Entre o que falta e o que floresce, existe um território inteiro sendo reinventado.
No Grande Jangurussu, a juventude não espera o futuro chegar — ela constrói. Às vezes no campo de futebol, desviando rotas já traçadas. Às vezes no palco improvisado da vida, onde o corpo aprende novos movimentos e novas possibilidades. Outras vezes, na força da cultura que reconecta passado, identidade e pertencimento.
Projetos como o Instituto Meninos de Deus, o AfrocultCE e o Comunidade no Balé mostram que transformar não é um gesto único, é uma soma de práticas cotidianas. É o esporte que vira proteção e perspectiva. É a cultura afro-brasileira que fortalece identidades e forma lideranças. É a dança que ocupa o tempo, o corpo e a mente, criando espaço onde antes havia silêncio.
Em comum, esses caminhos têm algo poderoso: eles ampliam o repertório de existência. Apresentam outras narrativas possíveis para jovens que, por muito tempo, tiveram seus destinos limitados pelas circunstâncias.
Este caderno do projeto Juventude é Travessia chega a nona edição olhando para esses movimentos que nascem de dentro para fora — da comunidade para o mundo. Aqui, a juventude não é pauta distante: é presença ativa, criativa e transformadora.
Porque atravessar, nesses territórios, nunca foi apenas resistir. É criar novas formas de estar, de sonhar e de permanecer. E, cada vez mais, de transformar o caminho em escolha coletiva. Boa leitura!
EXPEDIENTE
EMPRESA JORNALISTICA O POVO
PRESIDENTE INSTITUCIONAL & PUBLISHER: Luciana Dummar
PRESIDENTE-EXECUTIVO: João Dummar Neto
DIRETORES DE JORNALISMO: Ana Naddaf e Erich Guimarães
DIRETOR DE JORNALISMO RÁDIOS: Jocélio Leal
DIRETOR DE ESTRATÉGIA DIGITAL E NOVOS NEGÓCIOS: Felipe Dummar
DIRETOR DE NEGÓCIOS: Alexandre Medina Néri
DIRETORA DE GENTE E GESTÃO: Cecília Eurides
DIRETOR CORPORATIVO: Cliff Villar
DIRETOR DE OPINIÃO: Guálter George
DITORIALISTA-CHEFE: Plínio Bortolotti
PROJETO JUVENTUDE É TRAVESSIA
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL: Valéria Xavier | ESTRATÉGIA E RELACIONAMENTO: Adryana Joca e Dayvison Álvares | GERENTE EXECUTIVA DE PROJETOS: Lela Pinheiro ASSISTENTE DE PROJETOS: Renata Paiva | ANALISTA DE OPERAÇÕES: Alexandra Carvalho e Raffaela Meneses | ANALISTA DE PROJETOS: Beth Lopes
Este produto é customizado pelo Estúdio O POVO.
COORDENADORA DE CONTEÚDO: Camilla Lima COORDENADOR DE CRIAÇÃO: Jansen Lucas
LÍDER DE PLANEJAMENTO: Luana Saraiva DIAGRAMAÇÃO: Reni Pinheiro ANALISTA DE MARKETING: Daniele de Andrade
REDAÇÃO PUBLICITÁRIA: Sofia Constance TEXTOS: Giovana Feitosa
AFROCULTCE
10 COMUNIDADE NO BALÉ
13 MENINOS DE DEUS
Cajazeiras
Barroso
O AfrocultCE nasceu como uma resposta concreta às desigualdades históricas que atravessam as juventudes negras e periféricas. AFROCULT
Jangurussu
O projeto Meninos de Deus além das aulas de futebol, desenvolve diversas ações voltadas para a comunidade, como doações e visitas domiciliares. MENINOS DE DEUS
REGIONAL 9:
A Regional 9 de Fortaleza abrange 7 bairros da Capital: Cajazeiras, Barroso, Jangurussu, Conjunto Palmeiras, Parque Santa Maria, Ancuri e Pedras. A região concentra uma população estimada em 183,273 mil habitantes.
COMUNIDADE NO BALÉ
O Comunidade no Balé funciona de segunda a sexta com quatro turmas, cada uma com entre 12 e 15 alunas, organizadas por faixa etária, dos 7 aos 15 anos.
AFROCULTCE A CULTURA COMO INSTRUMENTO DE PERTENCIMENTO
Desde 2021, o projeto fortalece as identidades negras no Grande Jangurussu
Como uma resposta concreta às desigualdades históricas que atravessam as juventudes negras e periféricas, especialmente nos territórios do Grande Jangurussu, nasceu, em 2021, o AfrocultCE. A iniciativa surge do reconhecimento da cultura afro-brasileira não apenas como expressão artística, mas como um campo de conhecimento, memória e resistência.
O coletivo reverbera como espaço de formação, produção cultural e mobilização social, com foco no fortalecimento das identidades negras e no enfrentamento ao racismo estrutural. O idealizador e coordenador de projetos do AfrocultCE, Leozivan Domingos, destaca a importância do projeto na promoção da equidade, no fortalecimento da identidade cultural e na ampliação do acesso a direitos.
“Sua importância está diretamente ligada ao propósito de construir caminhos mais justos para as juventudes que, assim como eu, cresceram em contextos marcados por desigualdades. O projeto possibilita a atuação direta na formação de jovens, na criação de oportunidades e na valorização de identidades historicamente marginalizadas”, afirma Leozivan Domingos.
SOBRE O JUVENTUDE É TRAVESSIA
O projeto Juventude é Travessia protagonismo que reinventa e move Fortaleza propõe uma ampla ação de comunicação e valorização das juventudes da capital cearense, com foco no protagonismo, na inovação e na participação cidadã. Por meio de conteúdos multiplataforma — jornal, portal, redes sociais, rádio e audiovisual — o projeto dará visibilidade a iniciativas de jovens que transformam seus territórios nas áreas de educação, esporte, cultura, tecnologia, empreendedorismo e cidadania.
A iniciativa é uma realização do Grupo de Comunicação O POVO, e dialoga diretamente com políticas públicas da Prefeitura de Fortaleza voltadas à juventude, como os Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas), o projeto Jovens Monitores e o programa Academia Enem.
Ancuri Pedras
Conjunto Palmeiras Parque Santa Maria
+10 MIL
PESSOAS
IMPACTADAS
DIRETA E INDIRETAMENTE
atuação em várias frentes
O AfrocultCE já impactou mais de 10 mil pessoas direta e indiretamente ao longo de sua trajetória. Com uma atuação voltada para a formação e o fortalecimento das comunidades periféricas, o projeto desenvolve ações socioculturais com oficinas voltadas para diferentes áreas. O projeto também realiza eventos culturais na comunidade buscando criar espaços de expressão, troca de saberes e fortalecimento comunitário.
Outro aspecto importante da atuação é a parceria com escolas públicas, equipamentos culturais, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais. Permitindo, dessa forma, ampliar o alcance das ações e fortalecer redes de colaboração que potencializam os resultados do projeto. O AfrocultCE não tem sua atuação apenas como executor de atividades, mas sim como um espaço de formação cidadã e desenvolvimento humano.
as oportunidades geradas
Em seu território, o AfrocultCE utiliza a cultura como uma ferramenta de transformação para tantas pessoas que são impactadas pelo projeto. A iniciativa abre as portas para novas oportunidades, criando um espaço de desenvolvimento profissional e coletivo, onde é possível aplicar conhecimentos em gestão cultural, políticas públicas e educação popular.
Nesse espaço muitos jovens têm a oportunidade de desenvolver seu potencial. Leozivan Domingos afirma que a partir do contato com a cultura e com processos formativos, esses jovens passam a se reconhecer como sujeitos de direitos, fortalecendo sua autoestima e ampliando suas perspectivas de futuro. Destacando ainda a importância do desenvolvimento social e a relação dos jovens com a comunidade.
“O impacto gerado é contínuo e multiplicador. Muitos participantes se tornam lideranças locais, artistas, educadores e agentes culturais, dando continuidade ao ciclo de transformação iniciado pelo projeto. Isso demonstra que investir em cultura e juventude é investir em mudanças estruturais e duradouras na sociedade”, destaca Leozivan.
O Afrocult desenvolve ações socioculturais com oficinas voltadas para diferentes áreas
principais atividades
desenvolvidas pelo afrocultce
» Oficinas de grafite;
» Hip-hop;
» Break dance;
» Muralismo;
» Estamparia africana (com foco nos símbolos Adinkra);
» Escrita criativa;
» Literatura de cordel;
» Práticas de arte-educação
eventos culturais realizados pelo afrocultce
» Saraus
» Festivais
» Exposições
» Apresentações artísticas
» Rodas de diálogo
projetos desenvolvidos pelo afrocultce
» “Cultura Viva: Hip-Hop em Ação” - Utiliza a cultura urbana como ferramenta de engajamento e transformação social
» “Expressão de Raízes: Arte e Patrimônio Imaterial” - Resgata a ancestralidade africana por meio da arte e da educação patrimonial.
O AFROCULTCE REPRESENTA A CONVERGÊNCIA ENTRE TRAJETÓRIA PESSOAL, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E COMPROMISSO POLÍTICO COM A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. TRATA-SE DE UM PROJETO QUE NÃO APENAS DIALOGA COM MINHA HISTÓRIA, MAS QUE TAMBÉM RESSIGNIFICA EXPERIÊNCIAS VIVIDAS NAS PERIFERIAS, TRANSFORMANDO DESAFIOS EM POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO CONCRETA
SARA SOUSA 35 ANOS
É sempre muito motivador quando vejo os jovens falando de pertencimento e conseguindo se reconhecer e se conectar com a ancestralidade por meio dos projetos da AfrocultCE.
SARAH LETÍCIA PEREIRA 16 ANOS
No Afrocult, aprendo um pouco mais da cultura africana, e símbolos que representam a complexa cosmovisão deste povo, conectando os mundos espiritual, terrestre e subterrâneo.
ISAAC MANOEL 19 ANOS
Eu aprendi no AfrocultCE a entender a construção da negritude na sociedade, que muitas vezes está escorada na sociedade e reprimida. Mas está lá e presente.
Na foto, uma oficina de estampa africana afro-referenciada (Adinkra), do projeto Expressões de "Raízes: arte e patrimônio imaterial"
Leozivan Domingos 28 anos Idealizador do AfrocultCE
COMUNIDADE NO BALÉ
A ARTE PREENCHENDO ESPAÇOS
Criado
por uma jovem bailarina, o projeto leva dança e construção social para jovens no Jangurussu
Tay Vieira dança desde os 7 anos. E na juventude tornou-se educadora social. Foi a soma dessas duas histórias que, há cerca de oito anos, deu origem ao Comunidade no Balé, projeto que nasceu de uma observação simples: as crianças do entorno do CUCA Jangurussu não tinham acesso ao balé, e aquele tempo livre podia ser preenchido com arte.
Começou voluntário, uma vez por semana, com uma turma de apenas sete meninas. Hoje, o projeto funciona de segunda a sexta com quatro turmas, cada uma com entre 12 e 15 alunas, organizadas por faixa etária, dos 7 aos 15 anos.
o diferencial
No Jangurussu e arredores, aulas de balé clássico, dança contemporânea ou jazz sempre foram artigo raro, e caro. Para a maioria das famílias da região, pagar por esse tipo de formação artística nunca foi uma opção real. O Comunidade no Balé chegou para mudar esse cálculo.
Mais do que democratizar o acesso à dança, o projeto atua onde a oportunidade raramente chega. A busca ativa é feita nas escolas e em apresentações, convocando novas alunas.
além dos passos
O diferencial do projeto está no que acontece entre um passo e outro. Durante as aulas, as meninas recebem formações sobre direitos humanos, educação sexual e o próprio corpo, aprendendo, por exemplo, a diferença entre um toque de carinho e um toque de assédio. Cada conteúdo é adaptado à faixa etária de cada turma.
"O projeto funciona não somente com o balé", explica Tay. "A gente consegue trabalhar outras temáticas para a construção social dessa criança."
DE DIFERENTES
FAIXAS ETÁRIAS
“É AQUELA SENSAÇÃO DE QUE EU
POR MAIS QUE EU SAIBA QUE HÁ ALUNAS QUE NUNCA VÃO SER
BAILARINAS, QUE, DAQUI A UM TEMPO, VÃO SAIR DO BALÉ, NÃO
VÃO CONTINUAR NA CARREIRA DE BAILARINAS, MAS ELAS VÃO TER
APRENDIDO SOBRE TRABALHO EM EQUIPE, SOBRE AUTOCONTROLE, SOBRE FOCO, SOBRE O FEMININO, SOBRE DIREITOS HUMANOS”
Tay Vieira, 31 anos idealizadora do Projeto
Para muito além da dança, as bailarinas recebem formações que versam sobre o desenvolvimento dentro e fora dos palcos
SÃO ATENDIDAS
PELO PROJETO
A SEMANA INTEIRA É PREENCHIDA
PELO PROJETO
apoio e escuta
Tay Vieira sabe que nem todas as suas alunas seguirão carreira artística. E isso nunca foi o ponto. O que o projeto oferece vai além da técnica: é presença, escuta e acolhimento, algo que, para muitas meninas, falta dentro de casa.
"Muitas vezes as meninas não têm uma escuta em casa", reflete a educadora. "A arte entra nesse momento para ocupar essa mente, fazer com que ela fique mais criativa, entender que existe uma possibilidade."
Em um contexto marcado por ciclos de violência e vulnerabilidade, o balé se transforma em ferramenta de ruptura. A ideia é que cada menina saia do projeto sabendo que tem valor e que o mundo pode ser diferente do ciclo em que está inserida.
o troféu mais importante
Para Tay, o retorno desse trabalho não vem em forma de aplausos nem medalhas. Vem no olhar de uma aluna que aprendeu a trabalhar em equipe, que desenvolveu foco e autocontrole, que entendeu seus direitos.
No projeto, o balé se transforma em ferramenta de ruptura e redesenha possibilidades
É essa sensação, a de ter participado do processo de educação de uma criança, que faz Tay Vieira voltar para a sala de aula todos os dias. E que faz o Comunidade no Balé seguir sendo, no Jangurussu, muito mais do que um projeto de dança.
ESTHER GOMES
12 ANOS
Pra mim, o projeto significa liberdade e arte na dança. Ele me ajudou a ter mais responsabilidades, tirou minha timidez, e eu amo o balé.
YANA DE LIMA PIMENTEL
16 ANOS
O balé mudou muita coisa na minha vida: mudou meu jeito de pensar no futuro, mudou meu corpo, mudou minha cabeça. O balé é muito importante para mim; é a minha dança preferida. Assim, eu não troco por nada, e eu acho que é uma das artes mais bonitas do mundo.
MARIA LETÍCIA
NASCIMENTO
12 ANOS
O que muda na minha vida com o balé é a minha saúde mental, porque, pra mim, o balé é uma terapia. O desenvolvimento também, tudo se mistura um pouco. Eu me sinto muito feliz no balé.
Comunidade no Balé leva dança e construção social para meninas de 7 a 15 anos no Grande Jangurussu
De artigo de luxo a possibilidade, o balé passou a fazer parte da realidade de meninas comunidade
MENINOS DE DEUS EM MEIO A VIOLÊNCIA NASCE A TRANSFORMAÇÃO
O Instituto Meninos de Deus iniciou em meio a uma onda de violência e criou oportunidade para centenas de jovens
Quando momentos de dificuldade transformam uma comunidade, a resistência sai da teoria e ganha forma na prática. Foi isso que Paulo Uchôa fez na comunidade Santa Filomena, no Grande Jangurussu. Durante uma onda de violência que atingiu o território entre 2006 e 2008, ele sentiu o desejo de fazer a diferença na vida de jovens envolvidos nesse contexto e percebeu a necessidade de criar oportunidades.
Assim surgiu o Instituto Meninos de Deus. Cerca de 43 adolescentes e jovens passaram a ser atendidos em rodas de conversa, passeios e outras atividades. O trabalho de ressocialização foi iniciado com o objetivo de oferecer novos caminhos para aqueles que viviam em situação de vulnerabilidade. Dos 43 jovens que começaram no projeto, muitos perderam a vida para a violência, mas a missão da iniciativa continuou.
Com o tempo, o projeto ampliou sua atuação para além da ressocialização, passando a investir também na prevenção, atendendo crianças de 4 a 12 anos com atividades ao longo da semana. O carro-chefe é o futebol para atrair os pequenos, mas as ações vão além do esporte. Idealizador e coordenador do Instituto Meninos de Deus, Paulo Uchôa fala do trabalho com orgulho e destaca a importância do projeto em sua vida.
“Sinto-me feliz, porque, para mim, é uma missão dada por Deus. O instituto enfrenta as mazelas (tráfico, exploração sexual, violência doméstica, desemprego) através da cultura de paz, da ressocialização e da prevenção”, afirma Uchôa.
atividades desenvolvidas
Além do futebol, o projeto desenvolve diversas ações voltadas para a comunidade, como doações e visitas domiciliares. Por meio do programa de voluntariado do Meninos de Deus, são realizadas iniciativas como distribuição de cestas básicas, reformas de casas e auxílio na emissão de documentos. Muitos dos voluntários que hoje atuam no projeto foram alunos que tiveram suas trajetórias transformadas pela iniciativa.
Atualmente, o Instituto Meninos de Deus se mantém por meio de doações e da venda de livros e materiais personalizados. Todo o recurso arrecadado é investido nas atividades, garantindo a continuidade das ações e o impacto na comunidade. Hoje referência na promoção da cultura de paz, o projeto busca seguir transformando positivamente a vida das futuras gerações.
Muitos dos jovens que passaram pelo projeto hoje seguem caminhos antes inimagináveis. Com jovens na universidade, atuando como voluntários e vivendo longe da criminalidade, esse é o maior troféu do Instituto Meninos de Deus: observar a diferença que o trabalho realizado gerou na comunidade do Grande Jangurussu.
Ao longo dos anos, a iniciativa se consolidou como uma rede de proteção e oportunidades, mostrando que o investimento em educação, esporte e acompanhamento social pode transformar trajetórias e fortalecer territórios. O retorno dos próprios jovens como voluntários evidencia a continuidade desse ciclo e reforça a importância do projeto na construção de uma cultura de paz.
quatro comunidades recebem
ações do projeto
» Perimetral
» Santa Filomena
» João Paulo
» Parque Betânia
ações realizadas pelo projeto
» Futebol
» Espiritualidade
» Temas transversais
» Doações
» Visitas domiciliares e comunitária
O IMPACTO MAIOR É VER ESSES MENINOS RETORNANDO AOS INSTITUTOS, SENDO VOLUNTÁRIOS NAS QUATRO COMUNIDADES; MUITOS TRABALHANDO, COM REDUÇÃO DA CRIMINALIDADE E UM NÚMERO PEQUENO DE ADOLESCENTES EM CENTROS EDUCACIONAIS. ANTES, TÍNHAMOS UM NÚMERO GRANDE; HOJE, É QUASE ZERO
Paulo Uchôa , idealizador do Projeto
"
O futebol é o carro- chefe do projeto, sendo a principal forma de atrair crianças para as atividades
RONNY SILVERIO, 37 ANOS
EDUCADOR SOCIAL VOLUNTÁRIO NO INSTITUTO MENINOS DE DEUS
700
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
IMPACTADAS
PELO PROJETO
2
LIVROS LANÇADOS
sobre a metodologia do Meninos de Deus
ATIVIDADES DE SEGUNDA A QUINTA
Futebol é o carro chefe do projeto, encontros durante a semana toda de 17h às 20h
Ser um voluntário Meninos de Deus é um estilo de vida, onde você é cativado todos os dias. Me sinto como numa grande faculdade onde mais aprendo do que ensino, para ser bem real e bem mais profundo, o projeto junto com o nascimento do meu filho salvou e salva minha vida todos os dias.
JAQUELINE MAIA, 15 ANOS
VOLUNTÁRIA
Esse projeto é muito importante na minha vida, pois ele transforma realidades, dá esperança e mostra que é possível sonhar e conquistar um futuro melhor. O trabalho que fazemos é importante porque ajuda a afastar os jovens de caminhos negativos e oferece oportunidades de crescimento, aprendizado e desenvolvimento.
CARLOS ANDRÉ, 39 ANOS VOLUNTÁRIO E EDUCADOR
Quando eu tinha 9 para 10 anos, me inscrevi no Projeto Meninos de Deus. Tinha o sonho de ser jogador, mas não fui. Ainda assim, agradeço a Deus, primeiramente, e depois ao Projeto Meninos de Deus. O nosso treinador, Paulo Uchôa, nos ensinou a caminhar pelo caminho certo para sermos cidadãos.
Afrocult
Modalidade: Formação, cultura e cidadania étnico-racial.