/ SIII'UiMENfO ESHCIAL DO 01'0110. OE JUNHODE ,,,.
Ahl st6ri. doi soldldot PUJTdtj tiJw, "".do, ' Am",;"Ü1 ".1. ptOp<g.w. difam. iIIt.l6gial d goomt. Gtlúli. V.rgllS, por. g.".H, borr.ch AIW no 11 G.m. MllllJlÜlL DI lIIlIIdig htr6if DIfIogtl.d • """ ttlrot"". tlt 14ta. N."" dif,. "confirm Roj , "" t.d•• V.I, d. Am",;"io, ,It. form.m.m /rist. abdt. op t.d•• "'1"'ci4• Qutm ccmstglli somoer ao Inferno Vndt cantil /I saglil 40 5/Jrig 6s
Arl gó • I nd ivi duo rústico, ma tuto, ca ip ir a, segundo o Diciontrio do A En cic lopédia BrlMncla d iz que eram traba lhado re s d a estradad e ferro O te rmofoiusadopara chamaro s nordestino l ' 1 q ue n a A mazOn!a
A enxada pela f aca de seringa. A seca do Nor des te pela flor esta Amazôn ica
A troca foi durantea
Segu nda Guerra Mundial , qua ndo 55 mil agricultores nordestinos formara m o Exérci to da Borracha Missão:salvar os pa íse s Aliados do co la pso da bo rra cha Pelo men os 30 mil del es mor reram em completo abandon o
Stnttsloof"tS dt i 4ãv11i 4L .,'" aUpso'" pmtapoII-tbW-rm'I" pari " ill4kshV M ia. os E.slJldol UnidoJ os di W o,</únj tolo 9 BrlIJil O CIbjttit>o l'TIl aI ,..,,,. o lII<lJD!" rE$t'1nl1
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Em 1176," gwrtrN illiOouo nlftieoik sm..gwírasl'III koot$ t'lIOoMi:s tdi>lliII!: ." Úl"itt/Ii MaWsiIr. N Amldniol,...., 11 ftlmhl rrirl1 H(II'Y W""*-,, JtMnt lmW4s J'II7' tsflljaff. l\OtIO lIIM4dofc'rrttadct di borr.rd14. O ptrdi.l o J'i'"l o ,,,g"'!n?"
exército
lI C uerra Mundial a t1oN'St a n a Am azõnia o u a seca rc Cearé.De
,su
úmero igua l ao
ida s
me-ricanos m ortos no Vie tnã
, convoca do à s pr essas pelo g ove rn o d o Brasil p ara u m es forço d e g ue rra : a prod ução a nua l d e ((, lT milton eladas d eborra cha Se fosse e nredo d e filme pode ria ler otí tulo XIII $4idd Se fosse tema d e li vro Trll gidia An un állJd Um pacto os ACD rdos ih Washington ass- in ado pe los pre s id en tes Fran klin Oelano Roosevelt d os Estados Unid os e Getülio Vargas doBrasil. selo u o d estino d o exérci to dabo m. c h.l Eles t inham um a importan le m issão n acional : salva r o s países a lia dos d o
cola pson a indu stria bélica Paraos americanos u m q uilo de bo rracha v aliama is qu e um general e u m bata lhão jun tos Era o nerv o d a gu erra O problema ma is u rg e nte .I se r re-so lvido O produto m ais c ritico a amea çara êxito dosAliados. A co missão especial. formad a pa· r a es t udar o fo rneci mento e es toq ues d e material d e gue rra d e u o ala rme Em 1944, cerca de 27 milhôes d e auto móve is na A mérica teriam q ue se r aba nd onados pela falta d e p neus. Além do sca rros sa iria a fetada a p rodução d e calçado s, iso[an tes, cintu r ões, peças para rádio e t e le fo n es , por exem p lo O e stoq ue a rma ze n adoda ria pa ra n o m himo d oze mese s. O s planej a dor es militares e nt ra ram e m pãni co Mas ain du stri a d e a rma menl o t er ia p ri orida d e Me lhor o d esco nforto q ue a d errota O rela tório finalda não deixo u du vidas Se a!>Segu rados oo \ 'os SUprirnffi tOS as exi· gê ncias mililares es golariam o es toque - 641mil lonelada s -, a ntes d o verão O jeito foi parti r pa ra o sacrifício Noinicio de civis am erica· n ose l o.1 ,
n u al dos carros e ainda s uspende-ram a p rodução fi' venda de aut omóveis, al o} segund a o rdem A prod ução d o a ço, d ocobre , d o alum inio d a s liga s o u d. g Jsolina d e aviação es tava gara nlida Havia e SIClq ut.' e<> nside r.ive l à di sposição d a s fo rças armadclS Ma s a crise d a bo mcha atin giu a lodos os Aliados.
A Ingla le rra tinh a a penas 100 m il ton elada s de e Sloque O Ca nadá 50 mil. AAusl ralia 20m il A t'$l ra légia e ra bu sca rt odaa maléria-prima e xil'le n le na A mo} rica lat ina Pelo
s oldadosda borr acha
8urlJl'lOl c'kulOl esquecera m, no entanto, de computar 1gun5 detelhes import.nte Umdeles til que5t1o da distAnda. Na Amaz6ni em melo acre de flore'll, pede-se enco ntra r, no mixlmo , tr h ou quatro 5eringueiras Outro ponto não levado em conta era li faltad e mãode-obr a pa u rtOrganizu osseringa is itm.&.Zónicos abando nados na d e 30, q uando aextração t rasileira deborracha cai u p ara6 toneladas, ou seja, 0,2% d a pro' uçã o mundi al Resultado: e ram grandes as chance de as coisas n ão é_minhare mtã o deaco rd o como t e foi coloca do na ponta d o lápis N ão pode ria leroutronome A operação que aconteceu no Vale Amazônico emplenoconflito m undial p auou a le r chamada de8 at." Ih di 8 ornch Os técnicos Ilzeram. ml lo, novu contai Em toda rr gilo Amu6nJu , d everiam re.tar penal 3.!1 mil u ringuelro. , remenelcenlu do primeiro d clo da barrach • Era pred lO tr azer. e urge nte ml o-de-obll pariI e.traçlo d e li ttll ' \lfldenle p ll l I c rfn di d o. pl r.tI Aliado• Em l roca,o Brun tinh I promem de ver moi v ida uma lI,ta de pend encl : 20 tanqu tllevel, 100 lanquel d eporte mld lo, qU ltro metrllh ld or Inli " reli e ainda USS 200 mllhOet plr' equipammtot militam Com o. ol ho. noNor te d o Br -
IL o. Eatad OI Unidos tinham preala N base d o " cu ste oqu e CUl ta r ", o p lan o era od eo bter o
m éxtmc d e borracha em um mínlmotempo Os e menee nce nã o se inte ressavamn em pelo d esenvolv imento da Amazônia e n em pel o bem- esta r da p opulaçã o e mbora alardea ssemIsso Enqu anto e les arcava m com o ô nus maior, envolvendo-se dir etamentenoconflito, o r este da deviapar tici· p ard o esforço deguerra , no forneci mentodematérias- primas à indú stria bélicae namanute nçãod a o rde minterna, p ara se e vita r alteraçõesnoscompromissos políticos e econômicos assumidos FranklinRoosevelt q ue riamai s ,
que a produção de borracha do Bras ll GetúlioVargas cedeu Aumentou o n úmerodet ropasd ema nutençêc nas b ases aéreas doNorte e Nordeste , l ibero ua co nstrução d e i nstalações milita re s e n avais e a permissão para q ue as ae ronaves americanas usassem o es paço aéreo nacional. Em alguns casos oficiais br asileiroschegaram aent regar o com andoda s tro p as paraofi ciais am eri can os. Mas tudo issoai nda nãofoisuficiente Avida d o agricultor EdgarBezerraMeta, ror exemplo, também entrou I\d negooeçâ c Elee outros nu.".
l he re s d e nordestlno l, nagran d e maioria ad olescen tes, fora m colocadOI na meu como trunfos d o Brasil nessa polltia de boa vizinhançI Na barganhad o toma -l é-d é- cé, a mi od e-obra tr aladapelos jornaiscomo tropade flageiad os, era algo importa nte aseoferecer no sa criffcio d a guerra Só no anode 1945 esse exército recrutado aumentou oestoque debo rrachanatural de 93.650 para 118.7 15 toneladas Uma reportagem publicada no Ntu., Chro ll jc/t, de lo ndr e s , d enunciouatr agéd ia: 3 1 mil migrantes nordestinos morreram na tentativa de garantir ma t éria - prima rl-
par. 05 & t.d os Unidos
liflU1llll ll" I /gn iftM:'c 11m rortebnooJ t7I'l M«UidUn tU borrlduJ dA Itul rJJ triII u.mtD dt 11 * d4lfp«WlJt ' 7% dt , 1IlU /JPl to de lI prill'l tn tos N mtrW'IL
t t'i/lIr 11m I"""roel dntu trt ALtmllldol borNcluJ inl/ lia. 7imMn tl tmI tIPl
pt ll a ttnàl, do cxmft
O deput adofede ral Caft' Filho, representante doRio Gra nde d o No rte, ped iu a crlaçio de uma Comlssãc Pa rlamentarde I nquérit o para apur ara situação d os tr abalhado resenviados à Amazônia ACPI d a Borrachao uviu de poiment os realizou dozesessões e foi d issolvid a sem conclusãonenhuma O qu e a CPInão di sseemseu relatório é que com o fim da guerra. asituação nos EU Ase normalizou e 0 5 american os iA não p recisavammais d o Bra sil.Em conseq ü ência, oPafs tambémnão p recisava mais d os S5 milhom ens quemand ouparaa Amazônia Pouco sconse gui ra m voltarpara casa. ABatalha d a Borrachan ão d eixou n ada parao Brasil. Os seringais a m loria falidos ouh ipotecedos, seriam, anos mais tarde, pf'\." sa fácil de eepeccladcres de tnr a que começaram a a tuarn a regue Menau , o centro d oesforço de guerra , estava a rruinada e nl0 era, nem d e lo nge um a lo mbrad o lu xo e deslumb ramentod o co meço do lé culo ) OI t rab alha d orel foram e ntregu et. p roprla l orle. Enquanto 1810, o.E, tad o. Unid o. con,e gulram. fi nalment e, l U p roduçlo d e borracha .l ntt'llca e aInglaterr a recupe ro u I U' I ponenões e cultiv os de ", ringuelr O mundo volt.v. 1105 poucos li no rmalidad e Areportage m do Ntw ChrOllj cJt res ume :" Agora 05 mor tos continuam .bsolutamentemortos"
'Como OS ingleses ro ub aram o ouro branco
Desimples drogad o sertão aouro
b ranco A exp loraçãoda borracha vegetal na América remonta aos rempos p ré-<o lombianos Para 05 índ ios que habitavam o golfodo México, ela lu moeda epagamentod e tributo s "'" Astecas A5 expedições cientificas skul os XV1ll e XIX. no Vale voltavam fascinadas. No meço do século XVL a d escoberta :"=l' não era uma simp les notícia, mas uma possibilidade comerrial em eio a uma Europa 4vid.a por novas econ6micu. O inve ntor americano Ch arles Cood year resolveu o problemaem 1839: o ponto Ideal deelasticidade e Imperme.billdade Oume lhor a vulcaniu çAo O p rocesso to mava a borracha resistente b variaçWs d e temperatur a e abria o, ca minho. para a indústri a d o p rocesu.mento da borracha De um ladoa outrod o Atllntlco lurglram corrtl' l, man o auelr calçadOl, piso" artigos eI po rtlvOI, veltlment Imperme 'vel. tqll lpamentol c1 nlrgico. e tlútl('Ol A lnvenç.lo d o pnt'\lfN;tlco o apllldmmio do .u tomóvel (1895) I a ml Ulcaçlodablclcl.ta como v.ículo d. trlRlpOr l1 clunram o .urto daborracha nOI m.rcado.
mundJaia o. todu u mu ond 11 optrava a traçlo d o I't ll
Amazônia era aqu e oferecia maior segurança e amp las possibilidad es: qu ant idade qua se ili mitada d e se ringueiras e go mais eboa produtividade da s á rvores Mas, no final do século passado o N orte do Brasil e ra aindaaregião d t' cacauais. cafezais dos engenhos das lav(luras e d o pastoreio Tarde demai s par alanla pa z. Começava a d e senfread a co rr i d a rum o aosseringais AA mazônia transforma-se na região das hlrtll$ d o ou ro neg ro, dos p ioneiros, d os serinaueiros, d os p atrões, d osavi· ad ores No início, na chamada fase cabocla, os seringai s foramexplora d o, po r mào-de -obraloca l : mestiços ou ta puios O !100m d a borracha noen tanto cham ou a atençio de trab alhadores d o o utro lad o P.a Í5 O historiador Celso Furtado estima em 500 mil o número d e nordestinos q ue se retira ramparaa Amazônia nesse p rimeiro ciclo d a borracha o. rtngallstu ou patrõet sabiam onde procurar opedrlo J EmFortaleza Recife e Nat. 1, elet encontravam d l'lempl\'gados e refu gladOl, fugitivo. d I \! ca e da ml.ér la no H rtlo A "' rtglmentaçlo unh.um. propa.and fonl 1fu iaa IlUJio df .nrIqu.dm.n to r'pld o, d trabalho aut6nomo, d fll b.rdadf , d o EI Dora·
d o De 1850 a 1900 apopu lação d o Val e Amazõ nico a umentoud ez vezes No Ii\' ro Hist6ri4 Ecollômicll d(O (tllrl/ R.:: imundoGirão calcula: da s 300 9021'E' ssoas que e mig ra ramdo Ceará, no penodo d e 1869 até o final d oséculo 225.526 se d estina ram para a Amazônia Era ditfàl imaginar queaquela l'Uforia fosse passageira O Brasil dominava o mu nd ia l e tinh a o maior reserva tório d e seringueiras do Planeta A economia da borrach.a se expandiu entre 1880 e 1920 Em 1913, p or exemplo abo rracharesponde por 20% da exporta ção total do Pais A riqueza da regiã o parecia inesgotJve l Mas a prosperidade do Vale Amazônico eslava com seus diascontados Na Inglaterra. ump lano be m ,ar ticulado estava send o t raçado A Idé ia era roub.n oouro branco do BrIllU O aventureiro inglh Hervy WICkh.un fez o Ir b.lho f U)o " na. barbu '" do govemo brasllclm El e,chegou AAm41,ónla em 18?6 como um l' Xdnt rlco cukd ol\ldor dt' orquldellJ, • procu ra de tuWrculOl ratol A. nu rIfIU do Tapaj6a, 1. lnId ou l U" 'X· pt rifnc1u Plantou uma pnd. qulIh tld.d , df• rin8,alr I , logo logo,
produziu as cobiçadas sementes. Um navio deSua Majestade Britânica.o AmaZCInas levou o con trabando mo se fossem preciosos pa co tes de orquídeas. Na verdade, eram milhares de sementes da árvore da borracha a caminho dasestufaslondrinas e depois para o Ceilão. Estava preparada a '"'1'
Fraude ou contraband o? EnquantooBrasil aindacomentava o farto banque te o ferecid o em Belém aos tripulantesd o n.avi o deSua Majestade aRainhada
Inglalerra, a5 se menles roubadas dava m i nícioaocull ivod e se ringueirasna scolonias I;! ritânicas d o Oriente Sem leO'l ologia. comum sistemaarca icona extração do látex baixa produtividade e el" 'ados custos. o sistema extrati\ista da Amazônia não resistiu A conconencia era o rganizada, t ra balhava compesquisa ecultivo racional.Estava quebradoo monopólio brasileiro Q uebra deira ger .a!. Falências e concordatas Seringais desativados Esse foi ocalamitoso anode 1913 Nenhu m plano d ogoverno federal ronseguiu reverter o p rocesso Sem es peranças, EpitA cio Pessoa reso lve forne cerp assagens .a os nordestinos para qUI? regress l.5 sem 15 suas regi ôes d eorigem Uma corrente mio g ratória emsentid o con tr' rio Trin t a an os d epois em pl ena Segund a Gu erra Mund ial. o onho do EIDand o vo lta 11 mexer com a ca b('ça d OI b r ftft l1 elrol O nordnUno J ' o caminho o
•N III p fÇ' d. bo",ch.
sol dtulo« da bo rracha
Dinhe iro fáci l A prom essa atra iu milha res de nordes tin os para o Ex érci to da Borracha No trabalh o de arregi mentação de vo luntários , o
Govern o Feder al pediu ajuda a padres, médi cos. enfe rmei ras. Nos alojame ntos co ns truídos para receb er os so ld ados , probl ema s co ma co mida, surtos e motins •
Umacalça de me scla a z u l, uma blusa de m o rtmbrani ca um cha pé u d e palha um pa r de alparcatas de rabicho, uma caneca de flendre, um pr.atofundo um talher. uma rede e uma carteira de cigarrosCoJomy No lugar d a mala um saro de e-s topa Oenxo\'JI d o soldado da borracha t'I.a o pT'l'sente d o presiden te Cetúho Vargds aos volunta ros do Inferno Vero e, como fiwu conbecida a Amollôniil pos-tenormcme Melhor que isso, sõ a pl\'lfl1l"S,'S, de d inhriro fácil t'Stlmp,lda t'1'l\ cartazesde f"\'PdgdnJa doCove rno Fede ral Dillcill't"Sisli r Principalmente para quem vi ve no Sert.io e m um a no demuita niisêriJ Nol seca 0.1 .' JlH2 c rca d e55 mil nord estinosse aleta ram p.1 ra a B.:rbll\d d a BolTolc ha Ou corr o u morre j oa quim Milreir adeSo uza,d e Rus sa s, oes te do Cc.lrá, e xphe.-f. aseca me ce tucou. A amcaça ..I inclusãona Forçi! Ex pedioona rta Brasileira qu e lu tava na háIi.a , ((lio e rnpurrêo qut' faltava Mas na in augureçâo da Col mpan ha Nacional doi Borr acha , Gt' túl io VilrgJS e mpolgou os indecisos "Brasile iros! A solida rieda de do s s en t imentes mo' d,í .a certe za pr tÔ\'ia 0.1.1 vu õne". Pra comp letar um f'dra oseringucíro campeâo O maior fabricantede borracha durante o aro levena 35 mil cru zeiros Is<ô(l e vanl.ag nS: uma v iagem Jec.:rminh.lo.lrem t' N\ io plll m.a is de cinco m il qu ilÕmt'l l'f.t5 attÔ o " EI Dorado ". Sô t'ITl F'lrt.ll za, n(lCt.'a ra, .:r Campanh a di! t'ncontnlu 30 m il l1agt' lol dos .l C'S pt'ra 0.1.' .1jud J No Inte rior lio Es-
tado (Sobral. lg uatu e ( ra to), oGovern o Federal também ab riu pos tos de arregimenta ção Um exame físico e a ass inatura ..I con tra to sela vam o compromisso Os vohmtarios passava m ae mprega dos deimedia to Com d ireito .ao salário de meio d ólar por dia e alojame nto at é a parti da ,.a tropa vivia sob firme disciplina militar Para abrigdr tdnl.a geme à s vezes mil em um ún ico dia. ojeito foi construir uma modelo, de nome Gt' túli o va rges pe rto JJ ig rt'j.:r São Jud 3S T.a dt'U, nu ba irro 0 1.1\'0 Bi lae. lOrlol Oest e d eFortal eza AltÔm de allci.ldOM profissM. ll'la is amandodos pa triJo'S - donos d e rin gaísno AmJlO nolS -, o tr abalho deconvenci mento e ra fe ito po r padrcs , médicos, ad vogado-,A p l't.' illt.'Ssa e ra de qU "llS volun t í r ins VOIt.lriam comoheróis d a ('oi lriol sob total a poio d oGove rne f l>,Jl'rdl t' fi(ol r i.l in ricos na t'xtrolç.l ll dJ borracha O q Ul' nê o foi d ito, milh.:rres d e nordest inos tiveram q ue descob rird epois , qu.:r nd o jáera tarde de mais f'dr.:r \'O Il,1r De IiV I't'S pdSs.lr.lm a t.'SCTolVOS No coraç.lO doi selva isolame nto e sohd âo Eles trabalhariam pa ra pag.a r uma d í vi da eco nômica e moral co m (l p .atrâo Delá. n,)o se pt>d i.a {'!;Capar A p risâo pela di\ iJa O sotde do já rnt'g.l \'ol devendo. Um palrão ou Sl'r ingalista anO!JV.l (l d tÔ bito t'm s ua cont a e e le Irab.llh.:rn pa ra paga r Um f\Owl o de 1inh.J qut' n unCol linha fim. Havia 5l'mpre moli sdividas J pagdr : d wm id.a , a I'f.l u pa a ilrmol , o matt'r ial d e tr.lbol lhll o rem.:.:Jio Tud o t'rol wn d id(l, a pr t'ços dobrad os, por
u ma ú nica pe ssoa E ela nã o tinha press.:r. n unca. em dar baixa naqueles n úmeros infind.iveis , Algt'mas invisíveis pa ra um exérato enganado Os no rdestinos d c-soobri am. ent.io Oqu e t'ra o lnfl'mo Para mu itos, foi como uma conde-naç.iuà mllrte O mundodos (,)valos, Peça s df! propaganda na época da arregimentaçlo dos soldados
A arte de Ch ablo z mobiliza sold ados
Cm., " aproxi md Hll· m mul h.,1't"S l' dr r.h· Iam pt'1.l ,'stralid. Uma l'lu\·em d. pc lr.! t"m.l (nnta
pr "" I 1 ( oli r Tudu !Iol >b o J-"t'S4.' d um n g' >rlhl' rol "i"n.lmt'nto Ext n Sl," t.' I\-qU -im.W olS, fa7.t.-nJas lol",,-, k11IJs .' lq Ul'iJ inlind,í"e! muItld"l i wt ir m lt'S Em 1942 O .:r rtis t.a p lasti w s uíço l'il'l H Ch .:r bl l St' .a paixono u Pi" lo Ct' HoÍ ol in dil n,1 t's t rol dil, d u r.antt' unl,l viol gl! m ..I 24 horas dt' S.io Luis 01 Fort.aI" lJ (CE). Ele vi nhJ Cll nlriltol do pl'1o Esf't'ci.:1l de MI, t-ili zilÇã \1dt' Trat-illhildo!\'s par a a AmJdmi.1 (St'mtJ) Era o novo cne--
fe da Divisão de Dt'srnhos Publicit.irios na C.a mpanha Na ciona l d.a Borr.ac ha.A primeirol t.:rre fa: criol r qu ol fro g randes c ar tales pa r a i ncentivol r a p roduç ão d t' látex D"P"\is , vá rios mapol S de biotip os de l'lllrd t'sti nos , qut' a juda riam n.:r st'lt'Ç ãú dos Col nd iI
Chab loz f otografou so
..l atos Po r último a d«orJ ç.lo pub licit.iria d os caminh<ies q ue pe riodicamentt', levariam as lunn as contratad as atl! meladedo Col minhll As f't'ÇolS publicitárias daCa mpa. nh .:r da Borra cha foram e nviadas pa r ol t odoo No r te t' No rdeste d o
País Pa ra faze r ot rabalho , Pie r re Chilblol leve que viajar e mum pequen o avi.io até Belé m no Par á A idé ia e r a ve r pessoa lmenteaext raç.lO d e l.ilex pa ra re produzi r, 1 01mbl! m d e S ão Lu ísveioa s e d e d o Semta, No Ma ranhã o a a rregi men-
iço d
Mulas Em 19.&2 pe lo :
1.581
a s SE' ma Sào Paul o e ACre Aú ltima notí l i a q ue se te v e dos ani ma is é q Ul' t epois d e qu atro meses nã o ha" iam ado a inda a Cu iab.á Ou en tão a port açâ o d e 5 milto neladas d e fa nhad etrigopor co nta d e u m erro t radução po rtugu ês-ing lês Nes se caso , tu d o o qu e o s so ldado s d a -1 bo rrac ha q uer ia m e ra a "el
' , : , ' ' , 0.. m eçavam a ntes d a che gada à A mazô nia. Promessa s mirabolantes e ram chamariz par a 0lI desavi sados A pa rafernáli a d e o rganizações estra ng ei ras e bra silei ras, e nvolvidas na ope ração d e gu e rra, não SE' e nrcnd ia D o lad o a mericano , aBoard o f Econornic Warfa re h osti lizavaa Rei co nstrucncn FinafiC't' Co rporation. A Rubber Reserve Co mpan y não SE' cot muni c ava com a Defe n se Sup l1 ies C o rpo ration Do lad o br a sileir o, o Serviçod e Mobilização d e Trabalhad ores para a Amazôn ia (Semta a50, pennt eodêe da para o Abas lerimen· todo Vale A mazônico ($av a }. o Seriço Especial d e Pübli ca (- i s p), o Serviço d e Navegação d a m a zônia e d e Adm ini str .açã o d o orto d o Pará (Snapp ) pareciam não lar a mesma língua A Torred e Babel pcdía ter re ndiapelo menos um ronto: O Case d o
e cha rque. Prol evitar a reclamação o Se rviço Especial d e Mobiliza ção de Traba lh adores pa ra a Amazônia contr ato u três n utricio nis tas e a la rdeou a n o tícia pelos ;o rna is doRio d e Janeiro e SãoPaulo Marta Novai s Filh o , p o r ex emplo , ti nha atarefade p adro ni zar a bó iad os am arelado s g uerreiros da bo rracha, co mo d iz o jornal S upleminto Eromimi ro (Rio d e Janeiro em 1942). Milhões d e moscas pe rseguiam os homens nos refeitórios, d onn itórios, recre ios Noaloja mento d e Be lé m u m s urto d e men in g ite malou pel o menos 12 pt'S503 s A a ss islmcta méera precária O mês e m q u e não havia óbit o e r a co me moredo , O e xamesde rotin.l SE' limitavam a d iagnosticar SE' oso lda do havia o u não con traído d oen ça s se xualmente tr ansmissíveis. Noatod a adntissã o banhos e raspagem d e cabelo Os incapazes e dCll'l\les e ra m dispen.<oad os. Sair d os alo)amentos só co m z.açãoda chefia e mesmo .l$Si m co m ho ra p ra vo ltar Co m o passa r dote mpo re n::ad os. d e a rames e "igia s , osaloja mento s começ.ua m a pal't'a' rca mposd e ronre n tração Sem trabalho ou lare fa fixa, se m ativida de e spo rti, 'a o u u m s imp les apare lho d e rád io , mig r mte br igavacom m ig ranteou co m a gua rda PaTa o Departamento Nacion al d e Im igr a ção es..ws Iinham jeito d e mo tim Pa ra a IX. pulação, d e a rruaça Soltos, a n davam ao léu pelas ruas e as b rigas se m ultipli· cava m Os a ri gó s, en qua nto ag ua rd avam p ara a v iagem, l' lam c h amadosd e vagab und os d l' co me-e-do rml' temid os,co m peixei ras e, ma is ta rdl', fa ca s jebon d A raújo}
Campanha era puro engodo
Tudo ptln rit6ria romum Um tral>aIho tU ft rasilidlbÚ A pn1pIlganda dirigiJd rtiCII ladd nos rnrios tU a mlltnKaç40 fa:.Úl (a,ilt noro traballwJar llII S<Ti'l sa 5<7I tir um gt'"uino sctLtJo d( um 1ltJ( 'O frrmt 01 Arncitia (lis trflrJl t.kJ im,man lcl lJU" nto lIt'Iadorts milrúr/ltiros lutllNm no liIarlll con tN 1/ piralaria s ubmarillll 0 11 aind.J os soldados JIl.s NiI(M Unidas Corr tn1> uiçtila ,.ini"... dI' trrzNIhlldorrs IIJmlrriMs. s.-nfido t Iobor lll'lJIL.;árt(I AindiJ 1"'" Olll/l di"hciroIH'C,JO
Puro n rsM0' A mais dAs mnrh rflS <'TIl fornw IÚ IlpftStrItar 1/ ,rol"'. dtJ /dIa Nastsquin.lS fl'fTa los
I ,dL St'ringutims tI7I mtiJ o injinJ4ms lam f!orts ( IlrTtg<JJos por (flrJI inlm
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I na rád io On(llltl 'I Ou 'rll( IImf'drW IÚ pnsllll!olio
oINn. 1IN t tldtl5' os /lr asilriros A inda
lIa poIílico d( m, ri ú"hllnfll, o Brll.<i/ foi illi'o1d ido por JO" IIl /i.< las raJial i.<las tJ ltllres profi.-s. rrs
On rti.< las, oI rtislll.< &ri lores• Jipl" mo' as, tmp rt'Slirios
Ilori(os, rsllldolltrs I' prsqui...wtl res .I dtl Nortt' 1" fi es traz iam o ommca ll U'tl,Yof lifr O mini.< t roÚ1-'U'II 1do Arollllt2 numo tiroJo di bom Immllr , ():pliroll : mois limo mis.<âll d( bccI i d«llI rllmos gumlllW5 EUA lA,A J
As ma rgensdosrios da Amazô nia, não luí quem não saiba da história dos so ldados da bo rrac1J a Estudan tes , barquei ros , comercia ntes , do nas de casa :todo s têm um amigo ou parente que po n ícipo u do exército de ari gós Sào lembrauças de lim a época que , para eles, ainda não term inou As im agens gra nde pa rte fo tografada pc/ o Sl/ IÇOJean- Piem C!l abloz os arigós aparecemem situações diversa s: em ordem ulI ida, recebem ins tru ções do s c1J efes Em pelo tão , desfilam pela s ruas e praças da cidade. Ou ainda se desp elt em do Ceará, em f el i: euforia na carroceria de 11 m ca min1J ào Ma is de 50 anos depo is, as imagt'ns aindll en contram os so lda dos da borra c1Ja l'itlf ll da de memória , de uma apos elltalt orill insig nifica nte e da luta peto reconh eci mento do "stat us" de heróis da Pátria e pc/a dignidade de cidadão, lAA)
• Carru ta ruas d eForta leza or ganizada pelo 5em ta na d écada d e 40
•Mo ra dia construída pela famifia portu gueS<1 Ruela, q ue f icou r ica em Cruze iro d o Sul (AC), em 1940
Fnncisco Ma nuel Ra imundo de Araújo e Heraldo JosilNr são heróis esqu
soldados da borracha
2 'de junhode '998
,, O sacrifício pela Pátria começava na viagem Em ca min/uies
1 1 I tren s de cargas e navios, os , I migran tes passaram meses
I ( de mau s trat os até a " I Ama";nia O medo
1:''1 de um ataqu e " , fulmina nte , I: \ por submarinos ."
em aItu mar
1: ,I alem ães era o terror I I '
I . mca rroce ria s d eca minhões. em vagões d e t rem d e carg a. na terceir a desse d e um navio .IM o Amaz0nas Aviagem dos arigós era di firo DeForta leu atéo seringal. po r , p e m p lo, podia d e morar ma is d e li Vês meses. Pior qu eo d esconforto , eõo perigo de ir a pique no meio d o Tl mar Afinal em tempos de gu erra , e ra comu manotícia d e a taques d e su bmarinos alemães Para prevenir. osso ldadosda bo rr acha recebiam I e um colete salva-vidas Em caso de naufrí gio. nos bolsos internos, ha via uma pequena provisão bolacha e água: Em caso decap, tura pelo esércíto inimigo. uma pilula de cianureto Era escolher entre o suid d io e a prisão inimiga Durante o percurso, valia a lei do blecaute para osso ld ados d a borracha Proibido fumar ouacendersequer umpalito de fósfo ro Os navios c heios d ea rigós eram comboíados " ,po r dois caça-minas e um avião rorpe dead o r Estratégia de segurança daruim até Teresina (P I); outro tre, para prevenir oataquea lemão Uma cho em pé ou sentado em vagão ou : luzinha no mar significava alvoroço no lastro d e trem Maria-Fumaça até i ,a bordo Marinheiros e binóculos no CroatA e Maracanã(MA) 11\«, nvés. Terror entre os passageiros Do Maranhão ao Pará, aviagem que não sabiam nadar Além do sus- d e navio fez muit a ge nte vom itar to, maut rato. Aos migrantes, e ra enjoar e adoecer No navio Pedro I, ofereci da uma alimentação péssima o nd e João Amar o embarco u,iam e reduzida No relento - em muitos mais 1 200 nordestinos Muitos so lcasos famíli as inteiras -, eles pensa- da dos levav amas famílias para a vam se outros perigos e díâcutdades Amazônia Maso alfaiate foi só peno ainda viriam sandono ourob ranco e na namoreDoU oyd Brasileiro, o maior navio d a queacabou casando na ausência d etransporte de passageirose ca ro d ele Em Belém, a tro pa p asso u 22 gas da época. para os Gaiolas Essas d ias esperandou mGa iola p araa e mba rcações menores co nst ruíd as descida aoseringal. : na Inglaterra, EUA e Holanda, leva- Es pe ra d emoiJ'am ossold ados e me rcadorias a té radade trens; 'bsseringais Os d e maior porte e me- po rte e ra si'lhores acomodações - d oisconve-nal d e proses - eram cham.a dos de Vaticanos blemas nos ps de fundo chato tinham o apelido alojament os I: fle Chatas Aforaesses barros, os ari - No poU5O do b..gós viaja vam ta mbém de lanchas, as Maranhão, H iggins, construl das po r tra b alha - I ' dores briliileiros sobo patrodnio fi· nanceiro dosa mericanos Junt o a r '........ bois 0\1 material inflam.ivel a per· te d os emuma pro miscuidade d esumana , milhares de ro rdestinos saiam do mar para os riosque cc mand am a vida no Norte O alfaiate João god r ígues Ama ro n. d eixou umaram oada e m Sob ra l, noiWdo Ceará Pra quem costu rava um palet ó por d iae gol nhava 60 cruzeiros, a v iagempara o " EI Dorado" era ce rteza d e ficu rico A tropa que sa iu com ele pegou oca minhão cantandoum a despedida El es re- J petiram o refrão até cansar eper ceber que as coisas não eram bem como GehilioVargas d izia Mas só depois de dois dias em pé nu ma calTOC1:' ria de caminhão e estra .
• Map.a de Cha bloz mostra ro
MEIOS
d.
TMNSPORIE
DOS TRAll ll.LHll.DORES
Arméd io sa leS. dono de seringal mostra a arma que usava para enfrentar os ari gós nordestinos por exemp lo, acomida ruim causou um motim Zé Doutor, um amigo de João Amaro, foi morto porum sold ado da guarda por causa d a reclamação nahorado a lmoço Revoltados com o assassinato cerca de dois mil homens se rebelaram e for am a pé d e Maracanãa São Luís, noMaranhão Quase uma hora na estrad a O ex ército levou met ra lhad oras para acalmar o pessoal. O negócio era botara tropa toda, e rápido, num navio pa ra Belém Mas nem se mpre isso e ra po ss ível. O qu e no rma lmente acontecia eram longos e enervantes di as de convivênciae m pousos nas cidades com postos d e baldeação. Dife ren tes d oco n st ruí doe m Fortaleza cid ade sede d aarregime ntação, alg uns alo jamentos foram lev antadose m zonas d e malária co mo os d e Beléme d e Manau s Barracões sem tab iqu es divi sórioscomparti lhadosporho-
m en s, mul h er e s e c rianças João
Ama ro ficou emum po uso onde o banheiro coletivo eraum avalacomu m co m d ois me trosd ep rofu nd idadee 20 metros d ecom primento Para u tilizara fossa imp rovisad a, a pessoa teria que se equilibrar e m d oisp a us dei tadosso bre a a be- rtur a d a vala O sol dado d a borr achaco ntaqu e, de vido ao incômododa posição e aos riscos que a o peração exigia, vez por outraalguém cala no bura co Nesses casos, não raros O d esastrado e ra pu xado po ru ma corda , Desordens Brigas Desacatos O exército da borracha chegava li metade da viagem com os nervos a flor da pele. Os aloja mentos eram cercados e vigiados. mas as liberações paraum passeio na cidade representava m p roblemasco m apop ulação
Segundo João Ama ro, osca riocas, em menor número, porém mais afoitos era m os piores Nas ruas, beija• vem as moças li força e criavam confusão Os jornais den unciavam: não são a fina fl or do sertão mas a lama d o asfa lto orebotalho, ro uband o, mata ndo, saqu eando e ferindo Era essa a famado exército que Gehi lio Varga s mand ou buscar na caatinga nordestina
Um órgão, o Serviço d eNavegação eAdminis t ração dosPortos do Pará (Snapp) ficou com a responsabilidade do transporte dos soldados voluntários. O minis tro da Mobilização Eco nômica para o Esforço d e Gue rra,o te nente-coronelJoão AI· berto Lins de Ba rros fez as contas: o recrutamento e tran sp ort e d e homensparaa Amazônia sairia aUS$ 100 por cabeça Alémd oscálculos ele tinha umplano Transportar, sob uma firm e disciplina militar, a tropa numa marcha para pontos estratégicos d escend o pe lo Tocantins at é a Amazônia
A idéia era construir 40 pontos de
"Tudo Lld rãot lb.'<4SSi no Tudo do ooWrr lULmrpUio SóalrabimJ 1"/1 lidar00 Ilrigó - ArmidioSaid CXnt 81.filho lUliNnis.foi Jorro dt cinto no Am' Pm tlt a bom2chII glórill $aid CXnt ati comprou IlJ"' rl amrnto lK1 Rio lU jalrtinJ. O suficimtt pílnJ gaTlmtír Umll rrtlh itr trallquíla. O barro utíliZJldo
so pa ra a limenta ção banhos e d ormid a, além de inspeção e ass isméd ica O pr óprio min is tro afirmava já ter atravessado essa área -600 milhas - a pé O d iretor da Rubber Reserve Company (RR C). O AUen chamou a proposta de blefe de mau gos to Ascri ticasmostra ram quea rola do Tocantins era inviável e massacran te O escoamento deveria ser fei to pela rota Nordeste: Fortaleza, Sâo Luís. Belém, Na ocasião, o núnistro João Alberto perdeu a discussão mas ganhou vários " eâ lhad os", batizadosco m se u nome.fi., lh osdeso ldadosda bo rracha qUit' nasceram duran te a amgimentação nos aJc;amen tosdo Semta EmFortaleza o nde o trab al ho cresceu. o ministro João Alberto realizava missas campais parasoldados e familiares O padre Tie go l u a rthoad era o asseter eeed esíãseco d o Semta A bençãoera notícia no jornal Unitdrio no dia 31 de março de 1943 Na reportagem. o redator contaque o bo ta- fora dos soldadosera feito em meio a "vivas" Pelo acordo as famílias d os voluntários também seriam amparadas, com alimentos. escolas e dss is tênciamédi ca Mas isso não aco nteceu Todo o interesse se concentrava no transpoiW imediatodos homens para a Amazônia Uma passage m só d e ida onde nada quefoi prometidovaleu Na volta depo is de pagara dí vid a como pat rão no se ri ngal, a lém d a nam or ada JoãoAmaro enco nt ro u tamb ém a m ãe cas a d a. Dois anos naAmazônia tinhamlhe rend id o uma ficha com m alária febre amarela, i mpaludis mo, icterícia A mãe não reconheceu o filho Magro amarelo e cabelud o nem de longe ele se p arecia co m o a dole sce nte que se inscreve u escondido no ex ército d abo rra cha " Sai a tr ás d e dinh ei ro e voltei pobre e d oente". (A rilldnt Ar llri;O)
Ofim do liltimociclo dtl bomzdIlllUl Am.zzb1llA .aaarou , inclusn-t (Xml ()S $OI1hos dA frmfl1iJ1 Sorid lÚ rol ltJ r à Síri4. O prrp>d4 bomzdIll.kspmaw. t foi um $<JJt'Mt IfIItm puJn: Ql nordtstinos fiYra m libmJos t 5lJ id gwudou por u tmplo a R" l1ul tSpi ngardA rom I ífIUÚ rnfrmtar. 'tI o W omgaço dos arigds wEra nósou tid· Era d Ia /I numtira gtrIl1 do plllr õo InJtllr o sm ngutiro O prtaJnctitos<jrmaltaU;4 ntJ drtg ada dos migrllnld ao Nortt iW Pais, por Olll .sll das brigas t crmfu-'õÕtS tm qUt 11 IItJPd s<mooItria Na ipoca li ptJJ' ulapio dI: m cum illStgurll nÇll t mMo Il dltgada das la mrlias nordesti" lI$ (AA)
" A tempestad e d e propaganda é imperativa: TrabtJlhlldor IKif"dtsti11O ! Alista·tt no Sen tI Iioil IIU'S"'Ot (U mp" ttu dn'C ".,rll amr /I P4triJJ Esse tipode convocação era característico do Estado Novo, com uma política centralwda, condutor d e massas aglutinando Sol" o trabalho ds ' cartazes, desenhce, e grá ficos sobre o Semta e a ..:. ' borracha es tavam em vários ...; : pontos de Fortaleza e ou tras : Capitais doNordesle O materil ' estava navitrine d as casas : comerciais. Correios. Banco d.o Brasil estações ferroviárias e" Pal.kio do Governo " " Aintenção era confundi r .l! condiçãod e trabalhad or comll d esoldado Os cam pos de ,;, trabalho passam a se r campos de batalha Os termos exérciW, alistamento, recrutamento, :r. soldado batalha guerra estêo semp re presentes Em cadeia nacional, o Programa da Borrachaga rantia o ,...., envolvimentopolítico dos ouv intes Nas ruas, as vantagt;J15 d oSemta eram d ivulgadas em panfletos A propaganda dLtj a que os mlgrantesteriam d ireiki a 60% da borracha prod uzid olJ 50% dacastanha colhida. ' I 50% da madeira de rrubada..=-: ; d ireito livre li caça, li peles d e ani mais silvestres ," IJ abatidos e ainda aum hecwe, dete rra pa rap lantar r O contraste entre a seca ea : Amazônia é reforçado Era p reciso convencer o cidadão d e que a floresta não mais o inferno verde mas a =t da p romissão O sonho do :: paraísocontagiou as tropas H lotavam os caminhões. Emcomboio a cada partida. eram • uma média de l üa 12carro$ t lotados Seeuírd o atrás, um -.-. último caminhão Ievavoll mantimentos paraa viagem.:: Embora a campanha fosse :; naciona1. o Ceará era o ideal para o discurso ; ,J • • Um trabalho ed ucativo cuid adoscom o corpoalimentação. higiene, exames:: médicos periódicos, foi realiz.a do Afinal. era ::: importanteque os voluntáriqr: , tivessem boa disposição e sai ' para o trabalho du ro da extr do látex A prolt"Çâo li fanulivoluntários funcionava es timulo: o trabalhador viaja j despreocupado A Igreja tamlll participava da campanha. 0 padre n ago Zuarthoar. o :: eclesiástico do Semla, da va = assistência rel igiosa aos I voluntários e fanuli as (AA) :
" Úlminhando ptla selva , ;, { ui smngueiro fimnado os {m/ias em galhos de árvores trq, mdo
:;:Çp men dofrutas silvestres , Ço mendo anta e veado (RN) "--:-
o exército da borra cha foi abandonado no front. No meio da se lva, a prisão moral efísica pe la divido , so lidõo, iso lamen to Na " base do salve -se : - c qu em puder, "" os nordestin os tinham que apren der ráp ido a produzir o látex Sem bo rra cha , sem comida Sem borracha , semlib erd ade
soldado s da borrac ha
Um a cará vana d e es tudantes cearenses foi à A mazô nia v er de pert o a si tuaçã o dos co nte rrâneo s e volto u co m u m , noám ero us u s tad o r : pe lo menos 23 mil no rd estinos já tinh am m orrid o NI bata1h.l da bo rracha Por conta e risco Cearenses.. paraiba nos e m ar anh ense s ti nh am que co n vive r coma malária , feb re ama reI la, beriberi. icterícia e a inda feri men· : "tOS ou p roblemas de sa úde d ero rren-
I tt'6 da int ensa e árd ua ativ idade O I soMado da bo rrad\a Antôni o Mol dei I ra.72. foi al istado em SobraL no CeaI rã A caminho d e Rio Branco, ele ronI
m os um l OCO d ev ela e m su as mã os frias Cav amos a sepultu ra na sombrade um a á rvore ecob rimosa co va com Iloreasilvesrres". Os migra ntes e ram esperad os n os portos doVale Amazôn ico Os se ringa listas esco lhiam 05 ma isfo rtes separa vam s ua s tro pa s, cu ida va m d o transporte a lé o serin gal N apa rtilha dos no as e elhas amiLld es se se paravam Afinal, o tf3b al ho e ra feilo n a mal a , n o m á xim o , em dup las.Co m u ma eade rn ela na m ão os p atrões iam regis trand o tu do o quo.> g asla a m co m os arígôs Ad ívida e a esa avidão co meça vam Os co ntra tos d e trabalho er am para inglês ve r.N ad a d o qu efoi pro metido valia Ale i e rada ba la S\lIT3S mo rtes
O p atrão faz ia pressã o co m se us ca· pangas Co ntrola aa co mida, arou p a, o o rE'ITl éd io Ae xplora ção nos preços e ra garantiade aumento dad ivida A bo rr acha e raa moed a Um q uilo d e touci nho eq uiv alia ad ois d e lále ll. A rma s e munições tinh am uma colaç ão ma is alta na tabel a d e p reços A es piAgarda , ven dida a229c ruz eirosn o comé rcio cu s ta vao dobro na f1 ort'$ta Umq uilo d e café por e xemplo, e ra en di do no se ring a l a 10cru zeiros , en quant o na cid ade ru slava 2.50 cruze iros No en tan to nã o h av ia co m o fugir O patrão co ntrolava o abasteci·
m ento Sem bor ra cha sem co mida Sem o '''Id o da dÍ\lda se m libe rdad e O fregu ês, co mo e ra cha m ado o trabalh ad or, d e via mai s q u e látex ao p.ltr .lO: obed iê ncia e respe ito Sah'e-se q ue m pu d er!O freguês jogao jogod oe n g an a d opo r e nganad o P<l ra se vinga r d o palrão, \ end e bo rra cha e'!õCO ndido pa ra o regalão u m co merc iante amb ul mle ao longos d os rios e ig arapés daA malô nia Em l roca doo uro b ranco d es\ iad o qui nqui lharia s d e b<li '(o preço O pequ e n o p ecado , n o e nla n to, lem ri scoa lto N a ma iori a d os casos acabae m mo rte O fregu es m ais uma vez , q ue o jogo se mpre vir apa ra o ma is fo rle No li\' r o d o Tombo d a P relaz ia d o Acre a h istória co n t a uma \"ez qu eoma is fraco tent ou se organ iza r O caso aeon lece u no a no de 1943 às v é spe ra s da festad eSãoSe ba sti ão , qu an do ce rc a d e 200a rig ós co mbi navam a p rese n tar ao inl er\ e ntord o te rrit ório do Acre Si h 'esIre Coel ho , um abaixo-aMina d o recl amand o d a s p éMima s co n diçõe s d e \"ida e d e t rabalhonos se ri ngais d e Rio Bran co Do is p ad re s José Ca meiro e Pe reg rino Cam e iro redig i rama ca r la e fo ram àeo rle marci al po r isso Arusa ção : sa bo tagem d o esforço d e g ue rra Po r es sa eo utr as fru strada s lent a li\'u, osa rigós
u s avam ve z por o utra , avelha esp ingar da d e ca ça co ntra o c apa nga d o p atrão Era ma tar ou m orre r Uma es pinga rd a cartucheira (terçado Co llins),um lampião a óleo diesel (p oro nga), u mafa ca jebond (u !>.lda n osse ring a is d oO rien te ) Ainda d e madru gada. o ari gó d eixa a p alafita (o barra cã o).co n s lru íd a e mm eioa floresta p ara pelCOl1Y r as " estrad as d e No caminho, ele ai co rtand o ârvores. encaixand o ligt'las pa' rol a pa r ar o lá lex e $!.i d t1X'is vol ta para reco lhe r a produção d o d i A esp ingarda pode sa lvâ-Io d e u ma embosca da d e índi oo u d e fera O lamp ião, aco plado niI cabeça co mum supo rted e ai uminio , dareia o ea núnho aind a escuro A faca sangra as árvores soem perturbar a produ tividad e Ale m d e ari gós o a pelido d e brabo s Os n ordt"S ti nos não sa b ia m n ada d o t r abalho Adoeci am e morriam co m faci lida d e Dem ora a ma se a costumar à so lidão e à lei d a mata g rande e ra ad e falia de mulh er Q ua nl o m aior o i solam ent o, m aior o proble ma Os ca sad osq ue se cu ida s.sem U m a es po !>.l podia s ign ificar mo rten ose ringal " Freguês mJta va fregu es p rol ro u bar am ulhe r ", lemb r a Alcide s Rod rig u es d a Si h a 83. Pra ro.> so lve r a q u es tão , tinh ap atrãoqu e mand ava bu scar mu lher e m lu gares di stan tes Ma so se ri ngueiro recla mava : as me-
vou ca rga de lát e x na s cost as ce rca d e.w qu ilos nu ma cesta d e cip ó a jam arhiu , seg urapo r a enate s no p eito e resta d o trabalhador Pr ol completar o p ercurso : o i toh o r as p or di a , m a rge n s do ri o Juruá (C ru zei ro do Sul -Am ) O também ga rantia diversão No fim d e se mana o barr acâo d o p atrã o pro movia um forre para a lrop a s olitã r la. Se c alhasse n a so rte , o a rig ó a i chl.'gil\·J d e e<l m isa d e t r ico line p ara i m pression a r Qua nd o nã ll tinh.t m u lher dan ça\ a homem co m h omem O negllO o e ra bl"bl:'r cachaça e ouvir música Quando não tinha eaeh.tça. bebia -se álcool pu ro e, e m caso d e lu ll.o , .íkoo l mistura do ao lei tl' O " r;1tl(' d l' ma( <leo " , como er a eh ilmildo o p rep aro esq uen tJva o forro que bem poJ ia te rm inar em " pe g a -p r a-cap ol r ". A lé m do s so papos J S festJ S se rvia m Iam· bé m para divu lgação d e hist órias d o.> tra nroso A p referida : o caso d o lI\l"ffi devor ado pt'1o um d os dd 5{" lva Ter !>.lI do como p ol irão r'l,dia s er pe rig(lSO se ringu e iros fl,ram mo rtos na hora d I.' rob rdr a Iibo.> rdJ.de
Ou tros, raros, d eram J o lta pu r cim<l.
Ol:'pois de p.1 gar Illlia a d ivida. foram co mercializar rio ab ai o e aci ma o u pas.saram a d e f'oItrão AIódes
Rod rigues da Si h 'a fez L<ô.50 No se ringa l C ru zeiro do Vale e le p a ssou J t ra nspl rtar ge nte o.> bo rrJ eh a em u m ba ldã o nllS aJlUl'n les d o rio Juru .í, no
Acre Mai s larde n ol f Ol d o rio Tejo gere nciou um seri nga l Eu o que eles 5(lfriam. po r isso ajuda\ a do jPito que podia t,.4. rilldll" AN lÍj 4J
•A rupegem da casca da ,jrvore f a parte Inicia l da extraçAo da borracha em segu ida Oseringueiro faz o corteno sentido horizonta
l e finalmente começa a cofetado látex
Umdia de gl ória Nem que sejatarde d<ma is Os soldados da borracha, hoje todos com ma is de 60 an os, fes tejam o l ' de maio. Nafesta , el es dan çam , cantam efa lam do so nho da aposen tada ria No Acre, pelo men os 11 mi l jd co nseguiram
Chapéu d e couro, forro e cordel
O cearense Pedro Coe lho Dl n lz, 72 matou a sa udade d e sua terra Passou um dia lntclro nu ma festa em ho menagem aos nord estinos. Melhor que isso, só conseguindooquetodo soldado da borracha sonha, t'f.ver a farnfl ia Com a ajuda deum santo ·greíro São Francisco das Chagas ele mbém alcançou agraça Prol pa ga r a messatirou atéfoto na Basílica deCeno Ceará Quitecom o santo, com Varga s e com o patrão, ele agora t(tm u m co mpromisso marcado com o pelo menos umavez porano
Na festa do trabalhadct, I de Mai o, Pedro Diniz revê os rompanheiros de seringa - OS nordestinos que nâo puderamou quiseram voltarprol casa Em Rio Branco, no Acre , eles ccreegcíram uma data Iestiv.. uma cartilha. uma camisa e uma apoR ntadoria de d oia '-lldrios mfnimos Para 4 festa , es teano noClubeRecreanvc Ri o Branco, a tropa de ex-soldados da borrilic hili veto de longe Ca nsada p ela id ad e e pela doença, trazem secos p láltlrot documentos, orações, cord él e relvindlcaçõeI mal resolvid ai d a época d aguerra 'M- Marl. ROia l aJeI, 71 , cho ra de Ímoçlo e revolta Ela iula pau apolen tar um a primaqu e velo numa lev. de 600 pei1011 doCeará Mas nem sempre a apose ntad oria é poea!vel. Segcndc a l ei, dua s test emunhas e to4a a d ocu menpossível tso1Yem o roblema -, eu pai fo i u m herói :Trabalhava pro e trouxe para cá essa carga
·
d egente Ele só falav a nessa aposentad oria. mas morreu sem conseguir O dinheiro fo i d epositad o no Tesouro Nacio nal Ap ra quero ver, pelo menos, minha prima jusnçada Afinal, foi u mavida cangaceira aquela".
Palmas! A fes ta do Sol dado da Borracha tem d iscurso O prefeito d e Cruzeiro d o Sul, Aluizio Bezerra, d ivuJ ga: só no Acre, 11 mil ex-seringu eiros se aposen taram. Filho de seringueiro cearense, ele é o herói dos eng õs Em 1988, como senador pelo PMD8 Alurzio Be zerra consegui u incluir o artigo 54 uma pensão mensal vitalícia, I noAtoda s Disposições Constitucionais Transitórias.No ano seguinte, a lel7 986 I regula mentou a concessão d obenefício Em 1990 a Portaria 4.630 d ispõe sobre as instruções necessári as à execuçãoda lei Pra explicar toda essa oom plic:a çãolegal. o prefeito editou uma cartilha para OIlO ldadoe da borracha Uma hlató-
ria em quadrinhos fala da exis tência do beneffcio e dizcomo oonsegulr A luta agoraé para veraprovado noCongreseo Nacional o direito umdécimo terceuo O exérci to aJX*fltado ellCUta em illndo Autorida dell e autoridadet ao mioofone Por baixo da bluaa, muitol UIAm a camiaa de maJha. uma nova farda do IO ldado epceem ade l!atlo feliul Plna.Imente amparadOl Nü próJdnweleiçOel. terAo que rno& trar como I gnnd gntldlo Oe pol. d falaçao , mú.lca e merend• O a rlg6. e quecem o reu me üem o, 11 dom do corpo e d• Im e caem na Iarr• g claro, j. n lo h mall dd ep ar. o " rabo de macaco" No card.plo IÓ refrigerantecombolo Sebutll o Slml o, 90, perdeu a vista, MOccneegue maia andar ecnnhc, pauo u cinco an ol se tra tando d eImp al udis mo, mas n ão p erdeu ma fes ta. Nascidono Ri o Grande d oNorte, I ele fez famOia no Acre e hoje são os 50-
brinhos que o arompanham a todaparte. Enquanto hd música, ninguém se des'J pede O I'"d emaio dossoldadosda OO r- racha começa às 9 horas d a manhã e vai até às cinco da tarde Quem mora ma is longe e temque pegar ônibus ou carona, chega umdia antes
• Martll Rosa lajes e a prima, emocionadas, na f estadé confra temizaçlo , ou aindad e madrugada Omedo é de que as estradas, Interrompid as e enlameadas, impossibilitem a viagem Afinal , todo cuidado é pouco praquemtem um comp romisso moral, mala um. com tantos doutom Depois é voltar na mesma pisada Retomar aOl b tecatee - vendade picolés e ctgatroi - pra completar o dinheiro d as dellpelU Ocearense Pedro Coelho Dinlz levou o chapéu de couro pra dança e foi o último a latr Lemb rança d oe finais d e semANI noe te rlngatl onde ele fazia UC't'lSO como pé-de-va lse Quem MOmoeu. desempe nho nad ança, mOltra nOl verso s. Napold o Santos, 83, la be faze r cordéis e contar de cabeça a hiltória doAcre Bened itoFerreira, 84, cea ren se do munld plode Ruuu , nl o aprend eu h istória mu o castelhano de tan tos anos na fronteira d a Bolí via, Foi no paísvizinho queele trocou os dentes naturais todosestragados por uma coroa de ouro e se curou decobreíro e fogo selvagem com a graça de $anta luzia Na fes ta, eleque nã o voltou mais aoCeará, mata a saudade d o forró edos ami gos Na música, a vaquinha só temocouro e o osso e o cantador só de ixa a terranatalnoúltimo pau-de-arara Dessa vez se
oerígõ apok!ntou O pé-devalia do s temp os dOI s eringais, é o cesode mulher dança r commulhe r Slo eia também sold adcs d a borrech• Na maioria, viú' vaiqueforam bene üdedee co m a l ei Cho ram, riem, a pe rta m ab olsa sempre cheia de d ocumentos e tra' zempleitos novosp ara IJ autoridad es sempre u m parente qu e não tem co mo p rovarsua v idan a e x tração do látex Os homens por sua vez têm ped idos maisv istosos , Q uerem, por exemplo, des fila rn o Sete d eSetembrocomo heróisda Pátria, em péd e igualdad ecomosco mba te n tes da FEB (Ariadne Araújo J
OS DEZ MANDAMENTOS DO EXERCIT ODA
cumprire mos as lnstruções q ue nosforemlegalmente e n ada s, sempre re<:eb ldascom entusiasmo, procurando produzir maisbo rracha porque a extraordinárIa a,.ao doPresidente Vargas, como uma voltagem de potenclallnflntto tem o milagre e a força decontagiar todosos b rasH eiros pa raa unidadeea salvaçJo da patrla;
Pedro Coelho de d ança re lemb r'rlm os velho s t! mpos de fest no \ bl mlcl o ,
Cumpriremos essas InstruçOes, Ingressand o .1 remente nas selvas, porque a palavra do Pres idente V.rg.s , descendo do Cltet e o nosso I.bor,subindo dos serlng.ls form.mo mesmo h ino da rlça qUI d lstrlbul l;u.lm l ntl o SlU IIn;uI I os seu. benef lclos nos p. 16clos, n• u. ln In b.rrlca.; \
defen dendo a im ensidadeda s a rvores porque o presidente Vargas ê um a póstolo da h umanidadered im ida po rque perten cemos aos 300 milhões de americanos qu e t ran sformamo seu cont inentenumSinal, paraas novas táb uas da lei eos novos decretos dos homem;
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Prometemos converg ir todos os nossos esforços na vi ada produ çlo, certos que a se ria uma traiçlo os AlI,dos que se batem pela llberd,dt, • Irm las que foram Slcrlflcados pel. vll,n l dvers;rl ,. '0 1 noss os ,eron,ut.l s •m. rlnhelros que exerc em viglllncl no Jltofll contfl ' toe. /.s dos
5), prom. tt mos trllh" dl. rI.m.ntt 11 Inra dll d.s rl gu. I" s, porque nqu.nto hon"mOl OI co mprom luOI do
Brasil que o Presiden teVargas fi rmo u pera nte o mundo, também real/zamos uma outra de econ omia,integrando o Amazonas ti econ omia nacional;
6 Prome temos cum priras ordens do govern o da Re p blica, porqu e arreg imentadoscomo solda dos, traba lhamos como homens livres, oi luz de contratos ass Inado s n o MIn Istério do Traba lho com a s garantias das leis sociais, benem erfncia do Estado Nacional;
permanece r nos se ringa isP'" o que formos des nados porque fio qUil rttls do Bmlle d l.s nlo Sllre mos. com.ttndo (rim. d d s. rç l o, como nlo Sllrf.mos d I uma frtntt d batalh ;
Miiscipira 0 11 Curupira e'orn Ct queiram chamar, ele io rei da Montanha e vit't' morando lá de todilS IJS caças
ãõ deixa lli"gll ém mata r (RN )
se gund
indios A purinãs O m ito a! .sustoc o exé rcito da bo rr achan as rr lad ru gadas de e xtraçã o de lát ex Só um tiro no um bigo pode ria ma tar o bic ho. N o Parque Chi co Men des , na fi('J iferia de Rio Branco ( AC1 uma I Iuçâo do Mapinguari e m tamanho narural conta a leM .:a pa ra os visitant es, No l uga rd a mu la-sem -cabeça d o lob isomem. da al ma penada , o Curupira a Mãe da Mata Matinta Pereir ol o Ceboq umho obo lo A flor esta tem mu itos perig os pa r. q uem v em d o s e rtã o n o rde sti no O Curup i ra é ave r me lhad o e te m afo r ma d e um macaco com o s pés vira dos p ar a tr á s. No d i ae mqu e o caçado r vê esse bicho não consi gue m a la r a caça : um a m oleza , fica d e a za r Pa ra en gana r o besta, o Curupira se transforma ta mbém n uma lind a m oça q uefaz o caçad o r se pe rder na 110resta Se nã o for isso pod e ser a Mãe d a Mata. qu e cas tiga o se ri nguei ro q ue ma ltrata as á rvores Essa é um a velha m agrinh a , m as exige nte e po de rosa Açoi ta c a-
Lembran ça de casa
Tanto cearense, SÓ podia dar nisso
Às m arg e ns do r io Juru.i ( AC) u m se ringal te m o nomePortal eza Mas nomuni cipio Cl1U.{'iro d o'Sul.a nolí ei.l é d e de zenas d elor alida de s cha mada s d e Cea ra Rio ( :ra ndt'do N o r te Parafba.Uma m n eirad os sol dado s d abo rracha Sf se ntirem e m casa Po r causa d isso, losé Pereira d a Silva. 64, pode dize r que mo ra em " Fortaleza", a Cdpill ,I onde nas-
Ct'U o pai dele José Perei rol não corta
mais se rin ga e nem C on se gu fu o apose nto como so lda< lo da bo rracha víve d o pl antio &. ! arroz e feijão par .l s ustentar afan Il1ia
d
de
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utr aziap ara a m ulher faze r aco mida p ros m enin os ". Naviz inha nça ,o u tro soldado d a borracha, o João B-a list.l da Sih'a, 73 diz a lime nta r um sonh o : co nhece r ave rdadei r a cidade Fortaleza. " Sou me tido e peruan o Vou o nde q uero".
•D ferrov l. ao sering. 'Rodrigues Am aro , n. tsarmI o Imo &1111/1OS .ti MinJw Vl.d4 t POtSÍl!S Pop llU,Fl5, rmdt dt con t4 o qllt sojm4 114 ,.m, r",. 'I'" dorg<N foi """"'" ,... tr llfxdhm- Illl ll' P1S tru'*' 44 tstrIIdJI.k /mo MAdtir 4-Mmnort nws unw prog4 dt pitJlho brllnro, rou lgo llmJ% t lttrico Ir. o arig6 dtsislir. MA oxrir4 rn/a ntll qUttJj dudnN dr Sll ill 14 não Sllportat'4 11 StlIld4dt t "wmd lU amprn dimmto
Monografias, t eses de doutorado, temas de debat e li as salas de aula e nas OrgmJi:. açõt s Não Got't711am etltais, espa ços fC Sfroados IIOS "", seUS. O último e te"ebroso dclo da bo rra cll a at rai até hoje o jnteresse de ce nten as de pesscas li a No rtedo Pa ís. Mas o cuidado co m o acert'O aill
Asaga d o Ex érci to da Borracha já rend eu pe lo men os u mate se d e d out o rad o Professo r d a Universida de Federald o Acre (Ufac), o catarinense Pedro Martine llo, se ap aixonou pe la histó ria A pes quisa abrange , in clusive , umfar to material levadod oBrasil para os EUA. arq uivo s de várias ins tituições a mericanas qu e trabalharam na Campa nha da Borracha
rOsmicrofilmescus taram
US $ 500 em uitas n oites d et rabalho a Ped ro Martinell o Dep ois d e publicad o pe la U face m 1988, o estud o é h oje um a d a s m ais completa se rara s obra s sobre o assunto
Maso t em a vem d espe rt and oo in teress e d os u nive r s itários , in clusive n o Cea r á. M aria do 50corro Go mes Vieira conseguiu s eu grau d e bac ha rclado na Univc rsid ade Fe de ral d o C ea rá
{UFCl co m a mon ografia
Soldalfo da B o rrl1c/1r1 -
Di snm.Qlia t'migração '/lima eco nomia de g l/ erra No Mu se u da Borr a cha , e m RioBranco (A C), onde nemt ud oéco nta do , SdO o s turi s tas qu e fica m im pre s sionado s O en carr ega do de recebe r o sv isitan tes , o eX -!it,'ri ngu eiroe p oeta p opul ar Raimund o Non ato d a 5i h 'a , 66, sai apontando a s peça s da época, mi sturand ohis tória comversos de c o rde l, con fund ind ooses t rangei ros , I gn o rant eso bre núm eros , ele também é in ocent es obre part e d essa Sil-
eiro é
m a ceito no m
P ode ser um a boa fonte d
ren da " , O certo é ( Iu e a pesar das propo sld s, a pa s S<)-y gem do s écu lo e o fim
doú ltimo de lo d a bo rg a: a vi agem eoe ngano d e mi lh a re s d e rarfa rep resentaram po uco par ao serinnordesti nos gueiro.. El e a inda vive cati voe is o lado no O Conse lho Na cional dos Seringuei - meio da se lva , à mercê de um itr âo. No ros h á tO a nos co m se de n o A cre , n ão Acre, por exemp lo, as den úncian nos jorcuid a d o resg ate his tórico. O objetivo é a n ais e dos re pres entant es d ee r ui da des o rga niza ção dos se ri n gu eiro s. A l uta é q uetr a ba lhem co ma ca tegoria n - ros tra m parti quee lescontinue mn a flo resta qu e isso.M as adi s t ânciaea di ficuf fad e d e o preço do l átex vo lte ti subir e qu esa iam ac esso aosse ri nga is pare cem St' r o bst éfi nanciamento s parti op lantiod e arroz e cu losg ran de s dema is p ara serenn s u pefeij ão Sobre aescr avi dão que ai nda ho jerad o s ainda hoje, num a época en 1 qu e a "- u bjll,:;a ()<; seringueiros o Conse lh oNa- tecnologia fa z d o mu ndo u ma gr a nd e alcion al ex plica que ,1 den uncia é d e difícil dei a, on de a co municação instar, u ânea a puração, rllr que nâo h áco mu nicaç ãoNosm useus, a mem ória vem pe la metana maio ria do s s er in gai s. Os jornais d o d e e e mp írica (Arilldl/ c Arlll íjo)
Acre no en tanto ain dat razem notícias d et rebalhoescr.ivo nos se ri ng a is O Centro d e Trabalhado res da Amazônia(CfA)cu ida d a a lfabetização e saúde d oser ingu eiro. Segu ndo o coo rdenado r Raul Varga s ! nnico , 33, o ó rgãom o nla pE'l luena s l"SC(lIJS nos St:' ringa is p araensin M o básiw : l S qU,l t ro ore raçõe s, po r exemp lo "N a hllra d e w me rd alizar o látl'\e letemqu e fa zer c onta s p ara n do con (mu ilr a ser ludib riado ". Como a p roduçãoda borracha a cabou. a p ropostad o CfA é que ose ringueiro ap roveite olá te x par afab ricarsa patos, b onecos, vasilhas,u lcn s ,liosd e bo rrac h a " D á d i-