O GESTOR
EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS Edição 4 – 27 de abril a 3 de maio 2016
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Parte integrante do Jornal PANROTAS
MANTENEDORES ALAGEV
Mais tecnológicos EM 23 DE MARÇO, OS COMITÊS DE AGÊNCIAS DE VIAGENS CORPORATIVAS (CAC) E DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (CTI) da Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) se reuniram para debater o futuro das TMCs e alinhar o relacionamento entre ambos. Em outras palavras, como a tecnologia pode auxiliar os pilares de fornecedor, empresa e cliente. Para a coordenadora do CAC e gerente comercial da LTN Brasil, Liliana Moreira, as TMCs comumente são questionadas para inovarem tecnologicamente. “Mas nós fizemos a contrapartida. Como a tecnologia evolui para que nós, agências corporativas, possamos prover solução para o mercado?”, ponderou a executiva. Como sugestão, Liliana utiliza exemplos como o Uber, que poderia estar integrado à ferramenta on-line de reservas (OBT) para que o viajante corporativo possa utilizar. Segundo ela, os aplicativos têm crescido vertiginosamente e transformado o dia a dia com maior rapidez. Outra sugestão apresentada por Liliana facilitaria e, por que não, diminuiria o estresse do viajante de negócios: a inclusão do door to door ao OBT. Como o nome sugere, a ferramenta integraria ao sistema e direcionaria para o cliente todos os caminhos de viagens feitos a partir da porta de sua casa até sua volta. Por exemplo, os apps de diversas empresas, como transporte, check-in de avião, hotel e serviços estariam reunidos em um só lugar. “Eu não posso, por exemplo, fazer um checkin da Tam no meu site. Mas ao juntar isso tudo temos um facilitador para o viajante”, opinou. E AS OTAs? Com questionamentos sobre a entrada de agências de viagens on-line (OTA) e a resistência do mercado para este modelo, o diretor da Benner e um dos coordenadores do CTI, Aaron Beyer, busca compreender melhor o papel de uma TMC na vida de um cliente. Segundo ele, uma empresa de tecnologia tem zero restrição para atender as mais diversas demandas. “Existem orçamento e prazo. Grandes soluções pedem grandes investimentos.” Ao elaborar uma ferramenta própria para uma agência, o coordenador da Alagev pontua que um OBT tem até 60% de funcionalidades utilizadas. Desta forma, a aderência aos 40% restantes permanece “intacta”. Convicto de que uma gestão de viagens de empresa não se faz sem uma TMC, Beyer acredita que as agências evoluíram em relação à última década. Mas é preciso mais. “Fora do eixo Rio-São Paulo, a visão é diferente. Ainda se trabalha com comissão, a taxa DU, enfim. É preciso parar de olhar para o fornecedor e ver o seu cliente”, sugeriu ele.
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Liliana Moreira, da LTN
Eduardo Murad, da Alagev
Aoron Beyer, da Benner
O executivo aponta ainda que o ciclo da relação dos três pilares – fornecedor de tecnologia, agência corporativa e empresa – tende a melhorar com o tempo. “Nós trabalhamos para que eles [TMCs] possam prover as melhores soluções ao seu cliente”, filosofou. FUTURO E por falar em tempo, o presidente da Alagev, Eduardo Murad, acredita que as TMCS só irão melhorar a experiência do viajante. As empresas brasileiras necessitam integrar mais produtos ao seu OBT, que, segundo ele, respondem a mais de 60% de reservas de bilhetes aéreos, enquanto
a fatia restante se divide entre hotel, terrestre e demais serviços. Para ele, outro costume adotado lá fora que poderia facilmente fazer parte da rotina das agências corporativas é o gerenciamento end-toend. Por outro lado, Liliana acredita que as TMCs vão assumir nos próximos anos um papel cada vez maior de consultoria. Como acredita em um alto para uma empresa criar sua própria plataforma, a executiva acredita que o diferencial para o cliente será reunir dentro do OBT uma gama de aplicativos de diferentes fornecedores para o viajante. “Entregar soluções, fazer gestão e performance do que é comprado por eles é o nosso papel”, finalizou.
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O GESTOR
EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS
Divulgação
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Liderança para todos
Em seus dois anos à frente da Alagev como diretor administrativo financeiro, Hélio Brito Jr., CEO da DMC Brazil e diretor geral da DMC Media, propôs uma grande mudança na gestão de despesas e receitas da associação. Inspirado no modelo de gestão de seus negócios, Brito Jr. trouxe para a associação um pouco da “liderança horizontal”, no qual são formados líderes no lugar de apenas empregados. Esta ideia não veio à toa. Como Brito Jr. explica, o mesmo foi colocado em prática na DMC Brazil, com workshops ministrados por consultores brasileiros e holandeses, que propõem transformar a atitude de um colaborador em líder, desde os cargos mais baixos aos mais expressivos. “Em vez de perguntar ao seu chefe ‘como eu resolvo esse problema?’, você é questionado: ‘como você faria?’. Este é o melhor jeito de lidar com as coisas”, explicou. “Meu legado na Alagev foi essa ideia de
CASES DE SUCESSO Liliana Moreira, da LTN Brasil e do CAC da Alagev, acompanhou de perto os dois dias do Lacte 11, em fevereiro. Um dos momentos marcantes para ela foi a apresentação de cases de sucesso. A analista da Riachuelo, Maira Troccoli, colocou a discussão em alta temperatura ao trazer à tona a gestão de viagens da varejista sem uma TMC. Tema espinhoso para o público corporativo, Liliana reprova este modelo de negócio. “Como especialista, eu acredito que você deve ficar com o seu core business e eu faço o meu trabalho. O que o cliente paga para uma TMC é [um valor] muito pequeno. Acredito que abrir uma estrutura própria é custoso”, destacou. Mesmo com toda a polêmica por trás, a profissional acredita que os painéis serviram para as empresas e os executivos repensarem sua forma de atuação. Ela sugere, no entanto, que na próxima edição o tempo das apresentações seja estendido. “Fica um gostinho de quero mais.”
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desenvolver uma área a partir de pessoas”, completou. A partir disso, o executivo desenvolveu com os colaboradores da Alagev um plano de contas. Por meio deste, todos os gastos e as receitas foram colocados sob uma nova ótica, a fim de facilitar o entendimento nas reuniões do conselho e dar suporte à tomada de decisões. Na sequência, o grupo criou um plano de orçamento que trouxe perspectivas anuais. “A cada três meses a equipe tinha condições de tornar as decisões mais rápidas. Para uma associação, isso funciona muito bem, porque, além de dar transparência, o novo processo traz rapidez na tomada de decisão”, disse. A menos de duas semanas para deixar sua função, Hélio Brito Jr. confia que seu sucessor, Rafaelle Cecere, da R1, dê continuidade ao seu trabalho. “Espero que deem espaço para a equipe trabalhar engajada e autônoma”.
Hélio Brito Jr., da DMC Brazil
Sem cortes
Paulo Amorim, da Alagev, entre Aline Bueno, da HRS, e Ana Prado, da Syngenta, na WTM Latin America
A Alagev aproveitou o palco da WTM Latin America deste ano para repercutir uma pesquisa apresentada no Lacte 11, em fevereiro passado. O debate foi conduzido por Aline Bueno, da HRS, e Ana Prado, da Syngenta, e trouxe alguns dos principais números divulgados da pesquisa.Os resultados surpreendem. A prática de open booking é adotada por 21% dos entrevistados durante a sessão do evento. A falta de ferramentas para controle e o cumprimento de políticas foram os principais entraves, com 27,3% e 25%, respectivamente. Além das despesas tradicionais, o
que mais compõe o custo total de uma viagem são os gastos da agência de viagens, com 22,7% da fatia. Em um ano concebido como desafiador, os gestores apostam que o importante é gerenciar. “Nesse momento de crise é preciso saber que gestão de viagens não é só preço. Na negociação, diversos fatores podem e devem ser explorados, como market share, perfil da viagem, número de transações e mudança de políticas. Às vezes, a revisão do programa de viagens é muito mais vantajosa que o corte”, afirmou o gerente geral da Alagev, Paulo Amorim.
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