19 DE FEVEREIRO DE 2026

COMO A OCUPAÇÃO DE UM BECO VIROU ESTRATÉGIA DE PERMANÊNCIA PARA A JUVENTUDE
Página 05

CONHEÇA O SWORDPLAY, PRÁTICA
QUE UNE DISCIPLINA E PERTENCIMENTO Página 14
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19 DE FEVEREIRO DE 2026

COMO A OCUPAÇÃO DE UM BECO VIROU ESTRATÉGIA DE PERMANÊNCIA PARA A JUVENTUDE
Página 05

CONHEÇA O SWORDPLAY, PRÁTICA
QUE UNE DISCIPLINA E PERTENCIMENTO Página 14
Nos becos, nas quadras, nos palcos improvisados e nos espaços reinventados, a juventude vai redesenhando o que antes parecia destino. Este caderno nasce desse movimento: quando permanecer vira ato político e cuidar vira estratégia de futuro.
As histórias que atravessam estas páginas têm o corpo como ponto de partida. Corpo que ocupa um beco e o transforma em céu, como no Instituto Pensando Bem. Corpo que aprende a lidar com o erro, o medo e a confiança dentro de uma quadra, no Projeto EMPOWER. Corpo que encontra na disciplina da dança um lugar para ficar, crescer e existir, como na Escola de Ballet Lucymeire Aires. Em comum, nenhuma dessas experiências aposta em soluções prontas ou importadas. Todas nascem da escuta, da vivência e da decisão de permanecer no território.
Juventude, aqui, não é promessa distante nem estatística fria. É prática cotidiana, construída entre treinos, aulas, encontros e vínculos. É travessia feita com o pé no chão e o olhar no horizonte, afirmando que cultura, esporte e educação não são extras, mas direitos. Este terceiro caderno do Juventude é Travessia é um convite a olhar para esses caminhos possíveis e reconhecer: quando o território muda, a vida muda junto. Boa Leitura!
EMPRESA JORNALISTICA O POVO
PRESIDENTE INSTITUCIONAL & PUBLISHER: Luciana Dummar
PRESIDENTE-EXECUTIVO: João Dummar Neto
DIRETORES DE JORNALISMO: Ana Naddaf e Erich Guimarães
DIRETOR DE JORNALISMO RÁDIOS: Jocélio Leal
DIRETOR DE ESTRATÉGIA DIGITAL E NOVOS NEGÓCIOS: Felipe Dummar
DIRETOR DE NEGÓCIOS: Alexandre Medina Néri
DIRETORA DE GENTE E GESTÃO: Cecília Eurides
DIRETOR CORPORATIVO: Cliff Villar
DIRETOR DE OPINIÃO: Guálter George
DITORIALISTA-CHEFE: Plínio Bortolotti
PROJETO JUVENTUDE É TRAVESSIA
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL: Valéria Xavier | ESTRATÉGIA E RELACIONAMENTO: Adryana Joca e Dayvison Álvares | GERENTE EXECUTIVA DE PROJETOS: Lela Pinheiro ASSISTENTE DE PROJETOS: Renata Paiva | ANALISTA DE OPERAÇÕES: Alexandra Carvalho e Raffaela Meneses | ANALISTA DE PROJETOS: Beth Lopes
Este produto é customizado pelo Estúdio O POVO.
COORDENADORA DE CONTEÚDO: Camilla Lima COORDENADOR DE CRIAÇÃO: Jansen Lucas
LÍDER DE PLANEJAMENTO: Luana Saraiva DIAGRAMAÇÃO: Jean Rocha ANALISTA DE MARKETING: Daniele de Andrade
REDAÇÃO PUBLICITARIA: Sofia Constance TEXTOS: Amanda Sobreira | EDIÇÃO: Camilla Lima e Lucas Casemiro


INSTITUTO PENSANDO BEM


ESCOLA DE BALLET LUCIMEYRE AIRES
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CONHEÇA O CLÂ DARK ANGELS
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O Instituto Pensando Bem cria oportunidades e fortalece trajetórias por meio da educação, da cultura e do esporte
Quintino Cunha
Olavo Oliveira Padre Andrade
Antônio Bezerra
O Dark Angels transforma o Swordplay em espaço de convivência, pertencimento e formação juvenil DARK ANGELS INSTITUTO PENSANDO BEM
A Regional III de Fortaleza abrange um território que reúne 13 bairros da Capital: Antônio Bezerra, Parquelândia, Quintino Cunha, Presidente Kennedy, Padre Andrade, Rodolfo Teófilo, Amadeu Furtado, Farias Brito, Monte Castelo, Olavo Oliveira, Parque Araxá, São Gerardo e Ellery. A região concentra uma população estimada em 230.063 mil habitantes.
Há mais de duas décadas, a Escola de Ballet Lucymeire Aires faz da dança um lugar de permanência, cuidado e construção de futuros possíveis para jovens
Presidente Kennedy Ellery São Gerardo
Parquelândia
Amadeu Furtado Monte Castelo
SOBRE O JUVENTUDE É TRAVESSIA
O projeto Juventude é Travessia: protagonismo que reinventa e move Fortaleza propõe uma ampla ação de comunicação e valorização das juventudes da capital cearense, com foco no protagonismo, na inovação e na participação cidadã. Por meio de conteúdos multiplataforma - jornal, portal, redes sociais, rádio e audiovisual - o projeto dará visibilidade a iniciativas de jovens que transformam seus territórios nas áreas de educação, esporte, cultura, tecnologia, empreendedorismo e cidadania.
A iniciativa é uma realização do Grupo O POVO, e dialoga diretamente com políticas públicas da Prefeitura de Fortaleza voltadas à juventude, como os Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas), o projeto Jovens Monitores e o programa Academia Enem.
Em cada canto dessa cidade encantada há sonhos capazes de modificar vidas inteiras. Foi com foco nesse querer que o empreendedor social Rutênio Florêncio viu florescer
de perigo. Quando a gente ocupou, esse espaço passou a ser nosso, de cuidado, de vida. Quando o território muda, a forma de viver nele também muda”, afirma Rutênio.

Foi assim que nasceu o Instituto Pensando Bem, projeto que deixou de ser apenas uma resposta à violência cotidiana para se consolidar como presença permanente no território, criando vínculos e novas perspectivas para os moradores. A experiência no Vila Velha, bairro que integra a Regional I de Fortaleza, tornou-se a base de uma atuação que hoje se expande.
Atualmente, a sede do Instituto está localizada no bairro Quintino Cunha, na Regional III, em uma área de divisa entre as duas regionais na zona oeste da cidade. A proximidade entre os territórios permite ampliar articulações e fortalecer parcerias sem romper com a origem do trabalho, já que os bairros compartilham desafios sociais semelhantes e histórias atravessadas pela desigualdade urbana.
Mais do que ocupar um espaço físico, o Instituto Pensando Bem estruturou uma atuação contínua voltada à transformação social por meio da educação, cultura, esporte, tecnologia e qualificação profissional. A proposta é fortalecer pessoas, talentos e oportunidades dentro do próprio território, apostando em caminhos possíveis a partir da realidade local. “A gente não acredita em soluções prontas de fora. O que funciona aqui nasce da escuta, da vivência e da confiança em quem mora no território”, destaca Rutênio.
Ao longo dos anos, o projeto consolidou diferentes frentes de atuação. Entre elas estão o Atletas do Bem, com oficinas esportivas e formação de atletas; o Fav.Tech, voltado à tecnologia e à inclusão digital; o E-duc.art, que reúne ações de educação, cultura e arte; além das iniciativas de Inclusão Produtiva, focadas em qualificação profissional, empreendedorismo e geração de renda. Ao todo, são mais de 15 oficinas em funcionamento, construídas a partir das demandas da comunidade e adaptadas às dinâmicas locais.
As atividades são direcionadas principalmente a crianças, jovens e adultos da favela do Inferninho e do entorno, com foco em pessoas em situação de vulnerabilidade social que buscam acesso a oportunidades de formação, desenvolvimento e autonomia financeira. O acompanhamento contínuo e a permanência no território são marcas do trabalho desenvolvido pelo Instituto, que aposta na construção de vínculos como estratégia central de transformação.
Os números refletem a dimensão dessa atuação. Ao longo de cinco anos, o Instituto Pensando Bem já impactou diretamente mais de 2.400 pessoas, envolvendo 612 famílias. O alcance evidencia um trabalho que não se limita a ações pontuais, mas se sustenta na presença cotidiana, na escuta e na construção coletiva de soluções.
Entre as principais conquistas estão a criação e consolidação do Beco Céu como HUB de Inovação Social, o reconhecimento do território como espaço de cultura, formação e oportunidade e a criação do Pizza do Céu, negócio social que contribui para a sustentabilidade financeira do Instituto. “Nosso maior resultado é ver as pessoas permanecendo, acreditando e construindo caminhos possíveis onde antes só existia negação”, resume Rutênio.

No Instituto, as ações se sustentam na presença cotidiana, na escuta e na construção coletiva



Escola de balé amplia o acesso à dança e cria espaços de permanência para jovens em situação de vulvulnerabilidade
Antes do palco, existe o tempo em que quase ninguém olha. A EBLA – Escola de Ballet Lucymeire Aires nasce exatamente nesse intervalo, onde a dança ainda não é espetáculo, mas processo. Fundada em Fortaleza, a escola se construiu como um espaço de formação que entende a arte como prática contínua e como possibilidade real de permanência para crianças e adolescentes que, muitas vezes, não encontram outros lugares de acolhimento.
A trajetória da EBLA começa há 21 anos, a partir do trabalho de Lucymeire Aires, bailarina e educadora com mais de quatro décadas dedicadas à dança. Ao longo desse
percurso, a escola foi se afirmando como um lugar onde o aprendizado acontece junto com a vida. Com o passar do tempo, a realidade do território foi se impondo de forma direta. Muitos jovens do Rodolfo Teófilo, bairro da Secretaria Regional III, não tinham acesso a atividades culturais regulares nem a espaços onde pudessem permanecer de forma contínua.
Foi desse contato cotidiano com o território que surgiu a necessidade de ampliar o alcance da escola. A dança deixou de ser apenas formação artística e passou a assumir, de maneira consciente, um papel social. “Ao longo do

tempo, fui percebendo que muitos jovens chegavam até a escola não só para aprender dança. Eles precisavam de um lugar onde pudessem ficar, onde fossem vistos e respeitados. A dança virou esse caminho, um jeito de cuidar e de abrir possibilidades”, afirma Lucymeire Aires.
O balé clássico é a base da formação desenvolvida pela EBLA. É a partir dele que os alunos aprendem noções de postura, coordenação e consciência corporal, além de desenvolverem concentração e relação com a músi ca. Ao lado do balé, o projeto oferece outras linguagens que ampliam o repertório artístico e dialogam com diferentes perfis da juventude, como o jazz e a dança contemporânea.
Além das aulas regulares, o projeto mantém ensaios per manentes, processos formativos e preparação para apre sentações culturais, atendendo jovens dos bairros Ellery, Monte Castelo e Farias Brito. Grande parte dos participan tes é contemplada por meio de bolsas integrais ou parce rias com associações comunitárias, o que garante acesso gratuito ou facilitado às atividades. “Hoje, são centenas de jovens entre alunos bolsistas e participantes das ações sociais realizadas em rede com parceiros do território”, destaca Lucymeire.
No dia 27 de fevereiro, a escola dará mais um passo im portante ao ofertar 80 bolsas integrais para crianças de baixa renda da Sede do Ellery, especificamente para o balé clássico. A ação amplia o alcance do projeto e rea firma o compromisso da EBLA com a democratização do acesso à dança.
adolescentes e jovens. Localizada no bairro Ellery, a escola desenvolve ações continuadas voltadas principalmente para moradores da Regional III.
Lucymeire Aires, 50 anos, é bailarina, professora de dança, coreógrafa e diretora cultural. Com mais de 40 anos dedicados à dança, é fundadora e diretora da EBLA, onde atua diretamente na condução pedagógica e no desenvolvimento de projetos sociais. Sua trajetória é marcada pela atuação em comunidades da Regional III de Fortaleza e pela compreensão da dança como ferramenta de formação, cuidado e transformação social.
Além do balé clássico, o projeto desenvolve aulas de jazz e dança contemporânea. As atividades incluem aulas regulares, ensaios permanentes, processos formativos e preparação para apresentações culturais, respeitando o ritmo de cada aluno e priorizando a permanência e o vínculo com o território.

EMPOWER promove oportunidades e formação para jovens das comunidades
O Projeto EMPOWER nasce da vivência de quem passou a vida dentro do esporte e aprendeu que esse é um lugar de formação humana. A iniciativa surge a partir da experiência do jogador Daniel Alves como mentor de seis crianças acompanhadas ao longo de um ano, com foco em estimular liderança e responsabilidade no cotidiano. Ao final desse processo, a mudança percebida no comportamento dessas crianças revelou que o impacto do esporte podia alcançar muito mais gente.
“Quando vi a transformação delas, pensei que não fazia sentido parar ali. Tinha muitos jovens precisando de apoio, de orientação e de alguém que acreditasse. Foi assim que nasceu o Projeto EMPOWER”, explica Daniel.
A ideia sempre foi usar o esporte para ajudar crianças e jovens a se entenderem melhor, lidar com inseguranças e transformar aquilo que parecia limite em força. Atleta de futsal ao longo da vida, Daniel carrega para o projeto a escuta de quem conhece de perto as pressões do esporte e as frustrações que atravessam a formação de um atleta. No EMPOWER, o treino não se resume à técnica. O trabalho parte da construção de vínculo, do diálogo com as famílias e da atenção ao estado emocional de cada jovem. “Eu sempre pergunto como está o coração. Pela reação, a gente entende quando o atleta está inseguro ou com medo de errar. A partir disso, o exercício também vira um espaço de confiança”, afirma.

Criado em agosto de 2023, o Projeto EMPOWER é uma iniciativa voltada à formação de crianças e jovens por meio do esporte, entendendo a prática esportiva como espaço de desenvolvimento humano. O projeto atua a partir do acompanhamento próximo dos atletas, combinando treino físico com atenção ao aspecto emocional, buscando fortalecer a confiança, a autonomia e a capacidade de lidar com desafios dentro e fora das quadras.
Voltado para jovens de 12 a 25 anos, o Projeto EMPOWER desenvolve atividades como futsal, fut7, futebol de travinha, voleibol e vôlei de praia. Além dos treinos, o projeto
acompanha atletas em jogos, ligas, copas e seletivas, buscando abrir caminhos para que eles sigam no esporte sem descuidar do aspecto emocional. As atividades acontecem em espaços cedidos por meio de parcerias com as academias dos bairros Amadeu Furtado, Parquelândia e São Gerardo e atualmente beneficia cerca de 60 jovens moradores da região.
Estudante de Educação Física e ex-atleta de futsal, Daniel Alves é fundador do EMPOWER
QUEM FAZ
O PROJETO EMPOWER
O projeto é idealizado e conduzido por Daniel Alves, 24 anos, estudante de Educação Física e ex-atleta de futsal. A partir da própria trajetória no esporte, Daniel desenvolve um trabalho baseado na escuta dos jovens e no diálogo com as famílias, acompanhando atletas desde o início da formação até a participação em jogos, ligas e seletivas, com foco no cuidado emocional e na permanência no esporte.
QUAIS ATIVIDADES O PROJETO DESENVOLVE
O Projeto EMPOWER oferece atividades de futsal, fut7, futebol de travinha, voleibol e vôlei de praia, atendendo jovens de 12 a 25 anos. As ações acontecem em espaços esportivos dos bairros Amadeu Furtado, Parquelândia, São Gerardo e entorno, como a Academia Premium e a Arena Summer, com acompanhamento contínuo dos atletas durante treinos, competições e processos de avaliação esportiva.
O projeto parte da construção de vínculo com as famílias e da atenção ao estado emocional dos jovens
COMO E QUANDO SURGIU O PROJETO?
O projeto surgiu a partir da experiência de Daniel como mentor de seis crianças, com o objetivo de ajudá-las a desenvolver liderança e influência positiva em suas escolas e famílias. Ao longo do acompanhamento, o esporte se consolidou como um espaço de formação humana, onde a disciplina, escuta e responsabilidade caminham juntas. Durante a formação das crianças os bons resultados ficaram evidentes, então Daniel percebeu que o impacto poderia ir além. Foi assim que, em 25 de agosto de 2023, nasceu o projeto EMPOWER.



Inspirado em batalhas medievais, clã Dark Angels ensina disciplina e pertencimento para jovens através do esporte
Você já viu pessoas vestidas como guerreiros medievais duelando com espadas e escudos em plena praça pública? À primeira vista pode parecer cena de filme ou encenação, mas a gente tá falando do Swordplay, um esporte de combate simulado inspirado em batalhas medievais, no qual os participantes utilizam réplicas de armas revestidas com espuma, seguem regras rígidas de segurança e um sistema de pontuação que valoriza técnica, controle e estratégia.
A prática se organiza em clãs, como são chamados os grupos da modalidade, e em Fortaleza há pelo menos seis grupos organizados para treinos e disputas. Um deles é o Dark Angels, que desde 2023 utiliza a Praça dos Gatos, no bairro Presidente Kennedy, como espaço para os treinos dos 20 praticantes.
O clã nasceu da iniciativa de Guilherme Bandeira, conhecido no esporte como Gzuis, jovem de 29 anos, fotógrafo de corrida e praticante de Swordplay há oito anos. Ele conta que a ideia surgiu da vontade de construir um grupo que fosse além da lógica competitiva. “Eu queria criar um clã com ideais que eu
acredito e que me fizeram amar o esporte, um lugar onde as pessoas se sentissem acolhidas, que ajudassem umas às outras e onde o foco fosse o companheirismo e a diversão”, afirma. Segundo Guilherme, no Dark Angels, medalhas e campeonatos não são o objetivo central, mas consequência do processo coletivo. “A gente acredita que títulos são um subproduto do treino e do esforço de cada atleta. O principal é que todos tenham como base o que chamamos de 3H: honra, honestidade e humildade”, explica.
Hoje, como líder, função conhecida no Swordplay como rei, ele organiza os treinos do Dark Angels de forma rotativa, com variação semanal de equipamentos, como lança e escudo, arco ou armas longas, além de dividir as atividades entre preparação física, treino técnico, combate e o chamado campal, quando os integrantes são separados em equipes para simulações de batalha coletiva.
As armas utilizadas nos treinos são produzidas pelos próprios integrantes do clã. Dentro do Dark Angels, existem membros que exercem a função de ferreiros, como são chamados aqueles que se especializam na confecção dos equipamentos, feitos a partir de materiais como canos e revestimentos esponjosos, seguindo os padrões de segurança do Swordplay. As espadas, lanças e demais armas são desenvolvidas tanto para uso coletivo nos treinos quanto para atletas que desejam ter seu próprio equipamento.
Aberto a novos participantes a partir dos 15 anos, o clã também desenvolve ações beneficentes, como campanhas de doação de sangue, reforçando a ideia de que o Swordplay, para além do duelo, é também um espaço de convivência, formação e pertencimento para os jovens.
As armas utilizadas nos duelos são fabricadas pelos ferreiros, especialistas na confecção dos equipamentos
QUE REI SOU EU?
Guilherme Bandeira, conhecido no Swordplay como Gzuis, tem 29 anos, é fotógrafo de corrida e pratica o esporte há oito anos. Ele é fundador e líder do clã Dark Angels, criado em 2023, e exerce a função de rei, como é chamado o líder dentro da modalidade. A criação do grupo surgiu do desejo de construir um clã baseado no acolhimento, no companheirismo e no jogo limpo, guiado pelos princípios de honra, honestidade e humildade.


Swordplay é um esporte de combate simulado inspirado em batalhas medievais, praticado com réplicas de armas revestidas com espuma e regras rígidas de segurança. As disputas seguem um sistema de pontuação em que braços e pernas valem um ponto, o tronco vale dois e áreas como cabeça, pescoço e partes íntimas são proibidas, gerando falta. A modalidade prioriza técnica, controle e estratégia e se organiza em grupos chamados de clãs, que realizam treinos e confrontos coletivos.






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Instituto Pensando Bem
Modalidade: Artes marciais, informática, qualificação profissional, entre outros
Localidade: Quintino Cunha
Instagram: @pensandobemof
Escola de Ballet Lucymeire Aires
Modalidades: Dança (balé)
Localidade: Vila Ellery
Instagram: @escoladeballetlucymeireaires
CONTEÚDOS DISPONÍVEIS EM
EMPOWER
Modalidade: Futsal, Fut7, futebol de travinha, voleibol e vôlei de praia
Localidade: São Gerardo, Amadeu Furtado e Parquelândia
Instagram: @_projectempower_
Dark Angels
Modalidade: eventos diversos
Localidade: Carlito Pamplona Instagram: @projetojoaokaique
