Dia dos Avós
Dia Nacional dos Avós celebra-se a 26 de Julho
A importância dos segundos pais Celebra-se no domingo, dia 26 de Julho, o Dia Nacional dos Avós. Com a data pretende-se, acima de tudo, o reconhecimento do papel fundamental dos avós ao nível da família e da sociedade em geral. O dia é celebrado desde 2003 e a data foi escolhida porque é também o dia de Santa Ana e de S. Joaquim, pais de Maria, avós de Jesus Cristo e padroeiros de todos os avós. Em Portugal, a instituição do Dia Nacional dos Avós no Parlamento tem em conta o "reconhecimento do papel fundamental dos avós ao nível mais restrito da família, quer no plano mais alargado da sociedade em geral". Já se sabe que a transmissão de muitos valores só é possível pelo contacto de diferentes gerações. São muitas as vantagens do relacionamento de avós e netos. Para os avós, este é o momento em que podem usufruir da relação com as crianças de forma despreocupada. Eles não têm propriamente o dever de educar, mas sim de conviver. É frequente ouvirmos que os avós são os segundos pais porque já passaram pela experiência de educar e este convívio possibilitalhes um regresso ao passado. Esta situação possibilita a transmissão de conhecimentos acerca da história familiar e essa partilha de informações possibilita um crescimento emotivo e social muito importante para os netos. Muitos dos avós já estão reformados e têm agora tempo que
não tinham quando desempenharam o papel de pais. É a oportunidade ideal para fazerem com os netos aquilo que gostariam de ter feito com os filhos. Existem muitas diferenças entre o relacionamento de pais e filhos e de avós e netos. Os filhos não podem esperar dos seus pais o mesmo comportamento que tiveram com eles quando eram crianças. Devem permitir o convívio com os mais novos e possibilitar brincadeiras e momentos agradáveis entre ambos. Quando há essa oportunidade, é frequente os filhos pedirem a ajuda dos avós para tomarem conta das crianças. Se forem reformados, não há necessidade de os colocar de imediato num infantário, decisão que é, muitas vezes, acolhida com grande satisfação por parte dos avós que adoram a ideia de passar tempo
redobrado com os seus netos. Há quem defenda que “os avós realizam com os seus netos todos os desejos reprimidos que tiveram enquanto pais”. É por isso frequente ouvir a expressão “os pais educam e os avós (des)educam”. Esta frase faz algum sentido se pensarmos que os pais são mais proibitivos que os avós, pois são eles que têm necessidade de educar e de colocar limites aos filhos. Ao contrário, os avós dão maior liberdade aos netos, aproveitando o que não poderiam facilmente fazer quando desempenharam o papel de pais. A relação de afecto, cumplicidade e carinho entre avós e netos marca a vida da criança, com lembranças positivas da infância. É por isso que muitos netos se sentem tão identificados com os seus avós.
Ser idoso não implica ver a vida passar à janela Ser idoso não implica ficar fechado em casa e ver a vida passar à janela. A terceira idade pode ser vivida com um corpo e uma mente sãos. Uma vida sedentária pode ser o pior inimigo da terceira idade. É certo que o processo de envelhecimento é inevitável e que a ele surgem associadas algumas patologias. Os movimentos tornam-se mais lentos, os reflexos menos rápidos, o andar menos seguro. A mobilidade e a flexibilidade vão sendo afectadas com o passar dos anos, uma fragilidade que permite o avançar de doenças como a osteoporose e as do foro cardíaco. Contudo, ainda que envelhecer seja uma fatalidade, nada impede a qualidade de vida na terceira idade. Qualidade de vida, não no sentido económico, mas de saúde e bem-estar. E um dos passaportes para viver melhor a fase mais avançada da vida é a adopção de um estilo de vida saudável, o que passa por uma alimentação equilibrada e rica nomeadamente em cálcio, mas
passa também pela prática de exercício físico. Poder-se-á pensar que o exercício físico não é compatível com a idade, mas esta é uma ideia errada. Desde que praticado moderadamente, e com o necessário conselho médico se existir alguma patologia, o exercício só tem vantagens. Não se trata aqui de conseguir um corpo jovem à força, trata-se sim de melhorar a mobilidade e a resistência do organismo, com consequências benéficas até sobre o desempenho das actividades diárias. Assim, o exercício físico beneficia a capacidade de locomoção, fortalece os membros inferiores, o que é meio caminho andado para prevenir quedas, e reforça os músculos abdominais e lombares, evitando dores crónicas e proporcionando um melhor equilíbrio corporal. Além do mais, estimula a circulação sanguínea e optimiza o ritmo respiratório, reduzindo os episódios de falta de ar. Desta forma contribui para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.
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