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Brazilian Overview Monthly Report - PT - OUT 2023

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Edição 40 - outubro/23


ÍNDICE

03

Principais Fatos

05

Índice de Confiança

06

Viagens e Turismo

Brazilian Overview Monthly Report - Outubro 2023

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PRINCIPAIS FATOS Notícias desfavoráveis vindas do exterior devem interferir – negativamente – na dinâmica econômica brasileira. Isso não significa que o rumo positivo que o país vem conquistando será alterado para o lado oposto, mas pode impactar no seu ritmo de crescimento. A primeira vem dos Estados Unidos com dados de emprego acima da expectativa, indicando uma economia ainda bastante aquecida e, por consequência, traz uma sobrecarga para o Federal Reserve, o Banco Central americano, no controle da inflação através dos juros. Assim, a tendência é que a taxa por lá fique um tempo mais alongado no patamar atual, num intervalo de 5,25% e 5,5% ao ano, reduzindo as chances de cortes no curto prazo. Dada a relevância da economia americana, esse movimento gera um efeito sobre as moedas mundiais e o real também sofre. Antes oscilando ao redor dos R$ 4,80 por US$ 1, agora volta a ficar acima dos R$ 5. Outro fato importante é da guerra em Israel. Ainda é cedo para avaliar os impactos econômicos desse lamentável evento. Até agora (quando essa análise está sendo escrita), não houve uma disparada nos preços internacionais como o petróleo e as commodities agrícolas, diferentemente do que ocorreu há pouco mais de um ano no início de outro conflito entre Rússia e Ucrânia. No cenário doméstico, o Banco Central cortou mais uma vez a taxa básica de juros de 13,25% para 12,75% ao ano. A expectativa era que para a próxima reunião tivesse uma nova redução na mesma magnitude. Contudo, diante dos novos fatos, pode ser que a decisão seja por um ritmo

menor de 0,25 ponto percentual. Até mesmo por conta do diferencial de juros com os Estados Unidos que vem se reduzindo, e potencializando a atratividade do dólar. Mesmo com os juros altos no Brasil, o crédito continua bastante farto através das instituições financeiras, para consumidores e empresas. Entretanto, o que vale destacar de desafio pela frente é o aumento sequencial na inadimplência das empresas. Em um ano, mais de R$ 8 bilhões deixaram de ser pagos pelas empresas nas mais diversas modalidades de crédito. Isso é um sinal de alerta de que várias empresas têm potencial para fechar as portas ou precisarão de mais tempo para acertar as contas e depois pensar em investimento, atrasando o ritmo mais forte de expansão da economia. Entre as atividades econômicas, o sinal de enfraquecimento é nítido. A indústria registrou leve aumento de 0,5% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Na área de máquinas e equipamentos, o cenário é mais desafiador, uma vez que houve queda anual de 15,4%, de acordo com dados do IBGE. Pelo lado dos serviços está havendo uma clara desaceleração, de uma alta de 3,6% em julho para elevação de 0,9% em agosto. Mas isso tem a ver também com a base mais alta de comparação, uma vez que o segundo semestre do ano passado foi marcado pela retomada mais forte da atividade, principalmente no setor de Turismo. Pela FecomercioSP, o levantamento mensal do faturamento do Turismo nacional mostra um aumento, em agosto, de 1,2%, sendo que no mesmo período do ano passado a variação havia sido de 66%. A projeção para o fechamento Brazilian Overview Monthly Report - Outubro 2023

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do ano é de um aumento de pouco mais de 11%. Embora seja um momento favorável, é necessário enfatizar que será normal daqui em diante haver oscilações, com quedas mensais, tanto por conta da base de comparação mais alta, quanto devido aos preços mais baixos de alguns serviços de Turismo e que impacta na movimentação financeira. No comércio varejista brasileiro, em agosto, as vendas cresceram 2,3% no contraponto anual, puxadas pela alta de 5,6% dos supermercados. A maioria das atividades analisadas pelo IBGE apontou para o campo negativo, como o de vestuário (-7%), móveis e eletrodomésticos (-1,5%) e combustíveis e lubrificantes (-3,5%). O brasileiro vem expandindo a cada mês sua capacidade de compra dado o processo inflacionário mais controlado e o mercado de trabalho aquecido. Ainda há muitas famílias com dívidas em atraso e que estão deixando para o um momento posterior. Esse fato é um

limitar para o desempenho do consumo no médio e longo prazo. E o agronegócio que viu um ano espetacular de 2022, atravessa o momento de preços em queda. Por um lado, é bom para a inflação, mas, por outro, interfere negativamente nos ganhos, investimentos das empresas no campo e na distribuição de renda. O enfraquecimento da demanda mundial, principalmente pelo principal mercado, a China, tem trazido essa tendência para as commodities agrícolas. Portanto, a economia brasileira atravessa um período de resultados positivos, porém, com ritmo mais fraco e desafios pela frente, externos e internos. Os investidores estão de olho no arcabouço fiscal, como e onde o governo elevará suas receitas para cobrir o aumento de despesas já planejado para o futuro próximo, podendo afetar o controle da dívida e trajetória de juros. As instabilidades e incertezas que não são novidades na história brasileira.

DADOS IMPORTANTES:

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A inflação em setembro foi de 0,26% e acumula 5,19% em 12 meses. Enquanto o grupo de transportes, que envolve combustíveis, teve alta mensal de 1,40%, o grupo de alimentos e bebidas, o que mais pesa do índice, apontou deflação de 0,71%.

Em agosto, foram abertas 221 mil vagas formais pelo país, com destaque para o setor de serviços com saldo de 114 mil. No período de janeiro a agosto, são 1,4 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho formal.

RESUMO SETEMBRO/2023 Dados Macro América Latina

Argentina

Brasil

Chile

Colombia

México

Peru

Taxa de desemprego

6,20%

7,80%

8,80%

9,30%

2,70%

6,70%

Taxa básica de juros

133,00%

12,75%

9,50%

13,25%

11,25%

7,75%

Inflação (LTM-Set*)

138,30%

5,19%

5,10%

10,99%

4,45%

5,27%

*LTM - Últimos doze meses

Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.

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ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir (ICC) registra a segunda alta consecutivo e atinge, em setembro, 132,6 pontos, 1,2% acima do mês anterior e crescimento de 18,9% no contraponto anual. Esse é o maior nível desde fevereiro de 2019. A melhora na confiança dos paulistanos está correlacionada com a inflação mais baixa e com a maior geração de emprego. O principal grupo de consumo das famílias, o de alimentos e bebidas, registrou deflação de 0,70% em setembro. Essa menor pressão no orçamento cria espaço para expansão de gastos em outras áreas da economia. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) aponta aumento de 2,2% em setembro na comparação com agosto, sendo a terceira consecutiva. No entanto, diferentemente do ICC, o ICEC está 6,9% abaixo do nível de setembro de 2022. Essa recuperação nos últimos meses tem sido consequência do maior poder de compra das famílias e, ao mesmo tempo, uma menor pressão sobre os custos das empresas, contribuindo com o aumento da margem praticada.

Consumer Confident Index (ICC) and Comerce Businessman (ICEC)

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e Empresário Comercial (ICEC) 150 140 130 120 110 100 90 80

ICC

jun/23

fev/23

out/22

jun/22

fev/22

out/21

jun/21

fev/21

out/20

jun/20

fev/20

out/19

jun/19

fev/19

out/18

jun/18

fev/18

out/17

jun/17

fev/17

out/16

jun/16

60

fev/16

70

ICEC

Note: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.

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VIAGENS E TURISMO O Brasil se prepara para a alta temporada de verão, maior período de viagens do País. A expectativa é muito positiva, porém, ainda com gargalos, especialmente no setor aéreo. Confira algumas das perspectivas para os próximos meses: • Turismo doméstico em alta, mas com uma oferta de voos praticamente igual à da última temporada. Isso porque as companhias aéreas sofrem com a falta de novos aviões, devido ao atraso nas fabricantes. • Turismo internacional crescendo, mas ainda com uma oferta de voos abaixo da pré-pandemia. Europa leva vantagem por ter mais voos e os preços estarem melhores que Estados Unidos. • Expectativa é fechar o ano com mais de 1,5 milhão de visitantes brasileiros nos Estados Unidos, ainda menos que os 2,2 milhões de 2019. • 5,8 milhões de brasileiros têm visto americano e estão aptos a viajar. • 1,3 milhão de brasileiros devem tirar o visto para os Estados Unidos este ano. • As filas de espera são para entrevistas de vistos americanos pedidos pela primeira vez. A média de espera é de 190 dias (já foi 660 em junho deste ano). A estimativa do Consulado Americano em São Paulo é terminar com as longas filas em junho de 2024. • As companhias aéreas americanas iniciam também a fase de aumento sazonal de voos: American Airlines e Delta Airlines terão voos adicionais de São Paulo e do Rio de Janeiro para os Estados Unidos. • As grandes atrações e parques temáticos americanos devem terminar 2023 com índices iguais aos de 2019, e o Brasil é Top 3 nos principais par-

ques de Orlando, na Flórida. • Apesar da preferência pela Flórida, nos Estados Unidos, outros destinos já veem aumento da demanda de brasileiros, como Nova York e Califórnia. PERFIL DO VIAJANTE O Google divulgou recentemente um estudo inédito sobre o novo comportamento de consumo dos viajantes brasileiros, que mudou bastante de 2019 para 2023. De acordo com o estudo, os novos comportamentos que ganham mais destaque são: 1 Turismo no Brasil passa a ser terrestre Hoje, o novo viajante busca, predominantemente, rotas com distâncias menores, em destinos nacionais, visando a trajetos mais curtos. De acordo com o Google, houve alta de 156% na busca por rotas de até 250 quilômetros de distância de 2019 para 2023, enquanto a busca por rotas com distâncias até 3,5 mil quilômetros caiu 77% no período. “Isso gera uma mudança estrutural no Turismo do Brasil, que passa a ser um Turismo terrestre”, destaca Martiniano. 2 Metade do interesse do consumidor está na hospedagem A hospedagem, que em 2019 representava 35% do interesse do consumidor brasileiro, hoje representa 50%. De 2019 para cá, as buscas por hotéis aumentaram 99%, enquanto as buscas de companhias aéreas aumentaram 1%, atingindo o mesmo patamar que tinham em 2019. 3 Jornada do viajante é digital Atualmente a jornada de descoberta do viajante é predominantemente digital. Buscas no Google e no Youtube lideram e os aplicativos têm papel de destaque no País. O brasileiro passa 5h20 por dia em aplicativos, ficando atrás apenas da Indonésia.

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4 Turismo pode se tornar protagonista na Black Friday O segmento de Turismo tem um grande potencial na Black Friday. Estudos do Google mostram que 71% dos consumidores querem comprar viagens na Black Friday, mas 49% nunca compraram, então existe, sim, demanda e interesse na compra de viagens nesse período. O interesse do viajante que compra na Black Friday está, principalmente, em: 1º lugar – Hospedagem (60%); 2º lugar – Pacotes (59%); 3º lugar – Passagem aérea (53%); 4º lugar – Passeios turísticos (41%); 5º lugar – Ingressos para atrações turísticas (26%); 6º lugar – Aluguel de carro (25%) 7º lugar – Passagem de ônibus (17%); 8º lugar – Cruzeiros (16%). O estudo mostra, ainda, que ofertas ou pacotes de quatro a dez dias de viagens podem ganhar destaque para os consumidores, assim como ofertas personalizadas de mais de dez dias para o público de alta renda.

5 Cenário de consumo favorável O cenário econômico no Brasil traz uma perspectiva otimista para este ano. Quando questionados se a economia do País estará melhor até o final do ano, 51% dos brasileiros responderam que sim, considerando, também, que a própria situação financeira irá melhorar. Isso significa um apetite de consumo, o brasileiro está mais otimista. QUAIS MARCAS E DESTINOS SÃO MAIS BUSCADOS NO TURISMO? Na busca por marcas no Google, as companhias aéreas lideram o ranking. Gol (7,8%); Latam (7%); Google Flights; E Azul. Já nas buscas por termos genéricos, praia é o preferido dos brasileiros. Nas buscas por destinos, o Rio de Janeiro predomina nas pesquisas do Google, enquanto no internacional, Orlando é o destino mais buscado. Isso não é novidade, mas agora apareceu Curaçao nos destaques, com um crescimento mensal.

Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@ panrotas.com.br.

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