PORTUGAL, A CUBMGP TRANSFORMA UNIÃO EM FUTURO COLETIVO
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ONDE A LUTA VIRA LAÇO NO BOM JARDIM, O AJUDAR PROVA QUE DISCIPLINA TAMBÉM É AFETO E COMUNIDADE.
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EDITORIAL
Tem bairro que resiste. Tem bairro que reinventa. E tem bairro que faz das próprias mãos a travessia que o poder público ainda não construiu. Este Caderno 5 do Juventude é Travessia é sobre isso: sobre quando a comunidade decide não esperar e transforma vulnerabilidade em movimento.
Na Granja Lisboa, o Vida Pela Vida nasceu da urgência da pandemia e virou rede permanente de cuidado. Na Granja Portugal e no Bonsucesso, projetos como a Escolinha do Náutico e a Escola do Matheuzinho mostram que o esporte é mais que jogo: é disciplina, pertencimento e horizonte aberto para a juventude. Do trabalho histórico da CUBMGP à formação cidadã promovida pelo aJUDar no Bom Jardim, as iniciativas deste caderno provam que, quando a comunidade se organiza, oportunidades florescem. Aqui, a juventude não espera o futuro chegar. Ela constrói a própria travessia, todos os dias. Boa leitura!
EXPEDIENTE
EMPRESA JORNALISTICA O POVO
PRESIDENTE INSTITUCIONAL & PUBLISHER: Luciana Dummar
PRESIDENTE-EXECUTIVO: João Dummar Neto
DIRETORES DE JORNALISMO: Ana Naddaf e Erich Guimarães
DIRETOR DE JORNALISMO RÁDIOS: Jocélio Leal
DIRETOR DE ESTRATÉGIA DIGITAL E NOVOS NEGÓCIOS: Felipe Dummar
DIRETOR DE NEGÓCIOS: Alexandre Medina Néri
DIRETORA DE GENTE E GESTÃO: Cecília Eurides
DIRETOR CORPORATIVO: Cliff Villar
DIRETOR DE OPINIÃO: Guálter George
DITORIALISTA-CHEFE: Plínio Bortolotti
PROJETO JUVENTUDE É TRAVESSIA
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL: Valéria Xavier | ESTRATÉGIA E RELACIONAMENTO: Adryana Joca e Dayvison Álvares | GERENTE EXECUTIVA DE PROJETOS: Lela Pinheiro ASSISTENTE DE PROJETOS: Renata Paiva | ANALISTA DE OPERAÇÕES: Alexandra Carvalho e Raffaela Meneses | ANALISTA DE PROJETOS: Beth Lopes
Este produto é customizado pelo Estúdio O POVO.
COORDENADORA DE CONTEÚDO: Camilla Lima COORDENADOR DE CRIAÇÃO: Jansen Lucas LÍDER DE PLANEJAMENTO: Luana Saraiva DIAGRAMAÇÃO: Emanuel Gondim ANALISTA DE MARKETING: Daniele de Andrade
REDAÇÃO PUBLICITARIA: Sofia Constance TEXTOS: Lucas Casemiro
VIDA PELA VIDA
O projeto social Vida Pela Vida tem como objetivo ajudar e beneficiar a comunidade, impactando a vida de vários jovens e de suas famílias.
Inspirada no espírito esportivo do Clube Náutico Capibaribe, a escolinha do Náutico se tornou referência no bairro Granja Portugal, revelando talentos e fortalecendo valores há mais de duas décadas.
Portugal
Bonsucesso
ESCOLINHA DO MATHEUZINHO
A Escolinha do Matheuzinho é um projeto social fortalecido pela união, pela humildade e pela crença no potencial dessas crianças.
REGIONAL 5:
A Regional 5 de Fortaleza abrange cinco bairros da Capital: Bom Jardim, Bonsucesso, Granja Lisboa, Granja Portugal e Siqueira. A região concentra uma população estimada em 225.200 mil habitantes.
SOBRE O JUVENTUDE É TRAVESSIA
O projeto Juventude é Travessia: protagonismo que reinventa e move Fortaleza propõe uma ampla ação de comunicação e valorização das juventudes da capital cearense, com foco no protagonismo, na inovação e na participação cidadã. Por meio de conteúdos multiplataforma - jornal, portal, redes sociais, rádio e audiovisual - o projeto dará visibilidade a iniciativas de jovens que transformam seus territórios nas áreas de educação, esporte, cultura, tecnologia, empreendedorismo e cidadania.
A iniciativa é uma realização do Grupo O POVO, e dialoga diretamente com políticas públicas da Prefeitura de Fortaleza voltadas à juventude, como os Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas), o projeto Jovens Monitores e o programa Academia Enem.
O projeto social aJUDar oferece atividades gratuitas voltadas à formação humana por meio da arte, do movimento e da inclusão.
O Centro União Beneficente dos Moradores do Bairro de Granja Portugal (CUBMGP) se tornou um espaço de encontro e pertencimento, onde cada pessoa encontra voz, apoio e oportunidade.
aJUDar
LIÇÕES DE ARTES MARCIAIS E CUIDADO PARA CONSTRUIR CIDADANIA
A trajetória do aJUDar começa entre os anos de 2007 e 2008, quando moradores do bairro passaram a se reunir para pensar ações que pudessem melhorar a realidade local. Cada pessoa contribuía como podia: reforço escolar, cursos, artes, cultura, dança e lutas. Muitas vezes, o esforço vinha do próprio bolso, movido apenas pelo desejo de fazer o bem.
Professores de artes marciais eram convidados com total sinceridade: não havia recursos para remuneração. Alguns permaneciam por um tempo, mas acabavam partindo em busca de trabalho. As despedidas se repetiam, os vínculos eram quebrados e o projeto nunca conseguia se tornar algo sólido. Diante disso, a comunidade tomou a corajosa decisão de formar os seus para então garantir continuidade, pertencimento e compromisso.
Granja
Granja Lisboa
Bom Jardim
Siqueira
VIDA PELA VIDA NÁUTICO
CUBMGP
FEITO DE SONHO E PRÁTICA
Entre o final de 2019 e o início de 2020, o projeto ganhou forma e nome: aJUDar. A proposta, desde o início, era oferecer atendimento 100% gratuito. Mesmo com a chegada da pandemia, o projeto não parou. As atividades seguiram de maneira possível, inclusive online. Um terreno foi adquirido, paredes foram levantadas, um telhado instalado e os tatames colocados. Tudo construído passo a passo, com esforço coletivo e persistência.
SENSEI MARTA
Hoje, o projeto é conduzido pela Sensei Marta Lima, 46. Faixa preta em Judô, Karatê e Jiu-Jitsu, ela ministra aulas voluntariamente no bairro. Suas filhas também fazem parte dessa história: iniciaram nas artes marciais ainda crianças e hoje são faixa preta de Judô, caminhando para a faixa preta no Jiu-Jitsu e no Karatê, além da formação em Educação Física, com planos de ampliar o projeto para novas modalidades no futuro.
O QUE É
Desenvolvido no bairro Bom Jardim, o projeto social aJUDar oferece atividades gratuitas voltadas à formação humana por meio da arte, do movimento e da inclusão. Aulas de Judô, Capoeira, Libras e Dança acolhem crianças, jovens e moradores da comunida- de. O propósito é formar pessoas por meio do ensino da técnica, fortalecendo valores como disciplina, respeito, convivência e igualdade de oportunidades.
Porque o aJUDar gera oportunidades por igual. A condição social social não é importante, mas sim a vontade de aprender, participar e crescer. As atividades ocupam a mente, o corpo e o tempo das crianças e jovens, oferecendo caminhos de convivência, inclusão e desenvolvimento.
Além da construção coletiva de uma estrutura física, a formação de professores da própria comunidade contribuiu para a continuidade e permanência do projeto
KAUANE MARIA, 17 ANOS
Iniciei o Judô aos nove anos no Centro Cultural do Bom Jardim (CCBJ), onde treinávamos. Com a pandemia, o laço que tínhamos com o CCBJ acabou quebrando. Foi quando começamos a desenvolver um projeto no terreno que hoje é o CT (centro de treinamento), onde treinamos atualmente. Ao longo do caminho, passei por várias graduações e hoje me vejo na faixa marrom. O Judô me ensinou disciplina, respeito e perseverança. Enfrentei desafios, como pensar em desistir, mas o esporte me deu força para superá-los. Antes, a gente treinava no aberto, mas hoje o CT é um espaço fechado. Ainda assim, precisamos melhorar a infraestrutura como: bebedouros com água, tatames melhores, banheiros adequados e mais coisas no nosso CT. Com essas melhorias, poderemos oferecer melhores condições de treino.
LISLANE MARIA, 27 ANOS
PRINCIPAIS CONQUISTAS
Formação de professores da própria comunidade;
Aulas gratuitas e contínuas de Judô, Capoeira, Libras e Dança;
Estrutura física construída coletivamente;
Continuidade do projeto mesmo durante a pandemia;
Impacto direto na formação social e pessoal de crianças e jovens.
Participei desse projeto ao longo de dois anos que tiveram grande importância na minha formação pessoal e social. Durante esse período, pude vivenciar de perto realidades diversas, fortalecer o trabalho coletivo e compreender melhor os desafios enfrentados pela comunidade envolvida. O projeto contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento social, promovendo inclusão, diálogo e transformação, tanto para os participantes quanto para mim. Essa experiência ampliou meu senso de responsabilidade social, meu olhar crítico e meu compromisso com ações que geram impacto positivo na sociedade.
ANNA
20 ANOS
Desde os oito anos que pratico judô e vi o começo do projeto aqui no Bom Jardim. Graças a Deus e à insistência dos nossos professores hoje sou faixa preta, sou campeã cearense na minha categoria e pretendo passar todo o meu conhecimento ao próximo da maneira que meus professores passaram. Hoje, sou uma das voluntárias e dou aula aqui no projeto onde eu era aluna.
COMO PARTICIPAR
Para fazer parte do aJUDar, basta querer e participar. O projeto é aberto, gratuito e construído para quem acredita que viver melhor também se aprende em comunidade.
MARIA JÚNIA, 45 ANOS
Desde que o projeto reiniciou é gratificante saber que meus filhos Jardson, Maria Cecília e Jackson estão aproveitando essa oportunidade. O esporte é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar deles
KESSIA,
FOTOS: DIVULGAÇÃO
CUBMGP: A FORÇA DA UNIÃO DE UMA COMUNIDADE
Quando uma comunidade se une, ela amplia a própria força. A luta por direitos ganha voz. A inclusão vira prática. Foi dessa forma, que o Centro União Beneficente dos Moradores do Bairro de Granja Portugal (CUBMGP) se tornou um espaço de encontro e pertencimento, onde cada pessoa encontra voz, apoio e oportunidade.
A associação CUBMGP surgiu na Granja Portugal, no Grande Bom Jardim, periferia de Fortaleza, a partir de uma escola de ensino fundamental em 1987. A escola foi referência local de ensino e formou jovens até 2008. Após o encerramento de suas atividades, deu-se início às primeiras ações comunitárias, consolidando a associação como espaço comunitário.
Nos anos seguintes, a associação foi se estruturando como ponto de encontro e cuidado para os moradores da comunidade. Hoje, a associação oferece oficinas de culinária, artesanato, costura, comunicação, tecnologia, música, arte e cultura. Também promove cursos profissionalizantes, capacitações e passeios comunitários. As ações sociais são contínuas e acompanham as necessidades do território.
Todo o trabalho desenvolvido é pensado a partir da realidade da Granja Portugal e do Grande Bom Jardim, com foco no acesso, na permanência e no fortalecimento das pessoas.As ações vão além da juventude, mas dialogam diretamente com ela.
CURSOS OFERTADOS
Informática
Artesanato
Costura
Culinária e Panificação
Oficinas culturais (batuque, forró da melhor idade, violão e capoeira)
Atividades educativas
Reforço escolar
Alfabetização de jovens e adultos
Eventos culturais
A CUBMGP faz parte da rotina de muitos jovens da Granja Portugal. É ali que eles encontram cursos, oficinas e novas possibilidades de futuro. O trabalho vai além das atividades. A proposta é romper ciclos de exclusão e reafirmar uma ideia simples, mas poderosa: a periferia não é sinônimo de carência. É potência. É talento. É criação.
O coordenador-geral da CUBMGP, Francisco Stone, de 26 anos, destaca os aprendizados que surgem dessa vivência coletiva e o impacto direto na formação da juventude da comunidade.
“Impactar a vida de jovens é uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, um privilégio. É entender que cada ação pode mudar trajetórias. Quando um jovem se reconhece capaz, quando descobre um talento ou se vê pertencente a um espaço, algo muda. Eu vejo isso todos os dias na associação CUBMGP: jovens que passam a sonhar, planejar e acreditar em si”, destaca Francisco Stone.
Cine-debates
Ações de conscientização social.
A CUBMGP integra ainda a Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim. O compromisso com o combate à fome e com a inclusão social é permanente. Para Francisco Stone, coordenador-geral da associação, o trabalho ajuda a revelar a força do território.
“A gente cria caminhos, amplia horizontes e garante que direitos básicos como educação, cultura e informação estejam mais próximos das pessoas. Nosso trabalho ajuda a quebrar ciclos de exclusão e mostra que a periferia não é carência — é potência, criação e futuro”, completa o Coordenador Geral da CUBMGP.
OLHANDO PARA O FUTURO
Para os próximos anos, a associação quer se consolidar como um polo de cultura, lazer e educação gratuita de qualidade na Granja Portugal e no Grande Bom Jardim. A meta é ampliar oportunidades, fortalecer o território e garantir espaços vivos de aprendizado, convivência e criação, fazendo com que o trabalho que nasce na periferia circule também por outros espaços da cidade e além dela.
A associação pretende melhorar a estrutura das atividades, diversificar cursos e oficinas e ampliar parcerias com empresas e instituições. Mais do que crescer em tamanho, quer crescer em impacto e reafirmar que a Granja Portugal é território de potência, conhecimento e futuro.
MARIA GABRIELA ARAUJO, 13 ANOS (DESDE 2022)
“Eu comecei participando das oficinas e depois fui entrando em outras atividades. O projeto me ajudou a ter mais confiança e a acreditar que eu consigo aprender e crescer. Também me deu mais apoio e orientação. Aqui eu me sinto acolhida”
1987 – 2008 | Escola de Ensino Fundamental Fundação da CUBMGP como escola de ensino fundamental, tornando-se referência na formação de gerações da comunidade por mais de 20 anos.
2008 – 2011 | Primeiras Ações Comunitárias Encerramento das atividades escolares e transição para o social. Inauguração da Cozinha Comunitária e início de oficinas de culinária e eventos locais.
2011 – Hoje Expansão e Fortalecimento Transformação em centro de convivência. Oferta de cursos profissionalizantes, capacitações e integração ao Grupo de Lideranças de Cozinhas Comunitárias do GBJ.
2022 – Hoje | Rede de Cozinhas do GBJ Marco histórico: Fundação da Rede de Cozinhas Comunitárias do Grande Bom Jardim, em parceria com o Governo do Estado e Programa Ceará Sem Fome.
A união da comunidade transforma o GUBMGP em um espaço de formação, acolhimento e oportunidades para o território.
LETICIA MARIA CARDOZO, 18 ANOS (DESDE 2024)
“O projeto me dá um caminho. Eu aprendi coisas que eu não sabia, e hoje eu me sinto mais preparada para estudar e correr atrás das minhas coisas. Eu comecei a pensar mais no futuro, no que eu quero ser”
GEORGIO SANCHO, 14 ANOS (DESDE 2022)
“O projeto me mantém ocupado e me ensina coisas boas. Eu aprendi disciplina e também melhorei minha convivência com as pessoas. É um lugar onde eu me sinto bem. É tipo um apoio para mim, para continuar firme”
LINHA DO TEMPO
Da pelada no campo da Mata aos títulos pela cidade, a Escola do Matheuzinho transforma futebol em disciplina, união e oportunidade para cerca de 50 crianças e adolescentes
ESCOLA DO MATHEUZINHO
UMA
BRINCADEIRA
FOTOS: DIVULGAÇÃO
NO CAMPO QUE SE TRANSFORMOU EM MUDANÇA DE VIDAS
Antônio Cecílio, 50, não imaginava que conduzir um despretensioso “racha” entre amigos em 2019, em um campinho de futebol no bairro Bonsucesso, em Fortaleza, poderia transformar a vida de tantas crianças e jovens alguns anos depois. Um dos primeiros jogadores, seu filho Matheus Cecílio, hoje com 20 anos, inspirou o nome do projeto. O que era apenas lazer aos poucos se tornou um projeto social fortalecido pela união, pela humildade e pela crença no potencial dessas crianças.
Thiago Pereira, 36, tem história para contar. Ele costumava acompanhar o filho Kaleb Ryan, hoje com 13 anos, em todos os jogos. Quando menos esperou, recebeu um convite para orientar e comandar a equipe. “Entrei na escolinha com o meu filho participando dela. Acompanhava todos os jogos: era aquele pai torcedor”, relata. Dois anos depois, assumiu o desafio e os resultados já são visíveis.
Hoje, a escolinha reúne cerca de 50 crianças, juntando todas as categorias. Vieram os primeiros campeonatos, os troféus, as finais disputadas e, principalmente, o fortalecimento de um grupo que atende crianças e adolescentes de 10 a 16 anos e que acredita no poder do esporte como ferramenta de transformação social.
Marco Antônio, 15 anos, é um dos jovens com a “mente transformada”, conta. Ele relata que viu a Escola se transformar nos últimos anos, principalmente após a atuação do treinador Thiago. Na comunidade unida pelo futebol, Marco Antônio criou amizades e, mais que isso, esperança conjunta. “A Escola Mateuzinho mudou completamente. Não só mudou a cabeça do time por completo, mas mudou de um time de campeonatos de base para um time que joga vários campeonatos e por onde passa arrasta título, em tão pouco tempo”, afirma, cheio de orgulho em fazer parte.
NUNCA DEVEMOS PARAR DE ACREDITAR NESSAS CRIANÇAS, PORQUE SÃO ELAS QUE FORTALECEM O NOSSO PROJETO”
Thiago Pereira
CATEGORIAS
ONDE TUDO COMEÇOU
A Escola do Matheuzinho tem seis anos de existência e surgiu dentro da própria comunidade, no campo da Mata, tradicional espaço onde as crianças já se reuniam para brincar. A partir desse convívio, Cecílio decidiu organizar o grupo, criar uniformes e inscrever os meninos nos primeiros torneios locais. Com o passar do tempo e com atuação do treinador e orientador Thiago Pereira, o projeto cresceu, ganhou visibilidade e passou a disputar campeonatos cada vez mais competitivos.
Depois de um tempo, o campo da Mata precisou ser evitado por questões de segurança após problemas na estrutura das traves. Hoje, os treinos ocorrem em uma areninha próxima. Com horário limitado (apenas uma hora por dia), mas suficiente para manter os treinos, a diversão e o desenvolvimento dos atletas.
2025: UM ANO DE VITÓRIAS
Em 2025, a Escola do Matheuzinho viveu um de seus anos mais vitoriosos, acumulando títulos e excelentes campanhas:
CAMPEÃO
Copa FutShow Sub-13 Fut6 (março)
Interbairros Sub-15 Fut7 (maio)
Liga Evolução Sub-13 Fut11 (junho)
Torneio da Mata Sub-12 Fut7 (setembro)
Torneio da Mata Sub-13 Fut7 (setembro)
Copa FutShow Sub-12 Fut6 (outubro)
Interbairros Sub-13 Fut7 (outubro)
Taça Fortaleza Sub-12 Fut7 (novembro)
Liga Demócrito Rocha Sub-14 Fut7 (dezembro)
Taça Fortaleza Sub-14 Fut7 (dezembro)
DIRETO PARA OS CLUBES
Quando os atletas ultrapassam a faixa etária das crianças do projeto, por volta de 15 anos, são muitas vezes encaminhados para clubes parceiros, como Ferroviário, Tiradentes e Floresta, abrindo portas para que sigam no futebol de forma mais profissional. O projeto funciona, assim, como base e ponte para novas oportunidades.
SOCIAL ANTES DE TUDO
Apesar dos títulos e sonhos, o principal objetivo da Escola do Matheuzinho é tirar crianças das ruas, oferecendo um espaço seguro, educativo e disciplinador por meio do futebol, relata Thiago Pereira. O projeto ensina que, antes de qualquer talento esportivo, é preciso estar estudando, respeitar o próximo e saber conviver em grupo. As derrotas são encaradas como aprendizado. Já as vitórias, essas são tidas como fruto do trabalho coletivo.
VICE-CAMPEÃO
Taça Fortaleza Futsal Sub-12 (julho)
Torneio da Mata Sub-12 Fut7 (setembro)
Copa Capim Sub-14 Fut6 (novembro)
Liga Demócrito Rocha Sub-12 Fut7 (dezembro)
HUMILDADE, UNIÃO E MUITO ESFORÇO
Mantido com muitos desafios, especialmente financeiros, o projeto sobrevive graças à dedicação dos responsáveis e à ajuda de alguns pais. Muitos custos, como transporte, combustível e arbitragem, saem do bolso de quem acredita no sonho dessas crianças.
SEMI-FINALISTA
Taça Fortaleza Futsal Sub-13 (julho)
Copa Sub Bairros Sub-14 Fut7 (julho)
Copa Sub Bairros Sub-12 Fut7 (agosto)
“Assim vamos levando o projeto. Graças a Deus, estamos numa crescente muito boa, e eu vivo falando para eles: isso é graças a eles mesmos. Um respeita o outro, não tem menino que fala palavrão, que desobedece. Perdeu? Ficam tristes, mas respeitam o adversário. Passa para outra, na outra parte ele ganha, entendeu? Por isso que o nosso grupo é muito unido”, conta
GABRIEL HENRIQUE, 13 ANOS
“Vai fazer um ano que entrei na Escola Mateuzinho. Tenho mais de dez títulos como campeão. Todo campeonato a gente chega numa final e sai vitorioso. Ótimos treinadores, ótimas pessoas, ótimas companhias, ótimos jogadores. É uma escolinha que a cada dia, a cada competição que se passa, só cresce e é bastante reconhecida. Todo bairro de Fortaleza onde já jogamos, bem dizer, saímos vitoriosos.
EMANUEL CARDOSO, 13 ANOS
“Sou jogador da Escolinha Matheuzinho desde quando começou e era só um treinador, você sabe qual era o que nós íamos pro jogo a pé, aí eu convidei o filho do Thiago para jogar um jogo por nós, aí eu convidei o Thiago para ser o treinador, o nosso, e a Escolinha Matheuzinho ficou mais competitiva e treinamos muito bem e nós ganhamos muito troféu com ele e estamos em busca de mais troféu e melhorou muito com ele”
COMO PARTICIPAR?
Estar regularmente matriculado em uma escola e ter força de vontade. Se esforçar para ser uma pessoa amiga e respeitadora é um diferencial.
ESCOLINHA DO NÁUTICO
TRADIÇÃO, DISCIPLINA E SONHOS
QUE COMEÇAM NA BASE
A Escolinha do Náutico da Granja Portugal é um espaço de formação cidadã, amizade e construção de sonhos fundada em 12 de outubro de 2000. Inspirada no espírito esportivo do Clube Náutico Capibaribe, a escolinha se tornou referência no bairro Granja Portugal, em Fortaleza, revelando talentos e fortalecendo valores há mais de duas décadas.
O QUE É O PROJETO?
A Escolinha do Náutico desenvolve atividades de futebol de campo, com treinos e jogos realizados duas vezes por semana na Areninha da Teodoro de Castro.
TREINOS
Terça-feira: 18h45 às 20h
Sábado: 8h30 às 10h
UMA HISTÓRIA QUE
COMEÇOU NO BAIRRO
A Escolinha do Náutico nasceu na Granja Portugal no ano 2000. No início, os treinos aconteciam no Campo do Skol e no Campo do Taquary. Com o passar dos anos, o projeto ganhou corpo, tornando-se referência esportiva no bairro e formando gerações de jovens atletas.
POR QUE ACREDITAR NO PROJETO?
CATEGORIAS
Time aberto e veterano
Há mais de duas décadas a Escolinha do Náutico transforma futebol em disciplina, amizade e formação cidadã
O professor Francisco, idealizador da escolinha, acredita no futebol como ferramenta de transformação social. “Nosso objetivo é formar cidadãos e ajudar os jovens a conquistarem o sonho de se tornarem jogadores profissionais.”
PRINCIPAIS CONQUISTAS
Campeão do Campeonato da Granja Portugal – 3 vezes;
Campeão no Bom Jardim – 1 vez; Campeão entre Bairros – 1 vez; Vice-campeão na Vila Manoel Sátiro; 5 participações na Copa Arena.
COMO PARTICIPAR?
Nascido da mobilização comunitária durante a pandemia, o Vida Pela Vida segue levando alimentos, capacitação e apoio social a famílias da Granja Lisboa
VIDA PELA VIDA: APOIO PARA QUEM
PRECISA
Durante a pandemia da Covid-19, o mundo desacelerou e as desigualdades ficaram ainda mais visíveis. Foi nesse cenário que nasceu, em 2020, o projeto social Vida Pela Vida, no bairro Granja Lisboa. Diante da vulnerabilidade social que atingia muitos vizinhos, Jocélio Duarte decidiu não ficar de braços cruzados. Foi de porta em porta, mobilizando pessoas e criando uma rede de apoio para ajudar quem mais precisava e assim deu início a um projeto social que impacta a vida de vários jovens e suas famílias.
PRIMEIRA MOBILIZAÇÃO
Batendo de porta em porta, o projeto conseguiu arrecadar mais de 500 cestas básicas.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
WANDERSON SOUSA, 20 ANOS Sub11
Basta comparecer aos treinos na Areninha da Teodoro de Castro nos dias e horários indicados. O projeto é aberto à comunidade.
Atualmente a atuação do Vida Pela Vida passa por várias áreas com o foco de ajudar e beneficiar a comunidade, como distribuição de alimentos e itens essenciais, realização de palestras sobre saúde, campanhas de vacinação e atividades físicas.
CAPACITAÇÃO
O projeto também promove ações para o desenvolvimento de habilidades e geração de renda, como o oferecimento de cursos profissionalizantes, oficinas de artesanato e orientação para o empreendedorismo.
WERLON AFONSO, 21 ANOS
“Resolvi participar das ações do projeto porque vi nelas algo para melhoria de projeto de vida e também para melhorar dentro do ministério. O projeto impacta de uma forma muito educativa e inovadora, principalmente para nós, jovens”
“O impacto que esse projeto tem na minha vida é o aprendizado de habilidades para aplicação na vida pessoal e no ministério Poço de Jacó”