Vinho & Vindimas
O futuro passa pela reestruturação das vinhas
Cooperativa recebe menos 50% de uvas Sofifiaa Abreu Silva A Cooperativa Agrícola de Famalicão Frutivinhos conta que este ano a campanha seja mais baixa a nível da quantidade de recepção de uvas. “Esta campanha apontamos para pior do que o ano passado, temos a nível de quantidade uma baixa de 50%, enquanto o nível de qualidade seja equivalente ao do ano passado”, disse Sílvia Gomes, a engenheira agrária da Cooperativa em Ribeirão. Neste momento, a estimativa é que 90 associados entreguem na Frutivinhos as suas uvas. É um facto que o sector agrícola está a passar por uma forte carência e esta também afecta os produtores de vinho. Em Famalicão, o cenário não é diferente, uma vez que se tem verificado “um forte abandono ao longo dos anos dos produtores de vinhas, em contrapartida tem-se vindo a desenvolver reestruturações das vinhas na ordem dos 40%, 50%, que no momento afectam fortemente o sector mas que a médio prazo serão benéficas”, acredita a engenheira Sílvia Gomes. “Numa economia instável e degradada como a nossa”, diz Sílvia Gomes, as perspectivas da Frutivinhos talvez “não
sejam as melhores”. No entanto, afirma, que “se está a trabalhar de forma a que os nossos agricultores possam planear o futuro de forma a terem uma perspectiva clara do seu desenvolvimento”. Além disso, pretende-se produzir “sem perdas e rejeições”, de forma a melhorar a qualidade dos produtos, assim como a sua notoriedade no mercado. “Temos como expectativa a possibilidade de maximizar os rendimentos dos nossos associados”, prevê aquela técnica, ressalvando que “infelizmente os objectivos não dependem somente de factores internos”, mas antes daqueles que são a maior preocupação, “os factores que se não conseguem controlar”. O mercado também cria várias dificuldades a quem produz, pois apresenta múltiplas marcas que combatem pelo melhor preço. Como observa Sílvia Gomes o principal problema prende-se com a esmagadora concorrência, em que os armazenistas deveriam aumentar os preços do produto final “de forma a cobrir os custos de produção”. Porém, a situação verificada é exactamente “o contrário, ou seja, os armazenistas continuam numa guerra de preços, sendo a sua estratégia baixar o preço do produto final”.
Os vinhos da Cooperativa A cooperativa Frutivinhos produz dois tipos de vinho. O vinho D. Sancho (colheita seleccionada) produzido a partir das castas loureiro, trajadura e arinto, sendo vinificadas separadamente. Apresenta um aroma floral da casta loureiro, tendo na boca um sabor frutado, complexo e persistente. Há ainda o vinho Adega Famalicão, produzido a partir das castas loureiro, trajadura e arinto, vinificadas em conjunto. Apresenta-se com um aroma notoriamente floral da casta loureiro, um sabor fresco e frutado com uma agulha refrescante, sendo ligeiramente adamado. pub.
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pública: 23 de Setembro de 2009
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O vinho à refeição
S e t e n c i o n a s e r v i r v á r i o s vi n h o s n u m a mesma re feição, deve começar pe lo mais leve e fraco e acabar pelo mais for te e encorpado. O vinho que vai se rvir deve estar em harm onia com a comida que acompan h a : o s v i n h os s u a v es d ev e m a co m p a n h a r p r a t o s p ou co t e m p e r a d o s e os v i nh os for tes e e ncorpados convêm mais ao s pratos p esados e tempe rados. Entradas Com as entradas deve ser servido vinho branco seco, vinho verde branco, vinhos generosos secos ou ainda vinhos espumosos secos. Sopa Com sopa é clássico "molhar-se a boca" com generosos secos. No entanto, os vinhos rosados e os espumosos podem servir de vinho único ao longo de uma refeição.
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Mariscos Os mariscos servem-se, normalmente, com o mesmo vinho servido para os aperitivos (vinho branco seco ou verde) ou, se forem acompanhados por molhos picantes, com vinho branco suave, adamado. Saladas e e scab eches Aos pratos avinagrados, como saladas muito temperadas ou escabeches, não convém nenhum tipo de vinho, porque não é uma boa conjugação. Pei x es Com peixe serve-se normalmente o mesmo vinho que serviu para os aperitivos (vinho branco seco ou verde). Se forem servidos com molhos picantes, aconselha-se um vinho branco suave, adamado. Peixe estufado e caldeiradas Com peixe estufado ou em caldeirada, convém apresentar vinhos tintos ligeiros (ou mesmo encorpados, se a caldeirada for picante).
Carne s frias Com carnes e aves frias serve-se vinho branco adamado ou tinto ligeiro. Massas Com massas, legumes, arroz e ovos servem-se vinhos brancos adamados ou tintos ligeiros. Carnes ve rme lhas e caç a As carnes vermelhas e a caça, assadas ou guisadas ou em pasta (tortas recheadas, empadas), servem-se acompanhadas por vinho tinto encorpado. As carnes assadas também combinam com vinhos espumosos secos. Carnes gre lhadas Com carnes grelhadas ou assadas (desde que sem molho) serve-se vinho tinto leve. Chanfana Um prato confeccionado com um determinado vinho serve-se sempre acompanhado pelo vinho utilizado na sua preparação. Que ijos Com queijos fermentados (crus) servemse vinhos tintos fortes. Queijos de pastas cozidas (tipo gruyére) pedem vinhos tintos mais leves. Com queijos frescos servem-se vinhos brancos suaves. D oces Com doces não alcoolizados servem-se vinhos doces brancos, espumosos doces ou ainda generosos doces e meio-doces. Com doces confeccionados com licores ou aguardentes, só devem servir-se as bebidas utilizadas na sua preparação. Fr u t a Com fruta nunca se servem vinhos. Café Com café devem servir-se aguardentes. Fonte: www. portalde vinhos. com
Bares de vinho estão na moda É cada vez mais comum encontrarmos bares de vinho no nosso país. As tascas foram substituídas por espaços requintados e bem decorados que oferecem muitas e boas marcas para conhecer. É, na verdade, uma óptima ideia juntar amigos, conversar e escolher o que quer provar: queijo, presunto….tudo com um bom vinho.
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pública: 23 de Setembro de 2009 25 pub.
Conheça os melhores conselhos
Beber e servir com classe Preparação Ao contrário do que se pensa, um vinho não deve ser servido de qualquer maneira, porque pode, depois de abrir a garrafa, apanhar uma desilusão e os seus convidados também. Saiba que uma garrafa de qualidade pode ter partículas em suspensão que não são visíveis através do vidro. Assim, a garrafa deve ficar na vertical, antes 24 horas, para que todas as partículas se depositem no fundo. Temperaturas Os vinhos brancos, rosados e espumantes bebidos fora das refeições ou servidos antes destas são mais agradáveis se forem frescos. Já os vinhos tintos devem ser servidos à temperatura ambiente. Mas, verifique se a divisão em que este está, não se está demasiado quente (verifique se há, por exemplo, aquecedores) porque caso isso aconteça o paladar pode ficar alterado. Os vinhos não devem ser aquecidos, nem refrescados muito rapidamente, mas antes gradualmente. Fique a saber que se precisar de um vinho, pode mergulhar a garrafa num balde com água e gelo, devendo a água estar ao mesmo nível para que a temperatura seja a mesma. Abrir a garrafa Antes de abrir uma garrafa, deve rodeá-la de um guardanapo, porque se uma garrafa se partir, pode provocar golpes perigosos. Limpe o cimo do gargalo, retire a cápsula, limpe a rolha, mas não limpe a garrafa, porque pode agitar o depósito e o vinho turvará. Coloque, suavemente, o saca-rolhas, segurando, firmemente, a garrafa com a outra mão. Não ultrapasse a rolha (da parte de baixo) com a espiral, a fim de evitar que caiam no vinho partículas de rolha ou depósitos que se lhe tenham fixado. Se vê que a rolha é difícil de extrair, introduza o saca-rolhas em diagonal. Depois de retirar a rolha, limpe o interior do gargalo. No caso de um espumante, segure a rolha com firmeza, após retirar o muselet; gire apenas a garrafa e não a rolha que poderá partir-se. As regras É de bom tom que seja o dono da casa a abrir a garrafa à frente dos convidados para assim se certificar que o vinho é bom e para as partículas ou resíduos de rolha ficarem logo no seu copo e não no dos convidados. Os vinhos, como todas as bebidas, servem-se pelo lado direito da pessoa que vai beber. Quando servir um vinho evite tocar no copo com a garrafa. Encha os copos até meio ou dois terços, a fim de poder girar o vinho que permitirá apreciar o aroma. Os vinhos brancos e palhetes devem ser vertidos para os copos de uma certa altura, para provocar a libertação de gás e arejamento; os tintos lisos podem ser servidos de mais baixa altura; os tintos mais velhos devem ser deixados correr para os copos com o gargalo da garrafa quase a tocar na borda do copo. √ Lembre-se! Quanto mais doces, mais frescos. Mas, nunca deverão ser bebidos a uma temperatura inferior a 8 °C. Os espumantes devem ser servidos a uma temperatura de 10 a 12 °C, os brancos a 12 ° e os tintos de 16 a 20 °C. A ordem por que deve servir os vinhos é a seguinte: o seco antes do doce, o novo antes do velho, o branco antes do tinto. É lógico que não poderemos apreciar um bom vinho seco, se antes tivermos bebido um vinho doce. Deve-se servir um vinho novo antes do velho, porque o vinho que envelheceu está no seu auge e apagará um vinho novo.
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