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Fascículo 3 - Fortaleza 300 anos

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cidade que não era cidade

Na metade dos anos 90, Tasso Jereissati, então governador do Ceará, me pediu, com a sinceridade que lhe é característica (eu era seu secretário de Cultura) que explicasse esse Fla/Flu (ou Ceará e Fortaleza) entre Mathias Beck e Martins Soares Moreno como fundador de Fortaleza e como foi mesmo a fundação da cidade. Vou contar o que falei naquele dia. Antes de qualquer coisa, no começo da guerra colonial pelo litoral do Brasil, é preciso dizer o que Fortaleza não era. Não era cidade. Não era vila. Não era povoado. Não era sequer aldeia com nome próprio. Era faixa de areia entre dois rios, morros baixos, mangue, caatinga, e a presença contínua dos povos originários que habitavam o território muito antes que qualquer europeu o nomeasse. A partir do século XVII, esse território entrou num cálculo que não era seu. Entrou como peça de um tabuleiro atlântico. E foi dessa entrada forçada e não de fundação civil que emergiu o nome Fortaleza, o forte e a cidade veio num futuro distante.

o tabuleiro atlântico

Século XVII. A União Ibérica (1580-1640) transformou as colônias portuguesas em extensões jurídicas da Coroa espanhola. Para a Holanda, recém-independente de Madri em 1581, atacar o Brasil era atacar o inimigo. A Companhia das Índias Ocidentais, fundada em 1621, tinha missão dupla: minar a capacidade econômica ibérica e tomar o controle do açúcar, o “ouro branco” da época.

O ataque se deu em fases. Salvador em 1624, perdida em 1625. Pernambuco em 1630, consolidada. Entre 1630 e 1641, a Nova Holanda se estendeu do Maranhão a Sergipe, num arco contínuo sobre o Nordeste açucareiro. Recife virou capital cosmopolita sob Maurício de Nassau (1637-1644), com sinagogas, pintores, cartógrafos e reformas urbanas. São Luís foi tomada em 1641. Entre os dois polos, Recife ao sul, São Luís ao norte, havia o Ceará. Corredor. Ligamento. Sem o Ceará, a Nova Holanda era arquipélago descontínuo. Com o Ceará, era contiguidade territorial. O Ceará não foi ocupado por ser rico. Foi ocupado por estar entre dois pontos estratégicos. Antes de explicar a chegada dos holandeses com Mathias Beck no Ceará é preciso entender o que era a Holanda naquele momento.

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modernidA de

Amsterdã é a grande cidade do século XVII. Passa de 30 mil habitantes em 1570 a mais de 200 mil em 1650: um crescimento inédito. A Companhia das Índias Orientais (VOC, 1602) inaugura o capitalismo acionário: a primeira bolsa de valores do mundo funciona ali. A cidade era um prodígio urbanístico de canais concêntricos, com uma tolerância religiosa pragmática que atraía judeus sefarditas expulsos da Península (Spinoza nasce nessa comunidade, em 1632), huguenotes franceses, dissidentes ingleses. Leiden abrigava uma universidade de ponta. Haarlem e Delft eram centros de produção têxtil e cerâmica. A vida cotidiana urbana, que Vermeer e De Hooch pintam com precisão quase etnográfica, revela interiores burgueses limpos, organizados, com mapas nas paredes (o mundo como posse visual), instrumentos musicais e mercadorias coloniais. É uma sociedade onde o comércio ocupa o lugar simbólico que a nobreza de sangue ocupa na Espanha e Portugal.

b eck no PA jeú

Em 1637, uma primeira expedição holandesa tomou o Forte de São Sebastião, na barra do rio Ceará, erguido em 1612 por Martim Soares Moreno. Em 1644, índios insurgentes destruíram a guarnição. O núcleo desapareceu. Houve ruína, não continuidade. Em 1649, Mathias Beck desembarcou. Comandante calvinista, deputado da Câmara dos Escabinos do Recife, veio a serviço da Companhia. Não vinha fundar cidade. Vinha buscar âmbar e prata (O âmbar gris forma-se nos intestinos do cachalote e servia como fixador intensificador de fragrâncias). A lenda das minas de Itarema, nunca confirmada, nunca encontrada, era o que justificava a expedição no orçamento da Companhia. Beck desembarcou, seguiu para o interior, voltou sem prata e sem âmbar. Mas, ao voltar, ergueu na margem do riacho Pajeú o Forte Schoonenborch. A geometria do forte organizou o espaço: baluartes, linhas de tiro, controle visual do interior (os indígenas metiam medo). Ao redor, um arraial funcional: soldados, serviçais, escravizados, abastecimento. Não era cidade. Era infraestrutura bélica com gente grudada. A diferença é decisiva. Cidade pressupõe vida civil, mercado, instituição, duração partilhada. Ali havia guarnição.

E havia um detalhe que a historiografia costuma apagar: Beck chegou num império em colapso. Em 1648, os luso-brasileiros venceram a primeira batalha dos Guararapes. Em 1649, durante a construção do Schoonenborch, venceram a segunda. Em Amsterdã, o mercado de açúcar desabava; credores exigiam dívidas. A Nova Holanda ruía por dentro. O forte cearense nasceu como gesto de retaguarda num projeto que já estava perdido.

A retom A dA portuguesa: A b AtA l HA que não

Aconteceu

Em 26 de janeiro de 1654, capitulou o Recife. Os holandeses entregaram a colônia após os engenhos pernambucanos se rebelarem contra as cobranças da Companhia. A derrota foi tanto militar quanto contábil. E a retirada do Ceará veio por derivação, não por batalha. O Forte Schoonenborch foi entregue sem luta. Os portugueses o rebatizaram: Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Beck descreveu assim no seu diário: “Foi necessário escolher entre dois males o menor”. E assim renderam-se sem luta aos portugueses, com medo dos indígenas. Mas os portugueses não destruíram a lógica holandesa. Absorveram-na. A estrutura militar permaneceu. O traçado permaneceu. A função permaneceu. Mudou o nome, mudou o padroeiro, mudou a bandeira.

E aqui está o ponto que nem Beck nem Moreno perceberam: o nome do forte grudou no território. Fortaleza deixou de designar a muralha para designar o lugar. O topônimo militar virou topônimo urbano por inércia. A cidade que ainda não existia já tinha nome.

A querel A dos fundA dores

A historiografia cearense do século XIX e XX dedicou décadas, mais de um século, a debater uma pergunta: quem fundou Fortaleza? Barão de Studart, Tristão de Araripe, João Brígido e Varnhagen defenderam Martim Soares Moreno. Raimundo Girão, Pompeu Sobrinho e José Aurélio Câmara defenderam Mathias Beck. Cruz Filho chegou a classificar como “tartufice” atribuir a fundação ao holandês.

A querela é reveladora, não pelo que decide, mas pelo que pressupõe. Os dois lados aceitam a pergunta. Ambos precisam de um herói civilizador, um gesto fundacional, um pai. Ambos projetam sobre o século XVII a categoria moderna de fundação urbana. E ambos ignoram o dado central: não havia cidade para ser fundada. Havia fortes, intervalos, ruínas, presenças indígenas apagadas, guarnições isoladas. Entre o Forte de São Sebastião (1612) e a elevação da Vila de Fortaleza (1726), há mais de um século de descontinuidade. Entre a vila e a cidade (1823), mais um século. O Forte de Nossa Senhora da Assunção permaneceu, por quase duzentos anos, fortificação isolada num litoral sem núcleo urbano consistente.

A pergunta “quem fundou?” é a pergunta errada. A pergunta certa é outra: por que uma fortaleza, e não uma cidade? Por que o território foi inscrito no mapa colonial pela via militar e não pela via civil, comercial ou religiosa, como aconteceu com Salvador, Recife, Olinda, São Luís? A resposta está no tabuleiro. O Ceará não entrou na história colonial por riqueza própria. Entrou por posição estratégica no mapa. E posição se defende com muro e armas, e não com praça.

A m Atriz

militA r

É nesse sentido preciso que Fortaleza nasce da guerra colonial. Não como metáfora. Como matriz formal. O primeiro traçado do território é traçado bélico. As primeiras ruas nasceram como caminhos de abastecimento. Os primeiros espaços abertos, como campos de manobra. Os primeiros armazéns, como infraestrutura militar. A urbanização inicial não foi civil. Foi castrense. E foi também o silenciamento. A guerra que ergue o forte apaga os nomes indígenas que habitavam o território antes. Lideranças perdem os rostos. Povos perdem documentos. A pedra do forte é também pedra sobre memórias. Walter Benjamin escreveu: ‘Todo monumento de cultura é também um monumento de barbárie.’ Em Fortaleza, isso não é metáfora. É literal. A fortificação materializa a vitória de uma força colonial sobre outras, franceses, portugueses e holandeses rivais. E transforma essa vitória em pedra, cal e canhão. A cidade nasce uma fortaleza. E jamais deixará completamente de sê-lo.

ram quase trezentos homens, a bordo de cinco navios em cujos mastros tremulava a bandeira tricolor da poderosa Companhia das Índias Ocidentais — misto de empresa comercial e máquina de guerra fundada por milionários mercadores da Holanda, a primeira economia moderna da história.

Eles não tiveram dificuldades de desembarcar no Mucuripe, em 3 de abril de 1649, para depois marchar sob o sol até a Barra do Ceará e tomar de assalto a construção de madeira e barro que Martins Soares Moreno, com algum exagero, havia batizado como forte de São Sebastião.

No comando da operação estava um metódico e aristocrático administrador calvinista de olhos azuis, Mathias Beck . A chegada do próspero comerciante, presbítero da Igreja Protestante Reformada, não era movida por qualquer propósito colonizador, mas por ambição pessoal.

O intuito de Mathias era localizar míticas minas de prata que se acreditava existirem no Ceará, em serras distantes da praia, no rumo do sertão, nos atuais municípios de Maracanaú e Maranguape. “Quando a mina de prata fosse descoberta, eu receberia todos os direitos de explorá-la”, admitiu em seu diário.

As areias brancas que Mathias Beck pisava já haviam testemunhado uma tragédia vivida por seus compatriotas. Entre 1637 e 1644, outro holandês, o militar e aventureiro Gedeon Morris de Jonge, liderara a primeira tentativa de ocupação batava no Ceará. A empreitada terminara com a guarnição atacada pelos nativos e a degola dos ocupantes do forte.

Antes mesmo daquele segundo desembarque, a nova expedição havia testado a autoridade e os nervos do comandante Mathias Beck. Em escala no atual Rio Grande do Norte, um dos chefes militares sofrera surto psicótico durante a noite. Arrancara a roupa no meio da rua e se deitara no chão, nu — como um “doido furioso”, nas palavras do próprio Mathias.

Convocou-se um conselho de guerra, decidiu-se que o homem fosse enviado de volta ao Recife e nomeou-se um substituto para o posto, de modo a não retardar a missão. “Esperando que o Senhor Deus faça a graça de restituir-lhe a razão pela salvação sua e proteção de sua mulher e filhos”, escreveu Mathias aos superiores em Pernambuco.

O desembarque em solo cearense exigia cálculo político. Ciente de os abusos anteriores contra indígenas terem desencadeado massacres, Mathias impôs a ordem protestante em ambiente dominado pelo conflito. A resolução, lida à tropa, foi incisiva: “Mandei recomendar a todos, sob pena corporal, que não fizessem aos índios nem às suas plantações ou roças, o menor dano, gravame ou desgosto”.

Mesmo assim, o choque cultural foi evidente. Como estratégia diplomática, os holandeses haviam resgatado em Pernambuco a esposa do chefe indígena Caraya, raptada pelos tapuias. Oferecida de volta sob honrarias, a mulher foi rejeitada pelo líder, sob o argumento de que a condição de cativa a tornara indigna. A recusa frustrou a expectativa de selar uma aliança ancorada na gratidão.

O passo seguinte de Mathias alteraria em definitivo a geografia e a história da futura cidade de Fortaleza. Afastando-se das antigas ruínas na Barra do Ceará, ele procurou outro ponto do litoral para a construção de novo forte. A escolha recaiu sobre o monte Marajaitiba, colina arenosa de localização estratégica e excelente visão para o oceano. Ali, a posição defensiva encontrava a garantia vital de abastecimento de um “belo rio d’água doce”, o riacho Pajeú, que corria ao sopé do morro.

Havia uma vantagem militar adicional. Enquanto a foz do rio Ceará era larga, permitindo que navios inimigos penetrassem por ela de modo furtivo, o mar pouco profundo diante do Marajaitiba impedia o ancoradouro de embarcações hostis, especialmente durante a maré baixa.

A partir de 10 de abril de 1649, fincaram-se as bases do Forte Schoonenborch, batizado em homenagem a Valter van Schoonenborch — um dos “nobres e poderosos senhores” do Conselho Supremo em Pernambuco. A construção unia a pretensão europeia ao improviso dos trópicos. Enquanto o som seco dos machados preparava as estacas de carnaúba para as paliçadas, soldados forçavam carroças na areia frouxa, puxadas a muque para transportar telhas velhas e canhões pesados, retirados dos escombros do antigo baluarte português na Barra do Ceará. O novo forte, contudo, era apenas um meio. A finalidade última era mesmo a mineração. Na penumbra de sua tenda, a racionalidade burocrática de Mathias cedia à cobiça. Ele aceitou as exigências do astuto cacique Caraya para obter o prometido segredo da localização das hipotéticas minas de prata.

“Discorri largamente com Caraya sobre as minas, obtendo dele a confissão de que sabe perfeitamente o lugar onde elas se acham” — registou Mathias — “desde que primeiramente o presenteasse com um vestido, um chapéu, uma camisa, meias, sapatos e uma espada”.

Formou-se a expedição em direção ao interior, marchando-se até a serra de Maranguape e o monte Itarema. Sob o peso de gibões europeus no calor cearense, o som metálico das picaretas passou a revirar a pedra bruta. O esforço físico alimentava a tensão na tropa e a pressa da Companhia das Índias por despachar remessas preciosas para a Europa.

O empenho esbarrou na realidade da geologia local. A rocha devolvia apenas fragmentos brutos. O minério se revelava de baixíssimo teor, esfarelando nas mãos dos mineiros. Uma das maiores amostras de algo brilhante que lhes pareceu prata não era maior do que um caroço de milho. A busca arrastou-se até 1654, consumindo vidas e recursos. O colapso final não se deveu às pedreiras estéreis de Maranguape, mas a algo ocorrido bem mais ao longe. A capitulação das forças holandesas no Recife rompeu a frágil redoma de ilusão na qual Mathias vivia no Ceará. Ele se deparou com a realidade da ruína de seu empreendimento e o fim de sua aventura americana.

Tribos nativas foragidas de Pernambuco e Paraíba aproveitaram o momento de fragilidade dos holandeses e se aliaram aos locais para sitiar o Forte Schoonenborch. A movimentação de milhares de indígenas isolou a guarnição. O cerco instaurou a fome e o terror. Os holandeses tiveram de comer a carne dos próprios cavalos para não sucumbirem à inanição. Ironicamente, a salvação não veio pelo resgate dos compatriotas, mas pelas naus do inimigo luso -brasileiro. Em maio de 1654, a tropa comandada pelo capitão-mor Álvaro de Azevedo Barreto atracou no litoral cearense.

Diante da iminência de ser trucidado pelos indígenas e da exaustão de seus homens, a frieza prática do administrador falou mais alto que a resistência bélica suicida. Mathias entregou a praça fortificada em 20 de maio de 1654. O ranger dos portões do forte marcou a rendição negociada, burocrática, sem derramamento de sangue. Com as velas içadas rumo ao exílio nas Antilhas, Mathias partiu. Da ilha de Barbados, escreveu o testamento de sua ruína emocional e financeira. Lamentou “numa vã esperança ter passado meu tempo no Siará, cercado de uma população selvagem, bárbara e perigosa”. A aventura lhe custara a perda de tudo o que tinha, fortuna calculada por ele em “mais de quatrocentos mil florins de ouro”. Após a retirada dos holandeses, os portugueses se apropriaram do reduto. A fortificação calvinista foi rebatizada com o nome católico de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Mas, até ali, ainda não havia uma cidade.

Era apenas um forte precário, com nome de santa, cercado por montes de areia branca.

Trecho do diário de Mathias Beck, no qual trata da escolha do local para o forte Schoonenborch, na margem esquerda do riacho Pajeú. Os fortes anteriores, São Tiago e São Segastião, ficavam na barra do rio Ceará. A partir do Schoonenborch, depois rebatizado pelos portugueses Forte de Nossa Senhora da Assunção, a vila e depois cidade de Fortaleza se desenvolveu.

“No dia 6 (de abril de 1649) desembarcaram os soldados restantes e o commandante Maes pôz em bôa ordem as duas companhias; occupados com obter informações dos indios, não podemos ainda hontem, como nos cumpria, escolher um sitio onde mais convenientemente assentassemos os nossos quarteis, passamos a noute acampados na praia e só hoje pela manhã foi achado um lugar capaz. Depois do commandante Maes haver renovado, tanto aos o��ciaes como aos soldados, as minhas recommendações de se absterem de fazer aos indios qualquer damno ou gravame, marchamos em boa ordem, em duas divisões com as bandeiras despregadas, para o referido sitio que é sobre um outeiro chamado Marujaitiba, ao sopé do qual corre um bello rio d’agua doce; é para lamentar não havermos encontrado lugar mais proprio para aqui erguer a nossa fortificação, salvo si, depois de attenta inspecção, podermos verificar que nas proximidades do sitio onde existio o velho forte se encontre um ponto melhor e mais capaz para as embarcações do que aqui. Conforme até agora me tenho podido informar é aqui o melhor porto e situação para nos estabelecermos (...)

“Não tendo deparado com sitio algum mais proprio e melhor, resolvi mandar construir aqui, com toda a brevidade possivel, a nossa fortificação (...) (...)
“Nas vizinhanças do velho forte do Siara encontramos algumas habitações de indios e uma pequena plantação de mandioca ou raizes de que fazem farinha, batatas, feijões e milho (...)”

Trecho do diário de Mathias Beck, encontrado por José Hygino Duarte Pereira em arquivos e bibliotecas dos Países Baixos, traduzido do holandês por Alfredo de Carvalho. Segue a grafia de então. Publicado na revista do Instituto do Ceará.

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Acidum

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É um duo de artistas, Terezadequinta e Robézio Marques, nascido em Fortaleza. Eles produzem as artes que ilustrarão este especial. Seus trabalhos transitam pelos universos da arte contemporânea, streetart e raízes da tradição do Nordeste. O Acidum vem consolidando um trabalho de pintura, com obras icônicas, carregadas de simbolismo, que refletem o poder de sua natureza local e universal. Com o histórico de exposições por galerias em vários países (Canadá, Austrália, EUA, entre outros), o Acidum celebra 20 anos em 2026.

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Jornalista, antropólogo e professor da UFC. Mestre pela Sorbonne, doutor em Antropologia Cultural. Colunista do O POVO Deputado estadual. Duas vezes Secretário de Cultura. Criou o Centro Dragão do Mar, o MAC, o Porto Iracema das Artes, o Cine Ceará e o festival Maloca. Autor de Cidade de Água e Sal e José de Alencar-O profeta e o Chocolate. Pericêntricos — Crítica da razão sudestina (no prelo).

Lira Neto \

Jornalista. Quatro vezes premiado com o Jabuti. Vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Autor, entre outras obras, das biografias de Padre Cícero, Getúlio Vargas, Maysa, Castello Branco e Oswald de Andrade, todas publicadas pela Companhia das Letras. No momento trabalha em dois novos projetos: um livro sobre os 300 anos de Fortaleza e a biografia de Luiz Gonzaga.

Confira a página Fortaleza 300 anos, com o conteúdo da série

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