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Brazilian Overview Monthly Report - PT - SET 2021

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Edição 21

SETEMBRO/21

ECONOMIA BRASILEIRA .......................................................................2 DADOS IMPORTANTES ............................................................................3 DADOS MACRO AMÉRICA LATINA ............................................................3 ÍNDICES DE CONFIANÇA ..........................................................................4

INDÚSTRIA DO TURISMO ....................................................................5 VIAGENS DE LUXO COM A ILTM ........................................................6


PRINCIPAIS FATOS A economia brasileira ficou praticamente estável no segundo trimestre. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto do período teve variação de -0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O mercado esperava um desempenho um pouco melhor, próximo a 0,2%. No acumulado dos últimos quatro trimestres o saldo foi positivo em 1,8%. E as projeções para o PIB, tanto para este ano quanto para 2022, estão sendo reduzidas. O cenário está se deteriorando, apesar da reabertura da economia quase que na sua totalidade e do avanço significativo da vacinação em todo o país. O foco de preocupação está na inflação que sobe 9,68% no acumulado nos últimos 12 meses. Evidentemente, há a questão da escalada dos preços das commodities no mercado internacional, como petróleo, soja, milho, boi, e que pressionaram produtos de alimentação e combustíveis. A gasolina, por exemplo, subiu quase 40% em um ano e as carnes 31%. Porém, outro problema grave que o país está enfrentando e que já vem impactando na inflação é a estiagem. A falta de chuva provocou a redução dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. A ANEEL, agência reguladora do sistema elétrico no país, inclusive, criou uma nova bandeira tarifária, a da “escassez hídrica”, com aumento de 50% na tarifa da bandeira vermelha, que até então era a mais elevada. Apesar do período de chuvas estar se aproximando, tradicionalmente entre os meses de novembro a março, a tendência é que as chuvas fiquem abaixo da média por conta do fenômeno climático La Niña. Desta forma, sem a recuperação dos mananciais, a produção de energia através das hidrelétricas ficará limitada. O governo está contratando energia das termelétricas para suprir a necessidade, porém a um custo mais elevado e mais poluente. O aumento do preço da energia começa a surtir efeitos em toda a cadeia produtiva, desde o agronegócio até os setores de comércio e serviços. Este efeito cascata manterá a inflação num patamar mais elevado ao longo de 2022. E atento a este cenário de inflação acelerada, o Banco Central deve aumentar mais uma vez a SELIC, taxa básica de juros, de 5,25% para 6,25% ao ano na reunião no final deste mês. Depois desta, estão programadas mais duas reuniões do Conselho de Política Monetária, o COPOM, e a taxa de juros deve chegar ao final do ano em 8,25% ou 8,50%, se o BC decidir dar um ritmo mais forte para a subida da taxa. No entanto, mesmo com a SELIC subindo o câmbio não está cedendo. As incertezas políticas e econômicas fazem uma pressão contrária à valorização do real que continua oscilando próximo dos 5,20 reais por cada dólar, o que dificulta o objetivo do Banco Central de amenizar a inflação. O quadro é desafiador, porém, no atual momento, as atividades continuam mostrando resultados positivos como foi o caso do comércio varejista que registrou crescimento de 11,4% em julho quando comparado com igual mês de 2020. Mesmo comparando com julho de 2019, pré-pandemia, o saldo é positivo em 8,8%, com destaque para os setores de móveis e eletrodomésticos, farmácias e materiais de construção. O setor de serviços também se recuperou da pandemia com o crescimento em julho de 17,8%

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no contraponto anual e +3,7% em relação a julho de 2019. No entanto, há uma assimetria nos resultados. Enquanto setores ligados a tecnologia, informação, comunicação e transporte terrestre registram crescimento na comparação com dois anos antes, os serviços prestados às famílias, como hotéis e restaurantes, além do transporte aéreo, ainda amargam fortes quedas. Especificamente o setor de turismo, a recuperação é evidente como mostra o levantamento da FecomercioSP. Em julho, o faturamento foi de R$ 12,7 bilhões, 46,6% acima do visto no mesmo período do ano passado. Porém, quando comparado com o período pré-pandemia, em 2019, o saldo ainda é negativo em 25,8%. A indústria, por sua vez, apresentou uma variação mais tímida em julho, de 1,2%, mas acumula 11% ao longo do ano de 2021. Este ano de 2021 está, de certa forma, acordado que haverá um crescimento próximo a 5%, pela base fraca de comparação que foi em 2020, mas também pela recuperação da economia ao longo do segundo semestre. Os olhares se voltam para 2020 e com um cenário cada vez mais provável de um crescimento fraco com inflação alta. A alta dos juros aliada a crise hídrica deve esfriar e limitar a economia brasileira. Ao mesmo tempo, não parece que as commodities devem retornar para preços mais baixos e a eleição presidencial acalorada deve pressionar continuar pressionando o câmbio. Portanto, no curto prazo a economia segue sua trajetória de recuperação, mas há mais incertezas do que certezas para o próximo ano. DADOS IMPORTANTES: n Prévia do PIB de julho, o IBC-Br, subiu 0,6% ante maio, um pouco acima das expectativas do

mercado. n A inflação oficial, o IPCA, cresceu 0,87% em agosto e acumula 9,68% em 12 meses. Cerca de

70% do resultado mensal vieram dos grupos alimentação (1,39%), transportes (1,46%) e habitação (0,68%). Dos itens que se destacaram estão as carnes, gasolina, gás de cozinha e energia elétrica. n Com a estiagem, houve redução, pelo IBGE, da projeção para a safra de grãos e cereais para

este ano em 1%.

Dados Macro América Latina

Argentina

Brasil

Chile

Colômbia

México

Peru

Taxa de desemprego

10,20%

14,10%

8,90%

14,30%

4,10%

9,40%

Taxa básica de juros

38,00%

5,25%

1,50%

1,75%

4,50%

1,00%

Inflação (LTM - out *)

51,80%

9,68%

4,80%

4,44%

5,59%

4,95%

*LTM - Últimos Doze Meses Até Fev Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.

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ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir segue crescendo, mas em agosto foi de forma mais tímida, com variação de 0,9% e atingindo os 112 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta é mais significativa, de 9,1%. Mesmo com um cenário mais difícil, sobretudo com a inflação apertando o poder de compra no dia a dia, a população se sente mais confiante com o avanço da vacinação na capital paulista e com a redução quase que completa das restrições de circulação e de funcionamento dos estabelecimentos. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) voltou a ficar no patamar otimista após oito meses. Em julho, o índice atingiu 107,8 pontos, alta mensal de 9% e crescimento de 44,1% na comparação anual. Foi o melhor desempenho desde abril de 2020 e foi influenciado pela reabertura da economia, redução das restrições e expansão nas vendas. Índice deConsumer Confiança do Consumidor (ICC) (ICC) e Empresário ComercialBusinessman (ICEC) Confident Index and Comerce

(ICEC)

150 140 130 120 110 100 90 80

ICC

ago/21

mai/21

fev/21

nov/20

ago/20

mai/20

fev/20

nov/19

ago/19

mai/19

fev/19

nov/18

ago/18

mai/18

fev/18

nov/17

ago/17

mai/17

fev/17

nov/16

ago/16

mai/16

60

fev/16

70

ICEC

Note: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.

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VIAGENS E TURISMO PRECISAMOS DE REGRAS HOMOGÊNEAS O brasileiro está pronto para viajar para o Exterior e prova disso é o aumento imediato em buscas e reservas a cada reabertura de fronteira. A América do Sul se junta aos países europeus, com a reabertura de fronteiras do Chile, Colômbia, Peru e Uruguai. E os Estados Unidos devem anunciar nos próximos dias as regras para a reabertura em novembro, inclusive para brasileiros. Mas assim como na Europa, também na América do Sul as regras são distintas. No Chile, por exemplo, será exigida uma quarentena de cinco dias para os visitantes. No Reino Unido, os programas de vacinação da América do Sul, e de boa parte da Ásia não serão reconhecidos. Na França a Coronavac não é aceita, mas na Suíça sim. Alguns países aceitam o teste de antígeno, mais rápido e mais barato; outros apenas o PCR, mais caro e mais demorado. Com tantas regras diferentes e complexas e tantas etapas na viagem, o viajante pode optar por ficar no Brasil até que tudo esteja menos complicado. E em um país continental como o nosso, há opções para os mais variados nichos e bolsos. Há grande expectativa em relação à reabertura dos Estados Unidos. Que regras prevalecerão? Para entrar no IPW, principal evento de Turismo dos Estados Unidos, era exigido teste negativo ou certificado de vacinação, com imunizante aprovado pela Organização Mundial da Saúde, que inclui todas as vacinas aplicadas no Brasil. Outra boa notícia em setembro foi a reabertura da Argentina, já a partir de outubro. MERCADO Enquanto há indefinição sobre regras e expectativa de reabertura de países, o mercado doméstico brasileiro segue em alta, com as companhias aéreas nacionais prevendo chegar a 100% de oferta pré-pandemia nos próximos meses. A destacar ainda a ampliação do acordo entre a American Airlines e a Gol, com a primeira investindo US$ 200 milhões na companhia brasileira e prometendo mais voos para os Estados Unidos após a reabertura de fronteiras. E nos próximos dias será anunciada a venda do segundo maior grupo de viagens do País, a Flytour, para a Belvitur, de Minas Gerais. Outras consolidações são esperadas no mercado brasileiro, aquecido no doméstico, e na expectativa em relação ao internacional.

VIAGENS DE LUXO COM A GRANDES EXEMPLOS EM SÃO PAULO Neste momento de otimismo, marcado pela reabertura progressiva de fronteiras internacionais e o desejo acumulado de retomar as viagens, a ILTM Latin America volta a reunir em São Paulo, entre 26 e 29 outubro, no hotel Tivoli Mofarrej, as principais grifes hoteleiras, destinos, companhias aéreas, cru-

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zeiros e DMCs que se encontrarão com 120 dos mais gabaritados consultores da América Latina, a fim redescobrir experiências transformadoras que refletem as tendências atuais do turismo de luxo. A ILTM Latin America se orgulha em receber no Brasil mais de 100 marcas comprometidas em proporcionar excelência, como em alinhar-se às demandas atuais de um planeta que clama por conservação e paz. Nesta edição – ainda que mais compacta – sobram exemplos destes esforços. Um destino em sintonia com este zeitgeist é a Suíça, que em sua atual campanha “Swisstainable Switzerland” fortalece a mensagem do consumo ponderado, no resguardar de seus tesouros naturais. Outro pioneiro em sustentabilidade é o Turismo de Portugal, cuja meta é levar eficiência energética, hídrica e gestão de resíduos a 75% dos provedores turísticos no país até 2023. No mesmo compasso, destinos no Brasil se destacam com notáveis iniciativas, como é o caso da Pousada Estrela D’Água, sediada na idílica Trancoso, Bahia, que pretende zerar o uso do plástico substituindo-o por alternativas eco-friendly como canudos de bamboo e embalgens biodegradáveis feitas de fécula de mandioca. Entre as serras paulista e carioca, a autenticidade da Fazenda Santa Vitória se atesta na valorização da produção regional – da mesa aos passeios com guias locais. Já na maior metrópole do país, o Rosewood São Paulo não apenas chega como um projeto de restauração do patrimônio histórico e cultural, o Cidade Matarazzo, mas também com a recuperação da vegetação nativa, e design 100% brasileiro. A BLTA – Brazilian Luxury Travel Association – resgata junto aos seus mais de 40 membros os valores da hospitalidade excepcional com o bom uso dos recursos naturais e culturais do Brasil, a fim de posicioná-lo no olimpo do luxo. Enquanto isso pelos mares, Regent Seven Seas Cruises e Oceania Cruises investem em resoluções tecnológicas inovadoras a fim de reduzir emissões de CO2. A ILTM Latin America convida a nos unirmos nesta jornada, na manutenção de um elo global cada vez mais próspero nos próximos anos.

Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@panrotas.com.br.

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