Skip to main content

Jornal PANROTAS 1195

Page 1

www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.195 2 a 8 de dezembro de 2015

Primeira medalha

Articulação entre os ministérios do Turismo, da Justiça e das Relações Exteriores cria isenção inédita de vistos para Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália durante os Jogos Olímpicos de 2016. A medida é encarada como vitória da indústria de viagens no megaevento. Resta agora mostrar aos estrangeiros que o Brasil é digno de colocar no peito o ouro olímpico. > Páginas 14 a 17


02

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN LEIA NESTA EDIÇÃO Página 08

O sentimento do brasileiro neste período de crise Página 10

Os planos da nova OTA To Go Travel

Páginas 11 a 13

Os melhores promotores de Minas Gerais Páginas 22 e 23

Novas tendências tecnológicas para o Turismo

E d i t o r i a l > Renê Castro > rcastro@panrotas.com.br

Panrotas Destinos

Conheça a vida de um intercambista em Barcelona

A arte do contágio A dualidade sempre foi um dos grandes problemas da humanidade. O bem e o mal travam batalha há milênios, sem nunca definirem qual lado de fato atravessará o fim dos tempos. Traçar este paralelo é importante para se ter uma dimensão de que pessoas e empresas passam por momentos bons e ruins. A

primeira impressão é a que fica? Nem sempre. Não há apenas lobos e cordeiros na indústria, nem bons e maus empresários. Há, sim, profissionais que enfrentam os dias da maneira que podem. Escolher faz parte do negócio, e é isso o que determina as muitas partes de um todo. Não se deixe levar apenas pelos

bons discursos, muito menos pelos erros pontuais — ou até mesmo pela opinião popular. A construção de uma opinião nasce a partir de uma base. Há momentos em que é preciso aplaudir quem sempre foi criticado. E vice-versa. Equilíbrio é a palavra de ordem neste momento tão complicado da indústria.


03

2 a 8 dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

S

E U Q A DEST >

DO PORTAL

PANROTAS 19 a 25/11

1 Turismo adere à Black Friday – em 25/11

2 Mais seis operadoras aderem ao Trip

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori, Pedro Moreno e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

ASSOCIAÇÕES

Protector – em 19/11

3 Ancoradouro, Esfera, HU e mais contratam pelo Brasil – em 19/11

4 Agência foca em vendas de Disney para classes C e D – em 19/11

5 Grupo chinês compra 23,7% da Azul

Linhas Aéreas – em 24/11

6 Para empresário, Turismo será último a superar a crise – em 24/11

7 Paralisação de fingers em Maceió revolta trade – em 19/11

11 EUA emitem alerta para viagens internacionais – em 24/11

12 Conheça os chineses que compraram 23,7% da Azul – em 24/11

8 Disney dá detalhes do show noturno

13 Veja os promovidos e contratados da

no Animal Kingdom – em 23/11

semana no Turismo – em 19/11

9 Ex-Designer assume coordenação na Nova Operadora – em 19/11

10 Conheça as tendências dos inovadores de viagens – em 19/11

14 Saiba como planejar melhor suas viagens em 4 passos – em 19/11

15 Mabu lançará maior parque aquático do Sul do Brasil – em 22/11


04

Destinos

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Diego Verticchio — Lisboa (Portugal)

Pelotão Schultz

Grupo reunido em frente ao monumento em homenagem ao Marquês de Pombal, em Lisboa

Há pouco menos de um ano morando em Portugal, o presidente do Grupo Schultz, Aroldo Schultz, convocou um pelotão de agentes de viagens para conhecer a operação da empresa na “terrinha” e poder ver in loco o novo produto da companhia, o Small Groups, que será vendido pela operadora tanto no Brasil quanto em Portugal. Ao todo, 118 profissionais fizeram parte do fam, dos quais 97 eram agentes de viagens de 56 cidades diferentes do Brasil. Cada um investiu US$ 999 para estar no Megafamtour da Schultz, que começou e terminou em Lisboa e foi realizado entre 15 e 20 de novembro. Este foi o primeiro grande fam realizado pela Schultz internacionalmente, e a escolha por Portugal não foi à toa. Aroldo quis mostrar para os agentes como está sendo a operação da empresa no país europeu e, ao mesmo tempo, apresentar aos fornecedores locais sua força dentro do Brasil. Segundo ele, o megafam foi todo orga-

nizado pela Schultz e só depois de confirmado os hotéis e roteiro, correu atrás de apoiadores, como o Turismo de Portugal e Turismo do Alentejo, por exemplo. “Busquei o apoio para tentar baratear ainda mais a viagem dos agentes, economizando nas refeições, por exemplo. Todos foram favoráveis à iniciativa, mostrando a importância que os brasileiros têm para este país.” Descontando um dia que foi reservado à capacitação e visita à sede da Tap, o Megafam rodou, em quatro dias, quatro regiões passando por 11 cidades ou distritos com potencial turístico: Lisboa, Évora, Batalha, Fátima, Aveiro, Lamego, Peso da Régua, Quinta da Pacheca, Porto e Óbidos. Ao todo foram cerca de 1.4 mil quilômetros rodados. Para transportar todos os de agentes de viagens, Aroldo Schultz trouxe da Espanha dois ônibus da Europamundo, receptivo da CVC, Tam Viagens e da própria Schultz na Europa. No segundo dia da viagem outras seis vans, todas da Mercedes, passaram a fazer parte do megafam.

Aroldo Schultz com os diretores Ana Santana e Gustavo Hahn

Small Groups

A ideia era proporcionar aos agentes de viagens a experiência de viajar em um small group, a aposta da Schultz para aumentar as vendas em 2016. Na prática, são circuitos a serem realizados por veículos de até sete pessoas, em que o motorista é também o guia. Chamado por Aroldo de Gos (Gestor Operacional Schultz), esses motoristas são todos guias credenciados e com habilitação para transportar passageiros. Segundo ele, a ideia nasceu de pequenos grupos que se formam em circuitos de ônibus e a ideia é transformar roteiros pela Europa em uma viagem mais exclusiva e adaptável. Embora ele já tenha anunciado este produto no Brasil, foi a primeira vez que apresentou detalhes do projeto. “Esta é a nossa aposta para 2016. Enquanto alguns deixam de investir na época de crise, estamos fazendo o contrário e apresentando novas opções para os agentes de viagens”, disse, sem mencionar números ou expectativas no crescimento de vendas com a novidade. Neste início, o small group está sendo operado em Portugal, mas pode incluir países próximos entre si, como Espanha e França e até mesmo Marrocos, no norte da África. Em março de 2016, durante a convenção anual da Schultz no navio da Pullmantur, Aroldo e sua equipe prometem anunciar ao mercado brasileiro todos os roteiros deste novo produto. “O legal é que ele é totalmente adaptável. Desde que haja um consenso entre todos na van, você pode alterar o roteiro da viagem ficando algumas horas a mais em uma determinada cidade ou visitando um novo atrativo que não estava nos planos. Claro que esta mudança deve acontecer dentro de um raio de distância para que

não prejudique o resto da operação e o Gos precisa concordar, afinal ele é também o guia e conhece muito bem o roteiro que está sendo feito”, afirmou. “A principio, a viagem seria realizada em dois ônibus, mas não fazia sentido promover um produto e não experimentá-lo 100%. Por isso resolvemos trazer, de um dia para o outro, seis vans, as mesmas que farão as viagens, para que cada agente pudesse experimentar a sensação de viajar nesses veículos e poder passar isso para seus passageiros”, afirmou Aroldo Schultz.

Motoristas padronizados Como se trata de um produto novo e, segundo ele, inédito, os motoristas estão sendo selecionados. A princípio, uma empresa portuguesa prestará o serviço à operadora. No entanto, a Schultz Portugal pretende desenvolver uma cartilha padronizando o atendimento. Entre os itens estão a escolha dos restaurantes pelos motoristas-guias e a possibilidade de mudar o roteiro. Os carros também deverão ter uma padronização mínima, como assentos de couro ou tomadas USB, por exemplo. Ainda segundo Aroldo Schultz, a ideia está sendo bem vista pelos fornecedores que trabalham com a empresa, entre eles a própria Europamundo. “Eles se interessaram tanto pela ideia que irão vender o Small Groups em toda América Latina, inclusive no Brasil. Com isso, este produto estará na prateleira de vendas das principais operadoras do continente americano e será operado pela Schultz Portugal. É uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, um enorme desafio”, concluiu.p


06

Hotelaria

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Diego Verticchio

Acreditando no Brasil

Onde alguns veem crise, outros enxergam oportunidades. e a rede francesa Accor escolheu a segunda premissa. isso porque, Até 2020, o

grupo abrirá mais 250 novos hotéis na América do Sul. O Brasil será responsável por 80% das inaugurações. Ao todo, o grupo, junto com seus parceiros (construtoras e incorporadoras, entre outras), vai investir R$ 8 bilhões nos novos empreendimentos – dois terços deste montante vêm das companhias parceiras. “Nós acreditamos no Brasil e esta é a melhor resposta que podemos dar”, garantiu o presidente da Accor para América do Sul, Patrick Mendes. “Esta não é a primeira crise que o grupo passa e certamente não será a última. Já passamos por momentos difíceis na Europa, na Ásia e em outros mercados, em diferentes épocas, e sabemos que é passageiro.” Quando todos os hotéis forem inaugurados, o Brasil se consolidará como o quarto mercado mundial para a Rede Accor, perdendo apenas para França, Alemanha e Inglaterra. “Há ainda muito espaço para crescer no Brasil e, principalmente, na América do Sul.” Além dos novos hotéis, a Accor segue

modernizando suas unidades. Com dois hotéis da marca Sofitel no Rio de Janeiro, a empresa anunciou que está colocando em prática um plano de renovação ao custo de R$ 70 milhões, dos quais R$ 40 milhões estão sendo investidos no Sofitel Rio (Copacabana) e outros R$ 30 milhões no Caesar Park Management by Sofitel, em Ipanema. Em Copacabana, a unidade está passando por reforma técnica, como troca de canos, nova fiação e pintura, por exemplo. "Fazer esse tipo de obra com hotel em funcionamento requer trabalho e muito planejamento, por isso acaba sendo tão caro”, garante o gerente geral do Sofitel Rio, Philippe Seigle. Em Ipanema, a reforma também é técnica. Mas, segundo a gerente da unidade, Marie-Bérengére Chapoton, todas as suítes, lobby e área comum estão passando por retrofit, como modernização do mobiliário, nova roupagem e ambiente mais clean. “O hotel adotou o conceito ‘casa carioca’, que visa transformar nossa unidade em um ambiente domiciliar, onde o nosso hóspede possa ter a sensação de estar hospedado em uma casa carioca. Valorizamos muito a cor da madeira e priorizamos designers nacionais que

Patrick Mendes, presidente da Accor para América do Sul, Marie-Bérengére Chapoton, do Caesar Park Sofitel, e Philippe Seigle, do Sofitel Rio

fazem uso de materiais brasileiros”, exemplificou a gerente. Estas obras representam a primeira etapa da renovação dos hotéis e devem estar prontas até março do próximo ano. No início de 2017, a Accor fará uma grande reforma em cada hotel, modernizando todas as instalações e trazendo o que há de mais moderno na rede para as unidades

do Rio. Os valores não foram divulgados, mas a previsão é que dure, ao todo, 14 meses. Entre as mudanças já confirmadas está no nome do Caesar Park Management by Sofitel. Segundo Patrick Mendes, o nome está muito ligado ao hotel de Las Vegas, e a ideia é trazer para o padrão da Accor. O provável nome será Sofitel Ipanema, mas ainda será decidido pela staff do grupo. “Hoje o hotel (Caesar Park) está totalmente dentro dos padrões de um Sofitel, mas requer melhorias e vamos fazê-las pós-Jogos Olímpicos”.

Terrorismo

Patrick Mendes estava em Paris quando a capital francesa foi alvo de ataques terroristas. Ele também estava na cidade quando houve o massacre do Charlie Hebdo e não esconde sua preocupação com os hotéis durante os Jogos Olímpicos, mesmo sabendo que o Brasil não é alvo dos terroristas. Segundo ele, assim como na Copa, o Comitê Olímpico Internacional e o Governo Federal irão tomar medidas para evitar estes tipos de acontecimentos, mas haverá uma segurança reforçada nos hotéis, assim como houve na Copa. “No ano passado, o Sofitel Rio serviu de QG para a Fifa e o Caesar Park foi sede da seleção holandesa e recebeu alguns jornalistas. Vamos ficar mais atentos à segurança, não porque achamos que haverá qualquer tipo de ataque, mas sim por conta da grande visibilidade que este tipo de evento gera. Nossos seguranças são constantemente treinados e sempre que há um grande evento mundial, como os Jogos Olímpicos, reforçamos estes treinamentos”, concluiu.p


08 Mercado

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Ajuste

O INSTITUTO DATA POPULAR, APRESENTOU UMA PESQUISA QUE MOSTRA O AJUSTE FISCAL DOMÉSTICO EXERCIDO PELAS FAMÍLIAS brasileiras neste momento de instabilidade econômica que o País está enfrentando. De acordo com o relatório, apesar da situação estar conturbada, o brasileiro afirma que sua vida melhorou na última década, mas credita isso ao próprio esforço ou intervenção divina. O estudo mostra que o brasileiro se queixa dos efeitos da crise em sua vida pessoal e desconfia da capacidade do governo em reverter o cenário. Com isso, está chamando para si a responsabilidade e se esforçando para tentar minimizar os impactos da crise econômica. Confira os números dessa pesquisa que revela o sentimento do brasileiro nesse momento.p

fiscal

O AJUSTE FISCAL DOMÉSTICO PESQUISA DATA POPULAR

67%

dos brasileiros afirmam que a vida melhorou na última década Principal responsável pela melhora de vida • • • • • • •

82% esforço próprio 69% Família 61% Deus 55% Oportunidades 9% Governo 7% Sorte 5% Patrão

A melhora do País não acompanha a sensação da melhora de vida • 67% acreditam que a vida melhorou • 44 % acreditam que o Brasil melhorou • 82% acreditam que o Brasil está no rumo errado • 13% acreditam que o Brasil está no rumo certo

9 10

em cada brasileiros acreditam que o Brasil está em crise

• 85% está em crise • 14% não está em crise • 88% acham que o momento econômico atingiu a vida pessoal/familiar • 11% não acham que o momento econômico atingiu a vida pessoal/familiar

53%

afirmam que está difícil ou muito difícil pagar as contas

50%

8 10

dos brasileiros têm a percepção de que estão comprando menos itens quando vão ao supermercado, quando comparado com 2014

em cada afirmamqueestão fazendo alguma coisa para diminuir as suas despesas e 84% tomaram alguma medida para reduzir as despesas no último ano

• 49% classe alta • 52% classe média • 48% a classe baixa

• 88% passaram a comprar em mercados/lojas mais baratas • 84% deixaram de comparar produtos no supermercado • 83% estão comprando marcas mais baratas no supermercado • 44% fizeram compras no atacado

79%

acham que estão gastando mais • 79% classe alta • 80% classe média • 79% classe baixa

4 10

em cada brasileiros afirmam que já não se sentem seguros financeiramente

• 40% dos brasileiros possuem algum tipo de empréstimo, financiamento ou parcelamento • 32% estão com prestações atrasadas há mais de 30 dias • 18% possuem reserva financeira • 81% não possuem reserva financeira Desconfiados da capacidade do governo em reverter o cenário,

71%

afirmam já ter realizado alguma ação para aumentar a renda pessoal • • • •

68% trabalho extra 48% fizeram hora extra no trabalho 37% venderam algum produto de casa 24% arrumaram um emprego/outro emprego

O brasileiro está economizado nas contas de casa, pesquisado mais preço e gastado menos com lazer

90%

economizaram nas

contas de casa • 88% fizeram mais pesquisa de preço • 84% gastaram menos com lazer • 78% pediram mais desconto ou negociou mais • 67% pediram dicas sobre produtos mais baratos • 43% parcelaram mais as compras

O brasileiro está parcelando as suas compras e rodiziando suas contas • 72% fizeram compras parceladas • 44% compraram fiado • 42% deixaram de pagar uma conta para pagar outra • 32% pegaram dinheiro emprestado • 28% emprestaram dinheiro para alguém • 20% usaram um cartão de crédito emprestado • 17% emprestaram um cartão de crédito


10

Mercado

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Rodrigo Vieira

Troca de favores De um lado, uma OTA que se impõe na programação de uma das principais emissoras de rádio do País. De outro, uma empresa com décadas de Turismo, ávida por informação sobre o consumidor e sobre a complexa teia de canais de distribuição. Com um mês de existência, a agência de viagens on-line To Go Travel agora é parceira do Grupo Gapnet. Nessa relação, cabe à MMTGapnet, operadora exclusiva da To Go, entrar com sua expertise e seu conhecimento de mercado, oferecendo pacotes e atendimento, enquanto a consolidadora Gapnet fará emissão exclusiva de bilhetes aéreos. Nada muda em termos operacionais no grupo. Isto é, a companhia das Eurekas continua sendo exclusivamente B2B e não está partindo para um novo nicho, uma vez que já atuou em parceria com outras OTAs no passado, como a Viajanet. Por enquanto não há nada de sociedade, apenas parceria, como ressalta o CEO da MMTGapnet e sócio do Grupo Gapnet, Sylvio Ferraz. “A To Go é uma agência de viagens, portanto nós continuamos fazendo o de sempre, que é oferecer produtos. Seremos a operadora exclusiva da To Go. Gostamos do projeto deles, do espírito ousado de investir em um momento tão frágil. Não há mistério, só estamos usando nosso leque de produtos para disponibilizar à agência, mas com um diferencial: a parceria permite que eles tenham profissionais em nossa equipe de olho nesses produtos”, esclarece Ferraz. “O retorno que eles dão é a nossa aproximação com os canais de distribuição, uma maneira de compreendermos mais o mercado e o consumidor, algo que venho falando faz tempo. Além disso, vamos saber quais são as tendências do turista brasileiro em produtos especí-

Sylvio Ferraz, do Grupo Gapnet, e Fábio Rossi Filho, diretor da novata To Go Travel

ficos de gastronomia, shows, jogos, etc.” Pelo lado da To Go, que nasce de um grupo do ramo imobiliário, a intenção é explorar a experiência e os recursos tecnológicos de uma operadora reconhecida no trade. “Não adianta nada ser uma OTA sem um apoio por trás. A To Go tem uma equipe no escritório da MMTGapnet captando os produtos do portfólio da operadora e estudando o que combina com seus clientes”, afirma o diretor da To Go Travel, Fábio Rossi Filho. “Quem quiser trazer mais produtos para nós, pode entrar em contato que estamos disponíveis a ouvir, seja fornecedor, hotel, ou qualquer que seja o ramo de atuação”. Recado dado.

liderança

A meta da To Go Travel é estar entre as cinco líderes de mercado em cerca de um ano e meio. Seu diferencial, segundo Rossi Filho, é tentar se aproximar ao máximo de uma agência de viagens física no que diz respeito à consultoria ao turista, ou seja, não despejar ofertas de

passagens e hotéis sem critério. “Atingiremos isso adquirindo conteúdo. Em nossa plataforma há vários destinos que contam com dicas, mostrando o que o turista encontrará, o que ele deve procurar naquela estação ou onde comer. Isso está sendo desenvolvido em parceria com blogueiros especializados”, explica o diretor. “Estamos sempre de olhos abertos para o lifestyle, ou seja, fazer pacotes agregados a shows, eventos esportivos, eventos gastronômicos, enoturismo, entre outros segmentos. Neste início, o alvo é descobrir o perfil de cada cliente para depois armar uma base de dados e sugerir o produto certo para o cliente-alvo. Exatamente como em uma agência física.” Uma agência convencional, porém, tem no atendimento um dos seus maiores trunfos. Ciente disso, Rossi afirma ter investido em um call center próprio, com profissionais prontos para dialogar com o cliente nos sete dias da semana. “Atendimento físico é muito importante. Temos um back office já capacitado e

também apostamos muito na parceria com o Grupo Gapnet para que ele nos dê parte do atendimento que precisamos.” Para ser conhecida e atingir a meta de estar entre as líderes tão rapidamente, a To Go Travel aposta em divulgar o site na mídia, com foco no rádio. “Vamos investir mais de R$10 milhões em propaganda nos próximos 12 meses. Quem ouviu a Jovem Pan nos últimos meses sabe a frequência com que estamos falando sobre nosso produto. O retorno é imediato. O volume de acesso decola a cada chamada e o curioso é que os clientes procuram exatamente o produto que estão ouvindo ali na hora.” A intenção com esse tipo de publicidade é fazer algo similar ao que o Google faz em seus anúncios dirigidos na internet. "As OTAs de hoje despejam um monte de promoções para vários destinos, independente do tipo de espectador. Nós não. Segmentaremos as ofertas para os potenciais turistas daquele produto", garante Rossi. "Teremos também o diferencial de fazer consultoria. Nosso call center estará ligado e nossos sites fará alertas para guiar o turista com dicas sobre o destino que ele procura", completa.p

bancodedados No primeiro mês de existência, a To Go Travel vendeu para os seguintes públicos:

ll Estado de São Paulo – 45% ll Outros Estados – 50% ll Estados Unidos e América Latina – 5%

Em produto, a OTA vendeu: ll Nacional – 30% ll Internacional – 70% Conheça mais em http://togotravel.com.br.

p


11

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Melhores promotores

Seguro viagem

Minas Gerais QUAL SERIA A RECEITA IDEAL PARA O SUCESSO? FELIZMENTE, ELA NÃO EXISTE. IMAGINE SE TODOS OS PROFISSIONAIS PASSASSEM A vida à procura de uma resposta. Há quem prefira trabalhar e provar a si mesmo todos os dias que é capaz de alcançar bons resultados. “Eu me dedico, sou persistente e estou disposto a resolver qualquer problema que possa aparecer em uma viagem”, disse o executivo de Contas da Travel Ace Assistance, Sidney Conforti Jr. Com estas três palavras-chave, o profissional despontou como o melhor promotor de seguro viagem em Minas Gerais.

Promotores seguro viagem Minas Gerais SIDNEY MACHADO CONFORTI JÚNIOR Empresa: Travel Ace Assistance Idade: 33 Cargo: executivo de Contas Tempo de empresa: dois anos Tempo de Turismo: dois anos Estado Civil: casado

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? JÚNIOR — Dedicação, persistência e visitas constantes às agências de viagens. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? JÚNIOR — O reconhecimento dado neste momento com o resultado da votação do Jornal PANROTAS. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? JÚNIOR — Meu pai, Sidney Machado Conforti, que sempre trabalhou no ramo de vendas. Suas vitórias e conquistas me inspiraram. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? JÚNIOR — O meu gerente comercial, Vinícius Valadares, e meu amigo pes-

soal Bruno Sousa, da Visual Turismo, por suas respectivas trajetórias profissionais.

JP — Dicas para quem está começando? JÚNIOR — Organização, persistência e dedicação. Acredito que, ao entrar em uma empresa, o profissional tem

de se espelhar em um colega que já atingiu um grande nível na empresa.

JP — Em tempo de crise, como ser diferente? JÚNIOR — Temos de mostrar os nossos diferenciais em produtos para chamar de um cliente que, talvez, tenhamos perdido uma venda anteriormente.

CAMILLA ARGOLO RODRIGUES Empresa: Travel Ace Assistance Idade: 27 Cargo: executiva de Contas Tempo de empresa: três anos Tempo de Turismo: três anos Estado civil: solteira

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? CAMILLA ARGOLO — Ser sempre solícita para esclarecer as dúvidas dos meus parceiros desperta neles confiança e credibilidade em mim. Acredito também que humildade, conhecimento das necessidades de cada um e empenho para resolver o pós-venda me dá a certeza de que estou no caminho certo. JP — Qual é a grande conquista da

sua carreira? CAMILLA — É trabalhar e satisfazer a necessidade do cliente e fazer com que eles acreditem no meu trabalho. Com essa importância, vem este reconhecimento de estar entre os melhores promotores de Minas Gerais. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? CAMILLA — Minha mãe, Cacilda Argolo Rodrigues, pelas lutas e conquistas na vida. Ela criou a mim e meus irmãos sozinha. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? CAMILLA — A gerente nacional, Ana Paula Teixeira, e o meu gerente, Viní-

cius Valadares. Eles têm muito tempo de casa. Eu entrei como assistente comercial e vi o crescimento e a promoção deles na empresa junto ao meu.

JP — Dicas para quem está começando? CAMILLA — Lidar com ser humano é complicado, é preciso ter disponibilidade, atenção e carinho. Tudo isso faz diferença. Não se trata apenas de vender. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? CAMILLA — Tem que trabalhar com amor e gostar do que faz. Ao atuar com sabedoria, você irá colher os bons resultados: vendas e parcerias com clientes. > Continua na pág. 12


12

< Continuação da pág. 11

DIOGO COELHO CAMPOS

me. Independentemente dos ramos pelos quais passei, meus clientes se mantiveram fiéis e continuaram trabalhando comigo. Eu atribuo isso à confiança que fui passando.

JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? CAMPOS — Saio de casa todos os dias de manhã pelo amor ao meu trabalho. Amo o que faço. Deus e meus colegas, que tive o prazer de trabalhar todos esses anos, completam a lista.

Empresa: Travel Ace Idade: 33 anos Cargo: Executivo de Contas Tempo de empresa: 2 anos Tempo de Turismo: 11 anos Estado civil: Solteiro Empresas que trabalhou: Gapnet e GTA

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? DIOGO COELHO CAMPOS — Trabalho significa cuidar do cliente. Independentemente de qualquer situação, se é crise ou não, eu cuido dos meus clientes e isso é primordial para ter conhecimento de mercado. É em um boa relação com os clientes que você dialogará e encontrará, com muita atenção, as necessidades de mudanças no mercado. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? CAMPOS — Ter o reconhecimento do mercado e a confiança dos meus clientes. Isso é uma conquista enor-

JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? CAMPOS — São tantos que não quero citar nomes. JP — Dicas para quem está começando? CAMPOS — De tempos em tempos o mercado muda e o que mais indico para lidar com isso é que tenham respeito ao cliente, pois eles estarão do seu lado quando você precisar. Sejam honestos e sempre respeitem a empresa em que trabalham, pois isso gera confiança e credibilidade. O mercado enxerga esse tipo de valor. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? CAMPOS — Crises sempre existirão. Elas voltam de tempos em tempos. O negócio é buscar o lado bom, que é gerar novos negócios. Nada acontece, porém, tem de trabalhar muito para tentar achar novos clientes. Assim buscamos alternativas pra vencer a crise. Acordar cedo e trabalhar muito é a única maneira.

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

MATEUS DE SOUZA BARBOSA Empresa: Assist Card Idade: 31 anos Cargo: Executivo de Contas Tempo de empresa: 4 anos Tempo de Turismo: 4 anos Estado civil: Solteiro Empresas que trabalhou: Somente Assist Card

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? MATEUS DE SOUZA BARBOSA — Qualidade no atendimento. Quando atendo, procuro fazer bem feito e dar toda atenção ao cliente. Meu produto envolve vidas, e nós que trabalhamos com isso temos de estar sempre disponíveis para atender. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? BARBOSA — Trabalhar na empresa em que trabalho hoje, que é líder de mercado, e conseguir atingir os objetivos que uma empresa desse porte passa para mim. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? BARBOSA — Minha família, com certeza. Essa é minha primeira inspiração, que vem seguida de meus objetivos pessoais e meus sonhos.

to dele. Além disso, ele foi uma pessoa que me abraçou na Assist Card e me ensinou a lidar com esse produto.

JP — Dicas para quem está começando? BARBOSA — Ser determinado, encarar, buscar aprimorar o relacionamento com o cliente, pois esse mercado, apesar de um pouco restrito, é muito promissor. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? BARBOSA — É imprescindível ter uma empresa sólida atrás do profissional. Uma empresa líder de mercado nos passa confiança para trabalhar e isso é essencial. Tendo isso, basta ser determinado e mostrar que tem garra para sair dessa crise.

JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? BARBOSA — Sergio Braz, meu gerente. Tenho ele como referência, pois é nítido que todos no setor gostam mui-

MARILDA DIAS

Empresa: Coris April Idade: não quis revelar Cargo: executiva de contas Tempo de empresa: 10 anos Tempo de Turismo: 25 anos Estado civil: solteira Empresas que trabalhou: Brimpex Representações, Flight Tur, Pier 1 Cruise Experts, Mic Travel Assistence (Coris).

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? MARILDA DIAS — Dedicação de muitos anos e a familiaridade com o mercado. Sou muito conhecida por todos. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? MARILDA — Ter me tornado bem aceita por todos do trade e de eles terem confiança no meu trabalho. Isso trouxe bons resultados para a minha carreira. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? MARILDA — Deus, o senhor da vida. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? MARILDA — Meu gosto pela profissão que exerço é a minha fonte de inspiração. JP — Dicas para quem está começando? MARILDA — Ser sempre determinada e ter muita dedicação. Simpatia e profissionalismo também são pontos importantes. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? MARILDA — Não podemos desanimar, não é por que as coisas estão ruins e paradas que vamos desistir. Temos que continuar fazendo nosso trabalho com dedicação e boa vontade, pois tudo passa.


13

VANILSON FREITAS Empresa: Harmônica Turismo GTA Idade: 45 anos Cargo: Supervisor de vendas Tempo de empresa: 8 anos Tempo de Turismo: 20 anos Estado civil: casado Empresas que trabalhou: MMP (Representante da Varig/Rio Sul)

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? VANILSON FREITAS — Acredito que seja minha perseverança em tentar atender da melhor maneira possível o nosso cliente. Amizade, respeito e profissionalismo são palavras-chave do meu sucesso. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? FREITAS — O conhecimento que conquistei em todos esses anos acredito que seja meu maior trunfo. Nada pode me tirar essa conquista. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? FREITAS — Minha família é a maior inspiração da minha vida: mãe, pai, padrasto, irmãs e, principalmente, minha esposa, Kelen, e meu filho, Miguel. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? FREITAS — Apesar de ter tido vários professores ao longo destes anos, quero destacar alguns, pois cada um deles fizeram parte de um momento importante na minha carreira profissional. Em primeiro lugar, o saudoso Sr. Moacir Marques do Prado, diretor da MMP, que me abriu as portas para o Turismo. Em seguida, mas não menos importantes, Ivaldo Lopes Guerra, que me ensinou bastante, César B. Lima, diretor da Harmônica, empresa que trabalho atualmente, e o sr. Celso Guelfi, presidente da GTA. JP — Dicas para quem está começando? FREITAS — O caminho e difícil, pois temos grandes obstáculos na nossa jornada do dia a dia. Temos que matar um leão por dia. Mas perseverança e acordar diariamente como um objetivo traçado é fundamental. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? FREITAS — Trabalho. Maior trunfo para sairmos dessa crise. Quem fica parado lamentando só atrai coisa ruim e não vai a lugar nenhum.

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

RANKING DOS MELHORES PROMOTORES SEGURO VIAGEM (MG) 1º – Sidney Machado Conforti Júnior 2º – Camilla Argolo Rodrigues 3º – Diogo Coelho Campos 4º – Mateus de Souza Barbosa 5º – Marilda Dias 6º – Vanilson Freitas


14

Política

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Renê Castro

Sem barreiras

Uma decisão que pode alterar a forma como o Brasil se relaciona com o mercado internacional. Assim foi encarada a sanção da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei 149/15, que isenta o visto para cidadãos dos Estados Unidos, do Japão, Canadá e da Austrália durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano que vem. A livre circulação dessas nacionalidades é válida para estadas de até 90 dias, com data limite em 18 de setembro, quando ocorre o encerramento dos Jogos Paralímpicos. Logo após a publicação no Diário Oficial da União, no último dia 25, o trade pôde, enfim, gritar vitória - em um ano que tem sido marcado por duras batalhas contra a instabilidade econômica. “Agradeço à presidente Dilma que, de maneira responsável, aprovou esse projeto tão importante para o Turismo brasileiro. O próximo passo agora é elaborar a portaria”, comemorou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, um dos grandes articuladores do projeto, formalizado em meados de março pelos deputados Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB -PE) e Alex Manente (PPS-SP). A união das pastas do Turismo, da Justiça e das Relações Exteriores criou, na prática, uma isenção excepcional e unilateral de vistos de países com forte tradição olímpica, que já realizaram jogos e que não oferecem riscos migratórios e ameaça à segurança nacional. Vale ressaltar que o visitante não precisará comprovar que possui ingressos para assistir a qualquer evento das modalidades desportivas dos Jogos Rio 2016. Para o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, era o impulso que faltava para


15

Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo

determinar o sucesso da Olimpíada no País. “A aprovação dessa dispensa de visto é o início de um processo de ganho de competitividade para o Turismo brasileiro. A queda da barreira do visto, aliada ao bom momento do câmbio, nos anima. Acredito que veremos uma Olimpíada como nunca antes realizada no mundo”, considerou ele, que ainda não tem uma estratégia de divulgação definida sobre o tema. No Exterior, a notícia ainda não chegou de fato, com poucas e pontuais inserções em pequenos portais de notícias. A medida, porém, deve resultar em um incremento de 20% no número de turistas internacionais entre janeiro e setembro de 2016. O cálculo, divulgado pelo Ministério do Turismo, tem como base estudos da Organização Mundial de Turismo (OMT) e do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), órgão que reúne as principais redes hoteleiras e companhias aéreas do mundo. Segundo o Anuário Estatístico de Turismo 2015 do Ministério do Turismo, elaborado com base nos números da Polícia Federal, os Estados Unidos enviaram exatos 656.801 turistas ao Brasil em 2014; Japão aparece com 84,6 mil; Canadá, com 78,5 mil; e Austrália, com 67,3 mil. Para o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo no Congresso Nacional, Herculano Passos, o Turismo é uma das atividades com maior potencial para enfrentar a crise econômica do País, pela rápida geração de emprego e renda. “Em tempos de dólar alto, desburocratizar a entrada de turistas estrangeiros no Brasil impacta positivamente na nossa economia”, enfatizou Passos.p > Continua na pág.16

Carlos Eduardo Cadoca, deputado do PCdoB-PE

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Alex Manente, deputado do PPS-SP

Vinicius Lummertz, presidente da Embratur

Herculano Passos, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo no Congresso Nacional


16 16

< Continuação da pág. 15 < Continuação da pág. 15

2 a 8 de dezembro de 2015 2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS JORNAL PANROTAS

O TRAJETO ATÉ A APROVAÇÃO

CRIAÇÃO DO PROJETO DE LEI 149/2015, QUE ALTERA A LEI NÚMERO 6.815 DE 19 DE AGOSTO DE 1980

O SECRETÁRIO NACIONAL DE POLÍTICAS DE TURISMO, JÚNIOR COIMBRA, REFORÇOU O EMPENHO DO MINISTÉRIO DO TURISMO

APROVADO PELO PLENÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

DILMA ROUSSEFF SANCIONA O PROJETO APROVADO POR DUAS COMISSÕES DO SENADO FEDERAL

APROVADO NO SENADO FEDERAL

24/11 28/10 01/10

25/11

22/10 29/07

MARÇO

16/07

27/10

07/08

02/10 PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL

22/05

O MINISTRO DO TURISMO, HENRIQUE EDUARDO ALVES, FORMALIZOU, JUNTO AO MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES, O PLEITO PARA A FACILITAÇÃO DE VISTOS

O MINISTRO DO TURISMO APRESENTOU O PROJETO AO MINISTRO DA JUSTIÇA, JOSÉ EDUARDO CARDOZO

APROVADO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

ENCONTRO ENTRE O MINISTRO DO TURISMO E A EMBAIXADORA DOS ESTADOS UNIDOS NO BRASIL, LILIANA AYALDE, PARA DEBATER O PROJETO

12 CVBS E OUTRAS ENTIDADES ENCAMINHARAM AO MINISTRO DO TURISMO UM DOCUMENTO QUE MOSTRA APOIO AO PROJETO

OPINIÃO O JORNAL PANROTAS CONVERSOU COM ALGUNS DOS PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA PARA ENTENDER quais os benefícios da isenção de vistos para norte-americanos, japoneses, canadenses e australianos. Confira. 

ALEXANDRE SAMPAIO presidente da FBHA “Não vejo com receio as colocações dos órgãos de segurança ou de quem quer que seja que diga que isso pode trazer problemas ao País em meio aos últimos acontecimentos na França. Acho que são países que não possuem essa característica. No mais, essa ação tem um forte caráter didático no sentido de que vamos provar que o Turismo pode ser exercido com menos burocracia.”


17

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Antonio Azevedo presidente da Abav Nacional “Este projeto é uma vitória em meio às causas do nosso turismo, que chega em momento mais que oportuno. Essa é uma iniciativa há muito defendida pela Abav Nacional, que além de impactar fortemente no fluxo turístico emissivo para o Brasil, é positiva também na medida em que fortalece todo o setor, quando evidencia maior poder de articulação entre os Ministérios do Turismo, das Relações Exteriores e da Justiça. Esperamos que este seja um primeiro passo em direção à flexibilização do processo de concessão de vistos, a começar pela implementação do sistema eletrônico.”

Eduardo Sanovicz presidente da Abear “A dispensa dos vistos para um grupo maior de turistas facilita a vinda ao Brasil e ajuda compensar esse efeito, especialmente quando vivemos um momento em que a demanda normal da aviação doméstica já tem apresentado tendência de queda em razão do desaquecimento econômico nacional. Fora isso, estamos falando de mercados relevantes pelo volume de visitação e pelo histórico de participação nos Jogos Olímpicos, ou seja, são países que movimentam grandes delegações e despertam elevado interesse dos fãs.”

Magda Nassar presidente da Braztoa “Os americanos, em especial, além do excelente momento econômico que vivem, são grandes viajantes. A luta do ministro Henrique Alves para a isenção do visto foi fundamental para o sucesso da Olimpíada. Temos nove meses para mostrar ao Itamaraty e aos Estados Unidos o quão benéfico é a relação que temos com este país. Queremos que esses turistas não só desembarquem no Rio, mas aproveitem para rodar o Brasil e, claro, deixem os dólares aqui.”

Marco Ferraz presidente da Clia Abremar “Uma vitória dos deputados Alex Manente e [Carlos Eduardo] Cadoca, junto com o ministro Henrique Alves, que derrubam uma barreira importante para a vinda de mais turistas para o Brasil. Esperamos que não pare aí, que cheguemos mais longe e a mais países.”


18

Destinos

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Rodrigo Vieira — Belém e Marajó (PA)

Os lindos pássaros vermelhos, chamados de guarás, são encontrados em abundância na Ilha do Marajó

UMA IMENSIDÃO DE NATUREZA EXUBERANTE QUE A MAIORIA DOS BRASILEIROS ENCHE O PEITO PARA CHAMAR DE sua. A diversidade da Amazônia é diretamente proporcional à quantidade de produtos turísticos que podem ser explorados na região. Rios, praias, mangues, florestas, campos alagados, vastíssimos elementos de fauna e flora fazem da região amazônica única no mundo, e o Pará foi premiado com a presença destes elementos. Em meio a tanto verde e à maior reserva fluvial do mundo, a Ilha do Marajó, o Estado ainda tem infraestrutura, uma gastronomia de primeiríssima, que chama atenção de renomados chefs pelo mundo, e uma

veia cultural muito forte. Já que o dólar está alto e o fluxo para o Exterior está desaquecido, o Pará surge como uma grande oportunidade para você, agente de viagens, vender o produto nacional neste final de ano. Todo tipo de passageiro pode se encantar com as ofertas do Estado, já que há opções hoteleiras para todos os bolsos e gostos. O Pará é detentor de cerca de 50% dos atrativos naturais da Pan-Amazônia. O Estado localiza-se na região Norte do Brasil e recebe de sua Setur o título de Obra-Prima da Amazônia. O homem da Amazônia, no Pará, tem uma relação curiosa com as águas, seja em busca da sua sobrevivência na pesca, seja no ir e vir diário, que

faz dos rios a sua rua e das embarcações seu principal meio de transporte. Essa vida em função dos elementos da natureza é um dos fatos que mais atrai visitantes que desejam conviver com a cultura essencialmente amazônica presente no Pará. Seja na pesca esportiva, turismo ecológico e de aventura ou na vivência de experiências, os fatores naturais atraem a atenção dos visitantes que desejam desfrutar do turismo no Estado. Caso você esteja perdido no meio de tanta informação e não sabe como pode fechar o melhor pacote ao seu passageiro, não se preocupe. Abaixo segue um roteiro de cinco dias que explora grande parte do que a obra

prima da Amazônia tem a oferecer. O circuito engloba Belém e Ilha do Marajó, mas caso seu passageiro tenha mais tempo e disponibilidade, ofereça a continuidade do passeio acrescentando Santarém e Alter do Chão, na região do Tapajós, que guarda importantes unidades de conservação, garantindo a preservação da floresta densa de terra firme e sítios arqueológicos com registros de antigas civilizações que habitaram a região antes da chegada dos portugueses. Destaque para a cultura tapajônica, com sua sofisticada cerâmica. Tudo isso dá ao turista, pelo menos, uma dica do porquê o mundo todo tem os olhos em nosso País.

Foto: Carlos Silva / Ag. Pará

Floresta, cidade e sabor


2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Foto: Carlos Sodre

19

1o dia – Belém

Fundada em 1616, a capital paraense simboliza a integração da Amazônia ao território brasileiro e reflete a identidade amazônica em sua paisagem e cultura. Seu conjunto histórico e arquitetônico guarda os registros de outros tempos, mas também é centro de produção de conhecimento e de novas formas de expressão cultural e linguagem artística. Ao chegar a Belém, visite, logo pela manhã, o Mangal das Garças - parque ecológico onde são reproduzidos os diferentes ambientes da flora amazônica e que integra o Borboletário, o Farol de Belém, o Mirante do Rio e o Museu Amazônico de embarcações típicas. Do começo até o final da tarde, a sugestão é um passeio fluvial pela Baía do Guajará e Rio Guamá, para ter uma vista panorâmica da cidade de Belém, com as ilhas e as diferentes embarcações. A cidade possui muitas janelas para o rio, como a Estação das Docas, Complexo Feliz Lusitânia e Portal da Amazônia.

2o dia – Belém

No segundo dia, levante bem cedo e, após o café, siga rumo ao Complexo Ver-o-Peso, que tem sua origem no período colonial e é considerado um dos mais antigos mercados em funcionamento no Brasil. É possível conhecer e comparar os mais diferentes produtos extraídos da floresta e dos rios amazônicos. Depois você pode percorrer as ruas onde Belém nasceu e por onde se expandiu, para identificar os diferentes momentos que ela vivenciou e que são revelados por espaços como Forte do Presépio e o Museu do Encontro, a Catedral da Sé, o Teatro da Paz, o Parque da Residência, entre outros. Não perca a chance de almoçar na Estação das Docas, complexo de antigas docas na beira do rio, com direito a sobremesa nas sorveterias locais para desfrutar os sabores exóticos das frutas locais. Peixe frito com açaí, bem

Búfalos bem mansinhos são encontrados na Praia do Pesqueiro, em Soure. Há serviço para os turistas montarem nos animais

paraense, pode ser uma ótima pedida. À tarde, conheça o Museu Paraense Emílio Goeldi, a mais antiga e conceituada instituição dedicada à pesquisa da Amazônia e de seus povos, no qual há exposições temporárias apresentando as muitas faces do seu acervo. Etnografia, botânica, fauna, entre outros elementos. Já no final da tarde a sugestão é visitar o Espaço São José Liberto, o antigo presídio da cidade que foi reformado para abrigar o polo joalheiro. Lá é possível encontrar o trabalho de designers paraenses com uso de materiais e pedras preciosas da região, além de uma área dedicada à exposição e venda de artesanato.

3o dia – Ilha do Marajó Localizado na confluência do oceano Atlântico e a foz do rio Amazonas, o maior arquipélago fluvial e marítimo do mundo possui um complexo hidrográfico formado por inúmeros canais, furos, igarapés e lagos. O patrimônio cultural de Marajó remonta aos seus habitantes originais, os marajoaras, considerados

um dos grupos humanos mais antigos da Amazônia com registros que datam do século cinco, e reconhecidos pela extraordinária produção ceramista. Trate de acordar bem cedo de novo, pois nas viagens de Belém à Marajó a maré favorece aos que cedo madrugam. Os barcos saem por volta das 6h30 e o trajeto, que cruza as baías do Guajará e do Marajó, dura aproximadamente três horas. Pagando um pouco mais, as embarcações possuem acesso à sala vip, com assentos similares a poltrona de ônibus. Ao chegar, a proposta é passear pelos principais municípios marajoaras, Soure e Salvaterra, conhecendo o centro das cidades e as maravilhas da ilha. Em Salvaterra, visite a histórica Vila de Joanes, sítio arqueológico do período colonial, e caminhe pela Praia Grande, para observar o dia a dia da comunidade, com tempo para banho e almoço na ilha. No período da tarde, descubra os encantos de Soure, observando o centro da cidade e as construções antigas que ainda sobrevivem ao tempo. Marajó conta com uma série de pousadas, mas não espere muito luxo, essas

acomodações são de proprietários locais. A maioria é bem limpa e confortável, mas é claro que não apresentará a tecnologia e a infraestrutura dos hotéis de grandes cidades. Observe a singularidade do lugar: búfalos caminham tranquilamente pela cidade, servem de meio de transporte e até como montaria para garantir o policiamento dos municípios. Não deixe de experimentar os pratos típicos: frito de vaqueiro, filé marajoara, feitos com carne, queijo e outros derivados de búfalo. Peixes e frutos da região também são muitos saborosos.

4o dia – Ilha do Marajó

Foto: Serge Guiraud

No quarto dia, conheça a comunidade e a Praia do Pesqueiro, onde você pode relaxar, tomar banho e almoçar. Reserve à tarde para visitar uma típica fazenda marajoara, todas muito bem localizadas. A fazenda São Jerônimo, por exemplo, já foi cenário do reality show No Limite, da TV Globo, ensaios fotográficos, documentários, reportagens diversas e oferece de tudo um pouco: trilhas na floresta e nos mangues, canoagem pelo rio, cavalgada, passeio de búfalos, com uma paisagem rica em flora e fauna, igarapés, mangues e exóticas praias desertas. Tome uma água de coco gelada oferecida pelos fazendeiros e deleite-se com as águas mornas da praia, com o privilégio de estar à beira do rio, mas na esquina do oceano. Conheça mais em marajotk. blogspot.com.br.

5o dia – Ilha do Marajó Após o café da manhã típico na pousada, a proposta é aproveitar o último dia em Marajó e fazer visitas à ateliês de cerâmica e ao Centro de Processamento do Artesanato do Couro de Búfalo. Depois, é hora de retornar ao Porto do Camará e embarcar de volta para Belém.p

--- O Jornal PANROTAS

O amanhecer no complexo Ver-o-Peso, em Belém, a melhor hora para comprar produtos frescos

viajou a convite da Setur-PA e com proteção GTA


20

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Mercado

Respeito ao caixa

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, Artur Andrade, editor-chefe da PANROTAS, Magda Nassar, presidente da Braztoa, Cassio Oliveira, diretor da Air Tkt, e Edmar Bull, presidente da Abracorp e vice-presidente da Abav Nacional

O Jornal e o Portal PANROTAS reuniram, na sede da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), em São Paulo, quatro lideranças da indústria de Viagens e Turismo para debater e mostrar caminhos para o atual momento de crise do País e dos segmentos que representam. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, Cássio Oliveira, diretor da Air Tkt, Edmar Bull, presidente da Abracorp e vice-presidente da Abav Nacional, e Magda Nassar, presidente da Braztoa, chegaram a denominadores comuns: o mercado encolheu, as empresas do setor que ainda não abandonaram os modelos de gestão das décadas de 1980 e 1990 precisam fazê-lo com urgência, focando em performance, tecnologia e gestão, e mais do que nunca é preciso ficar atento aos índices econômicos e financeiros de cada empresa, seja ela uma pequena agência de viagens ou uma companhia aérea de abrangência nacional. “É preciso respeitar o caixa”, resumiu Cássio Oliveira, em uma frase que virou mantra durante a mesa redonda. Os vídeos com os principais momentos do encontro, mediado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, estão disponíveis no Portal PANROTAS e em nosso canal no Youtube (www.youtube.com/tvpanrotas). Segundo dados que saíram do encontro, o número de passageiros em voos internacionais caiu cerca de 4%, o faturamento 23% (em dólares) e a tarifa média 20%, de janeiro a setembro deste

ano. Mas somente em outubro a queda na tarifa chegou a mais de 35%, com 3% menos passageiros. No nacional, a demanda de janeiro a setembro subiu 0,8%, e a oferta 1,9%. Avianca e Azul aumentaram oferta e Gol e Tam reduziram. Ainda há uma variação positiva, que deve ser confirmada pelo aquecimento nos voos domésticos no final do ano. A aviação nacional espera um aumento de tarifas nesse período entre as festas de fim de ano e o verão, o que gerou reclamações da presidente da Braztoa. Os demais players chegaram à conclusão que se trata de oferta e demanda e nesse momento o nacional está aquecido, com as promoções se concentrando no internacional. “Quem compra com antecedência, paga menos”, diz Sanovicz, que prevê que o número de trechos voados deva ficar ainda acima dos 100 milhões. “Mais passageiros não significa mais negócios, grande tema é como fazer para fechar a conta”. “O foco principal tem de ser o ganho em produtividade, usando a tecnologia e trazendo outros mercados”, diz Edmar Bull, falando especialmente das agências corporativas. “Há mais de mil CNPJ chegando ao mercado todo mês. Isso é oportunidade, apesar de uma época de alerta e cautela”. E completa: “hoje, qualquer centavo faz diferença, então temos de rever constantemente nossos procedimentos. Por sua vez, o cliente está revendo seus orçamentos e nossa consultoria é fundamental nessa hora”. Como vice-presidente da Abav,

Bull acredita em crescimento de 5% nas vendas em 2015, número que não é corroborado por nenhum dos outros três participantes do debate. Todos falam em ano de queda.

TARIFAS ECONÔMICAS A atuação das operadoras Braztoa no internacional tem como desafios a instabilidade do real frente ao dólar e as promoções das empresas aéreas, que oferecem tarifas melhores que as tarifas-acordo das operadoras. Como resultado, grande parte da emissão está sendo transferida para as consolidadoras. A presidente da Braztoa aposta que há uma demanda reprimida para o lazer, que é visto como fundamental pelo brasileiro. “É um momento também do profissional mostrar seu diferencial como consultor. O agente de viagens e operadora agregam valores a uma viagem que não se consegue na internet”. Para ela, sair para uma viagem com tudo organizado e com uma consultoria gratuita faz diferença na experiência do passageiro. Tanto Magda quanto Cássio Oliveira criticaram os preços dos produtos nacionais, especialmente a hotelaria, que, segundo o diretor da Air Tkt, está com valores exagerados. “É um grande momento para a indústria nacional. No ano passado, os associados Braztoa venderam R$ 6 bilhões em viagens nacionais e R$ 4 bilhões circularam pelo País. Se a

demanda pelo nacional aumenta, o impacto local também”, atestou Magda. Sanovicz voltou ao tema das tarifas domésticas, dizendo que houve ajuste de oferta e mudanças na política de cada empresa e que a aviação hoje não permite generalizações. “O debate é eficaz e produtivo, mas nenhuma indústria vai praticar suicídio comercial”, disse. Para ele, 2016 merece duas atenções: “o serviço dentro de casa, respeitando o caixa, como disse o Cássio, e trabalhar as agendas em comum da indústria, indo além da divisão do bolo comercial”.

QUEBRAS

O assunto de quebras de empresas foi abordado por Magda Nassar. “Quebras sempre vão existir. De operadoras, agências, empresas aéreas... Precisamos buscar soluções que amenizem os problemas. Nosso papel não é fazer a gestão das empresas associadas. Hoje temos um seguro inédito, em que o agente é beneficiado. Sugiro que os agentes continuem atentos e acreditando no marketing de verdade”. O diretor da Air Tkt, Cássio Oliveira, revelou que a inadimplência das agências de viagens cresceu 10% nesse ano de crise. Já Sanovicz, da Abear, disse que as fraudes preocupam mais as as empresas aéreas do que a inadimplência atualmente. Confira os vídeos da mesa redonda em www.panrotas.com.br ou www.youtube. com/tvpanrotas.p


21

Aviação

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Rodrigo Vieira

Décadas de respeito O primeiro voo da British Airways para o Brasil aconteceu em 2 de abril de 1985. O BA245 saiu de Heathrow (Londres) com destino ao Rio de Janeiro para depois fazer novo voo até São Paulo, e assim foi inaugurada sua história no País. Desde então, foram 30 anos de atividades ininterruptas, e isso, de acordo com a gerente da aérea para o País, Marta Sánchez, demonstra o respeito e a confiança com o passageiro e o mercado brasileiros. Para ela, a empresa já resistiu a momentos muitos desafiadores nessas três décadas e assim será com mais esse quadro atual. “Vimos coisas piores nesses 30 anos e nunca interrompemos as operações no Brasil, e assim continuará sendo, já que o País é, de longe, nosso principal foco na América Latina. Prova disso é que em 2011 passamos a ter voos diferentes saindo do Rio de Janeiro e de São Paulo para Londres. Antes era uma rota só feita com escala. Passamos de sete para 14 voos semanais e não há qualquer risco de reduzirmos esta carga”, garante a country manager da British, que também é detentora do mesmo cargo na Iberia, companhias que se integraram em abril do ano passado. “Já estamos há mais de um ano juntos e o resultado está sendo ótimo. A junção dos departamentos comerciais, somada às outras contratações que fizemos no período, resultou em uma equipe multicultural e o ambiente é de total integração, e a tendência é que os resultados sejam cada vez melhores”, avalia Marta. Um dos maiores aliados de venda da British para o público brasileiro é o que a gerente chama de quarta cabine. Tratase da World Traveller, a classe mais básica, mas que conta com entretenimento individual”. Ela segue uma linha composta por First (primeira classe), Club World (excecutiva) e World Traveller Plus (conforto). “Somos uma das referências mundiais no segmento premium, mas

nossa World Traveller pode ser considerada uma das melhores econômicas do mundo, além de ter um preço muito bom. Há muitos passageiros brasileiros a lazer voando nessa classe.” Atualmente, um B777 com quatro cabines faz a rota Londres-RJ-Londres e um B747-400 faz Londres-GRU-Londres.p

Marta Sánchez, acompanhada de modelos que exibiram figurinos antigos das comissárias da British


22

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Eventos

A palavra é inovar Divulgação/Phocuswright Conference

Os grandes vencedores desta edição do Phocuswright Conference

O que o turismo global necessita atualmente? Se pensou em apoio de entidades “dinossauros”, a resposta está errada. Pelo menos para a Phocuswright Conference, que aconteceu em Fort Lauderdale/ Hollywood (Estados Unidos). O evento trouxe, com o sugestível tema I, traveler: embracing post mobile, ao longo de quatro dias inovações e tendências de jovens que buscam crescer e, ao mesmo tempo, modernizar a indústria de viagens. Sob a análise do CEO da Phocuswright, Tony D’Astolfo, e uma plateia seleta, uma série de cases foram apresentados a fim de facilitarem o modo de viajar neste mundo moderno. Para imergir os participantes na ideia de inovar, o encontro trouxe representantes “pesos-pesado” da tecnologia, a exemplo de Darren Huston, do Grupo Priceline, Stephen Kaufer, do Tripadvisor, e os brasileiros Paulo Nascimento, da Viajanet, e Luciano Barreto, da Submarino Viagens. Motivadores para dezenas de jovens criarem suas startups. Entre uma palavra e outra, Huston preparou os amantes da tecnologia para o futuro. “Neste mundo, temos que conviver com multiganhadores. Quem não gosta de competição não deve estar neste mundo", enfatizou. As on-line travel agencies (OTAs) modificaram a forma de planejar, reservar e vender viagens. Se por um lado, a indústria tradicional entra em concorrência com a internet, por outro, estas empresas ganham

TENDÊNCIAS Ao longo da Phocuswright Conference, entusiastas da tecnologia apresentaram suas ideias de inovação. Confira algumas das propostas abaixo: Tripbam — aplicação para plugar nos sistemas viagens, facilitando a vida de agentes e travel managers, buscando as melhores tarifas; Way Go — aplicativo de tradução visual em tempo real com interface para Google Glass e outras ferramentas; Zizoo — OTA para reservas de barcos, atua em 25 países com gerenciamento dinâmico de preços.


23

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Divulgação/Phocuswright Conference

VENCEDORES mais combustível para lançar suas propostas competitivas. Barreto, por exemplo, descarta qualquer ideia de que o mercado virtual não necessita de pessoas. “A experiência do consumidor é o ponto mais importante. Ainda há muita fricção no processo. Precisamos investir mais em tecnologia e atendimento para tornar as fases inspiracional, compra e reserva o mais suaves possíveis. É desta forma que vamos nos diferenciar dos websites dos fornecedores", afirmou ele. De nada adianta investir em tecnologia se não pensar no seu público-alvo. As startups apresentadas na Phocuswright Conference têm a base pronta, mas ainda assim precisam de capital para amadurecem e beneficiarem o viajante. Os profissionais apostam em acessibilidade, venda diferenciada e uso da tecnologia na palma da mão. Entre os projetos que mais chamaram a atenção do público especializado está, por exemplo, a Proxce, serviço utiliza identificação sem contato para check-in via mobile. O Revinate, ao usar dados do usuário, entrega experiências personalizadas que criam relações valiosas e clientes de longa data. A Tansler Inc é uma “feira” on-line de aluguel de férias que permite ao viajante dar o seu preço e competir por sua estada. O Travefy é um grupo planejador de viagens que oferece ferramentas de colaboração para marcas, fornecedores e agentes. E, por fim, a Trekkable auxilia usuários com mobilidade reduzida a comprar e reservar hospedagens alternativas que vão ao encontro de suas necessidades sem custo, tempo ou esforço adicionais. D’Astolfo aplaudiu as ideias apresentadas e mostrou o entusiasmo para o futuro. “Startups estão indo além da inovação para tornar o ato de viajar mais fácil para todos. Estamos ansiosos para vê-las fazer um impacto ainda melhor no futuro da indústria”, finalizou o CEO.

Um júri especializado selecionou os campeões em suas respectivas categorias. A empresa vencedora na General Catalyst Award recebeu um “incentivo” de US$ 100 mil. VENCEDORES General Catalyst Award por inovação em viagens: Tansler Inc. Brand USA Award por inovação de marketing em viagens: Travefy 33 Entrepeneurs Best Team Award: Trekkable Companhia startup mais inovadora: Proxce Companhia emergente mais inovadora: Tansler Inc. Companhia estabelecida mais inovadora: Revinate VICE-CAMPEÕES Companhia startup mais inovadora: Zizoo Companhia emergente mais inovadora: Air Help Companhia estebelecida mais inovadora: Hipmunk Tony D’Astolfo, CEO da Phocuswright


24

Hotelaria

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

> Karina - Foz do Iguaçu (PR)

Novidades no Sul O Sul do Brasil já pode se preparar para receber o maior parque aquático da região. Trata-se do Blue Park, empreendimento da Mabu Hotéis & Resorts que parte de um investimento de R$ 50 milhões e tem previsão para ser inaugurado em dezembro de 2017. A novidade trará atrações como o Wizard, que reúne quatro toboáguas interligados, por onde os visitantes deslizam sobre tapetes em alta velocidade; o Aqualoop, tobogã com 20 metros de altura e 70 metros de extensão; o Rio Lento infantil, com 40 centímetros de profundidade, onde os pequenos poderão se divertir em boias, além do Aquaplay, parque exclusivo para crianças, e da praia de ondas. A Mabu tem apostado bastante no segmento de lazer, principalmente após ter registrado faturamento 15% superior ao do setor de eventos.“Pela primeira vez notamos este crescimento. Eventos costumava representar 70% a 80% de nosso faturamento, e hoje responde por 44%”, conta o CEO da Mabu Hotéis & Resorts, Wellington Estruquel. Para ele, o crescimento, sem dúvida, foi fomentado pela recente inauguração da praia termal no Mabu Thermas Grande Resort, localizado em Foz do Iguaçu (PR). “A partir daí, o resultado foi muito favorável, e registramos lotação em todos os feriados do ano. Somente em julho, foram 25 mil hóspedes. Um recorde, desde a abertura do hotel. Claro que a alta do dólar favoreceu esse crescimento, mas os investimentos na área de lazer, sem dúvida, foram primordiais

para que conseguíssemos tais resultados”, conclui Estruquel. A necessidade de maiores investimentos no setor de lazer foi sentida após a ampliação, em 75%, do número de quartos no Mabu Thermas Grande Resort, que passou de 208 para 364. De acordo com o CEO, neste cenário o Blue Park vem para aquecer ainda mais a economia do Paraná, e será um empreendimento voltado a hóspedes, moradores de cidades em um raio de 250 quilômetros e visitantes de Foz do Iguaçu (PR).

Propriedade fracionada Além do Blue Park, outra novidade anunciada pela rede Mabu foi o My Mabu, conceito de propriedade fracionada que a rede começa a aplicar em seus hotéis. A proposta é comercializar mais de cinco mil frações de 420 apartamentos, cada um deles dividido em 12 partes. O proprietário terá direito, em um período de 50 anos, a quatro semanas anuais de uso, no My Mabu ou em qualquer resort associado à Resorts Condominium International (RCI), podendo, desta forma, desfrutar suas semanas em destinos no Exterior. “O My Mabu procura unir o que há de melhor na residência, que é o aconchego e os serviços oferecidos no hotel, lembrando que o custo de uma propriedade compartilhada chega a ser 30% menor do que adquirir uma segunda propriedade. Modelo ideal para o cenário econômico de crise que estamos vivendo hoje”, ressalta Estruquel.

Mabu: segmento de lazer registrou faturamento 15% superior ao de eventos

As semanas dos proprietários serão negociadas por meio de um calendário rotativo, e os moradores poderão escolher entre 200 apartamentos com capacidade para seis pessoas, outros 200 para até quatro pessoas e 20 suítes premium para oito pessoas. As primeiras unidades já começaram a ser construídas no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu (PR), com previsão de entrega para julho de 2019. É possível dar 20% de entrada e parcelar o restante do valor em até 48 vezes.

"É um modelo comercial agressivo, mas que viabilizará ao público a chance de ter um lugar para chamar de seu", ressalta o CEO da rede sobre o empreendimento, que recebeu investimentos de R$ 150 milhões. Para divulgá-lo, a rede também lançou, no final de novembro, a campanha My Mabu: Happy Holiday Homes, além de um hotsite e de um telefone 0800, por meio do qual os interessados poderão tirar dúvidas e realizar o agendamento das diárias. O lançamento do empreendimento também será feito em Curitiba, Maringá e Londrina.

Nova tendência no Brasil O conceito de propriedade compartilhada começa a ganhar força no Brasil, na opinião da diretora da RCI no País, Maria Carolina Pinheiro. "Somos parceiros da Mabu há três anos, e seremos responsáveis pelas trocas das semanas dos apartamentos compartilhados. No Exterior, este modelo de negócios já é bastante difundido, e temos promovido diversos treinamentos no Brasil para que ele comece a ser entendido por aqui também", afirma. De acordo com ela, metade dos clientes da RCI já trabalha com o sistema de propriedade compartilhada, enquanto o conceito ainda engatinha no Brasil. No caso de realmente ser uma nova tendência, é o momento de repensar quais rumos o mercado de turismo tomará a partir desta demanda.p Os conselheiros administrativos da Mabu Hotéis & Resorts, Alberto e Márcia Abujamra, ao lado da diretora da RCI no Brasil, Maria Carolina Pinheiro, seguida pelo CEO e pelo presidente do conselho administrativo da rede hoteleira, Wellington Estruquel e José Maria Abujamra, também do conselho

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Mabu Hotéis & Resorts


SurFACE

26

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Verônica Araújo tem como estratégia fazer com que os associados participem das decisões da entidade

Planos da Abav-RO

O Jornal PANROTAS conversou com a nova presidente da Abav Rondônia, Verônica de Araújo, que não foi encontrada pela reportagem durante as entrevistas com os novos presidentes da regionais na edição 1.992. De acordo com a nova presidente, seu principal objetivo neste biênio 2015-2017 é ser multiplicadora de informações e gestora na fomentação de cursos e capacitação. Com isso, Verônica acredita conseguir trazer mais associados à entidade, que hoje conta com 48 afiliados, sendo 36 ativos. “Fui pessoalmente a algumas agências que estavam ausentes para resgatá-las com intuito de fortalecer a instituição.” Para torná-los mais engajados, a estratégia da gestora é fazer com que todos participem ativamente das tomadas de decisões. A respeito da Feira da Abav, Verônica afirmou acreditar que os gastos têm de ser enxugados ao máximo e a que deve haver esforços para atrair distribuidores internacionais. “Sou participativa em feiras e vejo o quanto é interessante estar frente a frente com o dono do produto. Rodadas de negócios é fundamental”, completou.

Foto: Tribuna do Norte

Gerente de Vendas

Viviane Pio cuidará da expansão das lojas CVC

Com 23 anos de experiência no Turismo, sendo 18 dedicados à CVC, Viviane Pio agora acumula a gerência de Vendas regional São Paulo (capital e interior) e a gerência sênior de Suporte a Vendas, fazendo a interface com as áreas de Produtos, Operações (CCO), Tecnologia da Informação (TI) e Finanças, além de cuidar do desenvolvimento estratégico da expansão da rede de lojas, buscando novas oportunidades de negócios e crescimento. Viviane se reporta ao diretor de Vendas, Emerson Belan, e tem como principal desafio em seu novo escopo de trabalho o suporte à rede de lojas com foco no desenvolvimento de facilidades estratégicas para o dia a dia da área de vendas. O e-mail da profissional é vivianepio@cvc.com.br. 

Nova diretoria

A Carlson Wagonlit Travel (CWT) anunciou a contratação de dois novos executivos: Renato Aranha e Eduardo Tubosaka. Aranha assumiu a diretoria de Vendas Brasil e terá como desafio o desenvolvimento de novos negócios. Ele ingressa na CWT com histórico profissional que inclui passagens pela Varig, Pan Am, Sabre, Amadeus, American Airlines e Avianca. Já Tubosaka é o novo diretor de Relacionamento com Clientes e terá a missão de fortalecer e estreitar o relacionamento com a carteira de clientes CWT. O profissional iniciará seu trabalho na companhia com a experiência acumulada em empresas como Bombril, Bunge Alimentos, Novartis, Sony, Sistema Coca-Cola e Bonduelle.

Isela Costantini nasceu em São Paulo

Brasileira na Aerolíneas

A Aerolíneas Argentinas tem uma nova comandante. E ela é brasileira. Isela Costantini, filha de pais argentinos, nascida em São Paulo, é a atual presidente da General Motors (GM) e assumirá o posto máximo da companhia aérea no lugar de Mariano Recalde, de acordo com o jornal Clarín. Isela terá alguns desafios pela frente. Segundo aponta o folhetim, para colocar as contas em dia, o governo argentino terá de investir o equivalente a US$ 550 milhões. Outro desafio a ser cumprido é o pessoal, uma vez que Aerolíneas e Austral dividem seus profissionais em seis corporações: APA (terrestre), APTA (técnicos), AAA (aeronavegante), UPSA (hierárquico), APTA (pilotos de Aerolíneas) e UALA (pilotos da Austral).

Ponto a ponto  Erramos: Na edição 1.192, o valor correto de parcelamento da Avianca Internacional é de dez vezes sem juros e da Avianca Nacional é de seis vezes sem juros.  As despesas de brasileiros no Exterior caíram 52,6% em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado.  Salvador espera 700 mil turistas no carnaval do próximo ano Eduardo Tubosaka

Renato Aranha


27

2 a 8 de dezembro de 2015 JORNAL PANROTAS

CONECTE-SE COM A PANROTAS

Chefe executivo

A Hplus Hotelaria anunciou Francisco Calvo como o novo CEO da rede. Administrada pelos sócios fundadores da empresa, Ana Paula Faure e Otto Sarkis, a Hplus contará agora com um chefe executivo. Com 20 anos de atuação no segmento, incluindo o projeto de internacionalização da rede Bourbon, Calvo chega à rede para consolidar a liderança do grupo no Distrito Federal, além de colaborar na expansão da Hplus para Estados como Tocantins, Pará e São Paulo. “Espero que a minha experiência contribua com a criação de uma base sustentável e rentável para a Hplus ampliar a sua operação em outras regiões do país”, afirmou o no CEO. Para falar com ele, mande e-mail para: ceo@hplus.com.br. 

Trabalho reforçado

Milene Amorim é a nova gerente geral de Vendas da Transamérica Hospitality Group, respondendo a Heber Garrido, diretor comercial e de Marketing. Com experiência de mais de 20 anos de atuação como executiva nas áreas comercial, de Marketing, Comunicação e Treinamento em empresas nacionais e internacionais, Milene Amorim, segundo a rede, "vai reforçar e dar continuidade ao trabalho iniciado há um ano, quando ingressou na equipe comercial". A carreira profissional de Milene Amorim inclui atuações na Radius Travel, Spin Brasil Hotel & Turismo Consultoria, Hoteldo. com e Utell International/ Pegasus Solutions.

Milene Amorim

portalpanrotas portalpanrotas portalpanrotas tvpanrotas PANROTAS Notícias — app do Portal PANROTAS (na App Store e na Google Play)

Francisco Calvo é o novo CEO da Hplus

PANROTAS — app com versão digital das publicações da editora (somente para tablets, na App Store e na Google Play)


Edição 86 - 2 a 8 de dezembro de 2015

Educação no Exterior > Karina Cedeño – Barcelona (Espanha)

Fonte de

APRENDIZADO Ir a Barcelona para estudar espanhol e passar o dia todo falando inglês. Perder-se pelas ruas e ir parar em lugares que valeram toda a viagem. E descobrir que, no final das contas, os pontos mais incríveis da cidade não estão no guia turístico.

Estes são apenas alguns dos bons imprevistos que acontecem durante um intercâmbio, e a única certeza que você deve colocar na bagagem é de que vai conhecer muita gente, ainda mais se a hospedagem escolhida for um hostel. Ao reservar um quarto nesse tipo de acomodação você está, sem saber, assinando um contrato invisível no qual se compromete a dividir o mesmo teto com pessoas e esquisitices de todo o tipo: desde a coreana que dorme com milhões de cabides pendurados na cama até o filipino que ronca com um potência de 40 ursos no beliche ao lado, fazendo com que você não pregue o olho a noite toda e ainda perca a primeira aula no dia seguinte.

Isso sem contar o fato de que muitos hostels não permitem fazer barulho após as 22h, já que a maioria das pessoas está dormindo. Portanto, se a ideia é abrir o armário às 23h para pegar o cobertor, esqueça. Ao mínimo barulho, alguém poderá acordar, sem contar a imensa possibilidade de suas coisas despencarem do armário (que não costumam ser muito grandes). A essa altura, já deu para entender que o único tipo de hóspede que não entra em um hostel é o de luxo. Mas essa hospedagem tem suas vantagens. Além de ser uma opção econômica, dará a você a oportunidade de estar em contato com pessoas das mais variadas partes do mundo.

Fonte Mágica de Montijuïc


02

É lá que você falará portunhol com os chilenos, explicará o que é tapioca para os coreanos e será lembrado todos os dias da goleada de sete a um pelos alemães. Haverá momentos em que será preciso pegar fila para usar os chuveiros, esperar a vez para escovar os dentes e disputar as tomadas para carregar o celular. Mas tudo isso se torna um pretexto para que você conheça pessoas e faça novas amizades. E para que tudo isso faça efeito, é preciso ir com a cabeça totalmente aberta. Mesmo que você ache uma comida estranha à primeira vista, prove. Se ouvir na rua uma expressão que achar que não faz sentido, pergunte para um nativo o que significa. E caso veja algum lugar no guia que não pareça do seu interesse, vá visitá-lo mesmo assim, pois ele pode se revelar o lugar mais marcante de toda a viagem.

Se você quer dormir em berço de ouro, não escolha um hostel

2 a 8 de dezembro de 2015 PANROTAS DESTINOS

Após as 22h, os chuveiros ficam trancados

De turista a morador Depois de um tempo vivendo em outro local, você descobre que a energia de morar em um país e a de viajar para ele são completamente diferentes. Isso pode ser percebido principalmente no ritmo em que as coisas acontecem. Morar em um novo país te permite visitar os pontos turísticos quantas vezes quiser, sem pressa, aproveitando mais o tempo em cada um deles. E também te permite entrar no supermercado já sabendo em qual prateleira estão as coisas de que precisa, calcular mentalmente (e acertar) o tempo que o metrô vai levar para chegar até o centro da cidade, e se o taxista está cobrando um valor justo pela corrida. Morar em um novo lugar também pressupõe que você terá uma rotina. No caso do intercambista, estudar. É óbvio que comparecer às aulas todos os dias é fundamental para o aprendizado do idioma, mas tenha em mente que as verdadeiras aulas podem acontecer enquanto você conversa com nativos, o taxista ou até mesmo ouve a conversa dos outros no metrô (acredite, este é um ótimo exercício de aprendizado). As turmas de intercâmbio costumam ter poucos alunos, em torno de seis, vindos

dos mais variados continentes. Portanto, sua sala pode ter um suíço, uma árabe, dois coreanos e um japonês. As aulas costumam ser divididas em gramática e conversação, momento em que você pode sanar o seu portunhol. Isso sem contar que você não vai só aprender, mas também ensinar coisas sobre o seu país, que pra você podem parecer óbvias, mas estão muito distantes da realidade de quem não conhece o Brasil. Tem gente que quer aprender português e vai te pedir umas aulas, e não se assuste ao ouvir perguntas como “você sabe sambar?” ou “o que é capoeira?”. A gente embarca no intercâmbio como uma peça solta de quebra-cabeça. No caminho, vai unindo nossas arestas com as de outras culturas, países e volta com o cenário completo. Depois de um intercâmbio, você não é mais apenas um brasileiro. Você é um brasileiro que fala espanhol, é amigo de uma eslovaca e aprendeu algumas palavras em italiano. Embora você volte a enxergar tudo em verde e amarelo, sua visão de mundo passa a ser mais ampla. E se você optou por fazer um intercâmbio em Barcelona, a melhor dica é ficar hospedado próximo ao centro, pois de lá

Barcino, o primeiro nome de Barcelona

é muito fácil chegar à maior parte dos pontos turísticos (inclusive a pé). As ciclovias são usadas intensamente, e é possível alugar uma bicicleta, uma scooter ou até um riquixá, se a sua intenção é um passeio mais lento (e exótico). É claro que de vez em quando você vai precisar pegar o metrô, e o seu trajeto dentro das estações será bem mais animado por conta do projeto Música no Metrô, que leva músicos independentes para tocarem nas estações enquanto você faz uma baldeação de uma linha para outra. Mas o legal mesmo é sair para andar

Na mesma sala de aula: um japonês, um suíço, uma árabe, uma brasileira e outro japonês. Está bom ou quer mais?

e se perder pelas ruas do Bairro Gótico, que parecem ter saído de um filme antigo. Lá as construções (e muitas ruínas) romanas foram mantidas, e você poderá encontrar o local onde a cidade foi fundada, com letras formando a palavra “Barcino”, antigo nome romano de Barcelona. Em meio às ruazinhas sinuosas, destacam-se lojas muito fora do comum e até modernas demais para o estilo gótico, mas é esse contraste que deixa o local ainda mais interessante. Sem contar que em Barcelona é comum encontrar lojas de produtos específicos, como livros antigos, selos, gibis, equipamentos para bicicleta, máscaras e até quebra-cabeças. E caso você se perca de verdade, há muitas placas informativas pelas ruas. Elas geralmente estão em catalão, que assim como o espanhol também é falado em todo canto da cidade; ou melhor, quase todo. A maior parte dos hostels abrigam moradores provenientes de países em que se fala inglês, e, infelizmente, muitos não têm o interesse de aprender o espanhol. Então, se você se hospedar em um hostel em Barcelona, é muito provável que passe 80% do seu dia falando inglês. A não ser, claro, que você faça amizade com um nativo. Aí a coisa muda de figura.

> Continua na página 03


03

2 a 8 de dezembro de 2015 PANROTAS DESTINOS

> Continuação da página 02

Gaudí Antoni Gaudí é o carro-chefe de toda a arquitetura da cidade, e não será difícil encontrar as obras dele pelo caminho, já que elas se destacam a léguas de distância pela magnitude e pelas fachadas diferentes. Inspiradas nas formas sinuosas e arredondadas da natureza, elas foram pensadas também em seu conteúdo, trazendo interiores planejados para que a iluminação do sol entre de forma adequada em cada ambiente. Ao visitar a Casa Batilló, por exemplo, é possível verificar isso. Na parte mais alta da construção, onde o sol é mais intenso, as janelas são menores, e na parte debaixo, onde a necessidade de luz é maior, as janelas também aumentam de tamanho. A Sagrada Família é outro (literalmente) grande exemplo disso. Com suas torres chegando a 125 metros de altura, que são vistas de qualquer ponto da cidade, a igreja traz vitrais por todos os lados e a certeza de que as obras de Gaudí não são deste mundo. A construção nos faz questionar se é mais surpreendente o seu exterior ou o interior, rico em detalhes artísticos. Gaudí levou 40 anos para construir e morreu antes de terminá-la (a previsão é de que a obra seja finalizada em 2026). Talvez por conta disso a cripta no andar de baixo, que também pode ser visitada, tenha sido escolhida como local para guardar os restos mortais do famoso arquiteto. O Park Güell é, sem dúvida, um dos maiores cartões-postais da cidade, e As luzes da Torre Agbar

embora esteja localizado muito longe do centro da cidade, também atrai milhões de turistas todo ano, que disputam uma vaga para ter a melhor vista do terraço. Outro destaque fica por conta de La Pedrera, casa que o arquiteto construiu sem uma linha reta sequer. Se isso já é motivo para se surpreender, espere até chegar ao terraço: são 38 chaminés de ventilação que mais se assemelham a enormes esculturas de deuses ou guardiões com feições bem simpáticas, algumas delas finalizadas com cacos de garrafas de champanhe. Em determinadas épocas do ano, o terraço é palco de concertos de música, com direito a interessante vista da cidade lá em baixo.

O famoso terraço de La Pedrera

Sagrada Família: por dentro e por fora

Além de Gaudí

Mas Barcelona vai muito além de Gaudí, o que significa que há diversas outras opções. Para quem quer ter uma noção ampla da cidade, uma dica é pegar o Bus Turístic, que sai do centro da cidade, levando uma infinidade de turistas loucos pra conhecer os atrativos locais. A duração do passeio depende do itinerário a ser percorrido, e a linha mais longa costuma ser a vermelha, que cruza a cidade de um extremo ao outro. Outras boas opções: EL TIBDABO — Seja da roda-gigante ou do mirante que o parque oferece, você terá uma das vistas mais privilegiadas da cidade. E a melhor coisa é chegar lá no início da noite, quando o sol está se pondo, o que deixará a paisagem ainda melhor. O transporte até o parque é feito por meio de um funicular, que leva os passageiros do metrô até o topo da montanha. CAMP NOU — Para quem é fã do FC Barcelona (e também para quem não é), o famoso estádio do Barça é uma ótima alternativa, ainda mais se for considerar a loja de três andares existente ali, onde é possível comprar todo tipo de suvenires para a família. É lá que está também um museu que reúne todos os troféus e títulos conquistados pelo time, além de fotos históricas e vídeos com os principais gols e momentos que marcaram a história do clube. PARC DEL LABERINT D’HORTA — Para vivenciar um cenário de filmes como O Iluminado ou até mesmo O Drácula. Esse lugar oferece a oportunidade de se perder pelos caminhos de sebe que se entrecruzam sem dar em lugar nenhum. MONTJUÏC — A região traz diversos tipos de atrações, como museus, um estádio olímpico e até um castelo, mas as escadarias lotam mesmo é por causa da Fonte Mágica, que apresenta um show de luzes, cores e música nas noites de sextas-feiras e sábados. LAS RAMBLAS — Famoso calçadão que liga o centro da cidade até o porto. O nome, derivado da palavra ramla, que

em árabe significa torrente, representa exatamente isso: uma multidão de turistas e moradores locais que se mistura com as inúmeras barraquinhas de bugigangas e artistas de rua. Só tome cuidado com os batedores de carteira, muito comum por ali. TORRE AGBAR — O mais legal é descer na estação de metrô Glòries, onde está localizada a Torre Agbar, e esperar que as 4,5 mil lâmpadas de Led acendam no prédio, o que acontece por volta das nove da noite. As cores fluorescentes dão ao edifício de escritórios um ar ultramoderno e grande destaque no meio da noite. PALAU DE LA MUSICA CATALANA — A primeira coisa que você vai notar é a cúpula invertida do teto, toda em vitral, que foi projetada na sala de concertos para que a iluminação do ambiente seja difundida em todos os cantos. Se der sorte, durante a sua visita pode estar acontecendo um ensaio de orquestra, e você se sentirá em outra época frente à arquitetura luxuosa e as pompas do local, revestido com tapetes vermelhos e escadarias de tirar o fôlego. Mais do que aos ouvidos, esse lugar agrada principalmente aos olhos.


04

2 a 8 de dezembro de 2015 PANROTAS DESTINOS

Lugares incríveis e pouco visitados Desapegue do guia turístico. Ao andar sem rumo definido pelas ruas, você acaba chegando a pontos interessantes que não estão no guia e, embora não sejam tão conhecidos na cidade, podem se revelar muito mais surpreendentes do que aqueles tanto divulgados. Um exemplo pode ser encontrado no Park Güell. Muita gente sabe que o must do local é o terraço com a vista para a cidade e os trencadís (azulejos em forma de mosaico, muito utilizados nas obras de Gaudí, mas poucos sabem que na entrada do parque, um tanto quanto escondido, há um mirante de pedra que oferecerá a vista mais sensacional da cidade. E você já explorou os arredores do Hotel Miramar, em Montijuïc? É possível en-

Pouco conhecido e valioso: mirante de pedra do Parc Güell

contrar paisagens muito interessantes por ali, e de quebra chegar a um exótico jardim de cactos gigantes que mais parece cenário de desenho animado.

Opções fora da cidade Girona: casinhas coloridas à moda romana

O exótico jardim de cactos gigantes

TONS MEDITERRÂNEOS TODA CIDADE TEM UMA PALAVRA QUE A DEFINE, E NO CASO DE BARCELONA ESSA PALAVRA É COR. A CIDADE QUE ABRIGA UMA INFINIDADE DE MUSEUS É TAMBÉM, UMA OBRA DE ARTE. NÃO é difícil encontrar esculturas enquanto se anda pela rua e há cores diferentes por todos os lados, com destaque para a imensa cúpula invertida de vitrais coloridos do Palau de la Musica Catalana, a fonte Mágica de Muntijuic e as fileiras de sucos naturebas do mercado de La Boquería. No final da tarde o céu ganha tons de rosa e, ao amanhecer, roxo. Não é de admirar que muitos pintores e arquitetos famosos tenham sido espanhóis. O ambiente em que eles viviam era (e ainda é) muito inspirador, com toda esta paleta de cores mediterrâneas. Barcelona te faz sentir tão vivo quanto os tons que ela oferece.

GIRONA — Se você foi a Barcelona e gostou do Bairro Gótico, com certeza vai adorar esta cidade. Com suas árvores em tons avermelhados, ela oferece uma parte antiga de tirar o fôlego. À primeira vista, casinhas coloridas à moda romana pairam do outro lado de uma ponte curva, mas ao atravessá-la é que se descobre o mais interessante do lugar: uma infinidade de antigas vilas, onde você poderá se perder à vontade por horas, se sentin-

do em outra época. MONTSSERRAT — Por foto, dá a impressão de ser um lugar com aura mística e belas paisagens. E é exatamente assim. Mas se você pensa que é só chegar às montanhas e admirálas, está muito enganado. Há trilhas a serem percorridas dentro desta imensidão de rochas e vistas de tirar o fôlego vão aparecendo ao longo do trajeto, o que significa que é melhor levar um tênis na mochila. As paisagens surpreendem em Montserrat Tortilla e patatas bravas no cardápio

MENU ESPANHOL ALÉM DA TRADICIONAL PAELLA, COMPOSTA POR ARROZ E FRUTOS DO MAR, A ESPANHA OFERECE MUITAS IGUARIAS, COMO AS PATATAS BRAVAS, QUE SÃO BATATAS COZIDAS COM DOIS TIPOS DE MOLHO (um deles apimentado, daí o “bravas”), e a tortilla, também feita com batatas e bem similar a um omelete, tanto na aparência como no sabor. Sem falar, é claro, das famosas tapas, porções de aperitivos que variam desde um pão com molho até os pinchos, espetinhos de carne, frango ou camarão. Tudo isso acompanhado por um vinho ou mesmo uma cava (espumante), e por que não uma sangria, bebida similar a um ponche, que traz diversas frutas em suas composição.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Jornal PANROTAS 1195 by PANROTAS Editora - Issuu