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Brazilian Overview Monthly Report - PT - NOV e DEZ 2023

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Edição 41 - novembro/dezembro - 2023


ÍNDICE

03

Principais Fatos

05

Índice de Confiança

06

Viagens e Turismo


PRINCIPAIS FATOS No cenário internacional, poucos fatos novos em relação ao boletim passado. Nos Estados Unidos, a atividade econômica segue forte e a inflação resistente. Embora não estejam previstas novas elevações das taxas de juros (hoje está entre 5,25% e 5,5% ao ano) pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central americano, a expectativa é que o ciclo de cortes dos juros tenha início apenas no segundo semestre de 2024, criando um cenário desafiador para o Brasil, já que a redução da diferença entre as taxas de juros americana e brasileira pode impactar a cotação do real frente ao dólar. Na Europa, o ciclo de aperto monetário terminou e com a atividade fraca, teve início um processo de desinflação. A expectativa é que o Banco Central europeu comece a reduzir os juros no final do primeiro semestre de 2024. Na China, houve uma revisão para cima das projeções de crescimento econômico após o anúncio de estímulos do governo. No cenário doméstico, o Banco Central cortou pela terceira vez seguida a taxa básica de juros de 12,75% para 12,25% ao ano. A expectativa é que a última reunião do ano também resulte em uma queda de 0,5 ponto percentual e, com isso, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75%. As incertezas acerca da política fiscal podem comprometer a continuidade da queda dos juros no próximo ano ou fazer com que o ciclo se encerre mais cedo. Mesmo com os juros altos no Brasil, o crédito continua bastante farto através das instituições financeiras, para consumidores e empresas. Entretanto, o que vale destacar de desafio pela frente é o aumento sequencial na inadimplência

das empresas. Em um ano, mais de 8 bilhões de reais deixaram de ser pagos pelas empresas nas mais diversas modalidades de crédito. Isso é um sinal de alerta de que várias empresas têm potencial para fechar as portas ou precisarão de mais tempo para acertar as contas e depois pensar em investimento, atrasando o ritmo mais forte de expansão da economia. Entre as atividades econômicas, comércio e indústria vem “andando de lado” há alguns meses e serviços e agropecuária que impulsionaram o PIB no 1º semestre estão desacelerando, em que se deve considerar a forte base de comparação. A indústria registrou leve aumento de 0,6% em setembro na comparação anual, impulsionada pelos segmentos de derivados do petróleo (11,3%), indústria extrativa (9,1%) e alimentício (6,7%). Informação que preocupa e que indica que os investimentos estão em ritmo lento é a queda de 12,9% na produção de bens de capital em relação a setembro de 2023. No comércio varejista brasileiro, as vendas cresceram 3,3% em setembro em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelas atividades que comercializam bens essenciais como os supermercados (7,5%) e artigos farmacêuticos e de perfumaria (5,9%). Atividades importantes como a de vestuário (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-8,7%) e materiais de construção (-5,6%) exibiram variação negativa. Osdadosdesetembroevidenciaramadesaceleração do setor de serviços. As vendas recuaram 1,2% no comparativo anual, interrompendo uma série de 30 meses de taxas positivas. Três dos cinco grandes

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segmentos avaliados apresentaram variação negativa com destaque para transportes (-2,2%). O IBGE destaca que apenas 47,6% dos 166 segmentos de serviços investigados cresceram em relação a setembro do ano passado. Pela FecomercioSP, o levantamento mensal do faturamento do turismo nacional mostra elevação de 1,7% em relação a setembro do ano passado. Após forte ciclo de expansão com a retomada das atividades presenciais, o turismo nacional segue crescendo, ainda que com variações mais modestas – resultado esperado dada a base de comparação mais elevada em decorrência do bom desempenho recente do setor. A expectativa da FecomercioSP é de um

crescimento de 11% em 2023. Nessa parte final do ano, o consumo deve ser o destaque da economia brasileira. O processo de desinflação em curso, principalmente sobre o grupo alimentos e bebidas abre espaço no orçamento doméstico para a compra de outros produtos e serviços e o mercado de trabalho aquecido vai garantir uma maior injeção de recursos do 13º salário. A preocupação é o nível de inadimplência das famílias que segue persistente e pode impactar o consumo a médio prazo. Para 2024, o mercado espera um crescimento do PIB de 1,5% e as atenções estão voltadas para a política fiscal do governo e sua capacidade de aumentar a arrecadação.

DADOS IMPORTANTES:

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• A inflação, medida pelo IPCA, foi de 0,24% em outubro, acumulando alta de 4,82% nos últimos 12 meses. Os maiores impactos vieram dos grupos transportes (0,35%), afetado pelos preços das passagens aéreas que subiram 23,70% em relação a setembro, e do grupo alimentação e bebidas (0,27%), o que mais pesa do índice, interrompendo uma série de quatro variações negativas consecutivas.

• Em setembro, foram gerados 211.764 empregos com carteira assinada. Em termos absolutos, o setor de serviços que é o que mais emprega se destacou com a abertura de 98,2 mil vagas, mas em termos proporcionais, o setor de construção foi o que mais cresceu com a criação de quase 21 mil novos postos de trabalho formal.

RESUMO OUTUBRO/2023 Dados Macro América Latina

Argentina

Brasil

Chile

Colombia

México

Peru

Taxa de desemprego

6,20%

7,70%

8,90%

9,30%

2,70%

6,70%

Taxa básica de juros

133,00%

12,25%

9,00%

13,25%

11,25%

7,00%

Inflação (LTM-Set*)

142,70%

4,82%

5,00%

10,48%

4,26%

4,52%

*LTM - Últimos doze meses

Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.

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ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir (ICC) ficou praticamente estável em outubro, marcando 132,8 pontos, variação de 0,1% na comparação mensal e crescimento de 16,2% em relação a outubro de 2022. Esse é o maior nível desde fevereiro de 2019. A melhora na confiança dos paulistanos está correlacionada com a inflação mais baixa e com a maior geração de empregos. Na parte final do ano, a injeção dos recursos do 13º salário deve surtir efeitos positivos sobre a confiança. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) cresceu pelo quarto mês consecutivo ao passar de 110,2 pontos em setembro para 111,7 pontos em outubro, alta de 1,4%. Embora esteja 8,8% abaixo do nível de outubro do ano passado, essa recuperação lenta, mas consistente do indicador, tem sido consequência do maior poder de compra das famílias e, ao mesmo tempo, uma menor pressão sobre os custos das empresas, contribuindo com o aumento da margem praticada.

Consumer Confident Index (ICC)(ICC) and Comerce Businessman Índice de Confiança do Consumidor e Empresário Comercial (ICEC) (ICEC)

150 140 130 120 110 100 90 80

ICC

out/23

jun/23

fev/23

out/22

jun/22

fev/22

out/21

jun/21

fev/21

out/20

jun/20

fev/20

out/19

jun/19

fev/19

out/18

jun/18

fev/18

out/17

jun/17

fev/17

out/16

jun/16

60

fev/16

70

ICEC

Note: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.

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VIAGENS E TURISMO 10 FATOS DE 2023 QUE VIRARÃO TENDÊNCIA EM 2024 1 O boom qualitativo dos eventos presenciais Eles voltaram com tudo. Os principais eventos de Turismo, como Abav Expo, WTM Latin America, ILTM Latin America, Fórum PANROTAS e Festuris, bateram recordes de público e, mais que isso, ganharam em qualidade. A plateia qualificada e interessada e os expositores cheios de novos produtos e sabendo engajar os compradores formaram um match histórico. Para 2024, espere eventos ainda mais consistentes e o aparecimento de novos formatos, novos encontros (muitos deles nichados) e muita sede de networking. 2 Olho no olho também em escala menor Não só de megaevento vive o Turismo, sabemos muito bem. E as empresas e destinos têm saído do lugar comum e realizado eventos bem criativos, que valorizam a experiência de quem está assistindo. Se é para assistir a mais uma apresentação de como seu hotel tem 150 quartos, piscina aquecida e duas suítes com jacuzzi, melhor mandar por e-mail o PPT. O tempo das pessoas está muito valioso e o profissional de Turismo quer sair para voltar preparado para oferecer e vender melhores produtos e experiências a seus clientes. 3 O internacional voltou Antes de falar das viagens internacionais, um adendo importante: o que movimenta e sustenta o Turismo brasileiro são as viagens domésticas. Mais de 90% do PIB turístico do Brasil vêm das viagens internas. E isso não vai mudar, pelo contrário, o Turismo nacional está se desenvolvendo cada vez mais e tem um potencial não explorado (como nos parques nacionais, no ecoturismo ou nos nichos) que vai desabrochar a qualquer momento. Mas... o glamour das viagens internacionais está

de volta e com força. Há uma grande demanda, mesmo com um dólar ainda bastante caro, e essa camada endinheirada dos brasileiros quer voltar a explorar o mundo. E já está fazendo isso. Os gargalos são os de sempre: há menos voos internacionais que antes da pandemia; faltam aviões para as empresas aéreas; a barreira do visto é um empecilho para a visita a vários países (e sim, o brasileiro espera seis meses por um visto americano, mas não espera uma semana pelo mexicano); e a massa que ia para a Flórida como ia para o Nordeste ainda não retornou, por questões econômicas. Mas esperem um 2024 espetacular para as viagens internacionais. Para onde for possível, claro, já que as guerras na Ucrânia e em Israel impedem alguns planos (e até sonhos) de conhecer destinos como a Rússia (e região) e a Terra Santa (e região). 4 Nos Estados Unidos, a Flórida reina Visite a Flórida... Nem precisa pedir. Os brasileiros, nessa retomada das viagens, estão priorizando seu Estado favorito nos Estados Unidos, com destaque para Orlando e todas as cidades de seu entorno, e as que são contempladas com uma parada do trem Brightline, que segue até Miami. Esse é o corredor preferidos dos brasileiros, que amam os parques temáticos, as compras, praias e atrações turísticas da Flórida. Mas não desanimem, demais destinos. Nova York segue como vice preferido com grande potencial para mais e nichos e experiências únicas são as chaves para atrair os brasileiros para outros destinos. 5 Cruzeiros e viagens longas Cruzeiros marítimos, fluviais, expedições e viagens mais longas, para destinos do outro lado do mundo (alô, Japão) também são tendência. Mas

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é preciso uma curadoria muito grande por parte dos profissionais de Turismo. Para um público que quer explorar destinos, mas com tudo preparado, com o menor impacto negativo possível, com a maior contribuição para os locais e com as melhores experiências e momentos únicos. Os hubs árabes (Doha e Dubai) são os preferidos, mas uma parada na Europa ou mesmo na Costa Oeste americana não está descartada. 6 Viagens de oportunidade Um show de Madonna, visitar a Sphere em Las Vegas (para um show também memorável), os grands slams do tênis, o bicentenário de um autor preferido, a reabertura de um grande museu, a ampliação de uma atração, uma nova área em um parque temático, um novo navio... Tem gente que é movida a motivos concretos para viajar e basta um gatilho especial para uma viagem que pode ser curta ou daquelas que dão trabalho. 7 Novos canais, novas tecnologias Esteja preparado para ousadias e novidades trazidas pela inteligência artificial generativa ou pela criatividade de empreendedores que estão pensando em como revolucionar a indústria de viagens. Mais que isso, a experiência de comprar viagens e de viajar. Há muito tempo não existe mais a separação concreta do off-line com o on-line e o primeiro hoje é a figura física de um intermediário (consultor, agente, blogueiro...) que tem à sua disposição e precisa usá-las todas as possibilidades e oportunidades das novas tecnologias. Mas não se iludam, caros agentes de viagens: a venda direta vai crescer (ou ao menos os investimentos dos fornecedores nesse canal). Porém, não vai te substituir, pois o conteúdo de viagens hoje é muito fragmentado e espalhado por diversos canais e plataformas. E nada substitui a sua expertise. Desde que bem usada, claro. Novas formas de distribuir viagens vão aparecer. Em algumas delas, com intermediários (novos ou velhos). Em outras delas, com novos modelos e/

ou diretamente com os fornecedores. O desafio é grande para todos. Ou o viajante quer mesmo comprar sua viagem em 8 sites diferentes? 8 Europa em alta Sim, amamos os Estados Unidos e a Flórida, mas o destino internacional número um em 2023 foi a Europa. As grandes capitais, mas também os roteiros pelo interior, os grandes hotéis, mas especialmente as opções butique e com uma experiência mais personalizada. Os cruzeiros. E até os famosos circuitos. Lisboa, Paris, Roma, Madri, Barcelona, Amsterdã, Londres... Te cuida, Flórida. 9 Celebrações cada vez mais especiais no trade Como ter uma relação duradoura e de confiança com os agentes de viagens brasileiros? Isso requer tempo e constância. Estar presente nos eventos do Brasil, promover encontros para grupos de agentes ou até one-to-one nas empresas... Mostrar flexibilidade, disponibilidade e saber celebrar as conquistas e valorizar essa parceria. Algumas empresas têm apostado alto em grandes celebrações e eventos, como empresas aéreas e operadoras, saindo também da obviedade das festas e workshops e criando encontros criativos e que ficam também na memória dos parceiros agentes de viagens. 10 Educar, educar, educar Sem ser óbvio, sem ser chato e redundante. Os produtos de viagens estão cada vez mais complexos. Os processos mais complicados. Os canais mais diversificados e o conteúdo espalhado por aí. Fragmentado. Então, é preciso sempre apostar na atualização de seus distribuidores. Até ser repetitivo (sem ser chato, uma vez mais, sem PPTs óbvios). Porque tem mensagem que precisa ser explicada e dita algumas vezes. Há nuances que não são pegas de primeira. Há tantas mudanças nos produtos e processos que é preciso estar sempre alertando seu distribuidor. Invista em treinamentos e educação. Mas pelo amor de Deus, seja criativo, objetivo e amigável.

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PESQUISA DE LUXO Agora em dezembro, a PANROTAS e a ILTM lançam a terceira edição do Annual Luxury Travel Report, que traz duas grandes pesquisas (B2C e B2B) sobre as viagens de luxo no Brasil. Você vai ver que o budget dos viajantes de luxo aumentou e descobrir seus destinos e hábitos favoritos. E poderá comparar com as pesquisas anteriores e com os dados B2B, onde ouvimos as agências de viagens. A pesquisa completa está disponível no trvl.com.br. E o Anuário de Luxo pode ser acessado na se-

ção EDIÇÕES DIGITAIS no Portal PANROTAS. A revista traz três reportagens especiais, em português e inglês, sobre tendências em viagens de luxo (Brasil, América Latina e Global), com destaque para as preferências das gerações mais novas (a geração Z e a millennial) e ainda uma análise econômica do mercado de luxo no Brasil. Um excelente 2024 para todos vocês e nos vemos nos grandes, pequenos e memoráveis eventos do Turismo no ano que vem. Conte conosco para fazer mais e melhores negócios com os profissionais de Turismo do Brasil.

Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@ panrotas.com.br.

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