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Mais de mil ciclistas no “Passeio do Rojão” Solução para vigorar durante 30 dias no GD Ribeirão

Magda Ferreira* Adriano Pereira está de regresso à liderança do Grupo Desportivo (GD) de Ribeirão, mas agora numa Comissão Administrativa e apenas por 30 dias. Esta foi a solução encontrada na assembleia geral de associados que se realizou na sexta-feira à noite, na Casa do Povo de Ribeirão. Um encontro que contou com a presença de muitos associados ribeirenses. Liderada por Adriano Pereira, da comissão fazem ainda parte Carlos Faia, Adriano Teles, Marco Cruz, António Ferreira, José Santos e Ângelo Figueiredo. Com estes elementos vão trabalhar também os membros da Assembleia Geral do clube: José Dias (presidente), José Teixeira e José Gomes Azevedo. Depois da demissão de Adriano Pereira da presidência do GD Ribeirão, há cerca de 15 dias, tendo-se-lhe seguido os restantes elementos da direcção – cuja carta de demissão foi entregue ao presidente da Assembleia Geral na sexta-feira –, não foi possível encontrar um elenco directivo até à reunião de sócios de sexta-feira. “É difícil aparecer uma direcção no final de uma época e no final de um mandato, mais difícil é

ainda a meio da época. Portanto, nós já esperávamos que fosse esta a situação que ia ocorrer na assembleia”, declarou, no final, aos jornalistas, Adriano Teles, o porta-voz da direcção demissionária. “Não podíamos deixar o clube cair no vazio e nós, os membros da direcção, tentamos convencer o presidente a assumir esse encargo e essa responsabilidade de ser presidente de uma comissão administrativa, que não sendo a solução óptima, é a solução possível”, explicou ainda. Adriano Teles afirmou espera que “apareça uma direcção” e que esta comissão “não se prolongue até fim da época”, porque a vontade de Adriano Pereira é sair, “porque está cansado”. “Há muitas pessoas em Ribeirão, há pessoas com responsabilidades”, sublinhou, embora lamente que “há pessoas que criticam muito, mas depois na hora da verdade, nas assembleias, como viram, ninguém falou, todas as pessoas estão alheadas da vida do clube”. De resto, Adriano Teles considera que Adriano Pereira é “um grande presidente, que fez muito pelo Ribeirão”, mas entende que “as pessoas de Ribeirão não lhe têm feito

José Clemente

Adriano Pereira lidera comissão administrativa

Os elementos que compõem a Assembleia Geral do Ribeirão

justiça”. “Se o Ribeirão é o que é hoje em termos de clube deve-o a Adriano Pereira, porque ele é que pôs o Ribeirão no mapa futebolístico português”, defende. O presidente da Assembleia Geral, José Dias, também ficou satisfeito por se ter encontrado uma solução, embora reconheça que “é como dar um remédio ao doente para ele aguentar mais uns tempos”. Diz

que vai agora “fazer alguns contactos” para, “juntamente com as pessoas que estão na comissão”, tentar encontrar uma equipa que assuma dos destinos do clube, “porque uma comissão administrativa normalmente é uma solução temporária”. “Se não surgir ninguém vamos tentando que a comissão administrativa aguente até fim da época, mas estou seria-

mente empenhado em resolver o problema. Tenho quase a certeza que consigo arranjar uma equipa, só que essa equipa só estava disponível para começar a trabalhar a partir do final da época. Para já está difícil, mas para futuro estou convencido de que estou em condições de apresentar pessoas para trabalhar”, conta José Dias. * c o m J o s é Cl e m e n t e

Direcção e anterior técnico rescindiram por falta de resultados

Micael Sequeira é o novo treinador do FC Famalicão Depois da derrota no passado domingo, frente ao Mirandela, o Futebol Clube de Famalicão mudou de treinador: saiu José Augusto e entrou Micael Sequeira. Na segunda-feira à noite, a direcção do Famalicão e a equipa técnica composta por José Augusto, Paulo Mesquita e Jorge Rocha rescindiram por mútuo acordo. Após a subida à 2ª divisão alcançada na última temporada, ambas as partes entenderam que a cessação dos serviços seria a melhor opção para o futuro do clube famalicense, que à 16ª jornada do campeonato está abaixo da linha de água, ocupando a 13ª posição da tabela, com 19 pontos. Para o lugar de José Augusto, a direcção do Famalicão contratou Micael Sequeira. O técnico deverá ser apresentado esta quarta ou quinta-feira, mas já ontem, terça-feira, esteve no Estádio Municipal de Famalicão para assistir ao jogo amigável entre o Famalicão e o Libolo, campeão de Angola. Micael Sequeira tem 38 anos e é natural de Braga. Licenciado em Educação Física e Desporto e com o mestrado em Treino de Alto Rendimento, Micael Sequeira iniciou a sua carreira no Sporting de Braga, onde entrou em 1995 e saiu em 2005, tendo exercido funções técnicas nos juvenis, juniores e equipa B. Treinou depois o Atlético de Valdevez e o Desportivo das Aves, de onde voltou ao Braga, para liderar a prospeção.

josejoaoferreira.blogspot.com

Magda Ferreira

Micael Sequeira, o novo treinador do Famalicão

O ano passado teve uma breve passagem pelo FC Vizela e agora assume o comando técnico do Famalicão. Na terça-feira, no final do jogo com o Libolo, o presidente da direcção do Famalicão, João Araújo, confirmou a contratação de Micael Sequeira – que não quis prestar declarações – para o comando técnico da equipa sénior do clube. “É um treinador jovem mas já conhecido, que por também ser ambicioso se enquadra no perfil daquilo que nós pretendemos para seguir o nosso projecto”, declarou João Araújo, contando

ainda que para decidir entre as várias soluções que o clube tinha, contou com a colaboração do Porfírio Amorim. “É uma escolha na qual o Porfírio Amorim também deu a sua opinião e por isso é que ele está cá, precisamente para nos ajudar a tomar as decisões certas nestes momentos”, referiu o dirigente. Para além de trabalhar no departamento de futebol do Famalicão, Porfírio Amorim vai também fazer o acompanhamento da equipa ao nível psicológico, além de “nos ajudar a tomar as decisões certas sobre os vários aspectos desportivos”. Quanto a José Augusto, recorde-se que tomou conta da equipa na época passada quando esta disputava o nacional da 3ª divisão, acabando por subir nessa mesma época. Agora na 2ª divisão, os resultados não têm sido os melhores e com a derrota do passado domingo, treinador e presidente chegaram a um acordo de rescisão. Reconhecendo que faltaram resultados, José Augusto disse, ao OPINIÃO SPORT, entender que “tinha condições para continuar” o seu trabalho e “para fazer uma segunda volta mais de acordo com as exibições e com o valor do plantel”. “A direcção entendeu fazer uma alteração e só me resta desejar ao Famalicão que tenha toda a sorte do mundo”, afirmou, acrescentando que o seu trabalho no Famalicão “ficou incompleto”. “Penso que ainda poderia dar muito ao clube”, sublinhou. *com José Clemente


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