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Brazilian Overview Monthly Report - PT - MAI 2021

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Edição 17

MAIO/21

ECONOMIA BRASILEIRA .......................................................................2 DADOS IMPORTANTES ............................................................................3 DADOS MACRO AMÉRICA LATINA ............................................................3 ÍNDICES DE CONFIANÇA ..........................................................................4

INDÚSTRIA DO TURISMO ....................................................................5 VIAGENS DE LUXO COM A ILTM ........................................................7


PRINCIPAIS FATOS A injeção de uma montanha de dólares para reaquecer a economia americana, a mais noticiada recentemente de quase US$ 2 trilhões, tem surtido um efeito positivo no Brasil e aliviado o papel do Banco Central de proteção da moeda nacional. Com a maior oferta de dólares na economia, a moeda americana se enfraqueceu perante a uma cesta de moedas estrangeiras, e o real foi uma delas. A moeda brasileira que teve uma cotação média, em abril, de R$ 5,56 para cada dólar e chegou a ao pico no mês com R$ 5,71, agora oscila próximo dos R$ 5,30 por dólar. Conter o avanço da valorização da moeda americana é um dos motivos para que o Banco Central do Brasil siga atuando na linha de aumentar a taxa básica de juros, a SELIC. Na última reunião do COPOM, Conselho de Política Monetária, foi decidido pela elevação, pelo segundo mês seguido, de 2,75% para 3,50% ao ano. A consequência da permanência de um dólar mais baixo é a inflação menos pressionada. Em abril, o índice de inflação oficial, o IPCA, subiu 0,31%, exatamente um terço abaixo dos 0,93% de março. No acumulado em 12 meses, a taxa está em 6,76%. Ainda é cedo para verificar os reflexos da queda do câmbio, mas ajuda a reduzir os impactos dos avanços dos preços das commodities, produtos cotados em dólares, como o petróleo, soja, milho, minério, entre outros. Além disso, contribui na oportunidade dos empresários importarem produtos a um preço mais baixo, amenizando os custos de produção e quem sai beneficiado é o consumidor. Os setores econômicos no Brasil tiveram um bom desempenho em março quando comparado com o mesmo mês de 2020. No entanto, é importante ressaltar que foi exatamente nesse mês do ano passado quando a pandemia do coronavírus atingiu a economia brasileira e os indicadores começaram a apresentar quedas significativas. Por isso, além da comparação com o ano passado, é adequado também comparar com março de 2019, para se ter uma dimensão em qual patamar está o setor em relação a um mês que teve condições normais no período pré-pandemia. E, de fato, os dados surpreendem positivamente, dada a circunstância de restrição de atividade econômica e de circulação imposta nas grandes regiões do Brasil ao longo de março e abril. A indústria, por exemplo, teve crescimento anual de 10,5%, e supera em 6,2% o mês de março de 2019. Além da fabricação de produtos alimentícios, as indústrias de móveis e de eletroeletrônicos tem ajudado na recuperação do setor. O comércio varejista teve um resultado anual muito próximo da indústria, de 10,1%, mas quando comparado com março de 2019, a alta é mais modesta, de 3%. E o setor de serviços interrompe um ciclo de quedas e volta a subir com a alta de 4,5% em março e supera o período pré pandemia, março de 2019, com alta de 1,6%. Porém, o resultado está sendo puxado pelos serviços de informação e comunicação, uma vez que os serviços prestados às famílias como bares, restaurantes, hotéis, entre outros, registraram queda de 17,3%. E o Turismo, que foi um dos primeiros setores a entrar na crise, também está sendo um dos últimos a sair. Segundo pesquisa da FecomercioSP, em março, houve queda anual de 17,6% e o prejuízo acumulado na pandemia chega a R$ 67,7 bilhões. As quedas mais expressivas foram

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dos segmentos de transporte aéreo (-38,4%) e serviços de alojamento e alimentação (-20,1%). No geral, a economia brasileira está se recuperando melhor do que as expectativas. A geração de emprego contribui para que as famílias possam manter o seu poder de compra. Segundo dados do Ministério da Economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED, o saldo entre admitidos e demitidos em março foi positivo em 184 mil, e acumula 837 mil vagas abertas no primeiro trimestre do ano. Nesta questão do emprego, o governo editou uma Medida Provisória com uma nova edição do chamado BEM – Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e Renda, que de uma forma simples é a negociação com os funcionários da suspensão de contratos e redução de jornada de trabalho com redução de salários. O cenário ainda é bastante desafiador. Seria importante para e economia o Congresso Nacional acelerar a agenda de reformas, a tributária e a administrativa, e o governo federal dar mais clareza de que não ultrapassará o limite de gastos. A palavra previsibilidade é o que os empresários esperam para aumentar a confiança no país e aumentar os investimentos com geração de emprego e renda. E ao mesmo tempo, acelerar a vacinação para que os cidadãos voltem a circular e consumir, contribuindo para dar tração na recuperação da economia.

DADOS IMPORTANTES: O comércio eletrônico no estado de São Paulo cresceu 27% em 2020, conforme pesquisa da FecomercioSP e Ebit|Nielsen. n

Os dados do comércio varejista de março indicam uma assimetria nos resultados. Pelo lado positivo, os destaques são os setores de materiais de construção (33,4%), veículos (27,6%) e móveis e eletrodomésticos (11,9%). No sentido inverso estão as lojas de roupas e calçados (-12%) e supermercados (-3,9%).

n

A inflação de abril foi de 0,31%. O maior impacto foi do grupo de Saúde, por conta do reajuste dos medicamentos em 10%. O grupo de alimentos e bebidas que estava pressionando o IPCA, está apresentando variações mais modestas. Para o próximo mês, o que deve contribuir para a alta dos preços é a energia elétrica, pela bandeira vermelha, uma taxa maior cobrada quando os níveis dos reservatórios estão baixos.

n

Dados Macro América Latina

Argentina

Brasil

Chile

Colômbia

México

Peru

Taxa de desemprego

11,00%

14,40%

10,40%

14,20%

4,40%

15,30%

Taxa básica de juros

38,00%

3,50%

0,50%

1,75%

4,00%

0,25%

Inflação (LTM - out *)

40,60%

6,76%

3,32%

2,16%

6,08%

2,57%

*LTM - Últimos Doze Meses Até Fev Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.

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ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir cai pelo segundo mês consecutivo. Em abril, o ICC atingiu os 105 pontos, 7% a menos que março e -6,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Diante da instabilidade da economia e do impacto da segunda onda de contaminação do coronavirus, os consumidores ficam receosos de perder o emprego e com a inflação mais alta dificulta a manutenção do padrão de consumo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) voltou a registrar retração e em abril a queda mensal foi de 9% e na comparação com o mesmo mês de 2020, a confiança despencou 24,5%. A cidade de São Paulo ficou com a mais alta restrição de funcionamento e circulação ao longo de abril. Somente as atividades essenciais podiam abrir as portas. Naturalmente, a confiança seria afetada diante desta impossibilidade de vender. Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e Empresário Comercial (ICEC)

Nota: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.

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TURISMO – ABRIL 2021 Turismo de vacina, Turismo de vistos O Brasil, em maio, continua com um processo lento de vacinação, mas que avança. A previsão é ter a população adulta vacinada no segundo semestre (entre setembro e outubro, se não houver atrasos). A elite brasileira, porém, viu na oferta de vacinas na Flórida uma grande oportunidade e o fluxo, via México ou Caribe, aumentou consideravelmente, com as operadoras e agências de viagens reportando que o Turismo de vacina é real no Brasil. E a vacinação nos Estados Unidos tem um atrativo a mais, pois a principal vacina aplicada no Brasil, a coronavac, é chinesa e ainda não foi aprovada pela União Europeia ou pelo governo americano. Dessa forma, os turistas brasileiros com essa vacina, não poderiam entrar nos países caso as fronteiras sejam reabertas. Essa é uma importante missão para nossos parceiros internacionais: fazer com que os governos de seus países aprovem e validem a coronavac, para que os brasileiros (e também chineses, turcos, entre outras nacionalidades) não tenham problemas para as viagens internacionais. VISTOS: Quem não tem visto americano válido vai sofrer um pouco mais para esse retorno às viagens. Os consulados voltam a receber pedidos de estudantes, jornalistas e alguns profissionais, mas em quantidade limitada. O que abre oportunidade para o Turismo de vistos (ir a um país da América do Sul para fazer o processo de pedido e entrevista). Isso mostra a enorme demanda reprimida que existe para viagens internacionais no Brasil. O brasileiro está disposto a fazer viagens para tirar vistos e para se vacinar para que seja aceito novamente no Turismo internacional. A seguir, vamos à atualização por segmento do Turismo. AVIAÇÃO: Alguns países, como a Colômbia, as Bahamas e alguns do Leste Europeu (Croácia, Eslovênia), além de Egito, Maldivas e México, que já estavam abertos a brasileiros, começam a levantar as restrições para voos do Brasil. A Latam, inclusive, vai voltar em junho com o voo direto São Paulo-Cancún. Portugal e Espanha também já retomaram os voos e falta apenas que as restrições para entrada de brasileiros sejam removidas. Entre as empresas americanas, a Delta manteve sua oferta dos últimos meses, a American fez cortes pontuais, como o voo de Manaus, que está suspenso até o final do ano, e a diminuição de frequências nas demais ligações com os EUA, e a United chegou, em maio, a 70% da oferta pré-pandemia . A Copa Airlines opera de cinco cidades brasileiras para o Panamá, com conexão para o Caribe, México e Estados Unidos, sendo os dois primeiros destinos onde os brasileiros podem fazer a quarentena antes de entrar nos EUA.

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Na malha doméstica, ainda há muito conservadorismo das empresas nacionais e talvez apenas em julho vejamos uma malha aérea mais robusta. Com exceção da Azul, que tem investido em mais voos nos últimos meses, a aviação brasileira ainda está com poucas ligações entre os destinos, regredindo a meados de 2019. Uma boa notícia é a chegada de uma nova companhia aérea, a ITA – Itapemirim Transportes Aéreos, parte do Grupo Itapemirim, um dos maiores de transporte rodoviário no País. A ITA começa a voar em junho, com uma malha abrangendo 14 cidades, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e Porto Seguro. VIAGENS CORPORATIVAS: Continuam voltando com mais cautela, mas já há perspectivas de um segundo semestre com um volume mais consistente de viagens. As vendas na Abracorp, principal associação de agências de viagens corporativas (ou travel management companies), caíram 68% no primeiro trimestre de 2021. E houve troca de posições na venda por segmentos da Abracorp: a Azul passou a liderar em vendas domésticas; a Air France-KLM e a Qatar no internacional; e a Accor em hotelaria doméstica. As vendas de hotéis internacionais caíram cerca de 90%. OPERADORAS: A grande aposta são as viagens pelo Brasil e o Turismo para vacinados. Isso no curto prazo. Assim que as fronteiras reabrirem acredita-se em grande fluxo para Europa e Estados Unidos. O crescimento das viagens para o México tem sido alto, o que levou a Latam a reativar seu voo São Paulo-Cancún. Uma boa notícia para o setor é que as associações de Turismo (Abav, Braztoa e Clia Brasil) chegaram a um acordo com o governo para o imposto de renda sobre remessas ao Exterior para pagamento de serviços e produtos turísticos. Uma medida provisória entrará em vigor nas próximas semanas, fixando o imposto em 6% em 2021 e 2022 (hoje ele é de 25%) e subindo um ponto por ano até 2025, quando chegará a 9%. A medida afeta principalmente as vendas para Estados Unidos, Inglaterra, Tailândia e Colômbia. Alguns países, como Suíça e Emirados Árabes, já aceitaram o acordo de bitributação para esse imposto, mas ainda é necessário um decreto para oficializar a medida. Maior grupo de viagens do País, a CVC Corp anunciou que já sente sinais de retomada de vendas e espera um boom em setembro, com grande expectativa para o final do segundo semestre. A empresa aposta em viagens domésticas, casas de aluguel, cruzeiros pela costa brasileira e destinos internacionais pontuais, como Caribe, Dubai, Egito e Turquia. HOTELARIA: O bom momento na retomada das viagens é dos hotéis e propriedades de luxo, uma vez que há um número significativo de brasileiros que não pôde viajar ao Exterior e está assim redescobrindo o Brasil para as viagens de luxo. Cidades litorâneas e cidades do interior, com pouca aglomeração e boa oferta de hotéis-butique e

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casas para alugar são as que estão com melhores ocupação. No Exterior, a procura por villas, ilhas privativas, barcos, resorts isolados e proximidade com a natureza será a tendência. As Bahamas já registraram a chegada de famílias brasileiras afluentes, que optam pela aviação executiva (jatinhos privativos) e pela hospedagem em megaiates ou ilhas. O Turismo brasileiro, segundo estimativas da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, já perdeu quase R$ 350 bilhões com a pandemia. O setor está pronto para a retomada, mas depende de mais vacinas, mais malha aérea doméstica, mais fronteiras abertas, e da aceitação das vacinas aplicadas no Brasil para entrada nos países mundo afora (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer). Esses e outros dados podem ser conferidos na quarta pesquisa Pulso Turismo e Covid-19, realizada em abril pelo TRVL LAB, e que mostra que os brasileiros só viajarão para o Exterior e mesmo no País após a vacina. A pesquisa foi feita com 369 viajantes do País, e são altos os índices de pessoas que não viajarão ou participarão de eventos até estarem vacinados: 76% responderam que concordam totalmente ou concordam parcialmente com a afirmação no caso dos eventos para 100 pessoas ou mais; índice que continua alto para viagens internacionais (70% só farão depois de vacinados) e também para as domésticas (64%). Baixe a pesquisa gratuitamente, em português, em trvl.com.br.

VIAGENS DE LUXO COM A

BEM-VINDO AO MÉXICO A ILTM North America ocorrerá em Mayakoba, Riviera Maya, na costa caribenha do México, entre 20 e 23 de setembro de 2021, o primeiro evento presencial da ILTM este ano. Sediado por quatro das marcas líderes e mais admiradas do mundo – Andaz, Banyan Tree, Fairmont e Rosewood – o encontro reuniu, em um webinar, os gerentes gerais desses hotéis, que dividiram com a audiência como o destino está mudando. A Riviera Maya foi o primeiro destino a receber o selo SafeTravels do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), criado para que os viajantes reconheçam destinos ao redor do mundo que adotaram os protocolos globais e padronizados de saúde e higiene.

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Mayakoba ficou aberto durante todo o ano de 2020 e o diretor do Rosewood, Daniel Scott, apontou que o destino já promovia o distanciamento social antes do termo existir. Os hóspedes estão retornando para reconectar com amigos e a família e também para celebrar – há um aumento significativo nos pedidos de pequenas cerimônias de casamento, assim como estadas mais longas e bleisure, agora que as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar. A indústria de viagens de luxo podem olhar para Mayakoba para estabelecerem a referência em entender o que os viajantes afluentes estão buscando nesse retorno às viagens – as expectativas ainda são altas e o tempo é mais precioso que nunca. Há um número crescente de sul-americanos escolhendo se hospedar nesse resort integrado, com mais de 5 mil colaboradores nas quatro propriedades. A pandemia também levou os hotéis a uma conexão maior com fornecedores locais, sustentáveis, e com foco na comunidade local – algo muito importante para o viajante de luxo saber, não importa onde esteja no mundo. Como Daniel Scott também diz: “Não podemos mudar o mundo, mas podemos deixar um impacto positivo”. SAIBA MAIS https://www.iltm.com/northamerica

Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@panrotas.com.br.

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Brazilian Overview Monthly Report - PT - MAI 2021 by PANROTAS Editora - Issuu