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Jornal PANROTAS 1173

Page 1

www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.173 1o a 7 de julho de 2015

> Páginas 12 a 16

Foto: divulgação/Tap

A assinatura da venda de 61% da Tap para o consórcio Atlantic Gateway, de David Neeleman, CEO da Azul Linhas Aéreas, e Humberto Pedrosa, empresário português (foto) , marca o início de uma nova fase para a companhia de Portugal. Capital para investir em frota e produtos, sinergias com a empresa brasileira e planos de uma malha mais abrangente (incluindo Brasil e Estados Unidos como prioridades) são novidades já anunciadas


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LEIA NESTA EDIÇÃO

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN

Página 04 a 07

Austrália leva brasileiros para encontro B2B

Ex-presidente Lula, em entrevista ao jornal O Globo, onde apontou erros do governo Dilma e do Partido dos Trabalhadores

“

Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto

Página 08 e 11

Tam fortalece hub em Brasília com ligação para Orlando

S

UE Q A T ES

”

D

>

DO PORTAL

PANROTAS 18/6 a 24/6

1 Ex-Nascimento reúne equipe e abre agência em SP – em 18/6

2 Air France anuncia série de cortes; Brasil é afetado – em 19/6

3 Novos donos encomendam 53 aviões para a Tap – em 21/6

“

O comércio exterior é o canal absolutamente prioritário neste momento. Temos oportunidade porque o câmbio está nos favorecendo

”

Página 17

4 Viajar sem pagar pode virar tendência Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. O turismo não foi lembrado ou citado no lançamento dos incentivos do governo às exportações

no Brasil – em 22/6

5 @Ahoba Viagens investe em renda extra e cresce no País – em 23/6

6 Agência de Cruzeiro (SP) é denunciada por golpe; leia – em 23/6

7 Turista prefere Youtube à agência para planejar viagens – em 19/6

8 Air France-KLM entra na briga contra árabes: “é ameaça” – em 22/6

TZ e Tourlines explicam seus modelos de franquias

9 Emissão de visto americano continua

David Neeleman, ao assinar a compra da Tap

“

paralisada no Brasil – em 22/6

10 “Temos de formar um exército”, afirma

Pode confiar na gente, pois vamos fazer todo o esforço para usar nosso capital para criar uma grande empresa

”

Páginas 18 a 21

Alves no Fornatur – em 19/6

11 Matera: golpe da agência de Cruzeiro “denigre o agente” – em 23/6

12 Qatar: cinco anos de Brasil e cinco dias de promoção – em 22/6

13 Falece em SP a jornalista Vininha de Moraes – em 22/6

14 Orinter terá arraial para celebrar superação de metas – em 18/6

15 CVC lança 100 voos fretados para Porto Seguro em julho – em 19/6

Festival das Cataratas recebe 6 mil pessoas na edição 2015

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Assista ao editorial comentado na versão digital do JP

Ação e reação PANROTAS Corporativo

CWT mostra como gestores se adaptam às mudanças e tendências

A toda ação corresponde uma reação e mesmo ficar parado, quase sem respirar, é uma reação. Em tempos difíceis (e como fazia tempo que eles não apareciam, tem muita gente de olhos arregalados) alguns dizem que é melhor manter a rotina, não fazer alarde, arrumar a casa em silêncio... Há os que defendem partir para o ataque, pois se o concorrente morrer primeiro, ganha-se uma sobrevida. Outros falam na pro-atividade, busca de oportunidades, criação de novos momentos empresariais. Saber recuar ou encolher ou ter rapidez para aproveitar uma brecha também são ações defendidas. A geração com menos de 25 anos com certeza nunca viveu algo assim, mas se é conectada e informa-

da, sabe que os Estados Unidos acabaram de sair de uma grande crise, idem para a Europa, sendo que a Grécia ainda está no fundo do poço. Na América Latina, os exemplos são muitos. Mas essa crise que nos envolve é agravada pelos escândalos de corrupção, pelas brigas políticas dentro do governo, o jogo de toma lá, dá cá... criou-se um clima nebuloso e baixo astral sobre o País, que é difícil de dissipar, mesmo que os resultados sejam bons em alguns setores. Ver a impunidade, a falta de ações de saneamento e a continuidade de conluios e negociatas deprime e inspira más práticas no empresariado. Inclusive do turismo. Ficar calado e quieto talvez seja a melhor solução (mas agindo conforme o mercado pede). Pois indignar-

-se já não é suficiente no nosso País (nem com políticos, nem com empresários e nem com covardes). Mas falar a verdade e negar dar a mão para os que escondem suas más intenções sob palavras vazias e risos tresloucados também tem sua função. Vamos continuar dando voz aos que trabalham e acreditam no turismo e não aos que querem apenas sobrevida, especialmente às custas dos outros. Vamos nos inspirar no empreendedorismo de David Neeleman, na assertividade e bom humor da presidente da Braztoa, Magda Nassar, na luta diária dos agentes de viagens, que querem sempre encantar seus clientes, na busca constante de profissionalismo de muitas entidades, nas alianças, na criatividade do empresariado do turismo... A crise? Passa. O resto? Também.


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1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

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Eventos

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

> Diego Verticchio — Melbourne, Austrália

Austrália

mais próxima

Jane Whitehead e Katherine Droga, do Turismo da Austrália, com operadores brasileiros

SEXTO MAIOR PAÍS DO MUNDO EM EXTENSÃO TERRITORIAL, A AUSTRÁLIA É O ÚNICO ENTRE OS DEZ MAIORES QUE NÃO FAZ FRONTEIRA COM OUTRA NAÇÃO. Sua localização geográfica também não ajuda e, partindo do país mais próximo – a Nova Zelândia – chegase a Sydney ou Melbourne depois de quase quatro horas de voo. Mesmo com as adversidades, a Austrália atingiu pela primeira vez a marca dos sete milhões de turistas internacionais, no ano passado, segundo números oficiais. Os dados foram divulgados e comemorados durante a Australian Tourism Exchange 2015 (ATE 15), a maior feira B2B do país, realizada em Melbourne, entre os dias 22 a 25 de junho, com a presença de 700 buyers de 33 países, entre eles o Brasil. A vizinha Nova Zelândia foi responsável pelo envio de 1,2 milhão de turistas e segue mantendo a primeira posição no ranking. Em seguida vêm China (839 mil viajantes) e Reino Unido (652 mil). Mais importante que bater a meta dos sete milhões de visitantes, o Turismo da Austrália comemorou o total de 31 bilhões de dólares australianos (cerca de R$ 73,8 bilhões) de gastos destes viajantes – somente os chineses foram responsáveis por 5,7 bilhões de dólares australianos (R$ 13 bilhões). O Brasil não está entre os dez maiores emissores ou “gastadores”, mas tem recebido uma atenção especial do Turismo da Austrália. Em 2014, 45 mil brasileiros

visitaram o país, deixando na economia cerca de 400 milhões de dólares australianos. Em média, os viajantes do Brasil têm entre 25 e 54 anos, viajam com mais uma pessoa e ficam em torno de duas semanas. Do total de brasileiros, 28% chegaram via Qantas Airways voando do Chile direto para Sydney – destino número um entre os brasileiros; 16% chegaram por Dubai, via Emirates, e 10% viajaram de Lan, com parada na Nova Zelândia. “A distância entre os dois países é compensada pela quantidade de dias de permanência na Austrália. Sabemos que a maioria dos brasileiros entra por Sydney e viaja internamente para Melbourne e principalmente para a barreira de corais. Hoje, o Brasil é o mercado número um da América do Sul, nossa atenção está voltada para o País e esperamos fazer com que mais brasileiros conheçam a Austrália”, destaca a vice-presidente do Turismo da Austrália para Américas, Jane Whitehead.

INVESTIMENTO

Para o diretor de Mercados do Turismo da Austrália, John O’Sullivan, o Brasil tem respondido bem aos investimentos feitos pelo órgão no País – a Interamerican Network é a representante oficial do destino. Jane Whitehead disse que o órgão, em conjunto com a Interamerican, estuda uma ação de marketing agressiva para o mercado nacional. A ideia é atingir tanto o público final quanto os agentes e operadores de viagens.

“Temos um budget muito bom para ser aplicado no Brasil e faremos entre 2015 e 2016 uma série de ações”, revelou a VP, sem confirmar quais ações serão feitas e quando serão executadas. “Tudo ainda é muito incipiente. O que sabemos é que teremos recursos a serem investidos e estamos pensando em como fazer”, concluiu. Ela adiantou, no entanto, que os investimentos serão tanto para passageiros em lazer quanto a trabalho. Hoje, o corporativo é muito inferior ao lazer e a ideia é aumentar este número. Segundo dados do mercado brasileiro, apenas 8% viajaram a negócios em 2014.

REPERCUSSÃO

A Australian Tourism Exchange reuniu 500 diferentes empresas australianas, que apresentaram seus produtos a 700 compradores de 33 países, entre eles o Brasil, que mandou para a feira uma delegação formada por 11 operadores.

John O’Sullivan, diretor de Mercados do Turismo da Austrália

AÉREAS MAIS USADAS PELOS BRASILEIROS* 2010

2014

Qantas Airways

33%

28%

Emirates

11%

16%

Lan Airlines

20%

10%

Jetstar

7%

9%

South African Airways

3%

* em viagens para a Austrália

7% Fonte: Turismo da Austrália


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Cada operador participou de 100 reuniões de 15 minutos cada. Participaram: Raidho (Lucila Nedelciu), Designer Tours (Christina Ckler), Venturas (Giancarlo Valias), Submarino Viagens (Taisa Silva), Prime Tour (Renata Casoy), Kangaroo Tours (Hendrix Chefer), Queensberry (Martin Jensen), Disnicor (Maria e Robison Scorsolin), OPS Travel (Craig Bavinton), Matueté (Luiza Moreira) e Selections (Helena Fogaça). Para Lucila Neldeciu, a participação no evento fará com que a Raidho aumente seu portfólio de produtos, apresentando novidades. “A Austrália tem viagens maravilhosas para lua de mel, por exemplo. São ilhas paradisíacas”, afirmou. “Para uma próxima participação será possível filtrar mais produtos que são compatíveis com as necessidades da Raidho”, afirmou. Especializada em Austrália, a Kangaroo Tours participou novamente do evento. “A ATE é uma excelente oportunidade para a Kangaroo rever seus fornecedores, conhecer novos produtos e fazer relacionamento”, disse Hendrix Chefer, que participou pela primeira vez. Quem também debutou foi Renata Casoy, da Prime Tour. “Extremamente organizada, profissional e muito focada. É uma feira que você faz negócios e feiras deste tipo são sempre muito boas”, declarou. Embora não seja a primeira vez da Venturas Viagens na ATE, o sócio diretor Giancarlo Valias estreou em solo australiano e saiu satisfeito do evento. “Já havia participado de outras feiras com este formato, mas nada que tenha chegado perto em relação à organização. Voltarei para o Brasil com muitas novidades”, concluiu. De Melbourne, a Australian Tourism Exchange (ATE) seguirá em 2016 para a famosa Gold Coast, no Estado de Queensland. A novidade foi anunciada no último dia do evento. A feira acontecerá de 15 a 19 de maio e deverá novamente contar com a participação de mais de 30 países. 

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Turismo da Austrália, com proteção GTA

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

PRINCIPAIS GASTADORES NA AUSTRÁLIA País 1 China 2o Reino Unido 3o Estados Unidos 4o Nova Zelândia 5o Japão 6o Cingapura 7o Coreia 8o Malásia o

9o Alemanha 10o Hong Kong

Total (bilhões de dólares australianos) 5,7 3,4 2,7 2,4 1,3 1,1 1,1 1,07 1,03

0,9 Fonte: Turismo da Austrália

PRINCIPAIS EMISSORES À ÁUSTRÁLIA País 1o Nova Zelândia 2o China 3o Reino Unido 4o Estados Unidos 5o Cingapura 6o Japão 7o Malásia 8o Coréia do Sul 9o Hong Kong 10o Índia 24o Brasil

Chegada 1,2 milhão 839,5 mil 652,1 mil 553 mil 372,1 mil 326,5 mil 324 mil 204,1 mil 201,6 mil 196,6 mil 45 mil Fonte: Turismo da Austrália


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1o a 7 de junho de 2015 JORNAL PANROTAS

Especialistas em Austrália O Turismo da Austrália aproveitou a presença de mais de 200 jornalistas do mundo todo, além dos cerca de mil líderes da indústria mundial de turismo, entre operadores, executivos e empresários de diferentes segmentos, para anunciar a atualização do Aussie Specialist Program (ASP), programa on-line que capacita os agentes de viagens em diferentes níveis de conhecimento sobre o país da Oceania. Com 26 anos, o ASP é reconhecido como um dos mais completos programas on-line de capacitação de um destino e já foi responsável por certificar 18 mil profissionais. No Brasil, cujo sistema está em português desde 2013, tem atualmente 185 agentes de viagens e operadores especialistas. Um deles, Giancarlo Valias, sócio-diretor da Venturas Viagens e que participou pela primeira vez do evento, está fazendo o curso. Além dele, outros quatro agentes de viagens da operadora já concluíram e ganharam o selo de “especialistas em Austrália”. “Estou no segundo módulo de um total de cinco e o pouco que eu fiz já foi útil nesta viagem. Um curso como esse exige tempo. Se você fizer da forma mais básica possível

Jane Whitehead, do Turismo da Austrália

cada módulo deve levar cerca de duas horas, mas se optar por fazer direito, acompanhando todos os vídeos e lendo todas as informações, toma de dois a três dias. Na Ventu-

ras optamos por ter dois operadores e dois vendedores especialistas no assunto, mas até setembro quero que toda minha equipe de vendas com o selo”, afirma.

A nova plataforma foi apresentada durante a Australian Tourism Exchange 2015 (ATE 15) e segundo o diretor da Turismo da Austrália, John O’Sullivan, as mudanças irão trazer mais agilidade e facilidade de navegação. “Embora seja reconhecido como um dos melhores do mundo, buscamos essas melhorias para que ele siga sendo referência”, aposta o dirigente. Entre as mudanças estão um ambiente mais interativo, sugestões de itinerários, notícias da indústria de turismo da Austrália e mapa interativo. O novo site passa a funcionar também em todos os dispositivos móveis. “Junto com a grande campanha que iremos fazer ao longo do ano no Brasil, o novo site fará com que mais profissionais conheçam a Austrália e poderemos transformar esse conhecimento em venda”, afirmou a vice-presidente para as Américas, Jane Whitehead. Como parte desta atualização, o programa Premier Aussie Specialist será estendido a todos os principais mercados. O programa, que até então estava disponível apenas para os quatro principais países emissores, passa a estar disponível em todos os cerca de 55 destinos onde o órgão atua. A atualização do sistema acontece a partir de agosto e será feita nos 11 idiomas dentro de seis meses. Até outubro o Brasil já deverá estar com a nova plataforma. Os profissionais interessados em participar do programa devem fazer as inscrições no site www.aussiespecialist.com.p


Flashes

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Australian Tourism Exchange

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

2 1 Luiza Vaz Moreira, da Matueté, e Helena Fogaça, da Selections 2 Martin Jensen, da Queensberry 3 Renata Casoy, da Primetravel, e Christina Kler, da Designer Tours 4 Renata e Hendrix Chefer, da Kangaroo 5 Sherene Somerville, do Turismo da Tasmânia 6 Sonia Fingleton, do Legenday Pacific Coast 7 Karen

1

Ronning, diretora de Turismo e Eventos de Queensland, região da Barreira dos Corais 8 Kate Atkinson e Camilla Cooper, da Hyatt da Austrália 9 Louise Laing e Annie Sheehy, da Lizard Island, resort na Barreira de Corais 10 Taisa Silva, da Submarino Viagens, e Giancarlo Valias, da Venturas Viagens 11 Polly Gibson e Zed Bilic, da operadora de receptivo Bunyip Tours

4

3

6

7

5

8

9

10

11


08 Aviação

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

> Danilo Alves - Brasília (DF)

Novo hub

Tripulação do voo inaugural, sob o comando de Paulo de Tarso, deu as boas vindas aos passageiros utilizando “orelhas” e luvas de Mickey Mouse

A TAM INAUGUROU NO ÚLTIMO DIA 12 DE JUNHO O SEU VOO DIÁRIO LIGANDO AS CIDADES DE BRASÍLIA E ORLANDO, NOS ESTADOS UNIDOS. A LIGAÇÃO tem como objetivo reforçar o hub da empresa no Centro-Oeste do País, polo que vem sendo destacado na nova malha aérea da Tam, tanto em âmbito nacional quanto internacional. “Brasília representa uma opção muito vantajosa para conectar com rapidez os passageiros com origem ou destino no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil”, afirmou a presidente da Tam Linhas Aéreas, Cláudia Sender. No embarque do voo inaugural, a tripulação da aérea e a gerente de Relações Públicas da Disney Destinations, Paula

Menna Barreto Hall, recepcionaram os passageiros utilizando adereços de Walt Disney World. Para completar a surpresa, foram distribuídos kits aos viajantes com lembranças da Disney. Orlando hoje é o destino internacional mais vendido pela Tam Viagens, operadora seleta dos resorts e parques Disney World desde 2009. Os voos Brasília-Orlando-Brasília são operados com um Boeing 767-300ER, com 191 lugares na classe econômica e outros 30 na recém-lançada Premium Business. O equipamento oferece ainda serviço de entretenimento de bordo individual, com 110 filmes e seriados de TV em todas as classes. “Importante ressaltar a conveniência ao cliente e a conectividade gerada

“Importante ressaltar a conveniência ao cliente e a conectividade gerada com essa nova opção”, diz Igor Miranda, diretor da Tam

com essa nova opção. Dependendo do horário escolhido pelo cliente, o passageiro com origem ou destino em capitais do Norte ou Nordeste brasileiro, por exemplo, economizará mais de duas horas de tempo total de voo por trecho, no comparativo com o voo que conecta Guarulhos”, explica o diretor de Vendas Indiretas da Tam, Igor Miranda. A aérea opera voos diretos para Orlando a partir de Guarulhos desde novembro de 2008. Ao todo, são 12 frequências semanais. Com o lançamento da rota a partir de Brasília, a companhia amplia esse número para 21 em períodos de alta temporada, e para 14 na baixa. “Ter mais uma opção de voo que liga diretamente o Brasil a Orlando facilita muito para os que estão planejando férias nos nossos parques e hotéis Walt Disney World”, disse Paula. Para Miranda, o lançamento representa a criação de um grande produto. “Essa operação tem um potencial enorme para bons resultados, além de firmar a base como um grande hub da Tam”, disse. “Estamos consolidando uma rede de conexões ainda mais conveniente para o cliente que viaja entre o Brasil e outros destinos na América do Sul. Esses investimentos refletem o nosso compromisso de ser mos a primeira opção de viagem para os passageiros de toda a região, com as melhores opções de conectividade e de produto”, explica. Em relação ao perfil do viajante desta rota, o diretor acredita que será predominantemente do turista que viaja a lazer, e principalmente com a família. “Mas há espaço também para viajantes a negócios, pois Brasília é um centro importante de distribuição dos

nossos voos para diversos destinos e centros produtivos da economia brasileira”, ressalta. De acordo com ele, o foco da promoção da nova frequência é diversificar a estratégia de precificação, buscar altas taxas de ocupação e mirar a geração de conectividade, observando sempre os multimercados que podem estar interligados a este voo. “O Grupo Latam oferece uma fortaleza muito sólida para planejarmos de forma estratégica a viabilidade e a alimentação das rotas que inauguramos ou promovemos”, concluiu.

MELHOR EXPERIÊNCIA Já o gerente geral comercial da Tam Viagens, Edson Akabane, revelou que o voo diário Brasília–Orlando abre novas oportunidades de melhorar ainda mais a experiência do cliente da operadora. Segundo ele, isso será possível porque o viajante que sai do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do Brasil vai se conectar mais rapidamente em Brasília do que em Guarulhos para chegar a Orlando. “A nossa expertise nesse mercado vem de um histórico muito positivo na promoção de viagens a lazer para a Flórida. Quem opta por nossos produtos tem acesso a uma rede exclusiva de vantagens que garantem uma experiência muito além da viagem”, disse o executivo. “É essa bagagem de conhecimento e de serviço de excelência que vamos levar para os roteiros de viagem que incluírem essa alternativa de voo direto a partir de Brasília”.p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Tam Viagens, Tam Linhas Aéreas e Walt Disney World, com proteção Flycard


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1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

DICAS DE VENDAS WALT DISNEY WORLD BANCO DEDADOS HORÁRIO DOS VOOS:

ll Brasília–Orlando: JJ8048 ll Saída: 11h22 ll Chegada: 18h35 ll Orlando–Brasília: JJ8049 ll Saída: 22h15 ll Chegada: 7h19 (+1) ll Sites: www.tam.com.br www.tamviagens.com.br Disney’s Animal Kington

A PEDIDO DO JORNAL PANROTAS, A TAM VIAGENS, OPERADORA SELETA DISNEY NO BRASIL DESDE 2009, deu três dicas exclusivas para os agentes de viagens dos parques Disney. Vantagens de se hospedar no complexo e datas comemorativas estão entre as sugestões dadas pela operadora para ajudar o agente na hora da comercialização. Confira abaixo: ll Ressalte ao cliente as vantagens de se hospedar no complexo Disney, como o transporte aeroportohotel-aeroporto no Disney Magic Express, além do transporte gratuito por todo o complexo (parques temáticos e Downtown Disney), incluindo monorail. ll Apresente as vantagens do Fast Pass+, um benefício Disney para o cliente agendar com antecedência horários para ingressar rapidamente em três atrações diárias por parque. ll Para interesse em viagens no período de Halloween e Natal, reforce que a Disney prepara atrações e paradas especiais nessas datas. O agente de viagens que quiser outras dicas de como comercializar os produtos Disney ou ter acesso a outros materiais auxiliares em português deverá se cadastrar no site www.disneyagentedeviagens.com.br. O portal também oferece treinamentos on-line, detalhes sobre os planos de refeição, informações como horários dos parques, entre outros assuntos importantes sobre Walt Disney World (e também Disney Cruise Line e Disneyland). p > Continua na pág. 10

p


< Continuação da pág. 09

10

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

ASSENTOS MAIS CONFORTÁVEIS

A poltrona full flat da Premium Business O batismo do voo visto da janela da aeronave da Tam

O JORNAL PANROTAS PARTICIPOU DO VOO INAUGURAL DA TAM COM SAÍDA DE BRASÍLIA E DESTINO A ORLANDO, NOS ESTADOS UNIDOS. Para pegar o voo em Brasília, foi necessário fazer uma conexão doméstica, saindo de Congonhas às 6h45. Como de praxe, neste horário o aeroporto paulista estava cheio, afinal, é o horário de maior movimentação nas famosas “pontes”.

A atendente do check-in fez os procedimentos com muita precisão e logo me encaminhou para o portão de embarque, depois de etiquetar minha bagagem até o destino final (no caso, Orlando). Às 8h26, pontualmente no horário previsto, a aeronave da Tam pousou em Brasília, tempo mais do que hábil para fazer o desembarque e embarcar novamente no terminal internacional daquele aeroporto,

com direito a uma rápida passagem no free shop. Por volta de 10h20, começou a movimentação no portão 34. Eu e outros jornalistas que compunham o grupo da Tam Viagens e Walt Disney World estávamos acomodados na Premium Business, a reformulada classe executiva da companhia, que unifica o padrão de serviço do Grupo Latam. Fizemos uma rápida inspeção no B767-300ER, o equipamento escolhido para realizar a nova rota. O avião, ainda com cheiro de novo, estava impecável e pronto para receber os passageiros do primeiro voo Brasília-Orlando. Enquanto isso, lá no portão, os despachantes da companhia anunciavam o embarque de passageiros. Estes, logo após a entrega do boarding pass, recebiam da Tam e da Disney Destinations, kits com gifts personalizados do Mickey, como caneta, bloco de anotações e as famosas “orelhas”. Já na aeronave, e com a tripulação toda “enfeitada de Mickey”, pude começar a experimentar o que é voar na Premium Business da Tam. Com 30 lugares nessa classe de serviço, a configuração do equipamento é 2-22. As poltronas são espaçosas, a TV é grande e não fica tão longe. Todas as poltronas têm luz de leitura, tomada, porta-objetos, controle da TV e comando da posição do assento. A tripulação também forneceu um fone

de ouvido e uma nécessaire com produtos e objetos de uso pessoal. A grande novidade da Premium Business é a maior distância entre as poltronas e assentos full flat que reclinam até 180 graus. Isto é, se tornam [confortáveis] camas. O avião também conta com um serviço de entretenimento de bordo individual, que oferece 110 filmes de diversos gêneros e seriados de TV (isso também está disponível na classe econômica). O serviço de bordo começou com castanhas e bebidas ao embarcar, e após a decolagem recebemos o cardápio para escolher as refeições. Todas as opções do menu estavam disponíveis. Entretenimento suficiente para as aproximadas oito horas de voo. Logo após o almoço, acabei dormindo. Faltando um pouco mais de 1h30 para o pouso em Orlando, a tripulação serviu um lanche. Ah, a equipe de comissários foi algo à parte nesse voo. Todos muitos simpáticos e dispostos a tornar a experiência do passageiro ainda melhor a bordo. Após o pouso, o comandante Paulo de Tarso anunciava o batismo da aeronave por meio de jatos d´água, enviados por caminhões do corpo de bombeiros. A homenagem atraiu a atenção dos passageiros, que aplaudiram a primeira chegada do JJ8048 em Orlando.p

NOTA: 10


11 Aviação

1o a 7 de julho de 2015 JORNAL PANROTAS

> Artur Luiz Andrade

Pontos e cursos

O CLUB LATAM, PLATAFORMA DE RELACIONAMENTO DA TAM LINHAS AÉREAS COM AS PRINCIPAIS AGÊNCIAS DE VIAGENS DO

mercado brasileiro, está com novidades em diversas aéreas. Todas valendo a partir de 1º de julho. Segundo a empresa, o objetivo é incentivar ainda mais os profissionais das agências. Assim, a Campanha do Emissor, que premia os emissores, será reformulada e evoluirá para Club Elite (seu novo nome), e ainda com a parceria com a rede Multiplus. O Club Latam também disponibiliza, desde junho, a plataforma de curso a distância Tam Web Aula, para capacitação dos agentes (veja box). Estes, aliás, passam a ser atendidos pelo Núcleo de Negócios da companhia, mais uma mudança buscando a melhoria da relação com esse canal de vendas. O telefone de contato passará a ser o 0300-772-9696, o mesmo do Núcleo de Negócios, que oferece uma equipe exclusiva e dedicada para atender todas as necessidades das agências e agentes de viagens do País. Para estas e outras informações, o profissional pode acessar também o site www. clublatam.com.br. “Estas novidades reforçam os pilares do Club Latam, que direcionam nossas ações para oferecer sempre o melhor em gestão, capacitação, incentivo, comunicação e relacionamento aos agentes de viagens”, declarou o diretor de Vendas Indiretas da Tam Linhas Aéreas, Igor Miranda. “A parceria com a Multiplus completa esta estratégia, incentivando os agentes a acumular pontos nas vendas de bilhetes Tam e Lan e a ter acesso às mais de 550 mil opções de produtos e serviços oferecidas pela Multiplus”, anunciou.

COMO PONTUAR

Pela nova fórmula para contabilização de pontos na Campanha do Emisso, (Club Elite, a partir de julho), a cada R$ 50 vendidos soma-se um ponto para o agente. Pelo cálculo atual, vigente até 30 de junho, um bilhete corresponde a um ponto. Pela nova regra, ao comercializar um bilhete de R$ 1 mil, por exemplo, o agente somará 20 pontos Multiplus, o que aumentará as possibilidades de resgate de prêmios e incentivará ainda mais os profissionais das agências. Como resultado do ingresso do Club Latam na rede Multiplus, todos os pontos acumulados pelo agente no Club Elite serão automaticamente creditados na conta Multiplus do agente de viagens.

Igor Miranda, diretor de Vendas Indiretas da Tam

Campanha do Emissor  Club Elite Regra atual (até 30/06)

Nova regra (a partir de 01/07)

1 bilhete Tam ou Lan = 1 ponto

A cada R$ 50 em bilhetes Tam e Lan = 1 ponto

Exemplo: um bilhete de R$ 1.000 1 ponto

20 pontos

QUALIFICAÇÃO

A D IST Â N CI A O CLUB LATAM TAMBÉM PASSOU A FORNECER, GRATUITAMENTE, O ACESSO DIRETO AO TAM WEB AULA, PLATAFORMA DE ENSINO A DISTÂNCIA PELA QUAL O AGENTE DE

viagens cadastrado tem à disposição um amplo catálogo de cursos on-line em diferentes áreas. Dentre as quais estão pacote Office, gestão, língua portuguesa e geografia. Os cursos disponíveis são os mesmos oferecidos aos mais de 50 mil funcionários diretos da compa-

nhia em capacitações on-line. O objetivo, segundo Igor Miranda, é contribuir para a melhoria do desempenho do agente parceiro e sua evolução profissional. “Essa ferramenta segue as tendências tecnológicas de mobilidade, por meio da metodologia do e-learning, o que permite aos agentes de viagens utilizarem a plataforma onde e como preferirem, acessando computador, tablet ou até mesmo smartphones”, ressaltou o diretor da Tam.


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Aviação

Enfim privatizada Foto: divulgação/Tap

Momento da oficialização da venda de 61% da Tap

Depois de anos de longas negociações (trabalhistas, políticas e com o governo), de greves contra a iniciativa, de uma tentativa frustrada em 2012, quando apenas a Avianca havia se interessado pelo negócio e diversas correntes tentando barrar a negociação, na semana passada saiu, enfim, a privatização da Tap. O governo português assinou a venda de 61% da empresa para o consórcio Atlantic Gateway, do português Humberto Pedrosa, que fica com 51%, e David Neeleman, CEO da Azul Linhas Aéreas, que agora já trabalham com o presidente Fernan-

do Pinto no futuro da “nova Tap”. Mais voos no Brasil (aumentando frequências já existentes em um primeiro momento e investindo em cidades com mais de um milhão de habitantes em seguida) e para os Estados Unidos, encomenda de 53 aeronaves, novo produto de bordo, incluindo nova classe executiva, e a manutenção do DNA português da companhia foram algumas das promessas dos novos donos da Tap. “Pode confiar na gente, pois vamos fazer todo o esforço para o usar o nosso capital para criar uma grande empresa”, declarou David Neeleman, o chamado “sócio industrial” (ou seja,

que é do ramo) do consórcio, como reconheceu o seu parceiro, Humberto Pedrosa. “O David, com base na imensa experiência internacional (na Jet Blue e na Azul), é a pessoa certa para garantir que a Tap continue a ser a nossa empresa bandeira, um motor de crescimento do País e uma referência a nível mundial”, afirmou o dono do Grupo Barraqueiro, que não deixou de salientar que ele é o acionista majoritário do consórcio, o que garante que a Tap continue nas mãos da União Europeia. “Posso garantir com orgulho que a Tap é efetivamente portuguesa”, declarou, lembrando também do seu histórico de empre-

sário para garantir que a aposta na companhia aérea é “para ficar”. Havia boatos de que ele venderia sua parte logo após a compra, mas ele mostrou outros investimentos seus em que continua sócio após diversos anos. “Estamos nos negócios para ficar, investir, promover crescimento. Com a Tap não será diferente. Investir na compra da empresa é um progresso natural para quem, como eu, tem uma experiência acumulada ao longo dos anos. Isso permite-me ter confiança para enfrentar novos desafios e a certeza de que posso aportar ainda mais valor à companhia”, salientou.


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NOVO CAPÍTULO David Neeleman chamou a assinatura do contrato, que ainda precisa passar pelas autoridades portuguesas e europeias, de “um novo capítulo da história da Tap”. “Vamos usar o nosso capital para comprar novas aeronaves, para tratar as pessoas melhor, muito bem, para tratá-los como os nossos melhores ativos, para que o serviço a bordo da Tap, para que os produtos a bordo possam ser os melhores da Europa”. “A venda da Tap é muito mais do que um novo sucesso no programa de privatizações. Ao assegurar a viabilidade da companhia aérea e a continuidade da sua contribuição para a economia nacional, marcamos um verdadeiro momento de virada”, declarou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Ela frisou ainda que “a privatização da Tap não teve como objetivo central o cumprimento do programa original de privatizações, nem mesmo a intenção de um encaixe adicional para o Estado”, mas concretizar “a única solução que assegura a viabilidade da Tap conforme a conhecemos hoje” e que “é a condição fundamental para garantir a viabilidade do serviço público prestado pela companhia e para preservar o valor estratégico que representa para economia nacional”. O ministro da Economia, Antonio Pires de Lima, garantiu por sua vez que “o governo fez o que tinha

Foto: divulgação/Airbus

Foto: divulgação/Tap

Humberto Pedrosa e David Neeleman

Novos donos já encomendaram 53 aviões A330Neo

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Foto: divulgação/Tap

de ser feito, para bem o da Tap e para o bem da nossa economia, correspondendo a todas as condições estratégicas e econômicas”, e destacou que a concretização da privatização também evidencia “o reconhecimento por parte dos novos investidores da [importância] da companhia e da capacidade de gestão desta empresa”.

MAIS VOOS E AVIÕES David Neeleman garantiu que vê grandes oportunidades para a companhia aérea portuguesa nas ligações com os Estados Unidos e com o Brasil, adiantando que planeja mais duas dezenas de destinos nesses dois mercados. “A gente vai expandir muito para os Estados Unidos. Nós achamos que há muitas oportunidades lá, e também no Brasil”, declarou Neeleman. O empresário salientou que essa perspectiva está, aliás, explícita no nome adotado pelo consórcio que formou com Humberto Pedrosa. “O nome da nossa empresa é Atlantic Gateway, que é uma entrada na Europa”, disse, antes de declarar que não tem dúvidas quanto à vantagem de permanecer com Lisboa como hub da companhia, inclusive por mais do que o 30 anos exigidos pelo Governo Português. Boston, Washington e Chicago são alguns dos destinos nos Estados Unidos para onde David Nee-

Neeleman é sócio minoritário da aérea portuguesa e aqui fala das sinergias entre Azul e Tap

leman quer voar com a Tap. Humberto Pedrosa, em entrevista ao jornal português Expresso, disse que haverá investimento em uma nova frota (53 aviões), que inclui o A330neo e o A321neo LR, que será a base da malha da nova Tap. O A321neo LR pode operar voos de Lisboa para a costa leste americana e o nordeste brasileiro. Cinquenta milhões de euros serão destinados imediatamente à renovação do produto a bordo.

“Relançar a credibilidade e a imagem da Tap e aumentar as rotas são prioridades”, disse Pedrosa. Na fase inicial, continuou o empresário ao Expresso, “a Tap já contará com o apoio dos aviões disponíveis na Azul, que vão complementar a operação na época alta do verão, e no inverno os aviões disponíveis da Tap poderão complementar a atividade da Azul na época alta brasileira, de janeiro e fevereiro”.

Humberto Pedrosa já havia dito ao Expresso que gostaria que Fernando Pinto continuasse na Tap. O atual presidente considera que “a associação de David Neeleman e Humberto Pedrosa assegura à Tap uma base acionista sólida, composta por empresários que conhecem bem o setor dos transportes”. Ele está garantido na fase de transição, mas mais que isso não quis comentar (com informações do Presstur.com).

PAN N o t a s Demanda doméstica A Gol obteve 36,87% da demanda por voos nacionais em maio, segundo dados da Abear. A Tam aparece logo a seguir, com 36,46%. A Azul ficou com 17,15% de market share, enquanto a Avianca registrou 9,52% do mercado. De acordo com a Abear, foram transportados 7,8 milhões de passageiros domésticos em maio (queda de 200 mil em relação a abril de 2015).

Retorno O Visit Orlando confirmou o seu retorno ao Festival de Turismo de Gramado, que neste ano acontece entre os dias 5 e 8 de novembro. O destino internacional, que retoma sua exposição na feira após cinco anos, apresentará aos 14 mil visitantes esperados no evento três de suas maiores atrações: Walt Disney World, Universal e Sea World.

Promoção O São Paulo Futebol Clube anunciou uma parceria com o time de futebol Tampa Bay Rowdies, da Flórida, visando à expansão da marca no mercado americano, além de outras ações envolvendo a divulgação das equipes e do destino turístico de Tampa Bay. O projeto também envolve a intenção do clube americano em promover o turismo na região de St. Petersburg e Clearwater para o Brasil.


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TR ANSIÇ Ã O “COMEÇAMOS HOJE, JÁ TEMOS REUNIÕES MARCADAS E TUDO O MAIS PARA QUE SE TENHA UM PROGRAMA CONJUNTO PARA ATINGIR A META de

resultados deste ano, mas já em consonância com as novas ideias que vêm por aí”, anunciou o CEO da Tap, Fernando Pinto, no final da cerimônia de venda de 61% da companhia ao consórcio Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman. Fernando Pinto explicou o que aconteceu ao programa solicitado pelo governo para a companhia recuperar do prejuízo que teve com a greve promovida pelo SPAC entre os dias 1 e 10 de Maio. “Nós achamos que seria melhor fazer já essa análise em conjunto”, incorporando “as novas estratégias dos novos controladores da empresa”, explicou”. Pinto defendeu que a percepção que tem do contato com os trabalhadores da companhia é que “há entusiasmo com a nova era que empresa vai começar”, ainda que sabendo, como também disse, “alguns sindicatos, por princípio, não concordam com a privatização, o que nós respeitamos”. O executivo disse também que a grande alteração que se produz com a privatização “é o acesso a capital”, que nunca teve nos 15 anos à frente da companhia, bem como “novas ideias” e “sangue novo” que podem propiciar “um

futuro melhor para a Tap”. A privatização foi descrita por Fernando Pinto como “uma excelente oportunidade para ir à frente novamente”. “Temos um trabalho até ao final do ano para fazer, depois veremos o que vai acontecer”, finalizou.p

Foto: divulgação/Tap

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David Neeleman e Fernando Pinto

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Entrevista

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> Artur Luiz Andrade

Impacto no Brasil O diretor da Tap Portugal no Brasil, Mário Carvalho (foto), falou ao Jornal PANROTAS sobre o início da nova fase da companhia, após a oficialização da venda. JORNAL PANROTAS — Como o senhor avalia esse fim do longo processo de privatização? MÁRIO CARVALHO — A privatização da Tap vinha sendo há algum tempo um objetivo do governo português e a vejo como fundamental para

o desenvolvimento da companhia, pois permite maior facilidade de acesso à capitalização. Por outro lado, este resultado proporcionará uma maior aproximação e reforço a vários mercados, em especial Brasil e Estados Unidos. JP — Que impactos a privatização terá nas operações e produtos da Tap? CARVALHO — A entrada de capital novo na Tap irá proporcionar uma retomada

dos investimentos necessários, que trarão uma série de benefícios e melhorias nos seus produtos. A Tap poderá reforçar a sua frota, por meio da qual poderá melhorar a malha e o produto, em especial para o Brasil.

se buscar sinergias que facilitem a captação e distribuição entre as duas empresas. Esta pode ser uma boa oportunidade para o crescimento e desenvolvimento dos negócios e turismo entre a América do Sul e a Europa.

JP — E as esperadas sinergias com a empresa brasileira Azul? CARVALHO — Penso haver campo para

JP — Como a equipe do Brasil recebeu a notícia da vitória da proposta de David Neeleman?

CARVALHO — Estamos todos contentes e ao mesmo tempo esperançosos que a privatização se consolide rapidamente, contribuindo de forma efetiva para o crescimento sustentável da Tap. O trade também tem nos enviado mensagens positivas sobre a privatização, o que nos entusiasma mais ainda.

Foto: divulgação/Tap

Equipe da Tap no Brasil está feliz com a definição da privatização, vencida por David Neeleman

JP — Como a Tap defende seu pioneirismo e Market-share no Brasil? CARVALHO — Nos últimos anos temos verificado um crescimento significativo da oferta internacional no Brasil, motivado pelo crescimento de dois dígitos do mercado brasileiro. Hoje, face à situação econômica do País, vemos que a demanda não cresce ao mesmo ritmo, o que vem obrigando as empresas a reverem suas estratégias e tarifas. A nossa estratégia assenta-se na proximidade que mantemos com os diversos mercados e segmentos e no relacionamento com os agentes de viagens. Vale ressaltar que o posicionamento estratégico do hub de Lisboa é um

diferencial competitivo, possibilitando a comodidade de voos mais curtos entre as 12 cidades que servimos no Brasil com voos diretos para a Europa. JP — Ainda há cidades a serem consideradas para terem voos da Tap no Brasil? CARVALHO — Acredito que sim; o Brasil é um continente com imenso potencial. Estamos sempre atentos para novas oportunidades desde que a demanda e infraestruturas assim o permitam. JP — Que mensagem a Tap Brasil passa ao trade hoje? CARVALHO — Ao trade deixo a nossa firme convicção de continuar a prestar mais e melhores serviços. Pelos primeiros contatos com os futuros acionistas e pelos projetos que existem para o futuro, a Tap vai certamente estar em melhores condições para oferecer aos seus clientes do Brasil o melhor produto nas ligações para a Europa. p


17 Franquias

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> Henrique Santiago

Em ascensão VOCÊ JÁ PENSOU EM TRANSFORMAR SUA EMPRESA EM UMA FRANQUIA OU SER FRANQUEADO NO MERCADO DE TURISMO? A Associação Brasileira de Franchising (ABF) promoveu de 24 a 27 de junho a 24a ABF Expo, no Expo Center Norte, na capital paulista. A feira esperava reunir 62 mil visitantes para mostrar as tendências do mercado em 480 marcas, das quais se destacam alimentação, vestuário e saúde e bem-estar. No amplo espaço de mais de 30 mil metros quadrados, o turismo, teve apenas dois representantes: a TZ Viagens e a Tourlines, que estreou no evento este ano. CVC, Flytour e Tam Viagens, entre outros grandes nomes das franquias em turismo, não marcaram presença. As vantagens de ser um franqueado são muitas, ainda mais devido ao incômodo momento da economia brasileira, acredita o CEO da TZ Viagens, Paulo Manuel. “O turismo é um dos setores menos atingidos pela crise”, pontuou. “Este ano imprevisível é especial para nós, porque temos 26 franqueados nas cinco regiões do País e pretendemos fechar 2015 com 35 lojas abertas e dez em processo de abertura”, revelou, adiantando que unidades nos bairros paulistanos de Moema, Mooca e Penha, além de Santos (SP), Rio de Janeiro, Maringá, Londrina (PR) e Cuiabá se somarão às que estão atualmente em operação. Entre as 26 atuais unidades abertas no Brasil, seis são resultados de conversão. “Nós conversamos atualmente com várias lojas para tornar o negócio real”, garantiu, completando que o foco da TZ Viagens são os espaços físicos.

ATENDIMENTO E ESPAÇO ÚNICOS Segundo ele, todos os franqueados, incluindo cerca de 100 funcionários, estão aptos a auxiliar os clientes no pós-venda. “Nós queremos resolver os problemas [dos clientes] durante a viagem, e trabalhamos para que eles não retornem ao Brasil com uma experiência negativa. Eles devem nos ver como um concierge”. Para isso, a tecnologia é poderoso instrumento que coloca o agente de viagens à frente da venda pelas on-line travel agencies (OTAs), na opinião de Manuel. “Nossos franqueados são auxiliados por meio da nossa central de atendimento, eles têm grupos só para eles no Whatsapp e no Facebook para conversarem entre si, encontrarem soluções e, claro, entrar em contato com o cliente”, complementou. “A questão é

Paulo Manuel, da TZ Viagens

que o preço é importante para o cliente, sem dúvida, e por isso as pessoas optam pelas OTAs, mas não é apenas isso, o nosso atendimento é o diferencial”, complementou Manuel. O dirigente da TZ Viagens discorre que para se abrir uma loja física deve se pensar, antes de tudo, na localização. “Nossos espaços em São Paulo estão presentes em bairros nobres, como no Jardins e no Itaim Bibi”, disse. Mas, de nada vale ter um franqueado em zonas abastadas se você não tem circulação de pessoas pelo local. “Você tem que estar próximo dos clientes”, enfatizou. “As lojas têm de estar em um ‘misto’ de áreas domésticas com fluxo permanente de pessoas.”

QUANTO VALE

O dirigente da TZ Viagens é sucinto ao falar em investimentos e retornos financeiros. “Nós colocamos cerca de R$ 100 mil por unidade, e o retorno de cada uma delas é de R$ 100 mil com capital de giro”. Mas para que essas cifras sejam alcançadas, é preciso justamente capacitar o profissional. “Nós realizamos de três a quatro treinamentos on-line por semana, com capacidade de 100 acessos simultâneos”, afirmou. Depois de concluídos, os arquivos ficam gravados em uma plataforma própria da empresa disponível apenas para os agentes de viagens. “Até o fim do ano, esperamos totalizar 150 capacitações gravadas”. Com a estimativa de 40 unidades espalhadas pelo Brasil até o fim deste

Gustavo Gicovate, da Tourlines

ano, a TZ Viagens acompanha a expectativa de encerrar 2015 com números surpreendentes. “No ano passado, fechamos com um faturamento de R$ 19 milhões. Agora, a nossa meta é de R$ 40 milhões”, revelou, acrescentando que entre junho e o mesmo período de 2014 o crescimento de vendas foi de 200%, enquanto em franqueados foi de 60%. “O ano está melhor do que pensávamos que seria. Sem dúvida, há dificuldades, mas existem recompensas aos que trabalham bem”, concluiu.

A TENDÊNCIA VEM DE CASA Lojas físicas? Não. A realidade da Tourlines é o home office, garante o gerente nacional de Expansão e Implantação da empresa, Gustavo Gicovate. Ainda que o carro-chefe seja a operadora, a companhia tem atualmente 46 franqueados no Brasil, dos quais 40 atuam como home office e seis espaços físicos, todos em Vitória, onde fica a sede da empresa. “Não há dúvida que o modelo é a tendência do mercado, uma vez que o profissional não tem chefe, horário fixo e pode trabalhar a hora que quiser”, pontuou. De acordo com ele, o tempo para abrir uma loja física, pode levar meses, desde sua concepção até a finalização do processo, enquanto que o home office necessita de 14 dias. “O profissional passa por uma semana de treinamento on-line e uma semana presencial para estar a apto a tra-

balhar”, comentou. Gicovate diz que há muitos interessados que iniciam do zero no mercado como home office para desenvolver experiência para, em seguida, atribuir suas funções em uma agência de viagens física. Para investir em uma loja é preciso desembolsar R$ 80 mil a R$ 120 mil, porém, o retorno financeiro é compensador. “É preciso de seis a sete home offices para equiparar à receita de uma loja. Enquanto o primeiro fatura de R$ 80 mil a R$ 100 mil por mês, o segundo gera de R$ 350 mil a R$ 550 mil mensais”, garantiu. Com previsão de crescimento de aproximadamente 20% para 2015, a Tourlines pretende duplicar seus franqueados ainda este ano. “Esperamos ter 80 home offices e 13 lojas físicas”, concluiu Gicovate. Queira você apostar em franquias em lojas físicas ou no modelo home office, é certo que o turismo tem de superar toda e qualquer crise que possa surgir e, provavelmente figurar na 25ª ABF Expo com mais representantes e trocas de experiências.p

BANCODEDADOS

O SEGMENTO HOTELARIA E TURISMO NA ABF

ll Associados: 19 ll Não associados: 30 ll Total: 49 ll Site: www.portaldofranchising.com.br p Fonte: ABF


18 Eventos

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> Karina Cedeño – Foz do Iguaçu (PR)

Festivalde negócios MAIS DE SEIS MIL VISITANTES PARTICIPARAM DA DÉCIMA EDIÇÃO DO FESTIVAL DAS CATARATAS, REALIZADA ENTRE OS dias

17 a 19 de junho no Rafain Palace Hotel & Convention Center, em Foz do Iguaçu (PR). O evento contou com 1,3 mil expositores (número 20% superior ao do ano passado), divididos em 216 estandes, apresentando novidades a 53 caravanas de agentes de viagens. “A feira é uma ótima oportunidade de trazer os profissionais do turismo e mostrar tudo o que o destino tem a oferecer, além, é claro, de propiciar a concretização de muitos negócios. Este ano o festival trouxe 600 marcas e a maior parte dos estandes é de destinos. Há cinco países representados (Paraguai, República Dominicana, Uruguai, Peru e Argentina), além do Brasil, e demos bastante espaço ao artesanato local, fazendo com que os trabalhadores pudessem expor seus trabalhos e fechar negócios. Muitos deles, por exemplo, já têm contrato com a Cataratas S.A., vendendo os produtos nas lojas de souvenires”, diz o coordenador e idealizador do evento, Paulo Angeli.

A cerimônia de abertura contou com diversas autoridades

O festival também deu ênfase às questões sócio-ambientais, incentivando a coleta seletiva, o plantio de árvores e a implementação de ações voltadas à sustentabilidade no turismo, motivos que garantiram ao festival o selo Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que reconhece ações verdes em prol do planeta.

PASSADO E FUTURO Angeli notou que, do início do festival para cá, houve uma mudança signifi-

cativa no que se refere à procura do destino para os negócios. “Antes era Foz do Iguaçu que ia aos eventos, em busca da divulgação do destino e de novas parcerias. Agora, são as pessoas que vêm até a cidade, e o aumento no número de expositores — a maioria deles, fidelizados — nesta feira é o principal termômetro para medir o crescimento dos negócios”, diz o coordenador do evento. A data da 11ª edição do encontro já está marcada: de 15 a 17 de junho de 2016, no mesmo local. Além da data, estão definidos alguns planos para o

próximo ano. “Hoje contamos com 16 grandes organizadores no segmento Mice, e a meta para 2016 é aumentar este número. Queremos, ainda, que o Festival das Cataratas seja o melhor evento de turismo da América Latina, trazendo inovações a cada ano”, diz Angeli, reforçando que a quantidade de eventos paralelos à feira também aumentará. Este ano eles totalizaram 30, incluindo a Feira de Turismo e Negócios, o Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, a Mostra Regional de Produtos Sustentáveis, a Expo Hotel.

AGÊNCIAS

O diretor presidente da Paraná Turismo, Manoel Gimenes, afirmou que muitos investimentos estão sendo feitos no programa “Paraná para os Paranaenses”, cujo intuito é promover os atrativos do Estado, tornando-os mais conhecidos por meio de seminários, viagens de incentivo e famturs, direcionados aos agentes de viagens. “O Paraná está entre os cinco Estados brasileiros que mais recebem turistas, e queremos trabalhar com determinação para divulgar nossos destinos. Temos um plano de ações integradas denominado Paraná Turístico, por meio do qual visamos fortalecer os nossos destinos indutores, que são Foz do Iguaçu, Curitiba e Ilha do Mel/Paranaguá, além de potencializar os destinos emergentes, explorando principalmente o turismo de negócios e eventos”, diz Gimenes. Muitos trabalhos têm sido direcionados também à criação da Lei de Incentivo ao Turismo do Paraná, que visa ampliar a competitividade do Estado, e a Paraná Turismo tem oferecido apoio institucional a eventos importantes, como o Salão Paranaense, o Festival das Cataratas, o Festival de Turismo do Litoral, e o Salão de Turismo de Campos Gerais, que será realizado pela primeira vez em agosto deste ano.p


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NOVIDADES DOS EXPOSITORES CVC

A operadora realizou treinamentos para agentes de viagens sobre destinos europeus. As capacitações foram realizadas no estande, onde também foram sorteados vale-viagens no valor de R$ 2 mil. Foi dado destaque, ainda, à plataforma Venda Compartilhada CVC, que será lançada dentro de um mês, oferecendo aos agentes de viagens a possibilidade de realizar orçamentos de forma mais ágil.

O gerente de Vendas sênior da CVC para a região Sul, João Paulo Stropaissi, e o gerente geral da CVC Maringá, Bruno Quilici

República Dominicana

Pela primeira vez no evento, o diretor do Ministério do Turismo da República Dominicana no Brasil, René Contreras, afirmou que, no ano passado, 114,2 mil brasileiros visitaram o país, número maior em relação a 2013, (91,4 mil) . Nos cinco primeiros meses de 2015, já foram registrados 40 mil brasileiros. “Acredito que a feira terá um resultado muito positivo para nós, tanto que pretendemos voltar em 2016, ano para o qual já temos previstas diversas capacitações direcionadas a agentes de viagens”, diz Contreras.

O diretor do Ministério do Turismo da República Dominicana no Brasil, René Contreras

Grupo BRT

Deu ênfase ao núcleo exclusivo de atendimento da Tam, lançado há cerca de dois meses. Por meio dele, os clientes têm atendimento personalizado e com enfoque na aérea. No que se refere à operadora, o destaque ficou por conta da divulgação de materiais direcionados ao mercado do interior do Paraná, com roteiros nacionais saindo de Foz do Iguaçu e de Porto Iguazu (Argentina). Estande do Grupo BRT: Bruno Delfini, Maxuele Silva, Eraldo Palmerini, Camila Cury e Eduardo Freneda > Continua na pág. 21


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Flashes

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10 o Festival das Cataratas

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1 O corte da fita deu início ao evento 2 O ministro do Turismo, Henrique Alves, com a presidente do Arroz Amigo, Lenora Schneider 3 Roberto Bacovis, Abav-PR, Cláudio Isoliani, da Tam Viagens, Heitor Angeli, da De Angeli Turismo, e Henrique Stefen e Alcimar Ribeiro, da Tam Viagens 4 O diretor presidente do Paraná Turismo, Manoel Gimenes 5 Vinicius Lummertz, da Embratur, e Valdir Rubens, do governo do Estado de Santa Catarina 6 Guilherme Paulus, da CVC e da GJP Hotels & Resorts

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Rio de Janeiro

O estande do Estado do Rio de Janeiro recebeu número significativo de agentes de viagens, e a Turisrio divulgou os planos para o período que sucede os Jogos Olímpicos, principalmente no que se refere à ocupação hoteleira de 2017 a 2020. Além disso, o secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Nilo Sérgio Félix, recebeu no festival uma homenagem em reconhecimento à importância da atividade turística do Estado.

Nobile Hotéis

A rede destacou a abertura do primeiro hotel Wyndham no Brasil, o Wyndham Golden Foz Suítes, em Foz do Iguaçu (PR). “Este lançamento no Paraná favorece tanto a rede quanto o destino, já que a bandeira Wyndham é muito conhecida no Exterior, principalmente pelos norte-americanos. Para eles é muito importante poder contar, também no Brasil, com esta marca de qualidade”, diz a gerente de Vendas da Nobile Hotéis, Neila Araújo.

A gerente de Vendas da Nobile Hotéis, Neila Araújo

Tam

O gerente comercial da Tam para Foz do Iguaçu, Mario Roberto Leite, deu destaque aos destinos Cancun e Orlando, assim como Santiago e Bariloche. Outro destaque na feira foi o voo direto entre Foz do Iguaçu e Brasília, lançado em abril deste ano. “Nosso objetivo, neste evento, é fortalecer o relacionamento com os agentes de viagens, visando incrementar as vendas para estes destinos”, disse Leite.p

O gerente comercial da Tam para Foz do Iguaçu, Mario Roberto Leite

Equipe reunida no estande do Estado do Rio de Janeiro


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SurFACE

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Despedida

Foram 42 anos de Accor, dos quais 25 no Brasil. Roland de Bonadona, uma das grandes referências da hotelaria no País, encerrou a carreira no grupo francês e passou o comando da Accor na América do Sul para Patrick Mendes, como anunciado em abril, durante visita do presidente mundial, Sebastien Bazin, ao Brasil. Até dezembro Bonadona continua como consultor, auxiliando Mendes, mas já em janeiro, além de presidir a Câmara França-Brasil, deve anunciar novos projetos. "Minha área é o desenvolvimento hoteleiro e acho difícil ficar longe. Parar eu não vou", disse ele, durante festa de despedida organizada pela Accor, no hotel Pullman, na Vila Olímpia, em São Paulo. Funcionários antigos de diversas áreas homenagearam Bonadona, que estava acompanhado da mulher, Anna, e dos filhos, Emilie e Christophe. "Estou muito emocionado com as homenagens e agradeço ao apoio e estrutura do grupo Accor, que com sua expertise nos ajudou muito com nossos projetos na América do Sul". Confira mais fotos do evento no Portal PANROTAS.

Após 2 anos...

Roland de Bonadona e Patrick Mendes

Brasília-Orlando

Marcello Gonçalves (foto) deixou de ocupar na terça-feira, 30, o cargo de CEO da Travel Ace no Brasil. O executivo chegou à empresa a exatos dois anos para comandar uma reestruturação interna que, segundo ele, foi bem encaminhada ao longo do período. “A Travel Ace hoje está muito bem estruturada e pronta para seguir seu caminho”, disse o executivo, que destaca como principal conquista nestes 24 meses a entrada da companhia no mercado corporativo, com a conquista de contas como Caixa Econômica Federal, Banco Pan e Unimed Seguros. Com a saída de Gonçalves, que viajará de férias para em seguida analisar novas possibilidades, o posto de CEO será extinto e a empresa de seguro-viagem será tocada por Roberto Roman e pelo CFO João Lopes.

A Delta entrou com pedido de aprovação para começar a voar entre Brasília e Orlando, sem escalas, a partir de 1º de dezembro. Desta forma, a empresa deixaria de operar da capital federal para Atlanta. Se aprovada, a operação será composta por quatro voos semanais, às segundas, terças, quintas e sábados de Brasília, e às segundas, quartas, sextas e domingos, de Orlando. "Essa nova rota não só oferece aos viajantes brasileiros uma opção de voo direto para um dos destinos de férias familiares mais populares, mas também representa a adição de uma nova porta de entrada para outros destinos importantes nos Estados Unidos", comentou o diretor da Delta no Brasil, Luciano Macagno.

Franquia de viagens

Luciano Macagno, diretor da Delta no Brasil

Ponto a ponto Os diretores Marcelo Gomes (Ahoba Viagens) e Junio Oliveira (Innperium) assinam joint venture

A Ahoba Viagens está investindo em pessoas sem experiência no mercado para crescer e levar mais brasileiros aos quatro cantos do globo. Atualmente com 57 franqueados no País, a agência virtual está disposta a chegar a três mil associados até o ano que vem. Para isso, firmou parceria comercial com a Innperium, considerada uma das principais redes de revendedores do Brasil, com mais de 300 pontos de venda. A expectativa das empresas é crescer de forma instantânea com a formalização do acordo, incentivando empreendedores a investirem em uma franquia de viagens.

 A SG - Agente Geral de Vendas, de Sérgio Guanais, passou a representar no Brasil, desde o dia 1o deste mês, também a marca Thrifty Car Rental.  Ex-Lufthansa, Cristiane Cortizo foi contratada pela Copa Airlines para atuar como executiva de Vendas.  Marcada para 8 e 9 de abril de 2016, a Feira da Aviesp mais uma vez será realizada no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).


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Gol para Mendoza

Mendoza, o 17o destino internacional da Gol, em operação a partir de 4 de julho, ganhou mais um evento de promoção para o trade. Comandado pela subsecretária de Promoção Turística da cidade, Alejandra Kapacioli, e pelo diretor comercial da Gol, Fábio Mader, o encontro, realizado no Intercontinental São Paulo, reuniu agentes de viagens, executivos das principais operadoras do País, representantes de entidades e mais de dez empresas do destino argentino. Classificado por Alejandra como fundamental para que o visitante chegue à província com toda a comodidade, o voo, segundo ela, chega em boa hora. “É algo que esperávamos por muito tempo. Hoteleiros, receptivos e operadores de Mendoza estão entusiasmados com o voo da Gol e acreditam que a frequência levará um número bem maior de turistas brasileiros”, afirmou. A Gol será a única empresa brasileira e da América do Sul a fazer um voo direto entre Mendoza e o Brasil.p

Federico Flores e Alejandra Kapacioli, do Turismo de Mendoza, e Fábio Mader, da Gol

Para Miami

Diretor de Desenvolvimento da Accor Hotels na América do Sul, Abel Castro (foto) continuará na função, mas por dois anos e meio em Miami, onde vai estudar e também coordenar o desenvolvimento na Flórida. "Há investidores latino-americanos que atraímos para os Estados Unidos e vou cuidar desse segmento, mas sem perder o vínculo com o Brasil e a América do Sul. Aproveitarei para estudar também", disse ele, que já tem projetos engatilhados em Orlando. Castro, que vai passar uma semana por mês no Brasil, confirma a abertura de 31 hotéis na América do Sul este ano, contra 30 em 2014, a maioria em cidades brasileiras. Mesmo em ano de crise, a Accor já fechou 14 novos contratos, incluindo dois hotéis Ibis com a Setin em Guarulhos (SP). "Os contratos já assinados estão em um novo ambiente, claro, e pode haver atrasos pontuais, mas vale lembrar que, entre assinar um contrato, ter o projeto aprovado e abrir o hotel pode levar mais de três anos. Ou seja, o presidente do País já será outro", explica. "Hotelaria é um investimento a longo prazo".p


corporativo Edição 87 – 1o a 7 de julho de 2015

Pesquisa

> Artur Luiz Andrade

Mais rápido... e melhor Impacto estimado das principais tendências e tecnologia 3,43

3,39

3,36

3,18

3,08

3,01

Média: 3,08

2,90

2,64

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2,80

COMO O VIAJANTE CORPORATIVO ESTÁ ACOMPANHANDO A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA QUE AFETA DE PROCESSOS DE VIAGEM AO GERENCIAMENTO DOS GASTOS COM O SETOR? O último relatório da Carlson Wagonlit Travel (CWT) — “Mais rápido, mais inteligente, melhor?” — aborda cinco principais tendências que estão transformando o mundo das viagens de negócios: personalização, a tecnologia móvel, economia colaborativa, novas formas de reservas e novas soluções de pagamento. O relatório foi produzido a partir de um levantamento, feito com cerca

de 127 gestores de viagens e 1.080 viajantes em todo o mundo. Segundo a CWT, “inovações importantes, tais como Big Data, cartões de crédito virtuais e mídias sociais estão pavimentando o caminho para os chamados mercados de um — termo cunhado para um nível de serviço e preferências pessoais que fazem o cliente sentir que está sendo tratado com exclusividade.” Os viajantes se mostram abertos a tudo o que faça sua vida (viagem) mais fácil e melhor, especialmente porque os fornecedores continuam a encontrar formas de abordar estas questões com suas ofertas. Esses

Fonte: CWT Travel Management Institute (2015)

viajantes não apenas querem novidades tecnológicas, como esperam que elas lhes sejam oferecidas. O relatório indica que 35% dos gestores de viagens já têm planejado incorporar essas tecnologias e tendências que se estabeleceram como importantes dentro de seus programas de viagem e outros 38% estão considerando seriamente adotá-las em breve. Daqueles que procuram incorporar essas tendências, 56% estão planejando fazê-lo já no próximo ano. “Como o ritmo de mudança tecnológica acelera, o mercado está se preparando para novas formas de compras, gestão e experiências de

viagem. Neste mundo cada vez mais conectado, o papel da gestão de viagens corporativas da empresa também continua a mudar — estamos ajudando os clientes a navegar por essas mudanças, oferecendo novas tecnologias, assim como garantindo que vejam todos os benefícios dos dados fornecidos por essas novas tecnologias”, disse David Moran, vice-presidente executivo de estratégia global da CWT. Confira a seguir, mais sobre a pesquisa que mostra como os gestores de viagens e viajantes estão se adaptando às mudanças tecnológicas e às tendências mundiais.


02

1o a 7 de julho de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

1. TECNOLOGIA MÓVEL Entre os pesquisados pela CWT, essa é a tendência principal e que gera o maior impacto no gerenciamento da viagem. Desenvolvimentos-chave incluem: n a unificação de processos em diferentes dispositivos (se eu passo do smartphone para o tablet e do tablet para o laptop, minha reserva e meus dados têm de estar atualizados e não zerados, como se a etapa no dispositivo anterior não tivesse existido); n apps que reúnam “tudo em um só lugar”. Hoje há 70 mil apps de viagens na Apple Store. Nasce, assim, a necessidade de aplicativos chamados de “power apps”, que oferecem mais de uma utilidade ou serviço. O CWT To Go, por exemplo, permite a reserva do hotel e uma série de serviços, como ver tarifas negociadas ou preferenciais, ver seu histórico de hospedagem e os hotéis mais populares entre seus colegas de trabalho e ainda editar seu perfil. Tudo no mesmo app, que já faz testes para incluir o transporte aéreo e terrestre; n tecnologias wearable (relógios inteligentes são o principal exemplo); n e serviços baseados na localização (exemplos: entrada em hotéis sem chave, alertas em aeroportos e interação entre participantes de um evento — ou seja, quando você chega em um ambiente, a tecnologia identifica e libera ações, como entrar no quarto). Os entrevistados apontaram que uma boa política móvel pode dirigir ou orientar os viajantes a usar aplicativos e soluções aprovados e a lidar com as preocupações de segurança que existem. No ano passado, 1,64 bilhão de pessoas no mundo adotaram os smartphones, crescimento de 25% sobre 2013. Para 2015 esse número deve chegar a 1,91 bilhão e em 2020 a mais de quatro bilhões de usuários. Um quarto da população mundial terá um smartphone no fim de 2015. Os viajantes estão, assim, mais bem equipados, e também mais bem conectados, pois o wi-fi é encontrado facilmente em diversos locais e estabelecimentos, e comprar serviços localmente em viagens internacionais está cada vez mais fácil (até na hora de alugar um carro pode-se reservar o serviço de um hub de internet sem fio). Segundo estimativas da CWT, os dispositivos móveis devem responder por até 25% das reservas on-line nas empresas até 2017. Mais de 50% dos passageiros frequentes (mais de cinco viagens por ano) da TMC já adotaram o CWT To Go, prova de que aderem com rapidez às facilidades do mobile. As principais preocupações com o uso dessa tecnologia é a segurança dos dados (35%), seguida da qualidade do produto/serviço (19%), itens de segurança física e dos dados pessoais (19%), mudanças durante a viagem (9%), custos (7%), programas de fidelidade (6%) e baixa produtividade (5%).

Benefícios da tecnologia mobile Conveniência 23%

Facilidade de uso 18%

Informação relevante 13%

Disponibilidade

11%

Qualidade

8%

Programa de fidelidade

8%

Economia

6%

Mais opção

5%

Produtos

3%

Inovação

3%

Social

2% Fonte: CWT Travel Management Institute (2015)

2. NOVAS SOLUÇÕES DE PAGAMENTO Nessa tendência, a preocupação é simplificar processos, reforçar os programas de compliance e se proteger contra fraudes (a segurança dos dados do viajante é outra preocupação, mais ampla). Os cartões virtuais foram citados como forma de pagamento que usa os sistemas de centro de custo similares aos cartões tradicionais, mas

que também oferecem uma maior variedade de fornecedores, como hotéis e empresas aéreas low cost. Tudo isso, conclui o estudo do CWT Travel Management Institute, está fazendo do gerenciamento de viagens um setor cada vez mais rápido, esperto e melhor, ao usar as ferramentas disponíveis de forma inteligente, claro.

3. CUSTOMIZAÇÃO A customização ou personalização da experiência do viajante tem três fatores determinantes atualmente, que devem guiar qualquer desenvolvimento: Big Data, mídias sociais e o NDC (New Distribution Capability, da Iata). Em particular, aponta a pesquisa, os

perfis do viajante usados para montar os serviços a serem reservados estão se cada vez mais fortes e completos graças às sofisticadas análises da reserva e do comportamento de navegação do cliente, combinados com informações de outras fontes.

4. ECONOMIA COMPARTILHADA Muitos viajantes estão usando serviços como a Airbnb, para hospedagem, e o Uber, para o transporte terrestre. As barreiras para a adoção desses novos fornecedores estão caindo e as empresas estão se adaptando ao mercado de viagens corporativas, seja em assuntos de segurança (física e de pagamento) ou nas questões de gerenciamento de gastos. Alguns exemplos de outros fornecedores nesse segmento: Lyft e Snapcar, em transportes terrestres; Bed y

Casa e 9Flats.com, em hospedagem; Share Desk e Pivot Desk, em escritórios compartilhados; Vizeat, Eat With e Cook Eat, em alimentação; Bla Bla Car, Relay Rides e Flightcar, em aluguel de carros; e Jet Smarters, Blackjet e FJ, em jatos executivos. Segurança e aspectos de gerenciamento de custos são os principais obstáculos para a economia compartilhada. A comparação com serviços similares tradicionais tem de ser feita em diversos aspectos.

5. NOVAS SOLUÇÕES EM RESERVAS Os viajantes corporativos e, mais que eles, os gestores estão altamente interessados em soluções tecnológicas que permitam a busca e o acompanhamento de tarifas e preços, resultando em economia em seus programas de viagem. Também há o interesse pela tecnologia que ajude o viajante em caso de mudanças no meio da viagem, por exemplo serviços pro-ativos de remarcação de bilhete. p

INFORMAÇÕES Baixe o relatório completo em www.cwtinsights.com


03 Viage n s c o rp o rat iva s

1o a 7 de julho de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

> Rodrigo Vieira

Sinal de alerta O SETOR DE VIAGENS CORPORATIVAS ESTÁ INTIMAMENTE LIGADO AO DESEMPENHO DA ECONOMIA. Pode ter resultados um pouco melhores, pois é preciso ir atrás dos negócios, mas a relação é direta. Por conta da crise econômica por que passa o País, a Global Business Travel Association (GBTA) reviu suas projeções de crescimento para o setor de viagens corporativas no Brasil. Após movimentar US$ 32 bilhões no ano passado, a expectativa para 2015 era crescer 4,1% e alcançar aproximadamente US$ 33,3 bilhões, mas agora a projeção caiu para 1,8%, chegando próximo dos US$ 32,6 bilhões. É a segunda vez consecutiva que a GBTA, que na semana passada realizou sua conferência regional em São Paulo, anuncia um enfraquecimento no aumento com gastos de viagens corporativas no Brasil. Segundo o diretor para o País, Wellington Costa, a timidez no crescimento dessa vez se deve principalmente ao cenário econômico desfavorável e à falta de melhoria significativa na infraestrutura. “O segmento de viagens de negócios anda lado a lado com o ritmo da economia. Com a alta de preços e do índice de inflação e o momento político conturbado em que vive o Brasil, é natural que a projeção de gastos caia”, avalia Costa, que

Kevin Maguirre, Hank Roeder e Wellington Costa,da GBTA

se torna um pouco mais otimista quando o assunto é 2016. “Já teremos uma retomada a partir do fim do ano, mas em 2016 as despesas com viagens corporativas devem crescer de 4% a 5% em relação a este ano, chegando a US$ 36 bilhões”. Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão um dos principais

fatores para o aumento da curva positiva. No doméstico, o Brasil deve crescer 2,1% nos gastos com viagens corporativas este ano, retomando um nível melhor em 2016, com 5,7%. No internacional, as despesas com viagens a negócios não crescerão este ano, para crescer 1,7% ano que vem.

A GBTA ainda destaca que o Brasil caiu de sétimo para o oitavo lugar em gastos com viagens corporativas. “O momento agora é de repensar processos, trabalhar na otimização de todos os níveis do setor e buscar alternativas de produtos, para que o turismo corporativo brasileiro ajude, como um todo, nesse processo de retomada.”p

MI CE E O LIMP Í A D A A PROMOÇÃO DO SEGMENTO DE EVENTOS E VIAGENS DE INCENTIVOS (MICE) DO BRASIL NO EXTERIOR VAI MUITO BEM, DE ACORDO COM A EMBRATUR. Segundo o di-

retor de Produtos (foto), Marco Antonio Lomanto, o fluxo receptivo nunca esteve tão alto. “Muito está se falando em crise no setor corporativo doméstico, mas eu diria que há uma mola inversa nessa situação, isto é, nosso produto de Mice lá fora nunca foi tão valorizado, muito graças ao trabalho da Embratur na promoção do setor no Exterior”, acredita Lomanto, acrescentando que as viagens de incentivo e de negócios são prioridade para o órgão. “Temos uma forte agenda de eventos lá fora. Participamos recentemente da Fiexpo Latinoamérica com 130 buyers, sem contar ITB Berlim, onde tivemos ações

excepcionais. O momento é muito oportuno, por conta dos grandes eventos esportivos que temos recebido. É hora de tirar vantagem disso e mostrar ao mundo como o Brasil está preparado para fazer bonito no Mice”, completa. Um dos principais motivos da presença da Embratur no evento da GBTA, segundo Lomanto, foi divulgar o Encontro Latino-Americano da Internacional Congress and Convention Association (Icca), que acontecerá em Natal, em setembro. “É um evento muito importante para discutir o segmento e a rotatividade do Mice na América Latina.” Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também estão na pauta da Embratur. Segundo Lomanto, 60% dos visitantes internacionais serão de perfil corporativo, principalmente em viagens de incentivo, enquanto 40% terão perfil de lazer.p


04

1o a 7 de julho de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

O meio ambiente das TMCs

Gervasio Tanabe (Abracop), Herber Garrido (Transamérica), Joice Alves (BHG), o presidente Edmar Bull, Priscila Souza (Blue Tree), Valter Marchesi (Atlantica) e Paulo Frias (Accor)

O clima varia. Primavera, verão, outono e inverno são estações que marcam etapas cíclicas. Para os diferentes atores que atuam no mercado de viagens corporativas, os impactos climáticos observados sobre a demanda pelos serviços prestados pelas TMCs não são tão visíveis. Ao contrário do que ocorre com o segmento das viagens de lazer, as corporações recorrem à gestão profissional dos investimentos que realizam em viagens de maneira constante. Mais relevante do que a quantidade de viagens, a qualidade prevalece, mensurada a partir de metas e critérios previamente estabelecidos nas respectivas políticas de viagens corporativas. Inovações e constantes avanços tecnológicos elevam o patamar de competitividade e atuam como fator de estímulo ao aprimoramento constante dos processos de gestão. No âmbito da distribuição das passagens aéreas, saltamos da emissão manual dos bilhetes para usar os Global Distribution Systems (GDS), Business Intelligence (BI), Costumer Relationship Management (CRM), entre outros recursos convergentes com o New Distribution Capability (NDC). Na semana passada, recebemos, durante a reunião da Abracorp, diretores e executivos que ocupam posições de comando

em redes hoteleiras, para debaterem entre si aspectos operacionais, comerciais e administrativos propostos pela entidade. Ao contrário de sofrer com a superoferta, fator observado na aviação comercial e que está presente no mercado hoteleiro apenas de maneira pontual, em alguns poucos destinos brasileiros, o principal desafio do segmento é superar o cenário de demanda reprimida pela crise econômica, além da busca constante pela redução dos custos de distribuição e pelo aumento da rentabilidade. Processos otimizados e soluções de integração, para que a hotelaria de rede coloque no mercado seu inventário com competitividade e redução de custos são fatores priomordiais. Neste ambiente, o que predomina em razão das multiplataformas são a diversidade de condições e as dinâmicas comerciais que trazem consigo uma maior complexidade gerencial. Do mesmo modo, trazem mais facilidades, proporcionadas com o apoio e a participação das TMCs associadas Abracorp, a exemplo do B2B Reservas, que agrega recursos para a conciliação de dados (da reserva ao faturamento) necessários para atender as corporações e, ao mesmo tempo, capazes de proporcionar aos empreendimentos hoteleiros máxima otimização de recursos.

Edmar Bull é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp)


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