Edição 32
NOVEMBRO/22
ECONOMIA BRASILEIRA .......................................................................2 DADOS IMPORTANTES ............................................................................3 DADOS MACRO AMÉRICA LATINA ............................................................3 ÍNDICES DE CONFIANÇA ..........................................................................4
INDÚSTRIA DO TURISMO ....................................................................5
PRINCIPAIS FATOS O fantasma da inflação ainda assunta as grandes economias mundiais. Na Alemanha, os preços sobem, em média, 10%, maior patamar em 70 anos. Nos Estados Unidos, a inflação acumula alta de 7,7%, um pouco abaixo do acumulado dos últimos meses, que chegou a 9,1% em junho. Na América do Sul, o quadro também é preocupante com a inflação ganhando força na Colômbia e superando os 80% na Argentina. No Brasil, a curva é de desaceleração. Neste momento, o IPCA, índice oficial do país, em 12 meses até outubro, está em 6,47%, bem abaixo do pico de abril, de 12,13%. Em outubro, em específico, houve aumento de 0,59%, encerrando o ciclo de 3 meses de deflação. Embora praticamente a totalidade dos grupos tenham registrado aumento, as pressões têm sido mais pontuais e não tão persistentes ao que se viu ao longo do primeiro semestre. Com a inflação arrefecendo, o Banco Central brasileiro estagnou a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. Assim, abre espaço para se pensar num ciclo de redução da SELIC em 2023. O mercado projeta esse movimento próximo do meio do ano. As incertezas globais, sobretudo em relação atividade econômica chinesa e sobre qual o patamar que chegará o juro americano, mantêm pressionado o câmbio que, recentemente, tem oscilado entre 5 reais e 5,40 reais por dólar. Evidentemente, há outro evento envolvido que gera ruídos e instabilidade, a eleição presidencial brasileira. As dúvidas pairam sobre as questões ficais do país e como será lidado pela equipe econômica do novo governo eleito. O cenário de dólar alto dificulta a redução do ritmo da inflação de uma forma mais intensa no país. Outro fator que tem causado apreensão é o preço do petróleo no mercado internacional que segue acima dos 90 dólares o barril. Os combustíveis como gasolina e óleo diesel, que tiveram fortes reduções seguidas desde julho, voltaram a subir de preços em outubro e a tendência é de pequenos novos reajustes nos próximos meses. De qualquer forma, com a média da inflação cedendo de forma gradativa, traz um alívio no bolso dos consumidores que conseguem reconquistar aos poucos um maior poder de compra. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho continua aquecido, com o país criando mais de 2 milhões de postos de trabalhos formais ao longo deste ano. Essas duas variáveis, renda e emprego, são essenciais para estimular as vendas no comércio. Tanto que em setembro, por exemplo, houve crescimento de 1% na comparação com mesmo período do ano passado. No setor básico de consumo, os supermercados, as vendas subiram 3,8%. No entanto, os setores mais sensíveis ao crédito, como o de móveis e eletrodomésticos, materiais de construção e o de veículos, encontram mais dificuldades para avançar com o cenário de juros altos. No mês, esses foram os destaques negativos, de -5,9%, -7,9% e -1,9%, respectivamente. Pelo setor de serviços, o ritmo de crescimento segue forte. Em setembro, houve aumento da atividade em 9,7%. Os destaques são daqueles setores que são prestados às famílias, como hotéis, restaurantes e etc, que apontaram um aumento anual de 17,8%. Serviços de tecnologia da informação também contribuiu para o bom desempenho geral, com variação de 20%. O turismo, em específico, faturou R$ 18 bilhões em setembro, alta de 29,2% na comparação anual,
P. 2
e foi o melhor resultado para o mês desde 2014, segundo levantamento da FecomercioSP. Todos os setores cresceram em relação a 2021. Porém, os destaques ficaram por conta do transporte aéreo (63,1%) e do grupo de alojamento e alimentação (29,2%). O segmento passa por um bom momento de demanda aquecida. Entretanto, parte do ganho das empresas está relacionada com a inflação dos serviços turísticos. Por exemplo, as passagens aéreas subiram, em média 40% em um ano. Será um desafio enorme para conseguir manter a atratividade dos consumidores por um prazo mais longo. De maneira geral, os indicadores econômicos brasileiros mostram que a pior fase das consequências da pandemia e da guerra da Ucrânia já passaram. Porém, para haver uma melhora significativa, o consumidor terá que ter paciência, pois será um processo longo e cheio de desafios, internos e externos. No campo doméstico, os desafios passam pelos juros e câmbio elevados, tal como a falta de clareza de como a questão dos gastos públicos e o teto de gastos será resolvida. No cenário externo, o ritmo baixo de crescimento da China e a dúvida do nível dos juros americanos mantem os governantes em alerta. De qualquer maneira, o Brasil está numa posição mundial relativamente mais favorável em relação a inflação. Os preços elevados geram os maiores danos sociais, de redução na qualidade do consumo. A medida que se vê alimentos com preços, gradativamente, mais modestos, é um alento, de que o consumidor pode esperar dias melhoras para o seu consumo familiar. DADOS IMPORTANTES: Bons números para a safra agrícola brasileira para 2023. De acordo com o levantamento mensal do IBGE, a safra de grãos está estimada em 288 milhões de toneladas, recorde histórico, e puxada pela recuperação da soja.
n
Dados oficiais de emprego formal no país mostram a criação de 278 mil vagas em setembro, acumulando no ano 2,15 milhões de novos postos de trabalho com carteira assinada.
n
A taxa média de juros para os consumidores está em 57,3% ao ano. Há um ano, o percentual foi de 41,2% ao ano, segundo o Banco Central. n
A inadimplência no país atingiu 30,3% das famílias, recorde histórico, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
n
Para a Black Friday, o ecommerce espera uma movimentação de pouco mais de R$ 6 bilhões, um crescimento de 3,5% em relação a igual período de 2021, aponta a ABComm. n
Dados Macro América Latina
Argentina
Brasil
Chile
Colombia
México
Peru
Taxa de desemprego
6,90%
8,70%
8,00%
10,70%
3,10%
7,70%
Taxa básica de juros
75,00%
13,75%
11,25%
11,00%
9,25%
7,00%
Inflação (LTM - Jun )
83,00%
6,47%
12,80%
12,22%
8,41%
8,64%
*
*
LTM - Últimos doze meses
até Junho Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.
P. 3
ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir (ICC) avança 2,4% em outubro e atinge o maior patamar desde janeiro do ano passado, de 114,2 pontos. No contraponto anual, houve crescimento de 3,4%. Os consumidores estão mais confiantes dado o arrefecimento da inflação, sobretudo no grupo de alimentos, o que mais pesa no seu orçamento. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho mais aquecido traz melhores oportunidades às famílias da capital paulistana. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apontou alta mensal de 3,4% e atinge os 122,4 pontos em outubro, nível mais alto desde o início da pandemia, março de 2020. Na comparação com outubro de 2020, há um incremento de 7,5%. As melhores condições de consumo das famílias estão permitindo um melhor desempenho nas vendas do comércio e, por consequência, elevando o otimismo dos empresários. Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e Empresário Comercial (ICEC)
Consumer Confident Index (ICC) and Comerce Businessman (ICEC) 150 140 130 120 110 100 90
ICC
Aug-22
May-22
Feb-22
Nov-21
Aug-21
May-21
Feb-21
Nov-20
Aug-20
May-20
Feb-20
Nov-19
Aug-19
May-19
Feb-19
Nov-18
Aug-18
May-18
Feb-18
Nov-17
Aug-17
May-17
Feb-17
Nov-16
Aug-16
60
May-16
70
Feb-16
80
ICEC
Nota: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.
P. 4
RAIO-X DAS VIAGENS DE LUXO NO BRASIL Este mês, a PANROTAS e a ILTM lançam a segunda edição do ILTM & PANROTAS Annual Luxury Travel Report (Brazil-Latin America 2022/23), com um raio-X do viajante de luxo brasileiro, além de dados sobre as tendências do setor na região, análise econômica e a visão de agências de viagens e fornecedores desse segmento. Fazem parte da publicação duas pesquisas exclusivas, conduzidas pelo TRVL LAB, e que mostram as intenções e hábitos de consumo de viagens dos brasileiros com renda mensal maior que 20 salários mínimos. Os viajantes brasileiros de luxo fazem de 2 a 5 viagens nacionais por ano, sendo que 7,11% realizam mais de 20 viagens domésticas por ano. Esses dados são similares aos da primeira pesquisa, realizada em setembro de 2021. Quanto às viagens internacionais, mesmo com a reabertura de fronteiras, a frequência continua abaixo do período anterior à pandemia, com apenas uma nos últimos 12 meses. Cerca de 50% dos respondentes disseram que seu orçamento de viagens aumentou em relação ao pré-pandemia. REGIÕES Na distribuição regional dos viajantes de luxo, 60% estão na região Sudeste, onde estão Rio de Janeiro e São Paulo. O segundo lugar vem com o Nordeste (19%), seguido do Sul (12%). Sobre as próximas viagens internacionais, os brasileiros esperam fazê-las já no primeiro semestre, e terão duração entre 5 e 15 dias, com gasto médio de R$ 10 mil a R$ 25 mil por pessoa. 43,1% disseram que têm planos de viagens nacionais e internacionais, 36,8% somente viagens no Brasil, e 20,1% viagens para o Exterior. OUTROS HIGHLIGHTS DA PESQUISA Próximos destinos internacionais: Estados Unidos, Portugal, Itália, Orlando, Europa, Paris, Nova York, Argentina, Inglaterra e Londres. Principal preocupação antes de viajar: Alterações e cancelamentos de voos Principais propósitos para a próxima viagem de lazer: Relaxar e descansar, diversão, conhecer novos lugares e celebrar a vida. Características para escolher uma viagem: facilidade e praticidade e qualidade de serviços e atrações. Preço é apenas o quarto quesito. Confira a pesquisa completa em www.trvl.com.br e veja as análises, resultados e tendências.
Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@panrotas.com.br.
P. 5