Skip to main content

OE991

Page 1

Textos: Sofifiaa Abreu Silva, Carla Soares

Selho de S. Jorge Pevidém A freguesia S. Jorge de Selho é, desde os inícios do século XX, designada por Pevidém. Já alcançou o título de Vila, ultrapassando agora os seis milhares de residentes recenseados em 1991. A freguesia é rodeada e delimitada pelas congéneres Brito (a norte), Silvares (a noroeste), S. Martinho de Candoso (a Nascente), S. Cristovão de Selho (a sudeste), Gondar (a sul) e finalmente Ronfe (a poente). Em termos topográficos, o seu território é pouco acidentado, assentado entre as bacias orográficas do Ave e do seu pequeno afluente Selho, que lhe emprestou o nome. Fortemente urbanizada e industrializada, a área de Pevidém é bem conhecida pela sua forte componente têxtil. Data da década de 1880 a criação, por uma geração pioneira de empresários locais, das primeiras tecelagens na freguesia, em pequenas oficinas e aproveitando a energia hidráulica localmente, verificando-se em 1908 a primeira industrialização da fiação do algodão com a montagem de 720 funções na Fábrica do Moinho do Buraco. Progressivamente, as fábricas vão ocupando o lugar que os campos de cultivo tinham na paisagem e não obstante ser ainda hoje possível encontrar algumas manchas agrícolas em pleno interior da freguesia, são as coberturas ovais e as chaminés fabris ao alto que constituem as marcas mais impressivas da mesma paisagem. O florescimento da indústria têxtil criou milhares de postos de trabalho e dia e noite, 24 horas, milhares de pessoas tornaram-se obreiros da grande gesta fabril de Pevidém. Ao longo dos anos assistiu-se a períodos áureos da indústria têxtil, com destaque para as décadas de 60 e 70. Entretanto, também se foram registando fortes crises, que têm levado ao encerramento de empresas, diminuição de postos de trabalho e consequente aumento do desemprego. Mais recentemente tem-se assistido ao encerramento de mais empresas e ao despedimento de trabalhadores, agudizando-se a situação social de uma região muito dependente da indústria têxtil. Apesar da crise generalizada no país, há empresas em Pevidém com grande projecção nacional e internacional. Hoje, Pevidém é uma freguesia que conta com várias associações, instituições, espaços escolares e vários locais para visitar. Fonte: www.saojorgeparaiso.com. e www.pevidem.com

ENTREVISTA Albina Pimenta, presidente da Junta de Freguesia

“Temos muitas coisas boas em Pevidém” É uma mulher que está à frente dos destinos da freguesia de Pevidém. Eleita há 12 anos pela CDU, Balbina Pimenta não se considera política. Pre fere ante s se r um a autarca ao serviço da comunidade. Orgulhosa das coisas belas que a sua vila possui, Balbina Pimenta não esquece as difi ficculdades sociais que o encerramento de algumas fábricas criaram. Projectos não faltam e a meta é fazer sempre melhor. Comecemos pelas contas. O Plano e Orçamento da Junta 2011 está defi fi-nido. Quais os investimentos pre vistos? Albina Pimenta: O orçamento está definido em 270 mil euros, mas vamos ver se conseguirmos concretizálo, porque não temos a certeza das verbas que iremos arrecadar. A freguesia é grande, possui 5 mil eleitores, e há muitas carências para resolver. Entre as grandes obras que estão previstas, está a continuação da construção de passeios e alargamento de vias e curvas perigosas, além do melhoramento de algumas vias que estão degradadas, mas não há orçamento para arranjar todas as infra-estruturas que desejamos. A rede viária é, assim, uma prioridade? Sim. Neste momento existem algumas que estão bastante degradadas, por causa das obras para a colocação das redes de água e saneamento. Os pisos também se vão degradando.

Também a sede da Junta tem sido beneficiada ao longo dos últimos anos. Foram realizadas obras para requalificar o primeiro piso, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães. A próxima fase será melhorar a parte exterior, por cauda da humidade. Quanto à rede viária, em concreto, será feito o corte de uma curva na Avenida 25 de Abril. Há ainda a assinalar a requalificação da estrada nacional 310, uma obra reclamada e que já está no terreno. Ficaremos

bem servidos, mas melhor seria a ligação de Pevidém à via-rápida e essa é uma luta que iremos manter. A nível de saneamento e água, em que percentagem se situa o abastecimento? A freguesia está servida em cerca de 90%, havendo pontualmente uma ou outra zona por resolver. Mas, estamos a tentar resolver essas situações que não estão servidas pela rede. »»»»»


20

pĂşblica: 4 de Maio de 2011

publicidade


especial

pública: 04 de Maio de 2011 21 pub

»»»»» Como presidente de Junta, quais os espaços que gostaria de ver na sua freguesia? Gostava e julgo que se irá concretizar um Centro de Dia. Neste momento, temos um lar de idosos, que pertence a uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Entretanto, a Fundação Doutor Manuel JoséTeixeira de Melo tem a intenção de criar um Centro de Dia para jovens e crianças em risco e a Junta quer ajudar e participar, dentro do possível, neste projecto muito importante. É um processo moroso, mas que já está a andar. Mas tem outros objectivos para este mandato? É claro, gostava de ter um espaço para jogos radicais no parque de lazer. Também gostava muito de cá ter um posto da GNR. Neste momento, temos uma situação provisória, em que a Guarda está na nossa freguesia à quarta-feira, para que as pessoas não tenham que ir a S. Torcato. Porém, era interessante ter esta estrutura definitivamente na nossa freguesia. A nível de ensino, qual é a situação da freguesia? Temos um centro escolar novo, foi requalificado no ano passado, com óptimas condições, com o 1º ciclo e jardim-de-infância, com 260 alunos. Temos uma escola do 2º ciclo e dois jardins-deinfância na freguesia. Foi eleita pela CDU, mas a Câmara é socialista. Alguma vez sentiu essa diferença? Sinceramente nunca senti isso. Fui muito bem recebida tanto pelo Sr. presidente, como pelos funcionários. É uma relação muito estreita,

de respeito e cordialidade, entre a Câmara e Junta de Freguesia. É uma mulher autarca. Como surgiu a sua candidatura? Há 20 e tal anos fui secretária durante três mandatos e fui membro da Assembleia. Depois desisti, porque já estava há algum tempo na política. Entretanto fui convidada pela CDU, um partido com o qual me identifico. Conseguimos uma boa equipa e iremos continuar a trabalhar neste mandato, que é o último. Qual é a descrição que faz da sua freguesia? Sendo uma freguesia tradicionalmente têxtil, podemos destacar a grave crise social que a freguesia atravessa, com um índice elevado de desemprego e constante eliminação de postos de trabalho. No passado, Pevidém, nas horas de ponta, parecia as festas Gualterianas, era um movimento fabuloso. Tudo isso foi reduzido a 50%. Entretanto, há uma empresa

que fechou e já está a ser dinamizada. Era muito bom que estas empresas voltassem ao activo para criar mais postos de trabalho. Mas, há muito para visitar em Pevidém… Temos lugares bonitos para visitar. Temos vários monumentos bonitos, a Casa da Quinta de Portela, muito antiga e bonita, igreja de S. Miguel do Paraíso, a Capela de S. Brás, o Parque de Lazer do Selho. A freguesia tem uma zona urbana e uma parte mais rural, o Paraíso, com piscinas, um parque e muita zona verde. Temos um campo de tiro do Clube Industrial de Pevidém. Aqui temos muitos e bons restaurantes. Temos muitas coisas boas em Pevidém. pub

Uma mensagem fi fin nal para Pevidém? Queria apenas dizer que a Junta de Freguesia irá continuar a trabalhar para oferecer aos pevidenses melhores condições de vida.

Banda da Sociedade Musical de Pevidém

Música para todos A Banda da Sociedade Musical de Pevidém foi fundada em 1894 e é hoje uma prestigiada banda do meio artístico. “A banda começou com 18 elementos e ao longo dos anos sempre teve a felicidade de ter homens capazes à frente do projecto”, começa por contar Adão Sousa, vice-presidente deste organismo. A banda é, na verdade, a principal actividade da Sociedade Musical, contando com 60 elementos, sendo que dois já têm 65 anos de idade e são cinquentenários. A Sociedade Musical de Pevidém possui actualmente uma sede, onde quem entra não pode deixar de reparar na sua grandiosidade e bom gosto. O espaço existe há 30 anos e foi construído “quando havia dinheiro e tudo era mais fácil”, diz. Segundo Adão Sousa, as dificuldades são cada vez mais e hoje não seria possível construir a sede, por isso a prioridade é “estimar e conservar o espaço para que não caia na decadência”. Quem gosta de música pode aprender, de forma gratuita, na Sociedade Musical, mas dadas as contrariedades financeiras, a instituição poderá mudar de estratégia. “A única exigência era que o pai ou mãe das crianças fosse sócio da sociedade musical, com uma quota anual de 10 euros. A escola funciona com 20 alunos, mas a curto prazo estamos pensar que os pais paguem alguma coisa”.

A Câmara de Guimarães dá à Sociedade um subsídio de cinco mil euros, exigindo dois concertos anuais. Mas, no entender do vice-presidente o valor “é pouco”. “Temos 400 sócios que pagam 10 euros e a Junta de Freguesia também nos ajuda com 1500 euros”. Adão Silva acredita que muitos pensam que os músicos ganham muito dinheiro, mas na Sociedade não ganham muito. “Começam a ensaiar em Novembro e só recebem o dinheiro na primeira festa em Abril”, revela, mencionando que o maestro e professores têm de eceber pelo seu trabalho. Sobre o ensino da música, Adão Sousa é peremptório: “é cultura e acho que devia ser obrigatório aprender música”. No entender deste responsável ainda bem que “vieram as escolas e mais bandas de música”. Num olhar para o futuro, Adão Sousa não sabe se haverá alguém que queira dar continuidade ao projecto, mas gostaria que houvesse. “Aquilo que gostaria é que existissem pessoas interessadas em ajudar e que dissessem que querem fazer parte da direcção, não permitindo que a banda acabe”. Porém, a direcção tem a banda bem estruturada para aguentar “mais 20 anos, porque temos bons instrumentos, fardamento e casa”.


22

pública: 4 de Maio de 2011

especial

Clube Industrial de Pevidém

Campo de tiro é um dos melhores do mundo O Clube Industrial de Pevidém é um clube com cerca de 80 anos e dedica-se, exclusivamente, ao tiro desportivo. Aliás, até domingo o Clube acolhe um campeonato do mundo, o que prova, desde já, o reconhecimento desta entidade. “O Clube Industrial de Pevidém é um dos melhores do mundo”, garante Fernando Santos, presidente desta entidade, que já esteve em muitos campos de tiro da Europa, bem como no resto do mundo. Até domingo estarão em Pevidém provavelmente 150 atiradores portugueses, mas serão cerca de 500 no total. A expectativa é elevada e a responsabilidade também, porque a prova será controlada pela Federação Internacional. No Clube Industrial estão atiradores federados, um deles foi quatro vezes consecutivas campeão do mundo de tiro ao voo. O

único atirador que participa nos Jogos Olímpicos está federado em Pevidém. “Temos todas as condições para os atiradores e possuímos um serviço de secretaria eficaz. Não me pergunte o porquê dos atiradores de outros clubes virem para Pevidém”, diz, justificando, porém, que o atirador é “uma pessoa muito exigente e gosta de uma resposta imediata”. No Clube Industrial de Pevidém quem quiser aprender tiro pode fazê-lo. “Temos pessoas que dão formação e ensinam a manejar uma arma a dar tiros”, explica Fernando Santos. O Clube Industrial de Pevidém conta com cerca de 400 sócios e para Setembro estão marcadas eleições. Fernando Santos terá o seu sucessor. “Sou atirador e faço parte da direcção há 20 anos, a direcção é rotativa e muda de dois em dois anos. Não estou cansado e chegou a vez de novas ideias”.

Clube movimenta cerca de 200 atletas em formação

Pevidém Sport Clube sonha com piso sintético É o clube acarinhado pela vila de Pevidém. As instalações estão sempre cheias, ou não estivessem no clube 200 atletas em formação, além de uma equipa sénior que milita na Divisão de Honra, o patamar mais alto da Associação Futebol de Braga. O Pevidém Sport Clube foi fundado em 2006 por um grupo de sócios do antigo Grupo Desportivo de Pevidém. O objectivo foi, desde logo, fazer um clube virado para a formação de atletas jovens, tanto a nível desportivo, como humano. Hoje, o clube conta com mais de 200 atletas a partir dos 5 anos. Quanto à equipa sénior, subiu o ano passado à Divisão de Honra, mas o campeonato não correu bem, por isso na próxima época regressa à I Divisão distrital. Alfredo Silva, presidente do clube, justifica a descida com a falta de prática nesta divisão. “Foi a falta de experiência de toda a gente, tanto de jogadores, como da própria direcção. Mudámos três vezes de treinador para ver se resolvíamos o assunto, mas não conseguimos”, afirma. No entender do dirigente, o “plantel é de muita qualidade, mas faltou um bocadinho de experiência”. “Somos a equipa mais jovem da Associação Futebol de Braga, com uma média de idades de 22 anos”, aponta. Conformados com a descida, o pub

Pevidém trabalha, agora, para a próxima época, com o objectivo de regressar, “com bases mais fortes”, à Divisão de Honra. Alfredo Silva revela que a equipa técnica será a mesma, bem como o plantel: “Estamos a falar com eles e esperamos contar com a maior parte. Depois iremos reforçar em alguns pontos essenciais da equipa”. Será verdade afirmar que é no capítulo da formação que a direcção aposta seriamente: “Temos 10 equipas e com as condições actuais é difícil trabalhar”. Por isso, esta direcção tem o projecto do piso sintético, para o qual já assinou um protocolo com a Câmara de Guimarães no valor de 200 mil euros. Porém, o projecto está numa fase delicada, porque o clube quer construir muros, mas a autarquia vimaranense não concorda. “A Câmara não está assim

muito receptiva a fazer esses muros e será isso que está a atrasar o projecto”, explica Alfredo Silva. Aliás, caso este diferendo não se resolva, a direcção do Pevidém pondera mesmo demitir-se. “Foram muitos anos de luta e de sacrifício”, fundamenta, acrescentando que “não faz sentido os miúdos continuarem a treinar na lama”. Na realidade, o Pevidém tem traçado um projecto maior, que além do relvado contempla vários espaços de formação, num valor total de 600 mil euros. “Temos um projecto grande a pensar no futuro dos nossos filhos e era importante que, sobretudo, as empresas nos ajudassem. É um projecto muito ambicioso. Pretendemos trabalhar bem na parte de formação e ter uma equipa sólida para a manter na Divisão de Honra. É este o nosso lugar”, depub


especial

pública: 4 de Maio de 2011 23

Serafim Silva Ferreira, pároco há 36 anos em Pevidém

“Pevidém enche-me as medidas” “Pevidém enche-me as medidas” – é desta forma que o padre desta paróquia fala da terra que o acolheu há 36 anos. Serafim Silva Ferreira chegou a Pevidém num dia de Primavera, a 1 de Junho de 1975. Recordase que foi num domingo, o tempo estava bom e vinha de Paredes de Coura, onde esteve 14 anos. Veio para a Pevidém, diz, “para tapar um furo”, porque após o 25 de Abril houve uma “explosão, daquelas explosões anárquicas contra o padre Albertino, que morreu no ano passado com cerca de 100 anos de vida”. Conta, assim, que chegou a Pevidém para preencher uma lacuna. Diz, numa primeira impressão, que encontrou uma “população muito desunida”. “Havia duas facções, uma pró e outra contra e desafiavam-se uns aos outros, mas tudo desapareceu”, conta. Hoje, Pevidém tem mais de 6 mil habitantes. A vila cresceu muito. “Quando começámos, havia 4 cruzes na Páscoa e faziam a vila toda, mas hoje são 19 compassos, fazemos só durante a manhã, mas corresponde a 8 cruzes”, contabiliza. Perante a actualidade, o padre Serafim Silva Ferreira não esquece a crise. Sabe que ela está aí. “Vive-se a crise, que está instalada na sociedade. É uma crise de desemprego”, firma. O pároco não esquece, porém, o fulgor da indústria. Se no passado dava emprego a milhares de pessoas, hoje vai empregando menos, mas as que existem são essenciais para muitas famílias. “Temos a Lameirinho que emprega 790 pessoas, é uma empresa que produz bons produtos. Temos a Coelima que quando cheguei empregava 2700 e hoje emprega 600 funcionários. A indústria teve de adaptarse à realidade para estar sempre no plano

Igreja Matriz S. Jorge

da frente”, sublinha. “Assisti durante este tempo à queda de grandes impérios industriais. Os autocarros levavam as pessoas para as empresas nos diferentes turnos. Hoje nota-se muito desemprego”, observa. O padre não esquece as novas gerações que enveredaram pelo estudo. “Há muitos jovens com 12º ano e outros licenciados que estão com 30 e mais anos e à espera de emprego”. Apesar das dificuldades, Pevidém continua a ser uma vila muito industrializada. Porque se desapareceram postos de trabalho,

foram surgindo outros que também acabam por ajudar a fixar população em Pevidém. A Igreja ao lado do povo No capítulo religioso, o padre Serafim Silva Ferreira fala que a Igreja tem na parte de formação a catequese, o escutismo e outros movimentos na paróquia. Como conhecedor da sociedade, sabe que a vida moderna é “desagregadora”. “Os jovens estão desligados, hoje há muitas solicitações, o estudo e os computadores que causam dependência”. Porém, não tem dúvidas de que há uma “parte fiel e firme na questão da for-

mação religiosa”. No entender do sacerdote, a doutrina que a Igreja prega está ao serviço do Homem, apresenta as verdades como elas são. “Não é uma igreja deste século, é uma igreja de há vinte séculos. É uma doutrina segura, é assistida pelo Divino Espírito Santo. É natural que algumas verdades custem, não é?”, questiona. A religião é, para o pároco de Pevidém, aquela que liga o Homem a Deus e quando ele está ligado, sente-se capacitado com outra força. “A fé é uma energia. Que leva, inclusivamente, a vencer obstáculos. Hoje, vive-se a crise e só a esperança é que pode dar-nos novas forças para enfrentarmos esta realidade”. O padre Serafim Silva Ferreira diz que a igreja sempre esteve ao lado do povo e em horas de crise também se levanta e ajuda. “Há um fundo arquidiocesano e os sacerdotes foram responsabilizados a ajudar com uma mensalidade, através da Cáritas, para resolver situações críticas”, revela. “Todas as semanas, recebo gente sem trabalho e toxicodependentes que procuro ajudar. Não quer dizer que se resolva tudo, porque não temos essa capacidade, mas fazemos alguma luz para que não caiam desespero”, acrescenta. Hoje, tal como no passado, o padre procura estar perto dos seus paroquianos. “Amei tudo o que sacerdócio me deu. Vim para aqui por sugestão do senhor bispo. Há 25 anos tive um AVC e hoje estou aqui para viver”. Actualmente, faz ainda o jornal da paróquia que chegar a todo o mundo, através da internet em www.saojorgeparaiso.com. Precisamente este ano, o pároco faz 50 anos de ordenação sacerdotal, uma data a celebrar com o Santo Padre, Bento XVI, em Roma, a 13 de Maio. pub


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
OE991 by Editave Multimédia - Issuu