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Maratona hoteleira O COI exigiu 42 mil quartos na Cidade Maravilhosa para que o Rio recebesse a Olimpíada de 2016. Até agosto, serão quase 60 mil. Mapeamos o crescimento hoteleiro do destino; como o evento utilizará hotéis, residências e a hospedagem alternativa; e como os investimentos transformaram o segundo parque hoteleiro do Brasil. > PANROTAS Tendências e Tecnologia
R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.201 20 a 26 de janeiro de 2016
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20 a 26 de janeiro de 2016 JORNAL PANROTAS
Check-IN Fechado 2015
Janeiro Janeir o
Páginas 04 a 06
Feiras em 2016: depois da decisão da CVC, o que vai ocorrer?
Fevereir Fever eiro eir o
OPERADORAS OPERADOR AS
QUE FECH FECHAR ARAM AR AM
New Line
22 anos
ANOS AN OS DE ATIVIDAD ATIVIDAD IVIDADES ES
DAS DA S
LEIA NESTA EDIÇÃO
Março
AS PO PORT RTAS EM 2015 RTAS
Abril Maio
Nascimento Junho
54 anos
Média: 22,4 ano anoss
Julho Agosto
ADV Operadora
18 anos
Falcão Turismo 13 anos
Página 07
Rio Othon Palace fala de estratégias e crescimento
Setembro Setembr o
Outubro Outubr o
Designer Tours Tours
Grécia Turismo Turismo (Neapolis Viagens e T Turismo) urismo) 13 anos
2016
29 anos
Fui Viagens Viagens
7 anos
Novembro Novembr o
Dezembro Dezembr o
Janeiro Janeir o
3 anos
30 anos
23 anos
Cieli di Toscana
Interlaken Turismo Turismo
Turise
Rubia Tur 30 anos
Tainiks Ta iniks Operadora 27 anos
Página 08
Rio Quente Resorts comemora parceria com Cartoon Network
Páginas 10 e 11
Surface traz as principais mudanças nas empresas neste começo de ano
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
Sufocos Não dá mais para os diversos setores da indústria de Viagens e Turismo terem de convencer as autoridades da importância que possuem por gerarem emprego, renda, desenvolvimento, auto-estima, impostos, intercâmbio cultural, entre outros benefícios, a cada troca de presidente, ministro, governador, prefeito, parlamentar... Cada incêndio apagado (com bravura até) por entidades, consultores, empresários, voluntários e afins significa tempo e dinheiro gastos, mas também tempo e dinheiro que poderiam estar sendo aplicados em benefício da indústria e seu desenvolvimento em outros projetos. Cada medida que é tomada sem conhecimento de causa do que é nos-
sa atividade significa esforço ainda maior para quem vive do Turismo tentar reverter o quadro adverso, que pode virar catastrófico. O preço do combustível de aviação, os impostos sobre diversas atividades, a falta de regulamentação e reconhecimento de profissões e até segmentos, a exigência de vistos a estrangeiros pela simples motivação da reciprocidade, a falta de recursos para um ministério oficial, a mudança de estratégia a cada nova gestão no MTur ou na Embratur, a falta de continuidade de projetos, a visão de que Turismo não elege, a percepção que Turismo é apenas receber estrangeiros no País ou apenas uma atividade supérflua para quem usa o avião, a cobrança
diferenciada de impostos estaduais e municipais, a falta de uma política de inventivos, o desconhecimento de como o Turismo pode ajudar comunidades pobres e ajudar na formação dos jovens de baixa renda, currículos fantasiosos ensinados em faculdades de Turismo... E tantos outros problemas que passam se não pela desunião do setor pela falta de um entendimento de que a indústria de Viagens e Turismo é gigante, diversa e o futuro do País. Quem vai liderar esse novo momento? Quem nos ajudará a dar esse salto qualitativo e de quebra de paradigmas? Definitivamente não quem quer apenas manter o status quo ou, pior, manter o que já é passado e sequer é percebido assim.
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Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass
S
E U Q A DEST >
DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
DO PORTAL
PANROTAS
7 a 13/1
1 Para trade, imposto de 33% vai gerar 600 mil demissões – em 8/1
2 Advogada acha brecha para evitar
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
MEDIA PARTNER
LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE
ASSOCIAÇÕES
imposto sobre remessa – em 11/1
3 Fazenda garante a trade: acordo de 6% está mantido – em 12/1
4 MTur diz que busca solução para imposto de 33% – em 9/1
5 Advogados de entidades não
recomendam uso do decreto – em 12/1
6 Tam Viagens, Viajanet e Flytour contratam – em 13/1
7 Vender sem operadoras pode ser caminho para crise? – em 8/1
8 Após 45 anos, Air France aposenta Jumbo – em 13/1
9 Ex-diretor da Varig é novo diretorexecutivo da Abav – em 11/1
10 Turismo apresenta projetos e
pedidos ao Planejamento – em 13/1
11 Conheça as empresas aéreas mais seguras do mundo – em 13/1
12 Homens armados atiram em turistas no Egito – em 8/1
13 Viajanet cresce 50% e prevê R$ 500 mi em 2016 – em 12/1
14 Conheça nova low-cost que oferece “só assento e cinto” – em 8/1
15 Agenda: São Paulo será palco de 13 shows internacionais – em 8/1
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Eventos
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> Henrique Santiago
O futuro das feiras
Edmar Bull, da Abav Nacional, Evandro de Oliveira, da Avirrp, e Fernando Santos, da Aviesp
EM UMA DAS CENAS MAIS MARCANTES DA 43ª ABAV EXPO, OS PARTICIPANTES DERRAMAVAM LITROS DE SUOR AO CAMINHArem nos corredores abarrotados de um Palácio das Convenções do Anhembi sem ar-condicionado. Para muitos, as feiras são a forma mais fácil e eficiente de chegar aos agentes de viagens. Para outros, o ganho é mais institucional. Há quem prefira a Abav; outros, as feiras menores. Há quem aposte no regional. E os que investem nos eventos próprios, como a CVC e Trend Operadora, entre outras. A primeira anunciou que não terá mais com estandes em feira este ano. A segunda já não teve espaço próprio em 2015, a não ser na área da Braztoa, que obriga os associados a pelo menos escolher entre Abav e WTM. Mesmo nestas áreas, a CVC garante que não estará presente. O Jornal PANROTAS conversou com empresários e presidentes para
responder à pergunta: em um ano que dá indícios de refletir as dificuldades de 2015, como o mercado encara o futuro das feiras e que novidades trarão para este ano? Uma tendência, ao menos na lista de desejos dos organizadores, é a vinda de mais expositores estrangeiros, facilitada pela desvalorização do real frente ao dólar. É inevitável que os festivais têm de ser preparados para oferecer conforto, organização e infraestrutura para o agente de viagens e expositor fazerem negócios em questão de minutos. Mas isso nem sempre acontece. Em meio à crise política e econômica instaurada no último ano, os grandes eventos perderam um número significativo de parceiros e verbas e compensou no crescimento de visitantes, ainda que tímido. O imaginário popular pensa em feiras, independentemente do segmento, em um pavilhão com
corredores estreitos e lotados de pessoas à procura de brindes e novidades. No passado, era comum encontrar visitantes com malas e sacolas repletas de material à procura de presentes. Dentro do turismo, esta é uma realidade ainda existente, porém menor. Neste ano, porém, a distribuição de papéis deve ser menor. Seja pela conscientização das companhias ou pelo cenário desfavorável na indústria. O presidente da Avirrp, Evandro de Oliveira, defende a ideia de que todo investimento feito em feiras será repensado. E as atividades em Ribeirão Preto (SP), claro, não escapam dessa realidade. À frente de seu primeiro ano como dirigente da associação, Oliveira viu a Avirrp de 2015 receber um público de mais de seis mil pessoas. Os corredores e os estandes do Taiwan Centro de Eventos foram mais do que disputados pelos agentes de viagens. Para este ano, a organiza-
ção pretende padronizar o formato dos espaços e a comercialização dos mesmos. “Não estamos focados em trazer mais expositores, mas em manter a feira com qualidade”, destacou.
ABAV EXPO
Iniciar o ano na presidência da Abav Nacional não é tarefa fácil. Edmar Bull veio da Abracorp e tem pela frente a tarefa de resgatar o engajamento do agente de viagens. Com erros a serem corrigidos, a exemplo da falta de ar-condicionado e wi-fi, o dirigente confia na diretoria para fazer uma edição de sucesso. Os anos de corporativo não são empecilho para a realização da feira. Muito pelo contrário. A ida a feiras nacionais e internacionais contribui, segundo Bull, com o aprimoramento da Abav Expo. Ainda sem revelar planos e ideias, ele sugere que a tecnologia estará presente com mais força em 2016. “A partir
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de agora, tenho que enxergar todos os segmentos, lazer, cruzeiros marítimos, negócios e, claro, o corporativo", afimrou. "A Vila do Saber terá de ser repensada", complementou.
NO SUL
Em meio a um cenário desfavorável para o setor, os organizadores esquentam a cabeça para dar uma cara nova às suas feiras. À frente de um dos eventos mais tradicionais do trade, Eduardo Zorzanello enxerga e importância do Festival de Turismo de Gramado (Festuris) não apenas para a charmosa cidade ou ao Rio Grande do Sul, mas para o Brasil. Com a admiração da indústria ao seu favor, Zorzanello prospecta novas parcerias para a edição deste ano, sobretudo com destinos internacionais. Para isso, levará a bandeira do Festuris para feiras internacionais, como Fitur (Madri), Fit (Argentina) e ITB (Berlim). “Com a baixa do real, para eles é muito mais fácil investir no Brasil. Se o internacional cresce, o Turismo tem espaço para se desenvolver mais”, justificou. Realizado no início de novembro, o festival sulista praticamente encerra o ano de grandes atividades do setor no País. O calendário brasileiro, aliás, é um tanto problemático para o agente de viagens. Somente no primeiro semestre deste ano, entre festivais e salões, haverá 18 eventos de alcance regional e nacional. Isso sem contar os encontros individuais de cada empresa e roadshows que acontecem após o carnaval (além das visitas de delegações internacionais fora de feiras e encontros da agenda tradicional). O novo presidente da Aviesp, Fernando Santos, iniciou as atividades à frente da associação em 1º de janeiro. Com data cravada em abril, a Aviesp Expo atrai agentes de viagens do interior paulista e caravanas de profissionais de diversas cidades brasileiras. Ele reconhece o excesso de feiras e que elas precisam aderir a apenas uma palavra para se diferenciar: inovação. “Eu não defendo a ideia que o atual modelo está acabando. Ainda tem vida útil, mas é preciso ter criatividade. Talvez seguir com seminários, uma novidade para encerrar e, por fim, a expo, seria uma boa alternativa”, sugeriu. Criar é o que está na pauta para este ano. Embora guarde os segredos a sete chaves, Santos rascunha o que a feira deve entregar de novo ao público: mais expositores internacionais. Como defende o diálogo próximo ao associado, ele garante que a novidade será um divisor de águas com este profissional.
PERDAS E GANHOS
Em regiões descentralizadas do eixo Rio-São Paulo, no entanto, ainda há uma certa carência de
Claúdia Miranda, do Centro-Oeste Tur e Minas Tur, Claudio Junior, do Festival de Turismo de João Pessoa, Eduardo Zorzanello, do Festuris, e Geninho Goes, da BNT Mercosul
eventos de grandes proporções. Os profissionais do Centro-Oeste brasileiro sentem a ausência de players de relevância no Turismo. E esta situação se tornou ainda mais delicada em 2016. A organizadora do Centro-Oeste Tur, em Brasília, e do Minas Tur, na capital mineira, Cláudia Miranda, da Promove Eventos, revelou o cancelamento de ambos os salões neste ano. A crise, sempre ela, foi um dos dificultadores para a empresária pos-
tergar os planos. Mas há outro fator tão preocupante que resultou no adiamento para 2017. “Infelizmente, é uma pena não ter apoio dos órgãos públicos. Para nós, promotores, é quase inviável fazer eventos sem a prefeitura ou o Estado. E isso é decepcionante, uma vez que o turismo doméstico foi reaquecido”, lamentou. Em ano de eleições municipais e com o governo federal segurando verbas, isso fica ainda mais difícil. Perdas para uns, ganhos para outros.
E SEM
A CVC ? A indústria, quase em sua totalidade, se surpreendeu com a decisão da CVC de não ter estandes em feiras neste ano. Na reportagem de capa da edição passada (JP 1.200), a equipe de reportagem repercutiu com o vice-presidente da operadora, Valter Patriani, os planos para este ano. Ainda que tenha carinho pelos festivais, a empresa trilha os seus próprios caminhos. Para preencher o espaço da operadora na BNT Mercosul, o organizador Geninho Góes aposta em empresas regionais, sobretudo do Sul do País. “As [empresas] pequenas garantem um espaço junto ao agente de viagens”, disse ele. Sem qualquer ressentimento, o diretor-comercial do Festival de Turismo de João Pessoa (JPA), Claudio Júnior, trabalha para trazer bons nomes ao seu evento. “Como a CVC saiu, nós vamos trabalhar para trazer duas ou três [empresas] do mesmo porte”, comentou. Mas para ele, independentemente do formato, ter o apoio da operadora em qualquer formato é benéfico para o fortalecimento da indústria. O presidente da Abav, Edmar Bull, ainda quer conversar com seu vice-presidente, Guilherme Paulus, presidente do Conselho da CVC, para entender melhor a decisão da operadora e estudar alternativas que atendam à empresa. p
Eduardo Zorzanello pretende, ao lado da família Rossi, imprimir uma cara nova ao Festuris. Ao atribuir para o festival a alcunha de “vanguardista”, o empresário adiantou que a edição deste ano terá um espaço dedicado às viagens de luxo, com a inclusão de players deste nicho que compõem a cadeia, como hotéis, destinos e operadoras. “Este vai ser um ano mais difícil, mas temos de criar novidades para potencializar o nosso evento”, disse ele. p
BANCODEDADOS ll WTM Latin America e Encontro Braztoa
– de 29 a 31 de março, em São Paulo
ll Aviesp: Expo de Negócios em Turismo -
8 e 9 de abril, em Campinas (SP)
ll BNT Mercosul – 20 e 21 de maio,
em Itajaí (SC)
ll Avirrp – 5 e 6 de agosto, em Ribeirão
Preto (SP)
ll Abav Expo– 29 de setembro a 1
o
de
outubro, em São Paulo
ll Festival de Turismo de João Pessoa
(JPA) – 21 e 22 de outubro, em João Pessoa
ll Feira de Turismo de Gramado (Festuris)
– 3 a 6 de novembro, em Gramado (RS)
ll Centro-Oeste Tur – Brasília e Goiânia,
promete retornar em 2017
ll Minas Tur – Belo Horizonte, promete retornar em 2017 p
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COMO SERÁ
E ST E A N O ? Divulgação/Trend
Danielle Roman, da Interamerican, Jorge Souza, do Grupo Gapnet, e Leonardo Ortega, do Grupo Trend
PARTICIPAR DE FEIRAS, SIM, ESQUECER EVENTOS PRÓPRIOS, JAMAIS. O MERCADO BRASILEIRO ENXERGA A IMPORTÂNCIA DE MARCAR PRESENÇA EM FESTIVAIS DE TUrismo, mas isso não significa que os treinamentos e as capacitações ao redor do País devem ser deixadas de lado. Pelos lados do Grupo Gapnet, que recém-anunciou a fusão com o Grupo Flytour, as operações permanecem individuais. Para Jorge Souza, diretor de Marketing, a estratégia de estar na Abav, WTM Latin America, Festival de Turismo de João Pessoa e no Festuris, onde estiveram ausentes por cinco anos, está de pé. Mas a comitiva da companhia rodará o Brasil com workshops de Caribe, Europa e Estados Unidos
neste primeiro semestre. “Vamos lançar produtos de Orlando, República Dominicana, México e um caderno exclusivo de Califórnia com a JTB Americas, sempre com material on-line. O nacional vai ser o nosso grande produto”, adiantou. Em contrapartida, a operadora Tam Viagens resguarda uma mudança de conduta na entrada de eventos neste ano. Em comunicado enviado ao Jornal PANROTAS, a empresa se limitou a afirmar que “estará presente em feiras e eventos de turismo de 2016, mas diante do atual cenário econômico desafiador do País, a participação será realizada de forma seletiva.” A mesma estratégia é adotada pela Trend Operadora, mas por razões diferentes. Em uma decisão adotada inicialmente em 2015, a empresa deixou de participar de grandes feiras, fortalecendo a
marca em reuniões menores. De acordo com o vice-presidente do Grupo Trend, Leonardo Ortega, o momento pede soluções diferencias. “Desde o ano passado estamos investindo em encontros de negócios mais personalizados, como jantares e capacitações, que contribuem para o fortalecimento do networking. Isso permite que a nossa empresa atenda de maneira eficiente às necessidades dos nossos parceiros e do nosso único canal de vendas, os agentes de viagens”, explicou. A Gol, por sua vez, tem sido afetada pelos resultados financeiros negativos do setor aéreo. O diretor comercial da companhia aérea, Fábio Mader, defende que, em meio a um cenário desalentador, os eventos regionais poderiam ser enxugados. Parceira da Abracorp, a empresa entrará pela primeira vez na Aviesp com um estande conjunto com a associação das agências de viagens corporativas. Presença garantida no Lacte, em fevereiro, a transportadora considera este um dos principais eventos do calendário, por falar diretamente com o viajante corporativo e salientar a relevância de participar do mercado regional. “Hoje, o desafio [dos organizadores] é estimular as pessoas a participarem das feiras”, declarou. A Gol, em parceria com a Delta, também já garantiu o patrocínio do Fórum PANROTAS 2016, dias 15 e 16 de março, em São Paulo. A empresa participa do evento desde a primeira edição. Mas e para quem está por trás de toda estratégia? A Interamerican Network tem em seu portfólio empresas e destinos de relevância, como Turismo de Dubai, NYC & Company e Emirates Airline. Para saber qual é a necessidade de cada cliente é necessário trabalhar por meses. A vice-presidente da companhia, Danielle Roman, é defensora da participação em feiras. A dirigente até retorna ao passado para relembrar os “bons tempos” da Abav itinerante. “Em momentos de instabilidade, sou partidária que o internacional não pode e nem deve abandonar o Brasil”, justificou ela. “Em relação a visual e estrutura, nossos eventos não deixam nada a desejar para as estrangeiras”, completou.
ENCONTROS PRÓPRIOS
Defensora da reinvenção dos festivais, a CEO da Imaginadora, Ana Maria Donato, vê que a tendência para o ano, ao menos com seus clientes Sea World, Turismo do Chile e Capital Region USA, é oferecer mais eventos próprios e concentrados, as missões comerciais. “Uma boa parte não tem o mesmo budget do ano passado e é preciso otimizar os recursos”. Ainda que projete este cenário para 2016, Ana Donato espera que haja uma mudança favorável dos organizadores de festivais, com mais maturidade e soluções inovadoras para que o expositor e o visitante possam se comunicar e, claro, negociar de maneira diferenciada.p
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Hotelaria
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> Diego Verticchio
De cara nova DEPOIS DE CINCO ANOS CHEGA AO FIM UMA DAS MAIORES REFORMAS JÁ REALIZADAS PELA OTHON HOTÉIS no Rio Othon Palace, o clássico hotel localizado em frente ao mar de Copacabana. Iniciada em 2011, as obras são fruto de um investimento de R$ 80 milhões e visam melhor atender os hóspedes durante os Jogos Olímpicos e, claro, nos meses seguintes ao evento. A última etapa da reforma foi concluída no final de dezembro com retrofit do Skylab, o principal restaurante do hotel, localizado no 30º andar (o mesmo da piscina). Inspirado no cenário carioca e tendo a praia como vista principal, o Skylab, aberto para almoços e jantares, traz uma “nova cara”: as mesas diminuíram de tamanho, mudaram a composição e foram substituídas por duas mesas de duas e quatro pessoas. O piso foi trocado, as paredes pintadas, além de um novo design, dando mais destaque à luz natural. “Fizemos algumas adaptações. O projeto apresentava um novo design para o Sky-
lab e o resultado foi muito bom. A ideia era que o cenário interno fosse uma continuação do externo e conseguimos atingir este objetivo. As cores do calçadão e mar de Copacabana estão dentro do restaurante fazendo do Skylab uma continuação da praia”, afirmou o diretor comercial do Othon Hotéis, Tomás Ramos. A “casa” continua sendo comandada pelo chef Jean Yves Potret e o cardápio, a princípio, se mantém. No almoço são servidos pratos leves (saladas, peixes, grelhados, entre outras opções”). À noite, a alta gastronomia com destaque para as opções de carne. Na parte anexa ao restaurante, o Othon Palace estuda incluir uma nova área social. Os estudos estão sendo realizados e a ideia é fazer daquele ambiente — um espaço nobre (com vista lateral para a praia) e inutilizado — um novo lounge. “Aproveitaríamos a cozinha do restaurante”, disse Ramos. Ainda em fase inicial de estudo, este novo espaço poderá ser usado para
O Skylab do Rio Othon Palace
pequenos eventos sociais, como happy hour, ou como um bar à noite. Além do Skylab, o Othon Palace finaliza a reforma de uma nova área gastronômica, cujo nome está sendo escolhido, e dará suporte ao Bossa
Café, onde é servido o café da manhã, e às salas de eventos e congressos. Eventualmente o espaço será utilizado para jantares temáticos e festivais gastronômicos, como a tradicional feijoada de carnaval. p
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Hotelaria
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> Karina Cedeño — Caldas Novas (GO)
Verão de cartoon SE DEPENDER DO RIO QUENTE RESORTS, A ANIMAÇÃO DOS DESENHOS GARANTIRÁ A DIVERSÃO DOS hóspedes neste verão. O complexo anunciou no dia 15 do último mês uma parceria com o Cartoon Network, trazendo o mundo dos personagens animados para o dia a dia do resort de águas termais. Abrangendo toda a área do complexo (inclusive o Hot Park), a ação Verão Divertido com o Cartoon Network vai até o dia 16 do próximo mês e tem como foco os hotéis Cristal, Giardino, Pousada e Turismo, sendo direcionada às famílias e, principalmente, às crianças, que podem participar de um meet & greet com Ben 10, princesa Jujuba, Clarêncio, Jake, Florzinha, entre muitos outros personagens, além de vê-los estampados nas boias, guarda-volumes, elevadores e até em bonecos de ar gigantes, que prometem inflar o número de visitantes no complexo. “Com a nova parceria, esperamos aumentar a visitação em cerca de 26%, em relação a janeiro do ano passado”, conta a diretora de Experiência em Marketing e Vendas do Grupo Rio Quente, Ana Luiza Masagão. “Lembrando que este é um momento muito propício para fomentar o turismo interno, já que as pessoas têm preferido viajar para o Brasil por conta da alta do dólar”, destaca. A ação junto ao Cartoon Network foi pensada como um todo, e as crianças já são imersas no mundo da animação desde o momento em que embarcam no aeroporto, onde recebem máscaras com a temática do canal de desenhos. “Ao desembarcarem em Caldas Novas (GO), elas são recebidas por bonecos infláveis gigantes dos personagens, e quando chegam ao resort encontram uma área de check-in exclusiva para elas, onde receberão um passaporte com informações sobre as
A diretora sênior de Conteúdo do Cartoon Network, Daniela Vieira, a diretora de Experiência em Marketing e Vendas do Grupo Rio Quente, Ana Luiza Masagão, e a diretora de Marketing e Comunicação da Turner International do Brasil, Renata Fontana, junto ao personagem Ben 10
atividades e brindes, como porta-retratos e bottons”, relata a diretora de Experiência em Marketing e Vendas do Grupo Rio Quente. Entre as atividades realizadas no complexo estão o Boliche do Cartoon Network, a Gincana do Gumball, a Torta na Cara do Titio Avô, a Oficina de Cupcakes Reino Doce e a Coreografia Divertida com os Personagens “Procuramos integrar as atividades do Cartoon Nework à programação já existente do hotel, e a escolha dos personagens foi uma mistura de clássicos com novos desenhos”, explica a diretora sênior de Conteúdo do Cartoon Network, Daniela Vieira. Propagandas sobre o Rio Quente Resorts também estão sendo vinculadas ao canal, e Daniela conta que a ação Verão Divertido com o Cartoon Net-
work já acontece há oito anos, sendo a princípio itinerante e realizada em praias, até mudar o formato e passar a atender resorts. “Já estivemos presentes nas regiões Sul e Nordeste do Brasil, e é a primeira vez que estamos promovendo a iniciativa em um resort da região Centro-Oeste. Esta parceria com o Rio Quente Resorts reforça a nossa marca e dá uma outra dimensão de conteúdo, já que é uma grande oportunidade para encontrarmos nossa audiência ao vivo, tornando a experiência das crianças inesquecível”, conclui. Investindo em network, palavra que também compõe o nome do canal de desenhos parceiro, o Rio Quente Resorts não está longe de superar a média de 72 mil day users que costumam frequentar o complexo em janeiro, e dos 1,5 milhão de pessoas que visitam o local anualmente.
ESTRUTURA AMPLIADA
No Hot Park, visitantes carregam boias com o desenho do personagem Clarêncio
Mas o crescimento vai muito além do número de visitantes, abrangendo também o complexo como um todo. No ano passado, o Grupo Rio Quente anunciou um investimento total de R$ 819 milhões em negócios, com o objetivo de duplicar sua estrutura e faturamento até 2020. Parte deste investimento será direcionada à construção de um novo hotel no Rio Quente Resorts, que será exclusivamente voltado a convenções e
NOVO SITE O SITE DO RIO QUENTE RESORTS (WWW.RIOQUENTERESORTS.COM. BR) FOI COMPLETAMENTE REFOR-
mulado, apresentando layout mais moderno e adaptado para a versão mobile. A página oferece informações como a programação em tempo real sobre o que está acontecendo no resort, a história do local e as questões mais frequentes feitas pelos hóspedes, além de facilitar a solicitação de reservas. O objetivo das mudanças foi tornar a navegação mais dinâmica, e as modernizações também foram estendidas ao portal dos agentes de viagens. p tem inauguração prevista para o ano que vem. Além do novo empreendimento, será feita também uma ampliação no hotel Cristal, que passará a contar com 196 apartamentos, 89 a mais do que os já existentes. A área externa do complexo também ganhará uma novidade: em março deste ano será inaugurado o Eko Aventura Park, área destinada à prática de esportes radicais, como rafting, tirolesa, caiaque, mergulho e quadriciclo. Por enquanto, o espaço está funcionando em sistema de soft opening.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Rio Quente Resorts
SurFACE
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Diana Prudêncio e Pedro Adour com a nova sócia, Dyrana Guimarães
Empreendedorismo
Após anunciar sua saída da AIT Operadora, Dyrana Guimarães tornou-se sócia de Pedro Adour e Diana Prudêncio na Portfolio Travel Solutions, operadora especializada em roteiros internacionais. A executiva, que atuou por dez anos como gerente da Nascimento Turismo no Rio de Janeiro, dividirá a direção comercial e de vendas com Diana. “Pensava em empreender, ter meu próprio negócio e poder estar na Portfólio é a busca deste meu desejo”, afirmou a profissional que atende pelo e-mail dyrana@ portfoliotravel.com.br.
Sabino integra o time de Edmar Bull
Direção Abav
A estrutura organizacional da Abav Nacional anunciou reforços para a equipe deste ano com a nova gestão de Edmar Bul. Agora a entidade conta com um diretor-executivo e uma supervisora de Eventos, João Roberto Lacerda Sabino e Jerusa Hara, respectivamente. Sabino acumula 30 anos de experiência no Turismo, com passagem pelo Grupo Varig, onde atuou até 2006. O novo diretor-executivo deverá desenvolver ações e estratégias com o objetivo de profissionalizar a gestão associativa da entidade por meio da integração e do fortalecimento das Abavs estaduais e do Distrito Federal. Jerusa, que acumula passagem por eventos como Fispal Food Service e ABF Franchising Expo e Salão do Turismo, concentrará esforços nas atividades envolvidas na realização da feira anual da entidade. Sabino pode ser contatado pelo telefone (11) 3155-3077 ou pelo e-mail joao.roberto@abav.com.br e Jerusa
Incentivo
A Royal Caribbean e a Tap Portugal lançaram uma campanha para as agências de viagens da Grande São Paulo que participam do programa progressivo de vendas da marítima. De acordo com o regulamento, a agência que acumular o maior número de pontos com a venda de cabines das empresas do grupo da Royal Caribbean, com passagens aéreas Tap, ganhará uma viagem de navio, com aéreo e com direito a acompanhante pela Europa. A campanha é válida para venda de cabines de cruzeiros das companhias Azamara Club Cruises, Celebrity Cruises e Royal Caribbean pela Europa no período entre 1º de janeiro e 30 de abril deste ano. O cadastro do agente deve ser feito através do www. manualdoagente.com.br/promoroyaltap.
Bruno Chagas assume a gerência do Best Western Oasis Cabo Frio
Região dos Lagos A Best Western anunciou Bruno Chagas como novo gerente geral para a unidade Cabo Frio, que está prevista para ser inaugurada em março. Graduado em Turismo pela Universidade Federal Fluminense, o profissional acumula passagens por Accor e Hotelaria Brasil. Nesta última, exerceu a função de gerente de Alimentos e Bebidas no Best Western Dubai Macaé e de subgerente da unidade, apoiando a abertura de novas unidades da empresa. Agência vencedora será premiada com uma viagem de navio pela Europa
De volta ao time
Ponto a ponto Acidentes aéreos diminuem 16% no Brasil em 2015 Brasil teve, em novembro, queda de 7,9% no fluxo de passageiros domésticos.
Após cinco meses de passagem pela consolidadora Sakuratur, de São Paulo, Emerson Cardoso está de volta ao time da Rextur Advance e reassume o cargo de gerente de Atendimento Internacional. Cardoso tinha 21 anos de casa quando recebeu a proposta da Sakuratur e decidiu aceitar, levando alguns funcionários que integravam sua equipe. Outras duas colaboradoras, Ivonete Santos e Cinthia Sayuri, ambas de atendimento com foco em Ásia e que o acompanharam em sua mudança, também estão de volta. O e-mail de Emerson foi reativado: emerson.cardoso@rexturadvance.com.br.
Cardoso tinha 21 anos de casa quando recebeu a proposta da Sakuratur e decidiu aceitar o novo desafio; cinco meses depois volta à RA
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20 a 26 de janeiro de 2016 JORNAL PANROTAS
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Refeição grátis André Khouri, da CNT e TC World
Home office
A consolidadora CNT fechou os escritórios físicos de Brasília e Campinas, mas o diretor da empresa André Khouri, explicou o caso. “Na verdade, transformamos as filiais em home office. Os cinco funcionários continuam atendendo os clientes, mas não fazia sentido termos lojas físicas”. O motivo é a sociedade com a Trend Operadora na criação da consolidadora TC World. “As filiais da Trend em todo o Brasil buscam novos clientes para a TC World e não queremos duplicidade nesse trabalho. A CNT tem 90% de suas vendas em São Paulo, e continua atendendo clientes de Brasília e Campinas em home office. Mas os novos negócios pelo Brasil estão nas mãos do time da TC World/Trend”, explica Khouri. A TC World foi criada no final de 2015, em uma sociedade da Trend com a CNT. Divulgação
Executiva acumula passagens pela Flytour e Tyller
Cartão de assistência
A Flycard anunciou a contratação de Marise Medeiros como nova executiva de Vendas do cartão de assistência. Com passagens pelas empresas Flytour e Tyller, Marise terá como objetivo levar ao conhecimento dos agentes de viagens os diferenciais do produto, incluindo as novidades que serão lançadas no decorrer deste ano. O e-mail dela é marise.medeiros@flycard.com.br e o telefone é (11) 99588-5096.
Entre 9 de abril e 24 de junho, visitantes que se hospedarem por pelo menos quatro noites em hotéis selecionados pelo Walt Disney World Resort e tenham dois ingressos que incluam a opção “Park Hopper” ou “Parque Aquático e Mais Diversão” ganharão um plano de refeição grátis. A oferta é válida apenas para reservas feitas até 31 de março. Os planos de refeições disponíveis dentro de cada categoria de resort podem ser conferidos no site da Walt Disney World.
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tendências e tecnologia Edição 92 - 20 a 26 de janeiro de 2016
Eventos
> Diego Verticchio
Upgrade hoteleiro O RIO VIVEU NOS ÚLTIMOS ANOS UM VERDADEIRO BOOM HOTELEIRO, COMO HÁ MUITO NÃO ACONTECIA, DEVIDO ÀS RESTRIÇÕES DE CONSTRUÇÃO DE NOVOS HOTÉIS NA CIDADE. COM A ESCOLHA DO DESTINO PARA SEDIAR os Jogos Olímpicos de 2016, o trade e a prefeitura tiveram de mudar suas posturas conservadoras e incentivar a explosão de novos quartos de hotel, especialmente na Barra da Tijuca e na região central. O Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2009, quando o Rio ganhou a disputa, solicitava 42 mil quartos para atender apenas os clientes credenciados aos Jogos (Comitê Olímpico Internacional, Comitês Olímpicos dos países, federações esportivas, jornalistas, patrocinadores e organizadores dos próximos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno). Segundo números da Associação Brasileira da Indústria de Hospedagem do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), em 2009 a cidade do Rio contava com 25 mil quartos em operação. Como contrapartida para os incentivos liberados pela Prefeitura do Rio, os novos empreendimentos deveriam reservar até 90% dos seus quartos para o Comitê Olímpico, que poderia usá-los ou não. O resultado é o crescimento da hoteleira em 140% — a previsão é chegar ao início dos jogos com 60 mil quartos. Cada hotel assinou seu próprio contrato com a Rio 2016, e o prazo de devolução dos quartos variou de acordo com cada rede. Segundo a ABIH-RJ, até novembro do último ano foram “devolvidos” aos hotéis 125 mil diárias que estavam pré-reservadas para o comitê. Este número dá uma média de 1.737 quartos por dia liberados, segundo cálculos da própria ABIH-RJ. O Comitê Rio 2016 garante que estão sendo usados 33 mil quartos (da previsão inicial de 42 mil), dos quais 25 mil em redes hoteleiras de três a cinco estrelas. Soma-se a este número outros dois mil quartos do navio NCL Getaway, da Norwegian Cruise Line, que está fretado especialmente para o evento, além de seis mil residências que serão usadas como hospedagem alternativa. O Comitê Rio 2016 explica que estas residências não são do inventário da Airbnb, patrocinadora dos jogos. “São prédios que estão sendo construídos para serem usados como residências. No entanto, a primeira utilização será feita nos Jogos Olímpicos Rio 2016”, diz o comunicado do Comitê Rio 2016.
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Em relação à vinda do navio, o gerente de Acomodações Hotéis e Clientes da Rio 2016, Ernesto Gubert Valente, garante que as conversas com a Norwegian Cruise Line começaram ainda em 2010, embora o contrato só tenha sido assinado em 2013, quando a oferta hoteleira do Rio já estava toda planejada. “Em 2008, quando fizemos dossiê de candidatura, tínhamos uma demanda superior à oferta e precisávamos nos cercar de todas as possibilidades. Na época tínhamos acordo com três empresas de cruzeiros e com algumas construtoras. Já diante deste novo cenário da hotelaria, fechamos com apenas este navio e com um conjunto de prédios residenciais”, explicou. Não consta nesta lista de 33 mil unidades habitacionais os dez mil quartos da Vila dos Atletas. Com 31 prédios, a Vila será ocupada pelos treinadores e atletas dos jogos em sistema de rodízio. Embora não seja classificada como hotel, sua operação (alimentação, arrumação, limpeza, entre outros) será feita por empresas terceirizadas, incluindo redes hoteleiras. O processo licitatório está em andamento, com algumas redes de hotéis participando da concorrência. Levando-se em conta o número de quartos na cidade e o total utilizado pelo Rio 2016, ainda restam 36 mil quartos para serem comercializados durante o evento, que deverão ser usados pelos turistas – o Ministério do Turismo prevê cerca de 400 mil visitantes internacionais somente no período olímpico. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, acredita que neste período os hotéis de três a cinco estrelas estarão 100% ocupados. “Esta época não nos preocupa”, disse. Para aqueles que ainda não têm reservas, ele aconselha a procurar hotéis menores e menos estrelados, hostels ou hotéis em cidades vizinhas como Niterói e Duque de Caxias.
Ernesto Gubert, gerente de Acomodações Hotéis e Clientes da Rio 2016, e Nilton Cambé, gerente geral de Acomodações
Lopes não teme o Airbnb, um dos patrocinadores do evento, e garante ser normal este tipo de hospedagem durante grandes eventos. “Embora estejamos falando de uma empresa relativamente nova, esta prática é antiga e mesmo no Rio ela já acontece. Quando o papa João Paulo 2º veio em sua primeira visita, muitos fiéis vieram ao Rio e alugaram casas por temporada. Esta é uma prática antiga, e sabemos que em eventos de grande porte alugar casas por temporada se torna uma opção”, concluiu.
ADMINISTRAÇÃO NAS RESIDÊNCIAS Do total de 33 mil quartos que estão sendo usados pelo Rio 2016, seis mil são de residências que, temporariamente, serão transformadas em hotéis. O comitê explica que são prédios construídos para fins de moradia e que, no entanto, terão seu primeiro uso dedicado aos Jogos Olímpicos. Será uma espécie de homestay, algo parecido com apart-hotel. Os prédios ficarão na Barra da Tijuca e serão usados por jornalistas convidados. A administração ficará a cargo da ITC Hotelaria, empresa de João Nagy, que cuidará de todos os serviços dedicados à operação hoteleira, desde arrumação dos quartos à alimentação, passando ainda pela recepção dos profissionais (portaria, mensageiro, encarregado, entre outras funções).
CRITÉRIOS UTILIZADOS Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ)
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Ao todo estão sendo usados pela Rio 2016 cerca de 200 hotéis entre três e cinco estrelas apenas na cidade do
Rio. Os empreendimentos estão divididos em quatro zonas: Maracanã (incluindo empreendimentos no bairro homônimo e arredores, Centro e Engenho de Dentro — Estádio Nilton Santos – Engenhão), Deodoro, Barra (incluindo Jacarepaguá e Recreio) e Zona Sul. Em uma primeira avaliação, empreendimentos de Niterói, cidade vizinha ao Rio, entraram na lista de possíveis hotéis a serem usados, mas com o investimento privado feito na malha hoteleira, a Rio 2016 retirou esses hotéis. No começo de 2009, a Rio 2016 utilizou como critério de seleção todos os hotéis de três a cinco estrelas. Em 2013 foi feita uma nova avaliação, já incluindo os novos investimentos hoteleiros. “Na primeira análise não deu para selecionar muito. Como havia poucos hotéis na cidade, escolhemos todos dentro daquele padrão. Depois fizemos uma seleção mais apurada e revisamos nossa lista”, revelou Gubert. Segundo explicou o gerente geral de Acomodações da Rio 2016, Nilton Cambé, cada cliente pôde escolher qual hotel quer utilizar durante os jogos. “O cliente nos informa o que precisa em termos de qualidade e distância e nós tentamos encontrar uma solução. Mas antes da assinatura do contrato, as empresas vêm e conhecem o hotel para ver se atendem as necessidades. Algumas redes, por exemplo, optaram por não ficar em empreendimentos ainda em construção, outros escolheram ficar no Hilton ou Hyatt antes mesmo de estarem prontos, pois já conhecem os padrões destas redes”. Um dos hotéis listados pela Rio 2016, o Rio Othon Palace já tem 100% dos quartos reservados, dos quais 70%
apenas para os patrocinadores – outros 30% para contratos já assinados, como companhias aéreas e empresas. Segundo o diretor comercial Tomás Ramos, os outros dois hotéis da rede (Othon Savoy e Othon Aeroporto) também já estão completamente ocupados. Para ele, estar com 100% dos hotéis já “garantidos” traz segurança à operação. “Nos últimos cinco anos fizemos um grande investimento em todo o Rio Othon Palace, desde parte interna à externa, passando pela promoção. Mudamos praticamente tudo. Investimos R$ 80 milhões e todo esse esforço reflete na nossa ocupação, principalmente nos Jogos Olímpicos”, afirmou Ramos. O Rio Othon Palace é um dos hotéis que fazem parte do portfólio da Rio 2016 desde 2009. Na época, a unidade (assim como todos os hotéis credenciados) havia assinado um acordo com o comitê organizador e fixado uma tarifa, que foi revista em 2013. Na época, o dólar valia R$ 2,30 (cotação de 30 de dezembro). Três anos depois, a moeda norte-americana vale R$ 3,90 (cotação de 13 de janeiro de 2016). No entanto, o pagamento é feito em três parcelas e em cada pagamento é levado em conta o câmbio atual. Dos três pagamentos, dois já foram realizados e o último será feito perto dos jogos. “É uma medida justa, independentemente da oscilação da moeda. Naquela época não poderíamos prever este aumento. Mas revimos este valor de acordo com o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M)”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes.p > Continua na pág. 03
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< Continuação da pág. 02
COMO OS HOTÉIS ESTÃO
S E P R EPA R A ND O
Tomás Ramos, diretor da Hotéis Othon
RECEBER UM DOS MAIS IMPORTANTES EVENTOS ESPORTIVOS DO PLANETA REQUER MUITO PREPARO
e atenção. A alta exigência do comitê organizador faz com que os hotéis se preparem ainda mais para o evento, reforcem a segurança e capacitem seus colaboradores. Diferentemente da Copa do Mundo, que foi um evento realizado no Brasil, os Jogos Rio 2016 acontecerão na capital fluminense e por isso terão uma concentração maior de turistas. Embora o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro faça uma série de capacitações ao longo do ano, os próprios hotéis estão buscando melhorar e intensificar seus treinamentos. Ciente desta necessidade, a Rede Othon de
Laura Castagnini, do Hilton Barra
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Marcos Bezerra, gerente geral do Windsor Barra e um dos responsáveis pela Escola de Hotelaria Windsor
Hotéis criou o programa “Gente Educando a Gente”, que busca melhorar o desenvolvimento do colaborador ensinando práticas comuns de tratamento, capacitações técnicas e aulas de idiomas. “Começamos este programa por conta dos grandes eventos que o Rio iria receber a partir de 2011 e desde então damos sequência aos treinamentos, realizando-os periodicamente. E sempre no final de cada grande evento, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, fazemos uma premiação interna reconhecendo aqueles que mais se destacaram em cada área”, afirmou o diretor da rede Othon Hotéis, Tomás Ramos. Inaugurado em abril de 2015, o Hilton Barra da Tijuca já tem um calendário de capacitações fixo que segue o padrão “Hilton de qualidade”. Periodicamente todos os colaboradores são treinados para atender melhor seus hóspedes, incluindo cursos de idiomas. “Além disso, criamos junto com a companhia responsável pela construção do hotel e com empresas e entidades parceiras (Senac, ABIH-RJ, Instituto Rio Solidário, entre outros) nossa própria escola de hotelaria. Estamos na primeira turma e 65 jovens participam do treinamento. Eles estão finalizando o segundo módulo de um total de três e, quando terminarem, a ideia é absorver todos os alunos. Se a gente não conseguir todos, certamente eles serão contratados para outros hotéis”, explicou a diretora geral da unidade, Laura Castagnini. Além deste curso, os atuais colaboradores passam, segundo ela, por uma intensa bateria de cursos ao longo do ano. Para o grande evento esportivo, o Hilton Barra prepara cursos ligados à área de segurança e acessibilidade. O empreendimento já está 100% ocupado para todos os dias de agosto, dos quais 90% para clientes da Rio 2016 – uma equipe inteira de televisão ficará baseada no hotel, que conta com 298
unidades habitacionais. “Por aqui não tivemos devolução. Os outros 10% já estão bloqueados para nossos clientes de empresas”, garantiu a diretora geral da unidade, Laura Castagnini. Maior rede hoteleira do Rio de Janeiro, a Windsor Hotéis é pioneira na cidade na criação da Escola de Hotelaria e de suas instalações já saíram mais de mil profissionais que hoje trabalham em hotéis da cidade. Com 15 unidades em operação na capital, a rede trabalha com quatro empreendimentos na Barra – um será inaugurado em junho deste ano, os outros três já estão em operação. “A rede Windsor fez grande investimento no parque hoteleiro e boa parte dos nossos funcionários saem da nossa escola de hotelaria. Além disso, temos constantemente cursos de capacitação, além de um curso de inglês para toda rede”, afirmou o gerente geral do Windsor Barra e um dos idealizadores da Escola de Hotelaria da Windsor, Marcos Bezerra, que garante ter 100% do hotel ocupado para os Jogos, dos quais 90% para a Rio 2016. “Só não reservamos 100% do hotel porque temos contratos com clubes de futebol, Globo e outras empresas”. Vizinho ao Windsor e localizado em frente à Praia da Barra, região que concentrará 70% dos Jogos Olímpicos, o Sheraton Barra iniciou em janeiro as obras na estrutura interna. O objetivo é dar mais qualidade aos hóspedes. O hotel garante ainda estar revendo contrato com fornecedores para garantir qualidade na prestação de serviço. “O Sheraton Barra possui um plano anual de treinamento com conteúdos específicos da marca Sheraton, além de conteúdos comportamentais, motivacionais e técnicos. O idioma é outro aspecto importante e, neste caso, o hotel oferece benefício de ajuda de custos para que os funcionários possam desenvolver
proficiência em outra língua. E em julho está programada uma ação com todos os funcionários com o objetivo de celebrar e orientar sobre os Jogos Olímpicos e sua importância para nossa propriedade e também para a cidade do Rio de Janeiro”, afirmou o gerente geral da unidade, Manuel Dieguez. Atualmente o hotel está com todos os quartos vendidos para o período, “60% dessa ocupação é do contrato firmado com o COB e COI e o restante com outros contratos assinados ao longo do ano. Estamos também trabalhando com lista de espera caso tenhamos cancelamento ainda previsto em contrato com o COB e COI”, afirmou. p
Manuel Dieguez , gerente do Sheraton Barra
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EVOLUÇÃO DA HOTELARIA DO RIO MAIS DO QUE CRESCER A QUANTIDADE DE HOTÉIS E DE LEITOS, OS JOGOS OLÍMPICOS ESTÃO FAzendo uma revolução e evolução no parque hoteleiro da cidade. Com a escolha, o Rio de Janeiro ganhou uma gama de investimentos no setor e viu chegar algumas das mais importantes redes internacionais de hotelaria do mundo, como Hilton, Hyatt e Trump, entre outras. Os investimentos fizeram também redes já baseadas na cidade investirem mais e construírem novos hotéis, como Windsor, Marriott e Accor. Hoje, o Rio de Janeiro é a maior aposta da Accor no mundo. Somente no Estado o número de empreendimentos saltou de oito, em 2012, para 25 em 2015. E até 2020 serão 45 hotéis no Estado do Rio. “Nenhuma outra cidade ou Estado no mundo, nem mesmo a França, está recebendo tantos investimentos quanto o Rio de Janeiro”, afirmou o presidente da Accor para América do Sul, Patrick Mendes. Entre os novos hotéis está um Sofitel (antigo Caesar Park), localizado em Ipanema, e que está passando por uma ampla reforma para se adequar à marca. “A hotelaria do Rio estava parada. Não havia nenhum tipo de investimento e a cidade não recebia nenhum hotel novo de rede internacional. A partir de 2010 o Rio foi ganhando notoriedade, vieram importantes eventos, como Jogos Mundiais Militares, Rio+20, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e, por fim, Jogos Olímpicos, e a reboque destes eventos surgiram novos hotéis e novas redes. A hotelaria do Rio não tem com o que se queixar”, afirmou o gerente de Acomodações, Ernesto Gubert. “O que o Rio está vivendo é uma revolução. Ninguém esperava esta quantidade grande de hotéis e, principalmente, a chegada de novas bandeiras internacionais. Antes estes investimentos se concentravam em São Paulo, e agora o Rio passou a ser o foco”, afirmou Alfredo Lopes, que além da ABIH-RJ também preside o Rio Convention & Visitors Bureau. “E se não fosse a crise da Lava Jato, que trouxe problemas políticos e econômicos, e a ‘quebra’ do Eike Batista, que investia muito no Rio, estaríamos ainda melhores”, concluiu, fazendo referência à quase vinda da Four Seasons ao Rio. “Eles iriam administrar o antigo Hotel Glória, que agora está abandonado”, lamentou. Com a organização dos jogos e a estrutura da cidade dentro do previsto, o grande desafio do Rio é para os próximos anos. Como a Olimpíada vai ajudar no fluxo de visitantes? Como esses novos hotéis se venderão no Brasil e no mundo? Qual será o Rio pós-Olimpíada? Mas isso é outra história, outra reportagem. p
Patrick Mendes, presidente da Accor América do Sul
BANCODEDADOS
JOGOS OLÍMPICOS E PARALÍMPICOS EM NÚMEROS Os números dos Jogos Olímpicos Rio 2016 5 a 21 de agosto de 2016
ll 10,5 mil atletas ll 206 países ll 42 campeonatos mundiais ll 45 mil voluntários Os números dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 7 a 18 de setembro de 2016
ll 4.350 atletas ll 178 países ll 23 campeonatos mundiais ll 25 mil voluntários
O Rio na vitrine
Os números da hotelaria
ll 4,8 bilhões de pessoas assistirão os
ll 33 mil apartamentos ll 25 mil em hotéis de 3 a 5 estrelas ll 6 mil em residências com serviços ll 2 mil em navio
Jogos pela TV ll Serão 5,6 mil horas de transmissão ao vivo, várias delas com esportes sendo disputados ao ar livre em regiões como Copacabana e Lagoa ll 7,5 milhões de ingressos para cerca de 700 sessões foram colocados à venda no Brasil e no mundo ll 25 mil profissionais de imprensa virão para os Jogos Olímpicos e 7 mil profissionais de imprensa para os Jogos Paralímpicos
Vila dos Atletas
ll 31 edifícios ll 3.604 apartamentos ll 10,5 mil atletas nos Jogos Olímpicos
e 4.350 nos Jogos Paralímpicos ll 5 mil lugares no restaurante principal
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Fonte: Rio 2016