Skip to main content

Fragmentos de Mainha pelas páginas do O POVO, Parte 3

Page 1


Fortaleza] Mistério na pistolagem

Quem matou Mainha?

Idelfonso Maia da Cunha, 55, popular como o pistoleiro Mainha, foi assassinado a tiros, ontem, em Maranguape. A perícia constatou nove perfurações no corpo. Os dois suspeitos do crime fugiram em direção a Fortaleza Página 3 E 4

Esportes

Silvana Lima, cearense na elite do surf, é homenageada

PÁGINA 4 E 5

Multidão e atrasos no Aeroporto

Internacional Pinto Martins

chegaram a esperar até quatro horas para embarcar PÁGINA 19

Economia

Gastos com pessoal são o principal alvo dos cortes do Estado

Segundo analistas, o Governo deve reduzir os gastos com pagamento de pessoal para cortar R$ 500 milhões de custeio este ano PÁGINA 18

Buchicho

Larissa

Maciel esbanja talento em Passione

PÁGINA 5

Comissão da Verdade quer revolver o passado da ditadura brasileira

Política E a polêmica está posta no governo Dilma. A criação da Comissão divide opiniões de entidades civis e militares também no Ceará

PÁGINA 14

Política

Aliança PT-PMDB passa por primeiro teste no governo Dilma Rousseff

Divisão de cargos no segundo escalão inicia uma crise na relação dos principais partidos da base aliada PÁGINA 16

Economia

IPTU e IPVA: melhor pagá-los à vista, aconselham

economistas

Ceará PÁGINA 5

Tempo de muito trabalho para reparar os estragos causados pelas chuvas no Cariri

A opção pela cota única garante um desconto de 5%. Economistas calculam que o desconto é melhor do que a poupança.

PÁGINA 20

O atraso dos voos domésticos, em Fortaleza, superou a média nacional, ontem. Passageiros
Passava das 13 horas de ontem, quando Mainha atravessava a rua Samambaia, em um burro, e foi alvo de oito tiros de pistola ponto 40. A execução atraiu uma multidão de curiosos e mobilizou a cúpula da Polícia Civil cearense
RAFAEL CAVALCANTE
SARA MAIA

CRONOLOGIA

OUTUBRO DE 1955

No dia 28 de outubro, nasce Idelfonso Maia da Cunha, em Alto Santo, na região jaguaribana. Estudou no colégio Salesiano de Limoeiro do Norte.

AGOSTO DE 1988

Após 11 anos de fugas, Mainha é preso em Quiteranópolis, na Região dos Inhamuns. Admitiu ter executado “apenas” sete pessoas, entre elas o então prefeito de Iracema, Expedito Leite, chacinado em 1977, na Capital.

AGOSTO DE 1996

Mainha sofre atentado no Instituto Penal Paulo Sarasate (foto). Segundo ele, havia complô

para matá-lo. Já condenado a 30 anos de prisão, o pistoleiro pegou 12 anos pela morte de Orismildo Rodrigues da Silva, em Quixadá, e 18 pelo assassinato do despachante Iran Nunes.

ABRIL DE 1997

Mainha é condenado a 64 anos de prisão pela chacina de Alto Santo, ocorrida em 16 de abril de 1983 (foto). A chacina ocorreu no quilômetro 248 da BR-116, próximo ao posto de combustível Universal. Na ocasião, foram mortos o ex-prefeito de Pereiro, João Terceiro de Sousa, a

mulher dele, Raimunda Nilda Campos,o motorista Francisco de Assis Aquino e o policial militar Joâo Leonor de Araújo.

MAIO DE 1999

Em novo julgamento (o primeiro foi anulado), Mainha é absolvido por falta de provas.

NOVEMBRO DE 2001

Depois de um ano e dois meses em regime semiaberto, Mainha volta à prisão.

NOVEMBRO DE 2002

Mainha é condenado por dois assassinatos no Rio Grande do Norte. Como havia voltado para o regime semiaberto em setembro de 2002, foi

recapturado em

ONTEM

Mainha é assassinado a tiros, em Maranguape. Ele cumpria sentença em regime semiaberto há pelo menos três anos.

Mainha] Com um tiro na cabeça, o mito caiu feito suas vítimas

Idelfonso Maia Cunha, lenda da pistolagem, ganhou fama, era temido, guardou segredos e morreu como se fez

Ahistória é contada por um delegado já com certo tempo de polícia, que pede o segredo de seu nome. Diz que, certa feita, pelos anos 1980, Mainha saiu com um serviço a cumprir. Mataria um fazendeiro, inimigo de outro também dono de terras. Chegou lá, teria fraquejado. O que morreria era um amigo seu. A conversa acabou virando uma oferta, agora da “vítima”. Então Idelfonso Maia Cunha, temido e respeitado, do alto de toda “honra” que se atribuía a um pistoleiro, topou. Dias depois, pelo dobro, matou o mandante. Talvez esse também tenha sido mais um folclore no lastro de Mainha. Em aluguel de morte, só sabe o valor quem paga e quem recebe. Assim foram as várias histórias sobre ele. Ontem, o homem que caiu com uma bala na testa e outras espalhadas era tido como o “último dos pistoleiros”. Lenda entre os que cobravam para “fazer alguém”, morreu de olhos abertos, cabeça perfurada, num terreno baldio perto do sítio onde morava. Foi-se o corpo baleado, fica o mito, derrubado num matagal cheio de lixo. Mainha morreu mitificado em seus segredos. É regra de quem cobra para matar ficar em silêncio. Feito ele, vários. Joaquim Leandro, o Catanã, de fama e manchetes nos anos 1950 e 1960, cumpriu pena na cadeia pública, hoje Centro de Turismo, ao lado da Santa Casa. Antônio Feitor, acusado de matar o prefeito de Aiuaba, em 1969; depois o filho, Pantico, seguindo a sina familiar, condenado por matar outro prefeito, de Acaraú, João Jaime Ferreira Gomes, em 1998. Courinha, outro lendário do meio, disputava a fama de “maior pistoleiro do Nordeste” com Mainha. Contagem palmo a palmo, morte a morte, ou em aferições nunca confirmadas. Quem confirmaria? Às vezes, nem as famílias dos mortos. Irmãos Sebastião e Isídio Ferreira, caçados e presos pelo COE, a elite truculenta da PM cearense dos anos 70 e 80, foram igualmente assustadores e heroificados após seus tiros de encomenda. Todos esses senhores sabedores que o segredo é a grande arma desse negócio de matar e receber pelo feito. De lá pra cá, a pistolagem mudou o perfil. Banalizou-se. Mata-se em rixas por drogas – geralmente jovens abaixo dos 25 anos, que matam ou

morrem. Ou alguém endividado topa a parada. Pistoleiros já não são poucos nem afamados. E cavalo, feito antigamente, só na força do motor da moto ou do carro que usam. Mainha foi vivendo nos seus “esconderijos”, sempre silenciosamente. Hora dessas, acabava preso, por armas que portava ou confusões em que se envolvesse. Como quando foi preso no distrito de Campos Belos, entre Maranguape e Caridade, em 2002, num batizado familiar. Cercado, trocou tiros com a polícia. Muitos tiros. Era procurado por uma condenação de 28 anos em São Miguel (RN). À época, respondia a outros 58 anos de cadeia no Ceará, em regime semi-aberto. Tiros e anos de cadeia em dezenas.

Diziam que Mainha tinha padrinhos fortes. Além do bom comportamento, seria o que lhe ajudava nas progressões de penas. Há dois meses, saíra do regime semiaberto para o aberto. Cumpria seus dias na Penitenciária Agrícola do Amanari, em Maranguape, perto de onde morava e morreu. No regime aberto, precisava ir ao fórum só uma vez por mês. Em entrevista ao O POVO, admitiu não gostar do ex-deputado federal Moroni Torgan, hoje em trabalho missionário de sua igreja dos Santos dos Últimos Dias em Portugal. Foi Moroni, então delegado, que o prendeu e armou holofotes para a clássica cena das algemas num mito. “Ele fez toda a campanha (políti-

ca) em cima do meu nome”, queixou-se pelo jornal. Para o sustento, Mainha tinha sítio, topics e usufruía da fama para algum pedido ou proteção. Assim dizem. Ninguém confirma, ninguém nega. Sempre rebateu o tal “rosário de crimes”, jargão da época. Só matou inimigos, assumia. Quixadá seria até região mais segura para circular do que a jaguaribana. Nos presídios, era considerado. Abrigou repórteres do tiroteio no dia em que dom Aloísio Lorscheider virou refém no IPPS, em 1994. Lá, morava na Vila Rica, área nobre do presídio. Solto, morreu com bala na testa, outras pelo corpo, garantia de quem fez o serviço. Morreu de morte matada, como se fez na vida.

INTIMIDADE

Personagem calmo, educado, que dizia ser “um vingador”

Apesar de sempre recusar a alcunha de “pistoleiro”, Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, tornou-se mito sob o signo da força da bala. A fama do cearense de Alto Santo correu o Nordeste na mesma proporção em que cresciam os crimes atribuídos a ele.

O jornalista Nelson Faheina, que entrevistou Mainha quatro vezes, conta que ele era homem astuto, que sabia quem o estava olhando. “Antes de entrar para essa vida de matar gente, trabalhava limpando terra, era sertanejo forte mesmo, mas era inquieto. Quando começou a ser perseguido, passou a andar com revólver de lado”, relata Faheina, que conheceu Mainha na juventude, quando este vendia ovos de galinha caipira em Limoeiro do Norte. Quem também o entrevistou por diversas oportunidades foi o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará, César Barreira. Ele lembra que Mainha falava dos crimes sempre ligando-os ao campo da honra. “Ele dizia que era vingador. Era um representante da família para vingar as mortes”, conta o pesquisador do Laboratório de

Landry Pedrosa, repórter de Cotidiano do O POVO

Mainha e a fama de pistoleiro

Nos meus 43 anos de jornal, o homem “Mainha” marcou, ao longo desse tempo, as reportagens policiais que escrevi. Foi, sem dúvida, o maior personagem vivo da crônica policial do Estado. Apontado como o maior pistoleiro do Nordeste, Idelfonso Maia Cunha contestava o título. Nas entrevistas que fiz com ele, costumava dizer que jamais matou por dinheiro. Negava jurando a maioria dos homicídios a ele imputados. Sobre a conhecida “Chacina de Alto Santo”, na BR116, quando quatro pessoas foram mortas, ele dizia que agiu por vingança. Meses antes, o fazendeiro Chiquinho Diógenes, que o

Estudos da Violência (LEV). Para Barreira, o fato de Mainha ser uma pessoa tranquila e esclarecida favoreceu a criação do mito. “Era muito calmo, educado, falava pausadamente, de forma respeitosa. Se dizia igual a todo mundo”, acrescenta. Sobre o fenômeno da pistolagem, Barreira explica que Mainha era do tipo ligado a hábitos rurais, que mantinham relação forte com a família. “Hoje os pistoleiros são profissionais, mais urbanas. Qualquer desavença pode ser resolvida com a pistolagem, qualquer pessoa pode ser um mandante”, diferencia. Para Peregrina Capelo, também professora do Departamento de Ciências Sociais da UFC, o pistoleiro é um agente na cultura de regiões em que as leis são feitas com as próprias mãos. “Ele era um sertanejo protegido por grupos familiares. Foi feito por alguém com costas largas. Os chamados ‘primos pobres’ viviam na serventia, nos núcleos patrimoniais, para defender, lavar a honra da família. Foi um pistoleiro quase em extinção”, resume. (Thiago Mendes)

tinha como pai, segundo ele, fora assassinado na Capital. Na “Chacina do Posto Universal”, também na BR116, afirmava ter agido em legítima defesa. Também se reportava sobre um homicídio que praticara em Quixadá. “O homem me chamou de ladrão de cangalha e, aí, então, eu tive que mostrar a ele que não era ladrão”, disse. “Eu me sinto até muito importante na vida, ao contrário dos que me acusam”. Fez essa revelação numa das entrevistas que me concedeu. E acrescentou, na época, que a fama de pistoleiro o fez ajudar um candidato a deputado federal ser eleito com grande votação. Referia-se a Moroni Torgan, que, na condição de secretário da Segurança Pública do Estado, na década de 1980, armou estratégias para prendê-lo. Até que Mainha acabou sendo surpreendido em Quiterianópolis (Região dos Inhamuns). Daí pra frente, então, puxou muita cadeia.

Cláudio Ribeiro claudioribeiro@ opovo.com.br
Mainha foi preso e a julgamento em várias ocasiões. Sempre negou, contudo, ter matado por dinheiro
MANUEL CUNHA 17/4/1997
Caridade, em 106 km de Fortaleza. Acabou transferido para Maranguape (foto).

EDITORA-EXECUTIVA: Tânia Alves] taniaalves@opovo.com.br; EDITORES-ADJUNTOS: Ciro Câmara] cirocamara@opovo.com.br; Juliana Matos Brito] juliana@opovo.com.br; Rafael Luis] rafaelluis@opovo.com.br; Thiago Cafardo] thiago@opovo.com.br

Histórias] “Amigo e de confiança”, Mainha é enterrado em Jaguaribara

As histórias das mortes cometidas por Idelfonso Maia da Cunha eram conhecidas dos moradores da região jaguaribana “só de ouvir falar”. Para a maioria, o pistoleiro Mainha era pessoa de “confiança e amiga”

Mariana Lazari

ENVIADA A JAGUARIBARA

marianalazari@opovo.com.br

Aos poucos, famílias inteiras chegavam em motos, bicicletas e carros. Faltou espaço na capelinha para tanta gente. O cemitério Parque da Saudade ficou cheio. Todos queriam homenagear, ou pelo menos ver, o homem consagrado pelas mortes. Sob lágrimas da família e olhares de dezenas de curiosos, Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, executado com oito tiros na última terça-feira, foi enterrado na tarde de ontem em Jaguaribara, a 225 quilômetros de Fortaleza.

O ilustre “filho da terra”, como muitos se referiam, partiu, mas deixou dezenas de histórias na boca do povo. Histórias, principalmente, de um Mainha tranquilo, paciente e amigo. “Se quebrassem uma garrafa nos pés dele, numa festa, ele não fazia nada”, garantia um senhor. “Era amigo do papai. Não tinha pessoa mais amiga”, recordava-se uma moça. “Papai comprava gado dele. Dizia que era uma boa pessoa. As histórias (de pistolagem) que a gente sabe são só as que contam”, esquivava-se uma senhora. “Dizem que quando tinha amizade com alguém, podia confiar”, lembrava-se outra. E, assim, o cemitério ganhou ares de praça pública. Crianças corriam, grupos de amigos conversaram, outros aproveitavam para visitar o túmulo de um ente querido... O burburinho fez, inclusive, com que o missionário da palavra, Francisco Ivan Beserra, enviado pela paróquia da cidade para “encomendar o corpo”, tivesse que pedir silêncio algumas vezes.

A fama de Mainha gerou, além do barulho, alguns comentários estranhos para um enterro. “Era para terem colocado uma caixa de som aqui”, reclamava uma moça, que afirmava não conseguir

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, foi morto na última terça-feira, em Maranguape, com oito tiros. Um homem saiu de um Citroën preto e efetuou os disparos na direção do pistoleiro, que morreu no local. O enterro foi ontem.

ouvir o que o religioso dizia. “Este cemitério devia era ter uma arquibancada”, dizia um homem que, enquanto a missa acontecia, já guardava lugar sobre o monte de terra ao lado da cova. “Era pra eu ter trazido a minha câmera”, lamentava uma moça.

Profissão de risco

O fim de Mainha, para muitos dos que estiveram no enterro, comprova a máxima popular que diz que “aqui se faz, aqui se paga”. A expressão, aliás, era ouvida em todo lugar. “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”, repetia uma senhora. Outros diziam ser esse o fim natural de alguém que lida com a morte profissionalmente. “Pistoleiro ou morre cedo,

ou vai pra cadeia”, decretou um homem.

A justificativa para a “malvadeza” tão famosa de Mainha, segundo a dona de casa Maria dos Santos, está na família. “Dizem que depois da morte de uma irmã ele ficou assim. Era um menino bom”, conta. Dona Maria garante que o homem só queria fazer justiça. “O que ele podia livrar o Jaguaribe velho, ele livrava”, diz. A família não quis falar com a imprensa. Desejo da esposa e dos filhos de Mainha. Um parente distante, porém, disse ao O POVO que Mainha morreu “cumprindo a lei”. “Ele estava desarmado, sem proteção. Agora é um momento só de tristeza”, afirmou o parente.

Velório

A pequena localidade de Castanhão Novo, distrito de Alto Santo, parou para prestar a última homenagem a Mainha. Filho daquela terra, como muitos repetiam, Mainha foi velado na casa do último sogro –oficialmente, ele teve três – sob os olhares dos filhos, da esposa Tânia e de parentes.

Da esquina da rua José Colares Holanda, onde fica a casa, era possível ver o burburinho que o acontecimento provocou. Carros, ônibus e vans de municípios vizinhos

levaram familiares, conhecidos e curiosos ao local. Um das filhas de Mainha pediu que os jornalistas não tivessem acesso ao velório.

Investigação O crime continua um mistério. Segundo o diretor-adjunto da Divisão de Homicídios, delegado Franco Pinheiro, a única novidade no caso foi um carro preto encontrado ontem em Maracanaú. O veículo estava incendiado. A suspeita é de que seja o Citröen usado pelos criminosos que executaram Mainha.

Centenas de pessoas foram ao cemitério de Jaguaribara para acompanhar o enterro de Mainha
IGOR DE MELO

A e âmar" Municipal de Fo rt,, 'eZR pode aume ntar afaixa deisenções para o pedágio na pont e sobre o rio Ceará Um projeto de lei pro pos to pelo t'tTta Jo r Luct1vw Gir ão IPMDB), qu e trata da matlriR , foi encaminhado ontem .9A

U

unas

Robert o Pessoa co nseguiuu m frito: ontem,. na Assembléia, foi bombardeado por governistas e opcs ío or usus Pessoa ma tou a robra, mas não mostrou o pau A cobra possu i sete cabeças São os d e pulado ses tadu ais qu e, na reforma da p revidência d oEstado, mud aram seus votos d a noite para o di a O pau seria a prova não apresentada d e u manegociata qu e teriaexistido e nt re o Cambeba e a tunna que virou casaca Cabe ao depu ta-do sustentar ou fazer uma autocrítica sobre a d enénda d o balcão d e negócios Caso sustente, é unperanvc que mostre comalguma c1a rez.a q ue tipo d e negociata foi feita Recen temente, Pessoa redamou muito da denúncia p ublicada na VE JA sobre su as dí vidas com bancos públicos Achou que a revista d istom'U os fatos e buscou des tru ir s ua repu tação Avítimaago racomp rou u ma arma d o mesmo calibre da usada pela Veja e saiu d isparando 2

Aindol sobre a tramitação da mensap.'m de 50 jereissati sobre a reforma d a previdência estadual ficou eo va rrente clara a postura imperial d o Caml:aeba Não se entend e porque o Co\ erno não ab riu a base de calculo para concluir, por exemplo que somente os a posentados que ganhas.sem a t é RS 300.00 iriam ficar isentos da contribuição O Cambeba se comportou como as mães impacientes que a um questionamento do filho respondem com o intolerante i tlS9i m 1"mfllt i lt>Or a. se o governo d iz qut' as coisas d evem ser daformaquefoi a presentol do o q ue cus ta ab rir para a sociedade o plUCeMO que l vou :li rond usão? Qua ndo a pública recebe es te tratamento todol desronfiaÍlÇ"a é absolutamen te justificad a Este exemplo au torit.irio de comportamento geA."OCiaI comum à iniciativa privada é uma praga quando Ievado:li gestão pública

Desde que este es paço começou a veicular uma sére d e denúncias d e empregu ismo d ientelis mo ne potis mo e o u tros is mos na Câ mara d e Fortaleza que chegam recad os co m intu ito de intimidar j eleton mas anônimos já aconteceram Agora. fala-se em u m d ossi ê contra o redato r da coluna José Maria Coulo te m comentad o com diversos vereadores que tem sob su a guarda os " argumentos" para q ue as abordagens sobre os escândalos sejam sus pt'flSol s Temd ito queo jornalista estaria em su as mãos". Usa-se a linguolge m mais di fund ida pelos lados da rua Antonele Beze rra - que me pt'l"d oe a vizinhança daCãmara Uma inform ação ao leitor: desd e setembro de 199-1 mês d a adm issão, que o redator da coluna vende sua fOJÇ1 de trabalho exclusivamen te poIra a empl\'Sd O POVO S.A. Qu alquer outra afirmação fora disso nãoé "",Nadei ra

PANTANAL EM FOTO E VERSO

fotógrafos toparam odtslljio de prom over o didlogo en tre imagens do Pan tantd MIltogrossense e as estrofrs do poeto Manoe l ih &rros , prmldrmdo o con ttúdo dt um livnHíIbu m Flor fauno poisagem e poesia compõem a 00r" . ,•• 6B

CANINDÉ sERÁ

NOVO DFSI1NO

Om irrdl será l""flIdo no pnfrimo diJl20 ama0 desti no turístico f; ' . nacionoI,pelaCen Irlll Fnmdsama : ih Perrgri""llÍes, no n Hotel Traoe/ Show, qut '" mdizmd em São Paulo Acidoik i oS<gII ndo maior antro ih "" <pio a São Frvncisa> das ChDgas 1IIrlomo

Mainha absolvido de chacina por falta de provas

o p istoleiro foi absoh>ido por ci llco votos contra dois Co m a absolt,ição, Main1la pode an tec ipa r sua liberdade co" dicio nal

Opistoleiro ldelfonso Maia d a Cunha, O Mol inha, 4-1 , foi a bsolvido po r cinco vo tos contradois pelo tribunal do jUri. emjulgamento realizado cotem no F órum

O óvis Bevilaqua Ojúri considerou o reu inocente por falta de provas O p istoleiro foi ju fgedo pela autoriada chacina deA lto Sant o ocorr ida no d ia 16 4t <lb ril,;k> IlJlO. No primeiro [ulgemen to - q ue foi a nuladoMainha ha via sido condenado há 6-1 anos de prisão Com a ólbsoh·ição o pistoleiro pode antecipar s ua liberdade evndicional

O juiz Jucid Peixo to do Amaral d a Volra d e êxeccçôes Criminais, proferiu a sentença. O pis toleiro é cond enado a 31 anos d e prisão, por ou tros d ois crimes e no final d anoite de ontem, foi recolhid o aoInstituto Penal PauloSarasate {lPPS}

T Estilo de M inas It.:t mar Franco agenda visita a Fortaleza para a medalha do Mérito Legis lativo d a Cã mara O ct'rimonial do governado r mineiro miro u on tem em contato com o ga binete de Ourval Ferraz (PT) p.lra fechar u ma dat.l T Feira livre A crise l'S t.i transformando a O rnara de Fortalna num lnefad o de ambulantes.. Vende-se de tudo Debi;uterias a ronsórrios de bens

T Decoro em falta Lament.ivel a postura d e Átila Be zerra ( PSC) e Afrãnio Marqul'S (P'm ) na aud iênci a pública en volvt'ndo a Aneel a ol gênciol reguladora do setor elétrico Em tom d e galhofa. fizeram trocadilhos. com o nome da agmcia

nças Ciro Gomes José Dirceu (Pr) e Paes d eAndrade (PMDB)

Tucanato Tasso Jereissati e Beni Veras vão estar p resenlt'S na con\1.'I\Ção do PSOB , sabado em Bras ília. Ha lt'mpos queo governador nãoemite opiniÕt'S sobre a políti ca nacional. Mári o Covas (SP) prepara d iscurso para a convenção

Do is projetos

Juraci Magalhães retirou da Câmara o pro;et o queaia a Secretaria de Desenvolvimmto fonte dis.se que o pfOll"lo enviad o tinha um texto d iferen le do que havia sido preparado pelo p refeit o.

CBF define dubes que disputarão aSérieB A CsmfrdclJ{40 BrlNltirlllk F.dibol fCBnll" unriou Ol'I'tII'I Q rwi tt no Rio os 22 dUM qut rw disputar li Sbit B do Ú1 "'J"'01'1l1 ro Bn2S i/tiro Jt:s; tt ano roIoomdo fim tllI ml2nOÓl"a lk fn lrnlÇÓtS qllt ttlltaram uma - v irada dt para incluir f/um ÍlltllSt t Ndllt i((l Os c/UM ((I twga garantida $Iio: Amirita IMG I, Golds Bragantifw , Amirial f RNJ. XV.k Nortmbro (SPJ, Crid JiIM, Io'"t'i/k, RnM, VilA NOl'd , ABC CRB San 'a Cru z. S4mpai1 Corrh CN rri Tuna Utso U" iã:I SIi:I 101iJ &hi4

OIl ttll'l por parm ltS t pt/Q }1l",- pitaI O mldiro parl iculAr di Amado ladtborr A lldradt , disst qw otWi tor romtÇllIIa SC'n hr náusttt; tllI stg undlJ friN o lÚll'lí\t"' t qut di tSlaN LJmMn rom dlficulJa.ks pI2TfI tt'lIClIQJ" - Elt ignorotlllS orit7rLJçt'it5 r CPI7InI qwt lllâJ sio J'IUd sua idJJL di. <.t o crudiolop' Q.

O julgamento durou cerca de cinco horas Os advogados Paulo Unhares Wellington Diógenes José Lu iz de Lima e Ronaldo Teles Monteiro defenderam o réu Opromotor dejustiça foi Silvio l úcio Co ITt' ia

• tde lf onso Maia (Ma;nhaJcon ll'PfSa com u m de seus advogados Chineses faz em

Apesar d e te r confessad o o crime quand o foi p reso pel o d eleg ad o Francisco Car los d e Araújo Crisóstomo, e m 1988 Ma inh anego u o ntem que ti vesse pa rticipado d a chacina Inclu sive u m a fit a g rav a d a pe la Po licia co m a confi ssão fo i mos trada ao tribunal dojúrino inicio d o julga menlo A chacina d e Alto Santo eccot ecec no quilóme1ro 2-18 da 8R-II6, prór.imo ao posto de combus tivt'ÍS UniveJ!ólll no m unicíp io d e Allo Santo Fo ra m mortos atirosd e espingarda e revól-

1Oh. na Deleg<l cia Regional d o Trabalh o não ch...gu em um acordo, os trabalhadores devem entrar oficialmente em gre ve aparti r das 17 h ora s d e amanhã (72 horas depois que a categoria a provou a para lisação, co nfo r - r me d etermina a lei) Cost a informa \ a ind aqu eove reador Nelso n Ma rtins Wf} esta analisando dados para enca minhar ped id o d e CPI para investigar a planilha de custos d as empresas de órubus.. LtV ...m "" pigi 5A veres o ex-prefei to da cidade d e Perero, João I erceim de Sousa; sua mulher Raim unda Nilda Campos; o mo torista Francisco de Assis Aquino e o policial militar loâo Odeon de Araújo

As vitimas retornavam d e Fortaleza a bordo de uma camione ta Toyou qu and o fora m perseguid os por u m pistoleiro que estava em uma camíoneta 0-2 0 escond ida p ró ll: ima ao Triãngulo d e Tabuleiro d oNorte O p is toleiro perseg uiu a Toyota, " fechou" ocarro na estrada e matou os integran tes

Comiss ãodi z qu e MP do Dno cs é decepcionante

A comissão do Congresso propõe reestru tura r o DlI(X'$ em qua tro dim ell sões : missão ins tituciollal , efe tividade pol ítica , efi cdciil geren ciil l e otimização dos recursos •

Acomissão m ista d oCo ngresso Nacional. em lill en c.rreg ada d a na l isar a constitucionalidade e o méri to d a medida p rov isô ria q ue te\"st rutur ao De parlamento Nacio n ald e O brasContra as s...cas ( On oc5) olpro vou ontem o parecer do relator se na d o r Welli n g lon Robe rto ( P M08-P8 ) pr opo nd o mod ifi cações :li propostado go\'emo A mat tria d ve se r vo tad a no plen.írio d o Congnosso na sem.na A comiss.io cons iderou consti tucional a medida pro\'ÍSÔria do governo, po ré m insat isfatória , " se não mesmo d erepcionan le Esperava-se que, ro m base nos entendimentosfrutos de tão a mplas e incisivas manifestaÇÕl'S afirmativas na .irea política - ap roposta do govemo ap resenw.se traços d e inovação e aprimoramentos técnicos gerenciais compatíveis com a relevància do aMUnto, o que nãoOC'OlTI!U - ressalta

A comissão que teve como pl'l'Sid en te o d epu lad o fede ral Robe rt o

Pessoa (PFl ). propõe te\"S tNtu rar o Dnocsem quatro d imensões: missão institucio nal e fetividade politica. eficácia g rencial e otimização dosrecurs os Os par lame ntares qu ere m qu o órgão se consolide como u ma agência regional d e águas, que teria participação efetiva na formulação e implementação da Política Nacional de Recursos Hidricos A m\t'tlda d e Roberto Pessoa. que sugere a realiz.a ção imediata d e concurso públiro para o Dnocs, também foi acatada pela romis.são , que destaca no pan.w r a necessi dade de qua li ficaçãode pessoal

Entre as p ropostasd o projeto de lei

<ir conversão:li medida provisória estão que o Dnocs dever.í implanta r e ope rar sistemas de t ransposição de águas m!:re bacias, com vistas :li melhor d istribuição d as d isponibilidades hídricas regionais, alémd e elaborar projet os d e engenharia e ell:ecu tar obras públicas de captação, a mpliação t ransposição condução d istrib uição, p roteção e u tilização d e rehídricos [k acordo com o p rojet o, o Dnocs d everá St'f composto d e um conselho delibe rativo, u m conselho d iretor ó rgãos como d iretoriageral. quatro diretorias e supe rinlendEo ncias regionais nos es lados d e atuação no Distrilo Fed r. 1.

opovo com br

I Ac usadosde estelionato:sao presos Os suspeitos fo ra m I'resos COI1l id('lltidadt"S f dl/CO cartiíts de CPF. alim de l'ária. mmadoria.

A gentes d oJ d ele g a da de De-fraudaçÕl! s e Fa lsificações prend e ram namadruga da deontem dua s pt'SSOol s acusadas de a plica r golpes em todo o Cea rá e até fora do Paíscom documentos Ireud ados Foram de tidos BertranMag alhães Duart e 30 e Franc isco 01,1 ' \ '0 Silva Pereira, 27 O primei ro foi preso em Caucaia e oseg u ndoe m Merangcepe De acordo com o comissáriolsec filho os acusa dos fora m presos após informações de fontes lia Polícia "Receber nos uma ligaçãode um Inspetor d e b anco dand o conta d e que du as pt"SSOd s que estavam abrindo contas bancáriascom nomes fictícios", afiro ma o policial. " El es também compravamdocumentos roubados e faziam compras com cédulas de identidade e CPFs de out ras pessoas Então c0meçamos a e pll'n demos os suspeitos

Foram apl\'e ndidos fl\ ' los policiais sete cartt>i ras de idt'llti d de, cinco certidões de n.a scimenlo, dua s cartmas de trabalho ll(l\ {' Col rtM de crédito. lodos d ocumentos de outras pessoos Foram a pT('(' ndidas m{'r(aJona s ro mpradas pelos fraudado,," comos docunwntos: u m td(·visof. um ventilddor um carro Gol d e p lac,ls HWC-6280 cokhds de ('dma e um. bolSo) , qu e foi adquiriJ.l e m Miami segundo a Policia Os doi!!- acusados afum.un que são ill(l(\'Tl h.'Se qut' fÜo entendem a raúo J,) prisão [ 1\'S di um traNlharromo dUtônomos.

Cinq Oenta pessoas leriam pa rtidpad o da fes ta A 5«r etaria da Justiça do E.çtado ea direção do presíd io "ão querem meiar alista lios co

este de am ,mN no Institu to Prnal Professor O tavo Oli\'eira ld e lfo nso }'b ia da Cunha o Mainha. 44, que j.i foicon.<; iJ erado o m a is pcrig050 pistoleiro do Noroeste e a St.'f caçado pelas pço lídas d e \ ,írios es tados o fefl.'O.' U 1Im."tÇO p ra mig os na s dependên cias do preerd o noúltimo di a 19 Maioha co mcmor,» -:' a s ua absolviç.io- Sl.' tl·d i.1 antes - no jul gamenlo pela morte d o ex-prefeito d e r t'l\'iro l o.io Tl l\'\'iru; damulher d o político, Raimun da Nilda C.1 fll P0:-;; o mo tor is ta d o 1 ,11, Fran

sa ra m os muros do p resídio pa ra cumprimen tar o pisto leiro segund o fontes que preferem não se identifica r A festa le mbra a mo rdomia que tr aficantes e banqueiros do jogo-de-bicho tiveramem delegedes e presidios do Riode Janeiro Age ntes pri s io nais gar antiram q ue lt" ma tad ore s de al uguel co mem o rara m com Mainha OI dbsolvição Os convid ad os começaram a chegar por volta d as 8h15min para participar d o almoço, Na segunda-fei ra (dia31de maio) o d iretor do IP I'(X) Bento Laurindo, ronfirmou que apro ximadamen te 50 pessoas es tiveram com o p istoleiro Segund o Bento, pa ra p reparar a comida foi improvisado um fogareíro d e tijolo em um beco próximo à cela de Mainha Ele chego u a revelar o ce rd épio dafest a : ca rne de s ol, peixe a ssa do e baião de d ois Para bebe e refrigerames A ve rsão do d iretor mudou d ois dias depois, quand o O POVO voltou a procu rá-lo pa

A Iesta foi uma espécie de despedid a do matador de aluguel do presidio Seus advogados prom eteme n tra r com pedidod e regim e semi-aberto (só fica no presid io à Paraa comemoração uma mesa f(li coloc adano p.itio próximo à esrolinha paraservir os convidad os. O forro deu o tom SE' r1 anejo Um som acu snco colocad o no p átio só fo i desligado p,lra dar \ '1.'2 a algunsconvidados qu", d iscu rsa ram Em tom inflamad o, reafirmaram a amizade com o p istoleiro Houve orador que ressaltou mdusive, a w ragem d o dnfitrião Para \ festa d ezen a s d e peSt.oas vieramd ,l região ja guaribana Segu ndo f(llllt"lõ, f<.t ,linha foi homenageado porum p rocurado r de ju st iç,1 e um conhecido emp M.iri o de Fortalt:'Z.l O Ultimo amigo de Mainha dLuou o presid io às 16 horas.

ALGUNSCRIMESEACUSAÇOES

O pist _iro foi condenado a 12anos de prisao pela morte de CNneriIdo Rod rigUf'S da • cumpre ainda 19 anos cadeia pela morte de Ira" Nunes de Br ito; AponUdo como -.rtor da chaóna de Alto santo. ocorrida em 16 de abril de 1383, foi r..ondenado a 64 anos O julgamento foi

anulado e no dia 12 de maio último foi absoMdo; AponUdo (omo a utor da morte de Sbvulo Moreira Maia. em julho de 1982 foi ResponMbil iudo pela impr onunciado; morte de .Ioca da Qninha Sabn mortes de Almir o em se1embro de 1971 Mainha V Leite e AIteW foi absolvido dws vezes; F«nande, em nowmbro de MH1M e apontado como 1982, o pístolriro foi absolvido; autor da morte do u-pmeito •O de de Irac ema. leite. tarnWm eiKuWdo 'dos 14"71 ' I"", L IVj '-"" ; 1 "'. ." ..

superiores. fâo subs«retário de Justiça e secn!'lária em oerricio. Frandsoo de Assis Régis. se negou adar iniormações bll' as \'ÍSi tas de Mainha "Durante o que esIamo$ n.J SeaW.ria. .ja, mais divulgamos a. nomes da s qu<! ass.as.sina tO'J de Joa o Inácio da Costa, Ant6nio Tome e sebani30 Paulino da Silya em de 1976; dos co n vid ados d o pis toleiro Em vez de 50 peSSO dS ele d isse q u e só hav ia 20 E foi cv asf vo ; " Eram 15 familiares e cinco amigos".

JUROS RENAULT D E VANTA GE NS

entrevist a s histór icas

A vida marcada do mito d a pistolagem

ciári

Quiterianópolís

Ma i l/ llIt fi'; prtStJ tm 6 de ogos /o di 1988 'Ia ri.tadt dt Qu ilni"./ópol is, ,, -160 qui l,;mrt ros di r orl"'("..4 , ptlot; dtltgaJos Lu;: úr/os D.m14l!õ r F Ca rlos Cri s&;I(IIlI o

Ma /11 M aml't'TSa'N (011I ,m IXOS ,.". U IIIII r/lll rntsa l"llll q Ulll n.:/q rtctbt u ro: dt pris.L> Ao4qxJr ntg"" qllt frttst pis/lIki ro

Atentados sofridos no IPPS

DtprrU. dt j ll /S' do, MainM fvi prt'S(' no Insli / ul" Ptllal Paulo

Sa rasa /t (/ PPS J No prtSiJio

Ma mJIIt tofrru dois "tII/lld os O pm lltl ro oronlta' 1I tIIl /IlQrço dt 1993 t o stgundot m agost o dt 1996, Am/to$ forilm ro mrliJM por Elri<l.S Femandes

dt SO Il Zll. o &i" qur era /lotr btiro do prtSiJ io St gll/l do rtpo rl"gtm Jo O POVO da tpora o m Ol' l'" dos m mts

I triam sido o m t'ÍO u ltmo dt Jmhti ro p"Tll tlim irrJ -lo

Regime semi-aberto e absolvição

Dtpofs do IPP S Milmha fvi Ir'nsfrrid o J'lfr, ° /"s/illd o PtlW l Pro/ts - Pllulo Olim,,, IlP POOJ.

, Voz de prisão em

co nden a dos pela J us tiça ce a rense Apontad o duran te a nos co mo o maio r matador d e alu g u el d o N ord es te , 1'11' se cons ide ra uma espécie de " bod e e xpia tór io" " Se a inda hoje e u es ti vesse solto fu gindo da Policia. Iodos os crimes d e pist olagem oco rridos nl"SM'S últ im(lS três a nos seriam im pu tados a m im Aí es tá a p rova de q Ul,' é lIll,'nt lra o q ue d izem , meu res peto Estoup reso r a s p islulagt>n s conti nuam " desabat a 3t> a no s ra i de cinco filhos menore s (o mai s vel ho tem 12a n os ], NMdlnh tirm.l qoe tem esperanças de um d i. pod t"r \'o llar , !it' r liv re, Coodenõld o, 2 1 11l"" dl,' prisã o por dOb as.sõl ssinalos , e aiOO. mais

doi s lulg .mt>nt os mtn> t"1es o qUI.' 1'1;'5 pe l. c hacina doAltoSanto no quo\ 1 qUdtro pessoa s foram trucid adas IdeUon 'iO afa s la d idéia de fu !: a P tl"S ld io nenh um st'g ura Já tive \ 'á ridS Chdnr l'5 de fu gir qU l'ro Soli r pl" lo por tão ass im como t" nm i", dbpa rd, Ele n.lo pou pa palavras pa rd c ritic a r o ('x -St:' c n, tário da Segurança Públ ic a do Est ad o I' a tual de pu lado fool' ra l Moro n i Bing To rga n (f'S DB) um do s n'S pons.\ Vl.'i s pl' r s ua p ris.\o, " Ele afirmou qUl,' ma lt'i gq pessoas e a té hoje ndo p rovou um mt"n tiroso e usou minha p risã o pa ra !it' p romov('r napolili A única ({' is.t q Ul,' kz foi mandar m pl't'ndtr Nunra f ez Nd d pt' 1o Cea rá, não mando u St"l:l Ul.'r cons trui r u ma f'5(o la, ml'5mtJ a ssim foio St"guOO u depuUdo federal m,is vololdo Onde l'5tJ o ds da s vi ii· mas dos oitnt"5 qUI.' e lt- d iz qUE' pr dt1 q ut',p Nesta E'llíl usi .10 O P 01' O " Mdin""" ruIn um pouco s u.a \'idd su.as mi rabolantl'5 fu gas a prisA o e .lS i nlus tit;u que 'iO fT'l;' u :

l'S.'\l'5

Só 1l'Spondu a quatr o pllll1.'SSOS t" nu nca c hl'go u out ra familia pa ra me acusar, Se('u tivesSl' ma t,l do esse pt'!isu.ll

l'fI l,io allnde esl.i t'SM' pessoal Eu q UE' ro q ue E' 1e I M" ", niJ dl'5vende l:'S!il'S m1Tlt"1

A sirit En trrvis tas HistáriCIJS rt.'tdita tIlJ pnSxinllJ Sl'miIna , lima rntm'is ta Cllm o cantor ceumse &imlmJo Fagrk'T publicaJll tm agos lo di' 1992

Ch egu ei a e ntregar a u m repór te r da q u i o joma l em q ue o c rime e ra esclarec ido

Mas ai o repó rter d is torceu tud o, e afiro

mo u no jomal d ele q ue eu hav ia decidid o e ntregar os mandan tes d esse crime , oontr aria nd o a ve rdade d os fatos Esse foi mai s um c ri me que o " senh o r " Moroni me imputou

o POV O H o ItW Olfrro, ",.i.?

M.ünha • SUn. o assassirw to do deputld o Wolnduir Suas.s IlJW. d.a

" Ndo tS tO Il di und o '1!1 t

St

SO Il slln t

p t s s o/J m at4r

tn4S '1" t nd o stja p or Jinlr tiro, tsi m p

Paraíb4 Ho;e o caso n d esclarecido Que m INtouo de put ado foi o Adornas que foi em lcô, Muitos outros crimes q ue foram a tnbuidos a mim os .w.as.sinos fo ram idl'1\tifi cados e es t.lo presos Acontece, q ue tod o c rime q ue acontecia no Baixo Jaguaribe era o Mainh.l quem tinha praticado, O Ma inha não se e ntregou an tes não e ra com medo de leva r c.ade iol pelo q ue fez , mas com med o de oIpanh.l r pelo q ue não fel. Foi só isso Eu vivia tra· balhan do Dou os nomes d os lugam onde morei para irem a rras do que fiz. Pergunrrm quem eu o Mainha onde morei. na cíd ade d e f-a guaribar.a , na cidade d e U Doc e no Mar.anhA o e m Cas tanha. l no Pará, em Jequi i , na Bahi.a , em 5.io Joâo do Jaguaribe em U morir'o do Norte ond e 15 anos Agora só s.abem ncu1Nmbar comi go t mui to ficiJ ir para .a frerlte de uma dmen e esculha.mhar O d illctl i provar A quest.l o I po lltica A rnin)y fa mili a toda I politic.a dai vem tud o isso

o POV O· Q IIII"do floâ f oi p re so II ollt'l mlli t. de q e flOC-; irill entrtg llr mil it a' p ess o u im po rtlln tt s o, ""lrdll"t u do $1" 11 O Mll inllll es t. prr so llli mlli s d r tr; s II n o s O "d r u , ào

o s m alrdlln'r' ? M inh Como en tregar se não havia mandanlt's? Passei tod os t'SS<t'S an os trabalhando no que é meu Não tive mandantes Dei d uro, trabalhando dia e noite e ao mesmo tempo me escondendo U em Qui terianópolis (onde ele f oi preso em 1988) eu tn balhava 12 horas direto tomando conla d e cinco lI'IiI P"""""s Eu .li segunda d o engmhriro numa fren te de do Governo ConstruilnolJ 18 prid ias funlhrnol o coligia agnro la de Li Os crimes acont«ftam porque tinham d r aconle'ce r me;. mo, pes60U vieram me ma tar bso a coo tt'«' comi go e pode acontecef ro m qua lqu er ou tra pessoas

o

Allt6nio Edu ardo Pompru de So usa BrllSil Isso í vmllld r ? M, inh a Ele n ão me pro tegeu d e fo rma alguma A penas no dia do meu

andand o por aqueIols m as , começo a Itmb rar d ele Mas dizem que l'II anda va matando gmbe pra ele ISSO t m.J is urna corwersa menlim;a

O POVO Voc-; ptn SIl e", 11 m di s lli r dllqlli dn ' .lI prisão ?

Mainh, • Isso a gl'fl te pmsa toda hora Quero §,In moas pelo port1o Entrei romo homem e q uero Sd lr romo hom<m

O POVO - Voe; j. $0 11 tm filJi r? Mainha • Hora nenhuma Isso ai não passou pela minha ca bo>o;: a Se t'\I quisesse ir embora daqu i ia tinha id o tant ol s fu gas já ocorreram aqui depois que cheguei Aqui nA o S('gura nmgu ém a hás pres ídio nenh um S('gora preso El.l s ta ve r opresídi o Bangu I, no Ri o de Janeiro, que é mais fo rte que ISSO lqUI e mesmo bSlD'I ocorreram fugas Quem nJo quer fugir sou eu Quero Sd lr &qui pdo portjo e tomar de cootl d o

O POV O· Vor; t tm mr do de ", orrt, l Mainha Não Tenho medo de apanhar mas de morrer, NO Morrer, isso eu sei q ue vo u Só tenho medo de ser desmo raliza do, a r-ntw por uma coisa que NO fiz Tenh o medo d isso porque se um d ia acont ece r re rtalTlt'flte e u me vingo Isso I uma ro\$a q ue tenho d entro de mim O homem q ue bater em mim vai morrer

O POVO Vo ei t r m ' lIirll dll ÍI "prrrua do s j OTll " /i, , .lI s? Ma inha • Tenho rW. O jomalista apenas rep.lSl\o1 a noticia O jomalistl honesto n.Jo irwen tll n0ticia da cabroça dfte Ele a infor maçio. Ess.a I a ddr Tmho raiva do senhoIo" - M oroni , que urna COfw nsa

O PO VO Voe ; t nrr "'lIit S41 l1 d"de d. r id IA fo rll , do $l" rli o daJ fl ll q ejll d.s? Dos fo rró. ? Mai nha • Tenho sim A época que ma is sofro I o das vaqutpdas Quand o \'l'jo na TV me maltrata d mais Des ligo a TV só para nà(l !i(lfm" mais JA corri no BTM iI n'dinho em vaque}ada , iA ganhei premi os a ti? carros , deTT\lbando boi

O POVO Aq ui dr n tro do prr, idio r oet II f om pllllll" 1$ ti ciu , s ll"r ° q llr utoi collturlldo /oi fo r ll? Mainha • Sim TV "'"'" ouço rád io e leio jomais.

O POV O - a"Urro", I'"'do ' - A sitUII( oi o I" fo r. e stA criti f• Mainha - Nio ruim t a gen te estar p reso U fora nJ o eslj ruim nio A pes§(la tend o von tl d e para traba lhar nada está ruim Acoot«e é q ue tem muita gente q ue q ue r g anh ar sem trabalha r

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook