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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.190 28 de outubro a 3 de novembro de 2015
Acima, Francisco Carpinelli, Ricardo Ferreira, Marcos Balsamão e Tetsu Suzuki, que formam o recém-criado Comitê Executivo da Alatur JTB, a quem se reporta o novo CEO, Eduardo Kina
R$ 40 milhões de aposta no Brasil
> Páginas 04 a 07
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28 de outubro a 3 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 08 e 09
SMI passa a representar a Design Hotels
Página 10
Argentina em reais é nova campanha do destino
Páginas 14 a 18
Festival de Ouro Preto estreia com apoio da Abav-MG Páginas 22 a 25
João Pessoa se firma como a feira de Turismo do Nordeste
Páginas 22 a 30
Quais os melhores promotores de aviação de Minas Gerais Página 32
Salvador prepara volta por cima para 2016 PANROTAS Gente
A trajetória do dono da Omnibees, Luis Ferrinho
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
Redesenho Se você fugiu das aulas de lógica, matemática, cálculo, finanças e até geometria, pode sentir certa dificuldade neste momento de crise aguda, pois a hora é de rearrumar, redesenhar, refazer, remontar... Até desmontar e começar tudo de novo. Enquanto o governo aposta que um país do tamanho do Brasil não vai quebrar e que a lama política há de solidificar e esconder tudo de uma vez (coita-
dos), os empresários sabem que seu esforço é fundamental — mais uma vez. Ah, claro, se você nasceu na década de 1990 deve estar mais assustado ainda. Não sabe o que eram as fiscais do Sarney ou o overnight. Não conheceram a Pan Am, a Soletur, a Mundirama (sentimos alguns tendo calafrios nesse momento), e outros ícones do setor. Ícones... como construir um nos dias de hoje? A idade
média de uma empresa, segundo a KPMG, era de mais de 50 anos na década de 1960. Hoje é de apenas 15 anos. A base é o mercado norte–americano. O que significa isso? Significa que vivemos em mutação. Para melhor e para maior, como nos mostra a reportagem de capa, sobre o grupo Alatur JTB. Em plena crise, tem R$ 40 milhões para investir até 2018. É o Admirável Mundo Novo.
03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
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DO PORTAL
PANROTAS 15 a 21/10
1 Flyways, nova aérea brasileira,
REDAÇÃO
está pronta para voar – em 15/10
Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Danilo Alves, Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Pedro Guilherme Moreno Querim Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
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ASSOCIAÇÕES
2 Unesul Turismo, do RS, encerra atividades após 50 anos – em 15/10
3 Tam cancela BH-Miami, aumenta BSB-Orlando e mais – em 19/10
4 Pulseira antienjoo chega ao
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mercado brasileiro – em 20/10
5 Brasil terá visto eletrônico para Canadá a partir de março – em 19/10
6 Brasil tem melhores e piores aeroportos da Am. do Sul – em 20/10
7 Luan Santana troca Viajanet por Web Viagens – em 15/10
8 Empregos: Rextur Advance, Hostway e Decolar têm vagas – em 21/10
9 Crise no Turismo: como achar a mola no fundo do poço? – em 19/10
10 Startup oferece canal de
compra on-line gratuito; conheça – em 16/10
11 “Olímpia (SP) é a nova Flórida”, diz secretário de SP – em 20/10
12 Alatur JTB contrata CEO e anuncia duas aquisições – em 21/10
13 Conheça os agentes que mais venderam no Feirão Flytour – em 15/10
14 Flytour Viagens firma nova parceria com estrela do axé – em 19/10
15 Governo economiza R$ 96,2 mi em bilhetes aéreos – em 19/10
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Mercado
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> Artur Luiz Andrade
Sem medo do Brasil
Francisco Carpinelli e o novo CEO da Alatur, Eduardo Kina
COM CERCA DE 850 FUNCIONÁRIOS, UM FATURAMENTO PREVISTO DE R$ 1,7 BILHÃO PARA 2015 E 800 CLIENTES (DOS QUAIS 300 DE GRANDE porte), a Alatur JTB, joint-venture entre a brasileira Alatur, fundada há 24 anos, e a centenária japonesa JTB, inicia uma nova fase com a contratação de um CEO vindo de fora, Eduardo Kina, e o anúncio de que tem R$ 40 milhões para investir de 2016 a 2018 em aquisições e melhorias na operação do negócio. Há cerca de quatro anos, a empresa iniciou um processo de profissionalização, que incluía a busca de um executivo para liderar a expansão prevista para os anos seguintes e o afastamento dos sócios Francisco Carpinelli, Ricardo Ferreira e Marcos Balsamão do dia a dia. No meio do caminho, há exatos dois anos, foi fechado o acordo com a JTB, que passou a deter 47% da TMC e que aumentou ainda mais a necessidade de uma nova estrutura. “A solução estava na nossa frente e só vimos agora”, disse Ricardo Ferreira. Ele se refere ao fato de Eduardo Kina ter contato muito próximo com a Alatur desde a aquisição da American Lloyd (BTI/HRG). Kina é sócio da empresa Invistia, especializada em fusões e aquisições e cuidou
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de todas as negociações da Alatur desde a BTI até a Quickly Travel. Algumas negociações não deram certo, mas o processo fez nascer uma relação próxima e de amizade entre Kina e os sócios brasileiros da Alatur. “Acompanhei de perto, mas indiretamente a negociação com a JTB. Conheço o DNA da Alatur e vi o quão importante foram as aquisições e os saltos internacionais com a HRG e a JTB”, disse o novo CEO, em entrevista ao Jornal PANROTAS. Mas a relação de Eduardo Kina com a Alatur vem de antes da Invistia. Ele trabalhava em uma empresa chamada Interpint, que era cliente da Alatur em viagens corporativas. “O Francisco nos atendia pessoalmente e, desde então, vi que o atendimento personalizado, a qualidade do serviço era um diferencial. Dez anos depois, quando abri a Invistia, a relação se inverteu e virei prestador de serviços para a Alatur”, continua. Veio então o convite de Ferreira e Carpinelli para assumir a presidência executiva da Alatur JTB. E vale repetir que o convite veio dos sócios brasileiros e não foi nenhuma imposição ou pedido dos japoneses, que adoraram a indicação, obviamente.
DUAS CULTURAS
Esses primeiros dois anos da joint-venture nipônico-brasileira foram de aprendizado e adaptação dos dois lados. Uma das missões de Kina é continuar tirando o melhor das duas visões de mercado e de mundo, “que não são antagônicas, mas sim diferentes”. “Quero potencializar esse encontro de culturas, focado em crescimento, lucratividade, diversificação de operações e expansão geográfica”. Segundo Kina, o empreendedorismo dos sócios brasileiros casou muito bem com a disciplina e a organização dos japoneses. E ele, conhecedor das duas culturas, promete fazer uma ponte que alavanque ainda mais essa sinergia. Eduardo Kina, que deixou o dia a dia da Invistia, onde continua sócio, vai responder ao recém-formado Comitê Executivo (formado pelos sócios brasileiros mais o vice-presidente Tetsu Suzuki). Acima desse comitê há o Conselho Consultivo da Alatur JTB, com quatro nomes indicados pelos brasileiros e três pelos japoneses. Eduardo Kina, de 45 anos, é casado com Paula, tem três filhos (Matheus, Melissa e Gabriela) e é formado em Engenharia Eletrônica pela Politécnica de São Paulo.p
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Ricardo Ferreira, Francisco Carpinelli, Marcos Balsamão e Tetsu Suzuki
CIN C O D E S A FI O S O ANÚNCIO DO INVESTIMENTO DE R$ 40 MILHÕES EM ANOS QUE SERÃO DESAFIADORES PARA O BRASIL MOSTRAM, SEGUNDO KINA, A
reafirmação da aposta da JTB e dos sócios brasileiros no País e no Turismo da região. “Para os brasileiros, que conhecem o histórico do País, é mais fácil. Mas os japoneses, que vêm de outra cultura e estão literalmente do outro lado do mundo, é uma prova de comprometimento e confiança”. “O momento é de segurança e tranquilidade. Seguimos nosso planejamento e vamos atrás das oportunidades que existem”, finalizou Francisco Carpinelli. Pedimos que Eduardo Kina listasse seus maiores desafios na nova função. Confira:
1 “O momento de indefinição política e econômica, em um ambiente de incertezas”. Segundo ele, este ano a Alatur JTB vai crescer 18% em receita, devido a novas contas e mais soluções oferecidas aos clientes existentes, mas esses mudaram o hábito de viajar e produziram um tíquete médio menor devido à crise. 2 “A transformação da indústria, muito sensível ao que o mundo on-
Eduardo Kina promete buscar oportunidades
-line oferece e trouxe de novidades”. Para Kina, há uma parcela dos clientes que precisam e querem o atendimento personalizado, “onde a Alatur JTB se diferencia”, mas muitos querem pagar menos e ter transações não tocadas, não podemos hoje manter uma relação baseada apenas no atendimento personalizado. “Esse desejo de desintermediação tem de estar também no planejamento de ações futuras. Nossos maiores investimentos em operações (com os R$ 13 milhões previstos para os próximos três anos) serão em tecnologia, como o ERP da Totvs, que em alguns itens e funcionalidade estamos tendo de construir do zero, junto com eles. Será um grande lançamento, em 2016”.
3 “Ainda estamos em um momento de entrada de um novo sócio, a JTB, que tem 47% da empresa. Dois anos parecem muitos, mas a JTB tem 100 anos e a Alatur 24, e a relação ainda está no início”.
4 “O fato de os sócios serem diferentes e estarem do outro lado do mundo e outro desafio. Mas, repito, as visões são diferentes, mas queremos potencializar o melhor dos dois mundos”. 5 “O movimento de profissionalização continua. Nosso investimento em compliance também será grande. Estamos no terceiro ano de auditoria completa pela KPMG, um grande diferencial na indústria de Viagens e Turismo”.p > Continua na pág. 06
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< Continuação da pág. 05
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AQUISIÇÕES PARA CRESCER A ALATUR JTB TEM TRADIÇÃO EM COMPRAR EMPRESAS, DESDE A ÉPOCA EM QUE AINDA NÃO TINHA UM BRAÇO NO JAPÃO. Inovação e ousadia sempre fizeram parte da estratégia de Francisco Carpinelli, Ricardo Ferreira e Marcos Balsamão. “Acho que falei com todas as agências de viagens do mercado, avaliando as opções”, brinca Carpinelli, mostrando o grau de importância do quesito “aquisições” para o grupo. De uma compra grande, como foi o caso da carteira HRG da BTI, a empresas menores, as aquisições ajudaram a complementar o crescimento orgânico da empresa. Este ano, por causa de duas aquisições de empresas que não fizeram parte da joint-venture com a JTB, mas que mantiveram sociedade com os acionistas brasileiros, a Alatur JTB deve chegar a R$ 1,7 bilhão em faturamento. De janeiro a agosto, cresceu 14% em vendas e 18% em receita (o que deve ser repetido no restante do ano). “Em um ano como esse, isso é fantástico”, disse Carpinelli, enfatizando que a Alatur JTB está em busca de oportunidades. “Vou ligar novamente para todas as agências”. A previsão é que o faturamento do grupo chegue a R$ 3,5 bilhões em 2018 e R$ 5 bilhões em 2020. Em 2018, a meta de participação da unidade de
Carpinelli, Kina e Balsamão
negócios de viagens corporativas deve chegar a 50% (hoje responde por 75% do negócio), devido à aposta na diversificação de produtos e operações, como o Lazer e a área de Eventos.
Dos R$ 40 milhões separados pelos acionistas para investimentos entre 2016 e 2018, R$ 27 milhões serão usados em aquisições. As duas empresas que já estão com cartas de intenção
na mesa são a BSP, de São Paulo, e a Jaraguá, de Santa Catarina. Na BSP, os sócios brasileiros da Alatur JTB possuem hoje 70% de sociedade e, até janeiro de 2016, a ideia é ser uma empresa 100% Alatur JTB. A Plantinum, recentemente comprada pela BSP, também seria integrada ao grupo Alatur JTB, mantendo a sociedade com André Cohen. No caso da Jaraguá, que já é 100% dos sócios brasileiros, a empresa do Sul também se transformaria em empresa da holding. As marcas deverão ser mantidas, pois acredita-se que atendem a nichos específicos e isso faça a diferença na captação de clientes. Outras aquisições estão em fase de estudo, incluindo em segmentos diferentes de viagens corporativas, como Mice, Eventos e Lazer, e também em outros países da América Latina. “No planejamento a curto prazo, temos sim ideia de chegarmos a outros países. Quando a JTB escolheu o Brasil para ser seu hub na região, havia essa intenção”, revela o CEO. E intenção de abrir capital ou trazer mais sócios-investidores? “Não está nos nossos planos”, afirma Kina, que está desde julho na Alatur JTB, mas que assumiu oficialmente o cargo no último dia 20. Já com a experiência desses meses e por conhecer bem a estrutura da empresa, o novo CEO já mudou a estrutura organizacional, criando três unidades de negócios: Business Travel, sob o comando do vice-presidente Gregorio Polaino; Mice, com o também VP Alberto Moane; e Lazer, com o diretor Nelson Oliveira.p
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OPER A D OR A NÃO É APENAS O SEGMENTO DE VIAGENS CORPORATIVAS QUE SERÃO ALVO DOS R$ 40 MILHÕES A SEREM INVESTIDOS PELA ALATUR JTB ATÉ
2018. Uma das metas da empresa é diversificar, e o segmento de Lazer está na lista. O objetivo é fortalecer a marca Bora Viagens, que hoje vende viagens a lazer para os clientes corporativos. Com isso, a Alatur JTB decidiu criar uma operadora dentro de sua unidade de negócios Lazer. Segundo Francisco Carpinelli, a empresa contará com nomes co-
BANCO DE DADOS ALATUR JTB
ll Sociedade: 47% da JTB e 53% dos sócios Francisco Carpinelli, fundador, Ricardo Ferreira e Marcos Balsamão ll CEO: Eduardo Kina
Faturamento previsto 2015: R$ 1,7 bilhão
ll Para 2018: R$ 3,5 bilhões ll Para 2020: R$ 5 bilhões ll Funcionários: cerca de 850
(já se aproximou dos 1,2 mil).
ll Filiais: Rio de Janeiro
(forte no segmento offshore), Curitiba, São José dos Campos, Santana do Parnaíba e Joinville ll Contas ativas: mais de 800 (cerca de 500 no núcleo PME) ll Crescimento em 2015: 18% em receita e 14% em vendas, de janeiro a agosto. ll Participação viagens corporativas na receita: 75% ll Meta para 2018: 50% ll Últimas aquisições: Quickly Travel, BSP e Jaraguá (essas duas últimas ainda com cartas de intenção e previsão de integração ao grupo. Alatur JTB em janeiro de 2016) ll Valor reservado para aquisições: R$ 27 milhões em três anos. ll Valor para investimento nas operações: R$ 13 milhões, com foco em tecnologia e compliance interno. ll Maior mudança de comportamento do viajante na crise: diminuição do tíquete médio, seja por fazer menos viagens internacionais, seja por pesquisar mais nas viagens domésticas.
p
nhecidos do mercado e os detalhes serão anunciados no lançamento, em novembro. A meta da Alatur JTB é chegar a 2018 com 50% dos negócios do grupo vindos de outros segmentos fora de viagens corporativas, como Mice, Eventos e Lazer. A empresa também é associada ao Virtuoso, rede de agências especializadas em viagens de luxo. Recentemente contratou o ex-diretor da SAA, Nelson de Oliveira, para comandar essa área de Lazer. p
Eduardo Kina assumiu o cargo de CEO no último dia 20
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Hotelaria
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> Hugo Okada
Presença no Brasil A DESIGN HOTELS, COLEÇÃO DE HOTÉIS BUTIQUE PRESENTE EM DIVERSOS PAÍSES, PROMOVEU, NA SEMANA PASSADA, UMA série de ações de relacionamento com profissionais do trade turístico brasileiro. Representada no Brasil pelo diretor da SMI, Newton Vieira, a Design Hotels trouxe ao País executivos dos hotéis Palazzina G e G-Rough (Itália); Grupo Único (Espanha); e Hotel Teatro (Portugal); além do diretor de área Américas da coleção, Gonçalo Clemente. Na agenda, visita a operadoras e agências de viagens, além de potenciais parceiros. “Estivemos também no Rio de Janeiro e o principal objetivo foi reforçar a marca Design Hotels no Brasil e criar uma identificação dos agentes de viagens com a plataforma de reservas e o sistema de pagamento
de comissões. A Design Hotels não é uma cadeia de hotéis comum, também não é uma empresa de Marketing de venda de hotéis. Não administramos e não somos proprietários desses empreendimentos. Trata-se de uma coleção de hotéis butique com design diferenciado, destinado a um público sofisticado, que aprecia artes, estuda arquitetura e tem como foco a experiência cultural dos destinos que visita. Todos os hotéis refletem a atmosfera do local onde estão inseridos”, explicou Vieira, que assumiu a representação há duas semanas. “Em nosso portfólio, é possível encontrar empreendimentos de três a cinco estrelas, mas que estão alinhados com a proposta da coleção. O luxo também é uma característica em comum desses hotéis, mas este conceito está cada vez mais relativo.
Newton Vieira (SMI), Gonçalo Clemente (Design Hotels), Simona Veronesi (Palazzina G e G-Rough), Carlos Julià (Grupo Único) e Susana Tavares (Hotel Teatro)
Para algumas pessoas, luxo pode ser entendido como passar dez dias em um hotel pé na areia, por exemplo. Isso também acontece com o conceito de hotel butique, que é tendência, mas que está também ganhando novas interpretações”, observou. Hoje, a Design Hotels possui uma coleção de cerca de 300 empreendimentos nas regiões das Américas, Europa, Meio-Oeste, África e Ásia-
Pacífico. Desses, quatro estão situados no Brasil: Hotel Unique (São Paulo), Felissimo Exclusive Hotel (Balneário Camboriú – SC), Insólito (Búzios – RJ) e Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort (Barra de São Miguel – PE).
COR LOCAL
Para o diretor de área Américas da Design Hotels, Gonçalo Clemente, um dos itens mais importantes para que um empreendimento seja aceito na coleção, além da parte arquitetônica diferenciada e reflexão da cultura local dentro do conceito do hotel, é a responsabilidade social do empreendimento na comunidade em que se encontra. “Além da questão da sustentabilidade, com todas as certificações concedidas por órgãos competentes em dia, os originals (como chamamos os proprietários dos hotéis) devem manter ações que contribuam de alguma forma com a comunidade local, caso do Rock House, em Negril, na Jamaica, que abriu recentemente uma biblioteca para os moradores, entre outras ações”, destacou Clemente. p
BANCODEDADOS MAIS INFORMAÇÕES DESIGN HOTELS:
ll Newton Vieira — Representante no
Brasil: newton.vieira@smi.net.br ll Susana Tavares — Hotel Teatro (Porto – Portugal): susanatavares@ hotelteatro.pt ll Carlos Julià — Grupo Único (Barcelona – Espanha): sm@unicohotels.com ll Simona Veronesi — Hotéis G-Rough (Roma – Itália) e Palazzina G (Veneza – Itália): simona@palazzinag.com ou simona@g-rough.com
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DESTAQUES DESIGN A DIRETORA DE VENDAS E MARKETING DOS HOTÉIS G-ROUGH, EM ROMA E PALAzzina G, em Veneza (Itália), Simona Veronesi, destacou, em ambos empreendimentos, a importância da concepção e design dos dois hotéis. “Nosso público-alvo é formado por designers, arquitetos, pessoas ligadas à arte. O Palazzina G é um cinco estrelas com atmosfera sofisticada e informal ao mesmo tempo. Já o G-Rough é mais exclusivo. São dez suítes em um edifício do século 19, que une elementos clássicos e originais com mobiliários contemporâneos”, explicou Simona. O Grupo Único, representado pelo diretor de Vendas e Marketing, Carlos Julià, com sede em Barcelona (Espanha), possui três empreendimentos, todos sob a chancela da Design Hotels: o Grand Hotel Central, em Barce-
lona; o Único Hotel Madrid, em Madri; e o mais recente, aberto em janeiro deste ano, The Principal Hotel Madrid. “Um dos carros-chefe do Único Hotel Madrid, é o Restaurante Ramon Freixa Madrid, comandado pelo renomado chef Ramon Freixa, detentor de duas estrelas Michelin”, destaca Julià. Para a gerente geral do Hotel Teatro, Susana Tavares, os atrativos do empreendimento, localizado no Porto, em Portugal, ficam por conta de sua localização privilegiada e pelo design inspirado no tema teatro. “Estamos próximos dos principais pontos de interesse da cidade. Além do conforto e da tecnologia, com acesso wi-fi em todo o empreendimento, destaco a beleza do seu projeto, inspirada em um antigo teatro e presente em todos os ambientes”, observou Susana.
Vista aérea do The Principal Madrid Hotel, inaugurado em janeiro pelo Grupo Único
ESCRITÓRIO
A Design Hotels também prepara a abertura de um escritório em São Paulo, comandado por Newton Vieira que se reportará diretamente a Gonçalo Clemente, alocado no escritório de Nova York, nos Estados Unidos.
“Estamos estudando a possibilidade de abrir este espaço em São Paulo para a realização de encontros, eventos, mais como um espaço de vendas, mantendo a operação no escritório da SMI, localizado no Rio de Janeiro”, finalizou Vieira. p
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Destinos
28 de outubro a 3 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS
> Henrique Santiago
Viagem real DÓLAR OU REAL? O INSTITUTO NACIONAL DE PROMOÇÃO TURÍSTICA (INPROTUR) APOSTA na moeda brasileira para recuperar a confiança do nosso turista em viajar à Argentina. Por isso, o órgão somou forças com a Aerolíneas Argentinas, operadores brasileiros e fornecedores argentinos, a fim de vender o destino de uma maneira mais atraente e convidativa. Apresentada às agências de viagens brasileiras na Casa Argentina, em São Paulo, a campanha “Argentina em reais”, ao que tudo indica, não terá vida curta. Segundo o coordenador de Mercado Brasil e Uruguai do Inprotur, Jaime Rios, a ação inicialmente seria encerrada no último dia de outubro, mas poderá, dependendo da situação do dólar, ser prorrogada para todo o mês de novembro. Um total de 51 representantes formou corredores de mesas para fazer negócios com os brasileiros. “A nossa ideia é tentar mudar o pensamento de que a Argentina fica no Exterior. Somos países vizinhos do Brasil, estamos na fronteira. Além de ser rápido, hoje, por exemplo,
Daniel Aguilera, secretário nacional de Turismo da Argentina, Jaime Rios, coordenador de Mercado Brasil e Uruguai do Inprotur, Oscar Ghezzi, presidente da câmara de Turismo da Argentina, e Enrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina
eu sei que comprar um pacote para Buenos Aires é muito mais barato que para o Rio de Janeiro”, disse ele. Ainda que o forte seja a capital argentina, a campanha aposta em destinos tradicionais que apresentem propostas novas, que levarão a El Calafate, Mendoza e
Junín de los Andes. “Falar de Argentina para agentes é muito comum. Em Junín, por exemplo, é um lugar incrível para praticar pesca e atividades na montanha. É preciso se diferenciar para reunir mais de 300 agentes aqui”, disse Rios, referindo-se ao público presente no evento. Com uma proposta de R$ 1.070 para viajar a Buenos Aires por dois dias com aéreo e hospedagem inclusos, o Inprotur quer anular qualquer pessimismo do principal mercado internacional para o país. Em uma pesquisa realizada pelo órgão e, segundo apontamentos do trade brasileiro, a procura para a Argentina poderia sofrer queda de 11% neste segundo semestre. O ministro do Turismo da Argentina, Enrique Meyer, também presente ao evento na capital paulista, afirma que toda e qualquer nuvem negra deixará de existir com a possibilidade de chegar a 1,6 milhão de brasileiros em visita ao destino. “Nós queremos que o brasileiro esqueça o dólar e o cartão de crédito”, reforçou Rios. As empresas do trade brasileiro participantes da campanha “Argentina em reais“ são Aerolíneas Argentinas, Ambiental, Agaxtur, Ancoradouro, CVC, Flot Viagens, Flytour Viagens, Intercontinental, Interpoint, Maktour, MMTGapnet, Monark, New Age, Soft Travel, Tam Viagens, Viagens Master e Visual Turismo.p
Movimentação nos corredores da Casa Argentina, em São Paulo
11 Aviação
> Danilo Alves
Passageiros gold Para mostrar benefícios em ser um passageiro Gold, a Star Alliance convidou algumas agências de viagens corporativas para uma experiência premium em São Paulo: uma sessão de cinema no Cinépolis, no Shopping JK Iguatemi, que possui salas com poltronas que reclinam e têm mesinha para refeições durante o filme. “O passageiro Star Alliance Gold tem check-in prioritário, bagagem extra sem custo, acesso aos lounges nos aeroportos e prioridade na devolução da bagagem. Isso sem contar o Gold Track, que concede prioridade nas imigrações em mais de 50 aeroportos no mundo inteiro”, destacou a coordenadora comercial da Star Alliance, Rebecca Meadows (Turkish Airlines). Outro produto destacado durante o encontro foi a tarifa para viagens de volta ao mundo, disponibilizada pelas 28 companhias aéreas que estão na Star Alliance e voam para mais de 1,3 mil aeroportos em 192 países. “Além de oferecer todas essas vantanges, a Star Alliance é a única aliança a disponibilizar essa tarifa em classe Economy Premium”, afirmou. Rebecca disse que, em dezembro, uma reunião do Comitê Comercial para o Brasil deverá definir e alinhar as estratégias para o próximo ano. Antes disso, o que já está definido é a participação da aliança no Festival de Turismo de Gramado. “É um evento que a gente sempre participa como Star Alliance, pois dá a oportunidade dos executivos das 14 empresas com operações no Brasil de estreitarem o relacionamento com o trade turístico do Sul do País”, concluiu a coordenadora. Os participantes assistiram ao filme Pan, pois o previsto inicialmente, Elsa e Fred, teve um problema na projeção. Durante a sessão foram servidos alguns pratos aos convidados.p
Executivos das 14 aéreas associadas da Star Alliance com operação no Brasil
28 de outubro a 3 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS
12 Destinos
28 de outubro a 3 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS
> Diego Verticchio
Hora da virada SALVADOR JÁ FOI A CIDADE MAIS VISITADA NO NORDESTE POR TURISTAS BRASILEIROS. PRIMEIRA CAPITAL DO BRASIL, um dos centros históricos mais bonitos e uma agenda festiva vibrante fizeram da cidade destino de viagens desejado por muitos turistas. No entanto, a falta de investimentos e o pouco interesse em promover a cidade fizeram com que outras capitais, como Recife e Maceió, ganhassem projeção sobre Salvador. Para reverter este quadro, a Salvador Turismo começou este mês uma série de apresentações pelas capitais do Brasil para promover a cidade e todos os seus atrativos, com a presença do próprio prefeito, ACM Neto. “Depois de um período de esquecimento e degradação, Salvador está voltando a se reposicionar como destino turístico nacional e internacional”, garantiu o político, que esteve no Rio de Janeiro. Durante uma hora, ACM Neto “vendeu” Salvador para os agentes de viagens e destacou principalmente o potencial da cidade para receber eventos, sejam eles corporativos ou
ligados ao lazer, como o São João, o Festival de Verão e, claro, o carnaval. Esse mapeamento de eventos foi feito pela Salvador Destination, escritório que congrega empresários do destino e é presidido por Paulo Gaudenzi. A missão é buscar mais investimentos para a cidade na área de Turismo. ACM Neto tomou posse em janeiro de 2013 e diz ter encontrado uma cidade “abandonada pelo poder público”. Morador de Salvador, o prefeito já conhecia de perto este “abandono” e por isso tomou logo no início de sua gestão uma série de medidas para revitalizar a cidade, entre elas a ampliação e modernização da orla de Salvador, a criação de novos espaços culturais e melhoria de equipamentos turísticos, como novas placas de sinalização. “Há um envolvimento geral na Prefeitura para reposicionar a capital como destino turístico. Queremos uma relação mais próxima com o trade, como já tivemos um dia. Problemas nós ainda temos, principalmente na questão de segurança pública, mas estamos trabalhando para minimizar, e reforçando a segurança em lugares que
ACM Neto e Paulo Gaudenzi
tradicionalmente recebem turistas, como o centro histórico”, enfatizou.
VIRADA EM 2016
Ao Jornal PANROTAS, ACM Neto confirmou que a intenção do roadshow é posicionar Salvador entre os destinos mais procurados neste verão e voltar a fazer
da capital da Bahia o principal destino doméstico no Nordeste. Segundo ele, a expectativa é receber em 2015 cerca de 3,6 milhões de turistas, dos quais 300 mil estrangeiros. Este número se mantém desde 2013. Com este trabalho de revitalização e de promoção, o prefeito tem grandes expectativas para 2016. Para ele o próximo ano será, definitivamente, o da virada. “Nossos investimentos estão sendo finalizados e com a alta do dólar, acreditamos que mais brasileiros irão viajar pelo País e Salvador voltará a ser um dos destinos mais procurados”, garante o prefeito, que não divulgou de quanto foi o investimento na revitalização da cidade nem quis projetar números para 2016. ACM Neto confirmou, no entanto, que para este verão a Prefeitura irá investir cerca de R$ 6 milhões em ações de marketing. Segundo ele, serão feitas inserções em mídias nacionais para público final e trade.
HUB INTERNACIONAL E enquanto Natal, Recife e Fortaleza “brigam” pelo hub da Tam no Nordeste, ACM Neto trabalha para fazer de Salvador o principal hub internacional da região. Atualmente com voos para Buenos Aires, Santiago, Lisboa, Madri, Frankfurt e Miami, o prefeito pede mais investimentos do governo federal. “Temos companhias aéreas querendo voar de e para Salvador, mas sem estrutura não dá”, lamentou. “Precisamos melhorar a infraestrutura, precisamos de uma nova pista e ter a capacidade duplicada. Empresas querendo operar eu sei que tem, mas ninguém quer ter dificuldade e enquanto não tivermos estas melhorias não conseguiremos ter mais voos”, finalizou.p
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Eventos
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> Henrique Santiago, Ouro Preto (MG)
Primeiros passos A CIDADE DE OURO PRETO, NO CIRCUITO DE CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS GERAIS, RECEBEU
pela primeira um festival de Turismo, realizado pela Abav-MG e a Fire Eventos. Entre 15 e 17 de outubro, o Centro de Artes e Convenções do destino contou com um público estimado em dois mil visitantes no Festival de Turismo de Ouro Preto. Com 70 expositores distribuídos em uma área de cerca de mil metros quadrados, agentes de viagens de 11 Estados do Brasil (Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe) fizeram negócios e voltaram para casa com novas oportunidades. Em sua última semana à frente da Abav-MG, o então presidente Antonio da Matta, hoje vice-presidente da entidade, destacou a braveza e ousadia para levar uma feira de “grande porte” para uma cidade pequena. Com o mantra “nada se cria, tudo se copia”, Da Matta recorreu à célebre frase de Chacrinha para resumir a concretização da feira. “Se Gramado (RS), João Pessoa e Ribeirão Preto (SP) têm festivais, por que não podemos também?”, indagou.
CALENDÁRIO APERTADO Ouro Preto sintetizou a ideia de levar para Minas Gerais um evento de amplitude que reunisse não apenas profissionais locais, como também das cinco regiões do País. Mas por trás de toda essa vontade existiu o conflito de coincidir a data com o Festival de João Pessoa ( leia matéria na página 22) que aconteceu entre 16 e 17 de outubro. Isso causou a perda de expositores e agentes de viagens que compareceram à con-
Movimentação no Centro de Artes e Convenções na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
solidada feira paraibana. “Nós tivemos apenas essa data. A nossa intenção era lançar [o festival] apenas em maio do ano que vem”, relembrou o então presidente da Abav-MG. Ouro Preto sequer estava no mapa de interesse da Abav mineira e da Fire Eventos, mas sim Araxá, situada no Triângulo Mineiro, pela facilidade de agregar profissionais da região. “O secretário de Turismo [de Ouro Preto] Felipe Wecker, nos encontrou há cerca de um ano, conversou conosco e nos convenceu a mudar o destino. Mas por sua vontade e seu entusiasmo, tivemos que adiantar para outubro”, complementou.
Posições invertidas: Antonio da Matta, agora vice-presidente da associação, e José Mauricio Gomes, que voltou à presidência da Abav-MG
BRASILEVIZINHOS
Antonio Matta, da Abav-MG, mostra qual é o lugar do festival mineiro
Com quatro meses e R$ 1,4 milhão investidos para organizar a feira, a Abav-MG e a Fire Eventos terão mais tempo para planejar as edições seguintes. A parceria, aliás, foi renovada até 2017. Em 2016, colocaremos duas mil pessoas, depois três mil. Mas temos capacidade para dobrar ou triplicar o público”, garantiu Da Matta. O primeiro Festival de Turismo de Ouro Preto serviu realmente como um laboratório. Com ajustes a serem feitos, Da Matta revelou a perspectiva de aumento de público levando, em parceria com operadoras, agentes de viagens do Cone Sul (Argentina, Chile
e Uruguai) para o evento. Neste ano, os profissionais conheceram basicamente produtos de Minas Gerais e cidades vizinhas e poucos regionais, como a Bahia. “Esta é uma região essencial para o trade brasileiro. Nós vamos internacionalizar a feira em 2016 dentro da América do Sul para, no ano seguinte, trazer Estados Unidos, México e Caribe”, adiantou ele. A data, um problema tão conflituoso nesse primeiro ano, também será refletida pela Abav-MG e Fire Eventos. A intenção, claro, é ficar o mais distante possível de festivais: o Festival de Ouro Preto será em maio de 2016 e março em sua terceira edição. p
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NEGÓCIO SIMPLIFICADO RESPONSÁVEL PELA GESTÃO DA FEIRA, O DIRETOR DA FIRE EVENTOS, ALEXANDRE ARAÚJO, ESTÁ ENVOLVIDO EM DIVERSOS PROJETOS PELO PAÍS. SEGUNDO ELE, O QUE DIFERENCIA Ouro Preto de outras cidades, é que o festival mineiro, embora modesto, é um lugar para vender produtos. “Acabaram-se os estandes faraônicos de 50 a 90 metros quadrados. Ninguém mais tem interesse. Os profissionais não precisam disso para trabalhar. É algo tão simples, apenas sentar em uma cadeira e fazer negócios”. Os 70 expositores de Ouro Preto, quase em sua totalidade, organizaram pequenos “blocos” nos corredores do Centro de Artes e Convenções da universidade, com a exceção de Minas Gerais e Bahia, que ocuparam um espaço equivalente a dez estandes. A intenção de crescimento, porém, não significa trazer 100 ou 200 expositores, mas sim incrementar em qualidade de produtos. “Para 2016, queremos trazer 20 Estados brasileiros e não mais do que 80 expositores”, explicou. Segundo Araújo, a Fire Eventos já
Alexandre Araújo, da Fire Eventos, e Antonio da Matta, da Abav-MG, celebram a parceria
se movimenta para oferecer uma segunda edição ainda mais igualitária para todos: estandes de nove metros quadrados para cada expositor. Para ele, tal compromisso não coloca em xeque o interesse de grandes empresas. “Por um preço de R$ 7,8 mil, o expositor tem um espaço de nove metros quadrados e eu ainda ofereço
hospedagem, passeios e eventos noturnos, além de poderem visitar restaurantes baratos. É um investimento muito seguro”, garantiu Araújo. De acordo com ele, o valor pode variar de 50% a 100% para cima, dependendo da cidade e do tamanho do evento. Com mais uma feira regional no calendário brasileiro, Araújo critica
a “regionalização” desses eventos, voltados apenas para os profissionais da cidade onde são realizadas. “A tendência é que os festivais fujam cada vez mais do eixo Rio-São Paulo e se tornem mais baratos. Nós fugimos da regionalização. Se eu fizer uma feira com o mesmo público, não preciso voltar ano que vem ou depois”, concluiu. p > Continua na pág. 16
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O QUE OS MINEIROS TÊM? OS CORREDORES DO CENTRO DE CONVENÇÕES E ARTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO (Ufop) foram tomados pela presença de expositores mineiros, entre receptivos, destinos e operadoras. Confira alguns dos produtos expostos:
Bruno Lima, Jessica Corsino e Keilor Matos, da Helic Air, apostaram na comodidade de passeios aéreos. A companhia possui 13 veículos na frota, incluindo um helicóptero. O percurso aéreo do aeroporto de Confins até Ouro Preto leva, em média, 30 minutos.
Rafael Lima e Paloma Demartini, da OLS, destacaram as funcionalidades do Ouro Preto App, criado inicialmente para atender às necessidades dos estudantes da região, com informações sobre as repúblicas situadas na cidade. O aplicativo permite também o pedido de serviço de entrega de alimentos e acumular pontos no cartão de fidelidade para troca de produtos de alimentação.
Eduardo Ferreira e Alessandro Magno, da Mina du Veloso, divulgaram a mina que revive os tempos de extração de ouro do Brasil colonial. Desde sua abertura para visitação, em julho de 2014, o espaço recebeu cerca de 20 mil visitantes.
Peter Mangabeira, da Pampulha Turismo, destacou o serviço Carro da Noiva, que transporta as mulheres até a igreja em veículos luxuosos. O produto passou por atualização e agora conta com champanhe a bordo e câmera Go Pro para filmar o momento tão especial.
Rafael Dutra e Daniele Bravim, da Quadricross, de Lavras Novas, em Ouro Preto (MG), oferecem passeios de quadriciclo pela cidade. A empresa tem 12 veículos na frota, sendo 11 quadriciclos, que suportam duas pessoas, e um commander, para até quatro pessoas. É necessário ter habilitação nacional para carros ou motos para pilotar os quatro rodas.
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PANROTAS em destaque Presente ao festival, o presidente e fundador da PANROTAS Editora, José Guillermo Alcorta, compôs a mesa de convidados especiais no dia de abertura e foi premiado com uma placa de pedra sabão, produto típico mineiro. Alcorta inaugurou o ciclo de palestras no Congresso Mineiro de Turismo ao falar do crescimento da editora ao longo dos seus 41 anos desde o Guia PANROTAS a projetos futuros, como a seção colaborativa Mande Sua Notícia, no Portal PANROTAS, e os eventos Panrotas Next. “Queremos nos aproximar e ouvir ainda mais os integrantes da indústria pelo Brasil”, disse ele.p
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Fala, secretário À frente da Secretaria de Turismo de Ouro Preto desde janeiro deste ano, Felipe Wecker tem trazido mais turistas para a cidade. À sua figura são atribuídas as alcunhas de “apaixonado” e “entusiasta” do mercado. “Nós vivemos por muito tempo do nosso nome e do minério. Precisamos profissionalizar o setor”. De acordo com ele, o destino, que recebe cerca de 30 mil visitantes ao mês, ante a média de 18 mil em 2014, subiu 25% em ocupação neste ano e até setembro cresceu 8% em arrecadação aos cofres públicos. p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Festival de Turismo Ouro Preto e da Abav-MG
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Flashes
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Festival de Turismo de Ouro Preto
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1 Pedro Galvão, da Abav-BA, Antonio Azevedo, da Abav Nacional, Antonio da Matta, da Abav-MG, Leonel Rossi, da Abav Nacional, Guillermo Alcorta, da PANROTAS, e Alexandre Araújo, da Fire Eventos 2 Antonio da Matta, da Abav-MG, Guillermo Alcorta, da PANROTAS, José Mauricio Gomes, da Abav-MG, e José Eugênio Aguiar, do Sindetur-MG 3 Guillermo Alcorta, da PANROTAS, Felipe Vecchia, secretário de Turismo de Ouro Preto, Antonio da Matta, da Abav-MG, Silvana Nascimento, da Setur-MG, e Alexandre Araújo, da Fire Eventos 4 Helliana Almeida, da Mais Viagens, e Isadora Brandão, da Contato Turismo 5 Neucedir Valério, da Ecomar Viagens, Marcelo Guimarães, da Palmitur Turismo, e Cezar Deterling, da Mercury Tours, todos do Rio 6 Danielle Moreira, Rudolfo Domingos, Geovani Barbosa, Gilson Martins, Samuel Sabino e Tatiana Nonato, da Prefeitura de Ouro Preto 7 Antonio Azevedo, da Abav Nacional, e Guillermo Alcorta, da PANROTAS 8 Silvana Souza, da Multi Viagem, Jone Diainison e Cynthia Caetano, da Fratelli Tur 9 Sarah Mayrink, Daniela Martins, Christiane Souza e Mark Bryan, da Localiza
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> Diego Verticchio
Terceiro colocado OS HOLANDESES COMEMORAM O NÚMERO DE BRASILEIROS EM VIAGEM PELO PAÍS EUROPEU. A HOLANDA FECHARÁ O ANO COM cerca de 155 mil brasileiros, número 14% maior do que o registrado em 2014. Pela primeira vez o Brasil passará Rússia e se tornará o terceiro país emissivo de longa distância, atrás somente de Estados Unidos e China. Para manter esta projeção de crescimento, o destino já começou a pensar em 2016 e por isso realizou, no Rio e em São Paulo, capacitações e eventos para operadores e agentes de viagens. No treinamento, realizado por Nicole Nanci, executiva de Contas da Edelman Significa (empresa que representa o Holland Marketing, órgão de promoção do destino no Brasil), foram levados em conta aspectos culturais e históricos. Em sua apresentação, ela recomendou que o visitante viaje por quatro cidades: Amsterdã, Roterdã, Haia e Utreque. “O ideal é ficar dois dias inteiros na capital e um dia em cada cidade”, recomendou, lembrando que se hospedando
em Amsterdã é possível fazer viagens de um dia (bate e volta) para os demais destinos. Em viagens internas, o jeito mais fácil de se deslocar é de trem ou ônibus. Já nas cidades, ela recomenda caminhar ou utilizar bicicleta.
PERFIL DO BRASILEIRO Hoje, o turista brasileiro que viaja para a Holanda fica em média cinco dias no país. E não viaja sozinho, tampouco com a família. Segundo dados da Holland Marketing, o viajante tem entre 30 a 50 anos e viaja acompanhado de mais uma pessoa. Diferente dos russos e chineses, o brasileiro não vai com um foco específico. “Ele vai para conhecer, para vivenciar a experiência holandesa”, afirmou a gerente do Holland Marketing, Ditte Ooms, lembrando que 73% têm férias como motivação da viagem. Segundo Nicole Nanci, 80% dos brasileiros ficaram hospedados em Amsterdã no ano passado e 83%
Comitiva holandesa no Brasil
conheceram as quatro cidades em 2014; 99% deles ficaram hospedados em algum tipo de hotel, sendo a maioria hospedagem de três (27%) e quatro (31%) estrelas. Este mesmo turista gastou cerca de 1.015 euros na Holanda, com uma média de 300 euros por dia (141 milhões de euros no total). A Holanda recebe, em média, 14 milhões de turistas estrangeiros, dos
quais 80% são da própria Europa — principalmente de países do entorno, como Alemanha, Bélgica e França. Nos próximos três anos a expectativa é crescer, anualmente, cerca de 2,4% no volume de turistas. Após 2018, a projeção cai para 1,5% de crescimento anual. A expectativa é que em 2025 o país chegue à marca de mais de 17 milhões de viajantes, com 180 mil somente do Brasil.p
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Eventos
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> Danilo Alves, de João Pessoa
Feira nordestina
Organizadores do festival: Cláudio Júnior e os irmãos Bruno e Breno Mesquita
A QUINTA EDIÇÃO DO FESTIVAL DE TURISMO DE JOÃO PESSOA, REALIZADA EM 16 E 17 DE OUtubro, no Centro de Convenções João Pessoa, não fugiu de temas que estão na cabeça (e nos bolsos) de qualquer a brasileiro: a crise econômica e o Nordeste novamente como opção de destino de viagens. Aberto com uma oração “por dias melhores”, o evento organizado por Cláudio Júnior e os irmãos Bruno e Breno Mesquita reuniu nos dois dias 3.202 profissionais do Turismo e mostrou a que veio antes mesmo de começar. Enquanto em 2014 o Festival de Turismo de João Pessoa contabilizou 151 estandes, a última edição abriu com 188, um incremento de 25%. “Este crescimento se deve, entre outras razões, pelo fato de o mercado perceber que o Nordeste tem um grande potencial, tanto emissivo quanto receptivo, sobretudo com a alta do dólar. O festival a cada ano vem se consolidando como divulgador das nossas potencialidades tu-
rísticas”, afirmou Cláudio Junior. Tal feito foi elogiado pelo secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico do Estado da Paraíba, Laplace Guedes, que caracterizou o encontro como uma das principais fontes de divulgação do destino. Para ele, o crescimento de expositores reforça a tese de que esse é o momento ideal para investir no Turismo doméstico. “Com o dólar acima de R$ 4, as pessoas vão preferir viajar pelo Brasil. E vou dar uma previsão que para muitos soará como otimista demais: janeiro de 2016 será o melhor mês para o Turismo brasileiro na história do País”, opinou. “Nossa região possui muitos lugares que o turista brasileiro ainda não conhece e este é o momento de viajar pelo Brasil. O Nordeste não é só praia. O patrimônio cultural do Nordeste é incrível e ainda pouco conhecido”, garantiu Cláudio. O otimismo também tomou conta dos irmãos Mesquita, que discursaram a favor do agente de viagens do Nordeste. “Na reta final, quando percebemos os números que tínhamos com essa
edição, vimos que o trade está trabalhando para superar a crise e apostando em eventos como o nosso para se aproximar do agente de viagens, e estes, estão em buscas de novas parcerias e produtos para vender”, afirmou Bruno. Já Breno garantiu que a Paraíba cresce como destino turístico graças à união de todos. “Isto só está sendo possível porque estamos todos trabalhando em conjunto para o fomento de visitantes na região”. A presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, destacou a importância do encontro para a promoção do Estado. “Sempre é uma ótima oportunidade para apresentarmos aos profissionais do setor o que temos de melhor. O festival a cada ano vem se consolidando como divulgador das nossas potencialidades turísticas. Os expositores estão aumentando, o número de agentes de viagens também. A Paraíba já está sendo notada no turismo há algum tempo e são eventos como esse que
conseguem atrair cada vez mais viajantes para o nosso Estado”, afirmou.
PARA 2016
Os organizadores do Festival de Turismo de João Pessoa prometeram um evento em 2016 com maior presença de expositores internacionais. Isso se deve ao relacionamento que Cláudio vem mantendo com empresas e destinos do Exterior e que já mostraram interesse em participar do encontro paraibano no próximo ano. “Buscamos a cada ano novos parceiros. Em 2014, fizemos uma parceria com a Abracorp, que se repetiu esse ano. Em novembro, vou pessoalmente a uma feira fora do País para encontrar alguns interessados em participar do festival e formalizar o convite. A receptividade está incrível”, garantiu Junior. O diferencial do Festival de João Pessoa em relação a outros eventos, segundo Cláudio, é a quantidade de negócios gerados e a lotação das salas de capa-
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citação. “Não tenho certeza, mas talvez o agente do Nordeste, por não ter tantas oportunidades quanto o Sul e Sudeste, valorize bem momentos como esse. Tivemos notícia de um expositor ter fechado um único negócio com uma agência de Caruaru (PE) acima de R$ 1 milhão. É muito gratificante para nós ter sido o elo entre eles”, explica. Vale ressaltar que o Festival de Turismo de João Pessoa nada tem a ver com a BNTM, já que ambos trabalham formatos e propostas diferentes. A BNTM é uma bolsa de turismo que traz operadores para negociar com compradores estrangeiros. “Ambos são fundamentais para o Turismo no Nordeste. O festival se consolidou como um grande evento da região e do Brasil. Trazer os atores envolvidos na promoção dos destinos para uma grande feira realizada no Nordeste é estratégico e muito impor-
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Diretores do Festival brindam com Silvana Lins, da Bahiatursa, Catharine Brasil, do Turismo de Campina Grande (PB), Luciano Lapa, da PBTur, e Danielly Aguiar, da Empetur
tante para os Estados envolvidos”, disse por e-mail a presidente da CTI Nordeste, Jeanine Pires, que, no entanto, não levou a comissão ao festival. Um grande objetivo de Cláudio e dos irmãos Mesquita é levar novos Estados para o evento, aumentando a visi-
bilidade e com maior participação de profissionais do Ceará, Piauí e Maranhão, por exemplo. “Não sei porque alguns Estados não participam conosco. Alguns comentam que a malha aérea atrapalha, outros estão com pouca verba para eventos. Eu diria
que estes gestores precisam nos conhecer e acreditar mais no regional. Alagoas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte perceberam que o turista do Nordeste também é importante na baixa, por isso precisam aparecer em nosso evento”, concluiu.p
M A I S Q U E T EC N O LO G I A A SEGUNDA EDIÇÃO DO FÓRUM CORPORATIVO DO FESTIVAL DE TURISMO DE JOÃO PESSOA, QUE DEBATEU ESTE ANO AS TENDÊNCIAS DO SEGMENTO DE VIAGENS CORPORATIVOS, LEVAN-
tou alguns dos temas mais importantes para a discussão: o futuro das agências de viagens, distribuição de conteúdos, tarifas públicas x tarifas privadas, receitas auxiliares, segurança das informações e tendências. “O gestor precisa entender que os custos de uma viagem não são meramente custos, mas investimentos que a corporação está fazendo para o futuro”, disse o diretor executivo da Abracorp e mediador do fórum, Gervársio Tanabe. O entendimento do líder de um departamento de viagens sobre a dinâmica do setor e a busca por relações de médio e longo prazos são dois fatores que precisam
Gervásio Tanabe, da Abracorp, Wellington Costa, da GBTA, Wilson Nascimento, da Nívea, Rafael Lima, da Avianca Brasil, e Marcus Abrantes, da DJ Hotelaria
ser prioridades para quem atua no segmento. “Tecnologia hoje não basta, é preciso serviço. Por isso, invistam em relacionamento com a cadeia de fornecedores”, opinou.
Segundo ele, o futuro é focar em um único núcleo de negócios. “O eu faço de tudo vai levar muita gente a desaparecer do mercado. É necessário ter especialização”, concluiu.
Participaram também do painel Rafael Lima, da Avianca Brasil, Marcus Abrantes, da DJ Hotelaria, Wellington Costa, da GBTA Brasil, e Wilson Nascimento, da Nívea.p > Continua na pág. 24
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O QUE ELES ACHARAM? O JORNAL PANROTAS OUVIU ALGUNS EXPOSITORES PARA SABER A OPINIÃO DELES SOBRE O 5º FESTIVAL de Turismo de João Pessoa, assim como os pontos positivos e negativos da feira. Leia abaixo alguns comentários:
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CHRISTIANE PEREIRA – LUCK RECEPTIVO
PLÍNIO CAIADO – TC WORLD
Claiton Armelin, da CVC, com Christiane Pereira, da Luck Receptivo
O executivo mostrou as facilidades e acordo da recém-criada consolidadora
Cada vez mais acredito que o evento se consolida como o melhor do Nordeste. Creio que hoje, em termos de eventos regionais, temos o Festuris Gramado e o Festival de João Pessoa. Isto é muito importante para nós, pois fortalece nossa região, dá oportunidade aos nossos equipamentos e também divulga nosso destino. Na minha opinião, os ganhos são super positivos para todos nós. Tive a oportunidade de receber vários de meus já antigos clientes e poder mostrar um pouco do potencial do nosso Estado, trocar ideias, montar estratégias de como vender melhor o nosso destino e região. In loco, as ideias fluem melhor”.
“
“
O festival superou minhas expectativas com relação à estrutura, organização e aos fornecedores. As salas de capacitação também me surpreenderam, pois quase todos os horários tiveram bom aproveitamento de público. Em relação aos pontos negativos, destaco a malha aérea limitada para João Pessoa, que certamente inibirá o crescimento do festival, e a sinalização para o Centro de Convenções, que poderia ter sido melhor”.
ÉLIS RODRIGUES FILHO – SKYTEAM
Foi um evento muito bom. Em relação aos pontos positivos, eu destacaria as possibilidades de prospecções e reforço nas relações já existentes. Notei uma boa participação de companhias aéreas e achei o evento com uma boa infraestrutura. O público poderia ter sido maior, mas isto não desabona a feira em nenhum momento”.
Élis Rodrigues Filho, Tallita Fernandes, Ramsés Souza, William Costa e Thiago Oliveira, da Skyteam
ADRIANE BROCKER – BROCKER TURISMO
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Fernanda Meinerz, Adriane e Guilherme Lírio, da Brocker Turismo
O evento é importante para o Nordeste, pois atingimos os agentes de viagens e operadoras da região. O festival vem crescendo, mas falta uma melhor organização na programação, horários e dias. Assim como a captação de agentes de viagens para que visitem os dois dias da feira. Penso que, se os agentes não vão no sábado, o evento poderia ser na quinta e sexta-feira, iniciar mais cedo para valer mais o investimento de quem expõe. A maior visitação aconteceu, de fato, só na sexta-feira, entre 17h e 20h, o que é muito pouco tempo para tamanho investimento e deslocamento até João Pessoa. A intenção é muito boa, acho necessário um evento como esse no Nordeste para “conversarmos” com os profissionais de lá. No entanto, é preciso muito mais presença de agentes de viagens de todo o Nordeste, mais caravanas e maior horário produtivo da feira. Acredito também que é uma oportunidade excelente para João Pessoa, uma cidade linda, com muito potencial turística e que ganha bastante recebendo o trade durante o festival. É uma excelente oportunidade de promoção, assim como aconteceu em Gramado e região com o Festuris”.
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Flashes Festival de Turismo de João Pessoa
1 Gilberto Sabino, da Tap, com Ruth Avelino, da PBTur, e Ricardo Coutinho, governador da Paraíba 2 Cristiano Placeres e Claiton Armelin, da CVC 3 Hayrton Almeida, Guilherme Luck e Anderson Pacheco, da Luck 4 Neto Fernandes, do Visit Orlando 5 Os mais novos voos da Tam, como por exemplo Barcelona, foram o foco da divulgação de Max Lima e Frederico, ambos da companhia 6 Felipe Timerman, do Sea World, com José Guilherme Alcorta, da PANROTAS 7 Christiano Santos e Waldir Munhoz, da MSC Cruzeiros 8 Ana Cláudia Neves, da Amplatur, e João Gonçalves, NCL Cruise Line 9 Daniela Freitas, do Turismo do Mato Grosso, e Isabel Kelli, do Ministério do Turismo 10 Rodrigo Oliveira e Hugo Lagares, da MMTGapnet 11 Time da Esferatur: Thiago Santos, Fabio da Luz, Taua Colares, Eduardo Camargo e Adalberto Alencar Junior 12 Tarcísio Marcelino, do Hotel Amoaras, Tatiana Fonseca, do Hotel Costeiro, Vanessa Garmes, Danielly Aguiar, Sylvia Sarubbi, Karol Lacerda, da Empetur, e Milânia Vieira, da Apeturr
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Melhores promotores
Aviação
Minas Gerais SAIR DA ÁREA DE PRODUÇÃO DE LIVROS JURÍDICOS PARA ENTRAR NA AVIAÇÃO FOI O SALTO INOVADOR NA CARREIRA DE Izabella Moura, a primeira colocada deste ranking de melhores promotores da aviação nacional em Minas Gerais. É a primeira vez que o Jornal PANROTAS faz sua tradicional consulta no mercado mineiro. Formada em Comunicação Social, com ênfase em
Produção Editorial, ela foi parar na área de Turismo por causa da irmã e dos amigos, que indicaram uma vaga na extinta Trip Linhas Aéreas (que foi integrada à Azul), em 2008. “Passei no processo seletivo e acabei gostando muito da área de aviação. Tenho bastante este perfil, voltado às vendas”, afirma Izabella, sempre antenada nas noticias do setor, nas quais normalmente há clientes envolvidos.
Promotores Aviação Nacional IZABELLA MOURA Empresa: Azul Linhas Aéreas Idade: 32 anos Cargo: executiva de Contas para Belo Horizonte e interior de Minas Gerais Tempo de empresa: sete anos (iniciou a carreira na Trip Linhas Aéreas, antes de a empresa fundir-se com a Azul). Tempo de Turismo: sete anos Empresas em que trabalhou: Trip Linhas Aéreas Estado civil: solteira
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? IZABELLA MOURA — Creio que o dia a dia junto aos clientes. Faço visitas diárias a eles e acredito que estar disponível sempre faz toda a diferença. Refiro-me tanto à disponibilidade para atender ligações, deixar o celular sempre ligado, até a disponibilidade física, para fazer visitas. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? IZABELLA — Eu já ganhei um prêmio na Trip Linhas Aéreas, em 2011, época em que a empresa também premiava os melhores executivos. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? IZABELLA — Minha família é a base para conseguir alcançar tudo. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? IZABELLA — Minha equipe, porque considero muito importante ter um vínculo com as pessoas que traba-
lham comigo e confiar nelas, além dos meus clientes e da minha irmã, Cynthia Moura, que também trabalha na área de Turismo e já atuou na Trip Linhas Aéreas e na Azul, mas hoje está em uma outra agência e virou minha cliente. Sem dúvida foi a grande incentivadora para que eu entrasse neste setor. JP — Que dicas tem para quem está começando? IZABELLA — Tem que ter vontade de trabalhar com outras pessoas, lembrando que é preciso estar disponível 24 horas por dia. Meu celular toca sábado e domingo, e por mais que não possa atender na hora, não deixo de retornar, é uma questão de proximidade, de passar confiança aos clientes.
JP — Em tempo de crise, como ser diferente? IZABELLA — Além da disponibilidade já citada, é fundamental conhecer os seus clientes e analisar suas necessidades, para que possa tomar decisões a respeito disso. Eu, por exemplo, não espero meu cliente chegar e dizer quais são os problemas, porque antes disso eu já fiz uma análise antecipada das vendas de todos os meus clientes corporativos, por meio de relatórios de vendas, e já tenho as ações planejadas e propostas de melhorias para resolver as dificuldades, evitando que haja uma queda nas vendas. O cliente percebe quando tem esse cuidado de acompanhamento, e isso é importante.
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RANKING DOS MELHORES PROMOTORES DE AVIAÇÃO NACIONAL EM MINAS GERAIS* 1º – Izabella Moura – Azul 2º – Thiago Brant – Gol 3º – Cibelle Oliveira e Silva Bastos – Tam 4º – Aline Félix Araújo – Azul 5º – Cristiane de Carvalho Motta - Tam * Pesquisa feita por meio do Portal PANROTAS
THIAGO BRANT Empresa: Gol Linhas Aéreas Idade: 33 anos Cargo: executivo comercial Tempo de empresa: seis anos Tempo de Turismo: 11 anos Empresas em que trabalhou: Fiemg, por dois anos, e Hotéis Othon, por três anos Estado civil: solteiro
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? THIAGO BRANT — Acredito que o fato de retribuir ao mercado o respeito e atenção que recebo dele. Estou sempre levando novidades da Gol e buscando novas oportunidade de negócios junto ao cliente. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? BRANT — Essa indicação dos agentes de viagens leitores da PANROTAS foi uma grande conquista. Eu gosto de considerar que a última conquista sempre será a maior.
JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? BRANT — Minha família, em especial meus pais, Vicentina e Luiz. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? BRANT — Na minha atividade diária, de alguma maneira todos os meus colegas de trabalho me inspiram quando alcançam os objetivos deles. JP — Que dicas tem para quem está começando? BRANT — Estar sempre atualizado. O Turismo é influenciado por vários fatores, e é importante estar atento aos acontecimentos em qualquer lugar do mundo. É fundamental, também, ter o hábito de ler e se manter informado ao início de cada dia, de preferência lendo o Jornal PANROTAS para se manter atualizado sobre a indústria. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? BRANT — A crise faz com que sejamos cada vez mais criativos. Não ficar se prendendo somente ao preço da concorrência é fazer com que o cliente entenda o seu valor.
CIBELLE OLIVEIRA E SILVA BASTOS Empresa: Tam Linhas Aéreas Idade: 35 anos Cargo: executiva de Contas Tempo de empresa: 12 anos Tempo de Turismo: 15 anos Empresas em que trabalhou: Teixeira Turismo e Primus Estado civil: casada
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? CIBELLE BASTOS — Acredito que, principalmente, o meu comprometimento, empenho e satisfação de trabalhar com o que gosto. Entendo que essas qualidades, em conjunto, facilitam muito a criação de empatia com o cliente e, consequentemente, a conciliação de suas demandas com as da empresa em que trabalho. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? CIBELLE — A conquista de uma carreira não se trata de um evento ou desafio isolado, mas sim da capacidade de vencer e superar os desafios diários, sejam eles pequenos ou maiores, complexos ou simples. É por isso que entendo que a grande conquista da minha carreira é saber que, ao longo destes 15 anos de
Turismo, sempre fiz o melhor para representar minha empresa e atender meus clientes com excelência.
JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? CIBELLE — Minhas filhas, Clarissa e Maria Clara, são minha fonte de inspiração para melhorar e evoluir profissionalmente e pessoalmente. Quero ser um exemplo positivo de dedicação, perseverança e superação. JP — Que dicas tem para quem está começando? CIBELLE — Criar uma relação com o cliente baseada no respeito e na confiança, buscar se atualizar e se capacitar constantemente, além de ser comprometido, estar disponível e demonstrar flexibilidade e capacidade de se adaptar às mudanças, sejam internas, na empresa, ou no próprio mercado. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? CIBELLE — É importante se esforçar para sair da zona de conforto, ser criativo, apresentar atitudes e ações diferenciadas, abraçar novos desafios e ser otimista.
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ALINE FÉLIX ARAÚJO Empresa: Azul Linhas Aéreas Idade: 32 anos Cargo: representante comercial Tempo de empresa: quase dois anos Tempo de Turismo: 11 anos Empresas em que trabalhou: Total Linhas Aéreas e Trip Linhas Aéreas, antes da fusão com a Azul Estado civil: casada
JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? ALINE — O fundador da Azul, David Neeleman, por estar sempre inovando e surpreendendo.
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? ALINE FÉLIX ARAÚJO — A atenção e dedicação ao atender as agências.
JP — Que dicas tem para quem está começando? ALINE — Dedicação e muito estudo, afinal, as coisas mudam sempre e é preciso se atualizar.
JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? ALINE — Procuro me apoiar na minha família e nos amigos, para que eu acorde todos os dias com vontade de fazer o melhor. Afinal, poder trabalhar proporcionando excelentes momentos de lazer para as pessoas é muito gratificante.
JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? ALINE — Ter ganhado um prêmio de melhor executiva da Trip Linhas Aéreas, além do desafio de desenvolver o mercado para a Azul Viagens.
JP — Em tempo de crise, como ser diferente? ALINE — Procurar sempre fazer melhorias no atendimento, para prospectar novos clientes. Qualquer agência pode vender pacote, mas o diferencial é ter conhecimento sobre o produto e saber conduzir as vendas, para gerar fidelidade aos clientes.
CRISTIANE DE CARVALHO MOTTA Empresa: Tam Linhas Aéreas Idade: 36 anos Cargo: executiva de Contas Tempo de empresa: 13 anos Tempo de Turismo: 13 anos Empresas onde trabalhou: somente na Tam Estado Civil: solteira
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? CRISTIANE MOTTA — Acredito que a dedicação, parceria e confiança que tenho com todos os meus clientes no dia a dia de trabalho.
JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? CRISTIANE — A confiança, o respeito e um ótimo relacionamento com as agências do mercado mineiro. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? CRISTIANE — Meu pai, Leonardo Motta, meu maior exemplo. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? CRISTIANE — Primeiro, o comandante Rolim, pela qualidade dos serviços, os mandamentos e as inovações que ele criou na Tam, e também todos os meus clientes e amigos que conquistei nessa jornada. JP — Que dicas tem para quem está começando na profissão? CRISTIANE — Muita dedicação, parceria com os clientes e, acima de tudo, amor pelo o que faz. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? CRISTIANE — Sempre procuro me reinventar com novas ações e ideias.
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Aviação Internacional Minas Gerais JULIANA COSTA
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RANKING DOS MELHORES PROMOTORES DE AVIAÇÃO INTERNACIONAL EM MINAS GERAIS
A primeira colocada do ranking dos melhores promotores de aviação internacional em Minas Gerais, Juliana Costa, se formou em Engenharia Elétrica e não conseguiu atuar na área, devido ao fato de a profissão não estar em alta na época. Frustração? Pelo contrário. Assim que ficou sabendo de uma vaga na Varig para atendente de reservas, Juliana resolveu arriscar e conseguiu o emprego. “Pensei em trabalhar meio período no restante do dia buscar alguma coisa na minha área, mas acabei crescendo muito rápido na Varig”, afirma a mineira, que ama viajar e jogar squash, esporte que pratica há dez anos.
1º – Juliana Costa – Tap 2º – Rosanna Crispi – Delta Air Lines 3º – Luis Fabiano – Copa Airlines 4º – Ana Flávia – Copa Airlines 5º – Cristiane Motta – Tam
Empresa: Tap Idade: 44 anos Cargo: executiva de Contas da Tap para Minas Gerais e Espírito Santo Tempo de empresa: sete anos e oito meses Tempo de Turismo: 18 anos, só trabalhando em companhias aéreas Empresas em que trabalhou: Varig e Ocean Air Estado civil: solteira
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? JULIANA COSTA — Eu faço o que gosto, então o trabalho acaba sendo bem feito, sem contar que procuro sempre oferecer um bom atendimento e ser o mais atenciosa possível com os meus clientes, o que envolve responder e-mails com rapidez e retornar ligações. Mesmo que a resposta seja um não, ele só deve ser dito em último caso, depois que todas as tentativas foram feitas. É preciso considerar que, ao atuar em uma área de Vendas, o diferencial não está em oferecer opções de pacotes para a Europa, mas sim em caprichar no atendimento que você oferece ao cliente. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? JULIANA — Foi o reconhecimento que tive para chegar onde estou, e vejo que tudo o que aprendi ao longo dos anos, nas empresas em que trabalhei, tem sido aproveitado. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? JULIANA — Meu pai, Carlos Inácio Costa. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? JULIANA — O Presidente da Tap, Fernando Pinto, por realizar um excelente trabalho na administração da companhia, tornando-a uma empresa de destaque. JP — Que dicas tem para quem está começando? JULIANA — Primeiramente, gostar do que faz. É importante saber que, ao trabalhar na rua, você irá lidar com todo o tipo de pessoas e problemas. Por isso, é fundamental ter simpatia e respeito pelos profissionais. Isso, claro, além de ser uma pessoa atenciosa. Sou muito de ligar, de visitar o cliente para conversar. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? JULIANA — Trabalhar em uma empresa boa ajuda muito. Eu amo trabalhar na Tap, é uma empresa que te dá flexibilidade para executar suas funções, não há processos muito burocráticos, o que permite dar respostas rápidas para os problemas.
* Pesquisa feita por meio do Portal PANROTAS
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ROSANNA CRISPI Empresa: Delta Air Lines Idade: 34 anos Cargo: executiva de Contas para Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia Tempo de empresa: um ano e três meses Tempo de Turismo: 17 anos Empresas em que trabalhou: começou na Nic Tur, passando pela Coris, depois Calcos Brasil e Viagens Master Estado civil: solteira
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? ROSANNA CRISPI — Além do fato de gostar muito do que eu faço, ser bastante dedicada e comprometida com o meu trabalho. Estou sempre disponível no que puder ajudar. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? ROSANNA — Começar a trabalhar na aviação,
depois de muito tempo (dez anos) trabalhando com lazer. Era o que eu queria.
JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? ROSANNA — Minha mãe, Beth Crispi. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? ROSANNA — O CEO da Delta, Richard Anderson. JP — Que dicas tem para quem está começando? ROSANNA — É com persistência e determinação que a gente consegue chegar onde pretende. Enquanto houver 1% de chance, vale a pena acreditar. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? ROSANNA — Preços e tarifas são iguais para todo o mundo, o que vai gerar um diferencial é o atendimento de qualidade.
LUIS FABIANO ARAÚJO DIAS Empresa: Copa Airlines Idade: 42 anos Cargo: executivo de Vendas Tempo de empresa: sete anos Tempo de Turismo: 26 anos Empresas que trabalhou: na Varig e na consolidadora Touristar Estado civil: casado, tem dois filhos
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? LUIS FABIANO — Acredito que seja por conta do bom relacionamento que tenho com todo o mercado, além da dedicação e do respeito com que trato os agentes de viagens e clientes corporativos. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? FABIANO — A minha evolução e o fato de ter trabalhado ao lado de grandes profissionais sem duvida contribuíram para o meu aprendizado. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? FABIANO — Minha família. Tento fazer o meu melhor
para que isso sirva de exemplo para ela, principalmente para meus filhos.
JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? FABIANO — Ter trabalhado com o Geraldo Linares Filho, que foi dono de uma empresa chamada BHZ Transluz e um grande empreendedor em nosso mercado, com visão de futuro surpreendente. Além dele, posso citar a equipe de Vendas da Copa Airlines, principalmente a Jaqcueline Miranda Ledo e a Ana Flavia Aguilar. Trabalhar com essas pessoas me proporciona uma grande oportunidade de enxergar os negócios de forma diferente, além de inspirar meu trabalho. JP — Que dicas tem para quem está começando? FABIANO — É fundamental ter atenção, dedicação aos clientes, parceiros e colegas de trabalho, sempre buscando novas oportunidade e dando o seu melhor. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? FABIANO — Sem dúvida, saindo da zona de conforto, sempre atento às novas oportunidades e às condições de mercado, com foco no trabalho.
ANA FLAVIA AGUILAR FERREIRA Empresa: Copa Airlines Idade: 32 anos Cargo: coordenadora de Vendas Tempo de empresa: sete anos Tempo de Turismo: 15 anos Empresas que trabalhou: Varig e Caragema Viagens Estado civil: casada
JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? ANA FLAVIA AGUILAR — O trabalho de toda a equipe, que sempre é feito com muita união e dedicação. Esta premiação é para ela, na verdade, mas posso considerar como méritos meus a dedicação e amor à empresa. Adoro a Copa e o produto que vendo, e isso me dá muita segurança e orgulho para trabalhar. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? ANA FLAVIA — Chegar ao cargo de coordenadora de Vendas da Copa, função que assumi em março do ano passado, após seis anos de muito trabalho e dedicação. Foi um reconhecimento que a empresa me deu e tenho que fazer jus a ele, reconquistando esta função a cada dia.
JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? ANA FLAVIA — Minha mãe, Ana Maria. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? ANA FLAVIA — Minha chefe, Jacqueline Miranda Ledo. JP — Que dicas tem para quem está começando? ANA FLAVIA — Trabalhar e estudar muito, estar ligada às novidades. O mercado está em constante mudança e crescimento, e acompanhar este crescimento é importante, se atualizando o tempo todo. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? ANA FLAVIA — Ser criativo e buscar novas oportunidades, novos nichos. É em tempo de crise que a gente cresce, se desenvolve e aprende mais ser criativo.
CRISTIANE DE CARVALHO MOTTA Empresa: Tam Linhas Aéreas (Também vencedora em aviação nacional. Leia na página 28)
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Política
União e regionalização O PRESIDENTE DA AVIESP, MARCELO MATERA, QUE EM DEZEMBRO DEIXA O CARGO, acredita que a entidade do interior paulista teve avanços significativos nos últimos anos, especialmente na integração com as demais entidades de São Paulo (Abracorp, Abav-SP, ABDTur, entre outras) e na mudança de sua feira anual para Campinas. Segundo ele, o maior acerto de sua gestão foi ter levado a Feira da Aviesp para Campinas. “Já estamos com 90% dos espaços de 2016 vendidos, vamos ampliar a Ilha Corporativa com a Abracorp e o evento vai agregar ainda mais valor aos participantes”. A reaproximação com o sistema Abav, a visita aos agentes de viagens de Santos e os debates sobre como a tecnologia está mudando o comportamento do consumidor e tem de mudar o dos agentes foram outros destaques. “Queremos um agente de viagens mais participativo, mais questionador. E mais rápido nas mudanças. Se o Fernando Santos (seu candidato) for eleito, já se comprometeu a visitar outras regiões e fortalecer a figura dos diretores regionais”, finalizou Matera. A eleição será feita em 30 de novembro, durante a Convenção da Aviesp, em Olímpia. Para esse evento, voltado aos donos das 280 associadas, Matera convidou os presidentes da Abracorp, Edmar Bull, Air Tkt, Cássio Oliveira, Braztoa, Magda Nassar, Abav, Antonio Azevedo, e Clia Abremar, Marco Ferraz, para um painel construtivo sobre o setor.
“Mas, na abertura, teremos o Afonso Louro, da Visual, contando sua história, sua visão de mercado”, adiantou Marcelo Matera. “É um evento para que os donos das agências participem. Fizemos uma pesquisa e eles querem debater gestão, vendas, inovação e finanças. Teremos tudo isso lá”. p
Marcelo Matera, presidente da Aviesp
32 Destinos
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> Diego Verticchio
Queridos vizinhos PELAS CAPITAIS
ENQUANTO ALGUNS DESTINOS SOFREM POR CONTA DA CRISE ECONÔMICA QUE AFASTA OS TURISTAS, A MAIOR METRÓPOLE DO BRASIL ANDA SORRINDO e trabalhando contra as adversidades. A cidade de São Paulo caminha para fechar o ano com 10% mais turistas em relação a 2014, ou 15,5 milhões de visitantes. Deste total, cerca de 14 milhões serão de viagens domésticas. No ranking de maiores visitantes, o Estado de São Paulo manterá a liderança, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 2014 esses três Estados foram responsáveis por 77,1% do fluxo de visitantes na capital – São Paulo, com 63,9%, depois Minas Gerais, com 8%, e em seguida Rio de Janeiro, com 5,2%. “Historicamente nosso maior mercado é o próprio Estado de São Paulo, e na sequência os vizinhos do Sudeste, como Minas e Rio. Em tempo de alta do dólar e moeda brasileira enfraquecida, os brasileiros estão viajando internamente e temos notado um grande número de turistas de lazer e corporativo”, explicou a diretora da São Paulo Turismo, Luciane Leite, que esteve no último dia 20 no Rio de Janeiro promovendo os diferenciais da capital paulista para o trade do Rio. Embora tenha notado um crescimento no fluxo de turistas a lazer, a dirigente confirmou que o aumento do fluxo está sendo puxado pelas viagens corporativos. Uma das razões para este aumento, segundo ela, é a campanha “Fique mais um dia”, criada em 2013 e que oferece ao visitante roteiros já prontos para o viajante curtir na cidade. “São roteiros ligados à gastronomia, locais
O prefeito de Socorro, André Bazola, a diretora da SP Turis, e o secretário Roberto de Lucena (do Estado de São Paulo)
sofisticados, cultura, esportes, ecoturismo, história, entre tantos outros. É um roteiro já pronto e segmentado, baste ele escolher o tipo de turismo que deseja fazer e vivenciar”, complementou. Já em relação ao segmento de lazer, ela destacou a vasta programação cultural como o principal motivo para fazer com que mais turistas viajem a São Paulo. “Costumo brincar que
a praia do paulistano é a nossa cultura”, disse Luciane, que nasceu e cresceu na Bahia antes de se aventurar em São Paulo. Segundo números apresentados por ela, a cidade de São Paulo conta com 182 teatros, 111 parques e áreas verdes, 101 museus (sendo quatro entre os dez melhores do Brasil) e 39 centros culturais. “Cidade boa de viver é cidade boa de visitar e vice-versa”, concluiu.
O Rio de Janeiro foi a primeira de uma série de cinco capitais que a comitiva de São Paulo, formada pela São Paulo Turismo (SP Turis), Secretaria Estadual de Turismo (Setur-SP), São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) e Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo (Aprecesp), visitou. A ideia é capacitar o trade local sobre os atrativos da cidade e do Estado, explorando todo o potencial de São Paulo. Esta foi a primeira vez em 40 anos que São Paulo se apresentou no Rio. Segundo explicou Luciane Leite, uma lei estadual impedia o destino de se promover institucionalmente em Estados brasileiros, no entanto, ela foi derrubada. “Tínhamos a intenção de fazer este evento e fomos atrás dos parceiros. A Aprecesp tem um recurso destinado a este fim e entrou com o investimento. Fizemos o primeiro workshop em Lima, no Peru, o segundo no Rio e os demais acontecerão em outros Estados”, explicou. Para o secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucerna, é importante visitar o trade e mostrar as novidades de São Paulo. “Temos interesse em todos os Estados e em cada mercado temos um foco diferente. No Rio, por exemplo, sabemos que há uma grande procura pela capital e pelo Litoral Norte. Olímpia, Brotas e Socorro são cidades que têm aumentado muito a procura e buscamos sempre trabalhar mais fortemente estes destinos”, falou. Depois do Rio, a comitiva segue para Curitiba (27/10), Porto Alegre (29/10), Brasília (12/11) e Belo Horizonte (19/11).p
BANCO DEDADOS NÚMEROS DE SÃO PAULO:
ll Maior destino turístico do Brasil com mais de 13 milhões de turistas ll 10º maior PIB do mundo ll 90 mil eventos anuais ll 75% do mercado de feiras de negócios ll 3 aeroportos ll Maior cidade japonesa, libanesa, espanhola, portuguesa e terceira maior italiana fora de seus países de origem ll 42 mil quartos de hotel ll 410 hotéis/70 hostels ll 125 museus ll 164 teatros ll 103 parques e áreas verdes Operadores cariocas e a delegação de São Paulo
* Fonte: Observatório de Turismo/SP Turis
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Aviação
Viajante detalhado A SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL APRESENTOU PELA PRIMEIRA A PESQUISA “O BRASIL QUE
voa – Perfil dos Passageiros, Aeroportos e Rotas do Brasil”. O estudo feito em parceria com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), confirma que a democratização do transporte aéreo, o mais utilizado hoje pela população, é uma realidade. No ano passado, quase metade dos passageiros, 45%, ganhava entre dois e dez salários mínimos – 6,1%, dois; 17,2%, entre dois e cinco; e 21,7%, entre cinco e dez. Enquanto o número de passageiros cresceu 170% entre 2004 e 2014, os preços das passagens caíram 48% no mesmo. O levantamento mostra que os passageiros de voos domésticos vêm (origem) ou vão (destino) para 3.590 municípios e quais dessas cidades não têm voos diretos atualmente, mas têm mercado potencial para serem origem ou destino de novas rotas. A maioria tem
GR A ND E P OT E N C I A L
SEGUNDO A SAC, O BRASIL POSSUI DIVERSOS MUNICÍPIOS COM MERCADO POTENCIAL PARA A CRIAÇÃO
e operação de novas rotas aéreas. Entre os voos diretos com potencial de demanda diária estão rotas como Rio de Janeiro-Vila Velha (ES) e Macaé (RJ)Santos (SP), que ainda não recebem voos regulares. De acordo com o estudo, 252 municípios operariam novas rotas com 50% de ocupação das aeronaves; 172 cidades implantariam novos trechos aéreos com cerca de 70% dos assentos ocupados e 144 destinos receberiam rotas com aproximadamente 85% de lotação nos aviões. Para o ministro da Aviação, Eliseu Padilha, estudar as principais tendências de um dos mercados que mais crescem no mundo é o primeiro passo para alcançar um padrão internacional de excelência para aeroportos.p
entre 31 e 45 anos, compra passagem com menos de um mês de antecedência, viaja para trabalhar ou estudar, vai de táxi para o aeroporto, gasta até uma hora para chegar lá, chega ao terminal com uma ou duas horas de antecedência, faz check-in no balcão da companhia aérea, despacha a bagagem e gasta até R$ 50 enquanto espera pela última chamada.p
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Destinos
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> Hugo Okada
Ações da Califórnia O VISIT CALIFORNIA, ÓRGÃO DE PROMOÇÃO DO DESTINO CALIFÓRNIA, NOS ESTADOS UNIDOS, REALIZOU SEU PRIMEIRO roadshow pelo País, com eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Estiveram no Brasil os destinos Los Angeles, São Francisco, Santa Mônica, Napa Valley e West Hollywood e a empresa de malls e outlets Simon Shopping Destinations. “O projeto faz parte de um plano de investimento em promoção e divulgação do destino no País. Colocamos um food truck em alguns endereços da capital paulista. A programação em São Paulo também incluiu treinamentos e este jantar para diretores e gerentes de produtos das principais operadoras, como CVC, Submarino Viagens, Interpoint, MMTGapnet, Queensberry e Agaxtur, além da Brand USA e a aérea American Airlines”, explica a gerente de Contas do Visit California, Camila Anauate. “O roadshow continuou em Campinas e no Rio de Janeiro, com direito a almoço para operadores, um piqueni-
Allan Colen (San Francisco), Jaimie du Bois (West Hollywood), Juliana Baraldi, Daniela Schmitz e Alex Vigil (Visit California). Sentadas: Helen Demuro (Interamerican), Samantha Desmaison (Santa Mônica), Corbie Smith (Napa Valley) e Fernanda Almeida (Turismo de Los Angeles)
que para blogueiros e outros veículos, tour no Projac e treinamento em algumas agências e operadoras”, complementa Camila.
OBJETIVO
Ainda segundo Camila, “o objetivo deste roadshow é proporcionar um treinamento adequado para o agen-
te de viagens na venda da Califórnia. Apesar do momento econômico, o destino aumentou o investimento na promoção no Brasil. De julho de 2014 a julho de 2015, foram investidos US$ 400 mil, ao passo que, de julho de 2015 a julho de 2016, foram US$ 4 milhões para a campanha”. O Visit California também anuncia para fevereiro de 2016 uma campanha destinada ao consumidor final, em que “serão utilizados os meios digitais como principal ferramenta de divulgação”, finaliza Camila.
NOVIDADES
O Visit California também trouxe novidades do destino, segundo o gerente de Relacionamento de Turismo do Visit California, Alex Vigil, revelou em entrevista ao Jornal PANROTAS. “O parque hoteleiro do destino está em expansão. Em maio de 2016, teremos a abertura do The Dream Hollywood, um hotel butique da rede Kimpton Hotels & Resorts. Trata-se do primeiro empreendimento da rede em Sacramento. Em Napa Valley, destino aqui representado pela gerente sênior Travel Trade, Corbie Smith, será inaugurado o The Archer Boutique Hotel, com sete andares e mais de 100 apartamentos. A abertura será em março de 2016”, revela Vigil. “Em 2014, tivemos a visita de 231 mil brasileiros no Estado da Califórnia. Pretendemos fechar o ano com um aumento de 25%. Para isso, investimos forte na promoção e divulgação das atrações. É um destino para todos os perfis de viajantes”, finalizou o executivo.p
Aviação
Contato direto PARA O LANÇAMENTO DA ROTA AUCKLAND-EZEIZA, A AIR NEW ZEALAND ESTEVE PRESENTE NA FIT 2015 PARA APRESENTAR sua nova proposta, o único voo direto entre Argentina e Oceania. Ao mesmo tempo, este será o primeiro contato da companhia com a América do Sul em seus 75 anos de existência. As operações começarão em 1º de dezembro, por meio de três frequências semanais a bordo de um Boeing 777-200 ER. A aeronave é equipada com três classes: Business Premier, com 26 poltronas-cama e saída direta para o corredor, Premium Economy, com 40 assentos e espaço de cerca de um metro entre as fileiras, e a Pacific Economy, com 246 lugares e a opção de Skycouch, que disponibiliza três assentos sem apoio de braço com duas almofadas e edredom. A duração do voo é estimada em 13h30 na ida e 11 horas no sentido inverso. “É muito menos tempo que demandam as conexões indiretas. As tarifas promocionais de lançamento venderam muito bem e os índices de ocupação para a temporada são muito animadores, não apenas para a Nova Zelândia como destino final como também para alimentar nossa rede de rotas a destinos turísticos e de negócios na Ásia-Pacífico”, disse
Companhia neozelandesa estreia na América do Sul com três voos semanais para Buenos Aires
a gerente comercial de Vendas da Air New Zealand para Argentina, Alejandra Almirón O voo terá codeshare com a Aerolíneas Argentinas desde Auckland (Nova Zelândia) para Sydney e Melbourne (Austrália). Em 2012, a aérea argentina inaugurou o voo para a capital neozelandesa com um Airbus 340.
“Esta é uma boa notícia no momento em que propomos fazer uma mudança significativa nos mercados da América Latina, incluindo a criação de um escritório de promoção na América do Sul”, destacou o CEO do Turismo da Nova Zelândia, Kevin Bowler. A cidade de Buenos Aires será o 28º
destino internacional da Air New Zealand, e seu diretor executivo, Christopher Luxon, afirmou que a nova rota abrirá uma série de oportunidades aos viajantes. “A Argentina é um destino novo e atrativo para os neozelandeses, acrescentando uma oportunidade fantástica de viagem também para os australianos”, finalizou.p
SurFACE
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FECHOU AS PORTAS
A família Martinez, que está no Brasil há 33 anos, decidiu fechar a operadora Século 21, após passar por uma recuperação judicial. Com a crise instalada no Brasil e a instabilidade do mercado, Pedro Martinez, comandante da empresa e seu filho, Pedro Javier, decidiram se dedicar ao receptivo que a família tem na Espanha. Na prática, as operações da Século 21 encerram-se em 1º de novembro, mas a empresa fica aberta até dezembro para cuidar de reembolsos e atender os clientes remanescentes. As vendas já estão encerradas. Segundo Martinez, todos os passageiros estão com embarque garantido (os últimos sairão em abril) e vouchers emitidos. O telefone para atendimento é o (11) 3702-3702.
Victoria Hallot, André, Rosane e Luiz Mór, e o presidente do Skal-SP, Aristides de la Plata Cury
HOMENAGEM
O Skal-SP escolheu o vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, como personalidade do ano e, durante jantar no hotel Pullman Ibirapuera, na capital paulista, Mór deu a notícia: “fui convidado para ficar e já estou ajudando a montar a nova Tap”. A missão de modernizar, recuperar e privatizar (para o consórcio que inclui David Neeleman, da Azul) a Tap, segundo ele, foi cumprida com sucesso por todo o time da companhia aérea e agora é a fase de uma empresa mais forte, mas ele não quis adiantar detalhes do que vem por aí. Participaram da cerimônia alguns amigos do dirigente, como o próprio presidente do Skal-SP, Aristides de la Plata Cury, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, a presidente da CTI Nordeste, Jeanine Pires e, em vídeo, o ex-ministro de FHC, Caio Luiz de Carvalho, e Roland de Bonadona, da Accor.
EM CONJUNTO
A Tam e o Turismo da Catalunha, na Espanha, divulgaram o novo voo direto São Paulo-Barcelona em workshop na capital paulista. A intenção dos novos parceiros é tornar a operação uma conexão não só do Brasil com a Europa, mas de toda a América do Sul. "Nós sempre quisemos esse voo direto entre Brasil e Barcelona com uma companhia brasileira e estamos muito satisfeitos dessa parceria com a Tam. Creio que isso aquecerá o mercado entre ambos os países, pois recebemos muitos congressos e eventos de empresas multinacionais em nosso destino. Creio que o load factor da Tam será metade formado pelo turista corporativo e metade lazer”, analisa o CEO do Barcelona Turisme, Jordi Carnes. O voo GRU-BCN sai do Brasil às terças, quintas e aos domingos às 23h55 e chega na Espanha às 10h30. O retorno acontece às segundas, quartas e sextas às 17h35, chegando em Guarulhos às 5h30. A aeronave é um B767, com classes econômica e premium business. A partir de 2016 o voo será diário.
Pedro Javier Martinez, diretor da Século 21
CONTRA O ENJOO
A importadora INR Import desenvolveu uma pulseira que promete evitar ou amenizar enjoos causados por viagens de carro, navio ou avião. Criada na Inglaterra e comercializada em mais de 40 países, a Sea Band também pode ser utilizada durante o período gestacional, em momentos de enxaqueca ou tratamento com quimioterapia. É a primeira vez que o produto chega ao mercado latinoamericano. A pulseira age utilizando técnicas de acupuntura. Faixas elásticas com um botão hipoalergênico fazem pressão em um ponto específico do pulso, chamado Nei-Kuan (localizado três dedos abaixo da dobra do punho), aliviando náuseas. Mais informações sobre o produto no www. sea-band.com
Ponto a ponto As inscrições para o Lacte 11 já estão abertas. Mais infos no www.alagev.org/lacte11 O hotel Explora, no Chile, sofreu com focos de incêndio no último dia 21 Kleber Yoshida é o novo gerente de Marketing da E-HTL
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CONFIRMADO
O ministério de Cidadania e Imigração do Canadá confirmou a entrada do Brasil no programa de visto eletrônico do país, intitulado Eta (Electronic Travel Authorization). A partir de 15 de março, brasileiros que possuem visto norte-americano ou que já tiveram o visto canadense nos últimos dez anos podem solicitar a autorização de viagem para uma nova entrada no Canadá (a entrada precisa ser por via aérea). Viajantes que não se encaixam nessas duas situações devem solicitar o visto canadense por meio do processo antigo, de acordo com as exigências do consulado do país. Vale ressaltar, porém, que a data divulgada pelo governo canadense pode sofrer autorizações, já que é necessário ainda realizar uma integração com o sistema de emissão de vistos eletrônicos dos Estados Unidos (Esta).
RESERVAS ACEITAS
O Grupo Royal Palm Plaza iniciou as reservas para o Royal Campinas Convention Business & Hotels, que está sendo construído em parceria com a Odebrecht Realizações Imobiliárias. Toda a obra estará concluída em setembro de 2017 e deverá iniciar operações em 2018. Hoje, 230 funcionários trabalham no empreendimento, que está sendo construído em ritmo acelerado. O Royal Campinas Convention Business & Hotels contará com Centro de Convenções e Exposições (Royal Palm Hall), dois hotéis (Contemporâneo e Royal Palm Tower), um mall e três edifícios comerciais.
NO AXÉ
Poucos após o anúncio da parceria exclusiva com a cantora Claudia Leitte, a Flytour Viagens confirma um novo produto exclusivo para o carnaval de Salvador. A operadora terá pacotes únicos com a Central do Carnaval e abadás para os blocos Camaleão, com Bell Marques, Camarote do Nana e Camarote da Central. “Temos focado em produtos exclusivos e buscado parceiros de qualidade para o desenvolvimento destes novos produtos turísticos dentro da operadora”, comentou o diretor de Produtos Internacionais da Flytour Viagens, Daniel Firmino.
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g e n te Edição 91 – 28 de outubro a 3 de novembro de 2015
Gente
> Renê Castro
Empresário precoce AOS 39 ANOS E HOJE PROPRIETÁRIO DE NOVE EMPRESAS, LUIS FERRINHO NÃO IMAGINAVA QUE INVADIR SISTEMAS DE JOGOS DE VIDEOGAMES aos 14 anos seria o pontapé inicial de uma caminhada pelo complexo universo de desenvolvimento de softwares e soluções tecnológicas. Filho de pais agricultores, o português lançou a primeira ferramenta aos 16 anos, dedicada a auxiliar o setor de faturamento, o que, aliás, gerou alguns bons clientes para o adolescente em início de carreira. O tempo passou e, no dia seguinte ao aniversário de 18 anos, saiu de casa no primeiro horário para registrar a primeira empresa, a Visualforma, atual holding de seus negócios. Tudo caminhava bem e os planos eram muitos, mas, um ano após ser formalizado como empresário (1995), o jovem teve de superar a primeira crise: o não cumprimento de um acordo no valor de aproximadamente US$ 20 mil. “Fui um intermediário de uma venda de computadores entre fabricante e cliente e, logo após a entrega, a empresa trocou a estrutura societária e o novo proprietário não se responsabilizou pelo valor em aberto. Fui obrigado a pagar do meu bolso e quase entrei em falência. O que me ajudou foi a negociação que fiz com o fabricante, parcelando a dívida em muitas vezes. Fiquei um bom tempo trabalhando para pagar esse negócio”, relembra ele, sentado em um belo e organizado escritório na capital paulista. A grande sacada do empresário após a queda foi investir no fornecimento de produtos de tecnologia para o governo português. A essa altura, o curso de Informática e Gestão já estava interrompido e descartado da lista de afazeres. “Em 1999, iniciei uma parceria com a IBM que mudou o patamar dos negócios. A partir desse momento, consegui ampliar o portfólio de soluções e fechar contratos com empresas como Cisco e Microsoft. A sequência natural foi criar novas empresas, para evitar conflitos de interesse, e seguir como integrador. Os crescimentos vertiginosos ocorreram entre 2004 e 2007, já com investimentos também nos ramos imobiliário e de marketing.” Um dos grandes projetos envolvendo o poder público de Portugal foi a criação do Autarquia 360º, um pacote de soluções tecnológicas e de comunicação capaz de encurtar a relação entre munícipes e administradores públicos. Para efeito de comparação simples, no Brasil é o que chamamos de Portal do Cidadão, um espaço virtual que permite usufruir de serviços on-line e, claro, ficar por dentro do que acontece no município.
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28 de outubro a 3 de novembro de 2015 PANROTAS GENTE
Ferrinho anunciou acordo inédito com a T4W
RETORNO
O tempo longe do desenvolvimento de softwares fez Luis Ferrinho repensar o andamento da holding, e foi quando nasceu, em 2008, o projeto que hoje chama-se Omnibees. O desenvolvimento da plataforma começou na Índia, mas durante o processo teve de ser migrado para Portugal. Ao todo foram três anos de projeto. “Esse período foi desesperador, confesso. O investimento foi de longo prazo, e, vale ressaltar, software é uma área que não dá retorno imediato, exige renovação sempre. De qualquer forma, é o que sou e o que sei fazer. Meu sonho sempre foi ter uma empresa global, e para isso eu precisava ir além de Portugal”, relata ele, completando que foi preciso a ajuda de uma consultoria para decidir qual país seria a segunda casa do Omnibees. “O resultado das análises apontou Brasil e China como melhores destinos para a plataforma. Além de algumas questões técnicas, como o número de hotéis independentes que há por aqui, pesou também o fator cultural. O choque inicial, porém, existiu, já que o mercado brasileiro é completamente diferente do resto do mundo. Tivemos de fazer uma série de adaptações para nos adequar à realidade local. De qualquer forma, não tenho dúvida que fizemos a escolha certa.” Com movimentação de 435 mil reservas/mês, o Omnibees possui uma rede com dois mil hotéis parceiros, entre redes e empreendimentos independentes. Os números representam cerca de 90% da fatia de mercado das plataformas tecnológicas dedicadas ao segmento, garante ele. Além da matriz em Portugal e escritório no Brasil com 45 colaboradores, a empresa possui estruturas na Colômbia, no México e nos Estados Unidos. Este último país, aliás, está na caderneta de projetos futuros de Ferrinho. O que não quer dizer que será fácil. “O mercado norte-americano é muito competitivo e possui uma quantidade de hotéis infinitamente maior para explorar. De qualquer forma, estamos analisando a melhor estratégia para ingressar de forma segura. Não preciso que o Omnibees seja o líder em todos os lugares que desembarcar, mas é preciso ter muito bem definido o potencial de crescimento e o modelo de atuação”, pondera.
ACORDO PARA CENTRALIZAR O FLUXO DE INFORMAÇÕES DOS HOTÉIS PARA AS OPERADORAS, FERRINHO E THIAGO CAMPOS, DA T4W, DETENTORA DA PLATAFORMA CANGOOROO, ENTRARAM EM ACORDO QUE ENVOLVEU A
retirada do mercado da solução Cangooroo Channel Management (CCM), também dedicada ao setor hoteleiro. Segundo Ferrinho, o acerto teve como base a proposta de melhorar a integração do sistema Omnibees com o mercado, evitando desvios de informações durante o processo de entrega do conteúdo dos hotéis. “Este acordo vai beneficiar os dois lados (Omnibees
FUTURO
Enquanto isso não ocorre, a expansão no Brasil segue acelerada. Só em 2015, o Omnibees tornou-se a central de reservas das redes Windsor, Atlantica, Accor, Deville, Intercity, Marriott, Bourbon e outros 300 hotéis independentes. Do volume total de clientes, 60% atuam por meio de booking fee (produtividade), por isso há um acompanhamento frequente da equipe da empresa para auxiliar nas mais variadas situações do dia a dia de um hotel, estimulando sempre as vendas via ferramenta. Com essas e outras ações, a expectativa é crescer 120% em faturamento em 2015, na comparação com o ano passado, e 80% no próximo ano, graças aos novos grandes parceiros. “Neste momento, estamos focados
e Cangooroo), porque nosso interesse é oferecer às agências e operadores um fluxo de informações de qualidade e confiança. Como fabricamos a estrutura tarifária dentro de casa, chegou-se à conclusão que esse seria o melhor caminho”, afirmou ele, sem revelar os valores que envolveram essa negociação. O acerto entre os empresários envolveu também alguns modelos de atuação de ambas as empresas. Neste caso, a Omnibees segue trabalhando muito próximo aos hotéis, enquanto a Cangooroo passa a se dedicar ainda mais às agências de viagens e operadoras.p
em melhorar o aproveitamento da ferramenta. Queremos ainda mais room nights sendo comercializados nos empreendimentos via sistema”, adiantou o empresário. O próximo passo vai ao encontro deste objetivo, já que para melhorar a performance do Omnibees nos parceiros estão sendo oferecidas ferramentas extras, como campanhas de e-mail marketing, gestão de reputação e soluções de comunicação. É o chamado conceito full service. Em meio a tantos planos, Ferrinho olha para o futuro com consciência e entusiasmo. A certeza, no entanto, é uma só: o Turismo será sempre o carro-chefe de sua carreira. “Toda essa empreitada me propor-
cionou um know-how na área do qual não posso abrir mão. Eu diria o seguinte: vender batata frita parece fácil, mas é preciso ter em mente que, para o negócio dar certo, há uma série de procedimentos que devem ser respeitados, como a compra dos insumos a um valor justo, o modo correto de armazenar o produto, melhores práticas de distribuição, comunicação eficiente com o consumidor. Ou seja, não é do dia para a noite que se conquista esse aprendizado, e isso hoje eu posso falar que tenho no desenvolvimento de soluções para o Turismo. Quero continuar servindo a indústria com uma solução de qualidade a um preço justo. Esse é o único caminho que vejo para o sucesso”, finaliza Luis Ferrinho.p