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Empresas mais rentáveis

Estão no ranking das mil melhores e facturam milhões

As empresas mais rentáveis do país Sofifiaa Abreu Silva 2009 foi um ano difícil para a economia. Antes, os mercados estavam mais estáveis, mas muitos sectores já adivinhavam que o cenário de crise iria aparecer, mais cedo ou mais tarde. Chegou, é um facto. Muitas empresas tiveram de fechar as portas. Muitas outras deram a volta à crise, até porque já contavam, de certa forma, com ela. A maior parte das empresas admite, porém, que o ano de 2009 foi complexo, enquanto confiam que 2010 seja mais positivo. As empresas arregaçaram as mangas e continuaram a trabalhar na máxima força, aliando factores como visão, valores e gestão. E conseguiram. Na verdade, algumas empresas, nomeadamente do concelho de Famalicão, conseguiram colocar-se no ranking das 1000 empresas mais rentáveis do país – segundo uma publicação do Jornal de Notícias. São rentáveis, facturam milhões, mas trabalham para isso, todos os dias. Ser uma empresa rentável não é uma tarefa fácil. Consegue-se, muitas vezes, com apostas em novos mercados, nos recursos humanos e na tecnologia. Na maior parte dos casos são passos arriscados que procuram a solidez. O OPINIÃO PÚBLICA quis

conhecer, “por dentro”, como funcionam estas empresas e quais as suas perspectivas para o futuro. Neste Especial sobre as “Empresas mais rentáveis”, mostramos um pouco destas entidades que dão emprego a milhares de pessoas e que contribuem para o crescimento económico, a nível local, regional, nacional e global.

Neste trabalho falámos com as empresas Construções Gabriel A.S. Couto; Centro Hospitalar do Médio Ave; Segures Têxteis e a empresa José Júlio Jordão, de Guimarães. Todas elas fazem parte de uma lista das mil empresas mais rentáveis em Portugal. Futuramente, apresentaremos outras que merecem ser conhecidas.

Volume de negócios: 52 milhões de euros em 2009

Reduzir o tempo de espera é prioridade do Centro Hospitalar O Centro Hospitalar do Médio Ave, EPE surge em 1 de Março de 2007, através de processo de fusão entre o Ex-Hospital Conde S. Bento (Santo Tirso) e o Ex- Hospital S. João de Deus, EPE (Vila Nova de Famalicão). O CHMA, EPE detém actualmente cerca de 1345 funcionários no cômputo geral das duas unidades hospitalares: unidade de Santo Tirso e unidade de Famalicão. O ano de 2009 foi um ano importante para o Centro Hospitalar do Médio Ave, quer pela produtividade alcançada, quer pela novidade logística e estrutural que foi criada, designadamente com a abertura da nova urgência médicocirúrgica na unidade de Famalicão e a nova urgência básica na unidade de Santo Tirso. Quanto ao futuro, as perspectivas passam pela concretização de todos os objectivos delineados para as duas unidades em termos físicos; continuação da redução dos tempos de espera para consulta em todas as especialidades e os tempos de espera para ci-

No Centro Hospitalar trabalham 1345 funcionários

rurgia, “nesta altura já muito perto do ideal”, segundo a administração hospitalar. A prioridade passa, igualmente, por “melhorar a organização para que o atendimento seja mais qualificado e obter o equilíbrio económico-financeiro do Centro Hospitalar”. Recorde-se que no ano de 2009 o volume de negócios andou pelos 52 milhões de euros. Ao longo destes anos, o Centro Hospitalar do Médio Ave, nos Serviços de Pediatria e de Otorrinolaringolo-

gia, tem apresentado alguns trabalhos reconhecidos mesmo no exterior, para além de frequentes “posters” em vários congressos nacionais. “Não podemos dizer que a visita do Sr. Primeiroministro ou da ministra da Saúde, que nos visitaram por duas vezes no último ano, tenha sido algum prémio ou título, mas consideramos que é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo deste triénio”, consideram os responsáveis do Centro Hospitalar. pub.


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