R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.170 10 a 16 de junho de 2015
www.panrotas.com.br
Contra o mercado Decisão da Lufthansa em cobrar pelas emissões via GDS é chamada de retrocesso e unilateral pelo trade, que também questiona legalidade da ação. Será que a moda pega?
> Páginas 28 a 31 On-line
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LEIA NESTA EDIÇÃO
10 a 16 de junho de 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN
Páginas 06 e 07
Club Med está de olho nos grupos
S
UE Q A T ES
“
Nós não entraremos em uma guerra tarifária. Somos racionais e esperamos que as demais companhias também sejam
”
Páginas 08 a 12
Rendez-vous Canada revela estilo canadense de realizar feiras
Pedro Heilbron, presidente da Copa Airlines, ao criticar a estratégia de parte das companhias norteamericanas com atuação no Brasil.
Tam exibe novo mapa de rotas no doméstico e internacional
>
DO PORTAL
PANROTAS 28/5 a 3/6
1 Nascimento retomará atendimento regular na segunda – em 29/5
2 Oswaldo Freitas deixa a Nascimento Turismo – em 30/5
3 EXCLUSIVO: Aeromexico suspende voos no Galeão (RJ) – em 1/6
4 Busch Gardens terá montanha-russa
“
Páginas 16, 17 e 18
D
“não convencional” – em 28/5
5 Ex-Nascimento assume filial do Grupo
Quero algumas Cancuns, áreas que pudéssemos ter um tratamento diferenciado para os investimentos brasileiros. Pretendo levar isso ao Congresso Nacional
Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo, na tentativa de encontrar formas de desenvolver o setor no País.
Gapnet em Santos – em 1/6
6 Orlando City (Kaká) celebra sucesso com trade brasileiro – em 31/5
”
7 Trend anuncia nova executiva de Vendas para São Paulo – em 29/5
8 Cias da Lufthansa passam a cobrar por emissão via GDS – em 2/6
9 Confira o novo Airbus A-330 da Delta Airlines – em 28/5
10 Conheça as três mais novas atrações de Orlando – em 29/5
Páginas 20 a 24
Hotelaria: fazer parte de uma rede ou ser independente? Páginas 35 a 47
Especial Descubra a Flórida
“
11 Copa Airlines “não entrará em guerra
Tudo o que onera o consumidor não é bom. As coisas não podem acontecer assim, de sopetão. Nós estamos conversando com nossos parceiros na Europa para saber se isso afeta as leis do consumidor de lá
”
tarifária no Brasil” – em 29/5
12 Estados Unidos premiam operadoras brasileiras – em 30/5
13 Rossato: “CVC no on-line reforça importância do canal” – em 28/5
14 Canadá inicia projeto para desburocratizar visto – em 28/5
15 Tam inicia venda de 10 destinos
Antonio Azevedo, presidente da Abav Nacional, sobre a decisão do Grupo Lufhtansa em cobrar uma taxa de 16 euros por cada bilhete emitido via GDS
Editorial >
Renê Castro
>
rcastro@panrotas.com.br
operados pela Passaredo – em 1/6
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
Quem manda mais?
PANROTAS Gente
Quem é quem na Copa Airlines e a nova fase de Alexandre Zubaran
Decisões extremas geram reflexões imediatas. A polêmica da vez está sendo protagonizada pelo Grupo Lufthansa, que decidiu cobrar por emissões de passagens via GDS. Baixa rentabilidade, alega o conglomerado, insinuando que os distribuidores estão conquistando margens superiores às obtidas pelo próprio detentor do serviço. O fato é que os canais indiretos estão sendo cada vez mais questionados pelos players. O que surgiu como elemento fundamental para um ambiente globalizado, hoje é encarado como custo extra por quem se sente capaz de levar o produto/serviço
ao público de forma direta. Ingenuidade cogitar o declínio de uma das tecnologias mais relevantes da indústria, mas a aparente rebeldia de um tradicional grupo da aviação mundial pode, no futuro, mudar as bases desse tipo de relação. Já pensou se outras companhias e holdings decidem tomar a mesma decisão? Temos o outro lado também: a Tam já descartou o GDS, mas acabou voltando atrás na decisão. Importante colocar nesse turbilhão de hipóteses os próximos passos de OTAs e TMCs. Emitir pelos canais web destinados a agências e clientes corporativos não gera o acrés-
cimo na tarifa, apenas um trabalho maior de pesquisa que pode resultar em demora na resposta e custos futuros de fee. Resta saber se o cliente vai mesmo aceitar isso ou buscará formas de driblar mais esse percalço, fruto de uma reação em cadeia que ele nem sempre quer entender. Questionar o poder legal de uma “decisão unilateral” é a resposta imediata de quem se sentiu prejudicado, mas se agarrar a paradigmas pode resultar em duros golpes. Dualidade. Sempre ela. A briga é boa e promete muitos rounds. Vai encarar?
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10 a 16 de junho de 2015 JORNAL PANROTAS
#FICADICA FLASHES DO TURISMO
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04 Eventos
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> Danilo Alves
Feira de experiências
Antonio Azevedo, da Abav Nacional, Gisele Lima, da Promo, Vinicius Lummertz, da Embratur, e Edmar Bull, da Abracorp
O Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque do Ibirapuera recebeu, entre 29 e 31 de maio, a primeira edição da Mostra Viajar. O objetivo da feira, segundo a presidente da Promo Inteligência Turística, Gisele Lima, foi promover experiências de destinos nacionais e internacionais ao consumidor, antes mesmo da viagem acontecer. “Nossa missão foi despertar no público final o desejo de consumir o produto turístico por meio de vivências exclusivas”, disse. “A proposta é difundir a cultura de viagem e promover a busca pela experiência do consumidor, isto é, fazer com que ele sinta os destinos antes de conhecê-los”, explica a dirigente. “Queremos fugir dos formatos tradicionais trazendo experiências sensoriais nas exposições para que o viajante em potencial sinta o máximo do destino, mas sem o corpo presente. As pessoas devem sair da mostra loucas para viajar.” Com 11.302 visitantes durantes os três dias de evento (contra os 20 mil que eram esperados pela organização), Gisele afirma que o resultado da primeira edição foi excelente. “A Mostra Viajar colocou o turismo em pauta novamente nos principais veículos
de comunicação e no topo da lista de compra do consumidor final”, explicou ela. “O desafio foi grande, mas com um trabalho muito bem feito.” Questionada se a Mostra Viajar nasceu da lacuna deixada pelo extinto Salão do Turismo, do MTur, ou das tentativas da Abav Nacional de levar o consumidor para sua feira, Gisele disse não haver a relação entre os dois eventos. “Notamos uma demanda no mercado e resolvemos criar a feira. Nossa proposta é trazer novidades ao público, por meio de experiências únicas ao nosso visitante”, concluiu. A Abav apoiou o evento por meio da presença de associados de diferentes partes do Brasil, que foram prestar consultoria aos consumidores que passaram pelo pavilhão. “Foi uma oportunidade de aproximar o público final dos agentes de viagens”, destacou o presidente da associação, Antonio Azevedo. “O entendimento da Abav é de que foi uma oportunidade para que dentro do conceito da Mostra Viajar, o atendimento personalizado e a consultoria especializada de um agente de viagens associado na venda de produtos e serviços turísticos também pudessem fazer parte da experiência proposta ao público”, disse o dirigente.
O Ministério do Turismo também participou da Mostra Viajar, com o intuito de fomentar o mercado de viagens domésticas. O novo presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, afirmou que a feira é uma iniciativa inovadora em um momento de oportunidades para o turismo nacional. “Nossos aeroportos estão modernizados, estamos construindo 500 novos hotéis e nossa infraestrutura está cada vez melhor. O País tem um mercado interno muito forte, e isto pode ser notado na Mostra Viajar”, disse.
SEGUNDA EDIÇÃO?
Gisele garantiu que há um desejo muito forte de seguir com o projeto da feira e que, certamente, a segunda edição da Mostra Viajar será pensada com carinho. Mas para isso ela reconhece que o “que não deu tão certo” em 2015 precisa ser melhorado no ano que vem. A comercialização de produtos é um dos assuntos que deverão ser alinhados. “Quero conversar melhor com o trade turístico para criar pacotes com experiências
O corte da fita foi comandado por Vinicius Lummertz
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e condições interessantes de compra. Também deveremos realocar á área de consultoria dos agentes de viagens participantes e deixá-los próximo à saída do evento, tornando o local uma passagem obrigatória por parte do consumidor”, destacou. A intenção da Promo é manter a Mostra Viajar no Pavilhão das Culturas Brasileiras, mesmo diante das reclamações de alguns expositores e visitantes, que alegaram que o local era de difícil acesso e sem sinalização. “O Pavilhão é algo que eu gostaria muito de manter, mas que depende de um calendário de eventos. Também dependemos de uma flexibilização maior por parte da Secretaria Municipal do Verde e do
PAN N o t a s Pesquisa
A Abav realizou uma pesquisa junto a 10,6 mil agências de viagens associadas e não associadas. O objetivo foi entender a percepção dos profissionais em relação à atuação da entidade. O trabalho apontou que 78,5% dos entrevistados conhecem e acompanham as atividades da associação, considerando as seguintes ações como as mais importantes: capacitação (26%), atuação política e institucional (19%), apoio jurídico, eventos e orientações técnicas (15%). Entre os pesquisados, 26% disseram já ter participado de algum curso do Iccabav, o departamento de cursos da Abav. O trabalho mostrou também que os agentes preferem a feira da Abav voltada exclusivamente ao mercado B2B, e não ao público final.
Novo voo
Autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Azul Linhas Aéreas começará a operar na cidade de Divinópolis (MG) em 6 de julho. Os voos serão realizados cinco vezes por semana, sem escalas, a partir de Campinas.
Contratação
A New Age anunciou a contratação da exNascimento Kelly Leão para a gerência de Marketing da operadora. A executiva assume a vaga deixada por Carina Ramos, que após quatro anos segue para novos projetos. Kelly pode ser contatada pelo kelly.leao@ newage.tur.br e Carina, pelo carilazaro@hotmail.com.
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Meio Ambiente, que precisa facilitar o transporte dos visitantes e expositores dentro do parque”, afirmou Gisele.
INFORMAÇÕES 1ª Mostra Viajar Data: 29, 30 e 31 de maio Local: O Pavilhão das Culturas Brasileiras (Parque do Ibirapuera, SP) Público: 11.302 visitantes Expositores: 17 Estados brasileiros, mais de dez destinos internacionais, além de operadoras, locadoras de automóveis, hotéis, cartões de assistência e receptivos Site. www.mostraviajar.com.br
No espaço reservado ao Pernambuco teve até aula de frevo
06 Hotelaria
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> Diego Verticchio — Mangaratiba (RJ)
De olho nos grupos uma das maiores redes hoteleiras de lazer, a Club Med Brasil está de olhos abertos para um novo nicho: grupos,
segmento que hoje representa 40% da receita da companhia no País. Responsável pela ocupação dos hotéis durante a semana, os grupos
vêm ganhando cada vez mais espaço dentro dos três villages e a meta é chegar a 50%, equiparando com lazer.
Marco Oliva, diretor comercial Brasil, Tania Araujo, supervisora operacional Grupos, Fernando Bacala, gerente de Grupos e Eventos, Daniela Souza, executiva de Contas BusinessSP, Michelli Varella, assistente Comercial GruposSP, Carla Morgan, executiva de Contas Business-SP, e Anderson Pires, Executivo de Contas Business-RJ
A importância deste segmento é tanta que recentemente o Club Med ampliou o espaço do Centro de Convenções do Village Rio das Pedras, em Mangaratiba, cidade localizada na Costa Verde do Rio, no caminho que leva à capital fluminense e à capital paulista. Hoje, as seis salas modulares comportam até mil pessoas. O Club Med tem bem definido o entendimento de segmento de grupos, que inclui lazer (acima de 30 pessoas), incentivos, corporativos, eventos sociais, eventos temáticos e casamentos. “Grupo é algo muito abrangente. Pode ser desde um evento corporativo para uma grande empresa com mil pessoas até um grupo de 30 amigos que querem vir e desejam um espaço exclusivo para confraternizar. Temos uma equipe pronta para realizar qualquer tipo de evento em qualquer área do hotel”, garante o diretor comercial, Marco Antônio Oliva. Embora Oliva não confirme a primeira posição, hoje nenhum outro país no mundo utiliza tanto os villages do Med para eventos corporativos quanto o Brasil, que se tornou uma referência mundial entre resorts da rede. “O Brasil tem destaque representativo no segmento corporativo. Servimos de case para outros hotéis”, afirma.
Campanha de Incentivo O diretor, que está em sua segunda passagem pelo Club Med depois de ficar quatro anos fora, garante que há ainda muito espaço para crescer, e por isso lançou uma campanha de incentivo exclusiva para este segmento que levará as dez maiores agências e empresas organizadoras de eventos para o novo Village de Punta Cana, na República Dominicana. Para participar, a agência deverá realizar eventos em qualquer um dos três villages no Brasil (Rio das Pedras, Itaparica e Trancoso) ou no mundo, entre maio e outubro, totalizando produção mínima de R$ 250 mil. “A partir deste faturamento, a agência já estará apta a participar da campanha. Os dez maiores faturamentos viajarão em novembro para Punta Cana, com tudo pago”, afirmou o gerente de Vendas Business, Fernando Bacalá, lembrando que quem vender algum tipo de evento em Itaparica ou Trancoso ganhará 50% a mais de bônus.
07
Segundo Oliva, a campanha é o primeiro passo para que o Med alcance a meta de dividir o faturamento entre lazer e business. “Campanha de incentivo, atrelada a visita de inspeção, sempre dá bons resultados. Neste evento, por exemplo, os agentes estão tendo a oportunidade de conhecer nossa estrutura, saber mais do nosso potencial e dos nossos diferenciais. Fora isso, ele tem a oportunidade de ganhar uma viagem para um lugar paradisíaco em um hotel considerado cinco estrelas. Você apresenta o produto e dá algo a mais como incentivo”, ensina Oliva, que lembra que é possível crescer no business sem prejudicar o lazer, carro-chefe da rede.
PAN N o t a s Mais hotéis O parque hoteleiro de Nova York atingiu a marca de 103,9 mil quartos e, no ano passado, foram vendidas na cidade 32,4 milhões de room nights para 22 milhões de visitantes. Nos próximos três anos, mais 20 mil quartos serão adicionados ao portfólio hoteleiro e a NYC & Company aponta os hotéisbutique ou design e os de alto luxo como tendência, tanto para inaugurações como para reformas. Em 2014, foram abertos 22 hotéis no destino, como o The Knickerbocker, o Park Hyatt New York, o Baccarat Hotel & Residences e o primeiro New York Edition.
Privatização Novas concessões públicoprivadas aeroportuárias serão anunciadas na primeira quinzena deste mês. No pacote estão Porto Alegre, Salvador e Florianópolis, mas há quem afirme que o aeroporto de Fortaleza, na última hora, conseguirá entrar na lista, o que facilitaria ou pavimentaria seu caminho rumo ao tão sonhado e disputado hub do Grupo Latam no Nordeste.
Nova rota A Gol iniciou no último dia 1º as operações de seis voos semanais entre Florianópolis e Brasília. A aeronave utilizada é um Boeing 737800 com configuração Gol+. As passagens já podem ser adquiridas pelos canais de vendas da companhia, com agentes de viagens e nas lojas Voe Gol.
DIFERENCIAIS
E por que fazer eventos no Club Med? O gerente de Vendas Business, Fernando Bacalá, lista os diferenciais para que os agentes de viagens escolham um dos três villages: os hotéis são 100% all inclusive (serviço, alimentação, recreação, entre outras áreas); cada village tem no restaurante o mix de bufê e à la carte, servindo mais de uma opção aos participantes; por ser all inclusive os valores de extras, como coffebreak e coquetéis, são abaixo da concorrência; possibilidade de fazer eventos em áreas abertas ou fechadas e de forma exclusiva; apartamentos pré-definidos excluindo necessidade de check-in tradicional; todas as atividades inclusas, podendo adaptar o
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grupo à programação do hotel; e programação noturna já feita e também adaptável ao grupo, minimizando esforços e preocupação dos organizadores. Pela posição geográfica (próximo ao Rio e a seis horas de São Paulo), o village Rio das Pedras é o mais disputado com seis salas modulares mais um andar superior que, somados, cabem cerca de mil pessoas. Em Itaparica, próximo a Salvador, está o segundo maior centro de convenções, com três salas e um andar superior que, juntos, comportam até 650 pessoas no auditório. Por fim, Trancoso com quatro salas para até 500 pessoas.
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Club Med
A atriz e cantora Elisa Lucinda fez um pocket show no jantar para os convidados da rede
08 Eventos
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> Renê Castro — Niagara Falls (Canadá)
Estilo canadense
Corredores vazios e cadeiras ocupadas. Assim funciona o Rendez-vous Canada
AS FAMOSAS CATARATAS DO NIÁGARA, RESPONSÁVEIS POR MANTER A MOVIMENTAÇÃO TURÍSTICA DA PACATA CIDADE CANADENSE DE MESMO NOME (E DA VIZINHA NIAGARA ON THE LAKE), foram colocadas em segundo plano entre 26 e 29 de maio. Isso porque cerca de 1,6 mil profissionais de 28 países desembarcaram na região com um só objetivo: fazer negócios. A edição 2015 do Rendez-vous Canada, dedicada a exibir o que há de melhor no trade canadense para compradores de todas as partes do globo, alterou a rotina da cidade, movimentou mais de 5,5 milhões de dólares canadenses em gastos com organização e dos próprios visitantes e lotou o Scotiabank Convention Centre com 420 espaços. Ao todo, mais 24 mil reuniões de 15 minutos cada foram realizadas no local durante três dias, evidenciando o interesse mútuo entre promoção e investimento no turismo praticado pelo Canadá.
Niagara Falls teve a oportunidade única de se exibir a compradores de 28 países
09
Na abertura do Rendez-vous, não restaram dúvidas sobre o apoio que a indústria recebe do poder público. O anúncio de reposicionamento da Comissão Canadense de Turismo (CTC), que agora se chama Destination Canada (imagem acima), não só trouxe jovialidade ao órgão de promoção do país, como também maior respaldo para continuar impulsionando o setor ao redor do mundo. “O Canadá oferece uma experiência autêntica ao turista. Aqui, nada é produzido para se tornar uma Disneyland. Tudo é real e faz parte de um território repleto de atrativos”, afirmou o presidente e CEO do Destination Canada, David Goldstein. “Nossas próximas ações serão direcionadas para tornar o país cada vez mais competitivo. Observamos nos últimos anos crescimentos de dois dígitos e 2015 está sendo espetacular. Nosso ótimo relacionamento com a iniciativa privada canadense é um dos fatores que nos mantém em constante evolução.” A primeira grande iniciativa do órgão será o investimento de 30 milhões de dólares canadenses nos próximos três anos em uma mega campanha de marketing dedicada ao mercado norte-americano. Cruzar a fronteira promete ser muito mais interessante, segundo o ministro do Turismo, Agricultura e Pequenos Negócios do Canadá, Maxime Bernier. “Estamos nos reinventando por meio de campanhas mais ousadas, capazes de revelar todo o nosso potencial como anfitrião. O Turismo faz parte da nossa essência. É uma indústria que gerou, em 2014, 8,8 bilhões de dólares canadenses e mais de 600 mil empregos”, afirmou ele.
VISTO
Estreitar relacionamentos com o mercado dos Estados Unidos não é, porém, a única ambição do governo canadense. Ao revelar que já está implementando a Electronic Travel Authorization (ETA), um projeto baseado na desburocratização da emissão do visto, o país mostra que turistas de outras partes do mundo também são muito bem-vindos. > Continua na pág. 10
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Chris Alexander (ministro de Cidadania e Imigração), Maxime Bernier (ministro do Turismo, Agricultura e Pequenos Negócios do Canadá) e David Goldstein (presidente e CEO do Destination Canada)
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< Continuação da pág. 09
N Ú MER O M Á GI C O De fato, pode-se dizer que o sistema eletrônico deve começar a gerar resultados efetivos a partir de março do próximo ano, quando diálogos com Brasil, México, Romênia e Bulgaria devem sair do papel para tornar-se pura tecnologia. “A ETA é uma novidade que possibilita ao viajante realizar, em instantes, todo o requerimento exigido pelo governo canadense para entrada no país. Será cobrado apenas sete dólares canadenses por autorização e ela terá validade de cinco anos. Estamos dando um passo importantíssimo para continuar desenvolvendo o Canadá como um destino de qualidade e fácil acesso”, declarou o ministro de Cidadania e Imigração do país, Chris Alexander. A Autorização Eletrônica de Viagem é destinada a estrangeiros (com exceção dos cidadãos norte-americanos) que pretendem visitar o país por via aérea e que já emitiram o visto canadense ou norte-americano ao menos uma vez nos últimos dez anos. A grande vantagem será não ter de passar pelo processo de solicitação de visto pela segunda vez, além do fato de poder utilizar o visto norte-americano para solici-
tar a autorização de viagem para o Canadá. Vale informar, porém, que a ETA é válida apenas para viajantes a lazer ou negócios. Vistos para estudos ou trabalho seguem com o mesmo procedimento. “A não exigência de visto não é uma realidade para nós, já que prezamos pela segurança dos cidadãos canadenses. De qualquer forma, estamos abrindo a possibilidade para mercados importantes incrementarem ainda mais a visitação ao Canadá”, completou Alexander, sinalizando que o México será um dos primeiros países a observar a implementação do sistema. No caso do Brasil, a novidade deve demorar um pouco mais, já que as negociações ainda não começaram. A expectativa da pasta de Imigração e Cidadania do Canadá é ter novidades concretas até o final de 2016. A partir desse anúncio, o Canadá estará a poucos cliques de acessar uma fatia de 18 milhões de brasileiros que possuem visto norte-americano. p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Destination Canada, com proteção Vital Card
Siobhan Chretien, diretora do Destination Canada para Mercados Emergentes, Américas e Ásia
A diretora do Destination Canada para Mercados Emergentes, Américas e Ásia, Siobhan Chretien, é uma das mais entusiasmadas com o mercado brasileiro. Em constante evolução, o País está dando sinais que tem muito mais a oferecer do que os já tradicionais intercambistas. “Gostamos muito de trabalhar com o Brasil. Trata-se de um público que valoriza as nossas belezas e faz questão de influenciar outras pessoas a nos escolherem como destino”, afirmou ela. No último ano, o Brasil foi responsável pelo envio de cerca de 87 mil passageiros ao Canadá. Até 2016, a meta chegar aos 100 mil.
“Esse é o nosso número mágico a curto prazo. Com o voo da Air Canada a partir do Rio, a entrada da Tam, via Nova York, e a operação que a Copa Airlines mantém, com certeza alcançaremos esse objetivo”, acredita Siobhan, valorizando o retorno que o brasileiro dá para o Canadá. “Estamos falando do terceiro mercado que mais gasta no Canadá, e que agora tem motivos de sobra para nos visitar, por conta da subida do dólar norte-americano. Nosso câmbio está mais baixo e, fora isso, oferecemos um produto de muita qualidade. Após a chegada da ETA, não resta dúvidas que teremos um novo horizonte pela frente.”p
Sheila Nassar, diretora para o Brasil do Destination Canada, com Gleyson Ranieri, da Air Canada. A companhia aproveitou o evento para divulgar sua nova classe executiva
bancodedados Importância do turismo para o Canadá
ll Total de receitas geradas pelo setor: 88,5 bilhões de
dólares canadenses ll Valor gerado pelos turistas internacionais: 17,2 bilhões de dólares canadenses ll Participação da indústria no PIB canadense: 34,4 bilhões de dólares canadenses ll Empregos gerados: 627,6 mil (é o maior empregador de canadenses até 35 anos) ll Número de empresas: 170 mil
p
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OS BRASILEIROS A comitiva capitaneada pela diretora para o Brasil do Destination Canada, Sheila Nassar, contou com a participação de representantes da Abreutur, CT Operadora, CVC, New IT, Queensberry, Soft Travel e Tam Viagens. Sheila explica que o número pode ser muito maior nas próximas edições do evento, caso as empresas entendam o posicionamento do Canadá no atual momento da indústria. “Com o dólar alto e outras dificuldades geradas pela economia, é importante ter em mente que o Canadá está com câmbio favorável, oferece turismo de ótima qualidade, é um país seguro e que sabe acolher muito bem os estrangeiros. Hoje temos um novo ambiente de conhe-
cimento sobre o país, com muitos produtos e formas de se vender o destino”, ressaltou ela, informando outra vantagem: 80% das viagens de brasileiros para o Canadá são adquiridas via trade. “Estreitar relacionamento com o Destination Canada é enxergar a oportunidade de vendas que o país oferece — e o potencial de crescimento previsto para os próximos anos. Importante dizer também que temos regras claras para parcerias diretas, e o relacionamento é, sem dúvida, uma delas. O Rendez-vous é o principal evento do turismo canadense e a única oportunidade do trade canadense conhecer os operadores brasileiros. Temos total interesse em novas parcerias, desde que tenhamos esse retorno também.”
Sheila Nassar trabalha para colocar o destino em evidência no Brasil
> Continua na pág. 12
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< Continuação da pág. 11
Maite Cecunello participou do evento em nome da Tam Viagens
Fabiano Camargo, da CT Operadora, é especialista em Canadá e teve agenda cheia
Marcelo Barone, da CVC, conversou com mais de 40 fornecedores
OPINIÃO
Nos raros momentos livres, alguns brasileiros conversaram com o Jornal PANROTAS e opinaram sobre o evento. “A organização é um ponto a se destacar no Rendez-vous Canada. A estrutura para se trabalhar é muito boa”, resumiu Magda Nassar, que atuou não só como representante da sua operadora, a Soft Travel, mas também como presidente da Braztoa. “Estreitar os laços como entidade e observar alguns casos de sucesso também fizeram parte da minha agenda de reuniões. A Braztoa tem muito a fazer nesta nova fase e inspirações são sempre bem-vindas.” Para o gerente sênior de Produtos para Estados Unidos e Canadá da CVC, Mar-
Magda Nassar, da Soft Travel e Braztoa, teve poucos momentos de descanso
celo Barone, a iniciativa do Canadá em apresentar o trade local para o Brasil e o mundo mostra o interesse do país em crescer como potência turística. “Tem muitos fornecedores no Rendez-vous e isso nos faz conhecer melhor o Canadá como um todo. O verão canadense, por exemplo, é uma época que o brasileiro ainda não cogita visita ao país, mas precisa aproveitar o quanto antes”, ressaltou ele, informando que o destino cresceu 47% na operadora no primeiro trimestre deste ano, no comparativo com 2014. “O movimento de lazer gerado pelo Brasil tem muito a oferecer ao Canadá. Claro que o intercâmbio ainda é o grande filão, mas isso deve mudar. Estamos trabalhando para isso.”
APOSTAS DOS As muitas atrações oferecidas pelas províncias canadenses geram uma sensação de ligeira confusão para os que não estão habituados com o produto. Des-
vendar todos os mistérios dos destinos e ajudar na formulação de roteiros adaptados ao perfil do brasileiro fica a cargo das empresas de receptivo. Uma delas é a Incentours, de Alfred Rost, brasileiro que vive no Canadá há 46 anos – e que comanda a própria empresa há 31 anos. Ao atender operadoras de Norte a Sul do País, Rost sente-se à vontade para afirmar que os passeios de vans com guias falando em português são importantes para garantir boas ex-
Tatiane Vidal, da New IT, já tem planos de desenvolvimento do destino na operadora
Nayara Gatto e Luca Souza representaram a Abreutur no Rendez-vous Canada
FORÇA-TAREFA
Em uma reunião paralela ao evento, Abreutur, CT Operadora, CVC, Soft Travel e Tam Viagens entraram em acordo com representantes de Ontario para a formação de um pool de vendas. A formalização do acordo deve sair nos próximos dias. “A contrapartida será avaliada por meio de ações dessas empresas em prol de Ontario e na formulação de novos produtos para a região. Por conta da particularidade do mercado nacional, conseguimos negociar rotas que envolvam também Quebec, outro destino bastante apreciado pelo público brasileiro”, explicou a diretora para o Brasil do Destination
Canada, Sheila Nassar, completando que cada operadora terá direito a indicar um agente de viagens para participar do mega fam mundial promovido pelo órgão de promoção turística. A viagem acontece em setembro e a escolha dos profissionais deve sair nas próximas semanas. O critério básico, claro, é o volume de vendas para o destino. Fora isso, o pool espera conquistar incremento mínimo de 8% no número de brasileiros para a região até o final do ano. Outra região que abriu diálogo com algumas empresas foi o governo da província de Calgary. Um esforço de vendas para a região pode surgir também durante junho.p
R EC EPT I V O S
periências no país. “O Canadá ainda segue desconhecido para o grande público brasileiro, por isso é essencial tirar a imagem de apenas um país frio”, comentou ele, apontando o termômetro de Niagara Falls, que marcava 21 graus no momento da entrevista. “Há muitos anos lançamos pacotes para a aurora boreal e não deu certo. Hoje, resolvemos voltar com esse produto e o mercado aceitou muito bem. Temos passeios variados com base nesse fenômeno da natureza”, revelou Alfred Rost. Já para a Jac Travel, que afirma trabalhar com cerca de 15 operadoras no Brasil, os roteiros terrestres feitos sob medida são tendência. “O Fly
Alfred Rost e Lucky Schnitzer, da Incentours Canada
& Drive também é uma modalidade que apostamos para o mercado brasileiro, assim como roteiros de compras. Com o dólar canadense mais baixo, é natural que tenhamos
mais grupos. Vancouver, Toronto e Quebec são ótimas opções”, sugere Douglas Schapiro, que faz visitas periódicas ao Brasil para estreitar relacionamento com operadoras. p
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Aviação
Voos cancelados A Aeromexico anunciou a suspensão dos voos que ligam o Rio de Janeiro à Cidade do México. O cancelamento acontece a partir de 22 de junho. Segundo comunicado oficial da empresa, essa decisão foi tomada, entre outros fatores, por processo de renovação de frota. A informação deixou o trade surpreso, já que as últimas notícias da companhia davam como certa a substituição do atual B767-300 para o B787800, aeronave maior e muito mais moderna e econômica do que o modelo atual. Na época, a substituição, segundo a empresa, “era uma resposta à boa aceitação do mercado fluminense com esta rota”. Na rota inaugural, em julho do ano passado, o voo saiu do Galeão com 100% de ocupação. Naquela ocasião, o diretor de Vendas Internacional da aérea, Mario Rosas Rodriguez, disse que a ligação era um desejo antigo da Aeromexico e que o Rio de Janeiro tinha características similares ao México. Em comunicado, a aérea reiterou a importância do mercado brasileiro e afirmou que segue trabalhando para continuar oferecendo um produto de qualidade nos voos diários que opera da Cidade do México a São Paulo há mais de 14 anos. Ainda segundo a Aeromexico, todos os passageiros com reserva posterior a 22 de junho serão reacomodados em empresas parceiras. Para isso, a aérea colocou à disposição três telefones. São eles: 5133-4000 (para clientes da Cidade do México), 01800-021-4000 (para clientes do interior da República Mexicana) e 0800-891-7512 (para clientes do Brasil).p
14 Consolidadoras
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> Diego Verticchio
Em busca da liderança
Maior consolidadora do País, a Rextur Advance é líder em vendas em São Paulo, o maior mercado de viagens do Brasil, e em outros
importantes Estados, como Bahia, Pernambuco e Distrito Federal, segundo relatório eSmash 2014, publicado no Anuário PANROTAS Consolidadoras 2015. No Rio de Janeiro, no entanto, a empresa detém a segunda posição em vendas, mas corre em busca da liderança. Para isso, trouxe Leonardo Mignani, que por 17 anos esteve à frente do Grupo High Light, hoje o maior consolidador do Rio. Embora as negociações tenham sido iniciadas no início do ano, Leo Mignani anunciou sua saída da High Light em março. Logo depois aproveitou um mês de férias para então anunciar sua casa nova. Atuando ao lado de Flavio Correia, que há oito anos dirige a Advance no Rio, Leo Mignani
Equipe de promotores e diretores da Rextur Advance no Rio: Carlos Farias, Flavio Correia, Leonardo Mignani, Roberto Paixão, Patricia Dine, Ricardo Moreira e Paulo Bravo
garante que chega para somar. “A parceria com a equipe foi a melhor possível. Eu e Flavio Correia estamos trabalhando em sintonia com os nossos promotores. A relação não poderia ser melhor”, afirma. E quanto à aceitação do trade? “Tenho sido bem recebido pelos agentes de viagens do Rio.
Foram 17 anos, minha imagem sempre foi ligada à High Light e muitos ainda não sabiam, mas esse período de transição é normal”, conclui Mignani. Há pouco mais de um mês na empresa, Mignani revela que seu principal desafio é fazer com que a Rextur Advance seja a maior conso-
lidadora em volume de vendas e receita no Estado do Rio. “Hoje somos a segunda empresa, mas ainda este ano queremos se tornar a maior do Rio”, afirma. Para bater a meta, ele está desenvolvendo uma estratégia de atuação que contempla visitas em todo o Estado, desde a capital às regiões metropolitana, serrana e dos lagos, entre outras. “Tanto eu, quanto Flavio e toda equipe de promotores percorremos agências visitando clientes e captando aqueles que ainda não trabalham conosco. Vou correr as empresas que tenho contato e ainda não trabalham com a Rextur Advance para apresentar os diferenciais”, conclui.
RESERVA FÁCIL
Para Mignani, o principal trunfo da Rextur Advance é ser detentora do sistema Reserva Fácil, considerado por muitos profissionais o mais completo e de fácil navegação. Este, aliás, tem sido seu principal argumento de venda. “Além de todas as funcionalidades que ele oferece, é um sistema gratuito, no qual o agente de viagens não paga nada para usar.” Além da emissão de bilhetes, o Reserva Fácil apresenta outras características, como a plataforma B2C, um sistema voltado para agências de viagens, onde cada empresa vende, direto do seu próprio site, bilhetes aéreos tendo como pano de fundo o Reserva Fácil. Neste primeiro momento estão sendo comercializados apenas bilhetes, mas hotelaria e seguro viagem já fazem parte do plano. “Com essa ferramenta, a agência de viagens já pode, por exemplo, prospectar seu próprio cliente, tanto no corporativo quanto no lazer”. p
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Política
Superfaturamento no Ceará
Na segunda-feira, 1o de junho, o Ministério Público do Estado do Ceará entrou com uma Ação Civil Pública e por ato de improbidade
administrativa contra o atual secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, pedindo seu afastamento do cargo, a devolução do dinheiro e a perda dos direitos políticos. Por meio do promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Ricardo Rocha, a ação aponta superfaturamento na contratação de bandas e artistas musicais para a realização do evento “Férias no Ceará”, que aconteceu entre janeiro e julho de 2011, época em que Pinho era chefe da Casa Civil do Governo. Além do atual secretário, a ação denuncia três empresas responsáveis pela contratação dos artistas. As companhias Arte Produções, Portte Turismo e Eventos, e Nativa Produções e Eventos, assim como seus sócios administradores – João Carlos Diógenes Parente, Juciara Cunha Melo, e Ruby Helen Sousa Araújo, respectivamente –, a partir da análise do Ministério Público, teriam recebido o equivalente a R$9,67 milhões, cerca de 91% do valor total gasto na realização do festival, pago por meio de contratação direta às empresas. Em nota, o Ministério Público cita alguns exemplos da análise dos documentos que levaram à ação. O cantor Nando Reis, por exemplo, recebeu do Estado do Ceará, por apresentação, a quantia de R$115 mil, enquanto, quando contratado por outros órgãos, teria sido pago um valor entre R$50 mil e R$70 mil. Outros exemplos são as bandas Skank e Paralamas do Sucesso. A primeira foi contratada pelo valor de R$223 mil, porém, um levantamento do MP revelou que o conjunto musical havia se apresentado em outras cidades por valores de R$100 mil e R$140 mil. Já os Paralamas, que receberam R$190 mil para tocar no “Férias no Ceará”, haviam sido contratados por outros
órgãos governamentais por cerca de R$85 mil. Ao ser contatada pela reportagem do Jornal PANROTAS, a Secretaria de Turismo do Estado do Ceará afirmou que o secretário Arialdo Pinho “não foi citado ainda do teor da ação, e, quando isso acontecer, tudo será analisado, esclarecido e respondido através das vias judiciais”.p
Arialdo Pinho é acusado de superfaturamento na contratação de artistas para o evento “Férias no Ceará”
16 Aviação
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> Danilo Alves — Brasília (DF)
Múltiplos hubs
Equipe da Tam em Brasília
A Tam promoveu, na semana passada, um encontro com alguns dos principais clientes de agências de viagens, operadoras e consolidadoras com o objetivo de explicar a estratégia do Grupo Latam em se tornar uma empresa multihub, isto é, além do já consolidado hub em Guarulhos, em São Paulo, a companhia pretende também centralizar as operações em Brasília e no Nordeste. “Hoje, atrás de São Paulo, Brasília é uma das nossas principais bases, por sua posição estratégica e geográfica, facilitando conexões e otimizando nossas operações”, afirmou o diretor de Vendas Indiretas da Tam, Igor Miranda. Segundo ele, a companhia segue trabalhando para consolidar Brasília como o segundo maior hub da companhia no Brasil. “Isto poderá ser notado com os voos que estamos lançando (veja box na página 18), que
partem para diversas partes do Brasil, capitais e interior, e também para o Exterior”, disse Miranda. Um dos assuntos mais discutidos nos últimos meses gira em torno da escolha da cidade que a Tam vai implementar o seu hub no Nordeste. Na disputa estão Natal, Recife e Fortaleza. “São bases que estão dentro do estudo de viabilidade que o Grupo Latam está desenvolvendo para a região. Não há nenhum status que eu possa dizer, se uma cidade está mais adiantada do que a outra. É um estudo complexo e que inclui pesquisas de investimentos em infraestrutura e experiência do passageiro, por exemplo”, explicou o executivo. De acordo com o diretor, não há previsão para o anúncio da cidade escolhida, mas garantiu que a empresa prevê a inauguração do hub Nordeste já no final de 2016. “O mais importante não é a cidade que vamos definir, mas o posicionamento da companhia
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de ser uma aérea multihub. A conectividade que isto vai representar quando for lançado será muito grande”, afirmou o executivo. Aproveitando a presença dos maiores players da indústria turística, Miranda também reiterou a intenção do Grupo Latam em estreitar parcerias com esse canal de distribuição, por meio de investimentos e ações especificas. De acordo com ele, a companhia é, na América Latina, a aérea que mais investe no trade turístico. “Estamos nos aproximando ainda mais de vocês [trade] para falar das novidades do Grupo Latam e reforçar o que já foi lançado. É importante vocês terem o conhecimento dos planos da empresa e para onde ela deseja ir”, comentou. Os investimentos de R$ 13 bilhões até 2017, sendo que R$ 11 bilhões serão apenas em frota, também foram citados. “Grande parte deste montante está focado na América Latina, região considerada um pilar estratégico para a empresa, e no Brasil, obviamente”, afirmou. Os novos equipamentos – B777 e A350 – foram usados como exemplos de melhorias em serviços. “A Tam será a primeira operadora das Américas do novo A350. Trata-se de um avião que consome 25% menos de combustível”, disse. O primeiro equipamento chega em dezembro e será utilizado nas rotas para os Estados Unidos e a Europa. No entanto, a aérea não está investindo apenas em frota, como também na experiência de voar do passageiro. “Estamos promovendo melhorias significativas em todas as etapas da viagem. No pré-voo, por meio de novas tecnologias, durante o voo, com uma equipe de terra e ar treinada e aeronaves modernas; e no pós-voo, com pesquisas de satisfação e outros serviços. Hoje, o equipamento em si não vai diferenciar uma companhia da outra. O que torna isto possível são as pessoas que atuam em cada uma delas, o serviço e a cultura de servir. E tudo isso está no DNA da Tam”, concluiu.p
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O diretor de Vendas Indiretas da Tam, Igor Miranda, falou dos futuros investimentos da companhia e dos novos hubs da aérea
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BRASÍLIA-ORLANDO EM 12 DE JUNHO, ALÉM DE VOAR DE BRASÍLIA PARA MIAMI E BUENOS AIRES, A TAM INICIA UM VOO DIRETO PARA ORLANDO, NOS ESTADOS UNIDOS. “ESTE LANÇAMENTO REPRESENTA PARA NÓS A CRIAÇÃO DE UM GRANDE PRODUTO. ELE CONECTA MUITO BEM com nossa malha aérea no Norte, Centro-Oeste e interior de São Paulo. Essa operação tem um potencial enorme de bons resultados, além de firmar a base como um grande hub da Tam”, opinou Igor Miranda. “Estamos consolidando uma rede de conexões ainda mais conveniente para o cliente que viaja entre o Brasil e outros destinos na América do Sul. Esses investimentos refletem o nosso compromisso de ser a primeira opção de viagem para os passageiros de toda a região, com as melhores opções de conectividade e de produto.” O voo JJ8048 vai decolar todos os dias do aeroporto de Brasília às 11h22 e chegará ao Aeroporto de Orlando às 18h30 (horário local). O percurso inverso será realizado diariamente pelo JJ8049, com saída de Orlando às 22h30 (hora local) e chegada a Brasília às 7h19 do dia seguinte. A rota será operadora com Boeing 767-300ER. O modelo está configurado com 191 lugares
Com um clima bem descontraído, o diretor falou aos convidados sobre as expectativas do novo voo da Tam
na classe econômica e outros 30 na Premium Business, recentemente lançada pela empresa com maior distância entre as poltronas e assentos full flat, que reclinam até 180 graus.
CODESHARE
Também na semana passada, a Tam e a Passaredo iniciaram o acordo de código compartilhado que haviam assinado em dezembro de 2014. Agora, os clientes poderão comprar pelos canais de venda da
Tam as passagens com origem ou destino para dez localidades operadas pela Passaredo. As cidades são: Araguaína (TO), Barreiras (BA), Cascavel (SC), Dourados (MS), Pampulha (MG), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Três Lagoas (MS), Uberaba (MG) e Vitória da Conquista (BA). A parceria, aprovada pela Anac e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), também permitirá, em breve, um só check-in para todo o itinerário, incluindo conexões e trechos exclusivos da Passaredo, permitindo ao passageiro despachar a bagagem uma única vez.
NOVOS VOOS DA TAM DOMÉSTICO São Paulo – Jaguaruna (SC) Recife – Juazeiro do Norte (CE) Brasília – Aracaju (SE) Brasília – Porto Seguro (BA) Brasília – Boa Vista (RR) Brasília – Santarém (PA) Brasília – Ilhéus (BA) Brasília – Juazeiro do Norte (CE) Brasília – Foz do Iguaçu (PR) Brasília – São José dos Campos (SP) Brasília – Bauru (SP) Brasília – São José do Rio Preto (SP) INTERNACIONAL São Paulo – Cancun São Paulo – Barcelona São Paulo – Punta del Este São Paulo – Toronto (via Nova York) Rio de Janeiro – Toronto (via Nova York) Brasília – Orlando Brasília – Punta Cana Recife – Buenos Aires Brasília – Buenos Aires
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Te c n o l o g i a
Na palma da mão
O momento de extremo dinamismo vivido atualmente pela humanidade começa a permitir cada vez menos que empresas analisem, hoje, os dados gerados no mês passado. Com as mudan-
Cynthia garante que a solução é compatível tanto para grandes corporações quanto para pequenas empresas. “O que difere é o interesse em saber o que a empresa precisa controlar para poder atuar durante o dia.” O Micro Strategy Mobile deverá ganhar uma nova versão em breve, que permitirá a pequenas empresas começarem com versões mais simples e passarem às de maior sofisticação. “Até porças caminhando em alta ve- que a pequena empresa pode crescer ou se locidade para o real time, o tornar mais complexa nas análises”, finaliza a corpo diretivo de muitas em- diretora da Micro Strategy. p presas passa a poder tomar decisão no mesmo dia ou semana. No Grupo Flytour, isso passou a ocorrer a partir da adesão do Micro Strategy Mobile, solução desenvolvida pela empresa Micro Strategy que leva todos os dados da empresa, à medida em que eles ocorrem, para a tela do tablet e do smartphone da presidência e da diretoria. “Desta forma, a empresa pode acompanhar os resultados de vendas dos parceiros para implementar ações que resultam na melhora do desempenho”, comenta a diretora geral da Micro Strategy, Cynthia Bianco. “No Brasil, as empresas passaram a ver que não adianta checar o relatório do mês anterior ou de semanas anteriores, tendo em vista a situação política e a variação do dólar. Analisar o passado para replicar esse mês não vai funcionar. Com a ferramenta, a empresa pode fazer promoções ao público final, às agências. O interessante é ela mostrar exatamente onde é possível alavancar as vendas e gerar mais lucratividade”, complementa.
Cynthia Bianco
Relatórios em tempo real para o alto escalão do Grupo Flytour
20 Hotelaria
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> Claudio Schapochnik e Hugo Okada
Independentes em alta
Redes oferecem distribuição em massa; hotéis independentes apostam na personalização dos serviços
Ao contrário dos Estados Unidos, onde a maioria dos hotéis é de rede, a hotelaria no Brasil continuará baseada fundamentalmente nas unidades independentes — e por um longo período. Ainda que por aqui muitos hoteleiros optem por entrar em uma rede para, sobretudo, se beneficiarem dos canais de distribuição, visto as altas comissões cobradas pelas agências de
Enrico Fermi, presidente da ABIH Nacional
viagens on-line — as chamadas OTA’s. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), o parque hoteleiro nacional é dividido em 93,6% de unidades independentes e 6,4% de unidades de rede — brasileiras e estrangeiras. “Temos essa forte presença porque, entre outros motivos, o Brasil é um país continental e a rede só chega em destinos consolidados”, explica o presi-
dente da ABIH Nacional, Enrico Fermi. “O empreendedor hoteleiro desenvolve primeiro e com investimento próprio”, emenda o dirigente. “Ele conhece o mercado e as demandas locais.” Para Fermi, “o mercado hoteleiro nacional tem espaço para todos – independentes e de redes – e acredito que seja muito difícil chegar a um cenário semelhante ao que vemos nos Estados Unidos”. A presidente da Blue Tree Hotels, com 22 unidades em operação, Chieko Aoki, compartilha da opinião de Fermi. “Quanto à sobrevivência dos hotéis independentes, acredito que haja espaço para todos e, como já mencionei, estes empreendimentos cumprem um papel fundamental nas regiões nas quais estão inseridos. O bom desempenho dos empreendedores do turismo no País beneficia todo o mercado, ajuda o Brasil a crescer e abre grandes possibilidades”, explica a empresária. Segundo o presidente da ABIH Nacional, o hoteleiro independente que busca uma rede está atrás de uma carteira de benefícios. “O empresário hoteleiro ganha escala, pois o poder de barganha junto aos fornecedores é muito forte”, exemplifica Fermi. O item canal de distruibuição também pesa — e bastante. “Ao entrar na rede, o então independente passa a ter o benefício de estar presente de forma glo-
bal com mais força”, afirma ele. “Ainda que nos últimos anos, para o hotel independente, estar presente nos canais de distribuição tem sido mais acessível, sobretudo pela ascenção das OTA’s”, pondera. “O que preocupa o empresário e nós na ABIH Nacional é o alto custo das comissões.”
CONVERSÃO
Na opinião do presidente de uma das maiores consultorias do País, a BSH International, José Ernesto Marino Neto, a entrada do hoteleiro independente em uma rede pode ser por duas formas de conversão. “Ele optar em ser um franquiado ou sair da operação por completo e entregar o hotel para uma gestão”, explica Marino Neto. “Eu vejo uma maior evolução pelo primeiro caso, o da franquia”, estima ele, que celebrou 25 anos de BSH no ano passado. “Isso porque os hoteleiros estão tendo cada vez mais dificuldades na distribuição. No passado, muita gente pensava que a internet iria igualar a indústria. Na prática isso não se observa”, justifica o consultor. As redes, segundo ele, “têm mais condições de estar nos mecanismos de buscas, tornando as marcas mais visíveis na web e também fora da dela.” Ainda na análise do consultor, “vemos menos hoteleiros surgindo
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como independentes”. O negócio de franquias e o custo dependem de cada rede e de cada bandeira. A Accor, Atlantica e Blue Tree são exemplos de redes que apostam nesse modelo, e em outros também, para ampliar a capilaridade no País. Maior rede em operação no País, com mais de 200 unidades, a Accor aposta nas marcas Mercure e Ibis Styles, dos setores midscale e econômico, para a franquia. “Essas bandeiras são as mais apropriadas para esse tipo de parceria, pois não são padronizadas e podem se adequar ao estilo e design de hotéis já existentes”, explica o vice-presidente sênior de Desenvolvimento Américas e Caribe da Accor, Abel Castro. “Para contribuirmos para seu sucesso, nossa parceria – que pode ser dar tanto por meio de franquia como por contrato de administração – inclui o compartilhamento de nosso conhecimento em gestão, vendas, marketing, serviços, maior profissionalização e visibilidade”, explica Chieko. “Já temos uma série de estudos em andamento em diversas regiões. Nosso objetivo é conquistar mais hotéis este ano, tanto franquias quanto administrados, com um plano de expansão com foco nas cidades com mais de 200 mil habitantes, na consolidação de nossa presença em São Paulo e no Rio de Janeiro, expansão para o restante do Sudeste (interior de São Paulo, Rio de Janeiro e interior de Minas, Vitória) e região Centro-Oeste com foco em Brasília, além de busca de mais oportunidades no Sul e Nordeste.” O primeiro empreendimento fruto deste novo modelo de crescimento é o Hotel Terras Altas by Blue Tree Hotels, em Itapecerica da Serra (SP). Na Atlantica Hotels, segunda maior rede nacional, há as modalidades de franquia e a administração. Nos administrados, a rede também utiliza o “By Atlantica Hotels”. É a denominação dada aos empreendimentos administrados pela rede que possuem marca própria. As unidades “seguem o padrão de hospedagem da rede, porém não possuem necessariamente características comuns entre eles. Podem ser encontrados nas categorias midclass e superior de hotéis”, explica a companhia. Além dessas três administradoras, todas associadas ao Fórum de Operadores Hoteleiros
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do Brasil (Fohb), praticamente todas as demais associadas têm planos de administração e franquia.
OUTRAS MODALIDADES
Alguns hotéis independentes optaram por manter apenas acordos comerciais. O presidente da BSH International, José Ernesto Marino Neto, exemplificou a parceria assinada este ano entre a Accor e o Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. “Olha a visibilidade mundial que o hotel ganhou”, destaca o consultor. Já o presidente da ABIH Nacional, Enrico Fermi, recorda das pequenas redes regionais, como a Aram Hotéis, que atua no Rio Grande do Norte, com três unidades na capital Natal. “Essas administradoras são menos rígidas em comparação às grandes redes, onde há padrão para tudo”, finaliza Fermi.p Chieko Aoki
José Ernesto Marino Neto > Continua na pág. 22
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< Continuação da pág. 21
FORMAS DE SE VENDER O GERENTE DE IMPLANTAÇÃO DA VERT HOTÉIS, SADY VIANA (FOTO), TAMBÉM UM ESPECIALISTA EM CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO, SUGERIU MAXIMIZAR RECEITAS NA INTERNET E EMENDOU VÁRIAS DICAS PARA OS HOTELEIROS. “Criar tarifas last minute e soltá-las no site do hotel; ficar na primeira página das OTA’s, pois 90% dos clientes reservam em hotéis nesta localização na tela; investir em marketing e em revenue management eficaz
e eficiente”, afirma Viana. Em relação às formas de atrair o viajante para o site do hotel, ele foi enfático: “adapte seu site para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Atualmente não investir nessa versão é perder cliente e dinheiro”. Para se sair bem, o hoteleiro deve ter ainda muitos cuidados, enfatizou o executivo da Vert Hotéis. “Controle rigoroso do inventário 24 horas por dia e monitorar o mercado e a concorrência são duas iniciativas muito importantes.”
Viana explicou as vantagens das OTA’s aos hoteleiros: “maior poder de comercialização, capacidade de alto tráfego, possibilidade de pacotes dinâmicos, maior percepção de segurança e segurança em si, gestão do conteúdo, acesso a dispositivos móveis e avaliação do empreendimento”. Por outro lado, Viana enumerou algumas desvantagens para a ponderação dos hoteleiros. “A comissão das OTA’s é bem alta, varia de 10% a 27%”, afirma ele.
PAN N o t a s Hotel à vista
Os cidadãos e visitantes da bucólica cidade de Quadra, a 155 quilômetros da cidade de São Paulo, já têm data marcada para contar com um novo hotel. Trata-se do Spa Vida Bela, que abrirá as portas em 1º de julho após três anos de obras. São 35 chalés situados no centro de uma fazenda produtiva. Todos contam com ar-condicionado, televisão, frigobar, telefone, kit de amenities e roupas de cama da marca catarinense Altenburg. A decoração dos chalés dá um toque contemporâneo e colorido ao espaço.
Furtos
De acordo com pesquisa global realizada pela Hotels.com, os argentinos são os viajantes que mais gostam de praticar apropriação indébita em hotéis. Exatos 63% dos entrevistados admitem a prática. Os britânicos, em comparação, parecem mais reticentes, com menos da metade confirmando que levam algum item de propriedade do hotel no final da estada. A pesquisa entrevistou aproximadamente cinco mil pessoas e apurou que os viajantes de Cingapura (71%) e da Espanha (70%) também são propensos ao furto. Sete em cada dez oriundos dos dois destinos o praticam frequentemente. Alemanha e Irlanda completam a lista dos cinco primeiros lugares.
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Entrevista
A estratégia da líder O diretor adjunto de Desenvolvmento Brasil da Accor, Eduardo Camargo
JP — Você acha que a hotelaria independente não vai sobreviver ou há espaço para redes e unidades independentes? Camargo — O movimento que tem ocorrido no Brasil é o de grandes redes (foto), concorda que há globais de hotelaria intensificarem os inespaço para a hotelaria vestimentos – por meio de crescimento independente e revela quais são as estratégias da empresa orgânico ou no formato de conversões. francesa para crescer no País. No entanto, existem destinos e regiões em que a hotelaria independente e faLeia a entrevista. miliar se mantém forte por conta do atrativo e perfil de empreendimento. A Jornal PANROTAS — A hotelaria é um mercado que ganhou muiconversão de hotéis faz parte da estratégia de crescimento da Accor? Eduardo Camargo — Sim, dentro do programa de desenvolvimento da Accor com a visão para 2020, a estratégia da companhia é atingir 500 hotéis em operação, tanto no crescimento orgânico, e também, por meio de conversões de hotéis de redes independentes. Hoje, para um investidor independente, a conversão de um hotel tem um baixo custo e um período curto para viabilização – média de seis a oito meses. JP — O que a Accor oferece ao hoteleiro independente? Camargo — A Accor oferece a oportunidade do hoteleiro independente integrar uma rede global e consolidada do mercado no mundo. Para um hoteleiro independente se unir a uma marca internacional é extremamente positivo para garantir vantagem competitiva ao seu negócio, integrar um amplo canal de vendas e distribuição, e fazer parte de um portfólio global. JP — Quantos hotéis hoje no portfólio da rede no Brasil eram independentes? Camargo — Em 2014, a Accor realizou quatro conversões. A companhia tem atualmente mais de 50 hotéis independentes espalhados pelo Brasil no radar em estudo para receberem possíveis propostas de conversões. Nos recentes contratos da companhia, Ibis Styles Maringá, Ibis Maringá Centro e Ibis Barra Velha são contratos já fechados no modelo de conversão. Para este ano, a companhia tem como meta chegar a dez hotéis em conversão. As marcas Mercure e Ibis Styles têm sido as mais adotadas para conversões no Brasil.
ta maturidade no Brasil nas últimas décadas e uma gestão bem aplicada é um diferencial para que empreendedores independentes consigam manter seu negócio no equilíbrio. As grandes vantagens das redes hoteleiras globais estão ligadas aos sistemas de distribuição, captação de negócios, sinergias dos custos operacionais e programas de fidelidade que conquistam cada vez mais clientes, mas sempre haverá mercado para os hotéis independentes que apresentem um produto e serviço diferenciados. p
> Continua na pág. 24
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Balanço geral Para o diretor geral do La Torre Resort, Luigi Roturno, as vantagens de um empreendimento independente são “flexibili-
Luigi Rotunno, diretor geral do La Torre Resort (BA)
Ricardo Aly, diretor comercial do Paradise Golf & Lake Resort (SP)
dade e agilidade na tomada de decisões; personalização do atendimento; capacidade de adaptação ao mercado; constante mutação, sempre buscando o que tem de melhor para o hóspede. Eu diria que um produto de rede impõe a sua filosofia ao hóspede, enquanto um independente reflete o pensamento e desejo de consumo do cliente.” Entre as desvantagens, Rotunno comenta que, “ao mesmo tempo, os independentes devem otimizar os custos e buscar caminhos diferenciados para se promover, tarefa que torna o trabalho sempre mais difícil. As redes contam com o apoio dos escritórios internacionais para efetuar vendas, fator este, que, em tempos de crise, ajuda a superar os ciclos da economia interna”. De acordo com o diretor comercial do Paradise Golf & Lake Resort, localizado em Mogi das Cruzes (SP), Ricardo Aly, “de uma forma geral, o grande desafio de um empreendimento independente é conseguir elaborar uma estratégia junto a todos os canais de vendas (agências de viagens, operadoras e OTA`s) com tarifa de qualidade. Isso posto, o hotel independente consegue se sobressair e ter um bom desempenho”. A maior vantagem também reside no fato da possibilidade de personalização das instalações e serviços. “A hotelaria de rede está atrelada a padrões estabelecidos. Já os empreendimentos independentes podem se adequar às necessidades ou tendências com mais facilidade”, explica. “A maior dificuldade encontrada talvez esteja na padronização de normas e procedimentos na área operacional, que resulte na consistência de atendimento. Quando se encontra o equilíbrio na operação, o que era desvantagem torna-se vantagem. Além disso, a hotelaria independente é uma hotelaria de coração. Existe aquela coisa de pai para filho, acredito que haja mais emoção, mais preocupação nos detalhes. É mais acolhedor porque o hóspede lida direto com os proprietários, aumentando a sensação do hóspede de casa longe de casa”, finaliza Aly.p
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Hotelaria
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> Alex Souza
Inteligência na ocupação
Pense no contexto: instabilidade política afetando a economia; retomada econômica nos Estados Unidos fortalecendo o dólar, gerando retração na venda do país e, em tese, aumentando a venda doméstica no Brasil de hotéis e resorts — o que não tem acontecido com a intensidade esperada. “É uma combinação explosiva”, resume o presidente da Trend, Luis Paulo Luppa ( foto ), que vem testemunhando, principalmente nos últimos dois meses, uma baixa na ocupação dos meios de hospedagens em centros tradicionais e importantes do Brasil, como o Rio de Janeiro. Na visão dele, trata-se de um cenário propício para uma “onda de oportunismo”, na qual os vendedores de hotéis, em fase de proliferação, aproveitam-se do momento delicado para negociar tarifas extremamente agressivas com a promessa de garantir a ocupação dos meios de hospedagens. “As empresas globais, principalmente
as on-line, não estão preocupadas se
o hotel do João vai aguentar viver por mais seis meses ou um ano. Para eles só interessa o cliente no mundo inteiro ver que ele tem a tarifa mais barata”, analisa Luppa. “A Trend, por sua história e seus princípios, tem uma relação muita estreita com os hotéis nacionais. Nossa preocupação, ao contrário das globais, é com a saúde da hotelaria do Brasil, pois se a hotelaria nacional não tem saúde, nós também não temos”, ressalta, destacando também o fato de 62% do sistema da Trend ser composto por hotéis independentes, mais suscetíveis a momentos de instabilidade. Segundo o presidente da Trend, a operadora tem a visão de que o hoteleiro precisa ganhar dinheiro para que ele possa “fazer o retrofit, trocar o colchão, a geladeira e ter uma tarifa competitiva”. “Não adianta ele ter ocupação a qualquer preço.” O raciocínio é o de que a importância da ocupação do quarto é relativa, pois não adiantaria o empreendimento estar cheio mas, por outro lado, gerando baixa rentabilidade.
PELO BRASIL
Com o objetivo de negociar tarifas interessantes para a Trend e para os hotéis, Luppa e o “exército” da operadora rodaram o Brasil a fim de, também, deixar a mensagem de que a “inteligência na ocupação” é fundamental para a saúde dos hotéis. “Eu mesmo encabecei o processo junto aos negociadores. Disse que não adianta você sair baixando a tarifa, disponibilizando allotments para um canal que você comissiona menos e ele te entregar um resultado muito menor. Isso vai te trazer um acúmulo de prejuízo no futuro. Se fosse algo promocional, tudo bem, mas adotar como postura comercial é perigoso.” O giro pelo Brasil rendeu condições diferenciadas em mais de 200 hotéis de aproximadamente dez capitais. Condições que, Luppa enfatiza, são boas para a Trend e garantem a saúde dos empreendimentos. “Não é feirão, é uma estratégia de vender melhor. Desta forma nós desenvolvemos uma relação saudável, construtiva e perene
com os hotéis, ao contrário da relação descartável proposta pelas globais.” As tarifas estão disponíveis no sistema desde a segunda-feira, 8. p
Supr es a s Em viagem aos Estados Unidos para participação no IPW, integrantes da Trend foram muito bem recebidos em ao menos duas situações. Uma delas foi propor-
cionada pelo diretor de Vendas para a América Latina e Ásia da Best Western, Matt Teixeira, e pela gerente de Vendas sênior para a América Latina da rede, Karen Schimidt, que receberam Elisabete Leonardo, Simone Araújo, Leonardo Ortega e Gabriella Cavalheiro, da Trend, a bordo de uma limousine para um almoço em comemoração a resultados de vendas. A outra novidade foi uma homenagem da Bonotel Exclusive Travel, durante o evento de comemoração pelos 25 anos da empresa, por conta da parceria de sucesso entre ambas. p
26 Eventos
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> Antonio Roberto Rocha, especial para o Jornal PANROTAS
Momen refle Evento contou com representantes de 43 países
Depois de dois adiamentos (a primeira data, inclusive coincidia com a realização da WTM Latin American, em abril), a 24a Brazil National Tourism Mart (BNTM), realizada na semana passada, em Fortaleza (CE), correu até risco de não acontecer. O empenho da presidente da Fundação CTI Nordeste e secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, Jeanine Pires, que tomou a frente dos negócios, foi determinante para o evento emplacar e apresentar bons resultados, apesar do pouco público e da sensação de declínio. Além de fornecedores dos nove Estados da região Nordeste, representantes de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal participaram de encontros com operadores de 43 países. Foram, ao todo, 226 buyers e 116 suppliers cadastrados. Do total de compradores, o Brasil correspondeu a 22,07%, seguido por Argentina (11,44%), Reino Unido (8,72%), Estados Unidos (7,62%) e Itália (5,72%). Países como Jamaica, Estônia, Hungria e Romênia participaram pela primeira vez da BNTM. O Ceará, Estado anfitrião, foi responsável por 35,87% do total do público. Bahia e Pernambuco vieram a seguir, com 16,3%. Participaram da BNTM de Fortaleza exatas 1.515 pessoas, entre expositores, fornecedores, compradores e convidados. O balanço realizado pelos organizadores aponta para uma perspectiva de negócios em torno de R$ 263 milhões, decorrentes de 3.983 reuniões agendadas no segundo dia do evento (29 de maio). Jeanine Pires lembrou que, no período de inscrições, 420 buyers demonstraram interesse em participar da BNTM. Mas o momento atual é difícil. As companhias aéreas não puderam apoiar como antes - e nem a hotelaria cearense tinha tantas vagas disponíveis. “Nós, que fazemos a CTI/NE, sabíamos das dificuldades que teríamos para a realização do evento, porém estamos
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Jeanine Pires: modelo da BNTM tem de ser repensado
em um momento muito favorável para promover o Nordeste, levando-se em consideração a alta do dólar e o aumento pela procura dos destinos nacionais este ano”, comenta.
NOVO MODELO
A presidente da CTI/NE ressaltou que o modelo da BNTM será repensado e reformulado. Ainda não há Estado-anfitrião candidato para o evento do próximo ano, apesar de o Maranhão ter feito o coquetel de encerramento. Aliás, é algo que acontece pela primeira vez na história da bolsa, sempre muito cobiçada pelas principais capitais do Nordeste. Uma reunião nos próximos 30 dias, segundo o gerente executivo da entidade, Roberto Pereira, deverá definir o Estado-sede de 2016, quando será realizada a 25ª BNTM. A CTI Nordeste, segundo Pereira, tem 14 associados: os nove Estados da região e cinco capitais: Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e Salvador. Ainda de acordo com o gerente, a presidente Jeanine Pires terá novidades em breve. “Teremos boas notícias. Está em vias de finalização um projeto integrado e bem articulado para vender o Nordeste primeiramente no Brasil e depois no Exterior”, prevê Roberto Pereira.p
Pernambuco levou sua dança típica, o frevo, para a BNTM
28 Mercado
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> Alex Souza
Pronta para o embate
Divulgação
Não é de hoje que companhias aéreas em todo o mundo reclamam de fatores que, segundo elas, colaborariam para a diminuição da rentabilidade. Em um passado nem tão distante, a comissão a agências de viagens foi tida como vilã e acabou extinta. O alto preço dos combustíveis, com a cotação dos barris de petróleo nas alturas, foi a bola da vez em um histórico mais recente. Na semana passada, o Grupo Lufthansa reacendeu uma polêmica recorrente no setor: o embate entre companhias aéreas e empresas de GDSs em razão dos custos oriundos da distribuição por meio do canal. Em comunicado distribuído mundialmente, a holding alemã afirmou que as empresas aéreas recebem parte cada vez menor da receita proveniente da venda de passagens. Por outro lado, diz o documento, parceiros de serviços e sistemas registram margens e rendimentos crescentes. “As companhias, verdadeiras provedoras do transporte aéreo, ganham cada vez menos”, sentenciou o membro da presidência da Lufthansa Passage e diretor comercial da Deutsche Lufthansa AG, Jens Bischof. De acordo com ele, os custos de utilização dos GDS excedem “em muito” os dos portais das
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companhias. No caso das quatro empresas do Grupo Lufthansa (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Swiss), as despesas chegariam a três dígitos em milhões de euros, segundo o dirigente. Para tentar reverter a situação, a holding anunciou uma medida que já está dando pano para manga: a implementação, a partir de 1º de setembro, da Distribution Cost Charge (DCC), uma taxa de € 16 sobre cada bilhete emitido via GDS. A alternativa seriam os portais próprios das quatro companhias e o LHGroup-agent.com, voltado às agências, aos quais a cobrança não recairá. No comunicado referente ao DCC, a Lufthansa destacou ainda que a oferta de serviços adicionais, bem como a de todas as tarifas, exigem tecnologia “refinada” não condizente com os atuais sistemas de vendas, que não estariam “aptos a mostrar as ofertas com todos os produtos integrantes de forma suficientemente diferenciada”. Na visão da empresa, o sistema com essas características deverá ser o NDC (New Distribution Capability), em desenvolvimento pela Iata e já testado experimentalmente pela Swiss – até o final do ano, a Lufthansa também deverá testar a ferramenta. “Atualmente, as empresas aéreas ainda não conseguem comercializar suas ofertas em todos os canais de vendas como é de praxe em outras indústrias”, analisa Bischof. “Até então, os contratos e as estruturas ainda não permitiam a ampla liberalização em várias áreas. É o que pretendemos mudar com nossa nova estratégia de vendas e utilizar maiores graus de liberdade nas vendas on-line e físicas, a fim de oferecer aos clientes os produtos e serviços sob medida que eles procuram e no local exato onde procuram.”
NO BRASIL
Por aqui, a notícia não repercutiu bem junto ao trade. O presidente da Abav Nacional, Antonio Azevedo, disse que os > Continua na pág. 30
Jens Bischof, da Lufthansa
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Antonio Azevedo, da Abav Nacional
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< Continuação da pág. 29
O lado dos GDSs O vice-presidente do Sabre no Brasil e no Sul da América Latina, Luiz Ambar, disse
Edmar Bull, da Abracorp
custos acabarão sendo repassados ao consumidor e que a medida é um retrocesso. “Foi o que a Tam fez há um tempo com um sistema próprio, e acabou retornando ao GDS”, lembrou. O presidente da Abracorp, Edmar Bull, reclama do fato de que, com a implementação da taxa, as TMCs terão de desenvolver novos sistemas, o que demanda custos elevados. “E as coisas não são assim, do dia para a noite”, disse. Azevedo e Bull mencionaram ainda a possibilidade de o DCC não estar de acordo com as regulamentações da Anac, que não permitira a inclusão de outra tarifa, além da de embarque, na face do bilhete aéreo. Em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS, no entanto, a chefe de Comunicação da Lufthansa para as Américas, Claudia Lange, disse que a decisão segue todas as obrigações legais e contratuais (leia entrevista na página 31).
Eduardo Murad, da Alagev
GESTORES
Pelo lado dos gestores de viagens, o presidente da Alagev, Eduardo Murad, sublinhou que, embora o valor de € 16 possa parecer baixo à primeira vista, a compra de 100 bilhetes por parte de uma empresa renderia custo extra de € 1,6 mil. Na avaliação do dirigente, os gestores têm de entender exatamente o que significa esta nova taxa para poderem responder a eventuais questionamentos dos viajantes, que frequentemente vão à web em busca das melhores tarifas. “Um dos grandes calos do gestor é o viajante corporativo buscar alternativas na internet, o que sempre acontece”, afirma. Murad lembra também que, pela futura necessidade de o consultor da TMC ter de buscar as tarifas em mais de um canal, a produtividade será afetada de modo que
o tempo de resposta às solicitações passará a ser maior – e o fee cobrado pela TMC, idem. Ou seja, a economia de comprar fora do GDS pode sair pela culatra. “Como a medida é recente, nós ainda não sabemos medir o impacto na operação da TMC. Não sabemos como poderão ser feitas as conexões fora do GDS. Estamos trabalhando para entender qual é a alternativa. A Lufthansa vai ter de sentar com as agências para explicar como vai ser a forma fora do GDS, se o site da companhia vai ganhar funcionalidades, quais serão as ferramentas de integração com as ferramentas da agência. Entre cliente e TMC, o melhor cenário são eles sentarem juntos para discutir. É uma questão de alinhamento”, finaliza o presidente da Alagev, também diretor na Alatur JTB.p
que a Distribution Cost Charge do Grupo Lufthansa prejudica consumidores e agentes de viagens. “O sistema GDS é o canal de distribuição preferido e que oferece maior eficiência aos consumidores e agentes de viagens para fazer reservas e gerenciar viagens. Oferece também aos consumidores uma plataforma que disponibiliza transparência de preços, escolha e capacidade de compra comparativa”, disse, em comunicado enviado ao Jornal PANROTAS. “Nós estamos firmes sobre o valor que disponibIlizamos às companhias aéreas e agências de viagens, e esperamos chegar a um acordo que beneficie tanto a Lufthansa quanto as agências de viagens conectadas ao nosso mercado digital de viagens”, finalizou. Também em comunicado, a Amadeus argumentou que a medida fere o viajante, que terá de pagar mais pelo mesmo serviço. “Ou, no caso de agência de viagens, ser obrigada a aceitar esta nova estratégia comercial adaptando a forma como acessam o conteúdo da LHG, com um custo adicional de TI que pode ser repassado ao viajante, colocando o agente de viagens e/ou cliente final em desvantagem.” A Amadeus destaca ainda que, com o modelo, o Grupo Lufthansa “tornará a comparação e transparência mais difícil, uma vez que os viajantes serão obrigados a acessar vários canais para buscar as melhores tarifas. Em última análise, a indústria global sairá perdendo com este modelo de distribuição.” Na Travelport, a tese é a de que a taxa não é do interesse nem do viajante final e nem da companhia aérea. “Enquanto isso [a medida será implementada em setembro], os agentes conectados à Travelport no mundo todo ainda podem reservar a partir do conteúdo completo publicado por todas as companhias do Grupo Lufthansa”, diz a empresa. p
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Entrevista BASEADA EM NOVA YORK, A CHEFE DE COMUNICAÇÃO da Lufthansa para as Américas, Claudia Lange, respondeu a perguntas feitas por e-mail pelo JP. JORNAL PANROTAS — A decisão pela implementação da nova taxa chegou a ser discutida externamente, com os GDSs e demais envolvidos, como represen-
PAN N o t a s Ampliação
O aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, terá a capacidade dobrada. Atualmente em obras, o equipamento passará dos atuais 3,5 milhões de passageiros por ano para 6,3 milhões. Os trabalhos incluem serviços de engenharia da infraestrutura e redes de pista de táxi, vias de serviço internas, acesso viário, pátio de estacionamento de aeronaves, estacionamento de automóveis e sistemas de controle de acesso. Os passageiros também terão à disposição uma estrutura de um mix comercial com 60 pontos comerciais e uma praça de alimentação de 2,3 mil metros quadrados com 130 mesas.
Compra
O Comitê Supervisor da Austrian Airlines aprovou a compra de 17 aeronaves Embraer 195, avaliadas em cerca de US$ 900 milhões, para substituir os modelos Fokker da frota da companhia. Adquiridos da Lufthansa Cityline, os novos jatos comportam até 120 passageiros — 40 a mais em relação aos Fokker —, e chegam para rejuvenescer a frota da aérea austríaca. A primeira unidade da nova aeronave deve chegar até o meio do ano que vem, e será utilizada no treinamento de quase 200 pilotos da companhia, que pilotarão pela primeira vez um Embraer. A previsão é de que a primeira viagem comercial ocorra logo no início de 2016.
tantes de agências de viagens? CLAUDIA LANGE — A Lufthansa informou os agentes de viagens e seus contatos nas empresas de GDS antes do anúncio público. Na verdade, nós tivemos longas e construtivas conversas com os nossos parceiros GDSs antes do anúncio. JP — A medida é definitiva ou está passível de modificações a partir das manifestações dos de-
mais envolvidos? CLAUDIA — Estamos determinados a implementar esta diferenciação clara de custos nos diversos canais de reserva, a fim de oferecer aos nossos clientes soluções sob medida e a possibilidade de eles só pagarem pelos serviços que precisam. Isso é algo que não foi possível disponibilizar até agora. No entanto, vamos continuar a trabalhar com nossos parceiros de GDS e sempre permanecere-
mos abertos a discussões de como podemos aprimorar os serviços para nossos clientes. JP — A implementação da nova taxa está em total acordo com as resoluções da Anac e com os contratos com os GDSs? CLAUDIA — A decisão de reorientar a nossa estratégia comercial segue todas as obrigações legais e contratuais.
SurFACE
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De saída
Depois de mais de 13 anos na Nascimento Turismo, Oswaldo Freitas, anunciou saída da empresa. O executivo revelou que pretende descansar alguns dias e depois planejar sua nova etapa profissional. Os contatos dele agora são o tel.: (11) 99147-9423 e o e-mail oswaldofreitas@globo.com.
Mais frequências
O representante da Air China no Brasil, Shi Shuai, revelou que a companhia tem planos de aumentar a frequência de voos entre os países. “Por enquanto são duas operações semanais entre o São Paulo (GRU) e a cidade de Pequim — sempre às quintas-feiras e domingos —, mas a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, pode ser uma boa oportunidade para criarmos mais rotas entre o Brasil e a China”, disse o executivo.
Oswaldo Freitas: 13 anos de Nascimento Turismo
Sósia de cera
O Madame Tussauds Orlando, agora localizado na International Drive, recebeu, no último dia 29, o cantor Pitbull, que conheceu sua figura de cera. O artista havia se encontrado com os artistas do museu em Las Vegas há cerca de um ano, quando foram feitas mais de 300 medidas de seu rosto, cabeça e corpo, para criar o modelo de cera em tamanho real. Pitbull ainda doou as roupas e os óculos escuros que vestem a nova peça do museu.
Mudança geral
Divulgação
Depois de oito anos na Kaluah, Paula Barreto assumiu a área de vendas da North America Destinations, empresa de receptivo em Orlando, na Flórida. Nova diretora de Vendas da empresa, a meta agora é a expansão e diversificação de negócios e clientes. Paula Barreto possui 21 anos de mercado, tendo começado sua vida profissional ao lado do pai, Paulo Cesar Barreto, o PC, na PC Travel, no Rio de Janeiro. Anote os contatos de Paula Barreto: paula@northamericadestinations. com e (407) 747-8982.
As roupas que vestem o modelo de cera foram doadas pelo próprio cantor
Maior da rede Novas representações
A Scenic Tours e a Emerald Waterways são as duas novas companhias de navegação fluvial representadas com exclusividade no Brasil pela Velle. Dedicada ao segmento de cruzeiros de luxo, a Scenic, categoria cinco estrelas plus, opera em sistema all inclusive, com três restaurantes a bordo, serviço de mordomo em todas as categorias de cabine, todas as bebidas e também gorjetas incluídas. A Emerald, também no segmento luxo, tem navios com ampla piscina aquecida em um lounge que se converte, à noite, em cinema. Mais informações sobre as empresas no e-mail info@velle.com.br ou tel.: (11) 3285-4437.
O Intercontinental Hotels Group (IHG) assinou acordo de administração com a Al Majd Al Arabiah Company. Objetivo: o gerenciamento para aquele que será o maior hotel Holiday Inn do mundo. O Holiday Inn Makkah Abraaj Al Tayseer está programado para abrir em Meca, na Arábia Saudita. O hotel terá 5.154 acomodações distribuídas em cinco torres. Cerca de 1.650 acomodações em duas torres estão planejadas para abrir no final deste ano. As 3,5 mil acomodações restantes abrirão nos próximos três anos.
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Ponto a ponto A Gapnet e MMTGapnet estão abrindo um escritório próprio em Santos (SP). O comando será de Raphael Magalhães, ex-gerente da Nascimento. Fernanda Cecco Barone, da Concierge de Viagens, é a nova representante da Pegasus Bus Transportation. A Accor abrirá um hotel Ibís em Caruaru (PE), fruto da incorporação da rede junto ao Grupo Pontes.
Um dos navios da Emerald Waterways
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Falência técnica
Esse foi o termo utilizado pelo novo CEO da Malaysia Airlines, Christoph Mueller, para explicar o atual momento da empresa. O executivo afirma que grandes mudanças estão por vir nos próximos meses. Segundo o jornal britânico Daily Mail, a empresa estaria cortando seis mil colaboradores, ação que faz parte do projeto de reestruturação da aérea. Vale lembrar que a Malaysia teve de enfrentar dois acidentes no ano passado: o sumiço do voo MH370, em março, e a queda do MH17, em julho.p
Cerca de seis mil colaboradores da companhia serão dispensados
No Texas
Com o objetivo de conhecer destinos para desenvolver novos roteiros, a gerente de Motociclismo e Nichos da Schultz, Marina Leal, realiza, entre maio e junho, uma viagem de 21 dias pelo Texas, nos Estados Unidos. A iniciativa é parte de um projeto para montar um programa exclusivo da operadora, que reunirá serviços para um roteiro de moto, além de programas para turismo de vinhos, gastronomia, lua de mel, família, melhor idade e outros nichos. Cidades como Graham, Amarillo, Odessa, Marfa, San Antonio, Dallas e Houston estão entre os destinos que Marina deve visitar durante a viagem.p Divulgação
Marina Leal é gerente de motociclismo e nichos da operadora
Destinos
Mais próximos da China
Autoridades argentinas e chinesas discutem parceria
O ministro de Turismo da Argentina, Enrique Meyer, o subsecretário de Coordenação da pasta, Alejandro Schiavi, e o titular da Câmara Argentina de Turismo, Oscar Ghezzi, receberam, na sede do ministério, os diretores da empresa chinesa Gezhouba Group Company (CGGC) e da Associação Argentina de Amizade do Povo Chinês.
O grupo asiático solicitou a possibilidade de expansão de suas atividades no turismo. O holding CGGC já tem investimentos em curso no país, sendo que as mais conhecidas são as usinas hidrelétricas Nestor Kirchner e Jorge Cepernic, na província de Santa Cruz, integrando um consórcio junto à empresa Electroingeniería e com financiamento de par-
te de três bancos chineses por US$ 4,7 milhões para sua construção. A respeito da reunião com o ministério, o titular da CAT afirmou que os planos futuros da companhia contemplam investimentos no turismo como atividade socioeconômica central do país. “O turismo argentino oferece importantes oportunidades de investimentos e esse aspecto
é valorizado tanto por empresários locais como internacionais”, disse. Como representantes da holding chinesa, estiveram presentes o presidente da empresa de Comércio Exterior do Grupo e o gerente de Negócios de Investimentos, além do gerente de Controle de Risco de Comércio e o gerente da sucursal argentina da Gezhouba.p
informe publicitรกrio
South Florida Marriott.................................. 36 Enterprise Holding......................................... 38 Disney Destinations....................................... 39 Discover the Palm Beaches........................ 40 Dollar Rent a Car............................................. 42 Hollywood CRA................................................. 43 Aventura Mall................................................... 44 Sea World........................................................... 45 Loews Miami Beach Hotel........................... 46 Visit Tampa Bay................................................ 47
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Hotelaria
Luxo e alto padrão com a Marriott Marriott Stanton South Beach
O equilíbrio perfeito de uma atmosfera calma, com vista para o mar, com o contraste de estar apenas alguns metros da emoção e vida noturna da esquina mais movimentada da Ocean Drive. Starbucks, Dolcezza Gelato Shop, lojas de acessórios de surfe e serviço de spa são só algumas das regalias que o hotel oferece aos visitantes.p
Turnberry Isle Miami, Autograph Collection
São cerca de 300 hectares, apresentando um estilo mediterrâneo em um resort elegante e exclusivo para cada visitante. Desfrute do seu próprio pedaço de paraíso em uma praia privada ou aproveite o Aventura Mall para fazer compras. Os entusiastas do golfe podem desafiar os dois campos de 18 buracos, desenhado por Raymond Floyd. Para relaxar, o spa de luxo ou um descanso na piscina darão conta do recado, enquanto a churrascaria é o ponto certo para matar a fome. p
Fort Lauderdale Marriott Pompano Beach Resort & Spa
O resort une a simplicidade de uma vida à beira-mar com os confortos esperados de um estabelecimento com o nome Marriott. Jantares elegantes, piscinas espumantes e fácil acesso a esportes aquáticos completam a experiência que termina em espaçosos quartos e suítes com varandas privadas com belas vistas para o Oceano Atlântico.p
Fort Lauderdale Marriott Harbor Beach Resort & Spa
Desfrute da maior praia privada de South Florida, com atividades que vão desde esportes aquáticos até uma escola de surfe para crianças. O premiado spa do hotel traz um relaxamento ao hóspede, que conta com culinária de alto padrão em diferentes opções pelo complexo.p
ihehe wonke bathanda izinto kanye namaphrofayela. Lokhu ngeke kube aphume le mpi
ihehe wonke bathanda izinto kanye namaphrofayela. Lokhu ngeke kube aphume le mpi
Miami Marriott Biscayne Bay
Localizado entre Miami Arts, Wynwood e Design Districts, o hotel possui 600 quartos modernos com varandas privativas e vistas deslumbrantes. No hall de entrada, wi-fi, Illy Cafe, uma piscina ao lado do centro de fitness com vista para a baía, e ainda a chance de um jantar ao ar livre no Catch Grill & Bar.p
Palm Beach Marriott Singer Island Beach Resort & Spa
Toques de luxo dão ao resort uma atmosfera com estilo de condomínio, com cozinhas totalmente equipadas, camas de luxo e uma lavadora/secadora em cada suíte. O visitante pode desfrutar das melhores lojas e restaurantes de Palm Beach a poucos metros do resort, que ainda oferece um spa exclusivo e duas piscinas exteriores. p
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Loc a doras d e veí cu l o s
Expansão mundial A Enterprise Holdings vem ampliando a área de atuação e hoje já conta com 8,6 mil unidades em mais de 70 países, por meio das empresas Alamo Rent a Car, National Car Rental e seu carro-chefe, a Enterprise Rent a Car. Só neste ano, a companhia já anunciou chegada a sete novos destinos. São eles: Paraguai, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Austrália, Nova Zelândia e Dinamarca. No Paraguai, a Enterprise Holdings nomeou a Amigos S.L.R. como franquia oficial da Alamo, totalizando 24 países na América do Sul e no Caribe. “Com a abertura de unidades na maior cidade paraguaia, Assunção, estamos conectando nossos clientes da Alamo de toda a região a um novo destino turístico”, disse o vice-presidente de Franquias da Enterprise, Peter Smith. Enquanto isso, na América Central, Costa Rica, Guatemala e Nicarágua ganharam o selo Enterprise Rent a Car a partir do Grupo ANC, que foi oficialmente apontado como uma franquia oficial. Pela Europa, a companhia, já consolidada, volta atenções para mercados que ainda não estavam sendo atendidos por franquias ou lojas próprias. Sendo assim, a companhia fecha uma parceria com o grupo Nordania Leasing e Semler, e chega à Dinamarca para atuar como Enterprise Rent a Car. Já na Oceania, a maior empresa australiana de locação de automóveis é apontada como mais uma franquia da Enterprise, atendendo aos dois principais destinos turísticos do continente: Austrália e Nova Zelândia.p
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Pa rques te mát ico s
Luxo nas novas acomodações Um dos primeiros hotéis do Walt Disney World Resort, na Flórida, Estados Unidos, o Disney’s Polynesian Village Resort passou por uma grande renovação e agora traz diversas novidades aos hóspedes. Dentre os destaques estão os novos bangalôs do Disney Vacation Club, situados sobre o lago Seven Seas e com vista para o Castelo da Cinderela. Acomodando até oito hóspedes, os bangalôs têm cozinha completa, dois quartos, dois banheiros, sala de estar e até uma piscina, de onde é possível assistir ao show de fogos de artifício que acontece todas as noites no parque Magic Kingdom. Outra novidade é o Trader Sam’s Grog Grotto, um bar místico e tropical que adota a atmosfera das ilhas da Polinésia, com decoração característica, bebidas exóticas servidas em copos exclusivos e gastronomia típica do destino de luxo. p
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Destinos
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Palm Beach além da praia
A capital do golfe e da cultura também faz bonito em outras atividades. Os 12 distritos de compras de Palm Beach fazem do condado da Flórida o paraíso de shopaholics
(os que amam comprar). Entre butiques de design e roupas de marcas famosas, passear por estes complexos é descobrir cafés bacanas, restaurantes charmosos e a pulsante vida noturna da região. As galerias abertas entre jardins tro-
picais da centenária Worth Avenue pedem tempo para serem apreciadas, afinal, abrigam mais de 200 lojas de marcas exclusivas. Se as mais de 100 lojas do centro de West Palm Beach não o fisgarem, a arquitetura deste distrito certamente
irá. Em Palm Beach Gardens, lojas de grifes refinadas combinam com as de departamento. Se deixe levar pelos empreendimentos luxuosos para curtir dias divertidos e noites agitadas no destino do momento na Flórida. p
Palm Beach Outlets
O maior destino de compras para o mercado brasileiro merecia um empreendimento como o Palm Beach Outlets. São mais de 100 lojas das marcas mais desejadas do país, com descontos de até 70%. Suas portas foram abertas neste ano, em West Palm Beach, e o mall tem dado o que falar. As centenas de árvores fazem sombras providenciais sob o sol do sul da Flórida, conferindo um ar de parque ao shopping a céu aberto. A caminhada pelos corredores largos comprova que há algo para cada pessoa dentre as lojas, com grande abrangência de estilos e idades. Se comprar sem parar é seu foco, as redes de fast food da praça de alimentação serão perfeitas para repor as energias. Aos que precisam apreciar as refeições com muito mais calma, há também boas opções de restaurantes para se comer bem.p
Eau Palm Beach
A felicidade reina neste universo particular em forma de resort cinco estrelas. Para garantir que sua estada seja plena, o designer Jonathan Adler está reformulando todos os espaçosos quartos do Eau Palm Beach, mantendo o estilo de luxo casual e o fator “uau”. A paleta de cores que dita os tons da decoração é inspirada na água e no sol, com tons de azul e amarelo. Ao entrar no quarto, você será recebido por um sentimento de frescor, sentindo-se realmente em uma luxuosa casa na praia. Aproveite o atendimento impecável e as áreas comuns: são duas piscinas, três quadras de tênis, spa e uma gama de atividades especialmente selecionadas para jovens, crianças e famílias em férias.p
Rapids Water Park
Renove o sentido de diversão nas alturas no maior parque aquático da Flórida. Sua família pode escolher entre as 35 atrações molhadas no parque que oferece dias inteiros de diversão para todas as idades. As atrações são muitas: simulador de ondas Flow Rider, tobogãs super rápidos com quedas de até sete andares e passeios calmos ou de fazer o coração disparar. Ainda este ano, os pequenos podem aguardar uma nova área exclusiva sob o sol, onde um balde gigante derramará água de tempos em tempos, garantindo que todos saiam ensopados. Para tornar a experiência ainda mais especial, fique em uma das cabanas privativas que acomodam até seis pessoas.p
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Loc a doras d e veí cu l o s
Em busca de novos mercados Conhecida mundialmente, a Dollar Rent a Car é uma locadora de automóveis que atende a clientes domésticos, de longa distância, pequenos empreendimentos e até organizações governamentais, mantendo seu foco em diversos aeroportos dos Estados Unidos e do Canadá. Fundada em 1965, a companhia iniciou sua expansão rumo à Europa há dois anos, e logo depois, em 2014, passou a atender o mercado asiático. Por todo o mundo a Dollar já conta com 330 centros corporativos, situados na Bélgica, no Canadá, na França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e nos Estados Unidos, somados às franquias licenciadas da companhia, que atingem mais de 65 países. A frota da companhia conta com diversos modelos e opções de automóveis, de marcas como Ford, Chrysler, General Motors, Nissan, Hyundai, Kia entre outras. O serviço de GPS integrado aos veículos conta com a garantia da mundialmente conhecida Garmin, que possui mapeamento por todo o território americano e canadense, além de cerca de seis milhões de pontos de interesses, incluindo hotéis, restaurantes, postos de combustíveis e pontos turísticos. Com o Plate Pass, os clientes podem optar por um serviço pré-pago para passar pelos pedágios sem precisar parar. Ainda nos serviços oferecidos, os aplicativos móveis para smartphones auxiliam os usuários, que podem escolher os veículos a serem locados, procurar por lojas físicas e ainda utilizar os guias municipais oferecidos pela Dollar.p
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Destinos
A tranquilidade de Hollywood Entre Fort Lauderdale e Miami está Hollywood, uma praia clássica da Flórida que encanta visitantes desde 1920. A praia de Hollywood conta com um calçadão que se estende à beira-mar por quase cinco quilômetros, citado como um dos melhores dos Estados Unidos pela revista Travel + Leisure e o jornal USA Today. Paraíso para os que gostam da brisa do mar no rosto enquanto praticam uma caminhada ou curtem um passeio de bicicleta, o trajeto possui diversos restaurantes e cafés ao longo do caminho. A proximidade do mar e o estilo de vida tranquilo fazem da praia de Hollywood um daqueles destinos que não se pode deixar de visitar. A gastronomia de primeira linha, pequenas pousadas e os hotéis históricos dão ainda uma atmosfera familiar ao local, que já contará com o novo Jimmy Buffett´s Margaritaville Hollywood Beach Resort no próximo verão. Durante o ano todo, diversas atrações pelo calçadão, centro histórico, Centro de Arte e Cultura de Hollywood e
Artspark, no Young Circle, proporcionam entretenimento em família e atividades noturnas para diversos tipos de pessoas. No transporte, o serviço de bonde leva os visitantes de um lado ao outro, proporcionando uma experiência completa. Já o Water Táxi (táxi aquático), com três paradas, garante uma vista única da costa do Sul da Flórida.p
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Compras
Grandes marcas em um só lugar Com diversas opções para fazer compras pela cidade de Miami, o Aventura Mall é, sem sombra de dúvida, um ponto de parada, já que se trata de um dos shoppings mais visitados dos Estados Unidos, de acordo com a Travel + Leisure. Ao todo são mais de 300 marcas e seis lojas e departamentos, além de dez diferentes opções na área de alimentação, de restaurantes casuais a refeições finas, preparadas por renomados nomes da gastronomia. Além das grandes lojas de departa-
mento, como Macy’s, Bloomingdale’s e Nordstrom, o Aventura Mall conta com as principais marcas americanas, como Tory Burch, Abercrombie & Fitch, Anthropologie, Apple, A/X Armani Exchange, Diesel, Gap, H&M, Victoria’s Secret, Banana Republic, J Crew, Lacoste, Michael Kors, Sephora, Tommy Hilfiger, Forever XXI, Disney Store e Lego. No Visitor Center Master Card, guias auxiliam o público, em diversas línguas, com sua visita pelo shopping, dando dicas sobre lojas, brindes, câmbio de moedas, bagagem e muito mais.
Disponível a todos os visitantes, o programa Aventura Mall Rewards, patrocinado pela Master Card, garante ofertas exclusivas aos participantes, que precisam apenas apresentar seu passaporte ou carteira de motorista no Visitor Center para usufruir de rega-
lias. Descontos de até 10% nas grandes lojas de departamento – Macy’s, Bloomingdale’s e Sears – além de um brinde especial, oferecido pela Master Card, também fazem parte dos privilégios de quem utiliza o cartão de crédito da operadora parceira do shopping.p
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Pa rques te mát ico s
Novas atrações para 2016 Em 2016, o SeaWorld Orlando celebrará a inauguração da Mako, uma montanha-russa eletrizante com 61 metros de altura que irá atingir até 118 quilômetros por hora em um trilho de 1.451 metros de extensão. Os aventureiros ficarão sem fôlego e sem peso, já que a sensação de gravidade zero dará aquele frio na barriga especial. Com o nome em homenagem ao tubarão mais rápido do mundo, a Mako será a mais alta, mais rápida e mais longa montanha-russa de Orlando. A nova montanha-russa será um das poucas verdadeiras hypercoasters do mundo, nomeadas assim por serem extremamente rápidas, com quedas íngremes e subidas e descidas que proporcionam a sensação de gravidade zero, a conhecida air time. Essa nova montanha-russa será o elemento central de um novíssimo reino temático. Uma área de oito mil metros quadrados estará completamente tematizada com as espécies de tubarões e lá estará a nova Mako, a já famosa atração Shark Encounter, o restaurante Sharks Underwater Grill, lojas, esculturas de tubarões e naufrágios e algumas experiências educacionais. Já o Busch Gardens Tampa, conhecido por suas atrações radicais únicas, no próximo ano lançará uma montanha-russa dedicada às famílias e aos pequenos visitantes, a Cobra´s Curse. Essa atração de giros e rodopios será a única do tipo no mundo e apresenta uma subida vertical e em seguida um turbilhão de emoções em uma empolgante exploração. Localizada na área do Egito, essa nova atração dará aos visitantes a oportunidade de ficar cara a cara com uma cobra de 24 metros de altura, deslizar em trilhos por cima da Serengeti Plain e descobrir os mistérios de uma escavação arqueológica egípcia. Essa não é uma montanha-rus-
sa de rodopios convencional. Com o verdadeiro estilo Busch Gardens, a atração ganhou um gingado diferente, que levará os visitantes para uma emocionante e inesquecível jornada.p
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Hotelaria
Ao gosto do cliente
O Loews Miami Beach Hotel tem tudo o que é preciso para satisfazer os desejos dos hóspedes durante uma viagem. E agora, os visitan-
tes podem fugir para South Beach e aproveitar a promoção exclusiva Summer Like a Local, voltada aos adultos e também às crianças. Isso porque há um novo pacote que
conta com todos os componentes que levarão o cliente a curtir ao máximo sua próxima viagem, desde acomodações de alto nível, refeições grátis para as crianças, uma
quarta noite grátis de hospedagem e até uma experiência exclusiva para que os hóspedes se sintam como moradores de South Beach. No Soak Cabana Deck, o público pode aproveitar uma gastronomia premium, enquanto isso o exhale Spa do hotel garante momentos relaxantes.
DO SUL AO CENTRO Não é novidade aos que visitam a cidade de Miami que South Beach é o lugar certo que para quem deseja aproveitar ao máximo uma estada. A energia que percorre o destino, da primeira à ultima hora do dia, assim como as atrações oferecidas na Ocean Drive e na quinta avenida, contagia os visitantes. Porém, há também um local em que relaxar é o foco. Central Beach é o destino certo aos que desejam esquecer a correria do dia a dia e aproveitar um fim de tarde deitado nas areias brancas, com fones de ouvido nas orelhas, seu livro predileto em mãos e observando as ondas do mar.
RELAXAMENTO E AVENTURA Tudo está pronto para curtir a praia. É neste momento que o passageiro finalmente chega ao seu destino e... o que fazer? Ele quer relaxar à beira do mar, mas as crianças querem mesmo é aproveitar para se aventurar nas águas. No Loews, o passageiro encontra soluções para ambas as necessidades, de lounges quietos e relaxantes a passeios de banana boat. A apenas alguns quarteirões se encontra, na 16ª com Ocean Drive, o Boucher Brothers, esperando apenas a manifestação para realizar desejos de adultos e crianças em um belo dia de sol. Para mais informações sobre o pacote Loews Miami Beach Hotel’s Summer Like a Local, visite loewshotels.com/miami -beach.p
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Destinos
Descubra Tampa Bay Uma vez considerada a capital mundial do cigarro, Tampa Bay é uma região vibrante que se orgulha de sua rica cultura local. Da deliciosa
WhatSUP Paddleboarding
gastronomia exótica a atrações excepcionais e um belo destino de compras, o local oferece diversas opções para diferentes públicos. O Tampa Riverwalk conecta os principais atrativos da cidade, desde os hotéis de luxo, rotas aos apaixonados por compras, atrações para a família e até os pontos que bombam as noites do destino. No centro, o Tampa Theatre, Amalie Arena, o Straz Center e o Florida Aquarium oferecem diferentes programas urbanos da cidade. Golfe, tênis, pesca, ciclismo, corrida e esportes aquáticos são o ponto alto de Tampa Bay para os esportistas, que também podem aproveitar e relaxar bebendo em uma das mais de 30 cervejarias premiadas do destino. Passeios até o Busch Gardens, o Tampa’s Lowry Park Zoo ou até o Museu de Ciência e Indústria de Tampa Bay também deverão fazer com que o visitante relaxe antes de uma aventura pelas atrações. p
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g e n te Edição 87 – 10 a 16 de junho de 2015
Quem é quem na
C op a A irline s ELA DETÉM O TÍTULO DE AÉREA MAIS PONTUAL DA AMÉRICA LATINA E OFERECE 73 DESTINOS COM CONEXÕES RÁPIDAS, esses e outros fatores certamente explicam o sucesso da Copa Airlines no Brasil, mas eles podem ser também o resultado de um trunfo adicional: gerenciando a área regional do Mercosul está Gustavo Esusy, um argentino que ama o Brasil. “Sou o argentino mais brasileiro que você vai conhecer”, diz Esusy, reforçando seu amor pelo País e pela profissão, na sala de reuniões do escritório em São Paulo, onde se encontra uma réplica de avião, suspensa no teto. “Tirei ela do tripé e coloquei ali em cima”. Com esta visão, não é à toa que a companhia vem alcançando voos cada vez mais altos. O gerente regional no Mercosul, Gustavo Esusy, e o gerente geral no Brasil, Diógenes Toloni
ll Nome: Copa Airlines ll Endereço: avenida Paulista, 1337 – 4° andar – Tel.: (11) 3055-2672 (atendimento a agências de todo o Brasil) e (11) 3549-2672 (call center somente para passageiros) ll Site: www.copa.com ll E-mail: suportebr@copaair.com (atendimento de agências em todo o Brasil) e gruposbr@copaair.com (negociação de grupos) ll Número de funcionários: 215 no Brasil ll Diretor: Pedro Heilbron ll Aeroportos com voos no Brasil:
são oito, nas seguintes cidades: São Paulo (com quatro voos por dia), Rio de Janeiro (com três voos por dia), Brasília (dois voos por dia), Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte, Campinas (um voo por dia, em todos) e Recife (quatro
vezes por semana). Devido à situação econômica do País, recentemente foi anunciada uma redução temporária dessas frequências de voo, exceto em Recife e Manaus. Os detalhes dessas mudanças estão no Portal PANROTAS
ll Número de executivos para relacionamento com o trade: 20 pessoas para o trade brasileiro. ll Estrutura gerencial: além do Gustavo Esusy, que é o gerente regional do Mercosul, há um gerente geral para o Brasil (Diógenes Toloni) e duas gerentes de Vendas (Jacqueline Miranda, para Belo Horizonte, Manaus, Recife e Brasília) e Nádia Kardouss (para Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo). ll Estrutura comercial: cada aeroporto tem uma base, e cada uma delas tem estrutura comercial composta por um coordenador de Vendas, um executivo de Vendas e duas pessoas para atendimento em loja. Em São Paulo há
uma equipe de atendimento, liderada por Janaína Benite, composta por 14 pessoas, para inside sales e suporte a agentes de viagens.
ll Rota mais utilizada pelos
consumidores: todos os voos vão para o Panamá, e entre as conexões destacam-se destinos como Estados Unidos, Las Vegas, Orlando, Miami e Nova York, além de destinos no Caribe (Cancun, Punta Cana e Havana).
ll Vantagens de se trabalhar na
aviação: “além de conhecer e se relacionar com muitas pessoas, a possibilidade de viajar pelo mundo. A Copa me deu a oportunidade de ir a Seatle, na fábrica da Boeing, participar da entrega de um avião novo, e voar neste avião, da fábrica até o Panamá. Foi uma experiência única! Eu amo o que faço e há muitos anos aprendi que, quando você trabalha no que gosta, não sente que está trabalhando”; relembra Esusy
ll Como cativar clientes e parceiros de mercado: “a Copa é uma companhia muito previsível, que permite ao passageiro saber o produto que vai receber. Sem contar a nossa pontualidade, que é imbatível, e chega a um índice médio de 90% ao ano, além da nossa malha de voos, que hoje oferece 73 destinos nas Américas. Tenho nove anos de empresa, e quando comecei este número era metade, o que prova que a Copa vem crescendo ano a ano e oferecendo cada vez mais oportunidades para conexão por meio do hub das Américas no Panamá, um dos mais eficientes do mundo e o mais eficiente da América Latina. E por falar em conexão, esta é feita de forma rápida, sem que o passageiro precise passar por trâmites de visto, por exemplo. Outra coisa de que os clientes gostam muito é dos benefícios oferecidos em nosso programa de milhagens, que passará, a partir de julho deste ano, a levar o nome Connect Miles”. > Continua na pág. 49
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< Continuação da pág. 48
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ll O que faz a diferença em um
serviço de bordo: “além do serviço all inclusive, por meio do qual não cobramos nada extra no avião, desde os fones de ouvidos até a segunda mala e a bebida alcoólica consumida, outro grande diferencial da Copa é que os comissários de bordo, por mais que não falem português, se esforçam para entender e se comunicar com os brasileiros.”
A gerente de Vendas para Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, Nádia Kardouss
ll Pré-requisitos para quem quer seguir carreira em uma companhia aérea: “primeiramente, ser apaixonado pelo que faz. A partir daí, os limites você mesmo se impõe. Claro que estudar sempre e se aperfeiçoar em idiomas conta muito, mas é essencial, primeiro, que você goste do que faz.” ll O que não pode faltar em um aeroporto: “salas vips com chuveiros são fundamentais quando você faz conexões em meio a longos trechos de viagem. Eu comecei na Copa como gerente de aeroportos, e percebi que os passageiros precisavam de espaços para relaxar e fazer compras. A viagem tem de ser prazerosa, e não uma correria.”
O gerente geral no Brasil, Diógenes Toloni
Emerson Sanglard, gerente regional de Marketing para a Ámerica do Sul
ll Operação que deseja ter no futuro: “a Copa tem como visão ser a aérea líder nas Américas, conectando Norte, Sul, América Central e Caribe por meio do Panamá. Atendendo a esta visão, no mapa das Américas ainda existem inúmeras oportunidades de cidades que não têm um voo para se conectar e com alto potencial para receberem o modelo da Copa. No final deste ano, inclusive, anunciaremos novos voos, direcionados também para o mercado brasileiro.”
ll Um conselho aos agentes de viagens: “na verdade são os agentes que nos aconselham. Eles são os principais parceiros da Copa, e a maior parte da distribuição é feita por eles. Sempre que cogitamos lançar novos destinos, pedimos para que nos deem conselhos sobre para onde acham que a Copa poderia voar, nas América e no Caribe.” ll Hub do Panamá: “o hub tem seis bancos de conexão por dia que recebem os passageiros e os conectam aos 73 destinos disponíveis. Mesmo que as frequências no Brasil estejam mais tranquilas, outros destinos estão conectando no Panamá, e o movimento está cada vez mais intenso. Por conta disso, o aeroporto do país está passando por uma expansão, com a construção de um novo terminal pela Odebrecht, que ficará pronto daqui a um ano e meio e terá sua capacidade quase que duplicada, já prevendo as futuras demandas. Além disso, muitas linhas aéreas parceiras da Copa, como a Tap e a Lufthansa, começam a enxergar o Panamá para fazer voos transcontinentais; elas chegam ao país e conectam seus passageiros, por meio do hub das Américas, para os destinos da Copa.” ll Nova estrutura: a Copa passou por um processo de restruturação no ano passado, e há sete meses conta com Diógenes Toloni como gerente geral para o Brasil. “Sei que ele é a pessoa certa para a Copa neste mercado. Já trabalhamos juntos na Argentina e ele foi muito bem recebido pelo mercado brasileiro. Estamos seguros de que essa parceria está no caminho certo”, conclui Esusy.
Atendimento em loja: Vilma Ranzani e Renata Castro
Departamento de Serviço ao Cliente: Christina Moreira, Luciana Avella e Beatriz di Domenico
A coordenadora de Recursos Humanos, Deise Arruda
Departamento financeiro: Andréa Silva, Neilor de Oliveira Costa, Gabriela Lemos, Clarice Silvério e Carlos André Silva
Inside Sales: Janaína Savassa, Silvio Elias, Luis Barsotti, Vinicius Paranhos, Andréa Joenck, Adriana Moro, Sandra Marques, Reinaldo Rios e Rodrigo Pereira
A assistente Jéssica Silva
03 Gente
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> Claudio Schapochnik
Pela qualidade de vida A PASSAGEM DE 2009 PARA 2010 MARCOU A VIRADA MAIS IMPORTANTE DA VIDA DE ALEXANDRE ZUBARAN. ATÉ ENTÃO ELE JÁ TINHA PASSADO POR CARGOS DE GRANDE RESPONSABILIDADE EM EMPRESAS, COMO GESTOR E CONSELHEIRO. “Larguei tudo em nome da qualidade de vida e de estar mais próximo de minha família e não me arrependo de nada”, afirma o executivo ao Jornal PANROTAS. “Desde esse ‘rompimento’ sinto-me um homem muito mais preparado profissional e pessoalmente”, emenda ele. Até essa transição, Zubaran trabalhou em grandes empresas do setor de hospitalidade, como Hotéis Othon, Rede Tropical, Rio Quente Resorts e Costa do Sauípe. “Também fui fundador e presidente, por duas gestões, da Resorts Brasil, conselheiro da Bahiatursa e do Conselho Nacional de Turismo na época dos ministros do Turismo Walfrido
Alexandre Zubaran é hoje franquiado da CVC e consultor
dos Mares Guia, Marta Suplicy e Luiz Barretto e integrante de diversas outras associações e entidades.” De gestor e conselheiro, Zubaran tornou-se agente de viagens. “Antes disso, assim que deixei Sauípe, passei 40 dias com minha filha em uma viagem maravilhosa pela Europa”, recorda. “Abri algumas franquias da CVC, sendo que a primeira inaugurei em dezembro de 2009, na avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo”, afirma ele. “O primeiro ano como proprietário de agências foi complicado: iniciei uma rotina que jamais tive antes e encontrei dificuldades, mas depois venci esses obstáculos”, recorda. “Aí comecei a ter mais tempo e qualidade de vida para vivenciar momentos que considero muito importantes: viajar a lazer com minha família e praticar atividade física, em especial esportes”, exemplifica Zubaran. No entanto, os anos trabalhados como gestor foram responsáveis por dar um novo rumo na sua vida profissional: o de ser consultor. “Eu tenho muita experiência no lazer, mas voltado ao corporativo. Pelo relacionamento que construí, muitas pessoas vinham conversar comigo para pedir opinião, orientação sobre eventos temáticos e comecei a responder de forma profissional. Foi aí que abri minha empresa de consultoria, a Somar”, recorda Zubaran. “Jamais imaginei que me tornaria um consultor, ainda que minha principal atividade profissional é ser parceiro da maior operadora de turismo da América Latina”, pondera. Entre os projetos que realizou pela Somar, a menina dos olhos de Zubaran parece ser a Rota Cervejeira do Rio de Janeiro — Cervejas das Montanhas (conheça o projeto na página 04). “Gosto de desafios e esse projeto foi e está sendo muito prazeiroso, pois une cidades, de multinacionais a microempresas e pessoas em torno da cultura cervejeira”, avalia o consultor. Quem quiser conhecer mais esse trabalho de Zubaran, acesse www.rotacervejeirarj.com.br. “Outros projetos estão por vir”, finaliza ele, sem revelar detalhes.
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Pontos Turísticos Cervejarias Estradas
DISCUSSÕES CALOROSAS Alexandre Zubaran foi presidente por dois mandatos consecutivos na Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil), de 2006 a 2009. À época ele era também presidente da Costa do Sauipe. À época também, o segmento de resorts e o de cruzeiros marítimos trocavam farpas na disputa pelos turistas, entre outros pontos. Momento memorável dessa fase de disputa foi uma discussão “quente” protagonizada por Zubaran e o então presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Eduardo Nascimento, durante uma edição do Fórum PANROTAS. Épocas passadas.
ELE É CA R IO CA ALEXANDRE ZUBARAN NASCEU EM JULHO DE
1966 no Rio de Janeiro e vive há mais de 20 anos em São Paulo. É casado e tem uma filha com quase dois anos. Do primeiro casamento, Zubaran é pai também da estudante de direito Júlia, de 22 anos.
Zubaran em 2003, quando atuava pela Tropical Hotels & Resorts