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O cenário internacional segue marcado pelas incertezas relacionadas à guerra no Irã, concluindo o seu 3º mês e ainda sem mudanças relevantes. A continuidade das tensões no Oriente Médio mantém o preço do petróleo em patamar elevado, acima dos US$ 100, com reflexos diretos sobre os custos de transporte, combustíveis e logística global.
No Brasil, esse movimento já aparece com força na inflação. Em abril, o IPCA avançou 0,67%, pressionado pelos combustíveis. A gasolina subiu 1,86% no mês e permaneceu como o item de maior impacto individual no índice, enquanto o óleo diesel avançou 4,46%, após já ter registrado forte aumento no mês anterior.
Esse quadro aumenta a preocupação com a inflação, especialmente porque combustíveis têm efeito direto e indireto sobre diversos preços da economia. Além do impacto no abastecimento das famílias, o encarecimento do diesel pressiona o frete, enquanto a alta dos combustíveis de aviação tende a afetar o custo das viagens nos próximos meses.
O principal fator de alívio tem sido o câmbio. O dólar perdeu força no mercado internacional, enquanto o real se valorizou, chegando a ser negociado abaixo de R$ 5 por dólar, patamar que não era observado há alguns anos. Esse movimento ajuda a reduzir parte das pressões inflacionárias, sobretudo em produtos importados e insumos dolarizados.
A atividade econômica, por sua vez, segue em ritmo fraco. O IBC-Br apontou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre, indicando avanço moderado da economia. Em março, no entanto, houve desempenho
mais positivo em razão do efeito calendário, já que o Carnaval ocorreu no mês anterior, diferentemente do ano passado. Nesse contexto, a indústria avançou 4,3% na comparação anual, o comércio cresceu 4% e os serviços tiveram alta de 2,3%.
No Turismo, levantamento da FecomercioSP mostra faturamento de R$ 23,6 bilhões em março, novo recorde histórico, com alta de 1,2%. A maioria dos segmentos ficou no campo positivo, mas chama atenção a queda de 9,4% dos meios de hospedagem. Nesse caso, o efeito calendário atuou de forma inversa ao observado nos grandes setores da economia, já que a hotelaria tem relação mais positiva com feriados prolongados.
Ainda no setor, a principal preocupação está nos reajustes do querosene de aviação, superiores a 50%. Esse aumento pressiona diretamente os custos das companhias aéreas e pode ser repassado aos preços das passagens, com potencial de afetar a demanda por viagens no médio e longo prazo.
O Banco Central segue em uma posição difícil. De um lado, a inflação voltou a ganhar força e se aproxima do teto da meta; de outro, a economia não mostra tração expressiva. Na última reunião do Copom, a Selic foi reduzida para 14,50% ao ano, a segunda queda consecutiva, mas o espaço para novos recuos parece limitado enquanto o cenário global permanecer instável.
A vantagem brasileira neste momento é que, além da perda de valor relativo do dólar, não há uma economia global se sobressaindo de forma clara. Com juros próximos de 15% ao ano, o Brasil continua atraente para investidores, o que ajuda a sustentar o câmbio mais baixo e evita uma pressão inflacionária ainda maior.
Ao mesmo tempo, o cenário eleitoral de 2026 passa a entrar cada vez mais nas discussões econômicas. Há risco de medidas voltadas a amenizar preços no curto prazo, além de incertezas relacionadas ao ambiente político e às campanhas. Esse fator tende a aumentar a cautela de empresários, consumidores e investidores.
De forma geral, a economia brasileira segue crescendo em ritmo fraco, sem perspectiva clara de aceleração mais robusta. Com juros ainda muito elevados, inflação pressionada por combustíveis e incertezas externas relevantes, o país deve continuar preso a um padrão de baixo crescimento no curto prazo.
DADOS IMPORTANTES:
Setor Aéreo: A demanda por transporte aéreo nacional cresceu 6,8% no primeiro trimestre do ano, enquanto a oferta avançou 5,1%, mantendo elevada a taxa média de ocupação das aeronaves, acima de 82%. O aumento do querosene de aviação, porém, já pressiona as margens das companhias e pode desacelerar o setor ao longo do segundo semestre.
RESUMO ABRIL/2026
Taxa básica de juros
In ação (LTM-Out*)
*LTM - Últimos doze meses
Legenda: Verde, Vermelho e PretoOs dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.
2
Mercado de Trabalho: A taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, abaixo do patamar registrado no mesmo período do ano anterior. O rendimento médio real chegou a R$ 3.722, com alta anual de 5,5%, o que mostra que o mercado de trabalho ainda contribui para sustentar o consumo, mesmo diante da inflação mais elevada.
3
Endividamento: Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, 80,4% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida em março, o maior nível da série histórica. Desse total, 29,6% tinham contas em atraso e 12,3% afirmaram não ter condições de pagar os débitos. Além disso, 19,2% comprometem mais da metade da renda com dívidas, em um cenário ainda pressionado pelos juros elevados e pela inflação.
Confiança do Consumidor (ICC): O índice atingiu 121,1 pontos em abril, queda de 3,8% em relação a março, embora ainda registre alta de 9,1% na comparação anual. A mudança recente na curva, com a segunda queda consecutiva e aceleração do recuo no último dado, reflete o aumento das preocupações com a guerra no Irã e com a inflação, especialmente a alta dos combustíveis, que afeta diretamente o bolso das famílias.
Confiança do Empresário do Comércio (ICEC): O índice voltou ao patamar de pessimismo ao atingir 99,7 pontos em abril, queda de 3,1% frente a março, mas alta de 2,1% na comparação anual. Assim como no caso dos consumidores, as tensões globais dificultam uma leitura mais favorável para o varejo no curto prazo, sobretudo diante da renda pressionada pela inflação e dos juros ainda elevados.
Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e Empresário Comercial (ICEC)
Consumer Confident Index (ICC) and Comerce Businessman (ICEC)
Note: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.
OVERVIEW DO BRASIL
Representada pelo editor-chefe e CCO, Artur Luiz Andrade, pelo editor do Portal PANROTAS, Pedro Menezes, pela repórter Beatriz Contelli e por Adrian Bertini, também do Ladevi, a PANROTAS participou de mais uma edição do IPW 2026, em Fort Lauderdale, na Flórida. Como faz desde a década de 1980, a PANROTAS lança no IPW sua publicação em inglês dedicada a apresentar o Brasil e o mercado de Turismo do País para os estrangeiros que querem fazer negócios com as empresas brasileiras.
O Brazilian Overview 2026/2027 traz dados e análises sobre a economia brasileira, informações sobre malha aérea internacional do País, o perfil do turista brasileiro nos EUA, lista de destinos internacionais com representantes no Brasil e de companhias aéreas que operam voos para o Exterior a partir de aeroportos brasileiros, pesquisas exclusivas e dados que orientam os estrangeiros sobre nosso País e seus viajantes.
“Quando apresentamos alguns desses dados do Brazilian Overview, que para nós podem ser óbvios ou recorrentes, os estrangeiros se surpreendem e querem saber como conquistar os brasileiros”, conta o editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade.
“Os Estados Unidos são sonho de consumo dos brasileiros, como mostramos em uma pesquisa nessa edição. O que os destinos
precisam é estar presentes no Brasil, treinar os agentes de viagens, colocar produtos dos mais diversos nichos na prateleira dessas empresas e ter consistência, apostar no Brasil a longo prazo. Temos muitos voos para os Estados Unidos e o brasileiro não se intimida com conexões ou longas distâncias. Mas quer se sentir seguro, quer realizar seu sonho de viagens e fazer valer seu tempo e investimento”, diz Artur Luiz Andrade.
“A Flórida é o grande exemplo de destino que entende bem o brasileiro e que está no Brasil há décadas, nos bons e maus momentos, investindo e apostando nesse viajante. Os frutos estão aí. Somos o maior emissor de turistas para a Flórida”, finaliza ele. No IPW 2026, inclusive, a Flórida anunciou o primeiro Florida Huddle no Brasil, em junho de 2027, em São Paulo. Nenhum outro destino poderia fazer algo parecido e tão ambicioso – só a Flórida, que por anos aposta e investe no mercado brasileiro.
DADOS QUE IMPRESSIONAM
A edição deste ano, que tem sua versão digital que pode ser LIDA AQUI , traz dados como:
1
O Brasil é Top 4 entre os mercados de longa distância que mais enviam turistas aos Estados Unidos, com 1,9 milhão em 2025
2
O Brasil é o país que mais envia turistas para a Flórida, superando o Reino Unido, em 2025
3
20 cidades brasileiras têm voos internacionais, a maioria com ligações diretas com os EUA e outras com conexões via países da América do Sul e Central, como Lima, Bogotá e Panamá
4
O Brasil tem a maior malha aérea internacional da América do Sul, com voos para 35 países. A Colômbia vem em segundo lugar, em número de países conectados, com 31.
5
75% das vendas do Turismo na América Latina são feitas pelos canais indiretos (agências de viagens, operadoras, OTAs e consolidadoras)
6
O Brasil é a 11ª economia mundial e até 2028 deve passar o México como a maior economia de Viagens e Turismo da América Latina
7
Os brasileiros gastaram US$ 21,7 bilhões no Exterior no ano passado, o maior valor em uma década
8 Os destinos internacionais preferidos dos brasileiros são os Estados Unidos, Argentina, Portugal, Chile e França
9
33 empresas aéreas operam voos internacionais a partir do Brasil e as com mais voos são a Latam, com 423 voos por semana para o Exterior, Gol (161), Copa (95), Tap (95), Aerolineas
Argentinas (80), JetSmart (73), Avianca (60), Azul (53), American Airlines (41) e Sky (32 voos semanais).
10
São Paulo é a cidade com maior share de voos internacionais (58,32%) e lidera também em oferta de assentos (62,65%). A segunda colocada, o Rio de Janeiro, vem com um distante 22,26% em número de voos. A terceira posição, com uma discrepância ainda maior frente às duas primeiras, fica com Florianópolis, com 3,25% dos voos. Brasília tem 3,14%, Recife 2,21% e Belo Horizonte 1,77%. Ou seja, ainda há uma concentração muito grande de voos internacionais em São Paulo e Rio, com mais de 80% da oferta.
11
O GRU Airport, em Guarulhos (SP) tem voos internacionais para cerca de 60 cidades; já o Rio de Janeiro tem voos para pouco menos de 30 destinos.
12
Os Estados Unidos serão o próximo destino internacional dos viajantes brasileiros, segundo pesquisa inédita divulgada pelo Brazilian Overview e produzida pelo Travel Leaders Hub.
13
Na sequência de destinos reservados vêm Itália, Portugal, Orlando, Canadá, Nova York, México, Disney, Argentina e Chile.
14
Já em relação aos destinos dos sonhos, mais uma vez os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, seguido de Itália, Japão, Disney e Orlando. 15O Brazilian Overview 2026/2027 traz ainda muitos outros dados de Aviação, Calendário de Eventos, Produtos PANROTAS, Lista de Operadoras Braztoa, Artigos e Pesquisas exclusivos.

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Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@panrotas.com.br

