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Nossos Bairros Nossa Fortaleza - Caderno 6

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REGIONAL 6: PERCURSOS CULTURAIS

Projetos e negócios se desenvolvem junto com os bairros da Regional 6, movimentam a economia e fortalecem as pessoas

Dona Ritinha comanda a biblioteca comunitária Livro Livre Curió e empresta livros sem data para devolução
FERNANDA BARROS

NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA

EXPEDIENTE

FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA (FDR)

Presidente: LUCIANA DUMMAR | Diretor Administrativo-Financeiro: ANDRÉ AVELINO DE AZEVEDO | Gerente Geral: MARCOS TARDIN | Gerente

Editorial e de Projetos: RAYMUNDO NETTO | Gerente Pedagógica: VIVIANE

PEREIRA | Gerente de Audiovisual (Canal FDR): CHICO MARINHO | Gerente de Marketing & Design: ANDREA ARAUJO | Coordenadora de Projetos

Sociais: LIA LEITE | Analista de Projeto: NARCEZ BESSA

NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA: MAPEAMENTO ESTATÍSTICO E AFETIVO DA CIDADE

Concepção e Coordenadora Geral: VALÉRIA XAVIER | Coordenador

Editorial: GIL DICELLI | Editora-executiva: PAULA LIMA | Editora-adjunta: ANA BEATRIZ CALDAS | Designer: NATASHA ELLEN e RENATA VIANA | Textos: ANA BEATRIZ CALDAS, CAROL KOSSLING, CRISTINA BRITO, LETÍCIA DO VALE e PAULA LIMA | Analista de Projetos: BETH LOPES | Estratégia e Relacionamento: ADRYANA JOCA e DAYVISON ALVARES | Pesquisadores (OPOVO.DOC ): ROBERTO ARAÚJO e MIGUEL PONTES

Movimento da Regional 6

O modo como olhamos para a cidade constitui uma experiência subjetiva, que nos conduz à construção de memórias, imaginários e afetos muito particulares. Para dar conta de uma cartografia afetiva sobre Nossos Bairros e nossa Fortaleza nos inspiramos no clássico Os Sertões, de Euclides da Cunha, para fazer o desenho de cada uma das regionais da Capital. Falaremos sobre a terra, o homem e a luta.

A cidade moderna se desdobra em usos criativos do espaço, é sobre a Terra. A arquitetura, as características geográficas, quem nos levará por esses percursos é quem ocupa e mora ali. Nas páginas sobre o homem damos voz às lideranças, aos moradores mais antigos, aos apaixonados pelo próprio bairro. Ao falar de luta, vamos mostrar como os bairros se sustentam economicamente. Quais os comércios locais, quais os bons negócios, o que fazem os moradores para gerar emprego e renda na região.

Uma cidade existe na arte de inventar o cotidiano, trançando nós de memórias e de solidariedade, desenhando mapas afetivos e redes de conexão nas expressões de identidades pessoais.

Imagine ver a sala de casa virar biblioteca em um bairro que foi cenário de violência e ressignificar esse território com acesso livre à leitura. É assim que no Curió a biblioteca comunitária Livro Livre Curió chama atenção. E quem passa despercebido do colorido de uma quadrilha? Na Messejana, o projeto Junina Amor Quadrilheiro leva alegria, amplia a força cultural do junino e dá oportunidade para jovens. No Parque Manibura, uma padaria artesanal com sabor de casa de vizinho, cresce junto com o desenvolvimento do bairro. Vem conhecer a Regional 6!

12 10 SUMÁRIO

REDESCOBRINDO A NOSSA FORTALEZA

04 06

TRADIÇÃO JUNINA DE PAI PARA FILHO O QUE VOCÊ PRECISA

SABER SOBRE A REGIONAL 6

PARA DEIXAR O CONHECIMENTO LIVRE

14 PADOCA DE TODAS AS HORAS

16 PARA IMPULSIONAR AS REGIONAIS

Fortaleza é uma cidade diversa, plural e encantadora. Terra de gente acolhedora, trabalhadora e resiliente. Transformadora e revolucionária, nossa Capital se adapta conforme as necessidades. Somos mutáveis, assim como a nossa perseverança, que se renova a cada manhã.

Acompanhar essas mudanças, e potencializá-las, demanda que possamos compreender a nova realidade de cada um dos nossos 119 bairros, cuja distribuição, em 2021, passou de sete para 12 secretarias regionais. Para além da alteração administrativa, as necessidades e vocação econômica também podem ter mudado, sobretudo após a pandemia, que transformou rotinas, comportamentos e a relação das pessoas com os espaços públicos.

REDESCOBRINDO A NOSSA FOR TA LEZA FOR TA LEZA

Vale ainda ressaltar que o último Censo Demográfico no Brasil foi realizado há 12 anos. Precisamos, portanto, compensar a defasagem com outras informações, atualizadas, qualificadas e centralizadas, que orientem políticas públicas e ações de fomento, coletivas e individualizadas, para atender as demandas da população. Essa é uma preocupação de todos os 43 vereadores de Fortaleza.

Diante desse cenário, a Câmara Municipal lança o projeto “Nossos Bairros, Nossa Fortaleza”, em parceria com a Fundação Demócrito Rocha, que fará um mapeamento estatístico e afetivo da Cidade, além de oferecer palestras, cursos de capacitação e ações de incentivo ao empreendedorismo local.

Desta forma, nós, fortalezenses, também redescobriremos a Cidade. Conheceremos Fortaleza uma vez mais e, certamente, nos apaixonaremos novamente. Essa e tantas outras vezes forem necessárias. E o prazer será sempre nosso, Fortaleza.

FCO FONTENELE
NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA

O

VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A

REGIONAL 6 REGIONAL 6

População consolidada por bairro, 2021-2022*

Aerolândia – 12.523

Alto da Balança – 14.127

Cidade dos Funcionários – 20.127

Jardim das Oliveiras – 32.599

Parque Manibura – 8.300

Messejana – 45.960

Cambeba – 8.405

Parque Iracema – 9.271

Lagoa Redonda – 30.811

Curió – 8.419

Guajeru – 7.350

José de Alencar – 17.643

Paupina – 16.166

São Bento – 13.189

Coaçu – 7.924

**Fonte: PMF/SMS/COVIS/CEVEPI

*Projeção populacional com base no Censo/2010, IBGE

Parque Urbano do Lago Jacarey

Parque Urbano Jornalista

Demócrito Dummar (Lagoa da Messejana)

2 mercados públicos

Mercado de Messejana

Mercado da Cidade dos Funcionários

1 cemitério

Cemitério de Messejana 11 Ecopontos

Lagoa Redonda
FORTALEZA - CE, 12 DE AGOSTO DE 2022
NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA

NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA

MESSEJANA

TEXTO: ANA BEATRIZ CALDAS

Desde pequeno, o jovem Moisés Santos, 23, demonstrava ter talento e gosto pelos festejos juninos. Criado na Messejana, ele acompanhava o pai, JosédeArimatéaBenedito,emdiversasatividadesrelacionadas à cultura popular, mas era nas quadrilhas que brilhava e se sentia verdadeiramente em casa. Foi essa paixão que o levou a criar, em 2016, junto ao amigo Mikael Nascimento, o seu próprio grupo: a JuninaAmorQuadrilheiro,queem2022voltouafestejardepoisdedoisdurosanosdepandemia.

Para Moisés, as quadrilhas são um movimento que reúne famílias. “Tem muito a ver com herdar uma cultura, vai passando de um para outro”,

ressalta. Não à toa, a criação de seu grupo ocorreu como forma de ampliar as atividades da Junina Infantil Cumpade Vivart, parte do Grupo Artístico Vivart, idealizado e dirigido por seu pai há 13 anos.

“Meu pai é um ícone do bairro: todo mundo o conhece pela quadrilha, e em 2009 ele me puxou para dançar. Como queríamos disputar, vimos a necessidade de criar uma quadrilha para adultos, e nos instalamos na Messejana porque a maioria dos brincantes morava por aqui”, conta. Com o passar dos anos, o irmão caçula de Moisés, Aryzinho, 18, também se juntou à festa. Mesmo sem brincar, participa da produção dos grupos do pai e do irmão e

TRADIÇÃO JUNINA DE

PAI PARA

FILHO FILHO

Imerso na cultura popular desde

criança, Moisés Santos hoje conduz a Amor Quadrilheiro, grupo junino da Messejana

Moisés Santos pegou gosto pela dança quando brincava na quadrilha junina do pai, Ary Benedito. Hoje, é coreógrafo e dirige seu próprio grupo

está sempre por perto para fazer a paixão da família continuar rendendo frutos.

Filho de brincante…

É com orgulho que Ary Benedito fala da trajetória “solo” do filho como diretor da Amor Quadrilheiro. “Ele é um ótimo coreógrafo, herdou uma veia artística. Me dá um orgulho danado ver que ele está se saindo muito melhor que eu como brincante. Sempre mostro o trabalho dele para as crianças, porque ele também era pequenininho quando começou”.

Com quase 30 anos de história nas quadrilhas juninas, Ary deseja que outras crianças do bairro vejam na cultura popular as possibilidades que seus filhos

“O junino causa um impacto muito valioso aqui, porque antes muitos meninos não faziam nada além de ir para a escola”

enxergaram. “O junino causa um impacto muito valioso aqui, porque antes muitos meninos não faziam nada além de ir para a escola e, agora, nos reunimos para que eles mostrem seus talentos. A gente se torna uma família: trabalha valores, vestimentas, disciplina, o respeito mútuo”, completa.

Desafios e novo ciclo

Antes da pandemia, sem espaço fixo para eventos, quando não conseguiam ensaiar em colégios como o Liceu de Messejana e o Saraiva Leão, os cerca de 40 brincantes tomavam as ruas do bairro para ensaiar. Após a filiação à Federação das Quadrilhas Juninas do Estado do Ceará (Fequajuce), a Amor Quadrilheiro começou a participar de festivais municipais e estaduais, além de buscar apoio através de editais da Secretaria da Cultura (Secult-CE), que têm auxiliado o grupo se manter após as dificuldades ocasionadas pela pandemia.

“Nas últimas semanas voltamos a participar dos festivais, que aos poucos foram voltando, e em setembro já aceitaremos novos integrantes para começar os ensaios para o ano que vem. Nossaquadrilhaédejaneiroajaneiro”, afirma Moisés. Para participardogrupo,bastatermaisde 15 anos, entrar em contato para se inscrever e comparecer aos ensaios - e ter paixão pelo junino, é claro!

TERRA

Junina Amor Quadrilheiro

Inscrições para novos membros: A partir de setembro. Membros a partir de 15 anos; menores de 18 anos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para participar Telefone: (85) 98957 2921

Redes sociais: @amorquadrilheiro

FERNANDA BARROS

CURIÓ

PARA DEIXAR O CONHECIMENTO

LIVRE LIVRE

Tocada por uma família apaixonada por literatura, a

biblioteca comunitária Livro Livre Curió tem como critério o empréstimo por tempo ilimitado para todos

TEXTO: ANA BEATRIZ CALDAS

Quando o filho Talles Azigon resolveu colocar um sonho antigo em prática - criar uma biblioteca comunitária no bairro onde a família morava, o Curió, no limite com a Lagoa Redonda -, a manicure Rita deCássiadaSilvaSoares,54, assentiu de pronto. Abraçou o desejo de Talles como se fosse seu e, aos poucos, foi ajudando-o, junto aos outros filhos, amigos e vizinhos, a transformar a casa onde moraemumpontodecultura e educação.

Dona Ritinha, como é conhecida, conta que a região

Dona Ritinha é manicure, comanda a Livraria Livro Curió e diz que o horário de visitação é da hora que ela acorda até a hora que vai dormi r

tinha um estigma relacionado à violência, especialmente após a chacina que vitimou 11 pessoas no bairro em 2015. “O pessoal tinha muito preconceito com a comunidade. Você falava que morava no Curió e todo mundo falava ‘vixe!’. Quando a biblioteca chegou, acabou esse‘vixe!’,ehojevemgentedeváriaspartesda cidadefazeratividadesaqui”,comemora.

O local possui uma dinâmica própria para incentivar os empréstimos. “Aqui não tem essa deanotaroquepegou,terdiaparadevolver.Por isso o nome da biblioteca é Livro Livre: porque acreditamos que temos que deixar os livros voarem”, afirma Rita. E foi assim que a cultura começou a flutuar entre os moradores da região. Hoje,oacervocontacomcentenasdelivros,mas tambémjornais,DVDsejogosdetabuleiro.

Em uma casa próxima intitulada “casAvoa”, anexo da biblioteca, são ofertadas atividades de formação e lazer, como o cineclube e a colônia de férias. Os encontros fixos têm dia certo para ocorrer: às segundas, há clube de leitura. A quartaéodiadocinema.Hádiasemqueocorrem atividades com voluntários, como brincadeiras, oficinasemuitomais.

Mas quando perguntada sobre o horário para pegar livros, Rita afirma: quem quiser pode chegar a qualquer hora. “Coloque aí de 8 às 23 horas”, diz, pensando em um horário que compreenda o maior espaço de tempo possível. “Mas enquanto eu estiver em casa, até a hora de dormir, as portas estão abertas para todos”, completa.

De leitora a mediadora

As oportunidades que a biblioteca criou para a comunidade reverberaram também na rotina de Rita. Apaixonada por contos e histórias infantis, ela tinha deixado as leituras de lado há muito tempo quando o filho resolveu criar, em um cantinho de sua casa, o acervo literário. Sentindo-se motivada e inspirada, ela voltou a ler com frequência, se encantando especialmente pela literatura escritapormulheresnegras.

“Gosto de ler mulheres pretas porque me identifico com elas. Elas também sentem o que eu senti, falam do que já passei”, destaca. A Livro Livre também foi responsável por um dos encontros mais emocionantesdavidadeRita:o diaemqueConceiçãoEvaristo, umadesuasescritorasfavoritas, foi até o Curió para conhecer o espaço. “Chorei de emoção ao vê-la na minha casa”, lembra, emmeioarisadasdealegria.

Assim como a ilustre convidada,cercademilpessoas visitavam a biblioteca por mês antes da pandemia. Durante o período mais crítico da crise sanitária, ela serviu de apoio para crianças da comunidade terem acesso a computadores e internet e continuassem estudando. Agora, o trabalho segue com sua missão fortalecida, com o apoio de doações para manter e ampliar o acervo e a programação culturalnacasAvoa.

“ Por isso o nome da biblioteca é Livro
Livre: porque acreditamos que temos que deixar os livros voarem”

Livro Livre Curió - Biblioteca comunitária

Endereço:RuaGeorgeSosa,109 -Curió

Horáriodefuncionamento: Diariamente,das8hàs23horas

Site:www.livrolivrecurio.com.br

Paradoar:www.apoia.se/ livrolivrecurio

FERNANDA BARROS
FORTALEZA - CE, 12 DE AGOSTO DE 2022
NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA

PARQUE MANIBURA

PA DO CA PA DO CA

DE TODAS AS HORAS

Estilo artesanal da Les Roches

estimula população do bairro a desacelerar para curtir um espaço aconchegante com boa gastronomia

“Se você chegar aqui, não sabe quem é o dono. Vou estar sempre vestido como um cozinheiro, de avental, fazendo pão. Eu sou apenas mais um da equipe”. É esse o diferencial que o chef e padeiro Juarez Santana, 49,vêemsuaPadocaLesRoches, uma casinha de madeira intimista e aconchegante no Parque Manibura que opera como padaria, restaurante e, de acordo com Santana, também como segunda casademuitosclientes.

Juarez nasceu em Fortaleza, mas com 12 anos, após o divórcio dos pais, começou a se dividir entre a Capital e o Rio de Janeiro. Quando começou a se interessar pela gastronomia, em 1996, foi para a Inglaterra, onde morou por 14 anos e conheceu sua esposa, Vivian van Bellen, 41, também chef de cozinha. Depois desseperíodo de intenso aprendizado, o casal viveu um ano na França e mais um tempo no Rio de Janeiro. Há 11 anos, porém, Juarez resolveu voltar para Fortaleza, onde começou a história da Les Roches com Vivian.

O espaço, que hoje funciona

ao lado do Le Cuisinier, restaurante-irmão da Padoca, começou como um bistrô em 2013, numa lojinha de 30m². Dois anos depois, viria o restaurante e, entre 2018 e 2019, a boulangerie, em uma nova sede. “Seguindo uma escola francesa de panificação, comecei a fazer pães com fermentação natural. A paixão foi aumentando e fomos fazendo croissants, pastéis de nata, brioches. A gente abriu a padaria e foi aprendendo com ela”, conta Juarez,orgulhoso.

Para se especializar no novo nicho gastronômico, o casal buscou capacitações e novas receitas. Vivian, além de assumir a parte de gestão do negócio, começou a fazer o Kefir da Padoca, um dos produtos de maior saída. Juarez fez cursos de panificação artesanal. Ambos procuraram os melhores fornecedores: de farinhas classe A orgânicas nacionais e internacionais a pequenos produtores de Fortaleza, como as marcasLilaeQuitandinha.

TEXTO: ANA BEATRIZ CALDAS
FERNANDA BARROS

“A gente tenta oferecer uma alimentação saudável, curativa. Não usamos nenhum tipo de melhorador ou conservante. Pensamos assim: como funcionaria uma padaria de 80 a 100 anos atrás?”, comenta o chef proprietário. O ritmo desacelerado, leve e despretensioso faz parte do DNA do negócio: os gestores não investem em marketing e mal movimentam as contas de redes sociais, confiando no boca a boca que tem feito a Les Roches crescer.

“Nossos clientes acabaram virando nossos amigos, que veem a padoca como extensão da casa e vão falando dela para outras pessoas. É uma clientela bem fiel - há pais que vinham com as esposas grávidas e hoje já trazem suas crianças de três, quatro anos, que se sentem em casa aqui”, celebra Juarez.

Crescendo com o bairro

A fidelidade e apoio dos clientes têm papel definitivo no conceito do espaço gastronômico, que foi testando receitas e coletando opiniões dos melhores críticos: os clientes fiéis. Estes, aliás, são responsáveis pordarotomdaPadoca,quevaisetransformandoao longo do dia. Pela manhã, é lugar de café da manhã,

família e casa cheia. Na hora do almoço, a Les Roches opera como um pequeno bistrô, com menu reduzido. À tarde, o ar é de cafeteria. À noite, o cheiro de pizzas, sanduíches e sopas toma conta da casa. “O público vai mudando de acordo com os horários: são casais com crianças pequenas, idosos, o pessoal que trabalha ao redor, depois o pessoal mais jovem, que vem da academia”.

A multiplicidade de perfis de clientes, para o casal, vem da boa localização. Para Juarez, o Parque Manibura se desenvolveu bastante na última década, e cada vez mais negócios com boa estrutura têm feito morada por ali. “A gente meio que cresceu com o bairro, fazendo tudo com as mãos e tentando ser verdadeiros artesãos”, lembra o chef.

a cozinha artesanal que testemunha as transformações do Parque Manibura

CARDÁPIO

Entre os destaques do menu estão os Eggs Benedict, o Kefir e a Baguette com Roastbeef. Há também ciabattas, focaccias, tapiocas, omeletes, croissants, bolos, cafés, smoothies e pizzas

Endereço: Rua República da Armênia, 1311 - Parque Manibura

Horário de funcionamento: Todos os dias, das 7h às 22 horas

Telefone: (85) 3037 4810

WhatsApp: (85) 99901 9541

Instagram: @padocalesroches

Padoca Les Roches
FORTALEZA - CE, 12 DE AGOSTO DE 2022
NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA LUTA
Juarez Santana e Vivian van Bellen comandam

PARA IMPULSIONAR AS

RE GIO NAIS! RE GIO NAIS!

Encontro e curso online irão promover o empreendedorismo dos

bairros da capital cearense

O projeto Nossos Bairros, Nossa Fortaleza irá promover encontros nas 12 regionais para debater o empreendedorismo. Comandados pelo professor Randal Mesquita, os eventos são gratuitos e abertos à toda população. A conversa irá partir dos cinco pontos principais do empreendedorismo, os tópicos que são definidores do sucesso ou fracasso de um negócio. Em seguida, Randal vai ouvir os desafios dos empreendedores da região e conduzir a conversa com orientações e mapeamento de oportunidades para diferentes segmentos. A ideia é encontrar potencialidades e caminhos para deixar cada regional em suas particularidades mais próspera e produtiva.

FACILITADOR

Randal Glauber Santos Mesquita

Contador, MBA em Controladoria, Mestrado em Administração de Empresas

Consultor especialista em finanças para varejo e serviços

Professor especialista em Educação Financeira Sócio da Result Consultoria em Varejo e Serviços

AGENDE-SE

Os encontros ocorrem sempre às 14 horas. Confira as datas e locais:

REGIONAL 1 | Data: 11/08/22 |

Local: CUCA BARRA - Av. Pres. Castelo Branco, 6417 - Barra do Ceará

REGIONAL 2 | Data: 31/08/22 |

Local: a definir

REGIONAL 3 | Data: 16/08/22

| Local: Secretaria Executiva Regional 3 - Av. Jovita Feitosa, 1264 – Parquelândia

REGIONAL 4 | Data: 17/08/22

| Local: SESI Parangaba Av. João Pessoa, 6754 – Parangaba

REGIONAL 5 | Data: 18/08/22

| Local: Centro Cultural Bom Jardim - Rua 3 Corações, 400 – Grande Bom Jardim

REGIONAL 6 | Data: 19/08/22 | Local: SESEC - Secretaria Municipal de Segurança Cidadã - Rua Padre Pedro de Alencar, 2230 – Messejana

REGIONAL 7 | Data: 22/08/22 | Local: UNI7 - Centro Universitário 7 de Setembro - Av. Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395 - Luciano Cavalcante

REGIONAL 8 | Data: 23/08/22

| Local: CUCA José WalterR. 69 - Pref. José Walter

REGIONAL 9 | Data: 24/08/22 | Local: CUCA Jangurussu - Av. Gov. Leonel Brizola, s/n - Jangurussu

REGIONAL 10 | Data: 25/08/22

| Local: CUCA Mondubim - R. Prof. Glauco Lobo – Mondubim

REGIONAL 11 | Data: 26/08/22

| Local: CUCA Pici - Cel. Matos Dourado, 1499 - Pici

REGIONAL 12 | Data: 30/08/22

| Local: Teatro Morro do Ouro (Anexo do TJA) Rua Liberato Barroso, 525 - Centro. *Este encontro será realizado às 15 horas.

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