
Toda cidade começa antes de sua história oficial. Fortaleza não é exceção. Ao descrever seus 300 anos, o risco maior não é errar datas, mas errar a compreensão do tempo. A narrativa oficial costuma iniciar quando o poder se instala: o forte, a vila, a capital. Mas esse tempo homogêneo e administrativo, aquilo que Walter Benjamin chamaria de tempo vazio do progresso, encobre o que realmente importa: os momentos em que a história poderia ter sido outra. Este projeto recusa o tempo da linha reta. Não é cronologia comemorativa, nem álbum de efemérides.
É um exercício de história a contrapelo, expressão que Benjamin cunhou para designar a tarefa de ler o passado não como sequência pacificada de causas e efeitos, mas como campo de forças onde aquilo que foi derrotado, reprimido ou esquecido continua a pulsar sob a superfície do presente. O passado não se encontra “atrás” de nós como origem estável. Ele irrompe quando certas constelações tornam visível o que foi recalcado. A tarefa crítica da história não é celebrar fundações. É interromper narrativas naturalizadas e fazer aparecer suas fraturas.
Se Fortaleza completa 300 anos em 2026, a pergunta que move este projeto não é “o que aconteceu?”, mas “o que, ao acontecer, impediu que o mundo permanecesse o mesmo?”. Para responder, o projeto se apoia em dois conceitos que funcionam como instrumentos ópticos, lentes capazes de revelar aquilo que a narrativa convencional deixa escapar.
O primeiro é o conceito de acontecimento, tal como formulado por Alain Badiou. Um acontecimento não é simplesmente algo que ocorre. É uma ruptura: algo emerge de dentro de uma situação estabelecida, mas que a situação não é capaz de reconhecer ou absorver com seus próprios recursos. O acontecimento excede a ordem vigente, força uma reorganização dos discursos e das possibilidades e exige fidelidade: alguém precisa sustentá-lo, sob pena de que a ruptura se feche sobre si mesma. Aplicado à história de Fortaleza, o conceito nos permite separar, na massa dos fatos, aqueles que realmente alteraram o campo de possibilidades da cidade. Nem toda data é um acontecimento. Nem toda inauguração. Acontecimento é o instante em que a história se bifurca e o que vem depois já não pode ser explicado pelo que veio antes. Este projeto identifica quinze desses acontecimentos ao longo de três séculos. Eles não formam sequência linear, mas uma constelação,outro termo benjaminiano, na qual cada ponto ilumina os demais. A aliança que tornou possível a colonização ilumina a seca que implodiu a ordem urbana. A sedição que derrubou uma oligarquia ilumina a desigualdade que partiu a metrópole ao meio. Os cabos de fibra óptica que hoje conectam Fortaleza ao mundo iluminam a jangada que, em 1884, se recusou a transportar escravizados. Os acontecimentos não se sucedem: dialogam entre si, numa temporalidade não cronológica, mas crítica. O segundo instrumento é o conceito de persona, inspirado na sociologia de Pierre Bourdieu. Se o acontecimento designa o momento em que a estrutura se rompe, a persona designa quem dá corpo a essa ruptura. Persona não é sinônimo de “grande homem”. É um agente posicionado num campo social específico, portador de um habitus, disposições incorporadas que condensam uma história coletiva, e operador de práticas que atualizam, mas também transformam, as posições desse campo. Ao mesmo tempo produto de uma estrutura e vetor de sua transformação. Quando este projeto acompanha a trajetória de um líder indígena, de uma escritora, de um jangadeiro ou de um urbanista, não está fazendo biografia. Está mostrando como certas vidas cristalizam possibilidades abertas pelo acontecimento. Rachel de Queiroz não “causou” a emergência do romance social nordestino; mas sua trajetória deu corpo a uma possibilidade que, sem ela, permaneceria latente. Dragão do Mar não “inventou” a abolição cearense; mas seu gesto a tornou possível. O que interessa é o ponto em que uma trajetória individual intercepta uma ruptura coletiva e a torna legível. A fecundidade do projeto reside na dialética entre acontecimentos e personas. Acontecimentos sem sujeito não se efetivam: a ruptura permanece abstrata enquanto nenhum agente concreto se torna seu operador. Personas sem acontecimento são estruturalmente determinadas: pura reprodução do habitus, repetição



sem criação. É a tensão entre os dois termos que gera o que a história tem de mais revelador. Em termos narrativos, cada capítulo opera em duas escalas simultâneas: a do acontecimento, que define a ruptura e suas condições de possibilidade, e a da persona, que mostra como agentes concretos viveram, sofreram, sustentaram ou traíram suas consequências. A cidade aparece não como cenário passivo, mas como campo de forças que se reabrem a cada geração. Resta dizer por que Veloz, Desigual e Insubmissa. Veloz porque Fortaleza nunca foi lenta. Ao contrário do que a historiografia sudestina pressupõe, as cidades do Nordeste não são versões atrasadas de um modelo realizado no Sul. Fortaleza tem temporalidade própria: ciclos curtos de transformação radical, separados por longos intervalos de aparente estagnação que não são estagnação alguma, mas acumulação subterrânea de tensões que irrompem quando menos se espera. Desigual porque a desigualdade não é acidente de percurso, mas estrutura constitutiva. A cidade que exibe vitrine turística e a cidade que enterra seus jovens na periferia são a mesma cidade. Essa cisão não é recente, não é conjuntural e não se resolve só com uma só boa gestão. Está inscrita na formação de Fortaleza, desde o instante em que o forte separou dentro e fora, ordem e desordem, civilização e barbárie. Insubmissa porque, a despeito de tudo, Fortaleza resistiu. Resistiu ao Império em 1824. Resistiu à seca, não por resiliência, mas por revolta. Resistiu à oligarquia em 1912. Resistiu à ditadura quando elegeu, em 1986, a primeira mulher a governar uma capital brasileira. A insubmissão não é virtude moral: é dado estrutural de uma cidade que, por ocupar posição periférica no sistema nacional, precisou inventar formas próprias de existir, frequentemente contra as ordens vindas de fora. Benjamin escreveu que todo documento de cultura é também um documento de barbárie. Fortaleza confirma esse paradoxo a cada um dos seus 300 anos. A Padaria Espiritual floresceu enquanto retirantes morriam às margens da cidade. O turismo cresceu enquanto a violência se concentrava nas periferias. A infraestrutura digital chega ao litoral enquanto os pescadores perdem o acesso ao mar. Mas Benjamin também insistia na força política do passado: o que foi reprimido pode irromper, o que foi esquecido pode ser convocado. Este projeto é uma tentativa de convocação. Não celebra 300 anos. Interroga-os, os submete a escrutínio para entender onde estamos chegando.
“Não contem à minha mãe que sou biógrafo; ela pensa que sou historiador”. A frase, dita em tom de blague pelo sociólogo e historiador francês François Dosse — autor de uma bela biografia sobre o pensador Paul Ricoeur —, ironiza o desconforto que, em certos redutos universitários mais anacrônicos, ainda persiste em relação a um gênero historiográfico considerado frívolo, simplório, espúrio. A biografia, fértil território de fronteira entre o jornalismo, a literatura e a história, por muito tempo permaneceu banida dos estudos acadêmicos.
A velha ortodoxia hiperanalítica, amparada no debate a respeito das grandes estruturas econômicas, políticas e sociais, acabou por “despovoar o passado”, para usar as palavras provocativas e certeiras da historiadora italiana Sabina Loriga, veemente defensora da legitimidade da narrativa biográfica. De fato, se fosse verdade que a história é determinada apenas pelas engrenagens materiais cegas, e se os acontecimentos não passassem da espuma da história, narrar trajetórias humanas seria mesmo mera perda de tempo. A longa carga de preconceito que se abateu sobre a biografia é compreensível. Gênero surgido na Antiguidade para louvar figuras célebres e poderosas, discurso celebratório sobre a vida de césares e “varões” que nos deveriam servir de presumido modelo e exemplo histórico, ela nasceu com um defeito de fabricação: o do moralismo pedagogizante. Na Idade Média, converteuse em hagiografia, dedicada a enaltecer de forma devocional a vida de santos e mártires da Igreja. Nos séculos subsequentes, destinou-se a cristalizar a figura irretocável do herói, os tais “grandes homens”, supostamente marcados pela predestinação e pela perfeição moral.
Não é de admirar que o gênero narrativo e biográfico, no exato momento em que a história procurava se afirmar como ciência, a partir do final do século XIX e primeira metade do século XX, tenha sido eclipsado, relegado por marxistas e estruturalistas ao escaninho das inutilidades. Por décadas a fio, ela padeceu dessa condição de bastardia.
Isso até se dar, em tempos mais recentes, a guinada pragmática, a falência do determinismo, o ressurgimento do sujeito e a revalorização da narrativa. Em vez de simples fantoches das estruturas, os indivíduos passaram a ser vistos em toda a sua complexidade — compreendidos na tensão permanente entre subjetividade e contexto, o Eu e o(s) Outro (s), homem e sociedade. “É preciso desfatalizar o mundo”, defende Dosse. “Faz-se necessário repovoar o passado”, completa Loriga.
O biógrafo, compreenda-se, não pode mais acreditar na “ilusão biográfica”, o logro em tão boa hora denunciado por Bourdieu. Não há mais lugar, entre os cultivadores do gênero, para a crença tola e determinista de que a vida de um indivíduo pode ser descrita como uma trajetória coerente, lógica e orientada para determinado fim. Na realidade, a existência é bem menos ordenada e linear. Será sempre composta por zigue-zagues, acasos, mudanças de rota, eventos desconexos.
O projeto “Fortaleza 300 anos: cidade veloz e insubmissa” parte desse pressuposto. Ao cruzar a força do “acontecimento” com as “personas” que o viveram, esta série se recusa a reproduzir uma “história sem pessoas”. Do mesmo modo, rejeita a narrativa histórica como simples encadeamento de episódios individuais pitorescos, fabulações ingênuas em torno de heróis invencíveis e impolutos. Dessacralizará assim mitos de origem, desvendará máscaras, desafiará verdades estabelecidas. Mais ainda, defenderá que o novo desafio biográfico é transgressivo, procurando trazer para o centro da cena as minorias, os marginalizados, os anônimos, as vozes esquecidas. Ao descer ao nível das ruas e focar nas minúcias de múltiplas trajetórias, busca-se iluminar as tensões e a cultura de uma época inteira. A partir de “biografemas” — termo cunhado por Roland Barthes para definir os pequenos momentos, os detalhes minúsculos que por vezes definem o sentido de toda uma existência —, a história de Fortaleza será contada e analisada em instantâneos quase fotográficos, a cada semana, com foco nos quinze acontecimentos e nos vários personagens selecionados para ilustrá-los. Sabendo-se: o passado é sempre uma memória em disputa. Os três séculos da cidade serão expostos como um mosaico barulhento de visões discordantes, uma polifonia de versões e interesses antagônicos, problematizando-se verdades absolutas. Este projeto almeja fazer as estátuas de bronze da cidade descerem de seus respectivos pedestais, para fazê-las caminhar em praça pública, confrontando a memória oficial com outras possibilidades de interpretação e leitura. Michel de Certeau dizia, com alguma ironia trágica, que a escrita histórica funcionava como um túmulo: servia para honrar os mortos e garantir que eles ficassem bem quietos debaixo da terra. A narrativa biográfica contemporânea tem a audácia de fazer exatamente o inverso. Nesse aspecto, a série “Fortaleza 300 anos: cidade veloz e insubmissa” não erguerá mausoléus celebratórios. A intenção é justamente a oposta: arrombar os cadeados do esquecimento, escarafunchar as catacumbas de papel amarelado. Neste projeto, o rigor da pesquisa historiográfica estará sempre em diálogo com a clareza exigida pelo texto jornalístico e os recursos de estilo da escrita literária de não ficção. É exatamente o



fato de estar situado nessa área fronteiriça, entre história, jornalismo e literatura, que explica boa parte do fascínio — e do grande apelo de público — desfrutado pelo gênero biográfico. Quando falamos de fronteira, tendemos a pensar em marcos divisórios, muros, cercas, cancelas, quaisquer mecanismos de fiscalização e controle, interditos de toda ordem à livre circulação de um território a outro. Pois a biografia, gênero essencialmente compósito, zona de contrabando semiótico, subverte a ideia clássica de fronteira, imaginando-a como área de reciprocidades e influências mútuas. Amparando-se em sólida bibliografia, trata-se de democratizar o conhecimento histórico, tirá-lo do ambiente de intramuros próprio à produção acadêmica. Apresentá-lo de forma legível, com a vocação típica do bom jornalismo: decodificar conteúdos complexos para uma audiência mais ampla, sem cair em simplificações e superficialidades.
Tudo isso alinhavado pela elegância sugestiva da literatura, aqui não entendida como a arte da invenção, mas como a possibilidade de falar aos sentidos do leitor: descobrir as cores, os cheiros, os rumores, as texturas e os sabores dos 300 anos da história desta cidade veloz — quase sempre autofágica, em sua alucinada e acrítica mutação — e sempre insubmissa — insubmissão que por vezes age contra (noutras a favor) dela mesma.
A partir de hoje e pelas 15 próximas semanas, o leitor do O POVO receberá uma narrativa crítica e fundamentada academicamente que contará a história de Fortaleza por meio de 15 acontecimentos, 15 rupturas históricas que transformaram e determinaram a trajetória da Capital.
Fundamentação
Neste primeiro fascículo, Paulo Linhares apresenta os fundamentos teóricos e acadêmicos a partir do qual o projeto é elaborado. Lira Neto, por sua vez, explica e defende a biografia como método de escrita da história.
Para guardar
Os fascículos são publicados aos sábados, junto com a edição impressa do O POVO
OP+
O conteúdo dos fascículos será antecipado, online, no O POVO+, às sextas-feiras.
Os fascículos
18/4: 1. A terra, Jacaúna Aliança entre líder potiguar Jacaúna e jovem português Martim Soares Moreno torna a colonização possível.
25/4: 2. Colonização, a guerra Guerra holandesa transforma povoado pacífico em cidade-fortaleza. Nasce “Fortaleza” (forte dá nome à cidade).
2/5: 3. A capital
Transferência da capital de Aquiraz para Fortaleza transforma guarnição militar em centro político.
9/5: 4. A Confederação do Equador Fortaleza adere a movimento republicano contra o Império. Primeira grande rebelião política.
16/5: 5. O xadrez da cidade Planos urbanísticos de Silva Paulet (1818) e Adolfo Herbster (1875) transformam cidade colonial em grade racional.
23/5: 6. As grandes secas
Secas trazem centenas de milhares de retirantes. Fortaleza triplica de tamanho, vira metrópole proletária e desigual.
30/5: 7. A Abolição
Ceará é primeira província a abolir escravidão, 4 anos antes do Brasil. Fortaleza como palco de greves e manifestações.
6/6: 8. A esfera pública
Surgimento de jornais, cafés literários, debates intelectuais. Cidade provinciana ganha vida cultural intensa.
13/6: 9. A cidade insubmissa
Movimento popular derruba violentamente oligarquia Accioly. Combates de rua, Palácio invadido.
20/6: 10. A cidade à beira-mar
Fortaleza se volta para o mar: Praia de Iracema, Porto do Mucuripe, Beira Mar. Cidade litorânea nasce.
27/6: 11. Fortaleza moderna
BNB, Sudene e Virgílio Távora integram Fortaleza ao Brasil desenvolvimentista. População explode.
4/7: 12. Fortaleza das mudanças
Redemocratização traz prefeitos eleitos, projetos de longo prazo.
11/7: 13. Fortaleza do futuro
Metrópole turística internacional e insegurança. Contradição entre vitrine e problemas.
18/7: 14. O desafio da cidade justa Eleição com programa centrado em superação da desigualdade via educação, cultura, desenvolvimento social.
25/7: 15. O futuro é agora
Cabos submarinos, data centers, hidrogênio verde. Fortaleza vira nó estratégico global, não mais periferia. Cartografia sentimental
O POVO+ reuniu mais de 300 depoimentos que respondem à pergunta: qual sua razão para amar Fortaleza? A partir das respostas, conteúdos são publicados na plataforma O POVO+ desde quintafeira, 9. O resultado estará no O POVO impresso na segunda, 13, aniversário de Fortaleza.
Crônicas dos 300 anos
Quatro cronistas escrevem sobre os sentimentos por Fortaleza:
> Paulo Linhares
> Marília Lovatel
> Lira Neto
> Laura Rios
As crônicas serão publicadas no O POVO impresso em 13 de abril. O acesso será antecipado pela plataforma, em 12 de abril.
Programas no Canal FDR
Cinco debates especiais sobre como a cidade se desenvolve como um sistema de redes vivas — sociais, culturais, digitais, afetivas e políticas. Exibição entre abril e julho no Canal FDR, 48.2. Os programas também estarão disponíveis no YouTube do O POVO Podcasts
O POVO
Cada reportagem do especial Fortaleza 300 anos do O POVO será comentada pelos autores Lira Neto e Paulo Linhares. Serão 15 podcasts sobre as narrativas que constroem Fortaleza como uma cidade que nasceu da luta pela liberdade e se torna, hoje, uma cidade conectada, diversa e coletiva. Os podcasts estarão disponíveis semanalmente – entre abril e julho — nas principais plataformas de streaming e também como mesacast no YouTube do O POVO Programas de rádio
Durante 10 sábados o debate sobre memória social e histórica da cidade ganha amplitude em programa especial na rádio O POVO CBN. De 10h30min às 11 horas serão entrevistados os autores, além de historiadores, sociólogos, arquitetos e pensadores da cidade. Os programas irão ao ar nos dias 11, 18 e 25 de abril; 9, 16 e 23 de maio; 6, 13 e 27 de junho e dia 4 de julho.
Instarreportagem
Os fascículos estarão presentes na forma de 15 instarreportagens no perfil do O POVO no Instagram.
Roteiro histórico de Fortaleza gratuito
No dia 18 de abril, começam os roteiros de visitação guiada pelo Centro de Fortaleza a pé. A inscrição é gratuita, deve ser realizada pelo Sympla. Serão cinco sábados de visitação com roteiros variados. Agende-se: dia 18 de abril, dias 9, 16 e 23 de maio e dia 13 de junho.
Acidum Project \
É um duo de artistas, Terezadequinta e Robézio Marques, nascido em Fortaleza. Eles produzem as artes que ilustrarão este especial. Seus trabalhos transitam pelos universos da arte contemporânea, streetart e raízes da tradição do Nordeste. O Acidum vem consolidando um trabalho de pintura, com obras icônicas, carregadas de simbolismo, que refletem o poder de sua natureza local e universal. Com o histórico de exposições por galerias em vários países (Canadá, Austrália, EUA, entre outros), o Acidum celebra 20 anos em 2026.
Paulo
Linhares \
Jornalista, antropólogo e professor da UFC. Mestre pela Sorbonne, doutor em Antropologia Cultural. Colunista do O POVO Deputado estadual. Duas vezes Secretário de Cultura. Criou o Centro Dragão do Mar, o MAC, o Porto Iracema das Artes, o Cine Ceará e o festival Maloca. Autor de Cidade de Água e Sal e José de Alencar-O profeta e o Chocolate. Pericêntricos — Crítica da razão sudestina (no prelo).
Lira Neto
\
Jornalista. Quatro vezes premiado com o Jabuti. Vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Autor, entre outras obras, das biografias de Padre Cícero, Getúlio Vargas, Maysa, Castello Branco e Oswald de Andrade, todas publicadas pela Companhia das Letras. No momento trabalha em dois novos projetos: um livro sobre os 300 anos de Fortaleza e a biografia de Luiz Gonzaga.
O POVO
Presidente Institucional & Publisher: Luciana Dummar / Presidente-Executivo: João Dummar Neto / Vice-Presidente de Tecnologia e Negócios: André
Filipe Dummar / Diretores de Jornalismo: Ana Naddaf e Erick Guimarães / Diretor de Jornalismo das Rádios: Jocélio Leal / Diretor de Negócios:
Alexandre Medina Néri / Diretora de Gente e Gestão: Cecília Eurides / Diretor de Relações Institucionais: Cliff Villar / Diretor de Opinião: Guálter George
FORTALEZA ������ ANOS
Curadoria editorial e textos: Lira Neto e Paulo Linhares / Coordenação editorial: Ana Naddaf e Erick Guimarães / Edição: Érico Firmo e Isabel Costa / Projeto gráfico e edição de design: Gil Dicelli / Arte: Acidum Project / Mídias Sociais: Alan Magno e Sarah Costa
Concepção do projeto: Lira Neto e Paulo Linhares / Coordenação geral: Paula Lima / Área de Negócios: Adryana Joca, Adriano Matos, Dayvison Álvares, Lela Pinheiro, Marcos Lopes e Ranilce Barbosa / Gestão de Projetos: Valéria Freitas, Adriana Bernardi e Bell Dantas / Marketing: Juliane Pereira, Patrícia Alencar e Renata Viana
O POVO��
Concepção: Ana Naddaf e Fátima Sudário / Edição: Fátima Sudário / Identidade visual: Cristiane Frota / Textos: Karyne Lane / Recursos digitais: Karyne Lane e Wanderson Trindade / Fotografia: Fernanda Barros, Fabio Lima, Fco Fontenele, Júlio Caesar, Samuel Setubal e Bárbara Moira / Pesquisa: Roberto Araújo/OPOVO.doc / Central de Dados OP+: Ayuri Reis e Wanderson Trindade.