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R$ 11,00 - Ano 22 - nº 1.162 15 a 21 de abril de 2015
DITANDO AS REGRAS Ganhando cada vez mais espaço na aviação mundial, as companhias árabes andam incomodando, principalmente, as pares norte-americanas. O objetivo das empresas do Golfo, porém, não seriam novas rotas, e sim a consolidação de suas bases como hubs globais e referências para viagens de lazer e a negócios
> Páginas 08 a 13
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LEIA NESTA EDIÇÃO
15 a 21 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN
Páginas 04 a 06
Campanha da Flytour leva agentes de viagens para Pernambuco
“
Temos a certeza de que o João terá sucesso nesta nova empreitada conosco
Páginas 20 a 24
Cobertura do Rendezvous en France 2015
”
Daniel Guijarro, presidente da Resorts Brasil, ao comentar o desligamento de Ricardo Domingues e anunciar João Bueno como novo diretor executivo da associação.
Página 18
Costa do Sauípe muda modelo de operação
“
Os impactos da alta carga tributária somados ao custo do capital que onera a produção de veículos, assim como o alto valor da mão de obra, são alguns dos desafios que o setor de locação e os nossos parceiros terão de enfrentar
”
Páginas 26 e 27
Tam mostra diferenciais da nova rota para o Canadá PANROTAS Gente
Tudo sobre a saída de Roland de Bonadona da Accor
Paulo Nemer, presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), cujas associadas obtiveram faturamento de R$ 14,7 bilhões em 2014
S
E U Q A DEST >
DO PORTAL
PANROTAS
2 a 8/4
1 EXCLUSIVO: Costa do Sauípe muda modelo de operação – em 6/4
2 EXCLUSIVO: Mendes substituirá Bonadona como CEO – em 8/4
“
3 Plataforma quer se tornar a
A Accor no Brasil é um dos grandes cases de sucesso e uma prova de que homens e mulheres ainda fazem a diferença no negócio da hotelaria
”
Sebastien Bazin, CEO da Accor
maior distribuidora do turismo – em 7/4
4 Tam e Gol caem, Avianca e Azul crescem em fevereiro – em 6/4
5 Renato Nery assume Novos Negócios na Web Viagens – em 2/4
6 Sylvio Ferraz inicia hoje (2) na MMTGapnet – em 2/4
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
7 Delta e Aeromexico pedem autorização para joint-venture – em 2/4
8 CVC cresce mais em agências
Turismo em trânsito Parar não é fácil. Mas parar não necessariamente significa “não continuar”. Continuar também não significa evoluir, pois pode mostrar acomodação, medo de mudar, o ato de empacar em movimento. O atual CEO da Accor nas Américas, Roland de Bonadona, anunciou que vai parar: em 1º de julho passa o bastão para Patrick Mendes. Para, mas continua: morando no País, presidindo a Câmara de Comércio Brasil-França e, claro, de olho na hotelaria e na indústria de viagens. O homem que criou o Fohb, que turbinou o SPCVB, que fez a Accor chegar a 250 hotéis na América do Sul (mais de 200 somente no Brasil) e que angariou fãs, amigos e seguidores em 25 anos de Brasil não tem como virar as costas para o turismo. E vice-versa. Bonadona ficou incríveis 42 anos na
rede Accor, 25 dos quais no Brasil. Nem sombra de acomodação, nem suspeita de fuga de desafios e novidades. Como a Accor mudou em 25 anos por aqui. Mudou com o País e o mundo, mas também internamente, sem medo de experimentar. Parthenons e Formule 1 chegaram e foram substituídos, canais de distribuição viveram com ela momentos de amor e ódio, amor de novo, mais ódio, volta o amor... O mundo digital não apagou o brilho das pessoas (é uma das melhores empresas para se trabalhar); investiu em aquisições e conversões, mas mais que tudo em desenvolvimento; brigou na justiça pelo Sofitel Rio; inovou com marcas hoje consolidadas, como a Ibis; ousou ao substituir o Sofitel São Paulo por um Grand Mercure (e ainda sentimos falta de um Sofitel na capital
paulista); aderiu ao projeto da Costa do Sauípe, e depois deixou o complexo... Tudo com a liderança de Roland de Bonadona, que soube conduzir um time interno e parceiros externos como poucos executivos. Novos tempos, novo nome, não necessariamente negando o passado. A Accor, como Varig, CVC, Blue Tree, Tam, Localiza e outras grandes do turismo, é uma escola de talentos. E Patrick Mendes chega com 22 anos de bagagem. Que o turismo saiba reconhecer as duas figuras que se cruzam nesse momento de transição, aprendem, compartilhem e que a Accor continue encantando hóspedes, inovando, criando talentos para nossa indústria. Que continua torcendo e trabalhando para ser sempre mais, mesmo em conjunturas adversas e sem o apoio que merece de autoridades e governantes.
que nas lojas próprias – em 6/4
9 Decolar.com inicia nova campanha publicitária com famosos – em 6/4
10 Bologna sai e Claudia Sender também preside Tam S.A. – em 7/4
11 Avianca substitui A321 por A330 na rota São Paulo-Lima – em 7/4
12 WTM latin America 2015 divulga sua programação – em 2/4
13 Azul confirma voos extras para Estados Unidos em julho – em 6/4
14 Classe C é “nova dona” da internet brasileira, diz Google – em 7/4
15 Flytour Viagens e agentes começam a “invadir Pernambuco” – em 5/4
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#FICADICA PORTAL PANROTAS
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AGENDA DE EVENTOS Mais uma vez lembramos às empresas e aos organizadores de eventos do turismo que a Agenda de Eventos do Portal PANROTAS tem um novo sistema, pelo qual o “dono do evento” cadastra os dados e, após liberação pela redação, ele passa a constar da lista no site. Para ter o evento publicado na agenda, ele precisa ter ligação direta com o turismo e o organizador precisa preencher os dados obrigatórios da ficha cadastral. O serviço é gratuito e visa orientar participantes e organizadores no dia a dia da indústria.
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04 Operadoras
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> Karina Cedeño — Porto de Galinhas (PE)
Flytour invade Pernambuco
Os agentes de viagens e franqueados reunidos na praia dos Carneiros (PE)
Entre os dias 5 E 8 deste mês, a Flytour Viagens levou a Pernambuco os 40 agentes de viagens e franqueados que mais venderam os produtos da operadora no período de 20 de agosto a 31 de dezembro do ano passado, durante a campanha “Flytour Invade Pernambuco”. Hospedados no Enotel Acqua Porto de Galinhas, os participantes puderam conhecer a praia dos Carneiros e fazer um passeio de catamarã pelas belas paisagens do local, além de mergulhar nas piscinas naturais e desfrutar das instalações do resort. Estiveram presentes agentes de viagens e franqueados de São Paulo, Bauru, Assis, Minas Gerais, do Vale do Paraíba, de Campinas e Foz do Iguaçu. “Esta é a primeira edição da campanha, que foi muito bem pensada e traz prêmios bastante consistentes, o que cria um interesse muito grande por parte dos agentes de viagens e faz com que a procura pela operadora seja ainda maior. No próximo ano, a campanha será realizada em maio, quando a operadora completa quatro anos de mercado. Aumentaremos o número de premiados para 50 e o nosso destino ‘invadido’ será a Bahia. Também já temos um destino definido para 2017,
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Michael Barkoczy e os participantes durante o passeio de catamarã
que será Punta Cana, na República Dominicana”, diz o presidente da Flytour Viagens, Michael Barkoczy. A campanha foi realizada em parceria com a rede Enotel, Las Vegas Convention e Visitors Authority, Luck Receptivo, Brocker Turismo e Empetur. Para esta última, a parceria deu mais do que certo. “O potencial que a Flytour tem superou todas as nossas expectativas, ajudando de forma significativa a divulgação do destino. Não à toa ela é uma grande parceira nossa há quatro anos”, afirmou a diretora comercial da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), Sylvia Costa. Ao final do evento foram sorteados, entre os dez franqueados e as 30 agências multimarca presentes um carro zero quilômetro e uma viagem para Las Vegas com mais US$ 2 mil. Os participantes puderam conhecer também um pouco mais sobre o destino norte-americano por meio de uma apresentação comandada pela representante do Turismo de Las Vegas na América do Sul, Maria Camilla Alcorta, da Interamerican.
HIPER FEIRÃO
Durante o evento, Barkoczy comentou sobre o Hiper Feirão Flytour, que será realizado de 2 a 4 de outubro deste ano, em Santos, no litoral paulista, e contará com 84 posições de mesa reservadas a agentes de viagens. “Dessas 84, 30 serão reservadas a agentes de viagens de Santos e do Litoral Sul, enquanto as demais serão direcionadas a agências de São Paulo. A Flytour será a primeira empresa no Brasil a fazer um evento deste
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A diretora comercial do Enotel Convention e Spa e do Enotel Acqua Club, Regina Biondi, com Barkoczy
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PAN N o t a s Em Rondônia
O Enotel Acqua Club, onde foi realizado o evento
tipo voltado ao público e, por conta disso, acredito que o Hiper Feirão se torne um ‘divisor de águas’ no turismo, mudando o conceito de feiras no setor.” O evento contará com 144 fornecedores, 12 secretarias de Turismo e tem público esperado de dez mil a 13 mil visitantes. No local, haverá food trucks e área para crianças, e, 60 dias antes do início, será feita uma forte campa-
nha de marketing na TV e na mídia impressa, voltada às regiões de Santos, do Litoral Sul e Grande ABC. “Em meio a uma época de crise, o Hiper Feirão contribuirá muito para os negócios, já que o nosso intuito é fazer com que todos os nossos fornecedores vendam. Por ser realizado em um final de semana, contará com a presença de muitas famílias”, concluiu o presidente da operadora.
EM ALTA
Porto de Galinhas, onde os participantes ficaram hospedados, é um dos destinos mais vendidos pela Flytour, e Barkoczy considera muito importante a visita dos agentes ao local por meio da campanha. “Estando próximos ao destino que vendem, os agentes acabam se especializando no produto, o que contribui para aumentar as vendas e o fluxo de turistas no Estado”, finaliza.
A companhia aérea Rima, com 14 anos de mercado, iniciará em maio as operações de um voo diário entre as cidades de Cacoal e Porto Velho, em Rondônia. O serviço já foi autorizado pela Anac e a empresa aguarda mais alguns trâmites para definir a data exata da inauguração da rota. Os voos sairão de Cacoal às 7h20 e chegarão à capital por volta das 8h40. No sentido inverso, a decolagem em Porto Velho se dará às 16h30 e a chegada à Cacoal, às 17h50. A aeronave utilizada será um Gran Caravan 208 EX para dez passageiros. Segundo Gilberto Scheffer, diretor da Rima, os voos atenderão uma demanda composta basicamente por funcionários públicos, comerciantes e professores universitários. Ainda em maio, a aérea voará também entre Porto Velho e o município de Labria, no Amazonas, em voos que partirão da capital rondoniense às 9h30 e chegarão na cidade amazonense 40 minutos mais tarde. As passagens começarão a ser vendidas em breve pelo www.voerima.com.
Contratações
O Peixe Urbano está apostando nas vendas de viagens e espera crescer 200% no setor esse ano. Para isso, reforçou o departamento de Turismo com a contratação do ex-Hotel Urbano Fabiano Motta, que chega para coordenar a área. Junto com ele vieram Daniel Araújo, key account de Operadoras de Turismo, que tem passagens por Marsans, Decolar.com e também Hotel Urbano; Evelyn Wilson, key account de Resorts e Redes Hoteleiras, ex-BHG e Hotel Urbano; além dos executivos de Contas Rafael Bastos e Marcelo Barros. “A expectativa na categoria de Turismo é de 25% de aumento das vendas ao mês, e para isso ampliamos a nossa equipe comercial e realizamos investimentos para melhor atender as buscas e preferências do nosso usuário. Com a alta do dólar, a procura por viagens domésticas e para países da América do Sul tem crescido e agora, com todos os novos reforços à equipe, vamos ampliar ainda mais o leque destas opções”, afirma o diretor comercial do Peixe Urbano, Ilson Bressan.
08 Aviação
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> Rodrigo Vieira
Os novos donos dos ares
CONHECIDAS COMO EMPRESAS DO GOLFO, ETIHAD, EMIRATES E QATAR AIRWAYS TÊM OCUPADO ESPAÇO CADA VEZ MAIS FREQUENTE NAS MANCHETES INTERNACIONAIS DAS PÁGINAS DO TURISMO — E DA ECONOMIA. As três árabes seguem um caminho cheio de boas perspectivas, rumo à talvez liderança do mercado mundial, e, como não poderia ser diferente, vêm chamando atenção da concorrência, que quer se defender do marketing agressivo, produtos de alto nível e grandes investimentos. Concorrentes entre si (e a cada momento lançando novidades para superarem umas às outras), as companhias aéreas do Golfo estão no meio de uma polêmica com as norte-americanas, que criticam incentivos governamentais que tornariam a concorrência desequilibrada. Nos Estados Unidos, já se pede a revisão da política de céus abertos. O fato, porém, é que as árabes podem incomodar muito mais.
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EMIRATES
A Emirates Airline, de 1985, é uma batedora de recordes e garante ser a líder do mercado em velocidade de crescimento. Fechou 2014 com a marca de 45 milhões de passageiros transportados. Fora isso, recebeu 13 aeronaves A380, 12 B777-300 e dois B777 cargueiros que, somados aos demais aviões dos modelos já operando na frota, colocam a companhia, segundo ela mesma, como a maior operadora do mundo dos dois modelos. As mais de 220 aeronaves operam número superior a 3,5 mil voos por semana em mais de 80 países. “Nós expandimos e fortalecemos a nossa rede global, o que nos dá a flexibilidade para lidar com choques regionais e nos reorientar estrategicamente para maximizarmos as oportunidades. Temos que lidar com os desafios de curto prazo, mas não nos distraímos de nossos planos a longo prazo”, afirma o presidente da empresa, Tim Clark. “É por isso que a Emirates continua investindo fortemente em novas tecnologias e iniciativas para aumentar a oferta de produtos e melhorar ainda mais a experiência do cliente.”
QATAR AIRWAYS
Antes de ser assumida em 1997 pelo atual CEO, Akbar Al Baker, a companhia atuava apenas regionalmente e com quatro aeronaves. Hoje voa para 146 destinos e está em plena expansão. No ano fiscal de 2013/2014, a aérea transportou mais de 22 milhões de passageiros. No começo deste ano, a companhia marcou seu nome na história da aviação ao ser a primeira a voar com o A350. Trata-se da primeira aeronave com fuselagem mais de 70% composta por materiais leves, incluindo 53% de carbono, e ainda titânio e alumínio — aliás, pioneirismo é questão de honra na região e as companhias do Golfo se orgulham de vários títulos de “primeira a fazer isso ou aquilo”, sempre tendo a inovação e o atendimento ao cliente como focos. A Qatar, que em um passo ousado
Emirates A380
comprou cerca de 10% do IAG (que inclui Iberia e British Airways), mexendo diretamente com o jogo europeu, ainda tem uma encomenda de 80 A350, incluindo 37 A350-1000, modelo em testes e o restante na versão 900, atual. Apesar da expansão de frota, o carro-chefe da aérea, segundo Al Baker, é a qualidade do serviço, principalmente em classes especiais. Não à toa a empresa acumula prêmios da Skytrax de melhor classe executiva, sendo bicampeã nos dois últimos anos, e de melhor lounge de business class. Com a inauguração do Hamad International Airport, em Doha, no final do ano passado, esse título dificilmente será tirado. “Seguiremos elevando o nível de nossos produtos e serviços, para que nossas concorrentes locais possam copiar”, alfinetou Baker. No ano passado, 12 novos voos passaram a ser operados pela Qatar, partindo do hub em Doha: Sharjah e Dubai, nos Emirados Árabes; Filadélfia, Dallas e Miami, nos Estados Unidos; Al Hofuf, na Arábia Saudita; Aeroporto Sabiha Gokçen, em Istambul, na Turquia; Edimburgo, na Escócia; Haneda, no Japão; Aeroporto de Djibuti, no Djibuti; e Asmarra, na Eritreia. Em tempo: a Qatar é a única associada a uma aliança global, a Oneworld.
Qatar A320
ETIHAD
Caçula entre as três árabes, mas talvez a mais agressiva e ousada, a Etihad Airways, de 2003, é a “menor” delas. Fechou 2014 com 14,8 milhões de passageiros, alta de 23% sobre o ano anterior. Dos 19,9 milhões de viajantes que passaram pelo Aeroporto Internacional de Abu Dhabi, a aérea é responsável por 74%. Além de 110 aeronaves, entre Airbus e Boeings, a aérea possui 200 encomendas confirmadas: 70 B787, 25 B777, 62 A350 e nove A380. A Etihad atua em um modelo em que investe como minoritária em diversas aéreas pelo mundo (Ali-
talia, Air Berlin e Jet Airways, entre outras), criando uma rede que funciona como uma aliança paralela. No ano passado, a Etihad chegou a dez novos destinos, como Medina, na Arábia Saudita; Jaipur, na Índia; Zurique, na Suíça; Perth, na Austrália; Roma, na Itália; Yerevan, na Armênia; Phuket, na Tailândia; e os norte-americanos Los Angeles, São Francisco e Dallas. Além disso, a companhia avolumou as frequências para 23 rotas em que já opera. Dos 14,8 milhões de clientes, 3,5 milhões vieram das empresas parceiras. Ainda em 2014, foram fechados acordos com sete aéreas do mundo e ampliadas relações com três que já eram parceiras.
CÉUS SEMI-ABERTOS O avanço das aéreas árabes no mercado internacional começou a causar certo incômodo nas três principais companhias norte-americanas. American Airlines, United Airlines e Delta Air Lines têm queixas que protagonizam um lobby forte junto à administração do presidente Barack Obama. Etihad A380
> Continua na pág. 10
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Tim Clark, presidente da Emirates
A principal delas é a acusação de que Qatar, Etihad e Emirates recebem grandes subsídios de seus respectivos governos, o que indicaria concorrência desleal. Isso coloca o acordo de céus-abertos nos Estados Unidos em risco, por uma possível ameaça dos norte-americanos em restringir o trânsito livre das companhias no país. No final de janeiro, executivos de American, United e Delta se reuniram com uma série de representantes do governo norte-americano para renegociar o acordo. “Somos a favor da concorrência, desde que ninguém receba privilégios extra-campo”, concordam entre si as aéreas na solicitação. “Uma revisão do acordo é o primeiro e correto passo para garantir que a competição esteja sendo justa e preservada.”
Em resposta, o presidente da Emirates, Tim Clark, saiu em defesa do lado árabe da moeda. Para ele, essas medidas representam uma ameaça ao mundo moderno da aviação. “Ao questionar o acordo de céus abertos, você não está apenas desafiando a política da aviação: você está ameaçando a pura essência do liberalismo econômico que os Estados Unidos pregaram por décadas”, afirmou. “Espero que a administração internacional não vá adiante com essa bobagem”, completou. Clark ainda afirma que sua companhia não recebe nenhum subsídio do governo de Dubai e que essa investigação norte-americana pode ser um tiro saindo pela culatra, uma vez que muitas companhias ao redor do mundo recebem auxílio de seus governos. “Quem pretende ir
adiante nesse campo minado deve se perguntar até que ponto as aéreas que atuam nos Estados Unidos não são subsidiadas”, defende o dirigente. “Veja a China, Tailândia, Malásia, o Japão, a Nova Zelândia... Eu poderia citar uma infinidade de países.” Outro argumento usado pela Emirates é que seu sucesso está na criação de mercados dos quais as aéreas domésticas de certa forma ignoraram. “Minha companhia, por exemplo, oferece conexões entre Seattle e Hyderabad, na Índia, com uma parada em Dubai”, afirma. “Onde estavam Delta, United e American nessa rota tão importante para profissionais da indústria da tecnologia?” Do hub em Dubai, a Emirates voa diariamente para nove cidades dos
Estados Unidos. Por outro lado, Delta e United têm apenas um voo diário cada para Dubai, e nenhum para Abu Dhabi. Contudo, por mais que a discussão seja grande em torno dos Estados Unidos, o risco maior representado pelas aéreas árabes recai sobre as companhias da Europa, principalmente às aliadas das norte-americanas. A Delta tem aliança com a Air France-KLM, a American com a British Airways e Iberia, e United com a alemã Lufthansa.
EUROPA RUMO À ÁSIA Enquanto as norte-americanas possuem alianças com companhias europeias, cada qual com um grande grupo do continente, a tática das aéreas do Golfo, para além de parcerias em code-share, é se aproximar de British, Air France, Lufthansa e outras da região adquirindo parte das empresas. Em janeiro deste ano, a Qatar anunciou a compra de 9,99% de participação no Grupo IAG, considerado o terceiro maior do Velho Continente, do qual fazem parte British, Iberia e Vueling. Os acionistas do IAG fora da Europa, incluindo a Qatar, são sujeitos a um limite máximo de participação, por ordem de um regulamento que obriga europeus a serem majoritários de empresas aéreas do continente. “O IAG representa uma excelente oportunidade para o desenvolvimento futuro da Qatar no Ocidente”, afirmou o Group CEO da Qatar, Akbar Al Baker. “Após o ingresso na aliança Oneworld, faz todo sentido trabalharmos perto deles em uma relação de longo prazo.” Não é apenas a Qatar, no entanto, que detém participações em companhias europeias. Dos 14,8 milhões
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de clientes da Etihad em 2014, 3,5 milhões vieram de suas empresas parceiras em todo o mundo, aumento de 40% sobre 2013. Em agosto do ano passado, a empresa tornou-se a maior acionista individual da Alitalia ao adquirir 49% da aérea. O montante investido na companhia italiana inclui 112,5 milhões de euros para a compra de 75% do programa de milhagens Mille Miglia e dez slots no Aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido), avaliados em 60 milhões de euros, com contrato em forma de leasing. “Para a Etihad Airways, esse investimento comercial de longo prazo é estratégico. Estamos comprometidos, juntamente com os demais acionistas, a construir uma Alitalia revigorada, competitiva, sustentável e lucrativa, que poderá operar com sucesso no mercado global de aviação”, disse o presidente e CEO James Hogan. “A Alitalia pode ter sucesso e voltar a crescer, mas precisa construir fundações sólidas. Deixamos claro desde o início que nosso investimento estaria focado em apoiar a implementação de um novo business plan, que verá essa meta se tornar frutífera.” Além de Alitalia, 2014 foi marcado por vários outros acordos fechados pela Etihad. A companhia do Golfo passou a ter 29,2% de participação na Air Berlin, 4,99% na Aer Lingus, além de 49% na Air Serbia. Isso sem contar os 33% na Darwin Airlines, que tornou-se Etihad Regional, 40% na Air Seychelles, 24% na Jet Airways e 19,9% na Virgin Australia. A árabe também assinou acordos com Air Europa, Jet Blue, Philippine Airlines, Gol, SAS, Hong Kong Airlines, Aerolineas Argentinas, SAA e Jet Airways. Há poucos meses, a Etihad ainda anunciou o lançamento da Etihad Airways Partners, que reúne Air Berlin, Air Serbia, Air Seychelles, Jet Airways, da Índia, e Darwin Airline, e visa oferecer aos clientes mais opções de voos e benefícios, como em um programa de fidelização.p > Continua na pág. 12
Akbar Al Baker, CEO da Qatar
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James Hogan, CEO da Etihad
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PETRÓLEO GRANDE PARTE, PARA NÃO DIZER TODA FORÇA DAS EMPRESAS AÉREAS DO GOLFO VEM DAS RESERVAS DE RECURSOS ENERGÉTICOS. Apesar da divergência entre especialistas sobre quando será o fim dos gigantescos estoques de petróleo e gás do Oriente Médio, há um consenso geral de que estamos no pico da produção de combustível e essas reservas devem se esvair em no máximo quatro décadas. Para o consultor de Planejamento Estratégico e de Marketing na Aviação e no Turismo do Instituto Cepta e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Respício do Espírito Santo, essa previsão de esgotamento nos recursos energéticos é exatamente o que norteia as ações de Emirates, Qatar e Etihad no mercado atual. O especialista ainda afirma que as grandes companhias europeias e norte-americanas ainda não compreenderam a verdadeira essência da concorrência com o Oriente Médio. “A função das empresas aéreas do Golfo é completamente diferente da função das aéreas norte-americanas e europeias. Emirates, Qatar e Etihad são as principais ferramentas de seus governos e têm um propósito maior do que aparentam. Esses países têm um futuro estranho pela frente. As reservas de gás e óleo não são renováveis e podem
estar escassas em 20, 30 anos”, explica. “É tudo parte de um planejamento, um sonho muito maior do que uma American Airlines, Lufthansa, British, ou alguma companhia semelhante pode imaginar. A concorrência é entre os destinos, não entre empresas aéreas.” E de que maneira o Catar e os dois Emirados pensaram em relação a esse futuro no longo prazo? Não é à toa que as três gigantes da aviação vindas do Oriente Médio estão estampando as camisetas e placas de publicidade de alguns dos principais clubes e eventos esportivos da Europa, fazendo suas marcas serem cada vez mais presentes para o consumidor. O Catar vai receber a Copa de 2022 e há outros grandes torneios esportivos previstos para a região. E ainda Emirates, Qatar e Etihad possuem braços como operadoras, aeroportos, empresas de receptivos e até centro de eventos para movimentar o turismo de seus países. “Praticamente tudo é deles” é a impressão que dá em uma visita a Doha, Dubai ou Abu Dhabi. “Estão consolidando os Emirados Árabes no cenário dos grandes eventos corporativos e lazer”, avalia Espírito Santo. “Isso sem contar o turismo de luxo, que já demonstra ter cada vez mais sucesso no Oriente Médio. Esses destinos têm uma ferramenta em comum, que são exatamente as empresas aéreas.”
Respício do Espirito Santo
Na disputa entre destinos, no entanto, há um contraste que pode favorecer Abu Dhabi, Doha e Dubai, segundo o especialista. “Pelo lado europeu, os principais destinos turísticos já concorrem entre si, como Milão, Frankfurt, Madri, Barcelona, Lisboa e muitos outros. Nos Estados Unidos, a história é a mesma. Há uma grande competição entre Dallas, Nova York, Los Angeles e Flórida, por exemplo”, analisa. “Os destinos do Oriente Médio são concentrados, não há essa pulverização, e isso favorece as aéreas, cujos hubs são localizados nesses locais. Doha não concorre com ninguém no Catar, tal como Dubai e Abu Dhabi são destinos únicos,
sem competição interna”, contrasta. A tática das companhias do Golfo prevendo o fim do petróleo, no entanto, vai além da promoção turística dos destinos em que estão localizados seus hubs. Segundo Espírito Santo, a compra de participações em companhias europeias está totalmente ligada com esse planejamento futuro. “Não estou dizendo que as empresas aéreas do Golfo atingiram seu pico de lucro, crescimento e operação. Muito pelo contrário: elas ainda têm muito a crescer, mas isso é parte de um planejamento em longo prazo, buscando segurança para um futuro incerto”, conclui.p
PATRO C Í NIOS E COMP OSIÇ Ã O DE GR UP O EMIRATES
Esportes: Arsenal, Emirates Stadium, Real Madrid, Paris Saint-German, Milan, Hamburger SV, Olympiacos FC, além de Fórmula 1, ligas profissionais de futebol, tênis, rúgbi e corrida de cavalos. Patrocinou a Copa do Mundo de Futebol no Brasil e talvez renove com a Fifa para 2018 e 2022. Cultura: patrocina o Festival Internacional de Cinema de Dubai, é a aérea oficial da Sinfônica de San Francisco e responsável pelo Festival de Literatura da Emirates Airline e do Festival de Jazz Emirates Airline de Dubai. Membros do grupo: Emirates Sky Cargo, Emirates Flight Catering, a operadora turística Dnata, cinco hotéis e o programa de milhas Skywards.
ETIHAD
Esportes: Manchester City FC, New York FC, Melbourne FC, Etihad Stadium (Austrália), GP de Abu Dhabi de Fórmula 1, além de ligas de golfe, hurling e cricket. Cultura: a companhia é patrocinadora majoritária da icônica Sydney Opera House, na Austrália. Membros do grupo: a operadora turística Etihad Holidays, Etihad Airport Services Catering e Etihad Cargo
QATAR
Esportes: Barcelona FC, além de campeonatos profissionais de tênis. Membros do grupo: Qatar Duty Free, Al Maha Services, de serviço aeroportuário, Qatar Aircraft Catering Company, Qatar Airways Cargo, Qatar Aviation Services, The Qatar Distribution Company e Qatar Executive, de aviação executiva. p
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ATUAÇÃO NO BRASIL
Executiva da Emirates
A EMIRATES OPERA VOOS DIÁRIOS PARA SÃO PAULO (GRU) E RIO DE JANEIRO (GIG), COM UM BOEING 777200LR, CONFIGURADO COM PRIMEIRA CLASSE, EXECUTIVA E ECONÔMICA. Para o Rio, há uma extensão em Buenos Aires (Argentina), mas a escala é feita a partir dos Emirados Árabes. Ou seja, o voo do Brasil é direto. Alguns dos diferenciais da empresa são o sistema de entretenimento a bordo, com 1,5 mil canais, e serviço gratuito de motorista particular de ida e volta ao aeroporto para os passageiros da primeira classe e executiva. A Etihad voa para São Paulo (GRU) diariamente a partir de Abu Dhabi a bordo de um Airbus A340-600, com assentos disponíveis em três classes: Primeira Classe Diamond, Executiva Pearl e Econômica Coral. Franquia generosa de bagagem e o serviço Flying Nanny, oferecendo mais tranquilidade aos adultos e entretenimento às crianças, são alguns dos diferenciais da companhia. A Qatar opera com um Boeing 777-200LR diariamente entre Doha (DOH) e São Paulo (GRU), contando com uma extensão a Buenos Aires (EZE). Porém, assim como na Emirates, o voo entre Brasil e Emirados Árabes é direto. A Qatar disponibiliza as classes econômica e executiva, sendo que a segunda opção ainda oferece acesso ao Lounge Premium da companhia em Doha. Refeições à la carte com qualidade cinco estrelas, feitas com ingredientes refinados, são regalias da companhia para todas as classes.p
A classe The Residence, da Etihad
14 Mercado
15 a 21 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
> Claudio Schapochnik — Aparecida (SP)
Busca por mais movimento
A Basílica de Nossa Senhora Aparecida: número de visitantes chegou a 11,8 milhões em 2013
Melhorar a taxa de ocupação média nos hotéis e nas atrações nos dias de semana, sobretudo de segunda a quinta-feira, promover o destino nos países latino-americanos e estar presente na prateleira das operadoras de turismo. Esses foram os principais temas discutidos entre o trade da cidade de Aparecida, liderado pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico (Sinhores), e a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), que realizaram o 1o Encontro Empresarial de Turismo Religioso. O evento ocorreu na semana passada, na Pousada Bom Jesus. “Aparecida está preparada para receber novos turistas e é isso que nós queremos, em parceria com as operadoras Braztoa”, disse o presidente do Sinhores, Ernesto Elache. “Esses novos turistas são os brasileiros que possam nos visitar entre segunda e quinta, quando a cidade está bem mais calma, pois de sexta a domingo, recebemos cinco vezes a nossa população de 36 mil habitantes, ou seja, cerca de 180 mil turistas”, explicou Elache. De acordo com o Sinhores, Aparecida tem 198 meios de hospedagens, com um total de 34 mil leitos. “Estamos em expansão, não apenas com novos hotéis, mas os atuais construindo mais apartamentos e agregando mais serviços”, destacou Elache.
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O dirigente sindical também aposta na promoção do destino junto aos países latino-americanos, “cuja população é majoritariamente católica e teria interesse, sim, em conhecer a nossa basílica e as demais atrações de âmbito religioso”. Também presente no evento, Geisa Santos, da Diretoria de Produtos e Destinos da Embratur, afirmou que participa para “justamente buscar mais informações e dados para, em Brasília, podermos trabalhá-los com vista a promover Aparecida no Exterior”. Sergio Miguel Palma Peniche (City Explorer), Vanilson Fickert (Setur-SP), José Eduardo Barbosa e Mônica Samia (Braztoa), Ernesto Elache (Sinhores Aparecida e Vale Histórico), José Murade (Fundação Artística e Cultural da Universidade de Taubaté) e o Wagner Fábio (Hotéis Marge e Porto Real) > Continua na pág. 16
PAN N o t a s Recorde
Orlando é a primeira cidade norte-americana a superar a marca de 60 milhões de visitantes. “Essa marca histórica é a mais recente prova da liderança de Orlando no setor de turismo”, destaca o presidente e CEO de Visit Orlando, George Aguel. “É um reconhecimento ao compromisso firme e contínuo investimento feito pelo nosso setor turístico”, completou. Com recorde de 32 milhões de diárias vendidas nos hotéis de Orlando no ano passado, resultando em uma arrecadação de impostos de US$ 200 milhões, o Condado de Orange, região que abriga o distrito turístico da Florida Central, atingiu pela primeira vez esse marco.
Reforma
O hotel Ipanema Plaza, um dos principais da zona sul do Rio de Janeiro e que faz parte da rede Golden Tulip, investiu cerca de R$ 800 mil para renovar seu 18º andar, onde estão localizados o bar, a piscina, sauna, academia, e área para eventos. Entre as mudanças estão novos pisos, iluminação e decoração. “A reforma foi feita às pressas, começou em outubro e terminou em março”, assume a nova gerente do hotel, Erika Barreto, no cargo há quatro meses. “Agora estamos desenvolvendo um projeto para renovar os 140 quartos do hotel. A ideia é que as obras aconteçam aos poucos, de cinco em cinco unidades, para não atrapalhar a operação”.
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Fachada da Basílica Velha, onde também são celebradas missas e é aberta à visitação
FUTURO GRANDIOSO Para o presidente em exercício da Braztoa, José Eduardo Barbosa, o segmento Turismo Religioso é “importante para a maioria das operadoras associadas, no entanto os destinos ficam no Exterior”, como Israel e Itália, por exemplo. Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), citados por Barbosa, nicho movimenta US$ 18 bilhões/ano com 300 milhões de viagens. Segundo Barbosa, o nicho realizado no Brasil tem um “futuro grandioso”. Para ele, “as operadoras podem contribuir, sim, em ser mais um canal de distribuição de Aparecida. Queremos
Barco que faz passeio pelo rio Paraíba do Sul onde, há quase 300 anos, três pescadores acharam a imagem de Nossa Senhora Aparecida dividida em dois peçados
agregar e ter Aparecida nas nossas prateleiras”. “Ainda faltam algumas mudanças, mas o que já tem e o que já conheci dá para fazer muita coisa, inclusive com o mercado externo – em um segundo momento.” Para o diretor técnico da secretaria paulista de Turismo, Vanilson Fickert, o destino tem ainda um ponto a destacar. “Está localizada na microrregião do Vale do Paraíba, que tem outros atrativos religiosos, como Frei Galvão em Guaratinguetá, e não religiosos, como Campos do Jordão, isso para falar do lazer, pois Taubaté e São José dos Campos são destaques no turismo de negócios. Tudo isso é importante para que o visitante fique mais tempo na região”, explicou Fickert.
PROGRAMAÇÃO O Encontro Empresarial de Turismo Religioso teve um workshop, com empresários de Aparecida e região, almoço e coffee break de relacionamento e três apresentações, sendo uma internacional, com o diretor geral da operadora City Explorer, Sergio Miguel Palma Peniche. Ele falou sobre a experiência na Cidade do México, com a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. Segundo o diretor citou, com dados de 2007, o templo católico mexicano é o mais visitado do mundo, com 15 milhões de visitantes/ano, seguido de Notre Dame (Paris), com dez milhões, e
Nossa Senhora Aparecida, com oito milhões. No dia anterior ao encontro, mas fazendo parte da programação, representantes de seis operadoras associadas à Braztoa (CVC, Flot, JVS, Monark, Schultz e Turnet) conheceram hotéis, atrações e a Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Vale lembrar que daqui a dois anos, em 2017, serão celebrados os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul, que corta o município paulista.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico
BANCODEDADOS PERFIL DO TURISTA RELIGIOSO*
ll Maioria vai e volta no mesmo dia ll Idade média: 38 anos ll Renda per capita: R$ 1.758,40 ll Viaja em média seis vezes em finais
de semana
ll Pode se deslocar até 4h30 a partir de
sua casa para ir ao destino
ll Viaja mais nos meses de férias
(janeiro e dezembro)
ll Principal meio de transporte: ônibus fretado ll Internet é o principal meio de pesquisa ll 73,8% responderam que o objetivo da
viagem foi alcançado
ll Itens que precisam melhorar: informação no local, preços, segurança e alimentação *Fonte: Pesquisa “Caracterização da Demanda Turística no Estado de São Paulo”, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em São Paulo e Aparecida, em 2007, e publicada em 2008 para a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo
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INFORMAÇÕES www.a12.com/300anos
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Eventos
Ambição para negócios
Karina Lance conta com o Brasil para o crescimento do Mice em Dubai
BRASIL E DUBAI ESTIVERAM MAIS PRÓXIMOS NA ÚLTIMA SEMANA. ISSO PORQUE O DUBAI BUSINESS EVENTS VEIO A SÃO PAULO PARA PROMOVER UM INÉDITO WORKSHOP REALIZADO PELO DEPARTAMENTO DE TURISMO, COMÉRCIO E MARKETING (DTCM), a fim de apresentar o destino e seis fornecedores de hotéis e receptivos aos profissionais do trade. De acordo com a gerente sênior do Dubai Business Events, Karina Lance, “o Brasil é o primeiro país da América do Sul para o mercado de negócios em Dubai. Para este ano, apostamos em um crescimento de 2% a 5% no segmento Mice”. Ainda que seja um número de menor expressão, a profissional tem planos ambiciosos em longo prazo para o País. “Até 2020, quando esperamos alcançar a marca de 20 milhões de turistas, avaliamos que o Brasil crescerá de 10% a 15% no mercado de eventos e viagens de incentivo”, enfatizou. Mas de nada adianta ser um país com “enorme potencial” sem divulgar e explorar o negócio. “É a nossa primeira vez aqui e, aos poucos, vamos focar no relacionamento com o trade em pequenos eventos para fazer com que os brasileiros viajem a negócio para Dubai”, pontuou, salientando que a estimativa é que os eventos, que passaram por Porto Alegre (8), Rio de Janeiro (9), Bogotá, na Colômbia, (13) e será finalizado em Buenos Aires, na Argentina (15), impactem aproximadamente 250 profissionais.
PARA TODOS OS GOSTOS Conhecido por ser um destino de alto padrão, Dubai quer trazer eventos variados, que comportam de 100 a 15 mil pessoas, pois é uma das poucas cidades do mundo que podem oferecer encontros de budgets variados com infraestrutura incomparável, segundo a gerente da Unidade de
Negócios da Interamerican Network, Cibele Moulin. Com a típica ambição de uma cidade que cresceu vertical e horizontalmente em questão de décadas, a exemplo do Dubai Mall, o maior centro de compras
do mundo, e Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo com 163 andares e 828 metros de altura, Karina quer fazer de Dubai o melhor destino do mundo no mercado de evento de negócios.p
18 Hotelaria
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> Claudio Schapochnik
Mudança geral MUDOU TUDO NA OPERAÇÃO DA COSTA DO SAUÍPE, COMPLEXO HOTELEIRO NO LITORAL NORTE DA BAHIA. DESDE O INÍCIO DO MÊS, o empreendimento iniciou um novo modelo de operação. O complexo passou a ter três opções de hospedagens (Sauípe Premium, Sauípe Resorts e Sauípe Pousadas), com serviços diferenciados em cada uma das três novas denominações. “O objetivo é melhorar a experiência e se relacionar melhor com os diversos públicos, além de gerenciar melhor o inventário dos 1.564 apartamentos que temos no total”, justifica o diretor de Operações Comerciais da Costa do Sauípe, Marco Antunes, em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS. “As mudanças focam o cliente que viaja a lazer”, emenda Antunes. Sauípe Premium é o único resort que não mudou de nome. “No entanto, a experiência será mais exclusiva do que já era”, assegura o diretor. “Neste mês e em junho, Sauípe Premium vai operar em soft opening, com tarifas especiais para que os agentes
“Objetivo é melhorar a experiência”, resume o diretor de Operações Comerciais da Costa do Sauípe, Marco Antunes
de viagens, os operadores e o público possam conferir as mudanças que fizemos”, garante. Os antigos nomes Sauípe Class, Sauípe Fun, Sauípe Park e Sauípe Club foram suprimidos, e os hotéis passaram para o mesmo “guarda-chuva” chamado Sauípe Resorts. “As então unidades viraram alas”, explica Antunes.
PESQUISA
Toda essa reestruturação decorre de uma pesquisa realizada pela agência de publicidade do complexo, no ano passado. “Ouvimos hóspedes, agentes de viagens e operadores, que nos ajudaram a fazer essas mudanças”, conta Antunes.
“Com uma operação reestruturada, os hóspedes serão beneficiados pela qualidade crescente dos serviços e maior diversidade na gastronomia e no entretenimento.” O diretor não revela o investimento na reestruturação, mas assegura que “faz parte de um processo de outras novidades que virão nos próximos anos”.p
CONFIRA AS
MUD A N ÇA S Sauípe Premium: hospedagem top do complexo, opera no sistema de pensão completa e oferece serviços exclusivos, como refeições com cardápios assinados por chefs internacionais, harmonizações com os melhores vinhos do mundo, kit de amenidades e wi-fi gratuito, entre outros. Sauípe Resorts: opera no modelo all inclusive – com refeições, lanches, petiscos e bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Os hóspedes têm a disposição 12 bares, cinco restaurantes, dez piscinas e equipe de lazer exclusiva. Sauípe Pousadas: a novidade está no regime, pois as unidades passam a oferecer serviço de meia pensão (café da manhã e jantar). Os espaços de lazer, culturais, esportivos e de entretenimento do complexo continuam acessíveis.
Vista aérea do complexo baiano, que possuir 1.564 apartamentos
20 Eventos
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> Alexandre Campbell, especial para o JP — Paris (França)
Vocação para negócios
Cena da festa de abertura do Rendez-vous en France, no Centre Georges Pompidou, em Paris
A décima edição do maior salão internacional de turismo para o trade na França, o Rendez-vous en France 2015, aconteceu em 31 de março e 1o de abril em Paris e registrou recorde de participantes e de encontros de negócios. O evento contou com a participação de 920 profissionais, entre operadores de turismo, compradores e jornalistas de 67 países, além de 750 expositores franceses, um crescimento de 10% em relação ao encontro passado. A edição foi marcada também pela participação de 38 operadores brasileiros que melhor vendem a França de Norte a Sul do Brasil. A Atout France estimou que foram realizados mais de 23 mil encontros de negócios e organizou 36 prés e pós tours com cerca de 420 operadores internacionais que viajaram por 17
regiões do país. Os brasileiros, por exemplo, desfrutaram da região de Bordeaux, Borgonha, Bretanha, Vale do Loire, Provence-Alpes-Côte D’Azure Rhône-Alpes, entre outras, e voltaram cheios de novas opções de destinos para serem comercializados. A festa em Paris foi grandiosa. No dia 30, véspera da abertura, os profissionais puderam ver, em primeira mão, o novo espetáculo que será apresentado ao grande público a partir deste mês, na casa de shows Lido, totalmente reformulada e reaberta especialmente para o evento. Após o primeiro dia do salão, um grande coquetel tomou conta do foyer do Centre Georges Pompidou e possibilitou a confraternização entre os dois mil participantes.
OS BRASILEIROS
Os operadores brasileiros trabalharam com afinco durante a estada
André Raynaud e Jean-Philippe Perol, da Atout France Brasil, durante o salão Rendez-vous en France 2015 em Paris
na França e voltaram para o Brasil encantados com o que viram por lá. Segundo João Rodrigo Coimbra, da WT Tours, de Ribeirão Preto (SP), o pré tour na região de Rhône-Alpes
foi muito bem organizado e possibilitou conhecer a região em detalhes. “Além desse destino não ser muito difundido no Brasil, seria muito difícil eu vender para as pessoas a Maison > Continua na pág. 22
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Marcos Almeida, da Bahia Travel, em mesa de negociações
João Rodrigo Coimbra, da WT Tours, durante negociação com a representante do Brit Hotel na França
Jaqueline Rodrigues, da MGM Operadora
Miguel Andrade da Transmundi Viagens
Pic, por exemplo, sem ter ido até lá viver a experiência extraordinária que vivi”, contou ele. A Maison Pic é um restaurante sofisticado na cidade de Valence, próxima a Lyon, que serve somente menus degustações e pertence à única mulher francesa que possui três estrelas Michelin, a chef Anne-Sophie Pic. Foi a primeira vez que Coimbra participou do Rendez-vous en France. Ele afirmou que conheceu muitas empresas interessantes e fez bons contatos. “Com a diminuição da paridade euro/dólar, a gente está tendo um aumento na demanda de passageiros para a Europa, por isso o meu interesse em conhecer e divulgar mais os produtos dos destinos franceses. Saio daqui com contatos de hotéis, transfers, passeios, museus e muitas novidades para o Brasil”, concluiu. Marcos Almeida, da Bahia Travel, se diz esperançoso e com expectativas favoráveis, mesmo não sendo o momento brasileiro um dos melhores, segundo ele. “Apesar das más notícias da política no Brasil e da alta do câmbio, eu estou apostando. Está para acontecer a Turismo Week, duas semanas de vendas promocionais, idealizada pela Braztoa, que vai mexer com o trade brasileiro, já que contaremos com o apoio da Tap, Air France, Air Europa, entre outras, para movimentar o turismo com preços razoáveis”, considerou ele. Almeida voltou da França, com a renovação da sua parceria com o Pullman Paris Montparnasse, da Accor, para o réveillon: há três anos a empresa leva grupos para o hotel nesta época e oferece aos clientes, na noite do dia 31, jantar seguido de festa. A região da Aquitaine, onde fica Bordeaux, encantou Miguel Andrade, da Transmundi Viagens, do Rio de Janeiro. “Eu não conhecia essa região e confesso que vou fazer um roteiro desses verdadeiros tesouros escondidos. Conheci cidades medievais intactas e bem preservadas, visitei vinícolas, desfrutei de uma gastronomia maravilhosa e contemplei castelos que são patrimônio da Unesco”, disse. “Ninguém fala da Aquitaine no Brasil, da cidadezinha de Sarlat, por exemplo. A França tem muito mais a oferecer do que a gente conhece normalmente. Não há brasileiro que volte insatisfeito após viagem em uma região como essa”, complementou. Jaqueline Rodrigues, da MGM Operadora, de Curitiba (PR), foi à França com o foco voltado para a enogastronomia, já que a operadora está lançando um departamento voltado ao segmento. A profissional pesquisou sobre a região de Cognac, Borgogne, Bordeaux e fez o pós tour em Champagne. No salão, pegou informações sobre o Museu do Chocolate e Museu do Perfume, atrações que, segundo ela, são diferentes e que podem ser agregadas nos roteiros.p
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O QUE HÁ DE NOVO FILARMÔNICA DE PARIS
Paris e a região de Ile de France não param de crescer, de construir, de se reinventar. Este ano, a Atout France escolheu algumas atrações especiais para divulgar. E começou por uma novidade magnífica: a nova Filarmônica de Paris. Inaugurado em janeiro deste ano, o prédio da nova Filarmônica está situado na Cidade da Música, em La Villette. O projeto é do arquiteto Jean Nouvel, ganhador de uma competição internacional realizada em 2007, e contém uma grande sala de concertos com capacidade para 2,4 mil espectadores, cinco modernas salas de ensaios onde são realizadas também pequenas audições públicas, sala de conferência, espaços educativos, onde estudantes podem conhecer e se familiarizar com instrumentos vindos de todas as partes do mundo, e um espaço para exposições. Atualmente, está em cartaz a mostra de David Bowie, a mesma que esteve ano passado no MIS, em São Paulo. Em outubro, haverá uma grande exposição com a obra de Marc Chagall, em cartaz até janeiro de 2016 e, em março de 2016, uma sobre a banda de rock The Velvet Underground. O operador que quiser reservar para
Fachada da nova Filarmônica de Paris
o passageiro um concerto na Filarmônica deve entrar em contato com o espaço por meio do site www.philharmoniedeparis.fr e terá 15% de desconto, em comparação ao preço oferecido ao público. É preciso comprar
os ingressos com oito semanas de antecedência. A programação é composta por apresentações de grandes orquestras, conjuntos e solistas franceses e internacionais, e já está completamente definida para 2015. Grande sala de concertos da nova Filarmônica de Paris
PARIS EXPO PORTE DE VERSAILLES
As grandes e médias exposições, feiras e congressos em Paris têm um endereço certo: a Paris Expo Porte de Versailles, o maior centro de exposições da Europa, um complexo que está em vias de ser totalmente reconstruído e modernizado. O projeto vai mudar completamente a imagem do lugar e será executado por etapas, nos próximos dez anos, fazendo com que Porte de Versailles vire um ícone da cidade, assim como tantos outros que já existem. Serão sete pavilhões de 216 mil metros quadrados cada com designs distintos, feitos por arquitetos franceses de renome internacional. Outras áreas são um centro de congressos e convenções que poderá receber 5,2 mil pessoas, um complexo hoteleiro com 440 leitos, 52 mil metros quadrados de telhados verdes, restaurantes, praças e uma torre polêmica em forma de
Projeto do novo parque de exposições Porte de Versailles, em Paris
pirâmide, que teria 180 metros de altura e 42 andares, mas que foi rejeitada por vários setores da comunidade de Paris. A pirâmide se-
ria a primeira construção de grande porte dentro da cidade depois da Torre de Montparnasse, mas ainda não se sabe se ela será re-
almente viabilizada. Mais informações sobre o projeto em www.paris-expoportedeversailles. com ou www.viparis.com. > Continua na pág. 24
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LIDO
Tudo foi mudado, exceto o espírito do espetáculo. Estamos falando do novo Lido de Paris, localizado na Avenue des Champs Elysées. Uma das salas de espetáculo mais famosas do mundo passou, nos últimos quatro meses, por uma grande modernização, onde foram trocadas todas as máquinas, a iluminação e o palco, em um investimento de aproximadamente 25 milhões de euros que pretende aumentar as vendas em 30% no decorrer dos próximos três anos. Além das mudanças técnicas e de estrutura, o Lido remodelou o espetáculo, que começou a ser
apresentado ao público este mês. Idealizado e produzido pelo italo-belga Franco Dragone, ex-diretor do Cirque du Soleil, a nova revista (como é chamado na França este tipo de espetáculo) mistura tradição e modernidade, evoca a atmosfera da capital, com fragmentos da vida em Paris por meio de efeitos especiais, utiliza projeções em telas de led, trajes feitos com materiais futuristas, mas sem perder o espírito do cabaret tradicional. A intenção é atrair espectadores mais jovens adeptos de novas tecnologias, mantendo também o público de sempre, composto basicamente por turistas.
Espetáculo do Lido de Paris
KTS FRANCE
A KTS France é uma empresa de turismo com mais de 40 anos e há cerca de dez identificou a importância do mercado brasileiro. Desde então, contratou funcionários que falam português e hoje presta serviço diferenciado para brasileiros que começa ainda nas negociações por e-mails, todos respondidos em português, até a realização das viagens, com motoristas, guias e programas de interesse do turista. A empresa propõe pacotes individuais, para grupos e incentivos, percorrendo desde roteiros tradicionais a roteiros vips, e de luxo. Elaine Barreiros-Laval é o contato da Grupo de operadores em frente ao Castelo Vaux de Vicomte, no distrito de Maincy, arredores de Paris
KTS na França e sugere, entre muitos programas, o Castelo Vaux Le Vicomte, uma propriedade particular situada no distrito de Maincy, a 40 minutos de Paris, que pode ser explorada de diversas formas, com visitação diurna, noturna, à luz de velas, aos sábados, entre maio e outubro, em eventos, casamentos, piqueniques, noite de Natal e até eventos de época. Elaine tem ótimo relacionamento com o La Vallée Village, um outlet de grande luxo com filiais em várias partes do mundo. Mais informações no site www.gatetofrance.com e e-mail incoming@ktsvoyages.fr.
PARADIS LATIN
Grupos de brasileiros serão também muito bem-vindos no Paradis Latin, um cabaret típico francês de estilo e espetáculo diferentes do Lido e do Moulin Rouge, embora nos três o turista possa ver um pouco de circo, can-can e ouvir as músicas tradicionais francesas. O Paradis Latin tem ambiente acolhedor e o público participa calorosamente do espetáculo, já que está mais próximo dos atores e acrobatas. O gerente de vendas do espaço é Luiz de Luca Moreira, brasileiro preparado para receber os conterrâneos com todo carinho e profissionalismo. Contatos pelo site www. paradislatin.com ou pelo email luiz. deluca.moreira@paradislatin.com. p
Cenas do espetáculo do Paradis Latin em Paris
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Cruzeiros marítimos
Por águas caribenhas Edi Guerreiro, Alexandre Zachello e José Maruílson
A PULLMANTUR LANÇOU NA SEMANA PASSADA, EM UM EVENTO PARA AGENTES DE VIAGENS E OPERADORES, A SUA TEMPORADA CARIBE 2015-2016. O DESTINO FOI O ESCOLHIDO PELA ARMADORA PARA INICIAR O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA EMPRESA, QUE NADA MAIS É, SEGUNDO OS EXECUTIVOS, permitir vendas cruzadas em todos os países que a empresa está presente. “Estamos criando um novo conceito de comercialização dos nossos produtos. Antes nosso foco era vender cruzeiros nacionais. Agora, além do Brasil, ampliamos nossos esforços para promover roteiros no Caribe e, mais para frente, de outros destinos no Exterior”, explicou o diretor geral da Pullmantur no Brasil, Alexandre Zachello. O executivo foi o responsável por transmitir ao mercado uma mensagem otimista. “Eu trabalho há 30 anos e, nesse período, o dólar sempre esteve instável. A única crise que vivemos é moral e ética. Vamos trabalhar mais esse ano, mas tanto a Pullmantur quanto vocês [agentes e operadores] conseguirão bater suas metas”, opinou.
CRESCIMENTO
O Caribe já figura entre os destinos internacionais mais importantes para a armadora, que viu o número de hóspedes do Brasil saltar de mil, em 2013, para 13 mil, no ano passado. “Com todos os esforços de divulgação, marketing e capacitação que vamos desenvolver, esperamos atingir a marca de 25 mil brasileiros no Caribe em 2015”, destacou o coordenador de Comunicação e Marketing da empresa, José Maruílson.p
26 Destinos
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> Diego Verticchio — Toronto (Canadá)
Canadá mais perto A TAM INAUGUROU NO ÚLTIMO DIA 29 SUA MAIS NOVA ROTA INTERNACIONAL: TORONTO, PRINCIPAL PORTÃO DE ENTRADA PARA O CANADÁ. O voo, operado por um Boeing 767300, é uma extensão das operações JJ8102 e JJ8103, que ligam São Paulo a Nova York (Estados Unidos) e saem, respectivamente, às 21h40 e às 21h50 de Guarulhos (São Paulo), chegando na cidade norte-americana às 6h45 (horário local). As novas rotas ligando as duas cidades da América do Norte também podem ser usadas por passageiros do Rio de Janeiro que embarcam nos voos JJ 8414 e 8078, que decolam do Galeão, respectivamente, às 21h e 22h20, pousando no aeroporto JFK às 6h30 e 7h30 (horário local). “Este não é um voo apenas dos passageiros da Tam, pois todos os clientes do Grupo Latam irão se beneficiar. As rotas para Nova York de Santiago (Chile) e Lima (Peru), além do Rio e de São Paulo, chegam praticamente no mesmo horário e têm rápida conexão para quem quer seguir para Toronto”, explicou o vice-presidente de Vendas para Estados Unidos, Canadá e Caribe do Grupo Latam, Manoel Suhet. “A ideia é transformar o Aeroporto Internacional de Nova York em um pequeno hub”, explicou ele, que esteve no voo inaugural para Toronto, onde permaneceu por um dia promovendo a nova operação ao trade local.
CONECTIVIDADE
Um dos destinos em evidência atualmente no Brasil, seja por estudantes em busca de intercâmbio, turistas a lazer atrás das paisagens naturais ou viajantes corporativos, o Canadá passa a ter mais uma opção aérea para o Brasil. Além da Tam, a Air Canada já opera com voos saindo de São Paulo (diário) e Rio de Janeiro (três vezes por semana) para Toronto. A diferença é que voando com a aérea brasileira é preciso ter visto norte-americano. E o que pode parecer empecilho é, na verdade, o grande trunfo da Tam para conquistar a preferência na rota para o Canadá. “Quem não quer dar uma passada em Nova York?”, pergunta Suhet. Segundo informações passadas pela companhia aérea, o passageiro que tem
O B767-300 da Tam
bilhete para Toronto pode desembarcar tanto na ida quanto na volta em Nova York. O stopover vale de um dia a 12 meses, fazendo com que o turista possa ficar esse período na cidade e depois seguir viagem sem nenhum custo extra. Essa prática, no entanto, só está disponível de forma gratuita na primeira parada. Já para aproveitar a segunda parada, o passageiro precisa pagar US$ 100. Uma vez na cidade canadense, a Tam mantém acordo de codeshare com a WestJet, empresa low cost que atua em todo o país. Para quem segue neste voo, é preciso descer em Nova York, fazer imigração, pegar a mala na esteira e depois entregar em uma outra exclusiva para conexões, passar novamente pelo raio-x para então aguardar no portão de embarque. Já na volta de Toronto, o passageiro precisará fazer imigração dos Estados Unidos dentro do aeroporto canadense. A mala, no entanto, segue direto para o Brasil. A conexão, tanto para São Paulo quanto para Rio de Janeiro, é bem rápida.
blogueiros para conhecer a nova operação e, consequentemente, o destino — A PANROTAS foi o único veículo do trade na viagem. Já a cidade de Toronto é capa da revista Tam nas Nuvens, à disposição em todos os voos da companhia aérea (doméstico e internacional), revelando segredos e detalhes da cidade. A empresa promete ainda uma série de ações com públicos específicos. “As estratégias preveem veiculação em rádio, divulgação em displays on-
PROMOÇÃO
A Tam está confiante com mais este destino internacional. Embora as vendas dos bilhetes tenham começado há dois meses, a empresa dará início agora às promoções destino. A primeira ação foi levar jornalistas e
Vista da icônica CN Tower, em Toronto
-line com tarifas para o destino, redes sociais e mensagens para clientes Tam Fidelidade. Planejamos também realizar ativações e capacitações nas principais agências, corporativas e de lazer e de turismo, com entrega de materiais informativos do destino e da nova rota para reforçar este lançamento”, afirmou a aérea por meio de comunicado.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Tam, com proteção GTA
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ELITE NA FRANÇA Igor Miranda, diretor de Vendas Indiretas da Tam, e a esposa
NO FINAL DO MÊS PASSADO, A TAM LEVOU PARA UMA VIAGEM A PARIS E TOULOUSE, NA FRANÇA, REPRESENTANTES DE SUAS “AGÊNCIAS ELITE”, as empresas que mais se destacaram em 2014 em termos de vendas de bilhetes da companhia. Foram eles: Helvécio Garófalo e Bianca Queiroz (Confiança, de Cuiabá), Samantha Hebling e Ricardo Queiroga (Decolar.com, de São Paulo), Reifer Júnior e Monica Souza (Maringá, de São Paulo), Olga e Sérgio Vieira (BK 21, de Belo Horizonte) e Valéria Costa e Carlos Montoril (Money, de Brasília). Eles estiveram acompanhados do diretor de Vendas Indiretas da aérea, Igor Miranda, do gerente sênior de Vendas Nacionais, Fernando Sztrajtman, e da gerente de Trade Marketing, Márcia Martinez. Entre as atrações visitadas estiveram o Cháteau Lês Crayères, as Galeries Lafayette e o Bois de Boulogne.p
> Diego Verticchio Ainda que a Tam venda o novo voo para Toronto como uma extensão do JJ8102 e do JJ8103, com saídas de São Paulo, embarquei no Rio de Janeiro. A aeronave utilizada na rota via Guarulhos, B767-300ER, é a mesma que na do Galeão. Todo o grupo de jornalistas convidado viajou na Premium Business, a nova classe executiva da Tam exclusiva para voos de longa duração. O destaque do serviço é a inclusão de uma nova carta de vinhos, mais opções de refeições distribuídas nos voos da companhia, além de assentos full flat. O jantar pode ser feito em até quatro pratos: salada, sopa, prato principal (massa, carne vermelha, frango ou peixe) e sobremesas. No fim, ainda são servidos café e chá. O café da manhã é mais completo e as opções são inúmeras, desde omeletes e ovos a refeições mais leves, como frutas e cereais. Na ida, nos dois trechos, o voo partiu no horário. Na volta, por conta do fluxo de aeronaves em Nova York, o voo de Toronto saiu com cerca de 30 minutos de atraso. Como a conexão para o Rio de Janeiro é muito rápida, pousamos em Nova York na hora do embarque para o Rio — foi tempo só de seguir de um portão para outro. Durante o rigoroso inverno canadense e nova-iorquino, esse tempo curto de conexão pode ser um problema e perder o voo será uma realidade em casos extremos. Para quem faz a via-
Grupo na Torre Eiffel
TESTAMOS A PREMIUM BUSINESS DA TAM NA ROTA PARA O CANADÁ gem para São Paulo, o tempo de conexão é um pouco maior. Ao todo, a rota completa de ida dura em torno de 16 horas, saindo da capital paulista às 21h40 e pousando em Toronto às 13h (horário local). Já a volta pode ser feita em cerca de 13 horas, decolando do Canadá às 16h35 (horário local) e pousando em São Paulo às 6h25. Para quem faz o trajeto via Rio de Janeiro o tempo de viagem, tanto na ida quanto na volta, é um pouco menor. Na rota de 1h10 entre as duas cidades do Hemisfério Norte, os passageiros
Classe executiva do B767-300
da Premium Business têm a opção de degustar dois tipos diferentes de sanduíches, além de bebidas geladas, quentes (café e chá), cerveja e vinhos. A carta de vinho, aliás, está renovada e passa a oferecer mais opções. Na econômica são servidas apenas bebidas. A vantagem de viajar com a Tam é poder ter todas opções de entretenimento em português. O serviço também foi renovado. Na seção “Filmes” há uma subseção exclusiva para alguns títulos indicados ao Oscar, como Selma e
Birdman. Há ainda uma extensa lista de cantores, documentários, shows e programas no cardápio televisivo. Muitas opções para pouco tempo de voo. Na volta, a principal vantagem é poder fazer a imigração norte-americana em solo canadense e não se preocupar mais com a mala, muito menos com o raio-x (tira tênis, tira cinto, tira laptop...) na hora da conexão.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Tam, com proteção GTA
NOTA: 9
28 Política
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> Antonio Roberto Rocha
Pronta para
renovar
JP — A CTI Nordeste ainda tem alguns Estados inadimplentes? São quantos associados atualmente? JEANINE — Todos os secretários estão fazendo esforços para organizar suas prioridades e ajustar, se for o caso, sua situação junto à CTI. Atualmente contamos com 12 associados. São os nove Estados da região (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí), além das cidades de Recife (PE), Salvador (BA) e Ipojuca (PE). JP —Qual será o diferencial da sua gestão? JEANINE — Nosso maior objetivo é garantir o resgate da cooperação entre os Estados e a inovação nas ações de promoção e desenvolvimento integrado da região. Queremos criar um amplo debate que resulte em formação de políticas para o desenvolvimento do turismo nos noves Estados do Nordeste.
A SECRETÁRIA DE TURISMO DE ALAGOAS, JEANINE PIRES (FOTO), RECÉM-ELEITA PRESIDENTE DA CTI-NORDESTE, FALOU AO JORNAL PANROTAS SOBRE AÇÕES E MEDIDAS que a associação prevê para os próximos meses. União entre os Estados nordestinos, aproximação com o trade local, promoção conjunta e novas ideias foram alguns dos temas tratados pela dirigente.
JORNAL PANROTAS — Diretores da Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens e Turismo (Apavt) reclamaram recentemente que o Nordeste teria abandonado os operadores e agentes de viagens de Portugal. Tal fato, segundo eles, teria aumentado as vendas para o Caribe, em Portugal. O Nordeste pretende voltar a investir na Europa? De que maneira? JEANINE PIRES - Portugal e a Europa são importantes mercados emis-
sores para o Nordeste. Os novos secretários assumiram recentemente suas funções e já estamos trabalhando no planejamento das ações de promoção no Brasil e no Exterior. Sim, iremos investir nesses mercados, tanto no relacionamento, na colocação de produtos no portfólio dos operadores e agentes, assim como por meio de parceria com as empresas aéreas, em especial a Tap.
JP — Você preside a Comissão de Turismo Integrado do Nordeste. Há quem diga, porém, que o turismo do Nordeste não é integrado. Procede? JEANINE — O Nordeste tem uma identidade regional importante, assim como cada um dos Estados já tem seus diferenciais e produtos específicos. Nossa proposta ao iniciar o mandato na CTI Nordeste é renovar os laços de cooperação e somar esforços para o desenvolvimento do turismo regional.
JP — Como consultora e ex-presidente da Embratur, você acha que o Nordeste está no bom caminho? O momento é esse? JEANINE — Os avanços dos últimos anos na infraestrutura, nos serviços e produtos turísticos, além da maior profissionalização na gestão do turismo, são oportunidades que se somam à conjuntura econômica favorável às viagens dos brasileiros dentro do Brasil e na atração de estrangeiros. Temos dificuldades, mas creio que justamente a cooperação e o apoio mútuo serão a marca dos próximos anos na atuação regional. JP — Há quem afirme que o Nordeste, de fato, nunca se vendeu em bloco. Promessas, porém, nunca faltaram. Chegou a hora? JEANINE — O Nordeste se vendeu em bloco em diversas oportunidades. A própria BNTM é um dos exemplos. A atuação da CTI nos mercados precisa ser constante o ano todo, ter planejamento e prioridades. Temos o compromisso dos atuais secretários em fortalecer a região e esse será o caminho que vamos perseguir nos próximos dois anos.p
Hotelaria
Selo de qualidade O HOTEL ARAKUR USHUAIA SE TORNOU UM MEMBRO DO VIRTUOSO, A EXCLUSIVA REDE MUNDIAL DE CONSULTORES E FORNECEDORES RELACIONADOS AO SEGMENTO DE VIAGENS DE LUXO. E, para celebrar a conquista, proporcionará aos passageiros upgrade de categoria no momento do check-in, benefício válido para quartos com vista para o vale, bufê, café da manhã cortesia, jantar para duas pessoas no restaurante La Cravia (bebidas alcoólicas não são inclusas) e early check-in e late check-out sujeitos à disponibilidade. Além disso, os hóspedes que optarem pela proposta de hospedagem “resort” contarão com transfer in-out no aeroporto, serviço de shuttle para a cidade, circuito de trekking pela reserva natural Cerro Alarkéin, wi-fi gratuito e traslados para o Cerro Castor durante a temporada de esqui. “A internet pode fazer o planejamento de uma viagem mais fácil, mas só na teoria. Seu valor se maximiza por meio de um agente de viagens que pode projetar e oferecer experiências únicas e na medida”, comentou o diretor de Vendas do Arakur Ushuaia, Ernesto Draque.
“E os agentes de viagens Virtuoso são verdadeiros experts no campo, com um conhecimento sem precedentes de certas áreas do mundo, incluindo os melhores lugares para se hospedar. Nos orgulhamos de ter sido selecionados pelo comitê Virtuoso para fazer parte de um grupo tão seleto de hotéis no mundo”, complementou Draque. Com mais de 100 quartos e suítes, a propriedade foi construída dentro da Reserva Natural Cerro Alarkén, a poucos minutos do centro de Ushuaia. No âmbito de projeto de arquitetura sustentável e com um nível de serviços inédito para a região, o local conta com um restaurante gourmet com bufê, parrilla argentina e pratos à la carte; lobby bar com sofisticados vinhos argentinos, queijos e embutidos; fitness center, e uma área de 200 metros quadrados com uma piscina esportiva de 17 metros, além de piscina com borda infinita e música subaquática e dois grandes hidrojets situados sobre um deck exterior.p
INFORMAÇÕES Site: www.arakur.com
Com a conquista do selo Virtuoso, o hotel promete upgrade de categoria para o cliente e mais diferenciais
SurFACE
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Acumulando cargos
Uma década
Viviânne Martins e Patricia Thomas receberam convidados na suíte presidencial do Sheraton São Paulo WTC para celebrar dez anos da Academia de Viagens. Ex-alunos, parceiros, clientes, amigos e fãs da dupla e de seu trabalho na academia foram prestigiar o evento, que transformou a suíte em um lounge descolado, com vistas espetaculares para a cidade de São Paulo.
A Tam confirmou que, desde 1o de abril, Marco Antonio Bologna passou a se dedicar integralmente às suas funções de presidente do Conselho de Administração da Tam S.A. e conselheiro da Multiplus. Claudia Sender, atual presidente da Tam Linhas Aéreas, assumiu, no lugar de Bologna, a presidência executiva da holding Tam S.A, acumulando os dois cargos. A Tam S.A. inclui as empresas Tam Linhas Aéreas, Tam Cargo, Tam Viagens e Multiplus. Marco Antonio Bologna foi eleito pelo conselho da instituição presidente do Banco Fator, que aguarda aprovação do Banco Central para oficializá-lo.
Claudia Sender, presidente da Tam Linhas Aéreas e da holding Tam S.A.
Só famosos
Lia, Viviânne, Patricia, Patrick, Camila e Thiago; atrás Thiago Meira e Catherine, todos da Academia de Viagens
A Decolar.com reuniu pela segunda vez um elenco de estrelas e fieis consumidores da OTA para uma nova campanha publicitária, a “Decolar.com, Você Pode!”. A divulgação iniciou no último dia 4 e tem a estreia de Zeca Camargo como um dos novos garotos-propagandas da agência de viagens. Além do apresentador, o time de estreantes em campanhas Decolar.com incluem Bruno Gagliasso, Carolina Dieckmann, Claudia Raia, Dinho Ouro Preto (do Capital Inicial), Ingrid Guimarães, Leandro Hassum e Taís Araújo. Bruno de Luca e Deborah Secco também voltam ao ar.
Intercâmbio
Responsável pela atuação do Visit Britain na América Latina, Samuel Lloyd passará os próximos três ou quatro meses colaborando para o departamento de Marketing do órgão em Londres. “Neste período, além de trocar experiências com meus colegas, levarei um pouco de ´bossa´ às campanhas globais da Grã-Bretanha. Será uma experiência incrível e multicultural. Mas continuarei sendo responsável pela America Latina”, ressalta. A gerente B2B do Visit Britain no Brasil é Karla Ventura, que pode ser contatada pelo (11) 3245-7654 e pelo karla.ventura@visitbritain.org.
Dinho, Hassum, Claudia, de Luca, Carolina, Gagliasso, Camargo, Deborah, Ingrid e Taís
Ponto a ponto Guilherme Dal Secco, até então gerente de Desenvolvimento de Negócios (Marketing) da United Airlines no Brasil, é o novo gerente de Vendas São Paulo da companhia americana no Brasil. Entrou na vaga de Lucimar Reis, que agora é a country manager da United. O escritório da rede Othon em São Paulo está de endereço novo, agora na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 598, conjuntos 34/36, nos Jardins. O telefone permanece o mesmo: (11) 2173-5009. Bari é o novo destino na Itália da Turkish Airlines. O início das operações está previsto para 28 de abril, com voos a partir de Istambul, operados quatro vezes por semana.
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Do vôlei ao turismo
Fundado há alguns anos e funcionando até então em uma espécie de soft opening, o Gestour Brasil avalia que finalmente chegou o momento de se lançar ao mercado. Tendo o ex-jogador de vôlei Giba como um dos sócios — e garoto propaganda por direito —, a plataforma digital de cadastro de produtos e serviços está focada em se divulgar para o mercado B2B. Em visita à sede da PANROTAS, Giba e um dos outros cinco sócios no negócio, Vadis Silva, explicaram detalhes da ferramenta e a oportunidade que vislumbraram no mercado. “Lá atrás nós percebemos que um dos gargalos do turismo era o fato de o Brasil não possuir um banco de dados, um inventário da oferta. Vimos aí uma oportunidade de negócio”, afirmou Silva. Mais informações no www.gestourbrasil.com.br.p
Balanço trimestral
As vendas da CVC nos três primeiros meses do ano somaram R$ 1,27 bilhão, aumento de 11,3%, em relação ao mesmo período de 2014. A surpresa foi o desempenho das chamadas agências de viagens independentes, cujas vendas na CVC caíram em 2014. Os agentes independentes venderam R$ 207,6 milhões em produtos CVC no período, aumento de 8,5%. Um incremento maior neste trimestre que o das vendas nas mesmas lojas, que ficou em 6,4% (contra 13,2% no primeiro trimestre de 2014). As lojas exclusivas CVC lideram em faturamento, totalizando R$ 998 milhões, ou aumento de 11,3%. Vale lembrar, porém, que essa conta inclui as novas lojas abertas em 2014 e 2015, enquanto a comparação de mesmas lojas leva em conta apenas unidades que já existiam no primeiro trimestre de 2014. A venda on-line também teve crescimento menor frente a anos anteriores e fechou em R$ 63,2 milhões (+17,5%).p
Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC
Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, Vadis Silva, do Gestour Brasil, Marianna Alcorta, da PANROTAS, Giba, um dos sócios do Gestour, Bruno Omori, da ABIH-SP, e Rene Amorim, também da PANROTAS
g e n te Edição 85 – 15 a 21 de abril de 2015
H o t e l a r i a > Artur Luiz Andrade
Troca de comando
Patrick Mendes, Sebastien Bazin e Roland de Bonadona
COMO FAZER A SUBSTITUIÇÃO DE UM DOS ÍCONES DA HOTELARIA BRASILEIRA E SUL-AMERICANA, UM EXECUTIVO QUE LIDEROU POR MAIS DE DUAS DÉCADAS O CRESCIMENTO DE SUA REDE NA REGIÃO? Para um processo de sucessão tranquilo, a Accor tomou diversos cuidados e a imagem que passa é de um movimen-
to natural, com a participação ativa do executivo em questão, Roland de Bonadona, que deixa o cargo de CEO da rede nas Américas em 30 de junho. O CEO mundial, Sebastien Bazin, há cerca de dois anos no cargo, disse ter conversado algumas vezes com Bonadona sobre sua sucessão, tendo batido o martelo com ele no Natal passado. E veio pessoalmente
ao Brasil para dar a notícia ao comitê de gerentes e diretores da rede. O próprio Bonadona, segundo Bazin, indicou seu sucessor, Patrick Mendes, que já está há dois anos no País. Desde sua chegada à Accor Brasil (no grupo está desde 1993), Bonadona veio analisando e orientando Mendes para ser seu sucessor. O dirigente surge, então, como um nome de
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AQUISIÇÕES E
PA R CE R I A S A compra da rede Posadas em 2010 e as conversões de três hotéis da rede Pontes, de Pernambuco, em 2014, foram ações ousadas e surpreendentes da Accor na América do Sul. Perguntado sobre possí-
veis aquisições ou novas parcerias no Brasil (havia um boato em relação a uma negociação com a marca Blue Tree e recentemente a Accor passou a vender em seu site hospedagem no Maksoud Plaza), Sebastien Bazin disse que não há assuntos tabus na Accor, mas que nada há nos planos sobre esse tema. “Temos dinheiro, pulamos de uma empresa de seis bilhões de euros para 12 bilhões de euros em valor de mercado, chegando
ao nível das grandes americanas, e temos de ter a mente aberta para as oportunidades na hotelaria e até no mundo digital, com OTAs e metabuscadores. Temos o poder financeiro no momento e precisamos saber tirar vantagens das oportunidades.” Mais que aquisições, a Accor quer investir no Brasil em conversões de hotéis. Patrick Mendes quer mais acordos como o feito com a rede Pontes. “O Maksoud Plaza foi uma boa oportunidade e está indo muito bem, mas não temos outros planos similares no momento. Como disse nosso CEO mundial, estamos abertos às oportunidades, mas com foco em desenvolvimento próprio e conversões”.p
Sebastien Bazin veio ao Brasil para anunciar a mudança de comando da rede
consenso e o profissional certo para dar novo gás e trazer sangue novo para a região. “Não necessariamente de uma forma que se oponha ao que era feito anteriormente”, disse Bazin ao Jornal PANROTAS, em entrevista exclusiva com o jornal Valor Econômico, no Pullman Ibirapuera, em São Paulo. Patrick Mendes, de 45 anos, e Roland de Bonadona, com 65, sendo 42 na Accor e 25 no Brasil, receberam muitos elogios de Bazin, que destacou a importância das pessoas na estratégia de crescimento da Accor até agora e daqui em diante. “Afinal, comprovamos que homens e mulheres ainda fazem a diferença na indústria hoteleira”. Uma lição que, em pleno mundo digital, ao qual a Accor está antenadíssima, nem todos percebem: a de que o investimento em tecnologia não pode deixar de lado o funcionário, os tais “homens e mulheres que fazem a diferença”.
COMO SAIR
Durante o anúncio, Patrick Mendes chamou a atenção para uma característica de Bonadona, a objetividade. E ainda o ato de desapegar quando necessário. “Ele refuta a ideia de ter um cargo de conselheiro sênior, como se fosse um agradecimento por seus anos de trabalho”, disse Mendes. Assim, depois que passar o bastão, Bonadona fica apenas até o final do ano e em 2016 deixa a Accor. Sebastien Bazin não economizou nos elogios e na constatação do importante papel de Bonadona para que a Accor chegasse aos 250 hotéis na
América do Sul, com mais 200 no pipeline. Elogios também a tudo o que Bonadona e seu time representaram na história da Accor no Brasil e na América do Sul. O presidente acredita que Patrick Mendes trará uma energia diferente, com ideias novas, que não necessariamente se opõem ao que foi feito no passado. “Se a Accor é líder na região, não é por acidente. E sim pela visão, força e estratégia de Bonadona, que convenceu a direção na França de que o Brasil era e é um país-chave, afirmou Bazin. “Estou muito orgulhoso do que fizemos e sei que não foi um trabalho só meu. Além das equipes da Accor na região, tivemos o backup e a expertise do corporativo na França. O importante é que esse sucesso continue”, disse Bonadona, recém-eleito presidente da Câmara de Comércio Brasil-França e que diz que continuará morando no Brasil. A trajetória de Roland de Bonadona no Brasil, aliás, não se limita às conquistas na Accor. Sem sua participação ativa, o Fohb e o São Paulo CVB não seriam o que são hoje, ou, no mínimo, teriam trilhado caminhos mais difíceis. Bonadona ajudou a profissionalizar o negócio e a política hoteleira no País, mostrou a seus pares a importância das decisões de Brasília e de se fazer lobby com o Legislativo e o Executivo, e que uma empresa de turismo precisa estar integrada a toda a cadeia produtiva, a todos os canais disponíveis, e não virar as costas e acreditar apenas em seu poder.
Patrick Mendes é o novo CEO da rede hoteleira para a América do Sul
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DESAFIOS
Já Patrick Mendes está na Accor desde 1993, tendo passado pelas áreas de Distribuição, Desenvolvimento e Vendas. “Portanto, será uma transição muito fácil”, disse Bazin. Além de suceder um nome como Bonadona, Mendes terá diversos desafios, todos focados no desenvolvimento da rede na América do Sul. Isso porque o CEO mundial decidiu voltar a dividir as Américas em duas áreas: Mendes comandando a América do Sul e Dominique Colliat (executiva que já está na Accor) a América do Norte, Central e o Caribe. Hoje, Bonadona cuida de todo o continente americano. Segundo Bazin, a América do Sul precisa de uma atenção especial, pois o Brasil e os demais países da região estão entre as cinco prioridades da rede no mundo. A América do Norte não. “Nossa presença nos Estados Unidos é para marcar território e sermos reconhecidos no Exterior quando os americanos viajarem para fora do país. O mercado doméstico está dominado pelas redes americanas e nossa estratégia lá não pode ser apenas via desenvolvimento próprio. Já na América do Sul precisamos de um time 100% dedicado, há muita capacidade de desenvolvimento na região e precisamos
dos nossos esforços turbinados”. Patrick Mendes também mudará um pouco a estrutura na sua região: ele anunciou que terá três líderes de operações no Brasil e demais países da América do Sul — um para as marcas econômicas (Ibis, Ibis Budget e Ibis Style), outro para o segmento midscale e um terceiro para as marcas upscale da Accor. Atualmente, essas duas últimas áreas respondem a apenas um vice-presidente, o próprio Mendes. Ele não acredita que deva haver muitas mudanças na equipe atual, apenas pequenos ajustes. Durante a entrevista, Mendes listou alguns de seus maiores desafios depois de assumir o cargo de CEO América do Sul: manter a motivação do time Accor (eleita diversas vezes uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil); manter o nível de desenvolvimento no Brasil e em países como Chile, Peru, Colômbia e Argentina (mesmo com a situação instável desse último); investir fortemente na qualidade de serviço dos hotéis da rede (“da qualidade vêm os resultados”, diz ele); e, claro, administrar os resultados em meio à atual situação econômica. “Já preparamos o Sebastien”, brincou Patrick Mendes.
CRISE JÁ CHEGOU? DE JANEIRO A MARÇO, O FLUXO DE HÓSPEDES CORPORATIVOS NOS HOTÉIS DA REDE ACCOR NO BRASIL CAIU DE 8% A 10%, SEGUNDO ESTIMATIVAS DE PATRICK MENDES. Mas a crise econômica brasileira, segundo ele, não afetou os contratos de novos hotéis já assinados (não houve cancelamentos até a semana passada). Mas pode haver um atraso de alguns meses em alguns projetos, o que ele considera natural nesse momento. “Como disse nosso CEO, a relação da Accor com o Brasil é de longo prazo”, afirmou Mendes. A rede tem 250 hotéis na América do Sul e mais 200 em construção ou com contrato assinado. Para o CEO, Sebastien Bazin, a crise brasileira parece ser mais de governança do que econômica. “Estamos otimistas e seremos facilitadores para ajudar a economia a voltar ao eixo, especialmente no turismo. O Brasil é a maior economia da América Latina e vai continuar sendo”, declarou. Nos hotéis do Rio de Janeiro, Mendes afirma que a rede sente um fluxo maior de hóspedes a lazer, incluindo estrangeiros, que aproveitam o câmbio mais favorável a eles. Nada, porém, que compense por completo a perda com o corporativo. “Mesmo em São Paulo vemos uma maior procura por parte de estrangeiros, a recuperação da Europa é boa para o Brasil neste momento”, disse Mendes.
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Roland de Bonadona promete continuar observando a indústria turística
“Com muita h onra quero ap resentar a vo da Accor, ap cê meu sucess ós mais de 2 or à frente 0 anos coma região. Patric ndando a co k Mendes, atu mpanhia na al diretor das e Midscale pa marcas Luxury ra a América , Upscale do Sul, será o América do S novo CEO Acc ul, a partir de or para a 1º de julho de 2015. A chegada de Patrick ao co mando de no periência glo ssa região, co bal nas áreas m sua exde Operaçõe Desenvolvime s, Marketing, nto, se insere Vendas e perfeitamente formação pelo no momento qual o nosso de transsetor e a próp do, junto com ria Accor estã o ambicioso p o passanlano de expan são à nossa fr ente. A trajetória de Patrick Mend es no País se em 2012, para inicia com sua assumir o carg chegada o de diretor d Pullman, Ada e Operações gio e MGallery Mercure, . Em julho do a posição de mesmo ano, diretor geral d conquista e Operações cale da Acco Luxury, Upsc r América do a le e MidsSul. Com isso principal resp , Patrick Men onsável pela des foi o integração be Posadas às o m-sucedida d perações da os hotéis Accor. Patrick irá co mandar quase 250 hotéis em em implantaçã operação e o o, que deverã utros 200 o ser inaugura do uma ofert dos até 2018 a total de 70 , somanmil apartame América do S ntos em nove ul. países da
Conto com a sua parceria n esse process a nova lideran o de transição ça da Accor. E , apoiando stamos confia em 2015, on ntes no futuro de trabalham do Brasil os para abrir manter nossa mais 20 novo posição como s hotéis e maior grupo h Sul. oteleiro da Am érica do Atenciosame
nte,
Roland de B onadona CEO Accor A méricas & Ca ribe”
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G e n t e > Renê Castro
Visão plena ELE É FORMADO EM ARQUITETURA E URBANISMO PELA FAU-UFRJ. CURSOU TAMBÉM MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO PELA COPPEAD-UFRJ. PARECE ESTRANGEIRO, MAS É CARIOCA DA GEMA E AMA SÃO PAULO. Precisou trabalhar em um banco para descobrir que o turismo seria o seu destino. Esse é Lawrence Reinisch, diretor da WTM Latin America, que este ano chega à terceira edição e está marcada para acontecer entre 22 e 24 deste mês, no Expo Center Norte, na capital paulista. Antes de desembarcar na Reed Exhibitions, o dirigente passou por, entre outras empresas, Tunibra, SPTuris, Embratur (escritório em Tóquio, no Japão) e Anac. Fora isso, ajudou a organizar o Salão do Turismo, entre 2008 e 2010, e a então Feira das Américas (hoje Abav Expo), em 2011, quando anunciou a realização da WTM na América Latina, que ocorre desde em 2013. “Eu passei pelo setor público, privado, pela economia mista, por empresa familiar e multinacional. Toda essa bagagem me proporcionou uma visão completa da indústria, tanto para produtos como para mercado. A formação voltada para análise de números facilitou o entendimento da indústria”, explicou ele, completando que gosta de encaixar o turismo na economia do País. “Quando falo no segmento, vejo como ele pode ser um instrumento para o progresso, a inclusão, criação de empregos. Nossa indústria exerce forte influência na sociedade.” Workaholic assumido, Reinisch trabalha entre dez e 12 horas por dia. A atmosfera da capital paulista não proporciona muitas atividades pós-expediente, mas o dirigente se esforça. “Pratico atividade física regularmente, mas a agenda nem sempre permite. De qualquer forma, gosto muito de São Paulo. Me identifiquei com a cidade desde a primeira vez que cheguei aqui, em 1987. Claro que continuo muito ligado ao Rio e sou totalmente ligado à Cidade Maravilhosa”, revela ele.
MOMENTOS DIFERENTES
O discurso sereno de Lawrence Reinisch segue quando é convidado a opinar sobre o atual momento do turismo no Brasil. Para ele, é preciso cuidado na avaliação, já que os segmentos vivem momentos diferentes. “Tivemos um período muito bom no passado, quando os movimentos interno e externo observaram crescimento, fruto de um apelo muito forte da indústria para com o público, somando o fator cambial, que era favorável. Hoje, o cenário é outro, com o fortalecimento do turismo doméstico e a retração do chamado turismo outbound. Ou seja, é o momento de mostrar o Brasil”, considera. “O mercado é cíclico, e esses movimentos da economia acontecem sempre. A dica é não colocar todos os ovos em uma cesta só. É preciso ter equilíbrio na oferta. As empresas que tem isso conseguem melhores resultados ao longo dos anos.” Ao ser questionado se é contra a segmentação, a reportagem já se preparou para uma resposta criativa do experiente profissional. E ela veio: “a especialização faz sentido quando bem trabalhada. O mercado nacional, por exemplo, foi desenvolvido basicamente por empresas pequenas, de estrutura familiar. Elas aproveitaram por muito tempo um gap de mercado e evoluíram, criando, inclusive, novas empresas. Como disse, o mercado é cíclico. As coisas vão e vêm a todo o instante. Particularmente, aplaudo essa determinação do pequeno empresário, porque ele se dedica de corpo e alma no desenvolvimento de um novo nicho, mesmo com pouco poder para investir”.
DEMOCRATIZAÇÃO
Lawrence Reinisch nasceu no Rio e está a 28 anos em São Paulo
A WTM, segundo Lawrence Reinisch, também tem responsabilidade com o pequeno e médio empresário do turismo. Para isso, é preciso aumentar a exposição dessas empresas dentro de um evento projetado para estimular o intercâmbio entre países da América Latina. Para se ter uma ideia, o Brasil possui hoje cinco mil hotéis independentes, sem contar as centenas de operadoras locais espalhadas pelos quatro cantos do País. “Já estamos conversando com o Ministério do Turismo e com a Embratur para viabilizar essa ideia. Já temos projetos que podem entrar em pauta no curto prazo. Queremos ser uma plataforma para essas empresas, tanto no nacional como no internacional”, ressalta o dirigente. A possível democratização da WTM é vista com bons olhos. “Quero ter a participação de empresas de pequeno e médio portes. A nossa relação com o mercado tem de ser muito próxima. A Reed não é uma empresa que vende estande. O que queremos é criar oportunidades de negócios, encurtar distancias e estimular novos diálogos.”p
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DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO COM A PARTICIPAÇÃO DA BRAZTOA, DO FOHB E DA ALAGEV, A TERCEIRA EDIÇÃO DA WTM LATIN AMERICA ESPERA MAIS DE OITO MIL VISITANTES EM TRÊS DIAS. Na abertura, está prevista a presença de um representante da Organização Mundial do Turismo (OMT) e do ministro do Turismo, Vinicius Lages. A programação de conteúdo tem início às 12h30, com a Phocuswright apresentando a palestra “Tendências dos Mercados Latino-Americanos de Viagens e Turismo e o Impacto do Turismo Digital”, com foco nas tendências do setor nos seis mercados da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Ainda no primeiro dia do evento ocorrerá o painel da OMT sobre Rotas de Turismo, que discutirá temas como a situação econômica latino-americana e a facilitação de viagens com autoridades do setor vindas da Argentina, Guatemala, do Paraguai e Peru. A mediação será do diretor executivo de Programas Operacionais e Relações Institucionais da organização, Márcio Favilla, e o encontro está marcado para as 14h. Em paralelo acontece a divulgação do relatório de tendências da WTM Latin America, elaborado em parceria com a Euromonitor International. Para falar sobre Turismo Responsável, a WTM preparou diversas palestras durante os três dias da feira. Todas as iniciativas serão mediadas pelo conselheiro de Turismo Responsável do portfólio WTM e professor do assunto na Universidade Manchester Metropolitan, no Reino Unido, Harold Goodwin.
NETWORKING
Uma das iniciativas para estimular o relacionamento entre os participantes é a Speed Networking, que ocorre no dia 23, e reunirá 100 compradores e 600 expositores em uma sessão de uma hora e meia de duração. A Alagev mais uma vez promoverá o Fórum de Turismo Corporativo, que terá como foco o setor Mice (Meetings, Incentives, Congresses e Exhibitions), e será realizado dia 24, com a participação de 100 travel managers brasileiros. Oportunidades informais de networking vão ocorrer nos coquetéis da Braztoa, na quarta-feira, e nos da MPI e Icca Mice, na quinta-feira à noite.
TECNOLOGIA
Os organizadores prometem conteúdo ainda maior este ano sobre tecnologia de viagens. Haverá uma sessão sobre o assunto para blogueiros de viagem na quarta-feira. Na quinta-feira, no teatro de conferências, o Google comandará uma sessão sobre Marketing, com olhar voltado ao mercado de turismo. Em seguida, no Tech Theatre, o Tripadvisor dará dicas aos participantes de como melhorar seu site por meio das mais recentes ferramentas da empresa. A programação da WTM Latin America inclui ainda uma palestra sobre o crescimento do turismo de aventura e o Fórum de Turismo de Lazer da Braztoa. A programação completa está disponível no link www.wtmlatinamerica.com/conference.
Clique de um dos corredores da última edição da feira, em 2014
EXPOSITORES
Neste ano, Chile e Peru aumentaram a área de exposição em 33 e 49 metros quadrados, respectivamente, em relação à última edição da feira. Mesmo caso da rede AM Resorts, que conta com empreendimentos hoteleiros de luxo no México, na Jamaica e República Dominicana, e aumentou o seu estande em 24 metros quadrados, visando atender mais compradores e fechar maior volume de negócios. Entre os novos expositores, ganham destaque o órgão de promoção da Colômbia no Brasil, Proexport, que levará ao público diversas atrações culturais, incluindo o patrimônio histórico e toda a variedade de praias que o país oferece. Dividida em cinco setores - Brasil, Mundo, Global Village (que reúne as marcas multinacionais e companhias de tecnologia de viagem), Braztoa e América Latina -, a WTM trará como destaque desta última seção as Organizações Nacionais de Turismo (NTOs). Também fazem parte da lista de expositores do espaço América Latina as agências e operadoras CTS, além da Transturin, uma das mais importantes do Chile, que promove roteiros turísticos e culturais na Bolívia, e as peruanas Face Peru e Fenix Peru.
Paralelo ao evento ocorre o 43o Encontro Comercial Braztoa
SERVIÇO WTM Latin America Quando: 22 a 24 de abril Horário: dias 22 e 23, das 12 às 20h, e dia 24, das 12h às 18h Onde: Expo Center Norte (rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme – São Paulo) Informações: www.wtmlatinamerica.com.br Tech Theatre foi bastante procurado no ano passado