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Jornal PANROTAS 1225

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R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.225 6 a 12 de julho de 2016

VITRINE CHEIA O IPW 2016 provou mais uma vez o que muitos já sabiam: os Estados Unidos dão show quando o assunto é Turismo. Com uma infinidade de atrações, destinos, atividades, meios de hospedagens e serviços, o país valoriza seus visitantes e projeta números cada vez mais inalcançáveis > Páginas 04 a 08


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6 a 12 julho de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN TECNOLOGIA CONTRA A FRAUDE

Pesquisa feita pela Sita revela investimentos das companhias aéreas para garantir a segurança de informação. O levantamento coletou dados com mais de 200 empresas ao redor do mundo.

LEIA NESTA EDIÇÃO Página 09 Os primeiros efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia

91% das companhias aé-

Há três anos, esta mesma pesquisa mostrou que apenas 47% das empresas estavam se preparando para gerenciar riscos ligados à tecnologia

reas estão planejando investir nos próximos três anos em novas tecnologias

Páginas 10 e 11 Delta leva grupo vip para Detroit e Nova York

Entre as mudanças estão sendo considerados aplicativos de compras do duty-free e serviço de streaming em dispositivos dos passageiros

79% dos entrevistados afirmaram que farão grandes investimentos em soluções para smartphones

Páginas 12 a 16 GBTA debate o crescimento da economia compartilhada

Página 18 Hard Rock Hotels apresenta alguns de seus vibe managers

Páginas 20 e 21 O Gestor: como gerenciar viagens em momentos de crise

Atividades nas redes sociais e geolocalização são analisadas para adaptar ofertas personalizadas aos passageiros

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Me xe no meu feu do e te dire i que m sou

O capital anda meio irracional ultimamente. Ou não. Anda meio na defensiva, no “salvo-me” quem puder. Enquanto uma nova geração não assumir o poder, com novas mentalidade e formas de agir e viver, comprar e vender, proteger e ajudar, os já calejados pelas crises e intempéries (naturais ou não) querem apostar na segurança, mesmo que isso seja ir contra a corrente, em uma espécie de desglobalização. A saída da Grã-Bretanha da União Europeia, o discurso de Donald Trump um tanto agressivo em direção a alguns estrangeiros (quem não lembra do tal muro entre o México e os Estados Unidos? Marketing? Projeto real?), o crescimento da direita mundo afora... São vestígios de um período de transição, dúvidas, medos... A crise econômica de 2008, aquela que fez marola no Brasil (na verdade, um tsunami que foi ali, mas voltou com força), deixou sequelas em todo o planeta, e uma delas é o pavor de perder o que se conquistou.

O que é fruto do trabalho. A identidade que é traduzida por conforto e segurança, rotina e previsibilidade. Mas isso tudo, que é legítimo e natural (afinal, o livre pensar e o debate de ideias devem ser defendidos, pois unanimidades podem levar a erros e desvios, e somente a troca de experiências e opiniões faz a sociedade evoluir), pode apontar uma arma em direção ao estrangeiro em geral. E esse estrangeiro, esse estranho em terras que hoje têm donos, mas que foram construídas por... imigrantes... esse ser andarilho pode ser, sim, um migrante, muitas vezes legal e bem-vindo, ou um fanático religioso terrorista, um funcionário de multinacional ou apenas turistas conhecendo novas culturas, visitando parentes e sua história, querendo congregar e experimentar a globalização. Fechar fronteiras não é a saída para combater o terrorismo ou a violência;

apontar o dedo indiscriminadamente só leva ao ódio e a erros históricos; não apostar no Turismo e nessa troca saudável é assumir que o planeta está mesmo com os dias contados e que uma guerra maior está por vir, quando invasões bárbaras não serão apenas lembranças distantes. Defender sua identidade, seu patrimônio, sua cultura, a segurança de seu povo é papel de estadistas e líderes. Incentivar o ódio ao diferente, criar barreiras que atingem quem está colaborando, e não contrário ao desenvolvimento, renegar o passado e o presente, em que estrangeiros constroem nações e as identidades se misturam e enriquecem, tudo isso é dar passos perigosos para trás. Nós do Turismo queremos segurança e experiências únicas, intercâmbio e desenvolvimento, valorizar o que cada país tem de único e realizar uma troca que só enriquece e engrandece. Sem ódio, armas e discriminação. Conseguiremos?

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PANROTAS — Versão digital das publicações da editora


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6 a 12 julho de 2016 JORNAL PANROTAS

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass

S

E U Q A DEST >

DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

DO PORTAL

PANROTAS

23/6 a 29/6

1 Passaredo demite 300 e corta duas rotas; veja quais – em 24/6

2 Trend abre 27 vagas de trabalho em

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Brunna Castro, Henrique Santiago, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Renato Machado, Roberta Queiroz, Rodrigo Vieira e Fernanda Cordeiro (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza, Jhonatan Soares e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

São Paulo; veja – em 23/6

3 Agente de viagens está entre 40 carreiras em queda – em 23/6

4 Ex-piloto da Varig mantém acervo raro da aérea – em 23/6

5 ESPECIAL: Tudo sobre a saída do

Reino Unido da EU – em 24/6

6 Nove destinos para conhecer com a baixa do dólar – em 24/6

7 Navio de The Walking Dead terá participação de elenco – em 24/6

8 Brexit: Ryanair protesta com promoção de voos a £ 9,99 – em 24/6

9 Conheça os 10 países mais pacíficos do mundo – em 24/6

10 Avianca e United anunciam codeshare; saiba mais – em 29/6

11 Abreu, Hostway e Latam Travel têm vagas; confira – em 29/6

12 Senado aprova MP do IRRF; alíquota vale até 2019 – em 28/6

13 Veja como será o novo novo terminal da Royal em Miami – em 29/6

14 Atentado no aeroporto de Istambul mata ao menos 10 – em 28/6

15 Alagev, Flot Viagens, SAA e mais contratam; confira – em 23/6


04 Destinos

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> Artur Luiz Andrade e Diego Verticchio, Nova Orleans (Estados Unidos)

Produtos para 100 milhões

OS 77,5 MILHÕES DE VISITANTES ESTRANGEIROS QUE ESTIVERAM NOS ESTADOS UNIDOS NO ANO PASSADO, INCLUINDO 2,2 MILHÕES DO BRASIL, TÊM A SEU DISPOR UMA VARIEDADE DE ATRAÇÕES, destinos, atividades, meios de hospedagem e nichos, que a cada temporada (agora estamos em pleno verão americano) oferecem mais e mais novidades. A meta de 100 milhões de visitantes para 2021 poderia ser antecipada para os dias atuais que não haveria falta do que ver e fazer. Durante o IPW 2016, que ocorreu em Nova Orleans no mês passado, o país se mostrou a mais de 1,3 mil compradores de todo o mundo, entre agentes de viagens e operadores. Confira a seguir algumas novidades dos destinos e atrações preferidos dos brasileiros.

HARD ROCK

Na data em que comemora-se o Dia Mundial da Música, a Hard Rock International lançou a fundação Love.Amplified, criada com intuito de ajudar ONGs e instituições pelo mundo que tenham a música como viés principal. Até 2021 a expectativa é gerar US$ 10 milhões em doações pelo mundo. Segundo a empresa, a Hard Rock International tem desenvolvido ao longo dos anos parcerias com cantores de renome para ações sociais, fato que inspirou o grupo a lançar a fundação. Mais informações da fundação estão disponíveis no site www.hardrock. com/healsfoundation

HOUSTON

A cidade de Houston, no Texas, será a sede do 51º Super Bowl, em 2017, a final do campeonato de futebol americano e hoje o principal evento esportivo dos Estados Unidos. A disputa

acontecerá em fevereiro, mas desde o final de janeiro já haverá inúmeras ações ligadas ao tema, como o Super Bowl Live, dez dias de festivais que antecedem o grande jogo. Essa será a terceira vez que a cidade recebe o principal jogo da liga de futebol americano (NFL), as outras duas aconteceram em 2004 e 1974. São Francisco sediou a última edição e recebeu 1,1 milhão de visitantes. Como Houston é um dos principais hubs da United Airlines nos Estados Unidos, incluindo voos domésticos e internacionais - entre eles do Brasil -, a expectativa é de que a cidade receba mais de 1,5 milhão de visitantes para a partida. Desde que foi anunciada como sede do Super Bowl, a cidade de Houston tem recebido investimentos na infraestrutura da cidade e em novos empreendimentos turísticos. A quarta maior metrópole norte-americana já acumula US$ 1,5 bilhão em investimentos. Entre o montante já aplicado estão US$ 370 milhões no Marriott Marquis Houston, novo hotel da bandeira norte-americana com previsão de abertura para novembro deste ano. O hotel terá mil novos quartos, além de um amplo espaço para convenções. Segundo o Visit Houston, o hotel ainda terá uma ampla área dedicada ao hóspede de lazer com piscina de borda infinita, além de um espaço simulando lazy river.

KISSIMMEE Luiz Moura, Veronica Figueiroa, Misty Johantgen e Ana Flavia Medina, do Visit Kissimmee

Conhecida como a capital norte-americana do aluguel de casas, a cidade de Kissimmee, na Flórida, conta hoje com dez mil casas para aluguel e nos próxi-

mos dois anos mais cinco mil novas residências vão entrar nesta lista, totalizando 15 mil casas disponíveis para temporada. Na oferta, há imóveis de um a 20 quartos. "Há casas para todos os gostos e bolsos, mas o que sabemos é que uma família com quatro pessoas já sai mais barato ficar em casas do que em hotéis", afirma a COO do Visit Kissimmee, Misty Johantgen. Entre as novas casas que estão sendo construídas algumas com 15 e 20 quartos que, segundo o órgão de Turismo, vão atender uma nova demanda: jovens que viajam para Orlando em excursão. Além de muitos quartos, estas residências vêm acompanhadas de piscinas, quadras, entre outras facilidades. Os brasileiros têm aderido cada vez mais ao aluguel de casas e hoje já é o terceiro público internacional, atrás do Reino Unidos e Canadá. "Em Kissimmee, o perfil do brasileiro é família, mas temos notado que cada vez mais famílias viajam juntas e dividem o mesmo espaço", explicou a gerente de Contas do Visit Kissimmee no Brasil, Ana Flavia Medina.

LOS ANGELES

O Brasil segue sendo o oitavo mercado internacional de longa distância para Los Angeles, principal cidade da Califórnia, mas o número de brasileiros teve uma pequena queda em 2015: cerca de 127 mil brasileiros estiveram na cidade, 1% a menos do que registrado em 2014. Para este ano, a expectativa é que haja mais uma vez queda de 1%. Os números foram passados pelo presidente e CEO do Los Angeles Tourism & Convention, Ernest Wooden Jr., e são referentes aos dados do primeiro semestre. No entanto, a Korean Airlines, que mantém uma ligação direta entre São


05 Paulo e Los Angeles, anunciou o fim das operações para setembro, fazendo com que esta redução se acentue. Mesmo com menos brasileiros, Los Angeles bateu novamente o recorde de turistas em 2015, recebendo 45,6 milhões de visitantes. “Somos um dos destinos mais visitados do mundo. Recebemos mais turistas do que muitos países”, comemorou Wooden Jr. Para os próximos anos, a cidade se prepara para um pacote de investimentos estimado em US$ 2,9 bilhões, que serão aplicados em novos equipamentos turísticos e infraestrutura, como ampliação do metrô e da linha ferroviária. No Turismo, a cidade ganha um novo estádio, que será palco do Super Bowl em 2021, além de melhorias na cidade visando à candidatura dos Jogos Olímpicos em 2024 – Los Angeles concorre com Budapeste, Paris e Roma e a decisão sai em setembro de 2017. Além disso, a Universal Studios Hollywood acaba de inaugurar sua atração de Harry Potter e mais novidades vêm por aí. Por fim, a Intercontinental Hotels & Resorts, do grupo IHG, prepara para inaugurar na primavera americana o maior hotel das Américas, segundo o Guiness Book. O empreendimento está sendo construído pela companhia aérea Korean Airlines, que está investindo US$ 1,3 bilhão no edifício, que terá 73 andares, dos quais 30 são dedicados a escritórios e os demais ao hotel, que somará 889 quartos, todos com vista privilegiada para a cidade de Los Angeles.

MADAME TUSSAUDS

Com 19 museus de cera espalhados pelo mundo, o Madame Tussauds se prepara para sua 20ª inauguração, com um museu de cera totalmente dedicado à música. A nova atração ficará localizada em Nashville, no Estado de Tennessee, famoso pela música country norte-americana. O Madame Tussauds at Opry Mills abrirá na primavera norte-americana de 2017 e além de temático será também interativo, onde será possível tocar, ver e sentir um pouco do ritmo, além de poder fo-

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Joe Docal (Miami CVB), Ana Donato (Imaginadora), Gisela Marti (vice-presidente de Marketing e Turismo) e Bill Talbert (presidente do CVB)

tografar as réplicas dos maiores ídolos country dos Estados Unidos e do mundo.

MIAMI

Os brasileiros são número um para o Turismo de Miami, mesmo com a crise e com a queda de 15% nos gastos no ano passado (já em número de visitantes, foram 747 mil, aumento de 2%). O presidente do Miami CVB, Bill Talbert, acredita que o Brasil continuará sendo o principal mercado para Miami "para sempre". E a cidade tem investido em uma oferta variada de produtos para atender viajantes de todos os tipos, desde os que querem economizar até os que buscam luxo e experiências. "O Uber e o Lyft estão legalizados em Miami desde maio. O Airbnb também e sabemos que muitos brasileiros têm parentes e amigos morando na cidade. Além disso, a rede hoteleira não para de crescer, nos diversos distritos da cidade. Temos uma relação profissional e de amizade com o Brasil há 30 anos. Já vimos outras crises, mas nunca deixamos o País. Somos como família", garante. Talbert se vale também da grande conexão aérea entre Miami e o Brasil (dez cidades brasileiras têm voos para MIA), transformando o destino em porta de en-

trada para a Flórida e os Estados Unidos. "Teremos um trem ligando Miami a Fort Lauderdale, Palm Beach e Orlando, temos um novo centro de locadoras no aeroporto, que também está modernizado e ampliado, teremos o maior shopping center dos Estados Unidos, o American Dream Miami, novos hotéis são abertos a cada mês em nossos dez bairros étnicos, temos as melhores praias, atrações para crianças, dois parques nacionais, o Everglades e o de Key Biscayne, temos aventura, luxo, golfe, esportes, gastronomia e somos a capital mundial do cruzeiro marítimo. Por isso o brasileiro gosta de Miami e se sente bem aqui", elenca Talbert. O destino é representado no Brasil pela Imaginadora. Entre os novos hotéis há redes do Chile (Atton), da China (East), Argentina (Faena) e até do Brasil, com o empresário Leo Macedo. Somente em 2016 já foram abertos ou ainda abrirão as portas 22 hotéis, de marcas como Hilton Garden Inn (Aeroporto e Miami Beach), Staybridge, Best Western, Indigo, ME, Nobu, Four Seasons, Vib by Best Western e Hyde, além das marcas citadas anteriormente. Para 2017 estão previstos um hotel no aeroporto, três em Aventura, um em Coral Gables, mais um em Downtown,

IPW GERA UM

MILHÃO DE TURISTAS A PREVISÃO DOS ORGANIZADORES DO IPW (A US TRAVEL ASSOCIATION E A BRAND USA) É QUE O EVENTO GERE UM MILHÃO DE TURISTAS ESTRANGEIROS ADICIONAIS À CIDADE-SEDE DO EVENTO EM TRÊS ANOS, E US$ 1,7 BILHÃO

em receita extra. O evento de Nova Orleans reuniu mais de 1,3 mil compradores internacionais e seis mil delegados de 73 países, que devem gerar US$ 4,7 bilhões em negócios também em três anos. Foram realizadas mais de 100 mil reuniões, mas a delegação brasileira foi considerada baixa pelos expositores. Havia cerca de 20 operadoras (muitas com mais de um representante). Alguns compradores do País deram no-show, aumentando

as especulações sobre nossa economia. Os presidentes da Braztoa, Magda Nassar, e da Abav, Edmar Bull, estiveram no evento, e se reuniram com o presidente da Brand USA, Chris Thompson, e diretores do órgão. Questões como segurança, estrutura aeroportuária e o Visa Waiver Program foram debatidos pelos corredores do evento. A US Travel teme que haja restrições em relação à isenção de vistos por conta de questões de segurança ou reciprocidade (especialmente com a Europa) e faz lobby forte no Congresso para que esses temas não regridam. "Pelo contrário, queremos mais países no Visa Waiver Program", disse Dow. 

outro no Design District, com a marca Triptych e dois na parte norte de Miami Beach. O Miami World Center, com 1,7 mil quartos, mais shopping e prédio de edifícios será aberto em 2018, perto do City Center, que ainda em 2016 abre seu shopping de luxo e onde fica o East.

NOVA YORK

No ano passado, Nova York recebeu 58,3 milhões de turistas, sendo 12,3 milhões internacionais. A expectativa para este ano é chegar próximo dos 60 milhões e para hospedar este “batalhão” de turistas a cidade já pode contar com 11 novos hotéis que, juntos, somam cerca de três mil quartos. Segundo o NYC & Company, até o final do ano outros 50 novos empreendimentos podem sair do papel. Caso este número se confirme serão ao menos 12 mil novas unidades habitacionais (UHs) à disposição dos hóspedes. Hoje a cidade conta com 109 mil quartos e há possibilidade de chegar em dezembro com cerca de 120 mil UHs. Manhattan segue sendo a região que mais concentra hotéis, mas o Queens desponta como segunda força passando Brooklyn. O destino também ganhará o Hudson Yards, maior empreendimento imobiliário privado na história dos Estados Unidos e o maior desenvolvimento em Nova York desde o lendário Rockefeller Center. A previsão é que o empreendimento esteja 100% concluído em 2024. Cerca de 125 mil pessoas vão trabalhar no local que terá 1,5 mil quilômetros quadrados de área construída, com 100 lojas, área comercial, quatro mil residências, restaurantes, uma área ligada às artes e um hotel de luxo. A primeira fase do empreendimento ficará pronto no final de 2018, início de 2019.

WI-FI GRÁTIS

A cidade de Nova York será a primeira dos Estados Unidos a oferecer em toda sua extensão acesso grátis à internet. A prefeitura está terminando de imple> Continua na pág. 06


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mentar o serviço que já pode ser usado em algumas partes, como Manhattan. A notícia foi divulgada em primeira mão pelo CEO e presidente do NYC & Company, Fred Dixon. "Agora os turistas não precisarão entrar mais na Starbucks para pegar internet de graça", brincou. Além da internet, a cidade terá algumas novidades para os próximos meses e 2017, como uma exposição permanente sobre os Rolling Stones, prevista para novembro, e a exposição sobre animais marinhos, em parceria com a National Geographic. Nova York é representada no Brasil pela Interamerican.

ORLANDOMIAMI DE TREM O tão aguardado trem que ligará as cidades de Miami a Orlando, na Flórida, vai ser inaugurado em julho de 2017, mas só a primeira parte. O expresso ligará Miami à região de The Palm Beaches, passando por Fort Laudardale e West Palm Beach. Neste início, oito milhões de residentes poderão usufruir do modal, além de turistas. A expectativa é que três milhões de pessoas façam este trajeto por ano, segundo números da Brightline, empresa responsável pela concessão da linha. O novo modal será responsável por gerar US$ 6,4 bilhões na economia da Flórida nos próximos oito anos. A estação de Orlando, que deverá demorar mais alguns anos até ser inaugurada, será localizada ao lado do aeroporto internacional da cidade, e, quando concluída, irá colocar os viajantes de trem a poucos passos dos terminais de embarque. Quando todo trajeto estiver pronto, a viagem entre Orlando e Miami, com paradas em Fort Laudardale e West Palm Beach, irá demorar cerca de três horas.

PALM BEACHES (FLÓRIDA) A região de The Palm Beaches, na Flórida, uma hora ao norte de Miami, está prestes a receber seu primeiro hotel da rede de luxo Mandarin Oriental. A unidade ficará localizada em Boca Ra-

Marcos Paes de Barros, da Universal Orlando

ton e está programada para 2017, com duas torres, uma dedicada à hotelaria e outra às residências. Entre as novidades já anunciadas pela rede, o hotel contará com um clube privado e um campo de golfe, além de instalações luxuosas, características dos empreendimentos de Palm Beaches. Boca Raton dará as boas-vindas também à terceira propriedade Hyatt Place, unidade que abrirá suas portas nos próximos meses. O hotel inaugura com 13 andares e 200 quartos, além de contar com um restaurante de cerca de 740 metros quadrados, bem como 370 metros quadrados de espaço de eventos e lojas. Próxima a Boca, West Palm Beach também concentra boa parte dos investimentos ligados à hotelaria. A cidade inaugurou, em maio, o Canopy by Hilton Hotels, uma propriedade voltada ao conceito design com 14 andares e 150 quartos. A cidade passa a contar ainda com o novo Residence Inn West Palm Beach Downtown, uma unidade voltada aos hóspedes com estada prolongada – a primeira a ter este conceito na região, ostentando suítes espaçosas com cozinhas equipadas. Esta propriedade tem 152 suítes e está a apenas oito minutos de carro do Aeroporto Internacional de Palm Beach (PBI). A cidade ainda terá

um AC Hotel by Marriott, marca hoteleira de categoria média voltada ao público ligado à tecnologia e moda. O hotel irá ocupar um antigo prédio da Prefeitura. Palm Beaches é representada no Brasil pela Aviareps.

Imax e novos restaurantes no City Walk, além da atração permanente de Walking Dead.

UNIVERSAL HOLLYWOOD

Há cinco meses morando em Orlando, o diretor para a América Latina, Marcos Paes de Barros, afirma que estar perto das decisões tem trazido mais agilidade para sua área. Ele falou com o Jornal PANROTAS durante o IPW 2016 e contou sobre os novos ingressos que serão lançados a partir de 2017 (chamados Explorer) e sobre as novidades dos parques existentes e do Volcano Bay, que será aberto também no próximo ano.

A Universal Studios Hollywood apresentou sua nova logomarca, celebrando o fim de uma revitalização bilionária e que durou cinco anos trazendo novas atrações ao parque, como o The Wizarding World of Harry Potter, aberto este ano, e Walking Dead, prevista para o dia 4 de julho (esta semana). A nova logomarca se assemelha à usada na Universal Orlando. A apresentação foi feita no IPW pela vice-presidente de Vendas e Marketing da Universal Studios Hollywood, Xiomara Wiley. Segundo ela, com os investimentos, 75% do parque está renovado. "Este montante representa o maior investimento já feito na história do complexo", garantiu. Entre as novidades já lançadas este ano ou que serão inauguradas nos próximos meses estão um show de águas na entrada do parque, cinema

UNIVERSAL ORLANDO

JORNAL PANROTAS — O atual momento econômico do Brasil tem feito a Universal Orlando rever seus planos? MARCOS BARROS — O Brasil já passou por outros momentos difíceis e saímos mais fortes de todos eles. A Universal Orlando manterá seus investimentos no País. Coincidentemente inauguramos em 2014 o hotel Cabana Bay, que caiu no gosto dos brasileiros e oferece > Continua na pág. 08

PREMIAÇÃO

MUNDIAL A US TRAVEL ASSOCIATION E A BRAND USA HOMENAGEARAM 50 OPERADORAS DE TURISMO DE TODO O MUNDO, COM O PRÊMIO CHAIRMAN'S CIRCLE HONORS, CUJO JANTAR DE CELEBRAÇÃO OCORREU NO SÁBADO ANTERIOR AO IPW 2016,

Rich Basen e Rodrigo Trujillo, do Discover The Palm Beaches

em Nova Orleans. Do Brasil foram premiadas as empresas CVC, Flytour Viagens, MMTGapnet e Latam Travel (novo nome da Tam Viagens). No passado, mais operadoras do Brasil receberam a honraria, mas o número deste ano, segundo se ouviu pelos corredores, é condizente com nosso momento econômico. O presidente da US Travel, organizadora do IPW, Roger Dow, e o presidente da Brand USA, órgão responsável pela promoção dos Estados Unidos no mundo, Chris Thompson, comandaram a premiação. No dia seguinte, os operadores foram convidados para participar da abertura festiva do IPW e subiram em carros alegóricos para o Mardi Gras fora de época no ginásio Superdome.p


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hospedagem econômica de qualidade, com todo o padrão Universal Orlando. Isso ajudou para que o brasileiro continuasse vindo e, em 2017, abriremos 400 novos quartos no Cabana, em duas novas torres com vista para o parque aquático Volcano Bay. JP — Além do parque aquático e da expansão, há outras novidades na Universal Orlando. Como é a atração de King Kong, a Skull Island? BARROS — Pela primeira vez a ação se passa na ilha onde vive o King Kong, a Skull Island e desde a fila a tematização e a experiência são bem intensas. Há encontros com os habitantes da ilha, com uma expedição e com a famosa briga de Kong com um dinossauro. Não é uma montanha-russa, é mais como um simulador, que passa por várias áreas, em 3D 360 graus, e com alguns encontros com o gorila gigante, incluindo no final. A qualidade é impressionante. Trata-se de uma expansão no Islands of Adventure, em uma área entre o Jurassic Park e o Harry Potter. JP — A Universal Orlando, por conta do Volcano Bay, parque aquático dentro do complexo (com isso o Wet'n Wild será fechado em dezembro deste ano), está lançando um novo tipo de ingresso. Como será? BARROS — O Explorer Ticket estará disponível apenas para venda nos mercados internacionais. Terá a versão de dois e três parques (que inclui o Volcano Bay a partir de junho). A validade é de 14 dias e as vendas até dezembro (para uso em 2017) terão a promoção de preço igual para dois e três parques. Portanto, quem se planejar poderá experimentar o Volcano Bay e mais nossos dois parques, pelo preço do ingresso mais barato. JP — O que mais vem por aí? BARROS — Nosso novo hotel, o Sapphire, com mil quartos e espaço para convenções que duplica nossa oferta atual para eventos, abre nos próximos dias. O apresentador Jimmy Fallon também estará presente nos parques, com uma atração em 2017, um simulador 3D, tendo Nova York como cenário. A atração substitui Twister, no Universal Studios.

Lynn Clark, Angel Sarria e Flavia Light do Walt Disney World

WALT DISNEY WORLD Se você é um dos que não aguentam de ansiedade para a inauguração de Avatar, no Animal Kingdom, em 2017, saiba que há muitas novidades nos quatro parques da Disney World, em Orlando, já este ano, e ainda a reforma completa de Downtown Disney, agora chamada de Disney Springs e com mais restaurantes, lojas e opções de entretenimento. No Magic Kingdom, a New Fantasyland ainda é uma grande novidade, pois foi terminada somente no ano passado. Mas há muito mais, como um novo show com Mickey Mouse (o Mickey Royal Fantasy Fair), com várias apresentações diárias, e, a partir de agosto, a presença de Elena, primeira princesa latina da Disney e que terá seu desenho lançado no Disney Channel. Em Epcot, as princesas Elsa e Anna já estão fazendo a alegria dos fãs de Frozen, no espaço da Noruega, no World Pavillion. E Soarin', que somente apresentava paisagens da Califórnia no seu voo de asa delta simulado, agora tem paisagens de todo o mundo e chama-se Soarin' Around the World. A atração também ganhou mais um teatro, o que deve diminuir as filas, que já eram grandes antes da mudança. Antes de Avatar, o Disney's Animal Kingdom ganhou atrações noturnas, incluindo uma versão do safári e projeções e efeitos especiais em um show em torno da Árvore da Vida.

Por fim, no Hollywood Studios, que ganhará muitas novidades a partir de 2017, os personagens de Star Wars e alguns espaços dedicados à saga que agora pertence à Disney, já fazem a alegria dos fãs.

WASHINGTON

A capital americana receberá, de 3 a 7 de junho de 2007, a 49ª edição do IPW. Será a primeira vez que DC receberá o evento, que já conta com o apoio e patrocínio da Capital Region USA (Crusa), Dulles International Airport, Brand USA, United Airlines, Big Bus, National Park Service, Washington Nationals (o time de futebol local), Newseum e International Spy Museum, dois dos melhores museus da região. Segundo o CEO da Destination DC, Elliott Ferguson, um dos principais objetivos é mostrar que o destino é cool e que tem muitas atrações gratuitas. “Sabemos que o IPW ajuda as cidades que o recebem a atrair um milhão a mais de turistas e US$ 1,7 bilhão extra em gastos e estamos preparando um ótimo evento com nossos parceiros”, disse. Segundo ele, no ano passado, DC recebeu 19,3 milhões de visitantes domésticos, um recorde. O número de estrangeiros ainda não foi divulgado, mas se forem mantidos os 1,9 milhão de 2014, o número total também será recorde (em 2014 foram 20,2 milhões). A cidade está recebendo investimentos de US$ 9,6 bilhões, incluindo cinco mil novos quartos de hotéis, novas ligações

Elliott Ferguson, presidente do DC Destination

do metro (inclusive com os aeroportos) e projetos grandiosos, como o City Center, previsto para 2018, e The Wharf (ainda este ano), além de um novo estádio de futebol (soccer). Também um novo museu com a grife Smithsonian, focado na cultura africana e afro-americana. O The National Museum of African American History será aberto em setembro deste ano. O museu custou US$ 500 milhões, será aberto com 11 exposições e promete ser um marco para todo o país. O presidente Barack Obama irá cortar a fita inaugural em 24 de setembro. p

BANCODEDADOS Próximos IPW: ll 2017 – Washington DC (3 a 7 de junho) ll 2018 – Denver, Colorado (19 a 23 de maio) ll 2019 – Anaheim, Califórnia (1 a 5 de junho) ll 2020 – Las Vegas, Nevada (30 de maio a 3 de junho) ll 2021 – Chicago, Illinois (24 a 28 de abril) ll 2022 – Orlando, Flórida (4 a 8 de junho) ll 2023 - San Antonio, Texas (20 a 24 de maio) ll 2024 - Los Angeles, Califórnia (4 a 8 de maio) Informações : www.ipw.com e www.ustravel.org

Javier Vidal, Fernanda Vanetta, Claudia Menezes e Fernando Pereira, da Pegasus


09 Inte rnacio n al

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> Brunna Castro

Brexit: e agora? EM DECISÃO TOMADA POR MEIO DE UM PLEBISCITO REALIZADO EM 23 DE JUNHO, O REINO UNIDO RESOLVEU SE RETIRAR DA UNIÃO EUROPEIA – TORNANDO-SE, COM ISSO, O PRIMEIRO A SAIR DO BLOCO ECONÔMICO formado em 1992. A retirada, que teve o apoio de 52% dos votos da população britânica, gerou diversas reações ao longo dos últimos dias. A mais imediata delas foi a renúncia do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que deverá deixar o cargo em outubro. Além disso, o Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) – tumultou o mercado, fazendo a libra cair ao nível mais baixo em relação ao dólar (12%) desde 1985 no dia seguinte ao plebiscito. Diante das incertezas que uma decisão inédita traz, muitos segmentos têm sem mostrado apreensivos com o Brexit. E com o Turismo não poderia ser diferente. De acordo com o Conselho Mundial de Turismo (WTTC, em inglês), a decisão de deixar a UE tem claras consequências político, econômico e sociais, mas não deve mudar a relação dos turistas que entram e saem do Reino Unido – pelo menos por enquanto. Os efeitos devem ser sentidos mais para frente, uma vez que o processo de saída de um país membro da UE pode levar dois anos, conforme o Tratado de Lisboa. Porém, muito se especula a respeito dos efeitos que a decisão britânica terá na indústria de viagens. Um relatório desenvolvido pela Deloitte e pela Associação de Agentes de Viagem da Grã-Bretanha (ABTA, na sigla em inglês) antes da realização do plebiscito analisou como o Brexit pode mudar o setor. Entre os principais efeitos, o documento avalia como uma eventual mudança política em relação à imigração poderá impactar os empregos no setor. Em 2014, o Turismo no Rei-

no Unido gerou 4,23 milhões de empregos, com 1,89 milhões de pessoas sendo diretamente empregadas na indústria. A maioria dos empregos do setor é ocupada por imigrantes. Só em Londres, por exemplo, o estudo aponta uma dependência regional de 70% em relação à migração dentro do setor de Viagens e Turismo. Com o Brexit, o setor poderá enfrentar um aumento nos custos em recrutamento e retenção de trabalhadores vindos de outros países da União Europeia. Além disso, devido à baixa taxa de desemprego no Reino Unido, o Turismo poderá enfrentar dificuldades para encontrar mão de obra interna que atenda à demanda. O Brexit também poderá influenciar no fluxo de turistas dentro da Europa, já que o principal destino dos turistas do Reino Unido são os países da UE. Essa movimentação de turistas, que é facilitada pelo fluxo livre de bens e serviços previsto no acordo econômico da UE, poderá ou não sofrer alterações de acordo com o que for decidido pelo Reino Unido a partir da saída do bloco. Boris Johnson, um dos principais defensores do Brexit e um dos mais prováveis sucessores de Cameron na liderança do Partido Conservador, prometeu em um artigo de opinião no jornal Telegraph que o Reino Unido manteria os acordos de livre comércio e livre movimentação de pessoas com a Europa. Johnson, entretanto, recusou a disputa pelo cargo de premiê britânico no dia 30, o que abriu espaço para a candidatura do conservador Michael Gove.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL Desde que o resultado do plebiscito foi anunciado, países europeus têm se posicionado a favor de uma saída rápida da UE. Em declaração divulga-

da após uma reunião informal entre os membros do bloco, exceto o Reino Unido, e os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, realizada em 29 de junho, os líderes europeus lamentaram "profundamente o resultado", mas respeitam “a vontade expressa pela maioria do povo britânico”. "Há uma necessidade de organizar a retirada do Reino Unido da UE de forma ordenada. O artigo 50 do TUE [Tratado da União Europeia] constitui a base jurídica para este processo. Cabe ao governo britânico notificar o Conselho Europeu da intenção do Reino Unido de retirar-se da União. Isto deveria ser feito o mais rapidamente possível. Não pode haver negociações de qualquer tipo antes desta notificação ser feita", afirma o documento. É importante lembrar, no entanto, que o resultado do plebiscito não é compulsório em termos legais. O processo de saída do Reino Unido não começará até que o primeiro-ministro

invoque o Artigo 50 do TUE. Como David Cameron anunciou recentemente, o trâmite ficará a cargo de seu sucessor – ou seja, ainda há uma “janela” de quatro meses até outubro. E, até lá, muita coisa poderá acontecer. Os líderes da UE afirmam ainda que, no futuro, esperam ter os britânicos como parceiros próximos do bloco. “Estamos ansiosos para que o Reino Unido declare as suas intenções a este respeito. Qualquer acordo, que será concluído com o Reino Unido como um país terceiro, terá de ser baseado em um equilíbrio de direitos e obrigações”, diz o comunicado. Para os líderes europeus, o resultado do referendo no Reino Unido cria uma nova situação para a UE. "Estamos determinados a permanecer unidos e trabalhar no quadro da UE para lidar com os desafios do século 21 e encontrar soluções no interesse dos nossos povos e nações. Estamos prontos para enfrentar qualquer dificuldade que possa surgir da situação atual". 


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Destinos

Grupo vip Aaron Murray, da Delta, Ricardo Paci, da Tyller, Danielle Roman, da Interamerican, Guillermo Alcorta, da PANROTAS, Juarez Cintra, da Ancoradouro, Luciano Macagno e Luiz Teixeira, também da Delta, e Carlos Vazquez, da Esferatur

A DELTA AIRLINES, POR MEIO DO DIRETORES LUCIANO MACAGNO E LUIZ TEIXEIRA, ORGANIZOU UMA VIAGEM PARA UM GRUPO DE CONSOLI-

Carlos Vazques, Juarez Cintra, Luiz Teixeira, Luciano Macagno e Ricardo Paci

dadores com foco na divulgação de alguns destinos-chave para a empresa, como Detroit e Nova York. O ápice da viagem ocorreu durante a partida entre Peru x Colômbia, no Metlife Stadium, válida pelas quartas-de-final da Copa América Centenário, quando o grupo de brasileiros aproveitou o camarote oferecido pela aérea, com direito a vista privilegiada e serviço de catering. Na oportunidade, os colombianos venceram, mas não resistiram à força da seleção chilena, que bateu a Argentina na grande final e faturou mais um título. A viagem teve o apoio da NYC & Company e Visit Detroit, além da Hertz e do Lotte New York Palace, e contou com Juarez Cintra, da Ancoradouro, André Fulop, da High Light, Luciano Guimarães, da Rextur Advance, Ricardo Paci, da Tyller, Carlos Vazquez, da Esferatur, Guillermo Alcorta, da PANROTAS. Danielle Roman, da Interamerican, e Roberto Girotti e Aaron Murray, da Delta em Nova York.

Grupo assistiu à partida no camarote da Delta


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O PASSEIO

Em Detroit, o grupo visitou a fábrica e o museu da Ford e a sede da gravadora de discos Motown. Na primeira parada, os profissionais puderam conferir de perto alguns dos carros mais consagrados da indústria automobilística, como o popular Modelo T. A história de Ford também é retratada no espaço não só por meio de suas invenções, como também pelos ideais de vida. O empreendedor foi o primeiro a aplicar a chamada linha de montagem para produzir automóveis em grande escala. Já na Big Apple, o grupo foi recepcionado por Danielle Roman, da Interamerican, representante do Turismo de Nova York. A escolha da vez foi por um momento de descontração no Bateaux, cruzeiro que oferece algumas das melhores vistas de Nova York. A embarcação exala luxo e sofisticação por meio de grandes janelas e decoração intimista. Uma banda de jazz cuidou do som ambiente e embalou o horizonte formado por atrativos como Brooklyn Bridge, Empire State Building e a poderosa Estátua da Liberdade. Para os convidados, foi o momento ideal para colocar o papo em dia e trocar experiências em

Aaron Murray, Luciano Macagno e Luiz Teixeira

um dos destinos mais consagrados do globo. Esta etapa da viagem contou também com a presença de de Luisa Mendoza-Chavez e Makiko Matsuda Healy, do NYC & Company. As especialistas ressaltaram que a cidade já começou a temporada rooftop , com lojas em liquidação e temperaturas altamente convidativas. Difícil resistir à tentação. p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Delta Airlines

Danielle Roman, Luciano Macagno, Nicolas Ferri, Aaron Murray e Luisa Mendoza-Chavez, da NYC & Company


12 Viage n s c o rp o rat iva s

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> Henrique Santiago

Viajante disruptor DISCUTIR O FUTURO NÃO É COISA DO PASSADO. POR MAIS CLICHÊS QUE POSSAM RENDER O ASSUNTO, A CONFERÊNCIA GBTA TROUXE NESTA EDIÇÃO, EM 27 E 28 DE JUNHO, EM SÃO PAULO, O PAPEL de disrupção. Isso mesmo, empresas que surgem do nada com uma ideia inovadora e ganham o público, como Uber e Aibnb, assustam o tradicional. A lição deixada é: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Com números positivos - 10% a mais de público ou 340 participantes, 22 expositores (+20%) e 180 compradores (+58%) -, a GBTA propôs a abertura para o novo. Com a era da economia compartilhada, a expressão do momento, a indústria corporativa está a par da chegada de novas ferramentas que chegaram para ficar. Isso ficou claro na pesquisa apresentada pela Mapie em conjunto com a Phocuswright. A sócia-diretora da empresa de consultoria, Carolina Haro, destaca que o hóspede do Airbnb não é apenas o estereótipo do hipster barbudo, vegano e atualizado com as tendências. Ainda que prematura, a plataforma corporativa, segundo ela, atingiu 12,66% do público em apenas um ano. Uma das redes hoteleiras mais representativas do mundo, que tem em Paulo Frias o cargo de diretor de Vendas para América do Sul, prefere se adaptar a boicotar o novo. A marca de baixo custo Ibis recém-lançou em seu inventário a opção de quartos compartilhados para até oito pessoas. Ele revelou a possibilidade de levar essa ideia para os

Carlos Prado, da Tour House, se posiciona a favor de Airbnb e Uber

Wellington Costa, presidente da GBTA Brasil

Paulo Frias, da Accor, diz que a rede se adaptou após as rupturas acontecerem

empreendimentos mid e upscale. “Um dos nossos trunfos é ter diferentes categorizações de hotéis, do econômico ao luxo. Existe um senso de comunidade e customização de serviços. O Ibis Style tem conceito bem-sucedido de customizar um tema, como um hotel de cerveja em Ribeirão Preto (SP)”, exemplificou. “Ele quer sair da mesmice e nós temos toda uma parte lúdica por trás [para entretê-lo], completou. A diretora regional da Marriott In-

ternational, Bruna Duarte, sente a mudança de comportamento do consumidor. Ávido pela internet, ele jamais gostaria de ver preços diferentes tarifas nos mais diversos sites. Pensando nisso, a rede remodelou seu próprio canal de vendas. “Nós vendemos como o cliente quer comprar. Estar em todos canais é o principal, e o nosso web é um dos principais para vendas. Nós nos adaptamos”, argumentou, sugerindo que os próximos anos vão reservar um hotel diferente, de acordo com o gosto do hóspede. O diretor da Accor vai um pouco mais longe. Após a compra do Fastbooking, plataforma que agrega hotéis independentes e a “aproximação” do Airbnb com a aquisição do Onefinestay, para longas estadas em casas de luxo, Frias aposta em um futuro que abrace as mais diferentes ideias. “Acho que ainda teremos algo entre plataforma de hotel, transporte e aéreo. Acredito que alimentos e bebidas podem ser a próxima novidade.” Por mais dor de cabeça que as agências de viagens corporativas (TMCs) tenham com o uso da ferramenta de reservas on-line (OBT), essas empresas têm na economia compartilhada uma nova opção para inovar. Para o diretor da Tour House, Carlos Pra-

do, os millennials tem chacoalhado o mercado de viagens. Enquanto se discute a regularização de Uber e Airbnb no Brasil, ambas as empresas têm faturado alto. E o público corporativo contribui, ainda que seja uma fatia pequena. Ele aponta que a geração Y não quer apenas ficar trancada em um hotel, mas aproveitar o networking e conhecer a cultura local em longas estadas. Ele prevê que a economia compartilhada irá chegar em outros segmentos no corporativo, que já são realidade no lazer, como maior adesão à hospedagem e locação de automóveis apenas para o período de uso do veículo. “O nosso volume de vendas não é grande, mas vai crescer. É o comportamento de compra. E nós temos de verificar hábito de compra de novas gerações”, assinalou. O presidente da GBTA Brasil, Wellington Costa, carrega a mesma linha de pensamento. Para ele, é essencial acompanhar e discutir o que há de novo e ainda aposta na tecnologia e sustentabilidade como norteadores na indústria de viagens corporativas. Em busca da perfeição, como o próprio aponta, a Conferência GBTA retornará a São Paulo nos dias 26 e 27 de junho de 2017. p > Continua na pág. 14


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LIBERDADE PARA

V O A R A LT O EM POUCO MAIS DE UM ANO, A AMERICAN AIRLINES PASSOU DE DEZ PARA CINCO CIDADES EM QUE OPERA NO BRASIL. O DIRETOR DE VENDAS PARA São Paulo e Região Sul da aérea, José Roberto Trinca, porém, tem se mostrado otimista com o decorrer do ano. Ele até acredita em uma eventual recuperação das rotas cortadas e implementação de novos voos no País. Segundo Trinca, os preços de tarifas mais do que convidativos de 2015 têm, aos poucos, deixado de existir. Para preencher os assentos, o tíquete médio da American no Brasil está na faixa dos US$ 500, enquanto no ano passado era a metade. “Vivemos uma crise política e econômica. Pelo lado econômico existe uma luz no fim do túnel. Isso reflete em resultados positivos para o mercado: uma tarifa um pouco maior. Nós tivemos um aumento de 30% nas tarifas. O mercado está se adaptando e mostrando oportunidade de crescimento e retorno”, avaliou. “A América Latina de modo geral, tendo a Argentina como exemplo, está dando a volta por cima. Eles estão em

recuperação franca e isso acontecerá no Brasil.” Com o “DNA corporativo” da norte-americana, o executivo destaca o pedido de três a quatro mil assentos por parte de empresas da área para o fim do ano. A recuperação nas vendas é apenas um dos motivadores para Trinca. A aprovação do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados unidos é outro. A possibilidade de analisar quais voos e destinos escolher sem se preocupar com rotas consideradas menores empolga Trinca. A American Airlines poderia, como explicou, reavaliar voos com pouca rentabilidade, mas que são mantidos hoje para não dar chances para a concorrência. “Com tudo que acontece no Brasil, deixou de ser prioridade [o acordo de céus abertos]. Existem outras, mas temos conversado com o governo. E isso acontecendo, facilita tudo. Teremos a liberdade de operar o que achamos interessante para o país, os consumidores e a companhia aérea sem a interferência ou influência do governo”, finalizou. 

Viage ns c o rp o rat iva s

> Henrique Santiago

Independência a bordo O QUE IRÁ MOVER OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS EM VIAGENS CORPORATIVAS? PARA RESPONDER A ESSA PERGUNTA, A GLOBAL BUSINESS TRAVEL ASSOCIATION

MENOS AGÊNCIA, MAIS AUTONOMIA 78%

74%

22%

77%

54%

26%

73%

23%

44%

60%

27%

40%

Já não é mais segredo que o viajante corporativo quer ser o “CEO” de sua viagem e tem como aliado a tecnologia. O Sabre aponta que os executivos querem administrar suas próprias viagens com seus disponíveis móveis (1). A aderência à agência de viagens corporativa (TMC) ou ao departamento interno de viagens (2) de sua companhia tem sido cada vez menor

(GBTA), em parceria com o Sabre, realizou o estudo Travel Manager 2020. O resultado não poderia ser outro: tecnologia, tecnologia e, claro, tecnologia. Um total de 1.726 viajantes de negócios - Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, sendo os quatro últimos o grupo de nórdicos – deu a tônica ao concretizarem que as agências de viagens corporativas (TMCs) deixaram de ser o seu canal enquanto trabalham. Isso quer dizer, em poucas palavras, que o self booking , ou seja, utilizar suas próprias ferramentas durante uma viagem, é o caminho mais viável para este público. O relatório mostra que a independência atinge não só os millennials (18 anos a 34 anos), mas também a geração X (35 a 54 anos) e os baby boomers (55 anos ou mais). O viajante corporativo, para GBTA e Sabre, quer mais opções personalizadas e são favoráveis em compartilhar suas informações pessoais com as empresas responsáveis por tal. Para uma experiência per-


15 sonalizada, por exemplo, homens e mulheres estão dispostos a dividir suas preferências, tais como companhias aéreas favoritas, o melhor hotel e as amenidades que mais agrada. Em contrapartida, dados pessoais estão longe de serem aprovados pelos executivos. Desta forma, eles prezam pela sua segurança e reprovam o envio de informações privadas, a exemplo de seu histórico de viagens, atividades de lazer favoritas e seu calendário com encontros marcados.

NA PALMA DA MÃO Um item preocupante para as TMCs diz respeito à baixa adesão de suas facilidades. Uma vez on-line, o viajante de negócios prioriza o acesso a aplicativos de fornecedores, como check-in do avião, facilidades para conferir o horário de voo, entre outros. Os apps de gerenciamento de gastos, itinerário e das agências corporativas entram em desuso para empresas que seguem ou não uma política de viagens. Em cada um dos sete países pesquisados, apenas um quinto dos viajantes afirma que sua empresa tem aplicativos específicos que solicitam para o público corporativo. De um quinto a um terço destaca que é permitido usar seus apps favoritos e, por fim, metade destaca que a empresa não recomenda nenhuma funcionalidade tecnológica enquanto viaja.

‘UBERIZAÇÃO’ Se você pensa que Uber é um serviço apenas para jovens “descolados”, está enganado. O estudo traz um dado que descontrói essa ideia. Com pouco ou nenhum interesse dos países respondentes, nos Estados Unidos, a geração X tem abraçado a tecnologia de corridas compartilhadas. Entre os viajantes de negócios do país, a porcentagem chegou a 45%. Na Espanha, entre os que aprovam, os números são equivalentes, tanto jovens quanto executivos mais maduros tendem a utilizar a facilidade. Por outro lado, alugar uma residência para se hospedar no Airbnb não é o meio mais desejado por eles. Nos paí> Continua na pág. 16

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GRUPOS QUE ADEREM À TECNOLOGIA NO LUGAR DE AGÊNCIA


< Continuação da pág. 15

ses nórdicos, por exemplo, mais quase três quartos dos executivos “não tem muito interesse” ou “nenhum interesse” em hospedagem compartilhada. Na América do Norte, o percentual chega a 25% do total. Com um viajante mais digital, o estudo propõe que os gestores de viagens adotem a tecnologia como uma forma de se manterem próximos do viajante enquanto eles estão na rua, no céu ou no mar. É sugerido a esse profissional o seguinte: existem oportunidades de sobra com aplicativos no mobile . Eles poderiam abordar o assunto na política de viagens ou encorajar o viajante a baixar um provedor de app favorito. Além disso, promoveriam a consciência e a adoção de outros tipos de funcionalidades que estejam mais alinhadas às prioridades, como uma ferramenta on-line de reservas, destacaram Sabre e GBTA. Para construir uma relação sólida, os travel managers têm de ter as ferramentas e políticas corretas para manter o controle e a visibilidade necessários para dar assistência às preferências do seu cliente. Afinal, por mais que um smartphone seja benéfico, o toque humano faz a diferença.

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VIAJANTES “INTERESSADOS” E “MUITO INTERESSADOS” EM UTILIZAR SERVIÇOS DE COMPARTILHAMENTO

74% 45% 26%

TIPOS DE APPS DE VIAGENS QUE MAIS UTILIZAM ENQUANTO VIAJAM 57% 50%

49% 34%

52% 34%


17 Eventos

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> Brunna Castro

Personalidade de Vendas O PRESIDENTE DA MARINGÁ TURISMO, MARCOS ARBAITMAN, RECEBEU O PRÊMIO PERSONALIDADE DE VENDAS 2015 DA Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB). A premiação, realizada em 28 de junho, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, contou com a presença do presidente da ADVB, Latif Abrão Jr., do presidente do Conselho Consultivo da ADVB, Flávio Corrêa, e do presidente da Investe São Paulo, Juan Quirós, que falou em nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Arbaitman recebeu a homenagem de antigos vencedores do prêmio, como João Doria Jr., e também pelo depoimento de jovens que foram auxiliados pela Associação dos Amigos do Menor pelo Esporte Maior (Amem), da qual é fundador. O empresário destacou a importância do empreendedorismo e apontou que “em 46 anos de Maringá Turismo, nunca houve tanta dificuldade”, se referindo ao atual cenário econômico do País. Apesar disso, Arbaitman deixou um recado otimista: “Vamos todos lutar juntos para salvar o Brasil”. Entre os premiados anteriormente pela ADVB estão Caio Alcântara Machado (1964), Abílio Diniz (1971), Erick de Carvalho (1972), Walter Clark (1973), Henry Maksoud (1975), Mário Garnero (1980), Helio smidt (1981), Jorge Gerdau Johannpeter (1982), José Carlos Paes Mendonça (1985), Roberto Marinho (1986), José Eduardo de Andrade Vieira (1989), Rolim Amaro (1993), Abram Szajman (1994), Luiz Fernando Furlan (1999), Ivan Zurita (2002), Samuel Klein (2004), Roger Agnelli (2007), Sonia Hess, da Dudalina, em 2012, João Doria Jr., do Lide, em 2013, e Chieko Aoki, em 2014.p


INFORME PUBLICITÁRIO

Especialistas em Hard Rock Hotels

Oliver Hernandez, Juan Carlos Baz e Carlos Sasha Cuevas, vibe managers dos três hotéis Hard Rock All Inclusive no México.

Muitos hotéis podem ter atendentes bem-educados, concierges eficientes, gerentes profissionais que proporcionam uma boa experiência, mas o serviço hoteleiro pode ir muito além desse padrão que todos já conhecem. Por exemplo: ter um profissional dedicado exclusivamente à experiência musical dos hóspedes, cuidando para que ele esteja sempre em um clima agradável e divertido no hotel. Isso é para poucos. E é o que os hotéis Hard Rock All Inclusive, que possuem a música em seu DNA, oferecem a seus visitantes: os vibe managers, responsáveis por cuidar do que toca em todos os ambientes dos hotéis. Sim, eles podem, do próprio aplicativo em seus celulares, trocar a música em um dos ambientes, criar um silêncio repentino ou iniciar uma festa surpresa. E são também os responsáveis pelo bom andamento de um dos maiores atrativos da rede: o programa Sound of Your Stay , que permite aos visitantes alugar guitarras e equipamentos de mixagem em seus quartos, além de ouvir e baixar músicas de uma playlist exclusiva preparada pela equipe do hotel. Como se não fosse o suficiente, os vibe managers também criam o clima ideal para as atrações musicais que passam pelos hotéis. Basicamente, se você curtiu o clima musical que encontrou em um hotel Hard Rock, pode agradecer ao vibe manager da propriedade em que ficou. “Hard Rock é muito mais que

música, é uma promessa que você tem que cumprir, e a posição de vibe manager é o que define a cara, a qualidade e a consistência de nosso compromisso com os fãs”, define Carlos Sasha Cuevas, vibe manager do Hard Rock All Inclusive em Cancún. Para administrar tamanha responsabilidade, é preciso ter um grande conhecimento de causa. Por isso, os vibe managers precisam estar atualizados, conhecer as novidades musicais, e ficar de olho na faixa etária dos hóspedes naquele período, para saber o que tocar para eles. “Sempre perguntamos aos grupos de clientes o que eles gostam de ouvir. Se alguém nasceu em 1986, sei que seu gosto se desenvolveu por volta de 1995. Então usarei algumas coisas dessa época. E a partir do estilo que identifico na pessoa, eu posso ligar essas músicas a outras mais novas, que estamos sempre introduzindo no hotel”, explica Cuevas.

de produção em shows, e foi assim que cheguei ao Hard Rock”, conta Baz, que, após alguns anos na função de chefe de Audiovisual, assumiu o posto de vibe manager. Para isso, ele precisou passar pelo curso Walk This Way, que o hotel promove para a imersão de seus funcionários na cultura Hard Rock. Afinal, conhecer de perto todas as peças de memorabilia - instrumentos e acessórios históricos que ficam espalhados pelos hotéis – e guiar os hóspedes em tours temáticos, outra de suas atribuições, exige muito conhecimento sobre o assunto. “É uma responsabilidade muito grande, já que Hard Rock é uma marca global e recebemos pessoas de vários países. Por isso, ao criar as listas de reprodução, precisamos fazer uma investigação ampla para satisfazer todos gostos musicais”, conta Oliver Hernandez, que é cantor e vibe manager do hotel all inclusive em Vallarta.

ESCOLHIDOS A DEDO

CULTURA MUSICAL

Cada hotel só tem um vibe manager, e por isso ele precisa ser muito bem selecionado e ter uma relação aprofundada com a música. É o caso Juan Carlos Baz, que ocupa o posto no Hard Rock All Inclusive da Riviera Maya e também é baterista, DJ e produtor musical. “Sempre tive a música perto de mim, tocando em bandas durante a adolescência. Entrei na hotelaria como operador de audiovisual, por causa da experiência

Treinando esses profissionais para zelar pela alma musical dos hotéis, o Hard Rock All Inclusive Collection reforça a característica mais marcante da rede: seu clima contagiante, com serviços únicos e que não exigem nenhuma contrapartida financeira: todos os itens do Sound of Your Stay já estão inclusos na reserva feita pelos hóspedes, que só precisam chegar e aproveitar. O verdadeiro significado de all inclusive.

Agora que você já sabe quem são os especialistas dos hotéis, que tal ir conhece-los de perto, sentir a vibe Hard Rock e ver como a música pode revolucionar uma experiência de hospedagem?

Os hotéis possuem peças históricas de memorabilia, artigos usados por lendas da música. Esse colete pertenceu a ninguém menos que Mick Jagger.


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS Edição 5 – 25 a 31 de maio de 2016

w w w. a l a g e v. o r g

Parte integrante do Jornal PANROTAS

MANTENEDORES ALAGEV

Menos budget, mais alternativas Paula Frigo

Roberta Nonis

Milena Pamplona

Juliana Silvestre

Leandro Frederico

GERIR VIAGENS E EVENTOS EM TEMPOS DE CRISE DEMANDA MUITO MAIS DO QUE TRABALHAR COM O BUDGET REDUZIDO. ENVOLVE, ENTRE OUTRAS SOLUÇÕES,

A

CRIATIVIDADE

DOS GESTORES PARA DRIBLAR OS DESAFIOS QUE APARECEM, À

MEDIDA

QUE

PRECISAM

ADAPTAR AS POLÍTICAS DE VIAGENS E A FORMA DE ORGANIZAR EVENTOS AOS NOVOS PADRÕES DO MERCADO.

Nessas horas, a solução mais prática é implementar programas de redução de gastos, como fez a gestora Paula Frigo, da empresa Capgemini, onde é utilizado o ITM Budget Control, programa desenvolvido junto às agências de viagens. “O sistema estabelece um orçamento para cada unidade de negócios da empresa. Caso o limite dos gastos seja ultrapassado, o sistema exerce um bloqueio e ninguém viaja mais naquela unidade”, relata Paula. Enquanto isso, o gestor de viagens Leandro Federico, da empresa Cummins Brasil, implan-

tou, além da ferramenta Hotel Reservation Service (HRS), um novo sistema de remarcações de viagens para reduzir custos. “Antes elas eram feitas livremente, por meio de e-mails enviados pelos viajantes às agências, e agora as solicitações são direcionadas a um novo sistema que implantamos, passando pela aprovação da diretoria. Isso além das reuniões quinzenais que realizamos com as agências de viagens, para saber como estão as nossas emissões e reservas”, conta. Reduzir a categoria dos hotéis com os quais se trabalha tam-

bém é uma boa alternativa nessas horas. “Antes trabalhávamos com hotéis quatros estrelas, e passamos a trabalhar com os de três estrelas”, conta a gestora de viagens Juliana Silvestre, do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, que também está investindo na criação de uma área de gestão de mobilidade, com o intuito de unificar frotas e trabalhar com o sistema de carona compartilhada. “Afinal, também temos de pensar na sustentabilidade”, conclui Juliana. Mas uma grande aliada aos momentos de crise tem sido a tecnologia. A gestora de viagens


O GESTOR

EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS

Milena Pamplona, da empresa Tractabel Energia, tem apostado em videoconferências para reduzir os custos da empresa. “Temos como meta reduzir nossos gastos em 30%, e para isso também começamos a cobrar das agências de viagens que se posicionem como consultoras, provendo melhores soluções e alternativas às empresas”, relata Milena. As videoconferências também foram uma alternativa para a gestora de eventos Roberta Nonis, da farmacêutica Astrazeneca. “Com a crise, substituímos alguns even-

tos presenciais por reuniões via videoconferência, transmitidas para toda a companhia. Além disso, tivemos de cortar alguns eventos considerados não tão estratégicos para a empresa, e pensar em outros destinos para realizar os que são indispensáveis, o que nos ajudou a reduzir custos”, relata. INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA Mas para que o uso da tecnologia realmente funcione e dê uma mãozinha aos gestores de viagens e eventos neste período de vacas magras, é preciso que todos os

setores envolvidos estejam integrados, de acordo com o diretor do Grupo TX, Walter Teixeira. “Todos os processos, desde a solicitação de viagens, passando pelos recursos para disponibilizar o inventário das companhias aéreas, até o meio de pagamento utilizado pelos passageiros e a prestação de contas dos mesmos, devem estar interligados por meio da tecnologia. O que se torna um problema quando setores como o de Hotelaria, que ainda não está automatizado em

muitas regiões do Brasil, fica de fora dessa integração, fazendo com que gastos com mão de obra continuem sendo necessários”, ressalta Teixeira. Uma boa alternativa para reduzir custos, segundo ele, é a terceirização de processos. “Muitas empresas descobrem que optar por serviços externos pode sair mais barato, e é nessas horas que os fornecedores de tecnologia devem ficar atentos às oportunidades que surgem da crise”, finaliza o diretor do Grupo TX.

Reunião de comitês

Em 24 de junho, a ALAGEV promoveu uma reunião com os coordenadores dos comitês, com o intuito de debater e desenvolver temas que serão trabalhados no segundo semestre deste ano. Na ocasião, foram apresentados, além dos padrinhos de comitês (conselheiros da ALAGEV que acompanharão e trabalharão junto aos participantes dos comitês), ações a serem trabalhadas, como workshops, geração de dados de mercado e reuniões com

os coordenadores a cada dois meses. Estiveram presentes os coordenadores dos comitês: Ana Cristina Lima e Erick Sagioma, do Comitê de Gestores de Eventos (CEV); Adriana Tolentino e Carolina Oricchio, do Comitê de Aviação (CA); Agnaldo Salla, Liliana Moreira e Patrick Tytgadt, do Comitê de Agências de Viagens Corporativas (CAC); Manuela Souza e Paula Frigo (via web), do Comitê de Executivos de Viagens (CE30); Ricardo

Rufino, do Comitê de Hotelaria (CH), Cristina Alcantara e Jessica Fabrini, do Comitê de Incentivos (CIN); Rafaelle Cecere e João Paulo Floriano, do Comitê de Logística para Eventos (CLE); Aoron Beyer (via web), do Comitê de Tecnologia e Inovação (CTI), além dos conselheiros: Paula Fernandes, Ana Prado, João Bueno, Viviânne Martins, Walter Teixeira, e Patricia Thomas, Marisa Scortecci e Andressa Lopes, da ALAGEV.


SurFACE

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6 a 12 julho de 2016 JORNAL PANROTAS

Divulgação/ Agência Brasil

Privatização

O presidente interino Michel Temer quer demarcar sua diferença em relação à afastada Dilma Rousseff por meio das privatizações. No último dia 27, ele reuniu parte de seus ministros para dizer que tudo que puder ser transferido à iniciativa privada. Com essa política, Temer espera não só deixar claro uma nova atitude em relação a Dilma, mas também angariar apoio do empresariado e afastar a má impressão que o afastamento de ministros ligados à Operação Lava Jato deixou. 

Brasil e Chile IRRF reduzido

Divulgação/ Marcos Pereira

O Senado Federal aprovou na última semana a Medida Provisória que reduz a alíquota do IRRF de 25% para 6% nas remessas para o Exterior. Falta agora apenas a assinatura do presidente interino Michel Temer. O imposto vale para envio de dinheiro para pagamento de gastos pessoais de viagens de turismo e negócios, para treinamentos ou missões oficiais e para operadoras de turismo e agências de viagens. A validade da MP é até 31 de dezembro de 2019. Vale ressaltar que operadoras e agências de turismo devem estar cadastradas no Cadastur, do Ministério do Turismo, para terem acesso à alíquota. Segundo o governo, a redução representa renúncia fiscal de R$ 627,35 milhões neste ano; R$ 746,66 milhões em 2017; e R$ 771,9 milhões em 2018.

Com mais de 30 anos de NH Hotel Group, Milai Moniz foi promovida na empresa. A executiva revelou ao Jornal PANROTAS que o Chile é seu novo mercado de atuação. Ela agora responde pelo cargo de diretora de Vendas para o Chile e Brasil. Anteriormente baseada em São Paulo, Milai agora tem Santiago, capital do país, como sua nova casa. A rede tem quatro empreendimentos no país e vai inaugurar mais dois entre 2017 e 2018. 

Suíte excêntrica

A nova suíte do Maksoud Plaza, inaugurada nas últimas semanas, propõe uma experiência sensorial com direito a sons, aromas e elementos surpresas em um espaço nada convencional. O quarto foi criado a partir de nove cômodos em uma área de 126 metros quadrados, no 21º andar do hotel paulistano. Assinada pelo artista plástico Felipe Morozini, a Suíte Dreams 2117 faz jus ao nome e brinca com signos contemporâneos para levar o hóspede ao mundo da fantasia. Segundo o artista, a obra discute a memória, a carga afetiva e o entendimento de que as coisas não são só coisas a partir do momento em que o hóspede chega à suíte. “Sou sobrevivente, um sonhador, não faço cenografia, sonho com arte, sonho em poder melhorar o mundo esteticamente”, refletiu ele. “É lindo induzir alguém a sonhar”.

Especulação

O futuro do Ministério do Turismo segue indefinido. A novidade da última semana foi a citação de Marcos Pereira (foto), atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, para assumir a pasta. Quem também ganhou força foi o deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL), aliado de Renan Calheiros. O comando do MTur está vago desde a saída de Henrique Alves, que pediu demissão no último dia 16, após ser incluído no processo da operação Lava Jato. Desde então o ministério está sob o controle do secretário executivo Alberto Alves.


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6 a 12 julho de 2016 JORNAL PANROTAS

Divulgação/SPTuris

Ponto a ponto  Paulo Machado deixou o cargo de gerente comercial da Lusanova.  Margarita Perez Villaseñor é a nova cônsul geral do México em São Paulo. Natalia Pisoni é a nova representante do Inprotur no Brasil.

Nova diretora

A São Paulo Turismo (SPTuris), empresa de Turismo da capital paulista que administra o Complexo Anhembi, anunciou que tem uma nova diretora de Marketing e Vendas: Nina Bastos, que assume o cargo no lugar de Tatiana Giatti. Ela atua no Turismo paulistano desde 2001 e participou da organização dos eventos de comemoração do aniversário de 450 anos da cidade e do comitê que lançou a candidatura de São Paulo para receber os Jogos Olímpicos de 2012. Na SPTuris, Nina terá a missão de manter movimentada a agenda de eventos do Anhembi, aproveitando o espaço entre grandes eventos, como shows e o carnaval de São Paulo, para atrair mais clientes. 

Snapchat

A PANROTAS Editora criou mais um canal de interatividade com os seus leitores. Além de Facebook, Instagram, Linkedin e Youtube, agora é possível conferir o dia a dia da indústria também pelo Snapchat. Para seguir as nossas atualizações, basta procurar no app pelo usuário panrotas. A nossa rotina nesta rede social é baseada nas experiências da reportagem em eventos e viagens. Ou seja: teremos muitas histórias para contar, além, claro, das notícias que apuramos no Brasil e ao redor do mundo. Acompanhe-nos e confira de perto os bastidores da indústria de viagem. Snapchat: panrotas Facebook: portalpanrotas Instagram: portalpanrotas Linkedin: PANROTAS Youtube: PANROTAS Editora.


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6 a 12 de julho de 2016 JORNAL PANROTAS


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