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R$ 11,00 - Ano 22 - nยบ 1.148 07 a 13 de janeiro de 2015
Jornal PANROTAS / Edição Especial 07 a 13 de janeiro de 2015
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EDITORIAL > Alex Souza > alex@panrotas.com.br
Menos atípico e mais previsível. Será? Atípico e incerto foram dois adjetivos que se tornaram clichês para definir 2014. Atípico pela realização da Copa do Mundo no País no mesmo ano de eleições em diversas esferas, e incerto porque, por mais que pipocassem previsões aqui e ali no início
de 2014 ou no final de 2013, não se sabia ao certo qual seria o resultado desta equação. No turismo, deram-se bem principalmente as empresas que de alguma forma trabalharam com a Copa do Mundo. Quem não o fez teve de suar muito para ao
menos empatar com 2013, quem sabe crescer levemente ou reduzir ao máximo os níveis de queda. O que mais se ouviu foi: “trabalhamos mais e faturamos o mesmo [ou menos]”. Este 2015 que acaba de começar será atípico se comparado > Continua na pág. 04
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aos anos que antecederam 2014, quando o turismo se acostumou a crescimentos de dois dígitos. Ele parece bem mais previsível do que 2014, pois, salvas exceções, todos preveem um ano desafiador, com crescimento baixo ou zero. Porém, não estamos ouvindo muito falar em recessão, como ocorreu com muitas empresas no ano passado. “Será o ano de arrumar a casa”, disse um dos economistas ouvidos pela reportagem, em referência às medidas que devem ser implementadas pela equipe econômica do governo federal ao
longo dos próximos meses. Esta edição especial do Jornal PANRORTAS é dedicada a perspectivas para 2015. Conversamos com os presidentes de algumas das principais entidades do setor, de diferentes segmentos, para saber como eles vislumbram este ano. Ainda sob o efeito do 2014 difícil para a maior parte, notamos cautela e até uma certa ansiedade para que o ano deslanche logo e eles possam botar a mão na massa e fazer acontecer. Em suma, espera-se um ano mais difícil para o internacional devido
à provável alta do dólar nos próximos meses. Mas, como o brasileiro vem cada vez mais pegando gosto por viajar, a queda das viagens ao Exterior deve fazer aumentar as viagens dentro do Brasil. No corporativo fica a dúvida: será que as empresas diminuirão as viagens como consequência da redução de gastos ou, ao contrário, mandarão seus executivos a campo, ainda com mais força, a fim de buscar e fechar novos negócios? Estaremos observando! E na sua empresa, qual a estratégia e previsão para 2015?
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Mercado
> Alex Souza
Ano de arrumar a casa ESTA EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL PANROTAS TRAZ OPINIÕES DE PRESIDENTES DAS PRINCIPAIS ENTIDADES DO SETOR SOBRE AS PERSPECTIVAS PARA O TURISMO EM 2015. Nossa reportagem ouviu também o economista sênior Fábio Gomes Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que nos deu um panorama macro de como poderá se comportar a economia brasileira neste ano. Na visão dele, 2015 tende a ser um ano tão desafiador quanto 2014. Por parte do consumidor, ele diz, a confiança tem estreita relação com o mercado de trabalho, visto que “99% dos recursos dos brasileiros vêm daí”. E a alta na geração de empregos, que em 2013 foi de 2,8%, em 2014 atingiu apenas 1%, segundo dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. “Por isso a confiança tende a cair”, diz Bentes. As perspectivas de baixo crescimento econômico também colaboram para uma menor confiança do consumidor neste ano. “2015 será um ano para reduzir inflação, aumentar juros. Ou seja, desfavorável para o consumidor”, analisa Bentes. Por parte do empresariado, prossegue o economista, a desconfiança é similar, visto que o varejo teve em 2014 o pior desempenho desde 2003. “O setor de serviços está recuando e a indústria, consequentemente, patinando. Então o empresariado vê a produção dimi-
Fábio Gomes Bentes, economista sênior da CNC > Continua na pág. 06
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EVOLUÇÃO DO EMPREGO NO TURISMO SEGUNDO SUBSETORES E RAMOS DE ATIVIDADE 2014
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nuir, o crédito encarecendo... São variáveis que não se alteram de um mês para o outro”, afirma Bentes. “Até a metade do ano, a tendência é tudo continuar como está.” No caso específico do turismo, um bom termômetro pode ser o índice de geração de empregos do Caged. O estudo mostra que, nos 12 meses entre novembro de 2013 e novembro de 2014, foram gerados 99,9 mil postos de trabalhos formais, o pior resultado da série histórica do Caged, desde 2008 – em 2013 foram 130 mil. “Para o turismo, 2015 tem o agravante do dólar, que se espera fechar o ano acima de R$ 2,75”, pontua Bentes (a entrevista foi realizada ainda em dezembro). O economista reforça o fato de o turismo ser um setor de representatividade para a economia, com 3,5 milhões de empregos, ou 8,5% da força formal de trabalho do País – contando a informal, o índice pode chegar a 10%. “É um segmento que ainda cresce mais que a média geral: nos últimos 12 meses, o setor cresceu 2,9%, ao passo que a média geral foi de 1,1%. Em 2013 foram 4% e 1,8%, respectivamente”. “2014 e 2015 devem ser anos parecidos, mas talvez 2014 possa ter uma vantagem, pois os ajustes esperados por parte do governo possam fazer a diferença. 2015 vai pagar o preço pela arrumação da casa”, finaliza o economista.
RAMO TURÍSTICO
2013
Mês
Acumulado no ano
12 meses
nov/14 out/14
nov/14 dez/13
nov/14 nov/13
Peso no estoque
Postos de trabalho Alojamento e Alimentação
77.929
13.800
55.526
56.585
53,9%
Hotéis e similares
11.364
1.946
4.361
7.560
9,8%
Restaurantes e similares
66.565
11.854
51.165
49.025
44,1%
Transporte
41.321
-1.633
38.777
34.130
36,7%
Transporte ferroviário de passageiros
931
166
1.159
1.256
0,9%
Transporte rodoviário de passageiros
19.409
1.210
25.513
20.287
22,6%
Transporte marítimo de passageiros
-376
-30
379
243
0,4%
Transporte aéreo de passageiros
-1.158
40
2.154
2.156
2,0%
Serviços anexos de transporte de passageiros
14.093
1.345
11.662
12.399
7,3%
Aluguel de bens e equipamentos de transporte de passageiros
8.422
-4.364
-2.090
-2.211
3,5%
Agências de viagens
756
120
570
622
2,3%
Agências de viagens e similares
756
120
570
622
2,3%
Cultura e Lazer
10.627
1.023
9.533
8.591
7,1%
Serviços culturais
-4
80
245
196
0,1%
10.631
943
Serviços desportivos e outros serviços de lazer
TOTAL TURISMO
130.633 13.310
9.288
8.395
7,0%
104.406
99.928
100,0%
Fonte: Caged | Elaboração: Divisão Econômica CNC
EVOLUÇÃO DO EMPREGO NO TURISMO SEGUNDO SUBSETORES E RAMOS DE ATIVIDADE 2014 RAMO TURÍSTICO
2013
Mês
Acumulado no ano
12 meses
nov/14 out/14
nov/14 dez/13
nov/14 nov/13
Peso no estoque
Variação % Alojamento e Alimentação
4,4%
0,7%
3,0%
2,3%
53,9%
Hotéis e similares
3,5%
0,6%
1,3%
1,7%
9,8%
Restaurantes e similares
4,6%
0,8%
3,4%
2,5%
44,1%
Transporte
3,4%
-0,1%
3,1%
2,9%
36,7%
Transporte ferroviário de passageiros
3,1%
0,5%
3,7%
3,5%
0,9%
Transporte rodoviário de passageiros
2,6%
0,2%
3,3%
2,5%
22,6%
Transporte marítimo de passageiros
-2,9%
-0,2%
3,0%
2,1%
0,4%
Transporte aéreo de passageiros
-1,7%
0,1%
3,2%
3,1%
2,0%
Serviços anexos de transporte de passageiros
6,0%
0,5%
4,7%
4,4%
7,3%
Aluguel de bens e equipamentos de transporte de passageiros
7,6%
-3,6%
-1,7%
1,8%
3,5%
Agências de viagens
1,0%
0,2%
0,7%
0,7%
2,3%
Agências de viagens e similares
1,0%
0,2%
0,7%
0,7%
2,3%
Cultura e Lazer
4,6%
0,4%
3,9%
3,5%
7,1%
Serviços culturais
-0,1%
1,8%
5,7%
2,7%
0,1%
Serviços desportivos e outros serviços de lazer
4,7%
0,4%
3,9%
3,1%
7,0%
TOTAL TURISMO
4,0%
0,4%
3,1%
2,5%
100,0%
Fonte: Caged | Elaboração: Divisão Econômica CNC
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OT IMIS M O
Alexandre Sampaio, presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC
PRESIDENTE DO RECÉM CRIADO CONSELHO EMPRESARIAL DE TURISMO E HOSPITALIDADE (CETUR) DA CNC, ALEXANDRE SAMPAIO DIZ QUE A ALTERAÇÃO DO DÓLAR EM DEZEMBRO FOI UMA “CONFIGURAÇÃO DRAMÁTICA E PONTUAL DO FINAL DE ANO”,
que se refletirá com a tendência de os brasileiros viajarem mais pelo Brasil nos próximos meses. “Os preços estão exorbitantes e aqueles que não compraram com antecedência, não devem fazer isso agora. Como boa parcela dos brasileiros não se programa com antecedência para viagens, deve haver um incremento significativo no turismo doméstico.” Sampaio analisa que a nova equipe econômica do governo Dilma tem se mostrado mais pró-ativa, gerando bons reflexos no mercado. O presidente do Cetur acredita também que, em relação à hotelaria, as previsões apontam para um futuro incerto: “Diversos fatores ajudam no desempenho do setor, como a estabilização do dólar, o crescimento do PIB, agronegócios e outros
segmentos.” Sobre 2014, Sampaio disse que o ano foi bom para alguns Estados. “No Rio, por exemplo, a Copa do Mundo ajudou muito, o que não ocorreu em todos os lugares. Em São Paulo, o torneio interrompeu a realização de eventos e congressos. No segundo semestre houve eleições, que inibiram as viagens corporativas”, pontuou. “A meu ver, 2014 foi um ano razoável e 2015 entendo que pode ser bem melhor, dependendo do cenário econômico a ser desenhado”, finaliza.
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Mercado
Em 5 anos... O JORNAL PANROTAS CONVERSOU COM ALGUNS EMPRESÁRIOS DO SETOR E PERGUNTOU: “COMO VOCÊ VÊ SUA EMPRESA EM CINCO ANOS?” VEJA O QUE ELES RESPONDERAM.
CHIEKO AOKI,
presidente da Blue Tree Hotels “Tenho duas perspectivas para a Blue Tree: de médio e longo prazos e de curto prazo. Na primeira, está a continuidade do plano de expansão que teve início com os 13 novos empreendimentos em construção e de estarmos em 2017 com 55 hotéis em operação. Também fazem parte desta visão o fortalecimento e aperfeiçoamento do nosso sistema de gestão de resultados, assim como o foco na excelência dos serviços e na capacitação das pessoas que são ações contínuas para sustentação sólida e positiva da expansão da Blue Tree. A segunda perspectiva, de curto prazo, é continuar a prática de inovar na hotelaria, como tem sido o nosso DNA. Como as tendências e mudanças estão acontecendo muito rapidamente no mundo, pela tecnologia e pela diversidade, estamos fortalecendo a capacitação de um grande número de pessoas nos empreendimentos, que será expandida para locais onde abriremos hotéis, pois inovação e cultura de serviços nascem no dia-a-dia. Por fim, acredito que nós temos que participar juntos da construção do turismo do Brasil que queremos.”
DADO NASCIMENTO,
ANDRÉ KHOURI,
“A Nascimento tem previsão de continuar crescendo, abrindo novas filiais e, ao mesmo tempo, conquistando cada vez mais a confiança dos agentes de viagens. Tanto pelos canais de venda atuais, quanto pelos novos a serem criados.”
“A CNT é pioneira no desenvolvimento de tecnologias que ajudam as agências de viagens a entrar no mercado de vendas on-line de passagens. Daqui a cinco anos, a empresa será uma das principais responsáveis por alavancar as vendas via internet e celular de todas as agências do País.”
diretor da New Line e Nascimento Turismo
diretor da CNT Consolidadora
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GOIACI ALVES GUIMARÃES,
presidente do Conselho da Rextur Advance
“A nossa empresa continuará com altíssima tecnologia para atender nosso fantástico crescimento, sempre com o apoio dos clientes: as agências de viagens.”
MICHAEL BARKOCZY, presidente da Flytour Viagens
“Estaremos antenados e ligados às inúmeras mudanças importantes às quais nosso mercado passa todos os dias e, assim, seguir nossa missão, que é fazer com que os brasileiros possam, cada vez mais, usufruir de suas férias tão merecidas. Trataremos de continuar a buscar diferencias competitivos, sempre aliados a bom atendimento, qualidade de serviço, tecnologia, pessoas e presença de mercado, atuando com transparência e os bons costumes empresarias que sempre nortearam todo Grupo Flytour.”
AROLDO SCHULTZ,
presidente do Grupo Schultz
“A Schultz há anos tem foco no agente de viagens e continuará neste caminho. Seguiremos investindo na seleção de fornecedores, distribuição de produtos turísticos em todo o Brasil e na facilitação da venda via o agente de viagens e da compra pelo consumidor final. Hoje já somos o maior distribuidor de produtos turísticos do Brasil e, dentro de cinco anos, sonhamos ser também em Portugal e na América Latina. Até 2020, a Schultz terá milhares de agências e agentes P.O.T.As e verá um turismo mais prazeroso para todos.”
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ALÍPIO CAMANZANO, diretor geral da Decolar.com
“A Decolar.com acredita que o consumidor será cada vez mais on-line. E por isso continuaremos a investir pesado em tecnologia, inovação e mobilidade que estejam de acordo com este público que, em cinco anos, terá ainda mais poder de compra, uma vez que já cresceram na era das redes sociais e das compras on-line de livros, jogos etc. Vale destacar que este público deve movimentar absurdamente o mercado da internet e mobile. Se hoje no Brasil a fatia on-line de viagens não passa de 20%, em 2020 deve chegar pelo menos a 50% (ainda abaixo dos EUA que hoje já é de 60% e deve crescer para 80% até 2020) e não podemos nos esquecer que não estamos falando só de passagens aéreas. As pessoas continuarão a comprar, sobretudo via mobile, o que já compram hoje, só que em maior escala e com as implementações de novas tecnologias ampliarão cada vez mais o leque de compras on-line: seja aéreo, hotel, carro, navio, ingresso e até passagem de ônibus intermunicipal, por que não? É aguardar para ver. E, assim como fomos pioneiros no mundo on-line, esperamos acompanhar de perto a evolução do nosso mercado e fazer parte de um dos segmentos que mais crescem no Brasil.”
ANTONIO DIAS, diretor geral do Royal Palm Hotels & Resorts
“O Royal Palm Hotels & Resorts vive um momento de grandes projetos e muitos planos de expansão. Estamos abrindo diversas frentes de trabalho, investindo em um Centro de Convenções que será um marco no mercado de eventos brasileiro. Também seremos operadores de novos hotéis (em alguns seremos também um dos investidores, em outros puramente operadores). São projetos “escolhidos a dedo”, com muitos diferenciais e alta sinergia com os empreendimentos atuais. O futuro portfólio inclui resorts, hotéis upper-midscale e hotéis econômicos. Também iniciamos nossa operação de time sharing, o Royal Palm Vacation Club, que já está com boa performance. Em cinco anos, deveremos ir de 662 para 2,4 mil apartamentos. Em cinco anos, deveremos ir de 950 para 2,3 mil colaboradores!”
GUSTAVO LUCK, Luck Receptivo
“Esperamos que nossa empresa consiga manter o ritmo de crescimento. Temos cada vez mais investido em participação em feiras e workshops para divulgação dos nossos destinos, bem como em tecnologia. Igualmente, vimos investindo na capacitação de nossa mão de obra e na renovação/adequação de nossa frota para melhor receber o turista. Aos poucos vamos aumentando os passeios ofertados, criando passeios de interatividade com a cultura local e captando novos locais de lazer e descanso.“
LUIS VABO,
vice-presidente do Reserve “Através de processos cada vez mais automatizados, integrados aos fornecedores de conteúdo e serviços, e operados por um novo profissional, antenado, capacitado e criativo, planejamos os próximos cinco anos com a visão da elevação do conceito de gestão de viagens para gestão de despesas corporativas, transferindo o foco das agências especializadas, da área de serviços para a área financeira das empresas clientes.”
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A gê nc i as d e v i agen s
> Rodrigo Vieira e Karina Cedeño
Hora de se reinventar CHEGOU O ANO DE DAR ESPAÇO À CRIATIVIDADE NAS AGÊNCIAS DE VIAGENS, DE ACORDO COM O PRESIDENTE DA ABAV, ANTONIO AZEVEDO. Ele confessa que 2014 não foi apenas atípico, mas também negativo para muitas das afiliadas à entidade. “As viagens de corporativo e lazer ficaram empacadas por conta dos grandes eventos que o País realizou no ano e isso impactou diretamente na receita das agências”, afirma. “Por outro lado, o setor teve a vitória da aprovação do Projeto de Lei 5.120/2001, que reconhece a atividade das agências de viagens, após 13 anos de tramitação no Congresso.” Azevedo também crava: agências de viagens que não se reinventarem a partir de 2015 perderão ainda mais espaço para as vendas diretas e passarão a correr sérios riscos. “As OTAs vão continuar existindo, mas já se nota um crescimento enfraquecido delas e a tendência é de que as maiores comprem as menores”, analisa. “Diante disso, as agências físicas têm de estar de cabeça aberta para inovar, pois quem fizer o básico terá sérias dificuldades. Nossas afiliadas têm de agregar novos valores para ter direito a cobrar pelo serviço, e o segredo para isso é capacitação.” Quando Azevedo fala em capacitação, é claro que ele também se refere ao treinamento sobre os destinos vendidos, porém, o presidente da Abav afirma que apenas esse conhecimento ficou defasado diante da nova concorrência. “Capacitar-se, a partir de agora, significa olhar menos para o passado e mais para o futuro. Olhar para o comissionamento ficou para trás. Não há outro caminho que não seja atuar como consultoria, atender de maneira personalizada, oferecer a viagem que o cliente sempre sonhou”, indica. “Outra alternativa que o on-line não oferece é a segmentação de público, isto é, se especializar em roteiros gastronômicos, musicais, de aventura e natureza.” Enquanto esse é o papel das agências de viagens em si, o objetivo da Abav para 2015 é convencer suas afiliadas que não há outro
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Antonio Azevedo, presidente da Abav
caminho além da criatividade e do investimento em tecnologia. Azevedo afirma que vai buscar o diálogo com o trade para provar a importância em reverter a tendência do consumidor de buscar as OTAs. “Precisamos implantar uma nova cultura e doutrinar nunca é fácil. Toda doutrinação ocorre de maneira lenta, mas é preciso mostrar que enquanto uma agência de viagens funcionar apenas como uma loja, e não como consultoria, as coisas continuarão do jeito que estão”, afirma o presidente. “O agente de viagens deve enxergar seu papel de fomentador da atividade econômica do turismo. É ele quem vai oferecer o produto.”
FEIRA
Entre outros aspectos, a Feira da Abav em 2014 ficou marcada pela rejeição à abertura ao público final por parte dos expositores, que acabaram multados por não abrirem os estandes. A medida, portanto, foi revista e a partir deste ano a feira terá estrutura diferente. “Isso mostra que dialogamos com os expositores e tentamos aproximar o consumidor ao mercado. Ao ser notada insatisfação, trocamos o modelo do evento”, defende Azevedo. Não é só essa mudança, contudo, que será vista na 43ª Abav Expo. Agora com três dias de duração, a feira será realizada de quinta-feira a sábado, para dar espaço a agências menores que não podem deslocar representantes em dias de semana. Para fugir do horário de pico do trânsito de São Paulo — já que a feira continuará no Anhembi — o horário de funcionamento será das 12h às 20h.
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MUDANÇA DE COMPORTAMENTO O ANO DE 2014 FOI DESAFIADOR PARA AS AGÊNCIAS DE VIAGENS DO INTERIOR DE SÃO PAULO. Como se não bastasse o
Marcelo Matera, presidente da Aviesp
Evandro Oliveira, presidente da Avirrp
avanço tímido na economia do País, a Copa do Mundo e as eleições resultaram em queda na receita da maioria. Porém, o ano serviu para mostrar novos caminhos às empresas, segundo Marcelo Matera, presidente da Aviesp. “Algumas agências começaram a notar quem são seus grandes aliados contra a venda direta: as vendas de grupo, atendimento e segurança para os clientes”, afirma o dirigente. “Mas não é só isso: há um movimento que cresceu muito em 2014 e deve ser ainda mais consolidado ano que vem — a segmentação de agências em nichos de público específicos, como fãs de vinho, aventura, educativo, público GLBT e outros. Não adianta mais oferecer apenas as mesmas coisas que as OTAs vendem.” Além do atendimento personalizado, Matera afirma que é imprescindível investir em tecnologia. “A internet estimula muito as viagens, e o interior ainda conta muito com o ‘olho no olho’. É importante unir os dois fatores e estar no on-line para que o cliente note a presença da agência quando estiver buscando tarifas na internet, e assim passe a concorrer com as promoções apelativas das OTAs”, avalia. “A partir daí, sobra à agência o papel de resgatar as reuniões em grupos com seus clientes, que é um dos serviços mais importantes no interior.” Em suma, Matera confessa que 2014 atípico e não foi positivo para as agências de viagens do Estado de São Paulo e do Brasil, mas enxerga otimismo em 2015 para aqueles que souberem se adaptar às novas exigências do segmento. “No ano passado, muitas agências sentiram na pele as dificuldades e notaram que, se nada mudar, correm risco. Somando redução de custos a determinação, atendimento e criatividade, poderemos ver o início do resgate das viagens com agentes.”
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AVIRRP
A opinião de Matera sobre 2015 vai ao encontro da do presidente da Avirrp, Evandro Oliveira, para quem 2015 será um ano de muito trabalho. “Estamos redefinindo nossas ações e posição no mercado, uma vez que muito do que fazíamos anteriormente hoje em dia é feito online. As remunerações que antes eram embutidas agora são declaradas, e o valor da prestação de serviço é questionado. Este caminho é irreversível, mas acredito em uma solução que passe por uma redefinição de funções, com
foco na prestação de serviço. Somente por meio de uma assessoria eficaz, que venha a trazer otimização de recursos e segurança aos passageiros, é que conseguiremos satisfazer suas necessidades e expectativas, gerando fidelização”, diz Oliveira. Ele conta que, para 2015, já estão programados alguns eventos da Avirrp, como a Oficina de Turismo, que será voltada à capacitação de profissionais e será realizada no final de fevereiro, e a 19ª Feira Avirrp, já programada para 14 e 15 de
agosto. “Além da função de reciclar e formar, estas ações são a base de recursos para que possamos realizar nossos propósitos. Já estamos com a documentação aprovada para a criação da Casa do Agente de Viagens, com o Sinavirrp passando a funcionar no mesmo endereço que a associação, e também já realizamos uma assembleia com os agentes de Ribeirão Preto e região, tendo o apoio de todo o trade local para realizarmos este trabalho de resgate dos associados e de fortalecimento da instituição”, diz.
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Hotelaria
> Cláudio Schapochnik
Otimismo na incerteza COMO QUASE TODOS OS SETORES DA ECONOMIA, A HOTELARIA DISSE ADEUS AO ATÍPICO ANO DE 2014 COM METAS DE INFLAÇÃO E PIB NÃO ATINGIDOS PELO GOVERNO FEDERAL, e sabe dos ajustes que vêm pela frente, sobretudo o das tarifas públicas. O Jornal PANROTAS conversou com os presidentes das quatro principais entidades do segmento — Enrico Fermi (ABIH), Alexandre Sampaio (FBHA), Roberto Rotter (Fohb) e Daniel Guijarro (Resorts Brasil) — , que abordam os principais desafios e tendências para 2015. Para Guijarro, “ainda há muita incerteza sobre 2015, mas que será um ano difícil não há dúvida nenhuma”. Enrico Fermi, da ABIH, concorda. “Os dados econômicos não são favoráveis e a carga tributária é muito pesada”, justifica Fermi. Uma das principais preocupações de Guijarro vem dos ajustes nas tarifas públicas. “Depois da folha de pagamento, o item número dois na despesa de um hotel é a energia elétrica. Sabemos que a eletricidade será reajustada. Só não sabemos o tamanho da ‘dose’.” Em relação à taxa de ocupação e diária-média, o presidente da Resorts Brasil prevê para este ano um incremento de 3% na taxa de ocupação e 7% na diária média. “Dessa forma, estaremos repondo a inflação, sem que a diária-média cresça de fato. “Em 2014, deveremos bater 56% de ocupação e R$ 579 de diária média. Os números do ano passado ainda não foram fechados, mas acreditamos que serão os mesmos de 2013”, estima ele. O presidente da ABIH, Enrico Fermi: “carga tributária pesada” > Continua na pág. 18
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“A curto prazo, teremos um 2015 mais difícil, de ajustes fiscais e pouco crescimento, dada a estagnação da economia e o grande número de empreendimentos hoteleiros que serão entregues ao longo deste ano”, concorda com Guijarro o presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), Roberto Rotter. Em relação ao perfil dos hotéis, Alexandre Sampaio, da FBHA, enfatiza o crescimento dos hostels (albergues). “Vemos essa tendência no Brasil, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro por causa da explosão midiática dos Jogos Olímpicos de 2016”, analisa o presidente da federação. “Cidades onde o agronegócio é líder na economia também, cada vez mais, têm sido alvo da hotelaria.”
MINISTÉRIO DO TURISMO
Roberto Rotter, presidente do Fohb: “teremos um 2015 mais difícil, de ajustes fiscais e pouco crescimento.”
Na esfera política, em tom uníssono, os presidentes das entidades querem a manutenção dos projetos do Ministério do Turismo e do ministro Vinicius Lages no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. “No ano passado, enviamos uma carta reiterando nosso desejo pela permanência do ministro Lages no cargo. Nossa expectativa é tênue, pois talvez ele vá para o Ministério da Agricultura, mas temos esperanças de que ele continue à frente do MTur”, diz o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio. “Consideramos que o Ministério do Turismo deva dar continuidade aos trabalhos já iniciados pela atual gestão, que vem beneficiando todo o setor ao longo dos últimos seis meses”, opina Rotter. “O apoio do MTur é essencial para o desenvolvimento da hotelaria e, nesse sentido, foram poucas as vezes que conseguimos vislumbrar uma gestão tão participativa em ações funcionais e decisivas que envolvem todo o segmento”, emenda o presidente do Fohb. “Vemos com bons olhos a permanência do atual ministro no MTur”, concorda Guijarro, da Resorts Brasil. “O ministro Lages é um técnico que pensa o turismo 24 horas por dia. Sabemos que os ministros são uma prerrogativa da presidente e daremos apoio a quem quer que seja, mas se dependesse do Conselho Nacional de Turismo, ele seria reconduzido”, diz Fermi, da ABIH Nacional.
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ATUAÇÃO NO CONGRESSO
Há alguns anos, as quatro entidades hoteleiras defendem, juntas, os interesses do setor no Congresso Nacional e nos órgãos do Poder Executivo. “O segmento tem discurso único e agendas comuns. Isso é claro e evidente”, elogia Guijarro sobre esse trabalho conjunto. Essa iniciativa, entretanto, vai ganhar upgrade neste primeiro semestre com a “formação da Frente Parlamentar da Hotelaria Brasileira”, revela Sampaio, sem dar detalhes. “É mais do que justificável a criação dessa Frente, pois a hotelaria tem uma representação importante na economia do País”, defende Fermi. “Regulamentar a gorjeta, focar melhor a adequação do contrato de curtíssima duração e colocar a alimentação fora do lar no Brasil Maior”, enumera Sampaio, da FBHA, sobre algumas das prioridades em relação à pauta do setor junto aos parlamentares.
Alexandre Sampaio, presidente da FBHA: criação da Frente Parlamentar da Hotelaria Brasileira neste semestre
DÓLAR E RETENÇÃO DE PROFISSIONAIS
O presidente da Resorts Brasil, Daniel Guijarro
A cotação do dólar no Brasil tem crescido nos últimos meses. Esse cenário não afeta o setor, pelo contrário. “Incentiva o brasileiro a viajar dentro do seu País e deixa o mercado brasileiro mais competitivo em nível internacional”, destaca o presidente da Resorts Brasil, hoje com 50 hotéis associados. “Essa conjuntura pode trazer mais hóspedes estrangeiros aos nossos resorts. No passado, a parcela era bem alta e hoje gira em torno dos 12%, 13% de ocupação internacional”, conta. Por outro lado, Guijarro aponta um problema que não atinge apenas os resorts, mas toda a hotelaria: a “fuga” de mão-de-obra para o varejo e outros setores. “É uma preocupação constante”, finaliza ele.
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P R O JETO S D E C A D A EN T ID A D E ABIH –
O presidente Enrico Fermi deve lançar já no próximo mês a Central de Compras da entidade. “Uma empresa espanhola, que vende 880 milhões de euros por ano em produtos e equipamentos para o setor, chegará ao Brasil por meio de associação com um grupo local”, explica Fermi. “Teremos um grande poder de negociação”, afirma ele, sem mais detalhes. Outro projeto da ABIH Nacional é a Cooperativa de Crédito. “Está em processo de organização, e quem autoriza o funcionamento é o Banco Central”, conta Fermi. O objetivo dessa cooperativa é financiar “as micro, pequenas e médias empresas associadas, visto que há muita burocracia e exigência de garantia real de 130% nos bancos”. Em relação à ampliação da base de meios de hospedagens associados, Fermi tem como meta somar dez mil até o final deste ano. “Quando assumimos em dezembro de 2010, a ABIH tinha 1.112 associados. No mês passado, tínhamos mais de 4,2 mil. Estamos no caminho e conto com o apoio de uma diretoria maravilhosa e das ABIHs estaduais. Continuaremos com essa política de resultado.”
FBHA – “Setembro é o mês em que ce-
lebraremos os 60 anos de fundação e vamos ter uma agenda à altura para comemorarmos essas seis décadas”, diz o presidente Alexandre Sampaio. A nova sede da FBHA em Brasília, que será concluída este mês, vai ser inaugurada oficialmente em março. Ainda no primeiro semestre, a Federação lançará um livro sobre as seis décadas de atividades e o edital para um prêmio jornalístico. “Trata-se de uma premiação
inédita, onde premiaremos os profissionais de imprensa que escreverem as melhores reportagens sobre hotelaria, gastronomia, sustentabilidade e outros temas ligados ao trabalho da FBHA”, afirma Sampaio. A entrega será em setembro, fazendo parte da agenda dos 60 anos da entidade.
FOHB –
“Continuaremos contribuindo para o desenvolvimento do setor, auxiliando na normatização e sistematização da classe e do mercado hoteleiro em geral junto ao poder público”, afirma o presidente Roberto Rotter. “Passaremos a atuar em três principais frentes: competitividade, estudos e tendências e desenvolvimento de talentos promovendo, entre outras coisas, novas pesquisas de relevância pública, encontros de relacionamento, workshops e eventos de capacitação que contribuam cada vez mais para a formação de mão-de-obra especializada”, descreve Rotter.
RESORTS BRASIL –
Entre outras iniciativas, a associação pretende se “aproximar mais do mercado corporativo como entidade”, explica o presidente Daniel Guijarro, “sem deixar de lado o foco no lazer”. “Em 2014, já estivemos na Academia de Viagens”, exemplifica Guijarro. “Queremos trabalhar também junto a outras entidades que atuam no segmento Mice, como Alagev e Abracorp”, planeja ele. “Trabalhar com as demais entidades do segmento está na nossa pauta para este ano. Isso é muito importante para nós e para o setor como um todo.”
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Aviação
> Danilo Alves
Céu encoberto
O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz: “previsões negativas para 2015 devem afetar aviação”
UM PERÍODO DIFÍCIL PARA A AVIAÇÃO COMERCIAL É O QUE O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS AÉREAS (ABEAR), EDUARDO SANOVICZ, ESPERA PARA 2015. A previsão é baseada no cenário econômico incerto. “As empresas vivem da capacidade de consumo do passageiro e do seu volume de negócios. Cerca de 70% das passagens emitidas no Brasil são corporativas e 30% a lazer. Estamos acompanhando diversas previsões negativas para 2015 e isso deverá se refletir também no nosso setor”, avalia Sanovicz. Pensando em minimizar períodos difíceis, a entidade trabalhará nas questões levadas no ano passado ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, e à então candidata à reeleição, Dilma Rousseff. O objetivo final das rei> Continua na pág. 22
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vindicações é “ampliar ainda mais o acesso da população brasileira ao modal aéreo e garantir, ao mesmo tempo, acesso aos novos polos econômicos regionais”. No documento, a Abear enfatiza que o principal obstáculo para ampliar o acesso da população às viagens de avião é o preço do querosene da aviação, que no Brasil está entre os mais caros do mundo. Outra meta do setor é igualar os custos das empresas brasileiras aos das estrangeiras. “Os quatro maiores gastos das companhias estão ligados ao QAV (querosene), tributos, infraestrutura aeroportuária e regulamentação,
respectivamente. Se tivermos mudanças consideráveis nesses itens, já teremos ganhos significativos”, aponta Sanovicz. Em relação à infraestrutura, uma das mudanças que o presidente da Abear acredita ser saudável para a aviação diz respeito ao modelo de concessão dos aeroportos à iniciativa privada. “As novas privatizações poderiam optar por um novo sistema. Ao invés da maior outorga, como foram as últimas e onde ganha quem paga mais, a concessão poderia ser por menor tarifa, isto é, ganha o concessionário que se comprometer a cobrar menores tarifas às compa-
nhias e passageiros”, defende. O dirigente também faz questão de relembrar um dos principais acontecimentos do ano passado: a Copa do Mundo. Segundo ele, o setor entregou excelentes resultados e desfez a previsão de que a aviação seria alvo de reclamações de passageiros durante o torneio. “A Copa no Brasil foi um sucesso e esse mérito também vai para as empresas aéreas, que realizaram um excelente trabalho”, afirmou. “Foi um ano melhor que 2013, mas que está longe de ser positivo. Serviu para nos mostrar que as decisões que tomamos foram acertadas”, completou.
AV I A Ç Ã O R E G I O N A L A CÂMARA DOS DEPUTADOS E O SENADO FEDERAL APROVARAM, NO FINAL DE DEZEMBRO,
a Medida Provisório 656/14, incorporando em seu texto o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional. O programa tem o objetivo de estimular o setor por meio de subsídios às tarifas aeroportuárias e aos custos dos voos. Recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) serão usados para esses subsídios, sendo que o governo poderá usar até 30% dos recursos, ou R$ 1,3 bilhão estimado para o próximo ano. O relator da MP 656/14, senador Romero Jucá (PMDB-RR), incorporou o texto aprovado para a 652/14, do senador Flexa Ribeiro (PSDBPA), que originalmente criava o programa. Segundo o texto, metade dos assentos das aeronaves que façam voos regulares com origem ou destino num aeroporto pequeno ou
médio poderá ser subsidiada, com limite de 60 assentos por voo. O prazo de duração dos incentivos será de cinco anos com uma prorrogação justificada. Entre as tarifas aeroportuárias, serão contempladas com o subsídio para estimular a aviação regional as de embarque (repassada diretamente ao passageiro), de pouso, de permanência e de conexão. Isso inclui o Adicional de Tarifa Aeroportuária (Ataero) de 35,9% incidente sobre elas. Outras tarifas relacionadas à navegação aérea também serão subsidiadas. Na regra geral brasileira, são considerados aeroportos pequenos e médios aqueles com até 600 mil passageiros/ano. Para a Amazônia Legal, o texto abre exceções, sendo que estabelece ainda prioridade de subvenção para as rotas com origem ou destino nessa região em detrimento das demais.
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Planos para 2015 Na semana em que o Congresso aprovou a MP com o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, a Tam anunciou sua estratégia, comunicada pela presidente da aérea, Claudia Sender, e pelo presidente do Conselho de Administração Tam S.A., Marco Antonio Bologna
NO PRIMEIRO TRIMESTRE DO ANO, A TAM DIVULGARÁ A ESCOLHA DO MODELO DO JATO QUE DEVERÁ INCORPORAR SUA FROTA DE AVIAÇÃO REGIONAL. O PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA TAM S.A., Marco Antonio Bologna, e a presidente da aérea, Claudia Sender, anunciaram em dezembro o plano de aviação regional da empresa. “Nosso programa não depende de subsídios. Desde a criação do Fundo Nacional de Aviação Civil defendemos que estes recursos sejam usados para desenvolver infraestrutura, não subsídios”, disse Bologna. “Os subsídios não entram em nossas contas, até porque
eles duram apenas cinco anos, sem garantia de renovação, e a média de vida de nosso aviões é de 12 anos”, completou. Mesmo sem ter o modelo da aeronave definido, a companhia já tem a quantidade de aviões que deverá comprar: 30, sendo 18 ordens firmes e 12 opções. “Queremos algo que será entregue a partir de 2018. Estamos fechando preço e modelo do financiamento para assinar com algum fornecedor”, completou Bologna. Segundo Claudia, de 12 a 15 novas cidades brasileiras serão incluídas à malha doméstica da companhia nos próximos três anos, dentro do plano de aviação regional. Essa incorporação deverá ser gradativa. Neste ano, a
meta é incluir de três a cinco destinos, que deverão ser atendidos com A319, o menor avião da aérea em operação no momento. A Gol foi outra empresa que teve seu nome ligado a possíveis negociações com a Embraer para a aquisição de jatos E2, que incorporariam a malha da companhia em rotas de menor densidade de passageiros, que justifiquem a utilização de aeronaves com cerca de 130 ou 140 assentos. No ano passado, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse que a companhia pretende aumentar sua malha aérea regional nos próximos anos, ampliando suas operações fora de grandes capitais. Segundo o plane> Continua na pág. 24
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jamento da empresa, deverão ser inseridos dois destinos por ano à malha da Gol. “Esse mercado é muito importante para nós e estamos estudando todas as possibilidades”, afirmou.
INTERNACIONAL
Paulo Kakinoff, presidente da Gol
German Efromovich, presidente da Avianca, que neste ano deve aderir à Star Alliance
Em dezembro, o presidente da Avianca Brasil, German Efromovich, concedeu uma entrevista à revista Air Transport World e anunciou que a aérea terá voos para Flórida (Miami e Orlando), a partir deste ano. A companhia prevê para 1º de março a integração do Programa Amigo ao Lifemiles, programa de fidelidade da Avianca Internacional. É esperado também para 2015 a incorporação da Avianca Brasil à Star Alliance. Sobre a aviação regional, Efromovich disse que a aérea apoia o programa do governo e que defende a posição de que esse nicho é importante para o desenvolvimento do País. “A Avianca Brasil já opera cinco destinos regionais e tem interesse em participar do projeto. No entanto, estamos aguardando as definições das regras para estudar e elaborar um plano de ação”, concluiu. A Azul, que inaugurou em dezembro do ano passado suas primeiras rotas internacionais, Fort Lauderdale e Orlando, ambos com saída de Campinas, não revela informações sobre futuros projetos por estar em período de silêncio, segundo a assessoria de comunicação da aérea.
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Viage n s c o rp o rat iva s
> Alex Souza
Preocupação e otimismo
Edmar Bull, presidente da Abracorp: TMCs cresceram entre 7% e 8% em 2014
Eduardo Murad, presidente da Alagev, vislumbra 2015 complicado
ATÉ O FINAL DO SEGUNDO TEMPO, JÁ QUASE NOS ACRÉSCIMOS, AS NOTÍCIAS ERAM DE QUE 2014 FECHARIA NO MÁXIMO EMPATADO COM 2013 PARA O CORPORATIVO, talvez com um leve crescimento. Afinal, o que se ouviu ao longo do ano passado todo foi: “o corporativo parou durante a Copa”, o que impactaria no balanço final das empresas. Porém, no início de dezembro, a Abracorp divulgou durante sua reunião internacional, no Chile, que suas associadas fecharam 2014 com crescimento de 6%. “O corporativo conseguiu se recuperar”, afirmou o presidente da entidade, Edmar Bull. Poucos dias depois, a associação reviu para cima a expectativa de alta. “Conversando com os associados, que registraram um mês de novembro muito bom, acreditamos que a média de crescimento do ano pode chegar a 7% ou 8%”, disse Bull.
Presidente da Alagev, Eduardo Murad classificou 2014 como difícil, embora “uma área ou outra tenha tido um ano razoável”. De acordo com ele, esperava-se um segundo semestre mais forte, que pudesse compensar as baixas do primeiro. “Mas a curva não subiu”, disse o dirigente. “Todo mundo se resguardou. Os preços acabaram não explodindo, mas o conservadorismo das empresas ficou mais evidente.” Murad vislumbra um 2015 também
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complicado, “pois a economia não está boa e isso se reflete nas viagens corporativas, com a redução de custos”. Ele acredita que o ano será melhor que 2014, mas não chegará perto de 2013. “Será um período de estratégia e inteligência. Muita gente vai trabalhar em 2015 para ganhar em 2016. Vejo redução no número de eventos, mas um foco maior em eventos que tragam resultados. Os gastos serão bem controlados.” Edmar Bull, por sua vez, mostra-se preocupado com as altas ocupações nas companhias aéreas, o que afeta os horários dos viajantes corporativos. “Isso precisa ser preservado. Não sei se as tarifas, para se chegar a essa ocupação, são de qualidade, mas no corporativo houve aumento da tarifa média”, pontuou. Para ele, os desafios das TMCs e da Abracorp para 2015 serão capacitação, treinamento, tecnologia e integração de sistemas. “2015 promete ser um ano de corte de custos no governo, de crescimento zero novamente. O que pode ser visto com preocupação pelos empresários. Mas em viagens corporativas são oportunidades. As empresas vão precisar buscar mercado e novos negócios. Para isso, é imprescindível viajar. Vejo um ano bom para este segmento e para outros também. O turismo vai continuar crescendo, pois o potencial no País ainda é enorme.”
FÓRUM MICE
O diretor da Abracorp, Gervásio Tanabe, disse quem neste ano a entidade composta por 31 TMCs irá desenvolver o segmento Mice, por meio de ações de qualificação junto aos gestores de eventos das agências. “Nós percebemos que há uma abordagem positiva neste segmento e, deste modo, a entidade participará de forma mais efetiva, ajudando as agências e associações a desenvolverem esse programa”, disse Tanabe. Uma das ações será a realização do Fórum Abracorp Mice, de 5 a 8 de março, no Centro de Convenções de Fortaleza, no Ceará, com a participação somente dos diretores das agências, segundo a entidade. A associação também entrou em contato com entidades que têm interesse em oferecer ou apoiar a capacitação dos gestores. “Iremos atuar também para que as grades curriculares das universidades sejam revistas e atualizadas, buscando uma integração da sala de aula com o dia a dia do setor. Tudo será realizado com ações integradas com as demais entidades e também com o apoio do Ministério do Turismo”, completou.
OS R UM OS D O PA Í S A ABRACORP FECHOU ACORDO COM A LEROSA, QUE A PARTIR DESTE ANO FORNECERÁ RELATÓRIOS E ANÁLISES ECONÔMICAS AOS ASSOCIADOS. O di-
retor Fernando Ferreira Leite esteve na Convenção Internacional da entidade, no Chile, e deu um panorama do que vem por aí em nossa economia. A recomendação do especialista é investir para colher frutos do final de 2016 em diante. “O Brasil precisava de uma canetada e a presidente deu. A equipe econômica austera é o remédio necessário e estamos moderadamente otimistas. O novo ano será difícil, mas estamos falando de crescimento zero e não de recessão. Mesmo se houver recessão será passageira. E no setor de viagens, depois de anos crescendo dois dígitos, fala-se em um aumento de um dígito, pois existe ainda uma demanda muito grande represada. Para o setor de vocês cair, precisaria ser uma grande recessão”, analisou Ferreira Leite. “Hoje o brasileiro fica dois anos a mais com seu carro, para poder viajar todo ano”, comentou. “Estamos falando de um ano e meio para o Brasil voltar a crescer a índices maiores que a média mundial. Quem investir vai ganhar mercado e dinheiro. Mas é preciso passar por 2015, ano de corte de gastos e menos investimentos”. Ele recomendou ainda a proteção contra a oscilação do dólar, maior ameaça ao setor de viagens, por meio da prática de hedge.
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Cruzeiros marítimos
> Alex Souza
Bons ventos O SETOR DE CRUZEIROS MARÍTIMOS VIVEU UM BOOM NO BRASIL AO LONGO DA PRIMEIRA DÉCADA DOS ANOS 2000, CRESCENDO TEMPORADA APÓS TEMPORADA ATÉ CHEGAR AO PICO DE 850 MIL PASSAGEIROS TRANSPORTADOS EM 2010-2011.
Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar
Apesar do sucesso, os dirigentes e representantes das armadoras com atuação no País já alertavam à época que, caso alguns entraves não fossem solucionados, a tendência seria de queda nos anos seguintes. Em 2013-2014, os dez navios que percorreram o litoral brasileiro transportaram cerca de 640 mil passageiros. Para o atual verão, a expectativa é de que o número de clientes se mantenha, embora com uma embarcação a menos. Na avaliação do presidente da Clia Abremar, Marco Ferraz, as armadoras estão entendendo melhor o gosto dos brasileiros. “A quantidade de passageiros e roteiros se manteve, mas há mais mini-cruzeiros, fazendo com que os números devam ser iguais aos da temporada anterior”, ele diz. “Perdemos um navio por problemas de infraestrutura, custos, regulação, mas os que estão aí conseguirão transportar mais gente.” O presidente da Clia Abremar ressalta também o fato de que, embora a quantidade de navios
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tenha caído pela metade na comparação com a melhor temporada da história (2010-2011), o número de clientes transportados não diminuiu na mesma proporção, “demonstrando um amadurecimento na confecção de itinerários”. Marco Ferraz não acredita na diminuição do consumo de cruzeiros marítimos no Brasil em 2015. Ele diz que uma das razões do sucesso da modalidade no País é o fato de que, em muitos dos casos, vê-se grupos nos navios, com famílias inteiras, amigos, colegas de empresa... Os minicruzeiros também se mostraram uma estratégia de sucesso e acabam sendo um trampolim para cruzeiros mais longos, pois, segundo Ferraz, 82% destes cruzeiristas retornam. Para as próximas temporadas, a Clia Abremar espera que mais portos de escala possam estar à disposição das companhias. “Dará para criar coisas novas, pois estamos em conversas com diversos destinos.” Este ano, os dez navios que navegam águas brasileiras farão 907 escalas em 20 cidades, contando Buenos Aires, Punta del Este e Montevidéu.
EXTERIOR
Uma tendência que a Clia Abremar vem percebendo entre os cruzeiristas brasileiros é o aumento dos cruzeiros no Exterior. O que é positivo, na visão de Marco Ferraz: “porque isso chama a atenção das companhias, que vão identificar o Brasil como um mercado forte”. Como 40% dos cruzeiros do mundo ocorrem no Caribe, a região também é a primeira na preferência nos brasileiros. Com destaque para roteiros que não exigem do brasileiro a necessidade de visto. Divulgação
MSC Poesia, da MSC Cruzeiros, estreia na temporada 2014-2015
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Operadoras
> Diego Verticchio
Depende da estabilidade Magda Nassar, interinamente na presidência da Braztoa
SE PUDESSE FAZER UM PEDIDO PARA 2015, A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS OPERADORAS DE TURISMO (BRAZTOA) pediria um ano sem oscilação do dólar e com a economia estável. Para a entidade que representa as operadoras de viagens e que tem cerca de 100 integrantes, um dos ingredientes para que 2015 seja um ano de sucesso em vendas é torcer para que a nova equipe econômica montada pela presidente Dilma Rousseff faça um excelente trabalho e consiga “controlar” a moeda norte-americana. “Em linhas gerais, se a economia andar bem há chances de crescermos cerca de 10%. É cedo para falar, mas temos uma previsão de crescimento girando em torno de
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6% a 10% nas vendas em relação a 2014, e a oscilação do dólar será determinante para o nosso resultado”, explicou Plínio Nascimento, da Nascimento Turismo, que, após a saída de Marco Ferraz, passou a dividir o posto de presidente da entidade com Magda Nassar (Soft Travel), Eduardo Zuquim (Ambiental) e Eduardo Barbosa (Flot). Embora o dólar tenha disparado nos últimos meses de 2014, Plínio e Magda estão confiantes quanto ao ano que se inicia e na estabilização da moeda norte-americana. “A oscilação gera insegurança. Se ele fixar na casa dos US$ 2,90 teremos menos passageiros, porém mais faturamento. Se ele ficar em US$ 2,60 teremos a situação inver-
sa. Qualquer cenário é bom, desde que se mantenha estável”, acredita Plínio Nascimento. Já Magda prefere apostar no histórico de vendas da Braztoa, que costuma crescer no segundo semestre. Para ela, com a estabilidade do dólar, as chances são grandes de 2015 ter um desempenho acima de 2014. O fato de também não ser um ano eleitoral contribui. A dirigente, no entanto, aposta em velhos e conhecidos destinos, como Estados Unidos e Argentina, por exemplo. “É muito difícil um destino cair tão rapidamente no gosto dos brasileiros como Dubai, por exemplo. Um conjunto de fatores que fez com que o Emirado tivesse sucesso:
Dubai: case de sucesso junto ao mercado brasileiro
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Nova Zelândia abriu escritório de Turismo no País e se associou à Braztoa
Kissimmee, na Flórida, também passou a fazer parte da entidade
ligação aérea, promoção do destino por meio de novelas e uma forte ação de marketing no País. Embora países como Índia ou Tailândia estejam investindo no País, os brasileiros que estão viajando pela primeira vez ainda optam por Estados Unidos, Canadá, Argentina e Europa. A parcela que faz uma viagem para Ásia, Indochina ou Pacífico, por exemplo, ainda é muito pequena”, afirmou Magda. Outros fatores que podem contribuir para o bom desempenho dos associados Braztoa em 2015 são as estratégias e ações que estão sendo pensadas. A entidade aprovou em meados de dezembro dois destinos (Nova Zelândia e Kissimmee) que passam a ser associados. Em abril deverá sair do papel a Turismo Week Flórida, com preços promocionais para o destino preferido dos brasileiros nos Estados Unidos. Cuba é outro destino que ganhará uma Turismo Week temática. Além destas ações, a Braztoa fará um roadshow por cinco cidades brasileiras que ainda serão divulgadas. A ideia é fazer durante um dia inteiro, e em cada cidade, evento de promoção, que contará com presença de operadores associados e destinos. A iniciativa, no entanto, ficará para o segundo semestre.
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ANO D IF Í CIL O ANO DE 2014 COMEÇOU PROMISSOR, COM DÓLAR GIRANDO EM R$ 2,40 E EXPECTATIVA GRANDE EM RELAÇÃO ÀS VIAGENS DE LAZER DURANTE A COPA DO MUNDO. A reali-
dade, porém, foi diferente. A moeda norte-america oscilou durante boa parte do ano, as viagens minguaram e a alta temporada aconteceu após o torneio de futebol. O panorama não foi dos melhores para a entidade, que deve fechar 2014 com 5,8% de crescimento nas vendas, na comparação com 2013. Embora ainda esteja em ascensão, é um incremento inferior ao verificado nos últimos anos. “Foi um ano atípico, principalmente pela Copa do Mundo, que fez com que os brasileiros adiassem as viagens para agosto e setembro, e com as eleições. Somado a isso tivemos a questão cambial”, lembra Plínio Nascimento. Entre as ações no ano, as edições da Turismo Week ajudaram a impulsionar as vendas, além das participações em eventos, entre eles os Encontros Comerciais Braztoa. Antes de deixar a presidência da entidade, Marco Ferraz havia destacado o crescimento do Encontro Comercial no Rio de Janeiro, que ganhou mais um andar e tem se consolidado como o principal evento de turismo do Estado no primeiro semestre.
Plínio Nascimento, que divide a presidência da Braztoa
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Novidade em Bariloche A rede de hotéis mais importante de origem argentina, a Amérian, acaba de acrescentar a seu portfólio o Amérian Villa Huapi Resort, empreendimento a dez minutos de São Carlos de Bariloche e a sete minutos do aeroporto internacional que atende a região dos lagos patagônicos. O complexo é o maior da área, com 102 apartamentos nesta primeira etapa, além de fitness center, spa, playroom e setor para a prática de atividades náuticas, às margens do lago Nahuel Huapi. Desde o mês passado é possível fazer reservas para janeiro. Nos próximos anos, o Amérian Villa Huapi Resort ganhará unidade residencial, um hotel quatro estrelas superior e um salão de convenções para 300 pessoas. A rede iniciou suas atividades em Córdoba, em 1992, sendo precursora do sistema condo-hotéis na Argentina. Hoje, conta com 28 empreendimentos, sendo 14 deles em projetos em diferentes províncias do país. Informações: www.amerian.com.
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