossas chagas, Senhor!”. Na manhã de 27 de fevereiro de 1862, com o coração transbordante de alegria, as mãos cruzadas sobre o peito, apertando o crucifixo e a imagem da Virgem Dolorosa, Gabriel sorriu pela última vez, extasiado, ao contemplar com os olhos da alma Aquela a quem servira na Terra com tanta doçura. O “santo do sorriso” tinha, então, apenas 24 anos de idade. No sesquicentenário de sua morte, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores continua sendo, para a juventude atual, um inapreciável exemplo de renúncia intransigente ao pecado, de amor entusiasmado à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e de devoção entranhada a Maria Santíssima.
a A caridade é a boa disposição do espírito, que nada coloca acima do divino conhecimento. Ninguém poderá jamais alcançar uma caridade permanente de Deus, se estiver preso pelo espírito a qualquer coisa terrena. Quem ama a Deus antepõe o conhecimento e a ciência dele a toda sua criatura. Nele pensa incessantemente com íntimo desejo e amor. Se todas as coisas que existem têm Deus por criador e por ele foram feitas, então Deus, que assim as criou, como não será incomparavelmente de maior valor? Quem abandona a Deus, o bem insuperável e se entrega ao que é pior, dá provas de considerar Deus abaixo da criação. Quem me ama, diz o Senhor, guardará meus mandamentos. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros. Portanto, quem não ama o próximo, não guarda o mandamento. Quem não guarda o mandamento, também não pode amar o Senhor. Feliz o homem que é capaz de amar igualmente todos os homens. Quem ama a Deus, ama também sem exceção o próximo. Sendo assim, não consegue guardar seu dinheiro, mas gastao divinamente, dando a quem quer que dele precise. Quem, à imitação de Deus, dá esmolas, não faz diferença nas necessidades corporais entre bons e maus, porém a todos igualmente distribui em vista da indigência real. Contudo, em atenção à boa vontade, prefere o virtuoso e diligente ao mau. A caridade não se revela apenas nas esmolas em dinheiro. Muito mais em partilhar a doutrina e em prestar serviços corporais.
Quem, verdadeiramente, de coração, rejeita as coisas mundanas e, sem fingimento, se entrega aos serviços de caridade para com o próximo, este, bem depressa liberto dos vícios e paixões, tornase participante do amor e ciência de Deus. Quem encontrou em si a caridade divina, sem cansaço, sem fadiga, segue o Senhor, seu Deus, conforme o admirável Jeremias, mas com fortaleza de ânimo suporta todo labor, opróbrio e injúria, sem nada pensar de mal., Não digais, diz o profeta Jeremias, somos o templo do Senhor. Tu também não digas: “A fé nua, sem mais, em nosso Senhor Jesus Cristo, pode conceder-me a salvação”. Isto não pode ser se não lhe unires também o amor por ele mediante as obras. Quanto à simples fé: Os demônios também creem e tremem. Obra de caridade é prestar de boa vontade benefícios ao próximo como também a longanimidade e a paciência; e ainda, usar das coisas com discernimento. São Máximo Confessor - Capítulos sobre a Caridade
Santa Tereza da Benedita Cruz (Edith Stein) no campo de concentração nazista
“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ‘A vós, que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica’” (Lucas 6,27-29). O cristianismo, ele toca a liberdade da pessoa, ele toca a nossa liberdade; Ele não existe para fazer homens e mulheres “bonzinhos”, capazes de realizar ‘alguns’ atos de caridade. O cristianismo existe para fazer pessoas capazes de um amor extremo, um amor exigente, um amor radical, um amor capaz de dar a vida. Basta partirmos de Cristo, nosso Senhor e olhar para a vida de tantos santos na história da Igreja que foram capazes de colocar em ato, na prática, o que é, de fato, cristianismo. Então, o cristianismo não nos faz somente pessoas muito caridosas, mas precisa nos fazer outras pessoas capazes de dar a vida uns pelos outros. A exigência é superar aquele amor de respostas: alguém faz por mim, eu também faço. O desafio é amar quem não me ama, ou quem fez algum mal contra mim. Nós precisamos nos libertar daquele nosso amor doente, ou libertar o nosso amor, porque, senão, ele vai viver a vida toda prisioneiro da gratificação, da troca, da recompensa, do destinatário fácil - aquele que só amo quem é cômodo para mim, só amo aqueles que são convenientes.
Nosso amor vai adoecendo, nosso amor se acostumando dessa forma, e precisamos libertar o nosso modo de amor dessas doenças. Renunciar aquele mecanismo: ação-reação. Me ama? Eu também amo. Fala bem de mim? Eu também falo bem. Rejeita-me? Eu também rejeito. Este comportamento está muito longe do Espírito de Cristo, muito distante daquilo que é o verdadeiro Espírito de Cristo. O texto nos diz: “bofetada”, “tomar o manto”. O cristão não pode ser jamais um tolo, e ele não é um tolo, um bobo; ele tolera, é diferente! Do latim, “tolere” é um dos significados: levar, roubar; o cristão não se apega a nada, nem à própria vida. Ele é capaz de deixar que levem alguma coisa ou até sua própria vida por causa de Seu amor a Cristo, o cristão não está apegado a nada, nem à própria vida. O cristianismo é um modo de viver, é um modo de amar e de fazer escolhas. Essa é a vida de Cristo que precisa tocar a vida de cada um de nós. Sobre todos vós, a bênção do Deus Todopoderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém! Padre Donizete Ferreira - Canção Nova Imagem: São Maximiliano Kolbe - Mártir do holocausto
Estimados irmãos e irmãs, bom dia! No centro do Evangelho da Liturgia de hoje estão as Bem-aventuranças (cf. Lc 6, 20-23). É interessante notar que Jesus, apesar de estar rodeado por uma grande multidão, proclama-as dirigindo-se «aos seus discípulos» (v. 20). Fala aos discípulos. Com efeito, as Bem-aventuranças definem a identidade do discípulo de Jesus. Podem parecer estranhas, quase incompreensíveis para aqueles que não são discípulos, mas se nos perguntarmos como é um discípulo de Jesus, a resposta é precisamente as Bem-aventuranças. Vejamos a primeira, que é a base de todas as outras: «Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus!» (v. 20). Bem-aventurados vós, pobres. Jesus diz duas coisas sobre os seus: que são bemaventurados e que são pobres; aliás, que são bem-aventurados porque são pobres. Em que sentido? No sentido em que o discípulo de Jesus não encontra a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros bens materiais, mas nos dons que recebe todos os dias de Deus: vida, criação, irmãos e irmãs, e assim por diante. São dádivas da vida. Também os bens que possui, é feliz de os partilhar, porque vive na lógica de Deus. E qual é a lógica de Deus? A gratuidade. O discípulo aprendeu a viver na gratuidade. Esta pobreza é também uma atitude em relação ao sentido da vida, porque o discípulo de Jesus não pensa que a possui, que já sabe tudo, mas sabe que deve aprender todos os dias. E esta é a pobreza: a consciência de ter de aprender todos os dias. O discípulo de Jesus, dado que assume esta atitude, é uma pessoa humilde, aberta, livre dos preconceitos e da rigidez. Houve um belo exemplo no Evangelho do domingo passado: Simão Pedro, pescador experiente, aceita o convite de Jesus para lançar as suas redes a uma hora insólita; e depois, cheio de admiração com a pesca prodigiosa, deixa o barco e todos os seus bens para seguir o Senhor. Pedro revela-se dócil ao deixar tudo, tornando-se assim um discípulo. Por outro lado, aqueles que estão demasiado apegados às próprias ideias e certezas, quase nunca seguem realmente Jesus. Eles seguem-no um pouco, apenas naquilo em que “concordam com Ele é que Ele concorda comigo”, mas depois, quanto ao resto, não está bem. Este não é um discípulo. E assim cai na tristeza. Fica triste porque mão é exatamente como ele quer, a realidade escapa aos seus esquemas mentais e fica insatisfeito. O discípulo, por outro lado, sabe como questionar-se, como procurar humildemente Deus todos os dias, e isto permite-lhe mergulhar na realidade, apreendendo a sua riqueza e complexidade. Por outras palavras, o discípulo aceita o paradoxo das Bem-aventuranças: elas declaram são que bem-aventurados, isto é, felizes, aqueles que são pobres, que carecem de muitas coisas e reconhecem-no. Humanamente, somos levados a pensar de outra forma: é feliz quem é rico,
quem está cheio de bens, quem recebe aplausos e é invejado por muitos, aquele que tem toda a segurança. Mas isto é pensamento mundano, não é o pensamento das Bem-aventuranças! Jesus, pelo contrário, declara o sucesso mundano como um fracasso, porque se baseia num egoísmo que enche e depois deixa o coração vazio. Confrontado com o paradoxo das Bemaventuranças, o discípulo deixa-se desafiar, consciente de que não é Deus que deve entrar na nossa lógica, mas nós na Sua. Isto requer um caminho, por vezes cansativo, mas sempre acompanhado de alegria. Porque o discípulo de Jesus é alegre com a alegria que lhe vem de Jesus. Pois, lembremo-nos, a primeira palavra que Jesus diz é: bem-aventurados; isto origem às Bemaventuranças. Este é o sinónimo de ser um discípulo de Jesus. O Senhor, ao libertar-nos da escravidão do egocentrismo, liberta os nossos fechamentos, dissolve a nossa dureza, e abre-nos à verdadeira felicidade, que muitas vezes se encontra onde não pensamos. É Ele quem guia as nossas vidas, não nós, com os nossos preconceitos ou as nossas necessidades. Por fim, o discípulo é aquele que se deixa guiar por Jesus, que abre o coração a Jesus, que o ouve e segue o seu caminho. Podemos então perguntar-nos: eu – cada um de nós – tenho a disponibilidade do discípulo? Ou comporto-me com a rigidez de alguém que se sente no lugar certo, que se sente bem, que sente que já alcançou o que queria? Será que me deixo “escavar dentro” pelo paradoxo das Bemaventuranças, ou permaneço no perímetro das minhas ideias? E então, com a lógica das Bemaventuranças, para além dos trabalhos e dificuldades, será que sinto a alegria de seguir Jesus? Esta é a caraterística saliente do discípulo: a alegria do coração. Não esqueçamos: a alegria do coração. Esta é a referência para saber se uma pessoa é discípula: tem alegria no coração? Tenho alegria no coração? Este é o ponto. Que Nossa Senhora, primeira discípula do Senhor, nos ajude a viver como discípulos abertos e alegres. Foto: A12 Texto: Angelus 13/02 - Papa Francisco
Imagem: site Jesus nos ensina
vezes e devemos ter a consciência da dificuldade que se vive ao buscar a metanóia em nossas vidas. Por isso, como recebi a dica em uma confissão, compartilho duas leituras para você fazer quando se sentir abatido.
Salmo 56 a
Todos nós somos pecadores, e devemos saber bem disso. E, quando achamos que não estamos pecando, talvez a nossa consciência possa estar se acomodando, ou aceitando demais os próprios erros. São João da Cruz alertava sobre os pequenos pecados, que parecem inocentes e não fazem mal aparente, mas que nos corrompem pouco a pouco, a ponto dos pequenos pecados se tornarem até mortais. Este mundo grita contar a Igreja, acusando-a de só causar aos homens a sensação de culpa, e grita para os fiéis para se libertarem, serem livres. Mas, este grito é como o canto das sereias, que nos chama a morte. É o chamado da anestesia, onde tudo pode acontecer sem que sintamos. Mas também é verdade que somos livres porque Deus nos fez livres. E esta liberdade está em buscar o bem, não o mal, pois o mal não se aplica somente a mim, mas ao próximo de alguma forma. Se conhecemos a verdade e a vivemos, certamente entenderemos que Deus não nos impõe nada, Ele somente propõe. Por isso, nós também não devemos impor aquilo que consideramos certo, mas propor. Destas imposições, já surgiram tantas coisas ruins! E, acredite, o mundo está só olhando para jogar nas nossas caras os erros de alguns. Ele junta tudo que acontece errado, para tentar nos enganar. Ele colocar flores para ocultar a morte que se esconde por trás. Mas, para nós que buscamos a santidade, o segredo é nunca desistir. Cairemos várias vezes, mas temos que ter forças para nos levantarmos, mesmo diante de pressões, opressões e obsessões... E saiba, Deus vê tudo isso. Ele sabe se você faz as coisas de coração. Ele sabe se há falsidade nas tuas ações. Ele sabe se você está realmente arrependido, ou se você só está indo para confissão para falar seus erros (e até esconder muitas outras) sem realmente estar consciente e arrependido, apenas porque estás com remorsos. E, no trajeto, podemos cair uma ou muitas
Ao mestre de canto. “Não destruas”. Cântico de Davi, quando fugiu para a caverna, perseguido por Saul.
Tende piedade de mim, ó Deus, tende piedade de mim, porque a minha alma em vós procura o seu refúgio. Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe. Clamo ao Deus Altíssimo, ao Deus que me cumula de benefícios. Mande ele do céu auxílio que me salve, cubra de confusão meus perseguidores; envie-me Deus a sua graça e fidelidade. Estou no meio de leões, que devoram os homens com avidez. Seus dentes são como lanças e flechas, suas línguas como espadas afiadas. Elevai-vos, ó Deus, no mais alto do céu, e sobre toda a terra brilhe a vossa glória. Ante meus pés armaram rede; fizeram-me perder a coragem; cavaram uma fossa diante de mim; caiam nela eles mesmos. Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme; vou cantar e salmodiar. Despertate, ó minha alma; despertai, harpa e cítara! Quero acordar a aurora. Entre os povos, Senhor, vos louvarei; eu vos salmodiarei entre as nações, porque aos céus se eleva a vossa misericórdia, e até as nuvens a vossa fidelidade. Elevai-vos, ó Deus, nas alturas do céu, e brilhe a vossa glória sobre a terra inteira.
Recomeçar Sempre
Oração de São Leão Magno
Não desista nunca: Nem quando o cansaço se fizer sentir, nem quando os teus pés tropeçarem, nem quando os teus olhos arderem, nem quando os teus esforços forem ignorados, nem quando a desilusão te abater, nem quando o erro te desencorajar, nem quando a traição te ferir, nem quando o sucesso te abandonar, nem quando a ingratidão te desconcertar, nem quando a incompreensão te rodear, nem quando a fadiga te prostrar, nem quando tudo tenha o aspecto do nada, nem quando o peso do pecado te esmagar. Invoque sempre a Deus, junte as mãos, reze, sorria… E recomece! Texto: Sérgio Fadul
ESPAÇO DAS CRIANÇAS Amar quem não me ama Uma coisa difícil de entender Mas quando Deus nos chama Sabemos que tudo devemos viver Se não sabemos perdoar Como iremos nos encontrar? (SCFJ)
PENSE E RESPONDA VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO SERMÃO DA PLANÍCIE? QUAL É A DIFERENÇA PARA O SERMÃO DA MONTANHA? VOCÊ É CARIDOSO? O QUE VOCÊ FAZ PELO PRÓXIMO? VOCÊ AMA SOMENTE QUEM TE AMA?
VAMOS PINTAR?
DECIFRE A MENSAGEM A
B C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V W X
Y
Z
A B C D E F G HIJ K L M N O P Q R S T U V W XY Z
NA VIDA DEVEMOS AMAR SEM MEDIDAS
DESCUBRA OS SETE ERROS NÃO DECLINES NEM PARA A DIREITA NEM PARA A ESQUERDA RETIRA O TEU PÉ DO MAL.
DESCOBRINDO LIGUE AS PARTES E FORME A FRASE