Moradora da comunidade Castelo Encantado, que compõe o Vicente Pizon, desde os oito anos, a gestora cultural Helena Barbosa, 34 anos, aponta a poesia e arte do bairro

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Moradora da comunidade Castelo Encantado, que compõe o Vicente Pizon, desde os oito anos, a gestora cultural Helena Barbosa, 34 anos, aponta a poesia e arte do bairro

A diversidade e a essência dos bairros que circundam a orla

FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA (FDR)
Presidente: LUCIANA DUMMAR | Diretor Administrativo-Financeiro: ANDRÉ
AVELINO DE AZEVEDO | Gerente Geral: MARCOS TARDIN | Gerente
Editorial e de Projetos: RAYMUNDO NETTO | Gerente Pedagógica: VIVIANE
PEREIRA | Gerente de Audiovisual (Canal FDR): CHICO MARINHO | Gerente de Marketing & Design: ANDREA ARAUJO | Coordenadora de Projetos
Sociais: LIA LEITE | Analista de Projeto: NARCEZ BESSA
NOSSOS BAIRROS, NOSSA FORTALEZA: MAPEAMENTO ESTATÍSTICO E AFETIVO DA CIDADE
Concepção e Coordenadora Geral: VALÉRIA XAVIER | Coordenador
Editorial: GIL DICELLI | Editora-executiva: PAULA LIMA | Editora-adjunta: ANA BEATRIZ CALDAS | Designer: NATASHA ELLEN e RENATA VIANA | Textos: ANA BEATRIZ CALDAS, CAROL KOSSLING, CRISTINA BRITO, LETÍCIA DO VALE e PAULA LIMA | Analista de Projetos: BETH LOPES | Estratégia e Relacionamento: ADRYANA JOCA e DAYVISON ALVARES | Pesquisadores (OPOVO.DOC ): ROBERTO ARAÚJO e MIGUEL PONTES

O modo como olhamos para a cidade constitui uma experiência subjetiva, que nos conduz à construção de memórias, imaginários e afetos muito particulares. Para dar conta de uma cartografia afetiva sobre Nossos Bairros e nossa Fortaleza nos inspiramos no clássico Os Sertões, de Euclides da Cunha, para fazer o desenho de cada uma das regionais da Capital. Falaremos sobre a terra, o homem e a luta.
A cidade moderna se desdobra em usos criativos do espaço, é sobre a Terra. A arquitetura, as características geográficas, quem nos levará por esses percursos é quem ocupa e mora ali. Nas páginas sobre o homem damos voz às lideranças, aos moradores mais antigos, aos apaixonados pelo próprio bairro. Ao falar de luta, vamos mostrar como os bairros se sustentam economicamente. Quais os comércios locais, quais os bons negócios, o que fazem os moradores para gerar emprego e renda na região.
Uma cidade existe na arte de inventar o cotidiano, trançando nós de memórias e de solidariedade, desenhando mapas afetivos e redes de conexão nas expressões de identidades pessoais.
Nas páginas a seguir, um recorte da Regional 2, numa abordagem jornalística-etnográfica não convencional. Conhecemos o seu Osmar das famosas tapiocas no Meireles. Ouvimos as narrativas artísticas do Vicente Pinzon e sentamos para uma cerveja gelada no Bar da Árvore, na Aldeota.
Boa leitura!
REDESCOBRINDO A NOSSA FORTALEZA
10 14 SUMÁRIO
O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A REGIONAL 2

ONDE O COLETIVO PREVALECE
12 JOVENS CRIATIVOS DA CIDADE
SABOR DE ALEGRIA E BOM HUMOR
Por Waldenia Márcia da Silva Barbosa, diretora da Câmara Municipal de Fortaleza
Fortaleza é uma cidade diversa, plural e encantadora. Terra de gente acolhedora, trabalhadora e resiliente. Transformadora e revolucionária, nossa Capital se adapta conforme as necessidades. Somos mutáveis, assim como a nossa perseverança, que se renova a cada manhã.
Acompanhar essas mudanças, e potencializá-las, demanda que possamos compreender a nova realidade de cada um dos nossos 119 bairros, cuja distribuição, em 2021, passou de sete para 12 secretarias regionais. Para além da alteração administrativa, as necessidades e vocação econômica também podem ter mudado, sobretudo após a pandemia, que transformou rotinas, comportamentos e a relação das pessoas com os espaços públicos.
Vale ainda ressaltar que o último Censo Demográfico no Brasil foi realizado há 12 anos. Precisamos, portanto, compensar a defasagem com outras informações, atualizadas, qualificadas e centralizadas, que orientem políticas públicas e ações de fomento, coletivas e individualizadas, para atender as demandas da população. Essa é uma preocupação de todos os 43 vereadores de Fortaleza.
Diante desse cenário, a Câmara Municipal lança o projeto “Nossos Bairros, Nossa Fortaleza”, em parceria com a Fundação Demócrito Rocha, que fará um mapeamento estatístico e afetivo da Cidade, além de oferecer palestras, cursos de capacitação e ações de incentivo ao empreendedorismo local.
Desta forma, nós, fortalezenses, também redescobriremos a Cidade. Conheceremos Fortaleza uma vez mais e, certamente, nos apaixonaremos novamente. Essa e tantas outras vezes forem necessárias. E o prazer será sempre nosso, Fortaleza.






Regional 2 3 de agosto
Regional 3 5 de agosto
Regional 4 8 de agosto
Regional 5 10 de agosto
Regional 6 12 de agosto
Regional 7 15 de agosto
Regional 8 17 de agosto
Regional 9 19 de agosto
Regional 10 22 de agosto
Regional 11 24 de agosto
Regional 12 26 de agosto


Aldeota – 46.701
Cais do Porto – 24.674 De Lourdes – 3.716 Dionísio Torres – 17.235 Joaquim Távora – 25.854

CAIS DO PORTO
VICENTE PINZÓN
VARJOTA
DE LOURDES
PAPICU
8 postos de saúde
15 Escolas municipais
13 Centros de Educação Infantil

5 parques
Parque Arquiteto Otacílio
Teixeira Neto (Bisão)
Parque Linear
Adahil Barreto
Parque Linear Do Riacho Maceió
Parque Rio Branco
Parque Urbano Da Lagoa Do Papicu
2 mercados
Mercado do Joaquim Távora
Mercado dos Peixes (Beira Mar)
4 Ecopontos
Amplie sua voz com os serviços da Câmara




É um espaço amplo de atendimento acesso a direitos básicos. Através
Iraguassú Teixeira oferece aos fortalezenses
• Defesa de autuação
• Emissão de credencial de estacionamento para idoso e para pessoas com deficiência para uso de vaga especial
• Indicação do condutor
• Consulta de multas
• Apresentação de recurso de multa – 2ª instância
• Recurso de multa – Jari
Espaço de estudo climatizado gratuito e aberto ao público por meio de agendamento. Possui um acervo de aproximadamente 3.500 livros nas mais diversas áreas do conhecimento – Direito, Sociologia, História do Brasil e do Ceará, Filosofia, Sociologia, Políticas Públicas e Literatura. É equipado com três computadores que possibilitam o acesso ao acervo digital, bem como a pesquisas em geral. Para visitar e estudar na Biblioteca, basta realizar agendamento por meio do telefone 3444.8411 ou pelo e-mail biblioteca@cmfor.ce.gov.br.
O Escritório de Direitos Humanos da Câmara Municipal tem um importante papel no acolhimento das demandas da população fortalezense, principalmente na luta contra a violação dos direitos humanos. O EDHAL presta assessoria jurídica a grupos, movimentos sociais e comunidades carentes, garantindo o acesso à Justiça.
E-mail: edhal@cmfor.ce.gov.br
Telefone: 3444.8429
• Emissão de carteira de estudante
• Bilhetinho (crianças de 2 a 7 anos)
Oferece aos trabalhadores autônomos para que se tornem Microempreendedores dos seus negócios. O espaço ainda dívidas, a Declaração Anual do entre outras dúvidas relacionadas E-mail: empreendedor@cmfor.ce.gov.br
Telefone: 3444.8444
Responsável por ouvir as demandas sugestões relativas ao funcionamento las à Mesa Diretora para que comunicação entre a população objetivo garantir a qualidade dos Atendimento presencial das 8h ce.gov.br ou pelo site http://ouvidoria.cmfor.ce.gov.br 3444.8307.
• Oferece atendimento e orientação direitos e deveres do consumidor.
• Possibilita a abertura de reclamações contra fornecedores e empresas
• Realiza audiências de conciliação.





















































estudante – 1ª e 2ª Vias anos) – somente a 1ª Via
autônomos todo o suporte e a orientação necessária Microempreendedores Individuais, através da formalização ainda orienta os cidadãos sobre o parcelamento de MEI, boletos de pagamento, alteração de dados, relacionadas ao programa. empreendedor@cmfor.ce.gov.br
demandas dos cidadãos, reclamações, denúncias e funcionamento do Poder Legislativo, podendo encaminháque sejam debatidas. Como importante canal de população e a Câmara Municipal, o órgão tem como dos serviços prestados pela Casa aos fortalezenses. 8h às 17h ou através do e-mail ouvidoria@cmfor. http://ouvidoria.cmfor.ce.gov.br ou ainda pelo telefone
orientação jurídica para a população, relativos aos consumidor. reclamações e a formalização de denúncias empresas que desrespeitam o direito do consumidor. conciliação.






















atendimento da Câmara Municipal de Fortaleza, que facilita a vida do cidadão garantindo o Através da parceria com outros órgãos públicos, a Central da Cidadania Vereador José fortalezenses a prestação de mais de 30 serviços em um único lugar.
• Emissão de Certidão Negativa de Débito
• Emissão de Nota Fiscal Avulsa
• Consulta no cadastro do IPTU
• Emissão de boleto e de DAM do IPTU, do ISS e do ITBI
• Emissão de Bilhete Único (Metropolitano e Urbano) – 1ª Via
• Emissão do Cartão do Idoso – 1ª Via, 2ª Via e renovação
• Emissão de RG (1ª e 2ª Vias) e de CPF (1ª Via)
• Emissão de Atestado de Antecedentes Criminais
• Orientações para cadastramento da Carteira de Trabalho Virtual
Mais informações: acesse o QR Code e agende seu atendimento.
NOSSA VOZ. NOSSA FORTALEZA.
Pegando uma parte da Beira Mar, do Cais do Porto, da Praia do Futuro e de território próximo ao Meireles, Dunas e o Papicu, o bairro Vicente Pinzon, localizado na Regional II, é um dos locais mais altos de Fortaleza, e abriga a Rua do Mirante, de onde se vê uma incrível vista da cidade.
Oportunidades culturais fora do território ao chegar no bairro se multiplicam pelos atores locais
TEXTO: CAROL KOSSLING
Moradora da comunidade Castelo Encantado, que compõe o Vicente Pizon, desde os oito anos, a gestora cultural Helena Barbosa, 34 anos, mora com a família que se estende aos tios e primos que também vivem na mesma rua. Um dia, Helena viu num cartaz em uma bodega do bairro sobre primeiro emprego e foi numa turma de dez pessoas para uma Organização Não Governamental (ONG) no Papicu estudar e trabalhar com produção de vídeo.
“Fomos todos em bonde. Foi aí que me tornei produtora e fui estudar cinema, sociologia e depois fui para gestão pública. Muitos dos meus amigos ficaram também no ramo sendo videomaker e editores”, recorda-se.
Seu pai está por lá desde o tempo da invasão do Morro do Teixeira e do Castelo Encantado e Santa Terezinha. “Essa rua é da família do meu pai pois foi-se compondo o bairro a partir destas ocupações. A casa que eu moro com meu filho e meus irmãos é fruto dessa ocupação”.
Como pontos positivos do lugar, Helena destaca a proximidade ao Centro e Aldeota, por ser bom em relação ao mercado de trabalho e com a praia, opção de lazer.
“Na cultura o rap é muito forte, hoje mais forte ainda no trap. Teve uma ONG aqui que trabalhou muito música, grafite e danças urbanas. E isso ficou com uma geração. A exemplo do Erivan, do Produtos do Morro, que é daqui e tem um selo e um estúdio. Esse selo gera possibilidades de criação pros jovens do Vicente Pinzon”, destaca a produtora.

Na cultura o rap é muito forte, hoje mais forte ainda no trap. Teve uma ONG aqui que trabalhou muito música, grafite e danças urbanas
Entre os artistas que têm se destacado no trap estão o Nego Cássio, o Tauã e o MC Matias, o Pig, tem também um pessoal muito bacana nas artes visuais, como o Pig e o Berin, que trabalham muito forte com murais e se destacam no campo da arte e da cultura. “A galera se organiza para fazer acontecer as coisas aqui como a Batalha do Mirante, Batalha no Alto da Paz, batalha de rimas de MC´s, reggaes e pagodes. Tem uma autogestão desses jovens em torno das suas ocupações de entretenimento”, diz.
Helena fez uma monografia sobre o bairro, pesquisando qual a imagem que saía na mídia sobre o bairro. “Me incomodou muito porque

geralmente era ligada, a grande maioria com uma imagem muito negativa. Eu sei que tem isso, mas tem um universo de coisas também. Então eu provoquei que as crianças do bairro fotografassem suas ruas e os seus vizinhos”, comenta.
Como resultado, um novo olhar para o bairro. “Descobri que a gente dá outros sentidos para o bairro que a gente vive. Exemplo dos becos que sempre eram vistos pela mídia como lugar de marginalidade e para as crianças o beco é o lugar do pique-esconde, do primeiro beijo. Eu fiquei muito feliz com a conquista dessa monografia, ela virou livro”, relata. A Universidade Federal
do Ceará (UFC) a premiou e, hoje, ela propaga a iniciativa em outras bibliotecas comunitárias.
“Desci o morro a primeira vez para fazer um curso e hoje continuo descendo o morro como gestora cultural do Centro Cultural Porto Dragão, que dá possibilidades às pessoas de terem conhecimento à outras linguagens e outras técnicas. As mesmas que fizeram eu ser quem eu sou hoje”, conta. Viva a união do Vicente Pinzon!



Gestora cultural Helena Barbosa revela a veia artística do bairro onde nasceu e vive ao lado de toda a família






Um dos bairros mais tradicionais e conhecidos de Fortaleza passa por uma transição com novos projetos se instalando

TEXTO: CAROL KOSSLING

Três jovem amigos, Bruno Xavier, Roger Pires e Yargo Gurjão, então estudantes de comunicação, que nunca atuaram na área, se encontravam na Aldeota, na casa da mãe do Roger, Simone, e, também, no tradicional bar do Cazuza, em frente ao Mercado dos Pinhões, para conversas e novas ideias para Fortaleza.
Foi assim, que entre idas e vindas, muitas histórias e vontade de fazer mais pelo coletivo que surgiu a Nigéria Filmes, produtora audiovisual de Fortaleza, criada em 2011, para contar boas histórias por meio do audiovisual.
O desejo de levar informação, conhecimento, emoção e socialização em tudo o que fazem foi se expandindo e hoje, além da produtora, que funciona num espaço de coworking dos sócios, a Casa da Árvore, na Rua Isac Meyer, na esquina com a Avenida Santos Dumont, e pertinho da Luiza Távora, lançaram, há seis meses o Bar da Árvore.
“Sempre estivemos neste núcleo da cidade. Transitando ou residindo. Nós da Nigéria entendemos que é um local privilegiado da cidade e tendo noção disso, a gente parte para uma formação profissional que entende isso e atua pela cidade. O que é o mais legal da experiência da Nigéria é que entendemos como os outros bairros podem ser mais qualificados como é a Aldeota”, comenta Roger.
Os sócios, amigos e diretores da Nigéria concordam que entre os pontos positivos do bairro estão a infraestrutura, a qualidade de vida, a noção arquitetônica, visual e as dinâmicas do bairro. Um local, de forma geral seguro, eles mesmos andam a pé, de skate ou bicicleta para se locomover pelas ruas do bairro e das adjacências.
Em cada passo que se dá pela Avenida Santos Dumont o reflexo do bairro fica bem nítido com prédios residenciais e comerciais, algumas casas residências, que já são minoria, muito comércio, lojas de ruas,
É preciso ressignificar a Aldeota, pois com a chegada dos prédios foram se quebrando as relações comunitárias
shoppings center e movimentação a qualquer hora do dia com fácil locomoção.
“É preciso ressignificar a Aldeota, pois com a chegada dos prédios foram se quebrando as relações comunitárias das pessoas. Queremos trazer os jovens para ocupar novamente este espaço com manifestações artísticas e culturais”, ressalta Yargo.
Outro ponto de destaque são os aparelhos culturais no bairro ou bem próximo a ele, como a Praça Luiza Távora, que Bruno vai com frequência nos novos cafés e, também, com a filha Mel, que adora andar de skate por lá e pelas demais ruas com o “tio” Yargo. Também tem a Praça das Flores, na Avenida Desembargador Moreira, que reúne muitos comerciantes de plantas no geral, além de espaço kids, quadra e pista de caminhada.
“É bom estar próximo de lugares onde tem shows, eventos culturais, teatro e cinema. Isso faz com que a gente amplie a nossa perspectiva de relacionamentos com pessoas, tenha bons encontros, tenha acesso à cultura, à arte e ao conhecimento. Isso faz com que a gente se forme como cidadãos e mantenha o propósito de levar esse conteúdo para outros lugares da
cidade através da internet, filmando outras coisas, outros lugares, outras pessoas. Poder compartilhar isso, difundir para o resto da cidade para não morarmos numa bolha”, relata Roger.
O Bar da Árvore serve como um ponto de encontro dessa turma jovem que quer discutir propósito, bater um bom papo e encontrar as pessoas, diz Yargo. Funcionando de quarta-feira a sábado, o espaço tem música de ambiente, mas também está aberto para receber manifestações artísticas.
Tem cardápio com opções vegetarianas e veganas, além das tradicionais, cerveja e drinks gelados. “É um bar de esquina onde todos possam se encontrar tranquilamente. Em médio e longo prazo pretende ser 100% sustentável, hoje ele é lixo zero. Com uma proposta de ser um bar acolhedor, sem muito glamour, mas com uma gastronomia bem refinada. Queremos que seja um ponto de encontro que dure muitos anos”, afirma Roger.




Há 53 anos no bairro e com comércio há 22, no mesmo endereço, seu Osmar acompanhou toda transformação do local
TEXTO: CAROL KOSSLING
É no número 802 da Rua Nunes Valente, quase esquina com a Rua Pereira Filgueiras, no Meireles, que fica o endereço mais concorrido da tradicional e boa tapioca, na Tapiocas O Osmar.
Hoje, este endereço fixo, que mesmo sem placa já é destino certo para quem gosta de saborear a iguaria, é a concretização do sonho do José Osmar de Sousa, 63 anos, cearense da Capital, casado, pai de oito filhos, 10 netos e dois bisnetos.
Depois de anos vendendo suas tapiocas nas ruas dos bairros e adjacências da Regional II,
seu Osmar passou para o ponto atual ainda em 2010 e cinco anos depois teve a felicidade de adquirir o prédio todo, onde mora com a esposa e no salão debaixo recebe a clientela.
Mas ele gosta de frisar “Não tenho clientes, tenho amigos”. O ofício de mexer com goma começou cedo, ainda em 1992, no bairro, quando ajudava o pai, por ser o mais velho entre seis filhos, antes de ir para o trabalho no Governo do Estado, mas a vocação para o comércio sempre foi maior. “Meu pai comprava as coisas e não continuava aí quando ele comprou a máquina


de tapioca fui ajudar, mas ele deixou de lados e depois de um ano dela parada resolvi retomar o negócio”, relembra.
Mesmo tendo uma das tapiocas mais saborosas da cidade diz que todo dia aprende um truque ou receita nova com alguém disposto a dar uma dica que incremente ainda mais seu produto, que tem preço de R$ 2,50 a R$30 a depender dos formatos e recheios escolhidos. O carrochefe e diferencial do comércio é a tapioca primeira comunhão que remete a uma hóstia de tão branquinha e fininha.
Do bairro, quando se mudou há 53 anos, lembra que ainda nem era Meireles e sim Aldeota, depois houve a divisão do território. “Aqui, em 1969, era todo composto de favelas de taipas. A rua Costa Mendes ficava na roça mesmo. Não tinha asfalto era tudo calçamento. Era tudo bem calmo”, recorda-se.
Seu Osmar se formou em Administração de Empresas. “Comecei vendendo duas tapiocas, cinco, dez, cem e hoje vendemos 500 por dia”,

celebra. Pessoas de todos os cantos de Fortaleza vão lá antes ou na volta para o trabalho ou nos fins de semana da programação na praia.
Gosta de andar pelo bairro. “Aqui 90% das pessoas me conhecem”, gaba-se deixando seu lado vaidoso e escorpiano transbordar. Além de administrar a tapiocaria conta que gosta de fazer entregas para qualquer ponto da cidade. “O pedido mínimo é uma tapioca, pagando o frete vamos a qualquer lugar”, brinca.
Mesmo com a pandemia e a redução no quadro de funcionários, o bom astral e a “gaiatice” são característica do grupo que se junta de domingo a domingo para servir tapioca.
No bate-papo com a clientela no local o que ficou claro é que a qualidade dos produtos e o atendimento personalizado e diferenciado são os segredos do sucesso do seu Osmar que passou para as novas gerações da sua família! Que a alegria permaneça por muitos e muitos no Meireles!
Comecei vendendo duas tapiocas, cinco, dez, cem e hoje vendemos 500 por dia

Seu Osmar atende pessoalmente a clientela a quem chama de amigos


e curso online irão promover o empreendedorismo dos
O projeto Nossos Bairros, Nossa Fortaleza irá promover encontros nas 12 regionais para debater o empreendedorismo. Comandados pelo professor Randal Mesquita, os eventos são gratuitos e abertos à toda população. A conversa irá partir dos cinco pontos principais do empreendedorismo, os tópicos que são definidores do sucesso ou fracasso de um negócio. Em seguida, Randal vai ouvir os desafios dos empreendedores da região e conduzir a conversa com orientações e mapeamento de oportunidades para diferentes segmentos. A ideia é encontrar potencialidades e caminhos para deixar cada regional em suas particularidades mais próspera e produtiva.
FACILITADOR
Randal Glauber Santos Mesquita
Contador, MBA em Controladoria, Mestrado em Administração de Empresas
Consultor especialista em finanças para varejo e serviços
Professor especialista em Educação Financeira Sócio da Result Consultoria em Varejo e Serviços
AGENDE-SE
Os encontros ocorrem sempre às 14 horas. Confira as datas e locais:
REGIONAL 1 | Data: 11/08/22 | Local: CUCA BARRA - Av. Pres. Castelo Branco, 6417 - Barra do Ceará
REGIONAL 2 | Data: 12/08/22 |
Local: CITS MUCURIPE - AV. Areia Branca, 160 - Vicente Pinzon
REGIONAL 3 | Data: 16/08/22
| Local: Secretaria Executiva Regional 3 - Av. Jovita Feitosa, 1264 – Parquelândia
REGIONAL 4 | Data: 17/08/22
| Local: SESI Parangaba Av. João Pessoa, 6754 – Parangaba
REGIONAL 5 | Data: 18/08/22
| Local: Centro Cultural Bom Jardim - Rua 3 Corações, 400 – Grande Bom Jardim
REGIONAL 6 | Data: 19/08/22 | Local: SESEC - Secretaria Municipal de Segurança Cidadã - Rua Padre Pedro de Alencar, 2230 – Messejana
REGIONAL 7 | Data: 22/08/22 | Local: UNI7 - Centro Universitário 7 de Setembro - Av. Almirante
Maximiniano da Fonseca, 1395 - Luciano Cavalcante
REGIONAL 8 | Data: 23/08/22
| Local: CUCA José WalterR. 69 - Pref. José Walter
REGIONAL 9 | Data: 24/08/22 |
Local: CUCA Jangurussu - Av. Gov. Leonel Brizola, s/n - Jangurussu
REGIONAL 10 | Data: 25/08/22
| Local: CUCA Mondubim - R. Prof. Glauco Lobo – Mondubim
REGIONAL 11 | Data: 26/08/22
| Local: CUCA Pici - Cel. Matos Dourado, 1499 - Pici
REGIONAL 12 | Data: 30/08/22
| Local: Theatro José de Alencar - R. Liberato Barroso, 525 – Centro
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