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24 a 30 de agosto | Ano 24 | n° 1.128 | Mais informações sobre reportagens acesse: www.jornaldagente.inf.br
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CADES Lapa cobra subprefeitura sobre comitês de usuários em praças A região da Subprefeitura Lapa tem, hoje, quatro praças - São Crispim, Washington de Barros Monteiro, João Eloi e Almir Ballestero - aguardando a formalização de seus comitês de usuários desde 2023. De acordo com o CADES Lapa - Conselho Municipal do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura da Paz, a documentação dos moradores que formarão os comitês desses equipamentos públicos já foram entregues à Subprefeitura, juntamente com os protocolos de solicitação de constituição.
“Falta apenas a publicação em Diário Oficial para que esses comitês sejam formalizados, mas desde o ano passado as documentações estão paradas na Assessoria Jurídica da Subprefeitura Lapa”, explica a conselheira Jupira Cauhy. Na reunião mensal do CADES Lapa, realizada na quarta-feira, 21, os conselheiros cobraram dos representantes da subprefeitura a agilização do processo. “O trabalho dos comitês de usuários é fundamental para manter as praças em boas condições de uso, ressalta Jupira.
Moradores fazem manifestação contra destruição de área verde Organizados para tentar barrar a construção de um empreendimento imobiliário na área verde da Ordem dos Salesianos vendida para a Construtora Tegra, um grupo de moradores do Alto da Lapa realizou, na quartafeira, 21, uma manifestação em frente ao Instituto Teológico Salesiano, na Rua Pio XI. “O objetivo é chamar a atenção para a destruição do bosque, uma área verde extremamente importante para a região”, explica Leonardo Merigue, morador do bairro. Após a manifestação, representantes dos moradores foram recebidos pelo diretor do seminário, Padre Paulo. Segundo ele, a área do bosque foi vendida porque sua manutenção tornou-se inviável para a Ordem. “Os custos com controle de pragas e com a segurança do local, que vinha sofrendo invasões, ficaram muito altos ”, explica.
O padre lembrou, no entanto, que as normas legais que protegem o terreno, exigindo o replantio das espécies suprimidas no mesmo local, deverão ser cumpridas. Os moradores, no entanto, afirmam que vão lutar para embargar qualquer obra no terreno e querem abrir negociações com a Ordem para que esta volte atrás na venda. “Não vamos aceitar que acabem com o bosque”, diz Merigue. O grupo também lançou um abaixo assinado pedindo a preservação do bosque. “Essa área é protegida pelo Decreto 30.443 de 20/09/1989 no seu art 4o como Patrimônio Ambiental”, afirma Merigue, que está coordenando a divulgação do abaixo assinado. A norma, entretanto, foi atualizada em 1994 pelo governo Fleury. Agora, o corte é decidido pela autoridade ambiental do município.