





















ntre 1818 e 1875, Fortaleza vive um acontecimento silencioso e profundo: a tentativa de domesticar a Cidade por meio do planejamento urbano. O conflito já não se resolve nas ruas armadas, mas nos mapas. A política se desloca do confronto direto para a racionalização do espaço. A ruptura consiste na passagem da cidade orgânica, irregular e contingente para a cidade projetada, quadriculada, previsível. Mas é preciso dizer com precisão: os dois planos que inscrevem Fortaleza como xadrez não nascem do mesmo lugar, nem da mesma razão. São duas ilustrações distintas atravessando o mesmo chão de areia, e é nessa diferença que se esconde grande parte do destino urbano da Capital.
A planta de Antônio José da Silva Paulet, de 1818, é filha tardia do Iluminismo português, daquela vertente específica forjada sob o Marquês de Pombal e seus engenheiros militares. Pombal foi o ministro que, depois do terremoto de Lisboa de 1755, redesenhou a Baixa Pombalina como manifesto: a cidade racional como prova de



















que o Estado podia mais que a natureza. Reerguer Lisboa em quarteirões regulares foi um ato político, afirmar que a Razão de Estado prevalecia sobre o caos do mundo. Esse iluminismo tem assinatura própria. Não é o iluminismo enciclopédico francês, voltado à crítica da autoridade. É um iluminismo de Estado, militar, regalista, que pensa o território como extensão da soberania.





A Aula do Comércio, a reforma da Universidade de Coimbra em 1772, a expulsão dos jesuítas, a criação do Real Corpo de Engenheiros, tudo compõe uma engenharia política em que medir, alinhar e cadastrar são operações de poder.
Governar é tornar legível. A cidade pombalina é a cidade que o rei pode ler de cima.
Silva Paulet, tenente-coronel português de ascendência francesa formado no Real Corpo de Engenheiros, traz para Fortaleza essa gramática. Sua planta não inventa o lugar: propõe enquadrar o que existia em arruamentos retos, partindo da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção em direção ao sertão, desprezando deliberadamente o sentido orgânico de crescimento que acompanhava as tortuosidades do riacho Pajeú. É o gesto pombalino transposto ao Brasil litorâneo, a tentativa de impor à vila informe a legibilidade que constitui a condição básica do Estado moderno. O que estava ali: caminhos de gado, veredas de comércio, capelas, palhoças, devia ser reescrito numa malha que a Coroa pudesse inspecionar.
Há aqui uma operação epistêmica decisiva, que pertence à episteme clássica analisada por Foucault em “As palavras e as coisas”: aquela em que, depois da Lógica de Port-Royal, as palavras se separam definitivamente das coisas e o mundo passa a ser ordenado por análise, identidade e diferença, não mais por semelhança. O traço pombalino supõe que a realidade pode ser corrigida pela forma, que basta desenhar para ordenar. É o sonho cartesiano aplicado ao chão: o espaço como “res extensa”, mensurável, divisível e neutro. A cidade real, com seus desvios, becos e usos, é tratada como erro a ser retificado. Paulet inaugura em Fortaleza essa fé: a de que a planta antecede e funda o real, embora o plano em xadrez, longe de ser invenção renascentista, venha de muito antes, das cidades etruscas, das colônias gregas da Sicília, das “bastides” do sudoeste francês do século XIV, das cidades coloniais alemãs orientais e das fundações espanholas no Novo Mundo. O xadrez é, em sua história longa, sinônimo de planificação e ferramenta privilegiada do loteamento, solução de extrema facilidade quando se quer entregar o solo às leis do mercado.
Cinquenta e sete anos depois, Adolfo Herbster muda o registro. Seu plano de 1875 não é mais pombalino. É filho do Segundo Império francês, da reforma de Paris conduzida pelo Barão Haussmann entre 1853 e 1870 sob Napoleão III. Herbster, engenheiro da Província do Ceará e da Câmara Municipal, traz a Fortaleza uma outra ilustração: aquela em que a cidade se projeta para “fazer aparecer” uma sociedade. Haussmann não foi apenas um urbanista. Foi um cirurgião político. Rasgou Paris medieval em bulevares retilíneos por razões entrelaçadas: circular mercadorias e ar (a higiene como discurso burguês), impedir barricadas (a memória de junho de 1848 estava viva), produzir uma cena monumental, e, sobretudo, como mostraram os estudos mais recentes da urbanística francesa, colocar em ação, pela primeira vez na história, uma gigantesca máquina de criação de valores imobiliários. As intenções foram múltiplas e se encaixaram umas nas outras: vias estratégicas, redução de bairros insalubres, destruição do meio ambiente inquietante das classes perigosas, valorização dos espaços, aburguesamento da Cidade. Walter Benjamin, nas “Passagens”, leu Paris haussmanniana como o palco em que o capitalismo do século XIX se autorrepresenta: a cidade vira fantasmagoria, vitrine de si mesma.
Herbster trabalha sob essa luz, mas é preciso resistir à transposição literal. Como observou com argúcia Liberal de Castro, Fortaleza encontrou uma maneira indolor de participar das proposições haussmannianas. Foi uma haussmanização doce. A diferença é decisiva. Em Paris, Haussmann executou uma renovação-convenção, em que uma nova sociedade se impôs sobre uma antiga, uma nova estrutura urbana sobre uma antiga, com a violência da expropriação e a alavanca do crédito público. Em Fortaleza, Herbster manteve o traçado original de Silva Paulet, conferindo-lhe três bulevares, as atuais avenidas Imperador, Duque de Caxias e Dom Manuel e estendendo o xadrez aos subúrbios. Não havia aqui as barricadas formidáveis de junho de 1848 a serem desmontadas, nem a relação de
forças entre frações da classe dominante e o povo que tornou a cirurgia parisiense politicamente urgente. Tratar as reformas Herbster como evento radical refundador é ceder ao mito de origem e perder a precisão histórica.
O que Herbster realiza é, mais propriamente, um ajustamento às exigências de circulação para o nascimento da idade comercial exportadora, a cidade pensada como lugar de trocas, com o centro funcionando como motor que irriga a periferia através das estradas convergentes para o núcleo.
É o algodão que enriquece a elite cearense exigindo uma capital à altura, uma cena onde a burguesia agroexportadora possa se reconhecer como burguesia. A forma urbana fábrica o sujeito social que a habita. Fortaleza começa a sonhar como a Paris dos trópicos, fantasia que percorrerá todo o ciclo da Belle Époque local, sem ter sofrido a violência fundadora que a Paris real exigiu.
Há, no entanto, uma lição teórica que esses dois planos partilham e que vale registrar: o espaço não é apenas efeito, é também causa. A chamada hipótese Bororó, formulada por Lévi-Strauss em “Tristes Trópicos”, mostrou como bastou desfazer a estrutura circular das aldeias indígenas e reorganizá-las em ruas à europeia para que todo o universo cosmogônico Bororó desabasse, abrindo caminho à conversão católica.
As configurações espaciais não são só produto de sistemas sociais. São produtoras. Quando Silva Paulet impõe o xadrez pombalino a uma vila que crescia ao sabor do Pajeú, e quando Herbster acrescenta a esse xadrez o anel haussmanniano, eles não estão apenas registrando uma realidade: estão fabricando outra. Estão produzindo, no negativo, aquilo que precisa ser excluído para que a forma apareça. O bulevar e o cortiço, o quarteirão regular e a palhoça, são gerados pelo mesmo gesto.
O xadrez urbano não elimina conflitos, ao redistribui-os. Ao ordenar o centro, empurra a desordem para fora. A cidade
racional nasce junto com a periferização. Ruas largas e alinhadas para uns, improviso e precariedade para outros. As duas ilustrações, a pombalina e a haussmanniana, convergem neste ponto: ambas pensam a Cidade como obra do alto, ambas produzem, na sombra de seus traços, o que será chamado depois de favela, Pirambu, Mucuripe, Serviluz, Castelo Encantado, Morro do Teixeira, Lagoa do Coração, comunidades pobres que pontilharão a Aldeota dos ricos quando, na década de 1970, a centralidade criada por Herbster finalmente explodir.
Um mapa estendido sobre a mesa. Linhas retas atravessando o caos. A cidade redesenhada antes de existir. O futuro nasce no papel e cobra seu preço no chão.
Esse acontecimento marca a passagem da Fortaleza política para a Fortaleza técnica/burocrática. A Cidade aprende a se governar por planos, regulamentos e desenhos. A rebeldia cede espaço à administração, a rua, ao gabinete. Mas há mais. Entre 1818 e 1875, Fortaleza absorve, em pouco mais de meio século, duas das maiores tradições ilustradas do Atlântico: a pombalina e a francesa do Segundo Império.
Não como cópia: como tradução periférica. O xadrez que se desenha aqui é, ao mesmo tempo, gesto de Estado e gesto de classe, soberania e vitrine, Coroa e Capital.
E há ainda uma ausência reveladora, Herbster não considerou Fortaleza como cidade marítima, tratou o mar apenas como porto, lugar de trabalho, ignorando a possibilidade de pacto entre natureza e razão que a reforma Pereira Passos proporia ao Rio. Essa ausência fundadora atravessará o século seguinte como questão urbana não resolvida. O conflito não desaparece. Apenas muda de lugar. O xadrez organiza o centro. A história empurra o povo para as bordas.
Para fora da Cidade, é o nascimento das nossas periferias, jogando, como fariam depois repetidas vezes, o povo pobre para longe da vida citadina.


uando desembarcou no Ceará, em 1812, aos 34 anos, o engenheiro militar português Antônio José da Silva Paulet foi encarregado de uma tarefa primordial: projetar, em pedra e cal, a nova Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A paliçada do velho forte de madeira estava em ruínas.
Tomada dos holandeses ainda em 1654, a precária fortificação passara mais de 150 anos sofrendo os efeitos do tempo. Até que o então governante da capitania, Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire — o governador Sampaio —, ordenou ao coronel Paulet, seu ajudante-de-ordens, que desenhasse a planta de nova fortificação, um quadrilátero de 90 metros de lado, com 29 bocas de fogo e um baluarte em cada vértice.
A pedra fundamental foi assentada em 12 de outubro daquele mesmo ano de 1812. Cinco anos depois, ao inaugurar o novo forte, o governador Sampaio mandou afixar a uma das muralhas externas a placa celebratória: “As naus escarneciam de mim quando eu




era um monte informe; agora que sou uma grande fortaleza, de longe tomam-se de respeito. Aqui, reinando D. João VI, Sampaio me fundou bela, o engenho de Paulet resplandece. Os donativos dos cidadãos me tornaram forte pelas muralhas, e dos dispêndios reais me fazem forte pelas armas”.
Natural da bucólica Vila de Nogueira de Azeitão, Paulet estava no Brasil desde 1808. Sentara praça na armada real portuguesa dez anos antes, em 1798, alcançando a patente de segundo tenente do mar já no ano seguinte. Cursara a Real Academia de Marinha e a Aula de Fortificação de Lisboa, completando o curso em 1806, sendo então promovido a primeiro tenente. Já era capital-tenente quando chegou ao Rio de Janeiro a bordo da Urania, fragata integrante da esquadra que acompanhara o príncipe regente João na fuga para a colônia, quando da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte.
No Ceará, além da imponente fortaleza de pedra, Paulet ficou incumbido de outras relevantes empreitadas. Entre elas, projetar um novo mercado, o primeiro chafariz público e o primeiro plano urbanístico da capital cearense. Homem afeito à disciplina dos quartéis, analisou o traçado espontâneo e desordenado da vila e decidiu lhe impor a rigidez da linha reta. Com o levantamento de suas duas históricas plantas cartográficas — a “Planta do Porto e Villa da Fortaleza” de 1813 e a “Planta da Villa de Fortaleza” de 1818 —, ele introduziu na capital o rigoroso traçado em xadrez.
A grelha ortogonal de Paulet rasgou o caos colonial com quarteirões simétricos, articulando o núcleo primitivo do riacho Pajeú em um esforço pioneiro de racionalidade. Era uma tentativa deliberada de disciplinar o espaço urbano, espelhando nos trópicos a mesma feição geométrica da Baixa de Lisboa. A área construída da capital cearense permanecia praticamente confinada a um núcleo central com poucas ramificações, barrado a leste pelo riacho Pajeú. A vida citadina articulava-se em torno de dois eixos principais: a rua da Matriz — atual Conde d’Eu, a via mais longa, que abrigava o pelourinho e a igreja original — e a rua Nova da Fortaleza (hoje João Moreira), perpendicular, margeando o forte. Por trás da Matriz, ficava o beco das Almas (hoje rua São José). Na lateral direita, corria a rua do Norte (hoje Governador Sampaio). A vila ensaiava uma tímida expansão para o sul, alcançando a Praça Carolina (atual Waldemar Falcão) e a igreja do Rosário. Do outro lado do riacho, o Outeiro da Prainha, a futura Aldeota, permanecia quase deserto, pontilhado apenas por choupanas dispersas.
A permanência de Paulet no Ceará, contudo, foi relativamente breve. Em 1820, o engenheiro português foi transferido para o Rio Grande do Sul, como comandante de campo da Província das Missões. Cerca de três anos depois, retornou a Portugal, onde se engajou no
exército rebelde durante a guerra civil lusitana, travada entre os liberais constitucionalistas e os tradicionalistas. Chegou a ser condenado à morte por traição, mas foi indultado da pena após a derrota e exílio de D. Miguel, irmão do imperador brasileiro Pedro I — aclamado como Pedro IV em Portugal.
Com a partida de Paulet, a capital cearense experimentou décadas de crescimento cego, guiada pelo improviso de leigos e pela incúria oficial. A paisagem noturna era precariamente rasgada por lampiões à base de azeite de peixe. De dia, a força da natureza continuava a prevalecer: caminhar pelas ruas de Fortaleza, elevada à categoria de cidade em 1823, ainda significava afundar os sapatos de couro na areia fofa.
Mais de 20 anos depois, em 1855, no início da gestão do governante Francisco Xavier Paes Barreto, foi contratado um novo especialista para planejar a Cidade. “Não havia nesta província, quando a ela cheguei, um só engenheiro”, informou Paes Barreto no primeiro relatório anual enviado à Assembleia Provincial. “Todas as obras públicas eram feitas sem orçamento, e muitas vezes sem planta, sendo dirigidas por pessoas que pouco ou nada entendiam do serviço de que se encarregavam. É fácil conjecturar os inconvenientes de um tal sistema”.
O preenchimento da função de engenheiro oficial da província ficou a cargo de um pernambucano de 29 anos, Adolfo Herbster, filho de um marceneiro suíço-alemão e de uma senhora de origem francesa. Ainda adolescente, em 1842, o jovem embarcara para a Europa em companhia do pai, mergulhando na civilização de Paris. Curiosamente, apesar da aura de sabedoria insuperável que o envolvia, não há registros de que tenha se diplomado engenheiro militar ou cursado as renomadas escolas politécnicas francesas.
Herbster chamava atenção ao transitar pelas ruas quentes de Fortaleza. O combativo jornalista João Brígido descrevia-o como um homem de “figura corretíssima”, de rosto emoldurado por compridas suíças e ostentando o inseparável monóculo. Vestindo-se sempre de forma grave e impecável sob o sol a pino, cultivava uma paixão incontrolável “pelo compasso e pelo esquadro”, sendo rotulado pelos contemporâneos como um “fanático pela simetria”. Inspirado pelas monumentais reformas de Haussmann em Paris, Adolfo Herbster projetou, em sua planta de 1875, um cinturão de largas avenidas periféricas (os boulevards) visando aformosear, higienizar e delimitar o núcleo urbano da Cidade. Mas, por trás da gélida fachada de rigor, existia um homem decidido a fincar raízes profundas na terra árida que o acolheu, casandose em primeiras núpcias com Henriqueta Maria de Almeida, com quem teve cinco filhos. Após a morte prematura da esposa em 1866, Herbster buscou refazer a vida, unindo-se em um segundo casamento a Filismina Lopes.
No exercício do cargo público, ele operou como um cirurgião implacável. Desapropriava casas, apagava moradias humildes e corrigia alinhamentos, utilizando as picadas no mato e os toros de madeira cravados na terra para impor, a golpes de marreta e marcações feitas em cordas, as novas fronteiras da malha urbana de Fortaleza.
Apesar de ter devotado sua existência a desenhar esta cidade geométrica, o desfecho da trajetória do pernambucanosuíço foi marcado pela mais profunda das melancolias. Herbster morreu na mesma Fortaleza que ajudou a esboçar, no dia 12 de novembro de 1893. A metrópole emergente, já inebriada pela velocidade dos bondes e pelos novos ídolos políticos da República, virou-lhe as costas. Herbster morreu esquecido. Teve uma despedida ignorada pela imprensa, que praticamente não a noticiou. Restou de Silva Paulet e de Adolfo Herbster a cidade em si — um imponente esqueleto de pedra, de ruas de 100 palmos de largura e de ângulos retos, no qual a segregação não foi um acidente de percurso, mas um projeto perfeitamente calculado, traçado na prancheta com a ajuda da régua e do esquadro.














José da Silva Paulet chegou ao Ceará em 1812 com a missão de reconstruir a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Além da fortificação, ele projetou o primeiro plano urbanístico da então vila, impondo a rigidez da linha reta sobre o traçado orgânico.
Adolfo Herbster tinha origem dividida entre o vizinho Pernambuco e a longínqua França. A partir de 1855, assumiu o planejamento da capital cearense como foco em um tracejado que mostrou-se preciso, porém excludente. O projeto consolidou a modernização da cidade, ao mesmo tempo em que aprofundou a desigualdade. Abaixo, reprodução de mapa criado por Hebster, mostrando uma Fortaleza maior em proporções e ordenada a partir do centro.
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É um duo de artistas,
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Paulo
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Jornalista, antropólogo e professor da UFC. Mestre pela Sorbonne, doutor em Antropologia Cultural. Colunista do O POVO Deputado estadual. Duas vezes Secretário de Cultura. Criou o Centro Dragão do Mar, o MAC, o Porto Iracema das Artes, o Cine Ceará e o festival Maloca. Autor de Cidade de Água e Sal e José de Alencar-O profeta e o Chocolate. Pericêntricos — Crítica da razão sudestina (no prelo).
Lira Neto \
Jornalista. Quatro vezes premiado com o Jabuti. Vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Autor, entre outras obras, das biografias de Padre Cícero, Getúlio Vargas, Maysa, Castello Branco e Oswald de Andrade, todas publicadas pela Companhia das Letras. No momento trabalha em dois novos projetos: um livro sobre os 300 anos de Fortaleza e a biografia de Luiz Gonzaga.