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O Tempo 14-4-2020

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Atlético negocia dívida, e Cruzeiro estuda cortar salários. Páginas 22 e 23 Fez história Brasil reverencia o gênio Moraes Moreira.

R$ 2,00 (outros Estados R$ 3,00) - www.otempo.com.br - Belo Horizonte - Ano 24 - Número 8522 - Terça-feira, 14/4/2020

Magazine. Página 13

CORONAVÍRUS > PANDEMIA CRISTIANE MATTOS

Tira-dúvidas APRENDA O CERTO E O ERRADO SOBRE USO DA MÁSCARA NO DIA A DIA. Páginas 8 e 9

Cartão BHBus será entregue gratuitamente

Dias de luta AUTÔNOMOS CONTAM COMO DRIBLAM PERDA DE TRABALHO E RENDA.

BILHETE ELETRÔNICO SERÁ DISTRIBUÍDO, SEM CRÉDITO, ATÉ SEXTA, PARA EVITAR USO DE DINHEIRO.

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De olho PREFEITURA DE BETIM REFORÇA VIGILÂNCIA A ESTABELECIMENTOS.

Página 2

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Secretário de Saúde defende isolamento em MG até junho Carlos Eduardo Amaral explicou que orientações serão alteradas conforme evolução da pandemia lo Horizonte defendiam, em atrapalhada sessão na Câmara Municipal, a reabertura do co-

mércio, o secretário de Estado de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, afirmou ontem que “não dá para pensarmos em voltar a

uma vida normal antes de junho”. Ele disse que “algum grau de isolamento será mantido” e que as diretrizes serão ajustadas de acordo

com a evolução da pandemia. Segundo Amaral, “não podemos perder o bom desempenho da conduta em relação ao coronavíFLÁVIO TAVARES

¬ Enquanto vereadores de Be-

Diagnóstico

Estado atinge capacidade de realizar mil testes por dia

rus”. A Organização Mundial da Saúde listou seis critérios para a saída controlada do isolamento. Páginas 2, 3 e 10

Questionamentos na TV

Críticas de Mandetta a Bolsonaro fragilizam ministro, que perde o apoio da ala militar

¬ Além da Fundação Ezequiel

¬ O ministro defende o isolamento, o presidente

Balanço

Auxílio emergencial

Brasil é o 11º em número de mortes

Regularização de CPFs provoca filas, e Receita pede uso da internet

¬ País havia registrado até on-

¬ Necessidade de o trabalhador ter o CPF regular

Dias, a Hemominas fará 400 exames, e a UFMG, 200 por dia. Fila tem 600 casos aguardando resultado. Página 3

tem, segundo o Ministério da Saúde, 1.328 óbitos. São Paulo tem a pior situação. Página 7

quer o retorno parcial ao trabalho. Esse impasse, que tem levantado a possibilidade de demissão de Mandetta, desagradou aos militares, em parte responsáveis pela permanência dele no cargo. Página 5

Drive-thru. Clínicas de BH coletam amostras de pacientes dentro do carro para teste

da Covid-19; exame custa de R$ 298 a R$ 350, e resultado sai em até seis dias úteis. Página 3

para receber benefício de R$ 600 provoca aglomerações nos postos de atendimento. Normalização pode ser feita por aplicativo ou no site da Caixa. Página 4

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

SUPER.FC


2 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

Coronavírus

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Cobertura especial

Por causa do avanço da doença causada pelo novo coronavírus, O TEMPO criou uma editoria especial para tratar do assunto. Acompanhe também a cobertura no portal O Tempo e na rádio Super 91,7 FM.

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Autônomos buscam saídas para driblar a crise e garantir renda ¬ ISABELLY MORAIS ¬ Insegurança. Esta talvez seja

a palavra que mais tem perseguido os trabalhadores autônomos durante este período de pandemia. Como são profissionais que exercem atividades por conta própria, muitos têm enfrentando um mar de incertezas e buscado saídas para fechar o mês com as contas em dia. É o caso do pedreiro Douglas Souza, 41. Antes, ele tinha que agendar as demandas que chegavam pela alta procura por seu ser-

viço. Desde o início de março, porém, pegou apenas duas obras. “Recebo pelo serviço que faço, mas ninguém tem feito nada. Minha renda dependia toda dos serviços que pegava como pedreiro. Todo dia 23 eu preciso pagar pensão. Agora, estou correndo atrás do valor para pagar a pensão do mês de abril”, comenta ele, que tem três filhos e paga pensão por dois. Neste momento de incertezas, a saída encontrada por Souza foi fazer salgados para vender sob encomenda – o que ainda não cobre suas despesas. Ele recebe os pedidos por telefone e prepara na quantidade que o cliente deseja. “Há mais de 20 anos, eu mexia com salgado. Então, me juntei com uma amiga, e

começamos a fazer agora. Vendemos por encomenda, mas a venda ainda não está grande”, diz. Não só a construção civil teve baixas. Sem aulas em instituições públicas e privadas de ensino desde março, Marília Duarte, 42, teve que encostar a van escolar. A Tia Lila, como é conhecida, transportava, em média, 60 crianças e adolescentes para creches e escolas diariamente, o que não acontece desde o dia 19 do último mês. “A gente fica insegura porque essa é minha única renda. Tenho duas funcionárias no escolar. Combinei com elas de pagar proporcional ao que recebo, porque também não quero dar prejuízo a elas”, conta. Marília mora com a filha de 16 anos e já começou a organi-

Como equilibrar as contas

1º

ORGANIZAÇÃO

Antes de mais nada, é importante que você tenha consciência das suas contas. Organize e levante tudo o que gasta.

PANDEMIA

Sem poder exercer suas atividades, profissionais tentam se reinventar em tempos de pandemia

REAJA

2º

NO PAPEL

Anote todas as despesas para ter um controle real sobre os gastos e saber efetivamente para onde o dinheiro vai.

3º

FAÇA SOBRAR

Privilegie as despesas essenciais para viver neste momento, como alimentação e gastos ligados à moradia. Abra mão daquilo que não é tão fundamental.

zar as contas para driblar os reflexos da pandemia. Elas, inclusive, têm pensado em um plano B, caso a situação não melhore. “Pensei até em ir para o interior, na casa dos meus pais, pelo menos até ver que rumo as coisas vão tomar”, afirma. Há mais de um mês sem trabalhar, a esteticista Sirlene Maciel encontrou uma saída em meio à crise. Como clínicas de estética não se enquadram nos chamados “serviços essenciais”, ela está impossibilitada de exercer a profissão, mas tem feito máscaras em casa para vender. “Precisava trabalhar para complementar a renda. Tudo foi reduzido aqui, em casa. Temos economizado bastante, e pensei nessa forma de ter um dinheiro agora”, pontua. FOTOS: CRISTIANE MATTOS

4º

AUTONÔMOS

Pense se é possível continuar realizando o serviço ou fazendo as entregas do produto. Busque alternativas.

5º

ALGUMAS SAÍDAS

Se for autônomo e não puder continuar prestando o serviço, faça campanhas de vendas antecipadas ou de pacotes com desconto, por exemplo.

6º

SEJA CRIATIVO

Lembre-se que muitas pessoas estão com o tempo mais livre e, muitas vezes, perante o computador e celular. Chegue até elas de alguma forma. Uma opção é dar cursos gratuitos.

FONTE: CONSULTOR FINANCEIRO CARLOS EDUARDO COSTA

Sem aulas, Marília Duarte ficou sem sua renda

Sirlene Maciel começou a confeccionar máscaras

Douglas Souza agora produz e vende salgados

Sessão tumultuada

Vereadores defendem volta do comércio

Cartões BHBus começam a ser distribuídos gratuitamente

Um encontro tumultuado, desrespeitando várias orientações das autoridades de saúde, sem a presença de especialistas e com a maioria dos vereadores defendendo a volta dos comércios em Belo Horizonte. Assim foi a reunião especial na Câmara de Vereadores para discutir ações adotadas pelo município para o funcionamento parcial do comércio durante

¬ O Transfácil, consórcio responsável pelos cartões BHBus, iniciou a distribuição gratuita de cartões (sem carga) em BH ontem. A primeira ação ocorreu na estação Venda Nova. O objetivo é diminuir a circulação de dinheiro em espécie como medida para evitar contaminação e transmissão do coronavírus na capital. O cartão BHBus é adquirido, normalmente, pelo valor de R$ 2, sendo possível que cada usuário

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este período da pandemia. O encontro foi feito sob a presidência do vereador Jair Di Gregório (PSD), que defendeu a reabertura das atividades comerciais na cidade depois de, segundo ele, ter “ouvido a população em live no Facebook” dele na noite do último domingo. “Podemos fazer um grande trabalho já retornando a cidade para o normal”, defendeu.

Logo depois, o líder do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na Casa, Léo Burguês (PSL), autor do requerimento que deu origem ao encontro, lamentou a postura do colega e retirou os convidados presentes, incluindo o secretário de Planejamento, André Reis. Após o conflito, oito parlamentares fizeram o uso da palavra. Os vereadores Preto (DEM), Irlan Melo (PL),

Juliano Lopes (PTC), Fernando Borja (Avante), Reinaldo Gomes (MDB) e Pedrão do Depósito (Cidadania) defenderam a flexibilização para que o comércio possa abrir na cidade. Apenas os parlamentares Dr. Bernardo Ramos (Novo) e Gabriel Azevedo (Patriota) foram contrários à volta das atividades em BH. (Lucas Henrique Gomes)

faça a recarga nas estações. A distribuição, inclusive, está programada até sexta-feira nas seis estações de integração: Vilarinho, Pampulha, São Gabriel, Barreiro e Diamante, além da Venda Nova (veja o calendário em www.otempo.com.br). A ação em todas as estações ao longo da semana tem início previsto para as 5h, indo até o horário de pico da tarde, por volta das 18h. (IM)


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 3

CORONAVÍRUS

PANDEMIA

GIL LEONARDI/AGÊNCIA MINAS

Secretário quer isolamento em Minas até junho Carlos Amaral disse que ajustes serão feitos de acordo com evolução da doença ¬ NATÁLIA OLIVEIRA E DANIELE FRANCO

¬ Minas Gerais deve man-

ter o isolamento social até junho por causa da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação é do secretário de Estado de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral. Em coletiva de imprensa durante a tarde de ontem, o secretário reforçou a possibilidade e justificou, afirmando que o isolamento tem uma função clara: a de diminuir a velocidade de transmissão. “Precisamos manter até que entendamos que a quantidade de pessoas que já tiveram contato com a doença passa a proteger a sociedade. É um mecanismo de imunidade de rebanho”, disse. O secretário afirmou

que nos meses de maio e junho haverá os maiores picos de transmissão da doença e, por isso, o isolamento se faz necessário. “Não dá para pensarmos em voltar a uma vida ao normal antes de junho. Algum grau de isolamento será mantido, vamos ajustando conforme a evolução da epidemia”, explicou. Segundo Amaral, a ideia é evitar que muitas pessoas se contaminem ao mesmo tempo e sobrecarreguem o sistema de saúde. A doença ainda pode ficar por um ano em Minas Gerais. “É de se esperar que neste inverno e no próximo tenhamos casos.

Hospital Quase pronto. Amaral também afirmou que o hospital de campanha em construção no Expominas, em BH, deve ficar pronto entre a próxima semana e a semana seguinte.

Claro que neste mais que no próximo”, ressaltou. O secretário enfatizou ainda que, com o isolamento, o pico da doença caiu. “No início do isolamento, por volta do dia 22, tivemos um pico de 75%. Atualmente, estamos mantendo essa faixa de 55%, algumas cidades mais, outras menos. O isolamento é importante; quanto maior o isolamento, menor transmissão do vírus entre as pessoas. Mas a ideia nossa é que acima de 50% seja mantido”, explicou. LEITOS. Amaral disse que, an-

tes da pandemia, Minas tinha 11.625 leitos clínicos e que passou a ter 12.625. Já de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o Estado tinha 2.013 leitos e agora passou a contar com mais 78 do Sistema Único de Sáude (SUS) e 50 em hospitais da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). A ideia é que Minas tenha 2.000 leitos de UTI a mais. FLÁVIO TAVARES

Pandemia. Carlos Eduardo Amaral não acredita em vida de volta ao normal antes do mês de junho

Mortes em Minas

Cidades atingidas

Números alarmantes. Subiu para 23 o número de mortos em Minas Gerais por causa do novo coronavírus, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais de ontem. São 815 casos confirmados da Covid-19 e 60.066 em investigação, além de 64 óbitos sendo investigados. Em 24 horas foram confirmadas mais três mortes no Estado.

Distribuição geográfica. Belo Horizonte é a cidade que tem mais óbitos confirmados, com seis mortes. Logo depois vêm Juiz de Fora, na Zona da Mata, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Paraisópolis e Pouso Alegre, ambas no Sul de Minas, que registram duas mortes cada. Das 23 vítimas, cinco não tinham fatores de risco para o novo coronavírus.

Parcerias

Educação

Minas já realiza 1000 testes por dia

Servidores ameaçam parar hoje

Por meio da parceria entre a Fundação Ezequiel Dias, a UFMG e o Hemominas, o sistema de saúde de Minas Gerais já atingiu a capacidade de realizar 1000 exames de coronavírus por dia. A capacidade que antes era de 400 testes diários na Funed foi acrescida por outros 400 examinados no Hemominas e 200 na UFMG. A fila de exames aguardando resultados ontem tinha 600 amostras, segundo informou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. A meta é de que 1.800 a 4.000 exames sejam liberados por dia a partir do momento em que os 19 laboratórios habilitados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) passem a emitir

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Drive-thru. Motorista passa por coleta de material para teste rápido da Covid-19 em Belo Horizonte

Laboratórios iniciam drive-thru para teste rápido ¬

Os laboratórios Hermes Pardini e Axial iniciaram ontem, em Belo Horizonte, o serviço de drive-thru para as pessoas realizarem o teste rápido de Covid-19. Com esse tipo de atendimento, os pacientes não precisam sair do carro. O Pardini está fazendo es-

se atendimento em sua unidade do bairro Mangabeiras, região Centro-Sul da capital. Já o laboratório Axial está prestando o serviço de drive-trhu em sua unidade do Minas Shopping, no bairro União, região Nordeste. Os exames são realizados somente mediante agendamen-

to, e custam entre R$ 298 e R$ 350 cada. A coleta é realizada por profissionais, que colhem secreções da garganta e das narinas. O procedimento dura aproximadamente dez minutos e o resultado é liberado para o paciente em até seis dias úteis. (Gabriel Moraes)

os laudos. “Se não aumentar muito a demanda, teremos respostas muito mais rápidas já a partir de agora”, informou o secretário. Segundo o boletim epidemiológico de ontem, Minas tem 815 casos e 23 óbitos confirmados por Covid-19. Outras 64 mortes estão sob investigação. Questionado sobre a possibilidade de subnotificação, Amaral afirmou que a questão pode ser interpretada como natural do ponto de vista epidemiológico. A política do Estado de orientar para que as notificações sejam feitas para todos os pacientes com sintomas respiratórios permite, segundo o secretário, que a pasta tenha uma ideia amostral para direcionar a atenção. (DF)

Com milhares de servidores da educação convocados para retomarem as atividades, a maioria de forma remota, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação, os funcionários ameaçam iniciar uma nova greve caso o governo do Estado não recue da decisão. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE)disse que há preocupação com os educadores que vão atuar presencialmente. Em nota, a SEC ressaltou que todas as escolas vão permanecer fechadas, sem atendimento escolar para a comunidade. A secretaria disse ainda que os profissionais que não tiverem os equipamentos para fazer o teletrabalho vão receber, através de empréstimo, todo o material necessário. (Lucas Morais)

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CORONAVÍRUS

PANDEMIA

Corrida para garantir benefício RAMON BITENCOURT

Segundo Receita, mais de 5.600 pessoas tentaram regularizar CPF

Estudo

Mapa de vagas para moradores de rua

¬ LUCAS MORAIS ¬ Desde a semana passa-

da, filas que dobravam os quarteirões começaram a se formar nas agências da Receita Federal em Minas Gerais. O principal motivo: necessidade de regularizar o CPF para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal – ao todo, mais de 5.600 pessoas já fizeram a solicitação no Estado. E com tantas aglomerações, o que contraria as recomendações do Ministério da Saúde para evitar a propagação do coronavírus no país, o órgão pede que a população use os canais de atendimento remoto. Benefício pago aos trabalhadores informais e microempreendedores individuais afetados pela pandemia e a paralisação de diversas atividades econômicas, o auxílio exige, no momento da solicitação, que todos os dados cadastrais estejam regularizados junto à Receita. Porém, muitas pessoas foram pegas de surpresa. É o caso do autônomo José Ambrósio, de 65 anos. Dono de um pequeno comércio de bebidas na garagem de casa no bairro Kennedy, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, José Ambrósio viu o faturamento do negócio cair drasticamente com o isolamento social. “Preciso urgente do dinheiro do auxílio, até porque vou fazer um procedimento hospitalar e usá-lo”, afirma.

Uma iniciativa de pesquisadores da UFMG e entidades da sociedade civil busca soluções para sanar os problemas da população em situação de rua de BH durante a pandemia. Uma das principais ações propostas é a alocação dessas pessoas em edifícios ociosos no hipercentro da cidade, projeto que já tem edificações mapeadas e o planejamento de abrigamento em construção. Segundo o trabalho, feito pela Associação Arquitetas Sem Fronteiras em 2014, 84 edificações estavam vazias à época. “Hoje, estimamos que pelo menos 22 desses locais ainda estejam vazios e possam receber essas pessoas que quiserem se abrigar. Precisamos aproveitar que esse abrigamento tem sido uma demanda deles nesse tempo de epidemia”, detalhou o cientista social e membro da associação, Eduardo Gontijo. O ativista explicou que, desde que a epidemia começou, quem trabalha com a população em situação de rua notou aumento na demanda por abrigos. “Os abrigos estão lotados. Acredito que esta seja uma oportunidade para entender as necessidades e criar políticas não só para a pandemia, mas também ao fim dela”, diz Gontijo. (Daniele Franco)

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Aglomerações. Ao contrário das orientações para se evitar proximidade entre as pessoas, várias filas se formaram nos bancos e lotéricas

Sem conseguir finalizar o cadastro e com dificuldades de usar as plataformas digitais, ele, que não conseguiu finalizar o cadastro no site da Caixa, ainda não sabe como vai regularizar o documento. “Eu iria hoje em uma agência, mas depois pensei melhor. Faço parte do grupo de risco e a minha imunidade já está baixa”, conta José Ambrósio. A Receita Federal informou, por nota, que todos que não conseguiram fazer o cadastramento para o auxílio emergencial devido ao CPF, devem acessar novamente o aplicativo ou o site da Caixa e fazer a solicitação. Conforme o órgão, na última quarta-fei-

ra (9) os documentos suspensos por pendências eleitorais foram regularizados automaticamente, já que os cartórios seguem fechados devido à pandemia do coronavírus. A expectativa é que todo o sistema estivesse atualizado em três dias. Caso a irregularidade persista, a orientação é utilizar o formulário eletrônico para alteração dos dados cadastrais na página da Receita. Há ainda o Chat eletrônico do órgão, que pode ser acessado em: receita.economia.gov.br/contato/chat. Para os casos em que não for possível fazer a mudança pelo site, o órgão disponibili-

zou o e-mail atendimentorfb.06@rfb.gov.br. Com isso, o solicitante consegue enviar todos os documentos para corrigir a situação no sistema federal e não precisar se dirigir até uma agência. De acordo com a Receita Federal em Minas Gerais, mais de 30 servidores atuam

33,7 milhões Auxílio. Até a tarde de ontem, mais de 33 milhões se inscreveram para pedir o repasse emergencial de R$ 600. A estimativa é que 54 milhões sejam beneficiados.

para “atender os pedidos o mais rapidamente possível”. Sobre o atendimento presencial, o órgão enfatiza que é realizado só nos casos excepcionais devido ao isolamento social e, por isso, “deve ser dada prioridade ao uso dos canais de atendimento remoto e da caixa corporativa para segurança dos cidadãos e dos atendentes”, finaliza. O benefício de R$ 600 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Para famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$ 1,2 mil. O benefício para essas mulheres começa a ser pago hoje.

ALEXANDRE MOTA

Combate ao Covid-19

Corte de salários

Brasil inicia testes com remédios

O governo federal disse ontem que mais de um milhão de trabalhadores tiveram salários e jornadas reduzidos ou contratos suspensos após a edição de Medida Provisória que autoriza a celebração de acordos entre patrões e trabalhadores durante a pandemia do coronavírus. Segundo o IBGE, o Brasil tinha 33,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado até o final de fevereiro. O dado inclui acordos individuais e coletivos feitos com intermediação de sindicatos.

O titular do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, esteve ontem na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para conhecer ações da instituição no combate à pandemia de coronavírus. Ele foi recebido pela reitora, Sandra Regina Goulart, e pelo governador do Estado, Romeu Zema (Novo). O ministro destacou o papel da ciência para o tratamento e o diagnóstico da Covid-19 e anunciou que há estudos avançados no Centro Nacio-

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Pesquisa. Ministro apontou importância da ciência no combate ao vírus

nal de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, para a detecção de uma droga para o tratamento da virose no país. “Vacinas são mais demoradas. O primeiro foco é em drogas que já existem e têm efeito na ação do vírus. O CNPEM começou teste com 2.000 drogas diferentes e, através de computação, de inteligência artificial, testaram e conseguiram abaixar para cinco. Depois, fizeram os testes in vitro, e duas (drogas) se destacaram. Nesta semana, estamos

iniciando os testes clínicos com uma delas. No final desses testes, com 400 pacientes, que devem acontecer em duas ou três semanas, poderemos divulgar se funciona ou não essa droga e (se) teremos um remédio para tratamento aqui no Brasil”, ressaltou Pontes. O ministro informou que não revelaria os nomes das drogas para evitar especulações. A reitora da UFMG destacou o papel das pesquisas no combate à pandemia. “A solução para enfrentar os problemas está na ciência”, disse Goulart. (Thiago Nogueira)


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 5

CORONAVÍRUS

PANDEMIA

Após novas críticas, Mandetta perde apoio do núcleo militar PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS - 18.3.2020

Tom provocativo das declarações desagradou à turma da farda do Palácio ¬ BRASÍLIA. O apoio que o mi-

nistro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tinha no núcleo militar do Palácio do Planalto para continuar no cargo perdeu força na noite do último domingo. O tom adotado pelo auxiliar presidencial em entrevista concedida à Rede Globo foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária, que atrapalha o esforço de se evitar uma troca no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Na entrevista, Mandetta disse que o brasileiro não sabe se escuta ele ou o presidente Jair Bolsonaro sobre como se comportar durante a crise de saúde e alertou que os meses de maio e junho serão os mais duros. O ministro também criticou aglomerações em padarias. Na quinta-feira (9), novamente ignorando as recomendações de isolamento social, Bolsonaro entrou em uma padaria de Brasília para fotos e cumprimentos a apoiadores. Para militares do governo, Mandetta fez um confronto público com Bolsonaro, não obedecendo à hierarquia do cargo, e rea-

cendeu um conflito que havia esfriado no final da última semana. Na segunda-feira passada, o presidente, que já avaliava demitir o ministro após o pico da pandemia, considerou antecipar a decisão. Ele foi, no entanto, convencido pelo núcleo militar a aguardar até junho para não piorar a crise de saúde. A avaliação no Palácio do Planalto foi a de que Mandetta desprezou o esforço da cúpula fardada e está preocupado neste momento apenas com a sua imagem pública, em uma eventual tentativa de se candidatar a governador do Mato Grosso do Sul em 2022. MANTIDO. Apesar do incômo-

Posições contrárias. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Mandetta vêm se desentendendo publicamente nas últimas semanas

do com a postura do ministro, Bolsonaro indicou na noite de domingo que não pretende afastar Mandetta do cargo neste momento. O presidente não quer correr o risco de ser responsabilizado sozinho caso o sistema de saúde entre em colapso. Segundo assessores palacianos, no final da tarde de domingo, o presidente foi informado de que Mandetta havia concedido uma entrevista à Rede Globo naquela tarde. Segundo relatos feitos à “Folha de S.Paulo”, ele assistiu ao conteúdo no Palácio da Alvorada e, para a surpresa de aliados, minimizou as declarações, avaliando

que não foram graves. Ontem, questionado por jornalistas sobre a entrevista, o presidente disse que não assiste à Rede Globo e não quis comentar as declarações do auxiliar presidencial. A relação entre Bolsonaro e Mandetta nunca foi próxima, sempre foi protocolar. O ministro foi indicado ao cargo pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), aliado de primeira hora do presidente, mas hoje rompido. Pela falta de afinidade de ambos, Bolsonaro chegou a cogitar a substituição do ministro também em outras ocasiões.

Queda de braço

Ministro segue o enfrentamento O ministro Luiz Henrique Mandetta, que vê sua popularidade crescer, tem adotado postura de enfrentamento do presidente Jair Bolsonaro. Desde a ameaça de demissão na semana passada, já questionou por que Bolsonaro não o demite e afirmou que, sem discurso unificado do governo durante a crise do novo coronavírus, o brasileiro é levado a “uma dubiedade”.

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Um dia depois de ameaçar “usar a caneta” contra ministros que “viraram estrelas”, Bolsonaro foi questionado por Mandetta sobre o motivo pelo qual não o demitia. O presidente teria ficado em silêncio. Ministros militares, em parte responsáveis por demover Bolsonaro da ideia de exonerar o ministro da Saúde, tentaram contornar a situação. Mandetta também questionou o motivo de sua

nomeação, já que o presidente não o ouvia. No último sábado, após o presidente se aglomerar com apoiadores em Águas Lindas de Goiás, Mandetta criticou Bolsonaro. Em entrevista para o programa “Fantástico”, da TV Globo, Mandetta disse que brasileiro “não sabe se escuta o ministro da saúde ou o presidente”, o que deixou a queda de braço mais acirrada.

ALEX DE JESUS - 10..4.2020

Orientações técnicas

Decisão é de Bolsonaro

Isolamento. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reabertura do comércio não é decisão do Congresso Nacional, mas de prefeitos, governadores e das autoridades da área da saúde. “Sigo orientação do Ministério da Saúde e da OMS. O vírus é traiçoeiro, daí a necessidade do isolamento, e cabe ao governo e a todos respeitarem as orientações técnicas”, disse.

Opinião. O presidente Jair Bolsonaro tem o direito de decidir sobre o “momento oportuno” para maior ou menor distanciamento social. A opinião é do procurador geral da República, Augusto Aras. Segundo ele, como o mundo passa por uma “crise repleta de incertezas”, não é possível avaliar se a estratégia de limitar a circulação tem eficácia para impedir o avanço do coronavírus.

MARYANNA OLIVEIRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Mudança. Acordos individuais para cortar salários têm efeito, independentemente de aval do sindicato

PGR acusada de omissão

STF libera acordo individual para corte de salário ¬ O advogado geral da União, André Mendonça, afirmou que uma nova decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski esclarece que acordos individuais de empresas para cortar salários e jornadas de trabalhado-

res têm efeito imediato, independentemente de posterior manifestação sindical. O magistrado havia decidido que os sindicatos deveriam ser comunicados do acordo e poderiam iniciar negociação coletiva, caso preferissem. Agora, ao

rejeitar recurso da Advocacia Geral da União, esclareceu, “para afastar quaisquer dúvidas e sem que tal implique em modificação da decisão embargada, que são válidos e legítimos os acordos individuais celebrados na forma da MP 936/2020”.

Atuação. O procurador geral da República, Augusto Aras, tem evitado tomar medidas contra o presidente Jair Bolsonaro, o que tem gerado acusações de possível omissão dentro da própria Procuradoria Geral da República. Por outro lado, ele não mede esforços para reforçar o caixa da saúde. A pedido dele, o Supremo Tribunal Federal autorizou o repasse de R$ 1,6 bilhão.


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CORONAVÍRUS

PANDEMIA

Betim intensifica fiscalização no comércio a partir de hoje PREFEITURA DE BETIM/DIVULGAÇÃO

Centro Materno-Infantil

Além disso, novo decreto deve ser publicado liberando alguns serviços

Primeiros 50 leitos de UTI para tratar Covid começam a funcionar

¬ FLÁVIA JARDIM ¬ A Prefeitura

de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, vai intensificar, a partir de hoje, a fiscalização no comércio da cidade para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19). Para isso, segundo o procurador geral do município, Bruno Cypriano, o governo vai aumentar as equipes que irão a campo conferir se os lojistas estão cumprindo o Decreto Municipal 42.030, publicado em 22 de março de 2020. O documento estabeleceu o funcionamento, durante a pandemia, apenas de estabelecimentos comerciais considerados essenciais, como os que vendem produtos alimentícios e farmacêuticos e que fornecem serviços nessa área, como, por exemplo, supermercados e farmácias. “Percebemos que, na primeira semana após a publicação do decreto, as pessoas estavam cumprindo a determinação, mas, depois, houve um relaxamento de boa parte da população. Por isso, vamos intensificar a fiscalização e aumentar de 15 para 20 as equipes que vão percorrer as lojas da cidade e conferir se o decreto municipal está sendo cumprido”, disse Bruno Cypriano. Até ontem, as equipes de fiscais, formadas por funcionários da Vigilância em Saúde, da Guarda Municipal, do Procon e da Procuradoria Geral do município de Betim, haviam atuado em 1.567 estabelecimentos. Desses, 333, que estavam descumprindo o decre-

Serão abertos hoje pela Prefeitura de Betim 50 leitos no Centro Materno-Infantil para atender pacientes graves infectados pelo novo coronavírus. Ao todo, R$ 4,25 milhões foram investidos pelo município na compra de mobiliário e equipamentos para estruturar esse novo centro de tratamento intensivo, que estava instalado provisoriamente no Hospital Regional. Para maio, está prevista a abertura de outros 120 leitos de terapia intensiva no local. Até ontem, o município contava com 120 leitos em funcionamento no Hospital de Campanha, montado pela prefeitura no Fiat Clube. O local recebe casos suspeitos da Covid-19 de menor gravi-

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dade. Segundo o município, nesse espaço poderão ser abertos outros 80 leitos, caso haja necessidade, para pessoas que estiverem em recuperação. No total, a cidade poderá abrigar até 370 leitos para enfrentar a pandemia. “Neste primeiro momento, abriremos 50 leitos nesta estrutura, que pode chegar a receber, ao todo, 170, já que esperamos receber, em maio, outros respiradores”, disse o secretário de Saúde de Betim, Guilherme Carvalho. A abertura dos leitos é uma das ações que constam no plano de enfrentamento da Prefeitura de Betim no combate à Covid-19. (Lisley Alvarenga) LISLEY ALVARENGA

Cerco. Prefeitura aumentou de 15 para 20 número de equipes que vão fiscalizar comércio da cidade

to, foram fechados. NOVAS REGRAS. O procurador

geral adiantou que a Prefeitura de Betim publicará até hoje um novo decreto, autorizando o funcionamento de outros estabelecimentos comerciais que prestam serviços importantes para a população, como clínicas odontológicas, para o atendimento de casos emergenciais, lojas que vendem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), óticas, armarinhos, gráficas e comércio que fornece peças para a manutenção de veículos. No entanto, de acordo com o procurador, esses estabelecimentos terão que se-

guir as regras sanitárias do município impostas aos comércios essenciais. Cypriano também ressaltou que as exigências do município para evitar a propagação da Covid-19 nesses locais ficarão ainda mais severas:

Situação

9

confirmações de pessoas com Covid tem Betim hoje

1.604

casos suspeitos da doença estão sendo investigados

Interior de MG

Hospital reaberto após 5 anos

Óbitos. Ao menos mais duas mortes por Covid -19 foram registradas no interior de Minas entre domingo e ontem. Um dos óbitos foi em São Tomás de Aquino, no Sul, onde morreu um homem de 34 anos. O outro ocorreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A vítima era um idoso de 71 anos. Essa é a segunda morte pela doença em Juiz de Fora, que já perdeu outro idoso, de 70 anos.

Reforço. Reaberto parcialmente ontem, após cinco anos fechado para obras, o Hospital São João de Deus (HSJD), em Santa Luzia, na região metropolitana, oferece agora 50 leitos de uso exclusivo para atendimento de pacientes vítimas da Covid-19. De acordo com o último boletim epidemiológico da cidade, 646 casos são investigados e um foi confirmado. Uma morte está sendo apurada.

“Os lojistas terão que fornecer máscaras descartáveis para os clientes e afixar o número máximo de consumidores que poderão receber, mantendo a distância de um cliente por quatros metros quadrados de área útil, além de cumprir as outras regras estabelecidas anteriormente”. Os moradores podem colaborar denunciando irregularidades, como o funcionamento de estabelecimentos não essenciais e aglomeração de pessoas. Basta entrar em contato com a Ouvidoria, por meio dos telefones 31 3512-3453 ou 31 3512-3454 ou ainda via e-mail faleouvidoria@betim.mg.gov.br.

Prefeitura investiu R$ 4,25 mi em montagem de leitos em centro UARLEN VALÉRIO

Contagem aplica multas Cerco. Desde ontem, agentes da Prefeitura de Contagem, na região metropolitana, fazem rondas na cidade para garantir que o Decreto 1.568 seja cumprido por moradores e empresas. O documento estabelece várias regras para o funcionamento do comércio e impõe restrições de eventos. Quem não respeitar as normas poderá ser multados com sanções que variam de R$ 500 a R$ 30 mil.


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 7

CORONAVÍRUS

PANDEMIA

Brasil é o 11º país em mortes Ministério da Saúde divulgou 105 novas mortes em 24 h; Total é de 1.328

NELSON ALMEIDA/AFP

Recessão e desemprego

Coronavírus deixará herança amarga, dizem economistas

¬ BRASÍLIA.

O Brasil registrou 105 novas mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados ontem. Ao todo, são 1.328 óbitos. Tanto no sábado como no domingo, o número de novos óbitos diários ficou abaixo de cem. O próprio Ministério da Saúde esclarece que os dados coletados durante os fins de semana tendem a ser imprecisos, pois as equipes de saúde nos Estados trabalham em número reduzido. Balanço da pasta também aponta 23.430 casos confirmados da doença, aumento de 6% em um dia. Na semana passada, o país ultrapassou os 20 mil casos confirmados de Covid-19. Com isso, o Brasil passa a ser o 13º país com mais casos e o 11º com mais mortes. São Paulo, o estado mais populoso do país, mantém-se como o líder em número de casos registrados, com 8.895 confirmações. O estado também tem o maior número de mortes em decorrência do novo coronavírus: 608. Em relação aos casos confirmados, aparecem na sequência Rio de Janeiro, com 3.231 casos; Ceará, com 1.800; Amazonas, com 1275; e Pernambuco, com 1.154. O estado do Tocantins continua sendo o único sem registrar mortes em decorrência do novo coronavírus.

SÃO PAULO - A crise gerada pelo coronavírus deverá deixar como herança problemas econômicos, políticos e sociais para o Brasil que não ficarão limitados a 2020. Aumento da desigualdade, interrupção da retomada dos investimentos e perda de capital político do governo são algumas das consequências apontadas por especialistas ouvidos pela reportagem. A avaliação é de que as medidas anunciadas pelo governo até o momento são importantes, mas não serão suficientes para evitar quebra de empresas, aumento do desemprego e para gerar uma recuperação rápida da economia assim que as medidas de restrição de circulação forem levantadas.

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Outra questão que já vem sendo discutida é a manutenção da atual política econômica, focada no aumento da atuação do setor privado em detrimento da participação da administração pública e do papel do Estado na economia. “Não tem como, seja o mundo, seja o Brasil, sair dessa crise, dessa situação dramática, da forma que entrou”, afirma Kátia Maia, diretora da Oxfam Brasil. A economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências, afirma que a crise do coronavírus alcança o país em um momento em que a economia brasileira e a situação de muitas empresas e famílias estão bastante fragilizadas. LIDIANNE ANDRADE/FOLHAPRESS

São Paulo. Aumento do número de óbitos pela Covid-19 fez cemitério aumentar número de covas

Atualmente, cinco estados (Amazonas, Amapá, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro) e o Distrito Federal têm incidência 50% acima da média nacional, que é de 111 casos a cada 1 milhão de habitantes. Acima desse parâmetro, a situação é considerada como “emergência”. No Amazonas, o índice de incidência é o o triplo da nacional, com 303 casos a cada 1 milhão de habitantes. No sábado, o Ministério da Saú-

Nova York reduz mortes Controle. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o Estado, epicentro do coronavírus nos EUA, vive um período de estabilização de contaminações, com o total de hospitalizações, intubações e admissões em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) caindo lentamente. O número de mortos em 24 horas também está se estabilizando, com tendência de queda. Entre domingo e ontem foram confirmados mais 671 óbitos. BRYAN R. SMITH/AFP

de anunciou o envio de médicos e enfermeiros para reforçar o atendimento, a liberação de recursos e a construção de um hospital de campanha. A avaliação é que a rede está próxima da capacidade máxima de atendimento, com risco de colapso. O ministério também divulgou dados de incidência da Covid-19 por capitais. O maior volume é em Fortaleza, com 573 casos a cada 1 milhão de habitantes. Em segui-

da vêm São Paulo, Manaus, Macapá e Florianópolis. Balanço da Ministério da Saúde com base em dados de 1.066 das 1.328 mortes registradas aponta que 74% delas ocorreram em pessoas acima de 60 anos. Cerca de 75% das pessoas que morreram tinham ao menos um fator de risco. Em idosos, os fatores predominantes são cardiopatia e diabetes. Já em pessoas abaixo de 60 anos, os principais fatores são asma e obesidade.

Crise. Brasil continuará sentindo efeitos pelos próximos anos

Reforço no caixa

20 mil mortos na Itália

Câmara aprova ajuda a Estados Após concessões do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), os deputados aprovaram o texto-base do projeto de socorro aos estados na crise causada pelo coronavírus. Apesar de desidratada, a versão não agrada o ministro da Economia Paulo Guedes, que, em caso de aprovação pelo Congresso, defende veto do presidente à proposta. O pacote emergencial não prevê contrapartidas dos chefes de Executivo estadual e municipal, como queria a equipe econômica, e foi aprovado por 431 votos a 70. Depois da conclusão da

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BRASÍLIA.

votação na Câmara, o projeto segue para o Senado, onde o governo tenta articular mudanças. Encabeçado por Maia, o projeto prevê auxílio financeiro a estados e municípios que perderam arrecadação com a pandemia. Segundo líderes da Câmara, o efeito do texto-base aprovado nas contas públicas é de R$ 89,6 bilhões. A versão original tinha um impacto calculado em R$ 220 bilhões pelo ministério da Economia, que classificou a proposta como “bomba fiscal”. A proposta inicial de Maia encontrou resistência até mesmo de aliados. O pa-

cote, na versão mais ampla, foi divulgado na última quinta-feira (9). O presidente da Câmara tentou aprovar o projeto no mesmo dia e não teve apoio no plenário. Em outra frente, Paulo Guedes tentou emplacar um projeto próprio, mas foi derrotado pela articulação da Câmara, apesar de ter conseguido reduzir o pacote de bondades que Maia queria aprovar para os governadores. A proposta apoiada pela equipe de Guedes prevê o repasse entre R$ 30 bilhões e até 40 bilhões para compensar a queda nas receitas de Estados e municípios.

Desastre. A Itália, epicentro da pandemia na Europa, chegou a mais de 20 mil mortos por causa do coronavírus. Segundo atualização da Defesa Civil local, com mais 566 óbitos confirmados desde domingo, o total de vítimas fatais no país é de 20.465. Os infectados desde o começo da pandemia são 102.253, número 1.363 maior do que o divulgado no dia anterior.

Alerta do Papa Violência. O papa Francisco advertiu ontem que a violência doméstica contra as mulheres pode aumentar em consequência das medidas de confinamento impostas contra a pandemia. “Às vezes correm o risco de ser submetidas à violência por uma convivência da qual levam uma carga muito grande”, destacou.


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CORONAVÍRUS

PANDEMIA

É preciso saber usar a máscara FLÁVIO TAVARES

Ter atenção e tomar cuidados com a correta higienização são fundamentais ¬ THIAGO NOGUEIRA ¬ A máscara, seja ela ci-

rúrgica ou fabricada artesanalmente, tem sido cada vez mais utilizada pelas pessoas no dia a dia. A prática se intensificou depois das recomendações de uso feitas por autoridades de saúde, preocupadas com o aumento dos casos do novo coronavírus no país. Por ser um costume relativamente novo para os brasileiros, muitos não têm tomado o cuidado adequado para evitar a contaminação do material. É preciso ter atenção e tomar cuidados com a correta higienização, tanto para colocar quanto para retirar a máscara. E, mais do que isso: não se deve tocar nela durante o manuseio. Para ajudar os “marinheiros de primeiras más-

caras”, o jornal O TEMPO reuniu informações sobre o assunto, baseadas no protocolo do Ministério da Saúde e em recomendações de infectologistas (confira na página 9). NÃO RELAXE. A máscara é um reforço contra a disseminação da Covid-19, afinal, retém grande parte das gotículas dispersadas por um infectado – e, por isso, também protege uma pessoa sadia. No entanto, o objeto não pode ser visto como instrumento para “baixar a guarda”. O uso da máscara pode transmitir a falsa impressão de que todo mundo pode sair de casa, reduzindo o isolamento horizontal. “Isso não existe. A recomendação (do isolamento) permanece. A máscara é para ser utilizada em situações específicas, quando a pessoa precisa sair de casa por necessidades básicas”, alerta o médico infectologista André Fernando.

Cada um com a sua Uso individual. Segundo infectologistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de qualquer máscara deve ser individualizado. Se ela for de pano, a recomendação é cada pessoa ter pelo menos duas e trocá-la a cada três horas. A N95, usada por profissionais da saúde, tem uma espécie de filtro e é mais eficaz do que as descartáveis e as artesanais de pano. Em alguns países, como Itália e Argentina, o governo estabeleceu uso obrigatório de máscaras ao sair de casa.

Grifes estão produzindo Moda. Para ajudar na procura global, marcas de roupas e acessórios como a New Balance resolveram costurar as próprias máscaras. Mais conhecida pelos pares de tênis, a grife norte-americana anunciou o desenvolvimento de um protótipo em colaboração com as autoridades da saúde. Grifes de luxo como Dior, Gucci, Prada e Chanel também alteraram a rotina de suas fábricas para aumentar a oferta de máscaras. Fique atento. O uso incorreto da máscara pode deixar a pessoa vulnerável ao vírus


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 9

CORONAVÍRUS

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COMO USAR A MÁSCARA Recomendações para o uso no dia a dia Ela deve ser usada por um período máximo de

2h

Se molhar, faça a troca

CORRETO A máscara deve ser ajustada de maneira que cubra a boca e o nariz

ERRADO

ERRADO

Deixar o nariz de fora neutraliza a proteção da máscara

O queixo também deve ser coberto pela máscara para evitar que partículas da saliva saiam

Abrir espaço na máscara para beber água ou ingerir alimentos, contamina o material com a mão

Se tossir ou espirrar, não há a necessidade de trocar ou descartar a máscara. Se for de pano, lavar assim que possível

ERRADO

Assegure-se de que ela está firmemente colocada e sem espaços e que cubra completamente o nariz, a boca e o queixo

TROQUE A MÁSCARA SE NOTAR:

COMO COLOCAR

Algum tipo de umidade

Evite tocar na parte dianteira e, se o fizer, lave as mãos imediatamente

Antes de colocar a máscara e também após ajustá-la no rosto, lave as mãos com água e sabão (ou substância à base de álcool)

Algum dano, como uma ruptura Alguma sujeira ou fluido corporal

COMO RETIRAR

COMO LIMPAR Acondicione a máscara usada em um saco plástico ou em um envelope de papel, para posterior lavagem Para remover a máscara, segure-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para não tocar na superfície interna FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE/INFECTOLOGISTA ANDRÉ FERNANDO

Máscaras cirúrgicas devem ser descartadas após o uso

As máscaras caseiras, de pano, podem ser higienizadas em uma solução feita da seguinte forma:

2 litros de água + 1 tampinha de água sanitária Depois, lave com água e sabão e enxague


10 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

CORONAVĂ?RUS

PANDEMIA

Fim da restrição social deve ser ‘de modo lento e controlado’ OMS lista critĂŠrios que paĂ­ses devem seguir antes de adotar a medida ÂŹ GENEBRA, SUĂ?ÇA. O diretorgeral da Organização Mundial de SaĂşde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou ontem, que as medidas de restrição social impostas por causa da pandemia de coronavĂ­rus terĂŁo de ser retiradas “de modo lento e controladoâ€?. Neste quadro, o comando da OMS pediu que os paĂ­ses tomem a decisĂŁo sobre reforçar ou relaxar a circulação de pessoas tendo como prioridade a saĂşde humana e que isso seja parte de uma estratĂŠgia abrangente de medidas contra a Covid-19.

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Tedros Ghebreyesus ressaltou que alguns paĂ­ses e regiĂľes enfrentam “restriçþes econĂ´micas severasâ€? hĂĄ semanas ou mesmo meses. O comando da OMS lembrou que hĂĄ no mundo muitas pessoas em risco de passar fome ou jĂĄ nessa situação. No caso das crianças, hĂĄ 1,4 bilhĂŁo delas sem escola, o que aumenta o risco de abusos e tambĂŠm de se ficar sem acesso a alimentos. “Em muitos paĂ­ses, a ordem de ficar em casa pode nĂŁo ser prĂĄticaâ€?, reconheceu a entidade, notando que hĂĄ muitos pobres, imigrantes e refugiados vivendo em residĂŞncias lotadas, com poucos recursos. Nesse contexto, Ghebreyesus apontou que o isolamento social ĂŠ “apenas parte da equação das medidasâ€? contra a covid-19.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

RECOMENDAĂ‡ĂƒO IMPORTANTE

Risco nos EUA

Organização Mundial de Saúde (OMS) reforça critÊrios que países devem analisar antes de suspender o isolamento social

Alerta. A primeira onda de infecçþes não acabou nos EUA, mas autoridades advertem que uma segunda onda atingirå o país se o retorno à normalidade for antecipado, como quer Donald Trump.

3. Os riscos de surtos devem estar minimizados em condiçþes especiais, como instalaçþes de saúde e casas de repouso.

4. Medidas preventivas 1. A transmissĂŁo da Covid-19 deve estar controlada.

2. O sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, alÊm de traçar todos os contatos.

devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares aonde seja essencial as pessoas irem.

5. Os riscos de importação devem ser administrados.

6. As comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem Ă nova norma.

Letalidade Força. O coronavírus Ê dez vezes mais letal do que o vírus responsåvel pela gripe A (H1N1), surgido no final de março de 2009, no MÊxico, disseram ontem as autoridades da OMS.


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 11

aparte@otempo.com.br

A.PARTE

Cartilha

AMM orienta municípios a enviar decretos de calamidade à Assembleia A Associação Mineira de Municípios (AMM) preparou uma cartilha para orientar as prefeituras em relação às providências administrativas, contábeis e jurídicas que devem ser tomadas no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas citadas está a necessidade de que o município submeta à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o decreto municipal de calamidade pública. A exigência consta na Lei de Responsabilidade Fiscal. Apenas após a ratificação do decreto pelo Legislativo estadual é que as prefeituras ficarão dispensadas das obrigações fiscais em razão da pande-

mia, como a permissão para descumprir o resultado fiscal previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Além disso, os prefeitos poderão abrir créditos extraordinários para o enfrentamento do novo coronavírus. Isso pode ser feito no próprio texto do decreto de calamidade pública. Os gestores municipais também devem verificar a necessidade de adequação ou inclusão de ações em saúde no Plano Plurianual. Os municípios ficam dispensados, enquanto durar o estado de calamidade, de realizar licitação para a aquisição de bens e serviços, inclusive obras de engenharia e insumos necessários para o enfrentamento da pandemia.

Porém, a AMM alerta que os gestores públicos devem detalhar as circunstâncias da calamidade pública ou da emergência que justifiquem os atos de exceção. O reconhecimento do decreto municipal de calamidade pública pela ALMG pode funcionar também como um reforço na argumentação das empresas que pedem na Justiça a prorrogação do prazo para pagamento de tributos, afirma a professora da pós-graduação em direito da PUC-Minas e sócia da Coimbra e Chaves Advogados, Alice Jorge. “Nós já temos hoje o decreto estadual que regulamenta a calamidade pública em todo o Estado de Minas Gerais, abrangendo todos os municípios”, diz Ali-

ce Jorge. “Mas, se houver também um decreto municipal validado em âmbito estadual, seria um reforço de argumentação”, argumenta a professora. Segundo Alice Jorge, embora todos os municípios estejam afetados pelas medidas de distanciamento social, cada cidade vivencia de maneira diferente os impactos econômicos causados pela pandemia. Assim, um decreto municipal demonstrando como em âmbito local a calamidade já está sendo vivenciada seria mais um fator a ser levado em conta na hora de determinar que as empresas possam adiar o pagamento de seus tributos, avalia a professora. (Pedro Augusto Figueiredo) EVARISTO SA / AFP -2.10.2019

Procurador geral afirma que alterar data das eleições deste ano é “coisa grave” O procurador geral da República, Augusto Aras, afirmou ontem que a possibilidade de alterar a data das eleições é “coisa grave”, mas que a situação de calamidade pública aponta que realizar as eleições no mês de outubro, como previsto inicialmente, ainda é incerto. A declaração foi dada em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na rádio Bandeirantes. O procurador geral fez uma comparação com as eleições nos Estados Unidos, que devem ocorrer neste ano, mas ponderou que a situação no Brasil ainda não permite saber se o pleito será realizado no mês de outubro. “A Suprema Corte americana, na semana passada, declarou que as eleições que ocorreriam nos Estados deveriam acontecer presencialmente, em meio à epidemia americana. Isso para demonstrar a força da Constituição, em que ementa constitucional pra alterar data de eleição é algo grave. No Brasil, enfrentamos a mesma dificuldade”, afirmou Aras.

Prazo para tirar o título termina em 6 de maio Os eleitores que não estão em dia com o título de eleitor têm até 6 de maio para regularizar a situação. Após o prazo, quem estiver com pendências no documento não poderá votar nas eleições municipais de outubro. Esse é o prazo previsto pela Justiça Eleitoral. Com a pandemia de coronavírus, discute-se adiar ou unificar as eleições municipais com o pleito de 2022. Ainda não há definição sobre isso. Além de ficar impedido de votar, o cidadão que tem o título cancelado fica impedido de tirar passaporte, tomar posse em cargos públicos e fazer matrícula em universidades públicas, entre outras restrições.

Osmar Terra Deputado federal (MDB-RS)

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“Essa quarentena é de ficção. Só vale para a classe média, que tem geladeira cheia e dinheiro no banco. Os pobres estão muito mais preocupados com a fome do que com o vírus. Quanto tempo o governo vai ter dinheiro pra repassar se não tem arrecadação?”

MARCOS CORRÊA/PR - 19.6.2019

Eleições

Moradores de rua

Varginha e Estado fazem acordo sobre prédio A Prefeitura de Varginha e o governo de Minas tiveram um impasse sobre o abrigo adequado a moradores de rua da cidade localizada no Sul do Estado. O problema teve início em razão da atual pandemia do novo coronavírus, que exige um certo distanciamento social para garantir a saúde e a segurança de todos. No entanto, segundo o prefeito Verdi Lúcio Melo (PTB), o prédio que hoje abriga moradores de rua da cidade não atende os requisitos dos órgãos de saúde. Diante disso, o prefeito solicitou ao governo a utilização de um prédio do Estado que estaria fechado há algum tempo e onde teria funcionado o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). “Pedimos o espaço para abrigar 30 moradores, e a resposta é que o prédio abrigaria o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que hoje funciona com oito funcionários apenas”. No entanto, segundo o prefeito, o Estado já sinalizou que vai ceder o local por três ou quatro meses.

LUIZ TITO luiz.tito@sada.com.br

A Light e o apagão da Cemig

A

Cemig, em recente alteração que promoveu no seu comando, além da substituição do então presidente Cledorvino Belini, ocorrida anteriormente, anunciou a troca de boa parte da sua diretoria. A antiga formação mineira da diretoria anterior cedeu espaço para uma “paulistização” com seus atuais membros, a começar pelo novo presidente, Reynaldo Passanezzi Filho. Ele foi presidente da transmissora de energia Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), do grupo colombiano Isa, que, por sua vez, tem participação na Transmissora Aliança de Energia Elétrica S/A (Taesa), também do grupo Cemig, por muitos reconhecida pela sua performance como a cereja do bolo. Partindo do pressuposto de que a concessionária mineira já sinalizou que pretende vender sua participação na Taesa, pode-se esperar que a CTEEP poderá largar em muito boa posição nesse grande prêmio. Em meio a essa troca de comando na Cemig, a Light, distribuidora de energia fluminense que também possui como uma das acionistas a Cemig, ocasionou, no início do mês, um grande distúrbio no mercado de energia do país ao encaminhar notificações invocando cláusula de força maior em virtude da pandemia de Covid19 para diversas de suas geradoras, inclusive para as do grupo da mãe Cemig. Fato é que, desde a oferta pública de ações pela Light, quando a participação da Cemig no capital social passou de 49,99% para 22,58%, a Cemig aparentemente deixou de lado o acompanhamento da gestão daquela distribuidora, como se deduz do desinteresse na indicação de membros para o Conselho de Administração da Light e da ausência de participação relevante na definição dos rumos de suas empresas controladas (por exemplo, processo de alienação da participação da Light na Renova por R$ 1,00; sim, um real). Ainda assim, a participação acionária da Cemig na Light ainda é bastante relevante, e todos os impactos suportados pela distribuidora fluminense certamente vão repercutir no resultado da estatal mineira, na mesma proporção de sua participação e descaso pelo seu controle. Os problemas da Light, que já não eram poucos, foram, e muito, acentuados após o adensamento da crise decorrente da Covid-19, sobretudo agora que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu a validade e eficácia da Lei Estadual 8.769/2020, que proíbe corte de serviços essenciais, como fornecimento de água, gás e energia elétrica durante a pandemia do coronavírus. Isso certamente elevará o nível de inadimplência para patamares jamais vistos na história daquela concessionária. É de se perguntar: a nova diretoria da Cemig nada fará para retomar as rédeas do comando da Light? É certo que a compra do controle da Light pela Cemig – uma operação realizada com o Grupo Andrade Gutierrez por meio de um investimento inexplicável quando era governador de Minas o atual deputado Aécio Neves – nunca deixou, desde sempre, de ser um péssimo negócio. Mas também não é para jogar fora uma empresa que, se um dia bem administrada, poderá valer alguma coisa numa eventual e futura alienação.


12 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

Política

7 CPI das Fake News I

O presidente da CPI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), quer a suspensão do prazo de funcionamento da comissão durante a pandemia do coronavírus. O pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi formalizado em sessão virtual do plenário ontem.

7 CPI das Fake News II

A CPI teria de encerrar seus trabalhos exatamente ontem, depois de 180 dias de trabalho, conforme prevê o regimento. Há 10 dias, no entanto, oposição e centrão apresentaram requerimento para a sua prorrogação por mais 180 dias. Agora, Coronel quer suspender a contagem de tempo.

TEL: (31) 2101-3915 Editor: Ricardo Correa ricardo.correa@otempo.com.br e-mail: politica@otempo.com.br twitter: http://twitter.com/OTEMPOpolitica Atendimento ao assinante: 2101-3838

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Governo. Advocacia Geral do Estado obteve a liberação de mais de R$ 781 milhões de cobrança à empresa

Crédito do Bemge garante 1ª parcela de salário do servidor

FLAVIO TAVARES - 9.3.2020

Funcionalismo vai receber amanhã, mas não há previsão da quitação do resto ¬ THAÍS MOTA ¬ O dinheiro que será utili-

zado pelo governo de Minas para pagar parte do salário do funcionalismo público vem de um processo de cobrança de dívidas do extinto Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) que tramitou por 21 anos na Justiça do Paraná. A decisão foi obtida pela Advocacia Geral do Estado (AGE) e garantiu o depósito de mais de R$ 781 milhões nos cofres do Estado. A quitação de parte da folha de abril foi anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo) na última quinta-feira, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. No entanto, Zema não soube informar o valor do montante nem de onde vinham os recursos. Ontem, porém, a AGE informou que o montante vem do “pagamento da dívida de crédito decorrente de operações bancárias entre a CR Almeida Engenharia e Construções, o Bemge S/A e a Financeira Bemge S/A através de cessão parcial de precatório devido pelo Estado do Paraná à CR Almeida S/A”. Essa cobrança tramitou na Justiça Estadual do Paraná por mais de 20 anos, e, segundo o órgão, o dinheiro só foi liberado após Zema se reunir com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, na última quinta-feira.

Saldo Caixa. Na semana passada, decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou a transferência de R$ 3,4 milhões para o Estado. O valor também fazia parte de dívidas que o Bemge tinha a receber.

De acordo com o advogado geral do Estado, Sérgio Pessoa, a decisão da Justiça do Paraná foi publicada há alguns dias, e o trabalho da AGE foi no sentido de garantir agilidade na liberação dos recursos para Minas. “O valor já estava depositado à disposição do Tribunal de Justiça do Paraná, e a AGE fez as interlocuções processuais para a liberação”, explicou Pessoa. Ainda segundo ele, a Advocacia Geral do Estado já monitorava a tramitação do processo envolvendo a dívida da empreiteira com o banco, cujo precatório foi cedido ao Estado durante a privatização do Bemge. “A AGE já acompanha esse processo desde a década de 90 e agora, por orientação do governador, tem agido para recuperar quaisquer créditos pra ajudar neste momento difícil que o Estado atravessa”, garantiu a AGE. Questionado se há outros valores que podem vir a ser recuperados para a quitação integral do salário dos servidores, Castro afirmou que, inicialmente, as ações da AGE têm se voltado a obter recursos para o combate à pandemia de coronavírus no Estado. É o caso de recursos obtidos por meio dos processos movidos contra a Samarco e a Vale em razão do rompimento das barragens de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019, e que estão sendo destinados à saúde. “A AGE buscará dar agilidade e eficiência na recuperação de créditos. Os recursos que foram desvinculados podem cumprir essa obrigação de ajudar o Estado no pagamento dos servidores. Mas, o objetivo primeiro é preservar o direito à vida em virtude da pandemia de coronavírus”, disse Pessoa. Os depósitos dos salários dos servidores serão feitos amanhã. Aqueles que ganham até R$ 2.000 receberão o valor integral, e os funcionários que têm remuneração maior receberão a primeira parcela nessa quantia. Ainda não há previsão para o pagamento do restante.

Cronograma. Servidores do Estado vão receber parcela de R$ 2.000 amanhã, mas não há previsão de pagamento do restante do salário

ALMG

Projeto prevê devolução de verba Os deputados estaduais poderão devolver para o governo de Minas, todos os meses, parte da verba de gabinete, utilizada para custear a equipe que trabalha para cada parlamentar. É o que prevê um projeto de lei apresentado pelo deputado Guilherme da Cunha (Novo). A medida só será válida enquanto o estado de calamidade pública em virtude da pandemia de coronavírus vigorar em Minas. A ideia é que o parlamentar tenha a liberdade de redirecionar o valor não utilizado da quantia para ações de combate ao coronavírus, especificamente para a saúde e a assistência social. Atualmente, cada deputado tem direito a ter até 23 servidores em seu gabinete. Para custeá-los, a verba é de até R$ 113 mil mensais. Segundo Cunha, muitos parlamentares não usam a totalidade dos recursos. “Em vez

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de propor um corte linear nas verbas de gabinete, a ideia é que cada parlamentar possa, nas economias que ele voluntariamente faz no seu mandato, destinar economias para ações de combate ao coronavírus”, explicou. O deputado explicou que a medida não tem relação com a possibilidade de os parlamen-

tares reduzirem os salários de suas respectivas equipes. “A Assembleia já permite a redução salarial mês a mês. Podemos variar o salário do servidor para cima ou para baixo. Cada parlamentar tem uma tabela de pontos, e eles atribuem da maneira que acharem conveniente”, disse. SIDNEY MESQUITA / O TEMPO

Cunha quer dar liberdade para deputados devolverem recursos

Cada gabinete da ALMG tem um total de 315 pontos destinado ao pagamento de servidores, e o valor de cada ponto é de R$ 358,83 (o que dá a totalidade de R$ 113 mil por mês). O maior salário permitido a um funcionário do gabinete é de R$ 19 mil. O parlamentar também quer ampliar o percentual dos recursos economizados com a verba indenizatória para que possam ser utilizados no combate ao coronavírus. O texto é um aprimoramento de uma medida do último dia 7, quando a Casa cortou em 30% o recurso (que é de R$ 27 mil por mês), destinando a economia para o combate à pandemia. Com a nova medida, o valor máximo será de até 70% do total, ou R$ 18,9 mil. Cunha argumenta que muitos parlamentares não fazem uso desse valor total e que, nesse caso, pode ser maior. (Sávio Gabriel)


Magazine

LUTO NA MÚSICA

ALE FRATA/FOLHAPRESS - 1.9.2017

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Adeus, Moraes Moreira MAURO PIMENTEL / AFP - 19.7.2016

Veja músicos recitando último cordel de Moraes

Gigantes. Com Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Baby do Brasil e Luiz Galvão, Moraes circulou o país com turnê comemorativa dos Novos Baianos

“Menino do Cantor e compositor baiano morreu vítima de infarto do sertão da Bahia, miocárdio e deixa legado grandioso e relevante para a MPB ouviu encantado a cos como “Pombo Correio”, “Vassourinha Elétrica” e “Bloco do Prazer”. Ao longo da última década, Moraes Moreira vinha fazendo shows com o único filho, Davi Moraes, 46.

música do mundo e fez dela seu universo expressivo. Deixa saudade e uma grande obra.”

QUARENTENA. No último dia

Gilberto Gil,

LEO FONTES / O TEMPO - 20.5.2017

¬ SÃO PAULO – O cantor e com-

Homenagem. Um dos fundadores do bloco de Carnaval Baianas Ozadas, Geo Cardoso divide o palco com Moraes Moreira em apresentação na capital mineira MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

Parceiro da vida. O artista com o filho Davi Moraes, que juntos formaram uma parceria também nos palcos, inclusive numa turnê em tributo ao disco “Acabou Chorare” LENA TRINDADE / DIVULGAÇÃO

Quarteto musical. Moraes Moreira (embaixo, à direita), em 1977, acompanhado de Jackson do Pandeiro, Fagner e Zé Ramalho, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro

positor Moraes Moreira morreu ontem, aos 72 anos, em casa, no Rio de Janeiro. Conforme sua assessoria, ele sofreu um infarto agudo do miocárdio. Por causa da pandemia do novo coronavírus, que levou uma série de Estados e municípios no país a decretar medidas de distanciamento social, local e horário do enterro não serão divulgados. Antonio Carlos Moreira Pires nasceu em Ituaçu, na Bahia, em 8 de julho de 1947. O cantor, compositor e violonista iniciou a carreira na adolescência, tocando sanfona em festas de São João na sua cidade natal. Em 1969, ele, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, companheiros de pensão em Salvador, além de Baby Consuelo e Pepeu Gomes, estreiam os Novos Baianos no quinto Festival da Música Popular Brasileira, da RecordTV. O primeiro disco do grupo, “Ferro na Boneca”, saiu em 1970. É em 1972, no entanto, que a banda estoura, com “Acabou Chorare”. O álbum, que traz no repertório a música de mesmo nome e faixas marcantes como “Brasil Pandeiro”, “Preta Pretinha” e “A Menina Dança”, vendeu mais de 100 mil cópias, se tornou um clássico no cancioneiro brasileiro e encabeça a lista de 500 maiores discos da música brasilei-

ra, publicada, em 2007, pela revista “Rolling Stone”. Moraes Moreira ficou nos Novos Baianos até 1975, mas chegou a se reunir com o grupo para shows comemorativos na turnê “Infinito Circular”, de 1995. Mais recentemente, todos os integrantes estiveram na turnê “Acabou Chorare e os Novos Baianos se Encontram”, de 2016. Moraes Moreira é o primeiro integrante da banda a morrer. Em 1975, o artista saiu em carreira solo, com a qual lançou dezenas de discos nas décadas seguintes. Moraes foi um dos primeiros cantores de trio elétrico, à frente do Trio Elétrico Dodô e Osmar. Entre suas composições conhecidas para o Carnaval estão clássi-

18, o baiano publicou no Facebook um poema em que falava da pandemia do novo coronavírus. “Oi, pessoal, estou aqui na Gávea entre minha casa e escritório que ficam próximos. Cumprindo minha quarentena, tocando e escrevendo sem parar”, postou. Moraes tinha 20 músicas inéditas e pretendia montar um show, neste ano, só com as novas canções. Ele também estava reunindo textos para um livro de cordel e poesias.

Baianas Ozadas homenageou artista no Carnaval de 2017 ¬ Fundador do Baianas Ozadas, Geo Cardoso lembra com carinho da homenagem que o bloco fez a Moraes Moreira no Carnaval de 2017. “Os motivos foram os 70 anos de nascimento dele e, óbvio, sua importância na história da música brasileira”, conta Cardoso, lembrando que Moraes ainda fez um show com a participação do Baianas, na Esplanada do Mineirão. “Conheço a obra de Moraes desde a infância e concordo quan-

do as pessoas comparam a estatura da parceria dele com Luiz Galvão à da formada por (John) Lennon e (Paul) McCartney. Estava revendo o documentário ‘Axé, Canto de um Povo’, e fiquei pensando que Moraes foi um pouco injustiçado, pois, na verdade, foi o primeiro cantor de trio. É Moraes que coloca letra num clássico, ‘Pombo Correio’, e foi ele a trazer a influência percussiva dos terreiros de candomblé para os trios”, analisa. (Patrícia Cassese)

cantor e compositor

“Que notícia, nossa Senhora. É uma notícia de doer o coração.” Tom Zé,

cantor e compositor

“Que o senhor o tenha, que toda a sua família, seus filhos, e todos aqueles que conviveram com ele, produção, músicos, amigos, sejam consolados pelo Espírito Santo.” Baby do Brasil, cantora


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14 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

O.PINIAO

Editorial

Duke

GRITO MUDO DE SOCORRO O papa Francisco destacou ontem, após a tradicional oração do Angelus, o papel de médicas, enfermeiras, agentes das forças de segurança e funcionárias de lojas de produtos de primeira necessidade – em resumo, de todas as mulheres que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Além dessas profissionais, há mulheres que estão em isolamento social em casa, e muitas convivem com o aumento do risco de serem vitimizadas pela violência doméstica. Nas últimas semanas de março deste ano, o Estado do Rio de Janeiro registrou 50% de aumento de notificações nesse sentido, segundo a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Vale destacar que o Rio possui o modelo de denúncia virtual, o que não exige que a mulher saia de casa para relatar as agressões às autoridades. Em Minas Gerais, em março deste ano, houve queda de 13% no número de notificações dessa natureza às autoridades em comparação com o mesmo período de 2019. Mas essa redução pode ter sido causada pela subnotificação, uma vez que muitas vítimas não conseguem sequer se deslocar à delegacia para relatar o sofrimento. Infelizmente, o aumento da angústia feminina em tempos de crise é histórico, vide os estupros praticados por soldados durante guerras ao redor do mundo. A batalha diária contra a agressão às mulheres tem pelo menos duas frentes: mudança cultural e recursos judiciais. O discurso que insiste em inferiorizar o feminino deve ser combatido na esfera das ideias, das artes e da mídia e, ao mesmo tempo, com penas exemplarmente duras. Já que em casa elas encontram um ambiente hostil, não só durante a quarentena, a sociedade e o poder público devem acolhê-las e fazer suas vozes serem ouvidas.

FUNDADOR PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE DIRETOR EXECUTIVO

Vittorio Medioli Laura Medioli Marina Medioli Heron Guimarães

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EDITORES EXECUTIVOS

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Primeira: Marina Schettini Política: Ricardo Corrêa Opinião: Frederico Duboc Economia: Karlon Aredes Brasil/Mundo/Interessa: Aline Reskalla Super.FC: Frederico Jota Magazine: Marília Mendonça Fotografia: Daniel de Cerqueira

OPINIÃO

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REGINALDO LOPES Deputado federal (PT-MG) dep.reginaldolopes@camara.leg.br

União tem que recompor perdas dos Estados e dos municípios A urgente recomposição nominal de receitas do ICMS e do ISS

A

pós declarar guerra à saúde coletiva, à ciência e ao seu povo, o governo Bolsonaro se esforça agora para comprar briga com os Estados e os municípios. Justamente com os governantes que estão, em sua maioria, fazendo um trabalho competente no enfrentamento à pandemia – principalmente os gestores municipais, que estão na ponta, evitando o colapso na saúde pública e combatendo o espalhamento do coronavírus. O primeiro embate da União com os entes federados veio por meio da Medida Provisória 326, quando tentou tirar dos governadores a decisão sobre isolamento social. Agora, a pauta conflituosa migrou para as finanças públicas, e Bolsonaro tenta empurrar goela abaixo do Congresso um novo Plano Mansueto, de ajuste fiscal, com contrapartidas aviltantes dos Estados. Na prática, a essência é a mesma: o predomínio da visão fiscalista pré-pandemia, querendo enxugar cada vez mais o papel do Estado na economia. Um discurso intimidador, que soa agora como achaque. A proposta de Bolsonaro é um contraponto ao projeto já gestado na Câmara dos Deputados e conduzido pelo seu presidente, Rodrigo Maia, que prevê uma ajuda emergencial aos Estados e aos municípios, com a recomposição nominal de receitas do ICMS e do ISS

para garantir previsibilidade de recursos aos entes federados. As estimativas são de que Estados e municípios percam entre 30% a 40% das suas receitas em função da pandemia e de suas consequências. A previsão dos prefeitos é que a que-

As prefeituras precisam agora de recursos extras que permitam a compra de insumos urgentes, para proteção dos profissionais da saúde e da população da nas receitas chegue a R$ 28,1 bilhões. O que o Brasil precisa é da aprovação de um programa de recuperação emergencial baseado em três eixos: compensação das perdas no ICMS e dos fundos de participação do Estado e dos municípios; suspensão do pagamento das dívidas com a União e órgãos bilaterais – com liberação momentânea do pagamento de precatórios por parte dos municípios –; e liberação de crédito aos municípios, em torno de 10% da receita bruta dos Estados. A aprovação da recomposição de receita aos entes federados é urgente, pois a queda de arrecadação é brutal. Em Mi-

nas Gerais, 55% do arrecadado vem do ICMS e é fundamental garantir a permanência desta receita, pois, como sabemos, o Estado já está em grandes dificuldades financeiras. Os municípios também já vinham em condições desfavoráveis. Não podem ser penalizados justamente no momento em que precisam ampliar as despesas, contratando profissionais da saúde, construindo hospitais de campanha, cuidando da segurança pública, concedendo apoio emergencial com a merenda escolar, ora transformada em cesta básica. As prefeituras precisam agora de recursos extras que permitam a compra de insumos urgentes, para proteção dos profissionais da saúde e da população. Quem pode fazer caixa agora e garantir que Estados e municípios não quebrem é a União, que tem R$ 1,0003 trilhão na conta única do Tesouro Nacional e tem a prerrogativa de emitir moeda e oferecer títulos da dívida pública no mercado. Também no que diz respeito às finanças, o governo Bolsonaro trabalha para instaurar o caos. Parece querer fazer com que governadores e prefeitos entrem em desespero para força-los a negociar de joelhos e pires na mão. E usar desta situação de fragilidade para flexibilizar o isolamento social e alimentar os impulsos genocidas do presidente.


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 15

OPINIÃO

x

entre aspas

“O Serviço Nacional de Saúde salvou a minha vida.”

“Esta é uma crise política, não apenas de saúde.”

Boris Johnson

Yuval Harari

PRIMEIRO-MINISTRO BRITÂNICO

HISTORIADOR E AUTOR DE “SAPIENS”

Agradecendo à rede pública de saúde

Sobre a pandemia de coronavírus

Paulo César de Oliveira

A crise econômica e humanitária e o papel dos líderes

Jornalista e empresário pco@vbcomunicacao.com.br

O mundo é outro

V

ivemos a terceira guerra mundial. Ao contrário das duas primeiras, que a maioria dos países acompanhou superficialmente – embora milhões tenham morrido e muitos outros milhões vivido sofrimentos indescritíveis –, a atual o mundo inteiro acompanha minuto a minuto. Seja através dos meios de comunicação, seja através do sofrimento imposto a cada um dos bilhões de seres humanos atingidos por um inimigo comum e invisível. A guerra contra o coronavírus é, sim, mundial, pois a pandemia está matando gente em quase todas as nações. E ninguém tem noção da exten-

são temporal desta crise. Apesar dos esforços dos cientistas de todo o mundo, pouco se sabe sobre o novo coronavírus. Não há uma medicação segura, passados cinco meses da eclosão da doença que dirigentes obscurantistas insistiram, por algum tempo, em definir como uma “gripezinha” apenas, atrapalhando a conscientização da população de que o único remédio eficaz, até agora descoberto, é o isolamento social. É o que, até aqui, tem salvado milhões de vidas. Outras terapias, de efeitos não comprovados, são defendidas com veemência por governantes que não se incomodam com a imagem de propagandistas

de laboratórios. Enquanto os estudos sobre a eficácia das medicações não são concluídos, o melhor mesmo é seguir a simples recomendação: fique em casa. Mas esta terapia tem efeitos sanitários positivos, não se pode deixar de reconhecer que, na outra ponta, tem consequências desastrosas. O mundo, e não apenas o Brasil, já está vivendo uma de suas piores crises econômicas. Milhões já perderam seus empregos, e, numa segunda etapa, outros milhões perderão os seus. Mais grave: muitos desses empregos não voltarão a ser ofertados. O mundo, senhores, não será o mesmo depois desta crise. Vamos ter que nos adaptar

a uma nova realidade que, evidentemente, não surgirá de imediato, mas que será inexorável. Precisamos começar a nos preparar para isto de uma forma planejada, responsável. E a primeira etapa desta preparação é o respeito à vida. Respeito que, até que se prove o contrário, passa pelo cumprimento das regras estabelecidas mundialmente. O Brasil não pode confrontar a ciência. Não temos competência para tal. Procure ficar vivo. Aos nossos governantes recomendam-se menos voluntarismo e mais racionalismo. Quando falamos em governantes, não falamos apenas dos que têm a responsabilidade de gerir a União. A res-

Custos devem ser compartilhados FACEBOOK/PORTALOTEMPO

ponsabilidade de preservar vidas é de todos os níveis de poder, de todos os Poderes. Não se pode transferir responsabilidades. É nas crises, nas grandes encruzilhadas diante da sociedade, que surgem os líderes. Líderes, ao contrário do que muitos pensam, não são os ídolos, mitos de pés de barro. Líderes são os que não fogem de suas responsabilidades, que têm compromissos com o futuro, não com as próximas eleições. Nesta hora, é preciso não esquecer a lição do grande Ulysses Guimarães: “A história nos desafia para grandes serviços, nos consagrará se os fizermos, nos repudiará se desertarmos”.

Thiago de Azevedo Camargo Advogado; sócio do escritório Marcelo Guimarães Advogados e da Sinapse Consultoria e Projetos

Contratos escolares e a pandemia

Imposto de Renda Ricardo Silva

Acerca da matéria “Receita Federal recebeu mais de 10 milhões de declarações de imposto de renda” (portal O Tempo, 13.4), deveriam devolver 100% do valor retido para todos os trabalhadores neste momento complicado que estamos vivendo. Ajudaria muito.

Moraes Moreira Edson Moreira

Acerca da matéria “Morre o cantor e compositor Moraes Moreira, aos 72 anos, no Rio de Janeiro” (portal O Tempo, 13.4), a canção que não sai da minha mente desde a infância foi o tema da “Turma do Pererê”. Vai fazer falta para a música brasileira. Edgar Conceição

O bom músico sempre deixa um enorme legado. Obrigado, Moraes Moreira. Vá descansar.

Jornalista Thiago Faria Gislaine Santos

Sobre a matéria “Morre jornalista e fundador da Folha de Barbacena, vítima de incêndio criminoso” (portal O Tempo, 14.4), uma família linda destroçada pela malícia de um homem inconsequente. Nossa cidade está em luto pela pequena Helena e por seu pai. Que Deus ampare cada um familiar neste momento. As cartas enviadas para esta coluna devem ter, no máximo, 400 caracteres.

A

pandemia do novo coronavírus tem suscitado uma série de discussões na nossa sociedade. Especialistas procuram entender o que está acontecendo e os impactos na vida das pessoas, das empresas e dos governos. Além das questões estritamente sanitárias, uma avalanche de indagações aparece em diversas dimensões da vida em sociedade, diante da complexidade do fenômeno em escala mundial e sem precedentes na humanidade. O direito, como não poderia deixar de ser, é chamado a regular uma infinidade de conflitos e relações pessoais, comerciais e políticas, procurando cumprir seu objetivo de pacificar a sociedade e regular os conflitos. Uma das discussões decorrentes da pandemia refere-se ao cumprimento do contrato de prestação de serviços entre as escolas e as famílias. A celeuma invadiu grupos de WhatsApp de pais, professores e diretores das instituições. O contrato pode ser rompido? Devo pagar a mensalidade de abril? A escola é obrigada a dar descontos? É desejável implantar sistemas de edu-

cação a distância? Podemos antecipar as férias escolares? Tais discussões, sob todos os aspectos, podem ajudar a entender ainda mais o momento que estamos vivendo e explicitar quem somos, quem pretendemos ser e o grau real de compromisso que temos com a educação e de solidariedade, confiança mútua e capital social de nossa sociedade. Muitos pais, inclusive respaldados por entendimento errôneo do Ministério Público Estadual, parecem considerar as relações escolares como mera relação de consumo e passaram a defender a simples suspensão dos contratos e o não pagamento das mensalidades. A permanecer tal entendimento, o efeito será a falência de muitas escolas e a perda permanente da qualidade da educação. Em outras palavras, quando a pandemia passar, além dos mortos, dos doentes e da crise financeira nas empresas, nos Estados e nas famílias, teremos um sistema educacional desestruturado e de qualidade muito inferior. Mas os “direitos dos consumidores” estarão supostamente resguardados.

O exemplo mostra a complexidade do momento que estamos vivendo. Não há soluções fáceis ou simplistas. Precisamos de muita cautela, solidariedade e senso de responsabilidade, seja de indivíduos, empresas, poder público ou órgãos de controle. Mesmo na guerra, a educação deve ser tratada como central e estratégica, como direito de todos e dever do Estado, da família e da sociedade. É necessário que todos os atores possam dar sua contribuição, para que, tão logo o pico da pandemia passe, as escolas voltem a funcionar, com qualidade e com foco nas crianças e nos adolescentes. A responsabilidade e os custos deverão ser compartilhados. É chegada a hora de decidirmos se queremos realmente ser uma nação para todos, civilizada, solidária, democrática e desenvolvida. Se puder, pague a escola e fique em casa. Se não puder, construa alternativas dentro da comunidade escolar, em parceria com as direções. Alternativas que olhem para o futuro e para a preservação de nossas escolas, não para sua desestruturação.

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16 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO | 2019 6HQKRUHV $FLRQLVWDV $ $GPLQLVWUDomR GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV 6 $ ³0LQHUDomR 8VLPLQDV´ RX D ³&RPSDQKLD´ VXEPHWH j DSUHFLDomR GH 9 6DV R 5HODWyULR GD $GPLQLV WUDomR H DV 'HPRQVWUDo}HV )LQDQFHLUDV FRP R SDUHFHU GRV DXGLWRUHV LQGHSHQGHQWHV UHIHUHQWH DR H[HUFtFLR VRFLDO HQFHUUDGR HP GH GH]HPEUR GH XP DQR GH VXSHUDomR GH GHVD¿RV 2 DQR GH IRL XP DQR PDUFDGR SRU PXGDQoDV UHOHYDQWHV QD OHJLVODomR GD LQG~VWULD GD PLQHUDomR YLVDQGR GDU PDLRU VHJXUDQoD jV DWLYLGDGHV GD PLQHUDomR UHIRUoDQGR VHX FRPSURPLVVR VRFLDO 1HVVH FRQWH[WR D &RPSDQKLD DSURIXQGRX R DSULPRUDPHQWR GDV VXDV SUiWLFDV GH VHJXUDQoD H FRQWUROH GH JHVWmR (P OLQKD FRP DV QRYDV H[LJrQFLDV H SURFXUDQGR ¿FDU D SDU GDV PHOKRUHV SUiWLFDV GH VHJXUDQoD GR PXQGR D &RPSDQKLD IH] LPSRUWDQWHV LQYHVWLPHQWRV HP GLYHUVDV iUHDV HP SDUWLFXODU QRV UHIRUoRV GDV GXDV EDUUDJHQV D PRQWDQWH LQDWLYDV TXH WHP QR FRPSOH[R FRPHoRX D WUDEDOKDU QD GHVFDUDFWHUL]DomR GHODV H GHVHQYROYHX XP FHQWUR GH FRQWUROH GH RSHUDo}HV LQWHJUDGR DGRWDQGR RV ~OWLPRV DYDQoRV WHFQROyJLFRV SDUD D SUHYHQomR GH DFLGHQWHV &RP UHODomR j SRSXODomR GD UHJLmR GH ,WDWLDLXoX D 0LQHUDomR 8VLPLQDV WHP WLGR XPD SROtWLFD GH SHUPDQHQWH FRPXQLFD omR WUHLQDPHQWR H DSRLR DWUDYpV GH UHXQL}HV VLPXODGRV GH HPHUJrQFLD KLSRWpWLFD H D LQVWDODomR GH XPD HTXLSH GH ERPEHLURV QD iUHD =$6 =RQD GH $XWRVVDOYDPHQWR SDUD FRODERUDU FRP D FRPXQLGDGH H GLIXQGLU DV SUiWLFDV GD &RPSDQKLD HP PDWpULD GH VHJXUDQoD $ &RPSDQKLD VHPSUH IRL DWHQWD FRP D VHJXUDQoD GD FRPXQLGDGH RQGH DJH H VHJXLUi FXPSULQGR WDLV SUiWLFDV 2 DQR IRL GH UHFRUGHV GH SURGXomR H YHQGDV DWLQJLQGR RV PLOK}HV GH WRQHODGDV H PLOK}HV GH WRQHODGDV UHVSHFWLYDPHQWH $ UHWRPDGD GD SURGXomR QD ,70 ,QVWDODomR GH WUDWDPHQWR GH PLQpULR 6DPDPEDLD HP PDLR SRVVLELOLWRX R DXPHQWR GR YROXPH SURFHVVDGR 2 GHVHQYROYLPHQWR GH UHODFLRQDPHQWRV FRPHUFLDLV FRP FOLHQWHV QD &KLQD SRVVLELOLWRX R UHFRUGH GR YROXPH H[SRUWDGR TXH SHOD SULPHLUD YH] WRWDOL]RX GR WRWDO GR YROXPH DQXDO YHQGLGR 2 DXPHQWR GR SUHoR GR PLQpULR GH IHUUR DR ORQJR GR DQR MXQWR FRP D FXOWXUD GH FRQWUROH GH FXVWRV H SURGXWLYLGDGH SRVVLELOLWRX XP GHVHPSHQKR HFRQ{PLFR UREXVWR GD &RPSDQKLD H[SUHVVDGR QR VHX (%,7'$ WDPEpP UHFRUGH GH 5 PLOK}HV (VVHV PHOKRUHV UHVXOWDGRV SHUPLWLUDP HQFHUUDU R DQR FRP XP FDL[D ¿QDO GH 5 PLOK}HV DSyV GLVWULEXLU 5 PLOK}HV DRV VHXV DFLRQLVWDV 2 GHVWDFDGR UHVXOWDGR GH GHPRQVWUD PDLV XPD YH] D FDSDFLGDGH GD &RPSDQKLD SDUD WUDEDOKDU GH IRUPD FRRUGHQDGD GHVGH R VHX &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR DWp WRGRV VHXV FRODERUDGRUHV QDV PLQDV FRP XP REMHWLYR FRPXP TXH QRV HQFKH GH RUJXOKR D VXSHUDomR SHUPDQHQWH &RQMXQWXUD (FRQ{PLFD 1R DQR GH R 3URGXWR ,QWHUQR %UXWR 3,% EUDVLOHLUR IRL GH WHUFHLUR DQR VHJXLGR GH FUHVFLPHQWR 3DUD D H[SHFWDWLYD p GH FUHVFLPHQWR GH FRQIRUPH 5HODWyULR )RFXV HPLWLGR SHOR %DQFR &HQWUDO GR %UDVLO GLYXOJDGR HP IHYHUHLUR GH (P UHODomR DR PHUFDGR GH PLQpULR GH IHUUR QR JHUDO R DQR GH IRL PDUFDGR SRU XPD DOWD QRV SUHoRV LQFHQWLYDGRV SHOD GLPLQXLomR GH IRUQHFL PHQWR GR %UDVLO H GD $XVWUiOLD 2 SUHoR GH YHQGD UHIHUrQFLD 3ODWWV ,2'(; DSUHVHQWRX D PDLRU DOWD GRV ~OWLPRV DQRV 2 YDORU PpGLR UHJLVWUDGR HP IRL GH 86 W DFLPD GRV 86 W GH

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&XVWRV GRV SURGXWRV YHQGLGRV 2 FXVWR GRV SURGXWRV YHQGLGRV &39 IRL GH 5 ELOKmR XP DXPHQWR GH FRP UHODomR D 5 PLOK}HV (VVH DXPHQWR DFRPSDQKRX R PDLRU YROXPH GH YHQGDV GDV H[SRUWDo}HV UHDOL]DGDV QD FRQGLomR &)5 &RVW DQG )UHLJKW (P WHUPRV XQLWiULRV R &39 W IRL GH 5 W VXSHULRU DR DQR GH TXDQGR R &39 W IRL GH 5 W 2 DXPHQWR XQLWiULR GHYH VH j PDLRU SDUWLFLSDomR GDV H[SRUWDo}HV H DR DXPHQWR GR XVR GH PDWHULDO GH WHUFHLURV 'HVSHVDV GH YHQGDV JHUDLV H DGPLQLVWUDWLYDV $V GHVSHVDV JHUDLV H DGPLQLVWUDWLYDV WRWDOL]DUDP 5 PLOK}HV HP DXPHQWDQGR 5 PLOK}HV HP UHODomR D $V GHVSHVDV FRP YHQGDV IRUDP GH 5 PLOK}HV HP FRQWUD 5 PLOK}HV HP DXPHQWR GHYLGR DR PDLRU YROXPH GH YHQGDV TXH LPSDFWRX R FXVWR GH GLVWULEXLomR $V GHVSHVDV JHUDLV H DGPLQLVWUDWLYDV UHGX]LUDP 5 PLOK}HV SULQFLSDOPHQWH HP IXQomR GH PHQRUHV JDVWRV FRP VHUYLoRV GH WHUFHLURV 2XWUDV UHFHLWDV H GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV $V GHPDLV GHVSHVDV H UHFHLWDV RSHUDFLRQDLV IRUDP GH 5 PLOK}HV QHJDWLYRV HP DXPHQWDQGR HP 5 PLOK}HV HP UHODomR D SHUt RGR TXH IRL IDYRUHFLGR SHOD UHYHUVmR GH LPSDLUPHQW VREUH RV DWLYRV QmR ¿QDQFHLURV ([FOXLQGR HVWH FRQFHLWR DV GHVSHVDV ¿FDUDP PHQRUHV HP 5 PLOK}HV GHYLGR j PHQRU SURYLVmR GH ,&06 VHP SUHYLVmR GH XWLOL]DomR H PHQRUHV GHVSHVDV FRP DUUHQGDPHQWR GH iUHD GH WHUFHLURV GLUHLWR PLQHUiULR 5HVXOWDGR ¿QDQFHLUR 2 UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR OtTXLGR IRL GH 5 PLOK}HV SRVLWLYRV FRQWUD 5 PLOK}HV SRVLWLYRV HP XPD GLPLQXLomR GH 5 PLOK}HV SULQFL SDOPHQWH SRU (OHYDomR GD FRUUHomR PRQHWiULD VREUH SURYLV}HV SDUD GHPDQGDV MXGLFLDLV HP 5 PLOK}HV WRWDOL]DQGR 5 PLOK}HV QHJDWLYRV HP 5 PLOK}HV QHJDWLYRV 0HQRU YDORU UHFRQKHFLGR GH YDULDomR FDPELDO HP 5 PLOK}HV (P D &RPSDQKLD UHJLVWURX XP VDOGR GH 5 PLOK}HV SRVLWLYRV 5 PLOK}HV SRVLWLYR (P D YDULDomR GR GyODU IUHQWH DR UHDO IRL GH FRQWUD HP 0DLRU YDORU UHFRQKHFLGR FRPR MXURV UHODWLYRV DR SURFHVVR GH H[FOXVmR GR ,&06 GD EDVH GH FiOFXOR GR 3,6 H GD &2),16 HP 5 PLOK}HV (P WDO HYHQWR WRWDOL]RX 5 PLOK}HV 5 PLOK}HV 5HVXOWDGR GH HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO 2 UHVXOWDGR GD HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO HP FROLJDGDV H FRQWURODGDV HP IRL GH 5 PLOK}HV FRQWUD 5 PLOK}HV HP SULQFLSDOPHQWH GHFRUUHQWH GR UHVXOWDGR GD 056 /RJtVWLFD $ &RPSDQKLD GHWpP GD 83/ 8VLPLQDV 3DUWLFLSDo}HV H /RJtVWLFDV HPSUHVD TXH SRVVXL GR FDSLWDO GD 056 /RJtVWLFD (%,7'$ DMXVWDGR 2 (%,7'$ DMXVWDGR IRL GH 5 PLOK}HV QR DQR GH VXSHULRU HP DR DQR GH (VWH DXPHQWR GHFRUUH SULQFLSDOPHQWH GH PDLRUHV YROXPHV H SUHoRV GH YHQGD GH PLQpULR GH IHUUR 2 (%,7'$ DMXVWDGR FRQVLGHUD D SDUWLFLSDomR SURSRUFLRQDO GH GD 0RGDO HPSUHVD FRQWURODGD HP FRQMXQWR GHGLFDGD D RSHUDo}HV GH WHUPLQDLV GH FDUJDV URGRYLiULRV H IHUURYLiULRV DUPD]HQDPHQWR H PDQXVHLR GH PLQpULR H SURGXWRV VLGHU~UJLFRV H WUDQVSRUWH URGRYLiULR GH FDUJDV /XFUR /tTXLGR 2 OXFUR OtTXLGR IRL GH 5 PLOK}HV HP DXPHQWDQGR 5 PLOK}HV TXDQGR FRPSDUDGR FRP +RXYH DMXVWH GH LPSDLUPHQW TXH JHUDUDP XPD SHUGD QmR FDL[D GH 5 PLOK}HV HP GHYLGR SULQFLSDOPHQWH DR iJLR SURYHQLHQWH GD DTXLVLomR GD FRQWURODGD 0RGDO FRQWUD JDQKRV GH 5 PLOK}HV HP ,QYHVWLPHQWRV 2V LQYHVWLPHQWRV HP DOFDQoDUDP 5 PLOK}HV VHQGR RV SULQFLSDLV LQYHVWLPHQWRV HP VHJXUDQoD HTXLSDPHQWRV GH PLQHUDomR PHLR DPELHQWH H VXVWDLQLQJ +RXYH XP DXPHQWR GH HP FRPSDUDomR D TXDQGR R LQYHVWLPHQWR WRWDOL]RX 5 PLOK}HV 'HQWUH RV LQYHVWLPHQWRV UHDOL]DGRV VH GHVWDFD R UHIRUoR j MXVDQWH GD %DUUDJHP &HQWUDO ,PDJHP QR YDORU GH 5 PLOK}HV FRP R REMHWLYR GH LQWHQ VL¿FDU D VHJXUDQoD SURMHWR FRQFOXtGR HP QRYHPEUR GH (P KRXYH R LQtFLR GR LQYHVWLPHQWR QR SURFHVVR SDUD GHVDJXDPHQWR H HPSLOKDPHQWR GH UHMHLWRV 'U\ 6WDFNLQJ FRP R REMHWLYR GH VXEVWLWXLU R GHVFDUWH FRQYHQFLRQDO HP EDUUDJHQV H SURPRYHU XP PHQRU LPSDFWR DPELHQWDO DWp R ¿QDO GH IRUDP JDVWRV 5 PLOK}HV QHVWH SURMHWR %XVFDQGR VHPSUH D LQRYDomR H D VHJXUDQoD D 0LQHUDomR 8VLPLQDV LQYHVWLX QD FRPSUD GH QRYRV FDPLQK}HV DUWLFXODGRV QD PDQXWHQomR GH HTXLSDPHQ WRV GH JUDQGH SRUWH H PRGHUQL]DomR GD VXD VDOD GH FRQWUROH ,PDJHP (VWD PRGHUQL]DomR LQWHJURX UHFXUVRV H WURX[H PDLRU FRQIRUWR SDUD RV QRVVRV FRODERUDGRUHV DOpP GH JDUDQWLU D VXVWHQWDomR GD VHJXUDQoD

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$ SURGXomR DQXDO GH PLQpULR GH IHUUR DWLQJLX 0W DFLPD GD SURGXomR GH 9DOH UHVVDOWDU TXH KRXYH SURGXomR UHFRUGH GH 3HOOHW )HHG SURGXWR GHVWLQDGR SDUD D H[ SRUWDomR +RXYH GLVWULEXLomR GH 5 PLOK}HV GH GLYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR DRV DFLR QLVWDV H 5 PLOK}HV HP LQYHVWLPHQWRV &$3(; &RP R SDJDPHQWR GH GLYLGHQGRV R FDL[D OtTXLGR GD &RPSDQKLD IHFKRX R DQR HP 5 PLOK}HV 5 PLOK}HV HP

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5 0LO

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O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 17

Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

BALANÇOS PATRIMONIAIS - Em milhares de reais 1RWD

3DVVLYR H SDWULP{QLR OtTXLGR 3DVVLYR &LUFXODQWH )RUQHFHGRUHV (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV 6DOiULRV H HQFDUJRV VRFLDLV 7ULEXWRV D UHFROKHU ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO 'LYLGHQGRV D SDJDU 3DVVLYRV GH DUUHQGDPHQWR 'HPDLV FRQWDV D SDJDU 7RWDO GR SDVVLYR FLUFXODQWH 1mR FLUFXODQWH (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV 3DVVLYRV GH DUUHQGDPHQWR 2EULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO 3URYLVmR SDUD GHPDQGDV MXGLFLDLV 9DORUHV D SDJDU D HPSUHVDV OLJDGDV 'HPDLV FRQWDV D SDJDU 7RWDO GR SDVVLYR QmR FLUFXODQWH 7RWDO GR SDVVLYR 3DWULP{QLR OtTXLGR &DSLWDO VRFLDO 5HVHUYDV GH FDSLWDO 5HVHUYDV GH OXFUR $MXVWH GH DYDOLDomR SDWULPRQLDO 7RWDO GR SDWULP{QLR OtTXLGR 7RWDO GR SDVVLYR H GR SDWULP{QLR OtTXLGR $V QRWDV H[SOLFDWLYDV GD $GPLQLVWUDomR VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV

$WLYR &LUFXODQWH &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D 7tWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV &RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV (VWRTXHV ,PSRVWRV D UHFXSHUDU ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO DQWHFLSDGRV 'LYLGHQGRV D UHFHEHU &RQWDV FRUUHQWHV GHYHGRUDV 'HPDLV FRQWDV D UHFHEHU 7RWDO GR DWLYR FLUFXODQWH 1mR FLUFXODQWH 5HDOL]iYHO D ORQJR SUD]R ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV 'HSyVLWRV MXGLFLDLV (VWRTXHV $GLDQWDPHQWRV FRQWUDWXDLV 'HPDLV FRQWDV D UHFHEHU ,QYHVWLPHQWRV ,PRELOL]DGR ,QWDQJtYHO 7RWDO GR DWLYR QmR FLUFXODQWH 7RWDO GR DWLYR

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

([HUFtFLRV ¿QGRV HP

2V LWHQV GD GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH VmR DSUHVHQWDGRV OtTXLGRV GH LPSRVWRV 2V HIHLWRV ¿VFDLV GH FDGD FRPSRQHQWH GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH HVWmR DSUHVHQWDGRV QD 1RWD $V QRWDV H[SOLFDWLYDV GD $GPLQLVWUDomR VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma &217(;72 23(5$&,21$/ $ 0LQHUDomR 8VLPLQDV 6 $ ³0LQHUDomR 8VLPLQDV´ RX D ³&RPSDQKLD´ p XPD VRFLHGDGH DQ{QLPD GH FDSLWDO IHFKDGR FRP VHGH QD FLGDGH GH %HOR +RUL]RQWH (VWDGR GH 0LQDV *HUDLV FXMRV DFLRQLVWDV VmR D 8VLQDV 6LGHU~UJLFDV GH 0LQDV *HUDLV 6 $ 86,0,1$6 ³8VLPLQDV´ FRP SDUWLFLSDomR GH GR FDSLWDO VRFLDO H R *UXSR 6XPLWRPR FRP R UHVWDQWH GH GH SDUWLFLSDomR DWUDYpV GDV VXDV FRQWURODGDV 6HUUD $]XO ,URQ 2UH / / & ³6HUUD $]XO´ H 6XPLWRPR &RUSRUDWLRQ GR %UDVLO 6 $ ³6XPLWRPR´ $ &RPSDQKLD H VXDV HPSUHVDV FRQWURODGDV HP FRQMXQWR H FROLJDGDV WHP FRPR SULQFLSDLV DWLYLGDGHV D H[SORUDomR GH MD]LGDV PLQHUDLV H FRPHUFLDOL]DomR GH PLQpULR GH IHUUR WUDQVSRUWH IHUURYLiULR ORJtVWLFD H RSHUDomR GH WHUPLQDLV GH FDUJDV $WXDOPHQWH SRVVXL LQVWDODo}HV GH WUDWDPHQWR GH PLQpULR GH IHUUR QDV FLGDGHV GH ,WDWLDLXoX H 0DWHXV /HPH (VWDGR GH 0LQDV *HUDLV FRP FDSDFLGDGH DQXDO GH SURGXomR GH PLOK}HV QmR DXGLWDGR GH WRQHODGDV $ PDLRU SDUWH GH VXD SURGXomR p GHVWLQDGD DR PHUFDGR H[WHUQR H DR FRQVXPR GD VXD FRQWURODGRUD 8VLPLQDV $ &RPSDQKLD PDQWpP SDUWLFLSDomR GLUHWD RX LQGLUHWD QDV HPSUHVDV FRQWURODGDV HP FRQMXQWR H FROLJDGDV D VHJXLU D (PSUHVD FRQWURODGD HP FRQMXQWR (PSUHVDV

3DUWLFLSDomR

&DSLWDO YRWDQWH

/RFDOL]DomR GD 6HGH

0RGDO 7HUPLQDO GH *UDQpLV /WGD

,WD~QD 0*

3DUWLFLSDomR

&DSLWDO YRWDQWH

/RFDOL]DomR GD 6HGH

$WLYLGDGH 3ULQFLSDO

6DU]HGR 0*

$UPD]HQDPHQWR PRYLPHQWDomR H WUDQVSRUWH GH FDUJDV H RSHUDomR GH WHUPLQDO

2SHUDomR GH WHUPLQDLV GH FDUJDV URGRYLiULRV H IHUURYLiULRV DUPD]H QDPHQWR H PDQXVHLR GH PLQpULR H SURGXWRV VLGHU~UJLFRV H WUDQVSRUWH URGRYLiULR GH FDUJDV

%HOR +RUL]RQWH ,QYHVWLPHQWR QD 056 /RJtVWLFD 6 $ GD TXDO SRVVXL GR VHX FD 0* SLWDO VRFLDO H LQWHJUD VHX JUXSR GH FRQWUROH L 6DU]HGR 0*

1RWD

$UPD]HQDPHQWR PRYLPHQWDomR H WUDQVSRUWH GH FDUJDV H RSHUDomR GH WHUPLQDO

L 056 /RJtVWLFD 6 $ p XPD HPSUHVD GH ORJtVWLFD TXH DGPLQLVWUD XPD PDOKD IHUURYLiULD GH NP GH H[WHQVmR QRV HVWDGRV GH 0LQDV *HUDLV 5LR GH -DQHLUR H 6mR 3DXOR $SUR[LPDGDPHQWH XP WHUoR GH WRGD D FDUJD WUDQVSRUWDGD SRU WUHQV QR %UDVLO p UHDOL]DGD SHOD 056

$3529$d­2 '$6 '(021675$d®(6 ),1$1&(,5$6 $ HPLVVmR GHVVDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV IRL DXWRUL]DGD SHOR &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD HP GH DEULO GH

%$6( '( 35(3$5$d­2 '$6 '(021675$d®(6 ),1$1&(,5$6 'HFODUDomR GH FRQIRUPLGDGH H EDVH GH SUHSDUDomR $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV IRUDP SUHSDUDGDV H HVWmR DSUHVHQWDGDV GH DFRUGR FRP RV SDGU}HV LQWHUQDFLRQDLV GH UHODWyULRV ¿QDQFHLURV ,QWHUQDWLRQDO )LQDQFLDO 5HSRUWLQJ 6WDQGDUGV ³,)56´ HPLWLGRV SHOR ,QWHUQDWLRQDO $FFRXQWLQJ 6WDQGDUGV %RDUG ³,$6%´ H DV SUiWLFDV FRQWiEHLV DGRWDGDV QR %UDVLO HPLWLGDV SHOR &RPLWr GH 3URQXQFLDPHQWRV &RQWiEHLV &3& H HYLGHQFLDP WRGDV DV LQIRUPDo}HV UHOHYDQWHV SUySULDV GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV H VRPHQWH HODV DV TXDLV HVWmR FRQVLVWHQWHV FRP DV XWLOL]DGDV SHOD $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD QD VXD JHVWmR $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV IRUDP SUHSDUDGDV FRQVLGHUDQGR R FXVWR KLVWyULFR FRPR EDVH GH YDORU H DMXVWDGDV SDUD UHÀHWLU D DYDOLDomR GH DWLYRV H SDVVLYRV ¿QDQFHLURV LQFOXVLYH LQVWUXPHQWRV GHULYDWLYRV TXDQGR KRXYHU PHQVXUDGRV DR YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR 0RHGD IXQFLRQDO H PRHGD GH DSUHVHQWDomR $V GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GD &RPSDQKLD VmR PHQVXUDGDV FRP EDVH QD PRHGD GR SULQFLSDO DPELHQWH HFRQ{PLFR QR TXDO HOD DWXD ³PRHGD IXQFLRQDO´ TXH QR FDVR p R UHDO ³5 ´ 2 UHDO WDPEpP p D PRHGD GH DSUHVHQWDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 3ULQFLSDLV SROtWLFDV FRQWiEHLV $V SULQFLSDLV SROtWLFDV FRQWiEHLV DSOLFDGDV QD SUHSDUDomR GHVWDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV VmR GHVFULWDV QHVWH LWHP $ HODERUDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV UHTXHU R XVR GH FHUWDV HVWLPDWLYDV FRQWiEHLV FUtWLFDV DOpP GR H[HUFtFLR GH MXOJDPHQWR SRU SDUWH GD $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD QR SURFHVVR GH DSOLFDomR GDV SROtWLFDV FRQWiEHLV $TXHODV iUHDV TXH UHTXHUHP PDLRU QtYHO GH MXOJDPHQWR H SRVVXHP PDLRU FRPSOH[LGDGH EHP FRPR DTXHODV QDV TXDLV SUHPLVVDV H HVWLPDWLYDV VmR VLJQL¿FDWLYDV SDUD DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV HVWmR GLYXOJDGDV QD 1RWD 5HVVDOWD VH TXH DV SROtWLFDV FRQWiEHLV DSOLFDGDV QD SUHSDUDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV VmR FRQVLVWHQWHV QRV H[HUFtFLRV DSUHVHQWDGRV H[FHWR SHORV SURQXQFLDPHQWRV QRYRV RX UHYLVDGRV DSOLFDGRV SHOD SULPHLUD YH] HP 3URQXQFLDPHQWRV QRYRV RX UHYLVDGRV DSOLFDGRV SHOD SULPHLUD YH] HP ,)56 &3& 5 ³$UUHQGDPHQWRV´ FRP HVVD QRYD QRUPD RV DUUHQGDWiULRV SDVVDP D WHU TXH UHFRQKHFHU R SDVVLYR GRV SDJDPHQWRV IXWXURV H R GLUHLWR GH XVR GR DWLYR DUUHQGDGR SDUD SUDWLFDPHQWH WRGRV RV FRQWUDWRV GH DUUHQGDPHQWR PHUFDQWLO LQFOXLQGR RV RSHUDFLRQDLV SRGHQGR ¿FDU IRUD GR HVFRSR GHVVD QRYD QRUPD GHWHUPLQDGRV FRQWUDWRV GH FXUWR SUD]R RX GH EDL[R YDORU 2V FULWpULRV GH UHFRQKHFLPHQWR H PHQVXUDomR GRV DUUHQGDPHQWRV QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GRV DUUHQGDGRUHV ¿FDP VXEVWDQFLDOPHQWH PDQWLGRV $ &RPSDQKLD UHFRQKHFHX D SDUWLU GH QRYRV DWLYRV H SDVVLYRV SDUD VHXV DUUHQGDPHQWRV RSHUDFLRQDLV FRQIRUPH GHVFULWR QDV 1RWDV H $ QDWXUH]D GDV GHVSHVDV UHODFLRQDGDV D HVWHV DUUHQGDPHQWRV PXGRX XPD YH] TXH D &RPSDQKLD SDVVRX D UHFRQKHFHU XPD GHSUHFLDomR GRV DWLYRV GH GLUHLWR GH XVR H XPD GHVSHVD ¿QDQFHLUD VREUH DV REULJDo}HV GH DUUHQGDPHQWR $ &RPSDQKLD UHFRQKHFLD DWp XPD GHVSHVD GH DUUHQGDPHQWR RSHUDFLRQDO GXUDQWH R SUD]R GR DUUHQGDPHQWR $ &RPSDQKLD DGRWRX DOJXQV H[SHGLHQWHV SUiWLFRV WUD]LGRV SRU HVWD QRYD QRUPD QD DYDOLDomR H PHQVXUDomR GRV VHXV DWLYRV GH GLUHLWR GH XVR H SDVVLYRV GH DUUHQGDPHQWR UHODFLRQDGRV SULQFLSDOPHQWH D SUD]R YDORU H WD[D GH GHVFRQWR 2V HOHPHQWRV YDULiYHLV GRV SDJDPHQWRV UHODFLRQDGRV DRV DUUHQGDPHQWRV QmR IRUDP FRQVLGHUDGRV QR FiOFXOR GR SDVVLYR VHQGR UHJLVWUDGRV FRPR GHVSHVD RSHUDFLRQDO $V WD[DV GH GHVFRQWR XWLOL]DGDV SHOD &RPSDQKLD IRUDP REWLGDV GH DFRUGR FRP DV FRQGLo}HV GH PHUFDGR (P GH GH]HPEUR GH D &RPSDQKLD SRVVXL UHJLVWUDGR XP DWLYR GH GLUHLWR GH XVR QR PRQWDQWH GH 5 XP SDVVLYR FLUFXODQWH GH DUUHQGDPHQWR GH 5 H XP SDVVLYR QmR FLUFXODQWH GH DUUHQGDPHQWR GH 5 $ &RPSDQKLD DGRWRX HVWD QRUPD HP GH MDQHLUR GH VHP DWXDOL]DomR GDV LQIRUPDo}HV FRPSDUDWLYDV EHP FRPR DSOLFRX D QRUPD SDUD WRGRV RV FRQWUDWRV FHOHEUDGRV DQWHV GH GH MDQHLUR GH TXH HUDP LGHQWL¿FDGRV FRPR DUUHQGDPHQWRV GH DFRUGR FRP R &3& 5 ,$6 H D ,&3& ,)5,&

([HUFtFLRV ¿QGRV HP

$FUpVFLPR GHFUpVFLPR GH SDVVLYRV )RUQHFHGRUHV 7ULEXWRV D UHFROKHU 2XWURV ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO SDJRV -XURV SDJRV &DL[D OtTXLGR JHUDGR XWLOL]DGR SHODV DWLYLGDGHV RSHUDFLRQDLV )OX[RV GH FDL[D GDV DWLYLGDGHV GH LQYHVWLPHQWR 7tWXORV H 9DORUHV PRELOLiULRV &RPSUDV GH LPRELOL]DGR 9DORU UHFHELGR SHOD YHQGD GH LPRELOL]DGR &RPSUDV GH LQWDQJtYHO 5HGXomR GH FDSLWDO HP VXEVLGLiULD 'LYLGHQGRV UHFHELGRV &DL[D OtTXLGR JHUDGR XWLOL]DGR QDV DWLYLGDGHV GH LQYHVWLPHQWR )OX[RV GH FDL[D GDV DWLYLGDGHV GH ¿QDQFLDPHQWR 3DJDPHQWR GH HPSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV /LTXLGDomR GH RSHUDo}HV GH KHGJH 'LYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR SDJRV &DL[D OtTXLGR JHUDGR XWLOL]DGR QDV DWLYLGDGHV GH ¿QDQFLDPHQWR $XPHQWR UHGXomR OtTXLGRV GH FDL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR LQtFLR GR H[HUFtFLR &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D QR ¿QDO GR H[HUFtFLR $XPHQWR UHGXomR OtTXLGRV GH FDL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D

$V QRWDV H[SOLFDWLYDV GD $GPLQLVWUDomR VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de reais

$WLYLGDGH 3ULQFLSDO

E (PSUHVDV FROLJDGDV

7HUPLQDO GH &DUJDV 6DU]HGR /WGD 8VLPLQDV 3DUWLFLSDo}HV H /RJtVWLFD 6 $ 7HUPLQDO GH &DUJDV GH 3DUDRSHED /WGD

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - Em milhares de reais

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE Em milhares de reais

(PSUHVDV

([HUFtFLRV ¿QGRV HP 1RWD )OX[RV GH FDL[D GDV DWLYLGDGHV RSHUDFLRQDLV 5HFHLWD OtTXLGD /XFUR OtTXLGR SUHMXt]R GR H[HUFtFLR &XVWR GDV YHQGDV

$MXVWHV SDUD FRQFLOLDU R UHVXOWDGR /XFUR SUHMXt]R EUXWR (QFDUJRV H YDULDo}HV PRQHWiULDV FDPELDLV OtTXLGDV 'HVSHVDV GH MXURV 5HFHLWDV GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV 'HVSHVDV FRP YHQGDV

'HSUHFLDomR DPRUWL]DomR H H[DXVWmR 'HVSHVDV JHUDLV H DGPLQLVWUDWLYDV

5HVXOWDGR QD YHQGD EDL[D GH LPRELOL]DGR LQYHVWLPHQWR 2XWUDV UHFHLWDV GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV OtTXLGDV

3DUWLFLSDomR QR UHVXOWDGR GH FRQWURODGDV HP FRQMXQWR H FROLJDGDV 3DUWLFLSDomR QR UHVXOWDGR GH FRQWURODGDV HP FRQMXQWR H FROLJDGDV 3HUGD UHYHUVmR SRU YDORU UHFXSHUiYHO GH DWLYRV LPSDLUPHQW

,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV &RQVWLWXLomR UHYHUVmR GH SURYLV}HV /XFUR SUHMXt]R RSHUDFLRQDO 5HVXOWDGR ¿QDQFHLUR /XFUR SUHMXt]R DQWHV GR LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO $FUpVFLPR GHFUpVFLPR GH DWLYRV ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO FRUUHQWHV H GLIHULGRV

&RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV (VWRTXHV /XFUR SUHMXt]R OtTXLGR GR H[HUFtFLR ,PSRVWRV D UHFXSHUDU $V QRWDV H[SOLFDWLYDV GD $GPLQLVWUDomR VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV 'HSyVLWRV MXGLFLDLV 2XWURV

/XFUR OtTXLGR SUHMXt]R GR H[HUFtFLR 2XWURV FRPSRQHQWHV GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH *DQKR SHUGD DWXDULDO FRP EHQHItFLRV GH DSRVHQWDGRULD 7RWDO GH RXWURV FRPSRQHQWHV GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH 7RWDO GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH GR H[HUFtFLR

1RWD

(P GH GH]HPEUR GH 5HVXOWDGR DEUDQJHQWH GR SHUtRGR /XFUR SUHMXt]R OtTXLGR GR H[HUFtFLR *DQKR SHUGD DWXDULDO 7RWDO GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH GR SHUtRGR &RQVWLWXLomR GH UHVHUYDV 'LYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR (P GH GH]HPEUR GH 5HVXOWDGR DEUDQJHQWH GR SHUtRGR /XFUR SUHMXt]R OtTXLGR GR H[HUFtFLR *DQKR SHUGD DWXDULDO 7RWDO GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH GR SHUtRGR &RQVWLWXLomR GH UHVHUYDV 'LYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR (P GH GH]HPEUR GH

5HVHUYDV GH FDSLWDO 9DORU H[FHGHQWH &DSLWDO QD VXEVFULomR GH Do}HV VRFLDO

5HVHUYDV GH OXFURV $MXVWH GH 3DUD LQYHVWL DYDOLDomR PHQWRV H SDWULPR QLDO FDSLWDO GH JLUR

/XFURV SUHMXt]RV

7RWDO GR DFXPX SDWULP{QLR ODGRV OtTXLGR

$V QRWDV H[SOLFDWLYDV GD $GPLQLVWUDomR VmR SDUWH LQWHJUDQWH GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV ,)5,& ,&3& ³,QFHUWH]D VREUH 7UDWDPHQWR GH 7ULEXWRV VREUH D 5HQGD´ HVVD LQWHUSUHWDomR HVFODUHFH FRPR PHQVXUDU H UHFRQKHFHU DWLYRV H SDVVLYRV GH WULEXWRV VREUH R OXFUR ,5 &6 FRUUHQWHV H GLIHULGRV j OX] GR ,$6 &3& QRV FDVRV HP TXH Ki LQFHUWH]D VREUH WUDWD PHQWRV DSOLFDGRV QRV FiOFXORV GRV UHVSHFWLYRV WULEXWRV $ $GPLQLVWUDomR DYDOLRX RV SULQFLSDLV WUDWDPHQWRV ¿VFDLV DGRWDGRV SHOD &RPSDQKLD QRV SHUtRGRV HP DEHUWR VXMHLWRV D TXHVWLRQDPHQWR SHODV DXWRULGDGHV WULEXWiULDV H FRQFOXLX TXH QmR Ki LPSDFWR VLJQL¿FDWLYR D VHU UHJLVWUDGR QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV (PSUHHQGLPHQWRV FRQWURODGRV HP FRQMXQWR H FROLJDGDV $ &RPSDQKLD FODVVL¿FD RV VHXV HPSUHHQGLPHQWRV GD VHJXLQWH IRUPD FROLJDGDV VmR DV HQWLGDGHV VREUH DV TXDLV D &RPSDQKLD WHP LQÀXrQFLD VLJQL¿FDWLYD SRU PHLR GD SDUWLFLSDomR QDV GHFLV}HV UHODWLYDV jV VXDV SROtWLFDV ¿QDQFHLUDV H RSHUDFLRQDLV PDV QmR GHWrP R FRQWUROH RX R FRQWUROH HP FRQMXQWR VREUH HVVDV SROtWLFDV H FRQWURODGDV HP FRQMXQWR VmR DV HQWLGDGHV VREUH DV TXDLV D &RPSDQKLD WHP FRQWUROH FRPSDUWLOKDGR FRP XPD RX PDLV SDUWHV 2V LQYHVWLPHQWRV HP FROLJDGDV H FRQWURODGDV HP FRQMXQWR VmR FRQWDELOL]DGRV SHOR PpWRGR GH HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO H VmR LQLFLDOPHQWH UHFRQKHFLGRV SHOR VHX YDORU GH FXVWR 2V H[HUFtFLRV VRFLDLV GDV FRQWURODGDV HP FRQMXQWR H GDV FROLJDGDV VmR FRLQFLGHQWHV FRP RV GD &RPSDQKLD &RQWXGR H[FHWR SDUD DV FROLJDGDV 7HUPLQDO GH &DUJDV 6DU]HGR /WGD H 7HUPLQDO GH &DUJDV GH 3DUDRSHED /WGD H SDUD D FRQWURODGD HP FRQMXQWR 0RGDO 7HUPLQDO GH *UDQpLV /WGD D &RPSDQKLD XWLOL]RX SDUD ¿QV GH HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO HP FRQVRQkQFLD FRP R &3& 5 H ,$6 GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV HODERUDGDV HP GH QRYHPEUR GH $ SDUWLFLSDomR QRV OXFURV RX SUHMXt]RV GH VXDV FROLJDGDV H FRQWURODGDV HP FRQMXQWR p UHFRQKHFLGD QD GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR H D SDUWLFLSD omR QDV PXWDo}HV GDV UHVHUYDV p UHFRQKHFLGD QDV UHVHUYDV GD &RPSDQKLD 4XDQGR D SDUWLFLSDomR QDV SHUGDV GH XPD FROLJDGD RX FRQWURODGD HP FRQMXQWR IRU LJXDO RX VXSHULRU DR YDORU FRQWiELO GR LQYHVWLPHQWR LQFOXLQGR TXDLVTXHU RXWURV UHFHEtYHLV D &RPSDQKLD QmR UHFRQKHFH SHUGDV DGLFLRQDLV D PHQRV TXH WHQKD LQFRUULGR HP REULJDo}HV RX HIHWXDGR SDJDPHQWRV HP QRPH GD FROLJDGD RX FRQWURODGD HP FRQMXQWR $V SROtWLFDV FRQWiEHLV GDV FROLJDGDV H GDV FRQWURODGDV HP FRQMXQWR VmR DMXVWDGDV TXDQGR QHFHVViULR SDUD DVVHJXUDU FRQVLVWrQFLD FRP DV SROtWLFDV DGRWDGDV SHOD &RPSDQKLD &RQYHUVmR GH WUDQVDomR H VDOGRV HP PRHGD HVWUDQJHLUD $V RSHUDo}HV HP PRHGDV HVWUDQJHLUDV VmR FRQYHUWLGDV SDUD D PRHGD IXQFLRQDO XWLOL]DQGR DV WD[DV GH FkPELR YLJHQWHV QDV GDWDV GDV WUDQ VDo}HV RX GD DYDOLDomR QD TXDO RV LWHQV VmR PHQVXUDGRV 2V JDQKRV H SHUGDV FDPELDLV UHVXOWDQWHV GD OLTXLGDomR GHVVDV WUDQVDo}HV H GD FRQYHUVmR SHODV WD[DV GH FkPELR QR ¿QDO GR H[HUFtFLR UHIHUHQWHV D DWLYRV H SDVVLYRV PRQHWiULRV GHQRPLQDGRV HP PRHGD HVWUDQJHLUD VmR UHFRQKHFLGRV QD GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR 2V JDQKRV H DV SHUGDV FDPELDLV UHODFLRQDGDV D DWLYRV H SDVVLYRV VmR DSUHVHQWDGRV QD GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR FRPR UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D H WtWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV D &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D LQFOXHP RV QXPHUiULRV HP HVSpFLH GHSyVLWRV EDQFiULRV LQYHVWLPHQWRV GH FXUWR SUD]R GH DOWD OLTXLGH] UHV JDWiYHLV HP DWp WUrV PHVHV RX PHQRV FRP ULVFR LQVLJQL¿FDQWH GH PXGDQoD GH YDORU MXVWR H FRP R REMHWLYR GH DWHQGHU D FRPSURPLVVRV GH FXUWR SUD]R E 7tWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV 2V WtWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV UHIHUHP VH DRV LQYHVWLPHQWRV GH DOWD OLTXLGH] UHVJDWiYHLV HP DWp WUrV PHVHV FXMR REMHWLYR GD $GPLQLVWUDomR QmR p DWHQGHU FRPSURPLVVRV GH FXUWR SUD]R $WLYRV ¿QDQFHLURV D &ODVVL¿FDomR 1R UHFRQKHFLPHQWR LQLFLDO XP DWLYR ¿QDQFHLUR p FODVVL¿FDGR FRPR PHQVXUDGR SRU FXVWR DPRUWL]DGR YDORU MXVWR SRU PHLR GH RXWURV UHVXOWDGRV DEUDQJHQWHV ³)92&,´ H YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR ³)973/´


18 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÃ&#x2021;A-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

8P DWLYR ¿QDQFHLUR p PHQVXUDGR DR FXVWR DPRUWL]DGR VH VDWLV¿]HU DPEDV DV FRQGLo}HV D VHJXLU Â&#x2021; R DWLYR p PDQWLGR GHQWUR GH XP PRGHOR GH QHJyFLRV FRP R REMHWLYR GH FROHWDU Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D FRQWUDWXDLV H Â&#x2021; RV WHUPRV FRQWUDWXDLV GR DWLYR ¿QDQFHLUR GmR RULJHP HP GDWDV HVSHFt¿FDV DRV Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D TXH VmR DSHQDV SDJDPHQWRV GH SULQFLSDO H GH MXURV VREUH R YDORU SULQFLSDO HP DEHUWR 8P LQVWUXPHQWR GH GtYLGD p PHQVXUDGR QR )92&, VRPHQWH VH VDWLV¿]HU DPEDV DV FRQGLo}HV D VHJXLU Â&#x2021; R DWLYR p PDQWLGR GHQWUR GH XP PRGHOR GH QHJyFLRV FXMR REMHWLYR p DOFDQoDGR WDQWR SHOD FROHWD GH Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D FRQWUDWXDLV FRPR SHOD YHQGD GH DWLYRV ¿QDQFHLURV H Â&#x2021; RV WHUPRV FRQWUDWXDLV GR DWLYR ¿QDQFHLUR GmR RULJHP HP GDWDV HVSHFt¿FDV D Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D TXH UHSUHVHQWDP SDJDPHQWRV GH SULQFLSDO H GH MXURV VREUH R YDORU SULQFLSDO HP DEHUWR 7RGRV RV RXWURV DWLYRV ¿QDQFHLURV VmR FODVVL¿FDGRV FRPR PHQVXUDGRV DR YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR $OpP GLVVR QR UHFRQKHFLPHQWR LQLFLDO D &RPSDQKLD SRGH LUUHYRJDYHOPHQWH GHVLJQDU XP DWLYR ¿QDQFHLUR TXH VDWLVIDoD RV UHTXLVLWRV SDUD VHU PHQVXUDGR DR FXVWR DPRUWL]DGR DR )92&, RX PHVPR DR )973/ (VVD GHVLJQDomR SRVVXL R REMHWLYR GH HOLPLQDU RX UHGX]LU VLJQL¿FDWLYDPHQWH XP SRVVtYHO GHVFDVDPHQWR FRQWiELO GHFRUUHQWH GR UHVXOWDGR SURGX]LGR SHOR UHVSHFWLYR DWLYR E 5HFRQKHFLPHQWR H PHQVXUDomR $V FRPSUDV H DV YHQGDV GH DWLYRV ¿QDQFHLURV VmR UHFRQKHFLGDV QD GDWD GD QHJRFLDomR 2V LQYHVWLPHQWRV VmR LQLFLDOPHQWH UHFRQKHFLGRV SHOR YDORU MXVWR DFUHVFLGRV GRV FXVWRV GD WUDQVDomR SDUD WRGRV RV DWLYRV ¿QDQFHLURV QmR FODVVL¿FDGRV FRPR DR YDORU MXVWR UHFRQKHFLGR QR UHVXO WDGR 2V DWLYRV ¿QDQFHLURV DR YDORU MXVWR UHFRQKHFLGRV QR UHVXOWDGR VmR LQLFLDOPHQWH UHFRQKHFLGRV SHOR YDORU MXVWR H RV FXVWRV GD WUDQVDomR VmR GHELWDGRV j GHPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR QR SHUtRGR HP TXH RFRUUHUHP F 9DORU UHFXSHUiYHO LPSDLUPHQW GH DWLYRV PHQVXUDGRV DR FXVWR DPRUWL]DGR $ &RPSDQKLD DYDOLD QR ¿P GH FDGD SHUtRGR VH Ki HYLGrQFLD REMHWLYD GH TXH 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VLJQL¿FDWLYD D XP WHUFHLUR SRU IRUoD GH XP DFRUGR GH ³UHSDVVH´ H D D &RPSDQKLD WUDQVIHUH VXEVWDQFLDOPHQWH WRGRV RV ULVFRV H EHQHItFLRV UHODWLYRV DR DWLYR RX E D &RPSDQKLD QmR WUDQVIHUH H QmR UHWpP VXEVWDQFLDOPHQWH WRGRV RV ULVFRV H EHQHItFLRV UHODWLYRV DR DWLYR PDV WUDQVIHUH R FRQWUROH VREUH HVVH DWLYR 4XDQGR D &RPSDQKLD WUDQVIHUH RV VHXV GLUHLWRV GH UHFHEHU Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D SURYHQLHQWH GH XP DWLYR RX H[HFXWD XP DFRUGR GH UHSDVVH H QmR R WUDQVIHUH RX R UHWpP VXEVWDQFLDOPHQWH WRGRV RV ULVFRV H EHQHItFLRV UHODWLYRV DR DWLYR XP DWLYR p UHFRQKHFLGR QD H[WHQVmR GR HQYROYLPHQWR FRQWtQXR GD &RPSDQKLD FRP HVVH DWLYR 3DVVLYRV ¿QDQFHLURV D 5HFRQKHFLPHQWR H PHQVXUDomR 8P SDVVLYR ¿QDQFHLUR p FODVVL¿FDGR FRPR PHQVXUDGR SHOR YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR FDVR VHMD GH¿QLGR FRPR PDQWLGR SDUD QHJRFLDomR RX GHVLJQDGR FRPR WDO QR PRPHQWR GR VHX UHFRQKHFLPHQWR LQLFLDO 2V FXVWRV GD WUDQVDomR VmR UHFRQKHFLGRV QR UHVXOWDGR FRQIRUPH LQFRUUL GRV (VVHV SDVVLYRV ¿QDQFHLURV VmR PHQVXUDGRV SHOR YDORU MXVWR H VXDV HYHQWXDLV PXGDQoDV LQFOXLQGR JDQKRV FRP MXURV H GLYLGHQGRV VmR UHFRQKHFLGDV QR UHVXOWDGR GR H[HUFtFLR 2V SDVVLYRV ¿QDQFHLURV GD &RPSDQKLD TXH VmR LQLFLDOPHQWH UHFRQKHFLGRV D YDORU MXVWR LQFOXHP FRQWDV D SDJDU D IRUQHFHGRUHV H RXWUDV FRQWDV D SDJDU HPSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV H LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV GHULYDWLYRV (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV H FRQWDV D SDJDU VmR DFUHVFLGRV GR FXVWR GD WUDQVDomR GLUHWDPHQWH UHODFLRQDGR E 0HQVXUDomR VXEVHTXHQWH $SyV R UHFRQKHFLPHQWR LQLFLDO HPSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV GHErQWXUHV IRUQHFHGRUHV H FRQWDV D SDJDU VmR PHQVXUDGRV VXEVHTXHQWHPHQ WH SHOR FXVWR DPRUWL]DGR XWLOL]DQGR R PpWRGR GD WD[D GH MXURV HIHWLYRV F &XVWRV GH HPSUpVWLPRV 2V FXVWRV GH HPSUpVWLPRV DWULEXtGRV j DTXLVLomR FRQVWUXomR RX SURGXomR GH XP DWLYR TXH QHFHVVDULDPHQWH GHPDQGD XP SHUtRGR VXEVWDQ FLDO GH WHPSR SDUD ¿FDU SURQWR SDUD VHX XVR RX YHQGD SUHWHQGLGRV VmR FDSLWDOL]DGRV FRPR SDUWH GR FXVWR GHVWHV DWLYRV &XVWRV GH HPSUpVWL PRV VmR FRPSRVWRV GH MXURV DOpP GH RXWURV HQFDUJRV 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RV JDVWRV LQFRUULGRV VmR FRQWDELOL]DGRV FRPR DWLYR LPRELOL]DGR $ GHSUHFLDomR GR DWLYR LPRELOL]DGR p FDOFXODGD XVDQGR R PpWRGR OLQHDU SDUD DORFDU VHXV FXVWRV DRV VHXV YDORUHV UHVLGXDLV GXUDQWH D YLGD ~WLO HVWLPDGD ([FHomR VH DSOLFD DRV FXVWRV SDUD GHVDWLYDomR GH PLQDV REULJDo}HV SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO FXMRV FULWpULRV HVWmR GHVFULWRV QDV 1RWDV H 2V YDORUHV UHVLGXDLV H D YLGD ~WLO GRV DWLYRV VmR UHYLVDGRV H DMXVWDGRV VH DSURSULDGR GXUDQWH R H[HUFtFLR 2 YDORU FRQWiELO GH XP DWLYR p LPHGLDWDPHQWH DMXVWDGR FDVR HOH VHMD PDLRU GR TXH VHX YDORU UHFXSHUiYHO HVWLPDGR $ &RPSDQKLD SRVVXL SHoDV H VREUHVVDOHQWHV GH UHSRVLomR GHVWLQDGDV j PDQXWHQomR GH LWHQV GR DWLYR LPRELOL]DGR TXH SRVVXHP YLGD ~WLO HVWL PDGD VXSHULRU D PHVHV 'HVWD IRUPD R VDOGR GRV HVWRTXHV GHVVDV SHoDV H VREUHVVDOHQWHV HVWi FODVVL¿FDGR QR JUXSR GR DWLYR LPRELOL]DGR $WLYRV LQWDQJtYHLV D Ã&#x2C6;JLR 2 iJLR JRRGZLOO p UHSUHVHQWDGR SHOD GLIHUHQoD SRVLWLYD HQWUH R YDORU SDJR RX D SDJDU H R PRQWDQWH OtTXLGR GR YDORU MXVWR GRV DWLYRV H SDVVLYRV GD HQWLGDGH DGTXLULGD 2 iJLR p WHVWDGR DQXDOPHQWH SDUD YHUL¿FDU SURYiYHLV SHUGDV LPSDLUPHQW H FRQWDELOL]DGR SHOR VHX YDORU GH FXVWR PHQRV DV SHUGDV DFXPXODGDV SRU LPSDLUPHQW TXH QmR VmR UHYHUWLGDV 2V JDQKRV H DV SHUGDV GD DOLHQDomR GH XPD HQWLGDGH LQFOXHP R YDORU FRQWiELO GR iJLR UHODFLRQDGR j HQWLGDGH YHQGLGD 2 iJLR p DORFDGR jV 8QLGDGHV *HUDGRUDV GH &DL[D 8*&V SDUD ¿QV GH WHVWH GH LPSDLUPHQW $ DORFDomR p IHLWD SDUD DV 8QLGDGHV *HUDGRUDV GH &DL[D TXH GHYHP VH EHQH¿FLDU GD FRPELQDomR GH QHJyFLRV GD TXDO R iJLR VH RULJLQRX GHYLGDPHQWH VHJUHJDGD GH DFRUGR FRP R VHJPHQWR RSHUDFLRQDO E 'LUHLWRV PLQHUiULRV 2V GLUHLWRV PLQHUiULRV VmR UHJLVWUDGRV SHOR YDORU GH DTXLVLomR H GHGX]LGRV FRP EDVH QD H[DXVWmR GDV UHVHUYDV PLQHUDLV 2V GLUHLWRV PLQHUiULRV SURYHQLHQWHV GH DTXLVLomR GH HPSUHVDV VmR UHFRQKHFLGRV SHOR YDORU MXVWR FRQVLGHUDQGR D DORFDomR GRV DWLYRV H GRV SDVVLYRV DGTXLULGRV $ H[DXVWmR GRV GLUHLWRV PLQHUiULRV p UHDOL]DGD GH DFRUGR FRP D H[SORUDomR GDV UHVHUYDV PLQHUDLV F 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-8/*$0(1726 (67,0$7,9$6 ( 35(0,66$6 &217Ã&#x2C6;%(,6 6,*1,),&$7,9$6 -XOJDPHQWRV 1R SURFHVVR GH DSOLFDomR GDV SROtWLFDV FRQWiEHLV GD &RPSDQKLD D $GPLQLVWUDomR IH] RV VHJXLQWHV MXOJDPHQWRV TXH WrP HIHLWR PDLV VLJQL¿FD WLYR VREUH RV YDORUHV UHFRQKHFLGRV QDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV D 6HJUHJDomR GH MXURV H YDULDomR PRQHWiULD UHODFLRQDGRV D DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV H D HPSUpVWLPRV QDFLRQDLV $ &RPSDQKLD HIHWXD D VHJUHJDomR GR Ã&#x2039;QGLFH 1DFLRQDO GH 3UHoRV DR &RQVXPLGRU $PSOR ,3&$ GRV HPSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV H GDV DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV FXMRV LQGH[DGRUHV FRQWUDWDGRV VmR &', H 7-/3 'HVWD IRUPD D SDUFHOD UHIHUHQWH DR ,3&$ p VHJUHJDGD GRV MXURV VREUH HPSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV H GR UHQGLPHQWR GH DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV H LQFOXtGD QD UXEULFD ³(IHLWRV PRQHWiULRV´ QR 5HVXOWDGR ¿QDQFHLUR 1RWD E &ODVVL¿FDomR GR FRQWUROH GH LQYHVWLPHQWRV $ &RPSDQKLD HIHWXD D FODVVL¿FDomR GH VHXV LQYHVWLPHQWRV QRV WHUPRV SUHYLVWRV SHOR &3& 5 ,QYHVWLPHQWR HP &ROLJDGD H HP (PSUHHQGLPHQWR &RQWURODGR HP &RQMXQWR H SHOR &3& 5 1HJyFLRV HP &RQMXQWR H FXMD DSOLFDomR HVWi VXMHLWD D MXOJDPHQWR QD GHWHUPL QDomR GR FRQWUROH H GD LQÃ&#x20AC;XrQFLD VLJQL¿FDWLYD H[HUFLGD SHOD &RPSDQKLD VREUH VHXV LQYHVWLPHQWRV (VWLPDWLYDV H SUHPLVVDV $V SULQFLSDLV SUHPLVVDV UHODWLYDV D IRQWHV GH LQFHUWH]D QDV HVWLPDWLYDV IXWXUDV H RXWUDV LPSRUWDQWHV IRQWHV GH LQFHUWH]D HP HVWLPDWLYDV QD GDWD GR EDODQoR HQYROYHQGR ULVFR VLJQL¿FDWLYR GH FDXVDU XP DMXVWH PDWHULDO QR YDORU FRQWiELO GRV DWLYRV H SDVVLYRV QR SUy[LPR H[HUFtFLR ¿QDQFHLUR VmR DSUHVHQWDGDV D VHJXLU D 9DORU UHFXSHUiYHO LPSDLUPHQW GH DWLYRV QmR ¿QDQFHLURV $QXDOPHQWH D &RPSDQKLD WHVWD HYHQWXDLV SHUGDV LPSDLUPHQW QR iJLR H GHPDLV DWLYRV GH ORQJR SUD]R 3DUD ¿QV GH DYDOLDomR GR LPSDLUPHQW RV DWLYRV VmR DJUXSDGRV QRV QtYHLV PDLV EDL[RV SDUD RV TXDLV H[LVWD Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D LGHQWL¿FiYHLV VHSDUDGDPHQWH 8QLGDGHV *HUDGRUDV GH &DL[D 8*&V 2V YDORUHV UHFXSHUiYHLV GDV 8*&V IRUDP GHWHUPLQDGRV FRP EDVH HP FiOFXORV GR YDORU HP XVR HIHWXDGRV FRP EDVH HP HVWLPDWLYDV 1RWD E ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV $ $GPLQLVWUDomR UHYLVD UHJXODUPHQWH RV LPSRVWRV GLIHULGRV DWLYRV TXDQWR j SRVVLELOLGDGH GH UHFXSHUDomR FRQVLGHUDQGR VH R OXFUR KLVWyULFR JHUDGR H RV OXFURV WULEXWiYHLV IXWXURV SURMHWDGRV GH DFRUGR FRP HVWXGRV GH YLDELOLGDGH WpFQLFD 1RWD E

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*(67­2 '( 5,6&26 ),1$1&(,526 $ &RPSDQKLD SRVVXL XP SURJUDPD GH JHVWmR GH ULVFRV ¿QDQFHLURV TXH YLVD UHGX]LU VHXV LPSDFWRV VREUH RV VHXV DWLYRV H SDVVLYRV ¿QDQFHLURV H Ã&#x20AC;X[R GH FDL[D 2 UHIHULGR SURJUDPD IRL HODERUDGR HP FRQVRQkQFLD FRP D SROtWLFD ¿QDQFHLUD GD VXD FRQWURODGRUD 8VLPLQDV $$GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD DYDOLD DFRPSDQKD H DGRWD TXDQGR QHFHVViULR PHGLGDV SDUD PLWLJDU HVVHV ULVFRV LQFOXVLYH FRQWUDWDQGR LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV GHULYDWLYRV SDUD WDO ¿P )DWRUHV GH ULVFR ¿QDQFHLUR $ 0LQHUDomR 8VLPLQDV HP FRQIRUPLGDGH FRP VXDV DWLYLGDGHV HVWi H[SRVWD GLYHUVRV ULVFRV ¿QDQFHLURV WDLV FRPR ULVFR GH PHUFDGR ULVFR FDPELDO ULVFR GH WD[D GH MXURV ULVFR GH YDORU MXVWR ULVFR GH FUpGLWR H ULVFR GH OLTXLGH] 2 &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD HVWDEHOHFH QRUPDV H SROtWLFDV SDUD D JHVWmR GHVVHV ULVFRV SULQFLSDOPHQWH SRU PHLR GR XVR GH LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV H GH LQYHVWLPHQWRV GH FDL[D 3ROtWLFD GH XWLOL]DomR GRV LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV $ SROtWLFD GH JHVWmR GH DWLYRV H SDVVLYRV ¿QDQFHLURV WHP RV REMHWLYRV GH L PDQWHU D OLTXLGH] GHVHMDGD LL GH¿QLU QtYHO GH FRQFHQWUDomR GH VXDV RSHUDo}HV H LLL FRQWURODU JUDX GH H[SRVLomR DRV ULVFRV GR PHUFDGR ¿QDQFHLUR $ $GPLQLVWUDomR GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV PRQLWRUD RV ULVFRV DRV TXDLV HVWi H[SRVWD H DYDOLD D QHFHVVLGDGH GD FRQWUDWDomR GH RSHUDo}HV GH GHULYDWLYRV YLVDQGR PLQLPL]DU RV LPSDFWRV VREUH RV VHXV DWLYRV H SDVVLYRV ¿QDQFHLURV H SDUD UHGX]LU D YRODWLOLGDGH HP VHX Ã&#x20AC;X[R GH FDL[D FDXVDGR SULQFLSDOPHQWH SHOD H[SRVLomR FDPELDO H SHORV HIHLWRV GR SUHoR GH PLQpULR GH IHUUR 3ROtWLFD GH JHVWmR GH ULVFRV ¿QDQFHLURV D 5LVFR GH FUpGLWR 2 ULVFR GH FUpGLWR GHFRUUH VXEVWDQFLDOPHQWH GD UHODomR FRP LQVWLWXLo}HV ¿QDQFHLUDV QDV TXDLV D &RPSDQKLD PDQWpP UHFXUVRV ¿QDQFHLURV GH HPSUHVDV DEHUWDV FXMRV WtWXORV H SDSpLV VmR DGTXLULGRV EHP FRPR SHOD H[SRVLomR DR FUpGLWR D FOLHQWHV &RPR IRUPD GH PLWLJDU R ULVFR GH FUpGLWR QR TXH GL] UHVSHLWR DR FDL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D D 0LQHUDomR 8VLPLQDV UHODFLRQD VH H[FOXVLYD PHQWH FRP LQVWLWXLo}HV ¿QDQFHLUDV GH SULPHLUD OLQKD 4XDQWR jV DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV VmR QHJRFLDGRV VRPHQWH WtWXORV H SDSpLV GH HQWLGDGHV FODVVL¿FDGDV FRP UDWLQJ PtQLPR ³$ ´ SHODV DJrQFLDV GH UDWLQJ LQWHUQDFLRQDLV DOpP GH REHGHFHUHP D RXWURV FULWpULRV FRPR SDWULP{QLR OtTXLGR H FRQFHQWUDomR GH FDL[D SRU LQVWLWXLomR $ SROtWLFD GH YHQGDV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV SURFXUD PLQLPL]DU RV HYHQWXDLV ULVFRV GHFRUUHQWHV GD LQDGLPSOrQFLD GH VHXV FOLHQWHV $V iUHDV ¿QDQFHLUD H FRPHUFLDO DYDOLDP H DFRPSDQKDP R GHVHPSHQKR GRV FOLHQWHV TXH VmR VHOHFLRQDGRV GH DFRUGR FRP VXD FDSDFLGDGH GH SDJD PHQWR tQGLFH GH HQGLYLGDPHQWR DOpP GH GHPDLV DYDOLDo}HV GR EDODQoR SDWULPRQLDO E 5LVFR GH OLTXLGH] $ SROtWLFD UHVSRQViYHO SHOD JHVWmR GH DWLYRV H SDVVLYRV ¿QDQFHLURV HQYROYH DQiOLVH GDV FRQWUDSDUWHV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV SRU PHLR GD DYDOLDomR GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GR SDWULP{QLR OtTXLGR H GR UDWLQJ (VVH FRQWUROH YLVD DVVHJXUDU j &RPSDQKLD D OLTXLGH] GHVHMDGD GH¿QLU QtYHO GH FRQFHQWUDomR GH VXDV RSHUDo}HV DOpP GH FRQWURODU R JUDX GH H[SRVLomR DRV ULVFRV GR PHUFDGR ¿QDQFHLUR SXOYHUL]DQGR DVVLP R ULVFR GH OLTXLGH] $ SUHYLVmR GR Ã&#x20AC;X[R GH FDL[D p HODERUDGD FRP EDVH QR RUoDPHQWR DSURYDGR SHOR &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV 4XDQGR QHFHVViULR D SUHYLVmR GR Ã&#x20AC;X[R GH FDL[D p UHYLVDGD H DWXDOL]DGD (P GH GH]HPEUR GH R FDL[D PDQWLGR SHOD 0LQHUDomR 8VLPLQDV H JHUHQFLDGR SHOD $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD HVWDYD LQYHVWLGR HP FHUWL¿FDGRV GH GHSyVLWRV EDQFiULRV &'%V H RSHUDo}HV HP FRPSURPLVVDGDV $ WDEHOD D VHJXLU DSUHVHQWD RV SDVVLYRV ¿QDQFHLURV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV SRU IDL[DV GH YHQFLPHQWR FRUUHVSRQGHQWHV DR SHUtRGR UHPDQHV FHQWH QR EDODQoR SDWULPRQLDO DWp D GDWD FRQWUDWXDO GR YHQFLPHQWR 2V YDORUHV GLYXOJDGRV QD WDEHOD D VHJXLU UHIHUHP VH DRV Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D QmR GHVFRQWDGRV FRQWUDWDGRV 0HQRV GH DQR (QWUH H DQRV (QWUH H DQRV $FLPD GH DQRV (P GH GH]HPEUR GH )RUQHFHGRUHV (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV 9DORUHV D SDJDU D HPSUHVDV OLJDGDV (P GH GH]HPEUR GH )RUQHFHGRUHV (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV 9DORUHV D SDJDU D HPSUHVDV OLJDGDV F 5LVFR FDPELDO L ([SRVLomR HP PRHGD HVWUDQJHLUD $ 0LQHUDomR 8VLPLQDV DWXD LQWHUQDFLRQDOPHQWH H SRUWDQWR HVWi H[SRVWD DR ULVFR FDPELDO GH PRHGDV HVWUDQJHLUDV VXEVWDQFLDOPHQWH HP UHODomR DR GyODU GRV (VWDGRV 8QLGRV $ VHJXLU HVWi GHPRQVWUDGD D H[SRVLomR OtTXLGD DWLYD HP PRHGD HVWUDQJHLUD GD &RPSDQKLD QRV HQFHU UDPHQWRV GRV DQRV H $WLYRV HP PRHGD HVWUDQJHLUD &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D &RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV 3DVVLYRV HP PRHGD HVWUDQJHLUD )RUQHFHGRUHV

([SRVLomR OtTXLGD LL $QiOLVH GH VHQVLELOLGDGH ULVFR FDPELDO GRV DWLYRV H SDVVLYRV HP PRHGD HVWUDQJHLUD $ DQiOLVH D VHJXLU HVWLPD R LPSDFWR QHJDWLYR VREUH R UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR IXWXUR GD &RPSDQKLD GD HYHQWXDO YDULDomR GHVIDYRUiYHO GD WD[D GH FkPELR QR FDVR GR GyODU QRUWH DPHULFDQR 5 86 3DUD WDQWR FRQVLGHUDQGR D H[SRVLomR OtTXLGD DWLYD GR SDWULP{QLR HP PRHGD HVWUDQJHLUD HP GH GH]HPEUR GH VH GH¿QLUDP WUrV FHQiULRV GH DQiOLVH 2 FHQiULR , FRQVLGHUD GH GR YDORU GD WD[D GH FkPELR 5 86 YLJHQWH HP GH GH]HPEUR GH 2V FHQiULRV ,, H ,,, FRQVLGHUDP XPD UHGXomR GH H GH UHVSHFWLYDPHQWH GD PHVPD YDULiYHO


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 19

Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

$ DQiOLVH GH VHQVLELOLGDGH GR GyODU QRUWH DPHULFDQR 86' FRP EDVH QRV VHXV UHVSHFWLYRV FHQiULRV HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU 0RHGD 7D[D GH FkPELR QR ¿P GR H[HUFtFLR &HQiULR , &HQiULR ,, &HQiULR ,,, 86 $ HYROXomR GD WD[D GH FkPELR FRQIRUPH RV &HQiULRV , ,, H ,,, JHUD RV VHJXLQWHV UHVXOWDGRV ¿QDQFHLURV QHJDWLYRV 0RHGD &HQiULR , &HQiULR ,, &HQiULR ,,, 86

G 5LVFR GH WD[D GH MXURV $ &RPSDQKLD SRVVXL DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV HP UHDLV LQGH[DGDV j YDULDomR GH WD[D GH MXURV GRV &HUWL¿FDGRV GH 'HSyVLWRV ,QWHUEDQFiULRV ³&',´ H DSOLFDo}HV j WD[D ¿[D HP GyODUHV DPHULFDQRV QR H[WHULRU $ H[SRVLomR OtTXLGD j YDULDomR GH WD[D GH MXURV p D VHJXLQWH $WLYRV HP &', &DL[D H HTXLYDOHQWHV 7tWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV ([SRVLomR OtTXLGD L $QiOLVH GH VHQVLELOLGDGH GDV YDULDo}HV QD WD[D GH MXURV $ DQiOLVH D VHJXLU HVWLPD R LPSDFWR QHJDWLYR VREUH R UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR IXWXUR GD &RPSDQKLD GD HYHQWXDO YDULDomR GHVIDYRUiYHO GD WD[D GH MXURV LQGH[DGD j WD[D GRV &HUWL¿FDGRV GH 'HSyVLWR ,QWHUEDQFiULRV &', 3DUD WDQWR FRQVLGHUDQGR D H[SRVLomR OtTXLGD DWLYD GR SDWULP{QLR j YDULDomR QD WD[D GH MXURV LQGH[DGD D &', HP GH GH]HPEUR GH VH GH¿QLUDP WUrV FHQiULRV GH DQiOLVH 2 FHQiULR , FRQVLGHUD XPD UHGXomR GH GR YDORU GD WD[D GH MXURV GH GH GH]HPEUR GH 2V FHQiULRV ,, H ,,, FRQVLGHUDP XPD UHGXomR GH H GH UHVSHF WLYDPHQWH GD PHVPD YDULiYHO $ DQiOLVH GH VHQVLELOLGDGH GH YDULDomR GRV MXURV FRP EDVH QRV VHXV UHVSHFWLYRV FHQiULRV HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU ,QGH[DGRU 7D[D GH MXURV QR ¿P GR H[HUFtFLR &HQiULR , &HQiULR ,, &HQiULR ,,, &', &RQVLGHUDQGR D H[SRVLomR OtTXLGD DWLYD GD &RPSDQKLD D UHGXomR QR UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR FRQIRUPH D YDULDomR GR &', FRP EDVH QRV &HQiULRV , ,, H ,,, HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU ,QGH[DGRU &HQiULR , &HQiULR ,, &HQiULR ,,, &',

*HVWmR GH FDSLWDO $ JHVWmR GH FDSLWDO GD &RPSDQKLD YLVD HVWDEHOHFHU XPD HVWUXWXUD GH FDSLWDO TXH DVVHJXUH D FRQWLQXLGDGH GR QHJyFLR QR ORQJR SUD]R $WXDOPHQWH D &RPSDQKLD QmR SRVVXL SDVVLYRV ¿QDQFHLURV UHOHYDQWHV H UHWpP LPSRUWDQWH QtYHO GH FDL[D FRP REMHWLYR GD VXD XWLOL]DomR HP SURMHWRV IXWXURV

,167580(1726 ),1$1&(,526 '(5,9$7,926 $ &RPSDQKLD SDUWLFLSD HP RSHUDomR GH KHGJH GH SUHoR GH PLQpULR H GH FkPELR FRP R REMHWLYR GH SURWHJHU VXD SRVLomR SDWULPRQLDO H VHX ÀX[R GH FDL[D 3DUD LVVR D $GPLQLVWUDomR GH &RPSDQKLD DQDOLVD RV SUHoRV IXWXURV GR PLQpULR H R YDORU IXWXUR GD WD[D GH FkPELR 5 86 SDUD GHFLGLU VREUH D FRQWUDWDomR GH FREHUWXUDV ¿QDQFHLUDV $ &RPSDQKLD QmR UHDOL]D RSHUDo}HV GH GHULYDWLYRV FRP ¿QV HVSHFXODWLYRV QHP OLTXLGD RX UHDOL]D SDJDPHQWRV GDV VXDV RSHUDo}HV DQWHV GRV VHXV UHVSHFWLYRV YHQFLPHQWRV RULJLQDLV 1R DQR GH IRUDP UHDOL]DGDV RSHUDo}HV GH KHGJH GH WD[D GH FkPELR FXMR UHVXOWDGR ¿QDQFHLUR IRL XPD SHUGD GH 5 7RGDV DV RSHUDo}HV GH KHGJH HQFRQWUDP VH OLTXLGDGDV HP GH GH]HPEUR GH

,167580(1726 ),1$1&(,526 325 &$7(*25,$ ( 9$/25 -8672

$WLYRV &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D 7tWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV &RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV 'HPDLV LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV DWLYRV

$WLYRV DR FXVWR $WLYRV PHQVXUDGRV DR YDORU DPRUWL]DGR MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR

$WLYRV DR FXVWR $WLYRV PHQVXUDGRV DR YDORU 7RWDO DPRUWL]DGR MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR

3DVVLYRV (PSUpVWLPRV H ¿QDQFLDPHQWRV )RUQHFHGRUHV 9DORUHV D SDJDU D HPSUHVDV OLJDGDV

3DVVLYRV DR FXVWR DPRUWL]DGR

7RWDO

&$,;$ ( (48,9$/(17(6 '( &$,;$ &DL[D H HTXLYDOHQWHV GH FDL[D LQFOXHP RV DWLYRV ¿QDQFHLURV FRQIRUPH D VHJXLU

(P GH GH]HPEUR GH DV DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV HP FHUWL¿FDGR GH GHSyVLWR EDQFiULR &'% H DV DSOLFDo}HV HP FRPSURPLVVDGDV SRVVXHP OLTXLGH] LPHGLDWD H UHQGLPHQWRV FXMD YDULDomR PpGLD p GH GH GH]HPEUR GH GR FHUWL¿FDGR GH GHSyVLWR LQWHUEDQFiULR &',

%DQFRV FRQWD PRYLPHQWR %DQFRV FRQWD PRYLPHQWR H[WHULRU &HUWL¿FDGR GH GHSyVLWR EDQFiULR &'% H DSOLFDo}HV HP FRPSURPLVVDGDV

7Ë78/26 ( 9$/25(6 02%,/,È5,26 $ $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD HP GH GH]HPEUR GH QmR WHP LQWHQomR GH XWLOL]DU R PRQWDQWH GH 5 GH GH]HPEUR GH 5 QRV SUy[LPRV GLDV $ $GPLQLVWUDomR UHDOL]D D JHVWmR GH WHVRXUDULD DWLYD VHQGR TXH HVWHV WtWXORV HVWmR FRPSURPLVVDGRV QD DSOLFDomR GH SURMHWRV IXWXURV GD &RPSDQKLD 2V UHQGLPHQWRV GHVVHV WtWXORV H YDORUHV PRELOLiULRV SRVVXHP YDULDomR PpGLD GH GH GH]HPEUR GH GR FHUWL¿FDGR GH GHSyVLWR LQWHUEDQFiULR &', &HUWL¿FDGR GH GHSyVLWR EDQFiULR &'%

&217$6 $ 5(&(%(5 '( &/,(17(6

(P GH GH]HPEUR GH H D &RPSDQKLD QmR SRVVXtD VDOGRV D UHFHEHU GH FOLHQWHV YHQFLGRV

(67248(6 $WLYR FLUFXODQWH 3URGXWRV DFDEDGRV 3URGXWRV HP HODERUDomR 0DWpULDV SULPDV 6XSULPHQWRV H VREUHVVDOHQWHV ,PSRUWDo}HV HP DQGDPHQWR 3URYLVmR SDUD SHUGDV $WLYR QmR FLUFXODQWH L 3URGXWRV DFDEDGRV 3URGXWRV HP HODERUDomR 0DWpULDV SULPDV 3HUGD SRU YDORU UHFXSHUiYHO GH DWLYRV LPSDLUPHQW LL

,032672 '( 5(1'$ ( &2175,%8,d­2 62&,$/ D 7ULEXWRV VREUH R OXFUR 2V WULEXWRV VREUH R OXFUR GLIHUHP GR YDORU WHyULFR TXH VHULD REWLGR FRP R XVR GDV VXDV DOtTXRWDV QRPLQDLV DSOLFiYHLV DR OXFUR DQWHV GD WULEX WDomR FRPR VHJXH /XFUR SUHMXt]R DQWHV GR LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO $OtTXRWDV QRPLQDLV

7ULEXWRV VREUH R OXFUR FDOFXODGRV jV DOtTXRWDV QRPLQDLV $MXVWHV SDUD DSXUDomR GRV WULEXWRV VREUH R OXFUR HIHWLYRV (TXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO H

([FOXV}HV DGLo}HV SHUPDQHQWHV H

,QFHQWLYR ¿VFDO -XURV VREUH R FDSLWDO SUySULR

,53- H &6// DSXUDGRV &RUUHQWH

'LIHULGR

7ULEXWRV VREUH R OXFUR QR UHVXOWDGR

$OtTXRWDV HIHWLYDV E ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV 2V VDOGRV H D PRYLPHQWDomR GR LPSRVWR GH UHQGD H GD FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV DWLYR H SDVVLYR FRQVWLWXtGRV jV DOtTXRWDV QRPLQDLV VmR GHPRQVWUDGRV FRPR VHJXH 3DWULP{QLR OtTXLGR 5HFRQKHFLGR 5HVXOWDGR DEUDQJHQWH QR UHVXOWDGR $WLYR ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO 3UHMXt]RV ¿VFDLV

3URYLV}HV WHPSRUiULDV 3URYLVmR SDUD GHPDQGDV MXGLFLDLV

2EULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO 3URYLVmR SDUD DMXVWH QRV HVWRTXHV

ÈJLR LQFRUSRUDomR HPSUHVDV

3URYLVmR SDUD SDUWLFLSDomR QRV OXFURV 3HUGD SRU YDORU UHFXSHUiYHO GH DWLYRV LPSDLUPHQW

3URYLVmR SDUD SDVVLYR DWXDULDO 2XWURV 7RWDO DWLYR

3DVVLYR ,PSRVWR GH UHQGD H FRQWULEXLomR VRFLDO 9DULDomR PRQHWiULD GH GHSyVLWRV MXGLFLDLV

/HDVLQJ DGHTXDomR /HL

$MXVWH D YDORU SUHVHQWH

7RWDO SDVVLYR

7RWDO OtTXLGR

2 LPSRVWR GH UHQGD H D FRQWULEXLomR VRFLDO GLIHULGRV GH ORQJR SUD]R IRUDP VXEPHWLGRV D WHVWH GH LPSDLUPHQW H MXVWL¿FDGRV GH DFRUGR FRP OXFURV WULEXWiYHLV IXWXURV IXQGDPHQWDGRV HP SURMHo}HV HODERUDGDV SHOD $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD 3DUD D UHDOL]DomR GDV SURMHo}HV D $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD XWLOL]D LQIRUPHV GH LQVWLWXLo}HV UHFRQKHFLGDV GR PHUFDGR GD PLQHUDomR H SURMHo}HV PDFURHFRQ{PLFDV IRUQHFL GDV SRU LQVWLWXLo}HV S~EOLFDV GHQWUH RXWUDV

'(3Ï6,726 -8',&,$,6

7UDEDOKLVWDV L

3DVVLYRV DR FXVWR DPRUWL]DGR 7ULEXWiULRV LL

2 YDORU MXVWR GRV LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV p FODVVL¿FDGR HP GLIHUHQWHV QtYHLV HP XPD KLHUDUTXLD EDVHDGD QDV LQIRUPDo}HV LQSXWV XWLOL]DGDV QDV WpFQLFDV GH DYDOLDomR GD VHJXLQWH IRUPD 1tYHO SUHoRV FRWDGRV QmR DMXVWDGRV HP PHUFDGRV DWLYRV SDUD DWLYRV H SDVVLYRV LGrQWLFRV LQSXWV QmR REVHUYiYHLV 1tYHO LQSXWV H[FHWR RV SUHoRV FRWDGRV LQFOXtGRV QR 1tYHO TXH VmR REVHUYiYHLV SDUD R DWLYR RX SDVVLYR GLUHWDPHQWH SUHoRV RX LQGLUH WDPHQWH GHULYDGR GH SUHoRV 1tYHO LQSXWV SDUD R DWLYR RX SDVVLYR TXH QmR VmR EDVHDGRV HP GDGRV REVHUYiYHLV GH PHUFDGR LQSXWV QmR REVHUYiYHLV (P GH GH]HPEUR GH RV LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV PHQVXUDGRV SHOR YDORU MXVWR VmR FRPSRVWRV SHODV DSOLFDo}HV ¿QDQFHLUDV TXH HVWmR LQWHJUDOPHQWH FODVVL¿FDGDV QR 1tYHO 2V PRQWDQWHV GRV LQVWUXPHQWRV ¿QDQFHLURV PHQVXUDGRV SHOR YDORU MXVWR QmR GLYHUJHP VLJQL¿FDWLYDPHQWH GRV VHXV UHVSHFWLYRV PRQWDQWHV FRQWiEHLV FRQVLGHUDQGR TXH HVWHV IRUDP SDFWXDGRV H UHJLVWUDGRV SRU WD[DV H FRQGLo}HV SUDWLFDGDV QR PHUFDGR SDUD RSHUDo}HV GH QDWXUH]D ULVFR H SUD]RV VLPLODUHV

&OLHQWHV HP PRHGD QDFLRQDO &OLHQWHV HP PRHGD HVWUDQJHLUD &RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV &RQWDV D UHFHEHU GH SDUWHV UHODFLRQDGDV 1RWD

2 UHIHULGR FRQWUDWR IRL DGLWDGR QR GLD GH GH]HPEUR GH RQGH IRL LQVHULGR PHFDQLVPR GH FRPSHQVDomR GH PLQpULR QmR ODYUDGR ([FOXVLYDPHQWH SDUD R SHUtRGR GH GH MDQHLUR GH D GH GH]HPEUR GH DTXHOH YROXPH PtQLPR DQXDO ¿[DGR QmR ODYUDGR H SDJR GH DFRUGR FRP R FRQWUDWR VHUi FRQVLGHUDGR FRPR FUpGLWR SDUD FRPSHQVDomR HQWUH RV DQRV GH H FRP R YROXPH D VHU ODYUDGR H TXH VXSHUDU R YROXPH PtQLPR DQXDO ¿[DGR 'H DFRUGR FRP R SUHYLVWR QR FRQWUDWR GH DUUHQGDPHQWR H VHXV DGLWLYRV IRL DSXUDGR QR DQR GH H UHFRQKHFLGR FRPR DGLDQWDPHQWR FRQ WUDWXDO QR DWLYR QmR FLUFXODQWH R FUpGLWR D VHU FRPSHQVDGR QR YDORU GH 5

$GLo}HV %DL[DV &RUUHomR 0RQHWiULD

L 5HIHUHQWHV D Do}HV HQYROYHQGR HPSUHJDGRV H[ HPSUHJDGRV SUySULRV H WHUFHLURV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV TXH SOHLWHLDP YHUEDV WUDEDOKLVWDV GLYHUVDV DOpP GH SURFHVVRV DGPLQLVWUDWLYRV GHFRUUHQWHV GH DXWXDo}HV WUDEDOKLVWDV LL 2 VDOGR HP UHIHUH VH DR 0DQGDGR GH 6HJXUDQoD LPSHWUDGR FRQWUD D H[LJrQFLD GD &RPSHQVDomR )LQDQFHLUD SHOD ([SORUDomR GH 5HFXUVRV 0LQHUDLV &)(0 2 VDOGR HP UHIHUH VH DR 0DQGDGR GH 6HJXUDQoD LPSHWUDGR FRQWUD D H[LJrQFLD GD 7D[D GH )LVFD OL]DomR GH 5HFXUVRV 0LQHUiULRV 7)50

,19(67,0(1726 D 0RYLPHQWDomR GRV LQYHVWLPHQWRV $GLo}HV EDL[DV (TXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO 'LYLGHQGRV 3DVVLYR DWXDULDO 2XWURV &RQWURODGD HP FRQMXQWR 0RGDO

&ROLJDGDV 7HUPLQDO 6DU]HGR L

7HUPLQDO 3DUDRSHED

83/

ÈJLR 0RGDO

7HUPLQDO 6DU]HGR

L 3DUD DSXUDU R LQYHVWLPHQWR QD FROLJDGD 7HUPLQDO 6DU]HGR GHYH VH GHGX]LU GR SDWULP{QLR OtTXLGR DSUHVHQWDGR DEDL[R RV GLYLGHQGRV DQWHFL SDGRV UHFHELGRV QR PrV GH GH]HPEUR QR YDORU GH 5 $ $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD FRP EDVH QR ÀX[R GH FDL[D GHVFRQWDGR GD XQLGDGH JHUDGRUD GH FDL[D 0RGDO GLPLQXLX SDUD 5 R YDORU FRQWDELOL]DGR GH iJLR GHVVH LQYHVWLPHQWR YLGH QRWD D

E ,QIRUPDo}HV ¿QDQFHLUDV GDV FROLJDGDV $ VHJXLU HVWi GHPRQVWUDGD D SDUWLFLSDomR GD &RPSDQKLD QR UHVXOWDGR GDV FROLJDGDV HP GH GH]HPEUR GH 3DtV GH FRQVWLWXLomR GH 3DUWLFLSDomR $WLYR 3DVVLYR 3DWULP{QLR OtTXLGR 5HFHLWD OtTXLGD 5HVXOWDGR 7HUPLQDO 6DU]HGR %UDVLO 7HUPLQDO 3DUDRSHED %UDVLO

83/ %UDVLO $ &RPSDQKLD XWLOL]RX R EDODQoR GH GH QRYHPEUR GH SDUD FDOFXODU RV HIHLWRV GD HTXLYDOrQFLD SDWULPRQLDO GDV FROLJDGDV 7HUPLQDO 6DU]HGR H 7HUPLQDO 3DUDRSHED 2 FDSLWDO VRFLDO GD FROLJDGD 83/ p FRPSRVWR SRU GH Do}HV FRP GLUHLWR GH YRWR H GH Do}HV VHP GLUHLWR GH YRWR $ &RPSDQKLD SRVVXL GR FDSLWDO VRFLDO QmR YRWDQWH H GR WRWDO GR FDSLWDO YRWDQWH QmR H[HUFHQGR R FRQWUROH VREUH D 83/ F (PSUHHQGLPHQWRV FRQWURODGRV HP FRQMXQWR $V LQIRUPDo}HV ¿QDQFHLUDV UHVXPLGDV GD HPSUHVD FRQWURODGD HP FRQMXQWR 0RGDO HVWmR GHPRQVWUDGDV D VHJXLU L %DODQoR SDWULPRQLDO UHVXPLGR $WLYR &LUFXODQWH ,PRELOL]DGR 7RWDO GR DWLYR 3DVVLYR H 3DWULP{QLR OtTXLGR &LUFXODQWH 3DWULP{QLR OtTXLGR 7RWDO GR SDVVLYR H SDWULP{QLR OtTXLGR LL 'HPRQVWUDomR GR UHVXOWDGR UHVXPLGD 5HFHLWD OtTXLGD GH YHQGDV H VHUYLoRV &XVWR GDV YHQGDV

5HFHLWDV GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV

5HFHLWDV GHVSHVDV ¿QDQFHLUDV

3URYLVmR ,53- H &6// /XFUR OtTXLGR GR H[HUFtFLR

,02%,/,=$'2

7D[D PpGLD SRQGHUDGD 7RWDO GH HVWRTXHV GH GHSUHFLD 'HSUHFLDomR ,PRELOL]DGR 'HSUHFLDomR ,PRELOL]DGR L $ 0LQHUDomR 8VLPLQDV FRP EDVH QR VHX SODQR GH SURGXomR FODVVL¿FD QR DWLYR QmR FLUFXODQWH R HVWRTXH GH SURGXWRV FXMD H[SHFWDWLYD GH &XVWR DFXPXODGD &XVWR omR DQXDO OtTXLGR DFXPXODGD OtTXLGR UHDOL]DomR p VXSHULRU D PHVHV (P RSHUDomR LL (P GH GH]HPEUR GH IRL DSXUDGD D UHYHUVmR GH SHUGD SRU LPSDLUPHQW GH HVWRTXH GH PLQpULR GH IHUUR QR YDORU GH 5 GH (GL¿FDo}HV

GH]HPEUR GH 5 (VWD UHYHUVmR GHYH VH DR FRQVXPR GR HVWRTXH 0iTXLQDV H HTXLSDPHQWRV

,QVWDODo}HV

,0326726 $ 5(&83(5$5 0yYHLV H XWHQVtOLRV

(TXLSDPHQWRV GH LQIRUPiWLFD

&LUFXODQWH &LUFXODQWH 9HtFXORV

3,6 H &2),16 )HUUDPHQWDV H DSDUHOKRV

,&06 'LUHLWR GH 8VR

2EULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO LL

2 VDOGR GH FUpGLWR ¿VFDO GH 3,6 &2),16 DXPHQWRX HP GH GH]HPEUR GH FRQVHTXrQFLD GR MXOJDPHQWR IDYRUiYHO GD LQFRQIRUPLGDGH GD

LQFOXVmR GR ,&06 QDV EDVHV GH FiOFXOR GR 3,6 H GD &2),16 YLGH QRWD F

7HUUHQRV 7RWDO HP RSHUDomR

$',$17$0(1726 &2175$78$,6 (P REUDV $ &RPSDQKLD SRVVXL FRQWUDWR YLJHQWH DVVLQDGR HP MXOKR GH UHIHUHQWH DR DUUHQGDPHQWR GRV GLUHLWRV PLQHUiULRV FLUFXQYL]LQKRV DRV VHXV 2EUDV HP DQGDPHQWR WtWXORV PLQHUiULRV FRP GXUDomR GH DQRV FRQWDGRV D SDUWLU GH GH RXWXEUR GH GDWD HP TXH R FRQWUDWR GH DUUHQGDPHQWR IRL DXWRUL]DGR ,PSRUWDo}HV HP DQGDPHQWR SHOD $JrQFLD 1DFLRQDO GH 0LQHUDomR $10 RX DWp D H[DXVWmR GHVWDV UHVHUYDV PLQHUDLV $GLDQWDPHQWRV D IRUQHFHGRUHV $ UHPXQHUDomR PHQVDO SHOR DUUHQGDPHQWR HTXLYDOH DR YDORU DWULEXtGR SRU WRQHODGD GH PLQpULR ODYUDGR GRV GLUHLWRV PLQHUiULRV DUUHQGDGRV 2XWURV VHQGR ¿[DGR D SDUWLU GR DQR GH R YROXPH PtQLPR DQXDO GH PLOK}HV GH WRQHODGDV &DVR D ODYUD DQXDO VHMD LQIHULRU DR YROXPH DQXDO 7RWDO HP REUDV

PtQLPR ¿[DGR VHUi GHYLGR R SDJDPHQWR GH 7DNH RU 3D\ SHOD GLIHUHQoD HQWUH R YROXPH PtQLPR ¿[DGR H R YROXPH H[WUDtGR


20 | O TEMPO BELO HORIZONTE | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

$ PRYLPHQWDomR GR DWLYR LPRELOL]DGR HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU (P RSHUDomR (GL¿FDo}HV 0iTXLQDV H HTXLSDPHQWRV ,QVWDODo}HV 7HUUHQRV )HUUDPHQWDV H DSDUHOKRV 2EULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO LL

'LUHLWR GH XVR 2XWURV (P REUDV ,PRELOL]DGR HP REUDV

$GLo}HV L

$GRomR ,)56 %DL[DV

'HSUH FLDomR

7UDQVIH UrQFLDV 2XWURV

(P GH GH]HPEUR GH RV IXWXURV SDJDPHQWRV PtQLPRV HVWLPDGRV SDUD RV FRQWUDWRV GH DUUHQGDPHQWR HVWmR GHPRQVWUDGRV D VHJXLU 0HQRV GH DQR (QWUH H DQRV (QWUH H DQRV 7RWDO &RQWUDWRV GH DUUHQGDPHQWRV

$MXVWH D YDORU SUHVHQWH 2 TXDGUR D VHJXLU GHPRQVWUD R YDORU HVWLPDGR GR GLUHLWR SRWHQFLDO GH 3,6 &2),16 D UHFXSHUDU R TXDO HVWi HPEXWLGR QD FRQWUDSUHVWDomR GH DUUHQGDPHQWR FRQIRUPH RV SHUtRGRV SUHYLVWRV SDUD SDJDPHQWR )OX[R GH FDL[D 1RPLQDO $MXVWDGR D YDORU SUHVHQWH &RQWUDSUHVWDomR GR DUUHQGDPHQWR 3,6 &2),16 SRWHQFLDO

2%5,*$d­2 3$5$ 5(&83(5$d­2 $0%,(17$/ $ &RPSDQKLD SRVVXL SURYLVmR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO GDV iUHDV GHJUDGDGDV QR SURFHVVR GH H[SORUDomR PLQHUDO FXMR VDOGR HP GH GH]HPEUR GH HUD GH 5 GH GH]HPEUR GH ± 5 2V JDVWRV FRP D REULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO IRUDP UHJLVWUDGRV FRPR SDUWH GRV FXVWRV GHVWHV DWLYRV HP FRQWUDSDUWLGD GD SURYLVmR 'HSUH 7UDQVIH FLDomR UrQFLDV $GLo}HV L

%DL[DV 2XWURV TXH VXSRUWDUi WDLV JDVWRV $ $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD FRQWUDWRX XPD HPSUHVD HVSHFLDOL]DGD SDUD D DSXUDomR GHVWHV JDVWRV TXH IRUDP HVWLPDGRV GH DFRUGR FRP R OHYDQWDPHQWR WpFQLFR GH LQIRUPDo}HV HP FDPSR MXQWDPHQWH FRP R UHFRQKHFLPHQWR GD UHDOLGDGH DPELHQWDO H FRQGLo}HV GDV iUHDV DWXDOPHQWH (P RSHUDomR (GL¿FDo}HV

GHJUDGDGDV 0iTXLQDV H HTXLSDPHQWRV

$V HVWLPDWLYDV GH JDVWRV EHP FRPR D iUHD DIHWDGD SHOD DWLYLGDGH GH H[SORUDomR PLQHUDO VmR UHYLVWDV SHULRGLFDPHQWH DMXVWDQGR VH VHPSUH ,QVWDODo}HV

TXH QHFHVViULR RV YDORUHV Mi FRQWDELOL]DGRV 7HUUHQRV $ PRYLPHQWDomR GD SURYLVmR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU )HUUDPHQWDV H DSDUHOKRV

2EULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO 6DOGR LQLFLDO LL

$GLomR

9DULDomR PRQHWiULD 2XWURV

%DL[D (P REUDV ,PRELOL]DGR HP REUDV

3529,6­2 3$5$ '(0$1'$6 -8',&,$,6

$ PRYLPHQWDomR GDV SURYLV}HV SDUD GHPDQGDV MXGLFLDLV SRGH VHU DVVLP GHPRQVWUDGD L $V DGLo}HV GR LPRELOL]DGR FRPSUHHQGHP FRPSUDV j YLVWD QR YDORU GH 5 LL &RPSUHHQGH FRQWDELOL]DomR GH REULJDomR SDUD UHFXSHUDomR DPELHQWDO D VHU UHDOL]DGD FRQIRUPH TXDQWLGDGH GH PDWHULDO H[WUDtGR GDV PLQDV 6DOGR LQLFLDO $GLo}HV 520 5XQ RI 0LQH DSURSULDGR QR SHUtRGR DQXDO FRPR GHSUHFLDomR YLGH LWHP H

(P GH GH]HPEUR GH D GHSUHFLDomR IRL UHFRQKHFLGD QDV UXEULFDV ³&XVWRV GDV YHQGDV´ ³'HVSHVDV FRP YHQGDV´ ³'HVSHVDV JHUDLV -XURV DWXDOL]Do}HV $PRUWL]Do}HV EDL[DV

H DGPLQLVWUDWLYDV´ H ³2XWUDV GHVSHVDV RSHUDFLRQDLV´ QR PRQWDQWH GH 5 5 5 H 5 GH GH]HPEUR GH 5HYHUV}HV

5 5 5 H 5 UHVSHFWLYDPHQWH

7UDQVIHUrQFLDV HQWUH FLUFXODQWH H QmR FLUFXODQWH ,17$1*Ë9(/ D

'HPDQGDV SURYiYHLV $ VHJXLU HVWi GHPRQVWUDGD D PRYLPHQWDomR GR DWLYR LQWDQJtYHO 'LUHLWRV PLQHUiULRV L

6HUYLGmR PLQHUiULD 2XWURV LL

7RWDO $ SURYLVmR SDUD GHPDQGDV MXGLFLDLV IRL FRQVWLWXtGD SDUD ID]HU IDFH jV SHUGDV SURYiYHLV HP SURFHVVRV DGPLQLVWUDWLYRV H MXGLFLDLV HP YDORU MXOJD 9DORU UHVLGXDO HP GH GH]HPEUR GH GR VX¿FLHQWH SHOD $GPLQLVWUDomR VHJXQGR D DYDOLDomR H SRVLomR GRV VHXV FRQVXOWRUHV MXUtGLFRV LQWHUQRV H H[WHUQRV $V FDXVDV PDLV UHOHYDQWHV $GLo}HV HP GH GH]HPEUR GH H HVWmR GHVFULWDV DEDL[R $PRUWL]DomR

'HVFULomR 7UDQVIHUrQFLDV 3RVLomR 6DOGR 6DOGR 6DOGRV HP GH GH]HPEUR GH $o}HV HQYROYHQGR HPSUHJDGRV H[ HPSUHJDGRV SUySULRV H &XVWR WRWDO WHUFHLURV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV TXH SOHLWHLDP YHUEDV WUDEDOKLVWDV $JXDUGDQGR MXOJDPHQWR SHUDQWH RV yUJmRV FRPSHWHQWHV HP LQVWkQFLDV GLYHUVDV $PRUWL]DomR DFXPXODGD

H SURFHVVRV DGPLQLVWUDWLYRV $omR YLVDQGR DR DIDVWDPHQWR GD FREUDQoD GDV 7D[DV GH &RQWUROH +RPRORJDGD D GHVLVWrQFLD GD DomR H FRQYHU 9DORU UHVLGXDO HP GH GH]HPEUR GH L 2V GLUHLWRV PLQHUiULRV VmR DPRUWL]DGRV GH DFRUGR FRP D H[DXVWmR GDV PLQDV 0RQLWRUDPHQWR H )LVFDOL]DomR GDV $WLYLGDGHV GH 3HVTXLVD /DYUD VmR GR VDOGR WRWDO GRV GHSyVLWRV HP UHQGD LL 5HIHUH VH EDVLFDPHQWH D VRIWZDUHV FRP WD[D PpGLD GH DPRUWL]DomR GH D D SDUD R (VWDGR ([SORUDomR H $SURYHLWDPHQWR GH 5HFXUVRV 0LQHUiULRV ± 7)50 'LUHLWRV PLQHUiULRV L 6HUYLGmR PLQHUiULD 2XWURV LL

7RWDO 3URFHGLPHQWR DUELWUDO SRU PHLR GD TXDO D 5HTXHUHQWH SUHWHQGH 9DORU UHVLGXDO HP GH GH]HPEUR GH R UHHPEROVR GRV SUHMXt]RV H FXVWRV DGLFLRQDLV DOHJDGDPHQWH 6HQWHQoD DUELWUDO SURIHULGD ¿UPDGR DFRUGR GH $GLo}HV VXSRUWDGRV GXUDQWH D H[HFXomR GDV REUDV GH FRQVWUXomR GD 1RYD SDJDPHQWR HQWUH DV SDUWHV $PRUWL]DomR

,70 )ULiYHO )ORWDomR QR 0XQLFtSLR GH ,WDWLDLXoX 0* 7UDQVIHUrQFLDV $SyV VHQWHQoD GHVIDYRUiYHO HP SULPHLUD $omR GH LQGHQL]DomR DOHJDQGR VXSRVWR SUHMXt]R GHFRUUHQWH GH &RQVWLWXLomR UHYHUVmR ,PSDLUPHQW LQVWkQFLD TXH IRL PDQWLGD QR 7ULEXQDO IRL 6DOGRV HP GH GH]HPEUR GH GHVFXPSULPHQWR GR FRQWUDWR H SUD]RV FHOHEUDGRV HQWUH DV SDUWHV FHOHEUDGR DFRUGR HQWUH DV SDUWHV H HQFHUUDGR &XVWR WRWDO R SURFHVVR

$PRUWL]DomR DFXPXODGD 6HQWHQoD SURIHULGD MXOJDGR SURFHGHQWH 9DORU UHVLGXDO HP GH GH]HPEUR GH $omR GH LQVWLWXLomR GH VHUYLGmR PLQHUiULD FRP SHGLGR GH DQWHFL $JXDUGD VH FXPSULPHQWR GD VHQWHQoD FRP SDomR GRV HIHLWRV GD WXWHOD DXWRUL]DQGR D D UHDOL]DU DV DWLYLGDGHV SDJDPHQWR GD LQGHQL]DomR SHOD LQVWLWXLomR L 2V GLUHLWRV PLQHUiULRV VmR DPRUWL]DGRV GH DFRUGR FRP D H[DXVWmR GDV PLQDV QHFHVViULDV SDUD R OLFHQFLDPHQWR H H[SORUDomR PLQHUDO QD iUHD GD VHUYLGmR LL 5HIHUH VH EDVLFDPHQWH D VRIWZDUHV FRP WD[D PpGLD GH DPRUWL]DomR GH D D (P GH GH]HPEUR GH D DPRUWL]DomR GR LQWDQJtYHO IRL UHFRQKHFLGD QDV UXEULFDV ³&XVWRV GDV YHQGDV´ H ³'HVSHVDV JHUDLV H DGPLQLVWUD $XWXDomR SRU DOHJDGD GHJUDGDomR DPELHQWDO SRU DVVRUHDPHQWR (P SURFHVVR DOWHUDGR SDUD LQWHUSRVL GD PLFUREDFLD D MXVDQWH omR GH UHFXUVR WLYDV´ QRV PRQWDQWHV GH 5 H 5 UHVSHFWLYDPHQWH GH GH]HPEUR GH 5 H 5 L $V DGLo}HV GR LPRELOL]DGR FRPSUHHQGHP FRPSUDV j YLVWD QR YDORU GH 5

9$/25 5(&83(5È9(/ '( $7,926 ,03$,50(17 1­2 ),1$1&(,526

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3$75,0Ð1,2 /Ë48,'2

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'LYLGHQGRV DGLFLRQDLV SDJRV LL

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5 5 L 2ULXQGR GR EHQHItFLR WULEXWiULR DFRUGR %UDVLO -DSmR GH XP GRV DFLRQLVWDV $ DOtTXRWD HIHWLYD GH ,55) QR SDJDPHQWR GH MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR IRL GH LL 2V GLYLGHQGRV DGLFLRQDLV GH 5 UHIHUHQWHV D IRUDP GHOLEHUDGRV H SDJRV HP LLL &DOFXODGR FRP EDVH QR PRQWDQWH EUXWR $ PRYLPHQWDomR GRV GLYLGHQGRV H GRV MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR D SDJDU HVWi GHPRQVWUDGD D VHJXLU 1DWXUH]D 'LYLGHQGRV D SDJDU QR LQtFLR GR H[HUFtFLR 'LYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR DGLFLRQDLV GR H[HUFtFLR DQWHULRU 3DJDPHQWR GH GLYLGHQGRV H GRV MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR

'LYLGHQGRV H MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR SURSRVWRV 7RWDO GRV GLYLGHQGRV OtTXLGRV D SDJDU QR ¿P GR H[HUFtFLR


O TEMPO BELO HORIZONTE| TERÃ&#x2021;A-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 21

Mineração Usiminas S.A. CNPJ nº 12.056.613/0001-20

2 HVWDWXWR VRFLDO GD &RPSDQKLD GHWHUPLQD D GLVWULEXLomR GH XP GLYLGHQGR PtQLPR REULJDWyULR GH GR UHVXOWDGR GR SHUtRGR DMXVWDGR QD IRUPD GD OHL 2V GLYLGHQGRV D SDJDU IRUDP GHVWDFDGRV GR SDWULP{QLR OtTXLGR QR HQFHUUDPHQWR GR H[HUFtFLR H UHJLVWUDGRV FRPR REULJDomR QR 'HVSHVDV ¿QDQFHLUDV -XURV VREUH SDVVLYRV FRQWLQJHQWHV SDVVLYR (IHLWRV PRQHWiULRV &RQIRUPH UHXQLmR GR &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR UHDOL]DGD HP GH VHWHPEUR GH IRL DSURYDGR R SDJDPHQWR GH GLYLGHQGRV DGLFLRQDLV 5HDOL]DomR GR DMXVWH D YDORU SUHVHQWH GH IRUQHFHGRUHV FRUUHVSRQGHQWHV GR OXFUR OtTXLGR GR H[HUFtFLR VRFLDO GH VHQGR QHFHVViULR UHYHUU HU R YDORU GH 5 UHFRQKHFLGRV FRPR UHVHUU D 3,6 H &2),16 VREUH UHFHLWDV ¿QDQFHLUDV GH LQYHVWLPHQWRV H FDSLWDO GH JLUR SDUD FRPSRU R YDORU GHVWLQDGR DRV DFLRQLVWDV UHIHUHQWH DR UHVXOWDGR GR H[HUFtFLR GH 5HVXOWDGR GDV RSHUDo}HV GH KHGJH $ $GPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD DSURYRX HP UHXQLmR GR &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR UHDOL]DGD HP GH GH]HPEUR GH D GLVWULEXLomR 2XWUDV GHVSHVDV ¿QDQFHLUDV GH MXURV VREUH FDSLWDO SUySULR D VHXV DFLRQLVWDV QR YDORU EUXWR GH 5 FDOFXODGRV FRP EDVH QD YDULDomR GD 7D[D GH -XURV D /RQJR 3UD]R 7-/3 LPSXWDQGR R YDORU OtTXLGR GH 5 DR YDORU GR GLYLGHQGR PtQLPR REULJDWyULR UHIHUHQWH DR UHVXOWDGR GR H[HUFtFLR GH *DQKRV H SHUGDV FDPELDLV OtTXLGRV

5(&(,7$

$ UHFRQFLOLDomR GD UHFHLWD EUXWD SDUD D UHFHLWD OtTXLGD p FRPR VHJXH

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75 5 16$d®(6 &20 3$57(6 5(/$&,21$'$6 2V SULQFLSDLV VDOGRV H WUDQVDo}HV FRP SDUU HV UHODFLRQDGDV VmR RV VHJXLQWHV D $WLYR FLUFXODQWH &RQWDV D UHFHEHU GH FOLHQWHV 'LYLGHQGRV D UHFHEHU

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'LYLGHQGRV D UHFHEHU

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2XWUDV SDUU HV UHODFLRQDGDV L

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7RWDO 5HVXOWDGR QD YHQGD EDL[D GH LPRELOL]DGR LQYHVWLPHQWR H LQWDQJtYHO L (P GH]HPEUR GH YLVDQGR DR HTXLOtEULR HFRQ{PLFR ¿QDQFHLUR GR FRQWUDWR GH WUDQVSRUU H GH PLQpULR GH IHUUR HQWUH D 056 H D &RPSDQKLD 5HVXOWDGR QD YHQGD GH HQHUJLD HOpWULFD H[FHGHQWH DV 3DUU HV DFRUGDUDP HP FDUiWHU H[FHSFLRQDO D VXVSHQVmR GD H[HFXomR GR &RQWUDWR PHGLDQWH R SDJDPHQWR GH LQGHQL]DomR j 056 (P 5HYHUVmR SHUGD SRU YDORU UHFXSHUiYHO GH DWLYRV LPSDLUPHQW L

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2V YDORUHV D SDJDU D HPSUHVDV OLJDGDV FODVVL¿FDGRV FRPR IRUQHFHGRUHV VmR SULQFLSDOPHQWH GHFRUUHQWHV GH RSHUDo}HV GH FRPSUDV FRQIRUPH 3URYLVmR SDUD SHUGD ,&06

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RELATÃ&#x201C;RIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÃ&#x2021;Ã&#x2022;ES FINANCEIRAS $RV $GPLQLVWUDGRUHV H $FLRQLVWDV 0LQHUDomR 8VLPLQDV 6 $ 2SLQLmR ([DPLQDPRV DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV 6 $ ³&RPSDQKLD´ TXH FRPSUHHQGHP R EDODQoR SDWULPRQLDO HP GH GH]HPEUR GH H DV UHVSHFWLYDV GH PRQVWUDo}HV GR UHVXOWDGR GR UHVXOWDGR DEUDQJHQWH GDV PXWDo}HV GR SDWULP{QLR OtTXLGR H GRV Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D SDUD R H[HUFtFLR ¿QGR QHVVD GDWD EHP FRPR DV FRUUHVSRQGHQWHV QRWDV H[SOLFDWLYDV LQFOXLQGR R UHVXPR GDV SULQFLSDLV SROtWLFDV FRQWiEHLV (P QRVVD RSLQLmR DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV DFLPD UHIHULGDV DSUHVHQWDP DGHTXDGD PHQWH HP WRGRV RV DVSHFWRV UHOHYDQWHV D SRVLomR SDWULPRQLDO H ¿QDQFHLUD GD 0LQHUDomR 8VLPLQDV 6 $ HP GH GH]HPEUR GH R GHVHPSHQKR GH VXDV RSHUDo}HV H RV VHXV Ã&#x20AC;X[RV GH FDL[D SDUD R H[HUFtFLR ¿QGR QHVVD GDWD GH DFRUGR FRP DV SUiWLFDV FRQWiEHLV DGRWDGDV QR %UDVLO H DV QRUPDV LQWHUQDFLRQDLV GH UHODWyULR ¿QDQFHLUR ,)56 HPLWLGDV SHOR ,QWHUQDWLRQDO $FFRXQWLQJ 6WDQGDUGV %RDUG ,$6% %DVH SDUD RSLQLmR 1RVVD DXGLWRULD IRL FRQGX]LGD GH DFRUGR FRP DV QRUPDV EUDVLOHLUDV H LQWHUQDFLRQDLV GH DXGLWRULD 1RVVDV UHVSRQVDELOLGDGHV HP FRQIRUPLGDGH FRP WDLV QRUPDV HVWmR GHVFULWDV QD VHomR D VHJXLU LQWLWXODGD ³5HVSRQVDELOLGDGHV GR DXGLWRU SHOD DXGLWRULD GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV´ 6RPRV LQGHSHQGHQWHV HP UHODomR j &RPSDQKLD GH DFRUGR FRP RV SULQFtSLRV pWLFRV UHOHYDQWHV SUHYLVWRV QR &yGLJR GH eWLFD 3UR¿VVLRQDO GR &RQWDGRU H QDV QRUPDV SUR ¿VVLRQDLV HPLWLGDV SHOR &RQVHOKR )HGHUDO GH &RQWDELOLGDGH H FXPSULPRV FRP DV GHPDLV UHVSRQVDELOLGDGHV pWLFDV FRQIRUPH HVVDV QRUPDV $FUHGLWDPRV TXH D HYLGrQFLD GH DXGLWR ULD REWLGD p VX¿FLHQWH H DSURSULDGD SDUD IXQGDPHQWDU QRVVD RSLQLmR 2XWUDV LQIRUPDo}HV TXH DFRPSDQKDP DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV H R UHODWyULR GR DXGLWRU $ DGPLQLVWUDomR GD &RPSDQKLD p UHVSRQViYHO SRU HVVDV RXWUDV LQIRUPDo}HV TXH FRPSUH HQGHP R 5HODWyULR GD $GPLQLVWUDomR 1RVVD RSLQLmR VREUH DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV QmR DEUDQJH R 5HODWyULR GD $GPLQLV WUDomR H QmR H[SUHVVDPRV TXDOTXHU IRUPD GH FRQFOXVmR GH DXGLWRULD VREUH HVVH UHODWyULR (P FRQH[mR FRP D DXGLWRULD GDV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV QRVVD UHVSRQVDELOLGDGH p D GH OHU R 5HODWyULR GD $GPLQLVWUDomR H DR ID]r OR FRQVLGHUDU VH HVVH UHODWyULR HVWi GH IRUPD UHOHYDQWH LQFRQVLVWHQWH FRP DV GHPRQVWUDo}HV ¿QDQFHLUDV RX FRP QRVVR FRQKHFLPHQWR REWLGR QD DXGLWRULD RX GH RXWUD IRUPD DSDUHQWD HVWDU GLVWRUFLGR GH IRUPD UHOHYDQWH 6H FRP EDVH QR WUDEDOKR UHDOL]DGR FRQFOXLUPRV TXH Ki GLVWRUomR UHOHYDQWH QR 5HODWyULR GD

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22 | O TEMPO Belo Horizonte | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020

Diretoria. Carlos Ferreira diz que o termo “reconstrução” cabe agora para todos os clubes; Raposa avalia os impactos

SUPER.FC

Cruzeiro estuda novas medidas contra a crise CRUZEIRO/YOUTUBE/REPRODUÇÃO

¬ JOSIAS PEREIRA ¬ A pandemia

do novo coronavírus traz desafios para todos os setores. A inevitável crise financeira, reflexo das atividades suspensas por causa do isolamento social, também atinge com força a indústria esportiva. O futebol, o principal esporte do país, sente os reflexos da crise. Em entrevista à reportagem do SUPER.FC, Carlos Ferreira, gestor do departamento de futebol do Cruzeiro, reforçou a preocupação com a paralisação das atividades e fez coro a uma recente fala de Alexandre Mattos, diretor de futebol do Atlético, que apontou a situação como desesperadora para os clubes de todo o país. Na visão de Carlos Ferreira, o termo “reconstrução”, que vinha sendo peculiar ao clube celeste, passará a ser mote para todos os times brasileiros. “Ele (Mattos) está certíssimo, se perdurar por muito tempo esta crise, certamente os clubes não conseguirão se manter. Ontem o termo ‘reconstrução’ era peculiar ao Cruzeiro, hoje é comum a todos os clubes do Brasil, todos terão que se reconstruir”, apontou o dirigente cruzeirense. O Cruzeiro vem fazendo um estudo para avaliar os impactos da crise financeira. Após as férias coletivas concedidas, uma das possíveis medidas a serem tomadas é a redução salarial. Caso a situação do Covid-19 se mantenha, o clube celeste pode reduzir em 25% os salários de todos os funcionários quando do retorno das férias, que está programado para o próximo dia 21.

Conselho passa a gestão a limpo para os candidatos

Carlos Ferreira faz questão de ressaltar que o Cruzeiro vai seguir os protocolos dos órgãos de saúde

Hoje, a Comissão Nacional de Clubes (CNC) vai se reunir novamente por videoconferência para tratar do assunto no futebol no país. O Cruzeiro vai participar do encontro. Carlos Ferreira revelou uma certa pressão dos clubes do Rio para o retorno aos treinamentos, mas todas as iniciativas em torno da retomada dos campeonatos estão no campo das hipóteses. O clube celeste aguarda e

vai seguir os protocolos dos órgãos de saúde. “Existe uma pressão muito grande dos clubes, principalmente do Rio, para volta aos treinos no retorno das férias. Por enquanto, tudo caminha no campo das hipóteses. Estamos atentos, vamos aguardar os protocolos dos órgãos de saúde para depois vermos as possibilidades de retorno (do futebol)”, declarou o dirigente do Cruzeiro.

Nova realidade. “Estamos ainda aguardando uma resposta à nossa proposta de acordo. Acho que nesta semana eles (representantes de Dodô) irão se manifestar. A base da nossa proposta está em consonância com os acordos pactuados com os demais jogadores no início do ano”, declarou o gestor Carlos Ferreira. Recentemente, o técnico Enderson Moreira rasgou elogios a Dodô e disse estar na torcida por um acordo, uma vez que o jogador se enquadra ao perfil de nomes que o clube busca.

25%

de redução salarial é uma das medidas que podem ser tomadas pelo clube celeste

21

de abril é a data prevista para o retorno das atividades do elenco do Cruzeiro

¬ Em reunião realizada por meio de videoconferência na tarde de ontem, o Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro apresentou o balanço do clube a seis candidatos à presidência da instituição e do conselho deliberativo para as eleições do dia 21 de maio. O encontro serviu para que os membros do conselho gestor divulgassem os números da atual gestão aos postulantes ao cargo para que eles possam começar a trabalhar, de forma antecipada, no planejamento de gestão, como explica o presidente do Núcleo, Saulo Fróes. “Hoje (ontem) foi apresentado, a todos os potenciais candidatos à presidência do Cruzeiro e, inclusive, do conselho deliberativo, um raio-X da situação atual do clube no que diz respeito à parte administrativa, operacional e financeira. Essa apresentação tem o cunho de oferecer a esses candidatos conhecimento prévio do que acontece no Cruzeiro, para que já possam fazer a programação prévia de gestão e já tenham conhecimento”, explicou Saulo Fróes. O dirigente celeste ainda ressaltou a importância de se dar total transparência a todos em relação às medidas que foram tomadas em pouco mais de cem dias de gestão e repassá-las aos candidatos, para facilitar o trabalho do novo presidente, que assumirá até dezembro deste CRISTIANE MATTOS-18.11.2019

À espera de Dodô Repactuação. O Cruzeiro espera obter nesta semana uma sinalização por parte dos representantes do lateral-esquerdo Dodô sobre a proposta de repactuação contratual oferecida ao atleta. Em contato com o SUPER.FC, Carlos Ferreira, gestor do futebol celeste, falou sobre o que foi ofertado ao jogador, que segue no mercado. As cifras seriam de acordo com o que o clube celeste ofereceu aos demais atletas do elenco no início da temporada.

Transparência

Interesse do clube. Outro que comentou sobre a possibilidade de retorno de Dodô ao elenco foi Ricardo Drubscky, diretor de futebol do Cruzeiro, em entrevista à rádio Super 91,7 FM. “A volta do Dodô é de interesse do Cruzeiro, da diretoria e da comissão técnica. Ele é jogador do Cruzeiro, mas algumas coisas no início do ano perturbaram a permanência dele. Mas, agora, estamos tentando fazer a readequação de algumas questões para que ele possa voltar”, declarou Drubscky.

ano. “É uma inovação que o conselho gestor fez e que a gente julga de suma importância para que a nova diretoria possa fazer um planejamento adequado e, principalmente, para que tenham conhecimento dos números e para que possam entender o que acontece no clube atualmente. Nossa ideia é dar uma total transparência e mostrar para todos o que foi feito em pouco mais de cem dias de gestão, em que nós recebemos um clube em situação de penúria. Hoje, o Cruzeiro se encontra em uma situação muito mais confortável. Temos certeza de que esse trabalho que foi feito vai ser muito importante para o novo presidente”, completou Fróes. CONCORRENTES. Devem con-

correr à presidência do Cruzeiro no dia 21 de maio o advogado Sérgio Rodrigues e o ex-vice presidente do clube Ronaldo Granata. Além deles, o empresário Giovane Baroni aguarda definições para decidir se vai confirmar sua candidatura à presidência do conselho deliberativo ou se passará a pleitear uma vaga na presidência do clube contra Sérgio Rodrigues e Ronaldo Granata. Os três participaram do encontro de ontem, assim como os candidatos ao conselho deliberativo: Paulo Sifuentes, Luiz Carlos Rodrigues e Paulo Pedrosa. (Lohanna Lima)

Coletivo 21 Obras disponíveis. O Coletivo 1921, de torcedores do Cruzeiro, está disponibilizando suas obras na internet. Seis filmes serão exibidos no canal do grupo no Youtube. “Eterno, um capítulo incontestável” é a primeira obra, liberada desde ontem. Amanhã terá ‘Uma estrela centenária’. Na sexta, a sessão contará com ‘Os reis da América’ e ‘Partizan Barro Preto’. No domingo, ‘Cruzeiro de fé’. E, no dia 21, ‘Azul Escuro’, filme vencedor do Cinefoot 2019.

Lateral-esquerdo Dodô avalia proposta celeste de redução salarial


O TEMPO Belo Horizonte | TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 | 23

SUPER.FC

Caso Maicosuel. Clube envia solicitação à entidade máxima do futebol para prorrogar a data limite

Atlético pede prazo à Fifa para pagar dívida JOÃO GODINHO-16.11.2016

¬ DANIEL OTTONI ¬ O Atlético,

mesmo já tendo os recursos para pagamento da dívida de cerca de R$ 10 milhões (1,8 milhão de euros) com a Udinese, da Itália, envolvendo a compra, em 2014, do meiaatacante Maicosuel, fez contato com a Fifa para prorrogação do prazo. Até então, a data limite estipulada pela entidade máxima do futebol para que o alvinegro quite seu débito com o clube italiano é o dia 28 deste mês. A ideia da diretoria atleticana é que a prorrogação aconteça pelo prazo de seis meses, considerando, inclusive, as dificuldades que os clubes de futebol em geral estão vivendo neste momento em virtude da paralisação das competições devido à pandemia do novo coronavírus. Maicousel foi comprado na época por 3,3 milhões de euros. Boa parte do valor já foi quitado. Usando a crise financeira em todo mundo, em virtude do coronavírus, como argumento, a diretoria do Atlético fez solicitação formal à entidade que rege o futebol mundial. O clube alvinegro tem outras prioridades no momento, como pagamento de funcionários e jogadores, para utilizar o recurso e por esse motivo espera “bom senso” da Fifa para que o prazo seja estendido. Assim como todos os clubes, o Atlético vê seu calendário de 2020 parado e não tem receitas de venda de ingressos e camisas e transação de atletas. Porém, se não efetuar o pagamento, correrá o risco de perder pontos no Campeonato Brasileiro.

R$ 10 milhões é o valor aproximado da dívida que o Galo tem com a Udinese

28 de abril é a data fixada pela Fifa como prazo máximo para o Galo quitar a dívida

3,3 milhões de euros é o valor total da compra de Maicosuel; boa parte foi quitada

Dupla de craques

Reinaldo elege Marcelo como melhor parceiro

Dívida do Atlético com a Udinese, da Itália, referente à transferência do meia Maicosuel, em 2014, foi parar na entidade máxima do futebol

Duke

www.dukechargista.com.br

O Bomba Éder Aleixo. Na live da TV Galo, o ídolo Reinaldo citou outros craques. “Depois dele (Marcelo Oliveira), o Cerezo e o Bomba (apelido de Éder Aleixo) me fizeram artilheiro. O Bomba parecia que colocava a bola com a mão até, me colocava na cara do gol e foi um grande parceiro também.”

¬ Ao longo de sua carreira, Reinaldo, um dos maiores ídolos da história do Atlético, jogou ao lado de grandes nomes: Toninho Cerezo, Éder Aleixo, entre outros no Galo, e Zico, Sócrates, Falcão e outros gênios na seleção brasileira. No entanto, o Rei, considerado por muitos o craque que mais se aproximou de Pelé no país, elegeu outro como o melhor parceiro que teve na carreira. O craque escolheu Marcelo Oliveira, meia com quem atuou durante quase uma década no Atlético, como o melhor parceiro que teve como jogador. O camisa 10 deu várias e várias assistências para o Rei no Galo. “O Marcelo foi o melhor parceiro de ataque que tive. Ele tinha alegria de me dar o gol, gostava de me colocar na cara do gol. Fizemos coisas incríveis juntos desde a categoria juvenil e depois no profissional. Quando o Marcelo foi embora, realmente deixou um vazio muito grande”, disse o eterno craque durante live da TV Galo, na tarde de ontem. Reinaldo e Marcelo fizeram uma parceria de enorme sucesso nos anos 1970 no Galo. O ex-atacante é o maior artilheiro da história do clube, com 255 gols. Já o ex-meia balançou as redes 104 vezes. (Da Redação)


Atlético. Diretoria faz pedido à Fifa para prorrogar prazo de pagamento à Udinese. Página 23

SUPER.FC

Página 22

JOÃO GODINHO-2.8.2019

VVVV otempo.com.br

O TEMPO BELO HORIZONTE TERÇA-FEIRA, 14 DE ABRIL DE 2020 TEL: (31) 2101-3921

Dodô avalia proposta para voltar ao Cruzeiro.

Editor: Frederico Jota - frederico.jota@otempo.com.br e-mail: superfc@otempo.com.br twitter: @supernoticiafm Atendimento ao assinante: (31) 2101-3838

ACERVO CBF

O 1º ato do tri SUPER.FC conta história da Copa de 70; Brasil brilhou já na estreia ¬ FREDERICO JOTA ¬ A partir de hoje, o torcedor brasileiro

terá a oportunidade de acompanhar os seis jogos da campanha do tricampeonato mundial da seleção brasileira, em 1970. A conquista completa 50 anos em junho, e o canal SporTV vai reprisar as partidas sempre às 19h, a começar por hoje, com a estreia diante da Tchecoslováquia. Nos próximos dias, o SUPER.FC traz um pouco da história de cada duelo (leia as matérias completas em www.superfc.com.br) Em 3 de junho, o Brasil estreou, no estádio Jalisco, em Guadalajara, e 52.897 pessoas pagaram ingresso para ver verdadeiro espetáculo verde e amarelo, especialmente no segundo tempo, quando a seleção brasileira chegou aos 4 a 1 e assumiu a liderança do grupo C, que tinha ainda Inglaterra e Romênia. O jogo foi o primeiro de um Mundial a ser transmitido via satélite para o Brasil. Apesar de a transmissão ser colorida, a maioria absoluta dos brasileiros tinha TV em preto e branco. Petras abriu o placar para os tchecos, aos 10 minutos. Aos 17, Rivellino empatou de falta. Aos 41, Pelé chutou de antes do meio-campo e a bola passou a centímetros do gol de Viktor. Um dos lances mais espetaculares de todas as Copas. No segundo tempo, Pelé fez 2 a 1, aos 14 minutos. Cinco minutos depois, Jairzinho ampliou. Ele mesmo fechou o placar ao 37.

2 13/4

LOTERIA

2 11/4

2 31/3

Lotomania

Dupla Sena

concurso 2.069

1º sorteio

12 13 15 23 30 44

2º sorteio

05 06 10 15 37 50

ÍNDICE

u Caderno A

concurso 2.064

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Coronavírus Aparte

2 18/3

Lotofácil 01

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Política Magazine

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12 13

2 11/4

Federal

concurso 5.477

1º prêmio 2º prêmio 3º prêmio 4º prêmio 5º prêmio

50.411 64.624 92.652 44.129 78.488

Opinião Super FC

u Caderno

14 e 15 22 a 24

Mega Sena 05

15

concurso 2.251 22

2 11/4 Timemania 03

asdasd

13

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26

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2 13/4 Quina 02

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O TEMPO publica diariamente o resultado das loterias. Fique atento ao número do sorteio.

concurso 1.470 37

50

51

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Atendimento ao assinante Capital e Grande BH 2101-3838 Interior 0800-703-4001

* Até o fechamento desta edição, a Caixa não havia divulgado o resultado do sorteio.


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