Horizonte
em Campo
Nº 01 Jan a Abr 2016
Uma publicação da Ourofino Agrociência
O caminho para o aumento de produtividade Especialistas falam sobre a importância do manejo em cana e as principais pragas enfrentadas nos canaviais
AgroEncontro
Evento reúne grandes profissionais do setor canavieiro pelo 3º ano Revista Agrociência / Jan a Abr 16
soja
entrevista
Saiba quais os prejuízos a falsamedideira pode trazer
Diretor da São Martinho fala sobre os desafios dos produtores
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É dentro de uma das mais modernas unidades industriais do mundo que o cuidado com a agricultura brasileira começa. Seu Sistema de Gestão Integrada conquistou todas as certificações que garantem alta confiabilidade em todos os processos.
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Ourofino Agrociência: uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo é brasileira. Unidade Industrial Uberaba/MG
Revista Agrociência / Jan a/ Abr Unidade Industrial Uberaba MG 16
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editorial
Sejam bem-vindos!
A Ourofino Agrociência tem o prazer de apresentar a primeira edição da revista Horizonte em Campo, que visa oferecer um espaço reservado para a divulgação de ações, desenvolvimentos tecnológicos e de gestão que retratam a produção intelectual do setor de defensivos agrícolas. A publicação chega em um momento importante para a empresa, que completou recentemente 5 anos. Acreditamos que esta será uma ferramenta que, além de contribuir para a disseminação de informações, estimulará colaboradores, clientes e parceiros a manter a luta por uma agricultura cada vez mais forte em nosso país. Farão parte de nossas edições, publicadas quadrimestralmente, matérias técnicas, artigos e entre-
Expediente
vistas com especialistas do mercado de defensivos agrícola, novidades do setor, tendências, entre outros assuntos pertinentes que fazem parte do dia a dia do agricultor e de todos que trabalham com agronegócio. Nesta edição, o destaque é o AgroEncontro, evento que reúne produtores canavieiros para uma imersão de conhecimento há três anos no interior de São Paulo. Tem também uma entrevista com o diretor agroindustrial da Usina São Martinho, Mário Gandini, falando sobre os desafios do setor sucroenergético. Os 5 anos da Ourofino Agrociência não poderiam ficar de fora. Mostraremos como a empresa 100% brasileira conseguiu, em tão pouco tempo, estruturar uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo, expandir suas equipes comercial e técnica e muitos mais. Nossos mais sinceros agradecimentos a todos que colaboraram conosco na construção deste sonho. Que o futuro seja coroado com ‘boas colheitas’ aos nossos clientes, colaboradores, parceiros, acionistas e àqueles que são o motivo de nossa existência, o agricultor brasileiro. A todos, boa leitura! Luciano Marcos da Silva Galera Diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da Ourofino Agrociência
Horizonte em Campo é uma publicação de distribuição gratuita e editada pela Ourofino Agrociência (Avenida Coronel Fernando Ferreira Leite, 1520, 15º andar - CEP: 14.026-020 - Ribeirão Preto, SP). Todos os textos são de responsabilidade da empresa, com exceção dos assinados que são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista. As fotos pertencem ao arquivo da Ourofino Agrociência, ressalvo as que levam crédito. Responsáveis pela área de comunicação: Luciano Marcos da Silva Galera e Everton Molina Campos. Jornalista responsável / Reportagem: André Ricci - MTB 66.942/SP. Apoio de comunicação: Antônio Nucci, Gabriela Mesquita, Hélvio Campoy e Paulo Nabas. Diagramação: Fabio Abrão. Projeto gráfico: Departamento de Criação Ourofino Agrociência.
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capa /20 O cultivo da cana e as pragas de solo
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Nesta edição entrevista
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Matheus Alberto Cônsoli analisa o mercado de defensivos agrícolas brasileiro
sustentabilidade
agroencontro /24 Produtores se reúnem para debater e conhecer soluções para o aumento de produtividade
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Ourofino Agrociência investe em tratamento e reutiliza efluentes para irrigação
institucional
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Agrociência se reestrutura e fortalece diversas áreas estratégicas
entrevista especial
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Mário Gandini, diretor da São Martinho, fala sobre os desafios do setor sucroenergético
soja /28 Produtores se deparam com novos desafios a cada ano; falsamedideira é a lagarta da vez
commodities
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Marcos Fava Neves analisa as nuances do mercado de canade-açúcar
5 anos /32 Ourofino Agrociência completa 5 anos e colaboradores relatam a importância da marca alcançada
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especial
Muito obrigado!
É com orgulho que vemos a Ourofino Agrociência evoluir. Uma empresa que nasceu de um sonho, um ideal, de dois apaixonados pelo agronegócio. Iniciamos em 2016 o nosso sexto ano nesta trajetória no mercado de defensivos agrícolas e somos gratos a você, nosso cliente amigo, colaborador e parceiro, que tornou este sonho possível. Hoje contamos uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo, equipes comerciais e técnicas em todo território nacional, além de profissionais
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capacitados para manter toda essa estrutura em sintonia. Foram muitas as dificuldades enfrentadas até aqui. Não foi nada fácil chegarmos até o presente momento. E tudo isso só foi possível graças a nossa parceria, que queremos manter por muitos anos. Estamos sempre em busca de soluções ao agricultor, uma vez que nossa missão é oferecer o melhor neste segmento. Saiba que mantemos como parceiros apenas aqueles que compartilham do nosso objetivo: ser prota-
gonista na missão do Brasil de plantar, colher e levar alimento e energia de qualidade para o mundo. As perspectivas de futuro indicam obstáculos cada vez maiores, afinal, o sucesso traz grandes responsabilidades. Mas, prezamos por uma equipe capacitada, comprometida e aguerrida, e com sua ajuda, sua parceria, vamos superá-los! Obrigado por estar conosco. Jardel Massari e Norival Bonamichi sócios-fundadores da Ourofino Agrociência
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de área construída
+ capacidade de produção de + mais de
de defensivos agrícolas no portfólio
Em pouco tempo, a Ourofino Agrociência alcançou grandes conquistas, e a experiência alavancou nossos números, levando nossa marca para todo o país. Nosso mérito deve-se ao comprometimento de cada um com a empresa, e nossa missão continua sendo entregar o melhor da agrociência para você.
Anos Nossa melhor experiência.
notícias Ourofino
Na Bahia, clientes avaliam o DesafioBR Abrindo o ano de 2016, com a melhora nas condições climáticas na região de Luis Eduardo Magalhães, Bahia, muitos produtores retomaram as aplicações de fungicidas e inseticidas após um longo período de chuva. A equipe de campo da Ourofino Agrociência, representada pelo consultores Wilson Pereira (comercial) e o Murillo Faria (técnico), esteve juntos aos agricultores para acompanhar o trabalho. Muitos utilizaram o DesafioBR, inseticida usado para o controle emergencial da praga Helicoverpa armigera. “Foi possível avaliar as áreas e vimos mais uma vez a eficiência do produto. Os clientes se mostraram satisfeitos”, conta Faria. Além deste trabalho, os profissionais realizaram treinamentos com os colaboradores das fazendas, reforçando uma vez mais questões legais sobre o uso do DesafioBR e o seu manuseio adequado.
Ourofino recebe clientes na Dinetec A Ourofino Agrociência esteve presente na Dinetec — Dia de Negócios e Tecnologia, realizada no fim de janeiro. O evento, que movimenta o setor agrícola na região de Canarana (MT), prospectou mais de R$ 15 milhões em vendas e negociações futuras no último ano. Clientes e parceiros passaram pelo estande e puderam conhecer melhor os portfólio da empresa, assim como ter contato direto com os consultores presentes.
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No Rio Grande do Sul, SingularBR e BrilhanteBR são temas de treinamento
No Rio Grande do Sul, a empresa Cia da Terra, com sede em Palmeira das Missões (RS), recebeu um treinamento da Ourofino Agrociência. O consultor técnico, Juliano Lisboa, assim como o representante comercial, Eduardo da Silveira Decimo, estiveram junto aos profissio-
nais que atuam Cia da Terra para algumas orientações. Os participantes puderam conhecer melhor toda a linha de produtos da Ourofino Agrociência, com foco nos inseticidas BrilhanteBR e SingularBR. Além do portfólio, foi debatido também as
tendências de pragas e a situação das culturas (soja e milho) nesta safra. “É sempre válido pode debater e falar sobre os produtos da Ourofino. Temos produtos com eficácia comprovada e vamos levando as informações adiante”, explicou Decimo.
Ourofino Agrociência aumenta sua participação em mídias sociais Você sabia que de cada dez produtores, sete acessam a internet, inclusive para buscar informações relativas ao seu negócio? Pois é, o número é resultado de uma pesquisa da Make Inteligência Estratégica e da Spark, feita com 300 produtores de soja das regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que aponta ainda que pelo menos 79% dos produtores acessam a internet diariamente. O fato é que a internet se tornou uma ferramenta indispensável em nosso negócio! Sabendo disso, a Ourofino Agrociência tem trabalhado fortemente
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nesta área, sobretudo com as mídias sociais. Inicialmente, realizou-se um estudo em busca da melhor forma de se comunicar e assim conquistar seguidores engajados. Os assuntos trabalhados têm como premissa a relevância e a busca pela proximidade com o produtor, levando em consideração as peculiaridades do negócio. Atualmente, a empresa trabalha em três canais de comunicação, que em breve serão expandidos. Somente no Facebook, são mais de 45 mil seguidores. Procure por Ourofino Agrociência no Facebook, Youtube e LinkeDin e conheça mais este trabalho.
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Quem planta SingularBR colhe tranquilidade.
Produtos à base de Fipronil são tóxicos para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades. Comunicado do IBAMA, Diário Oficial da União, Seção 3, página 112 de 19/07/2012.
IMPORTANTE Denuncie. Não arrisque sua liberdade. Diga não aos agrotóxicos ilegais. Para sua proteção, respeito à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança no trabalho, nunca use produtos falsificados e contrabandeados, é crime. Disque Denúncia Agrotóxicos Ilegais: 0800 940 7030
ADVERTÊNCIAS Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita, e faça-o a quem não souber ler. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.
Informe-se sobre e realize o manejo integrado de pragas e o de resistência a doenças e plantas daninhas. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos.
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O Fipronil da Ourofino é o único líquido nessa concentração, garantindo maior facilidade no manejo. Revista Agrociência / Jan a Abr 16
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entrevista / MATHEUS ALBERTO CÔNSOLI
Revendas e cooperativas são demandantes de inovações dos fabricantes Matheus Cônsoli, especialista em estratégias de negócios, analisa o mercado de defensivos agrícolas brasileiro O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e vem se sustentando, ainda que aos trancos e barrancos, em meio à crise econômica vivida pelo Brasil. De acordo com o especialista em estratégias de negócios, Matheus Alberto Cônsoli, o momento abre oportunidades para empresas no mercado de defensivos agrícolas, mas alerta que outras poderão se apequenar e até mesmo fechar as portas. O especialista fala também sobre os gargalos no segmento, canais de distribuição, projeções de mercado, entre outros assuntos. Confira: Ourofino Agrociência - Como o senhor avalia o mercado de defensivos agrícolas? Matheus Alberto Cônsoli - É um mercado promissor. O crescimento populacional assim como, o crescimento, mesmo que mais lento, dos países em desenvolvimento vão aumentar a demanda de alimentos e proteínas e para isso tecnologias de produção serão fundamentais. Nesse contexto, os defensivos usados de forma correta são imprescindíveis para a produção em escala de alimentos. Quais as evoluções mais significativas no setor nos últimos anos? Creio que a integração das tecnologias de químicos com biotecnologia alavancou a produtividade na
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Matheus Alberto Cônsoli, sócio e coordenador da Plataforma AgroDistribuidor Markestrat
última década. Como avanços mais recentes, podemos citar as tecnologias de sanidade, controle integrado de pragas, nutrição de plantas, tecnologias de aplicação, controle biológico e agricultura de precisão. Creio que essas devam apoiar ainda mais o desenvolvimento do setor de insumos. Quais os maiores gargalos neste segmento? Temos um gargalo institucional e regulatório relacionado ao processo de registros e definição de produtos permitidos ou não para a comercialização. Isso gera insegurança para
os fabricantes e produtores frente aos desafios de novas pragas e doenças da agricultura. Um segundo problema é a conscientização dos agricultores quanto ao uso correto dos defensivos, segurança dos colaboradores e cuidados ambientais. Já houve grandes avanços com campanhas e sistema de retorno de embalagens, mas ainda há melhorias a se fazer. Por fim, há a questão da segurança. Como são produtos de alto valor agregado, problemas de pirataria e roubos ainda são frequentes e precisam ser combatidos para o maior desenvolvimento do setor e segurança para o produtor e consumidor de alimentos. Os canais de distribuição têm acompanhado a evolução do segmento? Como acontece na maioria dos setores, há empresas bem desenvolvidas, com boas práticas de gestão e capacidade técnica. Esse “pelotão especial” de empresas de distribuição (revendas e cooperativas) têm sim acompanhado, inclusive são demandantes de inovações dos fabricantes. Mas infelizmente temos muitas empresas na “segunda divisão” que ainda carecem de evolução e desenvolvimento. Nossa expectativa é que o setor se profissionalize e se desenvolva, mas isso deve ser
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acompanhado de maior concentração, fusões e aquisições, além de novos modelos de parceria e de negócio na distribuição. Como as empresas do setor têm lidado com a crise? A crise tem dois lados distintos. Infelizmente temos empresas com problemas de gestão, rentabilidade e mesmo solvência, que devem ter dificuldades de fechar o ciclo 2015/16. Algumas encolherão e voltarão a ter atividades mais reduzidas, com menor expressão, até que possam se reestruturar e voltar a crescer. Outras deverão até mesmo fechar por esses problemas, mas nos parece algo mais pontual do que sistêmico. As empresas mais organizadas estão revendo suas estruturas, cortando custos e ajustando estratégias e investimentos à realidade. Isso não reduz a importância e necessidade de manter o atendimento e relacionamento com clientes, processos comerciais e assistência técnica. Algumas estão inclusive investindo e expandindo, aproveitando as oportunidades do momento. Quais as perspectivas futuras? Acreditamos na agricultura e no setor de insumos. Mudanças e ciclos são naturais. De maneira geral, visualizamos uma agricultura mais profissionalizada e concentrada, tanto na produção agrícola quanto na indústria de insumos. Para manter a competitividade, acreditamos que a distribuição vai acompanhar a tendência e se concentrar também, mas a concorrência com vendas diretas deverá ser mais acirrada, principalmente nos cerrados. Por outro lado isso pode trazer oportunidades de serviços agronômicos e de logística para as empresas de distribuição. Qual a importância das empresas de genéricos no mercado de defensivos agrícolas? Elas têm o papel de aumentar a disponibilidade de produtos e
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dar escala aos que tiveram suas patentes já expiradas. Isso dinamiza o setor e possibilita a redução de custos para os agricultores. Há também uma questão de ciclo de vida das tecnologias e da inovação. Essas empresas acabam “forçando” às de pesquisa a inovar para manter sua diferenciação e posicionamento, o que acelera as inovações. Com o passar do tempo, as estratégias se modificam e algumas empresas de genéricos procuram se diferenciar e investir em inovações, outras de pesquisa acabam ficando mais genéricas. Esse é um ciclo que também está relacionado à concentração e ondas de fusões e aquisições a nível global. Como agregar valor a este tipo de produto? Quase todos os produtos passam por ciclos de vida, o que reduz seu grau de diferenciação. Isso acontece com carros, aparelhos de celular, computadores, televisores, enfim, não é diferente dos defensivos, principalmente depois da queda de suas patentes. Assim, o valor agregado pode vir pela oferta de serviços, novas formas de comercialização e crédito, integração na cadeia de valores,
posicionamento de marcas e outras estratégias de marketing. Quais as projeções para o mercado de defensivos agrícolas a curto prazo? Acreditamos que continuará crescendo, mas num ritmo mais lento. Influências de clima, área, tecnologias e câmbio podem mudar isso, mas se prevê um crescimento entre 4% e 5% nos próximos anos. Como o senhor avalia o desenvolvimento da Ourofino Agrociência em 5 anos de existência? Observando de “fora” é possível ver o desenvolvimento da empresa, tanto pela presença nos canais de distribuição quanto pela atenção que a concorrência já dá para a Ourofino. Deixe um recado aos agricultores. Os agricultores são a grande estrela da cadeia, com uma importância fundamental na sociedade pela geração de alimentos e riqueza, responsáveis pelo saldo comercial que o Brasil tem há mais de 15 anos. Parabéns agricultores, continuem investindo, continuem progredindo e se profissionalizando. Todos nós precisamos de vocês!
Qual o caminho para as revendas serem mais rentáveis? A fórmula é simples, mas implementar, não. O aumento da rentabilidade passa por cinco pontos fundamentais de gestão: 1. Vender mais para ganhar escala e, ainda melhor, com mix de produtos adequados; 2. Análise de crédito. Um real perdido por inadimplência demanda R$ 20 em novas vendas só para zerar a conta. Assim, boa análise e critério de crédito são fundamentais;
3. Reduzir despesas e custos deve ser uma constante nos negócios; 4. Reduzir o custo de capital, com busca de mecanismos e alternativas de crédito; 5. Não especular, principalmente para empresas que operacionalizam grãos. Quando o mercado sobe, pode-se ganhar muito dinheiro. Mas quando ele cai, a maioria das empresas têm problemas nessa modalidade.
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sustentabilidade
De olho no futuro Ourofino Agrociência investe em tratamento e reutiliza efluente para irrigação Com o intuito de diminuir o consumo de água, a Ourofino Agrociência trabalha na reutilização do resíduo tratado pela ETE — Estação de Tratamento de Efluente – para irrigação. Diariamente, toda a área plantada do Parque Ecológico, que chega a 7,4 mil metros quadrados, é irrigada. No local foram plantadas mudas nativas do Cerrado, que agora usufruem do recurso hídrico sem impactar no consumo local. Para que o trabalho pudesse ser realizado, a empresa instalou um tanque de armazenamento, com capacidade para 6 mil litros, e outros 13 aspersores, utilizados para distribuir de maneira correta e eficiente o efluente. “Sabemos o quão importante é contribuir para a economia de água. A Ourofino Agrociência é uma empresa preocupada com a sustentabilidade, e mostra isso em ações como esta”, diz Flavienne Cruvinel Carvalho, coordenadora de Meio Ambiente. E a preocupação não é em vão. Historicamente, o Brasil é considerado um país privilegiado quando o assunto é água. Cerca de 12% da água doce superficial do planeta corre em nossos rios. O número, de acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), representa o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania, é 42% superior ao da Europa e 25% maior do que os do continente africano. Contudo, o consumo desenfreado e a ineficiência energética têm feito com que nossos rios e represas baixem (ou até sequem). No Nordeste, dezenas de cidades de estados como o Rio Grande do Norte e a Paraíba estão em estado de emergência pela falta de água. Em São Paulo, região que costuma receber
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generosas precipitações, a situação é alarmante e o racionamento já é debatido. Por isso, ações como a esta da Ourofino Agrociência, de reutilização de água, precisam ser cada vez mais comuns. Contribua com o Meio Ambiente e garanto o futuro das próximas gerações. Dicas para um consumo racional de água • Durante o banho, desligue a ducha enquanto se ensaboa. • Ao escovar os dentes, use um copo com água para enxaguar a boca.
• Antes de lavar a louça, panelas e talheres, remova bem os restos de comida de todas as peças. Ensaboe tudo, mantendo a torneira fechada, para, depois, enxaguar de uma só vez. • Só ligue a máquina de lavar roupas quando estiver cheia. Uma lavadora com capacidade para cinco quilos, em operação completa, gasta, em média, 135 litros de água. • Evite lavar calçadas, quintais e carros com frequência. Se for inevitável, use balde e vassoura no lugar de mangueira ou vassoura hidráulica.
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Ganha a guerra quem conhece o inimigo.
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Aliste-se e faça parte da operação: www.ourofinoagrociencia.com/ohan
Acesse o hotsite, cadastre-se e saiba tudo sobre as lagartas que invadem as terras do Brasil, principalmente a Helicoverpa armigera, que vem trazendo inúmeros prejuízos à agricultura.
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institucional
Novas diretrizes para a Agrociência Ourofino Agrociência se reestrutura e fortalece a presidência, o Conselho de Administração e as áreas Comercial e de Marketing
Jardel Massari e Norival Bonamichi assumem o comando da Ourofino Agrociência
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Com o constante crescimento registrado em cada um dos seus cinco anos de existência, a Ourofino Agrociência chegou a um momento de evolução, também, em sua estrutura diretiva. A reestruturação é parte de um planejamento estabelecido para o alcance de metas futuras e consolidação da empresa no setor do agronegócio brasileiro. Novas oportunidades foram abertas e profissionais com grande experiência no mercado contratados. Durante 2015, foram realizados novos investimentos na fábrica, no desenvolvimento de produtos pela área de PDI e Registro, além de parcerias que visam o crescimento sustentável da empresa. A principal mudança está no comando da companhia. Os sócios-fundadores, Norival Bonamichi e Jardel Massari, assumiram a presidência e a vice-presidência, respectivamente. Ambos integram também o Conselho de Administração. Outra novidade é a chegada de Luciano Galera, profissional com vasta experiência no mercado de defensivos agrícolas. Engenheiro agrônomo com pós graduação em Administração Estratégica e MBA em Marketing, ele assume a diretoria de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento, sendo responsável pelo direcionamento estratégico destes departamentos. Com 26 anos de experiência no mercado de defensivos agrícolas, Galera atuou nas principais culturas em todo o território nacional e em diferentes posições liderando processos e projetos, desenvolvendo pessoas e criando relacionamentos com clientes em todos os níveis. Na área comercial, a novidade é que Miguel Favotto Padilha assume a Diretoria Nacio-
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Luciano Galera assume a diretoria de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento
nal e passa a atuar com outros três diretores setorizados por área, com o objetivo de melhor
Miguel Padilha, diretor Comercial Nacional
atender às demandas de cada região. Padilha é formado em engenharia agronômica e desde então atua no mercado de defensivos agrícolas, exercendo as funções de representante técnico de vendas, gerente de marketing e comercial, além do diretor comercial. Na Ourofino Agrociência desde 2010, Padilha tem MBA em Gestão Empresarial. Na nova estrutura, o professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, também passa a integrar o Conselho de Administração da empresa por sua experiência em estratégias de mercado e agronegócio. Atualmente, o Conselho é composto por Norival Bonamichi, Jardel Massari, Luiz Souto, representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e João Sereno Lammel, conselheiro independente.
Marcos Fava Neves, Conselheiro da Ourofino Agrociência
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DiamanteBR é líquido e certo.
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Controla as pragas e valoriza o que você tem de mais precioso. Ingrediente ativo: Imidacloprido 480 g/L - SC
Produtos à base de Imidacloprido são tóxicos para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades. Comunicado do IBAMA, Diário Oficial da União, Seção 3, página 112 de 19/07/2012.
IMPORTANTE Denuncie. Não arrisque sua liberdade. Diga não aos agrotóxicos ilegais. Para sua proteção, respeito à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança no trabalho, nunca use produtos falsificados e contrabandeados, é crime. Disque Denúncia Agrotóxicos Ilegais: 0800 940 7030
ADVERTÊNCIAS Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita, e faça-o a quem não souber ler. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.
Informe-se sobre e realize o manejo integrado de pragas e o de resistência a doenças e plantas daninhas. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos.
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Divulgação - Biosev
cana-de-açúcar
O cultivo da cana e as pragas de solo Especialistas falam sobre as novidades de manejo e quais as principais pragas de solo que trazem prejuízos aos canaviais
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No Brasil desde o início do século XVI, a cana-de-açúcar é uma das importantes culturas que compõem o agronegócio nacional. Foi a base da economia nordestina, na época dos engenhos, e hoje mantém no estado de São Paulo cerca de 60% da sua produção nacional. Atualmente, o Brasil é o principal produtor de açúcar e o maior exportador de etanol do planeta. Alguns números retratam a importância da cultura para o país. De acordo com o Ministério da Agricultura, o estado de São Paulo liderou o ranking das exportações do agronegócio, sendo responsável por embarques de US$ 1,5 bilhão em junho. Deste total, o complexo sucroenergético é o responsável de quase 30% (US$ 444,13 milhões). Apesar de todo este know-how, a cada safra os produtores se deparam com novos desafios. Seja por questões climáticas ou tecnológicas, o manejo da terra está sempre sendo aprimorado, trazendo também problemas que antes não existiam. Em São Paulo, por exemplo, o avanço da mecanização fez com que algumas pragas de solo se intensificassem. Desde 2007, quando foi firmado o Protocolo Agroambiental do setor sucroenergético, os facões estão sendo substituídos pelas máquinas e tem ficado mais palha no campo, o que favorece o aparecimento de novas pragas. Ana Paula da Silva, engenheira agrônoma da Ourofino Agrociência, lembra que o pro-
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dutor precisa estar atento às novidades do mercado para manter a produtividade de seu canavial. “Para minimizar os problemas causados pelas pragas de solo o melhor caminho é o manejo integrado. É preciso saber utilizar os métodos de controles químicos, biológicos e cultural, para que desta forma, se obtenha um controle eficiente e eficaz”, afirma ela, lembrando que
a Ourofino Agrociência recomenda dois inseticidas para o controle destas pragas, o SingularBR e o DiamanteBR. Questionada sobre qual a praga de solo que mais danos traz aos agricultores atualmente, ela explica. “O Sphenophorus levis, também conhecido como bicudo da cana, é a mais temida hoje em dia, principalmente pelos produtores lo-
calizados no Estado de São Paulo. As larvas desse inseto se abrigam no interior do rizoma e danificam os tecidos. A partir daí, pode ocorrer a morte da planta e falhas nas brotações das soqueiras, causando prejuízos na ordem de 30 toneladas de cana por hectare. A longevidade do canavial também é reduzida, obrigando reformas extremamente precoces”, finaliza.
uma redução média de 25 toneladas/ha/ano nas áreas infestadas e os prejuízos causados por cupins chegaram em uma redução média 10 toneladas de cana/ ha/ano em áreas infestadas.
controle cultural representa uma importante forma de manejo, é importante realizar a destruição antecipada das soqueiras nas áreas infestadas e plantar mudas isentas da praga, sendo originárias de áreas não infestadas ou tendo sido colhidas em sistema de corte basal alto com até 20 cm acima do nível do solo.
Entrevista Aline Cristine Zavaglia, engenheira agrônoma e pesquisadora na área de Qualidade Fitossanitária do CTC — Centro de Tecnologia Canavieira Quais as principais pragas de solo em cana-de-açúcar atualmente? As são mais tradicionais são o bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), broca-das-raízes (Migdolus fryanus) e cupins. Quais as regiões mais afetadas? As pragas de solo estão largamente disseminadas nas áreas produtoras, o Sphenophorus levis já foi relatado em 150 municípios entre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás e estima-se que o Migdolus fryanus está presente em cerca de 500.000 hectares, 350.000 no estado de São Paulo, maior produtor da cultura, e os outros distribuídos entre os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Quais os prejuízos médios que cada uma pode causar ao canavial? Ensaios conduzidos pelo CTC constataram que os prejuízos causados por Sphenophorus levis e Migdolus fryanus determinou
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Com o aumento da mecanização, houve mudança no perfil das pragas encontradas? Sim, determinadas pragas estão se tornando ainda mais importantes com a mecanização, por exemplo, a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva spp.), que pode afetar da base do colmo até a parte aérea da planta, é uma praga que tem tido grande importância com a colheita mecanizada pois o fogo eliminava formas biológicas da praga no solo, além disso a palhada que hoje permanece, cria um microclima a nível de solo favorável a praga.
O que o CTC trabalha neste sentido? O CTC conduz diferentes ensaios com pragas para quantificar danos e verificar como os clones e variedades se comportam em relação a elas, assim a equipe do CTC fica apta para auxiliar os produtores no manejo e controle das mesmas.
Como minimizar os problemas causados por elas? Para minimizar os problemas é preciso determinar o nível de infestação das áreas com levantamentos para direcionar o controle. É importante optar pelo manejo integrado, não só utilizando o controle químico, mas também outros métodos de controle, como por exemplo, o controle cultural. O Sphenophorus levis é uma praga onde o
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cana-de-açúcar Conheça algumas pragas de solo e como sua ação traz prejuízos à lavoura Broca-das-raízes (Migdolus fryanus) As larvas do migdolus destroem o sistema radicular da cana-de-açúcar de qualquer idade, perfurando-os em todos os sentidos e alimentando-se dele. Em cana-de-açúcar, atacam o rizoma, podendo destruí-lo totalmente. Em canas jovens, as touceiras aparecem parcial ou totalmente secas e as falhas podem ser numerosas. Em canas mais velhas, as touceiras atacadas apresentam aspectos de canas afetadas por seca ou fogo. Os efeitos são mais evidentes durante os períodos em que as plantas estão sujeitas ao déficit hídrico, quando é possível encontrar números elevados de larvas junto às touceiras atacadas. Os adultos também podem fazer orifícios nos toletes. Por viver debaixo da terra e só sair na superfície por um curto período de tempo – para as revoadas de acasalamento – a praga é difícil de ser encontrada, o que prejudica seu controle. Os danos ao canavial são irreparáveis: de queda da produtividade à perda da plantação. As perdas provocadas por esse inseto
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podem variar de 25 a 30 toneladas de cana por hectare até, na maioria dos casos, a completa destruição da lavoura, resultando na reforma antecipada mesmo de canaviais de primeiro corte. Bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) O Sphenophorus levis, conhecido como bicudo da cana, é atualmente a praga mais temida pelos produtores canavieiros, principalmente os localizados no estado de São Paulo. As larvas desse inseto se abrigam no interior do rizoma e danificam os tecidos. A partir daí, pode ocorrer a morte da planta e falhas nas brotações das soqueiras, causando prejuízos na ordem de 30 toneladas de cana por hectare. A longevidade do canavial também é reduzida, obrigando reformas extremamente precoces. Cupins Já foram identificadas junto à cana-de-açúcar mais de 12 espécies e há outras em pesquisas. A Heterotermes tenuis é a mais danosa para esta cultura.
Ela constrói seus ninhos de forma subterrânea e os mesmos se comunicam através de galerias. Para alimentação, atacam as plantações localizadas nas proximidades do seu ninho e os toletes destinados aos novos plantios, destruindo o tecido parenquimatoso e as gemas, causando falhas na germinação, e em alguns casos, tornando necessário o replantio. Nas brotações, o ataque ocorre no sistema radicular, provocando debilidade da nova planta. Logo após o corte, o ataque é feito na soqueira através da incisão nos tocos e consequente destruição das raízes e rizomas. Nas canas adultas, a penetração ocorre através dos órgãos subterrâneos secos, atingindo até os primeiros internódios. Já a cana cortada e deixada por algum tempo no campo também é atacada pelos cupins. Assim como na escassez de matéria orgânica decomposta, eles podem atacar folhas de brotações novas. Em relação aos danos, os cupins podem causar perdas de até 10 toneladas por hectare no ano.
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AgroEncontro
Foco na produtividade AgroEncontro reunirá cerca de 1500 profissionais e apresenta tecnologias que auxiliam no ganho de produtividade nos canaviais A palavra do momento é produtividade. Seja em congressos, feiras, grupos de estudos ou conversas informais, representantes do setor sucroenergético buscam tecnologias capazes de incrementar suas produções. O momento econômico faz com que a busca não seja privilégio apenas dos grandes produtores, mas inclui também os médios e pequenos, que sentem a necessidade e têm apostado cada vez mais em produtos de qualidade. Para auxiliar os canavieiros, a Ourofino Agrociência promove este ano a terceira edição do AgroEncontro, evento onde são apresentadas novidades em máquinas, defensivos agrícolas e novas variedades de cana. Neste ano, o encontro acontece de 29 de março a 1º de abril, em Guatapará, interior de São Paulo, local onde está localizada a
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Aqui é possível encontrar mudas de qualidade, conhecer e adequar cada uma ao seu perfil de solo, além de saber mais sobre fertilizantes e insumos.” José Renato Pavão, diretor comercial da Ourofino
Fazenda Experimental da Ourofino. Na última edição, cerca de mil profissionais estiveram presentes. José Renato Pavão, diretor comercial da Ourofino Agrociência, diz que as oportunidades ofertadas em eventos como este contribuem para o desenvolvimento do segmento. “O setor enfrenta dificuldades e, cada vez mais, precisamos trazer inovação para que os produtores possam aumentar a produtividade. Aqui é possível encontrar mudas de qualidade, conhecer e adequar cada uma ao seu perfil de solo, além de saber mais sobre fertilizantes e insumos. Isso minimiza as perdas e pode trazer maior produtividade”. As novidades para este ano envolvem desde o layout do evento até as tecnologias apresentadas. Com sua estrutura modificada, o AgroEncontro busca tornar a expe-
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riência dos produtores ainda mais agradável. Toda a área experimental, assim como a recepção, foi remodelada. Em 2016, a Ourofino Agrociência apresentará toda a sua linha para cana-de-açúcar (herbicidas e inseticidas), proporcionando diferentes situações de aplicações. DemolidorBR, FortalezaBR e CoronelBR, utilizados para ervas daninhas, e DiamanteBR e SingularBR, soluções para insetos, são alguns dos destaques. “O DiamanteBR combate as cigarrinhas-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), uma das piores pragas que afetam a cultura e trazem prejuízo aos produtores. Já o SingularBR possui formulação líquida e por isso diferencia-se dos demais. Os resultados demonstram sua eficácia”, explica Antônio Nucci, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Ourofino Agrociência. No que tange as variedades de cana-de-açúcar, o evento contará com a participação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e Ridesa Brasil. Outras empresas como a Syngenta, que apresentará seu sistema de manejo para cana-de-açúcar, a Herbicat, que chega com as novidades no desenvolvimento e fabricação de pulverizadores, e a Valtra, com novidades em maquinarias, completam a lista. Público O diretor agroindustrial da Usina São Martinho, Mário Gandini, também conhecido como ‘Marinho’, participou do evento em 2015. Para ele, o AgroEncontro proporciona oportunidades para um bom networking, aprendizado e práticas diárias. “Esse evento tem sido cada vez melhor. É uma iniciativa muito interessante, que divulga a marca da empresa. Eu mesmo associei os produtos à marca participando do AgroEncontro. Todo o corpo de diretores, gerentes, até mesmo os só-
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Dia de Campo contou com demonstrações de máquinas agrícolas
Mais de mil participantes estiveram na edição de 2015
cios-fundadores da empresa, estão presentes. Isso traz uma proximidade entre o produtor e a empresa que nos cativa”. Além de pesquisadores e empresários, associados de importantes cooperativas estarão presentes. Estão confirmadas as participações da Coopercitrus, Coplana, Coplacana e Copercana. “Temos como função junto aos cooperados fomentar ações que melhorem sua renda e eventos como o AgroEncontro contribuem para que na prática eles possam ter acesso às novas tecnologias e atinjam os seus objetivos”, afirma Jair Guessi, diretor comercial
de insumos da Coopercitrus. O engenheiro agrônomo Marcos Fava Neves é outra atração. Com palestras diárias sobre as nuances do mercado sucroenergético, o engenheiro agrônomo passará um pouco da sua expertise aos produtos. “Os objetivos do nosso evento estão relacionados à divulgação de conhecimento para o homem do campo e à oportunidade de debater sobre como o uso de novas tecnologias impacta no agronegócio”, finaliza o gerente de Marketing e Inteligência Competitiva da Ourofino, Everton Molina Campos.
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entrevista especial / MÁRIO GANDINI
Mão de obra engajada Em um mercado cada vez mais competitivo, São Martinho aposta nas pessoas como diferencial Os números impressionam. O Grupo São Martinho moeu na safra 2015/16 mais de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, recorde para a companhia, valor 7% maior do que o atingido na safra anterior. Somente na unidade de Pradópolis, que leva o nome da companhia, foram 10 milhões de toneladas. A meta foi alcançada em uma época em que o termo produtividade está em alta. Se o período é de estiagem, o mercado não ajuda e os investimentos estão tímidos, a solução é caseira: mão de obra engajada. Mário Gandini, o Marinho, é diretor agroindustrial da Usina São Martinho e um dos responsáveis pelos feitos. Com mais de 40 anos de experiência no setor, ele cita o cuidado e atenção dispendida aos colaboradores, além do mesmo trato com o maior bem da companhia, a cana-de-açúcar. Mecanização, mercado e outras nuances também foram abordadas. Confira: Ourofino Agrociência — Vale a pena investir em cana-de-açúcar? Marinho — O setor produz bem, com bons custos e isso mostra que é um bom negócio. É preciso gestão para lidar com as crises e as bonanças. Trata-se de um negócio sustentável ao longo do tempo. Produtividade. Quais os desafios? Em períodos de crise muito se fala em novas tecnologias, geralmente esperando que essas façam milagres. É o caso do etanol celulósico, por exemplo. Acredito que o principal seja fazer o “arroz com feijão” bem feito, algo que muitas
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produção por hectare serão altos, mas o custo comprometerá todo o resto. Sou sempre muito repetitivo em uma coisa: todo mundo sabe o que deve ser feito. O problema é que em alguns casos, mesmo com recursos disponíveis, não se consegue fazer. A cada dia que passa a mão de obra é menos educada e menos preparada.
Mário Gandini, diretor agroindustrial da Usina São Martinho
usinas não conseguem. Parece óbvio dizer isso, mas as novidades tecnológicas não podem ser a tábua de salvação, quando o básico é deixado de lado. A usina tem que pensar em resultado, não apenas em produção. É assim que se trabalha! O Grupo São Martinho prioriza este trabalho? A base da nossa atividade é a cana-de-açúcar. Se pegarmos os exemplos das empresas que estão em dificuldades são as que têm menos cana do que capacidade industrial. Por um motivo ou outro, não souberam manter ou chegar a produzir a quantidade projetada. A nossa atividade é produzir cana, quem está no ramo e não pensa assim, não terá sucesso. Qual a importância dos tratos culturais? Não adianta ter um mundo de cana se for necessário reformar o canavial todo ano. Os valores de
Mão de obra é mais um gargalo do setor? Não só do setor sucroenergético, mas do país. As empresas que não estiverem dispostas a treinar os novos profissionais, de forma intensa, não terão êxito. As companhias de sucesso são aquelas que saem do discurso de que as pessoas são importantes e vão para a prática. Quais ações o Grupo mantém neste sentido? A verdade é que as empresas têm que fazer uma parte que os profissionais não recebem lá fora. Essa é a maneira de você conseguir produzir no Brasil. Trabalhamos as pessoas quase que de maneira obsessiva nos últimos 15 anos aqui. A ideia é que o colaborador, também fora da empresa, seja mais disciplinado. O que podemos falar sobre a mecanização? Evoluímos muito, até por uma questão de sobrevivência, primeiro na colheita e depois no plantio. Os números satisfazem em relação ao tipo de equipamento oferecido, mas muita coisa ainda precisa ser melhorada. No plantio, por exemplo, existem novas tecnologias chegando e em até 15
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anos teremos uma grande mudança. Isso já é definitivo. Em qual caminho você aposta em relação ao plantio? Existem quatro ou cinco cenários que podem acontecer, mas o certo é que o sistema vai mudar e a cana ganhará muito em termos de produtividade, resultado e tecnologia. O plantio praticado atualmente é grosseiro, destoa muito das outras atividades agrícolas. Não há comparação entre o plantio de cana e o de soja ou milho. A soja é plantada em grãos por hectare e a cana em toneladas por hectare. Qual o grande gargalo quando o assunto é mecanização? Tanto no plantio quanto na colheita temos danos provocados pelas máquinas na cana. Os produtores buscam compensar o problema dobrando a quantidade de cana por hectare e isso tem um custo absurdo. Com as novas tecnologias, isso tende a melhorar. Como avalia o sistema de Meiosi — Método Inter Rotacional em cana? É um sistema de plantio muito antigo, criado pelo técnico Fernando Coelho de Souza, pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia. Nasceu com o conceito de que nos intervalos da lavoura você plantaria soja ou amendoim. É um método muito interessante e inclusive trabalhamos com ele aqui. As novas tecnologias de plantio podem ajudar na propagação da Meiosi? Sim, muito. Antigamente eram plantadas duas linhas e outras dez ficavam sem plantar, não tínhamos espaços corretos, principalmente em linhas em contorno. Não se conseguia manter o paralelismo das linhas. Com o advento do piloto automático isso ficou
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As novidades tecnológicas não podem ser a tábua de salvação. É preciso fazer o arroz com feijão bem feito primeiro” Mário Gandini muito fácil, já que você calcula no escritório e o trator executa, praticamente sem erro. Como funciona o programa “Viva Cana”? O grande objetivo deste trabalho é conservar a cana, que é o nosso sustento. Reservamos, por exemplo, uma área na lavoura para o pneu dos tratores transitarem e outra para a cana crescer. É expressamente proibido pisar na área da cana. Isso evita a compactação do solo e ajuda no desenvolvimento da planta. Investimos também em pneus
de alta flutuação, bitolas adequadas, GPS´s para auxiliar nas entrelinhas, enfim, são várias as medidas. A conscientização dos colaboradores também é fundamental. Quais os resultados? Temos o canavial mais velho do setor e falo isso com muito orgulho. Quando você analisa o índice de tonelada por hectare colhida, nós não nos destacamos. Quanto menos se renova — mantendo a vitalidade do canavial —, maior a produtividade por área total. O que tem a dizer sobre a Ourofino Agrociência? Uma empresa 100% nacional, que atua em um mercado de multinacionais, merece a minha simpatia. Tenho muito apreço pela empresa e torço para que seja cada vez maior. O senhor já participou do AgroEncontro. Qual sua opinião sobre o evento? É uma iniciativa muito interessante, que divulga a marca da empresa e tem sido cada vez melhor. A presença dos diretores, gerentes e até mesmo dos sócios-fundadores traz uma proximidade muito grande entre o produtor e a empresa, e isso nos cativa.
Usina São Martinho moeu 10 milhões de toneladas na safra 2015/16
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soja
A soja e suas lagartas A cada ano, produtores se deparam com um novo desafio; Falsa-medideira é a lagarta da vez
Lagarta Falsa-medideira (Chrysodeixis includens)
O agricultor brasileiro está acostumado a superar desafios. Isso porque as safras se diferenciam umas das outras e é preciso se reinventar a cada ano. Mudanças climáticas, por exemplo, tão comuns por aqui, favorecem o surgimento de novas lagartas em lavouras de soja, cultura que chegou ao Brasil em 1882. Leguminosa de origem chinesa, a soja começou a ser cultivada comercialmente nos Estados Unidos, país que junto ao Brasil, é o maior produtor do mundo. Por aqui, aliás, a cultura demorou a se espalhar pelas lavouras. Somente em 1914, no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul,
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foi que surgiu o primeiro registro de cultivo no país. De lá para cá, muita coisa mudou. A cultura se valorizou, ganhou território e força entre os produtores, tornando-se fundamental na economia brasileira. De acordo com projeções da consultoria INTL FCStone, a produção de soja no Brasil deverá ser de 98 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 97,8 milhões de toneladas em janeiro. O crescimento também é visto no território ocupado pela cultura, que deve chegar a 33,1 milhões de hectares. Mas engana-se quem pensa que apenas os números de produção aumentam.
Há três safras, chegou ao Brasil a Helicoverpa armigera, lagarta que provocou sérios danos a vários produtores. Passados dois anos, o Mapa —Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou, em 25 de agosto de 2015 uma lista com as principais pragas com maior potencial para gerar prejuízos nas lavouras brasileiras, elencando a Helicoverpa entre elas. Um dos grandes desafios no combate a esta lagarta é a sua grande tolerância a diversos inseticidas, sendo o Benzoato de emamectina o mais eficaz. No Brasil, o uso desse produto é restrito e só foi liberado em caráter emergencial na Bahia, Maranhão, Mato Grosso e Piauí, até o momento.
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Além desta praga que foi novidade, velhas conhecidas não deixam o agricultor em paz. Nomes como o da Falsa medideira (Chrysodeixis includens), da Lagarta das vagens (Spodoptera) e o da Lagarta-da-maçã (Heliothis), são comuns todos os anos. A Falsa medideira, aliás, é a que mais tem crescido nas últimas três safras, segundo apontam os especialistas. A lagarta tem coloração verde clara, linhas brancas e, tipicamente, apresenta dois pares de pernas abdominais. Ela se alimenta de folhas da parte mediana da planta e ocorre a partir da fase reprodutiva estendendo-se até o fim do ciclo. “De fato é a que predominou nesta última safra, sendo que em algumas regiões a incidência foi maior. Ela traz sérios problemas a lavoura e é mais difícil de ser controlada pelo hábito que mantém”, explica Osmar Conte, pesquisador da Embrapa Soja. Para o engenheiro agrônomo Everton Campos, o uso inadequado de inseticidas (produtos com modo de ação diferente) pode favorecer a criação de certa tolerância das lagartas. Por isso, ele orienta que os produtores procurem profissionais especializados para que seja programada uma rotação de ativos. “Essa é uma preocupação que nós, da Ourofino Agrociência, temos. Procuramos sempre orientar os produtores sobre quais as formas de aplicação de cada produto, assim como a época e as doses corretas, visando manter a sanidade da sua lavoura sempre em dia”, afirma ele, que é gerente de Marketing da empresa. A Ourofino oferece ao mercado o inseticida BrilhanteBR, produto que atua nos três estágios da praga - ovo, lagarta e mariposa
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- com alta eficiência no combate a insetos de difícil controle. O BrilhanteBR foi testado e aprovado por diversos produtores. “O grande diferencial deste produto é sua ação ovicida, que contribui para um maior período de controle, garantindo a cultura um controle maior”, explica Campos.
Tecnologias no campo Fora das lavouras, muitos estudos são conduzidos para amenizar a incidência das lagartas em soja. Um dos temas mais debatidos atualmente é a utilização da soja intacta, uma variedade resistente ao glifosato e que possui o gene BT em
Entrevista Pablo Luporini Ruiz, engenheiro agrônomo da Ourofino Agrociência Quais as principais lagartas em lavouras de soja atualmente? Hoje temos duas tecnologias de soja sendo plantadas no Brasil: as RR, que são resistentes aos produtos à base de glifosato; e a Intacta, resistentes ao glifosato e que possuem o gene BT em seu DNA, apresentando resistência a algumas lagartas. Pensando na variedade de soja RR, temos como principais as espécies Helicoverpa armigera e Falsa-medideira. Já para a soja Intacta temos as espécies de Spodoptera sp., tanto como hábito de lagarta rosca, cortando a parte basal da planta, como também atacando as folhas. Quais as regiões mais afetadas? A presença da Helicoverpa armigera e da Falsa-medideira são detectadas em todas as áreas de soja do país. Já as espécies de Spodoptera sp. têm maior infestação em áreas em que também se cultiva o milho, pois é a principal praga desta cultura. Como minimizar esses problemas? O mais importante é compreender que as táticas de manejo de pragas dos sistemas produtivos envolvem vários aspectos e um deles é o controle químico. E tão importante quanto usar os inseticidas, é saber como usá-los e quando usá-los. Além disso, conhecer o mecanismo
de ação dos inseticidas é fundamental para que se faça a rotação dos produtos e venha a minimizar o desenvolvimento de resistência. Pensando em manejo pré-semeadura, a aplicação de inseticidas na dessecação das plantas daninhas é de grande importância, pois assim a cultura vai emergir sem ou com baixa infestação das pragas. Depois de emergida, é necessário monitorar a área com a utilização de pano de batida, essencial para identificar qual praga se encontra na área, e assim, poder aplicar o produto correto e no tempo certo. Quais produtos da Ourofino Agrociência são recomendados? Temos dois produtos para lagartas desfolhadoras da soja, sendo o BrilhanteBR e o CapatazBR, e para os estados da Bahia e Mato Grosso temos o registro emergencial do DesafioBR, produto à base de Benzoato de emamectina que tem apresentado um excelente resultado no campo. É importante ressaltar que toda recomendação e o acompanhamento deve ser feita por um engenheiro agrônomo.
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soja seu DNA, que lhe confere resistência a algumas lagartas. Estima-se que 40% da soja plantada no país utilize a tecnologia. De acordo com Luis Henrique Kasuya, engenheiro agrônomo e consultor, é importante que se mantenha um equilíbrio no plantio e no manejo da lavoura. “A tecnologia Intacta é importante e tem ajudado o produtor, mas dever ser utilizada da maneira correta, respeitando, por exemplo, o plantio de áreas de refúgio”. Ainda em menor número no país e com resultados sendo apresentados, a tecnologia exige que o produtor se mantenha atento durante todo o ciclo. “Se ela for utilizada de forma adequada, poderá auxiliar [a produção]. Contudo, se o produtor não manter um monitoramento constantemente, fazer refúgio e utilizar as principais técnicas pregadas pelos órgãos de pesquisa e assistência técnica, a tecnologia Intacta certamente terá vida curta no Brasil”, finaliza.
Helicoverpa - (Helicoverpa Armigera)
Quando atacar a lagarta? Final da tarde e à noite são os períodos mais adequados para as aplicações de inseticidas. Além de a umidade relativa ser maior e a temperatura ser menor, são horários em que a lagarta mais caminha e se alimenta do terço superior da plantação. Confira o esquema da movimentação da lagarta:
6h
8h
10h
12h
14h
16h
18h
20h
22h
O combate à lagarta Helicoverpa deve ser realizado preferencialmente quando ela estiver ainda pequena, até 10 mm. Se for realizado quando as lagartas já estiverem com tamanho superior a 10 mm (grandes), o controle não será efetivo, havendo sobra de lagartas na área. Veja na imagem acima o período ideal de controle.
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commodities
O que esperar da cana? A primeira edição da Revista Horizonte em Campo traz um caderno especial sobre o AgroEncontro, evento que reúne canavieiros há três anos no interior de São Paulo. Mantendo a temática, as considerações deste artigo serão baseadas no mercado sucroenergético, um dos pilares do agronegócio nacional. As primeiras estimativas apontam para uma safra em torno de 620 milhões de toneladas de cana. A temporada 2016/17 será mais uma vez desafiadora ao produtor brasileiro, principalmente no que se refere aos dois principais produtos da cultura, açúcar e etanol. No que tange as exportações, os rumores são de que as usinas já tenham vendido cerca de 60% do açúcar. O valor refere-se a algo próximo de 15,6 milhões de toneladas (são esperadas 26 milhões de toneladas). A informação traz certo alívio num momento em que os preços caíram mais de 10%, influenciados principalmente aos a anúncios de maior safra no Centro-Sul. O preço não caiu para quem fixou bem. É certo que será um ano de alta volatilidade nos preços do açúcar, o que realça a necessidade de uma excelente estratégia comercial. Os preços caíram bastante desde o início do ano pois acredita-se numa produção maior de açúcar no Brasil, podendo passar de 34 milhões de toneladas. A União Europeia também estima um aumento, de 22%, chegando a 17 milhões de toneladas, caminhando contra todas as forças de mercado e aumentando a produção de maneira artificialmente subsidiada. Este acréscimo poderia levar o mercado ao equilíbrio novamente, daí a importância do Brasil jogar com a possibilidade de direcionar mais cana para o hidratado e mudar esta conversa.
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Falando em etanol, os dados de 2015 apontam para recorde na venda de hidratado, sendo comercializado pelas distribuidoras aos postos o volume de 17,8 bilhões de litros. De acordo com a ANP — Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o consumo de gasolina caiu para 41,137 bilhões de litros, quase 7,2% a menos que 2014. Considerando-se a adição de 27% de anidro na gasolina, chega-se a um consumo de 28,8 bilhões. Ainda sobre o biocombustível, no Brasil temos que acompanhar o efeito da alta dos preços. Em São Paulo, o etanol subiu quase 40% ao consumidor e 50% nas usinas. Outro fato a ser observado é o consumo geral de combustíveis, que pode cair devido à crise, em até 5% neste ano.
Um detalhe interessante, a estrutura portuária da Copersucar, maior trading do biocombustível do mundo, vem trabalhado cada vez mais com grãos em complemento ao açúcar. Este é o jogo mundial da eficiência, o que nos mostra um melhor uso dos ativos e que permite com que os custos médios de operação caiam, tornando toda a estrutura mais eficiente. Eficiência e boa gestão financeira na cana são dogmas! Marcos Fava Neves é Professor Titular da FEA/USP, Campus de Ribeirão Preto (SP). Fundou a Markestrat (Centro de Pesquisas e Projetos em Marketing & Estratégia) e autor e organizador de diversos livros sobre Agronegócio no Brasil, Argentina, Estados Unidos, África do Sul, Uruguai, Inglaterra, Cingapura, Holanda e China.
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5ponto6 Fotografia
5 anos
5 anos de história! Trabalho, perseverança e conquistas marcam os primeiros passos da Ourofino Agrociência Contar com uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo e um Centro de Pesquisa Agronômica certificado pelo Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não são as principais razões do sucesso da Ourofino Agrociência. Por trás de toda essa estrutura, na verdade, existem pessoas que fazem da empresa um modelo a ser seguido, que trabalham com o objetivo de torná-la protagonista na missão do Brasil de plantar, colher e levar alimento e energia de qualidade para o mundo. Tudo começou com a visão e o empreendedorismo dos seus fundadores, os senhores Norival Bonamichi e Jardel Massari (atuais presidente e vice-presidente). Foram eles que plantaram o sonho e o desejo de construir uma empresa brasileira de defensivos agríco-
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las que estivesse presente no dia a dia do agricultor. Os primeiros a unir forças e dedicar talento e comprometimento ao projeto foram Dolivar Coraucci e Fábio Lopes, na época gestores do Grupo Ourofino e atualmente CEO e CFO da Ourofino Saúde Animal, respectivamente. Com o plano inicial concluído, muitos profissionais se juntaram a esse sonho. Atualmente mais de 310 colaboradores ajudam a construir essa história, que oficialmente teve início em 19 de agosto de 2010, quando a empresa fechou o seu primeiro pedido de compra. O produto em questão foi o Eleve, um fungicida à base de Mancozeb indicado para as culturas do arroz, batata, citros e tomate. Jair Súnega, um dos primeiros profissionais a ser contratado pela Agrociência, é outro nome
bastante conhecido. Bacharel em Química, auxiliou no planejamento do que hoje é a mais moderna fábrica do setor na América Latina. “Minha história na Agrociência começou em 2007, quando fui convidado para a implementação deste grande sonho. Tudo aconteceu muito rápido, tivemos que definir portfólio, desenvolver formulações e tecnologias, estratégias de registro e de fabricação, enfim. Paralelamente a estas definições, estudamos qual o melhor local para a montagem da fábrica, considerando questões logísticas, ambientais e fiscais”, conta ele, que atualmente é diretor industrial. O local escolhido foi Uberaba, em Minas Gerais. Ao todo são 40 mil m² de área construída, com uma estrutura capaz de fabricar 100 milhões de litros por ano, construída em pouco mais de um
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ano. “Alcançamos objetivos em tempo recorde. Em junho de 2010 terminamos as obras e logo já contávamos com várias certificações e credenciamentos da indústria pelas principais empresas do segmento”, explica Súnega. Norival Bonamichi, sócio-fundador e presidente da empresa, ressalta que o rápido desenvolvimento se deve a experiência dos colaboradores, atentos aos mínimos detalhes em toda a cadeia produtiva. “Estamos em uma velocidade extremamente alta com a Ourofino Agrociência. É um mercado totalmente diferente ao que estamos acostumados, onde as pedras são maiores e a concorrência mais pesada. Trabalhamos forte para superar os desafios”. Ele e Jardel Massari mantêm uma parceria há mais de 30 anos, desde quando fundaram a Ourofino Saúde Animal. Ambos são naturais de Inconfidentes, um distrito mineiro da cidade de Ouro Fino, e hoje administram de forma independente as duas empresas. Thaís Clemente, gerente executiva de Pesquisa, Registro e Controle de Qualidade, lidera um dos mais importantes departamentos da empresa. Com o auxí-
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Foi aqui que encontrei a oportunidade de fazer a diferença e ter o reconhecimento por isso” Charles Francisco Ratkevicius, coordenador de PDI lio de sua equipe, ajudou a formar o que hoje é referência no mercado, como a Fazenda Experimental localizada em Guatapará (SP), de onde saem grande parte dos projetos da empresa. “São vários os detalhes que nos diferenciam, mas um deles, é que a Ourofino é credenciada no Ministério da Agricultura e pode emitir laudos oficiais, o que nos traz muito agilidade nos processos”, explica. O ambiente acolhedor é outro grande diferencial da empresa. Quem relata isso são os próprios colaboradores, que sentem orgu-
lho em dizer que trabalham na Ourofino Agrociência. “É a minha segunda casa. Temos um ambiente de trabalho agradável aonde venho construindo relações de amizade duradouras e significativas para minha vida. É o lugar em que posso me desenvolver não só como profissional, mas como pessoa já que me realizo nas atividades que exerço e consigo ver o meu trabalho fazendo parte da história da empresa”, conta Marco Antonio Vaz de Lima - engenheiro agrônomo que entrou na empresa como supervisor técnico de produtos e hoje é coordenador de Estudos Oficiais. Para manter a qualidade de seus produtos, a Ourofino conta também com um escritório em Xangai, na China, inaugurado em março de 2012. É de lá que saem boa parte da matéria-prima importada para a fabricação dos produtos. O trabalho por lá começou antes mesmo da inauguração do escritório, quando o colaborador James Lee foi contratado, em setembro de 2010. O chinês nascido na cidade de Xiamen, conta um pouco desta história e comemora o fato de ter aprendido a falar português. “Começamos com apenas duas colegas e hoje nossa equipe tem seis colaboradores. É uma oportunidade muito boa poder trabalhar em uma empresa brasileira”.
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5 anos Sonhos
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Charles Francisco Ratkevicius é biólogo de formação e técnico em química. Aos 38 anos, ele conta que entrou na Agrociência em 2010 como analista júnior, passando para analista de estudos físico-químicos e hoje é Coordenador de PDI. Além da realização profissional, ele comemora outras conquistas, como a realização de um sonho. “Profissionalmente posso dizer que foi aqui que encontrei a oportunidade de fazer a diferença e de ser reconhecido por isso. Pessoalmente, consegui comprar a casa que tanto queria. Comprei em várias parcelas, claro, mas é graças ao meu trabalho na Ourofino que estou conseguindo pagar. Só tenho a agradecer”. Romero Nocera, que atua na equipe Comercial da Ourofino, comemora o fato de contar com respaldo também à sua família. “É uma honra fazer parte da Ourofino Agrociência. Há cinco anos posso dizer que tenho alcançado os meus melhores resultados, obtendo crescimento pro-
fissional e pessoal. A Ourofino é uma das poucas empresas que apoia o trabalho em família e o desenvolvimento da mesma”. Quem também tem história para contar é Vanessa Ramiro,
coordenadora do Registro. O fato de a empresa manter um escritório na China fez com que ela visitasse o país, um fato inesquecível, segundo ela. “A experiência de conhecer a China foi, de longe, a mais interessante. A cultura, a comida, o idioma, enfim, tudo é muito diferente do que estamos acostumados. É um país onde há muitas empresas com alta tecnologia e grandes parques industriais. Após esta experiência ficou bem mais fácil conduzir nossos trabalhos junto aos fornecedores. O contato pessoal, conhecer as pessoas e saber como e onde trabalham é essencial”, conta ela. Por fim, Jardel Massari relata sua impressão destes primeiros cinco anos de atuação no mercado de defensivos agrícolas. “O balanço que faço é extremamente positivo. A Agrociência traz uma bagagem grande de gestão de processos e pessoas, de se manter atento à imagem e à qualidade de seus produtos. Acredito que teremos um futuro brilhante pela frente”, finaliza Jardel Massari.
Vanessa Ramiro comemora a oportunidade de conhecer a China
Romero Nocera: “Ourofino apoia o trabalho em família”
James Lee foi o primeiro colaborador chinês da Agrociência
Escritório da Ourofino em Xangai, na China
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agenda
Agenda – Ourofino Agrociência Confira as participações da Ourofino Agrociência em feiras e eventos espalhados pelo Brasil
Expoagro Afubra
Tecnoshow COMIGO
FERSUCRO - STAB
Data: 21 a 23 de março Local: Rio Pardo (RS) www.afubra.com.br
Data: 11 a 15 de abril Local: Rio Verde (GO) www.tecnoshowcomigo.com.br
Data: 26 e 27 de julho Local: Maceió (AL) www.stableste.org.br/fersucro/
Show Safra BR 163
Expolondrina
FEACOOP
Data: 29 de março a 1º de abril Local: Lucas do Rio Verde (MT) www.fundacaorioverde.com.br
Data: 7 a 17 de abril Local: Londrina (PR) www.expolondrina2016.com.br
Data: 1 a 4 de agosto Local: Bebedouro (SP) www.coopercitrus.com.br
AgroEncontro
Agrishow
6º Congresso Andav - Fórum & Exposição
Data: 29 de março a 1º de abril Local: Guatapará (SP) www. agroencontro.com.br
Data: 25 a 29 de abril Local: Ribeirão Preto (SP) www.agrishow.com.br
FARMSHOW
Agronegócios Copercana
Data: 5ª 8 de abril Local: Primavera do Leste (MT) www.farmshow.com.br
Data: 21 a 24 de junho Local: Sertãozinho (SP) www.agronegocioscopercana. com.br
Data: 15 a 17 de agosto Local: São Paulo (SP) www. congressoandav.com.br/2016 39ª Expointer
Revista Agrociência / Jan a Abr 16
Data: 27 de agosto a 4 de setembro Local: Esteio (RS) www.expointer.rs.gov.br
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Na sua missão de produzir e prover alimento e energia às pessoas, você não está sozinho. A Ourofino está ao seu lado levando soluções para garantir produtividade com segurança e qualidade à sua lavoura.
Aprovações de Layout Aprovação Solicitante ___________________________/____/____ Aprovação Depto. Registro Agrícola ________________/____/____ Aprovação Gerente Marketing ____________________/____/____