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Da teoria
O novo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, devolve status político à pasta e, em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS , fala do que pretende fazer. Inclusive, "revolucionar o setor", que diz ter abraçado como prioridade e com respaldo do Governo Federal
> Páginas 18 e 19
R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.167 20 a 26 de maio de 2015
à prática O gerente da Travelweek by ILTM, Simon Mayle, tem nas mãos um dos melhores eventos da indústria de viagens e Turismo na América Latina. O sucesso em um nicho complexo como o de viagens de luxo chama a atenção e traz algumas lições
> Páginas 04 a 10
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LEIA NESTA EDIÇÃO
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN
Páginas 11 a 15
Capa Americas Aviation Summit é palco de novo debate entre aéreas norteamericanas e árabes
“
As americanas priorizam mercados seguros como Europa, América Latina e Caribe, e têm um serviço que é uma porcaria
”
Akbar al Baker, CEO da Qatar Airways, em visita a Washington D.C.
Páginas 16 e 17
Arabian Travel Market exibe planos ambiciosos de Dubai Páginas 20 e 21
Delta e Embratur formalizam projeto para promoção conjunta
Flycard explica parceria com QBE Brasil
“
Nunca tivemos qualquer problema (sobre Renan Calheiros). Ele esticou até onde pôde a corda do Vinícius Lages, meu antecessor, porque sabe bem a importância do Turismo para a economia do Brasil. Renan deu relevância ao Ministério de Turismo. Fez muito bem, nesse sentido. E Vinícius Lages é uma pessoa querida no MTur. E competente. Mas eu também vislumbrei esta pasta. E vou ser rápido nas ações e projetos, com o respaldo do Governo Federal
”
1 Veja fotos do casamento de Emilie de Bonadona e Renato – em 9/5
2 Rextur Advance anuncia novo VP e mudança em estrutura – em 8/5
3 Edmar sobre aviação brasileira: pobre
5 Anac libera e Tam deve voar para República Dominicana – em 8/5
6 Home-office é o futuro? Especialistas do trade comentam – em 12/5
7 Copa Airlines explica redução de frequências no Brasil – em 7/5
8 Bonadona (Accor) casa sua filha, Emilie, em São Paulo – em 9/5
9 EXCLUSIVO: ministro promete fazer “revolução no turismo” – em 8/5
10 Ex-Rextur Advance é o novo contratado da Confiança – em 8/5
11 Copa reduz frequências em 6 aeroportos do País – em 7/5
“
12 Confira mais fotos do casamento de
É triste constatar que a pobre e decadente aviação comercial brasileira se rende às forças estrangeiras
”
Artur Luiz Andrade
>
Emilie e Renato – em 9/5
13 Delta reduz em agosto operações para Atlanta e Detroit – em 7/5
14 CVC quer que Rextur Advance cresça em hotelaria – em 7/5
15 Falece em São Paulo pai de Carlos
artur@panrotas.com.br
Vazquez (Esferatur) – em 12/5
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
Na real
Páginas 31 a 46
A magia dos fiordes noruegueses
7/5 a 13/5
Disney – em 11/5
Editorial >
PANROTAS Destinos
PANROTAS
4 Azul Viagens agora é operadora oficial
Edmar Bull, presidente da Abracorp, em seu blog no Portal PANROTAS (blog.panrotas. com.br/espacoabracorp)
Especial Descubra a Flórida
>
DO PORTAL
e decadente – em 8/5
Ministro Henrique Eduardo Alves, do Turismo, sobre sua relação com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o Governo Federal
Páginas 22 e 23
S
E U Q A DEST
Há os otimistas cautelosos, que acreditam em uma crise passageira, mas sabem que é preciso segurar as rédeas dos custos e ir atrás de novos negócios. Os otimistas surpreendidos por oportunidades surgidas de última hora, como uma nova representação conquistada, que vai demandar contratações. Otimistas planejados, que plantaram lá atrás e agora colhem resultados, mesmo durante um período de crise. Afinal, se um projeto novo sai e demanda mais viagens, mais viagens serão feitas. Ou o novo projeto corre o risco de começar prejudicado. Há ainda os otimistas por natureza, que são trazidos à Terra pela realidade nua e crua, mas que não perdem a ginga e a certeza de tempos melhores. Há os otimistas realistas, os otimistas que são verdadeiros caçadores de oportunidades... E há, claro, os pessimistas de plantão. Geralmente, os que olham sempre para
o vizinho, o concorrente, para aquele que é maior (e muitas vezes melhor). Essa é a praga de qualquer setor. O que vê seus números minguando e culpa o outro. O que se vê em uma situação delicada e se desespera. E acaba, nesse desespero, afundando mais ainda a si próprio e, às vezes, a quem está mais perto. Como o abraço do afogado, que ainda grita “lobo, lobo”, para tirar a atenção de si, quando, no fundo, todos estão preocupados com o andar de seu negócio, com o mercado e não com os caraminguás desse jogador ruim. Na média estão os realistas, ora cautelosos, ora desesperados, mas geralmente trabalhadores incansáveis. Batem panela sabendo por quê, vão a eventos com um motivo em mente; conhecem seus clientes e não ostentam. Os momentos de crise e incerteza, com pessimistas contaminando a todos e com otimistas focados no futuro, são muito
propícios para que realistas virem líderes e mostrem caminhos que talvez nenhum dos outros tenha vislumbrado. Tempo de ser sincero e dizer: isso funciona, isso não. Isso está sendo feito de forma errada. Isso está muito bom. Não é assim que se administra a nova empresa de turismo. Parabéns, você chegou ao século 21 (sim, porque o século 20 ainda resiste dentro de alguns). Claro, o realista também desanima e cansa. O realista sonha alto e se ilude. Mas ele trabalha em rede, em grupo. Ele faz as contas. Ele chama equipes, parceiros e colegas de entidade para trabalharem juntos. Cada um por sim, claro, em busca da rentabilidade e do crescimento de sua empresa. Mas a favor do mercado, sem vaidade, arrogância, rei na barriga ou olhar superior. A realidade é cruel nesse sentido. Quem sonha com o trono, acaba com o troféu abacaxi. Roda e avisa.
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20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
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04 Eventos
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
> Alex Souza
Encontro exemplar
Veja mais fotos na versão digital do JP Na Bienal do Ibirapuera, a Travelweek recebeu 860 expositores e compradores
CONHECIMENTO DOS MERCADOS NACIONAL E INTERNACIONAL, COMPETÊNCIA NO PLANEJAMENTO E NA EXECUÇÃO, ALÉM DA ASSERTIVIDADE DAS APOSTAS EM TERMOS DE FORMATO E PERFIL DE PARTICIPANTES, são algumas das variáveis que compõem a fórmula de sucesso da Travelweek São Paulo by ILTM, realizada de 5 a 8 de maio. Enquanto outros eventos de turismo no País quebram a cabeça ano após ano para encontrar soluções criativas capazes de atrair mais público — e, consequentemente, mais expositores —, a feira criada por Carolina Perez e vendida por ela à ILTM/Reed Exhibitions já tem sua fórmula muito bem definida e aprovada pelos envolvidos. E melhora a cada ano. A Bienal, charmosamente localizada no Parque do Ibirapuera, região nobre da cidade e “praia” dos paulista-
nos, encaixou-se bem às necessidades e ao conceito do evento e é sua sede desde o início. Uma das mudanças mais relevantes nestas cinco edições é o fato de, em 2011, ano de estreia, a Travelweek ter testado dias abertos ao consumidor, algo que não se repetiu mais a partir de 2012. De lá para cá, o evento tornou-se estritamente B2B, composto por reuniões de 15 minutos entre buyers e suppliers, agendadas pela organização do evento a partir das solicitações dos compradores e dos vendedores — o que não significa que todas as requisições são atendidas. Os agentes participantes, focados no mercado de luxo, são escolhidos a dedo e convidados pela organização. Este ano vieram de 30 cidades brasileiras e de mais seis países da América Latina. E são eles um dos dois principais pilares para o sucesso da feira pois, de acordo com muitos ex-
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positores ouvidos pelo Jornal PANROTAS, são agentes extremamente profissionais, fluentes em outros idiomas e acostumados a participar de eventos internacionais com formato similar. “O nível dos compradores é bem interessante”, comenta um dos sócios da operadora Signature, Fabiano Camargo. Os expositores, aliás, são o segundo pilar de sustentação ao sucesso da feira. “A Travelweek tira a necessidade de participarmos de alguns eventos internacionais, pois muitos dos expositores estão aqui. Antes da Travelweek era obrigatório fazer ao menos uma ILTM por ano. Hoje já dá para participar um ano sim e outro não”, analisa a fundadora da Be Happy Viagens, Jacqueline Mikahil. Um dos desafios da Travelweek, porém, é proporcionar a renovação de parte tanto dos expositores quanto dos compradores, já que a repetição de reuniões em anos consecutivos pode não agradar. Esta, inclusive, foi uma das queixas ouvidas pela reportagem por parte de um agente de Goiânia. “Também tivemos muito tempo livre e reuniões com quem não gostaríamos, como companhias aéreas”, afirmou o profissional. A organização afirma que 30% dos suppliers participaram pela primeira vez. Para 2016, a Travelweek promete ouvir as demandas. “Faremos mudanças baseados no que eles vão nos dizer. Temos índice de satisfação de 90% dos expositores, que são de altíssimo nível, investem muito e têm expectativa quanto ao retorno desse investimento”, afirma o gerente da Travelweek, Simon Mayle.p
Alison Gilmore, diretora de Portfolio da ILTM, e Simon Mayle, gerente da Travelweek
BANCO DEDADOS p
TRAVELWEEK 2015
ll Expositores: 430 ll Países: 73 ll Agentes: 430 ll Países: 7 (Brasil, ll ll
Argentina, México, Colômbia, Peru, Chile e Venezuela) No de reuniões: 20 mil Média de reuniões por agente nos três dias: 60
p
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ABERTURA DIFERENCIADA A CERIMÔNIA DE ABERTURA É MAIS UM DIFERENCIAL DA TRAVELWEEK NA COMPARAÇÃO COM OUTROS IMPORTANTES EVENTOS DE TURISMO DO BRASIL. Enquanto as aberturas das últimas edições da Abav e da WTM Latin America, para citarmos dois exemplos, foram marcadas pelo formato desgastante de discursos longos e infrutíferos proferidos por autoridades, organizadores e parceiros, a Travelweek escolheu apresentar uma palestra sobre a economia do Brasil, para uma plateia majoritariamente internacional, e um painel sobre gastronomia e turismo, um dos temas do evento, com chefs consagrados. A palestra foi ministrada pelo economista Ricardo Amorim, famoso também por ser um dos comentaristas do programa Manhattan Connection, da Globo news. Ok, ele lembrou que os brasileiros estão viajando cada vez mais, inclusive no momento de crise, e que são ótimos gastadores – boas notícias para os vendedores de viagens na plateia – mas talvez tenha focado demais nas mazelas econômicas e políticas vividas atualmente
Simon Mayle, gerente da Travelweek, a jornalista norte-americana Nilou Motamed, especializada em gastronomia, com os chefs Andoni Anduris, Virgilio Martinez e Alex Atala
pelo País. Amorim mencionou os índices de desemprego e inflação, criticou a presidente do Brasil, o Bolsa Família e a suposta acomodação de seus beneficiários, a infraestrutura do País, ironizou o comportamento dos brasileiros compradores em Orlando em Miami, destacou o fato de o Brasil ter os mais baixos índices de crescimento entre as principais economias
da América Latina... No geral, diante uma plateia formada por estrangeiros investindo tempo e dinheiro por aqui, ávidos por fazerem bons negócios no Brasil, o economista trouxe poucas mensagens positivas e desenhou a imagem de um país errante. Na sequência, a jornalista norte-americana Nilou Motamed, especializada em gastronomia, mediou o painel de
gastronomia composto pelos chefs Alex Atala, Andoni Anduris e Virgilio Martinez. Inicialmente, os profissionais falaram sobre suas inspirações, que, no caso do celebrado brasileiro, envolvem itens como preservação do meio ambiente e a valorização de pessoas e comunidades. Para o peruano Virgilio Martinez, a motivação é a referência deste trabalho para milhões de jovens que se espelham nos chefs. Os profissionais foram perguntados também sobre as recorrentes resenhas e críticas positivas recebidos por seus empreendimentos. Anduris, dono de um restaurante na pequena San Sebastián, no País Basco, Espanha, levou a plateia às gargalhadas ao dizer que o Tripadvisor posiciona seu empreendimento como o sexto melhor do mundo, mas como o quarto melhor de seu povoado de 50 mil habitantes.p
O economista Ricardo Amorim
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Entrevista
Pés no Brasil MORANDO EM SÃO PAULO DESDE JANEIRO DO ANO PASSADO, O INGLÊS SIMON MAYLE, gerente da Travelweek by ILTM, falou ao JP sobre a última edição do evento e as perspectivas para o ano que vem. JORNAL PANROTAS — Você se mudou para São Paulo por conta da Travelweek? SIMON MAYLE — Eu trabalho para a ILTM há cinco anos e venho à Travelweek desde a primeira edição. A Carolina nos convidava e nós sempre achávamos este evento incrível, algo em que gostaríamos de estar envolvidos de alguma forma no futuro. Em 2013 nós adquirimos a feira, então eu vim e trabalhei com a Carolina por seis meses até entregarmos o evento do ano passado. Carolina então decidiu que queria um tempo para ela, para curtir a si própria depois de 20 anos de trabalho muito duro. A partir daí eu permaneci com o time da Travelweek para trabalhar o evento de 2015 e estou muito feliz com o que conquistamos este ano. JP — Houve este ano uma programação diferenciada para a imprensa estrangeira... MAYLE — O que nós fazemos na ILTM é entregar valor aos fornecedores. Uma das maneiras de fazermos isso tem relação com a mídia. Então desenvolvemos um programa para a mídia internacional, com uma tarde dedicada ao que chamamos de mesas redondas com a imprensa, com hotéis pequenos, novos ou independentes conversando com jornalistas dos Estados Unidos, Alemanha e de todas as partes do mundo para compartilharem suas histórias e fazerem com que a mídia replique estas histórias pelo mundo. Também nos preocupamos em trazer informações estatísticas, que foram fornecidas pelo Ricardo Amorim, também criamos uma sessão gastronomia com os chefs para inspirar pessoas. JP — Na sua visão, quais os diferenciais da Travelweek? MAYLE — Uma característica única deste evento é a procedência dos agentes de viagens, algo que não se vê em
outro evento. Nós convidamos agentes de 30 cidades brasileiras, o que é fenomenal, bem como de outros lugares da América Latina, como México, um país também muito importante neste momento, com viajantes com características muito similares às dos brasileiros. Eles são mais ou menos o que o Brasil era há cinco anos em termos de crescimento. Também de Venezuela, Peru, Chile, Colômbia e, claro, Argentina. JP — O que você já pode adiantar sobre a Travelweek de 2016?
MAYLE — Vamos nos concentrar em renovar. Queremos muito ouvir nossos clientes, obter o feedback deles. Este é um evento com preço premium porque nós entregamos, nós conhecemos cada um de nossos clientes muito bem, e faremos as mudanças baseados no que eles vão nos dizer. O que eu quero é trazer mais de São Paulo para este evento. Muitas das pessoas aqui não têm a chance de realmente experimentar São Paulo, um destino extremamente urbano e cosmopolita, com uma gastronomia incrível. Queremos ter mais São Paulo em 2016. p > Continua na pág. 08
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NOVIDADES DOS EXPOSITORES Air France-KLM
Ao contrário do que fez na WTM Latin America, quando esteve com um único estande para as duas companhias, a Air France-KLM participou da Travelweek com um espaço específico para cada empresa. Neles foram expostos assentos das novas business e primeira classe das aéreas, cujo processo de renovação teve início há pouco mais de um ano. “Também renovamos a econômica e a econômica premium, mas não pudemos trazê-las em função do espaço disponível”, brincou o diretor de Vendas Globais para o Mercado de Luxo da Air FranceKLM, Fabrice Pascual. Atualmente, o Brasil é o quinto principal mercado de longo curso da holding. “Mas na primeira classe, a rota de São Paulo é a terceira, atrás de Nova York e Los Angeles”, revela o gerente geral da Air France-KLM Brasil e Cone Sul, Hugues Heddebault. A nova primeira classe da Air France estará disponível nos voos do Brasil a partir de outubro – a business já está em operação nas rotas de São Paulo. No caso da KLM, a nova executiva estará apenas nas frequências do Rio de Janeiro, a partir de 2016, ano de Olimpíada.
Fabrice Pascual e Hugues Heddebault
Casa de Campo
Os voos da Gol para a República Dominicana são um dos pontos-chave para a ida de brasileiros à Casa de Campo, hotel de alto padrão a 40 minutos de carro de Punta Cana. Porém, o vice-presidente de Vendas Leandro Cruz ressalta que o empreendimento possui aeroporto próprio apto a receber voos de Miami e Nova York. Um destaque são as vilas com entre três e dez quartos, que possuem piscina privativa, café da manhã preparado e servido na vila, camareiro e mordomo à disposição por nove horas ao dia, além de dois carrinhos de golfe para que os hóspedes circulem pelo hotel. “No total, temos 50 vilas”, sublinha Cruz. No Brasil, a Casa de Campo é representada pela Net Hospitality, de Maurício Vianna (mauricio@nethospitality.com.br).
Maurício Vianna, da Net Hospitality, e Leandro Cruz, da Casa de Campo
Four Seasons
A rede Four Seasons deverá inaugurar entre o final de 2017 e o início de 2018 uma unidade na capital paulista. O projeto prevê a construção de um empreendimento na zona Sul da cidade, próximo à região da Berrini, em um terreno já definido pelo grupo. As informações são da diretora de Contas Brasil da Four Seasons, Daniela Pescio.
Preferred Hotels Group
A Preferred Hotels & Resorts participou com 35 hotéis, a maior parte de Estados Unidos e Europa. Na avaliação da vice-presidente global de Vendas para América Latina da grife, Simone Mariote, o evento é ideal por reunir os melhores clientes das principais cidades do Brasil. De acordo com a VP, a Preferred está bem empolgada com o “Preferred on the road”, evento de capacitação realizado em cidades fora do eixo Rio-São Paulo. O encontro já passou por Campinas, Curitiba e Porto Alegre e até agosto ocorrerá também em Brasília, Salvador e Belo Horizonte.
Daniela Pescio
Interlaken
O número de pernoites gerado por brasileiros em Interlaken (Suíça) no ano passado foi de 8,5 mil, quantidade 15% superior à de 2013. Para 2015, expectativa do turismo de Interlaken é que o incremento chegue a 45%. “O número de brasileiros em Interlaken não é grande mas vem crescendo bastante”, afirma a gerente de Mer- Simone Mariote e Camilla Julião cados da região, Annie Neukomm. Ela ressalta que, ao longo do verão, Interlaken se torna um dos primeiros destinos do mundo no que se refere a esportes de aventura, com opções como rafting, bungee jump e a principal atividade: excursões pelas montanhas. Fernando Aquino e Annie Neukomm, do Turismo de Interlaken
Pousadas de Portugal Atualmente com 28 empreendimentos em operação, a Pousadas de Portugal, do Grupo Pestana, inaugura em 1º de junho sua primeira unidade em Lisboa. O hotel está localizado na Praça do Comércio, um dos principais pontos da cidade, tem 90 quartos, spa,
sauna, piscina e fitness center. Outra novidade é o fato de quatro hotéis da categoria “Monuments” da Pousadas de Portugal passarem a integrar a Small Luxury Hotels. O contato da Pousadas de Portugal no Brasil é Danielle Boni, no danielle.boni@pestana.com.
Danielle Boni, representante da Pousadas de Portugal no Brasil, e Isabel Froufe, diretora de Vendas do grupo
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Regent e Oceania Santa Lucia Antes representadas no Brasil pela Firstar, escritório de Estela Farina adquirido em janeiro pela Norwegian Cruise Line (NCL), a Regent Seven Seas e a Oceania dividiram estande na Travelweek. Jean Saraiva, pela Oceania, e André Mercanti, pela Regent, afirmam que, em ambas as companhias, o barato do brasileiro tem sido destinos europeus mais específicos, como Riviera Francesa.
A ilha caribenha de Santa Lúcia está, desde o ano passado, sendo representada no Brasil pela I-Tour Inteligência em Turismo, empresa dirigida por Enzo Avezum. O destino participou com o objetivo de, principalmente, iniciar boas possibilidades de negócios com agentes de viagens da rede Virtuoso. “Queremos mostrar que a ilha é um destino de luxo diferente no Caribe”, disse Júlio Caetano, da I-Tour.
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Signature
Com aproximadamente três anos de mercado, a operadora Signature, antiga Canadá Turismo, analisa que vem se tornando cada vez mais conhecida do mercado pelo trabalho próximo desenvolvido em parceria com os clientes. “Como somos uma agência butique, os sócios discutem a elaboração do roteiro com a agência, para então montarmos algo especial e realmente customizado”, afirma Fabiano Camargo, um dos sócios da empresa.
Starwood
O momento econômico no Brasil é de retração, fato porém que não tem inibido o brasileiro de se hospedar em hotéis da Starwood pelo mundo. Quem garante é o vice-presidente global de Lazer e Luxo da rede, Chris Austin. “Embora o mercado esteja assim, nós não sentimos diferença em relação aos viajantes do Brasil”, disse. O objetivo da participação da Starwood no evento foi divulgar as três principais marcas de luxo da rede: W, St. Regis e The Luxury Collection.
Jean Saraiva e André Mercanti Julio César Caetano
Royal Caribbean
A participação da Royal Caribbean na Travelweek 2015 deu-se pela divulgação das duas marcas de luxo da companhia – Azamara e Celebrity. A empresa desenvolveu materiais específicos para o evento e, no caso da Azamara, criou uma oferta de incentivo exclusiva para agentes participantes da feira. “Também estamos focando bastante nos roteiros da Azamara de maio de 2015 a dezembro de 2016”, conta Lílian Vicente, da Royal Caribbean.
Chris Austin Fabiano Camargo
Suíça
Lílian Vicente
Gil Kothen, responsável pelo food truck do Turismo da Suíça, e Gisele Sarbach, gerente de Marketing do órgão
O Turismo da Suíça lançou, em 16 de abril, um novo produto sobre o qual todos os esforços de promoção do país passam a estar concentrados. Trata-se do Grand Tour, uma rota de 1,6 mil quilômetros que percorre todo o país, de Norte a Sul, Leste a Oeste, passando por alpes, lagos, vilarejos, castelos e todas as inúmeras atrações da Suíça.
Tomas Perez e Erik Sadao com parte da equipe de atendimento a agências da Teresa Perez
Teresa Perez
Feliz coincidência para a Teresa Perez o fato de um dos temas da Travelweek 2015 ter sido a gastronomia. Tudo porque a empresa acaba de lançar seu quarto livro – o Traveller Fla-
vours, com 25 receitas compartilhadas por renomados chefs internacionais – e fez de seu estande um pequeno recanto gastronômico, com iguarias típicas de diferentes países .
The Leading Hotels of The World Principal parceira dos eventos da ILTM pelo mundo, a The Leading Hotels of The World participou da Travelweek com 68 hotéis – somente em Cannes a grife comparece com um número maior de empreendimentos. Outro destaque da LWH no evento brasileiro foi um lounge vip montado pelo segundo ano consecutivo para clientes e hotéis integrantes à rede. “É um espaço de relacionamento, pois muito
João Annibale e Sheila Mueller
da Leading é relacionamento”, comentou o CEO da LWH no Brasil, João Annibale.p
11 Mercado
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
> Artur Luiz Andrade, Las Vegas (Estados Unidos)
Conteúdo
rico
Não vai demorar muito e a receita com venda de serviços auxiliares (ancillaries) rivalizará com a da comercialização de passagens aéreas. Em 2007, segundo estudo da Cartrawler/Ideaworks, com 23 empresas aéreas, a receita com essa venda de serviços gerou US$ 2,45 bilhões, que saltaram para US$ 31,5 bilhões em 2013, já abrangendo 59 empresas aéreas. No ano passado, segundo dados da Travelport, o montante alcançou US$ 48 bilhões. No balanço da Gol referente ao primeiro trimestre deste ano, o presidente Paulo Kakinoff comemorava o recorde de R$ 277 milhões com carga e receitas auxiliares, o que representa 11% da receita total da companhia. E o Brasil ainda está longe do detalhamento de serviços vendidos no Exterior. Pesquisa da Ideaworks Company mostra que, em 2013, enquanto os ganhos das companhias aéreas com a venda de bilhetes aéreos ficaram em US$ 6 por passageiro, com a venda de ancillaries esse valor sobe para US$ 16 por cliente (nas mesmas 59 aéreas citadas acima). Algumas empresas com margens generosas na venda de ancillaries, segundo o estudo, são a Jet2 (US$ 55,61/pax), Spirit (US$ 51,22), Qantas (US$ 45,67), Allegiant (US$ 44,87), Air Asia X (US$ 44,43), United (US$ 40,97), Korean Air (US$ 38,93), Wizz Air (US$ 34,41), Virgin Atlantic (US$ 33,92) e Alaska Air (US$ 32,61). Sabendo desse potencial de desconstrução das passagens aéreas, as empresas desenvolveram sistemas e sites capazes de efetuar essa venda picada, mas também o canal indireto pode e deve se beneficiar dessa tendência. A Iata, associação que reúne empresas aéreas de todo o mundo, lança em 2016 seu novo sistema, o NDC, pelo qual as companhias poderão expor seus produtos e ancillaries às agências de forma mais dinâmica e amigável. Os GDSs desenvolvem produtos similares e o maior sucesso desse segmento vem da Travelport: o Rich Content & Branding, lançado há cerca de seis meses, que já tem 103 contratos assinados e 63 empresas usando as facilidades, que incluem esse am-
biente mais amigável para se expor e vender os produtos das companhias aéreas. “Uma das grandes frustrações das empresas aéreas com os GDSs é que eles não mostravam as diferenciações de produtos”, disse o vice-presidente de Air Commerce para as Américas da Travelport, Chris Engle, durante o Capa Americas Aviation Summit 2015, que ocorreu pela primeira vez nos Estados Unidos (no Hilton Lake Las Vegas). O chefe global de Produto e Marketing em Air Commerce da Travelport, Ian Heywood, com vasta experiência em aviação, exemplificou: “trabalhei anos na British Airways, gastamos milhões de libras desenvolvendo a flat bed na primeira classe, mais milhões em promoção, e o que o agente de viagens via no GDS? C ou D. Duas letras designando a super classe”. Agora, com o Rich Content (e futuramente com o NDC da Iata), a companhia aérea expõe seus produtos em uma vitrine virtual moderna e personalizada e pode vender os mais diversos produtos, classes e serviços auxiliares. Algo que coloca o agente de viagens em posição competitiva em relação à venda direta. “O agente de viagens tem de abraçar essa causa e vender serviços auxiliares a seus clientes. Fazer toda a reserva. Vender o que for possível. Se ele não fizer isso, seja porque acha complicado ou porque não ganha comissão e continuar vendendo apenas o bilhete, o passageiro comprará os ancillaries e personalizações em outro local, pois são serviços de que ele precisa”, continua Engle. “E não voltará na agência na compra seguinte. Nosso trabalho é mostrar à agência que ela tem de entrar nesse jogo e usar o Rich Content & Branding.” Vale destacar que 60% da receita com venda de tarifas aéreas passa pelos GDSs, mas apenas 13% da receita com ancillaries, o que mostra que a venda direta das companhias domina um segmento que as agências ainda não tinham acesso. A mudança desse percentual depende de ferramentas, como o Rich Content ou o NDC, mas também de uma mudança de postura e mentalidade dos agentes de viagens.
Ian Heywood e Chris Engle, da Travelport
BRASIL
O Rich Content & Branding deverá começar a ser usado pelo Grupo Latam Airlines (Lan, Tam e demais empresas) no segundo semestre. O contrato, bastante celebrado, foi assinado em fevereiro. “Com essa ferramenta, o GDS faz o inverso do que fazia no passado. Vamos viabilizar tecnologicamente o que as empresas aéreas querem e precisam. A Tam, por exemplo, vem investindo muito em produto e precisa mostrar essa diferença na hora em que o agente de viagens faz a venda no GDS”, explica Engle. A personalização é outro ponto destacado pelo VP da Travelport. A companhia aérea pode determinar que certas informações podem ser vistas apenas por um mercado. Isso favorece que a exposição dos preços e produtos diferentes se adeque aos mercados e ao que a companhia oferece em cada destino. Um modelo de aeronave pode ter um tipo de serviço ou capacidade, mas o voo seguinte sair com um avião completamente diferente. “É uma exposição nunca vista antes. Além disso, a empresa pode vender ancillaries”. E ao oferecer essa exposição e esses ancillaries aos agentes, a Travelport garante que as empresas aéreas terão um incremento de vendas e um processo mais contínuo e amigável para os usuários.
DECISÃO É DA COMPANHIA “Cada empresa aérea coloca sua estratégia na plataforma da Travelport. Algumas, como a Delta, focam na ven-
da do assento, como a classe Comfort. Na Avianca, vimos algo diferente. Ela focou nas famílias de tarifas, cada uma oferecendo benefícios diferentes, de milhas a isenção de taxas”, exemplifica Chris Engle. É como usar um smartphone. Tem quem saiba usar bem e use todas as funcionalidades, tem quem se limite ao básico. Saber usar o Rich Content da melhor forma é um diferencial para cada companhia aérea. Na América Latina, além da Avianca Internacional e da Latam, também a Azul fechou com o Rich Content, mas apenas para a venda fora do Brasil. “É importante para a Azul expor seus produtos internacionais nos pontos de venda no Exterior”, diz Engle. O executivo estima que de 60% a 65% dos assentos aéreos ofertados nas Américas sejam de companhias aéreas que já assinaram ou estão implementando o Rich Content da Travelport. Ainda em inglês, o produto terá, até o fim do ano, opções de outras línguas, como o espanhol e o português. Os produtos do Grupo Latam já devem sair com essas duas alternativas de idioma. De acordo com Ian Heywood, os ancillaries mais vendidos são assentos diferenciados e franquia de bagagens, mas em terceiro cresce uma tendência: os pacotes de serviços de acordo com as famílias de tarifas. “As companhias aéreas desmembraram seus serviços e agora os agrupam novamente, oferecendo na lista de ancillaries”.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Travelport, com proteção GTA > Continua na pág. 12
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BANCODEDADOS
DESKTOP ATUALIZ ADO
Companhias com maiores receitas de ancillaries (2013)
O TRAVELPORT SMARTPOINT AGENT DESKTOP, NOVA TECNOLOGIA DE DESKTOP DO GDS, SOFREU SUA PRIMEIRA GRANDE ATUALIZAÇÃO e
agora inclui a possibilidade de vender carros e hotéis na mesma plataforma. Até então era preciso fazer dois processos diferentes. O Smartpoint também traz uma nova atualização do Rich Content & Branding (RCB), permitindo que os agentes acessem com facilidade a ferramenta, mesmo ainda usando a famosa tela verde dos GDSs. O Smartpoint promete fluxo de trabalho mais rápido e melhores funcionalidades, o que significa um aumento importante de produtividade e rentabilidade para as agências. “Toda companhia usa letras como códigos para definir uma classe específica, mas cada empresa aérea tem sua classificação. Em uma com-
ll 1 – United – US$ 5,7 bilhões ll 2 – Delta – US$ 2,5 bilhões ll 3 – American – US$ 2 bilhões Paulo Cesar Barbosa
panhia a classe Y pode ser diferente da outra, que também utiliza o mesmo código. Para isso, estamos inovando e trazendo imagens ao sistema. O RCB passa a ser híbrido, com gráficos e imagens”, destacou o gerente de Vendas Brasil da Travelport, Paulo Cesar Barbosa. O novo Smartpoint conta também com as famílias tarifárias, serviços auxiliares e assentos pagos integrados no mesmo fluxo de trabalho, inclusive o assento conforto da United Airlines. A última versão do Travelport Smartpoint inclui ainda classificações e comentários de hotéis do Tripad-
visor; o Trip Quote, que permite o envio de e-mail com cotações/opções de viagens direto do Travelport Smartpoint; e o Agent Alert, que funciona como um lembrete para que o agente ofereça um hotel quando a reserva de voo inclui pernoite. “O Travelport Smartpoint é o único GDS que possibilita às agências de viagens buscarem e reservarem os dois tipos de companhias aéreas (tradicionais e low cost) no mesmo fluxo, permitindo ao agente fazer uma comparação e oferecer a melhor opção para cada tipo de cliente”, finaliza Barbosa.p
ll 4 – Air France-KLM – US$ 1,7 bilhão ll 5 – Ryanair – US$ 1,68 bilhão ll 6 – Southwest – US$ 1,6 bilhão ll 7 – Easyjet – US$ 1,38 bilhão ll 8 – Lufthansa Group – US$ 1,28 bilhão ll 9 – Qantas – US$ 1,27 bilhão ll 10 – US Airways – US$ 1,1 bilhão Fonte: Ideaworks/julho 2014
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Entrevista
Iata de
portas abertas O VICE-PRESIDENTE REGIONAL DA IATA PARA A AMÉRICA LATINA, PETER CERDÁ (FOTO), QUE PARTICIPOU COMO DEBATEDOR DO CAPA AMERICAS AVIATION SUMMIT, EM Las Vegas, falou com exclusividade ao Jornal PANROTAS sobre a expectativa da Iata em relação ao Brasil, ao lançamento do NDC e à aproximação da associação com o trade.
JORNAL PANROTAS — Como está evoluindo a implantação do NDC? PETER CERDÁ — Com a aprovação da resolução que regulamenta o NDC e com apoio do governo americano, seguimos em frente e nosso foco hoje está na definição dos padrões de XML e nos testes com a indústria. A intenção é implementar o NDC (New Distribution Capability) em 2016, mas dependemos da adesão e rapidez das companhias aéreas e GDSs, que integrarão o produto para as agências. O NDC é um produto ganha-ganha para todos da indústria. Os passageiros terão mais transparência em relação ao que compram, as empresas aéreas promoverão seus produtos e ancillaries de forma inédita e os agentes terão uma variedade maior de produtos e serviços para vender.
JP — Há uma aproximação da Iata com o mercado no Brasil ou a intenção é manter-se uma entidade exclusivamente focada nas companhias aéreas? CERDÁ — Representamos as empresas aéreas, queremos facilitar o transporte aéreo em todo o mundo, mas também em parceria com outras entidades, como a Abear, no Brasil, as associações de agências e os aeroportos. O transporte aéreo é crucial para um país como o Brasil e gostaríamos que o governo entendesse isso e não visse a aviação somente como fonte fácil de dinheiro via impostos, taxas, tributos... JP — O senhor vê alguma evolução em relação a isso? CERDÁ — O Brasil e outros países precisam de regulamentação mais eficiente e de menos interferência do governo no transporte aéreo. Queremos manter os direitos dos passageiros, mas nem todo incidente é responsabilidade da companhia aérea. No Brasil há um mini tribunal em cada aeroporto. É preciso um equilíbrio na regulação, para que o sistema seja justo para passageiros e empresas aéreas. Por enquanto há muitas barreiras. O
combustível é um bom exemplo. O Brasil tem as maiores taxas, 14% sobre o combustível internacional, e isso em um país que produz o querosene de aviação. É desproporcional. Houve avanço da estrutura dos aeroportos, via concessões, mas a curto prazo ainda é um desafio. O Brasil pode se mirar em exemplos como Cingapura, China, Emirados Árabes e Panamá, países que veem a aviação como estratégica e cresceram bastante. São nações que trabalham juntamente com as aéreas e geraram companhias como Copa Airlines, Emirates, Singapore, Air China etc.
JP — A transferência de alguns serviços do Brasil para Miami não deixou a Iata mais distante do trade brasileiro? CERDÁ — Não. Pelo contrário. Transferimos algumas atividades de back office para Miami e o time no Brasil tem mais foco na relação com os clientes e o trade. A Iata quer forta-
lecer o sistema de distribuição. Estamos mais visíveis no Brasil agora.
JP — Como a Iata vê esse momento de crise no Brasil? CERDÁ — O Brasil está flertando com a recessão, mas sabíamos que não dava para continuar crescendo tanto como nos últimos anos. O que é bom, pois a infraestrutura já mostra sinais de gargalo. Continuamos otimistas com o Brasil, mesmo não crescendo tanto. JP — Como a Iata está lidando com o pedido do trade de dar mais garantias aos distribuidores quando uma associada sua quebra, como o caso da Pluna ou da BQB, que não quebrou, mas paralizou operações no Brasil? CERDÁ — Estamos sim desenvolvendo mecanismos para acompanhar melhor o fluxo de caixa e a saúde financeira dos associados Quando uma aérea quebra e é suspensa do BSP, toda a indústria é afetada, é um perde-perde.p
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SEMPRE A INFRAESTRUTURA UM DOS PAINÉIS DO PRIMEIRO DIA DO CAPA AMERICAS AVIATION SUMMIT TRATOU DA AVIAÇÃO NA AMÉRICA LATINA. SEGUNDO O MODERADOR ALEX DE GUNTEN, DA HEICO, DE 60% A 65% DO MOVIMENTO aéreo da região está concentrado em dois países: México e Brasil. Pelo que se ouviu dos painelistas, que incluíram o presidente do programa Tudo Azul, da Azul Linhas Aéreas, Alex Malfitani, e Marcelo Varella, ex-Latam e agora diretor de Desenvolvimento do Rio Galeão, a América Latina ainda é vista como região de crescimento e com otimismo, mas há problemas pontuais e conjunturais que preocupam. No Brasil, o grande problema parece ser (ainda) a infraestrutura. Segundo Malfitani, a Copa do Mundo e a Olimpíada são mais distrações que eventos que trarão benefícios, mas para a aceleração do processo de concessão de aeroportos foram importantes. Sem esses eventos, os avanços não teriam ocorrido. Peter Cerdá, vice-presidente da Iata para as Américas, concorda e vai além: “a longo prazo, teremos uma situação melhor no Brasil em relação a aeroportos, mas a curto prazo ainda são um problema”. O presidente do Tudo Azul citou ainda a demora do governo em fazer melhorias em aeroportos secundários (com isso a empresa deixou de operar em três cidades, ao trocar as aeronaves da antiga Trip por aviões maiores) e o excesso de capacidade em algumas rotas. “Nossos clientes mostram que querem que voemos para Estados Unidos, alguns países na Europa e Buenos Aires, mas não conseguiríamos uma operação rentável para a Argentina, pois há um excesso de oferta”, disse ele, ressaltando que a Azul vai concentrar esforços na Flórida e outros destinos americanos. Peter Cerdá usou de eufemismo para analisar a situação da Venezuela, que classificou como “muito delicada”. Em escala menor, o VP da Iata disse que a associação acompanha de perto o mercado da Argentina, mas que está otimista que as eleições deste ano tragam uma nova posição do país.
No México, a situação dos aeroportos também preocupa, com o governo prometendo um novo para a Cidade do México, mas com diversos outros destinos precisando de mais infraestrutura. A situação precária de aeroportos secundários e terciários, que serão importantes para que a América Latina dobre o número de passageiros até 2025, chegando a cerca de 500 milhões, é recorrente em diversos países, incluindo o Brasil.p
Os brasileiros Alex Malfitani (Tudo Azul) e Marcelo Varella (Rio Galeão), no debate sobre América Latina > Continua na pág. 14
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Aviação
Árabes X americanas.
Tem jeito?
AS COMPANHIAS AÉREAS AMERICANAS, LIDERADAS POR AMERICAN, DELTA E UNITED, TÊM RAZÃO EM PEDIR UMA REVISÃO AO ACORDO DE CÉUS ABERTOS ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E OS EMIRADOS ÁRABES E O CATAR? A alegação é que as empresas do golfo receberam bilionários subsídios governamentais e entram nos Estados Unidos atuando de forma predatória. Esse foi o tema do principal debate do Capa Americas Aviation Summit, com discussões acaloradas, mas opiniões firmes e relutantes. Não era o palco para mudança de posições. Já na plateia, muita gente formou seu conceito sobre o assunto. “Estamos concorrendo com países e não com empresas aéreas. Nosso problema não é com a Etihad, de quem somos parceiros, Qatar ou Emirates, e sim com a política de governo atrelada a subsídios a essas empresas aéreas”, disse o vice-presidente de Assuntos Governamentais da American Airlines, Will Ris. Para o conselheiro geral e secretário da Etihad Airways, Jim Callaghan, o pedido e a acusação não fazem sentido. “Não há provas de atuação predatória ou de prejuízo às companhias americanas. Nós voamos para desti-
Painel debateu se há necessidade de rever acordo de céus abertos
nos onde elas não querem voar. Trata-se de uma crítica a três concorrentes fortes e aí querem dizer ao governo que se trata de problema na política de céus abertos”, afirmou. Segundo Callaghan, as empresas árabes não receberam subsídios dos governos, e sim investimentos, como muitas companhias no mundo. “Já vi esse filme antes. Quando estava na Ryanair tam-
bém houve acusações, pois se tratava de uma empresa que ameaçava o modelo das tradicionais”. Participaram do debate, moderado por Kenneth Quinn, da Pillsbury Law, Lee Moak, da entidade Americans for Fair Skies (a favor das americanas), o vice-presidete e chief legal officer da Delta Air Lines, Ben Hirst, os já citados Will Ris e Jim Callaghan,
ARGUMENTOS AS AMERICANAS 1) A descoberta, em “lugares obscuros”, de relatórios que comprovariam subsídios dos governos árabes à Emirates, Etihad e Qatar Airways, as duas primeiras dos Emirados Árabes Unidos e a terceira do Catar. Segundo Ben Hirst, da Delta, a Qatar recebeu subsídios de US$ 16 bilhões e a Etihad de US$ 17 bilhões, com provas também de que a Emirates age como braço do governo. 2) As aéreas americanas concorreriam, devido aos subsídios, não com outras aéreas, mas com governos e políticas estratégicas de desenvolvimento de uma região. “Não sabíamos o nível de subsídio que era dado a essas companhias (por isso decidiram pedir revisão da política de céus abertos)”, afirmou Will Ris, que ainda considerou leviana a tese levantada pelo moderador de que as americanas queriam segurar as árabes até que melhorem seus produtos e possam concorrer de igual para igual. 3) “O consumidor adora um produto de qualidade a preço baixo. Mas a indústria não pode aceitar concorrência predatória”, foi uma das frases de Will Ris, que não quer que o problema chegue a “proporções maiores”.
pela AA e Etihad, vice-presidente da Fedex Express, Rush O´Keefe (claramente contra a revisão do acordo de céus abertos, o que poderia prejudicar o setor de cargas), e Roger Dow, da US Travel Association, e David Scowsill, do WTTC, ambos a favor da política de céus abertos e de Visa Waiver, reafirmando que seria um retrocesso fechar os céus americanos.p
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AS ÁRABES
Ben Hirst, da Delta, e Jim Callaghan, da Etihad
PELO TURISMO 1) O vice-presidente da Fedex diz que a empresa nem quer ouvir falar em rever o acordo de céus abertos. “Nós e a UPS somos as empresas americanas que mais operam no Golfo. A Fedex tem hub em Dubai, com 50 voos por semana. A Delta tem uma operação, a United outra... Os céus abertos são fundamentais para nosso negócios.” 2) “Não me interessa como os turistas chegam aos Estados Unidos, se com empresas árabes, africanas, europeias ou americanas. Também queremos mais turistas aqui, pois o governo já sabe que isso significa movimentar nossa economia, criar mais empregos, fortalecer nossas cidades. Queremos empresas americanas fortes, mas seria um retrocesso rever a política de céus abertos. Queremos mais facilidades e não entraves. Queremos o fim do visto para brasileiros, chineses e indianos...”, resumiu o pensamento da indústria de viagens e turismo o presidente da US Travel, Roger Dow. 3) Há um temor da indústria de outros países quererem rever seus acordos, gerando um atraso no crescimento do turismo nos Estados Unidos. 4) “Depois do 11 de setembro, os Estados Unidos perderam US$ 600 bilhões em receita por tratarem os visitantes como potenciais terroristas. Rever a política de céus abertos é retrocesso para uma indústria que gera milhões de empregos no país”, disse David Scowsill, do WTTC. 5) E os passageiros? Serão prejudicados caso as árabes tenham seu crescimento congelado nos Estados Unidos? O tempo dirá.p
1) O conselheiro da Etihad foi bastante enfático: “não recebemos subsídios. Isso é coisa de empresas dominantes temendo novos concorrentes”. Jim Callaghan ressaltou que Delta, United e American nao são apenas as três maiores empresas aéreas dos Estados Unidos, mas do mundo, controlando 50% da aviação global. “Os Estados Unidos têm 140 acordos de céus abertos, agora elas querem fechar as portas para quem ameaça sua hegemonia?”. 2) As empresas árabes atuariam em mercados e destinos ignorados pelas americanas e que ao chegarem aos Estados Unidos alimentam os voos domésticos das mesmas. “Por mês entregamos 25 mil passageiros às companhias americanas em voos domésticos. Onde está a evidência que prejudicamos essas empresas?”, perguntou o executivo da Etihad. 3) As americanas, segundo as empresas do Golfo, se beneficiam de ajuda governamental, como no Chapter 11, processo por que passaram todas as companhias americanas envolvidas, e que zera as dívidas das empresas em recuperação, além de permitir demissões e redução de salários. “Isso também é um benefício e não estamos aqui reclamando disso”, disse Callaghan. Veja posicionamento da Emirates na página 17.
16 Eventos
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> Karina Cedeño — Dubai (Emirados Árabes)
Crescimento das arábias QUANDO SE FALA EM DUBAI, É INEVITÁVEL QUE A IMAGEM DE PRÉDIOS MUITO ALTOS VENHA À MENTE. NÃO À TOA, JÁ QUE O BURJ KHALIFA, PRÉDIO MAIS ALTO DO MUNDO, SE ENCONTRA LÁ. E OBSERVAR A CIDADE DO 148° ANDAR NÃO DEIXA DÚVIDAS: há ainda muito terreno livre para novas construções. Uma delas, anunciada em setembro do ano passado, promete ocupar lugar de destaque, e não apenas de forma geográfica. Trata-se do maior aeroporto do mundo, que terá capacidade para 200 milhões de passageiros ao ano. O investimento de US$ 32 bilhões na obra fará com que cada vez mais Dubai seja associada a empreendimentos grandiosos, que não crescem apenas na vertical, mas em todas as direções do globo.
MAIS TRÁFEGO DE PASSAGEIROS
Corredores cheios durante a Arabian Travel Market
A expansão da cidade está relacionada, em grande parte, ao aumento no tráfego de passageiros. O Aeroporto Internacional de Dubai registrou, em março deste ano, aumento de 7,2% no número de passageiros, em relação ao mesmo período do ano passado.
Um total de 6,7 milhões de pessoas foi contabilizado pela operadora Dubai Airports neste período, contra os 6,2 milhões registrados no ano anterior. “Este crescimento nos coloca na rota para alcançar a meta de mais de 79 milhões de passageiros estipulada para 2015, reforçando nossa posição como o aeroporto mais movimentado do mundo para passageiros internacionais”, diz o CEO da Dubai Airports, Paul Griffiths. Ao mesmo tempo, o aeroporto Al Maktoum está perto de atingir seu limite e começará a ser expandido no final deste ano, com a ampliação do terminal de passageiros, que terá sua capacidade mais que quadruplicada. “Hoje, o aeroporto pode receber seis milhões de passageiros por ano, e com a expansão este número será ampliado para 26 milhões”, diz Griffiths. O projeto de expansão resultará na construção de novos 24 portões de embarque, sete locais de restituição de bagagens e 104 balcões de check-in. “Com o crescimento contínuo do tráfego de passageiros, a expansão torna-se necessária para acomodar as futuras demandas”, conclui o CEO da Dubai Airports. Nada mal para a cidade que espera receber 20 milhões de turistas até 2020, quando sediará a Exposição Universal.
MAIOR FEIRA DOS EMIRADOS De 4 a 7 de maio, Dubai foi palco da Arabian Travel Market, maior feira de turismo dos Emirados Árabes Unidos, que, este ano, contou com mais de 400 expositores (113 a mais do que o ano passado) e público superior a 23 mil visitantes. Mais de 86 países foram representados na ATM, que foi realizada no Dubai International Convention and Exhibition Centre, e os visitantes puderam participar de mais de 40 seminários e capacitações. Durante a maior parte do evento os corredores e estandes permaneceram lotados, e um anúncio sonoro teve de ser feito para que os visitantes deixassem o local após o término da feira.
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PROMOÇÃO Em meio ao evento, o CEO do Turismo de Dubai, Issam Kazim, afirmou que muitos países, principalmente na América Latina, não estão bem informados sobre a cultura local, e por isso o investimento em informação é uma prioridade para o turismo da cidade. “Por meio de mídias sociais e programas de TV, procuramos mostrar o quão seguro é viver em Dubai e a qualidade dos serviços de transporte, saúde e educação. Sabemos que, antes de trazer mais turistas para cá, é preciso identificar a necessidade de cada um deles. Alguns vêm por causa dos eventos, outros pela gastronomia, para fazer negócios. Ao identificarmos as necessidades de cada tipo de turista, passamos a focar nossas ações e conteúdos de marketing em função destas necessidades, para que possamos supri-las”, disse o CEO. O CEO do Turismo de Dubai, Issam Kazim
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Turismo de Dubai, com proteção GTA
NADA DE SUBSÍDIOS Também foi realizada, durante a ATM, conferência com o presidente da Emirates Airlines, Tim Clark. Ao ser questionado sobre as acusações feitas pelas norte-americanas United, Delta e American Airlines sobre possíveis subsídios recebidos do governo, Clark afirmou: “nunca do governo de Dubai nenhum tipo de subsídio ou tratamento especial. Se temos crescido cada vez mais e nos tornado uma das mais bem-sucedidas companhias aéreas da história, este mérito se deve ao fato de termos conseguido manter nossa rentabilidade”, afirma Clark. Ainda de acordo com ele, a resposta a tais alegações será dada no momento certo. “Há dois anos vimos recebendo este tipo de acusação. Então é justo que também tenhamos o nosso tempo para compilar a nossa resposta”, disse o presidente da Emirates.
Tim Clark
18 Política
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> Antonio Roberto Rocha, especial para o Jornal PANROTAS
Discurso afiado
O ministro Henrique Eduardo Alves: promessa de revolução no turismo
AS POSIÇÕES E DECLARAÇÕES DO MINISTRO DO TURISMO, HENRIQUE EDUARDO ALVES, LEMBRAM EM PARTE O INÍCIO DA GESTÃO DE WALFRIDO DOS MARES GUIA, primeiro titular da pasta e oriundo do setor de Educação, que também pesquisou e leu muito sobre a indústria, em busca de estratégias político-econômicas. Em menos de um mês no cargo (assumiu em 16 de abril), Alves começa a falar a linguagem do trade turístico. Diz que está aprendendo — e estudando muito — os pormenores do setor, assim como analisando alguns números. Ele se mostra fascinado com o segmento que, garante,
estará na agenda política, econômica e social do governo Dilma. Esta é, aliás, reforça o ministro, sua “missão” à frente da pasta. Ou seja: levar o turismo brasileiro para ações rápidas e efetivas. Algo que o ministério ainda não conseguiu. Resta aguardar. A reportagem do Jornal PANROTAS selecionou alguns itens para captar visões e posições do ministro, que tratou de temas óbvios a outros mais delicados.
HUB DA TAM NO NORDESTE “Não podemos deixar que isso se torne uma batalha. O Nordeste pre-
cisa estar sempre unido. Apesar de ser potiguar, não posso deixar de admitir nossas desvantagens em relação a Recife e Fortaleza no que se refere à questão portuária, que pesará muito na escolha, pois o hub também será de cargas. Recife tem Suape, um indutor de negócios. Fortaleza tem Pecém, que também movimenta bastante a economia cearense. Natal perde neste item, mas ganha na posição geográfica e na logística de distribuição. Só eu sei as críticas que sofri, já que fui o principal interlocutor do surgimento do Aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Muitos reclamaram que o
terminal é longe da capital potiguar, que os acessos não ficaram prontos, que não há sequer sinalização eficiente. É realmente lamentável que estes itens não tenham sido concluídos, mas o terminal está lá, amplo, moderno e com apenas 40% de sua capacidade operacional, além de uma estratégica área no entorno, para crescer nos próximos anos. A cidade de São Gonçalo do Amarante será, nos próximos anos, um exemplo de crescimento sustentado no Nordeste, justamente por meio da implantação de um aeroporto. Neste item, até mesmo por ser um parceria público-privada (PPP), o Rio Grande do Norte sai
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na frente. Há mais flexibilidade nos negócios quando a iniciativa pública está fora. Mas a análise é da Tam. Será técnica. O ministro do Turismo pode até torcer por Natal, mas politicamente, por exemplo, os concorrentes são mais fortes. Pernambuco tem mais de 30 deputados federais. O Rio Grande do Norte tem apenas oito. Vou me posicionar com a devida ética e aplaudir qualquer que seja a decisão do grupo Latam.”
EMBRATUR
tiça entre ambientalismo e desenvolvimento.”
RENAN CALHEIROS E VINÍCIUS LAGES “Nunca tivemos qualquer problema. Ele esticou até onde pôde a corda do Vinícius Lages, meu antecessor, porque sabe bem a importância do Turismo para a economia do Brasil. Renan [Calheiros] deu relevância ao Ministério de Turismo. Fez muito bem, nesse sentido. E Vinícius Lages é uma pessoa querida no MTur. E competente. Mas eu também vislumbrei esta pasta. E vou ser rápido nas ações
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e projetos, com o respaldo do Governo Federal. Em dezembro passado, para quem não sabe, o Eliseu Padilha, atual ministro da Aviação Civil, chegou a pensar no Turismo, mas eu fui convidado oficialmente, pouco antes do Natal, pela presidente Dilma Rousseff. Apenas pedi a ela, em uma lição de confiança e respeito, que por questão de moral e ética esperasse a conclusão de alguns relatórios. Ora... Estive umas três ou quatro vezes com diretores da Petrobrás para lutar pela refinaria do Rio Grande do Norte, que perdeu a obra para Pernambuco. Daí, houve quem associasse meu nome a certas ações que não valem nem a lembrança. A justiça imperou e minha
honestidade foi provada e comprovada. Aí foi esperar a nomeação, a partir de um convite formulado desde dezembro.”
REVOLUCIONAR
“Vou fazer a revolução do turismo brasileiro. Depois de 44 anos na Câmara dos Deputados, praticamente uma vida, onde cheguei, inclusive, a ser presidente, me sinto motivado no Ministério do Turismo. Nova vida e novos desafios. Vou me empenhar ao máximo e, junto com a presidente Dilma Rousseff, dar um novo ânimo ao turismo nacional, com ações rápidas e eficientes. Vocês verão.” p
“Não pode continuar sendo essa autarquia fechada, atada, que não permite sequer parceria com o empresariado. A Embratur não pode e não vai focar apenas no Exterior. Tem que trabalhar internamente também; tem que fomentar o turismo doméstico, o regional, ser o instrumento que o Ministério do Turismo precisa para facilitar, inclusive, convênios com a iniciativa privada.”
EXEMPLO DE GRAMADO “Gramado (RS) recebeu seis milhões de turistas no ano passado. Exemplo que deve ser seguido. Como eles trabalham bem; como captam e conquistam visitantes; como têm sempre uma novidade; como sabem fazer eventos. O Nordeste tem muito o que aprender com Gramado.”
IN T E R A Ç Ã O POLÍTICA “O Turismo tem de estar ligado a quase todas as pastas. É fundamental. Sem segurança, infraestrutura, saúde... não tem Turismo. Mas vale sempre lembrar: o Ministério do Turismo, por sua capilaridade e projeção econômica, tem de ser um dos principais ministérios do Brasil. E será.”
IBAMA
“Entendo que o órgão cuida do pulmão brasileiro, mas tem de haver regras claras. Em certos momentos, o empresário é considerado um devastador em busca de riqueza. Não é o caso. O investidor gera emprego e renda, paga imposto e faz o Turismo mais forte. É preciso haver maior equilíbrio e mais jus-
> Continua na pág. 20
20 Mercado
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> Alex Souza — Atlanta (Estados Unidos)
A imagem do Brasil A DELTA AIRLINES TEM INTERESSE EM SAIR DE ATLANTA COM OS VOOS CHEIOS PARA O BRASIL. A EMBRATUR TEM INTERESSE EM FAZER COM QUE O BRASIL RECEBA CADA VEZ MAIS TURISTAS NORTE-AMERICANOS. SE NO FIM DAS CONTAS AMBOS TÊM UM INTERESSE EM COMUM, por que não
Narciso Filho, do Consulado do Brasil em Atlanta, Luciano Macagno, da Delta, Miguel Jerónimo, da Embratur, Fabiana Xavier, da Câmara de Comércio Brasileira-Americana, Hermano Telles Ribeiro, cônsul do Brasil em Atlanta, e Ricardo Barros, cônsul adjunto
trabalharem em conjunto pelo objetivo final? Pois foi o que a companhia e o instituto fizeram há duas semanas, no consulado brasileiro de Atlanta, organizando um evento para cerca de 30 agentes de viagens da capital da Geórgia e de outras cidades da região, a fim de divulgar o Brasil e levar informação para que os agentes se interessem em colocar o País na prateleira. Porém, tendo em vista um suposto baixo conhecimento acerca do Brasil como um todo, o seminário preocupou-se, principalmente no caso da Embratur, em apresentar desde as informações mais básicas, como os aspectos geográficos, ecossistemas e as principais capitais, até a infraestrutura turística, com dados da malha aérea internacional e da hotelaria. O gerente do escritório da Embratur em Nova York, Miguel Jerónimo, que também cobre o Estado da Geórgia, apre-
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Consulado brasileiro recebeu cerca de 30 agentes de viagens
sentou vídeos, argumentos para a venda do Brasil (gastronomia, história, cultura, arquitetura, povo etc) e focou bastante nos preparativos do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016. O executivo destacou também a imagem positiva deixada pelo País com a Copa do Mundo. “Dos visitantes internacionais que estiveram no Brasil para o torneio, 61% viajaram pela primeira vez e 95% afirmaram que gostariam de retornar”, disse. “Surpreendeu o fervor dos americanos pelo futebol, visto que eles foram os turistas que mais gastaram e permaneceram no Brasil – 15 dias, dois a mais que a média”, acrescentou. De acordo com o executivo, a maioria dos cidadãos dos Estados Unidos conhece bem pouco o Brasil. Para alguns, as informações restringem-se a Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e São Paulo. “Os operadores não têm outros produtos, por isso há um esforço para divulgar os mais diversos Estados. Na WTM Latin America nós nos reunimos com muitos deles para saber o que eles querem promover”, afirmou Jerónimo.
DELTA/GOL
Diretor geral da Delta no Brasil, Luciano Macagno apresentou os produtos e as opções de voos da companhia para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Ele destacou bastante a parceria com a Gol, responsável por distribuir parte dos passageiros que chegam ao País nos voos da aérea. Antes de abordar a parceria, no entanto, Macagno fez uma pergunta que em parte comprovou a tese de que os presentes pouco conheciam do Brasil e de seus players. “Alguém aqui sabe o que é a Gol?”, questionou. Apenas dois ou três agentes levantaram a mão, sendo um deles brasileiro, com agência há mais de dez anos em Atlanta. Macagno então apresentou a compa-
Perdendo para Argentina VIVENDO NOS ESTADOS UNIDOS HÁ MAIS DE DEZ ANOS, A BRASILEIRA CAROLINE NAKAO EISEMAN POSSUI UMA AGÊNCIA DE VIAGENS EM ATLANTA VOLTADA AO MERCADO DE LUXO. SEGUNDO ELA, MUITOS DOS CLIENTES DA VIP TOUR “interessa-
dos inicialmente em viajar ao Brasil, acabam trocando o País pela Argentina em função do processo para a obtenção do visto. Carolina diz que, hoje em dia, uma parte dos americanos está comprando mais em cima da hora, e a demora na emissão do visto acaba não sendo compatível com este comportamento. “O problema não é nem a taxa de US$ 160, mas sim o processo todo. No caso da Argentina, basta preencher um formulário on-line, pagar e entregar o comprovante no aeroporto”, disse após
nhia brasileira, destacando os principais produtos, como os assentos Gol +, bem como a ampla malha da aérea, o share de mercado e a importância da companhia para o desenvolvimento da indústria de viagens do Brasil.
VISTO É EMPECILHO O cônsul brasileiro em Atlanta, Hermano Telles Ribeiro, apontou o visto como um dos principais empecilhos ao crescimento do fluxo de viajantes dos Estados Unidos ao Brasil. De acordo com ele, há
Caroline Nakao, brasileira com agência em Atlanta
o seminário da Embratur e Delta. “Meus clientes não entendem isso [a obrigatoriedade do visto] e dizem
uma questão cultural que dificulta o entendimento do norte-americano em relação à obrigatoriedade da autorização. “O desafio é distinguir do México, para onde eles têm acesso bem simples. Muitas vezes o americano compra tudo para viajar ao Brasil e se surpreende quando chega ao aeroporto e é informado sobre a necessidade do visto”, explica Ribeiro, acrescentando que, mesmo diante da celeridade do consulado de Atlanta, que segundo ele chega a emitir o visto no mesmo dia do pedido, caso ele seja presencial, o norte-americano muitas vezes se sente desestimulado a
que, se soubessem antes, nem teriam tido o interesse em viajar ao Brasil”, finaliza.
viajar ao Brasil em função do visto. Para os Jogos Olímpicos do ano que vem, no entanto, o cônsul prevê uma alta demanda proveniente dos norte-americanos. Ricardo Barros, cônsul adjunto em Atlanta, estima em 120% o crescimento de vistos emitidos pelo consulado de Atlanta para a Copa do Mundo. “Para a Rio 2016 vai depender de como será feita a distribuição dos ingressos”, analisa, sem cravar uma previsão de incremento. “Mas deverá ser algo semelhante à Copa do Mundo.”p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Delta Air Lines
22 Cartões de assistência
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
> Danilo Alves
Expandindo assistência COM MAIS DE 13 ANOS NO MERCADO DE SEGURO E ASSISTÊNCIA, A FLYCARD CONVIDOU, NO ÚLTIMO DIA 7, CERCA DE 200 PROFISSIONAIS DO TURISMO PARA UM JANTAR DE RELACIONAMENTO NA CHURRASCARIA FOGO DE CHÃO. Segundo a empresa, os escolhidos foram responsáveis pelo crescimento da companhia em São Paulo. Durante o encontro, os diretores da Flycard comentaram sobre a parceria com a QBE Brasil, iniciada no segundo semestre de 2014, e também dos planos de expansão em outras regiões do País. Segundo o diretor Rafael Kother, o acordo com a QBE Brasil tem como principal objetivo aliar o conhecimento sobre o mercado brasileiro de assistência em viagem a um grupo segurador internacional, aprimorando produtos e serviços oferecidos. Sendo assim, as apólices de seguros do Flycard passaram a ser de responsabilidade da QBE Brasil, como orienta a nova legislação publicada em outubro pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que deverá ser seguida a partir de setembro deste ano por todas as empresas que atuam neste ramo. “As despesas médicas, hospitalares e odontológicas passam a fazer parte das coberturas obrigatórias que deverão ser oferecidas aos consumidores na contratação do seguro-viagem para o Exterior. Nas viagens nacionais, essa cobertura será opcional”,
PLANOS DE EXPANSÃO
Os diretores da Flycard: Rafael Kother, Zeca Pitrez e João Paulo Stelczyk
explica o CEO da QBE Brasil, Raphael Alexander Swierczynski. Segundo ele, todos os produtos comercializados pela Flycard já estão cobertos pela QBE. “Somos uma das primeiras empresas a atuar dentro da nova legislação. Isso reflete o nosso compromisso de entregar um excelente produto”, completou Zeca Pitrez, também diretor da Flycard. De acordo com os executivos, o seguro viagem tinha apenas duas coberturas obrigatórias, nos casos de morte e invalidez permanente, que não atendiam plenamente as necessidades dos consumidores. Além das despesas médicas e hospitalares, que agora passam a ser oferecidas, a resolução determina ainda que, nos casos de viagem ao Exterior, o seguro deverá cobrir também a volta do consumidor
em caso de impedimento de retorno como passageiro regular. Segundo Swierczynski, o acidente com um balão na Turquia, no ano passado, gerou uma exposição muito grande e despertou nas pessoas a necessidade em ter um bom seguro-viagem. “Quem não sabia o que era um cartão de assistência, agora já sabe. E quem comprava uma cobertura mais baixa, hoje compra um produto premium”, disse ele, completando que o vendedor precisa prestar uma consultoria completa no ato da compra de uma viagem. “O agente de viagens tem que saber distinguir uma assistência na Argentina e outra na Europa ou nos Estados Unidos, onde os custos são altíssimos. Não se justifica mais o cliente viajar sem um bom seguro”, opina.
Além do Rio Grande do Sul, a empresa mantém um escritório na capital paulista, situado na rua da Consolação e sob a diretoria de João Paulo Stelczyk. Segundo os diretores Flycard, o próximo passo é abrir uma filial no Rio de Janeiro e, em seguida, Belo Horizonte. As aberturas estão previstas para este ano ainda. Em seguida, a empresa se concentrará em expandir sua cartela de clientes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. A meta dos diretores é manter, em 2015, o crescimento de 25% registrado no ano passado. “Mesmo com um primeiro trimestre complicado, nós mantivemos os mesmos resultados de 2014 no período. Em um comparativo, não tivemos lucro e prejuízo. Ficou igual”, assegurou Kother. “Precisamos ressaltar também que de janeiro a março, a Flycard realizou uma série de investimentos em estrutura organizacional e comercial”, completou João Paulo. Para 2015, a companhia promete também participar das principais feiras do setor e focar ainda mais em capacitações e workshops, que deverão destacar os diferenciais da Flycard em relação aos concorrentes. “Além disso, em parceria com a QBE Brasil, vamos trabalhar em inovações do produto, aumento de coberturas e assistência sob medida. Será um ano movimentado para a Flycard e para os seus clientes de todo o Brasil. Inovação é a nossa palavra-chave”, concluiu. Site: www.flycard.com.brp
Flashes E n c o n t ro F l y c a rd
23
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2
1
4
5
3
6 7
1 Zeca Pitrez, da Flycard, com Norton Luiz Lenhart, da Chopp Stubel (Porto Alegre) 2 Luciano Bispo, Pitrez, Tufi Furtado, Cleber Mariano, Rafael, Rodrigo Almeida e João Paulo, todos da Flycard 3 Marines Botter, da Flytour Business Travel, Ricardo Riso, da Arrow Turismo, e Elias Latuf, também da Flytour 4 João Vendrameto e Oziel Lima, da Congonhas Travel 5 Sérgio Almeida e Jeferson Munhoz, da rede Bourbon, e Eduardo Bueno, da Personal Travel 6 Clovis Ruiz, da Discover the World, e João Paulo 7 Pedro Sorrentino, da Avianca, entre João Paulo e Rafael 8 Anderson Jerônimo e Fábio Duque, da ARQ Transportes, e Claudir Guth, da Frei Guth Consultoria, com Rafael 9 Elói de Oliveira, da Flytour, entre Rafael Kother, João Paulo Stelczyk e Zeca Pitrez, da Flycard
9
10
8
11
12
13
10 Paulo Barbosa, da Travelport, com Raphael Swierczynski, da QBE, Kother e Pedro Gutemberg, também da QBE Brasil 11 Zeca Pitrez e Rafael Kother, da Flycard, com Swierczynsk e Stelczyk 12 Domingos Amorim, da Flytour, e Miguel Collodoro, da Arrow Turismo 13 Swierczynski fala das novidades que a Flycard e a QBE Brasil deverão anunciar nos próximos meses
26 Mercado
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
> Diego Verticchio
Predomínio europeu DÓLAR ALTO, HOTELARIA CARA, PROBLEMAS AEROPORTUÁRIOS, FALTA DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA E ECONOMIA EM CRISE. PROBLEMAS E INCERTEZAS RECORRENTES DO PAÍS QUE, ANO APÓS ANO, voltam à tona e estão sendo cada vez mais sentidos. No Turismo, o preço está sendo pago com a redução de eventos corporativos pelo Brasil, segmento que gera uma receita bilionária para a economia nacional. Segundo a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), somente na cidade de São Paulo acontecem cerca de 803 eventos e feiras de negócios por ano, e reúnem 77,5 mil expositores de todos os segmentos, sendo visitados por mais de oito milhões de profissionais. Os expositores investem R$ 8,9 bilhões em espaço, serviços, logística, gastos, entre outros. Em 2014, o País recebeu pela primeira vez mais de seis milhões de turistas estrangeiros – número conquistado com a ajuda da Copa do Mundo. No entanto, o segundo maior evento esportivo do planeta fez com que o Brasil deixasse de receber importantes eventos internacionais. O resultado foi uma queda no ranking da International Congress & Convention Association (Icca), principal entidade responsável por aglutinar empresas e associações responsáveis pela
Paris lidera o ranking das cidades que mais recebem eventos no mundo
Icca na última semana, o Brasil é hoje o décimo país no ranking, com 291 eventos contabilizados em 2014. Em 2012, o Brasil chegou a sua melhor colocação (sétimo lugar), posição que manteve em 2013, quando recebeu 360 eventos. No ano passado a Icca contabilizou 315 eventos, fazendo com que o País ocupasse a nona posição. “Um avan-
organização de eventos considerados internacionais. A Icca divulga anualmente o número de eventos realizados no ano anterior por uma cidade e país com base em critérios, como a rotatividade entre ao menos três países, a participação mínima de 50 pessoas e a periodicidade, entre outros. Segundo os dados apresentados pela
Ranking mundial: número de eventos por país RANKING
PAÍS
EVENTOS
1
Estados Unidos
831
2
Alemanha
659
3
Espanha
578
4
Reino Unido
543
5
França
533
6
Itália
452
7
Japão
337
8
China
9 10
RANKING
PAÍS
ço importante para recuperar posições na Icca é o novo modelo de gestão e atuação da Embratur, que está em discussão. A ideia é melhorar a integração multissetorial, o que deve ser viabilizado por uma estrutura menos burocrática e mais ágil do ponto de vista de negócios e promoção do turismo”, afirmou o novo ministro do Turismo, Henrique Alves, sobre transformar a Embratur em uma agência de promoção, seguindo modelos adotados em países como Reino Unido, por exemplo.
OS LÍDERES EVENTOS
11
Áustria
287
12
Canadá
265
13
Austrália
260
14
Suécia
238
15
Portugal
229
16
Suíça
226
17
República da Coreia
222
332
18
Argentina
191
Holanda
307
19
Turquia
190
Brasil
291
20
Bélgica
187 Fonte: Icca
O comando segue sendo europeu. Embora os Estados Unidos tenham mantido a liderança no ranking com 831 eventos, seis países da Europa estão entre os dez primeiros. Os top 10 são: Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Reino Unido, França, Itália, Japão, China e Brasil. Quando o assunto são cidades que mais receberam eventos internacionais em 2014, a presença europeia é ainda mais forte entre os dez primeiros: Paris, Viena, Madri, Berlim, Barcelona, Londres, Cingapura, Amsterdã, Istambul e Praga. Um dado que chama atenção no ranking é que os Estados Unidos mantiveram a liderança com uma política de descentralização dos eventos.
27 Nova York, por exemplo, foi a cidade norte-americana que mais recebeu eventos “padrão Icca”, com 53 congressos catalogados, ocupando apenas a 47ª posição e ficando atrás de cidades como Budapeste, Bangcoc, Santiago, Buenos Aires e da dobradinha brasileira São Paulo e Rio de Janeiro, que ocuparam, respectivamente, as 34a e 35a posições. Entre as cidades da América Latina e América do Norte, Buenos Aires continua sendo o destino principal para eventos, seguida por Santiago e São Paulo. Com exceção de Buenos Aires, que manteve a mesma posição, as cidades chilena e brasileira tiveram saltos no ranking em comparação com o número de eventos realizados em 2013. Enquanto a capital chilena passa a ocupar a segunda posição (em 2013 era a sétima), a capital paulistana pulou do quarto lugar para a terceira posição. Sede da final da Copa do Mundo e também da Olimpíada, o Rio de Janeiro caiu da segunda para a quarta e hoje ocupa a posição junto com Lima. Em comum, Buenos Aires, Rio de Janeiro e São Paulo tiveram menos eventos contabilizados em 2014. “As principais cidades brasileiras tiveram menos eventos. Captar eventos é cíclico, um ano é diferente do outro e por conta da Copa do Mundo isso fica mais evidente. Um evento como a Copa faz com que o custa de uma cidade suba. O Rio, por exemplo, ‘entregou a cidade’ à Fifa. O Riocentro ficou reservado à organização”, disse o diretor-executivo do Rio Convention & Visitors Bureau, Michael Nagy, que segue realista. Este ano está sendo uma incógnita, não só para nós, do Rio CVB, como para todos os setores do turismo, seja aqui no Brasil ou no mundo. Nosso foco é para a partir de 2017, quando não haverá mais esses grandes eventos e vamos aproveitar que a cidade estará preparada e criaremos novos negócios”, aposta. Entre as cidades brasileiras, Brasília e Foz do Iguaçu (PR) dividem a terceira posição, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro. As duas cidades tiveram registrados 16 eventos pela Icca em 2014 e estão sendo seguidas de perto por Salvador, que teve contabilizados 14 eventos pela entidade. O ranking da Icca revela ainda que os principais eventos internacionais no País acontecem em São Paulo, no Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste, como Natal, Recife, Fortaleza e a já citada Salvador. As exceções são Brasília e Foz do Iguaçu.
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
Ranking mundial: número de eventos por cidade RANKING
CIDADE
EVENTOS
RANKING
CIDADE
EVENTOS
1
Paris
214
8
Amsterdã
133
2
Viena
202
9
Istambul
130
3
Madri
200
10
Praga
118
4
Berlim
193
5
Barcelona
182
6
Londres
7
Cingapura
...
...
34
São Paulo
66
166
35
Rio de Janeiro
64
142
35
Lima
64 Fonte: Icca
28
SurFACE
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Da esquerda para a direita, executivos Flytour Viagens: Marcos Pessuto (gerente de Produtos Nacionais), Daniel Firmino (diretor de Produtos Nacionais e Operações), Emerson Amaral (diretor geral), Andre Rossi (diretor geral da operadora em Minas Gerais), Michael Barkoczy (presidente), Barbara Picolo (diretora de produtos Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Ásia e Oceania) e Juventino Netto (gerente de Produtos Europa)
Contratação
Com mais de 30 anos de experiência no segmento de turismo, tendo passado por empresas como CVC e Visual, André Rossi agora integra a equipe da operadora Flytour Viagens, como diretor geral para o Estado de Minas Gerais. Com a contratação, a Flytour Viagens passa também a ter um escritório exclusivo em Belo Horizonte.
Sidney Alonso, da Avant Garde
Contrato histórico
A Avant Garde, fundada e presidida por Sidney Alonso, firmou o seu maior contrato de representação. A empresa passa a representar a Destination Asia para todas as operações de lazer e Mice no Japão, Tailândia, Cingapura, Vietnã, Laos, Camboja, Mianmar, Malásia e Indonésia, com exclusividade para o Brasil, a Argentina, o México e Uruguai. Com a chegada da Destination Asia, o portfólio da Avant Garde salta para 36 países. Por conta disso também, a Avant Garde está aumentando os seus escritórios em São Paulo Paulo e Buenos Aires, com a contratação de novos profissionais (dois aqui e um na Argentina). Interessados devem enviar currículo para salonso@ avantgardeluxe.com.br.
O CEO América do Sul da Accor, Roland de Bonadona, com sua filha, Emilie, pouco antes de entrarem na Igreja São José, no Jardim Europa, na capital paulista, local da cerimônia religiosa dela com o chef e empresário Renato Haddad
Casamento Foto: divulgação
O CEO da Accor para as Américas, Roland de Bonadona, teve no último dia 8 um dos dias mais emocionantes de sua vida. Isso porque o dirigente levou ao altar da Igreja São José, na região dos Jardins, em São Paulo, sua filha, Emilie. Ela, que trabalha na área de Desenvolvimento da Accor, se casou com o chef e empresário Renato Haddad. Emilie e seus pais, Roland e Brigitte de Bonadona, e Renato e seus pais, Renato Waldomiro Haddad e Maria Ângela Caldas, celebraram o casamento no hotel Novotel Morumbi.
Ponto a ponto Antonoaldo Neves, da Azul, com Flavia Light, da Disney, David Neeleman, também da Azul, e Patrick Yvars, da Disney
Azul Viagens é Disney
A operadora Azul Viagens faz parte agora do grupo de selecionados da Disney no Brasil. Com isso, a empresa da Azul Linhas Aéreas passa a vender de forma direta ingressos para os parques temáticos, hospedagem nos hotéis Disney, cruzeiros, planos de refeições, entre muitos outros produtos. “Estamos muito felizes em poder oferecer aos nossos clientes as melhores condições para a compra de todos os produtos da Disney. Em breve, além de ampliarmos os voos diretos ligando Campinas (SP) a Orlando, colocaremos em operação também voos a partir de Belo Horizonte. Dessa forma, poderemos levar ainda mais brasileiros para a Disney, que é uma dos destinos mais procurados por pessoas de todas as idades”, afirma o diretor da Azul Viagens, Marcelo Bento.
O filho do diretor da Etihad Airways no Brasil, Christophe Didier, Vitor Didier, está de volta ao convívio familiar. O jovem ficou internado quase um mês após ser esfaqueado em assalto no Rio. A presidente Dilma Rousseff afirmou que fará viagens regulares ao Rio de Janeiro para acompanhar os preparativos e a organização dos Jogos Rio 2016. Faleceu no último dia 12 Jesus Piñeiro, pai de Carlos Vazquez, da Esferatur.
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20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
Blog virou livro
O vice-presidente regional da Royal Caribbean, Ricardo Amaral, lançou no último dia 7, em São Paulo, seu segundo livro, o Blog Navegando (o primeiro, Cruzeiros Marítimos, é referência no setor). Amaral compilou os posts de março de 2010 a abril de 2014, quando foi titular do blog Navegando, do Portal PANROTAS. Além do registro histórico de uma época importante para os cruzeiros marítimos, o livro é uma reunião de boas histórias, dicas, análises, alertas e da paixão de Amaral pela indústria de cruzeiros e o ato de navegar. “Foi uma experiência única assistir com destaque e como protagonista o desenvolvimento dos cruzeiros no Brasil e no mundo. E acompanhar a relação entre economia, política, distribuição, evolução tecnológica e tantos outros elementos que determinaram as mudanças desse segmento”, escreveu o autor na apresentação. Professor e ex-presidente da Abremar, Ricardo Amaral teve a iniciativa de fazer a publicação e doar 100% da arrecadação com venda para a Fundação Make a Wish, que esteve representada pela CEO Claudia Lombardi.p
Paulo Zibul e Wilson Teles
Novo VP
A consolidadora Rextur Advance anunciou a contratação de Paulo Zibull para a vice-presidência administrativa e financeira. Vindo do Pão de Açúcar, o profissional é pósgraduado em Administração Industrial e Tecnologia da Informação pela USP e acumula passagens por multinacionais como GM, Scania e Femsa (CocaCola). Em comunicado, a consolidadora destaca que o novo VP assume também os departamentos tributário, jurídico, de Recursos Humanos, Contabilidade e Controladoria. Com a chegada de Zibull, Wilson Teles, há 23 anos na empresa, assume a diretoria financeira, sendo responsável pela tesouraria, crédito e cobrança, contas a pagar, contas a receber e reembolso. “Estamos implementando uma estrutura funcional, acompanhando as melhores práticas na área financeira, com importantes avanços em nossa estrutura organizacional”, explica o presidente executivo da Rextur Advance, Marcelo Sanovicz.p
Ricardo Amaral com Guillermo Alcorta e Artur Luiz Andrade
INFORME PUBLICITĂ RIO
Palm Beaches .................................................. 32 Loews Miami .................................................... 34 Aventura Mall .................................................. 35 Starwood............................................................ 36 Hollywood .......................................................... 38
Sea World .......................................................... 39 Hertz International........................................ 40 Disney Destinations ...................................... 41 South Florida Marriott ................................. 42
32
Destinos
INFORME PUBLICITÁRIO
20 a 26 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS
Palm Beach além da praia
A CAPITAL DO GOLFE E DA CULTURA TAMBÉM FAZ BONITO EM OUTRAS ATIVIDADES. OS 12 DISTRITOS DE COMPRAS DE PALM BEACH FAZEM DO CONDADO DA FLÓRIDA O PARAÍSO DE SHOPAHOLICS
(os que amam comprar). Entre butiques de design e roupas de marcas famosas, passear por estes complexos é descobrir cafés bacanas, restaurantes charmosos e a pulsante vida noturna da região. As galerias abertas entre jardins tro-
picais da centenária Worth Avenue pedem tempo para serem apreciadas, afinal, abrigam mais de 200 lojas de marcas exclusivas. Se as mais de 100 lojas do centro de West Palm Beach não o fisgarem, a arquitetura deste distrito certamente
irá. Em Palm Beach Gardens, lojas de grifes refinadas combinam com as de departamento. Se deixe levar pelos empreendimentos luxuosos para curtir dias divertidos e noites agitadas no destino do momento na Flórida. p
EAU PALM BEACH
A felicidade reina neste universo particular em forma de resort cinco estrelas. Para garantir que sua estada seja plena, o designer Jonathan Adler está reformulando todos os espaçosos quartos do Eau Palm Beach, mantendo o estilo de luxo casual e o fator “uau”. A paleta de cores que dita os tons da decoração é inspirada na água e no sol, com tons de azul e amarelo. Ao entrar no quarto, você será recebido por um sentimento de frescor, sentindo-se realmente em uma luxuosa casa na praia. Aproveite o atendimento impecável e as áreas comuns: são duas piscinas, três quadras de tênis, spa e uma gama de atividades especialmente selecionadas para jovens, crianças e famílias em férias.p
RAPIDS WATER PARK
Renove o sentido de diversão nas alturas no maior parque aquático da Flórida. Sua família pode escolher entre as 35 atrações molhadas no parque que oferece dias inteiros de diversão para todas as idades. As atrações são muitas: simulador de ondas Flow Rider, tobogãs super rápidos com quedas de até sete andares e passeios calmos ou de fazer o coração disparar. Ainda este ano, os pequenos podem aguardar uma nova área exclusiva sob o sol, onde um balde gigante derramará água de tempos em tempos, garantindo que todos saiam ensopados. Para tornar a experiência ainda mais especial, fique em uma das cabanas privativas que acomodam até seis pessoas.p
PALM BEACH OUTLETS
O maior destino de compras para o mercado brasileiro merecia um empreendimento como o Palm Beach Outlets. São mais de 100 lojas das marcas mais desejadas do país, com descontos de até 70%. Suas portas foram abertas neste ano, em West Palm Beach, e o mall tem dado o que falar. As centenas de árvores fazem sombras providenciais sob o sol do sul da Flórida, conferindo um ar de parque ao shopping a céu aberto. A caminhada pelos corredores largos comprova que há algo para cada pessoa dentre as lojas, com grande abrangência de estilos e idades. Se comprar sem parar é seu foco, as redes de fast food da praça de alimentação serão perfeitas para repor as energias. Aos que precisam apreciar as refeições com muito mais calma, há também boas opções de restaurantes para se comer bem.p
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INFORME PUBLICITÁRIO
Hotelaria
Família e requinte
COMBINANDO LUXO COM O AMBIENTE BEIRA-MAR, O LOEWS MIAMI BEACH OFERECE AOS HÓSPEDES O melhor dos dois mundos pelas belezas de South Beach. Os 790 quartos, incluindo 52 suítes e duas presidenciais – todas com wi-fi – garantem o conforto e o espaço necessários para uma família se sentir em casa. A piscina com vista para o mar, com direito a um concierge especial e uma butique exclusiva, além de diversas atrações aquáticas, estão disponíveis para adultos e crianças. Os pais podem aproveitar petiscos e drinks inspirados no Mediterrâneo no bar Nautilus, enquanto as crianças fazem novos amigos e se divertem no Sobe Kids Camp. O luxo de St. Tropez está presente no Soak Cabanas, onde as famílias podem relaxar ao lado da piscina em cabanas equipadas com um deck a céu aberto, controle climático interno, serviço de concierge individual e muitas outras opções que variam de acordo com a cabana escolhida. O Loews Miami Beach Hotel está situado no centro do Art Deco District, próximo à Lincoln Road e à famosa Ocean Drive, onde o hóspede conta com diversos locais para visitar. Museus, centros culturais, casas de shows e parques com grandes áreas verdes são apenas alguns deles. No Lure Fishbar, novo restaurante do hotel, os visitantes têm no cardápio um novo conceito em frutos do mar e peixes, vindo diretamente do Soho, em Nova York, e trazendo o chef e parceiro Josh Capon. Bufês de sushi e outras comidas cruas estão entre as opções destacadas pelo Loews, além de aperitivos e entradas assinadas por personalidades do famoso bairro de Nova York. Para mais informações sobre o Loews Miami Beach Hotel, ligue para 305-604-1601 ou visite loewshotels.com/miami.p
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Compras
Rico em lojas UMA DAS CINCO ATRAÇÕES MAIS VISITADAS DE MIAMI, O SHOPPING CENTER AVENTURA MALL JÁ É CONSIDERADO UMA JOIA DO SUL DA FLÓRIDA. SEIS GRANDES LOJAS DE DEPARTAMENTO ANCORAM O LOCAL, QUE AINDA conta com butiques de luxo e mais de 300 marcas mundialmente conhecidas. Além disso, os visitantes têm cerca de 12 opções para alimentação e as salas de cinema da AMC Movie Theatre, com telas gigantes e tecnologia Imax. Entre as atrações do local está a segunda maior loja da Louis Vuitton Maison nos Estados Unidos e a Cartier. A butique, conhecida por sua herança de joias finas, recebe os hóspedes com lustres de tirar o fôlego e uma coleção impressionante. Outras opções de compra são unidades da Fendi, Tiffany & Co, Bally, Tory Burch, Burberry, Emilio Pucci, Breitling, Rolex, Ulysse Nardin, Omega, Tag
Heuer, Mont Blanc e, claro, muitas outras. Além disso, a Bloomindales apresenta espaços exclusivos das marcas Prada, Dior, Fendi e Gucci. Já a Nordstrom oferece acesso a cobiçadas marcas como Chanel, Valentino e Ferragamo. Com mais de 29 milhões de visitantes por ano, o shopping apresenta também o Turnberry for The Arts, uma experiência artística que exibe obras contemporâneas de renomados artistas internacionais em um espaço expandido. Há ainda serviços como o recém-criado Visitor Center (Centro de Visitantes), da Mastercard, que disponibiliza guias aos clientes, além do programa de recompensas do Aventura Mall, que oferece aos viajantes internacionais descontos e promoções especiais em mais de 80 lojas. Para mais informações sobre o Aventura Mall, acesse www.aventuramall.com ou envie e-mail para sylvia.leimann@ keypartners.com.br.p
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Hotelaria
Estilo Starwood W FORT LAUDERDALE
ST. REGIS BAL HARBOUR
Com foco em design, arte e moda, o resort apresenta-se como um roteiro internacional de fuga para a vibrante energia de Miami. As 227 suítes elegantemente decoradas, assim como as 292 residências, situadas em três torres de vidro com 27 andares cada, trazem o charme do hotel, que ainda conta com um Remède Spa de 14 mil metros quadrados, um J&G Grill inspirado pelo renomado chef Jean-Georges Vongerichten e o exclusivo serviço St. Regis Butler. O design interior do St. Regis Bal Harbour é outra atração à parte. Assinado por Yabu Pushelberg, a decoração do resort é uma verdadeira obra de arte, desde as suítes até o lobby do hotel, com vistas panorâmicas à beira-mar. Diversos espelhos podem ser encontrados ao longo das dependências do local, sendo o do teto um dos principais atrativos, e dando um ar de expansão ao ambiente. Apostando em um estilo contemporâneo, o St. Regis coloca em evidência sua extensa coleção de arte, com obras de artistas como Sawada Hirotoshi, Candida Hofer, Santiago Rubino e diversos outros. Destaca-se ainda o mural em grafite de Rubino, artista local de Miami, que criou o “Olho das Estrelas”, no centro do St. Regis Bar, e a marca registrada do resort com o icônico King Cole Mural, de Maxfield Parrish.p
O W Fort Lauderdale Hotel anunciou a chegada de Kristiann Galati como o novo diretor de Vendas e Marketing. Com o objetivo de reposicionar a marca entre os hotéis de luxo, Galati chega com mais de 20 anos de experiência no mercado. Nos últimos 14 anos, trabalhou com hotéis em diversas regiões, incluindo Nova York Union Square, San Francisco, Hollywood e Washington DC. “Esta é uma nova jornada que estou ansioso para começar, junto a essa equipe incrível do W Fort Lauderdale”, disse o novo diretor. “Planejo incorporar minha experiência profissional e me dedicar ao máximo para melhorar ainda mais os serviços ultra-chic da rede”, completou Galati.p
THE WESTIN CAPE CORAL RESORT
W SOUTH BEACH HOTEL
Com as maiores suítes de South Beach, o W South Beach Hotel aposta em uma arquitetura orgânica e de design luxuoso, colocando serviços exclusivos e belas paisagens para os hóspedes. O luxo da marca traz ainda os chuveiros de mármore Cippolini e produtos Bliss, além da famosa cama W. No spa Bliss, com mais de sete mil metros quadrados, os visitantes poderão contar com tratamentos com os produtos da marca. Já o famoso Mr Chow Miami, dentro do W South Beach, possui diversas opções de comida chinesa, misturando luxo e conforto com os costumes do povo oriental.p
Em um dos resorts mais luxuosos e exclusivos da Cape Coral, o Westin conta com suítes para todos os públicos, com quartos individuais, duplos e triplos, além de belíssimas suítes máster. Todos os 263 quartos possuem uma vista exuberante para o Golfo do México, e ainda oferecem wi-fi de alta velocidade, televisões de ultima geração, cofre, a exclusiva cama Westin Heavenly.e até uma cafeteira com produtos Starbucks. Os serviços do resort cabem à qualquer necessidade, com um business center 24 horas, concierge, estacionamento com manobrista e o Westin Kids Club, destinado aos pequenos hóspedes. Aos que não conseguem ficar longe dos exercícios, o centro fitness Westin Workout fica aberto durante 24 horas e conta com uma academia, três piscinas externas, um spa e um salão de beleza. Para os esportistas, o resort disponibiliza bicicletas, caiaques e até um serviço de táxi aquático para passear por Fort Myers Beach.p
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Destinos
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A tranquilidade de Hollywood
ENTRE FORT LAUDERDALE E MIAMI ESTÁ HOLLYWOOD, UMA PRAIA CLÁSSICA DA FLÓRIDA QUE ENCANTA VISITANTES DESDE 1920. A praia de Hollywood conta com um calçadão que se estende à beira-mar por quase cinco quilômetros, citado como um dos melhores dos Estados Unidos pela revista Travel + Leisure e o jornal USA Today. Paraíso para os que gostam da brisa do mar no rosto enquanto praticam uma caminhada ou curtem um passeio de bicicleta, o trajeto possui diversos restaurantes e cafés ao longo do caminho. A proximidade do mar e o estilo de vida tranquilo fazem da praia de Hollywood um daqueles destinos que não se pode deixar de visitar. A gas-
tronomia de primeira linha, pequenas pousadas e os hotéis históricos dão ainda uma atmosfera familiar ao local, que já contará com o novo Jimmy Buffett´s Margaritaville Hollywood Beach Resort no próximo verão. Durante o ano todo, diversas atrações pelo calçadão, centro histórico, Centro de Arte e Cultura de Hollywood e Artspark, no Young Circle, proporcionam entretenimento em família e atividades noturnas para diversos tipos de pessoas. No transporte, o serviço de bonde leva os visitantes de um lado ao outro, proporcionando uma experiência completa. Já o Water Táxi (táxi aquático), com três paradas, garante uma vista única da costa do Sul da Flórida.p
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Pa rques te mát ico s
Resgate de animais A EQUIPE ANIMAL RESCUE DO SEA WORLD ATINGIU ESSE MÊS A MARCA DE 25 MIL ANIMAIS RESGATADOS PELA COMPANHIA NOS ÚLTIMOS 50 ANOS. Esses animais passam por reabilitação nos parques e assim que ficam saudáveis novamente retornam ao ambiente natural. Neste ano, o desafio está sendo ainda maior para todos que lutam pela sobrevivência dos animais que correm risco na vida selvagem. Recentemente o Sea World participou do processo de resgate de 19 peixes-boi que estavam presos em um cano de esgoto, reabilitou e devolveu ao oceano 12 tartarugas marinhas e salvou centenas de leões-marinhos que estavam encalhados na costa da Califórnia. Contando só a equipe do Sea World San Diego, quase 500 mamíferos marinhos já foram resgatados neste ano
NOVA ATRAÇÃO Um novo projeto está surgindo do subterrâneo do Sea World Orlando, e está se preparando para subir das profundezas do oceano e alcançar alturas impressionantes. Trata-se de uma nova montanha-russa de 60 metros de altura, com previsão para entrar em funcionamento já no ano que vem, e ocupará o topo da “cadeia alimentar”, sendo a mais alta, rápida e longa montanha-russa de Orlando. Até o fim de maio o parque deverá liberar mais detalhes sobre a atração.p
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Loc a doras d e veí cu l o s
Frota renovada
A HERTZ CORPORATION – GRUPO QUE COMANDA AS MARCAS HERTZ, Dollar e Thrifty – está em processo de reformulação de sua frota de veículos. A companhia introduziu mais de 235 mil novos carros de diversas marcas, desde SUVs e sedans até modelos de luxo, dando aos clientes uma ampla opção de escolha com baixa quilometragem. As novidades ficam por conta dos conceituados Nissan Altima, Toyota Camry e Chevrolet Cruze. Já a linha de luxo Dream Cars Collection ganha os novos Mercedes Benz Classe C 2015, Porsche Macan Turbo e a nova versão da CLA45 AMG da Mercedes. “Estamos honrados em trazer não só uma grande variedade de opções aos nossos clientes, mas também as melhores opções para eles. Com esses novos carros, pretendemos misturar os mais seguros, econômicos e cobiçados veículos do mercado”, disse o vice-presidente sênior de Frota e Contatos da Hertz, Tom Frese. Frese ainda comentou os objetivos da Hertz em relação a sua nova frota. “Já entregamos grande parte dos novos automóveis da frota 2015 para as nossas lojas pelos Estados Unidos. Esperamos ainda que até o meio deste ano a média de quilometragem de nossos carros volte aos baixos índices que, historicamente, temos registrados”, completou o VP. Além da baixa quilometragem e segurança dos veículos, a Hertz acredita também que possui uma das frotas mais eficientes da indústria, sendo que mais de 80% dos veículos têm uma classificação de eficiência energética mínima de quase dez quilômetros por litro de gasolina. O programa de fidelidade Hertz Gold Plus Rewards, o Hertz Neverlost, aplicativo integrado à central multimídia dos veículos da locadora, assim como o Sirius XM Satellite Radio, e o Platepass são outros serviços que a companhia vem melhorando ao longo dos últimos meses.p
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Verão com novidades O COOLEST SUMMER EVER – OU “VERÃO MAIS LEGAL DE TODOS OS TEMPOS” – CHEGA COM NOVIDADES PARA O VERÃO AMERICANO NO WALT DISNEY WORLD, EM ORLANDO, NOS ESTADOS UNIDOS. Como parte da celebração do Disneyland’s 60th Anniversary Diamond Celebration, a festa contará com os parques Magic Kingdom, em Orlando, Disneyland e Disneyland California Adventure abertos durante 24 horas entre 22 e 23 de maio. Três eventos especiais completarão as festividades: o Paint the Night, que reunirá os personagens em um show de luzes; Disneyland Forever, que promete colorir os céus com fogos de artifício; e World of Color – Celebrate!, com a participação do ator Neil Patrick Harris ao lado de Mickey Mouse em uma apresentação de cenas históricas.
FROZEN
Enquanto isso, o Disney’s Hollywood Studios recebe o Frozen Summer Fun Live, entre 17 de junho e 7 de setembro, em um evento que contará com os personagens do filme “Frozen: Uma Aventura Congelante” participando de desfiles com patinadores, esquiadores e cortadores de gelo. Uma queima de fogos acompanhada de músicas temáticas do filme e dos famosos personagens fecha a noite. Os Finais de Semana Star Wars, que acontecerão às sextas, aos sábados e domingos, até 14 de junho, levarão o mundo de Star Wars para dentro do parque, em apresentações especiais.
DISNEY SPRINGS Outra novidade é a maior expansão da história do Downtown Disney, que passa a se chamar Disney Springs. Com o dobro do tamanho, novas lojas e restaurantes como o
Havaianas, Sanuk, Apex by Sunglass Hut, Erin Mckenna Bakery NYC, além dos restaurantes The Boathouse e Morimoto Ásia, o espaço deverá estar completamente pronto no próximo ano.p
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Hotelaria
Luxo e alto padrão TURNBERRY ISLE MIAMI, AUTOGRAPH COLLECTION
São cerca de 300 hectares, apresentando um estilo mediterrâneo em um resort elegante e exclusivo para cada visitante. Desfrute do seu próprio pedaço de paraíso em uma praia privada ou aproveite o Aventura Mall para fazer compras. Os entusiastas do golfe podem desafiar os dois campos de 18 buracos, desenhado por Raymond Floyd. Para relaxar, o spa de luxo ou um descanso na piscina darão conta do recado, enquanto a churrascaria é o ponto certo para matar a fome.p
FORT LAUDERDALE MARRIOTT POMPANO BEACH RESORT & SPA
O resort une a simplicidade de uma vida à beira-mar com os confortos esperados de um estabelecimento com o nome Marriott. Opções de jantar elegantes, piscinas espumantes e fácil acesso a esportes aquáticos completam a experiência que termina em espaçosos quartos e suítes com varandas privadas e belas vistas para o Oceano Atlântico.p
MIAMI MARRIOTT BISCAYNE BAY
Localizado entre Miami Arts, Wynwood e Design Districts, o hotel possui 600 quartos modernos com varandas privativas e vistas deslumbrantes. No hall de entrada, wi-fi e o Illy Cafe. Outros atrativos são uma piscina ao lado do fitness center, com vista para a baía, e o Catch Grill & Bar.p
PALM BEACH MARRIOTT SINGER ISLAND BEACH RESORT & SPA
Toques de luxo dão ao resort uma atmosfera com estilo de condomínio, com cozinhas totalmente equipadas, camas de luxo e uma lavadora/secadora em cada suíte. O visitante pode desfrutar ainda das melhores lojas e restaurantes de Palm Beach a poucos metros do resort, que ainda oferece um spa exclusivo e duas piscinas exteriores.p
FORT LAUDERDALE MARRIOTT HARBOR BEACH RESORT & SPA
Desfrute da maior praia privada de South Florida, com atividades que vão desde esportes aquáticos até uma escola de surfe para crianças. O premiado spa do hotel traz um relaxamento ao hóspede, que conta com culinária de alto padrão em diferentes opções pelo complexo.p
MARRIOTT STANTON SOUTH BEACH
O equilíbrio perfeito de uma atmosfera calma, praia e vista para o mar, com o contraste de apenas alguns metros da emoção e vida noturna da esquina mais movimentada da Ocean Drive. Starbucks, Dolcezza Gelato Shop, lojas de acessórios de surfe e serviço de spa são só algumas das regalias que o hotel oferece a seus visitantes.p
Edição 80 - 20 a 26 de maio de 2015
> Rodrigo Vieira — Noruega
A magia da
dos fiordes AH, NORUEGA DISTANTE, CUJA NATUREZA TÃO EXUBERANTE E DISTINTA A CADA ESTAÇÃO DO ANO PARECE SER A INSPIRAÇÃO DE TODOS OS CONTOS DE FADA JÁ NARRADOS PELAS AVÓS DO MUNDO — o mais recente talvez seja Frozen, animação da Disney, inspirado nas lendas do país. Apesar de já ser primavera, o fim de abril ainda apresenta neve abundante em algumas regiões. Quando contrastado com o intenso vermelho, verde e amarelo das casinhas de madeira com grama no telhado, essa gélida imensidão branca arrepia até mesmo o mais urbanóide dos turistas.
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Noruega exemplar, líder mundial e recordista em Índice de Desenvolvimento Humano e com PIB per capita superior a US$ 100 mil — quem precisa de Copa? —, tudo graças às reservas de gás e petróleo encontradas no meio do século passado. “É o dinheiro de petróleo bem gasto”, como diz o bordão do povo norueguês, muito grato pela sorte de ter encontrado as reservas, mas consciente de que a bonança natural sem adição de cérebros capacitados não transforma petróleo em progresso. Noruega das montanhas, dos glaciares, dos fiordes. A terra dos fiordes! Aquelas entradas para o mar entre enormes montanhas rochosas. Não há maneira melhor de olhar tais paisagens a não ser com os próprios olhos. Nenhuma pesquisa on-line, tampouco relato e nem sequer uma fotografia (com o perdão do leitor) mostrará ao certo a magia dos patrimônios da Unesco Auslandsfjord, Geirangerfjord, Nordfjord, e de tantos outros fiordes noruegueses. Eles são muitos. Você os vê pela estrada, você os vê da varanda do hotel, de um trem, barco, safári... Não há como não vê-los. Como não poderia ser diferente, a Noruega também é dos esportes. O frio não espanta o norueguês e não desmotiva o turista que gosta de suar a camisa. Pelo contrário, os esportes praticados sobre o gelo são motivo de orgulho de um dos únicos países do mundo que são maiores nos Jogos Olímpicos de Inverno comparado com os de verão. Esqui, snowboard, mountain bike, corrida, caminhada, escalada... são infinitas as possibilidades de praticar atividade física nesse enorme playground. Noruega também dos sabores. Sim, o bacalhau norueguês, além de ter cabeça, tem um sabor delicioso. Geralmente não é feito ensopado como a bacalhoada portuguesa, mas com sal e azeite, acompanhado sempre de uma massa ou batata e outros legumes. O salmão, os arenques, as receitas com frutos-do-mar e as sobremesas, principalmente feitas com maçã, também não podem ser deixados de lado. Sendo estreante em Europa ou não, o fato é que dificilmente você ou seu passageiro terá sentimento diferente quando for à Noruega. O arrepio na pele é inevitável. O melhor dos arrepios, que nada tem a ver com o frio. A seguir vão algumas dicas e informações para direcionar a experiência na Noruega, mas nunca roteirizá-la, afinal, viajar para um país tão lindo nunca trará a mesma sensação para todos. > Continua na pág. 03
Passeio Fjord Safari, em Flam, faz o turista chegar bem pertinho da cadeia montanhosa que abre espaço para o mar
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Oslo
Poucas das características descritas anteriormente dizem respeito a Oslo, capital da Noruega. Isso não significa, porém, que o destino não tenha valor. Pelo contrário, a cidade onde o Nobel da Paz é decidido e atribuído é muito charmosa, principalmente pelo fato de não ter uma atmosfera de capital megalomaníaca. Ainda que seja encantadora, Oslo não é o maior atrativo na Noruega para um turista como o brasileiro. Um dia inteiro por lá é o suficiente para se apaixo-
A calma do Parque das Esculturas, em Oslo, reflete bem a atmosfera da cidade norueguesa, que nem parece uma capital
nar por um bocado de coisas interessantes. A maioria delas, na verdade. Com cerca de 600 mil habitantes, Oslo não é nada barulhenta. O clima certamente é responsável por grande parte desse silêncio, mas talvez a história de um país devastado na Segunda Guerra Mundial e a educação do norueguês também tenham suas influências. A primeira indicação para alguém que passará pouco mais de 24 horas na capital da terra viking é o Oslo Card. Ele segue um modelo similar ao dos cartões
Alesund
Há quem diga que Alesund é a cidade mais bonita da Noruega, por mais difícil que possa parecer outorgar um título como esse. De fato, o destino, no litoral do país, encanta a ponto de receber condecorações. Vista de cima, dá a curiosa impressão de que o pequeno pedaço de terra ilhado por tanto mar pode afundar a qualquer momento. Alesund é também conhecida por
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uma arquitetura ímpar, no estilo Art Nouveau. A beleza de suas casinhas impressiona ainda mais ao saber que no começo dos anos 1900 parte da cidade foi devastada por um incêndio derrubando praticamente mil casas. Tentar superar o frio (que pega pesado mesmo na primavera) para caminhar por entre essas charmosas esquinas é uma das melhores pedidas
City Pass dos Estados Unidos, e oferece entrada às principais atrações da cidade, além de transporte público gratuito. O Parque das Esculturas, o mais famoso da cidade, data de 1943. Verde no inverno e colorida no verão, a natureza do local divide espaço com 212 esculturas planejadas por uma só pessoa: Gustav Vigeland (1869-1943). O artista apresenta sentimento e emoção do ser humano desde o nascimento até a morte. As estátuas de bronze têm traços incríveis. Por lá, os
visitantes mais frequentes são pequenas crianças com suas mães. A National Gallery abriga a maioria das lindas obras do artista local Edvard Munch, autor do famoso O Grito. O museu viking traz três originais barcos dos históricos guerreiros escandinavos. Os detalhes impressionam, tal como a inteligência desses nômades. Não deixe de conhecer também, em uma passada rápida, o prédio da prefeitura de Oslo, que tem belíssimos painéis coloridos contando a história da capital.
na cidadezinha de 40 mil habitantes. Contudo, talvez a maior fama de Alesund seja a de Capital Mundial do Bacalhau e Capital Nacional da Pesca. Por abrigar um dos portos mais importantes da Europa, a pesca e o turismo são duas de suas fontes de renda mais importantes — ao lado de Portugal, o Brasil é o maior importador do bacalhau norueguês. Esse porto é
outro ponto turístico imperdível da cidade, ao lado do Centro de Art Noveau. O aquário de Alesund é outro ponto obrigatório para o turista na Noruega. Pertinho do centro, o local agrada mesmo os visitantes acostumados com esse tipo de atração. Lá, além de provar que bacalhau tem cabeça, há uma infinidade de espécies (apenas locais). O tempo nublado, característico em Alesund, não tira a beleza da cidade, considerada pelos noruegueses a Capital Mundial do Bacalhau
Geiranger
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O primeiro fiorde a gente nunca esquece. Que tal começar por um que está localizado em um dos patrimônios mundiais da Unesco? Geiranger, uma espécie de vila com pouco mais de 250 habitantes permanentes, é um dos locais que sustentam uma dessas maravilhas naturais. Na estrada é impressionante ver as inúmeras cachoeiras de gelo derretendo descendo de uma altura enorme. É de lá que sai o navio que leva à vizinha Stryn, que ajuda a manter vivo este colírio para os olhos. Isso porque a vista enquanto se navega a partir do Geiranger Fjord é sublime. São 15 quilômetros de distância costurando mais cachoeiras, montanhas e neve. No verão, a água ganha um azul maravilhoso e fica ainda mais atraente. Além do barco, outra opção é ir de carro até a Fazenda Westeras, a quatro quilômetros do centro de Geiranger. A partir de lá, há trechos de caminhada fácil até mirantes ou até a exuberante Cascata de Storseterfossen onde é possível caminhar por detrás da queda de água.
Loen
Em pouco mais de uma hora de estrada (com fiordes, lagos, campos e vilas de uma beleza indescritível a cada curva), chega-se a Loen. É um trajeto digno de parar em cada canto para apreciar as belezas simples e únicas do interior da Noruega. Em Loen, não há duvida quanto aos principais atrativos. O primeiro deles,
O paredão de 1,2 mil metros do Glacial Briksdalsbreen, em Loen, um dos maiores glaciais da Europa.
Minutos antes de partir do Geiranger Fjord para o passeio de barco
parada obrigatória, é o glacial Briksdalsbreen. Trata-se de um paredão inclinado, que despenca de uma altura de 1,2 mil metros até o estreito e verdejante Vale de Briksdalen. Talvez essa seja a vista mais bela de todo o país. O local é parte da maior geleira da Europa, preservada dentro do Parque Nacional Jostedasbreen.
O caminho até lá revela cachoeiras e uma vista fascinante do Vale Oldedalen. São cerca de 30 a 45 minutos de caminhada, mas o local oferece uma espécie de jipe para dar uma mãozinha nos cerca de dois quilômetros mais íngremes de montanha. Loen também abriga o Nordfjord, considerado o mais belo de todo o país
para ser fotografado. O Nordfjord, na parte Norte do condado de Sogn og Fjordane, está bem perto do famoso fiorde Geirangerfjord e do Sognefjord. Além da bela fotografia, o local é conhecido pela prática de rafting, esqui de verão, esqui de inverno, montanhismo e pesca. > Continua na pág. 05
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Flam
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Veja mais fotos na versão digital do JP
Você sabia que safáris não são necessariamente passeios para ver animais? E mais: sabia que é possível fazer safári em uma lancha no meio dos fiordes? Pois é em Flam que essa experiência inusitada acontece. Vale frisar que frio não pode ser empecilho para costurar a cadeia montanhosa do fiorde Naeroy, outro patrimônio mundial da Unesco. O passeio vale muito a pena. No meio da aventura, por exemplo, o piloto para na vila de Undredal, onde moram 85 pessoas. Lá, o turista é convidado a tomar um café e curtir um pouco da cultura e gastronomia locais. A mistura de cultura, música local e, claro, dos queijos de cabra e geleias típicas são uma verdadeira delícia. Ali pertinho de onde sai o safári fica localizada a estação de trem Flamsbana, da companhia Flam Railway, de onde partem diariamente e em vários horários vagões que levam à estação de montanha Myrdal, na linha Oslo — Bergen. A foto ao lado fala por si só. Vista de dentro do trem da Flam Railway, que liga Bergen a Oslo. A foto foi feita próxima à estação de Loen
Bergen O ponto turístico mais importante são as casinhas erguidas ao longo do cais Bryggen, que foi uma parte de vital importância para a cidade ao longo de séculos. Trata-se das primeiras construções em Bergen. O lugar, que integra a Lista de Patrimônios Mundiais da Unesco, compreende o centro histórico com as construções portuárias e é um dos mais conhecidos povoamentos
urbanos medievais da Noruega. Os mercadores hanseáticos dominaram Bryggen por 400 anos. A área foi devastada por sucessivos incêndios. Caminhar pelas estreitas vielas e galerias escuras levam o visitante a uma viagem pelo túnel do tempo. Outra parada obrigatória na segunda maior cidade norueguesa é o Kode, um complexo de museus que ocupa
um lado inteiro do lago Lille. O Mercado de Peixes de Bergen também não pode ser ignorado. E o melhor lugar para chegar à melhor vista de Bergen é o Monte Floyen. Como é muito íngreme, o turista conta com a ajuda de um bondinho que sobe a cada 15 minutos. Caso o tempo esteja nublado, o que não é difícil em Bergen, o passeio pode não valer a pena.
Divulgação VisitBergen
Bergen é grande, mas não tanto como Oslo. São aproximadamente 250 mil habitantes, mas a atmosfera é diferente da encontrada na capital. A impressão que passa é que Bergen é mais jovem, com arte arrojada nas ruas, que aliás, são o grande barato do destino. Praças, lagos, porto, arquitetura. Mesmo em dias nublados, um tour por lá é algo indispensável.
As famosas casinhas erguidas ao longo do cais Bryggen, em Bergen, mais um Patrimônio Mundial da Unesco que a Noruega ostenta
SERVIÇO A representante da Noruega no Brasil é a Global Vision Access (GVA), de Gisele Abrahão. O contato da empresa pode ser feito por meio do tel.: (11) 2367-3170 ou e-mail contato@ globalvisionaccess.com. O site www.globalvisionaccess.com.
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Global Vision Access (GVA), representante da Noruega no Brasil, com proteção Intermac