Skip to main content

Jornal PANROTAS 1166

Page 1

www.panrotas.com.br

Grupo Latam troca Amadeus por Sabre e inicia processo de migração que deve durar cerca de dois anos. Os efeitos dessa complexa mudança, para a Tam e o mercado, são descritos e analisados com exclusividade pelas próprias empresas, que revelam ainda os benefícios dessa nova caminhada tecnológica

> Páginas 18 a 21

R$ 11,00 - Ano 22 - nº 1.166 13 a 19 de maio de 2015


02

LEIA NESTA EDIÇÃO

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN

Páginas 04 a 07

Room tax divide CVBs e gera nova associação

“

>

A Latam Airlines é um dos maiores e mais bem-sucedidos grupos de companhias aéreas no mundo, e o Sabre tem muito orgulho em expandir essa parceria como um de seus principais fornecedores de tecnologia

Páginas 08 e 09

Grupo Águia anuncia nova operadora

Tom Klein, presidente e CEO da Sabre Corporation, sobre a escolha de sua empresa como fornecedor de sistemas de reservas e check-in do Grupo Latam Airlines.

”

30/4 a 6/5

1 Lan bate o martelo e Tam troca Amadeus por Sabre – em 5/5

2 Conar acata denúncia da CVC contra Decolar.com - em 4/5

3 Clientes de agência dos EUA trocam Brasil por Argentina – em 30/4 rota Rio-Frankfurt – em 30/4

5 Ex-Tam, Marco Antonio Souza abre

”

Valter Patriani,, vice-presidente da CVC, ao comentar o balanço da empresa, que diagnosticou queda para os Estados Unidos, compensada, porém, pelo aumento na procura por Europa e Brasil.

6 MMTGapnet leva clientes para Tomorrowland; veja fotos – em 4/5

7 Cônsul em Atlanta: visto desestimula norte-americanos – em 30/4

8 Booking.com lança solução para viagens corporativas – em 30/4

9 Já está no ar o novo portal da Trend; confira – em 30/4

10 Sender se reúne com RN e compara hub Nordeste a Dubai – em 4/5

11 Gustavo Hahn é o novo diretor de

“

Vendas da Schultz – em 4/5

Você pode perguntar a uma amiga como está a relação amorosa de anos e ela te responder que está ‘tudo bem’. No dia seguinte, você descobre que o casal se separou

12 Orlando inaugura roda gigante, aquário e museu de cera – em 4/5

13 Greve na Tap: clientes devem ligar

”

Páginas 22 a 25

German Travel Market exibe Alemanha além de Berlim

PANROTAS

4 Lufthansa estreia hoje o B747-8 na

Houve sim uma queda na procura para os Estados Unidos. Mas não nas vendas. Quem chegava com dúvidas, convertíamos em vendas

Páginas 12 a 15

DO PORTAL

sua própria empresa – em 6/5

“ Visit USA bate recordes de expositores e visitantes

S

E U Q A DEST

antes de ir a aeroporto – em 1/5

14 Sanajoti passa a representar High Light em São Paulo – em 5/5

Ricardo Amaral, vice-presidente da Royal Caribbean, sobre a operação da armadora no Brasil. A temporada 2016-2017 permanece uma incógnita.

Editorial >

Artur Luiz Andrade

>

15 Sanajoti conta seus planos com a High

artur@panrotas.com.br

Light; confira – em 5/5

Assista ao editorial comentado na versão digital do JP

Cash cows Páginas 26 a 29

Fórum Costa Brava investe em conteúdo especializado PANROTAS Gente

Os desafios de se trabalhar em regime home-office no Brasil

Qual a sua vaca leiteira? Esperamos que nenhuma. Não no sentido de “cash cow”, aquele em que você mantém uma relação, produto, empresa, parceria ou acordo somente para tirar tudo o que pode e depois dissolver com ácido poderoso qualquer vestígio do que restar. E correr para a próxima. Nesse momento de crise (ou instabilidade econômica), as vacas leiteiras mal tratadas e já exauridas são expostas e quem é convidado para o banquete final (ou um deles) acaba se perguntando: vale a pena investir meu dinheiro nessa vaca? Pode ser uma feira, uma empresa para promover seu produto, uma revista, um acordo com o governo, um destino... Os investidores do turismo já começam a dar sinais de cansaço desses oportunistas. E a pergunta agora é: precisamos de

mais uma (complete com seu projeto preferido). É nesse momento também que as boas iniciativas, calcadas, sim, no negócio (ganhar dinheiro não é crime), mas também na transparência, na parceria, no ganha-ganha. Precisamos de mais uma entidade? A AirTkt, ainda em tenra idade, mostra que sim, é possível. De mais um evento? A Travelweek brilhou na semana passada e mostrou um grau de profissionalismo altíssimo para o Brasil, mesclando o social com o B2B moderno. Tem falhas? Sim, e a tendência é que diminuam. Tem espaço? Muito mais. Precisamos de mais um blog sobre viagens corporativas? Fernão Loureiro, da Ambev, mostra que sim e se soma (e não subtrai) a Luís Vabo, Viviânne Martins, Eduardo Murad e Edmar Bull no Portal PANROTAS. Precisamos de mais um fórum? Se fó-

rum for sinônimo de debate e compartilhamento de conhecimento, sim, precisamos de muitos. Como o Fórum Costa Brava, que levou inteligência, criatividades e players importantes a Campinas. Precisamos de mais eventos de capacitação? Muitos, muitos mesmo. Com seriedade e objetividade. E de mais vacas leiteiras e projetos oportunistas? Claro que não. Resultados precisam e podem ser medidos com mais precisão atualmente e só gasta seu dinheiro para apoiar amigos, para marcar presença ou para fazer mais do mesmo quem ainda está em outro século e não entende do mercado. Há espaço para todos? Não. Apenas para quem soma. Para quem compartilha. Para quem é transparente. Para quem cuida bem de suas vacas. Para os demais, muuuuuuuu!


03

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

#FICADICA PORTAL PANROTAS

CONECTE-SE COM A PANROTAS portalpanrotas

>

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETORA EXECUTIVA Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR FINANCEIRO ADMINISTRATIVO José Guilherme Alcorta DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago, Karina Cedeño, e Raphael Silva (estagiário) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Adriana Antico, Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 | Fax:(11) 2276-1602 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

Twitter Ao lado da área que exibe a última capa do Jornal PANROTAS em versão digital está uma barra dedicada à movimentação do trade no Twitter. O @portalpanrotas é o perfil da editora e está sincronizado com o Plantão de Notícias, divulgando automaticamente as muitas notícias que publicamos diariamente no portal. É comum conferir nesta área empresas retuitando e comentando as principais novidades da indústria. Participe deste movimento acompanhando os canais da PANROTAS nas redes sociais. Confira nossos endereços no quadro ao lado e mantenha-se conectado!

portalpanrotas portalpanrotas tvpanrotas PANROTAS Notícias — app do Portal PANROTAS (na App Store e na Google Play) PANROTAS — app com versão digital das publicações da editora (somente para tablets, na App Store e na Google Play)


04 Hotelaria

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Hugo Okada

No olho do furacão

O presidente da Confederação Brasileira de CVBs, Márcio Santiago

O presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando

No último dia 16, representantes de cerca de 20 cvbs se reuniram, em Brasília, com o deputado e presidente da Comissão do Turismo da Câmara Federal, Alex

que esse dinheiro vai cair nos cofres públicos e sumir. A história do Brasil está repleta de casos de corrupção, mas quem faz a realidade somos nós mesmos e podemos transformar este cenário. Existem órgãos públicos de controle e existe o portal da transparência. As pessoas precisam adquirir o hábito de querer saber mais sobre onde o dinheiro dos impostos que pagam está sendo utilizado. Na criação da legislação da taxa, deve-se ficar claro para onde o dinheiro será destinado. Queremos que seja uma verba carimbada”.

Manente. Na ocasião, o presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, Márcio Santiago, apresentou a proposta que regulamenta a obrigatoriedade da room tax (taxa de hospedagem), hoje facultativa. A cobrança surgiu há mais de um século, na cidade de Detroit, nos Estados Unidos, sendo adotada também em muitos países da Europa, onde é obrigatória. Para Santiago, o Brasil, que importou o modelo de Convention Bureau há mais de 20 anos, também deveria adotar a obrigatoriedade da tarifa, uma vez que nesses mercados ela funciona como uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o investimento nos setores de turismo e hotelaria. A medida beneficiaria os destinos brasileiros, sendo revertida em melhorias, como capa-

citação de profissionais, sinalização, promoção e divulgação de atrações. “Hoje existem muitos destinos que carecem de promoção e divulgação. Quando você tem recursos para isso, desenvolve a captação de mais viajantes, aquecendo a economia local e aumentando a oferta de empregos. Essa taxa é legal na maioria dos países desenvolvidos pelo mundo. Só queremos legalizar o que já existe no Brasil. Todos sabem que atualmente a receita destinada ao turismo é muito pouca, e no associativismo se pressupõe a união das coisas por um bem comum para fortalecer a todos. A legalização visa oficializar essa arrecadação, cujos recursos serão destinados ao desenvolvimento dos destinos”, explica Santiago. Porém, o País assiste a diversos escândalos de corrupção, e, em meio a este cenário, quando se menciona a criação de uma tarifa, a primeira pergunta que vem à mente é: quem fiscalizaria o destino desses recursos? De acordo com Santiago, “trata-se de um argumento muito tênue dizer

DIVERGÊNCIA

A proposta gerou opiniões distintas entre lideranças de entidades do setor. Segundo o presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (entidade que não é associada à Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureux), Toni Sando de Oliveira, em carta direcionada aos participantes da reunião em Brasília, “os Convention & Visitors Bureaux são entidades civis, independentes, cons-

tituídas por empresários locais, não governamentais e apartidários, formatadas juridicamente como associação, instituto ou fundação. A Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, instituída em 8 de dezembro de 2007 é uma entidade sob natureza jurídica de associação civil. Seu regime jurídico não é sindical e nem uma federação de sindicatos. No Brasil, os CVBx são mantidos pela iniciativa privada, por empresas da cadeia produtiva do setor de viagens, hospedagem, turismo e eventos e foram criadas desde a sua origem, para atuar basicamente na captação e no apoio a eventos, capacitação e promoção de seu destino.” Em entrevista à reportagem do Jornal PANROTAS, Sando reafirma suas considerações e acrescenta: “as melhorias que poderiam ser realizadas com esse dinheiro (sinalização, infraestrutura e promoção) são um dever do poder público, por meio das secretarias de turismo de cada destino. No quesito hotelaria, isso é assunto da Associação Brasileira da Indústria de


05 Hotéis (ABIH), e não da Confederação. Cada região deve administrar o valor arrecadado por meio dessa tarifa da melhor forma. Não podemos nos basear nos outros modelos do mundo, porque eles não lidam com os mesmos tributos do Brasil”. Na continuação da carta, Sando observa que “o modelo atual de contribuição (room tax) é facultativo e representa um valor significativo para manter a estrutura e a missão de uma entidade independente, formatada para ser perene e conduzida sua gestão pela iniciativa privada. Muitas propostas foram submetidas por parte de municípios para implantarem uma taxa de turismo, mas todas foram julgadas inconstitucionais, com jurisprudência sobre o tema. É da receita da ISS as verbas orçamentárias destinadas à promoção turística. Outro tributo criado para este fim, como taxa obrigatória, seria uma bitributação, razão da inconstitucionalidade”. A fiscalização do dinheiro também é uma incógnita para o presidente. “No Brasil não existe verba carimbada. A afirmação de que esses recursos serão fiscalizados, e que serão com 100% de certeza repassados às entidades é ilusão. Acredito que, com essa campanha, não estão pensando nos bureaux, e sim no sentido geral da coisa. E fazendo isso com o chapéu alheio. Hoje a hotelaria não é obrigada a recolher room tax. Somente hotéis associados aos CVBx incentivam a doação, e temos displays nas recepções desses empreendimentos que informam a importância desta contribuição. Há de se ressaltar, e isso não é uma crítica, nem desmerecimento, mas o fato é que existem cidades que não têm potencial para o turismo. Como investir nesse caso? Alguns hotéis dependem mais da room tax, outros dependem também do patrocínio de empresas que querem associar suas marcas ao destino. E tudo isso é feito com o auxílio dos bureaux. No momento em que se pensa na room tax como tributo, isso significa um tiro no pé dessas entidades. Os hotéis que entendem o papel do bureau, incentivam a doação da room tax para seus hóspedes. Se o CVB não tem um relacionamento próximo > Continua na pág. 06

O presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, Bruno Herbert , é contra a room taxi obrigatória

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

A secretária do Turismo do Maranhão, Delma Andrade, é a favor da proposta, mas pede transparência


06

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

< Continuação da pág. 05

do hotel, dificilmente obterá sucesso na arrecadação do recurso. O que não pode ser feito é instituir mais um imposto para beneficiar uma situação que já conta com verba destinada para tal”, explicou Sando. No entanto, Santiago tem opinião diferente: “o bureau não cria o imposto, o bureau é o beneficiário. Quem cria e recolhe o imposto é a União. Da forma como está atualmente, a taxa acaba não chegando às entidades a que são destinadas”.

UNEDESTINOS

A carta de Toni Sando afirma ainda que “sabemos que pelo uso indevido de convênios, o Governo Federal, há mais de três anos, não repassa recursos a entidades privadas, apenas às entidades públicas, com exceção de chamamentos públicos específicos. As associações denominadas da Confederação dos CVBx e da Federação Brasileira de CVBx estão impedidas de realizar convênios com o Governo Federal, conforme publicado no Portal da Transparência. Sendo assim, a proposta em pauta para benefício dos CVBx não faz sentido, considerando que seu repasse passaria a entidades públicas, secretarias estaduais ou municipais de turismo, que também carecem de recursos para suas próprias ações”. Com isso, Sando deixa claro que,

Basileu Tavares (Foz), Maitê Uhlmann (Recife), Bruno Herbert (Recife), Anita Pires, Regis Medeiros e Toni Sando (SP)

além de não concordar com o pleito da confederação, também a entidade não pode atuar como representante da “bandeira do room tax obrigatório em favor dos CVBx”. Após a reunião em Brasília, Sando, em parceria com os CVBx do Espírito Santo, Foz do Iguaçu (PR), Fortaleza, Gramado (RS), Goiânia, Guarujá (SP), João Pessoa, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Balneário Camboriú (SC), Florianópolis, Porto de Galinhas (PE) e Bonito (MS), formaram uma nova associação de turis-

mo, a União Nacional de Entidades de Destinos (Unedestinos), cujo conselho consultivo é formado pela ABIH, Abracorp, Fohb, Resorts Brasil e Ubrafe. O comunicado divulgado pela associação durante a última edição da WTM Latin América afirma que a missão da nova entidade consiste no “reconhecimento das atividades de suas entidades associadas, contribuindo para o fortalecimento econômico, social, educacional e político do setor junto aos mercados, a sociedade civil e autoridades governamentais, sendo

terminantemente proibido o atendimento político partidário”.

LADOS OPOSTOS

Márcio Santiago não vê de forma positiva a criação de uma nova associação. “É um atraso. Criar mais uma associação atrasa o trabalho de desenvolvimento, aumenta a lentidão da resolução de questões importantes e de interesse geral. Por outro lado, é como se dissessem: ‘ou você está do nosso lado, ou saímos e montamos uma associação igual’. Há cerca de um mês, realizamos o Congresso Nacional dos Convention Bureaux. Se a pessoa ou entidade não participa, como pode chegar em uma outra ocasião e simplesmente dizer que não concorda com isso ou aquilo? Estão criando situações onde se evidencia o lado pessoal e outros interesses, e isso é algo triste. Precisamos analisar os problemas de todos e chegar juntos a uma solução, parar de olhar para o próprio umbigo. Existem destinos que estão sem promoção e a tendência é piorar. Nos Estados Unidos, as pessoas constroem o interesse nos pontos turísticos. Ergue-se uma estátua por exemplo, e todos passam a visitá-la. Por que não podemos copiar o que é bom? Claro que no Brasil, para isso, precisamos de mais recursos para isso. Outro argumento utilizado é o de que existem cidades que não possuem potencial para o turismo. Isso é absurdo, já que em contrapartida existem muitas outras que contam com muitos atrativos, e não possuem bureau. Eu levei a questão para ser discutida no Congresso, e não no boteco da esquina. Vamos ter novas reuniões, e claro que queremos construir uma proposta que atenda os interesses de todos. Não se trata de vitória do Márcio, mas de todo o turismo nacional. Até que me convençam do contrário, eu continuo lutando por isso, acreditando nisso.”p


07

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

A OPINIÃO DO TR ADE “Os bureaux são mantidos por empresas privadas e o objetivo principal é justamente a desoneração fiscal para os empreendedores. Logo, somos contra a institucionalização da room tax como obrigatória. Além disso, como contribuição voluntária, demonstra a satisfação do hóspede e, por meio disso, o empreendimento consegue medir a quantidade de acertos e se manter neste caminho.” Bruno Herbert, presidente do Recife Convention & Visitors Bureau “Que se trata de grande prospectador e beneficiador para o setor hoteleiro e turístico é inegável. Mas a questão é como isso será conceituado. Se você tem a contra prestação de serviços com o que foi recolhido, vale a pena. A transparência deve ser somada à eficácia, e o acompanhamento pode ser feito por uma unidade específica composta tanto por profissionais como por viajantes, usuários dos serviços.” Marcelo Oliveira, departamento Jurídico da Abav Nacional e Aviesp “Acho válido, desde que se tenha um real acompanhamento das verbas arrecadadas de forma transparente. Pode ser algo que ajude, sim, a transformar o turismo, injetar mais recursos para capacitação e estruturamento de serviços.” Delma Andrade, secretaria do Turismo do Maranhão O advogado da Abav Nacional e Aviesp, Marcelo Oliveira


08 Operadoras

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Renê Castro

Tempo de investir

AUDÁCIA PARA UNS, DESAFIO PARA OUTROS. EM TEMPOS DE INSTABILIDADE ECONÔMICA, QUALQUER PASSO À FRENTE GERA OLHARES RECEOSOS POR PARTE DO MERCADO. O Gru-

po Águia, porém, prefere ignorar as análises rasas e se dedicar no fortalecimento das empresas do grupo. Conhecida por controlar empresas como Top Service e Grupo de Incentivo, a companhia do fundador Wagner José Abrahão está de olho agora no fortalecimento do segmento lazer. Para isso, criou um núcleo dedicado, comandado por Renata Franco, no cargo de CEO. No último mês, a primeira investida do núcleo foi a reformulação da marca Planeta Brasil, que por muitos anos funcionou como incoming – e na Copa do Mundo no Brasil fez o receptivo, a logística e toda a parte estrutural para mais de 80 mil turistas com per-

fil corporativo, entre brasileiros e estrangeiros -, e agora se exibe ao trade como uma operadora B2B focada nos agentes de viagens e no produto nacional, conforme noticiou a edição 1.165 do Jornal PANROTAS. Uma semana depois, e sem perder o fôlego, foi a vez do grupo apresentar Inter Planet, outra operadora focada nos agentes de viagens, mas dedicada ao internacional. Em entrevista exclusiva ao JP, Renata Franco deixou claro que as novas empresas representam o passo definitivo da companhia para a entrada no mercado de viagens de férias. “O fato é que temos uma base muito sólida como grupo, o que nos permite ter diferenciais de negociação e apresentar marcas que já nascem com todo esse respaldo. Tanto a Planeta Brasil como a Inter Planet foram criadas para atender o profissional de turismo. Essa conduta não vai mudar

Renata Franco, CEO do Núcleo de Lazer do Grupo Águia

em nenhuma hipótese. Não concentramos o nacional e internacional na mesma empresa porque queremos oferecer produtos e serviços com alta qualidade e atendimento especiali-

zado. A nossa base de colaboradores veio do mercado de incentivo, onde nada pode dar errado, e há um cuidado muito grande em todos os processos. Vamos trazer esse espírito para o lazer”, explicou ela, completando que esse tipo de dedicação e qualificação profissional não seria possível com uma estrutura gigantesca.

PRIMEIROS PASSOS A Inter Planet acaba de nascer de forma oficial, mas já funciona há dois meses. A fase de implementação, no entanto, segue a todo vapor. Na vitrine já há produtos em formato teaser e uma equipe de 20 colaboradores alocada em um escritório na capital paulista. A ideia da empresa é trabalhar com os segmentos A/B e valorizar o serviço de concierge para o passageiro, já disponível na Planeta Brasil. O serviço é baseado em uma assistência 24 horas especializada, dedicada a resolver todos os possíveis imprevistos de uma viagem. “É um diferencial importante e totalmente confiável. Não vamos, de forma alguma, atravessar as agências de viagens. Nossa relação será transparente, afinal, elas são a nossa maior rede de distribuição. O serviço de concierge fica disponível após a autorização da agência de viagens que comprou o pacote conosco. O que queremos é oferecer a estrutura necessária para que elas possam atuar como verdadeiras consultoras dos clientes finais. É disso que o mercado precisa”, explicou ela.


09 EXPANSÃO

A Inter Planet já conta com bases no Rio de Janeiro e em Fortaleza, esta última com capacidade de atendimento em boa parte da região Nordeste. Representantes em Curitiba, Brasília e em Belo Horizonte completam o raio de atendimento, que será compartilhado com a Planeta Brasil, otimizando processos e as estruturas físicas. “Ainda não investimos um décimo do que pretendemos investir no núcleo de Lazer. Teremos bases em todo o País e, no momento, temos relacionamento com cerca de 300 agências de viagens, número considerado ótimo para este primeiro momento da Planeta Brasil e Inter Planet. Até o final do ano queremos ter uma carteira de 1,5 mil agências”, revelou Renata.

PAN N o t a s Lucro Com ganhos de US$ 1,5 bilhão e crescimento de 34%, a Emirates Airlines anunciou 2014 como seu 27º ano consecutivo de lucro e crescimento. A receita atingiu US$ 26,3 bilhões, 10% a mais do que 2013, e o caixa fechou em US$ 5,5 bi. “O ano foi de turbulência para a aviação. A queda no preço do petróleo aliviou o custo no segundo semestre, mas acabou não sendo suficiente para compensar as perdas de lucratividade por conta de diversos fatores: as significantes flutuações do câmbio, nossos ajustes operacionais por conta da epidemia de ebola e conflitos armados em diversas regiões, e até os 80 dias de interrupção das operações no Aeroporto Internacional de Dubai, devido a reformas”, disse o presidente e diretor executivo da Emirates, sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum.

CARIBE A New Age realizou mais uma etapa da segunda edição do workshop “Uma noite no Caribe” no último dia 5. Com a intenção de apresentar o destino, com a parceria da Copa Airlines e das redes hoteleiras Barceló, Princess, Riu e Iberostar, a operadora contou com a presença de cerca de 80 agentes de viagens em suas rodas de apresentação, seguidas de um jantar aos convidados. Para a diretora de Marketing da empresa, Ingrid Davidovich, é fundamental que a operadora promova o destino, principalmente por conta da busca por alternativas à alta do dólar.

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

NOVOS TEMPOS OUTRA EMPRESA QUE TAMBÉM RECEBERÁ INVESTIMENTOS É A STELLA BARROS TURISMO, VELHA CONHECIDA DO MERCADO E QUE,

no passado, antes da aquisição da marca pelo Grupo Águia, em 2004, passou por períodos turbulentos e chegou até a fechar as portas. Hoje, a agência de viagens tem planos audaciosos de expansão. Com matriz em São Paulo, duas lojas no Rio de Janeiro, uma em Fortaleza e outra no ABC paulista, a Stella Barros já tem na programação de julho a inauguração de mais uma loja na capital paulista. Até o final do ano, novas unidades devem ser inauguradas. “Vamos expandir para todo o Brasil, com bases nas principais capitais. A Stella Barros é uma marca independente, focada no consumidor final e que terá não só o portfólio da Planeta Brasil e da Inter Planet, como também produtos de outras operadoras”, explica Renata Franco, adiantando que está em pauta também um plano de franquias. A previsão é que o mercado seja informado no segundo semestre.

Agatha Abrahão comanda a agência de viagens do Grupo Águia


10 Mercado

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Artur Luiz Andrade

Lucro e cautela O ANO COMEÇOU BEM PARA A CVC, QUE RECUPEROU AS VENDAS PELO CANAL AGÊNCIAS DE VIAGENS E OBTEVE LUCRO LÍQUIDO DE R$ 60,9 MILHÕES NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DESTE ANO, CRESCIMENTO DE 35,1% SOBRE O MESMO PERÍODO DE 2014. As reservas confirmadas totalizaram R$1,3 bilhão, representando um aumento de 11,3%, em comparação com o mesmo período de 2014. As reservas embarcadas (com parte vendida em 2014) atingiram R$1,5 bilhão no período, crescimento de 15,8%. O EBIDTA e o lucro líquido também apresentaram sólido crescimento: o EBITDA ajustado chegou a R$ 120,7 milhões no 1T15, crescimento de 20%, quando comparado com o 1T14. E o lucro líquido ajustado foi de R$  60,9 milhões, aumento de 35,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. “O ambiente macroeconômico no Brasil no 1T15 foi desafiador, com desaceleração nas venda do varejo e na economia como todo. No caso das viagens de lazer, o segmento internacional foi mais afetado em função da apreciação do dólar em relação ao real. Apesar das dificuldades, a CVC apresentou crescimento de dois dígitos em todos os seus principais indicadores: reservas confirmadas e embarcadas, EBITDA ajustado e lu-

cro líquido ajustado”, disse a empresa em comunicado ao mercado. A CVC destacou várias promoções realizadas pelos fornecedores (tanto companhias aéreas quanto hotéis), o que gerou uma redução média de preços de aproximadamente 7% e um forte crescimento do volume de passageiros de aproximadamente 20% (atraídos pelas promoções). Para os Estados Unidos, o vice-presidente Valter Patriani, afirma que houve uma redução na procura, mas não no número de viagens. E nos últimos 60 dias, com essas promoções no aéreo, estaria 20% mais barato comprar passagem para o destino, o que compensaria o câmbio maior no pagamento do terrestre. Enquanto no ano passado, um bilhete para os Estados Unidos não saía por menos de R$ 2,2 mil. Hoje o patamar caiu para R$ 1,4 mil. Segundo ele, Flórida, Nova York e Las Vegas continuam sendo os destinos mais vendidos nos Estados Unidos. Na Europa, que está mais atrativa por conta da desvalorização do euro frente ao dólar, o sucesso de vendas são os circuitos próprios operados pela CVC, que, de acordo com Patriani, têm ótimo custo-benefício. “Sai cerca de US$ 150 por pessoa por dia e não há aquela ansiedade em compras, como nos Estados Unidos”, avalia. O doméstico continua respondendo por 60% das vendas da CVC, ficando o internacional inalterado, com 40%, mesmo com a alta da moeda americana.p

Luiz Eduardo Falco

Mais Hotéis AINDA NÃO FOI DESTA VEZ QUE O MOVIMENTO DA REXTUR ADVANCE ENTROU NO BALANÇO DA CVC. MAS, EM TELECONFERÊNCIA, O PRESIDENTE da CVC, Luiz

Eduardo Falco, e o CFO, Luiz Fernando Fogaça, falaram brevemente sobre a aquisição da consolidadora Rextur Advance, presidida por Marcelo Sanovicz. Segundo eles, está sendo feita uma auditoria nos números da consolidadora em 2014 e somente em agosto eles poderão divulgar dados oficiais, que, no entanto, apontam para um EBITDAR de R$ 71 milhões.

De acordo com Fogaça, a CVC pretende aumentar a venda de hotelaria na Rextur Advance, de olho no mercado corporativo. Foram fechados contratos exclusivos com mais de 600 hotéis visando a esse nicho e a meta é que em três anos o segmento responda por 20% das vendas da Rextur Advance. Entre as redes que fazem parte do novo acordo da CVC para a consolidadora estão Windsor, Slaviero, Atlantica, BHG e Nacional Inn. A Rextur Advance também tem acordos de hotelaria com a ADV Operadora e a E-HTL.p


11

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

TODOS OS CANAIS SEGUNDO O BALANÇO DA CVC, AS RESERVAS CONFIRMADAS APRESENTARAM FORTE CRESCIMENTO EM TODOS OS CANAIS DE VENDAS. ALÉM DO CRESCIMENTO DE 6,4% NAS VENDAS das mesmas lojas (comparação de lojas que já existiam no mesmo trimestre de 2014), as vendas do canal agências de viagens independentes apresentaram recuperação no 1T15, apresentando crescimento de 8,5% em comparação com mesmo período do ano anterior, após apresentar queda em 2014. “Este resultado está relacionado principalmente à criação de um time dedicado e à maior proporção relativa das vendas do segmento doméstico neste canal (o qual tem apresentado melhor performance no ambiente econômico atual)”, continua o comunicado. As reservas confirmadas no canal on-line apresentaram crescimento de 17,5% no 1T15, apresentando recuperação após a implementação da nova versão da plataforma em outubro de 2014, segundo análise da própria CVC. “Os consumidores do canal on-line demonstraram maior sensibilidade a preços do que os consumidores de outros canais, sendo que o preço médio apresentou redução de 16,3% (devido principalmente a mudanças no mix de produto), enquanto a quantidade de passageiros aumentou 40,4% no período”. Notícia curiosa da semana: a CVC entrou com pedido no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para que a Decolar.com adaptasse sua publicidade com artistas famosos, pois usava termos que não podia provar, como melhor preço e maior do mundo. O Conar acatou o pedido e vai julgar a ação. O Jornal PANROTAS apurou que a Decolar.com irá fazer

adaptações nestes itens, mas que a campanha não sairá do ar. A CVC fez questão de ressaltar que sua plataforma on-line “continua a apresentar um mix de produto mais rentável do que o das agências on-line tradicionais (pacotes e hotéis representam cerca de 75% das reservas confirmadas, enquanto as OTAs tradicionais dependeriam principalmente da venda de bilhetes aéreos avulsos, os quais apresentam margens menores)”.

COMPRA ANTECIPADA

A diferença média entre a data da compra e a data do embarque diminuiu de 75 dias no primeiro trimestre de 2014 para 70 dias este ano. “Esta mudança no comportamento ocorreu principalmente pela queda da confiança do consumidor, levando-o a adquirir pacotes com menor antecedência”, avaliou a operadora.p

Valter Patriani


12 Eventos

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Danilo Alves e Rodrigo Vieira

Tradução do sucesso Carolina Cordioli, do Brand USA, o cônsul Steve Knode e Jussara Haddad, do Consulado dos Estados Unidos no Brasil

OS NÚMEROS NÃO DEIXAM MARGEM PARA DÚVIDAS: QUANDO O ASSUNTO É TURISMO NOS ESTADOS UNIDOS, o mercado brasileiro está longe de ser um coadjuvante. Com quase 2,3 milhões de visitantes

no ano passado, 10% a mais do que em 2013, o Brasil é o terceiro maior emissor internacional para a terra do Tio Sam, atrás apenas de Reino Unido e Japão. Os dados não levam em consideração os mercados de Canadá

e México, que fazem fronteira com os Estados Unidos. Além da expansão da malha aérea entre os países, grande parte desse sucesso, segundo o cônsul norte-americano no Brasil, Dennis Hankins, se deve ao tra-

balho do setor de Turismo da Embaixada Americana no Brasil. O principal deles é o Visit USA, cuja edição deste ano reuniu 74 expositores na última semana de abril no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Campinas (SP), 20% a mais do que na edição anterior. Mais de 1,6 mil profissionais de turismo prestigiaram o evento durante os três dias, um recorde de todas as edições do encontro. “Temos total confiança na Jussara Haddad e toda missão norte-americana no País”, comemorou Hankins sobre o Visit USA. “Depois de 20 anos bem sucedidos de nossa atuação aqui, não há dúvida de que o brasileiro vai continuar indo mais para os Estados Unidos, pois já passamos por muitas situações instáveis no cenário econômico.” Hankins se referiu à alta recente do dólar no País, além da instabilidade apresentada pela economia brasileira nesse semestre. “Em 2015 o ritmo pode ser mais tímido, mas os dados devem continuar positivos”, avaliou. “O número de brasileiros nos Estados Unidos vai crescer esse ano, mas por conta de um difícil cenário econômico e um câmbio elevado, creio que 2015 seja ano para acertar algumas coisas e voltar ainda mais forte em 2016, talvez com um câmbio mais estabilizado”, avaliou. A importância do Brasil para os Estados Unidos, contudo, não se restringe ao volume de passageiros. O brasileiro é também o terceiro visitante que mais gasta em território norte-americano, com cerca de US$ 12,4 bilhões em 2013 – os cálculos de 2014 ainda não foram divulgados, mas devem atingir US$ 14 milhões. O número de vistos emitidos para brasileiros no ano passado foi 10% maior.p


13

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

BANCODEDADOS O que mais motiva os brasileiros a irem aos Estados Unidos.

O contato entre agentes e fornecedores durante o evento

PAN N o t a s Top destinos Os principais destinos norteamericanos para o brasileiro são Flórida, com Orlando e Miami, Nova York, Las Vegas e Califórnia, com destaques para Los Angeles e São Francisco. Entram como destinos secundários Texas, Washington, Massachusetts e Colorado.

Agente expert O Brand USA reforçou no evento sua ferramenta online de capacitação para agentes de viagens que desejam se tornar “experts em Estados Unidos”. Lançado na WTM Latin America, o USA Discovery Program está disponível em português e é dividido em módulos regionais independentes, o que torna o processo dinâmico e fácil.

Vistos Aproximadamente 1,1 milhão de vistos foram emitidos pela missão diplomática norteamericana no Brasil ano passado, crescimento de 10% sobre 2013. Desse total, 53%, ou quase 600 mil autorizações, foram feitas no consulado de São Paulo. Os dados são do cônsul geral dos Estados Unidos no Brasil, Dennis Hankins.

Best Western Novo patrocinador master do Visit USA no Brasil, a Best Western deve ganhar 200 novos hotéis pelo mundo até o final deste ano, de acordo com o diretor de Vendas Internacionais para o Brasil, Matt Teixeira.

ll Compras – 95% ll Gastronomia – 89% ll Locais históricos – 51% ll Parques temáticos – 47% ll Passeios – 40% ll Galerias e museus – 32% ll Shows e espetáculos – 30%

> Continua na pág. 14


Flashes

14

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

1

Visit USA

< Continuação da pág. 13

1 O brinde de Heloisa Prass, da PANROTAS, Karen Schmidt e Matt Teixeira, da Best Western, Adriano Gomes, da CVC, Jane Terra, do Sky Hotels and Resorts, e Marcelo Barone, da RCA 2 Guilherme Dal Secco, da United, e Jussara Haddad 3 Daniele Fernandes, Silvia Fagundes e Sonia Carbone, da Trade Tours 4 Gerson Visconte, do American Express Global Travel Card 5 Morgan Taylor, do Turismo do Texas, e Rafaela Brown, da Interamerican, que representa o destino no Brasil 6 Claudia Lobo, do Visit Orlando, com Marianna Alcorta, Guillermo Alcorta e Heloisa Prass, da PANROTAS 7 Gabriele Lopes e Leslie Benveniste, do Visit Tampa Bay 8 Karen Almeida e Carolina Cordioli, do Brand USA 9 Renato Gonçalves, do Universal Orlando Resort 10 Matt Still, diretor de Operações da La Cita e filho de Rick Still, diretor administrativo do encontro 11 Alexis Watanabe, Carolina Mokshin e Ariane Carvalho, do Americas Premier Shopping Places 12 Matt Teixeira e Viviane Amadei, da Best Western 13 Joseph Walker e Svetlana Yazovskikh, do Turismo da Filadélfia 2

3

4

6

10

14

5

7

8

9

11

12

15

16

17

18

20 19

21

14 Mariana Watzeck e Raquel Gomes, da Delta Air Lines 15 Sabrina Tadeu Freitas, do DFW Airport 16 Rosy Franciscon, da Franciscon Viagens e Turismo, Amelia Jacintho, da AJ Turismo, e Carine Lisboa, da Tiare Tours 17 Leonel Rossi, da Abav, com Jussara Haddad 18 Marcos Mello, da IHG 19 Bárbara Picolo entre Allan Gomes e Victor Lara, da Flytour Viagens 20 Guilherme Alcorta, da PANROTAS, Matt Teixeira, da Best Western, Heloisa Prass, da PANROTAS, Matt Still, do La Cita, e Guillermo Alcorta, também da PANROTAS 21 Alexandre Mesquita, Marcos Rodrigues, Keyla Caldas e Jorge Souza, da MMTGapnet

13


15

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

22 22 Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, com Dennis Hankin, Jussara Haddad e Steve Knode, do Consulado dos Estados Unidos 23 Ana Beatriz di Pietro, de Las Vegas, e Pedro Romio, de Los Angeles 24 O cônsul Steve Knode com Antonio Azevedo, presidente da Abav 25 Patrick Yvars, da Disney, Jay Santos, do Visit Orlando, o consul Steve Knode, Cláudia Lobo, do Visit Orlando, Jussara Haddad e Maurício Alexandre, do Sea World 26 Luiz Martins, da Ativa Turismo, e Francisco Lopes, da LCA Turismo 27 Patrick Yvars, da Disney, Luiz Moura, da ITMS, e Maurício Alexandre, do Sea World 28 Marina Barros e Cauê Borini, do Visit Florida 29 Flávia Fernandes, do Miami and the Beaches

25

23

24

26

27

28

29


16 Hotelaria

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Rodrigo Vieira

Reabertura anunciada Christian Boyens, diretor geral do Ritz Paris

CLÁSSICO, LUXUOSO, ELEGANTE, HISTÓRICO E, EM BREVE, COM UMA TECNOLOGIA DE PONTA. EM REFORMA DESDE AGOSTO DE 2012, O THE RITZ PARIS, uma das propriedades mais icônicas da hotelaria internacional, reabrirá suas portas de ferro forjado em dezembro deste ano. As reservas já estarão abertas a partir de 18 de junho. Essa é a primeira reforma do Ritz Paris desde sua abertura, em 1898. Uma das maiores preocupações do hotel francês, que só teve dois donos desde sua inauguração, é manter a atmosfera, arquitetura e decoração da propriedade. Isso significa que o Ritz Paris pretende fazer uma reabertura com espaços recém-criados, conforto aliado à alta tecnologia e compromisso com as raízes. “Decidimos, após 114 anos de atividades ininterruptas, que era hora de fechar o hotel por três anos para uma renovação completa, mas com o objetivo de manter o The Ritz Paris como o The Ritz Paris, isto é, sem trocar nenhum móvel antigo, tampouco nossos lindos lustres e a decoração. São nossas originalidades, nosso maior chamariz, e jamais poderíamos abrir mão disso. Os hóspedes podem apostar que se sentirão no mesmo ambiente magnífico de sempre”, garante o diretor geral, Christian Boyens. “De outro lado, por trás das paredes do

Ilustração do Le Grand Jardin

Ritz haverá uma estrutura completa para atender os mais exigentes clientes em termos de tecnologia.” Boyens refere-se principalmente à internet, que, segundo ele, passará a ser bem mais veloz, devido ao novo modelo de fibra ótica. No entanto, ainda entram nessa lista um sistema de ar-condicionado e aquecedor mais moderno, televisores em full HD, estrutura elétrica aprimorada, entrada USB e outras amenidades. Tudo isso, de acordo com o diretor geral, está sendo colocado de maneira amena, para não tirar a elegância de um ambiente tão carregado de história. “No que diz respeito à arquitetura, o hotel contará com banheiros mais espaçosos, quartos com maior entrada de luz natural, o que deixa seus melhores elementos ainda mais lindos. Em suma, reunimos nossas mazelas do passado e estamos corrigindo o máximo possível”, avalia Boyens, ainda ostentando outra novidade. “Um túnel foi criado sob a Place Vendôme para quem deseja entrar discretamente no hotel pela garagem. Somos conhecidos historicamente por receber celebridades internacionais.” O Ritz Paris conta com 71 quartos e 71 suítes, o menor deles com 40 metros quadrados, e Boyens assegura que todos permanecerão combinando estilo imperial opulento. “Tudo em uma mistura harmoniosa com painéis de ma-


17

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

deira fina e cores pastel delicadas. Os quartos, equipados com as tecnologias mais recentes, serão incomparáveis em Paris e vários deles contarão com terraços.”

TETO RETRÁTIL Outra aposta do Ritz Paris é um teto retrátil, que deve transformar o jardim de inverno em um pátio arborizado durante o ano todo. “Na parte do hotel na Rua Cambon, os hóspedes poderão desfrutar de um drink ou uma refeição informal no novo Ritz Bar, que cria o ambiente de um café parisiense elegante”, afirma Boyens. No total o hotel terá três bares. “Também teremos três restaurantes, já que a Ecole Ritz Escoffier, no centro da gastronomia francesa, oferecerá uma nova cozinha para acomodar um número crescente de entusiastas da culinária e profissionais em todos os níveis.”

O RITZ NO BRASIL Não é à toa que Boyens veio ao Brasil no final do mês passado em missão comercial. O País representa um dos cinco melhores mercados do Ritz Paris, ao lado de Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Suíça. “E nossa expectativa é ainda maior após essa renovação. Apesar da frágil situação financeira que o Brasil passa agora, temos no hóspede brasileiro um dos mais fieis do mundo nessas últimas décadas, inclusive superando épocas ainda mais difíceis do que essa”, afirma o diretor. “Já esperamos alto volume nas vendas a partir desse 18 de junho.” A distribuição do Ritz no Brasil é feita de diversas maneiras. O hotel possui um canal direto de vendas on-line, mas também tem parceria com o Small Luxury Hotels e Leading Hotels of The World. “É claro que também vendemos por meio do agente de viagens. Tenho ótima relação com esses profissionais, principalmente os de São Paulo e do Rio de Janeiro, nossos maiores mercados”, afirma Boyens. Perguntado sobre o valor da reforma, ele foi categórico. “Investimos o quanto foi necessário para deixar o Ritz perfeito.” p

Ilustração de como será a suíte Duke of Windsor

A histórica fachada do Ritz Paris


18 Mercado

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Artur Luiz Andrade

Sabre levou

Enrique Cueto, CEO da Latam

No meio de uma tarde de terça-feira, um comunicado de imprensa (ou press release) simples e objetivo chegou às redações de todo o mundo respondendo a uma das perguntas de US$ 1 milhão que o turis-

Tom Klein, presidente e CEO da Sabre Corporation

mo aguardava: o Grupo Latam, formado por Lan Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Equador, além de Tam e Tam Mercosur, decidiu-se pelo Sabre como seu novo provedor de soluções tecnológicas — do check-in ao sistema de reservas, passando por diver-

Claudia Sender, presidente da Tam

sos produtos comerciais, de operações e marketing. O acordo está sendo tratado como a maior migração tecnológica da indústria de aviação na América Latina. E olha que a Sabre Airlines Solutions tem como clientes na re-

gião (também como provedora de tecnologia) nomes de peso como Aerolíneas Argentinas, Aeromexico e Copa Airlines (que deve terminar sua migração em 2016). A migração da Tam, que hoje usa sistemas da Amadeus, deve durar dois anos e inclui a integração com as cinco outras empresas da Latam, que já usam Sabre desde 2012. Os agentes de viagens e demais players da indústria no Brasil (como integradores e demais distribuidores) estão curiosos para saber como será o processo, pois sabem dos problemas que aconteceram na última migração da Tam e que sempre a tecnologia, antes de ajudar, causa novas rotinas e até entraves. O Sabre e a Tam garantem, porém, que nesses dois anos haverá uma transição suave e transparente. Sem pressa e com participação de todos. O fato de as empresas Lan já usarem as soluções do Sabre e de o próprio Sabre ter sido fornecedor de tecnologia para a Tam por 15 anos, tendo inclusive desenvolvido o portal e-Tam, contam a favor. O leque de soluções tecnológicas e sistemas não inclui obrigatoriamente o retorno da Tam ao GDS, mas essa opção está sim sendo analisada há algum tempo. Entre as alternativas há sistema de reservas e check-in, além de outras soluções para gestão de tripulações e aeroportos, escala e operações de voos, esses últimos concentrados no portfólio Sabre Air Centre. O Grupo Latam Airlines e todas as suas afiliadas terão acesso integral, ainda, a soluções para planejamento comercial, gestão de revenue e projeção de malhas aéreas, por meio do portfólio Sabre Air Vision. p


19

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Entrevista

Integração A LAN É CLIENTE DAS SOLUÇÕES SABRE DESDE 2012 E A INTEGRAÇÃO COM A TAM, QUE PASSARÁ A USAR O SABRE SONIC CSS, CRIA UM SISTEMA UNIFICADO DE RESERVAS PARA TODO O GRUPO LATAM. O Grupo Latam atende mais de 67 milhões de passageiros por ano com uma rede em contínua expansão de 135 destinos em todo o mundo. Para o CEO do grupo, Enrique Cueto, “nossa estratégia de crescimento está baseada em criar e disponibilizar uma experiência diferenciada para os passageiros, além da consistência e eficiência operacional em toda nossa rede. A tecnologia do Sabre é um fator fundamental para atingir com sucesso este objetivo”. Tom Klein, presidente e CEO da Sabre Corporation, acrescenta que “a Latam Airlines é um dos maiores e mais bem-sucedidos grupos de companhias aéreas no mundo, e o Sabre tem muito orgulho em expandir essa parceria como um de seus principais fornecedores de tecnologia”. “Após um amplo estudo técnico, operacional e econômico, concluiuse que a plataforma mais adequada para a comercialização do inventário da Tam e da Lan é a do Sabre”, disse

a Tam ao Jornal PANROTAS, que enviou à companhia perguntas por e-mail e sua assessoria de comunicação respondeu, conforme abaixo. JORNAL PANROTAS — Por que o Grupo Latam decidiu adotar o Sabre como provedor de tecnologia para todas as suas empresas, incluindo a Tam? TAM — Desde o início da associação entre as companhias Tam e Lan, diversas iniciativas de harmonização de processos foram iniciadas buscando, dentre outros objetivos, proporcionar uma melhor experiência aos nossos clientes e parceiros. Dentre as ações previstas de harmonização está a definição por um sistema integrado de serviço ao passageiro, com a unificação da plataforma de reservas e vendas de bilhetes. Assim, após um amplo estudo técnico, operacional e econômico, concluiuse que a plataforma mais adequada para a comercialização do inventário da Tam e da Lan é a do Sabre. JP — Qual o cronograma de migração do sistema Amadeus para Sabre? TAM — A previsão para implantação desta nova plataforma é até o primeiro semestre de 2017. Todas as etapas

referentes à implantação estão sendo cuidadosamente desenhadas e serão comunicadas antecipadamente. JP — Que benefícios essa mudança trará para a companhia, para os agentes de viagens e para os clientes finais? TAM — Um sistema de reservas único é essencial para aumentar e unificar a oferta e disponibilidade de produtos integrados do Grupo Latam. Também é um passo importante para que a experiência do passageiro, ao voar em qualquer companhia do grupo, seja a mesma. Com um único sistema, poderemos harmonizar procedimentos e políticas comerciais que atualmente são diferentes, além de obter sinergias para a empresa. JP — Na troca de um sistema pelo outro, haverá uma parada de sistema, como ocorreu na migração anterior? TAM — Atualmente estão em definição o desenho e o cronograma completo do projeto, com estimativa de implementação até o primeiro semestre de 2017, e todas as integrações, impactos e estratégias estão sendo avaliadas e planejadas para termos o menor impacto possível nas operações e serão informa-

das com a devida antecedência. JP — O que muda no dia a dia dos agentes de viagens? Será necessário fazer treinamento para usar o novo sistema? TAM — Por enquanto, não haverá qualquer tipo de impacto. A transição entre sistemas será feita de maneira coordenada e buscará mitigar todos os possíveis impactos. Outro ponto é que o objetivo é garantir que as mudanças sejam mínimas na rotina do agente de viagens. Todo programa de treinamento, que será integralmente custeado pelo Grupo Latam, está sendo definido e será comunicado oportunamente. JP — Que mudanças haverá nas operações de aeroporto? TAM — Atualmente estão em definição o desenho e o cronograma completo do projeto e todas as integrações, impactos e estratégias estão sendo avaliadas e planejadas. JP — A parceria inclui também um uso maior do GDS Sabre? TAM — O contrato é referente ao fornecimento de soluções tecnológicas para sistemas de reservas e check-in.p > Continua na pág. 20


20

< Continuação da pág. 19

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

SABRE COMEMORA POSIÇÃO NA AMÉRICA LATINA O VICE GLOBAL DE VENDAS DA SABRE AIRLINES SOLUTIONS, JOHN ELIESON, CLASSIFICA COMO HISTÓRICO O ACORDO DA EMPRESA COM O GRUPO LATAM. “Quando a migração for finalizada, o Sabre será o provedor tecnológico das cinco maiores empresas aéreas da região: Lan, Tam, Copa (anunciada no fim do ano passado), Aerolíneas Argentinas e Aeromexico”, disse. No Brasil, Gol e Azul são clientes de produtos específicos dessa divisão da Sabre Holdings. Ambas usam produtos das cestas Air Centre (operações) e Air Vision (planejamento comercial e marketing). “Estamos muito orgulhosos em termos sido escolhidos pela Latam. Havia uma expectativa desde a fusão de Lan com Tam e foi uma experiência muito rica e única esse processo todo, que culminou com esse anúncio”, declarou Elieson. “Mais que a capacidade do sistema, que é similar no nosso concorrente, o que fez a diferença foi nossa visão de futuro, em como nossas soluções vão colocar a Tam e as demais empresas do Grupo Latam nessa nova realidade da aviação. Com a integração das sete empresas (cinco Lan mais Tam e Tam Mercosur), as sinergias entre elas serão ainda melhores e a experiência para os clientes mais fluidas e ininterruptas”. Sobre essa visão do futuro, Elieson diz que, em resumo, é a visão de que tudo está centralizado no cliente, no passageiro das empresas aéreas. “Como atendê-los melhor, como ter os melhores produtos, como vender melhor? Essas são algumas perguntas que vamos responder com nossas soluções”.

SAIBA MAIS SOBRE O CLIENTE Elieson exemplifica: a partir de um hub centralizado, com informações dos clientes. “Em uma tela apenas as empresas do Grupo Latam poderão ver todas as interações do cliente com qualquer uma dessas empresas. Desde como fez o check-in até se comprou ancillaries, as buscas que fez, se sua viagem teve alguma interrupção... Ou seja, o Grupo Latam entenderá melhor as necessidades dos clientes”. O vice-presidente regional do Sabre, Luiz Ambar, também comemora o acordo assinado com o Grupo Latam, para o fornecimento de tecnologia em diversas aéreas, como sistema de reservas, check-in e uma série de outros serviços. A migração do atual sistema (Amadeus) para o Sabre deve durar dois anos e Ambar disse que os times do Sabre, Tam e Latam cuidarão para que “a transição seja suave e transparente”. “Vamos atender não apenas as agências que já usam o Sabre e conhecem nossos benefícios, mas todo o merca-

do. Agora será a Latam que decidirá que produtos vai usar e como”, disse Ambar, antecipando-se à pergunta sobre o uso do Sabre como GDS, uma negociação que ainda está indefinida. “Estamos muito orgulhosos com essa volta da Tam, que se soma a outras conquistas recentes como o upgrade da America Airlines para a plataforma Sabre Sonic e as conquistas da Alitalia e da Copa, por exemplo. Um testemunho de que as maiores empresas do mundo têm optado pelas soluções da plataforma Sabre”, finaliza Ambar.p

John Elieson, VP da Sabre Airlines Solutions

Luiz Ambar, VP regional do Sabre


21

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Entrevista

Hub no Nordeste

Reunião da presidente da Tam com o governador do Rio Grande do Norte

ALÉM DO TEMA “SABRE DE VOLTA À TAM”, OUTRO ASSUNTO QUE MOVIMENTA O TRADE, ESPECIALMENTE O DO NORDESTE, é a disputa entre Fortaleza, Recife e Natal para sediar o de hub da Tam na região. “Nossos estudos apontam que o impacto do hub onde for instalado será a geração de oito a 12 mil empregos e R$ 3,9 bilhões em investimentos”, destacou a presidente da Tam e da Tam S.A., Claudia Sender, ao receber o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, para uma reunião. Sender, na mesma reunião, apontou

os motivos que justificaram a escolha do Nordeste para a implantação do novo hub. Entre eles, o alto PIB per capita e o turismo local desenvolvido. Ela chegou a citar como exemplo Dubai, nos Emirados Árabes, que se tornou um dos maiores centros de conexões do mundo. “É uma capital que aproveitou sua posição geográfica para gerar riquezas”. A escolha do hub será feita este ano, para implantação em 2016. Leia abaixo alguns esclarecimentos da Tam, a pedido do Jornal PANROTAS. JORNAL PANROTAS — Que Estados já procuraram a Tam? TAM — A Tam iniciou, no dia do anúncio (17/4), os contatos com as autoridades dos três Estados (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco) e das respectivas capitais, bem como com as administradoras aeroportuárias. JP — O que vai contar mais nessa escolha? TAM — Os três critérios para a escolha da cidade são: a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e seu potencial de desenvolvimento, e ainda a experiência do cliente. Durante o estudo de viabilidade da iniciativa, que deve ser finalizado até o fim de 2015, a companhia também avaliará outros fatores, mas seu principal objetivo será sempre otimizar os custos, capilarizar sua malha e oferecer a melhor experiência para o passageiro. JP — Como a empresa avalia a infraestrutura hoje existente? TAM — Os três aeroportos selecionados têm pontos fortes e outros que necessitam de melhorias. Todos têm potencial de desenvolvimento da infraestrutura já existente, que será um fator-chave. JP — A Tam espera que tipo de incentivos dos governos envolvidos? TAM — Os contatos com as autoridades têm o objetivo de viabilizar os fatores necessários para a escolha de uma das capitais, como a infraestrutura adequada e a competitividade de custos. JP — O foco maior será internacional ou regional? TAM — O principal objetivo é ampliar a conectividade das regiões Norte e Nordeste do Brasil com a América do Sul e a Europa. Com um hub no Nordeste, nossos passageiros poderão, por exemplo, ir de Santarém até Madri sem ter que passar por São Paulo. Com isso, a distância total do voo será até 27% menor.p


22 Eventos

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Suzana Liskauskas – Erfurt (Alemanha), especial para o Jornal PANROTAS

Despertar alemão

A charmosa Erfurt sediu o GMT 2015

O BRASIL JÁ É O SEXTO PRINCIPAL MERCADO NÃO EUROPEU PARA O TURISMO ALEMÃO. ESSA E OUTRAS INFORMAÇÕES FORAM APRESENTADAS PELA CHIEF EXECUTIVE OFFICER DO GERMAN NATIONAL TOURIST BOARD (GNTB), Petra Hedorfer, durante a edição 2015 do German Travel Market (GTM), realizado em Erfurt, na Alemanha, entre 26 e 28 de abril. As viagens originadas do Brasil para a Alemanha chegaram a 314 mil no ano passado, gerando receita de 800 milhões de euros. De janeiro a fevereiro, houve um aumento de 31% no número de pernoites de brasileiros, o equivalente a 115 mil noites de hotel. No topo do ranking dos países que mais enviam turistas à Alemanha estão os Estados Unidos (1,9 milhão de viagens e receita de € 4 bilhões) e a China (1,1 milhão e € 2,9 bilhões). Também em relação a 2014, os viajantes da América do Sul foram responsáveis por aumento de 5,7% no número de viagens, o segundo maior incremento regional, superior inclusive ao da Ásia (5,3%). No total, a Alemanha registrou 75,6 milhões de pernoites de turistas internacionais no ano passado, que viajaram de férias (61%), para fazer negócios (27%) e para visitar amigos e parentes (11%). No GTM, a delegação brasileira foi composta por representantes das seguintes operadoras: CVC, Submarino Viagens, Transmundi, Socaltur, LT


23

Festa promovida pela organização do GMT reuniu centenas de pessoas

Travel, BK21, TT Operadora, Holam Tour e Futura Turismo (veja as opiniões na página seguinte). De acordo com a diretora do Turismo da Alemanha no Brasil, Margaret Grantham, os brasileiros têm viajado por diferentes regiões do país e o interesse não parou nem durante a Copa do Mundo. “Achávamos que 2014 seria super fraco por conta do torneio, mas não foi o que aconteceu. Desde agosto, observamos um movimento crescente de 20%, em termos de pernoites”, destaca Margaret. Os destinos mais procurados ainda são Berlim, Munique e Frankfurt. Margaret, porém, ressalta que houve uma mudança com relação à quarta colocada. “Até pouco tempo era Colônia, mas Hamburgo assumiu o posto e se tornou a segunda opção daqueles que já conhecem Berlim. Hamburgo é uma metrópole cosmopolita, sofisticada, que atende muito bem os brasileiros, com uma vida noturna agitada, hotéis excelentes e uma gastronomia variada”, detalha. Segundo Margaret, os brasileiros têm descoberto a Alemanha muito em função da propaganda boca a boca. Ela comenta que, durante décadas, o idioma era uma barreira. “A Alemanha nunca foi o primeiro destino dos brasileiros na Europa. No entanto, quando o viajante do Brasil conhece a Alemanha, ele acaba se surpreendendo por encontrar um país que eles não imaginavam. A partir daí voltam ao Brasil propagando essa descoberta. Isso tem ajudado muito no crescimento do turismo dos brasileiros na Alemanha”, conta.p > Continua na pág. 24

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Grupo de operadores e agentes brasileiros


24

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Opinião do trade

< Continuação da pág. 23

“O que falta é conhecimento sobre cidades de menor porte que podem entrar nas rotas principais. Erfurt e Weimar têm histórias interessantíssimas, mas são pouco conhecidas entre os brasileiros que viajam para a Alemanha e, também, para muitos agentes de viagens. Acho que o bacana do GTM é o fato de termos a possibilidade de conhecer a verdadeira história da Alemanha, a cultura, as tradições e as cidades pequenas que, de um modo geral, não teríamos como conhecer.” Bárbara Pohlmann, da BK21

“Erfurt com certeza tem potencial para agradar diversos públicos. Mas este destino não se vende sozinho. O público brasileiro não compra porque não conhece. Minha intenção é vender esses novos destinos para os brasileiros, combinando com os clássicos.” Miguel Andrade, da Transmundi Viagens

“A Alemanha está investindo muito na Deutsche Ban, como as novas linhas de alta velocidade. Erfurt será um novo hub ferroviário, que juntará trens vindos de Frankfurt e Munique. Em 30 anos, a Alemanha acordou para o turismo. Nesta edição da GTM fiquei impressionado com como cada Estado da Alemanha aprendeu a vender suas atrações.” Pablo Bernhard, da TT Operadora

“Faço um trabalho para a Nürnbergmess, levo missões de empresários do Brasil para serem expositores ou visitantes. Mas atuo também em outros mercados. Frequento outras feiras com modelos parecidos, como a EIBTM, em Barcelona. Para mim, esse contato de olho no olho com o fornecedor é imprescindível para conseguirmos negociar boas condições para ambos os lados.” Flávio Costa, da LT Travel

“Temos uma equipe grande para uma agência do interior e lidamos com uma carteira de clientes que contempla corporativo e lazer. Mas nos especializamos também em montar pacotes de acordo com demandas dos clientes, em todo o mundo, o que acaba exigindo mais conhecimento. Eu já havia vendido para um cliente um pacote com Erfurt. Ao conhecer a cidade, comprovei que meu trabalho de pesquisa foi correto.” Ingrid Schoenmaker, Holam Tour

“Nosso objetivo foi aprofundar parcerias para aumentar o share da operadora no mercado de trens. Nosso foco é a Reforma Luterana, que é o tema da campanha de turismo da Alemanha para 2017, além de serviços especializados.” Fernando Souza, da Socaltur

“Os números da Alemanha, em termos de turismo, são absurdos. Isso me dá segurança para vender qualquer produto na Alemanha. Berlim, depois da queda do muro, se tornou a Nova York da Europa. O brasileiro gosta muito da Bavária, que tem a festa, o povo é afetuoso, tem a questão da cerveja. Enfim, o brasileiro está começando a descobrir tudo isso.” Idione Particelli Rechinelli, da Futura Turismo

“Nosso principal desafio é fazer com que os clientes não pensem somente em Berlim e Frankfurt, mas na possiblidade de explorar outras cidades, como Leipzig, Düsseldorf, Colônia e Stuttgart. Ao participar da GTM, tivemos a chance de fazer contato com bons fornecedores, adquirindo novas informações. Agora, temos subsídio para poder desenvolver essas outras localidades.” Priscila Vera, da CVC


25

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

ALÉM DE BERLIM OUTRO ESFORÇO DO ESCRITÓRIO DE TURISMO DA ALEMANHA PARA BRASIL E AMÉRICA DO SUL É DIVULGAR METRÓPOLES MUITO BEM PREPARADAS PARA O TURISMO, porém pouco procuradas por brasileiros. A diretora Margaret Grantham diz que, desde 2012, a Associação Magic Cities, ligada ao DZT, que reúne agora dez cidades (Frankfurt, Stuttgart, Nuremberg, Munique, Leipzig, Dresden, Hanôver, Hamburgo, Colônia e Düsseldorf) vem desenvolvendo campanhas específicas para o mercado do Brasil. “A aliança promove esses destinos no mundo. Para entrar na lista, a cidade alemã deve obedecer a uma relação de critérios, que inclui ter um aeroporto internacional, ser ligada por trem e ter um centro de convenções e congressos. O trabalho no Brasil consiste na formação de parcerias com operadores, como CVC e Submarino, financiando campanhas e dando sugestão de roteiros. Essas dez cidades correspondem a 70 % das pernoites dos brasileiros na Alemanha. São as mais importantes para o mercado Brasil”, detalha Margaret. Ela explica que, para apresentar essas cidades, tradicionalmente menos conhecidas e trazê-las para foco do brasileiro, são usadas como carro-chefe os destinos mais famosos.“Temos roteiros que já são muito bem sucedidos no mercado brasileiro, como Berlim e Dresden. Berlim é uma metrópole extremamente cosmopolita, e Dresden uma cidade barroca, a duas horas de Berlim. Essa combinação do barroco com o moderno agradou muito os brasileiros. Há outros exemplos, como Frankfurt, Stuttgart e Munique, que oferece um roteiro de carros e cervejas. E o roteiro do Reno (Frankfurt, Dusseldorf e Colonia), que, inclusive, faz parte de um roteiro Life Style”, explica. Outro tipo de passeio que vem conquistando cada vez mais

os brasileiros é o que inclui rotas de bicicletas. “São várias no país, com toda a segurança e a sinalização necessárias. Além disso, há uma moda em torno do ciclismo no Brasil”, comenta Margaret.p

Christian Schüller (escritório de turismo de Rudesheim am Rheim), Jasmin Bischoff (escritório de turismo de Frankfurt), Rupert Geiger (escritório de turismo de Munique), Margaret Grantham (Brasil), Martina Weber (escritório de Nuremberg) e Thomas Gunter (Neuschwanstein Hotels)


26 Viage n s c o rp o rat iva s

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Danilo Alves, Campinas (SP)

Com mais conteúdo A QUINTA EDIÇÃO DO FÓRUM COSTA BRAVA, REALIZADA NA ÚLTIMA SEMANA, REUNIU 350 PROFISSIONAIS — SENDO 150 GESTORES DE VIAGENS — no Royal Palm Plaza, em Campinas (SP), para discutir o futuro da gestão de viagens corporativas sob o ponto de vista de quatro pilares: inovação, foco do viajante, smart data ao invés de big data e profissionalização. “Eu fico feliz quando vejo no que o Fórum Costa Brava se transformou ao longo de sua história. Há cinco anos, ninguém falava de gestão de viagens corporativas aqui na região”, disse o diretor geral da TMC e idealizador do evento, Rubens Schwartzmann. “O tamanho da nossa responsabilidade ao fazermos o fórum é enorme. São muitos detalhes que temos

Familia Schwartzmann: Mauro, Juliana, Rubens, Marina e Carlos

que nos preocupar diariamente, mas são eles que capacitam os participantes e que norteiam o nosso trabalho, além de fazer com que a gestão de viagens seja um sucesso. Esse é o nosso DNA”, completou, revelando ainda que já recebeu feedbacks positivos de Luiz Teixeira, da Delta, e de Anderson Wolff, da Azul, elogiando a quantidade e a qualidade dos gestores presentes ao evento. Segundo o diretor de Vendas e Marketing da Costa Brava, Carlos Schwartzmann, o fórum já se consolidou como oportunidade de promover conhecimento e apresentar novidades aos profissionais do segmento corporativo. “Crescemos em formato, tamanho e participantes”, destacou.


27

O conteúdo do evento foi desenvolvido em parceria com a Academia de Viagens, de Viviânne Martins e Patrícia Thomas. A grande novidade ficou por conta do Momento Mice, que, paralelamente ao Momento Viagens Corporativas, foi composto por duas palestras sobre eventos e incentivos. “É uma maneira de trazer mais conteúdo para um número maior de participantes. O Fórum Costa Brava já está consolidado e achamos que essa era a hora de inovar. Foram duas palestras, uma da Líbia Macedo e outra do Sidney Alonso. Uma coisa que muito me agradou foi o contraponto das duas apresentações”, destacou Viviânne. “Enquanto a Líbia falou que precisamos inovar, pensar fora da caixa e fazer diferente, o Sidney disse que devemos fazer um pouco mais do mesmo. Quem está certo ou errado? Ninguém, pois não há mais uma verdade absoluta.” “Este é um evento de capacitação. É claro que é um benefício para nossos clientes, mas é também um momento de debate de tendências, de observação de boas práticas, por isso não convidamos apenas nossos clientes. Abrimos também para gestores de outras empresas, fornecedores e entidades”, completou Rubens Schwartzmann.

PENSANDO NO FUTURO Durante a abertura do encontro, visivelmente emocionado, Rubens Schwartzmann ainda destacou a criação do CB2020, um manual de diretrizes da Costa Brava. “Assim como a vida, uma empresa também é feita de ciclos. Foi a partir deste pensamento que criamos o CB2020, que traz os nossos objetivos e planos estratégicos de como chegar em 2020”, explicou. “Olhando tudo o que temos feitos nos últimos cinco anos, identificamos que o nosso objetivo principal é ouvir dos clientes que somos a melhor e a mais querida entre as maiores do mercado.” > Continua na pág. 28

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Palestra com Líbia Macedo


28

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

< Continuação da pág. 27

Viviânne Martins e Patrícia Thomas, da Academia de Viagens, entre Carlos e Rubens, da Costa Brava

CRISE? Em entrevista ao Jornal PANROTAS , Rubens Schwartzmann reafirmou que a situação econômica do País é um alerta para o mercado, mas que o momento não é tão ruim como muitos consideram. A afirmação pode ser confirmada pelos resultados das vendas da Costa Brava nos três primeiros meses do ano: o aéreo nacional cresceu 5% e a tarifa média caiu 3%. A hotelaria doméstica teve um acréscimo de 10% e o aéreo internacional registrou 10% a mais no número de bilhetes emitidos. “Em função da guerra tarifária entre as aéreas, a venda em real fi-

cou igual ao primeiro trimestre de 2014”, explicou Rubens Schwartzmann. O diretor geral da empresa revelou ainda que março foi o melhor mês da história da Costa Brava e que a projeção de crescimento de 15% em 2015 está mantida. “É um ano atípico, como foi 2014, e como 2016 também será. Não vamos sair fazendo grandes investimentos de marketing, mas também não notamos ainda uma retração no número de viagens dos nossos clientes. O corporativo está apenas mais cauteloso”, advertiu ele.p

Show da Familia Lima encerrou o Fórum Costa Brava 2015

ATENDIMENTO FOI PENSANDO EM UM CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL AO LONGO DO ANO QUE RUBENS SCHWARTZMANN ANUNCIOU O NOVO MODELO DE ATENDIMENTO CORPORATIVO DA EMPRESA. BATIZADO DE “NÚCLEOS DE ATENDIMENTO POR ESPECIALIZAÇÃO”, e consolidado em três

pilares fundamentais (plano de carreira, núcleo de atendimento e plano de contingência), o atendimento da Costa Brava está dividido em equipes de cinco colaboradores (consul-

S E G M E N TA D O

tor júnior, consultor pleno, consultor sênior, assistente e líder). Os grupos são: bens de capital e autoindústria, varejo e serviços, P&D e tecnologia, indústria química e small business. Segundo Schwartzmann, este formato foi pensado e repensado diversas vezes, a fim de proporcionar as melhores condições para empregador, empregado e cliente. “Todos saem ganhando com esse novo modelo. Em caso de

férias de um colaborador, por exemplo, o núcleo garante o mesmo nível de atendimento e de qualidade, já que todos deverão conhecer cada detalhe do segmento que está inserido”, disse. “O modelo antigo, aquele de call center convencional, não nos permitia crescer mais. Além disso, o Núcleo de Atendimento por Especialização reforça a intenção da Costa Brava de promover um melhor plano de carreira”, completou.p


29

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

COMPRANDO VIAGENS EM 2015 É em momentos de crise econômica e redução de budget que as empresas esperam maior criatividade de seus gestores. Mas como comprar viagens diante de um cenário como o atual? Foi esse o tom do último painel do Fórum Costa Brava 2015, mediado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Andrade, e com a participação do diretor comercial da Gol, Fábio Mader, da gerente regional de Marketing da Turkish Airlines, Rebecca Meadows, do diretor da área de Vendas e Distribuição da Meliá, Fernando Gagliardi, do gestor de Viagens do Grupo Fiat, Paulo Daniel, da gerente de Eventos e Viagens da Astrazeneca do Brasil, Roberta Nonis, e do diretor geral da Costa Brava, Rubens Schwartzmann. Temas como políticas de viagens, o papel da TMC, a antecedência para reservas e melhores tarifas nortearam a discussão, que contou também com a participação da plateia do evento.

REDUÇÃO DE BUDGET Paulo Daniel revelou que a Fiat reduziu em 30% o número de viagens internacionais por conta da crise econômica, mas que, por outro lado, em função da recém-inaugurada fábrica de Pernambuco, os voos nacionais cresceram proporcionalmente, assim como as reuniões por meio de videoconferência. “Eu fiz uma gestão da cadeia de fornecedores. Com base nos hotéis mais procurados pelos nossos viajantes, consegui estabelecer tarifas e acordos comerciais excelentes. Procuro basear meu trabalho fazendo com que todos saiam ganhando: os executivos da minha empresa e os meus parceiros”, exemplificou Roberta, garantindo que obteve bons resultados.

ALTA DO DÓLAR Para Rebecca Meadowns, da Turkish Airlines, a palavra crise é relativa. “Na companhia, não estamos em crise. Pelo contrário, temos registrado um crescimento constante. O que vimos é uma queda no volume de passageiros para determinados destinos, principalmente aqueles que foram impactados com a alta do dólar. A Turquia, por exemplo, não sofreu com isso”, garantiu. No entanto, a empresa turca revelou que seu tíquete médio está 10% abaixo do que o mesmo período do ano passado, mas que a ocupação (77%) é boa.

Artur Andrade, da PANROTAS, com Roberta Nonis, da Astrazeneca, Fábio Mader, da Gol, Rebecca Meadows, da Turkish Airlines, Paulo Daniel, da Fiat, Fernando Gagliardi, da rede Meliá, e Rubens Schwartzmann, da Costa Brava

ANTECEDÊNCIA DE COMPRA

A TMC NO FINAL DE SEMANA

A antecedência ao emitir uma passagem interfere ou não no preço? Paulo Daniel disse que nem sempre. Fábio Mader, da Gol, garantiu que sim. “Hoje, não é tão mais vantajoso comprar muitos dias antes da viagem. Já tive diversos funcionários relatando que viram cair o preço de uma passagem que ele já emitiu. Acabei percebendo que às vezes, a antecedência não traz essa economia”, disse o gestor da Fiat. O diretor da Gol retrucou e afirmou que a curva de preço é desenhada por meio de um trabalho de revenue management, mas concordou que, no primeiro trimestre do ano, as coisas mudaram um pouco. “Eu posso assegurar que comprar com antecedência traz mais economia. Talvez, nos três primeiros meses, essa linha tenha registrado uma curva mais acentuada, por conta da demanda do mercado. Mas isso não faz parte da linha de precificação da Gol”, comentou. A tréplica veio em seguida. “O preço é um até que o concorrente abaixe a tarifa. Eu acho isso saudável e incentiva a concorrência”, retrucou Paulo.

Como exigir redução de custos no meio de tantas promoções de passagens aéreas nos finais de semana? Rubens disse que a ideia de ter um colaborador dedicado a essas “megapromos” não o agrada e que vê aí uma boa oportunidade para repensar políticas e processos. “Isto traz custos de deslocamento do funcionário, hora extra, adicional noturno. E isto acabará sendo repassado para alguém”, opinou o diretor da Costa Brava. A gestora da Astrazeneca achou uma forma de se beneficiar dessas promoções. “Na nossa política de viagens, se o colaborador comprar com 15 dias de antecedência e escolher a menor tarifa, ele poderá emitir a passagem sem a autorização de um aprovador. Com isso, também conseguimos comprar aéreo com preços bem melhores.”

O PAPEL DE CADA UM Gagliardi defende um relacionamento sustentável e a longo prazo entre a empresa e o fornecedor. Segundo ele, antecipação e planejamento sempre farão diferença na hora da compra. “Eu fiz uma gestão da cadeia de fornece-

dores. Com base nos hotéis mais procurados pelos nossos viajantes, consegui estabelecer tarifas e acordos comerciais excelentes. Procuro basear meu trabalho fazendo com que os executivos da minha empresa e os meus parceiros saiam ganhando, sem passar ninguém para trás”, exemplificou Roberta. Mader defendeu o papel consultivo do executivo de Vendas da companhia, e admitiu que isto já está sendo feito na Gol. “Temos conduzido nosso time desta forma, mostrando que eles podem ajudar o cliente a comprar melhor nesse momento de crise, sair de uma simples negociação e entrar em uma consultoria.” Planejar. Este é o papel do gestor de Viagens para Rebecca. “Na Turkish, a gente procura promover a experiência do passageiro a bordo. Não adianta ter uma tarifa lá embaixo se a experiência não for boa, o cliente nunca mais entra em avião nosso”, disse. E, por fim, Rubens garantiu que o papel de uma TMC não deve ser confundido jamais: ajudar os clientes a comprarem melhor. “É viajar mais, pagando menos. É um ano para construir oportunidades. Devem os pensar também que cada viagem tem um propósito e medir o retorno que o negócio pode trazer”, concluiu.p


30 Hotelaria

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

> Diego Verticchio

Foco no corporativo OS NOVOS HOTÉIS PROMETIDOS PARA A BARRA DA TIJUCA, NO RIO DE JANEIRO, ENFIM COMEÇAM A SER INAUGURADOS. UM MÊS APÓS ABERTURA DO GRAND MERCURE RIOCENTRO, A REDE HILTON ABRIU NA MESMA AVENIDA SEU PRIMEIRO EMPREENDIMENTO NO ESTADO. O Hilton Barra Rio de Janeiro foi construído pela Carvalho Hosken e teve investimentos de R$ 300 milhões. Localizado quase em frente ao futuro Parque Olímpico, o hotel é o mais novo cinco estrelas da cidade e também o mais luxuoso do bairro. Construído em L, o hotel conta com 298 quartos e 150 pessoas trabalhando. Até dezembro a rede promete chegar a 200 colaboradores. “Temos um produto que combina o que há de mais moderno em hospitalidade com a melhor qualidade e atendimento para que os nossos hóspedes literalmente se sintam em casa”, afirma a diretora Laura Castagnini, brasileira que iniciou a carreira na Hilton como trainee e hoje ocupa o posto mais alto dentro de um hotel. O cuidado com os detalhes fez com que a rede Hilton transformasse o hotel em um “museu” recheado de obras importantes. Em cada quarto há um quadro que faz parte do acervo da construtora. Pelos quartos e corredores é possível avistar também obras de Burle Marx, Iole de Freitas, Bruno Giorgi, Claudia Melli, José de Arimateia, Margareth Mee e Hugo França, entre outros. Os detalhes, aliás, foram um dos temas importantes que a arquiteta Patrícia Anastassiadis (a mesma que assina Club Med Trancoso, Ritz Carlton Santiago e Tivoli Mofarrej, entre outros) levou em consideração na hora de assinar o projeto. “A Hilton é conhecida pela qualidade e nosso hotel não é diferente. Inauguramos o hotel com 100% de ocupação. Quantos hotéis abrem as portas com todos os quartos ocupados?”, questiona Laura, que teve de abrir o hotel algumas semanas antes do previsto por conta da Laad, feira de segurança e defesa que trouxe ao Rio de Janeiro ministros e chefes de Estado. “Já havíamos assinado o contrato com a organização ano passado. Recebemos o ministro da Defesa e outros chefes

Veja mais fotos na versão digital do JP Detalhes do novíssimo Hilton Barra

de Estado e não tivemos nenhum problema, mesmo tendo sido início das operações”.

PERFIL DE HÓSPEDE

Localizado próximo ao Riocentro, o Hilton Barra da Tijuca tem seu foco principal nos clientes corporativos. Além de oferecer wi-fi gratuito e todo conforto para os hóspedes, o hotel conta com um centro de convenções no andar térreo com 1,2 mil metros quadrados e espaço para receber cerca de 500 pessoas. O empreendimento dispõe ainda de cinco salas de reuniões, além de um business center com três computadores, mesas nos quartos para usar notebook e uma área no lobby para ligar o próprio computador. Ainda que ofereça uma estrutura completa para o hóspede que está a trabalho, a maior procura está sendo nos finais de semana. “Este início de operação está trazendo para nós uma nova perspectiva. Por conta dos feriados de abril estamos recebendo mais hóspedes de lazer que corporativo. Talvez seja uma tendência

deste mercado, que é altamente procurado por empresas e também por turistas de lazer”, diz a diretora, que garante estar preparada para receber estes dois tipos de hóspedes.

Atualmente o hotel conta com dois restaurantes, um no térreo, que está em fase de seleção de chef, e por isso ainda sem nome, e um segundo no nono andar, onde estão localizadas a piscina, a academia e a sauna. Laura garante que o chef a ser selecionado é um cozinheiro conhecido e que o restaurante será um dos melhores da região. “O desafio é fazer com que o carioca usufrua do nosso hotel”, conclui.

NOVO HOTEL

Laura Castagnini

O contrato entre a construtora Carvalho Hosken e Hilton prevê a construção de um novo hotel na área anexa ao Hilton Barra Rio de Janeiro. No entanto, para o projeto sair do papel é preciso que a unidade já aberta tenha uma demanda que justifique a construção de um novo empreendimento. A nova torre ainda não tem data para ser erguida, mas ficará instalada ao lado do hotel. O Hilton Barra Rio de Janeiro já está dentro do sistema de vendas da rede. Para brasileiros, a rede está trabalhando com tarifas promocionais a partir de US$ 159.


Eventos

Luxo latino-americano

MAIS DE 120 EXPOSITORES DA AMÉRICA LATINA PARTICIPARAM DA SEGUNDA EDIÇÃO DO EMOTIONS TRAVEL COMMUNITY (ETC), REALIZADO NO ÚLTIMO MÊS, NO FAENA ART CENTER, EM BUENOS AIRES. O encontro

reuniu representantes de pequenos hotéis de luxo, grandes cadeias hoteleiras e organizadores de viagens. A feira de experiências de viagens baseada no conceito “novo luxo” ofereceu um variado leque de tendências e produtos para agências e compradores dos principais mercados que comercializam produtos artesanais, autênticos e de qualidade acima da média. Na inauguração oficial do evento, a diretora e criadora do Emotions Community Travel, Agustina Trucco, apontou que “a América Latina tem potencial para se posicionar como destino de luxo, com paisagens e lugares ainda pouco explorados que guardam grandes segredos para oferecer ao turista exigente”. Vale destacar que o encontro triplicou em um ano a presença tanto da oferta turística de luxo quanto de compradores internacionais oriundos da Europa e dos Estados Unidos, além de Brasil, Equador e México. “A Emotions Travel Community surgiu com produtos pequenos, como hotéis

Argentina aposta no mercado de turismo de luxo (foto divulgação)

butique, que foram protagonistas da primeira edição da feira e, a partir do sucesso, se despertou o interesse de grandes hotéis que pediram para se juntar”, complementou Agustina. Segundo ela, a definição de turismo de luxo varia de acordo com o gosto do consumidor, podendo ser um produto de alto padrão para um pequeno hotel de oito quartos “que tem uma intimidade que só existe ali e em nenhum outro lugar”.

Perguntada sobre a oferta do evento, Agustina disse que “essa quantidade de produtos normalmente é de muita qualidade, mas desconhecida. Essa é a única oportunidade de ter as pessoas mais influentes do setor e que apostam na América do Sul como um mercado mais que atraente”. Com esse raciocínio, ela destacou que “os agentes de viagens têm a possibilidade de visitar El Calafate, ao Chile, Uruguai, a Salta e a outros

destinos para conhecer in loco”. Por outro lado, a dirigente declarou que quem está na vanguarda de consumo deste tipo de turismo são os europeus do Norte do continente. “Eles buscam natureza, simplicidade e experiências diferentes. Creio que quanto mais íntimo, mais luxo. Por exemplo, uma excursão, que quanto mais privada e personalizada, melhor. E nosso continente tem muito a oferecer nesse sentido”, finalizou.p


SurFACE

32

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Reconhecimento

Há pouco mais de um ano no Grupo Schultz, como gerente em Porto Alegre, Gustavo Hahn foi promovido a diretor de Vendas Brasil da Schultz Operadora. “Com o Aroldo [Schultz] tocando pessoalmente o projeto da filial em Portugal, ele viu a necessidade de criar a posição de diretor de Vendas Brasil e me fez o convite, o que me entusiasmou bastante”, disse Hahn. Morando em Porto Alegre, Gustavo Hahn viverá na ponte para Curitiba, onde está a sede da Schultz, e São Paulo, onde está uma das filiais mais importantes do grupo. Paulo Salvador Gustavo Hahn e Aroldo Schultz

Retorno ao Brasil

Tomorrowland

A MMTGapnet recebeu cerca de 1,2 mil clientes de diferentes países da América Latina, além de agentes de viagens e fornecedores, para curtir o festival belga de música eletrônica Tomorrowland, realizando entre 1º e 3 de maio. O evento reuniu 180 mil pessoas. A organização e recepção das viagens da MMTGapnet, travel partner do encontro, ficou a cargo de Leticia Grando e sua equipe, que já haviam atuado na organização das viagens durante a Copa do Mundo no ano passado.

Arnaldo Franken, do Grupo Gapnet, com José Efromovich, da Avianca, Sylvio Ferraz, da MMTGapnet, Ivo Lins e Rui Alves, também do Grupo Gapnet, posam com uma das figurantes do Tomorrowland Brasil

Maiores parceiros

A Alamo Rent a Car reuniu os maiores vendedores da locadora para um jantar de relacionamento no requisitado restaurante From The Galley, na capital paulista. O organizador do encontro foi Newton Vieira, da SMI e representante da marca no Brasil desde 1984. Marcaram presença Grupo Trend, Decolar.com, Rentcars.com, Mobility, Interep, Tam Viagens, Hoteldo, Nascimento Turismo e CVC. Ótima oportunidade também para a cúpula internacional da holding conhecer melhor alguns dos nomes responsáveis por manter as vendas da companhia sempre em alta no País.

Após uma longa temporada na Europa, Paulo Salvador volta ao País para integrar o corpo diretivo da Intercity, assumindo a recém-criada Diretoria de Distribuição. Depois de 11 anos à frente da diretoria comercial da rede, Fanny Cutrale deixa a empresa e seguirá novos rumos, ainda não anunciados. “Nos próximos cinco anos, a Intercity será uma das maiores redes de hotéis do Brasil, atuando com uma gama de produtos diferenciada. Vamos lançar um novo conceito de empreendimentos econômicos e também uma rede de hotéis design chamada Yoo2!, vinculada ao Philippe Stark. Vai ser a nova revolução da hotelaria no Brasil desde o surgimento da rede Ibis”, enalteceu ele, ao explicar alguns dos fatores que o levaram a aceitar o convite feito pelo diretor geral da rede, Alexandre Gehlen. “Outra coisa que me impressionou foi o profissionalismo das equipes e a qualidade dos sistemas de informações gerenciais. A credibilidade e o relacionamento com investidores e trade foram outros fatores determinantes. A Intercity é uma empresa com compromisso com o futuro, e isso foi o que me convenceu a aceitar o convite”, revela. Vale destacar que Salvador tem uma importante carreira na hotelaria, com passagens pela rede Accor, com atuação no Brasil e na França, e na Worldhotels, também na Europa. “Sua passagem foi marcante não somente para a Accor, mas também para a indústria como um todo. Ele ajudou a fundar o Fohb há dez anos e sempre atuou fortemente no estreitamento e na otimização das práticas comerciais junto ao trade, tornando-se um especialista da distribuição na nossa indústria. A vinda dele irá contribuir ainda mais para acelerar a fase de crescimento da Intercity”, avaliou Gehlen.

Ponto a ponto  Michel Tuma Ness, o Michelão, lançou o livro O Mundo da Gastronomia, com 321 receitas dos 35 países que já visitou.  O Grupo High Light passa a ter André Sanajoti como representante exclusivo dos produtos da empresa no Estado de São Paulo.

Newton Vieira, representante da Alamo no Brasil, com Beatriz Chaimsohn, também da equipe de representação da locadora (SMI), Omar Marchi, VP de Negócios Internacionais da Enterprise Holdings, Enrique Tomé, diretor de Vendas do grupo para América Latina, Caribe e México, e Jerry Mosiello, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da companhia

 Danielle Silveira é a nova gerente comercial da Gapnet na filial Rio de Janeiro.


33

13 a 19 de maio de 2015 JORNAL PANROTAS

Efeitos da crise

A Delta Air Lines confirmou que irá reduzir as operações a partir de São Paulo para Atlanta e Detroit. A diminuição é fruto da valorização do dólar e faz parte do planejamento da companhia aérea, conforme divulgado no último dia 16. Segundo a Delta, a redução (a partir de 18 de agosto) será de 14 para 12 voos semanais na rota São Paulo - Atlanta. Em outubro, a empresa reduz mais um voo e passa a operar 11 voos por semana. Já para Detroit, a empresa reduzirá de sete para cinco voos semanais a partir de 11 de setembro. Em 10 de outubro a empresa passa a operar seis vezes por semana na rota. Já a Copa está reduzindo suas operações em seis cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Campinas. Em Recife (quatro vezes por semana) e Manaus (diário), as operações, a princípio, estão mantidas. A mudança começa a partir de junho e deverá ser temporária. “Essa redução deve acontecer por três meses até a situação econômica do País voltar à normalidade”, afirmou um executivo da companhia aérea que preferiu não se identificar.p

Carreira solo

Após 16 anos de Tam, o ex-gerente comercial Marco Antônio Souza (foto) anunciou a abertura da M10 Representações, formada pelas empresas Gráfica Star Color, Auspack - Loja de Ideias e a Sala Fácil CoWorking Rental. Após um ano de pesquisa, planejamento e estruturação do seu plano estratégico, Souza já conta com mais de 20 funcionários ligados às empresas. “Após trabalhar em um setor complexo, competitivo e de muitas variáveis, defini um plano cauteloso para abrir as minhas empresas”, diz ele, bastante satisfeito com os resultados do primeiro trimestre. Segundo ele, suas empresas podem prestar diversos serviços para o setor de turismo e um grande consolidador de São Paulo já está negociando a entrada em uma das marcas. Contatos: (11) 97533-2303, 2157-6419 e starcolor@uol.com.br. p


g e n te Edição 86 – 13 a 19 de maio de 2015

Mercado

> Raphael Silva

Trabalhando em casa

EM PLENA ASCENSÃO EM DIVERSOS NICHOS DO MERCADO, O HOME-OFFICE TAMBÉM SE APRESENTA COMO UMA TENDÊNCIA DENTRO DO TURISMO NO BRASIL. Um estudo realizado pela Top Employers Institute, empresa que pesquisa práticas de recursos humanos, revela que, nos últimos dois anos, o número de companhias que passaram a adotar esse modelo de trabalho

já é quase três vezes maior. Em 2013, o índice era de apenas 6%, e agora já passa dos 15%. Para o presidente da Abav Nacional, Antonio Azevedo, o colaborador que trabalha em casa não é uma novidade. “Podemos dizer que o profissional home-office acaba sendo uma ‘evolução’ daquele freelancer de antigamente”. Com as novas tecnologias de comunicação ficou muito mais fácil para quem prefere


02

Antonio Azevedo

seguir este modelo, principalmente para aqueles que fogem das grandes empresas e optam por seguir com seu próprio empreendimento. “Diferente do que acontecia em tempos passados, hoje o profissional do turismo pode ter sua própria agência dentro de casa, trabalhando de acordo com as leis do País”, completou o presidente da entidade. Outra discussão sobre esse assunto já vem sendo feita por especialistas ao redor do mundo, onde os benefícios e os malefícios do modelo home-office são comparados em relação à produtividade. A Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa com o setor de venda de bilhetes aéreos via call center da Ctrip, uma das maiores agências de viagens da China, situada em Xangai, analisando cerca de 250 colaboradores que aceitaram adotar o trabalho home-office em uma experiência de seis meses. Em média, o trabalhador levava 80 minutos, e cerca de 10% de seus salários, para se locomover de suas residências ao escritório, e este foi o primeiro obstáculo derrubado com o início do trabalho em casa. Outro dado que chamou a atenção foi o aumento em 15% do número de ligações respondidas e de 11% mais tempo ao telefone, o que significa uma alta de 4% na produtividade geral. Dentre os motivos estão a redução nos atrasos para começar a trabalhar e a menor quantidade de pausas e distrações ao longo da jornada. Agências de viagens, opera> Continua na pág. 03

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE


< Continuação da pág. 02

Afonso Louro

doras, consolidadoras e até os hotéis já se mobilizam para utilizar este modelo de negócio. Um bom exemplo é a Visual Turismo, que deve implantar seu novo projeto de home-office nos próximos três meses. “Essa novidade é fruto de um estudo junto às filiais da empresa,

03

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE

Magda Nassar

que visa analisar as regiões com possibilidades de mercado para situar grupos home-office e expandir a rede da operadora”, revelou o diretor da Visual, Afonso Louro. Para a vice-presidente da Braztoa, Magda Nassar, esta é uma realidade já presente em regiões mais

desenvolvidas, como a Europa e os Estados Unidos, mas que, para o brasileiro, ainda é uma cultura que precisa ser mais bem trabalhada. “O profissional home-office precisa trabalhar como braço direito das companhias, se dedicando ainda mais para se garantir sem o

suporte imediato de trabalhar dentro de um escritório”, disse a vice-presidente. “Assim como acontece em alguns lugares do mundo, no futuro poderemos ver empresas com 80% dos colaboradores trabalhando como home-office”, completou Magda.

AGÊNCIAS DE VIAGENS Por outro lado, o Clube Turismo já aposta em franquias home-office, somando mais de 300 profissionais pelo Brasil e 60 pelo Estado de São Paulo. “Esses colaboradores, muitas vezes, não têm experiência no mercado turístico, mas contam com o suporte de profissionais experientes e das unidades master para finalizar as operações”, disse o diretor da unidade master do Estado de São Paulo, Giuliano Wassal, que ainda ressaltou a importância do modelo. “O home-office pode ser uma solução para regiões metropolitanas, onde qualquer processo gera altos custos”, finalizou o diretor. Com o Portal do Franqueado, o Clube Turismo oferece todo o suporte e serviços aos agentes que trabalham de suas próprias residências. Após um treinamento, os colaboradores home-office utilizam o portal para ter acesso aos produtos da agência, mediando todo o planejamento da viagem. A partir daí, a unidade master fica responsável por finalizar o processo, com as cotações e os pagamentos necessários. “É muito mais cômodo para o cliente nos receber para negociar o produto do que se dirigir à


04

Giuliano Wassal

agência, além de ter a praticidade de resolver muitas coisas pelo telefone ou e-mail”, disse a agente de viagens franqueada ao Clube Turismo, Priscila Moreno. Para ela, a desvantagem está em não ter a segurança de contar com um salário fixo no fim do mês. “A pessoa que opta pelo home-office tem a consciência de que vai receber de acordo com o tanto que trabalhar, sempre ganhando em cima das comissões que consegue”, afirmou. Por mais que o modelo acima possa parecer o ideal, tendo agentes trabalhando com o apoio de uma grande companhia, ainda há a discussão que situa aqueles profissionais não regularizados de acordo com a legislação brasileira. “Os agentes que não se adequam às leis acabam causando uma má imagem à profissão e também à associação (no caso, a Abav)”, opinou Antonio Azevedo. Para ele, mesmo existindo todas as condições e facilidades, muitos acabam se acomodando e não têm interesse em legalizar seu negócio. “Para nós da Abav, não há diferença entre o trabalhador home-office de uma grande empresa e um profissional com sua agência dentro de casa. Nossa recomendação a todos é que sempre busquem estar de acordo com as leis.”

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE

Priscila Moreno

CONSOLIDADORAS

Na consolidação, os profissionais home-office funcionam como promotores de vendas, se estabelecendo em regiões onde não há estrutura imediata e explorando o mercado. Se houver o sucesso, é aí que entra a possibilidade de se instalar um escritório fixo. “Ainda há alguns entraves, como o alto custo e a adaptação à legislação brasileira, mas este é um modelo que com certeza irá se estabelecer, tendo ainda um grande potencial para se expandir”, avaliou o diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuidores de Passagens Aéreas e Serviços de Viagens (AirTkt), Cássio Oliveira. A executiva de Vendas da RexturAdvance, Michelle Maues, trabalha como home-office em Belém (PA) e analisa como é a rotina neste modelo de negócio. “O ponto positivo é a liberdade que tenho para visitar e ter um relacionamento mais próximo com os clientes, além de ter uma boa autonomia para realizar operações no sistema e contar com o apoio de um gerente regional para finalizar os processos”. Ainda segundo ela, a consolidadora disponibiliza total suporte aos postos home-office, mas também existe o lado negativo de se estar longe do escritório. “Além de uma > Continua na pág. 05

Cássio Oliveira


05

< Continuação da pág. 04

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE

MERCADO ESTABELECIDO NOS

EU A

Flávio Louro

desconfiança inicial dos clientes por não haver um escritório físico e a matriz se situar longe, em São Paulo, há ainda a dependência da logística para realizar operações que necessitem o envio e recebimento de documentos”, completou Michelle.

HOTELARIA

Com 21 colaboradores home-office, distribuídos por 12 bases pelo Brasil, o portal de hotéis on-line E-HTL aposta no baixo custo e na agilidade dos processos, todos on-line, como

Simone Ricio

diferenciais da companhia. “Antigamente, os agentes tinham que ir até a empresa para buscar vouchers e levar documentos. Hoje em dia, tudo é feito pela internet, e a tendência é que esse serviço seja cada vez mais aperfeiçoado”, analisou o diretor da E-HTL, Flávio Louro. Junto a mais dois profissionais que trabalham em suas próprias residências, a gestora regional de Vendas para o Rio de Janeiro, Simone Ricio, destaca o comprometimento como peça-chave do modelo home-office. “É fundamental que o cola-

borador saiba separar seu momento de trabalho. Por mais que seja um ambiente que nos deixa mais à vontade, é preciso estabelecer que você está trabalhando, e nada pode ser mais importante que isso”, disse a gestora, que ainda afirmou haver mais dedicação quando não há a preocupação com fatores externos. “Quando preciso trabalhar até mais tarde, simplesmente não preciso me preocupar com o trânsito ao sair do escritório ou com o horário em que o estacionamento fecha”, completou.p

ENQUANTO AQUI NO BRASIL A IDEIA DO HOME-OFFICE É VISTA COMO UMA TENDÊNCIA A SER DESENVOLVIDA, NOS ESTADOS UNIDOS É POSSÍVEL DIZER QUE ESTE JÁ É UM NICHO DE MERCADO TOTALMENTE ESTABELECIDO.

Os agentes independentes – ou agentes virtuais, como eles preferem ser chamados – já formam uma classe em terras norteamericanas, que crescem junto ao segmento turístico e possuem até uma associação própria, com quase oito mil associados: a Outside Sales Support Network (OSSN). Com a intenção de proteger e instruir os agentes independentes, a OSSN promove treinamentos e viagens aos associados, além de fazer também o intermédio entre os profissionais e as agências que queiram contar com uma base externa, principalmente para não deixar que o agente iniciante acabe desamparado. Outro expoente deste movimento é o Home Based Travel Agent Forum. O evento acontece duas vezes ao ano e conta com milhares de agentes independentes buscando por treinamentos e contatos de fornecedores, com o objetivo de se integrar ao trade turístico, seja como iniciante, com as mais de 30 palestras “How to’s”, que colocam em pauta os princípios básicos dos negócios de um agente de viagens, até para os mais experientes, em um evento que conta com renomadas marcas parceiras, como Royal Caribbean, Las Vegas, Hard Rock Hotel, Celebrity Cruises, Am Resorts e diversas outras. p


06

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE

Quem é quem na Globalis DIRETAMENTE DO QUINTO ANDAR DE UM PRÉDIO LOCALIZADO NO CENTRO DE SÃO PAULO, O DIRETOR DA GLOBALIS, REGINALDO ALBUQUERQUE, mostra que a empresa que comanda pode alcançar patamares ainda mais altos. ”Nossa presença no mercado cresceu, os fornecedores têm se aproximado mais e notamos que a concorrência vem se sentindo um pouco ‘incomodada’ com a nossa competitividade”, diz. Isso talvez justifique o amuleto de olho grego pendurado em uma das paredes na sala de reunião. Mas não é à toa que a empresa tem despertado interesse: em meio a um período de crise, a Globalis não se intimida e mostra que veio fazer jus ao nome que leva: está se internacionalizando, ou como o próprio nome sugere, se tornando uma empresa global.

ll Nome: Globalis Viagens e Eventos Corporativos ll Endereço: rua Marquês de Itu, 61, 5º andar, cjs. 51 e 52, República – São Paulo

O diretor da Globalis, Reginaldo Albuquerque

ll Proprietário: Reginaldo Albuquerque ll Fundação: há 13 anos, em Brasília (DF), migrando a parte operacional para São Paulo em 2010.

ll Estrutura: além do escritório em São Paulo, a empresa possui uma

filial em Portugal, cuja operação começou em março deste ano e tem cinco funcionários, sob o comando da diretora Fátima Silva (ex-Carlson Wagonlit Travel), e uma filial (em fase de negociação) em Nova York, a Globalis USA, resultado da fusão com a Chanteclair. A empresa ainda tem prevista a abertura de filiais em Angola e Moçambique.

ll Número de funcionários: 70

Reginaldo Albuquerque com a gerente de Eventos Márcia Franco, o gerente corporativo Marcelo Berbes e o gerente financeiro Sérgio Leite

ll Diferencial: “somos bem agressivos comercialmente, e também oferecemos uma gestão em consultoria muito eficaz. Quando atendemos um cliente, fazemos um raio-x de todas as suas necessidades, para que ele chegue a uma redução de gastos significativa”. ll Estratégia: “apostamos na divulgação de novos espaços de eventos em

destinos não pensados, como Espanha e Portugal, por exemplo, além de voltar nossos olhos também para o mercado nacional”.

ll Como lida com a concorrência: “além dos diferenciais citados acima, temos uma automatização de processos que torna o atendimento ao cliente muito mais rápido e menos trabalhoso do que o feito pela concorrência”.

ll Produto que mais vende: “sem dúvidas é o aéreo, que responde por 70% de nossas vendas”. ll Novos produtos: “estamos com um novo produto voltado à criação,

comunicação visual e produção de eventos. Se o cliente quer fazer uma convenção ou lançar um produto, por exemplo, provemos toda a estrutura de que ele necessita, desde o bufê até a parte audiovisual, a criação do logo, os palestrantes envolvidos e, muitas vezes, até o conteúdo do evento”. O gerente Marcelo Berbes frente ao departamento corporativo


07

13 a 19 de maio de 2015 PANROTAS GENTE

Departamento de TI: Eduardo Falcone, Tayani Cardoso, Bruce Gama e Simone Lourenço Departamento de Hotelaria: Rose Marques, Pedro Resston e Luciane dos Anjos

Foto geral do departamento corporativo

Departamento financeiro: Lucas Santos, Karen Badolato, Sérgio Leite, Ana Paula Silva e Hermes Santos

Departamento financeiro: Patrícia Rodrigues, Caíque Dattola, Ariane Spínola, Fran Rodrigues e Kátia Cristina

ll Eventos do trade que não perde: Fórum PANROTAS e Lacte ll Lado bom do turismo: “os constantes desafios que o setor exige.

O mercado é muito dinâmico e é preciso se atualizar a todo instante. Os que fazem isso mais rápido surgem na frente da concorrência. Eu gosto de mudanças, acredito que quanto mais elas surgem, maior é o aprendizado”. ll Lado ruim do turismo: “a falta de conteúdo centralizado no Brasil, o que dificulta a criação de ferramentas tecnológicas qualificadas e faz com que o custo se torne maior. Nos Estado Unidos, por exemplo, todo o conteúdo está centralizado no GDS”.

Departamento de Atendimento vip: Jean Lopes, Camila Lima e Paulo Vasconcellos

ll Principais desafios: “conseguir unificar a nossa plataforma de

sistemas tecnológicos lidando com moedas e mercados diferentes. Estamos tentando levar toda a base tecnológica e de marketing que usamos no Brasil para o Exterior”.

ll Fato marcante: “o que estamos vivendo neste momento, ao fazer o

movimento contrário, de internacionalização, em uma época de crise. Mas isso vai nos fortalecer e será um passo à frente”.

ll Meta para 2015: “aumentar o faturamento em 20%”. ll Maiores conquistas: “além da internacionalização, duas contas

que conseguimos neste ano: a da Tigre, que é fora de São Paulo (Joinville-SC), e tem quase 14 agências, o que representa um volume expressivo de vendas, e a do Grupo Contax, que também é muito grande por centralizar cinco empresas. Isso nos deixa muito otimistas”. Equipe de Incentivo: Eduardo Aneli, Alessandra Costa, Luiza Valente, Ana Lúcia Pineda, Marly Lima, Yasmin Souza, Tatiana Redondo, Rosana Rodrigues, Priscila Oliveira e Douglas Oliveira


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook