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AD Oliveirense consegue, finalmente, a primeira vitória Não era objectivo no início da época, mas parece cada vez mais possível

S. Cosme espreita subida

É líder do campeonato distrital de futsal e pode subir aos nacionais

Cabeçudense a um passo de fazer história José Clemente

Equipa directiva do São Cosme

Magda Ferreira Sem ter ambicionado a subida de divisão no início da época, o Desportivo de S. Cosme dobrou o campeonato distrital da 1ª divisão, série B, na segunda posição, que também dá acesso à subida. Actualmente soma 30 pontos, menos 13 que o líder, o Brito, e apenas mais um ponto que terceiro e quarto classificados, o Pevidém e o Pica, respectivamente. A posição na tabela agrada a todos no clube, mais ainda porque ultrapassa as metas estabelecidas antes de começar a época. “Não podemos exigir muito, visto que os jogadores não são remunerados. Esta época pedimos-lhes para ganhar e andar no topo do campeonato”, declarou o presidente da direcção, Luís Vilaça, no programa “Roteiro Associativo”, da Rádio DIGITAL FM, na quarta-feira da semana passada. “Em termos de balneário traçamos o objectivo de fazer melhor do que o ano passado, em que ficamos em 6º lugar. Com o decorrer do campeonato, as coisas foram-se proporcionando para melhor do que aquilo que tínhamos projectado”, disse, por seu lado, o treinador da equipa sénior, Mário Melo, frisando que no S. Cosme não há, por parte da direcção, pressão para subir. O técnico aponta que a Série B do campeonato distrital “é difícil”, tal como será também para o S. Cosme manter esta posição na tabela classificativa. “Se estivéssemos na Série A, provavelmente seriamos uma das equipas candidatas à subida. Nesta série já temos muita gente com muito mais capacidade do que nós e que apostaram claramente para subir”, afirma Mário

Melo, vincando que se o clube mantiver a posição que ocupa actualmente, “será um êxito extraordinário”. Apesar do lugar na tabela, os resultados dos últimos jogos não foram os melhores, com um empate e duas derrotas. O técnico justifica este momento com o facto de “o próprio atleta acabar por sentir a dificuldade do clube”. “Saber gerir estas emoções, saber gerir a subida juntamente com os problemas do clube, é difícil e acabamos por ter uma fase mais negativa. Mas penso que o nosso objectivo passará por manter este lugar e tentar a subida, uma vez que estamos lá inseridos”, explica. O presidente também corrobora que a subida não era objectivo, mas “se acontecer, melhor ainda”. “Temos que ter consciência que subir é bom, mas depois teremos que ‘arcar com as consequências’, porque existirão mais custos e os apoios não são aqueles que deveriam ser”, afirma, referindo que o orçamento desta época ronda os 30 mil euros. Uma verba suportada pelos patrocinadores, pelas cotas dos sócios – dos 700 existentes, apenas 400 paga – e pelas bilheteiras dos jogos em casa. Os jogadores não recebem ordenado, apenas um prémio por vitória. “No balneário comento que o S. Cosme é a troika cá do futebol, porque os atletas para estarem no S. Cosme têm que pagar, não é normal mas é verdade: pagaram as botas, as sapatilhas, os fato-treino; pagam o combustível para ir para o treino e para os jogos. A direcção dá todo o apoio em termos morais ao atleta e tem que ficar muito orgulhosa dos atletas que lá tem”, defende o treinador.

O Sporting Clube Cabeçudense está a um passo de fazer história na vida da coletividade. A disputar o Campeonato Distrital de Futsal da AF de Braga e quando estão decorridas 17 jornadas, a formação de Cabeçudos ocupa o primeiro lugar, com 37 pontos, mais 8 que o segundo classificado, o MAL de Landim. “Está, sem dúvida, a ser um ano melhor do que as nossas expectativa. No início da época o grande objectivo do Cabeçudense não era a subida de divisão, mas sim tentar superar a classificação do ano transacto. Mas, com muito suor, com muito querer, com muita vontade e com um grande grupo de trabalho, as expectativas têm vindo a ser superadas e estamos no caminho certo para tentar atingir um grande sonho desta instituição”, declarou ao OPINIÃO SPORT, Ricardo Costa, o presidente da direcção do Cabeçudense. Quanto a uma possível subida, o dirigente afirma que, para já, ainda é muito cedo para falar nisso, pois o campeonato ainda está no início da segunda volta. “Oito pontos acaba por não ser uma diferença muito grande, mas logicamente que estamos numa posição tranquila e por aquilo que tem sido desenvolvido no Cabeçudense e pela qualidade do grupo de trabalho e da equipa técnica, penso que nos dá uma margem de erro um pouco confortável para

Ricardo Costa, o presidente do Cabeçudense

continuarmos a tentar atingir o grande sonho que é uma possível subida de divisão”, sublinha Ricardo Costa. Sobre o trabalho que esta direcção tem desenvolvido, Ricardo Costa refere que “se tem trabalhado muito bem”, embora estenda o bom desempenho aos atletas e à equipa técnica. “Trabalha-se bastante bem, mas não é nas condições que pretendíamos, não são as condições ideais mas dentro daquilo que é possível trabalha-se bem”, afirma, acrescentando que o Cabeçudense é “possivelmente a única equipa que apenas tem 2 horas por semana para treinar, uma hora em cada dia, e isso limita-nos muito a nível de qualidade de treino”. “Temos uma equipa técnica

que faz um trabalho durante a semana, não só a nível de treinos mas também a nível de tentar verificar as outras equipas, de fazer uma avaliação correcta para tentar transmitir aos jogadores os pontos fortes e fracos das outras formações e aquilo que nos temos que explorar para tentar, sábado a sábado, vencer o jogos”, explicou o presidente, para logo a seguir referir também que “o crer e a vontade dos jogadores em todos os treinos”. “Apesar de serem poucos, quando estão lá, estão para treinar e treinam afincadamente porque sabem perfeitamente o grande objectivo que neste momento pode ser alcançado e é um sonho para a freguesia poder subir uma 3ª divisão Nacional”, indica ainda.

Culpas & Desculpas

Canário campeão do mundo O OPINIÃO SPORT noticiou, na edição passada, que uma ave do canaricultor famalicense Alvarino Sampaio sagrou-se campeã do mundo. Porém, a notícia continha algumas incorrecções, nomeadamente o campeonato onde tal facto aconteceu, que passamos a corrigir. Alvarino Sampaio sagrou-se campeão do mundo no 60º Campeonato Mundial de Ornitologia, que se realizou em Almeria, Espanha, no passado mês de Janeiro. A medalha de ouro foi atribuída ao seu canário Yorkshire, uma raça inglesa que tem que observar algumas características standard básicas, nomeadamente medir um mínimo de 17cm e não 7 cm como erradamente também referia a notícia. Nesta edição publicamos ainda a fotografia correcta do canário vencedor, dado que a divulgada no último jornal mostrava outra ave, que também obteve um prémio, mas não foi o cam-

peão mundial: alcançou o 3º lugar no Mundial do ano passado, em França. A Alvarino Sampaio, em particular, e a todos os leitores, em geral, o OS endereça um sincero pedido de desculpas.


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