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R$ 11,00 - Ano 23 - nยบ 1.206 24 de fevereiro a 1o de marรงo de 2016
Como o
corporativo encara a crise
Criatividade, tecnologia, parcerias e conhecimento sรฃo algumas das apostas do Lacte para que as viagens a negรณcios voltem a crescer em 2016 > Pรกginas 04 a 13
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24 de fevereiro a 1o de março de 2016 JORNAL PANROTAS
Check-IN
LEI DE REMESSAS CRONOLOGIA DOS FATOS
LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 14 a 16
Esquiando de A a Z: Park City (Utah)
Governo fecha acordo para redução do IRRF de 25% para 6%
Data para votação da MP 694 no congresso. Não houve acordo para votação antes do recesso e foi adiada para 2016
Ministro Joaquim Levy (que fez o acordo) anuncia desligamento da Fazenda
01/12/15
17/12
17/12 Entra em vigor a cobrança de 25% para as remessas prevista na Lei 12.249/10
Envio do apelo do Turismo brasileiro ao governo gederal, por parte das entidades
08/01
Página 17
Nova diretora de Vendas do Sheraton SP WTC revela planos
01/01/16
Nelson Barbosa, novo ministro da Fazenda pede prazo até 19/01 para identificar uma solução técnica para equilibrar o orçamento.
Henrique Alves e Jacques Wagner garantem a viabilidade dos 6%
12/01
20/01
Publicada a IN 1.611 para instruir a aplicabilidade da lei em vigor, que prevê os 25%
26/01
Ministério da Fazenda segue averiguando os trâmites legais para aplicação da alíquota de 6%
Ministro do Turismo faz Aviso Ministerial para área econômica do governo
05/02
27/01
Página 18
Azul deixa Pampulha (MG) e devolve aeronaves
Páginas 22
Em Minas, Master Turismo une-se à BTM
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
Peekaboo Sim, já fomos crianças inocentes, gente sem noção, adolescentes sem redes sociais, adultos sem conexão. Hoje não. Sabemos muito, sabemos tudo, sempre fazemos o melhor negócio. Será mesmo? Fato é que a tecnologia gerou ferramentas, aplicativos, sites, blogs... e relatórios precisos. O feeling, a repercussão boca a boca, o prestígio do “falem de mim” e a vaidade (essa mais que nunca) continuam valendo, tendo seu peso. Mas contra relatórios do Google (e tantas outras fontes), repletos de números, gráficos, estatísticas e dados em verde ou vermelho não há como lutar. Se esconder. Escamotear. Maquiar.
Quer dizer, ainda dá. Mas não é esse o caminho a ser seguido. A transparência deixou de ser virtude. É realidade que obriga a mudanças e a esforços que antes pareciam desnecessários. Por que eu pago essa tarifa? Por que eu estou neste hotel? Por que faço negócios com sua empresa? Por que devo lhe remunerar? Por que uso essa plataforma ou ferramenta? Por que devo seguir com você? São muitas perguntas que não podem ficar sem respostas. Durante o Lacte 11, vimos que o segmento de viagens corporativas continua ativo e puxando a indústria rumo a uma profissionalização cada vez maior. Sim, ainda há gargalos,
como nos meios de pagamento e na resistência de algumas TMCs e até de gestores, ainda apegados ao passado, de promoverem mudanças. Mas os avanços são mais sensíveis que em qualquer outro segmento. A diversidade de soluções e caminhos pode assustar, mas há inteligência de mercado para resolver isso. Já a falta de transparência e o apego a práticas do passado, como na brincadeira de esconder o rosto entre as mãos, não assusta nem mais os bebês, que já nascem esticando os dedos sobre o tablet e buscando informações para saberem tudo e um pouco mais sobre esse novo mundo.
03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta
ES U Q A T S E D >
DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass
24 de fevereiro a 1o de março de 2016 JORNAL PANROTAS
DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
DO PORTAL
PANROTAS
11 a 17/02
1 Conheça a viagem que dá a volta ao 2
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br)
3
Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone
4
Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
MEDIA PARTNER
LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE
ASSOCIAÇÕES
5
mundo de trem – em 15/02 Operadoras gaúchas conseguem liminar contra IRRF – em 16/02 Gol promete wi-fi a bordo e poltronas de couro para maio – em 15/02 Conheça os 25 aeroportos mais perigosos do mundo - em 12/02 CVC, Rextur Advance e Agaxtur contratam – em 11/02
6 Semana começa com nova 7 8 9 10
expectativa sobre o IRRF – em 15/02 Deputado quer punir preços abusivos no Turismo – em 12/02 Para evitar cortes, Azul sugere licença não remunerada – em 16/02 Master (BH) se associa à BTM e reestrutura operadora – em 15/02 4 viagens pelo Brasil que devem ser feitas de carro - em 12/02
11 Forma entra no mercado de 12 13 14 15
intercâmbio com Studee – em 12/02 Estado português pode retomar controle da Tap – em 11/02 Tim entra no mercado de Turismo com app Tim Viagens – em 17/02 Avianca Brasil contrata Rebecca Meadows, ex-Turkish – em 17/02 Airbus 350-1000 está próximo de voar – em 11/02
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Eventos
24 de fevereiro a 1o de março de 2016 JORNAL PANROTAS
>> Henrique Santiago e Rodrigo Vieira
Para superar o mau tempo
Alberto Martins (B4T Comm), Hélio Brito Jr. (DMC Brasil), Rodrigo Cézar (vice-presidente da Alagev), Patrícia Thomas (futura presidente da Alagev), Eduardo Murad (presidente em da entidade), Viviânne Martins (presidente do Conselho da Alagev), Heber Garrido (Transamerica Group) e Heloísa Prass (diretora de Marketing da PANROTAS)
A FESTA DE ABERTURA DA 11ª EDIÇÃO LATIN AMERICAN CORPORATE & EVENTS EXPERIENCE (Lacte), na Casa Argentina, no último dia 14, já dava indícios da mistura latino-americana que aconteceria nos dois dias seguintes de evento. A união do agito do carnaval brasileiro com o romantismo do tango foi repetida na feira. De um total de 800 participantes inscritos, 60 vieram de fora do Brasil, de países como Argentina, Chile, Colômbia e até da Europa, para compreender, ainda que com a ajuda de tradução simultânea, o atual momento da indústria corporativa. A Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) levou ao Grand Hyatt São Paulo conversas, apresentações e discussão de temas quentes, como open booking e managed booking, personalização de produtos, modelo ideal de compras para o mercado, além, claro, de palestras motivacionais e muito networking. Em uma iniciativa inédita no Lacte, o público de viagens e eventos pôde debater, por meio da tecnologia, os imbróglios da gestão e os possíveis impasses com as TMCs. O aplicativo
oficial do evento foi responsável por canalizar as informações das empresas e apresentar, em tempo real, no que cada empresa investe, aposta e teme neste ano. Como se o melhor fosse guardado para o final, o último dado apresentado trouxe maior discussão. Mais de 60% dos viajantes de negócios estão cientes de que haverá cortes no orçamento em 2016 de suas empresas. Isso significa que viagens, que são o terceiro maior gasto de uma empresa, em média, serão repensadas e reduzidas. Mas nem só críticas sustentaram a sessão. A diretora da Academia de Viagens, Viviânne Martins, tem a dica “infalível” para conquistar os clientes. “Este é um ano tenso, as companhias reduzem malha e o preço da passagem invariavelmente vai subir. Vamos prestar mais atenção na experiência do viajante”, recomendou ela. E ao falar na indústria de viagens de negócios como um todo, o que já era esperado se concretizou: prejuízo. Segundo o presidente da Alagev, Eduardo Murad, os Índices Econômicos de Viagens Corporativas (IEVC) apontaram quedas em 2015 após anos de crescimento contínuo.
Houve queda de 3,6%, o que traduz em uma receita de R$ 38,7 bilhões contra R$ 40,1 bilhões somados no ano anterior. A baixa também foi sentida no emprego de novos profissionais, com 13 mil postos a menos criados. Foram criados cerca de 725,6 mil de vagas diretas e indiretas.
MAIS DADOS
Embora tenha sido um dos grandes afetados pela alta do dólar e a crise econômica do ano passado, o setor corporativo segue sustentando o Turismo no Brasil. Segundo o IEVC, o receptivo internacional representou
28,1% da contribuição para o setor em 2015, seguido por lazer (14,3%) e governo (2,2%). Na liderança, as viagens corporativas representaram 55,2%. “As viagens corporativas continuam sendo protagonistas das viagens como um todo no Brasil. Esse é um país de viagens corporativas. Isso já vem acontecendo faz uns dez anos e precisamos trabalhar para levar essa estrutura adiante. A somatória de todos os outros setores, como lazer, setor público e receptivo internacional não chega à somatória das viagens corporativas”, analisou um dos coordenadores do estudo, Antônio Carlos
Eduardo Murad, da Alagev, e Hildemar Brasil, da Universidade Federal do Ceará
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IEVC
Bonfato, do Senac. “Não há nenhum sinal de que esse cenário mude nos próximos anos.” No ranking das receitas geradas pelo corporativo em 2015, o aéreo lidera com 44,29%, seguido por hospedagem (33,69%), alimentação (8,56%), locação de carros (7,33%), agenciamento (4,69%) e tecnologia (1,44%). Isso demonstra que o corporativo tem credibilidade, na avaliação do líder do estudo, Hildemar Brasil, da Universidade Federal do Ceará. Para ele, o IEVC, que chega em seu décimo ano, tem de ser dividido em duas partes, uma no período Lula, em que a economia estava estabilizada e a inflação controlada, e outra no período Dilma, cujas consequências da crise internacional começaram a bater na porta do País. “Entre 2011 e 2015 enfrentamos a Era Dilma e, mesmo nesse período, pasmem, o IEVC consegue o crescimento acumulado de 46%, apesar desse declínio de 3,6% no ano passado. Quero mostrar com isso que o setor de viagens corporativas é extremamente resistente a choques de demanda e oferta. Devemos ser otimistas, pois o setor se mantém resistente, como o driver da economia de viagens e turismo no Brasil, portanto se apresenta como uma alternativa à crise. É importante que o governo entenda essa questão”, cravou o especialista. “Além disso, os números foram comparados com um ano robusto, um 2014 de Copa do Mundo, portanto os números não são tão pessimistas.” "O IEVC é o único índice no País que contabiliza a importância das viagens corporativas dentro do setor de Turismo e da economia. Chegamos à décima edição como uma referência neste mercado. Apesar do cenário desfavorável, as viagens corporativas mantiveram sua posição frente à demanda”, comenta o presidente da Alagev, Eduardo Murad Junior.
ANO
VALOR
VARIAÇÃO ANUAL
2013
R$ 36,78 bi
+13,86%
2014
R$ 40,17 bi
+9,20%
2015
R$ 38,73 bi
-3,60% Fonte: Alagev
Participação de cada setor nas receitas geradas pelo corporativo em 2015
55,20%
Corporativo lidera no Turismo brasileiro em 2015
1,44% 7,33%
4,69%
8,56% 44,29%
28,19%
33,69% 14,34%
2,24%
Aéreo Hospedagem
Alimentação Locação de carros
Agenciamento Tecnologia
Viagens corporativas
Receptivo internacional
Lazer
Setor público
Douglas Araújo, Ozgur Boran e Marco Bedia, da Turkish Airlines
David Grace e Robson Oliveira, da Enterprise Holdings
Emanuel Albuquerque e Paulo Frias, da Accor Hotels
Raffaele Cecera, da R1 Solutions
Larissa Marmitt, André Froes e Katia Locatelli, do Amadeus
Luiz de Moura Jr., Gaëtan Mondet e Nilton Tavone, da Europcar
ESTIMATIVA 2016
Ainda que as previsões para o ano sejam difícil de ser estimadas, o IEVC aponta que o PIB Brasil deve ter retração de 3,5%. A inflação prevista pelo IEVC para o setor de serviços corporativos é de 3,87% e a taxa de crescimento nominal para o ano é de 0,42%. “Se analisarem bem, essa taxa demonstra estabilidade”, analisa Bonfato. “O professor Hildemar Brasil e eu concordamos que o País é viável em médio e longo prazo para o setor. Temos esses problemas macroeconômicos agora mas já deve haver retomada em 2017, 2018 e há, sim, motivos para otimismo. Nossa economia vai melhorar e as viagens corporativas andarão lado a lado com esse crescimento.”
> Continua na pág. 06
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RELAÇÃO DURADOURA ASSIM COMO ACONTECE NO SEGMENTO CORPORATIVO, A AVIAÇÃO COMERCIAL BRASILEIRA está em um período turbulento. O corporativo, no entanto, mantém as esperanças de dias melhores. A presidente da Tam, Claudia Sender, disse ao público do Lacte o que todos sabem: a crise está aí, mas é preciso deixar os burburinhos para trás e trabalhar. Ela ainda se “declarou” para este nicho da indústria em um discurso repleto de comprometimento. “O nosso foco sempre foi e vai ser o corporativo. É a nossa razão de ser e existir”, destacou ela. “Nossa liderança no doméstico e internacional corrobora ao trazermos uma experiência de voo além da viagem”, complementou, ao se referir aos serviços oferecidos e, posteriormente, convidar os profissionais a voarem no Airbus 350900 entre São Paulo e Manaus. O novo avião, aliás, reflete os investimentos feitos para o mercado, em especial o corporativo. Claudia reforça que, mesmo com as adversidades de 2015, a Tam inaugurou quatro novas bases no Brasil, 16 voos domésticos e nove internacionais, com destaque para Barcelona, que será operado pelo A350 a partir do segundo semestre. A presidente assegurou que mais seis modelos chegarão ao hangar da aérea neste ano. O segundo jato já deve operar voos internacionais, possivelmente Miami ou Orlando, para depois
Claudia Sender, presidente da Tam
Tarcisio Gargioni, vice-presidente da Avianca Brasil
decolar no continente europeu, em Barcelona. Mas a companhia aérea tem uma carta na manga, o que deve ser o primeiro e último novo voo internacional em 2016. “Nós vamos começar a voar para a África do Sul em julho. Seremos a primeira companhia do Brasil a se conectar com a África [nota da redação: a finada Varig iniciou operações no continente na década de 1970]. As vendas dos bilhetes devem começar em março. Só dependemos das aprovações das autoridades sul-africanas para iniciar”, assegurou.
A constante busca pela liderança em pontualidade, confirmada pela Infraero em 2015, é atribuída por Kakinoff aos milhões de reais colocados em tecnologia no aplicativo da Gol para o viajante, como check-in na palma da mão, serviço de rastreamento e antecipação de voo em até seis horas antes do início. “A nossa melhor forma de retribuir confiança é renovar nova parceria com vocês”, disse ele à plateia do Lacte. “[O corporativo] não será afetado pela chamada crise dure o tempo que durar.” Com o cancelamento dos voos para Orlando e Miami, nos Estados Unidos, e Caracas, na Venezuela, a companhia aérea não deve trazer mais surpresas negativas para o mercado. Quem garante é o vice-presidente Eduardo Bernardes, que enxerga na Delta e Air France-KLM, suas parceiras, a saída para cobrir sua ausência nos mercados e ir além das Américas. “Temos de estar cada vez mais presentes e mais fortes para que esta parceria cresça.” Por outro lado, as novidades na malha aérea em 2016 devem ficar por conta dos voos para Buenos Aires com saídas de Recife e Maceió. “O tamanho da oferta só acontecerá de acordo com o aumento da demanda. Temos de pensar também na capacidade de alcance dos nossos Boeing. Temos de adequar nossa oferta ao mercado atualmente”, declarou ele, completando que Lima e Cuba despertam interesse para um breve futuro.
WI-FI NA GOL
O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, deixou claro seu compromisso em serviços ao corporativo. Ele certificou que o wi-fi a bordo e os assentos de couro, prometidos no ano passado, estarão disponíveis a partir de maio deste ano. Os investimentos em pintura da nova identidade visual estarão presentes nas fuselagens de todos os 140 Boeing da frota.
PERDAS E GANHOS
Desde 21 de fevereiro a Delta Air Lines não opera mais a rota Brasília-Orlando. O diretor da companhia no Brasil, Luciano Macagno, justifica que o fim das atividades na capital federal trouxe mais movimento para São Paulo, cujo serviço foi iniciado em dezembro passado. A estreia do recente voo motiva Macagno a considerar o início deste ano menos conturbado do que foi 2015. “Começamos o ano sabendo dos desafios que temos para nos reinventarmos. Temos de reconstruir nossa demanda para depois aumentá-la”, explicou ele. Nova identidade visual, novos voos para a América do Sul e 22 Dreamliner na frota. A Air Europa projeta um crescimento acima do normal para o futuro e inclui o Brasil em seus planos. Com frequências para São Paulo e Salvador, a companhia aérea quer aumentar sua fatia de viajantes corporativos paulistas de 30% para até 40% ao fim deste ano. O gerente geral da transportadora no Brasil, Luís Sobrinho, atesta que a melhoria em serviços, com destaque para o retrofit da classe business e suas poltronas reclináveis a 180 graus, em junho, para atrair o interesse de executivos com destino a Madrid e demais cidades da Europa. Focada inteiramente em trazer uma nova visão da Air Europa para o mercado, Sobrinho descarta, ao menos por este ano, a implantação de novos serviços. O País se prepara para receber o Boeing 787 Dreamliner no primeiro semestre de 2017. “Vamos reforçar o serviço para prospectar novos serviços”, finalizou.
AVIANCA BRASIL
Presente no Lacte 11, Rebecca Meadows anunciou a companhia em que trabalhará após sua saída da Turkish Airlines, onde atuou como gerente regional de Marketing. Ela será gerente de Vendas Internacionais na Avianca Brasil. Suas principais tarefas serão divulgar a companhia para o mercado estrangeiro e esclarecer a diferença entre Avianca e Avianca Brasil, tal como a atuação de
07 cada uma no mercado. É a primeira vez que a Avianca Brasil contrata alguém com essas funções, como explicou ao Jornal PANROTAS o diretor comercial Rodrigo Napoli. O executivo apontou que o cargo está ligado à internacionalização da marca após o ingresso na Star Alliance, no ano passado. “Rebecca vai cuidar de todos os GSAs do mundo, acordos interline, codeshares e vendas da Avianca Brasil nos principais mercados internacionais. Ela também será responsável por explicar a diferença entre a Avianca Brasil e Internacional, sem desvincular uma da outra por completo, o que será um desafio, pois é algo que até hoje vemos algumas confusões no mercado doméstico”, detalha Napoli. “Enfim, ela vai internacionalizar as vendas da Avianca Brasil e fazer a empresa ser reconhecida lá fora. Estamos muito felizes de contar com ela aqui. Sentimos que não há pessoa mais apropriada para o cargo.” Segundo o vice-presidente comercial e de Marketing da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni, a empresa “vai buscar a manutenção do crescimento obtido até aqui”. “Temos um plano de crescimento modesto, mas positivo. Entramos em 2016 com 10% mais passageiros. Enquanto a previsão é de 5% de queda do mercado em geral, ficar em 10% é uma vitória”, afirma. “Destinos e rotas novas não devem aparecer esse ano. O foco está em treinamento para ofere-
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O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, Fábio Mader, diretor de Vendas, Luiz Teixeira, da Delta Air Lines, e Eduardo Murad, da Alagev
cer o melhor serviço ao cliente.” De 2010 a 2015, a Avianca Brasil aumentou o quadro de colaboradores, mais do que dobrou sua frota (de 15 para 41 aeronaves), mais do que triplicou seu número de passageiros (de 2,5 mi para 8,5 mi) e mais do que quadruplicou sua oferta de assentos. Hoje, graças à Star Alliance, a aérea alcança mais de 1,3 mil destinos.
TURKISH
Cada vez mais de olho no público corporativo, a Turkish Airlines expôs no Lacte 11 e apresentou aos gestores de viagens e TMCs seu novo general manager para o Brasil, Ozgur Boran, que substituiu Atagün Kutluyüksel. Desde setembro no cargo, Boran se
demonstrou surpreso, mas empolgado em trabalhar em um mercado tão extenso. No momento, ele trabalha na adaptação da companhia após a retirada dos assentos da classe comfort e na tentativa de aumentar a ocupação da rota São Paulo-Istambul com o público corporativo. A partir de seu hub, a Turkish opera 234 destinos em 111 países. Com o fim da classe comfort, aumenta o volume de poltronas corporativas e econômicas. Eram 63 poltronas desta classe que compunham o B777300. Após a alteração, a classe business aumenta de 28 para 49 assentos, enquanto a econômica vai de 246 para 300. “Estamos aperfeiçoando nosso produto no corporativo. Não só em relação a esses assentos, mas estamos
criando pacotes diferenciados, descontos e comissões especiais para o segmento”, aponta Boran. “Temos tudo em mãos. As coisas vão acontecer a partir de 1º de março, quando os assentos forem readaptados.” Ele ainda comentou o quão desafiador foi o início de seu trabalho. “Cheguei em meio à crise, estava difícil para todo mundo, mas tenho certeza que este ano será muito melhor. Estamos com um trabalho para aumentar as vendas no corporativo. Não vamos parar de trabalhar, pois essa é a característica da Turkish”, completa, ainda garantindo que a Turkish trabalha como nunca o incoming de passageiros para o Brasil pelo momento de câmbio favorável. p > Continua na pág. 08
< Continuação da pág. 07
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24 de fevereiro a 1o de março de 2016 JORNAL PANROTAS
E L EI Ç Ã O E COMANDANTE CONFIRMADA
VICE-PRESIDENTE DA ENTÃO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS GESTORES DE VIAGENS CORPORATIVAS
(Abgev) e membro do conselho desde sua fundação, Patrícia Thomas chega ao posto máximo da Alagev em 2016. Fruto de uma candidatura única, o resultado da eleição foi anunciado no encerramento do evento. Com a saída de Eduardo Murad, ela assume a presidência da entidade a partir de 2 de maio e segue até 2018. “Eu quero fazer a Alagev crescer. Vamos trabalhar forte com nossos comitês para trazer mais discussões e promover workshops”, disse em seu primeiro discurso após a eleição. A evolução da entidade em um ano já considerado difícil irá depender de muito trabalho. Para reverter os números negativos de 2015, Patrícia considera que o
Patrícia Thomas e Eduardo Murad, da Alagev
gestor precisa ter mais voz dentro das empresas. Em momentos de aperto financeiro é que o profissional pode fazer a diferença e ajudar na economia de finanças. Sem data confirmada para o Lacte 12, a presidente diz que ainda é cedo para pensar na próxima edição. Mas inovar, novamente, será o diferencial. “A graça do evento é trazer o que há de mais quente na indústria corporativa”, argumentou. Com menos de dois meses para encerrar sua participação como
presidente, Eduardo Murad deixa a principal cadeira com a sensação de dever cumprido. Nesses dois anos, ele comparou sua liderança como praticar highline, ou seja, se equilibrou em uma fita elástica acima de três mil metros. “Houve dois momentos diferentes na minha gestão. Em 2014, com uma boa economia, pudemos crescer bastante com o número de clientes e associados. No ano passado, o cenário foi inverso”, justificou.
CHEGOU PAR A FICAR Com pouco mais de um ano de atuação em um mercado novo, qual empresa não almeja crescimentos de dois, três dígitos? A HRS apresentou sua marca no Brasil no Lacte 10 e, 12 meses depois, a empresa de reserva on-line de hotéis planeja um crescimento saudável e não menos ambicioso do que 150% em 2016. Sob o comando do alemão Tobias Ragge, CEO da marca, a companhia enxerga no País uma oportunidade única de expansão. “Nós trabalhamos com uma filosofia diferente. Você [cliente] pode usar nossa tecnologia gratuitamente. Temos a mente aberta para alcançar novos mercados. O gestor pode tanto reservar conosco quanto pelas TMCs, mas queremos que acessem nosso site”, comentou. “Não queremos as TMCs fora do mercado, eles consolidam o bilhete aéreo e nós ficamos com a hotelaria”, disse Ragge, mandando seu recado ao mercado. Ele ainda considera o mercado brasileiro em nível médio de maturidade para gerir viagens. Por isso, investe pesado em ferramentas e pessoas. O atual presidente da Alagev, Eduardo Murad, assume
o posto de diretor de Vendas da América Latina do HRS em 1º de março e soma-se a um quadro de cerca de 30 funcionários no Brasil. À frente deste posto, o executivo terá um facilitador para aumentar os lucros da empresa. Para 2016 estão previstos os lançamentos de produtos diferenciados. Quando Ragge diz que não há empresa que bata de frente em concorrência, ele se refere, por exemplo, ao Meetago, já em funcionamento na Europa. Trata-se de uma ferramenta que oferece ao público de incentivo e negócios a possibilidade de reservar o hotel para eventos de acordo com o interesse. Com um layout similar ao de sites de OTAs, a plataforma ainda oferece um filtro avaliações dos hotéis feitas pelo próprio viajante. “O valor apresentado na hora de compra já inclui taxas. Então, o profissional não terá ‘surpresas’ ao concluir”, disse a gerente de Marketing da HRS para América Latina, Katia Bernini. Outra chance, segundo Ragge, para tirar proveito da crise, é criar novas oportunidades para o viajante. Isso reflete na criação
do Paperless Travel em solo brasileiro. Como o nome entrega, o viajante se hospeda o tempo necessário no hotel sem precisar carregar uma papelada de recibos, graças ao uso de um cartão corporativo ou cartão virtual. A responsabilidade de cuidar dos custos fica ao encargo dos profissionais da HRS.
Tobias Ragge, da HRS
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PAINÉIS (VIVOS) NO LACTE OS “TRENDING TOPICS” DO LACTE 11 FORAM LEVANTADOS POR MEMBROS DA ALAGEV E DISCUTIdos pela plateia no Painel Vivo. A ideia era debater os principais anseios demonstrados pelos players corporativos durante as sessões educacionais e demais discussões ao decorrer do evento. Na sessão de buyers, por exemplo, os participantes foram questionados sobre como será o mercado neste ano. “Fizemos uma votação para entender qual será a previsão dos players sobre budget de viagens”, explicou Aline Bueno, da Alagev. As alternativas da questão eram de aumentar o budget do ano passado ou manter o valor para este ano. “Se formos olhar o ‘copo meio cheio’, eu diria que 34% manteriam ou aumentariam o budget em comparação com 2015. Entretanto, na visão pessimista, 66% dos participantes apontaram que reduziriam o orçamento”, avaliou. “A questão é que os resultados precisam ser atingidos com ou sem aumento no budget. Como fazer isso?” O diretor de distribuição da Intercity, Paulo Salvador, foi um dos primeiros a se manifestar. Para ele, em momentos de crise deve haver uma atividade praticamente obsessiva pelos custos. “É preciso ser consciente de que o período de bonança acabou. Temos de olhar cada item dos custos detalhadamente e ser criativo na negociação com os clientes.” Mais adiante, Fernanda Pires, da Alagev, trouxe a questão sobre como mesclar economia com atendimento ao perfil do viajante. “Esse foi um dos temas mais comentados por todos e em todas as sessões, pois as empresas têm políticas diferentes e os viajantes têm preferencias distintas”, explica. “Um estudo realizado pelo Acte com a Amex aponta que, antes, 52% da preocupação dos gestores se aplicava em savings, enquanto hoje 75% se preocupam com a experiência do viajante.”
Aline Bueno, do HRS Solutions, foi uma das provocadoras no Painel Vivo
O gestor da Philips e blogueiro PANROTAS, Fernão Loureiro, afirmou que a mescla ideal entre economia e experiência do cliente é atingida com regras bem definidas. “O mercado ainda não é maduro para o open booking, embora eu não seja contra essa medida e não enxergue isso nos próximos anos. Acho que savings são sim, importante, mas temos de estar envolvidos em suplying chain. Aquilo que ele traz para dentro da empresa é fundamental, pois a satisfação do viajante é o que mais tem importado, caso contrário ele não terá engajamento para atingir as metas que ele definiu.” “Mas e depois que a negociação atingiu o nível de savings proposto e não dá mais para extrair saving da negociação, o que fazer?”, questionou Fernanda. “Grande parte dos respondentes apontam que é importante fazer a revisão do programa de viagens.” O representante da Stabia TMC, de Curitiba, Fábio Antununcio, apontou sua solução. “É controle e disponibilização dos dados para o cliente, para ajudá-lo na análise. Dar as ferramen-
Walter Teixeira, do Grupo TX, contribuiu com a discussão. Pra ele, a tecnologia é um fator de rápidas e brutas mudanças no segmento, mas sai na frente quem usá-la como aliada, com criatividade
tas necessárias e ajudar o cliente a comprar melhor. Prover informação e ajudá-lo a analisar de acordo com suas prioridades.” Entre outros temas, foi discutido também o papel da tecnologia. “O quanto a cadeia está preparada para uma possível ruptura no modus operandi?” Uma das conclusões é que sem tecnologia é impossível atuar hoje em dia, portanto
ela deve ser aliada, e não vilã. Walter Teixeira, do Grupo TX, concordou que a tecnologia já está causando essa ruptura na maneira de trabalhar com viagens. Para ele, é o momento de usar a tecnologia. “Esse é o exato momento de pensar diferente, tentar ter outros pensamentos para fazer da tecnologia ser um ponto de impulso em seu trabalho.”p > Continua na pág. 12
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Em busca do modelo ideal
MENOR OU MELHOR TARIFA? A DISCUSSÃO ENCERROU EM GRANDE ESTILO O LACTE 11. O
painel, sobre o modelo de compra e venda de serviços para viagens corporativas, contou com a participação de Fernão Loureiro, gestor de Viagens da Philips, Fábio Mader, diretor comercial da Gol, Igor Miranda, diretor de Vendas Indiretas da Tam, Bob Rossato, diretor da OTA Viajanet, Rubens Scharwtzmann, da Costa Brava e presidente da Abracorp, e Philippe Seguin, vice-presidente de Vendas da Accor para a América Latina. O mediador foi o editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade. Ainda que o debate tenha sido bem produtivo, uma das principais conclusões demonstra que o melhor modelo é relativo a cada segmento ou negociação, isto é, não há um “modelo ideal”. Além disso, a tecnologia e a velocidade das informações nos dias de hoje fazem com que os papéis mudem constantemente na indústria e o papel das grandes companhias e gestores de viagens é ficar de olho, principalmente em tecnologia, para não ficar para trás. A necessidade de “educar” o cliente sobre o funcionamento da indústria e as guerras tarifárias também foram mencionados. Entre os temas que causaram discussão está a distinção de tarifas entre os vários canais de distribuição. Os gestores se queixam que o viajante confunde cada vez mais pessoa física e jurídica nesse cenário e compara, desta maneira, suas tarifas com a das OTAs, por exemplo. “Existem cinco, seis tarifas diferentes para o mesmo produto, o que confunde muito. É diferente como antigamente, quando TMCs tinham o domínio total. Hoje as empresas têm especialistas ligados nisso”, afirmou Loureiro, também blogueiro do Portal PANROTAS, aproveitando o gancho e perguntando ao representante da Abracorp. Segundo Schwartzmann, a busca pela melhor tarifa segue sendo a principal causa da TMC, mas nem sempre o preço mais baixo é o melhor. “Muitas vezes o consumidor só olha o preço e não vê que aquela tarifa pode ser reembolsável, ou se há um seguro envolvido. O papel das agências corporativas não se restringe à tarifa. Todos os outros serviços estão agregados quando há especialistas olhando isso de perto”, respondeu o empresário da Costa Brava. “O papel de uma TMC sempre foi se preocupar com tarifa, mas também com gestão de viagens de seus clientes, as melhores políticas e práticas de viagem.” E é o papel da TMC um dos mais questionados, já que os gestores, os fornecedores de tecnologia e os via-
Artur Andrade, da PANROTAS, Rubens Schwartzmann, da Costa Brava e Abracorp, Philippe Seguin, da Accor, Fernão Loureiro, da Philips, Bob Rossato, da Viajanet, Igor Miranda, da Tam, e Fábio Mader, da Gol
jantes estão cada vez mais conhecedores, confiantes e independentes. O que não significa que podem fazer tudo sozinhos. "Valorizo o trabalho das TMCs e sei que uma OTA não me dá a parte gerencial e de relatórios", disse Fernão Loureiro. Os representantes das aéreas também responderam sobre a variação de tarifa entre os diferentes canais. Pelo lado da Tam, Igor Miranda admitiu que as tarifas do internacional estavam complicadas principalmente em 2015, pela guerra tarifária que se instalou no mercado, especialmente nos canais de consolidação. “Principalmente no mercado internacional e no canal de consolidação, em que há uma atuação grande das passagens internacionais. A partir de 2015, foram derrubadas as segmentações das tarifas, o que é quase um crime para nosso mercado. Eu não consigo entender a tarefa de um produto que não é segmentado. Assim só se destrói valor”, afirma. “A partir do momento que se implementa uma tarifa desta no mercado (pelos concorrentes), quando a situação econômica é desfavorável para a companhia aérea, nós precisamos agir (ou reagir)”, completou, justificando a reação via parceria da Tam com a Decolar.com, que causou polêmica no trade. “A causa da guerra tarifária é outra coisa, é a superoferta, que vem se agravando principalmente depois da Copa do Mundo. Mas posso garantir que na maioria das vezes, em 99% dos casos, as TMCs têm menor tarifa, por questões de contratos corporativos”,
completa Miranda. De acordo com Fábio Mader, 100% das melhores tarifas da Gol no doméstico vão para as TMCs. Para ele, o conceito de tarifa competitiva é subjetivo, pois há passagens mais caras com benefícios que talvez um cliente não necessite. “De um lado você tem taxa de pricing, mas de outro tem o valor que o cliente final vai receber com aquele bilhete.”
OTAS RUMO AO CORPORATIVO Bob Rossato, do Viajanet, admitiu que as OTAs estão cada vez mais buscando soluções para o público corporativo. Segundo ele, a pessoa física que encontra o melhor preço para suas viagens a lazer se junta à pessoa jurídica, e uma coisa leva a outra. “A cada trimestre tem aumentado o share da minha OTA em corporativo. É algo que não estava nos planos, mas está acontecendo, e os preços são o grande motivo”, afirmou. “A Viajanet está entrando com força e outras OTAs também não devem se fechar para o corporativo.” Segundo Rossato, 25% do faturamento da Viajanet vem do corporativo. "O que não quer dizer que as aéreas nos dão tarifas mais competitivas. Temos engenheiros, especialistas buscando as melhores rotas e tarifas e colocando no site. Tarifas disponíveis a todos", complementou.
PREFERENCIAIS
Outra polêmica foi em relação a for-
necedores preferenciais das TMCs e das empresas. É ético haver essas duas listas? Os fornecedores são bem recebidos pelas TMCs se estão na lista de preferenciais dos clientes? As metas estabelecidas pelos fornecedores atrapalham? A conclusão é que deve haver transparência nas ações e no que é oferecido ao cliente. Igor Miranda, da Tam, e Philippe Seguin, da Accor, disseram que ser preferencial não envolve tarifas e sim benefícios, proximidade e parceria com o cliente e a TMC. A tarifa, salvo estratégias pontuais para canais, é a mesma para todos. “Existe algo que incomoda muito a nós gestores de viagens os chamados ‘Programas de Fornecedores Preferenciais’, o que conflita muito com a estratégia dos gestores com suas empresas. Portanto, o que pode acontecer com a Abracorp nesse sentido? O que as agências da Abracorp pretendem fazer, já que elas também precisam ter rentabilidade e usam esses programas de fornecedores exatamente para compensar isso. Eu acho que é um modelo fadado a terminar, mas gostaria de saber de vocês”, questionou. A discussão está lançada e o painel mostra que é preciso mais debates, explicações, conscientização das regras de cada tarifa e parcerias entre todos os canais, dependendo do objetivo maior. Tanto Tam quanto Gol e Accor afirmaram que o corporativo é crucial e prioridades para eles. Qualquer ruído, portanto, será resolvido com prioridade, garantem.p
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Flashes
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Lacte 11
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1 A nova diretoria da Alagev de 2016 a 2018 2 Claudia Sender, da Tam, e Guillermo Alcorta, da PANROTAS 3 Diogo Assis, Paulo Henrique Pires e Telma Lopes, da Localiza 4 Camilla do Alamo, Marjoriê Macedo, Leonardo Stangueti e Gabriela Borges, do Grupo Rio Quente 5 Luís Sobrinho, da Air Europa 6 Aline Bueno, Suzanne Neufang, Katia Bernini e Alexandre de Oliveira, da HRS 7 Tatiane Ferreira, da Best Western, e Beia Carvalho, da 5 Years from Now 8 Executivos da Latam, IAG, American Airlines e Qatar Airways no estande da Oneworld 9 Sebastián Mezquida Hernández e Milai Moniz, do NH Hotel Group 10 Pablo Divita, do Bariloche Bureau, Nicolas Rico, do Emprotur, e Ivan Cadahia, da Aerolíneas Argentinas 11 Artur Andrade, da PANROTAS, Patrícia Thomas e Eduardo Murad, da Alagev12 Alex Schotti, da Getthere, e Esteban Rossi, do Sabre 13 O velho guerreiro, Chacrinha, interpretado por Stepan Nercessian e levado ao evento pela Avianca 14 O bloco do Adamastor deu o toque brasileiro da festa de abertura do Lacte 11, na Casa Argentina
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A aZ
de
PARK CITY
por RAFAEL FAUSTINO
Para brasileiros geralmente pouco acostumados à neve, uma viagem para esquiar nas montanhas dos Estados Unidos já soa excitante e inusitada. O que dizer, então, da chance de praticar o esporte no maior complexo de esqui do país? Um visual incrível, acompanhado de acomodações e gastronomia de primeira linha está à espera do público na histórica Park City, em Utah, que recentemente foi ampliada pela Vail Resorts em um investimento de US$ 50 milhões. Nesta edição do especial Esquiando de A a Z, o leitor conhece este espaço perfeito para o esqui, seja de iniciantes ou profissionais – afinal, o local foi sede de competições nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2002 -, e todo o conforto e a diversão da estada nos arredores. Esta edição do Esquiando de A a Z é a quarta de uma série mensal. Sugestões e colaborações: redacao@panrotas.com.br.
Esquiando de
AaZ
Com uma área próxima de três mil hectares, Park City tem duas grandes bases, que são ligadas pela Quicksilver Gôndola
Com temperaturas que vão de -5°C ao 0°C no inverno, o complexo tem uma área de 2,9 mil hectares cuidadosamente mantida pela sua equipe. Todas as noites, snow cats tiram o excesso de neve para que, no dia seguinte, ela esteja no volume ideal – cerca de um metro acima do nível do solo - para a prática dos esportes de inverno. Neste ambiente situado a 2,1 mil metros de altitude, picos verticais convivem com hotéis luxuosos, e passeios históricos dividem espaço com uma gastronomia moderna para fornecer uma experiência versátil a qualquer perfil de viajante. Se a intenção é curtir a neve em qualquer escala, Park City é o lugar onde ninguém vai se decepcionar.
ATIVIDADES
A apenas 51 quilômetros do aeroporto internacional de Salt Lake City, o complexo foi reinaugurado no fim do ano passado para a atual temporada de inverno, unindo duas áreas que antes funcionavam separadas. Agora, a Park City Base e a Canyons Village são unidas pela
Quicksilver Gondola – outra novidade do local para esta temporada –, circuito de cabines que transporta até oito viajantes de um lado para o outro em apenas oito minutos e meio, com toda a segurança possível. Com todo esse espaço, não faltam opções para diversão na neve. São mais de 300 pistas de esqui de todos os níveis, incluindo aulas com instrutores para os iniciantes. Mas também há desafiadoras descidas para os mais acostumados, além de 14 bowls e seis half pipes para os praticantes mais radicais. Famílias e grupos que viajarem juntos ainda têm atrações mais amenas e planejadas para a diversão em conjunto: o passeio de trenós puxados por cavalos, na Park City Base, ou de snowmobile, no lado da Canyons Village, são alguns dos exemplos. E, se a ideia é se divertir apenas entre adultos, mas há presença de crianças, o child care funciona das 8h30 às 16h30, garantindo atividades para os pequenos que os farão aproveitar o dia mesmo sem a companhia dos pais.
TURISMO HISTÓRICO
Nem só de ação é feita a estada na neve. Na Park City Town, uma vila histórica que preserva os traços de seus primeiros ocupantes, ainda no século 19, os viajantes ganham uma lição de história. São nada menos que 64 prédios que constam no Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos, além de um museu que reconta a histórica do local, onde os primeiros moradores foram mineiros que extraíam prata das montanhas séculos atrás. O local foi uma das grandes fontes de riqueza para os exploradores norte-americanos até um século atrás, rendendo mais de US$ 400 milhões em receita e fazendo dezenas de milionários. Foi só com a Grande Depressão de 1929 e a subsequente queda nos preços de minérios que o a atividade de caiu. Mas não demorou muito para que outro uso, o de esportes na neve, tornasse o local uma grande atração no meio-oeste > Continua
Esquiando de > Continuação
AaZ
dos Estados Unidos. O teleférico na Park City Base leva os turistas ao local histórico, que também possui restaurantes, bares e galerias para visitação.
HOSPEDAGEM E RESTAURANTES
As novidades em Park City também incluem a experiência gastronômica. Junto com o complexo revitalizado, foi inaugurado o Miners Camp, restaurante encravado na montanha que abriga até 500 pessoas. Na base do Silverlode Lift, o estabelecimento oferece pratos que vão desde as especialidades locais a pizzas artesanais, pratos do mediterrâneo e porções. Sopas, chilis, kebabs e gyros – uma espécie de churrasco grego servida em um pão de pita – são algumas das opções. Há também pratos mais lights - como a sanduicheria Cloud Dine, também nas montanhas - cafés, e até mesmo um restaurante kosher. O Prime at the Canyons é o único do tipo em resorts de esqui no país, e tem atividades especiais às sextas-feiras e aos sábados, seguindo os costumes religiosos. Seja qual for o gosto do viajante, uma das 25 opções gastronômicas distribuídas no complexo vai agradá-lo. O mesmo ocorre com as acomodações, com seis hotéis próprios do complexo. De estabelecimentos luxuosos a outros mais aventureiros, em Park City todos acham algo que
Grand Summit Hotel é uma das opções de hospedagem mais luxuosas em Park City
lhe agrada. O carro-chefe é o Grand Summit Hotel, um quatro estrelas com 343 apartamentos localizado a uma curta caminhada da Canyons Village. Com piscina aquecida, sauna e um spa completo, o estabelecimento possibilita ainda acesso ski in/out ao hóspede. Outro destaque é o Double Tree By Hilton, que foi renovado recentemente e está a apenas cinco minutos da histórica Park City Town. Ali, atividades como pescaria e passeios de bobsled. Já o Resort Plaza Condominiuns dá um clima totalmente caseiro à estada, ideal para quem viaja em grupo ou em família. A vista de primeira fila para a Park City Base deixa os hóspedes com acesso fácil a todas principais atrações.
Com pratos que vão da pizza à culinária mediterrânea, o Miners Camp é outra novidade da atual temporada de inverno de Park City
SOBRE A UNITED
Os brasileiros que querem esquiar na temporada 2015/16 têm muitos motivos para escolher a United Airlines como companhia aérea. A empresa oferece as melhores conexões para Park City e outros destinos de esqui nos Estados Unidos. Para chegar ao maior complexo de neve do país, a United tem voos diários e sem escalas de São Paulo e do Rio de Janeiro para Houston, onde três frequências levam todos os dias os passageiros para Salt Lake City, aeroporto de destino. Quatro voos partem diariamente de Chicago, para onde a United também tem viagem direta a partir de São Paulo. Para saber mais sobre Park City e outros destinos da United, entre em contato com o departamento comercial da companhia nos telefones (11) 3145-4200 e (21) 2531-1850.
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Hotelaria
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>> Rodrigo Vieira
Corporativo e cia. O DIVERSIFICADO LEQUE DE OPÇÕES DO COMPLEXO ONDE ESTÁ LOCALIZADO O SHERATON São Paulo WTC Hotel deve ser ainda mais explorado nos próximos meses. Shopping de decoração, torre corporativa, business club, WTC Events Center e, claro, o hotel, estão recebendo um olhar diferente da nova executiva da casa. Trata-se da recém-contratada Gisele Ruiz, que assume a diretoria de Vendas e responde apenas por Sheraton São Paulo WTC Hotel e o WTC Events, mas afirma que não há como não tirar vantagem de um centro comercial e de negócios tão importante de São Paulo. “Esse complexo que reúne tais nomes tão importantes traz uma enorme possibilidade de serviços e está acima da média do que podemos encontrar em São Paulo. Lojas, restaurantes, negócios... É encantador poder apresentar nossas opções para atrair mais clientes e aumentar as vendas. Crescemos 28% em volume de eventos em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês no ano passado. Estou otimista com esse começo”, comemora. “Isso nos dá uma infinidade de possibilidade de novos hóspedes e novos eventos.” Ainda que usar a criatividade para diversificar o perfil de hóspedes esteja em pauta, é o corporativo que continua responsável pelo maior volume do hotel, principalmente nos dias de semana. “Entretanto, nossa estrutura permite com que tudo seja possível. Esse é nosso slogan. Já hospedamos eventos dos mais variados tipos por aqui”, explica. “A ideia é trazer clientes destinados a turismo de saúde, cada vez mais crescente em São Paulo, e
Luciana Bacchi, Rodrigo Vallejo, Anna Paula Cesário, Celeste Ferreira, Mirella Fonseca, Pedro Masini, Carla Troitiño, Renata Honorato, Gisele Fernandes, a nova diretora de Vendas Gisele Ruiz, Rosana Ribeiro, Claudia Cavalcanti, Carolina Pegoraro, Depora Spada, Andréa Batista, Regiane Barbosa e Vinicius Cunha, equipe Sheraton e WTC Events Center
também pensar em grandes eventos de lazer, como casamentos, festas, confraternizações. Isso aumenta o fluxo de visitante, principalmente nos finais de semana”, completou. Segundo Gisele, há empresas demonstrando certa retomada depois da crise, por isso é hora de voltar a ser otimista. Outra ponto animador, segundo a diretora, é sua equipe, focada em especial no trabalho com TMCs e agências corporativas, seguido por eventos, feiras e congressos. “São jovens e têm muita vontade de trabalhar e explorar o mercado. Estou animada com o que vem pela frente.”
O executivo responsável pelo Sheraton São Paulo WTC e WTC Events Center, João Nagy
POSTURA HOTELEIRA A aposta de João Nagy, a quem Gisele responde, para este ano está na amplitude do complexo que administra. Segundo ele, juntar hotel, espaço de eventos e o World Trade Center significa negócios. No entanto, o excesso de oferta no Rio de Janeiro - este ano em mais evidência devido à Olimpíada -, preocupa Nagy e pode afetar os resultados da hotelaria paulista e brasileira. “Em janeiro, considerado baixa temporada em São Paulo, perdemos um evento para o Rio de Janeiro, que vivia a alta estação de verão, por causa de preço. O desespero dos gestores de hotéis do Rio é assustador”, avalia. De acordo com João Nagy, que também já trabalhou na hotelaria carioca, essa postura dos hoteleiros cariocas será prejudicial para o setor no Brasil inteiro. “Isso passa pela falta de estratégia do Turismo brasileiro como um todo. Mas nós não baixaremos preço, temos nossa estratégia. Fechamos 2015 com 70% de ocupação e já melhoramos os finais de semana com a captação de congressos médicos. O hoteleiro é o primeiro a baixar preço. Não pode. O Rio tem tudo para ser o grande destino que imaginamos, e será. Mas isso vai levar alguns anos, enquanto isso, essa atitude dos gestores de hotéis na cidade vai prejudicar a hotelaria nacional”. Para o
empresário, o maior problema do Brasil não é preço e, sim, a criminalidade, além da falta de estratégia. “Os que sobreviverem do Turismo vão se beneficiar do boom que o Brasil terá em alguns anos”.
BRASIL E PARIS
Em sua empresa, a ITC, que administra o Sheraton WTC e o espaço de eventos, há projetos de três WTC pelo Brasil, incluindo Belo Horizonte, e de um complexo com quase dois mil quadrados e área de eventos para 15 mil pessoas na região do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. “O projeto de Paris é ousado e completo e vai garantir ao organizador de eventos o preço do hotel por cinco anos, para captar os eventos de calendário e ajudar no planejamento”. Planejamento que, segundo ele, falta à hotelaria brasileira em geral.p
BANCODEDADOS ll 50% estrangeiros/50% brasileiros – mix de ocupação do Sheraton SP ll Cerca de 5% foi o crescimento da ocupação do hotel e do Events Center em 2015 ll 298 apartamentos tem a unidade, 67 deles são design ll 12 mil m² é a área do WTC Events Center, divididos em 60 espaços flexíveis Site: www.sheratonsaopaulowtc.com.br
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Aviação
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>> Paula Daidone
Férias para não cortar A CRISE QUE AFETA O PAÍS PARECE QUE ESTÁ LONGE DE ACABAR. A “VÍTIMA” DA VEZ
é a Azul Linhas Aéreas. A empresa comunicou ao quadro de tripulantes que pretende devolver mais de 20 aeronaves neste semestre. O motivo: “o desafiante cenário econômico no qual nos encontramos”. Tal medida significa não só o que a companhia chama de “ajuste de capacidade”, como também corte de custo. Para atravessar a má fase do mercado brasileiro, a empresa encontrou uma solução que pode não parecer muito favorável aos funcionários: a possibilidade de os tripulantes tirarem licença não remuneradas de até 24 meses. A companhia classifica a decisão como uma “oportunidade” e, em comunicado, explica que a “ideia é aproveitar o momento que, aqueles que tenham interesse, possam realizar projetos pessoais e/ou profissionais, os quais exigiriam um afastamento temporário da Azul, como por exem-
Azul oferece aos tripulantes licença não remunerada para evitar cortes
plo, cursos com jornada integral ou dedicação aos filhos menores e familiares”. Os tripulantes interessados têm até o dia 1º de março para formalizar o pedido junto à empresa. As licenças podem ser de seis, 12,
18 e 24 meses. Em contrapartida, a empresa se compromete a continuar arcando com as despesas de assistência medica e odontológico dos tripulantes e beneficiários durante 12 meses e permite o resgate do plano
de previdência. No período em que as licenças estiverem válidas, a Azul não poderá fazer contratações diretas e nem ocupar os cargos daqueles que estão afastados. Segundo o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, a decisão de não iniciar um processo de demissões vem da política de administração implementada pelo fundador da aérea, David Neeleman, baseada na valorização de pessoas e no treinamento constante.
REDUZIR CUSTOS
Essa não é a primeira ação da Azul para reduzir custos. Em janeiro, em entrevista ao Jornal PANROTAS, Neves revelou que a empresa estava enviando 19 aeronaves à Tap. Com a medida, a oferta seria reduzida em 7% no doméstico e o internacional seria repensado. O projeto é ter apenas um voo diário para Orlando, Fort Lauderdale e Lisboa, recentemente anunciado. Já no dia 18 de fevereiro a companhia confirmou que deixará de operar no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, a partir de 4 de abril. A justificativa da aérea é a mesma, “o cenário econômico desafiador observado atualmente no Brasil”. No terminal da Pampulha, a Azul conta, atualmente, com dois voos para São Paulo (Campinas) e dois para o Rio de Janeiro (Santos Dumont), todos diários. Os colaboradores que atuam na base terão a opção de realocação para outras cidades servidas pela Azul. Já as operações no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, considerado o segundo maior hub da empresa, serão mantidas.p
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Melhorar a visão e as contas Passado o carnaval, retomamos as agendas que vínhamos cumprindo desde os primeiros dias de janeiro. No âmbito das associadas Abracorp, notamos que há disposição renovada para fortalecer o poder de fogo da entidade enquanto instância representativa e fomentadora de alternativas e inovações. Todos estamos atentos à formação de boas parcerias e de estabelecer alianças estratégicas adequadas à realidade do país. Nesse contexto, recebemos com satisfação nossa 30ª associada – a BK21, sediada em Belo Horizonte e filiada à Lufthansa City Center. Estamos certos de que o empresário Sergio Linares Vieira, CEO da empresa, vem para integrar e contribuir para o aprimoramento do mercado de viagens corporativas. Mais um elo para fortalecer a corrente Abracorp. Muito positivo o comportamento promissor
do segmento Mice. Com a alta do dólar, os destinos nacionais ganham importância para a alavancagem de viagens domésticas. Fortaleza sobressai nesse contexto, em que as associadas Abracorp tem espaço para ampliar portfólio. Recentemente, fechamos parceria com a Forbusiness, de Fortaleza, que agrega um grupo de dez hotéis especializados em eventos corporativos e estruturados para atender todos os portes de eventos. Perdura a tendência de mais investimentos em centros de convenções para a realização de feiras e congressos, o que contribui para manter o setor hoteleiro aquecido na baixa temporada. Também merece menção a retomada, em 2016, dos roadshows protagonizados pela Abracorp. Trata-se de prática já consolidada pela direção da entidade, que inclui reuniões locais com integrantes das as-
sociadas. Tais encontros promovem maior interação da entidade com os gestores das áreas operacionais das associadas. Para arrematar, registro minha participação no Lacte 2016, compondo o painel de encerramento que discutiu o melhor modelo de compra e venda de serviços para viagens corporativas. A despeito de argumentações discordantes, podemos sustentar que o preço da tarifa média praticado pelas TMCs, em 2015, sofreu variação de 2%, contra uma taxa inflacionária de 10%. Quando uma OTA oferece passagens promocionais e até atrai viajantes corporativos, cabe ter claro que esse preço mais baixo é eventual e não se vincula à gama de serviços inerentes àqueles de uma TMC. Olhar o preço de forma rasa e isolada é abrir mão da visão do todo e incorrer na armadilha das contas erradas.
Rubens Schwartzmann é presidente do Conselho da Abracorp
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Te c n o l o g i a
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>> Artur Luiz Andrade
Poder de escolha
André Froes, Katia Locatelli, Larissa Marmitt, Talita Silva, Augustina Jaume e Augusto Ohashi, da Amadeus, durante o Lacte 11
A AMADEUS LANÇOU DURANTE O LACTE 11 O ESTUDO MANAGED TRAVEL 3.0 — AN INSIGHT FROM the inside, com o objetivo de orientar e mapear as principais tendências, com foco em tecnologia, apontadas na indústria a partir da visão do cidadão corporativo, suas novas formas de interação e as experiências que a gestão de viagens pode lhes proporcionar. Na Viagem Gerenciada 3.0 (Managed Travel 3.0) a palavra bleisure (business + leisure, ou seja, negócios + lazer) tor-
na-se um dos focos da gestão de viagens, em um cenário complexo que vê o viajante essencialmente corporativo como alguém mais atuante, com autonomia e poder de escolha e decisão. Segundo o estudo, o viajante corporativo, chamado de cidadão corporativo, está cada vez mais no centro das decisões e das mudanças. Se até então o foco estava na responsabilidade social corporativa e na otimização dos gastos, as novas tecnologias e a inteligência de dados colocam o viajante
mais consciente de todo o processo e criam, ao mesmo tempo, uma linha muito tênue entre o que é agenda profissional e agenda pessoal durante suas viagens. O bem estar do viajante e suas escolhas pessoais pesam em todo o roteiro profissional. “O futuro da gestão de viagens é sobre o viajante e como tornar sua experiência de viagem transparente via desktop e dispositivos móveis”, diz, no estudo, o vice-presidente de Relações com Fornecedores e Consultoria da
Egencia na Europa, Germain Huber (a Egencia é o braço corporativo da Expedia). “Os jogadores tradicionais estão tendo que aprender com os gigantes do varejo e a tecnologia está transformando a oferta e as experiências”, diz o documento divulgado pela Amadeus. Na era do Managed Travel 3.0, o viajante de negócios será ainda mais exigente, mais conectado e mais informado do que antes. Os cidadãos corporativos utilizarão tecnologias
CONSTRUINDO A JORNADA FUTURA DO VIAJANTE Conforme evoluem os hábitos de compra do cidadão corporativo, provedores de viagens precisam dar uma resposta e construir uma jornada mais gratificante e conectada para o viajante, desde a “inspiração até a volta pra casa". Implementar soluções e serviços adequados para cada etapa da jornada do viajante será crucial para o sucesso. O quadro a seguir fornece exemplos e potenciais benefícios de diversas estratégias para construir a jornada futura do viajante.
Inspiração Emails contextuais Pessoa a pessoa Passageiro frequente/ Fidelidade
Compra
Reserva
24/48h Após a reserva
Comportamento de Compras multicanais
Interface de usuário (UI) otimizada
Tempo para pensar
Comparação de preços
Venda cruzada
Privacidade de dados
Sobrecarga de Informação
Promoções complementares
Notificações extras
Big data (Mercado individual)
Família de tarifas
Afinidade dos viajantes
Ofertas agregadas (combos)
Mídia avançada
Ofertas à la carte Opções múlti-destinos Preços em múltiplas moedas
Otimização de canal Pagamento seguro Pagamento via dispositivos móveis
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móveis, de merchandising e personalização para montar seus itinerários de viagem, interagir, fazer transações e comunicar suas demandas. Assim, os responsáveis pela gestão de viagens (dentro das empresas, nas TMCs e até nos fornecedores) precisam encontrar um novo equilíbrio para atender as crescentes expectativas deste novo perfil de viajante corporativo, equilibrando liberdade de acesso e de opções com flexibilidade e controle. Os papeis tradicionais estão sendo desafiados e a disrupção causada pelas novas tecnologias e esse maior poder do viajante obriga players como a TMCs a repensarem seu negócio, suas funções e sua remuneração. “O foco da gestão de viagens nunca foi somente sobre as reservas, mas sim sobre serviços à corporação e seus passageiros — e agora se prepara para ser cada vez mais sobre o cidadão corporativo: é ele que está construindo o futuro do managed travel”, comenta Augusto Ohashi, diretor de Contas Globais Amadeus para a América Latina. “Este foco nos cidadãos corporativos resultará em uma mudança de postura: de business-to-business centrada no canal de vendas, para uma nova abordagem focada na oferta ao cliente, possibilitada em grande parte pelas novas tecnologias”. “Agora é o momento crítico para as TMCs refletirem sobre o caminho que irão tomar”, emenda ele.
na corporação e a busca era via GDSs. Na etapa 2.0 o foco passa a ser no viajante corporativo, com as empresas low cost e os agregadores de conteúdo (já que muitas saem ou já nascem fora do ambiente de GDS) representando os novos players. Na busca, os portais das empresas aéreas e as ferramentas de self-booking ganham espaço. Já na era atual, 3.0, as aéreas se adaptam ao gosto do consumidor ao criarem venda por serviços usados (ancillaries) e oferecendo mais que o transporte aéreo ao passageiro. O conteúdo gerado pelo usuário, seja em redes sociais, seja em sites de reservas e busca de viagens, também é uma característica dessa nova era, com o cidadão corporativo querendo flexibilidade para começar e terminar o processo de reservas em qualquer dispositivo, com uma ficha única, mesmo mudando de aparelho. O serviço tem de ser conectado a todo o momento (ou o maior tempo pos-
EXEMPLOS DA MUDANÇA A aviação é um exemplo das transformações da indústria com foco no cidadão corporativo. Na gestão de viagens 1.0, as empresas aéreas se equiparavam no que ofereciam aos clientes: serviço completo. O foco era
48/24h Antes o embarque Da porta ao embarque Alteração de reserva
Check-in
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sível), além de personalizado e agregar responsabilidade social. “Imagine quantas organizações existem no mundo que compram viagens de negócios. E considere que cada uma possui nuances individuais de cultura corporativa e necessidades de negócio – sem mencionar geografia, segmento de indústria, demografia e mais. Isso dá uma ideia da variedade de respostas de um conceito de Viagens Gerenciadas 3.0. Uma coisa é certa: será um desafio para os compradores de viagens, em parte porque muitos deles ainda têm dúvidas sobre o 2.0”, disse Paul Revel, da Buying Business Travel, em parte do estudo da Amadeus. A tecnologia, segundo a Amadeus, é o principal facilitador e direcionador do Managed Travel 3.0, com maior engajamento dos usuários, maiores expectativas, além de cobranças e transparência. “Se as previsões do Relatório de Mobilidade Ericsson 1Q15 se ma-
Aeroporto
Reconhecimento do viajante corporativo
Previsão do volume de passageiros
Upsell
Automação de processos
Ofertas fora de período de pico
Compras em aeroportos
Gestão de imprevistos
Near Field Communication (NFC)
Durante a viagem Entretenimento a bordo Chegada ao destino final Alterações de voo
terializarem, 70% da população mundial terá um smartphone em 2020. O que isto significa para o Managed Travel 3.0 é que as TMCs podem não ter outra escolha, se quiserem competir pelos gastos dos viajantes. Elas terão que investir se quiserem manter o controle e influenciar o viajante no mundo conectado, hiper personalizado e contextualizado dos smartphones e viagens”, cita o relatório. Uma vantagem importante joga a favor das TMCs, que têm de saber usá-la: elas são as primeiras a saber o itinerário do viajante, conhecem o perfil do passageiro, qual seu histórico de viagens e o que a política (em qualquer formato ou plataforma) lhe permite fazer. Manter o viajante envolvido de ponta a ponta, em uma experiência mobile, é desafio para toda a indústria, especialmente para as TMCs. Acesse o estudo em latam.amadeus. com/Managed_Travel/. p
Pós viagem Comentários e classificações Customer Relationship Management (CRM) Customer Experience Management (CEM) Próxima Viagem…?
Duty Free
Fonte: Frost & Sullivan and Amadeus, Future Traveller Tribes 2030, Building a more rewarding journey, 2015 e Estudo Managed Travel 3.0, da Amadeus
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Viagens corporativas
24 de fevereiro a 1o de março de 2016 JORNAL PANROTAS
>> Paula Daidone
União de forças NA SEMANA DO DIA 15 DE FEVEREIRO, O MERCADO FOI SURPREENDIDO COM O ANÚNCIO DE mais uma (futura) fusão: as mineiras Master Turismo e BTM Corporate noticiaram a assinatura de um acordo de cooperação operacional. De um lado uma das mais tradicionais empresas do Turismo nacional e do outro, uma agência especializada em viagens corporativas, ambas de Minas Gerais, e com o objetivo comum de se posicionar no mercado de forma totalmente diferente. “Vamos entregar para o mercado um produto inovador. Muito mais que uma agência, seremos uma consultoria com um diferencial tecnológico”, afirmou o diretor da BTM, Eduardo Vasconcellos. A conversa para unificação das empresas começou em junho de 2015. Foram oito meses de aproximação e de conhecimento de princípios e ideais até a conclusão do acordo. Ainda é um namoro, mas rumo ao casamento, começando pelo operacional. “Compreendemos que saem na frente as empresas que veem oportunidades na crise e buscam estratégias que sustentem as organizações e as
Fernando Dias, presidente da Master Turismo, Vinícius Santolia, Luciano Brandão e Eduardo Vasconcellos, diretores da BTM Corporate
façam crescer. A sinergia dos valores e forma de atuar da Master Turismo e da BTM tornaram a parceria um caminho natural”, afirmou o presidente da Master Turismo, Fernando Dias. Na visão dos diretores da BTM, Eduardo Vasconcellos, Luciano Brandão e Vinícius Santolia, a tendência do setor é a consolidação, juntar forças para ganhar escala e melhorar as condições
para os clientes e, assim, conquistar maior espaço no mercado. “Há quase dez anos a BTM é reconhecida como uma empresa que faz o que é certo, valoriza seus clientes e os impulsiona para melhores resultados em seus negócios. Nunca nos faltou ousadia e coragem para alcançarmos nossos objetivos e é esse espírito empreendedor que trazemos para essa parceria”,
disse o diretor comercial da BTM, Luciano Brandão. Juntas, as duas empresas devem gerar um faturamento de aproximadamente R$ 435 milhões ainda em 2016 e a projeção é chegar a R$1 bilhão até 2020. A BTM tem cerca de 80 funcionários e a Master 220 e, de acordo com Vasconcellos, as equipes de ambas empresas serão mantidas e trabalharão em conjunto, inclusive, dividindo o mesmo espaço físico. A BTM está de mudança para a loja da Master da Avenida Afonso Pena (Belo Horizonte). “Estar lado a lado é essencial para o entrosamento da equipe e para a comunicação ser mais ágil e eficiente”, explicou Vasconcellos, revelando que, neste momento, as empresas estão em fase de uma conhecer a operação, rotina, processos, sistemas e equipe da outra. “Identificamos similaridade de visão de mercado. A proposta do Fernando (Dias) ia ao encontro com a nossa. Juntos podemos gerar algo bem maior”, concluiu Eduardo Vasconcellos.
NOVO MOMENTO
Paralelo ao anúncio de união com a BTM, o Grupo Master informou que a operadora Viagens Master também passa por um reposicionamento, com o fechamento dos escritórios de Vitória e São Paulo. Esses mercados passam a ser atendidos por Belo Horizonte e assim os responsáveis pelas filiais, Rauny Martinelli e Cleiton Feijó, respectivamente, deixaram a empresa. "A intenção é que a operadora aproveite o novo momento para reestruturar seu modelo de negócios e também atuar de forma mais direcionada no mercado", explicou em comunicado. "O mercado pede esse tipo de atitude", finalizou Fernando Dias. Vale ressaltar que a operadora não entrou no acordo operacional com a BTM. p
Eventos
Aposta certeira O ANO COMEÇOU QUENTE PARA O TURISMO INTERNO DA ARGENTINA GRAÇAS À PASSAGEM do Rally Dakar. A clássica competição de verão para os argentinos é um aliado incondicional para os primeiros 15 dias do ano. Na versão 2016, o evento foi uma excelente oportunidade para o desenvolvimento da economia regional nas cidades que atravessou. Vale destacar que o movimento turístico gerado pelo evento esportivo não se concentra apenas na competição, pois os viajantes aproveitam a oportunidade para conhecer e desfrutar das atrações turísticas do país. A adrenalina dos motores foi sentida por dez províncias argentinas e o entusiasmo das pessoas se viu refletido na ocupação hoteleira. Segundo a organização, San Juan, por exemplo, contabilizou cerca de quatro mil pernoites em hotéis de quatro e cinco estrelas, já nos de categoria inferior, a capacidade oscilou entre 40% e 70%. Outro destino que celebrou ser anfitrião da corrida foi Termas do Rio Hondo, que registrou ocupação de 65% em hotéis três estrelas, enquanto os empreendimentos de quatro e cinco estrelas tiveram turistas que estenderam seu período de estada para além do evento. A Associação Empresarial, Hoteleira e Gastronômica destacou que os hotéis cinco estrelas tiveram ocupação total e os de quatro estrelas tiveram 80% de ocupação. Os visitantes não são apenas pessoas ligadas às equi-
Mais de um milhão de espectadores acompanharam o Rally Dakar em todo o mundo
pes que participaram da competição, mas, sim, público geral.
AUDIÊNCIA
O Rally Dakar foi transmitido para mais de 190 países de todo o mundo e calcula-se que cerca de um milhão de espectadores acompanharam a competição. Com esses números de encher os olhos, o Ministério do Turismo ratificou o compromisso de continuar levando a corrida para o país. "A Argentina quer manter o Dakar, e, embora a nossa intenção seja de vincular todos os eventos de turismo desportivo como Moto GP,
WTCC e WRC, pretendemos fortalecer a marca da América do Sul e, para isso, estabeleceremos contato com nossos países vizinhos”, disse o Ministro do Turismo da Argentina, Gustavo Santos. O ministro afirmou que "o Rally Dakar é uma importante ferramenta para a promoção do Turismo e vamos seguir mostrando as belezas que nosso país tem." Como de costume, ao término da competição os organizadores revelaram onde será a corrida no próximo ano. O CEO da categoria Rally Dakar, Etienne Lavigne, confirmou que em 2017 o Dakar continuará
a ser realizado na América do Sul, mas advertiu que haverá mais países no percurso A Argentina estará novamente no trajeto, embora com menos etapas. O objetivo é ampliar o número de países para gerar um maior interesse nas pessoas. Etienne Lavigne disse que as negociações para retornar a competição para o Chile e continuar a viagem pela Bolívia estão avançando, ao mesmo tempo que também já começaram os diálogos com autoridades do Paraguai e do Uruguai, que receberá a final do Rally Dakar em Punta del Este.p
SurFACE
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Assistência de viagens
A Intermac contratou Renato Dassan, ex-Assist Card, para o cargo de gerente comercial para São Paulo. O profissional é graduado em Administração de Empresas com MBA em Marketing e atuou durante oito anos na Assist Card antes de aceitar o convite da Intermac. De acordo com o diretor geral da empresa, Wellington Morato, a Intermac tem como objetivo crescer cerca de 30% este ano. Renato Dassan pode ser contatado por meio do e-mail renatodassan@macassistencia.com.br ou no telefone (11) 9 9225-1636.
Pablo Divita, do Bariloche Bureau
Bariloche Bureau
Após crescimento entre 15% a 20% no fluxo do público corporativo brasileiro em 2015, em comparação com 2014, o Turismo de Bariloche esteve pela segunda vez no Lacte, da Alagev, para dar um recado ao segmento de viagens de incentivo e reuniões no País. “Viemos propor aos gestores que antes de gastarem um budget destinado a Estados Unidos, Europa ou outros destinos internacionais, que cotem Bariloche. Temos um custo-benefício altíssimo, uma proposta inovadora de aliar natureza com reuniões. Isso tem dado muito certo com os brasileiros”, afirmou Pablo Divita, representante do Turismo de Reuniões do Bariloche Bureau. A ideia é mostrar um turismo que vai muito além da neve, unindo infraestrutura e natureza. O diretor geral, Wellington Morato, a supervisora comercial, Juliana Paula, e o novo gerente comercial São Paulo, Renato Dassan
Tim Viagens
O Tim Viagens está disponível para smartphones Android e, em breve, IOS
A operadora telefônica Tim lançou, em parceria com Booking.com e Viajanet, a Tim Viagens, plataforma que agrega ferramentas de busca e compra de passagens e acomodações, além de disponibilizar notícias dos principais veículos de Turismo do País, incluindo roteiros e dicas sobre locais para se visitar no Brasil e no mundo. A ferramenta conta com quatro seções. São elas: Reserve, busca e compra de passagens áreas e hospedagem; Explore, roteiros no Brasil e no mundo com dicas; Acontece, com programação de eventos, com dicas em tempo real da cidade escolhida pelo viajante a partir de informações compartilhadas no Twitter, e Roaming, onde o cliente Tim pode conferir os serviços da operadora para viagens ao Exterior. O Tim Viagens está disponível para smartphones Android e, em breve, IOS, nas respectivas lojas de cada sistema operacional, além da Tim App Shop.
Contra o IRFF
Um grupo de quatro operadoras gaúchas (que não tiveram os nomes revelados) entrou na justiça contra o IRRF para remessas ao Exterior e conseguiu liminar que proíbe o imposto. A liminar foi concedida na 13ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e assinada pelo juiz federal Leandro da Silva Jacinto. Na decisão, o juiz utilizou o decreto 3.000/99, que regulamenta o Imposto de Renda, mas prevê isenção para este tipo de pagamento (remessas ao Exterior), configurando um “ato infralegal” por parte do governo, impedido, segundo o magistrado, de “inovar no ordenamento jurídico” e revogar o benefício
Representação nacional
O TCA Abu Dhabi (órgão que cuida do Turismo e da Cultura da capital dos Emirados Árabes Unidos) nomeou a TM Latin America como sua nova agência de promoção turística para o Brasil. Presidida por Victor Manjarres, a agência será responsável pelo planejamento estratégico e condição das campanhas de marketing e comunicação do Emirado para o Brasil. A agência atuará junto ao trade e também com o público final. Um dos principais desafios da empresa será ampliar o conhecimento do mercado brasileiro sobre a rica diversidade natural, cultural e atrações de Abu Dhabi. E entre os objetivos está o incremento no número de noites de hospedagens e a inclusão de excursões de múltiplos destinos.
Christophe Didier, diretor geral da Etihad Airways no Brasil, o cônsul dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo, Saleh Ahmed Al Suwaidi, e Victor Manjarres, da TM Latin America, representante do Turismo de Abu Dhabi no Brasil
Ponto a ponto Demanda por voos domésticos cai 4% e internacional cresce 7,2% em janeiro, segundo a Abear Segundo a Clia Abremar, 90% dos passageiros de cruzeiros no Brasil de 2014/15 desejam realizar uma viagem deste tipo novamente
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Agenda positiva
“Estamos vivendo um momento de desafios para o País e a indústria de Turismo, em que passa a ser crucial para as empresas investirem bem e estarem cercadas dos parceiros certos. Ficamos muito contentes em ver que patrocinadores e parceiros do Fórum PANROTAS estão mais uma vez apostando na agenda positiva e construtiva que criamos desde 2003”, diz a diretora de Marketing da PANROTAS, Heloisa Prass. Este ano, em sua 14ª edição, o Fórum PANROTAS Tendências do Turismo ocorrerá em 15 e 16 de março, no Golden Hall do WTC Events Center, em São Paulo. “Desenhamos nossa agenda para mostrar as tendências, característica que está no nome do evento, mas também para ouvir as lideranças, mostrar soluções de dentro e fora do Turismo, saber o que há de novo e montar um panorama rico para os decision makers da indústria. Ficamos honrados de termos, por exemplo, a CVC, a Gol, a Tap e o Sabre como nossos parceiros desde a primeira edição”, continua Heloisa. A aliança com a CNC, destaca, tem sido estratégica por "representar a credibilidade do evento e ajudar em seu alcance nacional." Outros patrocinadores que já são repeaters incluem a GJP Hotels & Resorts, Best Western, Reserve, Turismo do Chile, a Delta Air Lines, Pernambuco e o Visit Orlando. O diretor da Delta Air Lines, Luciano Macagno, estará no palco com o vice-presidente sênior de Vendas da Universal Orlando, Frank Belzer. Estreando como patrocinadores do evento estão a HRS Global Hotel Solutions, a Omnibees e o Turismo do México. O Fórum PANROTAS 2016 tem aliança institucional com a CNC, Sesc e Senac, o apoio institucional do Ministério do Turismo e patrocínio do Chile, CVC, Delta, Gol, Best Western Hotels & Resorts, GJP Hotels & Resorts, HRS Global Hotel Solutions, México, Pernambuco, R1 Soluções Audiovisuais, Sabre, Tap, Beto Carrero World, Esferatur Orinter, GTA Global Travel Assistance, Localiza, Omnibees, Reserve, Visit Orlando, B4T Comm, Cep Transportes, Vice Versa Traduções e programa carbono neutro pela Tour House. Inscreva-se no www.panrotas. com.br/forum. Até a quintafeira, 18, estavam inscritos cerca de 500 profissionais de todo o país e do Exterior.
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O GESTOR
EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS Edição 2 – 24 de fevereiro a 1o de março de 2016
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Parte integrante do Jornal PANROTAS
MANTENEDORES ALAGEV
Gestão integrada AINDA QUE O SETOR DE VIAGENS CORPORATIVAS ESTEJA EM ALTA NO BRASIL, HÁ MUITOS ASPECTOS QUE PRECISAM SER DIFUNDIDOS E MELHOR ESCLARECIDOS ENTRE CLIENTES E FORNECEDORES, PRINCIPALMENTE QUANDO SE TRATA DA ÁREA HOTELEIRA.
A Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), atenta a essa situação, realizou, no dia 28 do mês passado, um workshop sobre hotelaria em São Paulo, com o objetivo de reverter os aspectos negativos ainda presentes no setor. Planejado junto ao Comitê de Logística de Eventos (CLE), o workshop teve como objetivo expor aos clientes do Comitê de Executivos de Viagens (CE30) e demais gestores associados todo o trabalho feito pelo Comitê de Hotelaria (um dos nove da Alagev), aproveitando para receber dos convidados um feedback sobre os temas debatidos. O evento começou com um overview sobre o mercado da hotelaria, divulgando dados fornecidos pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), além de trazer à tona outros assuntos, como modalidades de tarifas, perfil do volume de viagem, processo de fechamento de eventos, formas de pagamento e negociação. Estes dois últimos, inclusive, despertaram maior interesse no público, de acordo com o coordenador do Comitê de Hotelaria da Alagev e subgerente de Relacionamento do Transamérica Hospitality Group, Rodrigo Tort. “São temas que envolvem muitos processos e ainda geram muitas dúvidas, além de más interpretações”, afirma Tort. Outro tema com o qual os participantes não estão muito familiarizados é o mercado internacional de hotelaria. “Pelos debates e questionamentos levantados durante o workshop, notamos que a maior parte do público presente não tem
Um dos coordenadores do Comitê de Hotelaria da Alagev e subgerente de Relacionamento do Transamérica Hospitality Group, Rodrigo Tort
contato com esta realidade, já que muitos tópicos foram considerados novidade pelo público”, ressaltou o coordenador do Comitê de Hotelaria da Alagev. Por conta disso, a probabilidade de que estes temas sejam trazidos novamente à tona em futuros eventos do Comitê de Hotelaria é alta. “A ideia é trazer novamente os tópicos que foram alvo de incerteza, para que sejam reforçados em futuras edições do workshop, que possivelmente serão em parceria com o CE30. Mas não temos nada definido ainda”.
O presidente da Alagev, Eduardo Murad
ATUAÇÃO AMPLA Rodrigo Tort destacou, também, que, nos últimos anos, houve uma mudança no perfil do gestor de viagens. “Antes a atuação dele estava restrita apenas à área de gestão. Hoje, ele passa a se envolver também com outros setores da empresa, como o de compras e de facilities, por exemplo, adquirindo responsabilidades e habilidades diversificadas”. Acompanhando
esta integração, a Alagev também tem modernizado o seu perfil de atuação. “Este workshop de hotelaria foi uma das grandes mudanças feitas dentro da estrutura dos comitês, visando facilitar a integração entre eles. A Alagev sempre teve os comitês estruturados, porém não havia muito contato entre eles. Agora estamos com uma atuação mista, voltada à interação com outras áreas, como a de tecnologia, por exemplo”, afirma o presidente da Alagev, Eduardo Murad, lembrando que mesmo que os comitês estejam mais integrados, serão mantidas as reuniões exclusivas de cada um deles.
O GESTOR
EVENTOS E VIAGENS CORPORATIVAS
Tecnologia em alta
A 11ª EDIÇÃO DO LACTE DEIXOU CLARO O QUANTO O MERCADO DE VIAGENS CORPORATIVAS É IMPORTANTE PARA O BRASIL. DE ACORDO COM O 10º INDICADOR ECONÔMICO DE VIAGENS CORPORATIVAS (IEVC), AS VIAGENS CORPORATIVAS RESPONDERAM POR 55,2% DO TURISMO BRASILEIRO EM 2015.
A edição do Lacte deste ano reforçou a importância das viagens corporativas para o Brasil. De acordo com dados divulgados no evento pelo 10º Indicador Econômico de Viagens Corporativas (IEVC), realizado pela Alagev, em parceria com o Senac, as viagens corporativas responderam por 55,2% do turismo brasileiro no ano passado, seguidas pelo receptivo internacional (28,19%), lazer (14,34%) e governo (2,24%). “O Brasil já é um País viável para o setor corporativo. Nos últimos cinco anos, o setor cresceu 46% em termos nominais (receitas), superando a inflação e permitindo uma taxa de remuneração justa aos investidores. No campo da tecnologia, os setores aéreo, de hospedagem, de locação de autos, de agenciamento e de desenvolvimento de TI específico de apoio às viagens corporativas têm investido na vanguarda dos demais setores da economia, garantindo um espaço econômico moderno e competitivo em escala mundial” relata o coordenador do projeto do IEVC, Hildemar Brasil, da Universidade Federal do
O coordenador do projeto do IEVC, Hildemar Brasil, da Universidade Federal do Ceará
Ceará. E outros países já estão de olho nesta tendência. As gestoras de viagens colombianas Luz Elena Gaviria, da empresa Bancolombia, e Adriana Caballero, da Satena, ambas participantes do Lacte deste ano, ressaltaram que consideram o Brasil um exemplo na área de gestão de viagens corporativas. “O Brasil está muitos passos à frente da Colômbia neste setor, principalmente no que diz respeito à implantação de novas ferramentas tecnológicas. Hoje os brasileiros dispõem de diversas possibilidades para o pagamento on-line, por exemplo. Falta, para o mercado colombiano, globalização e inovação, além de uma visão mais futurista da área” destaca Adriana. As duas conterrâneas acreditam que a tecnologia também será responsável pela redução cada vez maior da interAs gestoras de viagens colombianas Luz Elena Gaviria, da Bancolombia, e Adriana Caballero, da Satena
mediação dos agentes de viagens, como é vista hoje, forçando uma mudança de atuação de vários players da cadeia de viagens corporativas. “Hoje as pessoas fazem tudo sozinhas pela internet, desde as reservas no hotel até o aluguel de veículos. É preciso, portanto, que os agentes repensem esta nova era, para que possam se adequar da melhor forma possível a ela” afirmam. Readequação que também passou pela função do gestor de viagens. “Há pouco tempo, qualquer pessoa podia exercer esta função em nosso país. Hoje, não. Para ser um gestor de viagens corporativas, é necessário ser um profissional qualificado” concluíram as colombianas, que aprovaram e consideraram muito produtiva sua incursão ao Lacte 11, em São Paulo.