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Jornal PANROTAS 1157

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R$ 11,00 - Ano 22 - nº 1.157 11 a 17 de março de 2015

www.panrotas.com.br

PRONTA

PARA

VOAR

+ ALTO

Como a privatização da Tap Portugal, aos 70 anos, pode mudar a trajetória da companhia e sua competitividade no mercado de aviação da Europa. Plano estratégico da empresa inclui renovação da frota com os A350, venda de ancillaries no short haul e nova classe executiva

corporativo


02

Check-IN

LEIA NESTA EDIÇÃO

“

Páginas 11

Governo quer diminuir benefícios fiscais

Objetivo principal é não deixar ninguém sem viajar e depois vamos atrás de pagar os fornecedores. Já estamos fazendo acordos com algumas empresas Pedro Baldino, da operadora Time Brazil, que paralisou as vendas devido à crise depois do fim de contrato com uma OTA

Divulgação: Palácio do Planalto Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

”

“

Páginas 12 e 13

Páginas 16

Fórum PANROTAS debaterá aquisições

”

Página 20 a 23

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, sobre a reoneração que o governo Dilma quer fazer, terminando com os incentivos na folha trabalhista de diversos setores, incluindo a aviação

“

”

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

PANROTAS 16/2 a 4/3

1 Praia brasileira é a mais exótica do mundo, diz lista – em 26/2

paralisa suas vendas – em 2/3

3 Trade Tours lança plano de incentivo de vendas – em 26/2

4 Ex-Gapnet, Vanderlei Folgueral entra como sócio da LTS – em 27/2

5 Sylvio Ferraz deixa a Tam Viagens; Dezem assume – em 3/3

manjadas e recicladas, que fecham uma empresa aqui e abrem outra ali), é um alento que nos faz olhar com otimismo para o futuro próximo. A troca de altos executivos do turismo, investindo em negócios próprios ou mostrando que a indústria tem sim de valorizar seus talentos, também é um bom sinal. A experiência que se renova e investe. O know how que é reconhecido e disputado. O processo todo, porém, é demorado. O turismo tem uma base familiar que é tradicional e desconfiada, que custa mesmo a aceitar as mudanças. Isso não é ruim de todo, pois criou bases sólidas e empresas que são referência há décadas, além de berços de profissionais respeitados. Mas há momentos em que pedem mais decisões rápidas,

atendimento em sua matriz, em SP – em 26/2

7 Que consequências o dólar a R$ 3 terá no turismo? – em 27/2

8 3 brasileiras retiraram informações sobre compra da Tap – em 2/3

Assista ao editorial comentado na versão digital do JP

9 Tam solicita à Anac voos em três aeroportos regionais – em 3/2

10 CVC vai trocar três master-

Processo lento A consolidação de empresas na indústria do turismo, seja por aquisições, fusões, joint-venture, parceiras comerciais ou outros modelos, é um processo que já começou, mas que ainda vai demorar a chegar em um nível desejável por boa parte do mercado. De qualquer forma, apesar desse desejo por uma indústria mais profissional e de alta performance, com números transparentes, estatísticas confiáveis e explicáveis, e investimentos sólidos, sempre haverá espaço para quem não se acomodar, quem não se satisfaz em fazer mais do mesmo. A quantidade de pequenas e médias empresas sendo lançadas no turismo, na maioria das vezes por jovens empreendedores (e não por figuras

DO PORTAL

6 Gapnet reformula

A Tap não é uma relíquia e sim uma empresa de futuro e cada avião dessa companhia é uma porta de entrada para nosso país. Isso continuará sendo assim, seja a Tap pública ou privada Antonio Pires de Lima, ministro da Economia de Portugal

S

E U Q A DEST

2 Em dificuldades, Time Brazil

Nos últimos dois anos, essa era a única demanda do setor apresentada às autoridades que havia sido atendida. São demandas importantes para a continuidade da democratização do transporte aéreo iniciada em 2002. Por isso, a medida anunciada vai na contramão desse debate

RCA realiza encontro com agentes em São Paulo

Grã-Bretanha mostra roteiros além de Londres

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franqueados: BA, PA e MA mais agilidade e flexibilidade. Essa é uma delas. Muitas empresas decanas viram isto e mudaram, aceitaram o novo momento e novas formas em seu seio tradicional. O mais preocupante, porém, não é o possível fechamento de empresas que não se adaptam (isso sempre existiu, por diversos motivos), e sim o que surgirá em seu lugar: o novo de verdade ou o reciclado retrofitado? É até uma questão de justiça com quem está aí há tanto tempo, lutando contra impostos e crises, concorrências acirradas e canais múltiplos de venda. E ainda assim evoluindo. Brigar com quem vemos é uma coisa, com quem se esconde sob maquiagens, outra completamente diferente.

– em 26/2

11 Royal Caribbean negocia venda do Splendour of The Seas – em 2/3

12 CVC baixa dólar a R$ 2,49 e euro a R$ 2,79 para hoje – em 2/3

13 Tam é a 9ª melhor aérea do mundo em pontualidade – em 26/2

14 Surpresa: Schultz dá presente vip a um agente por Estado – em 3/3

15 Marcelo Cohen lança a Belvitur Câmbio – em 27/2


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#FICADICA PORTAL PANROTAS

> Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETORA EXECUTIVA Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR FINANCEIRO ADMINISTRATIVO José Guilherme Alcorta DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago, Karina Cedeño, e Raphael Silva (estagiário) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Adriana Antico, Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 | Fax:(11) 2276-1602 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

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04 Eventos

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> Diego Verticchio – Lisboa (Portugal)

Mais profissional Fátima Vila Maior, diretora da BTL

Tamanho nem sempre é sinônimo de qualidade. Pelo menos quando o assunto são feiras de turismo. A BTL 2015, principal de Portugal, Realiazada em Lisboa. de 25 de fevereiro a 1º de março, esteve menor em área do que nos últimos anos. A diminuição, no entanto, foi elogiada pelo cooperado da Embratur, que reuniu 37 co-expositores entre institucionais (Estados e municípios), operadoras e hotéis, além de empresas de receptivo. Fora isso, o número final de visitan-

tes cresceu em relação a 2014, totalizando 72 mil (contra 65 mil do ano passado). Apenas nos três primeiros dias, abertos exclusivamente aos profissionais, foram cerca de 50 mil pessoas. Com mais gente nos dias de trade, foi possível fazer mais negócios e dar atenção maior aos visitantes. Para a chefe de gabinete da Embratur, Katia Bitencourt, a BTL se tornou mais profissional. “Feiras como Fitur (Espanha) e ITB (Alemanha) possuem corredores mais cheios, há mais gente transitando. Na BTL é um pouco diferente, sem contar o fato do mercado português

nutrir um interesse natural pelo Brasil. Para nós foi ótimo”, afirmou. A grande novidade da feira este ano ficou com a participação de empresas brasileiras na rodada de negócios. A decisão de abrir o espaço ao mercado nacional, no entanto, só foi tomada um dia antes do carnaval, fazendo com que as empresas tivessem dificuldade em “marcar” o agendamento. “Quando tentamos fazer, boa parte das reuniões já havia sido feita e não conseguimos marcar”, afirmou um dirigente de uma associação brasileira. “Estamos solicitando essa participação

desde dezembro, mas eles só resolveram aceitar na semana do carnaval”, concluiu. Segundo a diretora da BTL, Fátima Vila Maior, a demora foi por conta do acordo tardio feito entre BTL, Embratur e Tap, que, juntas, viabilizaram a rodada de negócios. Para 2016, a fórmula se repetirá, mas o agendamento deve começar em novembro. “Sabemos que houve este problema, mas aconteceram cerca de três mil agendamentos. No final do segundo dia de feira já havíamos ultrapassado o número de reuniões registrado em 2014”, disse.


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Atrativos culturais A BTL 2015 também registrou um fato curioso: os estandes estavam menores. Com exceção do de Portugal, do da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (Apavt) e do da região Centro de Portugal, os demais tinham menor porte. Além disso, a BTL sentiu falta da participação de parceiros históricos, como Espanha e França. Da América do Sul, apenas o Brasil se fez presente. “A Europa mudou seu perfil de participação em feiras. Espanha, Itália, França e Alemanha, por exemplo, não se expõem em feiras de turismo. Argentina sempre veio, mas este ano resolveu não participar. Como não há um fluxo grande de turistas entre os dois países, a não participação não chega a ser sentida”, garantiu Fátima Vila Maior. Embora tenha participado com um estande menor, a Embratur ainda assim foi quem levou o maior cooperado. E para atrair mais visitantes usou de um velho, porém eficiente artifício para chamar atenção dos visitantes: atrações culturais. O instituto levou uma dupla que, diariamente, no final da feira, cantava músicas brasileiras. Houve também apresentação de capoeira, em parceria com a Bahia; frevo, com Pernambuco; e dança indígena, com o Amazonas. Na parte gastronômica, a Embratur serviu café brasileiro e pão de queijo.

Novo perfil de viajante Considerado um dos mercados prioritários para o Brasil, Portugal tem similaridades que vão muito além da língua. O perfil do viajante português está cada vez mais parecido com o do brasileiro. Além de sol e mar, um segmento que desde 2005 os portugueses passaram a consumir (méritos para as investidas da Embratur), há também destinos de ecoturismo, luxo e lua de mel na lista de destaques.

“Esta foi uma percepção que o Escritório Brasileiro de Turismo (EBT) em Portugal teve e que começamos a trabalhar mais fortemente”, explicou o executivo responsável pelo EBT em Lisboa, Rodrigo Corrêa. A mudança, segundo a chefe de gabinete da Embratur, Katia Bitencourt, aconteceu em paralelo aos novos voos da Tap, que nos últimos anos começou a operar para Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Belém (PA). “Destinos como Gramado (RS), Foz do

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Iguaçu (PR) e Amazônia caíram no gosto desses viajantes, que já conhecem e consomem Rio de Janeiro, São Paulo e as praias do Nordeste”, explicou. Ainda segundo Corrêa, os portugueses estão voltando a fazer viagens de longa distância e por isso acredita que haverá um incremento de visitantes lusitanos no Brasil nos próximos anos.p

--- O Jornal PANROTAS

viajou a convite da Tap, com proteção GTA

Andrea Schultz, da Schultz Incoming, e Rodrigo Corrêa, gerente do Escritório de Turismo Brasileiro em Portugal > Continua na pág. 06


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< Continuação da pág. 05

Pelos corredores Resorts Brasil

Ceará

Segundo a associação, em 2013 a presença de turistas internacionais nos resorts chegou a 12%, já em 2014 saltou para 14%. O percentual ainda é muito abaixo na comparação com o registrado em 2008, quando a Resorts Brasil fechou o ano com 43% de ocupação estrangeira. “É uma recuperação tímida, mas é um crescimento”, afirmou o presidente da Resorts Brasil, Daniel Guijarro, que, ao lado de 19 hotéis, promoveu um workshop para agentes de viagens portugueses durante a feira. “Dificilmente voltaremos em um período curto de tempo no patamar de 2008, mas precisamos manter o ritmo de crescimento”, complementou o dirigente.

Daniel Guijarro, da Resorts Brasil, com Jeanine Pires, secretária de Alagoas e blogueira PANROTAS

Ex-Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), Marcos Pompeu é o mais novo gerente Comercial do Centro de Eventos do Ceará, hoje um dos mais importantes espaços do Brasil. O convite para assumir o desafio veio do governador Camilo Santana e foi aceito pelo executivo, que tem como missão levar mais eventos para o espaço. Um dos principais eventos já confirmados para este ano é a BNTM, que acontecerá em maio. Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, entre Roberto Pereira, da CTI Nordeste, e Marcos Pompeu, do Centro de Eventos Ceará

Pará

Segundo principal destino turístico dentro da Amazônia brasileira, o Pará quer ser, nos próximos cinco anos, o líder da região. Para isso coloca em prática o plano estratégico “Ver O Pará”, que estipula metas e objetivos até alcançar a liderança absoluta. Entre os planos está a promoção em três destinos internacionais considerados prioritários: Portugal, França e Alemanha. Já no Brasil, as ações se concentram no Estado de São Paulo, nas cidades vizinhas do Norte e Nordeste e em municípios do Pará. Em Portugal, a Setur-PA comemorou a parceria com quatro operadoras lusitanas: Abreu, Sol Férias, Soltrópico e RDMC (antiga Master). “Essas empresas já estão vendendo o Pará. Agora iremos montar uma estratégia para consolidar estes produtos que estão sendo vendidos”, explicou o coordenador de Marketing da secretaria, Carlos Alberto Figueira.

O coordenador de Marketing da Setur do Pará, Carlos Alberto Figueira​

novo formato nas feiras Após a participação da Embratur na ITB, em Berlim (Alemanha), o Instituto de Promoção do País dará início a um estudo que irá traçar o novo plano de promoção do Brasil no Exterior. Nesse novo cenário, o

órgão terá mudanças no formato de estande, redefinição de estratégias, além de trabalhar de maneira mais direta a imagem do Brasil em mercados prioritários. A mudança irá compor o Plano Aquarela 4, uma vertente do plano lançado em 2005, que teve como objetivo principal orientar estratégias e definir mercados prioritários de promoção. O estudo será feito em parceria com uma empresa de marketing que está sendo licitada. A previsão é que em maio já saia o primeiro esboço deste novo plano, com as apresentações do modelo de participação em feiras e dos estandes. “O cenário atual é outro e por isso

A chefe de gabinete da Embratur, Katia Bitencourt

precisamos nos atualizar”, adianta a chefe de gabinete da Embratur, Katia Bitencourt. O estudo irá apontar ainda as tendências de mercado e o que os outros países estão fazendo para se promover. O resultado pode transformar a Embratur em uma agência de promoção, uma ideia defendida pelo

atual presidente da autarquia, Vicente Neto, desde o ano passado. “Todas as discussões convergem para adaptar o modelo às novas estratégias e isso pode significar transformar a Embratur em uma agência. Hoje, o modelo de Parceria Público Privada (PPP) é muito utilizado por outros órgãos de turismo e podemos adaptar a Embra-

tur a este formato. O resultado deste estudo irá traçar nossos planos”, concluiu Katia. Enquanto não define, a Embratur segue com seu planejamento que prevê, ainda neste semestre, a retomada do Goal To Brasil, uma das ações mais elogiadas do instituto nos últimos anos. Segundo explicou Katia Bitencourt, o foco agora serão os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Embora o evento aconteça quase que 100% na capital flumimense, a ideia é fazer com que atletas e visitantes viajem pelo País pós torneio. O roadshow este ano tem parceria com a Rio 2016 e participação do Rio de Janeiro e de alguns outros Estados. “Estamos terminando de montar este roadshow, mas já sabemos que nosso foco será atuar em destinos que consomem este tipo de evento, como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos.” p


07 GRUPO SCHULTZ

Com menos de quatro meses com a Schultz Portugal, Aroldo Schultz lançou na BTL o projeto “Redescubra Portugal”, circuito rotativo em ônibus que pode ser iniciado e finalizado em qualquer cidade de parada. As viagens são realizadas em roteiros de sete dias passando por 20 municípios. Há seis paradas com pernoites (Lisboa, Albufeira, Évora, Fátima, Lamego e Porto). “Esta é a forma simples e rápida de conhecer melhor Portugal”, garantiu Aroldo Schultz. “As viagens são feitas o ano inteiro com saídas garantidas. Este produto está disponível para comercialização tanto para agências de Portugal quanto do Brasil”, concluiu.

Além dos circuitos rotativos, a Schultz fechou acordo com a Bedriven, uma das empresas do Grupo Caetano, um dos maiores conglomerados de Portugal, e passa a oferecer carros de luxo, como BMW e Mercedes Benz, para viagens internas por Portugal. “Trata-se de um país relativamente pequeno, onde as distâncias são curtas. É possível visitar em um mesmo dia três ou quatro cidades. Com o acordo, passamos a oferecer carros de luxo no país todo por uma diária em torno de 70 ou 80 euros, com motorista. Ou seja, você escolhe o lugar, ele leva e você não precisa se preocupar em onde parar ou se tem que pagar estacionamento”, garante Schultz.

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Aroldo Schultz e parte da sua equipe em Portugal > Continua na pág. 08

PAN N o t a s Data definida Após a divulgação dos dados da edição deste ano — e se entusiasmar com a enfim retomada do mercado português em viagens — a diretora da BTL, Fátima Vila Maior, afirmou que feira já tem dada definida para 2016: 2 a 6 de março, novamente na Fil, em Lisboa.

Na ativa

Durante o evento, a secretária de Turismo de Alagoas, Jeanine Pires, se reuniu com Carlos Paneiro e Luiz Mór, ambos da Tap, em busca de novas parcerias para o Estado. Segundo a executiva, o objetivo é trabalhar mais os destinos brasileiros, com destaque para Bahia e Pernambuco, beneficiando diretamente o turismo em Alagoas, além de Minas Gerais e o Distrito Federal. “Portugal é um grande centro estratégico e de conexão para toda a Europa. Estabelecer esse contato direto com as companhias e operadoras locais é fundamental para que o Brasil ganhe mais turistas estrangeiros”, afirmou a executiva, que por anos presidiu a Embratur. Antes, porém, Jeanine se reuniu com hoteleiros portugueses que demonstraram interesse em investir no País. De acordo com ela, os empresários farão uma visita a Alagoas em busca de terrenos e áreas para futuros empreendimentos.


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Tropical Manaus

Para fazer frente ao aumento do dólar, a Tropical Manaus congelou a taxa de conversão do dólar a R$ 2,37 até 1º de maio para o mercado internacional. A ação é voltada para todos que tem tarifário em dólar. “O aumento está prejudicando muito as operadoras e decidimos agir. Estamos buscando aumentar nossas vendas internacionais. Esta ação vai levar mais turistas ao hotel e, consequentemente, à cidade de Manaus”, garante o diretor Comercial, Eduardo Pereira Filho. O diretor do Tropical Manaus, Eduardo Pereira Filho A presidente da Emprotur, Ana Maria Costa

Olissippo Hotels

A rede portuguesa, com cinco empreendimentos em Lisboa, tem no Brasil um de seus três principais mercados internacionais, atrás de Espanha e França. Entre as unidades, boa parte dos hóspedes brasileiros escolhe o quatro estrelas Oriente, localizado ao lado do Shopping Vasco da Gama e da área de exposição Fil. A grande presença de brasileiros na rede portuguesa se deve à divulgação iniciada pela Olissippo há 20 anos, além da parceria com a Rede Othon, que no Brasil é a representante oficial dos hotéis Olissippo. “Você pode não só reservar os hotéis no Brasil como pagar a estada em real”, explica o gerente de Marketing e Vendas da rede, Nuno Ferrari, que esteve no Brasil na semana passada para o evento da Leading Hotels - um dos hoteis da rede pertence à associação de hotéis de luxo. “Fazemos

Rio Grande do Norte

Nuno Ferrarri, da Olissippo Hotels, de Portugal

muita promoção no Brasil, que é um mercado importantíssimo para a gente”, concluiu Ferrari.

À frente da Empresa de Promoção do Turismo do Rio Grande do Norte (Emprotur) há menos de um mês, Ana Maria Costa apostou nos convênios com empresas privadas e com regiões vizinhas para promover o Estado dentro e fora do País. “Um dos nossos objetivos é utilizar o menos possível o dinheiro da Setur para que a secretaria possa usar essa verba em melhorias dos nossos atrativos turísticos”, afirmou Ana Maria. Para atingir os objetivos, a dirigente revela que o secretário de Turismo Ruy Gaspar contratou uma equipe formada por técnicos. “Vamos buscar convênios e parcerias. A ideia é que consigamos realizar um termo de cooperação técnica com outros Estados do Nordeste e possamos promover ações conjuntas fora do País. A CTI-Nordeste está empenhada e ajudando neste plano. Já no mercado doméstico iremos anunciar na Aviesp detalhes de um mega fam para 80 agentes de viagens do interior de São Paulo para Natal e Pipa”, revelou Ana Maria, lembrando que a Emprotur também já deu início a um trabalho integrado com a Fecomercio e o Sebrae.

Rio CVB

O órgão fechou acordo com a Tap para participar de um roadshow, ainda este mês, na Escandinávia. A comitiva, liderada pelos executivos da aérea na região nórdica, Trine Brenna e Hendrik Nielson, rodará os três países (Finlândia, Noruega e Dinamarca), promovendo a malha aérea e alguns atrativos turísticos, entre eles o Rio de Janeiro. Além do acordo, o diretor do Rio CVB, Michael Nagy, está iniciando a captação de um evento para 13 mil pessoas. Nagy não adianta detalhes, mas garante que, se obtiver sucesso, esta feira deverá acontecer em 2018.

Michael Nagy, diretor executivo do Rio CVB


09 BALNEÁRIO CAMBORIÚ

“A ideia é massificar, deixar Balneário Camboriú sempre em evidência para sermos um dos destinos que mais recebe turistas no Sul”. A afirmação é do secretário de Turismo de Balneário, Ademar Schneider, para justificar a participação do município na BTL 2015 com um estande próprio. Vizinho a Navegantes, onde há um importante aeroporto, e próximo a cidades como Florianópolis, Penha e Blumenau, Balneário é um dos destinos turísticos preferidos dos moradores de Santa Catarina e quer ser também dos turistas do Brasil e do Exterior. Para isso, a Secretaria de Turismo já confirmou a participação em 85 eventos neste ano.

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EMPETUR

Ademar Schneider, secretário de Balneário Camboriú, com Ana Santos, da Vip Mar Receptivo

A Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) contratou Sylvia Costa como diretora comercial. A executiva, que está no cargo desde meados de janeiro, está tendo sua primeira experiência com a indústria. Antes ela atuou no marketing de multinacionais como Coca-Cola e na Rede Globo. “O marketing sempre esteve ligado ao comercial. Meus objetivos principais são manter o relacionamento com o trade e gerar demanda do destino com o público final”, afirmou Sylvia Costa, que pela primeira vez participou da BTL.

Sylvia Costa

> Continua na pág. 10

PAN N o t a s Homenagem O vice-presidente da Tap, Luiz Mór, recebeu durante o segundo dia da BTL a homenagem mais importante da gastronomia portuguesa: o título de membro da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronômicas. Segundo a confraria, o dirigente desenvolve o projeto de levar a gastronomia lusa a bordo dos aviões, com propósito de difundir os pratos portugueses, por isso mereceu a condecoração. Na mesma oportunidade, Mór foi “empossado” confrade de 40 confrarias ao mesmo tempo. No discurso de agradecimento, afirmou que “o mundo está muito igual, e preservar a cultura de um povo é manter os diferenciais do país”.

Europamundo

A Europamundo e o Grupo Schultz exibiram, na BTL, o ônibus turístico responsável pelos circuitos das empresas dentro da Europa. Maior do que os tradicionais e com espaço grande entre os assentos, o veículo traz internet a bordo, banheiro, máquina de café e uma mesa de apoio para bolsas ou computadores. “Este veículo é uma parceria da Schultz com a Europamundo. Dependendo da época do ano podemos ter que alugar mais ônibus, que têm um design diferente, mas com a mesma qualidade”, afirmou o diretor da Schultz, Aroldo Schultz, lembrando que, em alguns destinos, como o interior da Itália, só é possível se deslocar pelas cidades por meio de ônibus menores.


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Flashes BTL 2015

1 Ricardo Domingues, da Resorts Brasil, Valdir Walendowsky, da Santur, Antonio Azevedo, da Abav, e Guillermo Alcorta, da PANROTAS 2 Marcos Rossi e Claudio Souza, do Festival de Turismo de Gramado 3 Ana Maria Costa, da Emprotur, do Rio Grande do Norte, e Andrezza Varela, do Ocean Palace 4 Miguel Quintas, da Amadeus Portugal, e Tais Ballestero, da PANROTAS 5 Enrico Fermi, presidente da ABIH Nacional 6 Paulo Henrique Cunha, diretor da Tap na Espanha 7 O gerente geral de Vendas da GJP Hotels & Resorts, Artur Fernando

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8 Marcelo Carraresi, da Planeta Brasil 9 Miriam Cutz, da Turisrio 10 Mylene Keiko, do Dom Pedro Hotels 11 Henrique Dias, da Rdmc, antiga Master Turismo 12 Luís Tonicha, de gravata vermelha, com sua equipe da Abreu Viagens 13 Valdir Walendowsky, da Santur, Luciane Camilotti, secretária adjunta de Turismo de Florianópolis, e Felipe Mello, secretário de Turismo de Santa Catarina

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Divulgação: Palácio do Planalto - Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Política

Reoneração Uma medida provisória anunciada pelo Governo Federal no último dia 27 gerou enorme insatisfação para a aviação e hotelaria nacionais. A decisão em reduzir o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamento previa aumento acima de 120% nas alíquotas dos setores, algo que, sem dúvida, geraria impactos desastrosos para companhias aéreas e redes hoteleiras. Na semana passada, porém, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, recusou a MP por considerá-la “inconstitucional”. A presidente Dilma Rousseff recebeu a notícia e agiu no mesmo dia, assinando Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional que retoma os termos da medida e prevê a mudança nas alíquotas das desonerações dentro de 90 dias, a chamada noventena. A votação ainda não tem data para acontecer, mas a oposição já sinalizou que vai dificultar a aprovação. Resta ao mercado esperar para ver quem ganha essa queda de braço no Congresso Nacional.

Preocupação

Em nota, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, afirmou logo após o anúncio da MP que “nos últimos dois anos, essa era a única demanda do setor apresentada às autoridades que havia sido atendida. A tributação em 1% representava uma economia de R$ 300 milhões anuais para um setor que tem custos operacionais elevadíssimos, margens de lucratividade muito apertadas e cuja eficiência interna está sendo levada ao máximo. A medida anunciada vai na contramão desse debate”.

Protesto

Já o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, foi mais incisivo e protestou contra a atitude do poder público. “É um desastre! Estamos em um cenário de economia recessiva, com PIB fraco e um grande aumento na energia

elétrica, e o Governo Federal ainda aumenta os impostos”, afirmou Sampaio. “E digo mais: o poder público estuda mexer no recolhimento do PIS/Cofins, onde a alíquota pode subir de 3,5% para 9%”, previu o presidente da FBHA, que se reuniu com o deputado federal César

Halum (PRB-TO) para a criação da Frente Parlamentar pela Hospedagem Brasileira. “Se não derrubarmos a MP, pelo menos vamos buscar amenizá-la ou torná-la mais adequada. Não é possível outro aumento de impostos”, encerrou Sampaio.p

Dilma Rousseff


12 Operadoras

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> Danilo Alves e Henrique Santiago

Mais otimismo “O Brasil é maior do que qualquer crise e os agentes de viagens precisam ser mais otimistas”, disse o presidente da RCA, Rodolpho Gerstner, na abertura do Encontro RCA 2015, realizado no último dia 5, no Teatro Renaissance, em São Paulo. De forma rápida e coesa, Rodolpho pediu para que os profissionais sejam menos pessimistas. “Eu sei que é difícil. Vemos diariamente notícias sobre corrupção, câmbio alto, CPI, quem rouba menos e quem rouba mais. É complicado. O pessimismo torna as pessoas amargas e isso transparece para os nossos clientes. Vamos pensar positivo e sorrir”, disse ele, aos cerca de 300 profissionais, entre agentes de viagens, fornecedores e staff. Com uma grade de palestras formada pelos principais parceiros da empresa, como é o caso do Sea World, da Universal e Disney, a RCA atingiu o seu objetivo, que, segundo Gerstner, era treinar os presentes em relação aos produtos oferecidos. “Mais importante que uma comissão gorda é o passageiro te fidelizar. Estamos aqui para trazer novidades e atualizar todos vocês”, garantiu. Neste ano, as empresas que participaram do Encontro RCA foram Alamo, Hertz, Budget, Dollar, Tam, Tap, American Airlines, Copa Airlines, Disney, Universal Orlando, Sea World, Kennedy Space Center, Tumlare, Special Tours, Politours, Travel Ace e PANROTAS (media partner). Após as palestras, os agentes de viagens tiveram alguns minutos para conversar com os executivos e trocar cartões. “Já recebi feedbacks positivos, de ambos os lados, elogiando o espaço e o relacionamento feito. É bom saber que estamos no caminho certo”, afirmou o gerente

de Vendas da RCA, Fernando Nobre. Para intensificar a presença da operadora, que completa 22 anos este mês e conta com seis filiais, além da sede em São Paulo, a RCA leva o encontro para outras duas cidades: Campinas e Rio de Janeiro. No interior paulista, o evento acontece em 12 de março, no hotel Vitória. As inscrições podem ser feitas pelo site www.eventos.agentesrca.com.br. Já na capital fluminense, os agentes serão recepcionados pela empresa em 17 de março, no RB1 Centro de Convenções. As inscrições podem ser feitas por meio do link www.encontrorio.agentesrca.com.br. A estimativa é receber mais 250 agentes de viagens nas duas ocasiões. “São mercados importantes e que pretendemos estreitar o relacionamento com os nossos clientes. O que queremos é, assim como em São Paulo, promover uma grande rede de relacionamentos entre os envolvidos”, completou Nobre.

Rodolpho Gerstner, presidente da RCA, entre Luis Carlos Borges, gerente de Promoção, e Fernando Nobre, gerente de Vendas

PROJEÇÕES

Perguntado sobre o balanço da RCA em 2014, Gerstner não pestanejou em anunciar um crescimento de 17,4% no faturamento. Já para 2015, o incremento esperado é de 15%. “Somos uma empresa sólida e robusta. E isso devemos também ao agente de viagens e seus clientes que nos prestigiam há anos”, afirma. Ainda neste ano, a operadora dará um foco maior aos produtos brasileiros. “Nós já trabalhamos o Brasil. Temos preços competitivos, mas não temos tradição. O nosso diferencial será o parcelamento em até 12 vezes sem juros”. Mesmo com o enfoque dado no nacional, o presidente da RCA não prevê quedas do internacional. “No mundo inteiro, a viagens crescem ano a ano, e aqui não seria diferen-

Ticiana Cunha foi apresentada oficialmente como a nova gerente comercial da Tumlare no Brasil. Sua meta será realizar diversas ações comerciais, visitar empresas, desenvolver produtos e novas parcerias. O seu e-mail é ticiana@tumlare.com.

Gerstner pede para que agentes sejam menos pessimistas

te. Mesmo com essa alta da moeda norte-americana, nós temos cada vez mais oferta, serviços e créditos para vender uma viagem ao Exterior”, disse. “O que atrapalha a venda não é o dólar, é o baixo astral”. Ele ainda criticou o modelo de “compra de mercado” praticado por outras operadoras, que sorteiam carros e eletrodomésticos para atrair

A representante da Special Tours, Dunia Gutierrez , destacou a inserção de wi-fi gratuito em seus ônibus no continente europeu. O produto está em fase de testes e terá início em abril deste ano.

vendas. “O nosso papel é atender bem o agente e o cliente dele e prestar o serviço contratado com excelência. A gente não vai sortear carro zero quilômetros, o que vamos fazer é compartilhar conhecimento e trabalho. O dinheiro que eu investiria em uma ação como essa, eu posso usar fazendo um material de melhor qualidade para o trade”, explica.p

O diretor de Vendas e Marketing do Sea World, Mauricio Alexandre destacou algumas atrações, como o Falcon´s Fury, um elevador inaugurado em 2014 que desce rapidamente em uma altura de 100 metros com o passageiro de cabeça para baixo, de encontro ao solo.


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Flashes

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E n c o n tro RC A

Apรณs as palestras de Special Tours, Tumlare, Sea World, Kennedy Space Center e Disney, os agentes de viagens puderam conversar rapidamente com os executivos dessas e outras empresas que apoiaram o evento.

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1 Rodolpho Gerstner, da RCA, e Paula Monasque, da PANROTAS, media partner do evento 2 Vera Helena Martins e Vilma Cardillo, da Victours 3 Tereza Figueiredo, da Casa do Agente, e Simone Pistoia, freelancer 4 Thiago Fantini, da RCA, com Aline e Lucia Lorena, da Travel Car 5 Christina Tenorio, da Chris Viagens, e Helena Kanda, freelancer

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F Ó R U M PA N R O TA S 2 0 1 5

Fusões e aquisições A 13ª EDIÇÃO DO FÓRUM PANROTAS – TENDÊNCIAS DO TURISMO, MARCADA PARA OS PRÓXIMOS DIAS 24 E 25, no Golden Hall do WTC Events Center, na capital paulista, terá um painel voltado exclusivamente a fusões e aquisições na indús-

tria. O tema voltou a tomar força após a compra de 51% da Rextur Advance pela CVC, anunciada em dezembro de 2014. A transação já foi aprovada do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e trata-se do maior grupo de viagens adquirindo a maior

consolidadora do País. No mercado internacional, a última notícia é do grupo alemão Tui e sua filial britânica Tui Travel, que anunciaram fusão para criar a empresa que deve se caracterizar como líder da indústria global. E tem mais: com 818 operações concretizadas no ano passado, o número de fusões e aquisições registrou seu melhor resultado no Brasil, segundo pesquisa recém-divulgada pela KPMG. O crescimento foi de 3% no número total de negociações em relação ao ano de 2013, e uma a mais do que em 2011, ano que detinha o recorde até então. Para tratar deste fenômeno, o Fórum PANROTAS confirmou presenças de executivos das empresas PwC Brasil, KPMG, GP Investmentos e Carlyle. O turismo está deixando de ser a indústria do pequeno e médio empresário? Como agir diante dessas notícias? Poderei receber ofertas de compras da minha empresa? Essas e muitas outras questões serão respondidas durante o painel, marcado para o dia 24, às 16h. Na sequência, os líderes da Agaxtur, CVC, Esferatur e Alatur comentam suas estratégias nesse cenário de fusões e aquisições. A programação geral do evento está disponível no site www.panrotas.com.br/forum.

Christian Gamboa, sócio na PwC Brasil e Líder de Private Equity

Fernando Borges, diretor-geral do Grupo Carlyle

INSCRIÇÕES

Os interessados em participar do Fórum PANROTAS podem fazer inscrição via web, por meio do link www. panrotas.com.br/forum/inscricoes. Assinantes e estudantes pagam R$ 1.024 e não assinantes R$ 1.280. Para os que fizerem a inscrição no dia do evento, o valor sobe para R$ 1.500 e fica sujeito a disponibilidade.

João Junqueira, diretor da GP Investimentos

APOIO

O Fórum PANROTAS tem o apoio institucional da CNC Sesc Senac, apoio do Ministério do Turismo, patrocínio do Sebrae, Chile, CVC, Delta Air Lines, Gol, Tourism Australia, GJP Hotels & Resorts, Pernambuco, R1 Soluções Áudio Visuais, Sabre, Tap, Accor, Best Western International, Esferatur, Gapnet, GTA, Localiza, Reserve e Dallas-Fort Worth International Airport. O destino patrono é a Bahia. Assessoria de imprensa pela B4T, interpretação pela Vice Versa e transfers realizados pela Cep Transportes. O evento terá compensação de carbono realizada com apoio da Tour House. 

Luis Motta, sócio de Finanças Corporativas na KPMG

SERVIÇO Evento: 13ª edição Fórum PANROTAS – Tendências do Turismo 2015 Local: Golden Hall do WTC Events Center - WTC São Paulo Data: 24 e 25 de março Endereço: avenida das Nações Unidas, 12.551, Brooklin Novo São Paulo/SP Site: www.panrotas.com.br/forum


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Operadoras

África-Brasil NA NOITE DO ÚLTIMO DIA 2, A QUEENSBERRY REALIZOU, EM SÃO PAULO, UM JANTAR PARA AGENTES DE VIAGENS E CLIENTES DE HOTELARIA VINDOS DA ÁFRICA. O diretor e presidente da operadora, Martin Jensen, ao lado de sua esposa, Graciela, revelou que planeja superar o pessimismo da economia brasileira com novidades no mercado.

PAN N o t a s Vagas O Grupo High Light anunciou que está com duas vagas abertas, para os departamentos nacional e internacional, na unidade de Londrina, no Paraná. Interessados devem enviar currículo para tatiana@ hlparana.com.br.

Novos roteiros A operadora carioca Nice Via Ápia, especializada em Estados Unidos, está trazendo novos roteiros com ênfase em Caribe e Europa, para “driblar” a nova realidade econômica. Entre as novidades estão pacotes individuais e grupos para Europa (Londres, Paris e Amsterdã) e Cancun. “Flórida continua sendo nosso carro-chefe e viagens para os Estados Unidos serão sempre nosso principal produto, mas precisamos diversificar e atender as novas necessidades dos passageiros”, afirmou a diretora da operadora, Lucia Motta.

Confirmado A quinta edição do Fórum Costa Brava já tem data para acontecer. O evento será realizado em 6 de maio, no Royal Palm Plaza (Campinas, SP), e deverá reunir 350 profissionais. Juntos, eles discutirão as melhores práticas e ideias para o segmento de viagens corporativas. A empresa deverá divulgar já nos próximos dias a programação oficial do evento, bem como o hotsite do fórum e o início das inscrições.

“Nós temos oito novos destinos: Puglia, Veneto (Itália), Baviera (Alemanha), um tour pelo norte da Alemanha e outro ao sul da Inglaterra, Ilha de Galápagos, Havaí (Estados Unidos) e um cruzeiro pela França”, afirmou, completando que os clientes brasileiros classe A são muito representativos para a Queensberry, principalmente em países da África e Ásia.

Ainda que os rumores de economia instável pairem sobre o mercado de turismo, Jensen comemora os números positivos deste começo de ano. “Em fevereiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado, nós vendemos muito mais em dias úteis“, salientou, relembrando o feriado de carnaval, que no ano passado caiu em março. Jensen finaliza que o Brasil, sua terra

Martin Jensen aposta em números positivos para este ano

há quase 40 anos, e a África têm em comum, além das conexões histórias. “São dois destinos inesquecíveis para qualquer turista”.


18 Destinos

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> Karina Cedeño

Ainda Em sua primeira visita oficial ao Brasil, o ministro do Turismo de Israel, Amir Halevi, disse que a retomada de voos diretos entre Brasil e Israel pode se tornar uma realidade em breve, mas tudo vai depender da quantidade de turistas brasileiros que forem ao país. “Atualmente Israel recebe cerca de 54 mil turistas brasileiros por ano. Para este ano esperamos 60 mil, e quando este número chegar aos 70 mil, acredito que seja possível negociar a retomada dos voos diretos por parte da companhia aérea El Al. Estamos pressionando os responsáveis para que isto se torne uma realidade”, afirmou Halevi. Como exemplo, ele cita a China, que tem enviado a Israel uma quan-

no radar

tidade cada vez maior de turistas. “Isso permitiu a criação de um voo direto entre Beijing e Tel Aviv. É possível que haja um entre São Paulo e Tel Aviv, caso a meta de turistas brasileiros ao ano seja alcançada”, reforça.

MAIOR EMISSOR

O mandatário destacou também a importância do turista brasileiro no país. “Hoje o Brasil lidera, na América Latina, o ranking de turistas enviados a Israel. Eles não vão ao país apenas para procurar a Terra Santa, e têm apostado em alternativas bastante interessantes, como as óperas na região de Massada e a Maratona de Jerusalém, que une esporte e religião”. Para ele, a imagem de país perigoso tem sido mudada pelos próprios turis-

A diretora de Marketing do escritório do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Cleo Ickowicz, a cônsul do Turismo de Israel, Suzan Klagesbrun, o ministro do Turismo de Israel, Amir Halevi, o diretor de Marketing do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Luiz Fernando Chimanovicth, e a relações públicas do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Carolina Dias

tas. “Após a estada, eles descobrem que Israel é um país muito seguro, onde se pode andar durante a madrugada sem perigos, por exemplo. As

pessoas estão começando a perceber que conflitos há em toda parte do mundo. Não é uma realidade única de Israel”, finaliza Halevi.p


20 Eventos

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> Alex Souza – Londres (Reino Unido)

Muito mais que Londres

Um dos principais esforços do Visit Britain no Brasil nos últimos anos tem sido mostrar que as atrações do Reino Unido ultrapassam as fronteiras de Londres, destino visitado por quase a totalidade dos brasileiros em viagem à região. O interior da Inglaterra, Edimburgo e as rotas de uísque na Escócia, além da capital do País de Gales, Cardiff e suas redondezas, com castelos, cultura e tranquilidade, são apenas alguns dos destinos e regiões trabalhados pelo órgão de promoção do Reino Unido junto ao trade e ao público final no Brasil.

Na sua agência, é comum a venda ou a procura por viagens ao Reino Unido que não incluam Londres ou que, no máximo, utilizem a capital inglesa apenas como ponto de conexão para Escócia ou País de Gales? E na sua operadora, há planos para o desenvolvimento de pacotes focados em Reino Unido além de Londres? A gerente de operações da Socaltur, de Novo Hamburgo (RS), Maica Feronato, diz que, embora os passageiros da operadora tendam a buscar as atrações e os destinos mais badalados entre o público brasileiro, a empresa voltou a trabalhar, depois de três anos, com um pacote exclusivo de Escócia. “O esforço do Reino

Unido em mudar a cultura do viajante influencia a escolha. O investimento institucional é muito importante e nós [operadores] completamos com o produto”, afirma a executiva. Já na operadora Transmundi, do Rio de Janeiro, vender Reino Unido sem a capital inglesa ainda não é a realidade. “Tem de ter Londres. Não dá para passar por aqui e não ficar por pelo menos duas noites. É um produto muito bom e não tem como abrir mão”, avalia o diretor Miguel Andrade. Na CVC ocorre o mesmo: a operadora ainda não trabalha com pacotes exclusivos de Escócia, País de Gales ou Irlanda. “Londres ainda é muito forte. Escócia e Irlanda são muito escolhi-

dos para viagens de intercâmbio. Mas para o lazer ainda nem tanto”, explica a analista de Produtos da operadora, Giovanna Carlucci. Na Flytour Viagens, Londres também é o carro-chefe do Reino Unido. Mas tem crescido a procura por pacotes que contenham também Escócia, passando tanto por grandes cidades quanto por pequenos vilarejos. “Os circuitos que fazemos permitem que visitemos cidades que, inicialmente, não estavam no foco do cliente. É aí que surpreendemos”, revela o gerente Europa e Oriente Médio da operadora, Juventino Netto. Maica, Andrade, Giovanna e Netto foram quatro dos dez operadores bra-


21 sileiros no Explore GB, antigo Hosted Buyers Marketplace (HBM) e Best of Britain, evento organizado pelo Visit Britain para vender o Reino Unido a compradores internacionais. O evento foi realizado em 25 e 26 de fevereiro, em Ascot, a 45 quilômetros da capital inglesa, reunindo 320 fornecedores britânicos e irlandeses e 251 buyers de 40 países. O formato foi o de reuniões pré-agendadas de dez minutos, sendo que cada comprador teve agenda composta por 34 reuniões diárias – no total, foram mais de 20 mil appointments. “O Explore GB dá a oportunidade de suppliers de todos os portes se encontrarem com operadores internacionais para, assim, poderem alcançar diversos mercados”, sublinha a CEO do Visit Britain, Sally Balcombe, destacando também a importância dos famtours para diversas regiões realizados após o evento: “nós percebemos que muitos países não co-

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nhecem o resto da Inglaterra [além de Londres], por isso realizamos as viagens de familiarização.” A dirigente também enfatizou a importância do trade para o turismo da região. “Há o mito de que em mercados maduros o agente de viagens não é mais necessário, o que não é verdade. Nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, os agentes desenvolvem um trabalho de extrema importância.”

FEEDBACK

O grupo de brasileiros voltou bem satisfeito com a participação no Explore GB. Juventino Netto, da Flytour Viagens, disse que a meta de retornar com boas possibilidades de negócios foi atingida. Para ele, o objetivo foi encontrar fornecedores de atrações e serviços que poderão ser incluídos na seção “Monte seu pacote” no site da operadora, no qual o cliente desenha a própria viagem. Fornecedores de ingressos de teatro e de jogos de

Entrada do Ascot Racecourse, que recebeu o Explore GB

futebol e uma empresa de tour noturno de ônibus por Londres foram alguns dos contatos feitos pelo executivo brasileiro. Atualmente, o Reino Unido está atrás apenas de França e Itália nas vendas da Flytour Viagens para a Europa – foram três mil passageiros transportados no ano passado, em um total de sete mil para o continente todo.

No caso da Transmundi, o objetivo da participação foi prospectar novos serviços e fornecedores “diretos”, que eliminam a necessidade de qualquer intermediação. “Os fornecedores foram bons e esse foi um dos pontos positivos do evento. Havia produtos variados, de hoteleiros a donos de barcos, de empresas de transporte a vendedores de tíquetes. Tudo o > Continua na pág. 22

OS NÚMEROS DO REINO UNIDO O TURISMO É A SÉTIMA PRINCIPAL INDÚSTRIA DO REINO UNIDO, COM MOVIMENTAÇÃO ECONÔMICA DE 127 BILHÕES DE LIBRAS EM 2013 E ESTIMATIVA DE 257 BILHÕES DE LIBRAS EM 2025. Empregava 9,6% da po-

Sally Balcombe, CEO do Visit Britain

pulação do Reino Unido há dois anos, ou três milhões de pessoas, e a expectativa é chegar a 3,7 milhões de empregos em 2025. Os dados são do estudo “Tourism: jobs and growth”, desenvolvido pela Deloitte. Os números de 2014 ainda são provisórios, mas o Visit Britain espera que o ano tenha fechado

com dois recordes: 34,8 milhões de visitantes internacionais e gastos de 21,7 bilhões de libras – em 2013 foram 32,8 milhões de turistas e despesas de 21 bilhões de libras. Os principais mercados emissores foram França (3,9 milhões e crescimento de 2%), Alemanha (3,1 milhões e 7%), Estados Unidos (2,7 milhões e 8%), Irlanda (2,3 milhões e 5%) e Holanda (1,9 milhão e 7%). O Brasil deve figurar entre os top 25, em posição ainda não confirmada – de janeiro a setembro, o País enviou 245 mil turistas, incremento de 15%. Os principais motivos das viagens ao Reino Unido foram fé-

rias (13,7 milhões das visitas), negócios (8,3 milhões), visita a familiares e amigos (9,8 milhões) e outros (2,8 milhões). Os turistas mais gastadores em 2014 vieram de Estados Unidos (2,5 bilhões de libras e incremento de 8%), Alemanha (1,4 bilhão e 10%), França (1,3 bilhão e queda de 1%), Austrália (1,1 bilhão e 4 %) e Espanha (905 milhões e 17%). O Brasil está em 20º no ranking, com gastos de 215 milhões de libras, o equivalente a queda de 8%. Os números foram divulgados ao longo do Explore GB pela CEO do Visit Britain, Sally Balcombe. p


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< Continuação da pág. 21

que um operador precisa estava lá”, pontua Miguel Andrade. Uma das novidades pinçadas por ele foram as Ilhas do Canal, ou Channel Islands, localizadas no Canal da Mancha. “É um destino novo para o brasileiro. As pessoas que já viajaram muito querem coisas novas e essa poderá ser uma delas. Mas vamos combinar com outros destinos, como Londres e Paris. Aí entra a criatividade do operador”, complementa.

Giovanna Carlucci, da CVC, buscava possibilidades além de Londres, como hotéis e serviços em Liverpool e Manchester. “Estamos tentando desenvolver alguns combos que incluam Londres com Escócia ou Irlanda”, explica a analista de Produtos. De acordo com ela, a CVC utiliza eventos como o Explore GB para encontrar “parceiros ideais” nas diferentes partes do Reino Unido, “fornecedores que nos apresentem os melhores preços e

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a melhor gama de serviços”. Para a Socaltur, um dos principais objetivos foi buscar empresas de transporte de ônibus. A operadora de Novo Hamburgo já possui DMCs locais que trabalham o serviço, mas a intenção é ter a possibilidade de fazer contato direto quando necessário. “Assim não ficamos dependente de um único fornecedor”, ressalta a gerente Maica Feronato. O transporte de ônibus é usado tanto para transfer quanto para viagens de maior distância, que inclui passagens pelos diferentes países do Reino Unido. A viagem dos operadores brasileiros à Inglaterra, organizada pelo Visit Britain, incluiu visitas à London Eye, à Torre de Londres, ao The Shard (prédio mais alto da Europa Ocidental), aos estúdios da Warner Bros onde foram gravados os filmes de Harry Potter, ao musical “Charlie and the chocolate factory” (A Fantástica Fábrica de Chocolates), ao Castelo de Windsor e à cidade universidade de Cambridge. Os brasileiros participantes foram: Tiago Barbosa (Flot),

Renata Braghetta (Alternatur), Michelle Alcântara (Schultz), Maica Feronato (Socaltur), Juventino Netto (Flytour Viagens), Giovanna Carlucci (CVC), Gabriela Braga (Tam Viagens), Emmanuel Labastida (Trend), Miguel Andrade (Transmundi) e Diego Costa (Intercontinental). O grupo foi liderado pela gerente B2B Brasil do Visit Britain, Karla Ventura, e pelo diretor do escritório do órgão britânico no Brasil, Samuel Lloyd. 

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Visit Britain

BANCODEDADOS Explore GB

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Fornecedores: 320 Compradores: 251 Países dos compradores: 40 Compradores brasileiros: 10 (Alternatur, CVC, Flot, Flytour Viagens, Intercontinental, Schultz, Socaltur, Tam Viagens, Trend e Transmundi) Total de reuniões: 20 mil

Evento reuniu quase 600 profissionais

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Flashes Fornecedores Explore GB

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1 Teresa Costa, gerente de Vendas Lazer da Meliá, e Maria Yacoub, executiva de Vendas para Reino Unido, Irlanda e Escandinava. Divulgaram os dois hotéis da bandeira Innside em Londres e a abertura da primeira unidade da marca em Manchester, em junho. Contato: teresa.costa@melia.com e maria.yacoub@melia.com. Site: www.melia-whitehouse.com e www.melia.com. 2 Helen Bastin, head de Vendas da Marriott no Reino Unido. Divulgou a recente inauguração de dois hotéis da rede: um Courtyard, em Edimburgo, na Escócia, e um Residence Inn na cidade de Aberdeen, norte da Inglaterra. Contato: helen.bastin@marriott.com. Site: www.marriott.co.uk. 3 Kim Pedlar, do Best Western Plus Maldron. Divulgou como diferencial do hotel, em Cardiff, no País de Gales, a localização privilegiada, próximo ao castelo, a shoppings e ao estádio multiuso que será utilizado, em breve, para a Copa do Mundo de Rugby. Contato: kpedlar@ maldronhotels.com. Site: www.maldronhotels.com. 4 Peter Muttitt, head de Vendas do London Pass, passe que permite a entrada, sem filas e por preço reduzido, em cerca de 60 das principais atrações de Londres. Contato: peter@leisurepassgroup.com. Site: www. leisurepassgroup.com. 5 Robert Lewis Jones, executivo de Relações com a Mídia do Visit Wales, órgão de promoção do País de Gales. Focou principalmente na divulgação da capital Cardiff, “uma cidade relax, fácil de ir e vir, que une elementos como história, cultura e gastronomia”. Contato: robert.l.jones@wales.gsi.gov.uk. Site: cymru.gov.uk/tourism. 6 Adam Burrage, gerente de Tours do estádio de Wembley. Segundo ele, os visitantes passeiam por todas as áreas ocupadas pelos “superstars” durante os eventos esportivos e musicais. “As pessoas adoram reconhecer os locais onde veem seus ídolos pela TV”. Contato: adam.burrage@wembleystadium.com. Site: www.wembleystadium.com. 3

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Saldo positivo JORNAL PANROTAS – Qual o balanço da participação dos brasileiros no Explore GB? SAMUEL LLOYD – Ficamos felizes com a vinda dessas empresas, que já têm uma relação com o Visit Britain e podem incrementar as vendas. A ideia é promover o Reino Unido no Brasil, tentar desenvolver produtos de outras regiões além de Londres. Para o brasileiro, tudo de fora de Londres é exótico, e o papel do trade é essencial para trazer novos produtos à prateleira. JP – O que diferencia o Explore GB de outros eventos de características similares? LLOYD – A maioria dos fornecedores aqui são pequenos. Há os grandes, mas a maior parte são pequenos operadores de pequenas regiões que tratam o produto que vendem com todo o cuidado. O Reino Unido tem um histórico de receptivo voltado ao turista doméstico e, nos últimos anos, houve uma evolução nesse sentido, com os fornecedores desenvolvendo serviços diferenciados, com atendimento em diversos idiomas, muitas coisas formatadas especificamente para determinados mercados. JP – Como avalia o resultado parcial da participação brasileira no turismo do Reino Unido em 2014? LLOYD – Ainda é cedo para falar de 2014. Houve o gap da Copa. Dados de outras fontes que não o governo mostram que vinha havendo crescimento antes do torneio e que houve um boom após a Copa, acima da média geral. O Brasil deve fechar estável em 2014, tanto em quantidade de turistas quanto em gastos. Esperávamos queda. Para 2015, as expectativas baseadas no que temos ouvidos dos operadores são bem positivas. O brasileiro ainda vê o Reino Unido como parte da viagem à Europa, e o ideal é que ele perceba que a região é muito mais. JP – Desde que você iniciou no Visit Britain, em 2012, qual vem sendo o resultado do trabalho de promover o Reino Unido além de Londres? LLOYD – De lá para cá conseguimos incluir algumas ou-

tras cidades no top five. Uma delas é Inverness, a porta de entrada na Escócia para as destilarias.

JP – Qual será o foco de atuação do Visit Britain nos próximos anos? LLOYD – Para 2015 e 2016 teremos três grandes campanhas globais. Uma delas é o “Countryside is Great”, para vender a parte campestre, de aventura, spas, natureza. Também teremos o “Culture

is Great”, que deve impactar o Brasil, pois estamos finalizando uma pesquisa para entender o que o brasileiro entende como cultura e assim desenvolver produtos na medida certa. O terceiro é o “Luxury is Great”, que também tem o Brasil como target, pois o brasileiro valoriza a exclusividade muito mais do que outros países que muitas vezes já têm o luxo em casa, caso dos europeus. p

Samuel Lloyd, diretor do escritório do Visit Britain no Brasil


SurFACE

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Fica a dica O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (Apavt), Pedro Costa Ferreira, diz que o Nordeste brasileiro perdeu para o Caribe a posição de destaque que tinha entre os agentes de Portugal. E que para reconquistá-los, será preciso muita recapacitação. "O Nordeste deixou de ser a referência que era para os portugueses há alguns anos e perdeu, em preço e qualidade, para o Caribe", disse. Segundo ele, a alta do real, os preços mais caros dos produtos e serviços e a imagem de violência das capitais do Nordeste afugentaram os portugueses, que viram no Caribe a opção mais imediata. "Não somos tão bem vindos no Caribe como somos no Brasil, onde se fala a nossa língua. Só que hoje o agente de viagens português não sabe mais o que sabia sobre os destinos brasileiros. Outro dia fiz uma pesquisa em um evento e mais pessoas levantaram a mão quando perguntei quem conhecia o Caribe do que em relação ao Brasil", continua ele. "Quando o agente de viagens perde esse conhecimento sobre o destino, a venda não tem como se sustentar", finaliza Pedro Ferreira, torcendo por uma volta do Brasil junto aos agentes portugueses.

Bom exemplo A Apavt, aliás, é uma associação que tem se mexido bastante para acompanhar os novos tempos do turismo mundial. A entidade dos agentes portugueses liderou a captação de um dos eventos mais cobiçados da Europa: o congresso dos agentes de viagens alemães. "É um evento de um milhão de euros, que trará a Lisboa cerca de 900 profissionais e foi nossa união, nossa vontade de bem recebê-los, os fatores determinantes para essa conquista", disse Pedro Ferreira, presidente da Apavt.

Os presidentes da Apavt, Pedro Ferreira, e da Abav Nacional, Antonio Azevedo

Sylvio Ferraz Sylvio Ferraz deixará a Tam Viagems em 1º de abril, depois 17 anos (ele foi um dos fundadores da operadora, com Ivo Lins e Rui Alves, da Gapnet). Em seu lugar, assume o atual diretor de Vendas Diretas da Tam, Marcelo Dezem, que deixará o cargo para assumir a diretoria executiva da operadora. Em nota, a Tam Viagens afirmou que “Sylvio se destacou na operadora pela alta capacidade de liderança e amplo conhecimento do setor, que resultaram no importante desenvolvimento da operadora. O executivo teve participação fundamental na construção e fortalecimento da marca Tam Viagens e Marcelo Dezem tem a missão de dar continuidade a este trabalho.”

Promoções mágicas Cássio Oliveira, diretor executivo da AirTkt, entidade que reúne as consolidadoras Ancoradouro, Esferatur, Flytour, Gapnet e Rextur Advance, enviou seu primeiro comunicado ao mercado, alertando os agentes de viagens sobre as promoções mágicas que aparecem em época de crise. Ele pede que os agentes desconfiem se os valores forem muito baixos e que comprem de empresas em quem confiam e com quem estão acostumados a fazer negócio. “A crise é um ambiente propício para o aparecimento de ofertas mágicas que poderão acabar gerando um prejuízo enorme para sua empresa”, diz Oliveira.

Venda do Splendour A Royal Caribbean anunciou que entrou em um acordo para vender o navio Splendour of the Seas para a alemã Tui Cruises — na qual a Royal tem participação de 50%, em sistema joint venture - no segundo semestre de 2016. A venda faz parte da renovação de frota da empresa marítima.

Ponto a ponto Com o fechamento da operadora curitibana New Line, alguns bons profissionais ficaram disponíveis no mercado, e a OK Operadora, de Mauro Melo, anunciou a contratação de três deles: Vincent Newman de Sousa Pinto, Jenilson Resende e Claudecir Gomes. Com sede em São Paulo e bases em 12 cidades do País, a E-HTL inaugurou recentemente uma unidade no Vale do Paraíba (SP) e pretende abrir mais três ao longo do ano, em locais ainda em estudo. O setor turístico movimentou aproximadamente R$774 milhões na economia de Belo Horizonte em 2014. Com relação ao ISS, o setor gerou R$47 milhões, o que corresponde a 4,12% do total arrecadado pelo município.

Logomarca da Air Tkt, divulgada na semana passada


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11 a 17 de março de 2015 JORNAL PANROTAS

Quiz do Sea World Estão abertas as inscrições antecipadas para o novo quiz promovido pelo Sea World Parks & Entertainment, no Portal PANROTAS. Até o próximo dia 15, os profissionais que se cadastrarem no programa começarão a ação com mil pontos. Os responsáveis por indicações de amigos que nunca participaram de um quiz da PANROTAS ganharão também 200 pontos por novo participante. A dinâmica deste novo quiz é diferente, e foi dividida em módulos que ocorrem entre 16 e 26 de março. A ideia é que os agentes de viagens tenham mais tempo para responder às questões, podendo, inclusive, fazer o preenchimento em horários alternativos. A programação inclui módulos sobre os parques Sea World Orlando, Aquatica Orlando, Busch Gardens Tampa, Discovery Cove e Sea World San Diego. Os dez primeiros colocados serão convidados a participar de um fam tour organizado pelo Sea World Parks & Entertainment para Orlando, nos Estados Unidos, de 30 agosto a 5 setembro deste ano, com aéreo da Tam. Inscrições: www.panrotas.com.br/seaworldparks.

75% para o IPW A American Airlines anunciou que dará desconto de 75% para os brasileiros que forem participar do IPW 2015, de 30 de maio a 3 de junho, em Orlando, na Flórida. O desconto vale para todas as tarifas, inclusive executiva e primeira, com exceção das classes P, R, I, N, Q, S e O. Não se trata de um AD-75, e sim 75% de desconto sobre a tarifa disponível no sistema. As emissões devem ser realizadas até 30 de maio e os embarques a partir de 15 de maio para voos AA saindo de GRU, GIG, BHZ, BSB, CPQ, CWB, MAO, SSA, REC e POA. É obrigatório o destino Orlando no período de 30 de maio a 3 de junho. O retorno deve ser no máximo em 22 de junho. Os participantes interessados devem fazer a reserva normalmente (no GDS ou por telefone) e depois entrarem em contato com os executivos da American para emitirem com o desconto de 75%. É preciso estar inscrito no IPW. Os contatos dos executivos são: BHZ – Simoni de Sa – simoni. desa@aa.com; BSB – Julia de La Fuente – julia.fuente@ aa.com; CPQ - Erneto Airosa ernesto.airosa@aa.com; CWB – Julia Christina Yamanishi – julia.c.yamanishi@aa.com; MAO – Gabriel Galvão – gabriel.galvao@aa.com; POA - Beatriz Lopes - beatriz. lopes@aa.com; REC Patricia Assunção – patricia. assuncao@aa.com; RIO – Daniella Barros – Daniella. debarros@aa.com; SAO – Paula Milos – paula.milos@ aa.com e SSA – Leandro Lustosa – Leandro.Lustosa@ aa.com.


corporativo Edição 83 – 11 a 17 de março de 2015

Aviação

> Artur Luiz Andrade — Lisboa (Portugal)

Pressão e privatização

O presidente da Tap, Fernando Pinto, corta o bolo pelos 70 anos da companhia aérea

O ministro da Economia, Antonio Pires de Lima, com Fernando Pinto, da Tap

Luiz da Gama Mór, vice-presidente executivo da Tap, com o secretário de Transportes de Portugal, Sérgio Silva Monteiro

Privatizar ou não privatizar? Será esse o principal dilema da Tap no ano em que comemora sete décadas de operações? Ou a questão principal seria a escolha do melhor plano para levar a empresa a outros patamares? A privatização parece ser o caminho mais seguro para que a empresa se capitalize, coloque em prática a plenos pulmões seu plano estratégico até 2020 (a que o Jornal PANROTAS teve acesso com exclusividade) e possa concorrer em um dos ambientes mais competitivos da aviação mundial (a Europa). Dessa vez, acreditase que a privatização saia, até porque as regras estão mais flexíveis (a compra é de 66% da empresa e não mais da totalidade, pois a presença do Estado dá mais garantias em relação a renovação de empréstimos,


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Os premiados do Brasil com Mário Carvalho, diretor da Tap: Elói Oliveira, da Flytour, Marcelo Sanovicz, da Rextur Advance, Guilherme Paulus, da CVC, Alipio Camanzano, da Decolar, e Carlos Vazquez, da Esferatur

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Fernando Pinto e Luiz da Gama Mór homenageiam Pedro Ferreira, presidente da Apavt, e Antonio Azevedo, da Abav Nacional

70 ANOS Com a presença do ministro da Economia de Portugal, Antonio Pires de Lima, e do secretário de Transportes, Sérgio Silva Monteiro, o jantar de comemoração dos 70 anos da Tap, no es-

Diretores da Tap: Dionisio Barum (África), J. Adolfo (Rede), Guedes Dias (Relações Internacionais), Alexandra Galhardo (Corporativo Portugal) e Paula Canada (Marketing e Comunicação)

por exemplo). Mas o governo poderá mais uma vez dizer “não”. E começar tudo de novo. Os prazos são claros: até 15 de maio as propostas devem ser enviadas. E até 15 de junho o governo dá seu parecer. Três grupos brasileiros, de investidores ligados às empresas aéreas Azul, Avianca e Gol, retiraram, oficialmente, informações sobre a privatização. Isso não quer dizer que irão fazer propostas, mas em Portugal, a torcida por uma brasileira ligada à Tap é grande. No caso da Gol, uma brasileira com parcerias com Delta e Air France-KLM, parte de um dos grupos que comandam a aviação mundial. Outros quatro grupos haviam pedido informação sobre o processo até a semana passada. Para o governo e a atual diretoria da Tap, não há outro caminho. “A Tap não é uma relíquia, e sim uma empresa de

futuro e cada avião dessa companhia é uma porta de entrada para nosso país. Isso continuará sendo assim, seja a Tap pública ou privada”, afirmou o ministro da Economia, Antonio Pires de Lima, durante o jantar de 70 anos da Tap, em Lisboa. Segundo ele, somente a privatização vai possibilitar que a Tap se capitalize para não apenas concorrer no atual mercado competitivo e agressivo da aviação na Europa e no mundo, mas para que dobre seus números de aviões, passageiros, destinos servidos... De acordo com o ministro, só é contra a privatização quem quer ver a Tap do mesmo tamanho e sem competitividade. “A Tap com mais recursos financeiros e humanos representará ainda melhor o povo português”, disse.p

--- O Jornal PANROTAS

viajou a convite da Tap, com proteção GTA

paço Estufa Fria, em Lisboa, reuniu também os maiores vendedores da companhia aérea nos mercados brasileiros e português. O presidente da Tap, o brasileiro Fernando Pinto, agradeceu a todos que fizeram parte da história da empresa, lembrando o começo dos voos para a África, o voo da amizade, com a Panair do Brasil, a construção do hub de Lisboa, já em sua gestão, que fez a Tap crescer três vezes o que era em 2001, a entrada na Star Alliance e o know how técnico da companhia. “Antes de vir para cá, já ouvia falar na expertise técnica da Tap. Esse é um dos segredos da empresa”, afirmou, terminando sua fala com um agradecimento

aos governantes portugueses. O vice-presidente executivo, Luiz da Gama Mór, ao iniciar a premiação ofereceu o prêmio aos agentes de viagens, e entregou homenagem aos presidentes da Abav, Antonio Azevedo, e da Apavt, Pedro Costa Ferreira. Segundo ele, a premiação em Portugal era do primeiro ao quinto lugares, mas, no Brasil, o diretor Mário Carvalho decidiu que os cinco homenageados estavam empatados na primeira colocação. Foram premiadas as empresas CVC, Decolar, Esferatur, Flytour e Rextur Advance, pelo Brasil (em ordem alfabética), e Viagens El Corte Ingles, Travel Store, Geostar, Abreu e Springwater Tourism, por Portugal (do primeiro ao quinto colocado). O jantar contou ainda com show de Robertá Sá e Antonio Zambujo. Os convidados ganharam um prato de louça Vista Alegre, em homenagem aos 70 anos da aérea.p

Show de Roberta Sá e Antonio Zambujo > Continua na pág. 03


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Que cenário é esse? Mas o que tem tirado o sono da diretoria da Tap, que há um ano (até mais) vem gerenciando a empresa aérea sem poder dar asas à imaginação ou fazer grandes investimentos, exatamente porque o processo de privatização engessa a companhia, a ponto de ter de pedir autorizações especiais para qualquer passo mais largo? As mais notórias e barulhentas concorrentes das chamadas empresas aéreas tradicionais, como é a Tap, são as low cost/low fare, companhias de baixo custo e baixíssimas tarifas. Durante um bom tempo, essas empresas viveram de vender passageiros a destinos. Como se fosse criada uma rota no Brasil ligando Foz do Iguaçu a Campinas e as prefeituras dessas cidades pagassem à aérea por levar passageiros até suas cidades. Usavam aeroportos perto de grandes centros e os preços atrativos (um euro, 50 euros) bastavam para que o público de lazer garantisse a ocupação. Essas low cost, no entanto, inclusive pressionadas pelas contrapartidas criadas pelas empresas tradicionais, começaram, há pouco tempo, a invadir as capitais europeias, buscar canais de vendas tradicionais (GDSs, agências), sem largar de seu modelo supereconômico, com mais assentos e mais serviços vendidos separadamente.

MODELO COPIADO O modelo de vendas (baseado em um site poderoso e simples, mais a otimização de espaços e venda de ancillaries) das low cost foi sendo absorvido aos poucos pelas companhias tradicionais.

Luiz da Gama Mór, VP executivo da Tap, Paulo Neves, do Ipdal/Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina, e Guilherme Paulus, da CVC

Os três grandes grupos da aviação europeia — Lufthansa, Air France-KLM e British Airways/Iberia — lançaram suas low cost com atuações agressivas e até polêmicas em toda a região. Uma forma de combater o crescimento das low cost, e aprender com as novas práticas. A Tap, até então, não sofria muito com a concorrência das low cost, que somente em 2014 descobriram Lisboa e o Porto de verdade. Mas esses três grupos se garantiam muito bem no long haul, os voos internacionais de longa distância, especialmente para a Ásia e para os Estados Unidos, em parceria com suas aliadas americanas (United com a LH, Delta com a AF e American com a BA). Tudo ia (quase) muito bem até o ataque milionário em massa das chamadas empresas do Golfo (Emirates, Etihad e Qatar Airways). É um crescimento que

o vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, chama de “imparável”. Afinal, dinheiro (e boa estratégia) ali não faltam. Alguns classificam a Emirates como a primeira low cost de longo curso. Não pela primeira classe ou executiva, que é o lado mais divulgado dessas empresas, mas sim pela alta densidade de sua classe econômica. “O 777 é conhecido pela fileira de nove poltronas. A Emirates conseguiu desenvolver uma poltrona mais fina e colocar dez. É a alta densidade na econômica, o que permite tarifas agressivas, bem abaixo do que as europeias praticavam”, explica Mór. Além disso, essas companhias se especializaram em vender distrações na classe econômica, com um sistema de entretenimento poderoso, comida acima da média, além do marketing de melhores do

TAP NA BTL A companhia aérea portuguesa Tap, que no Brasil opera em 12 diferentes destinos, tem 50% do volume de vendas divididos entre Portugal e Brasil, cada país com 25% desta fatia. Os demais 50% são pulverizados pelo mundo, com grande concentração na Europa. “Este resultado não che-

ga a ser uma surpresa porque trabalhamos para isso”, disse o vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, durante a BTL 2015. Este volume de vendas é com base na receita. Se for contar a quantidade de bilhetes vendidos, Portugal ocupa sozinha a primeira posição por conta dos voos domésticos de curta duração, além daqueles de média duração.

Na BTL, Antonio Azevedo, da Abav, Guillermo Alcorta, da PANROTAS, e Luiz da Gama Mór, da Tap

Embora não tenha fechado os números de 2014, Mór já sabe que o período da Copa do Mundo foi considerado difícil para a companhia aérea. Esse período turbulento, no entanto, já era

esperado: “grandes eventos sempre são uma fria para as companhias aéreas porque afastam os clientes tradicionais”, afirmou. O ano de 2014 teve muitas outras di-

mundo, focado nas classes da frente e nos aviões ultramodernos. Sem falar nos aeroportos de última geração construídos nas cidades-sede das companhias árabes, o que torna a experiência da viagem, ainda mais para quem conecta, no mínimo mais cômoda. As empresas tradicionais perderam ainda seus diferenciais de trabalhar nichos específicos com mais flexibilidade à medida em que todos os passageiros foram para o atendimento na internet, que iguala todo mundo e é muito mais avançado nas empresas low cost. Some-se a isso um excesso de oferta e aeronaves... e a competição nesse ambiente é no mínimo angustiante. As europeias veem-se então presas entre a pressão das low cost no médio curso e a das empresas do Golfo no longo, em ambos os casos usando a alta densidade como arma. Hoje o modelo europeu está muito similar ao americano, com os voos pela Europa cobrando tudo o que podem do passageiro, e ganhando receita extra por isso. A Tap ainda não adotou esse modelo, até por conta dos atrasos causados pelo processo de privatização. Mas já está trabalhando nisso, para se adaptar à nova realidade (leia na página 29). No longo curso, a alta densidade da econômica é uma tendência e a guerra está longe de acabar. Um novo e inédito capítulo diz respeito ao investimento das empresas do Golfo nas europeias tradicionais. Por enquanto, temos a Qatar na Brirtish Airways/ Iberia e a Etihad na Alitalia. Mas aposta-se que vem mais por aí. Ficar parado em um ambiente desse, portanto, é a morte.

ficuldades: as greves do final do ano, que atingiram a receita nobre de dezembro e janeiro; uma operação padrão realizada no segundo semestre; atraso com chegada de aeronaves e formação de pilotos; e custos mais elevados com fretamentos de avião para rotas como Fortaleza. Some-se a isso o pessimismo do brasileiro no final do ano e 2014 é um ano para ser esquecido, mas não seus aprendizados. O número de passageiro, no total, subiu 6%, mas em muitos momentos com uma tarifa média abaixo do normal. Se 2014 trouxe dificuldades, o panorama é outro para 2015. Segundo o vice-presidente, a Tap está otimista em relação ao ano por conta da desvalorização do euro frente ao dólar e da solução prevista pós-privatização.p


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E a Tap? O plano estratégico da Tap até 2020, com o título “Uma nova onda de crescimento”, contempla diversas ações para que a companhia, que se define como uma empresa de nicho, líder onde atua (caso dos voos para o Brasil), possa crescer nesse ambiente competitivo da aviação europeia. “Nossa primeira ação, que já começou, é tornar toda e empresa digital. Não apenas vendas, mas todos os processos. Do SAC às mudanças em bilhetes, da administração à comercialização”, explica o VP executivo, Luiz da Gama Mór. Diversos grupos de trabalho foram criados para cuidar de etapas do plano, tendo como foco a experiência do cliente. Segundo Mór, a introdução da venda de ancillaries nos voos de curta duração também se dará rapidamente. Hoje, 60% dos passageiros da Tap voam em trechos curtos. É um segmento importante para a companhia e talvez o principal motivo para o interesse de empresas brasileiras na privatização. A malha da Tap, a partir de Lisboa, atinge toda a Europa. Outra mudança estratégica da Tap nos voos de curta distância envolverá a troca de frota da Portugália, braço da Tap para o short haul. Hoje são 14 aviões, entre Fokker 100 e Embraer 145, que devem ser substituídos, em 2016 e 2017, pelos Embraer 190 e 195. Dependendo de quem vença a privatização, o processo poderá ser acelerado. Aumentar a densidade de poltronas, seguindo a tendência lançada pelas low cost e pela Emirates, é outra meta, para os percursos médios e curtos. Isso significa investir em poltronas mais finas, para que mais assentos caibam nas aeronaves. Companhias americanas, como a United,

Luiz da Gama Mór, na BTL

também já adotam essa prática. No médio curso, onde a Tap hoje opera com os Airbus 319, 320 e 321, a ideia é priorizar esse último modelo, adicionando mais unidades à frota.

LONGO CURSO

Para os voos internacionais de longa distância, a estrela será o A350, que substituirá os quatro A340 e alguns A330. A Tap ainda avalia outras aeronaves da família Airbus para os voos de long haul. O primeiro A350 chega em 2017 e há 12 pedidos. Muitos serão usados para o Brasil, com três classes: Top Executive, com novas poltronas-cama e sistema de entretenimento, o que já é um pedido do segmento corporativo, econômica plus (que também será implantada nos A330 e atende a quem quer pagar mais por conforto extra) e econômica. “Há uma tendência de densificar a econômica e distrair o passagei-

ro com tecnologia, entretenimento e venda de serviços, mas há os que desejam pagar mais pela economy plus, já que ainda não podem ir para a executiva. Por isso, vamos lançar nos nossos voos essa nova opção”, explica Luiz da Gama Mór. Os A330 que continuarem na frota serão retrofitados e também contarão com as novidades do plano estratégico. “Nosso tamanho como empresa de nicho nos dá mais agilidade para essas implantações”, afirma o vice-presidente. Quanto ao custo, a Tap fica entre as low cost e as maiores aéreas tradicionais. “Certamente o tamanho pode ajudar ou atrapalhar nas negociações, mas no futuro, após a privatização e a implantação do plano estratégico, a Tap poderá, se quiser, dar passos maiores. Mas continuaremos sendo um empresa de nicho, o que nos dá ótimos diferenciais, veja o caso mais óbvio, do Brasil”, finaliza.

Artur Abreu, da Abreu Viagens, homenageia a Tap por seus 70 anos, e entrega prato a Luiz da Gama Mór e Fernando Pinto

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Flashes

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7 0 a n o s d a Tap

1 Os diretores de Vendas Carlos Paneiro e Gil Trigo, o diretor América do Sul, Mário Carvalho, e o vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, entregam o troféu a Alípio Camanzano, da Decolar.com 2 Marcelo Sanovicz, da Rextur Advance, foi um dos cinco homenageados do Brasil 3 Guilherme Paulus foi a Lisboa receber o prêmio pela CVC 4 O presidente do Grupo Flytour, Elói D’Ávila de Oliveira, com os diretores da Tap 5 Um dia antes da premiação dos Top Tap, Luiz da Gama Mór recebeu os brasileiros para um jantar no restaurante Feitoria: Carlos Vazquez (Esferatur), com a esposa Leonor, Guillermo e Marianna Alcorta (PANROTAS), Mór, Vera e Marcelo Sanovicz (Rextur Advance) e Alípio Camanzano (Decolar) 6 Carlos Paneiro, Gil Trigo, Mário Carvalho e Luiz Mór com Carlos Vazquez, da Esferatur 7 Pedro Ribeiro, da Dom Pedro Hotéis, Mário Carvalho, Manuel Torres e Luiz da Gama Mór, da Tap, e, atrás, Alípio Camanzano, da Decolar

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8 Guilherme Paulus, da CVC, com o casal Fernando e Rosalice Pinto 9 Henrique

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Dias, da RDMC, de Lisboa, com Guillermo Alcorta, da PANROTAS, e Carlos Vazquez, da Esferatur 10 Guilherme Paulus e Marcelo Sanovicz, agora sócios, no Grupo CVC 11 Fernando Pinto, presidente da Tap, e Elói Oliveira, do Grupo Flytour 12 Alípio Camanzano, da Decolar, recebe o abraço de Luiz da Gama Mór 13 Luiz Mór com o presidente da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), Fernando Medina

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Viagens corporativas: mais investimentos e menos entraves

*Edmar Bull é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp)

Os dados do IEVC (Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas) de 2014, recém-divulgados, revelam uma receita de R$ 40,1 bilhões em viagens corporativas no último ano: um crescimento de 9,2% em relação a 2013. Os números estão próximos aos da Pesquisa de Vendas Abracorp, realizada com seus associados, que aferiu um montante de R$ 14,9 bilhões em vendas no mesmo período, um aumento de 14,5%. Embora pequena, essa diferença entre as pesquisas se justifica pelo fato do mercado dar, cada vez mais, preferência às agências de viagens associadas à Abracorp, acentuada pela credibilidade de uma entidade que se dedica há duas décadas pelo desenvolvimento sustentável do mercado de viagens corporativas. Para continuar crescendo, a associação tem defendido em seus posts do “Espaço Abracorp”, do Blog Panrotas, que não apenas as agências de viagens, mas também fornecedores do mercado e governo, trabalhem em conjunto para investir em infraestrutura, tecnologia e capacitação e diminuir os entraves que impedem os setores de se desenvolverem de forma cada vez mais sustentável e equilibrada. No setor aéreo, por exemplo, o Brasil observa um crescimento bastante significativo nos últimos anos e a expectativa é de melhoria

para o futuro. Dentro das viagens corporativas, houve um aumento de 16,3% no número de bilhetes emitidos para dentro do País. O Brasil tem o terceiro maior mercado doméstico do mundo, com 95,1 milhões de passageiros transportados em 2014, segundo dados da Abear, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, e capacidade para aumentar ainda mais. De 2002 a 2013, o mercado aéreo nacional cresceu 208% e a expectativa é que aumente mais 109% até 2020. Isso dentro de um universo perfeito, em que empresas aéreas e governo, cada um no seu lugar, invistam na infraestrutura dos aeroportos, diminuam impostos, melhorem a eficiência dos voos, ampliem a malha aérea, entre outros itens. A privatização de importantes aeroportos, como Galeão (RJ), Brasília (DF) e Guarulhos (SP), foi um importante passo para o desenvolvimento do transporte aéreo nacional. Porém, os altos custos operacionais e a falta de investimento em aeroportos menores ainda são problemas a serem enfrentados. As quatro empresas que dominam o setor (Avianca, Azul, Gol e Tam) tem reagido positivamente, ampliando a oferta, diversificando os seus serviços e melhorando a eficiência operacional. “Mas, com a demanda em alta, é difícil saber se o aumento no número de assentos no mercado aéreo nacional vai acompanhar a

crescente procura por este tipo de transporte, ou se as melhorias na infraestrutura aeroportuária serão suficientes para absorver a elevação vertiginosa de passageiros”, destaca o presidente da Abracorp, Edmar Bull. Na hotelaria, dados do Ministério do Turismo e de entidades como o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) são promissores quanto ao futuro do segmento no País. Desde meados de 2013, visando a Copa do Mundo, e até os Jogos Olímpicos de 2016, mais de 400 empreendimentos já abriram ou estão para abrir suas portas, o que deve gerar um incremento superior a 70 mil quartos no mercado hoteleiro nacional. “Esse panorama positivo oxigena o segmento e estimula a concorrência entre os meios de hospedagem, mas deixa uma dúvida: será que a entrada de novos hotéis em operação, atrelada à redução das taxas de crescimento de demanda, vão impactar negativamente o desempenho da hotelaria?”, questiona Edmar Bull. As viagens corporativas têm papel preponderante nesta performance. O setor de negócios representa cerca de 67% das diárias de hotéis urbanos em nosso País. Portanto, aqueles que priorizarem seus investimentos na busca pelo viajante corporativo certamente conseguirão sobreviver com maior tranquilidade a esta nova realidade que está se desenhando.


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