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Jornal PANROTAS 1158

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www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 22 - nº 1.158 18 a 24 de março de 2015

24 e 25

de março

ENCONTRO MARCADO Líderes e formadores de opinião da indústria debatem as tendências do turismo na 13a edição do evento, que ocorre em novo espaço: o Golden Hall do WTC Events Center, em São Paulo > Páginas 16 a 18


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18 a 24 de março de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN

LEIA NESTA EDIÇÃO

“

Páginas 12 a 14

A cobertura do Salão Paranaense de Turismo

“

Página 22

Hotel Urbano vai à justiça retomar direito de emitir passagens

São inverídicas as alegações de que a Copa Airlines cancelou os bilhetes de maneira unilateral, injustificada e arbitrária. Nosso departamento jurídico já está adotando as medidas cabíveis

”

É uma oportunidade para fortalecer o setor ao unir interesses da União, dos Estados e municípios. Queremos ajudar na legislação para favorecer o turismo e estruturar o segmento

Herculano Passos, deputado federal do PSD-SP à frente da recém-criada Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (Frentur)

Diógenes Toloni, gerente geral da Copa Airlines para o Brasil, em resposta à Hotel Urbano. O executivo explicou os motivos que levaram a empresa a cancelar os e-tickets comercializados pela OTA em nome da operadora Time Brazil

Páginas 24 a 30

Convenção Schultz reúne profissionais e movimenta a Serra Gaúcha

“

É importante correr riscos, mas superálos para poder correr riscos ainda maiores. É nos momentos de dificuldade que estão as oportunidades

”

S

E U Q A DEST

DO PORTAL

PANROTAS 1 Copa diz que são inverídicas

voo da Sete em junho – em 5/3

2 Hotel Urbano ganha na Justiça

10 Alípio Camanzano fala sobre

direito de voltar a usar Iata – em 9/3

acordo Expedia/Decolar – em 10/3

3 EXCLUSIVO: Sylvio Ferraz será

Guia da Grã-Bretanha

Página 33

Expedia injeta US$ 270 milhões na Decolar.com PANROTAS Gente

Comschool abre portas para o turismo digital e GVA revela o dia a dia de um representante

Os profissionais de turismo recebem junto a esta edição do JP um guia sobre a Grã-Bretanha. O material foi formulado pelo Visit Britain e traz todas as informações sobre os principais destinos do Reino Unido, além de agenda cultural, sugestões de roteiros por segmento de viagens e dados estatísticos que farão a diferença na hora de oferecer o produto ao consumidor. Aproveite!

Artur Luiz Andrade

>

11 Após cinco anos, Parque da

CEO e sócio da MMT – em 6/3

Mônica será reaberto em SP – em 5/3

4 AirTkt alerta para “ofertas mágicas” em dias de crise – em 5/3

12 Sócios comentam chegada de Sylvio Ferraz à MMTGapnet – em 11/3

5 Tam anuncia novas rotas para os próximos meses - em 6/3

6 American Airlines cancela rota

13 Boeing 747 que fez história na

Campinas–Nova York – em 10/3

7 Expedia investe US$ 270 milhões no Decolar.com – em 10/3

8 Elói (Flytour): “Chegou a hora dos nichos” – em 7/3

5 a 12/3

9 Chapada das Mesas (MA) terá

alegações do Hotel Urbano – em 10/3

Editorial >

”

Elói de Oliveira, durante palestra no Salão Paranaense de Turismo

Qantas faz voo de despedida – em 10/3

14 Gol celebra Dia da Mulher com voo só de mulheres – em 6/3

15 Tam anuncia três novos voos domésticos para abril – em 11/3

Assista ao editorial comentado na versão digital do JP

artur@panrotas.com.br

Viajar é possível Ainda dentro do tema do momento (a instabilidade econômica, a crise que instaura o medo e o pessimismo), temos visto muitas ações na indústria para mostrar aos consumidores que viajar continua sendo bem possível. O turismo no Brasil atingiu um nível de oferta, de reconhecimento (de como é bom e necessário viajar) e mesmo de crescimento que desacelerar é possível, andar para trás não. Seja no receptivo internacional — setor que ainda assistimos engatinhar —, nas viagens domésticas ou no desejo de conhecer o Exterior, turismo está na pauta do dia a dia

de viajantes e empresas. Depois de alguns retrocessos, volta à pauta do Executivo e do Legislativo federais, mas ainda com parcas verbas e muito discurso. Regionalmente, alguns se saem melhor que os outros, mas fato é que há muito a ser explorado. Algumas operadoras de turismo enxergam uma oportunidade nas viagens de curta duração, mesmo as internacionais. Em três ou cinco dias pode-se relaxar e conhecer um destino bacana. Gastando menos e aproveitando as promoções de baixa temporada e excesso de oferta. Um outro grupo de profissionais

aposta nos mais abonados, que, mesmo em épocas mais duras, têm condições de fazer viagens caras e longas e nem pensam em abrir mão de suas escapadas anuais (ou até mais de uma por ano). Ouvimos diversos operadoras e trazemos um panorama para saber se as viagens mais curtas são tendência, moda ou se vieram para ficar. Hotéis, empresas aéreas, empresas em geral, organizadores de eventos e governos estão se mexendo para espantar a crise e não retardar (tanto mais) o crescimento do turismo da sétima economia mundial. Aproveitar as oportunidades é dica

para todos. E também gastar mais tempo com conhecimento e análises de dados. Com o dinheiro tendo de ser investido com mais precisão, saber quem são os parceiros, ler bem os números, testar a penetração (de eventos a veículos de imprensa) e saber mais sobre o que parece rotineiro são ações fundamentais. E acompanhar as tendências no Portal PANROTAS, aqui no semanal Jornal PANROTAS e nos dias 24 e 25, na 13ª edição do Fórum PANROTAS. Os líderes da indústria reunidos para debater o presente e o futuro. A que temperaturas nossos termômetros chegarão?


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#FICADICA PORTAL PANROTAS

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> Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETORA EXECUTIVA Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR FINANCEIRO ADMINISTRATIVO José Guilherme Alcorta DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago, Karina Cedeño, e Raphael Silva (estagiário) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Adriana Antico, Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 | Fax:(11) 2276-1602 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

Notícias mais lidas O fluxo de informações no Portal PANROTAS é intenso, e uma das formas de filtrar as notícias de maior interesse é visualizando a aba “Notícias + Lidas”, posicionada à direta da seção “Flashes do Turismo”. O ranking traz dez manchetes em formato de ranking, de acordo com o número de acessos. Setas ao lado do posicionamento indicam qual notícia está sendo mais buscada e quais estão perdendo espaço. A dica é uma só: fique sempre de olho nessa lista.

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04 Mercado

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> Henrique Santiago e Karina Cedeño

Bate -volta

Crise econômica significa apertar cintos e ajustar orçamentos. Mas não desistir dos sonhos e objetos de desejo. E o turismo já está na cesta de produtos desejados pela população brasileira. Seja a mais abastada, seja a emergente, que começou a sentir o prazer de viajar há pouco tempo. Na hora de repensar o custo de uma viagem ou achar a que cabe no seu bolso, uma solução é buscar pacotes de curta duração. A malha aérea atualmente permite isso, inclusive no interna-

cional, e as operadoras já se prepararam para essa demanda, que não é de hoje. Também sabem que se não tiverem o produto na prateleira, as OTAs, com seus sites amigáveis, com certeza serão uma alternativa. O Jornal PANROTAS falou com diversos operadores para saber o que prepararam para quem está em busca de viagens mais curtas. Um registro recente se deu com a gigante CVC, que anunciou a criação de pacotes de três a cinco dias para o inverno de Bariloche (Argentina), em julho deste ano. O vice-presidente de Vendas, Produtos e Mar-

keting da operadora, Valter Patriani, explica que a solução não veio por acaso, e que as viagens curtas já são uma realidade. “Continuamos a oferecer os pacotes de oito dias, que são muito bem aceitos pelos clientes em férias ou os que têm mais tempo disponível para o descanso, mas também abrimos o leque para incentivar esse tipo de pacote”, afirma, antes de completar o raciocínio. “Este ano teremos um calendário com o dobro de feriados nacionais de 2014, ou seja, as viagens mais curtas serão uma forte tendência como complemento aos dias de des-

canso.” E ficam mais atraentes para o bolso em época de dólar a mais de R$ 3.

ALTERNATIVA INTELIGENTE A vice-presidente da Braztoa Magda Nassar, também diretora da Soft Travel, é enfática sobre o tema: “sempre houve pacotes mais curtos, econômicos, inclusive para a Europa, com quatro noites”. “A principal intenção é reduzir os gastos para o passageiro e trazer um custo de passagem menor. Sem contar que o turista, hoje em dia,


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Magda Nassar, da Braztoa e da Soft Travel, acredita que o modelo não é uma tendência recente

tem a opção de dividir suas férias em duas ou mais vezes, aproveitando a sazonalidade da hotelaria”, pontuou, evidenciando não só o que o novo consumidor busca, como também a extensa malha aérea oferecida pela aviação mundial. Quem poderia imaginar tamanha conectividade há algumas décadas? Hoje, um bate-volta para os Estados Unidos é possível, e não apenas com uma empresa. Quem também identificou oportunidade nas viagens curtas foi o grupo paranaense BRT, especializado em consolidação. Desde a retomada do setor de operações (BRT Operadora), há três anos, os roteiros de viagens mais curtos estão sendo trabalhados. A informação é do supervisor da área, André Koloszwa. Na Bahia, a Visão Operadora investe no modelo há 28 anos. “Esses roteiros são cada vez mais procurados. No mundo moderno, eu faço um pacote para a Europa e possibilito ao passageiro visitar duas ou três capitais em pouquíssimo tempo. O mesmo ocorre com Estados Unidos e, claro, o Brasil”, frisa o diretor e presidente da empresa, Victor Abdon. No caso da Flytour Viagens, comandada por Michael Barkoczy, o momento é de comemorar uma aposta acertada. “A procura por este segmento sempre foi grande. Arrisco a dizer, inclusive, que o roteiro curto é mais procurado que a viagem mais longa”, revela, informando que cerca de 80% das pessoas entram em contato com a companhia em busca de roteiros de quatro a sete dias. “Um operador tem de estar preparado para vender roteiros para todos os tipos de gostos”, complementa.p > Continua na pág. 06

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A BRT, de André Koloswza, retomou as atividades de operadora há três anos

Valter Patriani, da CVC, aposta em pacotes curtos para Bariloche, na Argentina


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< Continuação da pág. 05

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NÃO É BEM ASSIM Se para algumas operadoras o modelo de períodos curtos é novidade promissora, para outras sequer existe. Aldo Leone Filho, à frente da sexagenária Agaxtur, discorda da concorrência. “Viagens de curta duração? De quatro a sete dias? Isso não existe”, exclama, emendando que “ninguém viaja para Miami na sexta-feira para voltar no domingo”. Na visão dele, os países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) são demandados pelos brasileiros em um período de sete a oito dias. O diretor da Orinter Tour & Travel, Roberto Sanches, partilha da mesma opinião. Ele afirma que “é preciso prestar muita atenção à venda e ao anúncio, já que, muitas vezes, podem ser anunciados pacotes com duração reduzida com itens não previstos pelo cliente só para compensar o preço menor”. Para ele, o modelo não irá para frente. “Não acredito que esse tipo de pacote seja uma tendência, ainda mais porque não compensa, por exemplo, para uma pessoa que vai pegar 13 horas de voo ficar poucos dias no destino. Os viajantes tradicionais não abrem mão de mais dias em seu roteiro.Talvez essa seja uma tendência entre os novos viajantes”, pondera. Sanches declara que, na maior parte dos casos, quem demanda a quantidade de dias é o lugar, e não o cliente.

Roberto Sanches, da Orienter, afirma que roteiros curtos não vão para frente

Gabriela Coutinho, da MK Travel, teve de adaptar pacotes devido à economia

“Há destinos que exigem permanência maior e não há como reduzir a duração da estada”. A diretora comercial da MK Travel, Gabriela Coutinho, conhecida por vender, entre outros produtos, viagens para os Estados Unidos, prefere seguir uma linha um pouco mais analítica. “Na minha visão, a tendência agora é as pessoas procurarem diminuir o deslocamento da viagem, possibilitando conhecer bem os locais programados.”

DO BRASIL AOS ESTADOS UNIDOS Os operadores concordam que as viagens mais curtas têm como alvo os destinos mais procurados pelo con-

sumidor brasileiro: o próprio Brasil, a América do Sul e, claro, os Estados Unidos. O diretor comercial da MGM, Arnaldo Levandowski, relata que Foz do Iguaçu (PR), Salvador (BA), Gramado (RS), Rio de Janeiro (RJ), além de Beto Carrero World (SC), são os lugares mais que requisitados pelos clientes para viagens curtas. “As pessoas aderem [a esses destinos e outros destinos] porque têm uma garantia do que desejam: descanso, sossego e comida diferente. É muito mais vantajoso do que ficar no trânsito”, riu, comparando o tempo de uma viagem para Buenos Aires às horas de carro que uma família enfrenta para ir ao litoral de São Paulo. “Em Buenos Aires, é possível fazer uma viagem de três dias, além de

Para Michael Barkoczy, da Flytour, a procura de pacotes curtos sempre foi grande

Chile e Peru”, complementa Gabriela Coutinho, pela MK Travel. No caso da MMTGapnet, a venda dos chamados “pacotes express” inclui até passeios na Europa. O diretor geral de Marketing e Produtos da empresa, Jorge Souza, expõe que “é muito comum as pessoas optarem por comprar mais de um pacote express”. “Por exemplo: um para Londres e outro para Paris, e juntar todos em uma viagem só, podendo conhecer diferentes destinos em um curto período de tempo”. Ainda segundo o executivo, não é preciso comprar uma passagem de longa duração para conhecer um destino. “Acredito que três noites são suficientes para conhecer o lugar e os principais pontos turísticos”, disse. Em evento recente, Michael Barkoczy, da Flytour Viagens, apresentou um relato, “curioso”, conforme ele próprio classificou. “Nós vendemos bastante para o Nordeste, tanto que o público da região compra pacotes de curta duração para dentro do próprio Nordeste. As pessoas viajam com seu próprio carro e procuram hospedagem em resorts”. “No carnaval, Porto de Galinhas (PE) estava lotada, com muitos carros. E com isso se percebeu que a maioria dos hotéis estava repleta de nordestinos”, complementou.p

G A S O LIN A GR Á T I S Para incentivar o turismo regional, o La Torre Resort, localizado na Praia do Mutá, em Porto Seguro (BA), está oferecendo 50

litros de combustível grátis para quem viajar de carro, de 5 de abril a 30 de junho (incluindo todos os feriados deste período), com mínimo de quatro diárias. A promoção é válida para todos os canais de venda (on-line e off-line), e compras efetuadas em operadoras e agências de viagens. A gerente comercial do La Torre, Renata Righi, espera atrair turistas do Espírito Santo, de Minas Gerais e da Bahia.p > Continua na pág. 08


< Continuação da pág. 06

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O DÓLAR E A “ESCAPADINHA” O debate vai além quando se coloca em jogo a atuaL COTAção do dólar, que já superou R$ 3 e está deixando muitos empresários de cabelo em pé. Para

Para Leonardo Magnani, da AIT, o negócio não gera lucro

Arnaldo Lewandowski, da MGM, diz que os clientes adoram o modelo

completar a lista de entraves, a instabilidade econômica do País. Situação difícil, não é mesmo? A saída é levantar a cabeça e buscar soluções. Para Arnaldo Levandowski (da MGM), o tema desta matéria se encaixa muito bem ao atual momento do País, já que o calendário de feriados está propenso para o aumento das vendas desse tipo de pacote. Já Gabriela Coutinho, da MK Travel, teve de adaptar seu produto. “Em função da alta da moeda americana, nós fizemos pacotes curtos em nível nacional”, afirma. Ainda que Brasil não seja o foco da operadora, o resultado tem surtido efeito positivo. “Temos que trabalhar conforme o mercado pede”, finaliza ela. A carioca AIT Operadora seguiu pelo mesmo caminho, colocando na prateleira viagens de cinco a seis dias. “Se o País continuar como está, a tendência é que a criação dos pacotes de curta duração aumente”, acredita o diretor da empresa, Leonardo Magnani. Ainda de acordo com ele, o lucro em cima disso é nulo, mas se faz necessário. “Não é vantajoso, já que para dar lucro é necessário vender uma grande quantidade desses pacotes, mas é uma forma de estar atualizado com o mercado”, concluiu. Valter Patriani, da CVC, atribui a relação do grande número de feriados de 2015 ao fenômeno tratado como “escapadinha”, o popular bate-volta do turista que vai à praia tão rápido quanto retorna. “As viagens mais curtas também são ótimas opções para agentes de viagens com clientes que, em tempos de alta do dólar americano, optam por adaptar a viagem ao orçamento, caso o cliente queira reduzir os dias de permanência, sem abrir mão de realizar uma ou mais viagens”, refletiu.p


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O Q U E FAV O R E C E A S V I A G E N S C U R TA S ll ll ll ll ll ll

Dólar alto e ajuste do orçamento Férias divididas Esticada de uma viagem de trabalho Feriados prolongados Facilidade de deslocamento aéreo e de automóvel Promoções para períodos de baixa no corporativo

ll ll ll ll

Passageiro que gosta de viajar mais vezes ao ano Classe emergente que não pode pagar por uma viagem mais longa Quem só quer fazer compras Viajante que quer aproveitar uma tarifa favorável

V I A G E N S C U R TA S N Ã O S Ã O P A R A . . . ll ll ll

Quem gosta de slow travel Quem quer relaxar e curtir as férias integrais, sem dividir ou cortar destinos Quem não pode se adaptar às datas promocionais

ll ll ll

Quem planeja roteiros mais longos e completos Quem opta por destinos longínquos, com voos longos Quem opta por destinos que exigem um tempo maior de viagem

> Continua na pág. 10

PAN N o t a s FORTALEZA (CE) A CVC oferece pacote de quatro dias com destino a Fortaleza. O serviço de hospedagem será feito pela Pousada Bellamar Ariaú em um apartamento standard e café da manhã incluído.

BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC) A Flytour trabalha com quatro noites para Balneário Camboriú. Com hospedagem no Hotel Pires (café da manhã ou meia pensão), o serviço inclui ainda traslado de chegada e saída, um dia de visita ao Parque Beto Carrero World (com ingresso incluído) e assistência com guia local.

BUENOS AIRES A AIT oferece pacote básico de cinco dias e quatro noites para Buenos Aires, na Argentina. A hospedagem sugerida é no Hotel Fertilia Downtown. O pacote inclui traslado de chegada e saída, city tour pela capital argentina e seguro de viagem GTA Bronze Special.

NOVA YORK A Visão Turismo trabalha com pacote de três noites para o inverno de Nova York (Estados Unidos). Com ofertas previstas até 31 de março, o serviço inclui hospedagem no Skyline Hotel, traslado in/ out e visita ao alto e baixo Manhattan.


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TODAS AS IDADES

Victor Abdon, da Visão, acredita no crescimento do modelo para 2015

Da infância à melhor idade, como asseguram os operadores, todos, sem exceção, aderem ao modelo de viagem curta. Koloszwa, da BRT Operadora, diz que o público é bem variado. “Geralmente são famílias, casais e pessoas que buscam uma folga da empresa ou da escola”, diz,

Jorge Souza, da MMTGapnet, aprova os roteiros de curta duração

ressaltando que o mercado brasileiro precisa do modelo para incentivar o turismo doméstico. Segundo Barkoczy, da Flytour Viagens, “os idosos viajam de duas a três vezes por ano”, afirma. Assim como a idade não é determinante para viajar, a questão econômica do turista também não influencia. “Nós vendemos para o público A, B,

Aldo Leone, da Agaxtur, não acredita na existência do modelo

C, com predominância para a classe alta”, diz Abdon, da Visão. Para ele, a procura é feita por “quem trabalha, está na ativa e para quem tem negócio. Não importa se o empregado é público, privado ou empresário”, afirma. “Às vezes estica-se uma viagem curta a trabalho, por exemplo de três para cinco dias em um destino”, complementa.

Barkoczy não acredita que o poder aquisitivo delimita o interesse e a compra de viagens. “Os roteiros curtos são procurados por todos os tipos de classe”. Gabriela Coutinho, por sua vez, diz que “o nosso público é A e B, sendo a família o público mais presente”. Desta forma, qualquer cidadão com interesse em desbravar o Brasil e o mundo entra em contato com as operadoras. Assim, os números se destacam nas planilhas das companhias. A MGM registra 15% da procura em roteiros de curta duração, enquanto na BRT os números se aproximam de 30% a 40% das vendas do nacional e no internacional em torno de 10% a 20%.

MALHA AÉREA

A análise dos operadores entra em convergência novamente quando o assunto é o crescimento da malha aérea no Brasil. De acordo com Souza, da MMTGapnet, o crescimento da malha aérea é um “facilitador das vendas deste tipo de pacote, devido à grande quantidade de promoções, sem contar a facilidade de parcelamento, que também ajuda muito. Mas é necessária uma grande quantidade de vendas deste tipo de pacote para que o negócio se torne rentável”. Mignani, da AIT, concorda com Jorge Souza em partes. “A ampliação da malha aérea contribui para o aumento das vendas, já que quanto mais voos disponíveis, menor o preço oferecido”. Para o Brasil, faça ou chuva ou faça sol na economia, o turista está cada vez mais a fim de se aventurar nos mais diversos destinos e, lucrável ou não para as operadoras, a real tendência é que 2015 seja um ano com muito mais viagens de curta duração.p


12 Eventos

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> Karina Cedeño - Curitiba (PR)

Palco diversificado Foto: Kelly Knevels

CuriTiba (PR) recebeu, entre 5 e 7 de março, a 21ª edição do Salão Paranaense de Turismo, que contou com quase cinco mil visitantes e cerca de 300 expositores,

O presidente da Abav-PR, Roberto Bacovis

levando ao público novidades e tendências de mercado. Além da feira de negócios, o evento, realizado no Expo Unimed, contou também com palestras, como a do CEO da Flytour, Elói de Oliveira, e eventos paralelos, como o Feijão Amigo, que homenageou autoridades e reuniu o trade para saborear a comida típica brasileira. Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Abav-PR, Roberto Bacovis, deixou claro que um dos principais objetivos do evento é proporcionar ferramentas aos agentes de viagens por meio de palestras e treinamentos. “Como associação de agências de viagens, a Abav-PR organizou este evento pensando em seus pares. Por isso ele traz grandes oportunidades de capacitação profissional, preparando os agentes para competir com o mundo das OTAs e fazendo com que estejam cada vez mais próximos de seus fornecedores, que irão ajudá-los no atendimento de seus clientes. A intenção é de que eles saiam daqui sendo muito mais que emissores de passagens e vendedores de pacotes, tornando-se


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O corte da fita que deu início ao evento

especialistas em turismo, daqueles que o cliente não abre mão”, disse Bacovis. Mesmo após dois dias intensos de trabalho, o presidente da Abav-PR teve fôlego para fazer um balanço geral do encontro e traçar planos para o próximo ano. “Queremos aumentar o número de expositores, já que ainda há 17% de espaço disponível. Em abril, faremos uma campanha de valorização dos agentes de viagens do Paraná, justamente para que frequentem mais o Salão Paranaense, já que este ano não tiveram uma participação muito significativa”, admite Bacovis, completando que os profissionais curitibanos não tiveram grande peso na participação do salão, o que gerou, em determinados momentos, pouca movimentação nos corredores.

SEGUNDA FASE O lado positivo foi a continuidade do projeto Agência Digital, iniciado pela associação no ano passado, em parceria com o Sebrae, que oferece consultoria às agências para que se atualizem em questões digitais, como site, e-commerce e mídias sociais. “Este ano, o projeto entra na segunda fase, e nela serão analisados os resultados da parceria com as agências. Ao todo são 38 afiliadas à Abav-PR que participam do programa”, afirmou o presidente da entidade. Relacionado ao projeto, foi realizado no Salão Paranaense o Momento Digital, com palestras para quem teve interesse em se aprofundar em campanhas direcionadas à internet.p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Abav-PR


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PELOS CORREDORES Tam

Divulgou as novas rotas internacionais, como a que ligará São Paulo a Toronto (Canadá), com lançamento previsto para as próximas semanas. Há ainda duas novidades para julho: uma delas é o voo de Brasília (DF) para Orlando (Estados Unidos) e o aumento da frequência nos voos entre Brasília e Miami (também nos Estados Unidos), que passam a ser diários. Uma nova rota entre São Paulo e Barcelona (Espanha) também será lançada em outubro. p

Air Europa

A companhia inicia operações para Tel Aviv (Israel) a partir de 30 de março. Os passageiros voarão até Madri (Espanha) em um A330 e, de lá, seguem para o país em um B787-800 p

O gerente regional de Vendas da Tam, Claudio Isolani

Grupo BRT

A operadora do grupo paranaense deu destaque a um pacote focado na aurora boreal. O produto é assinado pelo empresário curitibano Marco Brotto, que tem extenso currículo no que se refere a viagens relacionadas ao fenômeno meteorológico. “Os clientes podem montar seu próprio roteiro, e têm a consultoria do Marco para planejar a viagem. Em grupos a partir de 15 pessoas, ele pode ser incluído como guia turístico”, afirmou o diretor comercial do Grupo BRT, Marco Aurélio Di Ruzze. A empresa informou ainda que fechou parceria com a Wooba para o desenvolvimento de uma ferramenta que permite ao agente de viagens fazer cotações, reservas e emissões de bilhetes internacionais. “Nossa preocupação é que o agente consiga garantir seu espaço no mercado, munido de ferramentas para enfrentar a concorrência das OTAs”, afirmou Di Ruzze.p

MSC Cruzeiros Até 2017, a companhia promete ampliar em 100% a capacidade em âmbito global, e anuncia que já há sete novos navios encomendados. A nova temporada 2015/2016 na América do Sul terá maior oferta de embarcações, totalizando cinco, sendo quatro deles no Brasil e um na Argentina.p

O presidente do Grupo BRT e diretor de Consolidação da Abav, Eraldo Palmerini, com o diretor comercial do Grupo BRT, Marco Aurélio Di Ruzze

Uruguai

O destino divulgou os centros de convenções que serão inaugurados no próximo ano: o Antel Arena, em Montevideo, e o Centro de Convenções de Punta del Leste. “Queremos trabalhar outros segmentos além de sol e praia”, disse a representante do Ministério de Turismo e Esportes do Uruguai, Valeria Duarte. p

A representante do Ministério de Turismo e Esportes do Uruguai, Valeria Duarte

American Airlines

Pela sexta vez no evento, a companhia anunciou investimento de mais de US$ 2 bilhões na renovação de toda a frota, principalmente no que se refere à conectividade e aos serviços para facilitar o check-in nos aeroportos onde a companhia opera. p

O coordenador comercial da Região Sul da MSC Cruzeiros, Vitor Spirandelli

O gerente geral nacional da Air Europa, Luis Sobrinho

A gerente de Vendas da American Airlines para o Paraná, Julia Yamanishi


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F Ó R U M PA N R O TA S 2 0 1 5

Soluções e Tendências

A 13ª edição do Fórum PANROTAS — Tendências do Turismo, que ocorre nos dias 24 e 25 deste mês, no WTC Events Center, na capital paulista, pega o Brasil e a indústria turística em momento de suspensão. O que

vai acontecer? Teremos uma recessão longa ou pontual? Como as viagens serão afetadas? E os empregos no setor? Os investimentos em tecnologia, novas empresas e inovações serão freados? O corporativo viajará menos? As viagens ao Exterior resistirão ao dólar a R$ 3? Independentemente dessas respostas (e o Fórum PANROTAS é um bom termômetro para a indústria nesse sentido), a aposta no crescimento da indústria no País a médio e longo prazos é unânime. As mudanças, que podem até dar uma desacelerada com a crise, vão chegar inevitavelmente e com a tecnologia nem a crise impedirá algumas delas para uso imediato. Mudanças e tendências que também estarão no palco do evento, desde sua primeira edição, aliás. E mesmo falando muito de tecnologia, pois ela permeia e define muitos de nossos processos, ações e produtos na indústria, o fórum não perde seu foco, que é o mercado. “Não somos um evento para falar da parte técnica da tecnologia, dos avanços do ponto de vista de quem trabalha com programação ou criação de aplicativos. Queremos mostrar como a indústria é afetada, como a distribuição está mudando, como as forças do turismo

Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS Editora e idealizador do fórum

se alternam, para onde vai o comportamento do consumidor, o que as empresas estão fazendo”, diz o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta. Tanto que algumas respostas e ideias são apontadas a partir do debate em alguns momentos do evento. É um encontro das cabeças pensantes da indústria, no palco, na plateia e nos bastidores, para dar um panorama de soluções e tendências para os pró-

ximos meses e anos. E também um momento único de networking entre os maiores decisores e formadores de opinião do setor. O evento, apesar de estar em um lugar novo e maior, o Golden Hall do WTC Events Center, espera os mesmos 1,2 mil profissionais dos anos anteriores, que já formaram uma massa crítica bastante influente. Tanto que a CNC fará uma pesquisa com os partici-

pantes, que servirá como termômetro para alguns de seus planejamentos. “O Fórum PANROTAS não é uma feira ou um evento que cresça em quantidade de participantes a cada ano. Estamos felizes em manter a qualidade da plateia e o interesse de tantas empresas que nos apoiam em 2015, algumas desde a primeira edição do evento, em 2013”, explica Guillermo Alcorta.p


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Toda a magnitude do WTC Events Center, que receberá o evento

bancodedados Fórum PANROTAS 2015 ll Quando: 24 e 25 de março, terça e quarta-feira

ll Onde: Golden Hall do WTC Events

ll Público esperado: 1,2 mil decision markers da indústria do turismo do Brasil, da América do Sul e do mundo, na plateia e no palco

Center (ao lado do Shopping D&D)

ll Palestras e debates: 19, entre painéis

ll Horário: 10h às 17h30 (a partir das

mediados, apresentações exclusivas e fast presentations de cinco minutos cada com modelos de inovação e nichos

ll Hospedagem: diversos hotéis, como

ll Dicas: o estacionamento é o mesmo do Shopping D&D, com valet ou selfparking. Siga as placas para o Golden Hall do WTC Events, que tem acesso por elevadores em frente ao valet, no prédio de escritórios do WTC. Também há acesso pele hotel Sheraton, mas é mais longo, pois inclui passagem pelo shopping. Uma dica é ir de táxi, pois os

8h45 há welcome coffee oferecido pela Bahia)

o Prodigy Berrini, da GJP, hotel oficial, oferecem tarifas especiais. Confira em www.panrotas.com.br/forum

ll Aéreo: a Gol também tem tarifa

especial para quem vem de fora de São Paulo. Confira em www.panrotas.com. br/forum

taxistas com passageiro podem usar os corredores ou faixas exclusivas dos ônibus. O evento terá bastante tempo para networking, no welcome coffee, nos intervalos e almoços, todos patrocinados pela Secretaria de Turismo da Bahia. Haverá tradução simultânea disponível, mas evite ir com muitas bolsas e pacotes, pois não há guarda-volumes. Este ano, como há mais espaço no centro de convenções, haverá estandes de alguns patrocinadores com produtos em exposição.

do Sebrae, Chile, CVC, Delta Air Lines, Gol, Tourism Australia, GJP Hotels & Resorts, Pernambuco, R1 Soluções Áudio Visuais, Sabre, Tap, Accor, Best Western International, Esferatur, Gapnet, GTA, Localiza, Reserve, Alatur JTB e Dallas-Fort Worth International Airport. O destino patrono é a Bahia. Assessoria de imprensa pela B4T, interpretação pela Vice Versa e transfers realizados pela Cep Transportes. O evento terá compensação de carbono realizada com apoio da Tour House.

ll Apoios: o Fórum PANROTAS

informações

acontece com o apoio institucional da CNC Sesc Senac, apoio do Ministério do Turismo, patrocínio

Inscrições e mais informações: www.panrotas.com.br/forum

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> Continua na pág. 18


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18 a 24 de março de 2015 JORNAL PANROTAS

SEU GUIA PARA O FÓRUM PANROTAS Veja a seguir o que esperar e como aproveitar melhor o Fórum PANROTAS 2015, no que diz respeito ao conteúdo do evento, com mais detalhes sobre palestras e debates. AVIAÇÃO

O evento, pela primeira vez, será aberto com o debate entre os presidentes de empresas aéreas, logo após as boas-vindas do presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta. Estão confirmados os presidentes da Azul, Antonoaldo Neves, da Avianca, José Efromovich, e da Gol, Paulo Kakinoff. Convidada, a presidente da Tam, Claudia Sender, não poderá comparecer devido a uma reunião de board da Latam no Chile. A mediação será de William Waack. É o momento para saber os planos das aéreas nacionais para crescer, se internacionalizar (curiosamente as três são potenciais interessadas na compra da Tap) e distribuir seus produtos em múltiplos canais. Será a estreia de Antonoaldo no fórum.

GO DIGITAL!

Isso nem é mais recomendação, mas necessidade. Quem não é ou está com suas vendas no mundo digital deve ainda estar vendendo excursão de velhinhos para São Lourenço. Mas não se esqueça: eles vão morrer e o restante dos consumidores está on-line. Preconceito com a terceira idade? Nenhum, apenas uma linguagem mais forte para chamar atenção para o segundo dia do evento, com diversas palestras mostrando como os consumidores e as empresas encaram o mundo digital. A abertura do dia será com Walter Longo, seguido pelo diretor global de Serviços Estratégicos de Viagens e Consumo do Facebook, Lee McCabe, com arremate da consultora e escritora Martha Gabriel. Três palestras que, juntas, montarão um belo panorama sobre internet, mundo digital, vendas on-line e comportamento do consumidor multitela.

DISTRIBUIÇÃO

PELO MUNDO

O presidente da Phocuswright, Tony D’Astolfo, vem pela primeira vez ao Fórum PANROTAS e trará um panorama das tendências mundiais, baseadas na expertise da empresa em pesquisas e eventos de inteligência turística pelo mundo. É o momento de anotar os highlights para pesquisar e refletir depois.

Hoje em dia, falar em distribuição on-line e off-line parece algo datado e ultrapassado. A distribuição inclui diversas opções de canais e nenhum deles está desconectado (nem os velhinhos da citação anterior). Luiz Ambar, vice-presidente do GDS Sabre, tipo de negócio de distribuição de viagens que já se reinventou algumas vezes no turismo, será o mediador de um debate com Bob Rossato, da OTA Viajanet, Luís Paulo Luppa, da OTA (ou OTO) Shop Hotel, do Grupo Trend, Victor Donmez, diretor da América Latina no Booking.com, e Roland de Bonadona, CEO da Accor para as Américas.

INOVAÇÃO

Fábio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, vai surpreender você ao falar do futuro próximo e do mais distante. Quer saber o que vem por aí no mundo em geral? Ouça o dr. Fábio. O vice-presidente da Oracle Marketing Cloud, Ted Wham, também estreando no Fórum PANROTAS, promete trazer o tema inovação para o dia a dia das empresas.

POLÍTICA

Em vez de uma palestra, o ministro Vinicius Lages, do Turismo, será entrevistado ao vivo, pela secretária de Turismo de Alagoas e ex-presidente da Embratur, Jeanine Pires. Ainda dá tempo de enviar suas perguntas para ajudar Jeanine nessa tarefa: jeaninepires@me.com ou artur@panrotas.com.br.

PESSOAS

TECNOLOGIA

O que faz a Microsoft em um evento de turismo? Como a tecnologia desenvolvida pela empresa toca os produtos e destinos turísticos? A palestra de Paulo Iudicibus, diretor de Inovação e Novas Tecnologias da Microsoft, promete grandes surpresas e insights.

O CASE AUSTRÁLIA

Tão longe, tão grande e quase tão diversa quanto o Brasil, a Austrália tem muito o que nos contar. Katherine Droga, do Tourism Australia, vem especialmente para o evento.

QUER VENDER OU COMPRAR?

As aquisições, fusões e estratégias do “sigo sozinho” são tema dos dois últimos momentos do primeiro dia. Na metade inicial do painel, representantes da PwC Brasil, Carlyle, GP Investimentos e KPMG debatem o interesse de investidores na indústria do turismo. O que atrai, o que repele, o que fazer para que o turismo ganhe interesse dos grandes fundos e investidores internacionais. Na sequência, o presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, da Agaxtur, Aldo Leone Filho, e os vice-presidentes da Esferatur, Carlos Vazquez, e da Alatur JTB, Ricardo Ferreira, debatem como o mercado vê esse momento de investimentos de fora e como foram ou estão suas estratégias ligadas ao tema. Será que alguma nova compra será anunciada no palco do Fórum PANROTAS?

Jim Cunnungham, com passagens ativas pela Disney University e pelo Disney Institute, falará de desempenhos, equipes e empreendedores de vendas. Uma introdução e tanto para o painel de encerramento, que perguntará: o turismo consegue atrair talentos de outras áreas? O turismo sabe cuidar bem de seus talentos? Faltam talentos no turismo? Que futuro há na indústria para os jovens que hoje entram ou deixam as faculdades? Luiz Eduardo Falco, da CVC, Ana Maria Berto, da Orinter Tour & Travel, e outros executivos debaterão esses temas com Sergio F. Averbach, presidente da Korn/Ferry na América do Sul.

FAST PRESENTATIONS

Nos dois dias do evento, o Fórum PANROTAS 2015 trará as chamadas fast presentations. Serão momentos curtos, de cerca de cinco minutos cada um, com cases de empreendedores que souberam achar caminhos alternativos, inovar em gestão, aproveitar oportunidades. Modelos a serem seguidos ou, no mínimo, que podem servir de inspiração. Estão na lista: Kyu Shim, sócio-fundador da Pub Crawl São Paulo; Larissa Rios, fundadora da Turismo 4 Patas; Marcelo Armstrong, fundador da Favela Tour; Rui Alves, fundador da Vai Voando e sóciodiretor do Grupo Gapnet; Martin Frankenberg, sócio-fundador e diretor comercial e Marketing da Matueté; e Renato Costa, diretor da Forma Turismo.

SERVIÇO Saiba mais em www.panrotas.com.br/forum


19 Operadoras

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Bodas de pérola Há 30 anos, o empresário Andras Fullop inaugurava, no centro do Rio de Janeiro, sua operadora de viagens, a Air International Tours. O objetivo era claro: promover roteiros para Europa. Embora o Brasil vivesse momento de incerteza na política com a morte de Tancredo Neves, e com a chegada de José Sarney, o empresário decidiu apostar no sonho e no que sabia fazer para criar a empresa, que mais tarde ficou conhecida como AIT. No começo, a operadora oferecia roteiros tradicionais e manteve a estratégia até setembro de 2001, quando houve o atentado às torres gêmeas, nos Estados Unidos. A partir daí, e com a chegada do sócio Jorge Rodrigues, mudou-se o foco e a empresa começou a trabalhar o mercado norte-americano. “Com os atentados, muitas empresas que operavam exclusivamente para os Estados Unidos foram ‘obrigadas” a fechar as portas. Nós enxergamos esta lacuna e decidimos que era hora de investir naquele mercado”, afirmou Fullop.

Momento da virada Para ajudar na operação, trouxeram mais uma sócia, Karla Haimenis, executiva com ampla experiência em Estados Unidos tendo, inclusive, morado na Flórida. Com o passar dos anos, e depois da fusão com a consolidadora High Light, a AIT se tornou uma das grandes operadoras do Rio de Janeiro, vendendo atualmente mais de 20 mil pacotes por ano. “Neste período passamos por sete governos. Foram três reeleições, um impeachment, incontáveis crises e conseguimos, na alegria e na tristeza, nos livrar de todas elas”, relembrou Andras Fullop, que recebeu, ao lado dos sócios Jorge e Karla, a reportagem do Jornal PANROTAS. Uma das estratégias para se livrar dos momentos difíceis

foi sempre se adaptar às necessidades do mercado. No momento, a AIT está investindo em novos destinos e passando a vender roteiros exóticos, com ênfase nos continentes africano e asiático. Fora isso, criou outros dois canais de negócios: a AIT Ski e AIT Surfe.p Seis dos sete sócios da AIT Operadora: Afonso Glória, Karla Haimenis, Andras Fullop, Magda Medeiros, Jorge Rodrigues e Leonardo Mignani


Bob Rossato Viajanet Fábio Gandour IBM Brasil Luis Paulo Luppa Grupo Trend Operadora

José Efromovich Avianca Brasil

Ted Wham Oracle Marketing Cloud

Luís Motta KPMG

Paulo Iudicibus Microsoft

Jim Cunningham Especialista em vendas

Martha Gabriel Pesquisadora, consultora e autora

Walter Longo Especialista em comunicação

Paulo Sérgio Kakinoff Gol Linhas Aéreas

Roland de Bonadona Accor

Katherine Droga Austrália

Luiz Eduardo Falco CVC Lee McCabe Facebook

Veja mais sobre os palestrantes em nosso site - www.panrotas.com.br/forum


VEJA PROGRAMAÇÃO

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AGENDA DO 1º DIA - 24 DE MARÇO / QUARTA-FEIRA


22 A gê nc i as d e v i agen s o n -l i n e

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> Diego Verticchio

Briga de gente grande O ANO COMEÇOU TURBULENTO PARA QUATRO GRANDES EMPRESAS DO TURISMO: A OPERADORA CARIOCA TIME BRAZIL; A AGÊNCIA DE VIAGENS ON-LINE HOTEL URBANO E AS COMPANHIAS AÉREAS COPA AIRLINES E AVIANCA. Em dezembro, depois de alguns anos de parceria, a OTA resolveu não renovar o acordo com a Time Brazil, que vendia de 50% a 60% de sua produção ao Hotel Urbano. Dois meses depois, a operadora anunciou que estava passando por dificuldades e sua última cartada antes de fechar as portas era paralisar as vendas. “O objetivo principal é não deixar ninguém sem viajar e depois vamos atrás de pagar os fornecedores. Já estamos fazendo acordos com algumas empresas”, adiantou o diretor da Time Brazil, Pedro Baldino. Entre os fornecedores que ainda precisam receber estão a Avianca e Copa Airlines. Enquanto a empresa de Germán Efromovich afirma não

ter recebido o pagamento referente a 1,7 mil bilhetes, a companhia com sede no Panamá diz que a Time efetivou a compra de 2,1 mil passagens. Um consolidador que preferiu não se identificar revelou ao Jornal PANROTAS que as dividas da operadora com ambas empresas passam de R$ 10 milhões. Para evitar um prejuízo ainda maior,

as companhias acionaram a Iata, que suspendeu em 4 de março a licença do Hotel Urbano, fazendo com que a OTA não pudesse emitir bilhetes diretamente das aéreas. A Avianca chegou a ameaçar não embarcar os passageiros da Time, mas acabou voltando atrás. Diante da situação, o Hotel Urbano buscou na justiça o direito de voltar

a usar Iata. Em uma liminar deferida pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, a OTA conseguiu não só reaver seu acesso à Iata, bem como a garantia de que seus passageiros serão embarcados. Caso as empresas aéreas se neguem a embarcar, terão de pagar multa de R$ 5 mil por cliente. Procurada pela reportagem, a Avianca não se pronunciou, já a Copa Airlines confirmou, por meio de comunicado, que até o fechamento desta edição não havia recebido nenhum pagamento referente à comercialização dos 2,1 mil bilhetes, bem como garante não ter recebido os dados dos passageiros necessários para confirmação da reserva e para os devidos trâmites exigidos pelas autoridades de imigração. “Diante do exposto acima, são inverídicas as alegações de que a Copa Airlines cancelou os bilhetes de maneira unilateral, injustificada e arbitrária”, diz o comunicado, assinado pelo gerente da Copa no Brasil, Diógenes Toloni.

PAN N o t a s Viracopos A Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), registrou aumento de 10,1% no movimento de passageiros no primeiro semestre, quando 1,81 milhão de pessoas utilizaram o equipamento – no mesmo período do ano passado foram 1,65 milhão. A movimentação de janeiro, com 978,37 mil, foi recorde histórico. A administração do aeroporto destaca principalmente o crescimento de 2.025% entre os passageiros internacionais no bimestre: foram 117,61 mil no novo terminal, contra 5,53 mil em 2013.


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Destinos

Tirando proveito

do dólar NO ÚLTIMO DIA 9, O DÓLAR AMERICANO FECHOU VALENDO R$ 3,12, A MAIOR COTAÇÃO DESDE JUNHO DE 2004. A ALTA DA MOEDA PODE AFASTAR os turistas brasileiros, mas não os impedirá de realizar viagens ao Exterior. Esse é o pensamento que o Turismo do Canadá carrega para poder receber mais brasileiros, afinal, se o dólar norte-americano está acima dos R$ 3,10, o canadense segue valendo menos que R$ 2,50. Representantes da Comissão Canadense de Turismo (CTC) visitaram o País na última semana para trabalhar em três workshops (São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro), seguidos de capacitação. A diretora de Mercados Emergentes para Américas e Ásia da CTC, Siobhan Chretien, reforçou para as operadoras parceiras e agentes de viagens a diferença cambial entre os dois países e sentenciou que este será o ano do Canadá no Brasil. “Em 2014 foram 94 mil brasileiros viajando para o Canadá, um crescimento de 6,8% em 2013. Para 2015, a expectativa é ultrapassar pela primeira vez a barreira dos 100 mil turistas”, afirmou.

CÂMBIO A FAVOR “O dólar canadense costuma ser em torno de 40% mais barato do que o norte-americano. Hoje, o processo para solicitação de visto está mais rápido e fácil e quem já esteve nos Estados Unidos ou Canadá nos últimos dez anos, não precisa mais apresentar comprovação financeira na hora de solicitar ou renovar o visto. Além disso, não existe aquela história de visto para uma ou múltiplas entradas: agora o prazo é até o final da validade do passaporte”, enumera a diretora da Vertebratta, empresa que representa a CTC no País, Sheila Nassar. Além do dólar ser mais baixo, outro fator que fará com que mais brasileiros viajem ao Ca-

nadá é o incremento da malha aérea. Em dezembro, a Air Canada inaugurou a rota Rio de Janeiro-Toronto, com a operação sendo realizada três vezes por semana. A Tam pretende inaugurar no final deste mês o voo São Paulo-Toronto, com uma

parada em Nova York (Estados Unidos. Sheila acredita que os novos voos irão impulsionar o fluxo de passageiros nos dois sentidos, principalmente no turismo corporativo. No lazer, a dirigente da CTC aposta em roteiros fly & drive e de trem.p

Siobhan Chretien, diretora de Mercados Emergentes da CTC, e Sheila Nassar, representante brasileira da comissão


24 Eventos

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> Rodrigo Vieira - Gramado (RS)

Schultz para todos

Parte dos mais de 480 profissionais presente à convenção da operadora

O SOTAQUE GAÚCHO DAS SERRAS DO RIO GRANDE DO SUL DIVIDIU ESPAÇO COM OUTROS TREJEITOS BRASILEIROS NA PRIMEIRA SEMANA DESTE MÊS. ISSO PORQUE A 9ª CONVENÇÃO SCHULTZ levou à Gramado (RS) e Canela (RS) 486 agentes de viagens dos 26 Estados e do Distrito Federal. Somados a profissionais de Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Peru, foram mais de 190 cidades representadas nas cerca de 30 capacitações promovidas pelo Grupo Schultz em três dias. E é essa pluralidade que o presidente da companhia, Aroldo Schultz, fez questão de ressaltar. Ele diz se orgulhar do esforço e do investimento feitos por esses profissionais para estarem ali e aprimorarem suas técnicas

de vendas. Para Schultz, isso reflete o prestígio da marca, de 29 anos, junto a uma categoria que ele nunca abandonou. “Esse é o maior evento do turismo brasileiro promovido pela iniciativa privada. Nenhuma outra empresa vai tão a fundo no número de cidades envolvidas”, garante Schultz. “Além disso, ninguém está aqui de graça. Esses consultores pagaram seus bilhetes aéreos para participar, sem contar a taxa de ajuda para organização do evento. Isso é o reconhecimento de um profissional com o qual sempre trabalhamos lado a lado. Nosso único canal de vendas é o agente de viagens.” Como parte do investimento da Schultz para a convenção, 200 mil catálogos foram impressos, incluindo, entre ou-

tros, Europamundo, Croácia e Eslovênia, Portugal, cruzeiros, cursos no Exterior e mototurismo. A distribuição desse material e todo o restante do maior evento anual do grupo curitibano custou em torno de R$ 1 milhão, investimento que vale a pena, de acordo com empresário. “Creio que as vendas de nossas empresas dobrarão após essa série de capacitações. Aqui, esses agentes aprendem que o brasileiro quer viajar, e que há uma classe C e D com poder de consumo cada vez maior”, aposta Schultz, garantindo que os treinamentos promovidos por suas empresas estão longe de chegar ao fim. “Temos ainda o Workschultz, treinamento que visa a penetração em cidades e agências menores no País. Serão 86 eventos como esse

em dois meses, o que é o maior número de capacitação já feita no Brasil. Cada Workschultz custa de R$ 3 mil a R$ 9 mil.”

CRISE?

Era inevitável. Um tópico que Aroldo Schultz não podia deixar de mencionar na 9ª Convenção foi o das previsões de um ano difícil para o setor diante de um quadro econômico incerto vivido atualmente pelo Brasil. O dirigente foi categórico e encorajou os agentes de viagens a enfrentar essa instabilidade como se nada estivesse acontecendo. “Tenho ouvido muita gente comentando sobre uma tal de crise, mas eu nem estou aqui no Brasil, portanto não sei o que essa palavra significa. Simplesmente ignoro sua existência”, cravou


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Aroldo, que no ano passado foi morar em Portugal com a família para cuidar da primeira filial da Schultz no Exterior. “A crise é coisa da cabeça das pessoas. Nossa empresa tem 29 anos, e passar por cima de momentos ruins do mercado é uma de nossas características.” O líder da Schultz celebrou um crescimento de 37% nas vendas do ano passado. A comemoração, segundo ele, se dá pelo ano atípico que o setor enfrentou em 2014. “E em 2015 começamos tomando o mesmo caminho, pois, em janeiro, já registramos 35% de crescimento, em comparação com o mesmo mês de 2014.” Quem também falou sobre a crise econômica foi o presidente da Europamundo, Luis García, parceiro da Schultz no Velho Continente e responsável por 40% do faturamento do grupo brasileiro. Segundo ele, uma das alternativas do trade é estimular vendas para países fora da zona do dólar. “O dólar nunca esteve tão alto para o brasileiro (desconsiderando 2005), mas isso não significa que o real desvalorizou, e sim que o dólar subiu. Eu falo isso porque o euro continua praticamente com a mesma tarifa diante do real”, explicou o espanhol. “A saída é estimular a venda de pacotes para a Europa, cujos preços estão estagnados há mais de um ano. 2015 é definitivamente um ano para levar seu passageiro ao continente.”

CAPACITAÇÃO

Diferente do ano passado, em que a convenção foi feita em formato de rodadas de negócios, a nona edição do evento foi composta por palestras. “Procuramos variar um pouco nossos modelos, sempre buscando um retorno dos agentes de viagens sobre os eventos, assim encontramos o melhor formato”, afirma Schultz. “Tentamos as palestras esse ano, já que, para o agente de viagens, as rodadas de negócios podem ficar cansativas, e no final, eles têm dificuldade em absorver tanta informação.” Dessa maneira, em três dias, cerca de 30 expositores falaram aos quase 500 agentes de viagens presentes na Serra Gaúcha para a capacitação da 9ª Convenção Schultz. Destinos, hotéis, companhias aéreas, receptivos e os mais diversos segmentos turísticos levaram ao palco do Hotel

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Serra Azul, em Gramado, o perfil de seus produtos, as novidades e os melhores argumentos de vendas. O último dia ficou praticamente reservado para as empresas do Grupo: Schultz Operadora, Schultz Vistos, Vital Card, TZ Seguros, TZ Systems, TZ Comunicação e TZ Viagens. “Temos mais de 13 mil agências cadastradas, 115 executivos de Contas, além de 39 bases comerciais e 36 mil agentes de viagens em todo o Brasil”, contou Aroldo Schultz. “Desde o ano passado temos nossa filial internacional, instalada em Lisboa, que já conta com 1,5 mil agências portuguesas cadastradas.”p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Grupo Schultz

O caloroso anfitrião Aroldo Schultz, presidente do Grupo Schultz > Continua na pág. 26


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< Continuação da pág. 25

apresentação dos parceiros

Luis García e Ana Paula Weiss, da Europamundo

Aroldo Schultz e o gerente geral da Air Europa no Brasil, Luis Sobrinho

Air Europa

A companhia passará a ter uma frequência diária entre São Paulo e Madri a partir de 4 de julho. Uma das patrocinadoras da 9ª Convenção Schultz, a aérea opera hoje cinco voos semanais entre os destinos. A partir de 19 de maio, essa frequência será de seis vezes por se-

Europamundo mana, e, em julho, a companhia o fará todos os dias por semana. “Isso sempre com um dos nossos maiores diferenciais, que é a franquia de bagagem com duas peças de até 32 quilos cada uma”, garante Luis Sobrinho, gerente geral da Air Europa no Brasil. p

A operadora aumentou o número de guias brasileiros em seus principais roteiros internacionais. São 100 pacotes com receptivo em português no catálogo entregue aos agentes de viagens na 9ª Convenção Schultz. “Não são apenas os destinos mais conhecidos, nos quais já temos esse

tipo de serviço faz tempo. Dessa vez há roteiros como Escandinávia, República Tcheca e Áustria, Triângulo Nórdico Europeu, Triângulo Europeu, Países Baixos, Cornisa Cantábrica, entre vários outros”, garante Luis Garcia, presidente da empresa. “Nosso catálogo atende a uma enorme gama de clientes, dos mais básicos aos mais customizados.”p


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Canela

O destino gaúcho pretende atingir o recorde de dois milhões de visitantes em sua próxima temporada, de Natal, a partir de 10 de novembro, com a atração “Sonho de Natal”. O evento anterior recebeu 1,6 milhão de pessoas, e o otimismo da Secretaria de Turismo em crescer tanto de uma temporada para outra está na reformulação implementada a partir de 2013, o que rendeu até prêmio do governo do Rio Grande do Sul. “Fomos agraciados pelo prêmio ‘Inovação do Turismo’ do Estado, porque estamos

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tentando trazer coisas diferentes para nossa temporada natalina. Isso mostra que estamos integrando definitivamente o calendário de natal”, avaliou o secretário de Turismo de Canela, Leandro Oliveira, deixando claro que sua intenção não é rivalizar com o já consagrado Natal Luz, da vizinha Gramado, mas criar algo diferente. “Eles têm um evento muito forte, e tudo o que queremos é fazer algo criativo e diferenciado. Um grande natal para que o mercado venda o produto da Serra Gaúcha como um todo.”p

Aroldo Schultz e o secretário de Turismo de Canela (RS), Leandro Oliveira > Continua na pág. 28

Gerente de Vendas para Brasil da companhia, Marco Moraes

Pullmantur

Somente agências brasileiras poderão comercializar o Zenith, da Pullmantur, para as temporadas que o navio fará no Caribe, de dezembro deste ano a março de 2016. Quem informou foi o gerente de Vendas para Brasil da companhia, Marco Moraes, que atribuiu o sucesso do destino junto aos brasileiros no Monarch como o responsável pela novidade. A rota do Zenith para brasileiros sairá de Cartagena, na Colômbia, passando por Curaçao, La Guairá e Aruba. O navio comporta 1,7 mil passageiros e, na ocasião, a gastronomia será montada especialmente para o paladar do turista do Brasil.p

Vital Card

Entre os principais tópicos abordados pelo diretor de Vendas da Vital Card, Luciano Bonfim, esteve o atendimento 24 horas por Whatsapp, além de um aplicativo próprio. “Um de nossos diferenciais é o atendimento, que damos de sobra ao consumidor. Passamos a atender por Whatsapp, aplicativo que faz parte da vida dos brasileiros. Temos atendentes de plantão para garantir um serviço de total qualidade 24 horas ao turista”, afirma Bonfim. “Caso não consiga acessar o Whatsapp, temos Skype, um endereço de email, no qual respondem em menos de cinco minutos, número de telefone e um aplicativo próprio da Vital Card.”p


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México e Suíça em capacitação Em dias diferentes, México e Suíça foram dois dos destinos que marcaram presença na 9ª Convenção Schultz. Além dos quase 500 profissionais presentes no evento, Adrien Genier, gerente de Mercado do Switzerland Tourism no Brasil, e Diana Pomar, diretora do Conselho de Promoção Turística do México (CPTM) no País, anunciaram a programação de treinamentos para 2015. A Suíça recebeu cerca de 93 mil brasileiros no ano passado e pretende chegar a 100 mil até o ano que vem. “De 13 a 17 de abril, nosso roadshow passará por Campinas (SP), São Paulo, Vitória e Rio de Janeiro, respectivamente, para treinar um total de 400 agentes”, afirmou Genier. O México recebeu 300 mil brasileiros em 2014, 16% de crescimento, em relação ao ano anterior, e pretende passar desse número com treinamento. “Aproximadamente 400 profissionais de oito cidades já foram atualizados este ano, mas ainda teremos mais dez até novembro, como Rio, Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), São Paulo e Campinas (SP)”, disse Pomar.p

Vento Sul Receptivo

A Vento Sul Turismo, parceira da

Schultz na Serra Gaúcha, foi a responsável pelo transporte de mais de 600 profissionais espalhados por cerca de cinco hotéis em Gramado e Canela. Com a exposição diante dos agentes, o diretor da empresa de receptivo, Cláudio Souza, afirma que espera crescer em 1.000% nas vendas deste ano com a Schultz. “A agência que precisa do receptivo não precisa fazer vários passos para a sua venda, ela vem direto a nós, agilizando o atendimento."p

O diretor da Vento Sul, Cláudio Souza

Hotéis Laghetto

O gestor comercial e de Marketing da rede Laghetto, Carlos Blödorn

Atualmente com a administração de oito hotéis, sete na Serra Gaúcha e um em Porto Alegre (RS), a Laghetto tem a missão de crescer mais do que o dobro em três anos e chegar a 25 unidades em 2018. Um dos passos para isso, segundo o gestor comercial e de Marketing da rede, Carlos Blödorn, será a construção de um hotel no Aeroporto Salgado Filho, na capital gaúcha, autorizada pela Infraero em outubro do ano passado. “Temos sete projetos de novos hotéis em andamento e pretendemos conquistar a administração de mais dez em três anos, o que totalizará 25 propriedades até 2018”, detalha o executivo.

Gerente regional de Marketing da Turkish, Rebecca Meadows

Turkish

O Brasil chegou a um limite temporário em relação às operações da Turkish Airlines. Quem afirma é a gerente regional de Marketing da aérea, Rebecca Meadows, que enxerga o resultado como uma grande conquista. “Estamos atuando com nosso equipamento máximo para o mercado brasileiro e só dependemos de uma maior conectividade para crescer”, explica Meadows. “Hoje, a Turkish atende como gostaria quando começou no Brasil, há quatro anos, e a partir de agora esse aumento será mais tímido, o que está longe de ser pessimismo.” Internacionalmente, a Turkish cresceu entre 30% e 35% no ano passado, em comparação com 2013.p > Continua na pág. 30


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Flashes

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9 a Conveção Schultz

1 Centro de Convenções do Hotel Serra Azul ficou cheio o tempo todo para as capacitações 2 Deivis Rogério Tavares, CEO do Isend 3 Paulo Manuel, CEO da TZ Viagens 4 O humorista do Porta dos Fundos, Rafael Infante, fez Aroldo Schultz e os agentes de viagens caírem na gargalhada 5 Stevan Jahn, da Tri Táxi Aéreo, Aroldo Schultz e Leandro Oliveira, da secretaria de Turismo de Canela. Schultz surpreendeu um agente de viagens por Estado com um voo na única empresa do segmento na Serra Gaúcha 6 Raul Monteiro, da Iberostar, afirmou que a unidade da rede em Maceió ficará pronta até julho do ano que vem 7 Aroldo Schultz entre as meninas do Festuris: Carina Michel, Andréa Oliveira, Marta Rossi e Rose Ott, da Schultz

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13 8 Danielly Aguiar, da Empetur, falou sobre a força do lazer que Pernambuco tem conquistado 9 Schultz entre Arnaldo Valenhes e Stephan de Almeida, ambos da Gol 10 Sérgio Velloso, da Treinamento e Cia., fez uma palestra motivadora que levantou os profissionais 11 Luiz Fernando Chimanovitch, do Ministério do Turismo de Israel 12 Gustavo Hahn, da Schultz, Luciano Bonfim, da Vital Card, e Aroldo Schultz, da Schultz, sortearam dois carros para agentes de viagens na festa de encerramento da 9ª Convenção Schultz 13 Banda Nenhum de Nós encerrou o evento na Oktoberfest promovida pela cidade de Santa Cruz do Sul (RS)


Hotelaria

Tremun Hoteles:

uma rede em expansão Com sete propriedades e mais de 500 apartamentos, a Tremun Hoteles está ganhando força no mercado argentino. O diretor da rede, Alejandro Suffredini, comenta que uma das principais características dos empreendimentos é a valorização da gastronomia. “Meu pai foi o fundador do restaurante Montecatini de Mar del Plata, há 50 anos. Iniciamos no mercado hoteleiro em 1995, quando adquirimos o Hotel Los Pinos, nas Termas do Río Hondo. Realizamos uma grande obra de renovação que durou até 2002, quando implementamos serviço all inclusive, o primeiro na Argentina, aliás”, relembra, seguindo com a linha do tempo. “Posteriormente, em 2004, compramos o Mirador del Lago, um hotel tradicional de El Calafate que possui 20 habitações e hoje dispõe de 70 na categoria quatro estrelas. Foi nesse momento que nasceu, de fato, a Tremun como empresa dedicada ao gerenciamento de hotéis, próprios e de terceiros.” Rincón del Calafate, Hotel de Campo Kau Yatún e Calafate Parque vieram na sequência, totalizando 210 habitações na região. Em fevereiro deste ano, a empresa adquiriu os hotéis Las Hayas e Los Acebos, em Ushuaia, em um acordo com um grupo de investidores, totalizando sete propriedades.

Os dois hotéis em Ushuaia ostentam localização privilegiada, com paisagens deslumbrantes ao redor

“Decidimos marcar presença em Ushuaia porque somos amantes do turismo da Patagônia — e isso nos levou a El Calafate, que até então não era uma praça forte — e porque é um dos destinos mais importantes da Argentina”, explica ele. Vale destacar que o Las Hayas é um cinco estrelas com 94 habitações, a maioria com vista para o canal de Beagle. Fora isso, dispõe de spa, piscina climatizada, fitness center, sauna finlandesa, salões para convenções e eventos e restaurante.

No caso de Los Acebos, de categoria quatro estrelas e voltado para famílias e viajantes corporativos , são 61 apartamentos com vista para o canal, bar, fitness center, kids club e restaurante. “Temos um escritório comercial em Buenos Aires que centraliza todas as reservas e os contatos com operadores que trabalham ambos os destinos”, cita Suffredini. A grande novidade da rede terá início em abril, quando promete disponibilizar um pacote combinado entre Ushuaia e El Calafate, com três noi-

tes de hospedagem em cada destino e um jantar de cortesia no Las Hayas e Mirador del Lago. Um programa similar será lançado para a temporada de esqui. “Nossa ideia daqui para frente é ter mais propriedades. Temos o grande desafio de posicionar os hotéis em Ushuaia no mais alto nível de hospedagem do país. Vamos trabalhar também para marcar presença em Mar del Plata, Iguazú, Buenos Aires, Salta e Bariloche.” Mais informações no www.tremunhoteles.com.ar.p


32 Aviação

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> Alex Souza

De A350 para Cingapura A SINGAPORE AIRLINES COMPLETA NESTE MÊS SEU QUARTO ANO DE OPERAÇÕES NO BRASIL, VOANDO TRÊS VEZES POR SEMANA NA ROTA SÃO PAULO-BARCELONA-CINGAPURA. Na semana passada, o gerente geral da aérea no País, TM Wang, recebeu a reportagem do JP com exclusividade no escritório da empresa, em São Paulo, para falar de novidades, balanço destes quatro anos e sobre o que vem por aí. A principal novidade será a introdução do badalado A350 na rota brasileira.

JORNAL PANROTAS – Qual era o contexto do mercado há quatro anos, quando a companhia começou a voar para o Brasil? TM WANG – Naquele momento, a Singapore voava para todos os continentes, exceto América do Sul, e quando você pensa em ser uma companhia aérea global, você tem de alcançar todos os lugares possíveis. Naquela época, tínhamos uma parceria com a Spain Air, que detinha os direitos de voar de Barcelona para São Paulo, mas eles tiveram problemas e decidiram não voar mais no trecho. Como tínhamos o compromisso de voar para São Paulo, pedimos autorização e começamos com nossos três voos semanais.

A

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JP – Muitas empresas reclamam da dificuldade em operar no Brasil por conta de elementos como impostos e burocracia. Como a Singapore vê essa questão? WANG – É um desafio. Eu já trabalhei em escritórios da Singapore em dez cidades pelo mundo e o Brasil é um dos países mais desafiadores em função dos diversos processos, protocolos e da burocracia. Às vezes, dois departamentos têm visões conflitantes sobre um mesmo assunto. Enquanto companhia aérea, nós temos de fazer o nosso melhor para satisfazer quaisquer solicitações. Para mim, pessoalmente, é interessante.

exemplo de Londres: começamos com um voo parando em Dubai e hoje temos quatro diários. Para Hong Kong são oito. Para Jakarta, nove. É claro que Hong Kong e Jakarta são voos mais curtos. O de são Paulo são 25 horas via Barcelona, Londres são 12 horas e meia. Então é diferente, há uma dinâmica diferente. Para aumentar o número de frequências é preciso observar uma série de elementos para ter certeza de que a proposição é viável. A Singapore não tem o hábito de iniciar uma rota e interrompê-la.

JP – Há planos de aumentar os voos para o Brasil? WANG – Temos que dar um passo de cada vez. E no momento há uma restrição no acordo que nos dá o direito de voar na rota.

JP – A companhia está satisfeita com o B777 que opera no Brasil ou há planos de mudanças? WANG – Atualmente temos em operação o A380, o A330 e o B777. Temos encomendados 70 A350, os primeiros a serem entregues no final do ano. No momento em que tivermos cinco dessas entregas, uma aeronave virá para São Paulo e então teremos o novo produto. Os A350 terão business, econômica premium e econômica. Eles serão enviados a mercados que não demandam primeira classe.

disponíveis. Os jovens não costumam ir a uma agência e reservam os próprios bilhetes. Portanto, se não estivermos nas OTAs, não venderemos para esta categoria de cliente. No Brasil trabalhamos com OTAs como Decolar.com e Submarino, também com uma gama extensa de agências e operadoras. E, claro, temos nosso próprio sistema de reservas.

JP – Mas seria interessante um eventual aumento? WANG – Claro. Podemos pegar o

JP – Como você avalia o mercado de distribuição no Brasil? WANG – Estamos em todos os canais

JP – Quanto dos bilhetes são vendidos via trade no Brasil? WANG – Entre 80% e 85%.p

JP – Como está a ocupação? WANG – As companhias não gostam muito de divulgar esse dado, mas a média está muito boa e podemos fazer ainda melhor. O load factor está mais alto do que imaginávamos inicialmente.

TM Wang, gerente da Singapore no Brasil

Aviação brasileira, pontual o ano todo

Nos meses que antecederam a Copa do Mundo de futebol, no ano passado, não foram poucas as vezes em que foi possível encontrar prognósticos os mais pessimistas possíveis sobre a mobilidade no País durante o evento. No centro das atenções, sempre cercada do pior cenário, lá estava a aviação comercial brasileira. Atrasos, cancelamentos, filas, transtor-

Eduardo Sanovicz

Presidente da ABEAR, Professor Doutor do Curso de Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e Acadêmico da Academia Brasileira de Eventos e Turismo (cadeira 12).

nos de todo tipo para passageiros, torcedores vindos de fora para o grande evento esportivo. Esse era o tom dos comentários que proliferavam a respeito. Em uma única frase para resumir a expectativa que foi criada: será o caos aéreo. Mas não foi o que aconteceu. Ao longo de todo o certame, o que se viu foi a mais perfeita normalidade, com voos saindo e chegando no horário, atendimento nos aeroportos dentro dos padrões, torcedores podendo assistir sem sobressalto aos jogos em todas as 12 cidades-sede. Obviamente, a pontualidade e tranquilidade que pode ser observada em todo o sistema aéreo comercial do País não recebeu o mesmo destaque que fora ocupado pelas previsões negativas. Surgiram, isto sim, avaliações de outra ordem, que deixaram bem claro, mais uma vez, que existe uma cobrança acima do tom especificamente voltada para a aviação. Esses últimos comentários diziam, a grosso modo, o seguinte: o bom desempenho das companhias aéreas e a normalidade das operações durante a Copa

foram uma exceção que confirmariam uma regra, que seria a má performance. Deu certo porque houve um esforço extra e todos se prepararam exclusivamente para isso, chegou-se a afirmar. Mais uma vez, equívoco. Conforme tivemos oportunidade de tornar público no final de fevereiro, durante a divulgação que a Associação Brasileira das Empresas Aérea faz de seus números mensais, a pontualidade, a normalidade de operações e a performance compatível com os mais altos padrões operacionais do planeta são a regra no dia a dia das companhias brasileiras. Não é fato isolado nem tampouco decorrência de esforço concentrado para eventos especiais. Durante a Copa do Mundo, o índice de pontualidade dos voos das companhias brasileiras atingiu 92%. Ou seja, mais do que nove entre dez voos partiram/chegaram no horário previsto e controlado pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. Este patamar, que por si só já seria motivo de orgulho, porque coloca o Brasil na vanguarda do setor em todo o mundo, foi superado em fevereiro de 2015,

durante o carnaval, quando também aumenta significativamente a movimentação de passageiros pelo Brasil. A pontualidade na semana do carnaval chegou a nada menos que 94,6%. Seria ocioso lembrar que carnaval, natal ano novo acontecem todos os anos, e todos os anos nossa aviação comercial cumpre seu papel de aproximar pessoas melhorar a vida dos passageiros, encurtar distâncias neste país-continente. E tendo no foco de suas atenções não apenas a pontualidade, mas também a renovação frequente e sucessiva de seus equipamentos (hoje temos uma das frotas aéreas mais modernas do mundo), a atualização dos procedimentos, o treinamento e reciclagem de seus milhares de colaboradores. Este é, felizmente, o cenário da aviação brasileira, que em dez anos passou de 30 milhões para 100 milhões de passageiros transportados (tornando-se o terceiro maior mercado do mundo), pretende dobrar este número na próxima década e que trabalha incessantemente para ser motivo de orgulho para todos os brasileiros.


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A gê nc i as d e v i agen s o n -l i n e

Dinheiro de gigante ACABOU O SUSPENSE SOBRE POSSÍVEIS INVESTIDORES NA DECOLAR.COM. A EXPEDIA, INC. ANUNCIOU APORTE DE US$ 270 MILHÕES, VIA EXPEDIA.COM, NA OTA LATINOAMERICANA, presente em 21 países na região. A cooperação entre as duas OTAs, além da participação minoritária da Expedia na Decolar, visa também ampliar a parceria na oferta de hotéis. “Vamos distribuir na plataforma deles em todo o mundo os hotéis da região e vamos vender em nosso site todos os hotéis Expedia.com pelo mundo. Isso será bom para o consumidor, que imediatamente tem mais disponibilidade, tarifa e produtos ao comprar com um dos dois”, disse o diretor geral da Decolar.com no Brasil, Alípio Camanzano, “Sempre tivemos uma boa relação com a Expedia, desde 2002, e estamos muito orgulhos de termos sido escolhidos para essa parceria. Sinal que estamos no caminho certo”, O investimento total de US$ 270 mi-

lhões em pacote acionário da Decolar. com será contabilizado com base nos custos para a Expedia, e é formado por uma mescla de investimentos primários e secundários. “A Decolar.com é claramente líder nas viagens on-line no mercado latino-americano”, disse presidente e CEO da Expedia, Inc. Dara Khosrowshahi. “Estamos incrivelmente empolgados para aumentar nossa exposição para os clientes na América Latina através do nosso investimento, e impulsionar a crescente demanda de acomodações no Exterior da Decolar.com através de nossa equipe de ofertas globais”. “A parceria com a Expedia proporciona aos nossos clientes acesso a uma oferta diferenciada de hotéis internacionais. Os clientes da Decolar.com poderão acessar mais hotéis com preços ainda melhores em todo o mundo. O fato de termos uma das participantes líderes mundiais de mercado como acionista irá certamente nos ajudar a continuar expandindo a qualidade dos

nossos serviços”, disse o CEO da Decolar.com, Roberto Souviron. Há menos de um mês a Expedia anunciou a compra do Orbitz e anteriormente já havia negociado com o Sabre a aquisição da OTA Travelocity.

OPERAÇÕES SEPARADAS Segundo Alípio Camanzano, Expedia. com.br e Decolar.com continuam independentes e concorrentes. Ele não vê nenhum impacto imediato na venda de aéreo, mas acredita que o com-

partilhamento de melhores práticas poderá abrir várias portas para parcerias futuras. “Há uma pesquisa que mostra que, nos Estados Unidos, 50% das compras de viagens já se dão on-line. No Brasil, apenas 20%. Temos muito o que crescer”, aposta ele. Camanzano cita ainda o sucesso do programa da Decolar com agentes de viagens no Brasil, que já atingiu três mil agências cadastradas e também do aplicativo para smartphones e tablets, que já representam 20% das vendas no País.


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SurFACE

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Fim do mistério

Sylvio Ferraz está deixando a Tam Viagens para ser CEO e sócio da MMTGapnet, operadora do grupo Gapnet. A informação foi revelada em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS. “Foi uma proposta que apareceu em dezembro e eu pensei muito antes de tomar essa decisão. É como voltar para casa. Só não seria mais se eu comunicasse que estivesse voltando para a Monark”, afirmou ele, lembrando a empresa do pai e fazendo referência ao reencontro com Ivo Lins e Rui Alves, que o ajudaram na fundação da Tam Viagens, em 1998. Ferraz segue na Tam Viagens durante este mês, realizando a transição junto a Marcelo Dezem, que será o novo comandante da operadora. Dias depois, os sócios da MMT comentaram sobre a chegada do novo CEO. “Sylvio é a primeira de outras grandes novidades que teremos em 2015, quando comemoramos 20 anos do grupo Gapnet”, disse Ivo Lins. “Muito nos honra retomar essa parceria de sucesso”. Para Rui Alves, Sylvio Ferraz chega em um momento importante, em que a MMTGapnet é a terceira maior operadora, atrás da CVC e da Tam Viagens. “Há muito espaço para crescer e a MMTGapnet tem a marca de não atender o público final. O Sylvio ajudará a MMTGapnet a estar cada vez mais perto do agente de viagens, dando todo o suporte, a tecnologia e os produtos para que ele atenda seus clientes”, finalizou.

Rui Alves, Ivo Lins e Sylvio Ferraz no lançamento da Tam Viagens, em 1998, e acima, com Arnaldo Franken, em reunião na sede da MMTGapnet. Ferraz assume como CEO da operadora em abril

Nova dinâmica A secretária de Turismo de Alagoas, Jeanine Pires, foi eleita presidente da CTI-Nordeste, com mandato de dois anos, já iniciado. Tem como primeiro vice Flávio Rodrigues Nogueira, secretário do Piauí, e como segundo Nelson Pelegrino, da Bahia. “Há uma disposição de todos os secretários em dinamizar e revitalizar a entidade”, disse ela ao Jornal PANROTAS. A CTI ficou muito focada, nos últimos anos, na BNTM, evento de receptivo internacional, cuja próxima edição ocorre em maio, no Ceará, e não acompanhou, enquanto entidade regional, as mudanças do mercado. Isso vai mudar, com a união de todos os secretários.

Marcelo Patelli, gerente sênior de Europa, Circuitos e Exóticos, juntamente com Rodrigo Vaz à frente da gerência de América do Sul e Caribe e Marcelo Barone, novo gerente sênior de Produtos para Estados Unidos e Canadá (foto divulgação)

Novo gerente

A CVC anunciou a contratação de Marcelo Barone como gerente sênior de Produtos para Estados Unidos e Canadá. Com mais de 20 anos de experiência no turismo, tendo passado pela RCA e Agaxtur, o executivo se reportará ao diretor da área internacional, Adriano Gomes. Barone assume o cargo deixado por Marcelo Patelli, que passará a liderar a gerência sênior de Produtos para Europa, Circuitos Europeus e Exóticos. Barone e Patelli formam o time de gerentes seniores de Produtos Internacionais, juntamente com Rodrigo Vaz, à frente dos produtos de América do Sul e Caribe.

Ponto a ponto Após cinco anos de hiato, o Parque da Mônica será reaberto em São Paulo a partir de junho. O espaço, que antes ocupava dez mil metros quadrados do Shopping Eldorado, será montado em 12 mil metros quadrados do Shopping SP Market, na Zona Sul da cidade.  Ricardo Hida e Izabele Pesinato

Mudança de rumo

Ricardo Hida deixou a Atout France na última sexta-feira (13) para seguir novos rumos. “Vou dar cursos e consultoria para destinos e demais equipamentos turísticos, como por exemplo, o SPCVB, e atuar como diretor de Operações da Promonde, agência de comunicação e conteúdo”, afirmou. Durante os seis anos que atuou na Atout France, desde que o órgão ainda se chamava Maison de La France, Hida coordenou quatro grandes campanhas de marketing, criou estratégias de promoção nas redes sociais e participou de outras ações comerciais. “Quem assume o meu lugar é a Izabele Pesinato (izabele.pesinato@atout-france.fr), que antes era responsável por estudos de mercado”, explica. Anote os novos contatos de Hida: ricardo@ promonde.com.br ou (11) 2387-7200.

O CEO do Grupo Accor para as Américas e Caribe, Roland de Bonadona, foi eleito presidente da Câmara de Comércio FrançaBrasil (CCFB). O líder empresarial francês vive no Brasil há mais de duas décadas e é um dos principais executivos estrangeiros em solo brasileiro.  A Embratur vai promover os destinos turísticos do Brasil durante a edição americana do Rock in Rio USA, em Las Vegas (Estados Unidos). O evento, que ocorrerá nos fins de semana de 8 e 9, e 15 e 16 de maio, terá atrações nacionais como Ivete Sangalo e Sepultura. 


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Mais próximo

São Francisco, destino da costa oeste americana, está de olho no mercado brasileiro e pretende intensificar sua presença por aqui nos próximos anos. Em 2014, a cidade recebeu mais de 100 mil visitantes do Brasil. Em média, o total de turistas cresce 10% ao ano. Com o crescente volume de brasileiros viajando para o Exterior, o sóciodiretor da SMI, Newton Vieira, levou o time que cuida da conta no Brasil para uma viagem de imersão pela região, que inclui — além da cidade de São Francisco —Monterey, Carmel, Sonoma e Napa. Ao lado do gerente da Conta para o mercado brasileiro, Allan Colen, de André De Biase e Cristina Rio Branco, da Palavra, assessoria de imprensa de São Francisco no País, e da gerente de Relações com a Mídia, Ana Beatriz Mauro, ele pretende valorizar a cidade e combinar passeios por cidades vizinhas.p Hubertus Funke, Newton Vieira, Ana Beatriz Mauro, Tom Kieley, Allan Colen e Joe D´Alessandro (foto: divulgação)

Fornatur

O secretário de Turismo do Distrito Federal, Jaime Recena, foi eleito presidente do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo (Fornatur). Para o cargo de vice-presidente, foi eleito Nilo Sérgio Félix, secretário de Turismo do Rio de Janeiro. Outros secretários de Turismo também foram eleitos regionalmente: Delma Andrade, do Maranhão, para o cargo de vice-presidente na região Nordeste; Rachel Moreira, do Acre, como vice-presidente do Norte; Leandro Garcia, de Goiás, para vicepresidente do Centro Oeste; Geraldo Pimenta, de Minas Gerais, como vice-presidente do Sudeste; e Juvir Costella, do Rio Grande do Sul, como vicepresidente do Sul.p


g e n te Edição 83 – 18 a 24 de março de 2015

C a p a c i t a ç ã o > Alex Souza

Busca pelo aprendizado

Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, entre Maurício Salvador, da ComSchool, e Paulo Salvador, curador do curso

Capacitação é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de qualquer setor de atividade, Principalmente no Brasil, que sofre nas mais diversas áreas pela ausência de mão de obra qualificada. Pensando em desenvolver um canal que colabore para a profissionalização do turismo, seja para pessoas com atuação na indústria ou não, a PANROTAS e a Comschool, escola de São Paulo focada em cursos de e-commerce e marketing digital, criaram o curso “Estratégias em Turismo On-Line”.

As aulas ocorreram ao longo da semana passada, de 9 a 13 de março, e abordaram temas como tendências e comportamento do consumidor no universo on-line, sempre com a apresentação da cases do mercado. A curadoria foi de Paulo Salvador, ex-Accor e Worldhotels, atualmente baseado na Alemanha, e aulas foram ministradas também por Augusto Rocha (PMWeb), Sílvia Belluzzo (especialista em e-commerce) e Fábio Marão (Azul). “A ideia do curso foi fornecer capacitação técnica sobre campanhas on-line, gerenciamento de reputação on-line, sac 2.0, modelos de opera-

ção. Também demos a possibilidade de o participante pensar como empreendedor pela transformação do negócio, seja algo já existente ou começando do zero”, explica Salvador. “A Comschool, por meio de suas ferramentas, permitiu que as pessoas saíssem do curso não somente informadas sobre oportunidades no turismo on-line, mas também com essa visão empreendedora. O resultado final deve gerar a visão critica e a transformação que a nossa indústria necessita dentro dessa revolução digital”, complementa. Antes do início da primeira aula,

o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, afirmou que, diante das quatro décadas de tradição da empresa, a editora só entrou no projeto por ter certeza do quão sério ele seria. “Quando o Paulo nos convidou para fazer parte, nós aceitamos na hora e ficamos extremamente felizes porque é uma contribuição que estaremos dando à capacitação no Brasil, este que é um dos principais problemas do País atualmente, em todas as áreas”, sublinhou. O curso deverá ser realizado em mais duas ocasiões até o final do ano. p


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Conheça alguns pa rt i cipa n t e s Thiago Akira, 32 anos, publicitário e consultor de marketing, de Campo Grande (MS). O profissional presta assessoria de marketing para uma agência de Bonito, no Mato Grosso do Sul, e estava a procura de um curso focado em marketing digital para o turismo. Segundo ele, pesou na decisão de se matricular o fato de o curso ser ministrado por profissionais bem gabaritados e com influência no mercado. “O que o diferencia de outros cursos com pessoas que acham que conhecem”, analisa Akira. Ele também pesquisou sobre a Comschool e “só ouviu avaliações positivas”. “Eu trabalho com marketing digital desde 2009 e precisava saber mais da linguagem, da parte estratégica do turismo, quem é o consumidor, quais são as tendências. É um mercado bem específico.” O publicitário e consultor viajou de Campo Grande somente para participar o curso.

Ângela Leandro, 40 anos, gerente de Marketing dos Hotéis Transamérica, de São Paulo. Gestora das equipes de marketing do Transamérica Comandatuba, do Transamérica São Paulo e do Transamérica Hospitality Group (THG), a profissional pretende replicar os conhecimentos adquiridos aos três times. Chamou a atenção de Angela em relação ao curso elementos da grade, como gestão estratégica e marketing digital para a hotelaria, “que está sendo um divisor de águas no setor”. “Turismo e hotelaria não costumam ter tanta verba para investir, então o profissional de marketing tem de ser criativo”, comenta. “O fato de o curso ser bem direcionado ao segmento também pesou. Hoje há vários cursos sobre marketing digital, mas nada tão específico. E são pessoas que conhecem o segmento, que trazem cases. Em cursos mais genéricos, os cases são mais genéricos. O que não invalida, mas...”

Érika Ferreira, 51 anos, da Agência Rosa Amarela, em Porto Seguro (BA). Paulista e radicada no destino baiano há 17 anos, Érika diz que, embora longe fisicamente do mercado do Sudeste, mantém-se atualizada via Portal PANROTAS, onde ficou sabendo do curso. Ela afirma também que, embora tivesse a condição de fazer on-line, preferiu vir a São Paulo também para criar networking com professores e alunos. “Estou fazendo o curso para me atualizar e imaginava que manteria o conhecimento comigo, que não aplicaria na agência. Mas já depois da primeira aula tive muitos insights”, comenta ela. “Não sou ‘tecnógica’, mas sim do tempo em que as pessoas se encontravam mais. Também espero no curso encontrar um equilíbrio entre a tecnologia e o contato humano”, finaliza.

Rafael Kosoniscs, 30 anos, publicitário e blogueiro. O profissional criou o blog “Seu Mochilão” há dois anos e se surpreendeu com o crescimento no volume de visitas ao longo do período. “Ele ganhou uma proporção que eu não esperava e acabou se tornando também minha profissão”, disse Kosoniscs. Nesse período, ele fechou a agência de publicidade que tinha para trabalhar em home-office, e assim equilibrar o tempo de dedicação aos dois trabalhos. O objetivo de Kosoniscs com a participação no curso foi ter insights de ações que possam culminar na monetização do blog, “fazendo com que o fluxo de visitas se converta em dinheiro”.


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Quem é quem na A GVA É UMA AGÊNCIA DE MARKETING E COMUNICAÇÃO EM TURISMO ESPECIALIZADA EM REPRESENTAÇÃO DE DESTINOS INTERNACIONAIS. Visitamos a sede da empresa, na capital paulista, e encontramos uma equipe jovem, descolada e repleta de sorrisos. Quem comanda a garotada, no melhor sentido da palavra, é Gisele Abrahão, uma apaixonada pelo turismo. Em um bate-papo de pouco mais de uma hora, a empresária falou sobre o modelo de trabalho que acredita, mercado de viagens e, claro, viagens.

GVA

ll Nome: Global Vision Access (GVA) Marketing e Comunicação em Turismo ll Endereço: rua Manoel da Nobrega, 111, cj. 41 – Paraíso, São Paulo Telefone: (11) 2367-3170 ll Site: www.globalvisionaccess.com ll E-mail para contato dos agentes: contato@globalvisionaccess.com ll Número de funcionários: 13 Diretora: Gisele Abrahão Destinos que representa: Arizona (Estados Unidos), Barbados, Dinamarca, Hungria, Mônaco, Noruega e Seychelles

ll Como se capacitar sobre um destino: “quando já o conheço, eu mesmo providencio o overview para o time. Fora isso, realizamos estudos, pesquisas e viagens com os colaboradores para torná-los verdadeiros especialistas”, explica Gisele, completando que todos na GVA recebem treinamentos sobre os destinos periodicamente, mesmo que atendam apenas um ou dois clientes. “Os responsáveis pelos atendimentos fazem o dia a dia, mas não podemos deixar de prestar o serviço caso essa pessoa esteja em viagem ou fora do escritório.” ll Um destino para todos os públicos: Barbados ll Destinos para aventureiros: Arizona (Estados Unidos), Noruega, Nova Zelândia e Jordânia ll Destinos que vão “explodir” quando descobertos: Siri Lanka e Rússia ll Um destino para amantes de gastronomia e vinho: Mônaco ll Regiões que precisam ser mais bem exploradas por turistas brasileiros: Oriente Médio e África

ll Destino que precisa se reinventar: Estados Unidos. “É um país muito Gisele Abrahão, a fundadora da Global Vision Access

grande e com muitas possibilidades para ter apenas três ou quatro polos sendo divulgados ao turismo”, considera ela, que viveu dez anos no destino.

ll O que não pode faltar em um aeroporto: organização, sinalização,

pontualidade e acesso. “Acrescente também ‘pessoas com vontade de atender bem o viajante’”, aponta Gisele, aos risos.

ll Como saber o que acontece em um destino: usando as plataformas

on-line disponibilizadas pelos destinos. “O que não falta hoje em dia é conteúdo de viagens. Todos os clientes da GVA, por exemplo, possuem uma gama completa de informações, muitas delas customizadas para os vários nichos de mercado.”

ll Melhores aplicativos sobre destinos: “considero o app de Barbados

muito completo e tem como diferencial funcionamento on-line e off-line”, opina Gisele Abrahão.

ll Um destino que gostaria de representar: Rússia, Palau (Oceania), Namíbia (África) e Alasca (Estados Unidos)

ll Um destino no Brasil: “para representar um destino brasileiro eu

teria de mudar o foco da GVA, e não tenho esse propósito”, citando a especialização em representação internacional.

ll Viagem inesquecível: África. A empresária conta que ficou seis meses no continente e visitou 12 países. “Estava na fase dos 30 anos, buscando mudar o ritmo de vida e alguns conceitos. Fui para a África trabalhar como voluntária, prestando assistência para crianças e viúvas vítimas da Aids”, relembra ela, observada de perto pelo marido, o norte-americano Christopher Kohl. Mariana Abrantes é responsável pelo atendimento ao trade que trabalha com o destino Barbados


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Equipe de mídias sociais: Carolline Almino, Ana Paula Pappa e Thais Pereira

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Relacionamento com imprensa: Vanessa Barcellini (Barbados e Seychelles), Maria Clara Mancilha (Dinamarca e Noruega) e Cléo Audi Calil (Arizona e Mônaco)

Dá para convencer alguém a mudar o destino da viagem? “Sem sombra de dúvida. Basta ter a informação correta e de qualidade. O brasileiro viaja para destinos mais tradicionais porque tem muita informação a respeito”, opina a dirigente. Dicas para quem quer se especializar em promover destinos: Gisele revela que o mercado de representação é baseado em estratégias. Saber onde quer chegar e como fazer para alcançar determinado objetivo é essencial. “Eu não sou formada em Turismo. Escolhi o Marketing e essa especialidade me ajuda muito no dia a dia. É preciso saber priorizar ações, gerenciar budget do cliente, determinar focos de atuação, ter dimensão da indústria de viagens, enfim... Além de todas essas qualidades, é preciso se apaixonar pelo destino que está trabalhando. Só dessa forma você consegue ter eficiência na divulgação.” Línguas, geografia ou psicologia: o que ajuda mais na hora de vender um destino? “Psicologia no nosso mercado é baseada na estratégia de entender as necessidades do cliente e enviar para ele exatamente o que ele quer ouvir. Geografia é importante também para adaptar o conteúdo à região e aos costumes. Faz parte de um contexto”, reflete. Relacionamento com trade: Juliana Khouri (Dinamarca, Seychelles e Hungria), Vinícius Pereira (Seychelles e Dinamarca), Mara Aristeu Pessoa (Arizona, Mônaco e Noruega) e Adriana Corrêa (eventos)

Todo destino é para crianças? O “não” como resposta chega rápido e seguido de um breve silêncio. “Levar até pode, mas é preciso ter consciência sobre o destino da viagem. Um ou outro player pode até oferecer estrutura para crianças, o que não quer dizer que a região seja feita para a garotada.” Uma tendência em viagens: “a dúvida sobre qual destino escolher é uma tendência”, dispara ela, justificando a afirmação com o fato do brasileiro, em especial, estar perdendo o medo de descobrir o mundo. Um filme que mostra exatamente como é um destino: Into The Wild (2007), sobre o Alasca, Under the Tuscan Sun (2003), sobre a região italiana de Toscana, e Indiana Jones and the Last Crusade (1989), sobre Petra (Jordânia). Um destino sustentável: Seychelles Uma ilha deserta: Bazaruto (Moçambique) Um conselho aos agentes de viagens: usem as ferramentas disponibilizadas pelos representantes de destinos para se capacitarem. Próximos destinos: Noruega, em abril. “Será minha primeira vez no país. Quando fechamos o contrato com eles, eu estava grávida, então outras pessoas foram no meu lugar. Aliás, todo mundo já foi menos eu. Chegou a hora”, afirmou Gisele, animada. A viagem será a trabalho, acompanhando operadores brasileiros. Viagem nas férias deste ano? “Talvez. Não sei. O que acha, Chris? Se sim, teremos de levar as crianças, não é?”

Gisele com o marido, Christopher, responsável pelos setores administrativo, financeiro e contábil

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