Famalicenses brilham em Tavira O Grupo Desportivo de Natação de Famalicão (GDNF) esteve em destaque no Meeting Internacional Cidade de Tavira, realizado na cidade algarvia de Tavira, entre os dias 16 e 18 de Novembro. De entre as cerca de vinte equipas presentes na competição, o GDNF conseguiu alcançar o quarto lugar absoluto por equipas. A delegação famalicense que participou neste Meeting Internacional de Tavira foi composta por oito nadadores, nomeadamente Paulo Araújo, Diogo Carneiro, Jorge Maia, Mário Costa, Luís Vaz, João Ferreira, Marta Jordão e Rita Ferreira que conseguiram obter excelentes marcas, traduzidas em oito medalhas individuais e um segundo lugar na estafeta de 4x50L masculino. Para Pedro Faia, treinador da formação famalicense, “foi uma
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competição com bastante emoção e um conjunto de boas marcas, na procura consequente de obtenção do melhor momento de forma com vista aos campeonatos nacionais de absolutos, a realizar em Óbidos e aos campeonatos nacionais de Clubes a realizar em Silves, já no próximo mês de Dezembro”. Para além desta competição ao nível nacional, o GDNF estará também representado numa grande competição internacional, designadamente o Dutch Open, a realizar em Eindoven na Holanda, entre os dias 4 e 9 de Dezembro. Para essa prova na Holanda, Paulo Araújo e o Jorge Maia estão convocados pela Federação Portuguesa de Natação e “estão fortemente motivados para realizar uma excelente participação”, avançou Pedro Faia.
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Falta de condições e salários em atraso no FC Famalicão
Equipa já não treina Para um clube fundado em 1931, e com a história do Futebol Clube Famalicão, a situação é dramática. Por seis vezes no escalão maior da modalidade, os famalicenses enchiam os estádios por onde passavam. Nem mesmo o célebre caso em que o Famalicão acabou por descer para a 3ª divisão, directamente da 1ª divisão, fez com que os adeptos abandonassem o clube. Agora a situação é a oposta e os jogadores já não treinam por terem salários em atraso. De um projecto para subir, o clube encabeçado por Carneiro da Silva, com um treinador da sua confiança e um plantel vasto, o Famalicão encontra-se, à 9ª jornada, em posição de descida, com um plantel já reduzido e sem Abel Silva, o tal treinador de confiança que acaba por sair do clube com um processo disciplinar. Segundo fonte ligada ao plantel, os jogadores já têm dois meses de salários em atraso, para além de alguns dos que transitaram da época anterior já não receberem há sete meses, somando os cinco meses que já existiam em atraso. Por toda esta situação, e pelo facto do presidente do clube não dar a cara, faz hoje uma semana que o plantel deixou de treinar. O último treino aconteceu na passada quintafeira frente ao Louro e desde então os jogadores não mais pisaram o relvado. Segundo esta fonte, ligada ao clube, o presidente não aparece aos treinos e por isso o plantel teve que tomar esta atitude para alertar toda a situação. Mesmo estado todos os dias no Municipal, os jogadores não treinam, não dispõem de equipa médica nos treinos e no dia dos jogos já não almoçam em equipa por não haver dinheiro para tal.
Face a todos estes problemas diversos jogadores abandonaram o clube. Matos, Luís Filipe, Pimenta e Miguel Ângelo já saíram do clube e o mesmo caminho devem seguir Miguel Barros e Filipe Alves. A tomada de posição do plantel foi mais visível frente ao Brito, equipa que foi convidada para treinar com o Famalicão, mas o jogo não se realizou por objecção dos jogadores. Para este encontro, a equipa do Famalicão só tinha 12 jogadores disponíveis, onde se incluíam dois guarda-redes. Em risco está também a visita ao reduto do Paredes, sendo que o grupo de trabalho ainda tem esperança de que toda a situação seja resolvida até ao final da semana. Se isso não acontecer existe a forte possibilidade dos jogadores não comparecerem no próximo jogo do campeonato. O OPINIÃO SPORT tentou contactar Carneiro da Silva, presidente do clube, até ao fecho da edição, mas todas as tentativas se revelaram infrutíferas. Apenas foi possível chegar à fala com Carlos Alberto, vicepresidente, director desportivo e treinador de guarda-redes, que não quis prestar qualquer esclarecimento, prometendo uma reacção para os próximos dias. Matos foi dos primeiros a abandonar o clube
Foi apontado como uma grande aposta no início da época. Guarda-redes experiente, Matos acabou por pedir para sair depois do primeiro mês de atraso. Na sua carreira apostou no Tirsense, há três anos atrás e o clube, igualmente com dificuldades na altura, nunca falhou a nível de vencimentos. O mesmo não aconteceu em Famalicão.
O ex-guardião famalicense acabou por sair “após o primeiro mês de atraso e como sou do Porto não dava para me deslocar para Famalicão”. “Quando o presidente me disse que só dois meses depois iria receber optei por sair”, revela ao OPINIÃO SPORT. Matos julga que os problemas financeiros “vão ser muito complicados de serem resolvidos”. “As dificuldades que o clube tem não justificam os resultados verificados até agora. Os jogadores que ficaram da época passada reduziram os vencimentos para ajudar o clube e não consigo explicar o que falhou”. Confrontado com a situação que os seus colegas e o clube estão a viver, Matos desabafa dizendo que
acredita que “não é fácil esta situação e alguns deles só vivem mesmo do futebol o que é complicado”. “Quando nos comprometemos com uma instituição pensamos sempre em receber e nunca esperamos que falhem”, conta. Matos já tinha saído do clube aquando da instauração do processo disciplinar à equipa técnica de Abel Silva. “Já sabíamos das dificuldades e a equipa técnica sempre tentou segurar as coisas e fiquei surpreendido com a saída de Abel Silva. Só tenho é que dar força e coragem aos meus colegas para os maus momentos e esperar que os simpatizantes apoiem o clube e os seus jogadores”, conclui.