Cinema Há 20 anos, Harry Potter estreava no Brasil R$ 2,00 (outros Estados R$ 3,00) - www.otempo.com.br - Belo Horizonte - Ano 24 - Número 8528 - Segunda-feira, 20/4/2020
REPRODUÇÃO
Arena do Galo. Obras para a construção do estádio começam hoje. SUPER.F. Página 24
Magazine. Página 16
FLÁVIO TAVARES
CORONAVÍRUS > PANDEMIA Quase 80% defendem punição a quem furar regra DESSE TOTAL, 33% APOIAM A APLICAÇÃO DE MULTAS, E 43% PREFEREM ADVERTÊNCIAS, DIZ DATAFOLHA. Página 3
Em um mês, isolamento evita 200 mortes em Belo Horizonte
PBH alerta: não é hora de relaxar, pois pico de contágio será em maio ¬ Há um mês, a população de Belo Horizonte – e do Brasil – se recolheu para tentar conter o coronavírus. Medidas duras, o fechamento do comércio e o distanciamento social, po-
rém, foram imprescindíveis para barrar a explosão de casos na capital mineira, segundo o comitê da prefeitura para a pandemia: mais de 200 vidas foram salvas apenas na cidade, que deixou de ter 3.500 novas infec-
ções no período. Diante do descumprimento das restrições por parte da população, a PBH endureceu as regras, chegando a editar 13 decretos que incluíram até mesmo o fechamento de praças. Página 2 FLÁVIO TAVARES
Balanço
Casos chegam a 1.154 em MG, e mortes ficam estabilizadas
Excluídos EM MG, 700 MIL ALUNOS SEM INTERNET FICAM DE FORA DE AULAS ONLINE.
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Embora números oficiais não registrem novos óbitos desde sábado, uma mulher de 75 anos morreu vítima de Covid19 no Norte do Estado. Página 3
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Esperança
Betim
NA CORRIDA PELA VIDA, 70 VACINAS ESTÃO EM TESTES NO MUNDO.
Reestruturação na saúde vai evitar colapso no atendimento
Páginas 4 e 5
Interessa
¬ Com dez casos, prefeitura in-
CRIANÇAS FICAM MAIS EXPOSTAS A VIOLAÇÕES DE SEUS DIREITOS.
Sem feira-hippie. Longe da avenida Afonso Pena há cinco domingos, artesãos e expositores fazem
Página 13
petição para serem incluídos nos programas de assistência social e de suspensão de débitos. Página 3
veste R$ 10,2 mi na abertura de 170 leitos e preparação de equipes para atendimento de vítimas do coronavírus. Página 6
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Coronavírus
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Cobertura especial
Por causa do avanço da doença causada pelo novo coronavírus, O TEMPO criou uma editoria especial para tratar do assunto. Acompanhe também a cobertura no portal O Tempo e na rádio Super 91,7 FM.
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PANDEMIA
Em 30 dias, isolamento evitou 200 mortes por Covid-19 em BH Um mês após o 1º decreto da PBH, distanciamento está na casa dos 55% ¬ LUCAS MORAIS ¬ Há um mês, no dia 19 de
março de 2020, inaugurouse uma situação até então inimaginável: os belo-horizontinos começaram a se recolher em casa diante da pandemia que já dilacerava milhares de vidas em toda a Europa. E, junto com o isolamento social, cenas inéditas apareceram nos noticiários e nas redes sociais: em pleno horário de pico, ruas e avenidas vazias. No coração de Belo
Horizonte, a praça Sete, que via a movimentação de mais de 400 mil pessoas por dia, teve o tráfego reduzido em até 71%. Para o infectologista Carlos Starling, que também é membro do comitê de enfrentamento do coronavírus criado pela Prefeitura de Belo Horizonte, os números mostram o sucesso da medida: mais de 200 mortes e 3.500 novos casos de coronavírus foram evitados na capital mineira com o distanciamento social. “É uma estimativa que tem como referência o que havia se projetado para uma cidade do porte de Belo Horizonte. Não estamos vivendo o que São Paulo vive, onde
os serviços de saúde já mostram um colapso”, compara o especialista. Atualmente, o isolamento na capital mineira se mantém na casa de 55%, segundo Starling, que alerta: não é o momento de relaxar. Isso porque o pico de casos deve ocorrer nas primeiras semanas de maio e, caso as pessoas retomem a rotina de outrora, previsões da UFMG apontam para até 600 mil contaminados e outros 30 mil com necessidades de leitos – em toda a rede SUS da capital, são pouco mais de 6.000 e, com as unidades particulares, o número sobe para 10,5 mil. “Qualquer data que seja passada para flexibilização
do isolamento tem que ser baseada em números, o que não temos ainda. Estamos discutindo alternativas e formas progressivas de ajustes, como o uso das máscaras. Mas qualquer flexibilização será feita de forma científica”, explica o especialista. Ontem, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, alertou que países só comecem a retomar a normalidade quando estiverem certos que seus sistemas de saúde têm capacidade de “detectar, testar, isolar e cuidar de cada caso, além de traçar todo contato que o paciente teve”.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
A PANDEMIA EM BH Veja os decretos editados pela prefeitura para evitar a propagação do coronavírus Criação do comitê de enfrentamento do coronavírus Decreto de situação de março emergência em Belo Horizonte
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Suspensão temporária do funcionamento de serviços e comércios não essenciais março
Suspensão por 100 dias do paga-
19 mento do IPTU e de outros impostos munimarço cipais dos estabelecimentos fechados
Leia mais sobre OMS na página 10
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Suspensão do funcionamento das empresas de telemarketing março
FLAVIO TAVARES - 17.4.2020
Redução em 50% do número de funcionários presenciais em telemarketing e call centers e obrigatoriedade da adoção de março medidas de proteção aos trabalhadores
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Cancelamento por 90 dias das certidões negativas de débitos de contribuintes com a prefeitura abril
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Nova rotina. Implantado há um mês na capital, isolamento social impediu a morte de pelo menos 200 pessoas e evitou 3.500 casos da doença
Decretos
Final feliz
Desobediência fez Curados aconselham: PBH endurecer regra fiquem em suas casas Mesmo com o crescente número de infecções e mortes, o isolamento é controverso. Cenas como a orla da lagoa da Pampulha e a praça da Liberdade com aglomerações de pessoas por lazer ou prática de esportes só cessaram com o cercamento dos espaços. Diante da insistência de parte da população, a prefeitura precisou agir. Em todo esse período, foram pelo menos 13 decretos que ditaram e alteraram normas e regras. O mais recente, publicado na última sexta-feira, dia 17,
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2 abril
Proibição da circulação dos ônibus vindos de Lagoa Santa após o afrouxamento das medidas de isolamento social naquela cidade
tornou obrigatório o uso de máscaras nos espaços públicos. E ainda teve espaço para briga judicial: depois de o prefeito Alexandre Kalil (PSD) ter proibido a entrada na capital de ônibus de cidades do interior que afrouxaram o isolamento social, o Ministério Público barrou a medida. Os comércios não essenciais, como salões de beleza, lojas de roupas e shoppings, também passaram a ter normas mais rígidas. Agora, quem desobedecer e resolver abrir pode ter o alvará cassado. (LM)
Mesmo com as incertezas causadas pela pandemia, finais felizes trazem perspectivas positivas. É o caso de quem conseguiu se curar da doença. Depois de ter sido infectado pelo coronavírus em uma confraternização em Belo Horizonte, Flávio Palestino venceu os 31 dias de confinamento e as angústias causadas pelo isolamento. Apesar de ter perdido o nascimento do filho, ele comemora a recuperação. “Meu filho nasceu no início do mês e só nessa semana consegui pegá-lo no colo.
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Tive que me afastar e ficar isolado até ter um exame negativo. Como minha esposa não foi à festa, ela não teve a doença”, relembra. A doença se disseminou entre figuras públicas, como a vereadora Bella Gonçalves (PSOL) – na Câmara Municipal, outros seis parlamentares testaram positivo para o coronavírus. “É preciso manter o isolamento rígido, mas precisamos avançar nas medidas de proteção às comunidades das vilas e das favelas”, ressalta. (LM)
Veto ao acesso de clientes ao interior de estabelecimentos comerciais não essenciais, organização de filas nas áreas externas por bancos e lotéricas, além de abril restrição à circulação de pessoas para atividades de esporte e lazer em praças e outras áreas públicas Proibição do acesso de ônibus de cidades do interior do Estado que afrouxaram as medidas de isolamento social
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8 abril
Suspensão por tempo indeterminado do alvará de funcionamento de todos os comércios e serviços não essenciais, com a possibilidade de cassação do documento dos locais que desrespeitassem o decreto Atividades não essenciais do poder público passam a ser executadas por teletrabalho Obrigatoriedade do uso de máscaras nos comércios, nas ruas e em outros espaços públicos abril
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Um dia sem mortes em Minas FLAVIO TAVARES
Boletim estadual não registra óbitos por covid de sábado para domingo ¬ LUCAS HENRIQUE GOMES ¬ Sem registrar nenhum
óbito a mais em relação aos dados do último sábado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou ontem a atualização do boletim epidemiológico da Covid-19. Até o momento, são 74.694 casos suspeitos, 1.154 casos comprovados e 39 mortes confirmadas. São 80 óbitos em investigação e outros 285 foram descartados para a doença. Apesar de o número divulgado pelo Estado, houve pelo menos uma morte confirmada no sábado. Em Varzelândia, no Norte de Minas, uma idosa de 75 anos morreu na última quinta-feira. O resultado positivo para a Covid-19 foi informado pela Secretaria de Saúde do município. O Órgão estadual, entretanto, ressalta que a estagnação do número não significa que não ocorreu mortes nas últimas horas. Em nota enviada à reportagem, a secretaria informou que depois do caso passar por várias análises e triagem, ele é incluído no boletim diário. “Dessa forma, é necessário percorrer todo este fluxo de notificação para que os casos sejam incluídos no boletim epidemiológico divulgado pela SES-MG e, por esta razão, divergências pontuais entre os municípios e os casos já computados pela SESMG, podem ocorrer”, diz o comunicado.
PEDIDO. Há cinco domingos
sem montarem as tradicionais barracas da Feira Hippie, na avenida Afonso Pena, feirantes se mobilizaram pelas redes sociais e criaram uma petição direcionada ao prefeito Alexandre Kalil (PSD) para receberem assistência social e financeira do Executivo. Há
Punição tem apoio de 79%, diz pesquisa ¬ SÃO PAULO. Maioria expres-
Contraste. Há cinco domingos, a avenida Afonso Pena não recebe a Feira Hippie e feirantes fizeram petição por ajuda da prefeitura
dois dias ativa, a petição já alcançou mais de 710 das 750 assinaturas estipuladas. No texto, William Santos, 59, artesão e expositor há mais de quatro décadas na feira, pede a “inclusão nos programas sociais de ajuda de disponibilização de cestas básicas, recursos financeiros, bem como a suspensão das cobranças dos débitos referentes as negociações de taxas enquanto perdurar a situação de calamidade”. Segundo a petição, a pandemia do novo coronavírus, aliada
Balanço No país. Com 115 novos casos nas últimas 24 horas, o número de mortes pelo novo coronavírus chegou a 2.462 registros no Brasil. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde. Ao todo, são 38.654 casos confirmados da Covid-19 . O balanço mostra ainda que o índice de letalidade do novo vírus, em relação ao total de casos, se manteve em 6,4%.
aos decretos com medidas restritivas ao trabalho e à economia em geral, “causaram e causam excessiva onerosidade para a categoria”, e os feirantes estão na iminência de não possuírem recursos para arcar com as obrigações financeiras. De acordo com Santos, a petição surgiu a partir de uma sugestão de uma expositora do setor de alimentos ao ver a necessidade que todos estão passando. “A mobilização está sendo feita via Whatsapp e redes sociais”, explicou o feirante. Desde o dia 18 de abril, feiras, exposições, congressos e seminários estão com os alvarás de funcionamento suspensos pelo decreto 17.304 da Prefeitura de Belo Horizonte. Questionado sobre a petição, o Executivo informou que já suspendeu os pagamentos de preços públicos de todas as feiras, mas quanto ao critério de cesta básica, os feirantes “enquanto categoria, não se aplicam, pois não há critério de renda para participar das feiras”.
Adoções
Viçosa restringe acesso
Solução. A pandemia acelerou parte do processo de adoção no país. Na tentativa de desafogar abrigos, juízes têm liberado crianças e adolescentes para passar a quarentena na casa de possíveis pais adotivos ou de madrinhas e padrinhos. Os magistrados começaram a liberar as crianças em meados de março, quando a pandemia ganhou força no país.
Controle. Depois de anunciar a reabertura dos comércios e serviços não essenciais a partir da quarta-feira, a Prefeitura de Viçosa, na Zona da Mata, vai restringir o acesso à cidade apenas para trabalho ou casos de urgência médica. Ainda conforme o Executivo municipal, a fiscalização da entrada de moradores dos municípios vizinhos será realizado em barreiras sanitárias (foto).
siva dos brasileiros, 79%, defende algum tipo de punição para pessoas que violem regras de quarentena devido ao novo coronavírus no país. Desses, contudo, apenas 3% acham que prisão seria uma sanção aceitável. Já multas têm apoio de 33% e advertências verbais, de 43%. Isso é o que revela pesquisa feita pelo Datafolha na última sexta-feira, que ouviu por telefone 1.606 pessoas. Sua margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos. Hoje, não há no país quarentena que impeça pessoas de ir à rua, apenas determinando o fechamento de comércio não essencial.
Delivery
Entregadores reivindicam aumento do frete e EPI's O sindicato dos motoboys do Estado de São Paulo (SindimotoSP) promete realizar um protesto contra as empresas de delivery hoje, na capital paulista. Apesar do aumento da demanda pelas entregas de alimentos e de produtos durante a quarentena, os profissionais reclamam da falta de assistência. Segundo o presidente do sindicato, Gilmar Santos, a classe irá reivindicar aumento no valor do frete e fornecimento de equipamentos de EPI's e de higiene. Já em meio à pandemia da Covid-19, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu, em março, nota técnica com uma série de medidas a serem tomadas pelas empresas de transporte de mercadorias e de passageiros.
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ALEX DE JESUS - 7.4.2020
SÃO PAULO.
Motociclistas vão protestar hoje, em São Paulo, por valorização
O documento exige que essas companhias forneçam, gratuitamente, para o entregador álcool em gel, lavatórios com sabão e papel toalha, espaço e serviço de higie-
PREFEITURA DE VIÇOSA/DIVULGAÇÃO
nização para os veículos e água potável para o consumo desses profissionais. Sindicalistas dizem que as sugestões do MPT ainda não foram cumpridas.
Ocupação das UTIs Limite. Os Estados do Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco já registram uma ocupação acima de 90% dos leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19. A situação preocupa no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Amapá, onde a ocupação por pacientes com a doença está acima de 50%. O Rio está com 74% dos leitos de UTI ocupados, mas não informa se todos são para a Covid-19.
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA FOTOS ALEXANDRE COSTA/UFU
UFU
Uberlândia terá teste rápido para todo Brasil O governo estima que, para cada caso de coronavírus confirmado no Brasil, existam pelo menos outros cinco. A falta de testes em massa e a demora para os resultados estão por trás da subnotificação. Daqui a 20 dias, o país vai ganhar um importante aliado para o diagnóstico, e a solução virá do Triângulo Mineiro. Um teste desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) promete dar o resultado em um minuto. “Será o mais rápido e o mais barato, pois deve custar em torno de R$ 50”, afirma o pesquisador da UFU Luiz Goulart. O modelo de testagem rápida dispensa o uso de reagente. As amostras de saliva coletadas são decompostas por meio de um laser e processadas por um sistema de algoritmos, que faz a leitura e dá o diagnóstico. “Dependemos de uma máquina australiana, e o governo já encomendou 80, que serão mandadas para laboratórios das redes pública e privada. Cada equipamento faz 500 diagnósticos por dia, portanto inicialmente teremos a capacidade para realizar 40 mil testes por dia”, explica Goulart. O sensor biofotônico está na fase final de patentes e regulamentação sanitária, e a expectativa é que o modelo chegue ao mercado em no máximo 20 dias. A UFU também está na fase final de desenvolvimento de outro teste rápido. Trata-se de um equipamento portátil, que pode ser conectado ao smartphone. A saliva é colocada em um microchip, e o resultado sai em um minuto. “Este deve chegar ao mercado em dois meses”, estima Goulart. O projeto é uma parceria que envolve a UFU, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia e o laboratório Imonoscan. (QA)
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Trabalho duro. Ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes visita UFU e acompanha pesquisas para desenvolvimento de testes rápidos para detectar a Covid-19
Mundo já conta com mais de 70 vacinas em avaliação UFMG analisa testes que combatem Covid-19 e Influenza simultaneamente ¬ QUEILA ARIADNE ¬ Em meio a casos confir-
mados e mortes, também existem estatísticas de esperança. Nas universidades do mundo inteiro, um verdadeiro exército de pesquisadores corre atrás de soluções para combate e tratamento do coronavírus. Só de vacinas, já existem mais de 70 em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessas, três já estão em fase de testes em humanos. E esse número é ainda maior, pois algumas que já estão sendo pesquisadas ainda não en-
traram na lista da OMS. É o caso de um estudo realizado pelo CT Vacinas, que une a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No momento, toda a equipe está focada na elaboração de medidas de enfrentamento da Covid-19. Pesquisando o vírus da gripe desde 2005, eles conhecem bem o modelo de contágio e imunização e pretendem desenvolver uma vacina bivalente, que proteja tanto contra o influenza como contra o coronavírus. “Nessa fase do trabalho, que deve durar ainda cerca de três meses, estamos introduzindo no vírus Influenza um gene do novo coronavírus, mais especificamente a proteína chamada Spike. Na etapa seguinte, vamos testar
a resposta imune de camundongos a esse vírus atenuado e modificado. Se ficar demonstrado que os modelos experimentais estão protegidos contra o Sars-Cov-2, partiremos, possivelmente daqui a um ano, para o escalonamento (fase piloto)”, explica o pesquisador Ricardo Gazzinelli, em entrevista publicada no site da UFMG. A previsão é que os testes em humanos comecem daqui a dois anos. O projeto, que também está desenvolvendo testes rápidos, recebeu investimentos de R$ 18 milhões do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Esta é apenas uma das várias pesquisas desenvolvidas pela UFMG para o enfrentamento do novo coronavírus. Professor da Faculdade de Medicina da
universidade, Unaí Tupinambás está coordenando dois estudos: um sobre prevenção e outro sobre medicamentos. “Em parceria com a Fiocruz, vamos testar o uso da cloroquina como profilaxia para profissionais de saúde durante três meses, mas, com apenas um mês, já teremos condições de começar a indicar se o braço que usou a medicação preventivamente foi menos infectado”, explica Tupinambás. O estudo deve começar dentro de dez dias, com 660 profissionais médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas de quatro unidades: Hospital das Clínicas, Eduardo de Menezes, Metropolitano Célio de Castro e Odilon Behrens. Tupinambás também coordena outro estudo para
testar medicamentos. “É um estudo internacional, em parceria com vários centros de pesquisa, sobre a eficiência de quatro drogas”, explica. Além da cloroquina, usada no tratamento da malária, serão pesquisados medicamentos para Aids e doenças crônicas. A UFMG também depositou, no dia 8 de abril, o primeiro pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), para reposicionar o uso do tetraclorodecaoxido (TCDO), que pode ser usado como princípio ativo para medicamentos para síndrome respiratória aguda em pacientes com Covid19. Vários outros fármacos estão sendo testados, como pirfenidona, ritonavir, darunavir, interferon beta, lopinavir e losartana, entre outros.
Cloroquina e Lopinavir
PUC testa protocolo de tratamento Os professores do curso de medicina da PUC Minas criaram um protocolo para tratamento de pacientes com Covid-19, a partir do uso de medicamentos contra a malária (hidroxicloroquina) e a Aids (lopinavir/ritonavir, que tem o nome comercial Kaletra). “Vamos testar o uso de cada um desses medicamentos separadamente, e depois combinados, para avaliar a melhor resposta”, explica o coordenador Gilmar Reis. O projeto já foi aprovado pela Comissão Nacional de
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Universidade Federal de Uberlândia desenvolve dois testes rápidos
Ética e Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde (CEP/Conep). “Agora vamos buscar financiamento”, destaca. Reis explica que o foco do estudo são pacientes ambulatoriais contaminados, dentro do grupo de risco. “Ou seja, vamos acompanhar doentes que ainda não foram internados, mas têm grandes chances, por possuírem alguma comorbidade”, esclarece. O objetivo é reduzir a hospitalização, diminuindo a taxa de mortalidade e liberando mais leitos para outros pacientes. “Estudos no mundo
apontam que, de cada dez pacientes que já possuem mais propensão para o agravamento dos sintomas, 40% vão ser internados, sendo que a mortalidade dentro desse grupo gira em torno de 20%. Por isso esse protocolo é tão importante, pois vai agir para impedir esse agravamento”, justifica Reis. Assim que receber a autorização do Conep, o professor vai correr atrás de financiamentos públicos e privados. Ele estima que sejam necessários entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões. (QA)
Mais uma Viçosa. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) está autorizada pela Funed para realizar teste do novo coronavírus. Dos 19 laboratórios credenciados no Estado, a universidade tem seis.
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Pesquisa nunca foi tão necessária
FOTOS: ARQUIVO PESSOAL - 16.4.2020
Órgãos anunciaram R$ 250 milhões para financiar estudos sobre a pandemia ¬ QUEILA ARIADNE ¬ Desde o início da pande-
mia, os ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) já anunciaram investimentos de R$ 250 milhões para financiar pesquisas científicas e tecnológicas de enfrentamento da Covid19. Só para projetos como mestrado e doutorado das áreas de saúde, exatas, epidemiologia, imunologia, bioinformática, desenvolvimento de medicamentos, telemedicina, entre outros, devem ser liberados R$ 200 milhões, suficientes para financiar 2.600 bolsas. O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) lançou seu próprio edital e pretende investir R$ 604 mil em bolsas de pesquisa e apoio para compra de insumos. A ideia é estimular professores, alunos e colaboradores em geral a desenvolverem projetos para combater não só a doença, como todos os efeitos que ela tem provocado. O técnico-administrativo Diego Henrique Nascimen-
to, 32, viu no edital do Cefet uma oportunidade de ampliar uma ação que ele já vinha fazendo por conta própria: produzir e doar protetores faciais para profissionais de saúde que, devido à demanda global, estão com acesso cada vez mais restrito a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Em casa, eu tenho cinco impressoras 3D, que eu mesmo fiz e tenho usado para imprimir peças (de plástico) para montar protetores faciais”, conta o engenheiro mecânico, que atualmente desenvolve uma pesquisa de doutorado em bioengenharia. Uma das máscaras produzidas pelo servidor chegou às mãos da enfermeira Anna Loize Paiva, 28. Para ela, o bem de uma atitude como essa faz vai muito além do profissional de saúde. “Esse EPI tem um significado de gratidão e respeito, pois foi doado o tempo não só para mim, mas também para o paciente, que se sentirá mais seguro com meu atendimento. Foi uma ajuda humanitária, e
Investimentos Critérios. Na hora de escolher quais pesquisas serão apoiadas, o Ministério da Saúde levará em conta a aplicabilidade do projeto para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Fabricação. Impressora 3D corta chapa de acetato para a produção de protetores faciais; no detalhe, a montagem do equipamento
são equipamentos que protegem não só a mim, mas também à minha família quando chego em casa”, relata. Atualmente, Nascimento é quem arca com os custos dos insumos, como as placas de acetato. Se o projeto dele for selecionado, receberá R$ 23 mil para compra de materiais e serviços. O recurso também será usado para financiar outros dois projetos: um de suporte para as máscaras e outro de respiradores. O resultado da seleção dos projetos do Cefet será publicado no dia 27 de abril. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
INVESTIMENTO EM PESQUISAS Programa de combate às epidemias Total :
PARA 2020:
R$ 200 milhões
R$ 30,8 milhões
em 4 anos
TOTAL DE 2.600 BOLSAS:
850
para os cursos de pós-graduação de saúde
300
para os cursos de pós-graduação de exatas
900
para áreas de epidemiologia, imunologia e bioinformática
350
para desenvolvimento de medicamentos
200
para telemedicina e análise de dados para mapeamento e controle da doença
FONTE: CAPES
Recursos remanejados para pandemia Programa Brafitec (cooperação internacional com a França para alunos de graduação)
Programa de DoutoradoSanduíche no Exterior (PDSE)
R$ 18,5
Leopoldina
Varginha
Professor do Cefet articula rede de solidariedade
Projeto pretende comparar genomas
Nem só das pesquisas vêm as contribuições das universidades. Professores e alunos têm doado tempo e experiência com ações que vão desde produzir máscaras de proteção para hospitais a consertar respiradores com defeito. Em Leopoldina, na Zona da Mata mineira, ainda não houve nenhum registro de coronavírus. Mesmo assim, o professor Ângelo Rocha, que dá aula de engenharia de automação no Cefet da cidade, buscou parcerias com colegas de outros campi e com a iniciativa privada para articular uma rede de solidariedade. “Muitos professores já têm em casa uma impressora 3D, que produzem as pe-
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ças de sustentação dos protetores. Conseguimos uma parceria com uma empresa de São Paulo, que já está enviando as placas cortadas. O elástico vem de Santa Catarina. E a montagem é feita pelos professores. Depois, distribuímos para hospitais da região e da capital”, explica Rocha. Em Belo Horizonte, o Risoleta Neves e o Célio de Castro já receberam cem máscaras. Outra ação do Cefet de Leopoldina é o reparo de respiradores e monitores cardíacos com defeitos. “Vamos receber esses equipamentos de hospitais da região, e professores de mecânica e eletrônica vão tentar consertar”, ressalta Rocha. (QA) ARQUIVO PESSOAL - 16.4.2020
milhões
R$ 6,6 milhões
Programa Nacional de Pós-Doutorado no País (PNPD)
R$ 3 milhões
Anna Loize diz que doação de EPIs faz bem para muitas pessoas
Um projeto de iniciação científica do Cefet de Varginha, no Sul de Minas, vai usar a bioinformática para comparar o genoma dos vírus da Covid-19 em circulação na China, na Itália e nos Estados Unidos. “Todas as informações genéticas estão em um banco de dados internacional. Nós já tínhamos apresentado um projeto para comparar genomas desde dezembro e, quando surgiu a pandemia, decidimos que seria interessante investigar as diferenças”, explica o doutor em biotecnologia Wedson Gomes, que orienta um aluno do curso técnico de informática. Na avaliação do professor, o mapeamento pode ajudar na indicação de medicamentos e vacinas. “Por meio da bioinformática, com análise do banco de dados, vamos comparar as semelhanças e diferenças entre os vírus que circularam nesses três países e estudar se houve alguma mutação. A partir daí, será possível, por exemplo, indicar quais medicamentos terão respostas mais eficientes”, explica Gomes. (QA)
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Betim reestrutura rede pública de saúde em meio à pandemia FOTOS: PREFEITURA DE BETIM/DIVULGAÇÃO
Cidadeabre170leitos paraCovid,cria centrooncológico eentrega4unidades ¬ LISLEY ALVARENGA ¬ Em meio à pandemia da
Covid-19, as medidas de enfrentamento ao contágio do novo vírus que estão sendo adotadas por Betim, na região metropolitana de Betim, há pouco mais de um mês, ajudarão o município a evitar um colapso no sistema de saúde pública caso haja uma possível sobrecarga de pacientes. Em paralelo, outros investimentos no setor continuam e estão possibilitando uma reestruturação da saúde no município. Para tratar os casos de coronavírus, a prefeitura está investindo mais de R$ 10,2 milhões na abertura de 170 leitos para acolher pessoas infectadas pela doença, tanto no Hospital de Campanha, montado em apenas sete dias no Fiat Clube, quanto no centro de tratamento intensivo instalado no Centro Materno-Infantil, em funcionamento desde a semana passada ao lado do Hospital Regional – a capacidade de leitos pode chegar a 370 no município, caso haja necessidade de utilização. “Betim está preparada para atender com eficiência, qualidade e segurança um eventual surto, contando já com agentes recrutados e preparados pelo instituto
IBDS, parceiro contratado pela prefeitura. O Cecovid (Hospital de Campanha) acolhe hoje sete pacientes com coronavírus, e o CTI (no Centro Materno-Infantil) outros quatro pacientes, que representam o uso de apenas 5% da capacidade já instalada e 2% da capacidade potencial de leitos no município”, afirmou o prefeito Vittorio Medioli. Até ontem, a cidade tinha dez casos confirmados da doença e 1.923 em investigação. Em paralelo às ações de combate à Covid-19, Betim firmou, recentemente, uma parceria com a Associação Evangélica Beneficente de Minas Gerais, conhecida como Hospital Evangélico, e, desde o início do mês, a entidade filantrópica está realizando os serviços de oncologia do SUS municipal, que conta com 500 pacientes em tratamento. “Os atendimentos ambulatoriais, como a quimioterapia e as consultas, estão sendo realizados no prédio do antigo Betim Shopping, devido ao fácil acesso ao local. Já os atendimentos cirúrgicos são feitos no Hospital Regional, e a radioterapia ainda é mantida no prédio da Cetus Oncologia”, explicou o secretário da Saúde de Betim, Guilherme Carvalho. Já para os próximos dias, a população ganhará quatro novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nos bairros Nova Baden, Laranjeiras, Trincheira (Paquetá) e Novo Amazonas, que beneficiarão cerca
Estrutura. Centro Materno-Infantil, que hoje abriga 50 leitos de coronavírus, será usado após a pandemia para realizar 12 mil partos por ano
de 50 mil pessoas. Atualmente, a prefeitura também está ampliando a unidade já em funcionamento no Angola e construindo outras sete UBSs no Paulo Camilo, Campos Elíseos, Alcides Brás, Sítio Poções, Capelinha, Universal e Vianópolis. Até o fim de 2020, a prefeitura pretende entregar 21 novas UBSs. “Posteriormente à pandemia, o Centro Materno-Infantil voltará a ser usado para a sua finalidade inicial, que é de fazer até 12 mil partos por ano e unificar os serviços de saúde materno-infantis em um só ambiente”, finalizou o secretário de Saúde.
“Betim está preparada para atender com eficiência, qualidade e segurança um eventual surto, contando já com agentes recrutados e preparados”. Vittorio Medioli Prefeitura passou a atender 500 pacientes oncológicos do SUS
Prefeito
LOJA SELMA AVIAMENTOS /DIVULGAÇÃO
Novo decreto
Fechados
Prefeitura autoriza retorno gradual do comércio na quarta Quase um mês após fechar a maioria do comércio da cidade, a Prefeitura de Betim, na região metropolitana, publicou, anteontem, um decreto autorizando o retorno gradual de parte dos estabelecimentos nesta quarta-feira, 22. Foram autorizados a funcionar aqueles que não geram aglomeração de pessoas, como lojas de roupas, bares e lanchonetes. Mas a abertura dessas atividades está condicionada a uma série de medidas sanitárias que elas terão que adotar para prevenir a propagação
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Estabelecimentos terão que fornecer álcool e máscara para clientes
da Covid-19, dentre elas a obrigação de fornecer máscaras e álcool aos funcionários e clientes e de controlar o tempo de permanência e do número de clientes dentro das instalações, além de organizar as filas. Segundo o procurador geral do município, Bruno Cypriano, Betim também seguiu as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que recomendam aos municípios com ocupação inferior a 50% dos leitos destinados a casos do coronavírus
que adotem medidas menos restritivas às atividades comerciais. “Estamos autorizando a retomada gradativa de parte das atividades, mas Betim mantém a calamidade pública e o fechamento dos estabelecimentos onde há aglomerações”, afirmou Cypriano, salientando que a prefeitura vai reforçar a fiscalização. A determinação também será acompanhada do uso obrigatório de máscaras pela população de Betim nas ruas e dentro dos estabelecimentos públicos e privados. A medida começa a valer hoje. (LA)
Atividades que continuam proibidas. Pelo novo decreto, continua proibido em Betim o funcionamento de boates, danceterias, salões de dança, cinemas, teatros, casas de festas, clubes de serviço, de lazer e piscinas, parques de diversão, circos, campos de futebol e quadras poliesportivas, além do camelódromos e outras atividades que gerem aglomeração de pessoas. Suspensos. Os velórios continuam suspensos, devendo ocorrer sepultamento com o caixão lacrado. As aulas na rede municipal também permanecem suspensas.
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Contas em atraso batem recorde LÉO FONTES - 26.5.2017
Após um mês de isolamento social, mais de 91 milhões têm algum débito ¬ RAFAELA MANSUR ¬ Cerca de 91 milhões de
brasileiros estão com pelo menos uma conta atrasada em abril, de acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva que avalia os impactos do primeiro mês das medidas de isolamento social. O número é 54% maior do que no mês anterior, quando 59 milhões de pessoas estavam nessa situação. “A Covid-19 chegou na reta final de uma das mais longas crises econômicas da nossa história. Encontrou uma população sem poupança e cada vez menos amparada pelos aparatos de proteção social”, afirma o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. A eletricista Ana Amélia Nascimento da Silva, 36, conta que nas últimas semanas, as demandas desapareceram. As contas de água, luz, telefone e cartão de crédito estão atrasadas, e já falta comida à mesa da mulher e das duas filhas dela, de 14 e 16 anos. “A gente vai se virando com o grosso, mas falta verdura, carne. Estou contando mesmo com ajuda de vizinho, um repassa o que tem a mais para o outro. Faltar para mim é uma coisa, mas, quando falta para os filhos, fica muito difícil para quem é mãe”, lamenta Ana Amélia. Segundo a pesquisa, em média, cada pessoa está com quatro contas em atra-
so. A dívida mais frequente é referente a carnês ou crediário de lojas, citada por 46% dos entrevistados. Em seguida, vêm as faturas de cartão de crédito e o cheque especial, com pagamento atrasado por parte de 36% das pessoas. Parcelas de empréstimo bancário (36%), aluguel (35%), mensalidade escolar (34%), conta de luz (33%) e financiamento ou consórcio de veículo (31%) também estão entre dívidas mais recorrentes. A expectativa é que o percentual de pessoas que vão conseguir pagar as contas em dia no próximo mês seja ainda menor. AJUDA. Em Minas Gerais, os clientes da Cemig com tarifa social poderão parcelar as faturas em até seis vezes, sem juros e multas. A Copasa também se comprometeu a não realizar corte do fornecimento de água dos consumidores com tarifa social nem cobrar juros e multas por atraso dessa categoria. Inicialmente, a medida é válida até 30 de abril, mas poderá ser prorrogada.
Crescimento. O número de brasileiros que atrasou alguma conta no mês de abril é 54% maior do que no mês passado, diz pesquisa
Setor aéreo sofrerá até 2023
UARLEN VALERIO/1.4.2020
Consumo médio de energia caiu 10%
Crise. O setor aéreo, um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19, deve sofrer impactos negativos em sua cadeia pelo menos até o fim de 2023, segundo a consultoria Bain & Company. Hoje, a maior parte da frota global de aviões está parada por causa do fechamento de fronteiras e do distanciamento social. Segundo o estudo, no caso das companhias aéreas, a demanda só deve voltar ao patamar pré-coronavírus em meados de 2022. Já os fabricantes de aeronaves devem registrar uma queda significativa nos próximos cinco anos.
Impacto. Nas três semanas após a implementação de medidas de contenção ao alastramento do novo coronavírus, a média do consumo de energia no Sistema Interligado Nacional caiu 10% em relação à primeira quinzena de março, de acordo com estudo realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Por ramo de atividade, a indústria automotiva e o segmento têxtil lideram as maiores quedas no mercado livre. O setor de veículos teve queda de 53% no período analisado, e o têxtil redução de 40%. Rio Grande do Sul foi o Estado que apresentou a maior queda no consumo. Já Minas Gerais (-5%) está entre os estados com as maiores médias de volume consumido de energia.
ZÉ DELIVERY/DIVULGACÃO
On line
São Paulo
Venda de bebidas Serviço de internet aumenta e preocupa cresce três vezes SÃO PAULO. Sem mesas de bares e de restaurantes para se reunir, a saída tem sido utilizar a internet para pedir aquela cerveja gelada ou uma garrafa de vinho. Ecommerces e deliveries de bebida registram um aumento de até 50% na demanda. Os relatos de aumento dos pedidos em casa são um fenômeno global e começam a preocupar as autoridades na área de saúde. Na quartafeira (15), a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou que governos deve-
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Sem poder sair, aplicativos viraram uma boa opção no país
riam limitar a venda de bebidas alcoólicas durante as quarentenas. Segundo a entidade, o álcool reduz a imunidade, e seu consumo excessivo pode prejudicar a saúde física e mental e elevar o risco de violência doméstica durante confinamentos. De acordo com Jéssica Gordon, presidente da Bebida na Porta, startup de entregas, a alta demanda não representa aumento no consumo, mas sim uma modificação na maneira de comprar.
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SÃO PAULO. Durante o isola-
mento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, a procura por instalação de serviços de internet fixa nas periferias de São Paulo aumentou até três vezes, segundo empresas do setor. Além disso, também há pedidos para melhorar o pacote contratado pelos consumidores. De acordo com o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), desde o início da quarentena, houve um au-
mento de 30% no tráfego em todo o país. Ascanio Caracciolo, 28, é o fundador da Express Network, empresa que fornece internet em vários bairros de São Paulo. Ele afirma que desde que a quarentena começou, os pedidos diários por instalação de internet aumentaram cerca de três vezes. Para suprir a procura que não para de crescer, a empresa ampliou a capacidade dos servidores e comprou novos equipamentos, mas estes ainda não chegaram.
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Lições de 1918: Como chegou ao fim a pior pandemia da história REPRODUÇÃO ACERVO BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN
Epidemiologista e historiadora relembram como foi a gripe espanhola ¬ MARCELO DA FONSECA ¬ Com o aumento das mor-
tes por causa do coronavírus e milhões de pessoas sem perspectiva de retorno à normalidade em suas rotinas, muitos procuram respostas sobre como uma pandemia chega ao fim. Apesar das características próprias da Covid-19 e das incertezas sobre a características do novo coronavírus, especialistas do mundo inteiro se voltaram para a pior epidemia já enfrentada na história em busca de semelhanças que possam ajudar a responder questões da atual crise e possibilitar projeções para os próximos meses. Após varrer as principais cidades do mundo e matar de 40 a 50 milhões de pessoas há pouco mais de cem anos, como a pandemia da gripe espanhola chegou ao fim? “A gripe de 1918 está nos ensinando bastante neste momento. Foi uma epidemia que ficou esquecida durante muito tempo, mas, desde a década de 80, surgiram muitos estudos em vários campos do conhecimento. Acredito que ela possa nos ensinar muito sobre a crise que estamos vivendo. Mesmo com as várias diferenças do mundo do início do século passado, a gripe espanhola serve como um alerta para autoridades sobre a capacidade de impacto de um vírus”, avalia Liane Maria Bertucci, historiadora que coordena estudos sobre a história da saúde e das doenças na Universidade Federal do Paraná (UFP). Autora da tese “A medicina enferma: ciência e práticas de cura na época da gripe espanhola em São Paulo”, Bertucci conta que, mesmo com as restrições tecnológicas da época, as autoridades conseguiram mapear a chegada do vírus pelas cidades litorâneas – em navios que aportavam nos principais centros. “Não existia Ministério da Saúde, mas houve tentativas de respostas rápidas e de informar a população por meio
Ações
Houve medidas rígidas de isolamento O auge e o declínio da gripe espanhola foram alvo de pesquisa do epidemiologista norte-americano Stephen Morse, da Universidade de Columbia, que comparou como diferentes cidades dos Estados Unidos atuaram no combate ao vírus há mais de cem anos. Lugares que adotaram medidas de isolamento mais rígidas tiveram escalas menores de mortes durante o pico da doença e conseguiram evitar uma segunda onda de infecção. Segundo a pesquisa, na cidade de Filadélfia, onde se esperou para tomar medidas de restrição na circulação da população, houve o maior pico de mortes. Durante quatro semanas (em setembro de 1918), o número de vítimas aumentou significativamente e somente após outras quatro semanas os registros de mortes se reduziram. Em novembro, o número tinha caído significativamente. Já em Nova York, onde foram tomadas medidas antecipadas, o pico de mortes foi mais brando, mas a queda no número de contaminados levou oito semanas. Em poucas cidades norte-americanas foram registrados novos casos da gripe espanhola após o primeiro semestre de 1919, e, em 1920, os casos foram esporádicos. (MF)
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Vítimas. Enfermaria do hospital provisório da Escola Benjamin Constant, Rio de Janeiro, epicentro da pandemia no Brasil, em 1918
dos jornais e dos folhetos. Assim como hoje, foram adotadas medidas de quarentena, com fechamento de escolas e vários estabelecimentos”, diz a historiadora. Estima-se que a maior pandemia do século XX tenha matado cerca de 35 mil pessoas no Brasil, sendo 15 mil apenas na cidade do Rio de Janeiro – maior centro urbano e capital do país na época. Anos depois, surgiram mais detalhes sobre o vírus, um subtipo da influenza A (H1N1), que causou mais mortes dos que os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, que se encerrava naquele mesmo ano. O pico da doença no Brasil aconteceu no final de 1918 e durou algumas semanas até que o número de mortes começasse a cair. “Os médicos perceberam que o auge da gripe espanhola teve a mesma média de outras gripes, que foi de seis a sete semanas em cada região. Neste período, o lugar é completamente varrido, dependendo de como medidas são implementadas; em seguida, registraram uma retração rápida. Em 1919, houve poucos registros de lugares com uma nova onda da epidemia”, explica Bertucci.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
O IMPACTO EM 1918 Saiba mais sobre a gripe espanhola Foi a maior epidemia registrada na história até hoje. O número de mortes é estimado entre 40 milhões e 50 milhões (não existe um dado oficial), mas acredita-se que pelo menos 600 milhões tenham adoecido com a doença.
CERCA DE 600 MILHÕES DE INFECTADOS
Entre março de 1918 e maio de 1919, houve três ciclos mundiais da gripe espanhola. O segundo ciclo, entre agosto e dezembro de 1918, foi o mais terrível e concentrou a maioria das mortes.
CERCA DE
50 MILHÕES DE MORTOS
O nome “gripe espanhola” indica equivocadamente o local onde o vírus surgiu ou teve maior impacto. País neutro na Primeira Guerra, a Espanha não censurava notícias sobre a epidemia, daí se espalhou na época a ideia de que lá o número de mortes era maior. Os primeiros registros do vírus são de campos de treinamento militar no interior dos Estados Unidos. As primeiras vítimas brasileiras da doença estavam ligadas ao navio Demerara, que veio da Europa, passou pela África e aportou em diversas cidades litorâneas do país, inclusive no Rio de Janeiro.
Mortes Índia: Entre 12 milhões e 17 milhões China: 1,28 milhão EUA: 500 mil a 675 mil Alemanha: 400 mil França: 400 mil Japão: 390 mil Reino Unido: 250 mil Portugal: 120 mil Brasil: 35 mil Mundo: Entre 40 milhões e 50 milhões *NÃO HÁ DADOS OFICIAIS DE ÓBITOS, APENAS ESTIMATIVAS
FONTE: PESQUISA HISTÓRICAS
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
Bolsonaro faz discurso e causa aglomeração EVARISTO SA /AFP
Presidente do país participou ontem de ato em defesa da intervenção militar ¬ BRASÍLIA. Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro participou de manifestação em Brasília, causando aglomerações e não se importando com o isolamento social. Bolsonaro compareceu a um protesto em defesa do governo, contra o Congresso e a favor de uma intervenção militar no Brasil. Ele chegou até a fazer um discurso de improviso. Houve manifestações do mesmo tipo em vários pontos do país. O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, criticou os atos e a atitude
do presidente. “É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever”, escreveu o ministro. Os manifestantes também pediram o retorno do Ato Institucional nº 5, o AI-5, decreto que marcou o período mais rígido do governo militar durante a ditadura. . NA CAPITAL. Em Belo Horizonte, a concentração se iniciou por volta de 12h em frente ao Comando da 4ª Região Militar, na avenida Raja Gabaglia, região oeste. A Polícia Militar não informou o número de pessoas que participaram na manifestação na capital mineira.
Doação de respiradores Alento. O ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou ontem que os estados do Amazonas, Ceará e Pernambuco começaram a receber respiradores. O aparelho é essencial para pacientes com graves sintomas do novo coronavírus. Amazonas, cujo sistema de saúde colapsou, e Ceará, o terceiro mais afetado do Brasil, receberão 15 aparelhos cada, enquanto o estado pernambucano ficará com dez. Os 40 respiradores, segundo o ministro da Saúde, são produzidos no Brasil e foram enviados ontem mesmo para as três regiões bastante afetadas.
Colapso no Amazonas Justiça. Os doentes afetados pelo novo coronavírus em Manaus, no Amazonas, já não conseguem atendimento nos hospitais públicos da cidade e tentam buscar na Justiça a garantia de serem tratados na rede privada. Ao menos duas decisões judiciais foram emitidas obrigando hospitais privados a manter internados na UTI pacientes que pedem que os custos dessa internação sejam bancados pelo governo do estado. Por falta de vagas e de pessoal para o atendimento, o sistema público do Amazonas colapsou nos últimos dias. Tumulto. Sem se importar com o isolamento social, Bolsonaro fez até discurso
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CORONAVÍRUS
PANDEMIA
OMS pede cautela em retomada FABRICE COFFRINI / AFP)
Em videoconferência, diretor-geral alerta que países devem ‘educar população’ ¬ Durante videoconferência com os ministros da Saúde do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, ontem pela manhã, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu cautela nas decisões de relaxar as medidas de quarentena. “É encorajador que vários países estejam planejando como diminuir as restrições sociais, mas é preciso que tais medidas sejam tomadas de maneira escalonada”, disse Tedros. “Relaxar a quarentena não é o fim da epidemia no país, é só o começo da próxima fase. É vital que os países eduquem, empoderem e consigam engajar a população para prevenir e responder rapidamente a qualquer ressurgência do vírus”. Tedros reiterou que os países só devem começar a retomar a normalidade se estiverem certos que seus sistemas de saúde têm capacidade de “detectar, testar, isolar e cuidar de cada caso, além de traçar todo contato que o paciente teve”. Ele também pontuou que os países mais ricos devem voltar os olhos e ajudar regiões como a África, onde o desafio é superar a “falta crítica de equipamentos e entregá-los de forma organizada por conta da sua infraestrutura frágil”. Enquanto a França pretende começar a relaxar as
Filas imensas por comida ¬ NOVA YORK, EUA. Nos Estados Unidos, de
New Orleans a Detroit, milhões de pessoas enfrentam horas em filas para receber comida. Bancos de alimentos, que já atendiam vulneráveis, ampliaram a distribuição, mas temem não conseguir mantê-la devido ao aumento da demanda. O que se vê é uma população desesperada, que no geral perdeu seu emprego e sua renda, à espera do pagamento que lhes será concedido pelo governo, dentro do plano de apoio à economia. Mas para alguns, como os milhões de imigrantes ilegais, não haverá pagamento. SCOTT EISEN/GETTY IMAGES/AFP
Desafio. Tedros Adhanom Ghebreyesus pontuou, ainda, que o momento é de voltar os olhos para regiões como a África
medidas de isolamento no dia 11 de maio (leia ao lado), a Índia anunciou que vai iniciar a retomada de alguns serviços ditos essenciais em áreas menos afetadas pela Covid-19 a partir de hoje, como as referentes à cadeia agrícola. Os Estados deverão garantir os procedimentos operacionais para manter o distanciamento social nos locais de trabalho. Nas áreas não classificadas como “de contenção à doença”, serviços autônomos e do setor de construção também serão permitidos. O governo ressalta que as operações devem ocorrer apenas com os trabalhadores que já estão no local, sem a migração de pessoas. A Índia tem 16.116 casos da Covi-19 confirmados, tendo registrado 519 mortes.
Baliza
Europa ultrapassa marca de 100 mil mortes A Europa ultrapassou, ontem, a marca de 100 mil mortes pelar Covid-19. Até a última atualização, feita por volta das 11h20 de ontem, 100.881 pessoas perderam a vida na pandemia em solo europeu, segundo a universidade americana Johns Hopkins. O continente também ultrapassou a marca de 1 milhão de casos: são 1.083.583 de infecções. Ontem, o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que a situação no país está melhorando “devagar, mas certamente”, mas alertou que a crise está longe de acabar. O número de pessoas internadas vem caindo há dias, mas houve novas. O
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país pretende começar a relaxar algumas medidas de confinamento a partir de 11 de maio. Mesmo assim, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou, por meio do “Le Journal du Dimanche” que pretende distribuir máscaras laváveis a todos os seus 2,15 milhões de habitantes até meados do próximo mês. Antes, até o fim deste mês, meio milhão de unidades devem ser entregues a maiores de 70 anos, doentes crônicos e grávidas. A prefeitura também vai distribuir desinfetante para as mãos em locais públicos e estuda pagar hotel a quem não puder manter isolamento em sua própria casa.
Maduro critica Bolsonaro ¬ CARACAS, VENEZUELA. O presidente Nico-
lás Maduro chamou o colega Jair Bolsonaro de “coronalouco” em entrevista à rádio argentina La Pizzaria, anteontem. “Sua irresponsabilidade fez com que milhares de brasileiros se contaminassem, levou dezenas à morte”. Maduro disse ainda que a pandemia coloca em xeque as eleições legislativas de 6 de dezembro. “Hoje seria irresponsável dizer que deve haver eleições”, opinou. O país, oficialmente, tem hoje 227 casos da Covid19 confirmados e apenas 9 mortes.
EDITAL DE INTIMAÇÃO FERNANDO PEREIRA DO NASCIMENTO, Oficial do 1 ° Ofício de Registro de Imóveis da Comarca de Belo Horizonte, situado na Rua Rio de Janeiro, 1611, Bairro de Lourdes, Belo Horizonte/MG, segundo as atribuições conferidas pelo art. 26 da Lei n” 9.514/97, faz saber a todos quanto o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem, que fica(m) INTIMADO(A/S) ao(à/s) devedor(a/s) fiduciante(s) Nicole Amantea Carrazza Stancioli e Leonardo Vaz de Mello Stancioli, para satisfazer, no prazo de 15 (quinze) dias, as prestações vencidas e as que se vencerem até a data do pagamento, os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, conforme planilha disponível na sede da serventia protocolizada sob o nº 485085, inclusive tributos, as contribuições condominiais imputáveis ao imóvel, além das despesas de cobrança e de intimação, referente ao Contrato de Financiamento Imobiliário nº 00698204, garantido por ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA, firmado com Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Secretaria de Estado da Fazenda e órgãos Oficiais do Estado de Minas Gerais Ltda - SICOOBCOOPSEF em 20/05/2019, registrado nesta Serventia sob o R-15 da matricula n° 46.668, do imóvel situado na Rua Equador, n° 131 / Apto. 302, Bairro Sion, nesta cidade de Belo Horizonte/MG, com saldo devedor no valor de R$ 6.620,42, em 13/03/2020. O pagamento deverá ser procedido diretamente ao (à) credor(a) na agência onde foi efetuado o contrato de financiamento, devendo o recibo ser apresentado nesta Serventia. Poderá ainda o pagamento ser procedido diretamente na sede da serventia, mediante cheque administrativo ou visado, nominal ao(à) credor(a) fiduciário(a). Na oportunidade, fica(m) V.Sa(s). cientificado(a/s) que o não cumprimento das referidas obrigações, no prazo ora estipulado, garante o direito de consolidação da propriedade do imóvel em favor dota) Credor(a) Fiduciário(a) - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Secretaria de Estado da Fazenda e órgãos Oficiais do Estado de Minas Gerais Ltda - SICOOBCOOPSEF - nos termos do art. 26, § 7° da Lei 9.514/97. Belo Horizonte, 13 de março de 2020. P/Fernando Pereira do Nascimento Oficial de Registro Guilherme Tófani Carvalho Escrevente Autorizado
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aparte@otempo.com.br
A.PARTE
vittorio.medioli@otempo.com.br
Equilíbrio entre cuidados
Coronavírus
Com pandemia, Bolsonaro aumenta pronunciamentos na televisão Em meio à pandemia do coronavírus e com cenário político turbulento, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aposta no uso da cadeia nacional de rádio e televisão para enviar suas mensagens à população, alfinetar supostos adversários e defender seu governo. Em menos de 40 dias, o presidente fez cinco pronunciamentos em cadeia nacional, um recorde entre os presidentes da República nos últimos 25 anos. Na noite do último dia 8, Bolsonaro foi ao ar pela décima vez se dirigir à nação desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2019. Em 15 meses de governo, Bolsonaro fez três pronunciamentos a mais do que o ex-presidente Michel Temer (MDB), que ficou por dois anos e meio no Planalto e falou em rede nacional sete vezes. O emedebista chegou a fazer dois pronunciamentos no mesmo mês, em abril de 2018, quando seu governo sofria ataques após denúncias de corrupção envolvendo os empresários da JBS. Ao longo de seis anos e quatro meses na presidência, Dil-
ma Rousseff (PT) usou a cadeia nacional de rádio e TV por 11 vezes, na maioria delas para mandar mensagens em datas comemorativas, como o Dia Internacional da Mulher, Dia do Trabalhador e Natal, mas usou os pronunciamentos para defender ações do seu governo durante as manifestações de 2013 e defender os gastos em infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Entre maio e junho de 2013, a petista se dirigiu à nação duas vezes como resposta às manifestações que tomaram às ruas. Nos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os presidentes usaram as cadeias nacionais por oito e nove vezes, respectivamente. Os dois se dirigiram à população para comentar crise econômicas, anunciar lançamento de programas e encaminhamento de projetos ao Congresso Nacional, além de falar sobre datas comemorativas. Em 2001, durante a crise energética que ficou conhecida como “apagão”, o tucano pediu aos brasileiros que fizessem um esforço para gastar me-
nos energia e contribuíssem com a política de racionamento. Já em 2008, o petista garantiu à população que o país estaria pronto para enfrentar a crise financeira e que ela não assustava o governo brasileiro. No levantamento feito na Biblioteca da Presidência da República não estão pronunciamentos e discursos feitos antes de 1995, ou seja, nos governos Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney, que assumiu após o período da ditadura militar. Para incluir todos os presidentes, a reportagem pediu ao Palácio do Planalto todos os pronunciamentos em cadeia nacional feitos desde 1985, mas não houve retorno. Os pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão são regulamentados por um decreto de novembro de 1979 que determina que as emissoras de radiofusão podem ser convocadas de forma obrigatória a divulgar gratuitamente assuntos relevantes para a sociedade. As convocações podem ser feitas pelos representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. (Marcelo da Fonseca) ANDERSON RIEDEL/PR - 13.4.2020
PGR cobra Damares sobre gasto de apenas R$ 1.000 contra Covid-19 O subprocurador geral da República, Antonio Carlos Alpino Bigonha, questionou a Fundação Nacional do Índio e a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre o motivo de verbas milionárias reservadas para o combate ao coronavírus em comunidades tradicionais e indígenas ainda não terem sido empenhadas. Um parecer técnico interno da Procuradoria ainda diz que a falta do investimento não é “questão financeira”. De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, mesmo com R$ 10,8 milhões recebidos para esse objetivo, a Funai não usou nem um centavo. Um dia depois, de acordo com a Procuradoria, empenhou R$ 53,9 mil. Já a pasta de Damares tem R$ 45 milhões em caixa, e, segundo o Ministério Público Federal, empenhou apenas R$ 1.059.
MAURO PIMENTEL / AFP - 11.4.2020
VITTORIO MEDIOLI
Dias Toffoli Presidente do Supremo Tribunal Federal
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“O país não está autorizando Estados a se endividarem do ponto de vista de lançar endividamento público através de títulos de crédito, como acontecia no passado e gerava descontrole fiscal. O endividamento vai acontecer, mas está sendo feito de maneira coordenada.”
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proveito este espaço para publicar a resposta a um pedido de esclarecimento de um sindicato de trabalhadores da saúde de Betim, que me solicitou explicação a respeito de um decreto que assinei no dia 17.4 flexibilizando várias atividades econômicas no município. Betim apresenta nesta data uma curva epidemiológica praticamente nula, mesmo transcorridos 30 dias da primeira notificação de Covid-19. Registraram-se nesse período nove casos, dos quais seis já superados e três em observação. No mesmo período ocorreram demissões de mais de 10 mil trabalhadores formais e informais, paralisações generalizadas de atividades setoriais em decorrência das medidas exaradas em níveis federal, estadual e municipal. As atividades produtivas e comerciais no município sofreram um pesado ônus, para evitar a propagação do vírus e um colapso no sistema de saúde pública, que há um mês encontrava-se despreparado para qualquer sobrecarga. Nas últimas duas semanas, conseguimos instalar o primeiro hospital de campanha de Minas, Cecovid, de grande envergadura, com 120 leitos, equipados com instalação de oxigênio e tomadas de energia elétrica, camas adequadas e sala vermelha com quatro equipamentos de ventilação invasiva. Além disso, apressamos o término de dois andares do recém-edificado Centro Materno-Infantil, ampliamos e reforçamos o suporte à rede de saúde e teremos mais 70 leitos de UTI prontos na segunda quinzena de maio. Poderemos ainda acrescentar 40 vagas de terapia intensiva, caso se faça necessário. Nesta data o Cecovid acolhe seis pacientes, e o CTI outros três pacientes, que representam o uso de apenas 5% da capacidade já instalada e 2% da capacidade potencial. Betim está preparada para atender com eficiência, qualidade e segurança um eventual surto, contando já com agentes recrutados e preparados pelo instituto IBDS, parceiro contratado pela prefeitura. Dessa forma, atendendo ao chamado de setores econômicos, ao direito de atividades, discriminamos no decreto publicado no dia 17.4, com sérias restrições e normas rígidas de prevenção, a liberação dessas atividades, subordinadas ao uso geral de máscaras em vias públicas, disponibilidade irrestrita de álcool, higienização de local para cada utilização individual, distanciamento físico superior ao recomendado pelo OMS, redução de 66% da capacidade de lotação de locais, retirada de assentos, uso de luvas, exposição de cuidados preventivos para a população. Mantivemos em vigor as normas de isolamento dos indivíduos de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos, obesos, imunossuprimidos, transplantados, portadores de insuficiência renal crônica e outros. O coronavírus, infelizmente, entrou na realidade mundial, e com ele deveremos aprender a conviver por longo período, bem por isso precisamos resguardar a sustentabilidade social e econômica, preservando a estrutura produ-
tiva de um colapso irreparável. Permito-me ressaltar que as atividades, como diversões, casas noturnas, práticas de esporte coletivo, exposições de arte, eventos e aglomerações, continuam suspensas. Foram determinadas multas e sanções para quem desrespeitar as normas e possuir capacidade econômica de responder ao pagamento. Determinamos ainda o recolhimento coercitivo de infratores que se repetem em desrespeitos. A Constituição garante a liberdade de ir e vir, de exercer atividades que gerem sustento econômico e satisfação, desde que não gerem prejuízo para a comunidade. Neste momento procuramos, como administradores públicos, atender múltiplos aspectos sociais e equilibrar medidas de saúde com aquelas de sustento econômico e de liberdade individual. As normas aplicadas em Betim seguem as orientações da OMS. Foram tomadas de forma ainda mais severa de quanto a curva epidemiológica (atual) apresenta. Betim se preparou com seriedade e presteza para garantir atendimento de internação e cuidados aos pacientes. A introdução da obrigatoriedade generalizada de máscaras e de higienização, com distribuição de insumos à população carente, diminui significativamente o risco de um surto em até 70%. Consideramos estar o município adequadamente preparado, com medidas efetivas de prevenção e proteção, locais, leitos, agentes treinados, equipamentos especializados para enfrentar o momento crítico. Já na próxima semana teremos disponíveis testes de coronavírus em volume de 500 por dia, priorizando o controle dos servidores de saúde. Em Betim os casos confirmados até o momento de Covid-19 indicam pacientes de classe média e alta que viajaram para regiões de sério contágio. Foram prontamente isolados e cuidados. A determinação de quarentena para quem volta de viagem está inserida nas precauções dos servidores públicos e sugeridas para o setor privado. Neste momento se faz necessário considerar que isolamento, distanciamento, máscaras, luvas, higienização são medidas efetivas e eficazes contra a propagação. De outro lado, preocupa a sustentabilidade socioeconômica da população, da educação dos jovens, da remuneração dos profissionais autônomos, das pequenas e médias atividades, da microeconomia popular, que sofreram forte impacto e precisam ser corretamente preservadas e apoiadas. Quanto mais longa for a paralisação das atividades, mais grave o prejuízo e mais penosa a recuperação delas, sem contar que os mais frágeis serão irreparavelmente inviabilizados. Lembramos que as normas que determinamos em nível municipal poderão sofrer revogação e mudança a qualquer momento, em decorrência de indicações da OMS, da evolução da curva epidemiológica, sempre em sintonia com o SUS, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde. Estamos à disposição para mais esclarecimento e contamos com a compreensão desse estimado sindicato de trabalhadores na saúde pública.
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Política
7 Bolsonaro e o Centrão I
Sem apoio no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro tenta montar uma base de sustentação parlamentar com o antigo Centrão, oferecendo cargos em troca de votos. A estratégia busca rachar o bloco ao isolar o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).
7 Bolsonaro e o Centrão II
Desde o mês passado, Bolsonaro começou a se reunir com presidentes e líderes de partidos do grupo batizado como “Centrão raiz”, entre os quais PP, PL, PSD e Republicanos. Mas não convidou o DEM, que também integra o bloco. De saída, o DEM deve perder o comando da Codevasf.
TEL: (31) 2101-3915 Editor: Ricardo Correa ricardo.correa@otempo.com.br e-mail: politica@otempo.com.br twitter: http://twitter.com/OTEMPOpolitica Atendimento ao assinante: 2101-3838
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Balanço. Levantamento mostra que governo fez 169 designações e 137 destituições após edição de decreto
Em calamidade, Minas nomeia mais servidores do que exonera GIL LEONARDI / IMPRENSA MG - 16.4.2020
mais servidores do que exonerou desde que o governador Romeu Zema (Novo) decretou estado de calamidade pública no dia 20 de março, aponta levantamento feito por O TEMPO no Diário Oficial “Minas Gerais”. Entre os dias 20 de março e 15 de abril, foram publicadas 169 nomeações em cargos comissionados e 137 exonerações. O levantamento não levou em consideração exonerações publicadas durante o estado de calamidade pública com efeitos retroativos a datas anteriores ao dia 20 de março, quando foi publicado o decreto de calamidade. As nomeações e exonerações não refletem, necessariamente, o número de pessoas contratadas e dispensadas: em muitos casos há uma reorganização interna, onde servidores exonerados de determinado cargo são nomeados para outro logo em seguida. Apesar disso, o saldo positivo de nomeações indica que o governo de Romeu Zema está reforçando seus quadros em um momento que a pandemia do novo coronavírus exige uma atuação maior do Estado. A Secretaria de Estado de Saúde, por exemplo, registrou 47 nomeações, o maior número no período, enquanto publicou 32 exonerações. No entanto, por serem comissionados, estes cargos não são para a linha de frente do combate ao coronavírus. Os cargos comissionados são de livre nomeação e exoneração, e qualquer pessoa, servidor público ou não, pode ocupá-los. Porém, a Constituição determina que esse tipo de cargo destine-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. De acordo com o secretá-
Flexibilização
Despesa com pessoal preocupa Com o decreto de calamidade pública reconhecido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o governo estadual fica autorizado a descumprir os resultados fiscais previstos no Orçamento. Para o secretário geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, o receio é que os Estados utilizem a flexibilização fiscal para aumentar a despesa com pessoal. “O receio, no momento, é que a flexibilização dos limites da Lei de Responsabilidade em função da Covid-19, sem que haja o congelamento dos salários dos servidores, possa gerar acréscimos ainda maiores nas despesas com pessoal, em detrimento dos investimentos e dos gastos sociais com saúde, educação e segurança pública”, disse. O secretário geral do Estado, Mateus Simões, afirma que o governo estadual está comprometido a não aumentar a despesa com pessoal. “Desde o ano passado, nenhum aumento de quadro de pessoal pode ser feito sem a autorização do Cofin (Comitê de Orçamento e Finanças, presidido desde março por ele). Então, o secretário, para nomear, tem que me provar que ele exonerou a pessoa do mesmo cargo”, afirma Simões, ressaltando que a saúde, em função do aumento da demanda, tem autorização para aumentar o número de cargos. “Fora isso, se houver algum incremento de contratação, é alguém que foi exonerado um pouco antes e está sendo só substituído”, completou o secretário. (PAF)
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Foco. Mateus Simões afirma que, para um secretário nomear uma pessoa, precisar exonerar outra primeiro
de pública: houve 51 designações de funções gratificadas e 34 dispensas. Diferente dos cargos comissionados, apenas servidores concursados podem ser designados para funções gratificadas. Elas também são destinadas a funções de direção, chefia e assessoramento. Neste caso, não é criado um novo cargo. O servidor apenas rece-
be novas responsabilidades. O órgão que mais se valeu desse expediente também é da área da saúde e peça importante no enfrentamento da Covid-19: a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) registrou 28 designações e 14 dispensas. A Fhemig é responsável pela gestão dos hospitais estaduais.
Socorro Alívio. Simões defende a ajuda do governo federal ao Estado e aos municípios, mas apoia também a aprovação do Plano Mansueto, que impõe uma série de contrapartidas e restrições fiscais a esses entes. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
LIVRE CONTRATAÇÃO Órgãos com mais movimentações entre 20 de março e 15 de abril
NO M EA ÇÕ ES EX ON ER AÇ ÕE S DE SI GN AÇ ÃO DE DI SP FG EN * SA DE FG *
¬ PEDRO AUGUSTO FIGUEIREDO ¬ Minas Gerais nomeou
rio geral do Estado, Mateus Simões, está havendo um esforço do governo para preencher cargos que estavam vagos na Secretaria de Saúde devido ao enfrentamento do novo coronavírus. No primeiro momento, os nomeados vão contribuir para a formulação e o planejamento da resposta do Estado à pandemia. A partir desta semana, ocorrerá uma segunda onda de nomeações para a linha de frente. “(No caso de Minas Gerais) esses cargos são ligados ao Comitê de Emergência em Saúde. É o pessoal que está construindo a estratégia de distribuição de leitos, de compra de equipamentos e de recrutamento de médicos”, explica o secretário geral Mateus Simões. “A partir desta semana, nós vamos fazer nomeação dos quadros de saúde para o hospital de campanha, no corpo de frente. Há um esforço do governo para suplementar nossa capacidade especialmente nas atividades fins de infectologia e de atendimento”, completou o secretário. O levantamento também apurou o número de funções gratificadas concedidas durante o período de calamida-
ÓR GÃ O
Secretário geral diz que postos são para cargos que atuam no combate à pandemia
TOTAL
Secretaria de Justiça e Segurança Pública
44
45
2
2
Secretaria de Saúde
49
32
4
3
FHEMIG
2
1
28
14
Secretaria de Educação
11
7
14
8
Defensoria Pública
14
13
2
0
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
8
6
0
0
14
Polícia Civil
6
7
0
0
13
Arsae
8
5
0
0
13
FONTE: DIÁRIO OFICIAL DE MINAS GERAIS. PESQUISA DIRETA
93 88 45 40 29
TOTAL DE
335
*FUNÇÃO GRATIFICADA
O TEMPO Belo Horizonte | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 13
INTERESSA
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Alerta. Confinados em casa, os pequenos estão mais vulneráveis a maus-tratos e outras violações de direitos FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Desde o início da pandemia, Disque 100 recebeu mais de 200 denúncias ¬ ALEX BESSAS ¬ Com assombro, circulou
nas redes sociais um vídeo em que uma mulher de 25 anos espanca uma criança com um fio, além de puxar a vítima pelos cabelos e jogála contra a cama. No registro, a menina, com o nariz e a boca sangrando, pede que a mãe não bata nela. A garota, que tem 7 anos, chega a implorar ajuda ao homem que filma a cena, mas ele segue gravando e diz que ela está mentindo. Há uma semana, a Polícia Militar identificou os autores e prendeu o casal, que é de Montes Claros, no Norte de Minas. De acordo com apuração dos agentes, a criança teria encontrado um preservativo e brincava com o produto, o que levou a mãe ao ato de brutalidade. A gravação foi feita por um ex-companheiro da mulher, por volta de 12h da segunda-feira passada. As imagens foram usadas pelo homem para chantagear a mulher e pedir que ela reatasse o relacionamento. A história, que gerou indignação, é exemplo de violações que podem se tornar mais comuns em períodos de isolamento social, como agora, com a pandemia do novo coronavírus. Com famílias inteiras confinadas em suas casas, aulas presenciais suspensas e uma permanente sensação de apreensão, crianças e adolescentes tornaram-se alvo de uma série de violências muitas vezes invisíveis. Ao impor uma repentina mudança de rotina a mais de um terço dos países do mundo, a Covid-19 tornou os pequenos ainda mais vul-
Isolamento põe crianças em risco neráveis a violações, como maus-tratos, exclusão social, cyberbullying, exploração e abusos sexuais. É o que denunciam entidades ligadas à defesa de direitos humanos, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Childhood Brasil, organização que faz parte da World Childhood Founda-
Denuncie Canais. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 e também pelo aplicativo Diretos Humanos BR, disponível para Android e, em breve, para o sistema iOS.
tion, instituição internacional criada em 1999. De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), das 5.759 denúncias registradas por meio do Disque 100 entre os dias 14 de março e 13 de abril, 235 diziam respeito à violência contra crianças e adolescen-
tes. O grupo é o quarto com maior incidência de queixas, atrás apenas da violência contra pessoas socialmente vulneráveis, com restrição de liberdade e idosos. De maneira geral, as principais violações registradas foram exposição de risco à saúde, maus-tratos e ausência de recursos para sustento.
FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Estresse familiar
Excesso de tarefas é agravante “Confinados em casa, com a família, estamos forçados a estabelecer uma nova dinâmica de convivência e de compartilhamento do espaço em tempo integral”, aponta Itamar Batista Gonçalves, gerente de defesa da Childhood. “A gente teme que o número de abusos físicos e maus-tratos possa aumentar por conta dessa tensão, dado que os tutores terão um maior período de convívio
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Crianças e adolescentes estão mais expostos a abusos e violência
com seus filhos e terão, em alguns casos, que dividir a atenção com as tarefas da casa e do emprego, além de dar conta das necessidades particulares dessas pessoas, por quem eles são responsáveis”, situa Gonçalves. “As casas, na maioria dos lares brasileiros, são pequenas e comportam muitas pessoas. Essa coabitação pode não ser tarefa fácil, especialmente com crianças e adolescentes que têm energia e de-
vem ser atendidos em seu direito ao lazer, à educação e não só à alimentação”, completa o especialista. No mesmo sentido, Rosana Vega, chefe de Proteção à Criança do Unicef no Brasil, reforça como a mudança repentina de hábitos pode desencadear um maior estresse no ambiente familiar. “É como se a gente estivesse regressando a uma dinâmica de interação de outros séculos”, observa Rosana. (AB)
Dicas 0 Diálogo. Assista a programas com conteúdo educativo e aproveite para conversar mais em família. 0 Atividades. Resgate brincadeiras lúdicas e manuais (desenho, pintura, entre outros). 0 Brinquedo. Busque jogos de tabuleiro adequados para cada faixa etária. 0 Novidades. Aprenda sobre redes sociais e novas tecnologias com os filhos. 0 Como agir. Caso a criança revele que sofreu violência, ela deve ser acolhida e ouvida atentamente. Se houve violência sexual, reforce que ela não tem culpa. 0 Polícia. Em BH, a delegacia especializada recebe denúncias pelo telefone (31) 3228-9000.
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14 | O TEMPO BELO HORIZONTE | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020
O.PINIAO
Editorial
Duke
CAMINHO DA RETOMADA Muito se tem falado da necessidade de investimento público para a superação da crise, num resgate do pensamento econômico keynesiano em contraposição às escolas liberais que inspiram a equipe econômica. Na mesa do ministro da Casa Civil, Braga Netto, está um plano que pode ser uma ponte entre essas duas vertentes e gerar empregos. Trata-se de um ambicioso programa de concessões de transporte, elaborado pelo Ministério da Infraestrutura, ajustado às necessidades que surgiram com a emergência da pandemia e que envolve concessões à iniciativa privada e obras em rodovias, ferrovias e sistemas aquaviários, num total de 70 empreendimentos em todo o país. Em Minas, o programa prevê tirar do papel a duplicação da BR–381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, projeto que se arrasta há anos por um misto de inviabilidade financeira dos contratos e conflitos políticos. A estimativa é que sejam necessários recursos da ordem de R$ 30 bilhões ao longo de três anos, que, em contrapartida, devem gerar entre 500 mil a 1 milhão de empregos. Além de ser um start essencial para o reaquecimento da economia – que deve experimentar um rombo de pelo menos 1,8% do Produto Interno Bruto, ou cerca de R$ 150 bilhões até o ano que vem –, a iniciativa possibilitaria também a modernização da estrutura logística nacional, um dos grandes gargalos para a competitividade da indústria brasileira. Trata-se de um grande desafio, tanto de recursos financeiros quanto de gestão, mas a necessidade da superação da crise atual pode ser o empurrão necessário para enfim tirar os obstáculos à duplicação da “Rodovia da Morte” mineira, levar o sistema de transporte para o século XXI e criar bases para o resgate da economia nacional.
FUNDADOR PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE DIRETOR EXECUTIVO
Vittorio Medioli Laura Medioli Marina Medioli Heron Guimarães
GERENTE COMERCIAL
EDITORES EXECUTIVOS
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Renata Nunes Cândido Henrique Silva Juvercy Júnior
GERENTE DE ASSINATURA
Fernanda Rodrigues GERENTE INDUSTRIAL
Guilherme Reis GERENTE DE CIRCULAÇÃO
Isabel Santos GERENTE ADMINISTRATIVO
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COORDENAÇÃO DE JORNALISMO
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Primeira: Marina Schettini Política: Ricardo Corrêa Opinião: Frederico Duboc Economia: Karlon Aredes Brasil/Mundo/Interessa: Aline Reskalla Super.FC: Frederico Jota Magazine: Marília Mendonça Fotografia: Daniel de Cerqueira
OPINIÃO
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LAURA SERRANO Deputada estadual (Novo) contato@lauraserrano.com.br
Ensino a distância: educação básica para o rico e para o pobre Igualdade de oportunidades durante o isolamento social
E
ducação a distância nada mais é que uma modalidade da educação realizada por meio do uso de tecnologias em que professores e alunos estão separados espacial ou temporalmente. Em outras palavras, o processo de ensino-aprendizagem ocorre sem a necessidade de contato presencial. Em tempos de isolamento social para conter a propagação da Covid-19, a educação a distância é uma alternativa inteligente para manter as crianças aprendendo e evitar a evasão escolar, mesmo com a suspensão das aulas na rede pública estadual de ensino. Inclusive, muitas escolas privadas já estão adotando a prática da educação a distância com sucesso. Mas não é justo que, enquanto dure a pandemia na saúde, apenas as crianças de famílias de renda mais alta possam estudar por estarem matriculadas em escolas particulares. As crianças de famílias mais pobres devem usufruir de igualdade de oportunidades e, sendo assim, não podem deixar de aprender durante o período do necessário distanciamento social. Pensando nisso, o governador Romeu Zema, por meio da Secretaria de Educação, lançou o Plano de Estudos Tutorado (PET): uma iniciativa com atividades semanais que faz parte do sistema de educação a distância da rede pública vai permitir que as crianças de baixa renda também possam continuar a estudar.
A educação a distância em Minas Gerais ocorrerá de forma digital e com o uso de tecnologia. Será possível baixar o PET no site da Secretaria de Educação. A inovação que chama mais atenção é o aplicativo de celular para professores e alunos, em que será possível gerenciar aulas e mate-
Não é justo que, enquanto dure a pandemia na saúde, apenas as crianças de famílias de renda mais alta possam estudar riais didáticos. Haverá teleaulas transmitidas pela TV Rede Minas e pelo YouTube com quatro horas de programação diária, sendo uma hora de transmissão ao vivo para solução de dúvidas em tempo real. As teleaulas, específicas com conteúdo programático de cada série escolar, serão ministradas pelos próprios professores da rede pública que se apresentaram de forma voluntária para as gravações. Alguns podem se perguntar como os alunos de baixa renda terão acesso ao conteúdo online sem recursos para pagar internet ou um smartphone. O consumo de dados móveis para uso do aplicativo, tanto pelos professores quanto pelos alunos, se-
rá custeado pelo governo. Ou seja, nós, contribuintes mineiros, estamos permitindo que crianças da rede pública não parem de estudar. Além disso, professores que não tiverem equipamentos de informática para realizar o teletrabalho poderão pegar emprestado das próprias escolas. Os diretores iniciaram o teletrabalho na semana passada para planejar o retorno dos professores às atividades remotas a partir de amanhã. As aulas estão previstas para o início de maio, e as escolas permanecerão fechadas. Não haverá flexibilização do isolamento social, preservando os alunos e os profissionais da educação que continuarão em casa. Em situações pontuais excepcionais, poderá ocorrer trabalho presencial em escala mínima e com revezamento. É o caso do auxiliar de serviços básicos, quando houver necessidade, por exemplo, de desentupimento de calhas para não comprometer equipamentos da escola em episódios de chuva intensa. A educação a distância na escola pública, assim como ocorre em muitas escolas particulares, proporciona ensino para crianças independentemente de sua classe social. É a tecnologia à disposição da educação básica. O Estado liberal do governo Zema prioriza a aplicação do dinheiro dos contribuintes onde realmente importa, e o resultado é o acesso à educação para a criança mineira, seja ela rica ou pobre.
O TEMPO BELO HORIZONTE| SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 15
OPINIÃO
x
entre aspas
“Não há processo político formal: Trump age por impulso e intuição.” Paul Krugman
“No desespero de salvar vidas, começou-se a relaxar padrões científicos.” Tim Lahey
ECONOMISTA E PRÊMIO NOBEL
INFECTOLOGISTA E PESQUISADOR (EUA)
Sobre ação presidencial na crise
Acerca da pressão por uma vacina
José Reis Chaves
Espírito santo humano, alma ou centelha divina
Teósofo e biblista jreischaves@gmail.com
Deus dirige tudo, não só os fatos mediúnicos
D
eus, causa primeira de todas as coisas ou causa não causada, já antevia, na criação da humanidade, os seus fenômenos carismáticos, pneumáticos, mediúnicos ou espirituais com o Espírito Santo humano, alma ou centelha divina que habita em nós (1 Coríntios 6: 19) com outros espíritos desencarnados. Mas quando foi instituído o Espírito Santo dogmático da Terceira Pessoa Trinitária, no Concílio Ecumênico de Constantinopla (381), os teólogos passaram a ignorar o Espírito Santo humano. E o dogmático ficou até mais falado do que o verdadeiro Espírito Santo de Deus Pai da Primeira Pessoa.
Não confundamos, pois, o Espírito Santo, ou a alma, com o Espírito Santo dogmático. Paulo se referia ao humano ou ao Espírito Santo do Deus Pai, pois o dogmático ainda não havia sido instituído. O Espírito Santo ou centelha divina (“pneuma” e “psyque” em grego ou “ruach” e “nephesh” em hebraico) é “santo”, porque tudo que é criado ou gerado por Deus é santo. E, por oportuno, Allan Kardec definiu bem espírito e alma. Segundo ele, o espírito humano é alma, enquanto está encarnado, e espírito, quando desencarnado. Quer dizer que essas palavras são, praticamente, sinônimas, diferentes apenas
por momentos diferentes. Também é oportuno afirmamos que o espírito é consciente depois da morte do corpo. Na parábola do rico e do pobre Lázaro, Jesus deixa isso muito claro (Lucas 16: 19 a 31). E os espíritos sabem do que acontece, tanto no mundo espiritual como no nosso mundo físico. Surgiu a crença da inconsciência deles, porque, em várias línguas, morrer significa também dormir, pois o sono é uma imagem da morte. E, demonstrando essa verdade, temos também os santos da Igreja e uma proibição de Moisés em Deuteronômio 18, contra a comunicação com os espíritos dos mortos, pois essa pró-
pria proibição dele nos prova que é real essa comunicação, já que Moisés não era doido de proibir uma coisa que não existe! E a causa da proibição foi a grande ignorância do povo sobre a mediunidade. E Paulo diz: “Não sabeis vós que sois templos do Espírito Santo (alma) que habita em vós? (1 Coríntios 6: 19). E é um Espírito Santo, por ser sopro (figurado) de Deus. Essa interpretação é reforçada pelo fato de o Espírito Santo Trinitário dogmático ainda não ter sido criado. Paulo (1 Coríntios 12: 7) diz também: “Mas um só e mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um
Máscaras e cuidados com os celulares
individualmente. Essas coisas são os fenômenos pneumáticos ou mediúnicos que envolvem espíritos. E, em 1 Coríntios 12: 11, ele afirma: “O que realiza todas essas coisas”, isto é, que dá suporte a todas elas, “é o mesmo Espírito.” E que Espírito é esse? É o Espírito Santo de Deus Pai, que dirige não só os fenômenos pneumáticos, carismáticos, mediúnicos ou espirituais, mas tudo! “Tradução da Bíblia (Novo Testamento completo)”, de autoria deste colunista: contato@editorachicoxavier.com.br ou (31) 3637-1048.
Luiz Antônio F Paulino Médico luizantoniopaulino.com.br
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Jefferson Luiz
Sobre a matéria “ALMG aprova obrigatoriedade do uso de máscaras em estabelecimentos de todo o Estado” (Portal O Tempo, 16.4), eu acho ótimo. Agora, o governo tem que comprar as máscaras e distribuir para todos.
Notificações de casos Lineu Hugo Duarte Teixeira
Com relação à matéria “Subnotificação de casos de coronavírus gera temor de catástrofe no Brasil” (Portal O Tempo, 16.4), isso é claro, sendo que mais de 80% dos infectados não apresentam sintomas, e quem apresenta sintomas leves não faz o teste.
Médicos Elias Saad
Sou inteiramente a favor do confinamento social, embora discorde na sua amplitude, principalmente dos médicos, impedidos de atender em seus consultórios particulares, que vai repercutir no tratamento de clientes. Sou otimista com o Brasil, pois é óbvio que as autoridades agiram preventivamente, e nosso médicos estão mostrando capacidade ímpar, em comparações com os do “primeiro mundo”, em que não existe algo comparado ao SUS. As cartas enviadas para esta coluna devem ter, no máximo, 400 caracteres.
E
stamos vivendo um verdadeiro pesadelo com a Covid-19. O crescimento do número de casos de infecções e da pneumonia grave causada pelo novo coronavírus é algo preocupante. A grande facilidade com que se dá a transmissão é algo assustador e se deve à elevada resistência do vírus no ambiente e à grande eliminação de vírus pelos portadores da infecção, ainda que assintomáticos. Não resta a menor dúvida de que a quarentena funcionou bem. O número de casos não evoluiu como esperado, mas até quando podemos ficar isolados? Também não resta dúvida de que teremos que sair do abrigo para dar seguimento à vida. E como fazer? É preciso que nos protejamos da infecção, e a forma mais simples e segura é usando a máscara. Ela filtra o ar e tanto protege quem usa como limita a disseminação do vírus nos indivíduos que o estão
eliminando, ainda que sem sintomas. Assim, menos vírus serão espalhados no meio ambiente. Máscaras devem ser ajustadas no rosto com as mãos limpas. É muito comum vermos pessoas as ajustando com as mãos já contaminadas, e tal procedimento acaba por diminuir a proteção que a máscara poderia dar. Outra questão que merece atenção se refere ao uso de celulares. Hoje o smartphone é um companheiro inseparável das pessoas e é levado a todos os lugares. Na pessoa gripada ou com infecção de vias aéreas o celular estará sempre muito contaminado. Trabalhos realizados em diversos hospitais demonstraram a contaminação dos aparelhos de profissionais de saúde com diversos tipos de microrganismos, inclusive vírus. Mesmo após lavagem cuidadosa das mãos, o contato com o aparelho vai torná-las contaminadas novamente. É importante
E-MAIL opiniao@otempo.com.br
Isolamento
aCom relação à matéria Dirlando Soares
Uma proteção essencial
Máscaras
a
adotar uma rotina com os celulares de forma a dificultar sua contaminação e, ainda, proceder à sua descontaminação periódica. Uma boa conduta seria não o levar à mesa durante as refeições. Pessoas com sinais de infecção respiratória, particularmente coriza ou tosse, devem evitar locais movimentados. Evite sair de casa em tais situações e só procure médico se os sintomas forem muito intensos ou se houver febre alta; consultórios e postos de saúde são locais de muito movimento, onde o risco de transmissão de doenças é grande. O mesmo vale para aqueles que trabalham no atendimento, em contato com o público, como no comércio em geral; na presença de sintomas gripais, não podem trabalhar. É importante lembrar que medidas simples, principalmente o uso da máscara, são muito valiosas e serão nossa principal arma na luta contra a Covid-19.
“Estados podem ter regras de isolamento” (Coronavírus, 16.4), ao determinar que os governadores tenham autonomia para impor regras restritivas, o Supremo Tribunal Federal demonstra que não está nem aí para a quebra da economia no país. Entrou no jogo dos governadores, que querem derrubar o governo, não importa como.
FMI
aDe acordo com o FMI, Paulo Panossian
devido à pandemia e à drástica redução da atividade produtiva, a economia mundial deve ter queda de 3%. Para o Brasil, o estudo indica queda de 5,3% em 2020, com provável resultado em torno de R$ 6,9 trilhões, contra R$ 7,3 trilhões de 2019. Lógico que esse estudo do FMI pode ser alterado para melhor ou pior, mas será que, depois desses números, o Planalto vai continuar achando que o coronavírus é uma “gripezinha”?
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Há 20 anos no Brasil Saga de Harry Potter foi um divisor de águas no mercado editorial mundial e segue formando milhões de jovens leitores
Magia que nunca acaba ¬ ANA CLARA BRANT ¬ “O Sr. e a Sra. Dursley, da
rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.” Assim se inicia a saga de um dos maiores fenômenos literários de todos os tempos, “Harry Potter”. “A Pedra Filosofal”, o primeiro de um total de sete livros, chegou ao mercado brasileiro há exatos 20 anos, pela Rocco e com tradução de Lia Wyler. Os citados Sr. e Sra. Dursley eram os tios que viriam a tornar a vida de Harry nada fácil, e “esse tipo de bobagem”, a magia que conquistaria mais de 450 milhões de leitores em mais de 200 países. Para celebrar a efeméride, a editora lança no dia 30 de abril novas edições de capa dura e um box especial (R$ 449) com todos os títulos. As capas são assinadas pelo ilustrador e escritor norte-americano Brian Selznick, autor de “A Invenção de Hugo Cabret”, e se complementam: ao unir os exemplares lado a lado, uma grande ilustração se forma com personagens e elementos que representam a história. O box com os livros ainda traz ilustrações dos brasões das quatro casas de Hogwarts (Grifinória, Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa), além dos rostos de Harry no verso e de Lord Voldemort no interior da caixa. Bruno Zolotar, diretor comercial e de marketing da Rocco, conta que Paulo Rocco, dono da editora, conheceu o agente literário inglês Christopher Little e quis saber se havia algo bom na área de infantojuvenil, porque queria melhorar o catálogo da Rocco no segmento. “O agente falou de Harry Potter, ‘um livro que estava até indo bem na Inglaterra’. A Rocco avaliou, achou
bom, e o Paulo teve um feeling de que ali estava algo que poderia ser um grande sucesso. Comprou os direitos dos dois primeiros títulos. Quando as vendas dos livros começaram a estourar lá fora, ele correu para traduzir e lançou aqui com muito marketing”, recorda Zolotar. Ele ressalta que a saga do bruxinho foi um divisor de águas no mercado editorial brasileiro e internacional e teve como um dos principais méritos formar milhões de jovens leitores. “Como diz o Paulo Rocco, há o mercado editorial antes e depois de Harry. Para nós, da Rocco, ‘HP’ é muito importante não só pelo faturamento e pelo prestígio de ter a série e os livros da J.K. Rowling, mas pelo público que trouxe para a editora e que nos acompanha nas redes sociais. Temos muito orgulho de ser a casa de ‘Harry Potter’ no Brasil”, frisa. E não foram só crianças e adolescentes que se encantaram. Adultos dos quatro cantos do planeta se apaixonaram por Harry, Hermione, Roney e cia. limitada. Jornalista e escritora especializada em literatura infantojuvenil, a carioca Rosa Amanda Strausz foi uma das primeiras a fazer uma resenha sobre a coleção, a qual chamou de “genial”. Para Rosa, a obra é literatura na sua essência. “Muita gente achava que uma criança jamais leria um livro com 200, 300, 400 páginas, e sem ilustração. Isso que foi o mais incrível; a gente ter mostrado que, se você deixar a criança escolher o livro que ela quer, ela encara. Sou grata a esse fenômeno por ter mostrado a quem não acreditava a capacidade de leitura das crianças. ‘Harry Potter’ é uma boa história e com um background cultural importante”, salienta.
Serviço Edição comemorativa dos sete livros da saga “Harry Potter” Lançamento: 30 de abril Editora Rocco Onde encontrar: livrarias físicas e online de todo o Brasil 0 “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (R$ 49,90)
0 “Harry Potter e a Câmara Secreta” (R$ 54,90) 0 “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (R$ 64,90)
Fenômeno
A arte de saber contar histórias DIA DIPASUPIL/GETTY IMAGES/AFP
Uma das grandes responsáveis pelo mérito da saga, sem dúvida, é a autora J.K Rowling. Ela acabou se tornando a escritora britânica com o maior número de vendas, chegando a mais de 238 milhões de libras em livros vendidos. Para Rosa Amanda Strausz, Rowling tem uma técnica de escrita extraordinária, e a impressão que se tem é que a escritora usou uma “varinha de condão” para criar os livros, tamanho o seu encanto. “Além disso, me atrai muito o trabalho de pesquisa e de resgate profundo que ela fez com o folclore irlandês, escocês e europeu, de um modo ge-
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J.K Rowling é sucesso de crítica pela qualidade da sua escrita
ral, que é tão rico”, diz Rosa. Professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no Rio Grande do Sul, Ana Cláudia
Munari chegou, inclusive, a fazer mestrado e doutorado sobre a saga e o fandom e lembra que a obra de Rowling – não só o projeto “Harry Potter” – guarda qualidades literárias em diferentes aspectos, como, por exemplo, produzir suspense e mistério nas histórias policiais sem imitar chavões e criando densidade psicológica nos personagens e nos subenredos. “‘Harry Potter’ é uma história densa, repleta de subtramas, cujos personagens também têm complexidade. O modo como ela entrelaça as histórias, deixando lacunas, é genial. Não subestima o leitor”, expõe Ana Cláudia Munari. (ACB)
0 “Harry Potter e o Cálice de Fogo” (R$ 74,90) 0 “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (R$ 89,90) 0 “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” (R$ 69,90) 0 “Harry Potter e as Relíquias da Morte“ (R$ 79,90) 0 Box: “Harry Potter” (R$ 449,90)
O TEMPO BELO HORIZONTE | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 17 DAVID GALLARD/DIVULGAÇÃO
Pandora |
Louis Vuitton passa a produzir máscaras em oficinas na França em resposta ao governo local
¬ LORENA K. MARTINS ¬ Marcas de diversos seg-
mentos mundo afora estão criando iniciativas solidárias e usando a estrutura industrial para a produção de máscaras e outros itens que são doados para suprir a escassez de materiais na luta contra o coronavírus. Sejam para marcas de alto luxo mundiais ou para empresas pequenas e independentes, a moda, de forma geral, tem agido de maneira significativa no combate à pandemia. Após a constatação de que o uso das máscaras pode ajudar na prevenção e melhorar o controle do índice de contaminação comunitária, 65 empresas, marcas e profissionais da moda mineira declararam seu engajamento na causa e se voluntariaram no movimento chamado “Um Milhão de Máscaras” (“1MM”), uma rede de apoio que visa à produção do item de proteção e, claro, à conscientização da população para o uso. Cada marca oferece ajuda de todo tipo e como pode. Há aquelas que estão propriamente fabricando as máscaras, enquanto outras fazem o corte ou reúnem costureiras. Há também empresas que doam materiais para confecção do acessório, como tecidos e elástico. A marca mineira Márcia Morais disponibilizou a estrutura da sua fábrica para a produção das máscaras, que estão sendo feitas por uma equipe reduzida no local para manter o distanciamento entre as pessoas. A finalização é feita pelas costureiras em suas próprias casas. “A indústria da moda precisa se reinventar, mais do que qualquer outra, principal-
Moda
Movimento que envolve voluntários e profissionais da indústria fashion está produzindo máscaras
solidária ALVARO FRÁGUAS/DIVULGAÇÃO
mente as formas de produção e o consumo consciente. São questões que ficarão muito evidenciadas após a pandemia. Mas, neste momento, precisamos pensar no papel social da moda. É um momento de solidariedade, união e muita força para que possamos dar nossa contribuição e focar a preservação da vida e a saúde das pessoas”, avalia Alice Correa, gerente de desenvolvimento de produto da marca Márcia Morais.
Contribua 0 Financiamento. O movimento “1MM” criou um financiamento coletivo para a contribuição da produção das máscaras. As doações podem ser feitas em qualquer quantia, e o dinheiro arrecadado será utilizado para acelerar o movimento de produção, com a compra de materiais e remuneração do trabalho das costureiras.
OUTRAS AÇÕES. O mineiro Vir-
gilio Andrade, estilista por trás da Virgilio Couture, faz máscaras para suas clientes usando refugo dos tecidos de suas peças. “Fui arrumar o meu ateliê durante a quarentena e me deparei com vários pedaços de tecido que estavam sobrando de produções. Resolvi fazer máscaras e tenho dado de presente para clientes da marca”, revelou Virgilio, que entrega o acessório para os clientes explicando sobre os processos de higienização. As máscaras são feitas com estampas exclusivas. “Usar uma máscara com uma linguagem de moda faz com que a gente se sinta melhor do que usar aquela que remete ao hospital e à doença”, opina ele.
Profissionais da moda mineira se unem no projeto ‘1MM’, que já produziu 10 mil máscaras para hospitais
0 Participe. O site para doação é evoe.cc/ummilhao-de-mascaras.
ARQUIVO PESSOAL
Pelo mundo
Marcas de luxo se unem na luta A Louis Vuitton é uma das grifes mundiais do mercado de luxo que passaram a produzir máscaras não cirúrgicas como apoio no combate à Covid-19. Cerca de 300 artesãos foram mobilizados para a produção nas oficinas francesas. A grife italiana Prada também iniciou, no mês passado, a produção de 80 mil ma-
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Estilista Virgilio Andrade faz máscaras para suas clientes
cacões médicos e 110 mil máscaras para serem doados aos profissionais de saúde da região da Toscana, uma das mais afetadas na Itália. Além dela, Saint Laurent e Balenciaga e a italiana Gucci também já fabricam máscaras para suprir a escassez. “Quanto à moda propriamente dita, a coleções, desfiles, temporadas, fast
fashion, luxo, penso que vivíamos uma certa indigestão, um excesso de produção, de consumo, de tudo. A moda já não vinha bem há tempos. Esta pausa obrigatória leva o setor como um todo a refletir e repensar todo o sistema”, opina Natalie Oliffson, consultora em negócios de moda e projetos criativos. (LM)
18 | O TEMPO BELO HORIZONTE | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 UMIDADE
Cidades
26º 17º Máxima
82% Máxima 43% Mínima
Mínima
Tempo em BH A capital mineira terá um dia de sol com algumas nuvens. Não há previsão de chuva.
TEL: (31) 2101-3938 e-mail: cidades@otempo.com.br Atendimento ao assinante: 2101-3838
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Limitação. Estudantes sem internet não sabem como concluir ano letivo, que foi interrompido pela pandemia
Em MG, 700 mil alunos devem ficar sem acessar aulas remotas Dado é da Secretaria de Educação, que planejou atividades por TV e YouTube ¬ BRUNO MENEZES ¬ Alunos de baixa renda vi-
vem o drama de não saber como vão fazer para estudar neste ano. Diante da pandemia de Covid-19, escolas foram fechadas como medida de segurança para evitar aglomerações e a consequente propagação do novo coronavírus. A principal opção para que os estudantes não percam o ano letivo são as aulas virtuais. No entanto, nem todos têm computador com acesso à internet banda larga ou mesmo televisão em casa. É o caso de Adriel Castro, 18, estudante do terceiro ano do ensino médio. Morador da ocupação Helena Silva, na região do Barreiro, em BH, e aluno da Escola Estadual Doutor Aurino de Morais, na região, ele sonha em ser professor de história. “Tem um lado da história que precisa ser contado da forma como as pessoas da periferia enxergam. Fica mais fácil para entender”, explica sua escolha. Adriel vive o drama de não ter acesso ao conhecimento, por falta de estrutura tecnológica básica. Com internet apenas no celular e com plano de dados limi-
UARLEN VALERIO
tado, o jovem diz que, sem o professor para auxiliar a solucionar as dúvidas, a única alternativa que lhe resta é estudar por meio dos livros que tem do colégio. Diante desse cenário, ele defende que o Exame Nacional do Ensino Médio de 2020 seja adiado, para que todos os estudantes de classes sociais mais baixas tenham oportunidade de estudar para disputar vagas e não sejam excluídos. “O Enem só vai provar pra gente o quanto o exame tem sido elitista”, diz. NA PRÁTICA. A estudante do
primeiro ano do ensino médio Vitória Oliveira de Andrade, 16, aluna da Escola Estadual Madre Carmelita, no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, tem TV em casa, mas não conta com internet. Em janeiro, a casa da avó, em Ribeirão das Neves, foi afetada pelas chuvas. Então a estudante levou a avó para morar com ela e a mãe em uma casa alugada com a ajuda de familiares e amigos, no bairro Glória, na região Noroeste de BH. Sem internet em casa, a solução seria ter aulas pela TV, como propõe o governo. Mas a adolescente não acredita que essa seria a melhor solução. “Você não consegue interagir de imediato com o professor se tiver alguma dúvida. A aula online às vezes seria mais fácil para você fazer isso”, avalia.
Formato de curso preparatório gratuito para Enem foi adaptado ¬ A crise gerada pela pande-
mia de coronavírus não deixou sair do papel o cursinho preparatório para o Enem organizado pela Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte, que tem 20 professores voluntários. A ideia seria oferecer aulas presenciais a estudantes de baixa renda do terceiro ano do ensino médio, mas o cursinho vai funcionar temporariamente
“As pessoas da periferia não têm como estudar. Só vai ter a elite nas universidades.”
de forma virtual, aberto a qualquer público. No entanto, segundo Rafael Morais, presidente da associação, há grande dificuldade de conectividade entre os alunos de classes sociais mais baixas. “Como um estudante que tem apenas rede 3G, limitada, vai fazer aula pela internet, sem o computador? A gente sabe que é difícil pelo celular, ainda mais pelos aparelhos menos modernos”, disse. (BM)
Adriel Castro, 18, aluno de escola pública Preocupação. Adriel está sem aulas e não tem condições de se preparar para o Enem, concurso que ainda não tem data para acontecer
Uma possibilidade levantada pela unidade em que a aluna estuda é a disponibilização de computadores na escola para os alunos que não têm acesso. “Não temos carro em casa, então eu teria que ir de carro de aplicativo ou de ônibus (até a escola). Teria contato com outras pessoas”, conta a garota, que tem receio de a avó, que está no grupo de risco da doença, ser contaminada.
Resposta
Pendência judicial 0 Presencial. Apesar do planejamento do governo do Estado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deferiu, na última quarta-feira, liminar impetrada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte-MG) para barrar a volta presencial dos profissionais da educação aos
prédios físicos da rede. 0 Professores. Até que o Estado apresente um plano para garantir a saúde dos servidores, os professores também não poderão ser convocados a retornar às escolas, e, portanto, as transmissões pela TV também estariam impedidas. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
LIMITAÇÕES Perfil do acesso à TV digital e à internet SEM TV Um a cada cinco lares brasileiros (20%) não conta com sinal digital (14 milhões de domicílios) SEM INTERNET NO BRASIL Três a cada quatro domicílios têm acesso à internet
O acesso via microcomputador chega a
56% desses domicílios
75%
O acesso via celular chega a
97%
EM MINAS GERAIS
6,5 milhões de pessoas não têm acesso à internet
desses lares FONTE: PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS CONTÍNUA DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA/2016 E 2017
Governo não vai conseguir alcançar todos Na última quarta-feira, a secretária de Estado de Educação, Julia Sant’anna, anunciou que aulas vão ser transmitidas pela TV, via Rede Minas. Ao todo, cinco horas de programação da emissora serão destinadas às aulas, sendo uma hora para resposta de dúvidas dos estudantes. As aulas vão começar em maio e serão disponibilizadas no YouTube. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) tem ciência de que, mesmo com as duas alternativas, não vai alcançar todos os alunos de escolas públicas. A expectativa é que as aulas estejam disponíveis a cerca de 1 milhão dos 1,7 milhão de estudantes mineiros. Questionada pela reportagem, a SEE informou que, para aqueles alunos que não têm acesso à internet, as escolas e Superintendências Regionais de Ensino vão identificar a melhor forma de distribuição do material didático. (BM)
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O TEMPO BELO HORIZONTE| SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 19
20 | O TEMPO BELO HORIZONTE | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020
O TEMPO BELO HORIZONTE| SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 21
COMPANHIA MINERADORA DO PIROCLORO DE ARAXÁ - COMIPA CNPJ 17.806.779/0001-30 Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores Acionistas da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá – COMIPA a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada na sede da sociedade, na Avenida Tancredo Neves, nº 30, Bloco A, Vila Silveria em Araxá/MG, no dia 30 de abril de 2020, às 08h (oito horas), para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Exame, discussão e votação das demonstrações financeiras, tomada de conta dos administradores, destinação do lucro líquido do exercício e pareceres do Conselho Fiscal e dos auditores independentes, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2019; b) Eleição dos membros do Conselho Fiscal; c) Consolidação das alterações no Estatuto Social. Araxá/MG, 14 de abril de 2020. Dante de Matos Diretor-Presidente
SUPER.FC www.superfc.com.br - Belo Horizonte - Segunda-feira, 20/4/2020 TEL: (31) 2101-3921
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Pratas da casa. Diretor Júnior Chávare lidera trabalho que tem como objetivo revelar novos valores para o time profissional
Projeto da base quer resgatar DNA do Galo TV GALO/REPRODUÇÃO
¬ LÉO CAMPOS ¬ Perto de com-
pletar um ano nas categorias de base do Atlético, o diretor Júnior Chávare e sua equipe já avaliaram mais de 4.000 atletas em quase 20 Estados. Com a análise de seis observadores – dois em São Paulo, um no Sul do país e três em Minas Gerais –, quase 70 atletas foram captados. Além dos analistas técnicos, o Galo conta com indicações dos
núcleos de projetos sociais e um trabalho específico em comunidades e áreas de vulnerabilidade social. O Atlético tem hoje 120 atletas em suas categorias de base, além dos garotos que participam de avaliações quase todas as semanas. Nesse período no Atlético, Chávare dispensou mais atletas do que captou, não inflando os elencos da base alvinegra. “O que é importante entendermos nas categorias de ba-
se é que não pode ter preguiça. Surgiu uma oportunidade, tem uma situação que você possa efetivamente ir observar o jogador e fazer a avaliação? Faça! Temos que pecar pelo excesso. Não há outra forma”, disse Chávare em entrevista ao SUPER.FC. O trabalho é coordenado por Thiago Rebello, que já atuou em projetos semelhantes no Internacional, no Grêmio e no Cruzeiro. No Galo, ele tem o apoio do ex-meia
Everton, jogador alvinegro da década de 80, e do ídolo e maior artilheiro atleticano, Reinaldo. Chávare se apoia no projeto denominado ‘DNA Alvinegro’. “Subir por subir não vai resolver, temos que ter atletas que possam nos dar inicialmente o ganho técnico e desportivo para que, depois, obviamente, possam nos dar um ganho econômico, sem o qual nenhum clube vive nos dias de hoje”, completou Chávare.
4 mil jogadores
testados em quase um ano de trabalho no Atlético
70
garotos
captados para as categorias de base do Atlético no período
Duke
Ganho técnico e desportivo: ‘Subir por subir não resolve’, diz Chávare
www.dukechargista.com.br
O TEMPO Belo Horizonte | SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 | 23
SUPER.FC
Polivalente. Jovem jogador acaba com a polêmica sobre posicionamento e diz estar pronto para ajudar o novo treinador
Meia ou ponta-direita? Maurício joga nas duas CRISTIANE MATTOS-1.3.2020
¬ JOSIAS PEREIRA ¬ Uma polêmi-
ca se criou no Cruzeiro em relação aos pensamentos do extécnico do time celeste, Adilson Batista, sobre o posicionamento ideal do garoto Maurício. Para muitos, o jovem atleta deve atuar como um meia e não caindo pela ponta direita. A reportagem do SUPER.FC perguntou a Maurício qual é sua preferência, considerando que Enderson Moreira agora é o novo comandante da Raposa. “Com o Adilson eu fiquei mais pela ponta direita, como um extremo ali. Poucos jogos eu comecei de meia. Acho que foi só um jogo que eu comecei de meia. Mas sobre questões de preferência eu posso falar que gosto das duas posições, são setores em que eu sei jogar, que posso render o meu melhor futebol e que me sinto à vontade”, apontou o jogador. A opção de usar Maurício como ponta pode ser explicada pela aposta de Adilson em ter Robinho como o criador de jogadas. Mas ficou claro que o time possuía um buraco no setor, com os volantes tendo que armar as jogadas ou então Moreno tendo que sair da sua função de atacante para armar. Todavia, Adilson já está no passado celeste, e a missão de conduzir o time à elite está com Enderson Moreira. Maurício apontou o que espera com a chegada do novo co-
mandante. O atleta se vê como uma peça importante no elenco pelo início de ano promissor, mas destacou que a união do grupo será fundamental na temporada. “O Enderson é um treinador renomado, já conquistou a Copinha com o Cruzeiro, treinou o Santos, vários outros clubes e também teve um bom desempenho neste início de ano no Ceará. Fico bem motivado com a possibilidade de ele ajudar não apenas a mim, mas a todos os nossos jogadores e nos auxiliar neste momento de reconstrução. Eu me vejo importante, pelo meu início de temporada, mas todos os atletas são importantes, o que prevalece para mim é a união, e é isso que vai nos fazer conquistar grandes coisas este ano”, concluiu.
Justiça do Trabalho
Clube é condenado a pagar R$ 2,1 milhões a Bruno Silva ¬ BELO HORIZONTE ¬ Em crise financeira, o Cru-
zeiro tem de lidar com mais um problema. Em decisão da Justiça do Trabalho de Minas Gerais, publicada na última sexta-feira, o clube foi condenado a pagar R$ 2.116.183,44 ao volante Bruno Silva, hoje no Avaí. Em dezembro do ano passado, o jogador processou o Cruzeiro por atraso nas parcelas da rescisão de contrato, assinada em janeiro de 2019. A juíza Daniele Cristina Morello, da 37ª Vara do Trabalho, em Belo Horizon-
“
Gosto das duas posições, são setores em que eu sei jogar, em que posso render o meu melhor futebol e me sinto à vontade. Maurício MEIA-ATACANTE DO CRUZEIRO
”
Maurício disputou 12 partidas nesta temporada e marcou três gols
te, determinou que o valor atrasado (o Cruzeiro dividiu o pagamento em 13 vezes, mas pagou sete) seja pago integralmente. Cada parcela foi fixada em R$ 230 772,93, totalizado R$ 1.384.637,58. Além disso, o clube foi condenado a pagar 50% do valor restante do distrato, o que corresponde a R$ 692.318,78. O Cruzeiro também terá que pagar multas trabalhistas, o que faz o montante do débito chegar a R$ 2,116 milhões. O clube ainda pode recorrer da decisão.
Categorias de base. Diretor do Atlético fala de projeto para revelar jogadores no clube. Página 22
SUPER.FC
DOUGLAS MAGNO/LIGHT PRESS/CRUZEIRO-4.3.2020
VVVV otempo.com.br
O TEMPO BELO HORIZONTE SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2020 TEL: (31) 2101-3921
Maurício joga onde o técnico precisar. Página 23
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Arena MRV avisa aos atleticanos que 20 de abril de 2020 é outra data especial; obras começam hoje
2 15/4
LOTERIA
2 14/4
2 31/3
Lotomania
Dupla Sena
concurso 2.069
1º sorteio
12 13 15 23 30 44
2º sorteio
05 06 10 15 37 50
ÍNDICE
u Caderno A
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concurso 2.065 08
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Coronavírus Aparte
2 a 10 11
Política Interessa
concurso 1.954
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Opinião Magazine
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Federal
concurso 5.477
1º prêmio 2º prêmio 3º prêmio 4º prêmio 5º prêmio
50.411 64.624 92.652 44.129 78.488
14 e 15 16 e 17
Na última semana, máquinas já fizeram o transplantio das palmeiras acumãs, espécie rara e de grande importância ecológica, que será replantada na Reserva Particular Ecológica, área de preservação ao lado do novo estádio. O transplantio foi autorizado e realizado seguindo as normas do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte. A Arena MRV, com capacidade para 46 mil torcedores, tem previsão para ser concluída em 2022. A obra deve custar R$ 410 milhões. Para conseguir fazer o estádio, o Galo negociou 50,1% do shopping Diamond Mall para a Multiplan por R$ 250 milhões. O restante está dividido entre naming rights com a própria MRV (R$ 60 mi) e a venda de cadeiras cativas (R$ 100 milhões, sendo que 60% já foram garantidos pelo Banco BMG).
oficial da Arena MRV movimentou as redes sociais ontem. O tuíte lembrou datas históricas do Atlético e afirmou que mais uma irá acontecer hoje, animando a Massa. E a expectativa de início das obras foi confirmada à noite pelo Atlético: “Máquinas em campo! Obras da @Arena MRV começam nesta segunda-feira”, postou o clube em seu perfil oficial. Está decretado o dia histórico para os atleticanos. A publicação feita pela Arena MRV relembrou algumas datas históricas do Galo, como a fundação do clube, a goleada por 9 a 2 sobre o Cruzeiro e as conquistas dos títulos de Campeão dos Campeões, do Brasileiro, do bicampeonato da Copa Conmebol, da épica Libertadores e da Copa do Brasil em cima do maior rival.
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Lotofácil
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¬ DA REDAÇÃO ¬ Uma publicação no Twitter
u Caderno
Cidades Super FC
18 22 a 24
Mega Sena 31
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asdasd
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O TEMPO publica diariamente o resultado das loterias. Fique atento ao número do sorteio.
2 18/4 Timemania 08
CRISTIANE MATTOS-19.2.2020
Dia histórico
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Atendimento ao assinante Capital e Grande BH 2101-3838 Interior 0800-703-4001
* Até o fechamento desta edição, a Caixa não havia divulgado o resultado do sorteio.