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Jornal PANROTAS 1229

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R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.229

www.panrotas.com.br

3 a 9 de agosto de 2016

www.pancorp.com.br

RIO 2016 O olhar brasileiro (e carioca) sobre o maior evento esportivo do planeta não pode ignorar as oportunidades perdidas e os desvios de caminho até chegarmos ao 5 de agosto; mas também não pode deixar de ter orgulho e otimismo, torcendo para bons resultados para atletas, cidadãos e para a nossa indústria, de Viagens e Turismo > Páginas 14 a 23


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3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN #RIO2016 NO TWITTER

LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 4 a 12 GBTA debate cases e impactos do dia a dia mundial nas Viagens Corporativas

MARCAS

ESPORTES

MAIS CITADAS Principais marcas citadas

MAIS FALADOS

até o fechamento desta edição

Principais esportes falados até o fechamento desta edição

Página 24 Estados Unidos: número de brasileiros cai 22% em janeiro Futebol

Atletismo

Vôlei

Basquetebol

Natação

ASSUNTOS

MAIS COMENTADOS

Principais assuntos comentados até o fechamento desta edição

Páginas 26 e 27 GVA fala de planos para destinos representados

Página 28 Latam Travel Brasil conta próximos passos da integração

Páginas 30 e 31 CVC: nova equipe no Rio e oferta de ações que pode mudar controle

Páginas 32 e 33 O Gestor Meios de pagamentos são desafio na hotelaria

Fonte: Twitter Brasil #LiveInsights

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Por que o negativo atrai? A impressão que dá é que, no Brasil, são as notícias negativas que dão mais audiência e por isso a imprensa investe tanto em escândalos, tragédias, violência e bizarrices, em uma quase torcida para que tudo dê errado sempre. Mas isso não é uma verdade. Sim, o ser humano é atraído por notícias trágicas (que comovem e que também causam certo alívio egoísta: não é comigo, ufa!), mas o Brasil vive e é gerido de forma errada há séculos. Não há como olhar para a Olimpíada e apenas festejar. Não há como celebrar a ascensão de milhões que saíram da pobreza, sem contabilizar os que morreram por causa da corrupção, que desviou verbas de hospitais, por exemplo. Não há como chorar mais pelo 7 a 1 da Copa do Mundo do que pelos estádios superfaturados. Não há como aplaudir ministros que são moeda de troca política e não têm um projeto estratégico para sua pasta. Sim, nós acreditamos. Somos otimistas. Recebemos bem. Temos paciência

maior que qualquer outro cidadão. Damos segundas e terceiras chances. Não gostamos que terceiros falem de nossas mazelas (só nós mesmos podemos colocar o dedo na ferida). E até rimos de muitas delas. Rimos para não chorar. Mas pedir para fechar os olhos para a visita não ver a roubalheira ou a ineficiência é imoral. Pedir apenas matérias fofas sobre superação, quando os atletas sequer tiveram a política pública a seu favor é hipocrisia. Pedir mais esforço durante os Jogos para quem já é tão taxado, cobrado e mal servido (pelo poder público) chega a ser maldoso. O Brasil tem de ser bom para o brasileiro. E o turista vai se beneficiar disso, assim como o brasileiro se beneficia dessa indústria que gera empregos, renda, experiências, intercâmbios, qualificação, encantamento, oportunidades... Enquanto não houver justiça e igualdade, um olhar sobre o coletivo, investimentos que deem frutos e políticos que pensem no bem estar de

todos e não em suas contas fora do País, temos sim que continuar celebrando e apontando os erros ao mesmo tempo. Como o travo amargo no final do doce, a alegria um pouco triste, a viagem cujo ponto alto é voltar para casa. Não temos síndrome de vira-lata. Apenas somos tratados como tal por nossos governantes. Que a Olimpíada deixe não apenas legados, mas lições. Aprendizados. Um futuro, onde terão importância as recentes punições, frustrações, erros e acertos de uma nação ainda desgovernada e pouco independente. Copo meio cheio ou vazio? Choro de alegria ou tristeza? Tocha olímpica ou pira incendiária? Cada momento que virá é que nos dirá. E esperamos que o Turismo possa continuar contribuindo, mesmo relegado a planos inferiores, para o desenvolvimento do Brasil e de todos nós brasileiros. Boa Olimpíada Rio 2016 para todos nós: brasileiros, visitantes e espectadores em todo o mundo.

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PANROTAS — Versão digital das publicações da editora


03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

S E U AQ T S E D

DO PORTAL

DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta

>

DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

PANROTAS

21 a 27/7

1 Rio 2016: confira quais e onde serão as casas temáticas – em 21/7

2 Latam Travel, Alagev e CVC contratam;

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Brunna Castro, Felippe Constancio, Henrique Santiago, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Renato Machado, Roberta Queiroz, Rodrigo Vieira e Fernanda Cordeiro (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza, Jhonatan Soares e Marluce Balbino (RJ) MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Katia Alessandra, Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

confira vagas – em 27/7

3 Nova atração na Califórnia gera protestos dos fãs Disney – em 25/7

4 Gol retoma voos de Curitiba para 3 cidades do Paraná – em 21/7

5 CVC retoma Mega Feirão neste fim de semana – em 22/7

6 Aéreas pedem apoio a passageiros a regras no setor – em 21/7

7 Lufthansa inicia venda de passagens pelo Airbnb; confira – em 26/7

8 Mala inteligente carrega usuários pelo aeroporto – em 26/7

9 Aeroporto da Madeira passa a ser Cristiano Ronaldo – em 26/7

10 Maior piscina do mundo tem até windsurfe; veja fotos – em 22/7

11 Comissária mais velha do Brasil morre aos 88 anos – em 27/7

12 Viaje pela Europa de carro em 13 estradas incríveis – em 22/7

13 Trend abre 25 vagas para consultores; confira – em 25/7

14 Latam anuncia vencedores do prêmio Agências de Elite – em 22/7

15 CVC Rio tem nova equipe; conheça os nomes – em 14/7


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ESPECIAL

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corporativo

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Eventos

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Renê Castro — Denver (Estados Unidos)

Leia cobertura completa em www.pancorp.com.br

Tempos modernos

Pavilhão de exposição da convenção recebeu cerca de sete mil profissionais

SERIA UM VERDADEIRO CLICHÊ AFIRMAR QUE O QUE ACONTECE NO MUNDO INFLUENCIA O universo de Viagens Corporativas. Seria, se não fosse verdade. Prova maior foi a edição 2016 da GBTA Convention, em Denver, nos Estados Unidos. Os cerca de sete mil profissionais que participaram do evento no Colorado tiveram a oportunidade de conferir não apenas novidades tecnológicas e cases sobre melhores práticas, como também discutir as muitas notícias que estão mudando a perspectiva de vários mercados. Brexit (a saída da Grã-Bretanha da Comunidade Europeia), terrorismo na França (e pelo mundo), a surpreendente desaceleração do crescimento chinês, instabilidade econômica na América do Sul (Brasil à frente), crise de imigração na Europa, entre outros assuntos, entremearam as reuniões e palestras. Isso para citar apenas alguns casos. Foi pensando nessa atmosfera de descompasso que a Global Business Travel Association carregou uma mensagem de equilíbrio em painéis

e apresentações. Manter os pés no chão e não se influenciar por casos isolados (até que se prove o contrário) é primordial para manter a indústria aquecida. Nos últimos 15 anos, os gastos com viagens corporativas dobraram de tamanho, saindo de US$ 634 bilhões, em 2000, para US$ 1,2 trilhão no ano passado. E mais: a previsão para os próximos cinco anos segue otimista — apesar de modesta —, com expectativa de faturamento de US$ 1,6 trilhão em 2020 (5,8% de incremento). Os bons resultados futuros dependem, porém, de uma nova atitude dos gestores de viagens, baseada em agilidade e flexibilidade. Isso porque a indústria está mudando a uma velocidade assustadora, com direito à chegada de novos players e alterações em muitos modelos de negócios. Por falar em movimentos, difícil fechar os olhos para o crescimento estrondoso de fusões entre empresas. E não são apenas as pequenas que buscam multiplicar forças. As gigantes Marriott e Starwood estão aí para comprovar. A

Expedia, por exemplo, escolheu outro caminho e partiu para as aquisições, transformando-se em uma das maiores companhias de viagens do mundo em poucos anos. “Neste momento, os bancos estão reduzindo os custos com empréstimos a um nível que ter um pássaro na mão vale menos que encontrar um pássaro na floresta. O fato é que as pessoas estão invadindo a floresta atrás de pássaros”, parafraseou o presidente e CEO da Expedia, Dara Khosrowshahi, justificando as escolhas de sua empresa. Isso não significa, porém, que o carrinho de compras deve estar sempre cheio. Adquirir os itens certos é a chave para não sofrer com as oscilações do mercado, que, aliás, são frequentes e não têm previsão (nem intenção) de ter fim. “Se a consolidação não é estratégica, pode ser vencida e custar muito caro. Quando se tem um objetivo claro, ele dificilmente vai mudar. A sacada é fazer pequenas mexidas para se chegar lá com mais qualidade”, opinou o COO da Accor Hotels,

Kevin Frid, indicando o caminho que a indústria deve seguir nos próximos anos. Ao gestor de viagem, fica a observação construtiva, a análise precisa e uma certeza: os fornecedores estão cada vez mais ávidos pelo atendimento e não devem poupar esforços para fisgar as contas corporativas. Bom para o mercado, que segue evoluindo e proporcionando experiências cada vez mais impactantes para os que decidiram viver a vida em conexões e reuniões.

ECONOMIA COMPARTILHADA Prova maior deste novo momento da indústria foi a batalha entre o app de compartilhamento de caronas Lyft e a companhia de transporte executivo Dav El Chauffeured Transportation Network, considerada uma das maiores do mundo, com serviços em mais de 550 cidades. A disruptura foi colocada à prova neste debate, e mostrou de forma clara que só uma direção a seguir: para frente.


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Se por um lado existe o argumento de que não se pode controlar a qualidade de um serviço sem enquadrá-lo na lei e fazê-lo respeitar procedimentos, em especial testes para averiguação do uso de drogas por parte dos motoristas (no caso do Lyft); do outro, há a certeza de que o governo e a concorrência ainda não compreenderam que as pessoas podem utilizar os próprios automóveis para dar caronas e receberem por isso. Aplique a tese a outras empresas de tecnologia que vieram para chacoalhar o mercado e terá a certeza de que o mundo, de fato, é outro. “Nós apostamos em um serviço que é capaz de transformar o dia a dia das pessoas, desafogando o trânsito, diminuindo a poluição e aumentando o relacionamento. Não estamos nos negando a pagar impostos, mas desde que nosso modelo de negócio seja compreendido”, afirmou o chief business officer (CBO) do Lyft, David Baga. O app é o principal concorrente do Uber e faz muito sucesso nos Estados Unidos. O plano bilionário de expansão da empresa deve impactar o restante do globo em breve. “Não sou contra o Lyft, e sim contra a forma como ele tem atuado. O debate aqui deve ser sobre a segurança do passageiro, e isso nossos profissionais podem garantir”, disparou o CEO da Dav El, Scott Solombrino, fazendo referência a acidentes e casos de estupros em corridas via app. A discussão calorosa entre as empresas resultou em capítulos paralelos em painéis que discutiram hospedagens alternativas, em especial o Airbnb, responsável por ocupar espaços vagos em casas com diárias. O novo não assustou o consumidor, e tentativas frustradas de interromper os serviços serviram para mostrar que a indústria pode e deve dar um passo adiante. Ou seja, empresas de transporte executivo devem encontrar formas de unir forças com sistemas de compartilhamento de caronas, hotéis precisam encontrar formas de atender ao viajante que deseja apenas uma boa cama para dormir. Equilíbrio. > Continua na pág. 08

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Veronica Juarez (Lyft), Matthew Ziskie (Airbnb), Karen deKanter (BCD) e Sean-Michael Callahan (HP) discutiram como a economia compartilhada pode mudar a forma como o viajante corporativo se comporta


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< Continuação da pág. 05

“A experiência proporcionada por aplicativos como Lyft e Airbnb, por exemplo, são muito interessantes e de qualidade, algo que sempre deve ser considerado nas Viagens Corporativas. Em um momento em que vários mercados estão em dificuldade, estudar essas alternativas mais a fundo é essencial. Não tenho dúvidas de que estamos discutindo a próxima revolução da indústria”, cravou o diretor global de Viagens, Reuniões e Eventos da HP Enterprise, Sean-Michael Callahan. A diretora de Desenvolvimento de Negócios da BCD Meetings and Events, Karen deKanter, acrescenta que os chamados bleisures (viajantes corporativos que utilizam as viagens também para lazer) estão ajudando a consolidar a economia compartilhada. “Do lado do gestor, é importante oferecer ao viajante um programa diverso, assim como as possibilidades que ele terá ao acessar serviços de transporte e hospedagem, por exemplo. É na qualidade do banco de dados que está a economia para a empresa. Fora isso, é preciso citar que as companhias estão completamente interessadas em oferecer aos seus colaboradores experiências mais qualitativas, fazendo deste funcionário também uma pessoa melhor. O fato de dividir hospedagem ou até mesmo um traslado faz desse viajante alguém mais rico em cultura e mais tolerante com o próximo. Isso é fantástico.”

SEGURANÇA

Nos corredores, a palavra segurança também tomou conta das conversas entre os participantes. O medo paira sobre o mundo em um momento em que o terrorismo cada vez mais adota práticas menos elaboradas para causar mortes. O diretor executivo e COO da GBTA, Michael W. McCormick, dedicou um minuto de silêncio aos mortos em Paris, Nice, Turquia, Chicago e outras regiões atingidas por grupos extremistas. Ao falar sobre segurança aeroportuária, o administrador da TSA, Petter Neffenger, responsável pelos procedimentos de embarque em todos os aeroportos norte-americanos, afirmou que todo ataque terrorista força o sistema a repensar técnicas de averiguação, mas continua sendo difícil prever todas as ações, já que microcélulas são criadas a todo o instante com pessoas sem histórico de violência. A indústria de viagens, por outro lado, “não pode se render ao medo”, segundo o CEO da United, Oscar Munoz, também palestrante na GBTA. Na prática, os gestores devem se preocupar em criar formas e procedimentos capazes de prevenir que seus viajantes corporativos passem por situações delicadas. Tarefa difícil. Um dos casos que serviram de exemplo foi o da Intelectual Ventures, companhia que atua com cientistas e inventores na criação de uma série de soluções. A situação da África, por exemplo, com problemas em praticamente todas as esferas, motiva os executivos da em-

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Michael Robertson (Egencia), Lara Wichelmann (Intellectual Ventures), Kim McGlinn (Workday), Meghan Hartsell (William Blair) e Ryan Mullarky (Egencia)

presa a visitarem o continente para a realização de pesquisas e implementação de ideias. Essas e outras particularidades transformam o trabalho de LaRai Wichelmann em uma atividade igualmente delicada. Como gestora, a preocupação com o bem-estar dos profissionais em deslocamento vem sempre em primeiro lugar. “Pensamos em algumas soluções para os nossos viajantes. A primeira delas foi criar a check list preliminar bastante minucioso, com considerações que julgamos essenciais para que o viajante corporativo faça boas escolhas. Outra ação foi a criação de um blog que reúne artigos, pesquisas e matérias sobre o universo de viagens e também a situação de alguns destinos em que atuamos. Quanto mais o viajante se informar, mais consciência ele terá de suas escolhas. Por último, elaboramos um evento interno para reunir todos os nossos fornecedores, de companhias aéreas a hotéis. A ideia é que eles possam interagir com os viajantes e conversar sobre serviços e melhores práticas. É uma troca de experiência muito interessante”, revelou.p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da GBTA, com proteção Vital Card

BANCODEDADOS GBTA CONVENTION 2016

ll Geração de 18 mil rooms

nights para Denver ll 7 mil profissionais de mais de 50 países ll 24 horas de networking ll 50 horas de pequenas convenções educativas ll 160 palestrantes ll 400 expositores ll 1,3 mil compradores

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N O V A C U LT U R A

O MUNDO CORPORATIVO ESTÁ VOLTANDO A OLHAR PARA AS PESSOAS. NA UNITED AIRLINES, O CEO OSCAR

Munoz, em entrevista com o diretor executivo e COO da GBTA, Michael W. McCormick, fez questão de frisar que a aérea cresce e se recupera porque carrega uma “verdade”, e ela, segundo ele, é baseada em servir os consumidores. “Nunca podemos nos esquecer disso. Termos a concessão do governo para atender aos anseios dos consumidores, por isso estamos sempre em busca de algo melhor”, disse, citando a Polaris, a nova classe executiva da companhia. “Este investimento comprova o que estou dizendo. Mais do que pensar em soluções tecnológicas e operacionais, precisamos pensar no nos-

so produto principal. Elaboramos a Polaris pensando em quem vai utilizá-la, ou seja, o cliente. Queríamos algo completamente transformador. E conseguimos. Elevamos a competição com outras companhias aéreas a um novo patamar.” O CEO afirmou que tem um compromisso pessoal como executivo, e que ele está baseado em gerir uma empresa que, “de uma vez por todas”, possa provar que é possível ter um ótimo ambiente de trabalho, onde as pessoas desejam estar todos os dias, em que os clientes se sintam valorizados (“como deve ser em todo o mercado”) e que essa combinação resulte em bons ganhos para os investidores. “Nós vamos provar que isso é real”, avisou ele.p > Continua na pág. 10


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NOVIDADES DOS EXPOSITORES

AMERICAN EXPRESS BUSINESS TRAVEL Lançou a Premier Insights, ferramenta de visualização de dados que promete fornecer um overview dos programas de viagens. O objetivo é claro: gerar economia para as empresas por meio de um sistema mais eficiente e adaptado ao novo momento da indústria. A empresa informa que a novidade está integrada aos cartões corporativos American Express e proporciona um ambiente de tela única mais “amigável e abrangente”. A aposta da companhia está em facilitar o dia a dia dos gestores de viagens por meio de uma plataforma única capaz de agregar (e dividir) dados de desempenho por setores, além de possibilitar a entrada de novas fontes de dados sem a necessidade de utilizar outras ferramentas complementares. Fora isso, a Premier Insights destaca oportunidades de economia em potencial, permitindo ao profissional tomar decisões rápidas e melhorar a prestação de contas. A ferramenta está disponível em mais de 20 países e será integrada a outras bandeiras de cartões até o final deste ano.p

CONCUR Anunciou uma aliança com a Groupize que promete resultar em uma solução integrada de gestão de eventos. A intenção das empresas é criar uma plataforma de controle total para os organizadores de eventos, oferecendo um banco de dados preciso sobre todos os processos envolvendo o pré, durante e pós-evento. Segundo comunicado, a Groupize permitirá que os organizadores reservem quartos em

tempo real, com verificação de disponibilidade e autorização imediata da Concur. Fora isso, os gestores de viagens terão visibilidade total dos gastos dos viajantes, proporcionando controle e maior possibilidade de economia. Outra vantagem da parceria é a opção do cliente criar um ambiente virtual de reservas específico para cada evento. Ainda não há data confirmada para o lançamento da ferramenta, mas, quando disponível, poderá ser adquirida por meio da Concur App Center.p

AVIS A locadora de veículos Avis aproveitou a GBTA Convention para divulgar o Avis Now, um aplicativo para dispositivos móveis que permite controlar todas as etapas da locação sem o uso de outros canais da empresa. A novidade já está disponível nas lojas virtuais da Apple e Android e pode ser utilizada em mais de 50 cidades dos Estados Unidos. A companhia promete expansão da plataforma para outros países nos próximos meses. Segundo a Avis, o aplicativo foi elaborado a partir das ideias e sugestões dos clientes, resultando em uma tecnologia totalmente flexível e adaptada às muitas situações envolvendo a locação de um veículo. Com o app, o usuário pode alterar o modelo de carro ou até mesmo escolher outro da mesma categoria em tempo real, confirmar, ampliar ou cancelar a locação, fechar as portas ou abrir as portas do carro e ativar o sensor de localização do veículo, entre outras funcionalidades.p

EMPIRE CLS A Empire CLS Worldwide Chauffeured Services, uma das líderes globais de transporte executivo terrestre, recebeu um convite para fazer parte do seleto grupo de fornecedores da rede de agências Virtuoso. Com a novidade, a empresa espera criar laços com mais de 11,4 mil agentes de viagens, responsáveis pela venda de cerca de US$ 15,5 bilhões em serviços da indústria anualmente. A rede de suppliers da Virtuoso conta hoje com mais de 1,7 mil empresas, entre hotéis, companhias marítimas, empresas aéreas, operadoras e outros serviços espalhados em 100 países.p > Continua na pág. 12


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EXPENSIFY A fabricante de aplicativos lançou o Price to Beat, comparador de tarifas aéreas, hoteleiras e serviços terrestres capaz de gerar um pré-relatório de despesas para o dia da viagem. Fora isso, permite estabelecer um preço médio dos custos e comunica o usuário se ele está acima ou abaixo da média praticada por outros viajantes da empresa. Caso as reservas fiquem abaixo do custo médio, os gestores de viagens podem optar por ativar uma ferramenta de recompensa e compartilhar parte da poupança com o emprego, incentivando assim o gasto com responsabilidade. A Expensify informa que o aplicativo está em fase beta, mas já possibilita a personalização de políticas de viagens e a opção de ter ou não a modalidade de recompensa. Mais informações no expensify.com.

FCM TRAVEL A FCM Travel Solutions criou o aplicativo para dispositivos móveis Sam. O simpático nome não serve apenas para se mostrar amigável, e tem um significado lógico a partir das iniciais: Smart Assistant for Mobile. Desenvolvido especialmente para viajantes corporativos, a novidade foi apresentada como uma ferramenta de organização do pré, durante e pós-viagem. Segundo a desenvolvedora, o grande diferencial do Sam é a tecnologia “chatbot”, capaz de desenvolver con-

versas com o usuário por meio de troca de mensagens (SMS) e até mesmo via Facebook Messenger. Para isso, carrega consigo uma série de respostas para perguntas que envolvam itinerários, troca de portões de embarque, coordenadas terrestres, previsão do tempo, recomendações de restaurantes e reservas em hotéis. Com o passar do tempo de uso, a ferramenta cria um banco de dados que se antecipa e exibe, por exemplo, informações sobre o destino que o via-

jante está conhecendo pela primeira vez. Todas as funcionalidades são configuradas de acordo com as guidelines oferecidas pelas companhias, proporcionando assim dicas que fazem parte da política de viagem. Quando o app não consegue responder determinado questionamento, o usuário pode direcionar a mensagem a uma equipe de consultores da FCM que atende 24 horas por dia, sete dias por semana. Mais informações no www.us.fcm.travel.

SKYTEAM A aliança mundial de companhias aéreas fez melhorias no produto Global Meetings para facilitar o uso por parte dos organizadores de eventos. Os novos recursos incluem calendário atualizado e página de boas-vindas com informações mais detalhadas sobre os benefícios da reserva via ferramenta. A rede informa que o produto é destinado para eventos de qualquer porte e está disponível em mais de mil destinos, incluindo projetos de Mice ao redor do globo. A adesão é gratuita e gera descontos e outros benefícios nas 20 companhias aéreas associadas. Mais informações no skyteam.biz.

PR EÇOS EST Á V EIS OS DADOS REVELADOS PELA PREVISÃO GLOBAL DE PREÇOS DO SETOR DE VIAGENS 2017,

elaborada a partir de uma parceria entre a GBTA Foundation e a Carlson Wagonlit Travel (CWT), mostrou que as tarifas da indústria devem ter pequenas oscilações no próximo ano. As tarifas aéreas, por exemplo, deverão ter aumentos de 2,5% em 2017. No universo da hotelaria, as fusões estão dominando o segmento, mas o impacto dos preços, provavelmente, não será sentido até 2018. Os serviços dos hotéis, como o de quarto, lavanderia e segurança continuam sendo importantes para os viajantes corporativos. Por outro lado, os hotéis tradicionais seguem sendo uma alternativa atrativa para hópedes a negócio, apesar das opções oferecidas pela economia colaborativa. No terrestre, um clima de intensa competitividade determinará que os preços do setor de transporte mantenham estáveis em nível global. Já em eventos, são esperados crescimentos moderados, com um pequeno aumento no custo diário por participante na Ásia/ Pacífico e América do Norte. São previstos que os preços na Europa se mantenham estáveis e baixem 10% na América Latina. O tamanho dos grupos crescerá em torno de 3% a 6% na Ásia/Pacífico, Europa e América do Norte, enquanto seguem iguais na América Latina.


14 Eventos

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>> Diego Verticchio

Chegou a

Renato Sette Camara

Rio 2016

Aros Olímpicos em Copacabana

NO DIA 2 DE OUTUBRO DE 2009 O MUNDO FICOU SABENDO ONDE SERIAM REALIZADOS OS JOGOS Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Pela primeira vez na história, uma cidade sul-americana estava apta a receber os jogos (e logo depois da Copa do Mundo de Futebol, que também seria no Brasil, em 2014). O Rio de Janeiro ganhou a disputa “de lavada”, batendo Madri, Tóquio e Chicago. De 2009 até 5 de agosto de 2016, data

em que os Jogos serão iniciados na capital fluminense, um turbilhão de coisas aconteceu no Brasil: Dilma Rousseff foi eleita, reeleita e retirada do poder, em um escandaloso processo de impeachment, o País foi do apogeu econômico a uma crise sem igual, a Petrobras descobria dia sim e outro também um novo campo de petróleo e um novo escândalo de corrupção... teve até um 7 a 1 vergonhoso na Copa. Isso sem falar do zika vírus,

das obras no Rio, da queda na ciclovia, da suspeita em relação às maiores construtoras do País... Faltando menos de duas semanas para o início dos jogos, as delegações começaram a chegar e sentiram na pele o que muitos brasileiros sentem: obras inacabadas e instalações incompletas na Vila Olímpica. A delegação australiana foi a primeira a “gritar”. A reboque vieram Itália , Estados Unidos e Suécia. O Comitê Rio 2016 Renato Sette Camara

Velódromo

assumiu a culpa e em três dias uma “nova” vila olímpica foi entregue, dessa vez sem (maiores) reclamações. Entre certezas e incertezas, o Rio está pronto (com que qualidade?) para os Jogos Olímpicos, que estão custando R$ 39,07 bilhões, sendo R$ 16,87 bilhões (43%) de dinheiro público e R$ 22,2 bilhões (57%) privado. Do montante geral, R$ 7,4 bilhões representam os gastos do comitê organizador, de capital totalmente privado. Os outros R$ 31,67 bilhões correspondem a melhorias na infraestrutura da cidade (R$ 24,6 bilhões) e à construção de estádios e arenas (R$ 7,07 bilhões). Desses R$ 31,67 bilhões, a prefeitura viabilizou, com recursos próprios ou parcerias privadas, a maior parcela, R$ 19,31 bilhões. As demais instâncias foram responsáveis por fatias menores: R$ 10 bilhões do Estado e R$ 2,36 bilhões da União. Há um legado óbvio. Mas a que preço e como será aproveitado pelos cariocas e brasileiros em geral? "A cada R$1 que gastamos com obras para os Jogos, outros R$5 foram investidos para futuras obras e instalações. O que mais nos preocupamos foi em deixar um legado para quando o evento acabar e vamos conseguir”, garantiu o prefeito Eduardo Paes.


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H Á VA G A S SE A VILA OLÍMPICA APRESENTOU PROBLEMAS NO DIA DA ABERTURA, EM JULHO, OS HOTÉIS DO RIO DE JA-

neiro estão aproveitando ao máximo este período olímpico. Até o fechamento desta edição, a parcial de ocupação da hotelaria estava em 93%. A Barra da Tijuca e São Conrado são as duas regiões com melhor ocupação, chegando a 98,5%. Ipanema e Leblon, no coração da Zona Sul, apresentam média de ocupação em torno de 97%. Já em Copacabana, onde está a maior parte dos quartos de hotéis na cidade, a média gira em torno de 95%. Flamengo/Botafogo e Centro, apresentam, respectivamente, 90% e 82%.

Entre os investimentos, o Rio de Janeiro viu renascer duas regiões: Zona Portuária e Barra da Tijuca. A primeira era uma área praticamente inutilizada, com moradores de ruas como habitantes e residências abandonadas. Em toda sua extensão, um grande viaduto ajudava a deteriorar ainda mais a imagem do local. Já a segunda viveu um período de ebulição, com milhões de reais em investimentos e uma mudança completa. Para o Turismo, a mudança contempla cerca de 30 mil novos quartos de hotéis e a chegada de importantes marcas para a cidade, entre elas as redes Blue Tree Hotels, Hilton, Hyatt e Trump, este ainda a ser inaugurado. A Accor fez do Rio seu maior investimento e viu seu pipeline crescer substancialmente, a ponto de o Estado do Rio ser o maior polo de investimentos da rede francesa no mundo. E a Windsor Hotéis inaugurou novas unidades na Barra, além de ter expandido bastante sua atuação na zona sul nos últimos anos. O centro da cidade também ganhou novos empreendimentos e o mais recente deles foi aberto em Botafogo (o Yoo2), com novas unidades previstas para Copacabana (incluindo um Best Western) e outros bairros nobres da cidade. A Zona Portuária e a nova Barra fazem parte do pacote de 27 legados que os Jogos Olímpicos deixarão para a cidade, segundo Eduardo Paes. Dez a mais em relação aos que constavam do dossiê de candidatura. “Os Jogos Olímpicos estão resgatando o centro da cidade. Onde hoje tem o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio e uma nova Praça Mauá, antes era um lugar abandonado. Recuperamos > Continua na pág. 16

Entre os hotéis, os considerados cinco estrelas estão com 99% de ocupação. Barra da Tijuca/São Conrado, Ipanema/ Leblon e Centro já têm 100% dos quartos ocupados, enquanto Leme/Copacabana têm 96% das UHs já preenchidas. Entre os hotéis três e quatro estrelas, o Centro apresenta o pior índice, com 79% dos quartos ocupados. As demais regiões estão acima dos 90%, com destaque para a Barra, com 99%. “A partir da primeira semana de agosto já estaremos operando com 100% de ocupação. Uma responsabilidade muito grande abrir um hotel com 100% de ocupação, mas nossa equipe está treinada. Passamos 90 dias em um intenso treinamento.

Pestana Barra

Abrir um hotel é fácil, difícil é capacitar os funcionários ao ponto de fazer valer o investimento que um hóspede faz para participar de um evento como os Jogos Olímpicos, afinal, ele quer uma ótima instalação e um atendimento impecável. Abrimos

em soft opening e alguns problemas apareceram, mas já foram corrigidos”, garante o diretor de Operação do Grupo Pestana no Rio de Janeiro, Paulo Dias, responsável pelo Pestana Rio, em Copacabana, e Pestana Barra, no bairro homônimo.p


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3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS Renato Sette Camara

Maria Lenk; centro para as provas de natação

Renato Sette Camara

Parte interna do Velódromo da Rio 2016

uma das áreas mais pobres da cidade, em Deodoro, e levamos para aquela região melhorias impensáveis, como 100% do esgoto tratado. Nem a Zona Sul tem isso. Recuperamos ainda o cluster Barra, onde hoje se encontra o Riocentro. Levamos para lá o BRT, e criamos novos empreendimentos. Trata-se de uma Olimpíada que acontece em toda a cidade”, enumerou o prefeito, um dia depois de ironizar a delegação australiana, que ao chegar na Vila Olímpica encontrou quartos em “péssimas condições”. “O salto de qualidade da cidade do Rio é gigante. Esses Jogos darão uma visibilidade à cidade que nunca tivemos e será o maior elo para promover o Rio no Exterior. Os olhos do mundo estarão ligados na cidade durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os jogos só trazem aspectos positivos”, disse o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello. “Turismo é um legado intangível. Este evento trará uma repercussão fantástica tanto para a cidade do Rio quanto para o Brasil”, apostou. No Programa do Jô, na Globo, Paes chegou a dizer que a Olimpíada foi a oportunidade de fazer obras que estavam há décadas projetadas, como as novas vias expressas, novos túneis e até a revitalização do porto. E afirmou que os investimentos em nada atrapalharam os gastos da prefeitura com saúde e educação. “Os gastos com os jogos foram 1% de nosso investimento em saúde e educação”, garantiu.

CASA B R A SIL CRIADO PARA SER O ESPAÇO OFICIAL DO BRASIL DURANTE OS JOGOS OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS, A CASA BRASIL

será instalada em um dos endereços mais nobres da cidade do Rio de Janeiro: Píer Mauá, ao lado do Boulevard Olímpico (uma espécie de Fan Fest da Prefeitura), do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio (MAR). A Casa Brasil é operacionalizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e terá participação de diversos ministérios, entre eles o do Turismo. O objetivo do espaço é promover a imagem do Brasil como destino turístico, cultural, esportivo e de negócios. O espaço abre oficialmente no dia 4 de agosto e segue até 18 de setembro, quando terminam os Jogos Paralímpicos. A Casa Brasil abre diariamente das 10h às 22h. A programação do espaço pode ser vista no site www.casabrasil2016.gov.br.p


17 Embora seja a primeira vez do evento no Brasil, nem todos os brasileiros estão ansiosos com os Jogos Olímpicos. Metade dos brasileiros não concorda com a realização da Rio 2016 e 63% acreditam que os jogos trarão mais prejuízos que benefícios, segundo pesquisa do Datafolha. Já entre os moradores do Rio de Janeiro, 47% acreditam que os jogos trarão prejuízos. E 45% apostam que os jogos trarão mais benefícios que prejuízos. Ainda segundo o Datafolha, 50% dos entrevistados disseram que são contra a Olimpíada no Rio de Janeiro, enquanto 40% são favoráveis. A pesquisa revela ainda que 9% se mostraram indiferentes e 2% não souberam responder. O mesmo levantamento feito em junho de 2013 revelou que 64% eram a favor, enquanto 24% dos brasileiros se opunham aos jogos no Rio. As crises econômica e política foram fundamentais para a mudança de opinião dos entrevistados. As regiões com maior índice de rejeição à realização do evento são a Sul e a Sudeste. Moradores do Norte e Nordeste e os jovens demonstram maior apoio. Nesta pesquisa mais recente, o Datafolha fez 2.792 entrevistas, com pessoas acima de 16 anos, em 171 municípios de todo o País.

FESTAS TEMÁTICAS

Enquanto os atletas disputam a tão sonhada medalha olímpica, os torcedores podem vibrar com a quantidade de lugares para festejar o maior evento esportivo do planeta. Até o fechamento desta edição, mais de 30 espaços já estavam confirmados, a grande maioria aberta ao público. Estados Unidos, Itália, China, Rússia e Grã-Bretanha terão espaços fechados, já os demais países farão das suas casas uma moradia carioca. E, claro, todos são bem-vindos para conhecer suas belezas turísticas! Confira a lista de onde assistir, celebrar e curtir os Jogos Olímpicos na Cidade Maravilhosa.

CENTRO

»» Casa Austrália Endereço: Centro de Convenções Bolsa do Rio, Praça XV de Novembro, 20, Térreo — Centro Datas e horários de funcionamento: de 6 a 12 de agosto, das 11h às 19h > Continua na pág. 20

Renato Sette Camara

PESQUISA

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

Arena Rio, um dos espaços construídos para a Olimpíada


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3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

EMBRATUR:

FA LT O U R EC U R S O JULHO DE 2014 MARCOU NÃO SÓ O FIM DA COPA DO MUNDO COMO TAMBÉM O INÍCIO DA PROMOÇÃO DA

Casa Suíça — projeção

»» Casa Brasil

Datas e horários de funcionamento: de 3 a 22 de agosto, das 10h às 23h

Endereço: av. Rodrigues Alves, 10, Armazém 2, Gamboa Datas e horários de funcionamento: de 4 de agosto até 18 de setembro, das 10h às 20h Entidades do trade e destinos terão ações dentro do espaço.

»» Casa da África

Endereço: Praça Marechal Âncora, 95 — Praça XV — Centro Datas e horários de funcionamento: de 4 a 21 de agosto e de 5 a 18 de setembro, das 10h às 20h

»» Eslováquia

»» Casa Colômbia Rio 2016

BARRA DA TIJUCA Endereço: Casa Shopping — av. Ayrton Senna, 2.150 — Barra da Tijuca Datas e horários de funcionamento: 1º a 21 de agosto, das 12h às 22h Endereço: av. das Americas, 3.500, Barra da Tijuca (Le Monde)

»» Korean Expo 2016, Rio

»» Casa Japão — Tóquio 2020

Endereço: Centro de Convenções Sulamerica — rua Paulo de Frontin, 1, Cidade Nova Datas e horários de funcionamento: de 11 a 13 de agosto, das 9h às 18h

Endereço: Cidade das Artes — av. das Américas, 5.300 — Barra da Tijuca, Rio de Janeiro Datas e horários de funcionamento: de 5 a 21 de agosto e de 7 a 18 de setembro, das 12h às 20h (dias 7 de agosto e 17 de setembro somente por convite).

»» Espaço Rio de Janeiro

Endereço: av. Rodrigues Alves, 303 — Zona Portuária (Fábrica de Espetáculos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

»» Casa da Finlândia

Endereço: rua Visconde de Itaboraí, 78 — Centro, Rio de Janeiro — RJ Datas e horários de funcionamento: 13, 14 e 20 de agosto, das 10h às 18h, e 21 de agosto, das 10h às 16h

»» Casa Tcheca

»» França — Club France

Endereço: Sociedade Hípica Brasileira — av. Borges de Medeiros, 2448 — Entrada pela Lagoa Rodrigo de Freitas. Datas e horários de funcionamento: de 5 a 21 de agosto, das 12h às 2h

»» Grã Bretanha — British House Endereço: Jogos Olímpicos: Parque Lage — rua Jardim Botânico, 414 — Jardim Botânico Datas e horários de funcionamento: de 5 a 21 de agosto e de 7 a 18 de setembro, das 9h às 22h

»» Panasonic

Endereço: Praia do Leblon (Em frente ao número 12 da av. Delfim Moreira, ao lado do Canal do Jardim de Alah) Datas e horários de funcionamento: de 4 de agosto até de 18 setembro, das 14h30 às 21h30

»» Áustria

Endereço: Armazém da Utopia (Boulevard Olímpico — av. Rodrigues Alves, Cais do Porto) Datas e horários de funcionamento: de 12 a 21 de agosto, das 10h às 20h

Nome da casa: Casa da Áustria Rio 2016 Endereço: av. Venceslau Brás, 72 — Botafogo Datas e horários de funcionamento: 5 a 21 de agosto, das 10h às 23h (inauguração em 4 de agosto)

Endereço: Ilha das Cobras

Endereço: rua General Severiano, 159 — Botafogo (antiga casa Daros Rio)

»» Navio Escola de Sagres/Casa de Portugal Rio 2016

Endereço: rua Visconde de Ouro Preto, 62 — Botafogo (Instituto Cervantes)

ZONA SUL

Endereço: Praça XV de Novembro, 48 — Centro

»» NBA House

»» Espanha

»» Holanda

»» OliAle — Alemanha na Praia

Endereço: Museu Histórico Nacional — Praça Marechal Âncora, Centro, Rio de Janeiro Datas e horários de funcionamento: de 3 de agosto até 15 de setembro, das 10h às 17h30

Endereço: Praia de Ipanema, Posto 10 (próximo ao Praia Ipanema Hotel) Datas e horários de funcionamento: de 2 a 21 de agosto, das 11h às 22h

Endereço: av. das Américas 3.434, Barra de Tijuca Datas e horários de funcionamento: de 5 a 21 de agosto, das 11h às 24h

»» Japão

»» Casa México

»» Dinamarca — Pavilhão Dinamarquês em Ipanema

»» Catar

Endereço: av. Borges de Medeiros, 701 — Leblon (Clube Monte Líbano)

»» Jamaica

Endereço: Praça Santos Dumont, 31 — Gávea (Restaurante Prado Grill) Nome da casa: Panasonic Stadium of Wonders Endereço: Anfiteatro do Morro da Urca Datas e horários de funcionamento: 7 a 21 de agosto, das 10h às 20h

»» Casa PyeongChang

cidade do Rio de Janeiro visando aos Jogos Olímpicos Rio 2016. Na cartilha constavam uma ação ofensiva, estratégias para públicos específicos, uma aproximação maior com países vizinhos (pegando o sucesso dos argentinos e chilenos na Copa), além de ações em países que tradicionalmente “consomem” os Jogos Olímpicos. Na prática, a falta de recursos impediu boa parte das ações. “Faltou verba, mas não faltou esforço e estratégia”, garante o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, que preside a entidade desde junho de 2014, com um hiato de três meses por conta da troca de governo. “Nossa verba anual gira em torno de R$ 60 milhões. É muito pouco e este ano ficou ainda mais agravada por conta da crise econômica”, desabafou o presidente que “se mudará” para o Rio no mês de agosto, a fim de intensificar a promoção da cidade e do País para os visitantes estrangeiros. “Os jogos serão um sucesso e tenho várias certezas, entre elas é que produziremos as mais belas imagens já registradas em uma Olimpíada”, afirma Lummertz. Embora assuma que a falta de recurso tenha atrapalhado a promoção, Lummertz destaca algumas “vitórias” nestes seis meses, como a isenção temporária de vistos, o crescimento no fluxo cambial deixado pelos turistas internacionais. Nos primeiros seis meses de 2015 foram US$ 2,94 bilhões, enquanto este ano o montante foi de US$ 3,16 bilhões, 7% a mais. “Estamos recebendo mais turistas, que estão gastando mais dinheiro. Isso é muito bom, mas ainda não é o ideal. Queremos mais e vamos trabalhar para manter essa força para o período pós-olímpico e transformar todo este investimento feito no Rio e no Brasil em grandes atrativos. Tão importante quanto promover o Brasil para a Olimpíada é manter esta ofensiva para não deixar os investimentos realizados minguarem”. O Banco Central estima que o Turismo impactará em US$ 200 milhões, gerados entre julho e setembro.p > Continua na pág. 22

Endereço: Quiosques QL03/ QL04 — av. Atlântica — Praia de Copacabana (Leme) Datas e horários de funcionamento: de 4 até 21 de agosto e de 7 até 18 de setembro

»» Baixo Suíça 2016

Endereço: Campo de beisebol, na Lagoa Rodrigo de Freitas Datas e horários de funcionamento: de 1º de agosto a 18 de setembro, das 11h às 23h p

Vinicius Lummertz, presidente da Embratur


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OLIMPÍADA SOB O OLHAR DO TURISMO EM 2011 A CIDADE DO RIO RECEBEU PELA PRIMEIRA VEZ UMA EDIÇÃO DOS JOGOS MUNDIAIS Militares, terceiro maior evento multiesportivo do mundo (perdendo para as Olimpíadas de Verão e Inverno). No ano seguinte foi a vez da Rio+20, onde os principais líderes do mundo discutiram ações ligadas ao meio ambiente. Em 2013 foi a vez da Jornada Mundial da Juventude, que coroou a vinda do papa Francisco ao Brasil – sua primeira viagem internacional. Em 2014, a Copa, que embora tenha sido um evento nacional, teve no Rio seu apogeu com a final entre Alemanha e Argentina. Depois de um respiro em 2015, chegamos a 2016 com a responsabilidade dos Jogos Olímpicos. Talvez nenhuma outra cidade do mundo tenha tido em tão pouco tempo tantos importantes eventos mundiais, mas será que o Rio soube aproveitar “essa onda positiva” e transformar estes eventos em negócios? A promoção feita foi eficiente? Qual expectativa pós-jogos? Haverá turistas (a lazer e corporativos) suficientes para tantos hotéis? Com a palavra alguns especialistas de nossa indústria.

Michael Nagy, diretor do Rio Convention & Visitors Bureau “O Rio soube se aproveitar deste momento. Desde 2011 vem recebendo grandes eventos e nenhuma cidade do mundo ficou em destaque por tanto tempo. Nos próximos 40 dias os olhos do mundo estarão voltados para cá; grandes redes internacionais e grandes marcas já estão exibindo constantemente imagens do Rio. É claro que tivemos contratempos, mas não tiraram o brilho. A cidade está com estrutura excepcional, a diversidade do Rio é incrível e cinco bilhões de pessoas irão ver toda esta beleza das suas casas – esta é a maior promoção que o Rio pode ter. O grande trabalho agora é dar continuidade a tudo o que foi feito. Criamos uma imagem e temos que perpetuar. Temos responsabilidade de cobrar dos nossos governantes a continuidade do trabalho, mas isso também depende dos empresários, e o Rio CVB ficará em cima para continuar este trabalho de reforço de imagem do destino. O mundo está nos dando essa chance e não podemos perdê-la. Não temos espaço para errar como fizemos pós-Copa do Mundo."

Antonio Pedro Figueira de Mello, secretário de Turismo do Rio de Janeiro “Os desafios da Secretaria de Turismo da cidade mais bonita do mundo já seriam enormes em qualquer época da história. Mas após o dia 2 de outubro de 2009, esta tarefa passou a ter contornos monumentais: ao se tornar a primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos Olímpicos, o Rio tinha sete anos para superar obstáculos e estar apto a receber aqui milhares de atletas e turistas do mundo inteiro – além dos olhares atentos de praticamente toda a população do planeta. Partimos de uma base de informações turísticas inexpressiva, quase inexistente, para uma estrutura completa, moderna e otimizada, passível de ampliação em momentos de pico, nos mesmos níveis de qualidade dos vistos nos maiores centros mundiais. De apenas três postos de informação, saltamos para 16 postos fixos e uma expertise para montarmos estruturas temporárias durante grandes acontecimentos. Nesse período realizamos grandes eventos na cidade, como campeonatos de surfe, Rock in Rio, Rio Open de Tênis, Art Rio Fair e Athina Onassis International Horse Show, para ficar nos eventos culturais e esportivos. A cidade evoluiu, ganhou independência e hoje somos um destino turístico completo. Os jogos coroam este trabalho e nos motivam e forçam a trabalhar ainda mais para mantermos e melhorarmos este nível”. Osiris Marques, turismólogo e coordenador do Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) “Em prol do Turismo, os Jogos Olímpicos têm papel fundamental para alavancar a renda da cidade e Estado, fazer girar a economia. Trata-se de uma questão estratégica para a economia carioca, que depois dessa crise do petróleo vai demorar um pouco para sair, e o Turismo pode sim ser uma solução para empregabilidade, geração de renda e para manutenção dos investimentos que foram feitos”.


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Nilo Sergio Felix, secretário Estadual de Turismo do Rio de Janeiro “O trabalho de promoção do Turismo do Estado do Rio de Janeiro é feito sem interrupções nos eventos nacionais e internacionais nos quais estamos presentes. Temos percebido, cada vez mais, grande procura por nosso destino, tanto por profissionais de trade, quanto pelo público em geral. O resultado desse amplo e intenso trabalho já pode ser percebido em vários destinos do interior, que têm recebido, com regularidade, visitantes de inúmeras nacionalidades”.

Jeanine Pires, ex-presidente da Embratur, diretora da Pires e Associados e blogueira PANROTAS “O maior legado dos Jogos Olímpicos é a grande transformação urbana do Rio de Janeiro, em mobilidade e novos equipamentos, que vão beneficiar o Turismo, a hotelaria e os serviços turísticos. Também será um grande legado a experiência que os turistas, atletas e jornalistas terão na cidade. Mas em termos de imagem e de promoção do Rio e do Brasil no Exterior, tanto a cidade quanto o País perderam uma grande oportunidade de se posicionar. Não existiu nenhuma mensagem, nenhum planejamento de como o Brasil queria se colocar ao mundo, então ficou um projeto em que a opinião dos jornalistas, da imprensa de diversos países sobre o Brasil hoje é completamente voluntária e está a mercê das notícias negativas, que falam da corrupção, da zika e da segurança pública, os temas mais negativos”.

Cristina Fritsch, presidente da Abav-RJ “É inegável que o Turismo do Rio foi um dos mais beneficiados com a realização desses grandes eventos. Desde 2009, quando conquistamos a realização dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro passou a ganhar mais projeção no cenário mundial, o que despertou o interesse dos viajantes conhecerem a cidade. Somado a isso, tivemos grandes investimentos em infraestrutura e presenciamos a rápida revitalização da Cidade Maravilhosa. Isso é muito positivo não só para o Rio de Janeiro, mas para o Brasil como um todo. Os ganhos são imensuráveis. Além de todo o legado oriundo dos grandes eventos como as instalações esportivas, os investimentos na ampliação e na melhora do transporte público, a revitalização da área portuária, dentre outros, existe ainda o estímulo ao mercado interno de viagens e a oportunidade de atrair mais visitantes estrangeiros”.

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

Anita Pires, ex-presidente da Abeoc e vice-presidente de Articulação Política do Foreventos - Fórum do Setor de Eventos “Nem o Rio de Janeiro, muito menos o Ministério do Turismo e a Embratur fizeram uma divulgação bem feita, profissional. Tivemos vários ministros do Turismo, ficamos sem ministro e até mesmo não existe orçamento para promover o Brasil no Exterior. Os nossos governantes não entenderam ainda a importância de momentos como esse, em que o Brasil está sob o olhar do mundo. No entanto, o mundo vai estar enxergando o Brasil e poderíamos ter mais ações no Exterior do nosso setor empresarial para aproveitar da melhor forma o legado dos Jogos Olímpicos. O setor privado também foi omisso e poderia ter se preparado há alguns anos para vender o Brasil lá fora, mas não fizemos, com a exceção de pouquíssimos operadores que já fazem isso há muito tempo. Ainda há tempo para nos organizarmos melhor e termos uma proposta do setor privado, pois do governo perdemos o timing.”

Paulo Senise, presidente da Turisrio “A promoção prévia foi insuficiente. A oportunidade para promover surgiu desde o anúncio da escolha do Rio, em 2009, e poderia ter sido feito muito mais. Hoje, no entanto, a capital e o Estado estão unidos em esforços de divulgação neste momento. Num convênio com a Prefeitura nós nos instalamos no Rio Media Center e estamos promovendo visitas a cidades do Estado do Rio, como Búzios e Petrópolis. O nosso foco é o interior do Rio e temos que aproveitar agora o momento pré, durante e pós Jogos Olímpicos”. Francisco Havas, diretor da Havas Creative Tours “O momento pelo qual o Brasil está passando atrapalhou qualquer promoção que tenha sido feita. Embora os jogos tenham colocado o Rio como centro das atenções, pontos negativos, como zika, dengue, manifestações, impeachment, foram aparecendo. Mas sou otimista e acredito que, pelo fato de o Rio estar no foco, a repercussão será muito boa daqui para frente e isso é bom para nós, do receptivo. Outro fator positivo gerado pelo evento é o número de quartos de hotéis, que dobrou na cidade, gerando uma concorrência maior e, consequentemente, uma redução de preço nos hotéis. Tivemos um momento de azar, mas no cômputo geral é mais positivo do que negativo e o Rio irá se beneficiar muito deste evento.”

Magda Nassar, diretora da Agaxtur e presidente da Braztoa “A promoção da Olimpíada foi suficiente, mas é preciso trabalhar ainda mais para que o Brasil tire o melhor proveito dessa experiência. Apesar do crescimento de cerca de 20% no número de turistas estrangeiros entre 2010 e 2015, ainda estamos muito abaixo do nosso potencial em comparação a outros países. Poderíamos estar aproveitando melhor a Olimpíada, mas há saldos positivos na geração de empregos no setor de construção civil, por conta das obras na cidade, assim como na hotelaria, bares e restaurantes. Alguns problemas ainda preocupam e podem comprometer o brilho dos jogos e a nossa imagem no Exterior. Por isso, esperamos que essas falhas sejam solucionadas com comprometimento e trabalho sério, para que o Brasil tenha uma exposição positiva e para que os turistas que vêm assistir à Olimpíada tenham uma excelente experiência e voltem mais vezes”.p


24 Destinos

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>> Artur Luiz Andrade

Sinal de alerta nos EUA O NATIONAL TRAVEL AND TOURISM OFFICE DO DEPARTAMENTO DE COMÉRCIO DOS ESTADOS UNIDOS DI-

vulgou na semana passada os primeiros dados de visitas internacionais ao país em 2016. Os dados são apenas de janeiro, mas acendem o sinal amarelo de alerta para a América do Sul em geral, com algumas exceções. No primeiro mês do ano os Estados Unidos receberam 5,5 milhões de visitantes internacionais, incremento de apenas 1% sobre janeiro de 2015. No Top 10, são destaques os crescimentos da China (35% — quem há de pará-la?), Reino Unido (12%) e Coreia do Sul (13%), além da entrada da Índia na lista seleta, com 17% de incremento. Mas também sobressaem os resultados negativos do Canadá (queda de 13%) e do Brasil (mergulho de 22%). O

México, maior emissor para o país em janeiro deste ano, enviou 1,5 milhão de visitantes, recorde desse mercado, com aumento de 3%. Os brasileiros totalizaram 193,4 mil visitantes em janeiro, queda de 21,8%. No ano passado foram 2,2 milhões de brasileiros no total, diminuição de apenas 4% em relação a 2014. A disparada negativa de mais de 20% em janeiro deste ano preocupa, mas especialistas do setor acreditam que o País ainda pode fechar 2016 com uma diminuição de apenas um dígito no envio de turistas para os Estados Unidos. Isso manteria o Brasil no Top 10 e na lista de mercados com envio de mais de dois milhões de visitantes. A Argentina, por exemplo, cresceu 22,3%, mas totalizou pouco mais de 73 mil turistas em janeiro, apenas

um terço do que foi enviado pelo Brasil. A Colômbia caiu 8,5% (54 mil visitantes, quatro vezes menos que o Brasil) e a Venezuela, que atravessa a pior crise da região, 2,1% (37 mil). Regionalmente o maior crescimento ficou com a América Central (23%), seguida da Ásia (16%), Caribe e Oceania (9%) e Europa (7%). As visitas de mercados de longa distância (overseas) cresceram 8% e chegaram a 2,6 milhões, ou 48% do total.

PORTÕES DE ENTRADA Os três principais portões de entrada de estrangeiros nos Estados Unidos (Miami, Nova York/JFK e Los Angeles) responderam, em janeiro, por 41% do total (contra 41,6% em 2015). Mais de 68% das visitas foram a lazer e 18,2% a negócios. Os maiores percentuais de lazer foram a Argentina (93%) e a Costa Rica (90%). No corporativo, destaque para a Holanda (42%), França (35%), Alemanha (39%) e Reino Unido (31%).p

R EPR ESENTANTES VISIT FLORIDA, VISIT ORLANDO E TOURISM AUSTRALIA ESTÃO FINALIZANDO CONCORRÊNCIAS PARA NOVOS REPRESENTANTES NA

América Latina e/ou no Brasil. A Spotlight, de Miami, não representa mais o Visit Florida na América Latina (no Brasil a empresa tem uma parceria com Marina Barros), e o órgão deve anunciar em breve sua nova representação. Denise Arencibia, da Spotlight, afirmou em comunicado que foi uma decisão de comum acordo, depois de 19 anos trabalhando com o destino. Diversas empresas disputam a cobiçada conta. Por enquanto, os contatos com o Visit Florida podem ser feitos por meio da diretora Internacional, Shari Bailey, que já trabalhou com o CVB de Tampa Bay: sbailey@visitflorida.org. Já a concorrência lançada pelo Visit Orlando é recente e ainda está em andamento. O Visit Orlando hoje trabalha com uma agência de Relações Públicas e outra para o trade, e ainda não há detalhes sobre como se dará a nova escolha. A disputa pela conta da Austrália, pelo que apuramos, está na reta final, e estava prevista para ser anunciada no final de julho. Uma grande feira internacional também está fazendo escolha de representantes no Brasil e na América Latina e o resultado deve sair em agosto. Como se espera que a retomada do Brasil se dê a partir de 2017, os destinos querem começar o novo ano com a casa arrumada.p


26 Empresas

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>> Henrique Santiago

Paixão pelo que faz

Thais Pereira, Juliana Khouri, Carolline Almino, Mariana Abrantes, Mara Pessoa, Henrique Amato, Christopher Kohl, Gisele Abrahão e Cleo Calil

VIAJAR ESTÁ NO DNA DE GISELE ABRAHÃO, LITERALMENTE. ELA NASCEU EM ARARAQUARA (SP), MAS CRESCEU E VIVEU UMA GRANDE parte da sua vida em São Paulo. Acontece que, durante a gravidez, sua mãe fazia questão de percorrer mais de 200 quilômetros para ser examinada por um médico e amigo de longa data. Filha de professores, ela conheceu o Brasil na companhia de seus pais. Mas faltava algo. No auge de sua adolescência — e com um empurrão encorajador da sua mãe para estudar inglês —, a hoje diretora da Global Vision Access (GVA) decidiu viajar para a Austrália e aprender o idioma em dois meses em Sidney. “Eu saí do curso e decidi fazer um mochilão pelo país. E ainda passei pela Nova Zelândia e Indonésia. Acabei ficando quase seis meses”, relembrou a história de 1996 ao receber a reportagem do Jornal PANROTAS no novo escritório da empresa, em São Paulo. Com quase duas décadas na indústria, atuou como gerente de Marketing e Comunicação do Turismo da Jordânia. O escritório em Washington D.C. foi sua casa por nove anos. Decidida a mudar de vida em plena ebulição da crise econômica de 2009, ela saiu de sua função para embarcar em mais um mochilão, dessa vez pela África, em uma causa humanitária para compreender melhor os males da Aids.

UM CAFEZINHO

De volta ao Brasil, em meados de setembro, ela começou a trabalhar no mesmo segmento, mas em um mercado completamente novo. A mesma Jordânia foi a primeira cliente, em uma época que a diretora fazia da Starbucks seu escritório. “Eu fazia reuniões lá com o Turismo de Barbados. Eu adorava”, falou aos risos sobre seu primeiro cliente. Com estrutura própria desde 2010, a GVA sempre esteve próxima do centro financeiro de São Paulo. O primeiro endereço foi na alameda Lorena, passando pela avenida Paulista e, há pouco mais de um mês, no bairro da Acli-


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A assessora de Comunicação, Cleo Calil (Barbados, Mônaco e Seychelles) e Henrique Amato, de conteúdo dos cinco clientes. Maria Clara Mancilha, de Comunicação (Dinamarca e Noruega) estava ausente

A nova sala de Gisele Abrahão

Gisele Abrahão e seu marido, Christopher Kohl, diretor de Administração, Contabilidade e Financeiro

mação. Hoje, a empresa representa cinco destinos — Barbados, Dinamarca, Mônaco, Noruega e Seychelles — e conta com dez colaboradores. Em casa própria, a companhia tem um novo ambiente para colocar a criatividade em prática. E esse item, como garante a diretora, todos têm de sobra. “Eles são envolvidos e produtivos. Nós temos a expertise e a confiança no que fazemos com o nosso cliente para que a gente ‘vá e voe’ em uma nova ideia.” E pensar, de acordo com ela, vai além de ter ou não ter investimentos dos destinos. Com clientes “conhecidos, mas não sabidos”, é necessário ser criativo para fazer valer. Em tempos de crise, então, a originalidade tem de aparecer em dobro. “Nós vivemos uma ‘crise’ no dia a dia. Com um budget pequeno, nós temos de fazer com que o destino seja incrível. A gente pode fazer tudo. Não há limite”, pensou.

ZERO A MIL

Mas criar não é o bastante. É necessário ter paixão pelo que faz. Gisele garante que jamais irá contratar alguém que pense no Turismo apenas para viajar, não uma área na qual se pode fazer a diferença. E se você traz uma ideia, coloque-a em prática, senão, nas palavras da diretora, receberá um cartão vermelho. Os cinco destinos representados pela GVA exigem, de fato, planos mirabolantes. Países high class e um tanto exóticos como Mônaco e Noruega são requisitados por viajantes mais vividos, pode-se dizer, e com gana para conhecer além do tradicional, ou como tem sido um mantra na indústria de viagens, buscar experiências. Mas todos são acessíveis a qualquer

público, garante. Com eventual budget reduzido e mil ideias, Gisele e sua equipe têm a seu favor o fato de seus clientes serem similares e, como a própria assinala, é possível pensar em estratégias a serem adotadas para mais de um país. Outro aliado são os parceiros, como companhias aéreas, hotéis e blogueiros que ajudam a divulgar a marca. “É claro que é importante ter [dinheiro] para um evento ou um projeto especial. Mas eu não posso sentar e chorar”, destacou. “Qualquer destino é rico de suas características. Mônaco, por exemplo, tem dois quilômetros quadrados, mais de 700 eventos por ano, dezenas de restaurantes Michelin. É uma vivência que você pode pagar com o mesmo preço se estivesse em Paris ou no Reino Unido. O mundo inteiro só vê como luxo e é. Mas se você focar somente nisso, de onde tirar a criatividade?!”, completou. Prestes a completar sete anos, a GVA tem uma negociação próxima com dois novos destinos, um deles grande, e com muito potencial para ser desenvolvido, e o outro é pouco conhecido do brasileiro, classificado como underdog (termo referente aos pequenos e pouco notados). Os desafios — mantidos em segredo — são muitos, mas Gisele se mostra otimista com o decorrer do ano. Com um 2016 de sobe e desce na visitação de brasileiros, a diretora da GVA tem recebido feedback dos órgãos competentes dos respectivos países de um segundo semestre melhor do que o primeiro. “Eu espero continuarmos com portfólio e projetos únicos”, resumiu. E para isso, se for necessário, Gisele abre as portas da empresa para trazer mais gente nova.p

Do departamento de Relacionamento com o Trade Juliana Khouri (Dinamarca e Mice para todos os clientes), Mariana Abrantes (Barbados e Seychelles) e Mara Pessoa (Mônaco e Noruega)

Thais Pereira e Carolline Almino respondem pelas mídias sociais dos cinco clientes

BANCODEDADOS

GLOBAL VISION ACCESS (GVA)

ll Endereço: rua Apeninos, 429 — Conjunto

1206 — Aclimação, São Paulo — SP ll Clientes: Barbados, Dinamarca, Mônaco, Noruega e Seychelles ll Funcionários: dez ll Departamentos: Administrativo, Financeiro e Contabilidade, Comunicação, Conteúdo, Mídias Sociais, Relacionamento com o Trade ll Site: www.globalvisionaccess.com

p


28 Operadoras

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

> Renato Machado

Mudança

de identidade

A TRANSIÇÃO DE IDENTIDADE ENTRE MARCAS É UM PROCESSO DELICADO E QUE REQUER TEMPO E ESTRATÉGIA. UM DOS MAIORES PROCESSOS DE MUDANÇAS DE IDENTIDADE QUE VIVEMOS ATUALMENTE NO

Turismo ocorre com o início das operações da Latam. Uma vez que o grupo se posiciona com um novo nome, novas cores e logo, todos os braços da empresa também seguem o caminho. É o caso da operadora de viagens da companhia. Antiga Tam Viagens, a Latam Travel Brasil vem aos poucos se posicionando no mercado, algo que foi indicado pelo diretor executivo da operadora, Marcelo Dezem, em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS, como um soft launching (lançamento suave). O consumidor que se direcionar às cerca de 160 lojas da companhia espalhadas pelo País ainda irá se deparar com o conhecido layout dos pontos de comércio do grupo Tam. “As lojas Tam Viagens já têm uma parte da identidade da Latam Travel. Elas não estão todas modificadas, mas têm as duas marcas convivendo na vitrine. Toda a parte de panfletos, de revistaria, isso tudo já é Latam Travel, mas ela não está toda aclimatada”, explica Dezem. De acordo com o executivo, o processo de mudança visual fica para 2017. “No ano que vem há a expectativa de que a gente faça isso ao longo do primeiro semestre. Aí sim é que teríamos as lojas se modificando de Tam Viagens para Latam Travel. Tem uma série de definições para acontecer nesse ano

para esse cronograma ser cumprido ao longo do próximo”, ressalta. A estrutura de operação da Latam Travel, no entanto, deve ser unificada primeiramente, em um processo de “centralização de fornecedores”. Marcelo Dezem afirma que a companhia “segue num movimento de consolidação de estrutura, de trabalho em conjunto com fornecedores. É algo que a gente acredita que vai dar bastante resultado: negociar com o fornecedor de Lantours (a antiga operadora da Lan) e Tam Viagens”. “A gente está avançando e a expectativa é que até o final de 2016 a gente já tenha, se não 100%, muito próximo do total da nossa estrutura consolidada”. Os resultados da Latam Travel Brasil acumulados neste ano, segundo o diretor executivo da operadora, crescem 17% se comparados ao ano passado. Um número expressivo, mas que possui uma ressalva. Dezem explica: “nós tivemos um ano impactado. A gente teve uma troca de plataforma em dezembro de 2014, então o primeiro trimestre de 2015 não foi um trimestre bom”. Ainda para 2016, a Latam Travel fala em abrir 15 novas lojas no País – três delas já em processo de finalização de abertura. Um número que, dados os fechamentos de unidades nos últimos anos, acaba por não refletir em ampliação de fato. “Se olharmos para trás, a gente fechou algumas lojas ao longo de 2012 para cá. É muito mais uma reposição do que uma expansão de rede”, finaliza.p

“Centralizar fornecedores” é a aposta de Marcelo Dezem para a união das marcas Tam Viagens e Lantours em torno da nova operadora, Latam Travel

Rubens Schwartzmann é presidente do Conselho de Administração da Abracorp

As atividades que vimos desenvolvendo na Abracorp buscam estreitar o foco para questões essenciais à sobrevivência e ao fortalecimento das nossas TMCs. Nossas reuniões têm primado pela objetividade, com participação e comprometimento dos grupos de trabalho cada vez mais ativos. Unidos, afinados e determinados a fortalecer a marca Abracorp na relação com o mercado de viagens corporativas, boas propostas e bons projetos vem se sucedendo, com naturalidade. Com o aprimoramento da metodologia e da ampliação dos dados apurados com regularidade pela Abracorp, vamos inovar nas ações de relacionamento B2B a partir do conceito

Incentivo ao mérito, às boas práticas e ao conhecimento 'Empresa Top Partner Abracorp'. Ou seja: um programa complementar destinado a incentivar os fornecedores parceiros a trabalharem alinhados com as agências, valorizando a parceria, adotando as melhores práticas de mercado. Para tanto, será criado um conjunto de métricas compiladas em um scorecard. As TMCs Abracorp buscam, de forma criteriosa, encontrar os fornecedores que melhor atendam às necessidades dos viajantes. Disso, não se abre mão. Além de negociarem a equação preço-qualidade, dispõem de instrumental tecnológico capaz de afunilar para a melhor solução, em cada demanda pontual. Os profissionais das nossas TMCs conhecem

os meandros do mercado e sabem separar, com expertise, o joio do trigo. São determinados e comprometidos. São guerreiros! Em diversos eventos de que já participamos, quando surgem questionamentos sobre o termo “paridade tarifária”, os fornecedores de toda a cadeia afirmam que eles a praticam, independentemente dos canais. O foco é o perfil do cliente. Cabe lembrar que a definição do perfil do cliente envolve variáveis, a exemplo de hábitos de compra ou fontes pagadoras. A comoditização dos serviços e a volatilidade de oferta x demanda levam o mercado a práticas que confundem, muitas vezes, a precificação ao cliente.

A paridade tarifária deveria levar em conta a qualidade do que está sendo entregue para, assim, estabelecerem-se os patamares de diferenciação e não o canal, diante do fato de que o consumidor navega em todos os canais, antes de sua escolha decisiva. Os fornecedores que utilizam canais de distribuição indireta deveriam aplicar o conceito de paridade tarifária, tomando como base a conceituação acima acerca do cliente. Afinal, a paridade tarifária pressupõe similaridade ou igualdade, não importando, no caso, o canal utilizado pelo cliente. Toda nossa restrição à questionável política de vender mais barato em um canal, em detrimento de outros.


30 Operadoras

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Diego Verticchio

Time escalado

Parte da equipe de atendimento às agências

EM CLIMA OLÍMPICO, A CVC JÁ ESCALOU SEU TIME QUE A PARTIR DE 8 DE AGOSTO IRÁ defender nas ruas do Rio de Janeiro o título de líder em vendas. Comandado pelo diretor regional de Vendas e Expansão para o Estado do Rio de Janeiro, Adriano Gomes, o time CVC Rio tem nomes de peso como Roberto Bessi (ex-Shangri-la, Bessitur e Time Brazil), Marco Viana (ex-Flytour), Marcos Bastos (ex-Urbi et Orbi), Bruna Castro (ex-Master Turismo) e Alexandre Dias (ex-Visual), todos atuando como gerentes. Os novos nomes fazem parte de um plantel que conta com 26 profissionais, todos com alguma passagem anterior pelo Turismo. “Quando cheguei ao Rio, em abril, era só eu. Temos a máster franquia local, que segue atuando de forma independente, e cheguei para montar uma equipe de expansão. Estamos finalizando essa montagem, selecionando os últimos nomes para este mês começar forte nosso trabalho”, explicou o carioca Adriano Gomes, que passou os últimos 12 anos trabalhando em São Paulo, antes de voltar à capital fluminense. “O Rio tem potencial para ser o segundo mercado em vendas da CVC e estamos montando uma estrutura com nosso padrão.” Na estratégia adotada pela CVC no Rio

está uma aproximação maior dos agentes de viagens e das lojas. Por conta disso, Adriano Gomes passa a contar com duas peças-chaves: os gerentes Trade Market, cargos que serão ocupados por Marcos Bastos (nacional) e Bruna Castro (internacional). Eles serão responsáveis por dar apoio aos dois segmentos (lojas e agências de viagens), pensar em ações pró-ativas e entender as necessidades do mercado para fazer ligações entre as empresas. Por ter capital aberto, o diretor está impedido de falar em números, mas sabe do potencial do mercado carioca e enxerga um caminho promissor pela frente. Uma das primeiras estratégias foi mudar o foco de promoção. Nos últimos anos, a operadora sempre focou suas atenções no meio do ano para Bariloche, mas, com a chegada do diretor, o alvo é outro. “Estamos apostando nos circuitos rodoviários, já que o fluminense está passando por uma grave crise financeira. Estamos oferecendo roteiros curtos, de três noites; já no internacional a aposta é para viagens próximas, como Buenos Aires, Santiago e Montevidéu”, diz.

RENOVAR É PRECISO

Uma das primeiras ações do novo

diretor ao chegar em solo carioca foi buscar informações do mercado. Ele descobriu que os cinco produtos mais vendidos (em ordem alfabética) pela CVC Rio são Balneário Camboriú (com Beto Carrero World, em Santa Catarina), Maceió, Natal, Porto Seguro (BA) e Serra Gaúcha. O sexto produto mais vendido no Estado é o Rio de Janeiro. “O Rio tem tido cada vez mais presença entre os fluminenses. Já registramos vendas de moradores de Campo Grande que escolhem passar final de semana na Barra ou Zona Sul, mas a grande maioria vem do Grande Rio ou interior”, apontou Gomes, sinalizando que no futuro a empresa pode vir a apostar na capital fluminense como destino de promoção no interior. O foco agora é aproveitar que a CVC está com dólar congelado a R$ 2,83 para aumentar as vendas internacionais. Segundo ele, as vendas para os circuitos Sonhos e Conquistas (exclusivo CVC) estão indo bem e a ideia é seguir batendo nesta tecla. “Produto é igual ciclo de vida: ele nasce, cresce, amadurece e com o tempo vai envelhecendo até sair de cena. Por isso a importância de se reinventar, mudar o foco e trazer à tona novos produtos”, ensinou Gomes, que conta com 25 anos de experiência no Turismo.p

CARLYLE E GJP

V END EM A Ç Õ ES O FUNDO DE INVESTIMENTO CARLYLE E A GJP, DO FUNDADOR GUILHERME PAULUS, DECIDIRAM DISPONIBILIZAR A MAIORIA DE SUAS AÇÕES NA CVC NA BOLSA DE VALORES.

Os dois controladores informam que colocaram à venda 60 milhões de ações. Do total, o Carlyle é responsável pela venda de 39,1 milhões de ações (64,6% de sua participação). Já a GJP quer negociar 20,9 milhões de ações (64,9%). Caso a operação seja bemsucedida, os dois fundos teriam, juntos, 24,34% da empresa, dos atuais 69%. Hoje, o Carlyle responde por 44,98% da CVC e a GJP possui 24,02% das ações. Neste novo cenário, o Carlyle teria 15,9% e a GJP 8,44%. p


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3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

RESULTADOS FINANCEIROS EM APRESENTAÇÃO DE PERFORMANCE A INVESTIDORES E ACIONISTAS NA SEMANA PASsada, o Grupo CVC (operadora CVC e sua rede de lojas, Submarino Viagens e Rextur Advance) reportou queda nas reservas confirmadas (vendas efetuadas) de 0,9% último no trimestre, em relação ao segundo trimestre do ano passado. No total, o conglomerado contabilizou R$ 2,147 bilhões. Vale lembrar, porém, que os resultados atuais tiveram a inclusão de dados da Rextur e da Submarino, que não estavam no balanço da CVC no ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, a queda foi maior: 3,9%. No consolidado do semestre, as reservas confirmadas do grupo totalizaram R$ 4,2 bilhões, representando queda de 2,4%, em relação ao mesmo período de 2015. Por outro lado, o EBITDA ajustado do Grupo CVC foi de R$ 81,4 milhões no 2T16, crescimento de 13,6% quando comparado com o 1T15 Pro Forma (sem dados da Submarino e Rextur). No 1S16, o EBITDA ajustado foi de R$ 228,8 milhões, representando crescimento de 11,8% em relação ao 1S15 Pro Forma. O lucro líquido ajustado do grupo foi de R$17,6 milhões no segundo trimestre, aumento de 22,6% em relação ao 2T15 Pro Forma. No semestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 81,1 milhões, registrando crescimento de 15,1% em relação ao 1S15 Pro Forma. Ainda segundo o balanço, o retorno sobre o capital investido (ROIC) do Grupo CVC ao longo dos últimos 12 meses (terminados em 30 de junho) foi de 38,1%. Em junho de 2015 havia sido de 36,3%.

CORPORATIVO EM BAIXA A CVC justifica a queda do grupo devido à "contração do segmento corporativo", o que impactou a Rextur Advance, e à migração da plataforma da Submarino Viagens, o que causou perdas consideradas normais pela empresa em período de instalação de novos sistemas. A queda nas reservas da Rextur Advance e na Submarino Viagens foram compensadas, segundo o presidente do Grupo CVC,

Luiz Eduardo Falco, "pela forte performance da CVC no segmento doméstico e no canal agentes independentes, ambos com crescimento de dois dígitos". "As diversas iniciativas implantadas em 2015 para captar novos fluxos de receita, tais como seguros, ingressos, aluguel de carros e city tours, suportaram o crescimento de dois dígitos destes produtos auxiliares, resultando em um crescimento de 23% no 2T16 versus 2T15. O percentual da receita líquida sobre as vendas melhorou 0,55 p.p. no 2T16 em consequência de um mix mais favorável de produtos", analisou a CVC. Sem contar Rextur e Submarino, a CVC teve receita de R$ 2,6 bilhões no semestre (crescimento de 4,1%), com receita líquida de R$ 384 milhões (+4%) e lucro líquido ajustado de R$ 83 milhões (+6,4%). No segundo trimestre as vendas da operadora cresceram 6,6%, sendo que as vendas para embarque no mesmo trimestre aumentaram 14%, contra 3,8% para trimestres futuros. A empresa fechou o semestre com 1.041 lojas. Um dos destaques positivos foi o aumento de 50% nas vendas de hotéis corporativos (negociados pela CVC) na Rextur Advance. No segundo trimestre do ano, porém, as vendas de Rextur e Submarino Viagens chegaram a R$ 823 milhões, queda de 11,1%. No semestre foi de R$ 1,6 bilhão, diminuição de 11,5%. As duas empresas embarcaram 1,95 milhão de passageiros (retração de 15,4%) e a CVC somou 1,8 milhão (empate com 2015), fazendo o grupo fechar o semestre com 3,75 milhões (-8,7%). Na CVC, onde as vendas cresceram 4,1% no semestre, as lojas próprias aumentaram 3% em reservas confirmadas, o on-line caiu 1,8% e a venda via agências independentes subiu 11,4%. O internacional cresceu 0,1% no trimestre na CVC, revertendo a queda de 5,9% no começo do ano e o doméstico cresceu dois dígitos segundo a empresa. O lucro líquido da Rextur Advance e Submarino Viagens no semestre aumentou 74,9% (chegando a R$ 20,5 milhões) e o EBIDTA cresceu 40,2% (R$ 37,9 milhões).p

Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC

Adriano Gomes

Roberto Bessi e Marcus Viana, gerentes Trade Market, e Marcos Bastos

Joana Silva e Leonardo Fonseca supervisores de Produtos

Marcio Noronha, supervisor de Operações, Alexandre Dias, gerente de Vendas para agências de Viagens, e Robson Tosta, supervisor de Vendas


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS Edição 7 – 3 a 9 de agosto de 2016

w w w. a l a g e v. o r g

Parte integrante do Jornal PANROTAS

MANTENEDORES ALAGEV

Como pagar pela hospedagem? QUEM ATUA EM VIAGENS CORPORATIVAS DIFICILMENTE NÃO TERÁ QUEIXAS SOBRE MEIOS DE PAGAMENTO, INCLUINDO O POLÊMICO FATURAMENTO. O custo (de faturar) é alto, envolve processos manuais, normalmente gera um descasamento de fluxos financeiros, há risco de crédito ou possibilidade de atrasos, sem contar os processos invisíveis. Mas o cliente “gosta”. Ou até exige o faturamento. Agora, multiplique estes problemas por dois. Nos pagamentos faturados, o hotel assume os custos para faturar às agências de viagens e elas, por sua vez, duplicam os custos para faturar à empresa. Além disso, a conferência nas várias faturas mensais representa mais despesas para as empresas, que ainda têm de imputar (os dados) nos seus sistemas de gestão e têm outros custos associados ao pagamento. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) mostram que, no primeiro semestre deste ano, 48% das reservas hoteleiras foram pagas com faturamento, o que representa 11% de queda para o mesmo período no ano passado. Cartão de crédito e pagamento direto dividem o segundo lugar com 26% de share cada um. “Quem é de outra geração sabe que o método faturado era presente no pagamento de passagens aéreas, mas o mercado conseguiu evoluir e, hoje, praticamente 75% das passagens para viagens corporativas são pagas com um dos modelos de cartão corporativo, principal-

mente o virtual”, compara o vice-presidente da Alagev e proprietário do Grupo TX, Walter Teixeira, ele mesmo um dos responsáveis por essa virada. E por que essa virada ainda não acontece no pagamento de hospedagens corporativas? De acordo com Teixeira, o principal inibidor é o tipo de serviço de cada um desses setores. “Quando uma agência vende um bilhete aéreo, ela já tem o valor final e já debita no cartão. Na hotelaria é diferente, pois uma reserva pode não se transformar em hospedagem, há possibilidade de no-show, extensão na duração da estada e consumos extras”, aponta, ainda acrescentando que o hotel tem de agregar impostos e taxas de Turismo. Isso significa que o valor final da transação só é de fato conhecido no check-out do hóspede, o que traz uma certa dificuldade se comparado ao processo de bilhetes aéreos. A pulverização das redes hoteleiras em comparação com o pequeno número de companhias aéreas é também um obstáculo evidente na hora de compreender o motivo pelo qual o pagamento de hospedagem é o mais complexo do setor. O analista de Compras da Prosegur, Danrussel Gonçalves, explica que, como a empresa emprega vigilantes em cidades de todos os tamanhos e em todos os cantos do País, a operação fica ainda mais complicada. “Isso faz com que tenhamos duas agências de viagens: a CWT, que cobre os hotéis maiores e de rede, esses pagos com cartão virtual Bradesco, e a Maiorca, que chega a vários hotéis onde a primeira não chega, e com a qual usamos

Walter Teixeira, VP da Alagev

faturamento”, compara. “Sabemos que a Maiorca também tem suas próprias ferramentas, mas nesses hotéis de classe mais baixa muitas vezes não funciona, por isso, continuamos fazendo solicitação por e-mail, informando o centro de custo.” Para dificultar ainda mais o cenário, há a questão da documentação fiscal, como menciona o VP da Alagev. “A passagem aérea é um contrato de serviços e tem valor fiscal, mesmo o e-ticket quando acompanhado com a cópia do cartão de embarque, enquanto na hospedagem e outros serviços de viagens, é fundamental que a empresa tenha a nota fiscal emitida pelo prestador”, compara Teixeira. MUITO A REDUZIR Dados dos Indicadores Econômicos de Viagens Corporativas (IEVC) mostram que as hospedagens neste segmento no País movimentaram um total de R$ 13 bilhões em 2015 (33% de par-

ticipação relativa na receita corporativa). Isso significa que há potencialmente R$ 9 bilhões de oportunidades, seja para redução de custos de faturamento para hotéis, agências e clientes, ou para os cartões de crédito. Isso tem gerado uma grande movimentação no mercado. TMC’s testam soluções e tentam convencer os clientes adotarem cartões virtuais. Bancos e bandeiras estão também fazendo sua parte, disponibilizando produtos para seus clientes. “Infelizmente, o mercado não é assim tão cor de rosa, e não é da noite para o dia que vamos transferir uma grande parte do faturamento de hotéis para os cartões”, reconhece Walter Teixeira. “Primeiro vem a questão do crédito, que está contingenciado neste momento de crise. A aprovação de uma linha de crédito que suporte as despesas de viagens segue um rito complexo em qualquer banco”, completa.


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS

O que há no mercado Na prática existem no mercado alguns produtos que se destinam ao pagamento de hotéis: 1) O cartão corporativo (plástico), é o produto tradicional, utilizado no mundo todo. Consiste em um plástico individual para cada viajante pagar suas despesas, seja de hotel, locação, passagem aérea, restaurantes, táxis ou qualquer outra despesa autorizada na política de viagens. No fechamento da fatura, sempre mensal, o viajante presta contas das despesas realizadas. Os bancos costumam oferecer a possibilidade de a empresa pagar de uma vez as despesas de todos os cartões, ou então que o próprio usuário as pague, e preste contas dessas despesas mensalmente. Este produto esbarra na cultura das empresas, que têm receio em colocar um instrumento de crédito nas mãos dos colaboradores, principalmente em termos de despesas não previstas na política de viagens e com eventual demora nas prestações de contas. 2) A conta virtual é o modelo mais aceito para o pagamento centralizado de passagens aéreas e também para o de hotéis. Consiste na mesma conta aberta pela empresa junto ao banco, com crédito suficiente para consolidar, por exemplo, todos os pagamentos de hotéis no Brasil que ocorrerem em determinado mês. A conta virtual pode ser única, ou dividida por centro de custos ou CNPJs de um mesmo grupo econômico. 3) Também existe a conta virtual desmembrada por funcionário ou viajante. Neste modelo, abrem-se várias contas, que devem ser pagas individualmente. Alguns bancos sugerem este produto, por exemplo, para que um funcionário que viaje três vezes num determinado mês possa fazer a prestação de contas com uma única fatura, facilitando a alocação do centro de custos daquele colaborador. 4) Há também o cartão virtual, que viabiliza um numero de cartão (VCN – Virtual Card Number), que é um “filhote” da conta mãe aberta para determinada empresa. Este modelo está sendo testado no Brasil e tem como argumento um filtro de segurança,

pois aquele número servirá apenas para um hotel, no período da reserva, e um valor determinado, minimizando assim a possibilidade de fraude. Esse último seria o melhor dos mundos, de acordo com a analista de Logística da petrolífera Modec, Sabrina Medella, instalada na base em Macaé (RJ). “Hoje usamos a conta virtual com quatro CNPJs, mas o modelo de cartão virtual facilitaria muito o meu trabalho de conciliação. Sem contar que esse modelo, chamado por nós gestores de 2.0, reduz em muito o número de fraudes e descasamento de dados.” Danrussel Gonçalves, da Prosegur, segue a mesma linha. “Seria uma ferramenta excelente para nós, pois ela obriga que tenha aprovador antes da reserva e já debitaria diretamente do cartão, já vindo com relatório e todas as solicitações de cada centro de custo.” Por outro lado, porém, este modelo agrega custo sistêmico, já que existe a necessidade de integração com as reservas hoteleiras. Num país de larga extensão como o Brasil, onde muitos hotéis não têm integração com provedores de reservas automatizadas, isso é um obstáculo considerável. Mas talvez o grande obstáculo para a adoção de pagamentos com cartões virtuais resida no fato de que as empresas, por regras fiscais, devem guardar toda a documentação que comprove as despesas. As empresas não confiam 100% que seus colaboradores terão prestação de contas e entrega das notas fiscais com a devida regularidade. Uma das soluções para isso é o serviço TXDoc, do grupo de Walter Teixeira, que se encarrega de conciliar as informações financeiras com os documentos fiscais e os dados gerenciais que estão nos registros das TMCs, e já conta com mais de 250 empresas consumindo este serviço. “Estimo que, se não fosse o TXDoc, a empresa em que eu trabalho precisaria de aproximadamente cinco funcionários trabalhando diariamente nessas conciliações”, calcula Sabrina Medella. “É um serviço indispensável. Eles mesmos entram em contato com os hotéis e reúnem todas as informações fiscais.”

Pesquisa aponta caminhos Composição da Receita IEV (%)

2014

2015

Aéreo

52,81

44,29

Hospedagem

28,64

33,69

Locação de autos

5,87

7,33

Alimentação

5,26

8,56

Agenciamento

4,83

4,69

Tecnologia

2,59

1,44

100,00

100,00

TOTAL

Receita total de viagens corporativas em 2015 foi de R$ 38,73 bilhões, segundo IEVC

Segundo pesquisa recente realizada pelo Grupo TX, ainda é fundamental o tratamento desta documentação fiscal e também os detalhes das hospedagens. O estudo perguntou se, por exemplo, é possível atribuir ao viajante a função de colocar a nota fiscal e a nota de hospedagem num envelope e encaminhar para a caixa postal do Grupo TX. Cerca de dois terços das respostas foram negativas. Em outro ponto da pesquisa, foi levantada aos viajantes a possibilidade de tirar uma foto com seu celular e enviá-la por mensagem para o Grupo TX, ou fazer um upload num aplicativo, agilizando a informação. Ainda assim 55% das empresas consideram inviável. “Essa pesquisa nos indica que ainda é necessário perseguirmos uma mudança da cultura, não só das empresas, mas também dos viajantes, para viabilizar a quebra do paradigma”, avalia Walter Teixeira. Para a diretora de Controles e Compliance da gaúcha Ticket Log, Elisa Hendler Dimer, se tem algo que poderia melhorar na conciliação de contas de hospedagens corporativas de sua empresa é a substituição da interferência humana no processo. “O ideal seria que as contas fossem batidas no momento do check-out, mas isso não acontece. Há interferência no registro de notas fiscais e os pagamentos não são on-line. Há vezes que o hotel fatura apenas 20 dias depois e temos de ficar correndo atrás”, aponta Elisa. “A TXdoc adianta muito nesse sentido, pois chega para nós uma fatura de cartão de crédito cheia de datas e nomes, é um labirinto de informações, já que não temos número de hóspede. A TX desmembra tudo.” De acordo com Elisa, sua empresa não tem outra alternativa a não ser terceirizar o serviço, mas ela prevê um cenário mais otimista para o futuro. “Vejo que esses sistemas cada vez mais desenvolvidos podem melhorar o cenário daqui para frente. Entretanto, ainda teremos um bom tempo de interferência humana, já que não consigo ter a previsão de quando essa virada acontecerá.” Em alguns países com outra estrutura fiscal, as faturas de cartões de crédito são aceitas como comprovação de despesas das empresas. “Infelizmente esse não é o caso do Brasil”, lamenta Teixeira. “O Grupo TX abriu há alguns anos uma área especializada em terceirizar processos de faturamento de grandes TMCs, e também tem como alvo os hotéis, já que por um bom tempo ainda conviveremos com o faturamento. Entretanto, a aceitação está crescendo uma vez que as TMCs estão convencendo as empresas. O processo é gradual.” O VP da Alagev ressalta que já há inclusive empresas finais utilizando a mão de obra da TX para fazer suas checagens de despesas. “Esse não é o core business das empresas, garantindo assim maior tranquilidade para os pagamentos. Custa menos e a qualidade é garantida por SLA”, aponta. “Talvez daqui a cinco anos tenhamos um cenário diferente do que vemos hoje.”


SurFACE

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3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

Guardiões da Galáxia

Entre junho e agosto de 2017 o parque Disney California Adventure, em Anaheim, estreará uma nova atração com o tema da HQ Guardiões da Galáxia , da Marvel. O protagonista será Taneleer Tivan, o Colecionador. Ele abrirá sua coleção de fauna e suas relíquias para uma visita especial e, na sequência, Rocket tem um plano de libertar seus amigos “recrutando” os visitantes. A nova atração substituirá o hotel da Twilight Zone – Tower of Terror, o que gerou protesto dos fãs da Disney, apegados à atração fantasmagórica. 

Presença no Paraná

A partir do dia 5 de agosto, a Gol voltará a oferecer voos entre Curitiba e Londrina (PR), Maringá (PR) e Foz do Iguaçu (PR). A companhia aérea terá duas frequências semanais para a cidade das Cataratas e, a partir de 1º de setembro, a rota será ampliada para quatro vezes por semana. Também em setembro, Londrina e Maringá passarão a contar com quatro frequências semanais para a capital paranaense. 

Menor procura

O valor das passagens para voos domésticos caiu 8% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2015. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Viajanet, agência de viagens on-line. Nos seis primeiros meses de 2015, o tiquete médio das passagens nacionais era de R$ 453. Este ano, o valor chegou a R$ 414. Por outro lado, os destinos internacionais têm recebido grande destaque, segundo o estudo. A procura por Buenos Aires, por exemplo, cresceu, passando de 5,42% no primeiro semestre de 2015 para 6,75% no mesmo período deste ano. 

Mais opções

A Oneworld aumentou o treinamento on-line, abrangendo as principais tarifas multicontinentais e multicidades para os agentes de viagens. Três módulos foram acrescentados à iniciativa: Global Explorer – tarifa de volta ao mundo que inclui voos de companhias que não integram a aliança -, Circle Fares – viagem de ida e volta ao outro lado do mundo, mas sem dar a volta completa; e Visit Passes – viagens de um único continente ou região, com exceção da Antártida. As novidades estão disponíveis em alemão, espanhol, japonês, mandarim, inglês e também português. Para mais informações, acesse www.travelagent.oneworld.com. 

Ponto a ponto  Após duas décadas de serviços prestados à Carlson Wagonlit Travel, Laura Dias desligou-se da empresa, onde atuava como diretora de Supplier Management. Segundo a executiva, a decisão do encerramento do vínculo foi consensual, motivada por uma reestruturação interna. A CWT ainda não tem um substituto.

Gostosuras a bordo

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras aumentou sua parceria com a Buzina Food Truck. Até agosto, os passageiros que voarem para os Estados Unidos ou Portugal terão à disposição: hambúrguer, macarrão com queijo mac and cheese, mousse de chocolate e bolo de tâmara. Além disso, o menu acompanha salada mediterrânea e arroz vermelho integral. “Estamos muito felizes com as avaliações que temos recebido com relação aos produtos do Buzina Food Truck a bordo de nossas aeronaves. Conseguimos encantar as pessoas que viajam conosco”, disse a diretora de Marketing e Comunicação da aérea, Claudia Fernandes. 

 O Turismo deve ser responsável pelo impacto financeiro de US$ 200 milhões na Rio 2016, segundo estimativa do Banco Central. A projeção de receita adicional leva em conta o que ocorreu e foi registrado nos últimos três jogos, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. “Existem outros ganhos decorrentes dos Jogos Olímpicos, como os de exposição do País, de Turismo, além de outros efeitos de mais longo prazo."


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Encontro marcado

A HRS irá trazer em São Paulo o Fórum de Viagens Corporativas. Realizado em países como Alemanha, China e Itália, o evento desembarca pela primeira vez no Brasil em 27 de setembro. “Será um dia de aprendizagem, compartilhamento de melhores práticas e o contato com novas ideias que instiguem o pensamento", adiantou a vicepresidente da HRS para as Américas, Suzanne Neufang. O encontro propõe trazer informações sobre o mercado, desafios e perspectivas para o setor. A empresa deve divulgar a programação completa em breve, mas um nome confirmado é o do economista Ricardo Amorim, palestrante e apresentador do Manhattan Connection, da Globo News. SERVIÇO: 1a edição do CTF - Corporate Travel Forum (Fórum de Viagens Corporativas) Local: Hotel Intercontinental (Alameda Santos, 1.123, São Paulo-SP) Data: 27 de setembro, das 8h às 19h. 

Campeões de venda

As empresas com o melhor desempenho de vendas da Latam Brasil foram premiadas na semana passada pelo Club Latam, o programa de relacionamento da companhia aérea. No primeiro semestre, a melhor agência corporativa foi a Copastur; a melhor consolidadora foi a Confiança; a melhor operadora foi a CVC; a melhor OTA foi a Viajanet; e, na categoria “Grande Agência”, a campeã foi a Costa Verde (CPQ). 

Cassinos e negócios

De janeiro a maio deste ano, a cidade de Las Vegas recebeu três milhões de visitantes em eventos corporativos. O número supera em 12% o total recebido no mesmo período de 2015. Reconhecida como “destino para convenções”, tem investido mais de US$ 9 bilhões em empreendimentos, como um teatro de cinco mil lugares no Monte Carlo Resort and Casino e a renovação da Julis Tower, no Caesars Palace. A Las Vegas Convention and Visitors Authority (LVCVA) tem desenvolvido a criação do centro Las Vegas Convention Center District, que deve expandir o Las Vegas Convention Center. 

3 a 9 de agosto de 2016 JORNAL PANROTAS

Passagens no Airbnb

Depois da polêmica taxa de distribuição de reserva, a Lufthansa inovou novamente na maneira de vender seus assentos. Desde a semana passada a aérea oferece cabines da premium economy via Airbnb. Com uma página exclusiva para a venda de assentos, é possível reservar um lugar por 699 euros. O preço inclui os trechos de ida e volta de Frankfurt a Nova York. A operação é feita totalmente no site de compartilhamento de hospedagem. 


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